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  1. 1. P á g i n a  | 1 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11   Oficina de Estratégia Nº 1    Oficina de Estratégia   
  2. 2. P á g i n a  | 2  © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11        JBS já encosta na Vale em faturamento Com compras do Bertin e da Pilgrims, frigorífico se aproxima de algo que era impensável: tirar da Vale o posto de maior empresa privada do BrasilRevista Exame1 (15,3 bilhões de reais em 2008), a receita total do JBS subiria para 58,7 bilhões de reais. Já a Vale obteve faturamento de 61,6 bilhões de reaisEduardo Tavares - 16/09/2009 19:27 nos últimos 12 meses, menor apenas que o da estatal Petrobras.A compra do Bertin e da PilgrimsPride deve fazer com que o Dessa forma, o JBS ficou bem próximofaturamento do JBS-Friboi chegue de algo que até então pareciapróximo ao da Vale. Maior frigorífico impensável para qualquer outrade carne bovina do mundo, o JBS empresa do país: tirar da Vale o postofaturou 35,9 bilhões entre julho de de maior companhia privada brasileira.2008 e junho de 2009. Se for somado o Em terceiro lugar no ranking dasfaturamento do Bertin (7,5 bilhões de maiores empresas viria a Gerdau, comreais no ano passado) e do Pilgrims 35,2 bilhões de reais em faturamento.                                                            1 Esta matéria foi publicada no Revista Exame– http://exame.abril.com.br/negocios/e mpresas/noticias/jbs-ja-encosta-vale- faturamento-499157. acesso em 12/01/2011.  Oficina de Estratégia   
  3. 3. P á g i n a  | 3 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11   O negócioEmpresa Receita (em bilhões de O JBS anunciou, nesta quarta-feira reais)* (16), que vai comprar o rival brasileiro Bertin e a gigante Pilgrims Pride,Petrobras 200,85 segunda maior processadora de carneVale 61,68 de frango dos Estados Unidos, comJBS 35,92 faturamento de 8,5 bilhões de dólares. A Pilgrims foi avaliada em 2,8 bilhõesGerdau 35,23 de dólares. O JBS inicialmenteUltrapar 31,38 comprará 64% da empresa. O restante permanecerá com os atuais acionistasEletrobras 27,6 do Pilgrims.Telemar 24,35 A JBS afirma que a aquisição contaráAmbev 22,31 com linhas de crédito de 1,5 bilhão de*12 meses até jun/09 dólares para financiar a dívida daFonte: Economática Pilgrims. A expectativa é de que a compra seja concluída até dezembro. Já os donos do Bertin, se tornarão grandes acionistas do JBS. O dois negócios contarão com o apoio doA Vale, entretanto, continuaria a ser governo brasileiro, via BNDES.uma empresa muito mais saudável evalorizada no mercado. O lucro da Para a entrada do Bertin no capital domineradora é bem maior, justificado JBS, será criada uma "Nova Holding".pelas margens do setor de mineração, Os acionistas controladores da JBS vãoque superam largamente as do contribuir com a totalidade de suassegmento de carnes. No segundo ações e os donos do Bertin vão repassartrimestre, por exemplo, o lucro líquido 73,1% do capital da empresa após aobtido pela Vale foi de mais de 1 bilhão conclusão do negócio, os acionistas dode reais, enquanto o da JBS ficou em JBS terão 60% da holding e os do172,7 milhões de reais. Além disso, a Bertin, 40%.JBS tem contra si o fato de que depossuir um endividamento maior e por O negócio depende da aprovação dasser formada pela aquisição de autoridades de defesa da concorrênciaempresas em dificuldades financeiras. do Brasil, e só será fechado após a conclusão de uma emissão de ações daA gigante americana Pilgrims, por subsidiária americana do JBS, o JBSexemplo, encontra-se atualmente sob USA. A empresa diz que está emprocesso de recuperação judicial, processo avançado de negociação paratambém conhecido como concordata. A uma capitalização de 2,5 bilhões deoperação faz parte do plano de dólares. A capitalização é necessáriarecuperação submetido ao Tribunal para não provocar um forteFalimentar do Distrito Norte do Texas. endividamento do JBS.A Bertin vem de um ano de perdas e,após um período de aquisições, Consultar: http://www.jbs.com.br/também está bastante endividada. Paraobter lucro, serão necessáriasmudanças nas gestões das duasempresas compradas.Oficina de Estratégia   
  4. 4. P á g i n a  | 4 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11   A incrível aventura Por décadas, a família Monfort foi o maior orgulho da pequena Greeley, global do Friboi cidade de aproximadamente 100 000 habitantes no norte do Colorado. Eles eram os Matarazzo do pedaço -- viraram nome de escola, hospital, Com um peculiar estilo de gestão museu e campo de futebol. Nos anos batizado de Frog -- ou "From 30, em meio à Grande Depressão, oGoiás" -- e a providencial ajuda do empresário Warren Monfort comprou BNDES, a família Batista 18 cabeças de gado e começou a dartransformou a JBS-Friboi na mais forma àquele que se tornaria o maior empregador da cidade. Três décadas globalizada das empresas depois, a família decidiu montar uma brasileiras e no segundo maior fábrica de processamento de carne. grupo privado do país. Não é Nessa época, a cidade ficou famosa pouco. pelo aroma pouco agradável que as pastagens exalavam (o problema foi contornado depois de algum tempo). ATiago Lethbridge, de Greeley, e Márcio Juliboni, de São fábrica dos Monfort se tornaria oPaulo principal pilar da Swift, a maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos. Até 2007, o status dos Monfort como reis de Greeley se manteve inabalado -- até que chegaram à cidade os Batista, os brasileiros donos da JBS-Friboi. "Nunca tinha ouvido falar nos Batista até o dia em que a JBS comprou a Swift", disse a EXAME Richard Monfort, neto de Warren e dono do time de beisebol do estado, o Colorado Rockies. "Eles sãoFazenda de gado nos Estados Unidos: a JBS- agressivos demais. Olhe a quantidadeFriboi fatura quatro vezes mais no exterior do de empresas que eles compraramque no Brasil depois da Swift. É impressionante."Revista Exame2 A história recente da JBS é realmente de derrubar o queixo. A razão mais óbvia é a incrível velocidade com que a empresa cresceu nos últimos cinco anos. Em 2004, a JBS faturava 1,2 bilhão de dólares. De lá para cá, a                                                             empresa quase dobrou de tamanho a2 Esta matéria foi publicada no Revista cada ano, em média. Além disso, a JBSExame–http://exame.abril.com.br/revista- representa um marco na história daexame/edicoes/0953/negocios/noticias/i economia brasileira. Nunca umancrivel-aventura-global-friboi- empresa local mergulhou no mercado502270?page=1&slug_name=incrivel- internacional como a JBS. A aventuraaventura-global-friboi-502270. acesso começou há quatro anos, quando oem 12/01/2011.Oficina de Estratégia   
