Responsabilidade de gruposBertram F. Malle.Professor, Department of Cognitive, Linguistic, and Psychological Science Brown...
 INTRODUÇÃO   I. CONHECIMENTO SOCIAL: OS CASOS INDIVIDUAIS     a. Conceitos Fundamentais: Agência e Intencionalidade;   ...
II. COGNIÇÃO SOCIAL DE AGENTES DO GRUPO       a.   Dois Tipos de Grupos;       b.   Explicações de Comportamento;    1. As...
 II – O JULGAMENTO INDIVIDUAL DOS AGENTES MORAIS     A.   Moralidade é incorporado na Psicologia Popular;     B.   Modelo...
Introdução Segundo Malle, para entender o alcance e os limites da punição a grupos é preciso entender como as pessoas con...
 I - Identificar o quadro conceitual no qual as pessoas interpretam        e       raciocinam            sobre   os    ag...
I. Cognição Social- Os casos IndividuaisObjetivo final:    Explorar como os grupos podem ser alvos de Cognição     Social...
A. Conceitos Fundamentais: Agência e IntencionalidadeOs humanos percebem interações através de um quadrocomportamental lig...
Na infância o conceito de Intencionalidade e de Cognição Socialatinge uma notável complexidade...    Durante  o primeiro ...
 A mudança no âmbito da psicologia popular ocorre, com a diferenciação do conceito de INTENCIONALIDADE a partir de uma co...
B. Intencionalidade: Conceito e julgamentos Os filósofos têm oferecido inúmeras análises do conceito de INTENCIONALIDADE....
Primeiro : Malle Knobe pediram às pessoas para definir                       o  conceito de INTENCIONALIDADE.    Houve c...
Modelo popular do conceito de intencionalidade        Crenças                                        Desejos              ...
1. Duas Formas de Julgamentos IntencionaisOs componentes do conceito popular de INTENCIONALIDADE,podem ser encontrado em m...
 Analisaremos um dos mais importantes:  a) Como as pessoas explicam o comportamento?  b) Como as pessoas atribuem estad...
C. Núcleo de aplicação de intencionalidade:      Explicações de comportamento  Heider, observou que, explicações das pess...
As pessoas usam três "modos" diferentes para explicar ocomportamento intencional, porém, dois são importantespara o nosso ...
2- HISTÓRIA CAUSAL DAS EXPLICAÇÕES DE RAZÃO sãoos      estados      mentais       inconscientes       doagente, educação, ...
II. COGNIÇÃO SOCIAL DE AGENTES DO GRUPO“Examinaremos a cognição social de grupos com o foco sobre o conceitode agência int...
Essa crítica falha em dois aspectos:Primeiro: Faz a afirmação empírica de que "nós" (as pessoas)  atribuímos estados ment...
Mas o que constitui esta realidade objetiva? Se a maioria das pessoas não vêm nenhum problema em  atribuir intenções a gr...
A. Dois Tipos de gruposPara analisar a percepção social dos agentes dogrupo, devemos fazer a distinção entre os dois tipos...
Poderá não haver unanimidade em adotar crenças, desejos eintenções, mas a maioria legitima as escolhas do grupo.          ...
A subordinação ao grupo é uma característica quedistingue intenção coletiva da ação individual, ou deintenções individuais...
Analisaremos nas seções seguintes dois casos de teste para ahipótese de que, a cognição social dos grupos ésemelhante, emb...
B. Explicações de Comportamento Se as pessoas consideram agentes do grupo agindo intencionalmente, devem explicar essas a...
1. As pessoas usam explicações da razão quandoexplicam comportamentos dos grupos? OLaughlin e Malle criaram três experime...
No estudo I, as ações realizados por indivíduos mostraram 71% deexplicações de razão, enquanto ações realizadas por grupos...
 Explicações de razão para grupos agindo em conjunto e para agentes  individuais foi 76%, e para grupos agregados foi de ...
2. A Hipótese do Hyperagente Por que grupos adquirem o estado hyperagent?  Primeiro: O raciocínio de um grupo agindo em c...
 Em contextos legais, um promotor pode enfatizar ("conspiração")  entre elementos cometendo uma série de crimes. Um exem...
C. Atribuições de Estado MentaisVoltando ao segundo caso de teste, para a hipótese de que a CogniçãoSocial de Grupos é sem...
1. Diferentes estados mentais?Na filosofia clássica encontramos uma distinção entre  duas classes principais de estados me...
Robbins e Jack propõe que pessoas tomem uma postura  fenomenal para certas criaturas, e seres humanos. Eles  atribuem a el...
 Gray, Gray, e Wegner pediram aos participantes que atribuissem uma  variedade de estados mentais e capacidades à diferen...
2. Diferentes Estados Mentais para Grupos?Knobe e Prinz realizaram uma série de estudos que exploram adistinção entre esta...
Sytsma e Machery não foram capazes de replicar o  diferença entre "sentindo triste " e "estar triste.”   Para ambos as fo...
3. Tirar as conclusões certasO estado atual da prova é altamente misturado.   Por um lado, pode-se concluir que as pessoa...
Numa pesquisa no Google, Knobe e Prinz, afirmaram quepraticamente não existem frases como "Microsoft senteraiva" "Deprimid...
4. Postura Inferencial Relutante Se as pessoas são relutantes em atribuir estados fenomenais a  grupos, uma possibilidade...
 Então, devemos perguntar:   a) Como as pessoas tratam moralmente um agente do    grupo?   b) Os agentes do grupo são a...
III. O julgamento moral dos agentes individuaisA. Moralidade é incorporado na Psicologia Popular Quando pessoas fazem jul...
Os humanos não fazer julgamentos morais sobre terremotosou furacões. Os julgamentos morais são dirigidos à agentescapazes ...
