Administração geral e pública idalberto chiavenato

13,243 views
13,247 views

Published on

Published in: Education, Business, Technology
0 Comments
8 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
13,243
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
3
Actions
Shares
0
Downloads
1,236
Comments
0
Likes
8
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Administração geral e pública idalberto chiavenato

  1. 1. SÉRIE PROVAS E CONCURSOS Idalberto Chiavenato 41Tiragem a iS M r a iffis ELSEVIER CAMPUS
  2. 2. © 2009, Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados e protegidos pefa Lei n! 9.610, de 19/02/1998. Nenhuma parte deste tivro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. Editoração Eletrônica: Estúdio Casteilani Revisão Gráfica: irênio Silveira Chaves e Roberto Mauro dos Santos Facce Coordenador da Série: Syivio Motta Projeto Gráfico Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, 111 - 162andar 20050-006 - Centro - Rio de Janeiro - R J Rua Quintana, 753 - 8“ andar 04569-011 - Brookiin - São Paulo - SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800-0265340 sac@elsevier.com.br ISBN 978-85-352-3170-0 Nota: Muito zelo e técnica foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação, im­ pressão ou dúvida conceituai. Em qualquer das hipóteses, solicitamos a comunicação ao nosso Serviço de Atendimento ao Cliente, para que possamos esclarecer ou encaminhar a questão. Nem a editora nem o autor assumem qualquer responsabilidade por eventuais danos ou perdas a pessoas ou bens, originados do uso desta publicação. CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte. Sindicato Nacional dos Editores de Livros, R J C4S8a 2.ed. Chiavenato, Idalberto Administração geral e pública! Idalberto Chiavenato. - 2.ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2008. (Provas e concursos) 4^ reimpressão. Inclui bibliografia ISBN 978-85-352-3170-0 1. Administração pública ~ Brasil. 2. Administração pública - Brasil - Problemas, questões, concursos. 3. Serviço púbiico - Brasil - Problemas, questões, exercícios, i. Titulo. II. Série. 08-2856. CDD: 354.81 CDU: 35(81)
  3. 3. Dedicatória À Rita Sem você o meu mundo encantado jamais seria esta maravilhosa e esplêndida realidade, mas apenas um vago e distante sonho acalentado.
  4. 4. Agradecimentos Meus agradecimentos aJosé Carlos Oliveira de Cavalho e à valorosa e dinâmica equipe da Elsevier Editora, que trabalharam com afinco nas partes relacionadas com a Evolu­ ção da Administração Pública no Brasil e no Mundo, Organizações Sociais, Agências Executivas e Agências Reguladoras, Princípios da Administração Pública e o Simuladão. Essa decisiva participação possibilitou a concretização desta obra.
  5. 5. O Autor Idalberto Chiavenato é um dos autores nacionais mais conhecidos e respeitados na área de administração de empresas e de recursos humanos. È graduado em Filoso­ fia/Pedagogia, com especialização em Psicologia Educacional pela USP, em Direito pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas pela EAESP-FGV. É mestre (M.B.A.) e Doutor (Ph.D.) em Administração pela City University of Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos. Foi professor da EAESP-FGV, como também de várias universidades no exterior, e consultor de empresas. Sua extensa bibliografia abrange mais de vinte livros de grande destaque no mercado, além de uma infinidade de artigos em revistas especializadas. É provavelmente o único autor brasileiro a ostentar mais de 12 livros sobre administra­ ção traduzidos para a língua espanhola. Recebeu vários prêmios e distinções por sua atuação na área de administração geral e de recursos humanos. Ê autor, entre outros títulos, de Administração nos Novos Tempos, Gerenciando com as Pessoas, Gestão de Pessoas, Introdução à Teoria Geral da Administração, todos publi­ cados pela Editora Campus/Elsevier.
  6. 6. Apresentação Este livro está pesadamente baseado em algumas de nossas obras anteriores, como Teo­ ria Geral da Administração (TGA), Introdução à Teoria Geral da Administração (1TGA), Administração: Teoria, Processo e Prática, de um lado e, de outro, Gestão de Pessoas e Comportamento Organizacional, todas elas editadas pela Editora Campus/Elsevier e também em língua espanhola. Na verdade, este livro foi, no início, cuidadosamente composto e organizado a várias mãos no sentido de atender a uma necessidade específica do mercado: oferecer subsídios a todos aqueles que desejam assimilar uma base conceituai para poder con­ correr a concursos públicos ou enfrentar processos seletivos sofisticados que im­ põem a necessidade de conhecimentos básicos sobre Administração Geral ou Admi­ nistração Pública ou ambas. Para tanto, queremos oferecer uma ampla variedade de noções e conceitos que colocamos à disposição do leitor para que possa ser bemsucedido nesse mister. Todavia, o livro cresceu tanto em conteúdo como em propósito e passou a ampliar enormemente seu escopo no sentido de expandir e envolver também todos os leitores que se interessam pelo assunto, sejam estudantes, professores, executivos, servidores públicos, consultores de empresas, empreendedores, investidores ou interessados nos assuntos de administração pública ou geral. Na verdade, parece que todos os profissionais que trabalham em organizações - se­ jam públicas, privadas ou do terceiro setor - precisam da Administração. Até as donas de casa precisam dela para agendar seus compromissos, programar suas atividades do­ mésticas, fazer compras, controlar suas despesas e alcançar resultados como a satisfa­ ção dos familiares com relação à alimentação, roupa, lazer etc. O engenheiro precisa da Administração para cuidar de sua empresa de projetos e de construções civis. O conta­ dor precisa dela para tocar sua empresa de consultoria contábil e auditoria. O médico precisa dela para cuidar de sua clínica particular ou então do hospital - uma organiza­ ção administrada para cuidar da saúde da população. O servidor público precisa dela para saber como conduzir sua repartição local ou cuidar de sua unidade organizacio­ nal. O empreendedor necessita dela para conduzir seu negócio ou empreendimento em direção ao sucesso. A Administração está alcançando foros de universalidade. Não