  5. 5. P á g i n a  | 5 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  Friboi comprou as operações da Swift Quando o Friboi emitiu seus primeirosna Argentina. Em 2007, a empresa deu títulos de dívida, em 2006, Joesley eraseu mais ousado salto ao adquirir a o único dos irmãos que falava algumamericana Swift e se tornar a maior inglês. Acabou sendo escolhido paraprocessadora de carne bovina do participar das reuniões commundo. Muitos analistas julgaram que investidores estrangeiros. No fim dasos Batista haviam dado um passo contas, assumiu as funções demaior que a perna e levariam anos financista e foi o responsável peladigerindo a atrasada Swift. Não foi bem pioneira abertura de capital do Friboi,assim. Em 2008, o Friboi comprou em 2007. Apesar de ser o mais novomais três empresas -- nos Estados dos três, Joesley gosta de exercer oUnidos e na Austrália. Finalmente, as papel de líder da empresa. Ele expõerecentes aquisições da Pilgrim’s Pride, em sua sala os livros que mais osegunda maior processadora de carne influenciaram (recentemente,de frango dos Estados Unidos, e do distribuiu aos mais próximos um livrorival brasileiro Bertin -- anunciadas em que mexeu com sua cabeça: O Poder da16 de setembro -- transformaram a Confiança -- O Elemento Que Faz TodaJBS-Friboi na maior empresa do setor Diferença, de Stephen Covey). Wesleyno mundo, à frente até mesmo da Batista, de 37 anos, é consideradogigante americana Tyson Foods. Agora, aquele com mais vocação para tocar amais de 70% dos 51,7 bilhões de reais operação. É ele o especialista em tirarque a empresa fatura são gerados de cada centavo de um boi que entra nosua filial nos Estados Unidos. A rigor, a frigorífico -- do filé mignon ao peloJBS é hoje uma empresa americana usado para fazer pincéis. Ocom sede no Brasil. primogênito, José Batista Júnior, de 47 anos, deixou a presidência do grupoPor trás dessa história está a ambição anos atrás e hoje se ocupa em forjarde três irmãos que largaram os estudos uma rede de relacionamentos e deantes de completar o ensino médio e se catapultar sua carreira política.tornaram bilionários. O Friboi nasceu Apelidado de "Júnior Friboi" em Goiás,em 1953, quando o empresário José ele articula sua candidatura ao governoBatista Sobrinho abriu o açougue Casa do estado em 2010.de Carne Mineira, em Anápolis, Goiás.Hoje, o fundador ainda despacha nasede da JBS-Friboi (o grupo foirebatizado com as iniciais doempresário), mas o comando donegócio passou para seus filhos. E, nasmãos dos irmãos Batista, o frigoríficodo pai se transformou no segundomaior grupo privado do Brasil emfaturamento, pouco atrás da Vale e àfrente de Votorantim, Gerdau e, bem,todo o resto. Joesley, de 36 anos, é opresidente da JBS e comanda asoperações no Brasil, na Argentina e naItália. Quem conhece de perto o Friboiresponde quase sempre da mesmamaneira ao descrever as atribuições deJoesley: "Ele é o homem do dinheiro". David Zalubowski/AP PhotoOficina de Estratégia   
  6. 6. P á g i n a  | 6 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  Richard Monfort, ex-proprietário da fábrica da - e desta vez a plateia entendeu tudoJBS no colorado: "agressividade que ele dizia.impressionante" A chegada da JBS a Greeley representou o embate entre estilos deA liderança da aventura global da JBS gestão antagônicos. Os caubóis decoube a Wesley. Como a decadente Anápolis cultivam a simplicidade totalSwift precisava de um choque na gestão. Enquanto o resto do mundooperacional, ele foi o escolhido para vive às voltas com sistemasassumir o problema. Não foi fácil. Nas sofisticados, como Six Sigma, ERP epalavras de um amigo, ele foi outras siglas, os Batista decidiramdespachado para Greeley em 2007 sem adotar o estilo Frog -- ou "From Goiás",saber falar sequer "My name is como Joesley gosta de dizer. AWesley". Assim que a aquisição foi simplicidade começa no figurino usadoconcluída, se transferiu com a família no escritório. É comum que executivospara a cidade de Fort Collins, no recém-contratados tenham de comprarColorado (motivo de ciumeira na calças jeans, já que vestir terno por lá évizinha Greeley, afinal, é lá que fica a o equivalente a ir de chapéu de caubóisede da empresa). No primeiro evento e bota enlameada a um jantar de gala.organizado para apresentar a JBS aos Consultorias de estratégia não passamprodutores locais, Wesley usou um na porta. Headhunters, muito menos.tradutor. Quando arriscava no inglês, Na hora de contratar executivos,os boiadeiros boiavam. "A gente só Joesley coloca em prática a técnica doconseguia entender quando ele falava "cérebro bom", que aprendeu sozinho.uma palavra óbvia, como cow", diz o Quem tem "cérebro bom" (traduzindo,presidente da associação dos criadores aquele que aprende rápido e não temdo Colorado, Bill Hammerich. Apesar medo de fazer coisas novas) édas dificuldades iniciais, a chegada de contratado. Quem tem "cérebro ruim"Wesley causou uma forte impressão é dispensado, mesmo que tenha maisentre os empresários locais. Por anos, a experiência ou conhecimentos técnicosSwift havia passado de mão em mão, e sofisticados. A hierarquia da JBS éseus donos reduziram a produção, dividida em dois grupos -- os Batista ediminuindo a compra de gado. Para os o resto. Os irmãos têm controlecriadores locais, o maior temor era que absoluto do negócio, e passam poro novo controlador seguisse caminho cima da hierarquia para dar ordenssemelhante. A vinda de Wesley diretas a quem vai executá-las. Umdiminuiu esse medo. Afinal, aquele não bom exemplo desse jeitão quaseera um simples executivo expatriado -- simplório foi a negociação para aera o dono da empresa que largava sua compra da Swift. Em meio ao calor dasvida no Brasil e partia para um lugar conversas, quando tudo parecia que iaestranho, mesmo que capengando na dar errado, Joesley saiu da salalíngua. "Isso foi a prova de que eles avisando: "Ó, aqui tá nossa proposta.estavam comprometidos com o Mas vamos lá no quarto botar umacrescimento", diz o criador Steve bermuda e ir pra piscina beber umaGabel, fornecedor da JBS. Na última cerveja. Quando vocês tomarem umavez que discursou ao mesmo grupo, já decisão, avisem". O telefone acabouem 2009, Wesley usou o intérprete tocando logo depois.apenas para tirar duas ou três dúvidas -Oficina de Estratégia   