B. Modelo Passo de culpa.Foi desenvolvido um modelo de trabalho de culpa  que caracteriza o conceito de intencionalidade e...
.            Detenção                                 A Step Model of Blame.    (comportamento ou resultado)       Intenci...
O Modelo é um requisito necessário de um julgamentode culpa. Na fase de detecção o observador centra-se na avaliação da  ...
No caso de um comportamento intencional (esquerda),o observadorconsidera motivos particulares para o agente agir:         ...
Um agente que fere alguém intencionalmente pode terrazões justificadas (um dentista tentando extrair umdente de uma crianç...
Comunidades sociais impõe obrigações aos indivíduosporque esperam que ajam intencionalmente, deacordo com as obrigações.  ...
O modelo tem algumas sobreposições com a decisão judicial,dado que a lei codifica algumas características humanasbásicas d...
Estas disputas são alimentadas por estudos individuais sobre o queé a intencionalidade e refletem a variação histórica e g...
IV. Julgamento moral dos agentes de gruposExiste algum consenso de que a capacidade de açãointencional do grupo é um pré-r...
 Isaacs, considera ainda que, quando os agentes atuam  intencionalmente, têm razões para suas ações. Porém, o status das...
Esta hipótese é reforçada por um argumento teóricobásico.   Se a psicologia popular é aplicado aos agentes do grupo, e   ...
A. Aplicando o Modelo de Passo de culpa aos Agentes do GrupoAs normas específicas para grupos podem ser diferentes daquele...
Os grupos variam em suas capacidades para evitarresultados     negativos    “conhecimento   de    certosfatos, habilidades...
B. Pesquisa em andamentoRecentemente Dillon e Malle reuniram algumas provas para julgamentosde intencionalidade e culpa em...
Os resultados mostraram que os agentes individuais e de grupoprovocaram taxas semelhantes e diferenciadas de inferência (o...
V. A Vida Moral dos Agentes de GrupoA. Problemas para Grupos Culpar:À luz das evidências atuais, estamos confiantes de que...
Surge o primeiro problema:Como pode os preceptores sociais expressar culpa para os agentesdo grupo?    As           pesso...
 Felizmente, há limites para esse quadro desolador.   Enquanto os membros individuais do grupo sentem emoções    morais ...
B. Culpar os membros do grupoSe culpar e punir agentes do grupo é difícil, há a opçãode punir os membros individuais do gr...
A obrigação do indivíduo em impedir o ato tambémserá questionada:    O cidadão é obrigado a impedir a guerra da nação?   ...
Conclusão Um número elevado de agentes do grupo                      são   considerados  poderosos, ameaçadores e moralme...
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  1. 1. Responsabilidade de gruposBertram F. Malle.Professor, Department of Cognitive, Linguistic, and Psychological Science Brown University
  2. 2.  INTRODUÇÃO I. CONHECIMENTO SOCIAL: OS CASOS INDIVIDUAIS a. Conceitos Fundamentais: Agência e Intencionalidade; b. Intencionalidade: Conceito e Julgamento; 1. Duas Formas de Julgamentos Intencionais ; c. Núcleo de aplicação de Intencionalidade: Explicações de comportamento; 1. Explicações de Razão; 2. História causal da razão (CDH) Explicações; Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 2
  3. 3. II. COGNIÇÃO SOCIAL DE AGENTES DO GRUPO a. Dois Tipos de Grupos; b. Explicações de Comportamento; 1. As pessoas usam Explicações de Razão quando explicam comportamentos de Grupos?2. A Hipótese do Hyperagent; c. Atribuições de Estados Mentais; 1. Diferentes estados mentais? 2. Estados mentais diferentes para grupos? 3. Tirando as conclusões certas; 4. A postura inferencial relutante; Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 3
  4. 4.  II – O JULGAMENTO INDIVIDUAL DOS AGENTES MORAIS A. Moralidade é incorporado na Psicologia Popular; B. Modelo de Passo de culpa; IV – JULGAMENTO MORAL DE AGENTES DO GRUPO A. Aplicando o Modelo Passo de Culpa aos Agentes do Grupo; B. Pesquisa em andamento; V – A VIDA MORAL DOS AGENTES DE GRUPO, LTD. A. Problemas para Culpar Grupos; B. Culpar os membros do grupo; CONCLUSÃO Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 4
  5. 5. Introdução Segundo Malle, para entender o alcance e os limites da punição a grupos é preciso entender como as pessoas conceituam os agentes, interpretam suas ações, e fazem julgamentos morais . Para isso, éexaminar as bases sócio-cognitivas para a percepção humana de grupos e as avaliações morais de sua conduta.  Por isso, o artigo foi dividido em cinco partes: Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 5
  6. 6.  I - Identificar o quadro conceitual no qual as pessoas interpretam e raciocinam sobre os agentes individuais; II- Examinar se as pessoas aplicam o mesmo quadro de cognição à agentes do grupo. III- Introduzir o sistema psicológico que realiza as pessoas nos julgamentos morais dos agentes individuais. IV- Explorar se pessoas aplicam este sistema de juízos morais aos agentes do grupo. V- Discutir os limites em que o observador pode sentir mais dolorosamente que o agente. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 6
  7. 7. I. Cognição Social- Os casos IndividuaisObjetivo final:  Explorar como os grupos podem ser alvos de Cognição Social e Moral.Foco: 1 - Julgamentos de intencionalidade; 2 - Explicações de comportamento ; 3 - Atribuições de estados mentais.A cognição social é complexa e semelhante a cognição moral. “A questão é saber se esta complexidade se estende dos indivíduos aos agentes do grupo...” (???) Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 7
  8. 8. A. Conceitos Fundamentais: Agência e IntencionalidadeOs humanos percebem interações através de um quadrocomportamental ligada aos estados mentais, chamado depsicologia do senso comum, psicologia popular, outeoria da mente, que consiste em duas partes:  a. Sistemas que filtram, organizam e integram as entradas de estímulos para conceitos de agente, intenção, crença e razão;  b. Suposições sobre essas categorias e seus relacionamentos. Porém, estes processos têm diferentes caminhos evolutivos desde o primeiro ano de vida... Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 8
  9. 9. Na infância o conceito de Intencionalidade e de Cognição Socialatinge uma notável complexidade...  Durante o primeiro ano, identificam comportamento intencional, “movimentos como agarrar ou colocar.”  No final do primeiro ano, analisam ações e comportamentos, como “iniciadas ou concluídas”.  No segundo ano, surge o primeiro conceito mental de desejo. “Reconhecem que outras pessoas podem ter desejos diferentes dos seus.”  Nos anos seguintes, adquirem os conceitos de crença e intenção, limpa e diferenciada de desejo. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 9
  10. 10.  A mudança no âmbito da psicologia popular ocorre, com a diferenciação do conceito de INTENCIONALIDADE a partir de uma compreensão simples para uma compreensão mais complexa. Analisaremos, agora o conceito de INTECIONALIDADE nos adultos. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 10
  11. 11. B. Intencionalidade: Conceito e julgamentos Os filósofos têm oferecido inúmeras análises do conceito de INTENCIONALIDADE...  Como podemos decidir, se a intenção é realmente diferente de desejo? Malle e Knobe investigaram empiricamente o conceito de pessoas comuns, que compartilham o conceito popular de intencionalidade e usam-no para julgar comportamentos. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 11
  12. 12. Primeiro : Malle Knobe pediram às pessoas para definir o conceito de INTENCIONALIDADE.  Houve consenso, em quatro componentes para um agente realizar um comportamento intencional; O agente deve ter:  1. Um desejo para um resultado;  2. Uma crença de que o comportamento vai ter resultados;  3. A intenção de realizar o comportamento;  4. Consciência de suposições sobre essas categorias e seus relacionamentos. Malle e Knobe também postularam um quinto componente daintencionalidade: HABILIDADE de controlar e replicar um comportamento. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 12
  13. 13. Modelo popular do conceito de intencionalidade Crenças Desejos Intenção Habilidade Consciência INTENCIONALIDADE Malle e Knobe  O conceito consiste em cinco componentes, mas, as pessoas não deliberaram sobre os mesmos, cada vez que julgam um comportamento como intencional. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 13
  14. 14. 1. Duas Formas de Julgamentos IntencionaisOs componentes do conceito popular de INTENCIONALIDADE,podem ser encontrado em muitas línguas e podem ser universais. Conforme o conceito, a causa direta de uma ação intencional é o estado mental de intenção.  a) Para que uma ação seja vista como intencional, a habilidade e a consciência têm que estar presentes;  b) As pessoas identificam a intenção como um estado mental da intencionalidade como propriedade de uma ação. Julgamentos de INTENCIONALIDADE desempenham um papel central na vida social. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 14
  15. 15.  Analisaremos um dos mais importantes:  a) Como as pessoas explicam o comportamento?  b) Como as pessoas atribuem estados mentais de crenças e desejos a um agente, para dar sentido ao seu comportamento?  Esta marca vai se tornar um caso de teste (na Parte II) para saber a semelhança entre a cognição social dos grupos e a cognição social dos indivíduos. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 15
  16. 16. C. Núcleo de aplicação de intencionalidade: Explicações de comportamento  Heider, observou que, explicações das pessoas são diferentes para comportamentos INTENCIONAIS e não INTENCIONAIS.  Os comportamentos NÃO INTENCIONAIS são "mecânicos”, não há intenção ou consciência.  Os comportamentos INTENCIONAIS são mais complexos, envolvem consciência, racionalidade e controle intencional. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 16
  17. 17. As pessoas usam três "modos" diferentes para explicar ocomportamento intencional, porém, dois são importantespara o nosso propósito: 1- EXPLICAÇÕES DE RAZÃO; 2- HISTÓRIA CAUSAL DAS EXPLICAÇÕES DE RAZÃO. 1 – EXPLICAÇÕES DE RAZÃO são as mais utilizadas e refletem o núcleo do conceito de intencionalidade e ocorrem quando um agente decide agir pela razão de suas crenças e desejos. a) A “SUBJETIVIDADE" é a primeira característica que define explicações da razão: são projetos do agente, para reconstruir crenças e desejos que moldam sua intenção. b) A “RACIONALIDADE" é a segunda característica de explicações de razão: Um agente decide agir em razão de certas crenças ou desejos se teve motivos razoáveis ​para agir. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 17
  18. 18. 2- HISTÓRIA CAUSAL DAS EXPLICAÇÕES DE RAZÃO sãoos estados mentais inconscientes doagente, educação, personalidade, cultura e o contexto. Explicação de uma ação intencional citando antecedentes causais para o raciocínio do agente e sua decisão de agir.Mesmo que as pessoas explicam comportamentos intencionaiscom referência a motivos do agente, não explicam as razões. Ex.: Ao questionarmos por que Kim não votou, alguém pode dizer "Ele é preguiçoso" ou "Sua família é apolítica.“  As declarações ajudam a explicar a ação de Kim, mas não as razões subjetivas para não votar. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 18
  19. 19. II. COGNIÇÃO SOCIAL DE AGENTES DO GRUPO“Examinaremos a cognição social de grupos com o foco sobre o conceitode agência intencional, explicação da ação por razões, e os tipos deestados mentais que são ou não atribuídas aos agentes do grupo. a) “Funcionários Sea Bright inicialmente opuseram ao programa de bombeamento de areia, porque achavam que a sua cidade seria inundada” (Washington Post)... b) “Wimbledon simplesmente não sabia o que eles tinham e se este seria lembrete do Arsenal para o Manchester United que pretendia lutar para manter o título até a última” (Irish Time) OBS. Essas são atribuições de ações intencionais, intenções, conhecimento, crenças, desejos aos agentes do grupo. Serão eles apenas metáforas? Um crítico do "Coletivismo", diria: "O fato de atribuímos qualidades intencionais à grupos não implica que tenham verdadeiras intenções. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 19