  7. 7. P á g i n a  | 7 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  Quando essa turma desembarcou em um movimento enlouquecido. WesleyGreeley, há pouco mais de dois anos, o conseguiu, assim, um de seuschoque foi inevitável. Pode-se dizer que principais objetivos -- o aumento daa cultura Frog é a antítese do modelo escala reduziu o custo de produção.de gestão americano, repleto de Além disso, os brasileiros cortaramhierarquias, regras e modelos. Wesley despesas onde podiam. As impressorastratou de mudar tudo logo na chegada. coloridas, por exemplo, foramSegundo um estudo sobre a JBS devolvidas. Enquanto a Swift gastavaconduzido pela Universidade Harvard, milhões de dólares em seguro contracinco níveis administrativos foram acidentes com os navios queextintos e 100 pessoas perderam o transportavam seus produtos, os novosemprego. Assim, a distância entre donos decidiram economizar (afinal,Wesley e o chão de fábrica diminuiu de nenhum navio tinha jamais afundado).nove para quatro níveis. Enquanto As despesas com seguro caíram de 15projetos levavam meses para ser milhões para 5,7 milhões de dólares.aprovados na velha Swift, comandada Com medidas como essas, Wesleypor executivos treinados em Harvard, Batista conseguiu fazer a Swift voltarhoje a regra é apresentar as ideias ao lucro. "Num negócio de margensdiretamente a Wesley, que as aprova extremamente apertadas, como o deou não na hora. Segundo funcionários carnes, qualquer centavo fazbrasileiros que trabalham em Greeley, diferença", diz Fabiano Tito Rosa,o presidente anterior nunca havia diretor da Scot Consultoria,colocado os pés na fábrica. Wesley, que especializada em agronegócio.aprendeu a matar bois antes de tirarcarteira de motorista, faz visitas A virada na Swift alterou a forma comregulares à linha de produção. Em que os americanos enxergavam a JBS.Greeley, é comum ouvir histórias sobre A empresa se tornou a "queridinha doso dia em que Wesley entrou na fábrica, credores" e empresas em dificuldadespegou o facão e começou a ensinar os financeiras começaram a procurar osfuncionários a retalhar a boiada do Batista para propor uma aquisição.jeito correto. Além disso, a compra da Swift mostrou à JBS que é possível operar com outrosFeitas as mudanças iniciais, Wesley produtos além de carne bovina, suapôde se concentrar naquela que era sua especialidade até então (a empresameta quando chegou ao Colorado -- americana também processa carne defazer a Swift finalmente dar dinheiro. porco). A experiência foi essencial paraPara tanto, ele se concentrou em outro a investida sobre a Pilgrim’s Pride.pilar do modelo de gestão Frog, a Segundo executivos próximos à JBS, aagressividade. Havendo boi disponível, companhia já planejava há anos suaas fábricas da JBS costumam operar a entrada no mercado de frango, mas oplena capacidade, pouco importa se o movimento foi impulsionado pelomercado está aquecido ou não. Quando sucesso na virada da Swift e peloos brasileiros chegaram, a fábrica da agravamento da crise da Pilgrim’s, queSwift em Greeley funcionava em entrou em recuperação judicial emapenas um turno, algo explicado pela dezembro do ano passado. Com afraca demanda no mercado americano. aquisição da Pilgrim’s, empresaA JBS decidiu criar o segundo turno, avaliada em 2,8 bilhões de dólares, aapesar dos alertas de que aquele era JBS consegue atingir dois objetivos. OOficina de Estratégia   
  8. 8. P á g i n a  | 8 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  primeiro é diversificar suas receitas, sempre, uma estratégia arriscada. Umque ficam menos expostas às oscilações cálculo malfeito pode colocar a própriado mercado de carne bovina. O sobrevivência da compradora em riscosegundo é a chance de continuar -- basta, aliás, olhar o que aconteceucrescendo nos Estados Unidos sem com a própria Pilgrim’s, que secausar revolta entre os criadores de endividou demais para adquirir a rivalgado locais, apavorados com o que Gold Kist e acabou indo à bancarrota.consideram uma concentração Mas a JBS nunca correu esse risco. Emexcessiva de mercado nas mãos de cada uma das grandes aquisições, láestrangeiros. No ano passado, a estava o BNDES fazendo um aporte deempresa brasileira comunicou que capital para tornar o negócio viávelestava comprando as rivais National sem sacrificar a saúde financeira daBeef (quarta maior do país) e empresa. Agora, na compra daSmithfield (quinta maior). O anúncio endividada Pilgrim’s, a JBS anuncioucausou comoção nacional. Senadores que a venda de quase 30% daamericanos se opuseram. Com as subsidiária americana para um nãocompras, alegavam os opositores, a identificado "investidor privado" vaiJBS se tornaria grande demais, o que tornar a aquisição possível. Segundoprejudicaria os pequenos criadores de EXAME apurou, o tal "investidorgado americanos. privado" é, na verdade, bastante público: o BNDES deve liderar oWesley foi parar no Senado, onde investimento de 2,5 bilhões de dólaresdepôs e fez juras de amor aos Estados na JBS americana. "A ajuda do BNDESUnidos. Mas a reação, que pegou os é, sem dúvida, o fator mais importanteBatista de surpresa, acabou fazendo a para a JBS ter feito o que fez nosJBS desistir da compra da National últimos anos", diz Soummo Mukherjee,Beef. Ficou claro que novas aquisições analista da agência de classificação deno setor de carne bovina seriam risco Moody’s no Brasil. (Procuradoinviáveis. No caso da Pilgrim’s, como a por EXAME, o BNDES preferiu nãoJBS não abatia um frango sequer, os dar entrevista.)Batista tinham certeza de que nãoperderiam o negócio. Mesmo assim,alguns dos velhos algozes da JBS jácomeçaram a fazer barulho. Aassociação nacional dos criadores degado enviou carta ao governo pedindoque a compra da Pilgrim’s seja vetada.Nenhuma característica espanta tantoos americanos quanto o inesgotávelfôlego da JBS para aquisições. Como,num negócio de margens tão pequenas,e num momento em que todas asempresas do setor sofrem, os Germano Lüdersbrasileiros conseguem tanto dinheiropara aquisições? A resposta, como se Venda de carne em São Paulo: o setor desabe, está no bolso do BNDES, o banco frigoríficos é um dos alvos globais dasestatal. Crescer por aquisições é, quase empresas brasileirasOficina de Estratégia   