  20. 20. Essa crítica falha em dois aspectos:Primeiro: Faz a afirmação empírica de que "nós" (as pessoas) atribuímos estados mentais à grupos metaforicamente, mas nenhuma evidência empírica é oferecida para esta reivindicação.Segundo: O autor aparentemente distingue entre a prática de (metaforicamente) atribuir intenções (ou outros estados mentais) a grupos de forma objetiva em que não tem intenções. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 20
  21. 21. Mas o que constitui esta realidade objetiva? Se a maioria das pessoas não vêm nenhum problema em atribuir intenções a grupos, um estudioso diria que: - Está tudo errado e que não sabem o que significa o conceito de intenção.  Na realidade, ele é que está confuso, dado que, não é o conceito popular de intenção, trabalhado por ele, que deve determinar por que as pessoas atribuem estados mentais à grupos usando esse conceito. Malle assume que, quando as pessoas atribuem um estado mental a um grupo, é uma atribuição literal. Porém, devido a flexibilidade dos conceitos de intencionalidade e mentalidade, as pessoas não tem dificuldade em atribuir mentes a grupos. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 21
  22. 22. A. Dois Tipos de gruposPara analisar a percepção social dos agentes dogrupo, devemos fazer a distinção entre os dois tipos degrupos: (a) GRUPOS AGREGADOS, os membros desempenham a mesma ação de forma independente (Ex.:Muitos nova-yorquinos foram para a retrospectiva de Kandinsky no Guggenheim), (b) GRUPOS QUE ATUAM EM CONJUNTO, os membros atuam como se fossem um agente único (Ex.: O Tribeca Art Club foi para o Kandinsky no Guggenheim). Neste caso, um grupo agregado não é um agente, mas uma coleção de agentes. Agindo conjuntamente os grupos deliberam e planejam suas ações. Cada membro submete a certos estados mentais, mas o grupo decide e age "como um só.” Ex.: “um departamento de uma faculdade decide sobre a promoção de um candidato.”  É o grupo que tem desejos, crenças, intenções e deve identificar a meta desejada, agrupar as crenças, verificar a compatibilidade com outras crenças e desejos e, formar uma intenção racional a perseguir. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 22
  23. 23. Poderá não haver unanimidade em adotar crenças, desejos eintenções, mas a maioria legitima as escolhas do grupo. A Fig. 2 Processo de raciocínio em grupo. Desejo de contratar Crença que P.P. é o Crença de que P.P alguém melhor candidato está disponível Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 23
  24. 24. A subordinação ao grupo é uma característica quedistingue intenção coletiva da ação individual, ou deintenções individuais que estão de acordo. Quando é que não há subordinação? Se numa decisão não há “quorum”, é questionável se uma minoria deve contar como a intenção do grupo.  Uma intenção poderá não ser aprovada pelo grupo, mas por uma elite dentro do grupo. Neste caso, a tirania não pode ser tomado como a vontade de um grupo. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 24
  25. 25. Analisaremos nas seções seguintes dois casos de teste para ahipótese de que, a cognição social dos grupos ésemelhante, embora não idênticas, à cognição social dosindivíduos.  Primeiro caso, examina como as pessoas explicam os comportamentos realizados por grupos em comparação com comportamentos realizados por indivíduos.  Segundo caso, examina atribuições de vários estados mentais (crenças, desejos e intenções) e estados fenomenais (sentimentos, emoções, sensações). Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 25
  26. 26. B. Explicações de Comportamento Se as pessoas consideram agentes do grupo agindo intencionalmente, devem explicar essas ações com razões que as pessoas explicam o comportamento intencional individual.  O uso de explicações de razão para os agentes do grupo, forneceria evidências tanto a aplicação da intencionalidade e uso do estado mental (crença e desejo) ao comportamento dos agentes do grupo. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 26
  27. 27. 1. As pessoas usam explicações da razão quandoexplicam comportamentos dos grupos? OLaughlin e Malle criaram três experimentos em que pessoas comuns explicam uma variedade de comportamentos, alguns realizados por indivíduos, outros por grupos. Estas explicações foram classificados em explicação de razão e história causal da razão.  Os estímulos foram criadas em que cada conduta é apresentada como realizado por um indivíduo ou um grupo de agentes.  Ex.:"Por que Nina usa drogas?" versus "Por que os alunos do terceiro ano do E.M. usam drogas? " Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 27
  28. 28. No estudo I, as ações realizados por indivíduos mostraram 71% deexplicações de razão, enquanto ações realizadas por grupos mostraram 56% . Esses resultados sugerem duas conclusões: Primeiro: as pessoas usam explicações de razão (estado mental em que um agente decide agir) ao explicar uma ação de grupo. Segundo: eles o fazem menos do que quando explicam a ação de um agente do grupo.Todos os agentes no estudo 1 foram grupos agregados. Os membros têm diferentes razões para agir. No estudo 2 OLaughlin e Malle, fizeram a distinção entre grupos agregados e grupos agindo em conjunto. As hipótese s foram as seguintes: Grupos agindo em conjunto estão unidos pelo seu raciocínio a partir de crenças e desejos assim, a taxa de explicações de razão deve ser semelhante ao comportamento do indivíduo. Ambos devem ser maior do que a taxa do comportamento de grupos agregados. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 28