  9. 9. P á g i n a  | 9 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11   deixar a linha de produção para rezar. Cerca de 100 deles foram demitidos, oObtido com a ajuda do BNDES, o que deu origem a um escândalo ecrescimento internacional trouxe acusações de discriminação religiosa.vantagens óbvias para a JBS. Hoje, a Em 2009, empresa e funcionáriosempresa é praticamente imune a chegaram a um acordo. Mas umbarreiras sanitárias. Enquanto o Brasil pequeno e histérico grupo denão pode exportar carne para países moradores locais reagiu ao acordo ecomo Japão e Coreia, os Estados protestou em frente à fábrica. SegundoUnidos podem. Os Batista usam, então, eles, Greeley estava se curvando àa subsidiária americana para chegar a Sharia, a lei islâmica, e a JBS estavaesses mercados. A investida global dos criando regras especiais para osBatista é, também, reflexo de um trabalhadores muçulmanos.fenômeno com potencial para mudar acara das economias mais ricas do A partir de agora, os Batistamundo. Setores considerados enfrentarão desafios muito maisantiquados, como siderurgia, complexos que uma revolta deagricultura e ferrovias, tornaram-se xenófobos do Colorado. A empresa quevulneráveis à investida de companhias emerge das aquisições de Pilgrim’sde países emergentes. Em entrevista Pride e Bertin é muito diferente dorecente ao Portal EXAME, o velho Friboi. Serão 125 000empresário Marcel Telles, um dos funcionários em 141 fábricas. E acontroladores da cervejaria InBev, empresa comercializará também leite,afirmou que esses setores, carcomidos frango e produtos industrializados. Opor anos de paralisia, representam as principal desafio, a partir de agora, émaiores oportunidades de crescimento fazer com que essa incrível série depara companhias brasileiras. aquisições dê retorno. A expansão internacional fez da JBS um gigante,Apesar dos atrativos, a mas um gigante bem menos rentávelinternacionalização cria problemas que seus rivais nacionais. Hoje, a JBStotalmente novos para empresários tem uma margem de 3,8%. Enquantobrasileiros. No caso da JBS, esses isso, o rival Marfrig, que em setembroproblemas vão de um tornado que comprou a Seara por 900 milhões dedevastou um pedaço da sede da dólares, tem o dobro de margem --empresa, em Greeley, a uma 7,6%. No ano que vem, a JBS esperaindesejada polêmica que envolveu levantar cerca de 2 bilhões de dólaresimigrantes africanos. Para conseguir com a abertura de capital de suamão de obra barata para suas fábricas, subsidiária americana. A ideia é usara JBS acessou uma rede que presta parte do dinheiro para fazer umaserviços para refugiados somalis. grande investida na distribuição, com aCentenas deles foram contratados, o compra de uma frota de caminhões e aque criou inusitadas tensões raciais em construção de centros de distribuição.cidades como Greeley e Grand Island, É a esperança para aumentar asno estado de Nebraska. Para piorar, no margens da subsidiária americana.ano passado a própria JBS teveproblemas com os somalis. Durante o Essa série de mudanças vai tirar osperíodo do Ramadã, sagrado para os Batista de sua zona de conforto. Vaimuçulmanos, os somalis insistiam em ficar cada vez mais difícil controlar deOficina de Estratégia   
  10. 10. P á g i n a  | 10 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  maneira absoluta os negócios e mantera estrutura simples da qual eles tantose orgulham. A compra da Pilgrim’sindica que os Batista já entenderam JBS estuda novaisso. O presidente da empresa, Don proposta paraJackson, será mantido no cargo. Anova fase exigirá, sobretudo, uma comprar Sara Lee,transformação pessoal dos irmãos. A dizem fontesabertura de capital da JBS nos EstadosUnidos jogará ainda mais os holofotessobre seus controladores -- algonatural, por se tratar da emissão de Proposta da JBS feita no mêsações de uma subsidiária que fatura passado foi rejeitada por ter sidocerca de 36 bilhões de reais. E os reis considerada muito baixa, dedo gado parecem não se dar bem com acordo com fontesholofotes. Como o leitor pôde perceber, Jeffrey McCracken e Leonardo Lara,os Batista não deram entrevistas paraesta reportagem. Segundo os dacontroladores da JBS, eles só falariama EXAME se a revista concordasse emnão publicar fotos da família, apesar de John Blake/EXAME.comhaver dezenas de fotos disponíveis --Júnior, não custa lembrar, posou dechapéu de vaqueiro na capa da revistahá cinco anos. "Eu ajudo quem meajuda", disse Joesley. Como EXAMEpreza o hábito de editar as própriasmatérias, não houve acordo. O IPO nosEstados Unidos deve deixar claro paraos irmãos que é impossível controlar amaior empresa de carne do planeta efingir que eles não passam dos donosda Casa de Carne Mineira. Rebanho do JBS, nos Estados Unidos: executivos vão tentar ressuscitar negociações Revista Exame3                                                              3 Esta matéria foi publicada no Revista Exame– http://exame.abril.com.br/negocios/emp resas/noticias/jbs-estuda-nova-proposta- para-comprar-sara-lee-dizem-fontes. acesso em 12/01/2011.Oficina de Estratégia   
  11. 11. P á g i n a  | 11 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  Nova York e São Paulo - JBS SA estuda JPMorgan em uma nota enviada hoje afazer uma nova oferta para comprar a clientes. Para ele, a possibilidade deSara Lee Corp., segundo duas pessoas um acordo é “alta”.com conhecimento do assunto. Umaproposta da JBS feita no mês passado As ações da JBS operavam em baixa defoi rejeitada por ter sido considerada 0,14 por cento às 13h08 em São Paulo,muito baixa. cotadas a R$ 7,01. Os papéis da Sara Lee subiam 2,7 por cento, para US$Executivos da JBS viajam esta semana 17,90, na Bolsa de Nova York,para os Estados Unidos para tentarressuscitar as negociações, disseram as Outras opçõespessoas, que pediram anonimatoporque o assunto é privado. A JBS fez A Sara Lee, que atua nos setores deuma oferta de US$ 17,50 por ação da café e carnes, também avalia se vaiSara Lee em meados de dezembro, desmembrar uma de suas unidadescolocando o valor de mercado da principais e pretende tomar umaempresa em cerca de US$ 11 bilhões, decisão até o fim do mês se vai vendersegundo as pessoas. a empresa ou dividi-la, segundo as pessoas. A unidade europeia de café doEmbora a Sara Lee não tenha dado à grupo é a mais provável de serJBS um preço, o grupo americano com desmembrada, disse uma fonte,sede em Downers