  29. 29.  Explicações de razão para grupos agindo em conjunto e para agentes individuais foi 76%, e para grupos agregados foi de 62%. Foi descoberto algo surpreendente:  O índice de explicações de razão para grupos agindo em conjunto (81%) foi maior do que o índice para agentes individuais (71%).  Esse padrão foi repetido num estudo de acompanhamento que demonstrou que as explicações do comportamento de um grupo agregado(46%) em relação a média do individuo e do grupo agindo conjuntamente (76%).  A taxa ainda é maior para comportamentos de grupo atuando em conjunto (86%) que comportamentos individuais (66%)O estudo informou que as pessoas não têm dificuldades em atribuirestados mentais e razões à grupos, quer agregado ou agindoconjuntamente. Assim, preceptores sociais usam o mesmo quadro conceptual para explicar comportamentos de grupo e comportamentos individuais. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 29
  30. 30. 2. A Hipótese do Hyperagente Por que grupos adquirem o estado hyperagent? Primeiro: O raciocínio de um grupo agindo em conjunto pode ser imaginável por deliberação e tomada de decisão conjunta. Segundo: um grupo formado com intenção de superar os diferentes interesses, é mais forte que a intenção de um indivíduo. Terceiro: o grau de organização dos grupos deve ser interpretado como uma determinação forte para atuar. Esses recursos de deliberação, força de intenção, prontidão, ação organizada podem ser explorados quando preceptores sociais descrevem grupos como potentes ameaçadores. Explicações de razão serão, prováveis na propaganda contra grupos agindo conjuntamente. Ex: O ataque à Polônia, em 1939, Hitler teria criticado o vizinho da seguinte maneira:  “Apesar dos tratados de amizade, Polônia sempre teve o intenção secreta de explorar todas as oportunidades para fazer-nos mal.” Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 30
  31. 31.  Em contextos legais, um promotor pode enfatizar ("conspiração") entre elementos cometendo uma série de crimes. Um exemplo histórico, em que os promotores aliados nas acusações de Nürnberg, do principal grupo de vinte e quatro criminosos de guerra nazistas como conspiradores, agindo em conjunto:  A fim de conseguir seus objetivos, os conspiradores nazistas preparadas para assumir o controle totalitário sobre Alemanha e assegurar que nenhuma resistência podesse surgir.  Implementar a sua política de "raça superior", os conspiradores ingressaram num programa de perseguição implacável aos judeus, para exterminá-los. Os escritores usavam expressões linguísticas de planejamento ("Objetivos e propósitos", "preparado para aproveitar", "programa") de razões e metas ("a fim de ...", "projetado para"), ressaltando a motivação, a intencionalidade do coletivo . Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 31
  32. 32. C. Atribuições de Estado MentaisVoltando ao segundo caso de teste, para a hipótese de que a CogniçãoSocial de Grupos é semelhante a Cognição Social de Indivíduos. Sabemos que as pessoas explicam comportamentos do grupo com razões desejos e crenças – “o que os filósofos chamam atitudes proposicionais”. E os outros estados mentais? As pessoas se sentem confortáveis ​atribuindo estados como medo, amor, audição e degustação à mente de um grupo? Para grupos agregados, essas atribuições não são um grande problema.  Ex1: “Os homens sentiram constrangido quando perderam o jogo”, é interpretado como dizendo que cada homem sentiu-se envergonhado; nenhuma mente do grupo sentiu-se embaraçado... Contrariamente, os grupos que atuam em conjunto são candidatos a atribuições de tais estados afetivos:  Será que a empresa BP sentiu-se constrangido com derrame de petróleo do Golfo, em 2010?  O governo dos EUA ficou irritado com a BP? Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 32
  33. 33. 1. Diferentes estados mentais?Na filosofia clássica encontramos uma distinção entre duas classes principais de estados mentais:1. Estados Proposicionais (crenças, desejos, intenções); entendido como "computacional", - implementada em outros meios além do cérebro;2. Estados não-proposicional (dor, tristeza, com cheiro de café) - caracterizados como fenomenal, tendo uma qualidade experiencial.  Atribuições de estados fenomenais a grupos são mais restritivas e podem requerer um cérebro, um corpo unitário para a implementação. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 33
  34. 34. Robbins e Jack propõe que pessoas tomem uma postura fenomenal para certas criaturas, e seres humanos. Eles atribuem a eles uma variedade de estados fenomenais (emoções, humores, dores, sensações visuais...)  Esta posição é contrastada com a postura segundo a qual as pessoas atribuem aos outros, uma variedade de estados proposicionais (crença, desejo, intenção). Um característica da proposta de Robbins e Jack é que a postura fenomenal vem com uma consideração de que outras criaturas têm moral. Que evidências temos para afirmar que pessoas comuns fazem distinção entre os estados proposicionais e fenomenais? Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 34
  35. 35.  Gray, Gray, e Wegner pediram aos participantes que atribuissem uma variedade de estados mentais e capacidades à diferentes agentes. As atribuições foram sugeridos num espaço bidimensional:  a) Um eixo rotulado como "Experience", foi constituído por estados fenomenais (fome, medo, dor, prazer);  b) Outro eixo como "Agency", foi constituído por estados de maior cognição (auto-contenção, moral, julgamento, memória, planejamento)Os resultados permitem interpretações alternativas: a) Os itens definidos no primeiro eixo podem ser entendidas como estados não intencionais; b) Os itens definidos no segundo eixo podem ser entendidas como estados intencionais.Então,o primeiro eixo pode ser considerada uma dimensão de efeito e osegundo uma dimensão da cognição. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 35