Grove, Illinois, destacando que nenhuma decisão foiestaria interessado em cerca de US$ 20 tomada ainda.por ação, ou quase US$ 13 bilhões,segundo uma das fontes. A JBS, “É fiscalmente ineficiente estar sediadoassessorada pelo JPMorgan Chase & nos Estados Undios e vender café naCo., procura determinar se vai elevar a Holanda”, disse Christopher Growe,oferta já feita enquanto busca formas analista da Stifel Nicolaus & Co. dede levantar mais dinheiro, segundo a Saint Louis, em uma entrevista. “Umaoutra pessoa. divisão ou uma venda propriamente dita seriam as únicas formas para tirarA JBS “provavelmente tem condições vantagem disso”, disse ele.de pagar mais” por conta daseconomias que teria com a combinação A unidade internacional de café é ade seu segmento de processamento de maior da Sara Lee, com receita total decarne com a Sara Lee, disse Jon Cox, US$ 3,2 bilhões no ano fiscalanalista da Kepler Capital Markets, em encerrado em junho. O conselho daZurique. “É interessante que esta não é Sara Lee deve se reunir no fim do mêsa primeira vez que uma produtora de para decidir sobre o futuro da empresa,alimentos do mundo desenvolvido está disse uma das fontes.ligada a uma compradora do mundo Assessores de imprensa da Sara Lee daemergente. Eu suspeito que essa JBS não quiseram comentar o assunto.tendência tenha apenas começado.”A Sara Lee poderia obter até US$ 23por ação, 32 por cento mais que seupreço de fechamento em 7 de janeiro,disse Terry Bivens, analista doOficina de Estratégia   
  12. 12. P á g i n a  | 12 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  Estratégia da JBS Carnaval ou aA JBS realizou mais de uma dúzia de Amazônia sem carneaquisições desde 2007, expandindo suaoperação nos Estados Unidos, naAustrália e na Europa. A empresa Envolverde15 de dezembro de 2010 às 10:52hbrasileira comprou a Swift & co. em2007 e duas unidades da Smithfield Por João Meirelles Filho*Foods Inc. em 2008. Ela tambémcomprou a produtora de carne de avesPilgrim’s Pride Corp. em 2009, para Carta Capital4diversificar seu portfólio. Diante de um bife mesmo os mais“Sempre foi uma questão de tempo “conscientes” ambientalistas rendem-para a divisão total da Sara Lee”, disse se à tentação e se enfastiam de tantaJames Amoroso, consultor da indústria carne. Engole-se a pecuária bovina node alimentos baseado em Walchwil, na Brasil como algo natural, semSuíça. notarmos a sua dimensão e urgência. Mais do que cercas e marcos, asO presidente da JBS, Joesley fundações do Brasil foram socadas àMendonça Batista, de 38 anos, disse pata de boi. Jamais o Brasil parou paraque sua companhia vai continuar a se pensar o impacto de sua decisão pelaexpandir, buscando novas aquisições pata do boi, medir seu impacto social,nos Estados Unidos e no Brasil, os dois ambiental e, mesmo, econômico.maiores produtores mundiais de carnebovina, assim como em outros países. Empurramos o problema para o fundo do Brasil, distante das grandes cidades,O segmento de varejo de carnes da das telas das TVs… E deixamos terrasSara Lee na América do Norte, cujas arrasadas – a Mata Atlântica, avendas superaram US$ 2,8 bilhões no Caatinga, e agora o Cerrado e aano terminado em junho, representaria Amazônia. Afinal, o Brasil é imenso, asmais de 15 por cento da receita total da terras, infinitas, e o boi sempre parteJBS. da paisagem, não é?Outros potenciais compradores da A “quente” última década nos oferecedivisão incluem a Hormel Foods Corp. um cardápio picante, com temas novose a Tyson Foods Inc., segundo uma como as mudanças climáticas e orelatório de hoje do Deutsche Bank AG. esgotamento do planeta. São estudosRepresentantes da Tyson e da Hormel científicos e relatórios internacionaisnão quiseram comentar. (veja a bibliografia), que desossam a questão e, pela primeira vez, apontam                                                              4 Esta matéria foi publicada no Revista Carta Capital– http://www.cartacapital.com.br/carta- verde/carnaval-ou-a-amazonia-sem-carne. acesso em 13/01/2011.Oficina de Estratégia   
  13. 13. P á g i n a  | 13 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  o impacto da pecuária bovina sobre o ao Brasil, em 7 de novembro de 2005,Brasil e o planeta. Se o tema era visto era um lauto churrasco.como bravata de alguns radicais, ocupacrescente espaço, ainda de canapés, Não há como contestar que se trata dolonge de ser o prato principal das maior gerador de empregos do país equestões de estado. O Brasil é que não cuja cultura envolve a maior parte dosse percebe, é o peão-de-culatra, que habitantes do meio rural, presente emnada vê, a boiada adiante, pra trás a todos (todos!) os municípios do país.poeira… Mas agora que o Brasil quer se provar não mais moleque de calças curtas,As mudanças climáticas, a segurança como explicar a 8a economia doalimentar, a conservação da planeta e, ao mesmo tempo, o passivobiodiversidade, a sobrevivência de gerado pela pecuária: a violência nopopulações tradicionais, as crescentes campo, a escravização de mão de obra,desigualdades entre ricos e pobres, o o desmatamento da Amazônia (e doacesso a água, são hoje questões Cerrado e Caatinga), as queimadas, acentrais e se relacionam diretamente à informalidade da atividade etc? Pior,maneira que a nossa comitiva conduz a ainda quer impor uma agendapecuária bovina: de forma extensiva, a ambiental ao mundo, sem fazer a liçãoocupar terras infinitas, ao provocar o de casa. Pelo mundo afora são asmaior processo de deslocamento de churrascarias sulinas – símbolo maiorpopulações tradicionais, e de erosão do do desperdício – os nossosplaneta Terra. “embaixadores”.O que mais me surpreende é que a E no meio empresarial e político estamaioria dos brasileiros acredita que conversa bonitinha de sustentabilidadeeste não deva ser assunto pra se tratar vai pelo ralo, toda vez que o prato dona mesa: é coisa de somenos almoço é a carne bovina, cuja origemimportância, conversa pra boi dormir. se desconhece (e nem se pretendeA minha crença particular, – e aqui me investigar). Para nos tornarmos umapresento como descendente de país honesto, para colocargerações de pecuaristas, que, inclusive sustentabilidade no nosso cardápio,teve sua educação e seu viver por para valer, primeiro precisamos contarlargos anos, onde está o gerenciar uma o que comemos no dia de hoje – umgrande propriedade de pecuária e mea culpa?pilotar churrasqueiras –, é que o temaé indigesto (e inconveniente, A verdadeira liderança do Brasil nodeselegante). Há enorme dificuldade panorama mundial será reconhecida seem associar as decisões (sempre tratarmos, interna e externamente, apessoais) de consumo, especialmente questão da ocupação das terras deaquelas que locupletam seu estômago, maneira madura e com o mesmo nívelcom o destino do planeta Terra que se trata a questão das armas(ninguém quer se privar do nucleares, as guerras mundiais. Ochurrasquinho de fim-de-semana, ou Brasil, ao invés de pleitear um lugar nodo bifinho- nosso-de-cada dia). O conselho de segurança da ONU deveriamenu degustação, do presidente Luis cuidar de criar o Conselho Mundial deInácio Lula da Silva ao colega norte- Segurança Alimentar (e, claro, acabaramericano, George W. Bush, em visita com a fome em seu quintal).Oficina de Estratégia   