  36. 36. 2. Diferentes Estados Mentais para Grupos?Knobe e Prinz realizaram uma série de estudos que exploram adistinção entre estados proposicionais e fenomenais e adistinção entre o indivíduo e os agentes do grupo. Concluíram que:  Pessoas ​atribuem estados proposicionais (decidir, querer, pretender, acreditar, saber) à agentes do grupo, mas são reticentes em atribuir estados fenomenais, como (alegria, imaginação, depressão, dor).  Pessoas consideram que grupos não têm consciência fenomenal. Segundo Knobe e Prinz, mesmo que as pessoas não considerem naturais declarações como "Acme Corp está se sentindo triste," eles acham natural dizer "Acme Corp está triste com a recente decisão judicial."  Seria um concepção de estado fenomenal bastante incomum se um agente não pudesse apresentar um estado mas sentí-lo... Porém, a concepção das pessoas não parece ser incomum. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 36
  37. 37. Sytsma e Machery não foram capazes de replicar o diferença entre "sentindo triste " e "estar triste.”  Para ambos as formulações, a média das pessoas escolheram o ponto médio entre "soa claramente estranho" e "Soa claramente natural" não é evidente a recusa em atribuir estados fenomenais a grupos. Estes resultados mostram que as pessoas não tem certeza se estados fenomenais podem ser atribuídos a grupos. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 37
  38. 38. 3. Tirar as conclusões certasO estado atual da prova é altamente misturado.  Por um lado, pode-se concluir que as pessoas tratam os agentes do grupo como agentes individuais;  Por outro, as pessoas sentem menos confortáveis quando atribuem estados fenomenais a grupos.  Há uma sútil diferença em atribuir estados fenomenais a indivíduos ou a grupos, mas essa diferença não é bem compreendida. Tudo se resume na questão de como devemos explicar a diferença. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 38
  39. 39. Numa pesquisa no Google, Knobe e Prinz, afirmaram quepraticamente não existem frases como "Microsoft senteraiva" "Deprimido" ou "medo", mas existem milhares defrases como "Microsoft decide" ou "quer" ou "espera". Se as pessoas raramente atribuem estados fenomenais aos agentes do grupo, a associação mental entre estados e grupos será fraco; é improvável que as pessoas atribuam estados mentais a grupos. Isso é chamado de postura inferencial relutante. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 39
  40. 40. 4. Postura Inferencial Relutante Se as pessoas são relutantes em atribuir estados fenomenais a grupos, uma possibilidade intrigante surge:  Um grupo de agentes que não tem preocupações, não sente dor, não pode ser intimidado e não se arrepende, vai ser visto como um agente calculista. Tal imagem contribui para a noção de:  Grupos que agem como hyperagentes - agentes, mostram mais empenho, exercem mais poder, representam uma ameaça maior do que qualquer agente. Essa imagem teria uma outra consequência.  Agentes que não sentem preocupação, arrependimento, ou dor, são insensíveis a censuras, advertências, ameaças e castigos... Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 40
  41. 41.  Então, devemos perguntar:  a) Como as pessoas tratam moralmente um agente do grupo?  b) Os agentes do grupo são alvos adequados de expectativas morais, avaliação moral e castigo moral? Essas perguntas serão respondidas na Parte III desta apresentação. Primeiro examinaremos o julgamento moral dos de agentes individuais. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 41
  42. 42. III. O julgamento moral dos agentes individuaisA. Moralidade é incorporado na Psicologia Popular Quando pessoas fazem julgamentos morais de um agente, avaliam o comportamento, considerando:  (a) Normas que o comportamento pode ter violado;  (b) O que estava na mente do agente antes, durante, e depois de executar o comportamento. “estas últimas considerações são o reflexo da teoria da mente (parte I). Assim, podemos dizer que a teoria popular está no centro do julgamento moral. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 42
  43. 43. Os humanos não fazer julgamentos morais sobre terremotosou furacões. Os julgamentos morais são dirigidos à agentescapazes de seguir padrões de conduta social.  A culpa é atribuída a um agente tendo em conta a capacidade de raciocinar sobre vários caminhos de ação e de buscar intencionalmente um caminho tal.  Mesmo quando o dano ocorre involuntariamente, se a pessoa poderia ou deveria ter escolhido um caminho alternativo, mas não, a culpa é aplicável.A INTENCIONALIDADE é essencial nas decisões de culpa. Assim, foidesenvolvido um modelo de trabalho que caracteriza o conceito, eintegra uma série de caraterísticas de culpa. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 43
  44. 44. B. Modelo Passo de culpa.Foi desenvolvido um modelo de trabalho de culpa que caracteriza o conceito de intencionalidade e integra uma série de características de culpa. Assim, para simplificar a apresentação, designa-se como primeiro passo no processo de detecção de culpa do observador de um comportamento-norma violada. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 44
  45. 45. . Detenção A Step Model of Blame. (comportamento ou resultado) Intencionalidade Nãoo agente trouxe intencionalidade ao evento? Justificação Obrigação Não Culpaquais foram as razões que agentes o agente foi obrigado a suave para trazer o evento? impedir o evento? Sim Capacidade Graus de culpa o agente pode impedir o evento (habilidade, conhecimento prévio, oportunidade) Sim Não Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 45
  46. 46. O Modelo é um requisito necessário de um julgamentode culpa. Na fase de detecção o observador centra-se na avaliação da "maldade" do comportamento; Na fase de julgamento do observador centra-se na grau de culpa do agente.Simplificando:  As pessoas não culpam comportamentos, culpam os agentes, o que requer avaliar seus estados mentais.  A avaliação chave é saber se o comportamento foi intencional ou não (Este passo é essencial porque se bifurca em dois caminhos) Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 46
  47. 47. No caso de um comportamento intencional (esquerda),o observadorconsidera motivos particulares para o agente agir:  As razões consideradas são crenças, desejos e intenções de agir.  Quando um agente violou intencionalmente uma norma, queremos saber porque ele agiu daquela forma.  As razões fazem aumentar ou diminuir a culpa por meio de uma justificação.No caso de um comportamento não intencional (direito),considera-se a combinação de obrigação e capacidade do agente emimpedir o evento . Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 47
  48. 48. Um agente que fere alguém intencionalmente pode terrazões justificadas (um dentista tentando extrair umdente de uma criança) será menos responsabilizado doque aquele que tinha razões injustificadas (umestudante provocando uma briga).  Quando se considera que o agente, atuou involuntariamente, examina-se se deveria ter impedido o evento (obrigação) ou se poderia ter evitado (capacidade).  Estas considerações estão ligadas a intencionalidade do conceito. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 48
  49. 49. Comunidades sociais impõe obrigações aos indivíduosporque esperam que ajam intencionalmente, deacordo com as obrigações.  Se o agente não tiver as capacidades cognitivas (raciocínio e conhecimento) e não cognitivas (habilidade ou oportunidade) para cumprir as obrigações, pouco ou nenhuma culpa será aplicada.  Se o agente tiver as capacidades e é sujeita à obrigação, e fracassa ao evitar um evento negativo desencadeia uma culpa substancial.Essa culpa varia se a falha for considerada umcomportamento imprudente, negligente ou a violaçãointencional, de uma obrigação. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 49
  50. 50. O modelo tem algumas sobreposições com a decisão judicial,dado que a lei codifica algumas características humanasbásicas de julgamento moral.  Ex: Um homicídio, para ser definido como assassinato intencional, requer "movimento intencional” “estado mental de intenção de matar ".  Geralmente a responsabilidade criminal é definido como o emparelhamento de um ato lesivo e o estado mental correspondente ou intenção."As extremidades se sobrepõem quando os tribunais, aliteratura filosófica e a lei se envolvem em disputas sobre osignificado da intenção. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 50
  51. 51. Estas disputas são alimentadas por estudos individuais sobre o queé a intencionalidade e refletem a variação histórica e geográfica“restringir/ampliar” o significado de termos (intencionalmente,voluntariamente e conscientemente).  A vantagem de um modelo empírico de julgamento moral é que os termos não têm que ser debatidos repetidamente, como fazem as pessoas comuns.A principal diferença entre julgamento moral e conhecimentojurídico é que a primeira tenta esclarecer os processos que guiamo comportamento e a segunda concentra na missão reformadora(mudando o pensamento e o comportamento).A crítica a questão é esta:Aplicando o modelo de julgamento dos agentes individuais, oque acontece quando se enfrenta o comportamento imoral de umagente do grupo? Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 51
  52. 52. IV. Julgamento moral dos agentes de gruposExiste algum consenso de que a capacidade de açãointencional do grupo é um pré-requisito para o seustatus como agente moral?  Isaacs, mostra que os grupos são capazes de ação intencional, então, é necessário também mostrar que eles são objetos de louvor e de culpa.A capacidade para exemplificar a intencionalidade, estadosmentais e razão baseada em escolhas (racionalidade) sãocentrais na classificação de uma corporação como "agentemoral."  Ele argumenta que corporações são agentes morais, porque são capazes de ação intencional. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 52
  53. 53.  Isaacs, considera ainda que, quando os agentes atuam intencionalmente, têm razões para suas ações. Porém, o status das corporações e agentes de grupos como “agentes intencionais”, são apenas elegíveis para avaliação moral. Será que funciona da mesma forma para a avaliação moral dos indivíduos?  Não precisamos assumir automaticamente que o julgamento moral coletivo funciona da mesma forma, mas, se não houver prova em contrário, podemos aceitar como uma hipótese de trabalho. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 53
  54. 54. Esta hipótese é reforçada por um argumento teóricobásico.  Se a psicologia popular é aplicado aos agentes do grupo, e se o julgamento moral está na base da psicologia popular, então o julgamento moral, também, deve ser aplicada ao grupo.  Para testar a hipótese é preciso examinar os elementos do “Modelo de Passo de Culpa” e examinar se juízos de ação do grupo poderiam ser transportados através de um aparato cognitivo com esses elementos. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 54
  55. 55. A. Aplicando o Modelo de Passo de culpa aos Agentes do GrupoAs normas específicas para grupos podem ser diferentes daqueles para osindivíduos. As pessoas não têm dificuldades para distinguir ocomportamento intencional e não intencional de um grupo.Mas os atos de negligência (não intencional) são comuns em acusações de comportamento corporativo. Seguindo o caminho da esquerda para chegar a culpa, sabemos que as pessoas atribuem razões para os agentes do grupo. Seguindo o caminho certo para chegar a culpa, a existência de normas para os agentes do grupo implica que haja obrigações; Para ser sujeito a uma norma significa conformar-se a ela, e se existe uma norma de prevenção (especialmente de danos), a obrigação de evitar. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 55
  56. 56. Os grupos variam em suas capacidades para evitarresultados negativos “conhecimento de certosfatos, habilidades e oportunidades” para executar certasintenções.Atribuições de conhecimento ( ou falta dela) a grupos, eas variações de habilidades e oportunidades sãocertamente incontroverso. Não temos nenhuma evidência direta de que preceptores sociais culpam grupos após estes passos, pelo menos, não há obstáculos evidentes para eles fazerem isso. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 56