  14. 14. P á g i n a  | 14 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  Cada boi, criado extensivamente e sem Na Amazônia, a pecuária bovinamonitoramento, é uma mina terrestre extensiva é responsável por ocuparque destrói nosso futuro. Cada boi, e 80% das áreas desmatadas (cerca deeste país tem mais boi que gente, e 60 milhões de hectares para o boi). Nodaqui a pouco serão 300 milhões de que se refere a mudanças climáticas, sebois e uns 200 milhões de gentes, é um não há concordância quanto a valoresatentando a nossa visão de futuro, a (quantos quilos de CO2 um quilo denossa cultura e alegria. carne bovina produz) comunga-se que o tema seja urgente (1 – clique para verA pecuária bovina é, em extensão referência). Entre os estudos está o doterritorial, a atividade humana mais CENA (Centro de Energia Nuclear daimpactante no planeta. E se estamos a Agricultura, da USP), coordenado porconsumir mais recursos que o planeta é Carlos Cerri, de 2009, que avalia ascapaz de prover, tratar da pecuária emissões brasileiras. Estasbovina é a questão mais importante, o aumentaram 24,6% de 1990 a 2005,prato do dia. Afinal, a pecuária bovina obrigando, inclusive, o governo(incluindo a comida para alimentar brasileiro a se posicionar.animais) ocupa 2/3 das terras aráveisdo planeta e atende (mal) menos de E a pecuária, graças à forma de30% dos consumidores do mundo. A digestão do boi (fermentação de gasespecuária como fonte de riqueza, como o metano no estômago do boi eefetivamente, beneficia uma pequena sua liberação via arroto e pum),parcela de seus atores; atua muito mais responderia por 12% das emissõescomo poupança e subsistência. brasileiras. Outros 51,9% adviriam dos desmatamentos (e queimadas) daDos 850 milhões de hectares do Brasil, Amazônia (e demais biomas), ou seja,a pecuária ocupa cerca de 220 milhões somando-se a pecuária e a mudança dede hectares (cerca de 25%). A atividade vegetação teríamos algo como 2/ 3 dasé a principal responsável por alterações emissões brasileiras, em contrapartidanas paisagens naturais do Brasil. A com 1/3 de outras fontes, como aMata Atlântica (que perdeu mais de queima de combustíveis fósseis.90% de sua área) foi principalmentealterada pela pecuária bovina e não Se considerado o aumento do rebanhopela cana-de-açúcar ou o café. O bovino brasileiro em 15 anos (de 1994 amesmo ocorre com a Caatinga e 2007), este cresceu 26% (de 158,2 mmCerrado. a 199,7 mm (IBGE), enquanto as emissões do setor agropecuárioA manutenção de uma pecuária de cresceram 30%. Ou seja, fomos maisbaixa produtividade agrava a questão. ineficientes na maneira de explorar aO melhor indicador é a taxa de abate terra.(número de cabeças abatidas pelo totaldo rebanho). Esta encontra-se atolada Se estes temas eram tratadospróxima dos 20% e dificilmente se separadamente, o relatório da FAO emoverá para patamares dos EUA, LEAD – Livestock EnvironmentalUnião Européia e Austrália (superiores Development, representa um marcoa 30%). (Steinfeld, Henning et alii). Nas palavras de Henning Steinfeld, Chefe do Livestock Information and PolicyOficina de Estratégia   
  15. 15. P á g i n a  | 15 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  Branch: “A pecuária é um dos maiores No cenário de inclusão econômica deresponsáveis pelos grandes problemas milhões de pessoas, deixando aambientais atuais. São necessárias categoria de miséria para a de pobreza,ações urgentes para mitigar esta subindo um degrau, das classes E parasituação”. (2 – Clique para ver a D e de D para C, o consumo de carnereferência) per capta aumenta substancialmente. Numa perspectiva de 20 anos, oEstes e outros temas foram aumento de 0,5 kg/capta/ano, podeaprofundados pela FAO em seu resultar em mais 10 kg/capta,relatório The State of Food And simploriamente, para uma populaçãoAgriculture – Livestock in the balance de 200 milhões de habitantes seriam 2(FAO, 2009). Entre as conclusões está milhões de ton./ ano a mais. Trata-sea pressão por dobrar a produção de de elevar o consumo interno de 6,8carne em 40 anos (2050) de 228 milhões ton. para 8,8 milhões de ton./milhões para 463 milhões de ano, 29% a mais. E isto sem contar otoneladas. Isto resultaria no aumento aumento do consumo internacional,de 73% de cabeças de bovinos de 1,5 crescente em países asiáticosbilhão para 2,6 bilhões, sem falar de principalmente. O Brasil já é o maioroutros animais. Se isto deixa eufóricos exportador mundial.os frigoríficos, exportadores e outros,deveria ser motivo de pânico para Há 6 fatores que merecem atenção:aqueles preocupados com as mudançasclimáticas (nós, cidadãos do Brasil e a) Dimensões da área utilizada pelademais terráqueos). pecuária bovina no Brasil – são entre 180 milhões e 220 milhões de hectares.Se o consumo mundial aumenta (em É surpreendente o desinteresse oficialverdade, explode), as terras disponíveis em medir este impacto, o que resultanão aumentam, pelo contrário, a em uma diferença entre os diversosdegradação dos solos as torna menos índices de uma superfície maior que 40propícias. Outro fator, é que boa parte milhões de hectares (maior que 1,5destas terras estão cobertas pelo que vezes o estado de São Paulo). Estaainda resta de florestas tropicais ou “pequena” imprecisão equivale à áreasub-tropicais, em biomas críticos para de plantio de todas as culturasos povos tradicionais, a conservação da agrícolas no país fora da soja. Tãobiodiversidade e da água. Nos últimos importante quanto medir o60 anos as florestas tropicais foram desmatamento na Amazônia deveriareduzidas à metade. Pensem nisto! E o ser monitorar, de forma permanente, aBrasil possui mais da metade do que área de 2 pastagem no Brasil e suaresta, em verdade o maior patrimônio produtividade.natural do país. Vamos haitizar oBrasil? b) Migração do rebanho para a Amazônia – Este fenômeno é dos maisA questão brasileira também deve que impressionantes da história mundial.ser analisada sob o ângulo do Nunca uma região recebeu tão grandeconsumo: este aumenta de forma rebanho em tão curto espaço de tempo.consistente (0,5 kg/ano e está em cerca Este cresceu de cerca de 3 milhões dede 36,7 kg – 2007), assim como o peso cabeças, que utilizavam,médio da população e o glutonismo. principalmente, pastagens naturais,Oficina de Estratégia   