  57. 57. B. Pesquisa em andamentoRecentemente Dillon e Malle reuniram algumas provas para julgamentosde intencionalidade e culpa em resposta ao comportamento do agente degrupo. Universitários consideraram um número de ações realizadas por indivíduos e grupos, e fizeram uma série de julgamentos:  Foi um comportamento intencional?  Será que você detectou o que o agente está pensando?  Será que o agente merece elogios ou culpa? As medidas-chave foram as taxas de respostas afirmativas (indicando inferência de intencionalidade, pensamento ou culpa) Todas as ações foram formuladas de três formas:  Por um indivíduo, por um agregado (crianças urbanas do país, alunos do curso de psicologia), e por um grupo agindo conjuntamente (organização estudantil, o equipe de projeto sênior). Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 57
  58. 58. Os resultados mostraram que os agentes individuais e de grupoprovocaram taxas semelhantes e diferenciadas de inferência (ouseja, a intencionalidade foi inferida com mais frequência do que opensamento, que foi mais inferida que a culpa) A única diferença surgiu na frequência absoluta de inferências de intencionalidade, onde os agentes individuais do grupo e, atuando em conjunto suscitaram afirmações de intencionalidade mais do que os grupos agregados. Os resultados são preliminares, no entanto, não fornecem indicações de que é fácil e natural para as pessoas fazer inferências mentais e julgamentos morais sobre as ações do grupo. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 58
  59. 59. V. A Vida Moral dos Agentes de GrupoA. Problemas para Grupos Culpar:À luz das evidências atuais, estamos confiantes de que aspessoas atribuem culpa aos agentes do grupo, usando omesmo aparelho psíquico que usam quando culpam agentesindividuais. Porém, a culpa tem duas faces:  o cognitivo e o social. A face social consiste em atos verbais ou físicas que expressam o julgamento moral dirigidas ao agente para fins de regulação do comportamento.Punição e culpa expressa, é uma espécie de punição social. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 59
  60. 60. Surge o primeiro problema:Como pode os preceptores sociais expressar culpa para os agentesdo grupo?  As pessoas não encontram governos, corporações, equipes ou comitês face a face. Podem escrever cartas processá-los ou denunciá-los mas, não há garantias que o destinatário perceba a culpa.O segundo problema é o seguinte:  Se a culpa raramente é expressa e raramente ouvida, a regulação do comportamento dos agentes "é executado marcha lenta.”O Terceiro problema foi apresentado na Parte II, Seção C:  Se os agentes do grupo não têm estados mentais, será improvável que se sinta culpa, arrependimento ou remorso.Os grupos terão menos escrúpulos morais, que bloqueiam aregulação social, bem como a dissuasão. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 60
  61. 61.  Felizmente, há limites para esse quadro desolador.  Enquanto os membros individuais do grupo sentem emoções morais e medo de punições, sua influência pode alterar a ação do grupo.  Neste caso, o lócus de emoções morais não é o agente do grupo, mas o indivíduo que altera a tomada de decisão do agente de grupo.  No modelo de Pettit, as emoções morais dos membros individuais podem influenciar intenções do grupo.  O grupo pode decidir renunciar certas oportunidades, porque eles são moralmente condenáveis.. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 61
  62. 62. B. Culpar os membros do grupoSe culpar e punir agentes do grupo é difícil, há a opçãode punir os membros individuais do grupo.  No entanto, não é necessariamente mais fácil. Os membros individuais podem ser vistos como responsáveis pela ação indesejável do grupo e, portanto, devem ser punidos diferencialmente. Mas o que orienta essa diferenciação?  O grau em que o indivíduo contribuiu para a ação do grupo.  A motivação ou justificativa para cometer o ato será também avaliado.  Se esteve sob pressão do grupo ou intrinsecamente motivado para alcançar o resultado específico. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 62
  63. 63. A obrigação do indivíduo em impedir o ato tambémserá questionada:  O cidadão é obrigado a impedir a guerra da nação?  O trabalhador é obrigado a acabar com a discriminação da empresa?  As capacidades, físicas e cognitivas são importantes para evitar a ação de um grupo? Um último elemento é o nível de identificação ou de afastamento que o membro do grupo apresenta.  Se participar do grupo é uma escolha do indivíduo (o que não é aplicável no caso de uma nação), então continuar sendo membro, conta como patrocínio das ações do grupo.  As tentativas de protesto, para distanciar do grupo, mesmo que reprimidas, conta em favor do indivíduo.  Colaborar com uma ação quando o distanciamento é possível (mas a colaboração traria benefícios pessoais), seria um ponto contra o indivíduo. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 63
  64. 64. Conclusão Um número elevado de agentes do grupo são considerados poderosos, ameaçadores e moralmente desregulados. As pessoas não têm dificuldades em tirar conclusões sobre ações do grupos, e sentem o desejo de culpá-los e puni-los quando agem de forma imoral. A habilidade e eficácia em culpar e punir grupos é limitado, especialmente grupos institucionalizados do ( governos, corporações, comitês). Dificilmente os agentes do grupo mostram emoções. Isso causa desgosto às pessoas em relação a indenizações em casos que procuram punir grandes companhias. Isso também explica a política de incerteza em países democráticos, onde a ideologia alterna em cada eleição. O mundo moderno apresenta à mente humana agentes de grupo que ativam todas as reações sociais, cognitivas e morais mais familiares, mas que deixam pouco espaço para agir com base em tais reações. Talvez a lei possa proporcionar o espaço para as ações apropriadas, codificando normas, obrigações e punições não só para indivíduos mas, também para grupos. Ao fazê-lo, deve levar em conta os conceitos e critérios pelos quais pessoas normais reconhecem agentes de grupo e julgam sua conduta moral. Arlindo Rocha - PUC-Rio 26/11/2012 64

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