  16. 16. P á g i n a  | 16 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  para 85 milhões de cabeças (28 vezes). d) Continuidade da expansão daE este se deve, integralmente, às áreas fronteira agrícola na Amazônia –desmatadas a partir do golpe militar de mesmo esgotados os modelos de1964. A área hoje aberta, mesmo expansão da fronteira pioneira comohavendo controvérsia entre os política pública de “ocupação” dadiferentes mecanismos de medição região, novos clusters de mineração,(INPE, IMAZON, EMBRAPA), estaria hidrelétricas, bioenergia, estradas epróxima de 70 milhões de hectares. linhões, em dimensões espetacularesTrata-se de uma superfície maior que retomam a ocupação, e consolidaçãoos estados de RS, SC, PR, SP, RJ, ES da fronteira agrícola. Afinal, estãosomados! Se fosse na Europa seria previstos pelo menos 100 grandesmaior que Alemanha e Itália juntas. empreendimentos nos próximos 10Desta área, entre 70 a 80% estariam anos. A injeção de pelo menos R$ 200dedicados à pecuária bovina extensiva, bilhões em capital e a forte migraçãocom diferentes graus de forçarão o aumento do rebanho, que,aproveitamento. Se esta abriga um ocupará áreas próximas aos novosrebanho de 85 milhões de cabeças, centros de consumo (maisonde cerca de 10 milhões seriam de desmatamento).gado clandestino, teríamos 1,21cabeças/ha (não se trata de uma e) Consolidação dos assentamentosmedida técnica, que exigiria rurais – são mais de 2.546 (2009) nacontabilizar unidades animais e não Amazônia, ocupando área superior acabeças, mas aqui é apenas para 25,1 milhões de hectares (equivalentepromover um raciocínio que poucos ao estado de São Paulo) e atendendoquerem se dar ao luxo de ter). Ora, se a população superior a 500 mil pessoas,EMBRAPA, EMATER e outros com impacto pouco conhecido eorganismos apresentam que facilmente discutido (vide IMAZON). Sucede quese pode chegar a 3 cabeças/ha, por que cerca de 1/5 dos desmatamentos sãonecessitamos de tantas áreas provenientes destes assentamentos.desmatadas e de mais áreas de floresta Especialmente quando se consideratropical convertida em pasto? que a maioria das áreas abertas é dedicada à pecuária extensiva (mais dec) Abandono das áreas tradicionais de 80%).pecuária na Amazônia – resultado,principalmente da capacidade de f) Políticas públicas que nãomodernização de regiões de pastagens relacionam pecuária com devastaçãonaturais de várzeas, do Marajó e ambiental e caos social – a falta decampos naturais. O esgotamento do políticas públicas de longo prazo, emodelo de exploração extensivo, onde consistentes, está diretamentenão há mais espaço para gado sem relacionada a quem controla o poderpadrão (falta de padronagem, idade nos diferentes organismos, em todas asavançada, falta de melhoramento esferas do executivo, legislativo e atégenético, falta de manejo, insuficiente no judiciário, onde boa parte possuiaplicação de vacinas, uso de sal relação direta com a pecuária bovina (amineral e complementos, etc.) é fator sua poupança, ou sua origem), e adecisivo. quem não interessa mudar o status quo. Pode-se denominar este fenômeno como o “olhar bovino daOficina de Estratégia   
  17. 17. P á g i n a  | 17 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  esfera pública”. Esta turma evita que o dimensões apontam caminhos. Aboi seja tratado como tema público, de primeira são projetos piloto, desegurança nacional, pois fere seus pequena dimensão diante do desafio: Ointeresses privados. A proposta é Programa Carne Orgânica do Pantanalempurrar a questão do boi com a (WWF e a Associação Brasileira debarriga, para as próximas gerações Pecuária Orgânica (ABPO); Odecidirem, pra depois do carnaval Programa de Município Verde(carne vale – do latim, que poderia ser (Imazon, TNC, Fundo Vale e outros); atraduzido por “adeus à carne”, o ampliação do Cadastro Ambientalperíodo sem carne). Rural (CAR); O I Katu Xingu (ISA), o Cadastro de CompromissoNão surpreende, desta forma, que os Socioambiental (CCSX) do Xinguavanços da despecuarização da região (Aliança da Terra, IPAM, WHRC, IFC,estejam relacionados a gatilhos JBS).exógenos ao sistema, sejam resultantesdo trabalho de organizações A segunda é a das novas aliançasambientalistas (Greenpeace, Repórter intersetoriais, os fóruns de discussão eBrasil, Amigos da Terra etc.), ou, negociação (Conexões Sustentáveis –surpreendentemente, por grandes Pecuária; e do Grupo de Pecuáriaredes de supermercado Sustentável). A terceira refere-se ao(principalmente o Wal Mart). Ao surgimento de certificações dedicadasMinistério Público, federal e estadual, ao tema. Há grande esperança nadeve se computar o mérito maior, recém lançada – de 16 de novembro decomo defensores da causa pública, ou 2010 – SAN – Norma para Sistemasmesmo por novos fatores como o Sustentáveis de Produção Pecuáriaplantio de culturas permanentes (SAIN, Imaflora, Amigos da Terra,(dendê, eucalipto), ocupando áreas Rainforest Alliance, outros).ínfimas diante do espaço que o boicome ao planeta. Tudo isto é pouco perante o imobilismo das organizações públicas eComo mudar este cenário? a falta de realismo das organizações empresariais do setor. Os novosSe as mudanças não surgirem do desafios – mudanças climáticas,próprio setor pecuarista – de seus explosão do consumo, continuidade deempresários, executivos, técnicos, desmatamento, a concentração depecuaristas familiares – estas renda e poder – exigem respostasdificilmente serão implementadas. urgentes para a pergunta comoNuma região onde o estado é ausente, modernizar o setor? Está na hora denão há como esperar que o estado atue renegociar o “negócio pecuária” à luzde maneira transformadora. Primeiro, das prioridades socioplanetárias,deve se fazer presente! repensar as cadeias de valores, a presença do estado e os mecanismos deOutros setores da sociedade podem até monitoramento e regulação.se mobilizar para contribuir, apoiar, oupressionar, mas cabe ao próprio setor Propostas para a Amazônia –rural, numa revisão de seu papel, Para avançar de maneiraapresentar nova proposta, novo consistente é preciso:contrato com a sociedade. TrêsOficina de Estratégia   
  18. 18. P á g i n a  | 18 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  a) Estabelecer pacto para a pecuária incorporem os novos desafiosbovina – negociar a retirada de tão globais;g) Democratizar o debate sobrevasto território para o boi – o Brasil (e a pecuária – o debate é muito elitista, aa Amazônia em especial) precisa ter maior parte, mesmo dos pecuaristasmetas estabelecer metas para diminuir (principalmente os pequenos, a imensaa área de impacto, de forma maioria), não participa e nãoconsistente; um sistema tributário compreende as questões envolvidos eeficiente (via ITR) contribuiria para suas dimensões. Qualificar oscoibir terras de baixa produtividade e representantes e lideranças locais paraapoiar aquelas para a conservação ou o debate é fundamental para esteoutros usos florestais. Metas drásticas, processo democrático. É fundamental,e um sistema de indicadores e ainda, contar com representantes demonitoramento. assentados e de comunidades tradicionais; h) Oferecer plataformasb) Reforçar e modernizar a assistência de comunicação e de conteúdo gratuitotécnica – fortalecer “pra valer” os para a tomada de decisão – viaorganismos de assistência técnica (hoje internet, rádio, televisão, enfim,principalmente na esfera estadual). É utilizar as novas mídias para estevergonhoso o estado das atuais desafio.EMATER. No nível municipal naAmazônia inexiste tais sistemas (são Como propõe o pesquisador Paulocerca de 600 municípios) Fernandes (em recente palestra FAEPA, AMAZONPEC 15/9/2010), dac) Criar a Escola de Gestão Agrícola – EMBRAPA Amazônia Oriental, aÉ preciso investir de forma consistente globalização do mercado deve serpara criar a “Fundação Getúlio Vargas compreendida em novo contexto, ada gestão agrícola”. saber: se pensarmos sistemas como sistemas locais, estaremos fora dod) Fortalecer as Escolas Técnicas mercado. Os mercados são mundiais –Agrícolas – estas precisam alcançar o embargos de toda ordem são ameaça –nível de realismo que os novos desafios fazer o dever de casa ambientalmenteapresentam (incluir questões como aceitável, social, sanitário… Ou nossociodiversidade, mudanças climáticas adequamos a regras internacionais oue justiça social); e) Incluir a estaremos fora do mercado!Sustentabilidade Rural no Currículoescolar – a sustentabilidade da Mas, antes de tudo, é preciso aceitar,pecuária (e dos negócios rurais) deve como primeira parte da lição de casa,ser discutida no currículo escolar, pelo que existe uma enorme divida social emenos no meio rural e nas pequenas ambiental provocada pela atividade.cidades.f) Modernizar as organizaçõesassociativas e sindicais – a maior parte *João Meirelles Filho,das organizações associativas e empreendedor social, diretor geral dosindicais carece de alternância, Instituto Peabiru e autor Livro departicipação de jovens e visão Ouro da Amazônia, Ediouro, 2007.sistêmica. É preciso investir para Este artigo é parte de um estudoincluir os diferentes setores da apoiado pela Fundação AVINA paraatividade e garantir processos repensar a pecuária da Amazônia.democráticos e participativos, queOficina de Estratégia   
  19. 19. P á g i n a  | 19 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  Bibliografia Compromisso Socioambiental do Xingu. Fevereiro,Agence France-Presse; Eat a steak, 2009. http://www.ipam.org.br/bibliotwarm the planet eca/livro/id/47(18/07/2007) http://www.afp.com/ francais/home ISA – Instituto Socioambiental – Instrumentos Econômicos eAliança da Terra – Financeiros como fator para ahttp://www.aliancadaterra.org.br/,. Conservação Ambiental no Brasil, UmaAMIGOS DA TERRA AMAZONIA Análise no Estado da Arte no Brasil eBRASILEIRA; O Reino do Gado – uma no Mato Grosso,nova fase da pecuarização da Amazônia 2007; http://www.socioambiental.org/brasileira; São Paulo; 30 pg. Jan 2008 banco_imagens/pdfs/10295.pdfA hora da conta: Pecuária, Amazônia e Lappé, Francis Moore; Diet for a smallconjuntura; São Paulo; Abril 2009 planet (1st Ed 1971), Small PlanetFAO/LEAD; Steinfeld, Henning et alii; Institute. http://Livestock Long Shadow, www.smallplanet.org/books/item/dietEnvironmental Issues and options – _for_a_small_planet/The Livestock EnvironmentalDevelopment (LEAD); Roma, Itália; Livestock Emissions and Abatement408 pg, FAO; The State of Food And ResearchAgriculture – Livestock in the balance; Network http://www.livestockemissioFAO, Roma, 2009, ISSN 0081-4539.; ns.net/ – Comentário: ainda que nãoRoma, Itália; 78 pg haja atualização adequada deste web- site há diversas questões importantesGoodland, Robert e Livestock and aqui levantadas, que podem serclimate change – What if the key actors complementadas estudando o temain climate change are cows, pigs, and nos web-sites da Embrapa e outros.chickens? , Worldwatch, Nov-Dez2009, pg 11-19, www.worldwatch.org/ MEIRELLES Fo, João; Livro de Ouroww/livestock da Amazônia; Ediouro, 1a Ed 2004, 5a Ed 2007, Rio de Janeiro, RJGlobal Canopy Foundation – ForestFootprint Disclosure – Osava, Mario; Cattle, the ignored http://www.forestdisclosure.com. predator, IPS, 11 Nov 2009; Rede deComentário: Importante abordagem Agricultura Sustentável – SAS esobre commodities, nas quais a carne Rainforest Alliance;se insere. SAN Norma para SistemasGreenpeace – Sustentáveis de Produção Pecuáriahttp://www.greenpeace.org/brasil/pt/ JulhoDocumentos/Farra-do-Boi-na- 2010.do’ http://www.imaflora.org/uplAmazonia/ oad/repositorio/SAN_Norma_para_Si stemas_Sustentaveis_de_Producao_PIPAM – ALIANÇA DA TERRA; CCSX; ecuaria_Julho_2010.pdfIPAM; WHRC. Critérios, indicadores e www.sanstandards.orgmeios de verificação para classificaçãodas propriedades no Cadastro deOficina de Estratégia   
  20. 20. P á g i n a  | 20 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    12 jan. 11  REPORTER BRASIL –http://www.reporterbrasil.org.brWWF. Programa Carne Orgânica –Pantanal para Sempre – protocoloprodutivos e responsabilidade comABAP e outros.Oficina de Estratégia   

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