  7. 7. há nenhum exagero em dizer que a Administração está caminhando no sentido de se tornar a ciência das ciências, ou seja, a ciência que permite às demais ciências poderem contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, das organizações, dos mu­ nicípios, dos estados e das nações. O desenvolvimento de todos esses elementos passa necessariamente pela Administração.
  8. 8. Agradecimentos Meus agradecimentos aJosé Carlos Oliveira de Cavalho e à valorosa e dinâmica equipe da Elsevier Editora, que trabalharam com afinco nas partes relacionadas com a Evolu­ ção da Administração Pública no Brasil e no Mundo, Organizações Sociais, Agências Executivas é Agências Reguladoras, Princípios da Administração Pública e o Simuladão. Essa decisiva participação possibilitou a concretização desta obra.
  9. 9. O Autor Idalberto Chiavenato é um dos autores nacionais mais conhecidos e respeitados na área de administração de empresas e de recursos humanos. E graduado em Filoso­ fia/Pedagogia, com especialização em Psicologia Educacional pela USP, em Direito pela Universidade Mackenzie e pós-graduado-em Administração de Empresas pela EAESP-FGV. É mestre (M.B.A.) e Doutor (Ph.D.) em Administração pela City University of Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos. Fox professor da EAESP-FGV, como também de várias universidades no exterior, e consultor de empresas. Sua extensa bibliografia abrange mais de vinte livros de grande destaque no mercado, além de uma infinidade de artigos em revistas especializadas. É provavelmente o único autor brasileiro a ostentar mais de 12 livros sobre administra­ ção traduzidos para a língua espanhola. Recebeu vários prêmios e distinções por sua atuação na área de administração geral.e de recursos humanos. É autor, entre outros títulos, de Administração nos Novos Tempos, Gerencíando com as Pessoas, Gestão de Pessoas, Introdução à Teoria Geral da Administração, todos publi­ cados pela Editora Campus/Elsevier.
  10. 10. Apresentação Este livro está pesadamente baseado era algumas de nossas obras anteriores, como Teo­ ria Geral da Administração (TGA), Introdução à Teoria Geral da Administração (ITGA), Administração: Teoria, Processo e Prática, de um lado e, de outro, Gestão de Pessoas e Comportamento Organizacional, todas elas editadas pèla Editora Campus/Elsevier e também em língua espanhola. Na verdade, este livro foi, no início, cuidadosamente composto e organizado a várias mãos no sentido de atender a uma necessidade específica do mercado: oferecer subsídios a todos aqueles que desejam assimilar uma base conceituai para poder con­ correr a concursos públicos ou enfrentar processos seletivos sofisticados que im­ põem a necessidade de conhecimentos básicos sobre Administração Geral ou Admi­ nistração Pública ou ambas. Para tanto, queremos oferecer uma ampla variedade de noções e conceitos que colocamos à disposição do leitor para que possa ser bemsucedido nesse mister. Todavia, o livro cresceu tanto em conteúdo como em propósito e passou a ampliar enormemente seu escopo no sentido de expandir e envolver também todos os leitores que se interessam pelo assunto, sejam estudantes, professores, executivos, servidores públicos, consultores de empresas, empreendedores, investidores ou interessados nos assuntos de administração pública ou geral. Na verdade, parece que todos os profissionais que trabalham em organizações - se­ jam públicas, privadas ou do terceiro setor - precisam da Administração. Até as donas de casa precisam dela para agendar seus compromissos, programar suas atividades do­ mésticas, fazer compras, controlar suas despesas e alcançar resultados como a satisfa­ ção dos familiares com relação à alimentação, roupa, lazer etc. O engenheiro precisa da Administração para cuidar de sua empresa de projetos e de construções civis. O conta­ dor precisa dela para tocar sua empresa de consultoria contábil e auditoria. O médico precisa dela para cuidar de sua clínica particular ou então do hospital—uma organiza­ ção administrada - , para cuidar da saúde da população. O servidor público precisa dela para saber como conduzir sua repartição local ou cuidar de sua unidade organizacio­ nal. O empreendedor necessita dek para conduzir seu negócio ou empreendimento em direção ao sucesso. A Administração está alcançando foros de universalidade. Não
  11. 11. há nenhum exagero em dizer que a Administração está caminhando no sentido de se tornar a ciência das ciências, ou seja, a ciência que permite às demais ciências poderem contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, das organizações, dos mu­ nicípios, dos estados e das nações. O desenvolvimento de todos esses elementos passa necessariamente pela Administração.
  12. 12. Sumário Resumido PA R T E I Abordagens da Administração CAPÍTULO { c a pítu lo 2 CAPÍTULO 3 4 c apítu lo 5 c a pítu lo 6 CAPÍTULO 7 CAPÍTULO 8 c apítu lo Abordagem Clássica da Adm inistração.................................................... 3 Abordagem Humanística da Administração............................................15 Abordagem Neociássica da Adm inistração............................................ 24 Abordagem Estruturalista da Administração.......................................... 34 Abordagem Comportamental da Adm inistração.......................... ..51 / Abordagem Sistêmica da Adm inistração............................................ 65^ Abordagem Contingencial da Administração ....................................80' Questões de concursos - Parte I ................................... * ............... 87 PARTS U Evolução da Administração Pública no Brasil e no Mundo: O Sistema Patrimonialista, Burocrático e o Paradigma Pós-Burocrático Uma breve reflexão sobre a evolução da Administração Pública e a Reforma do Estado...................................................................... 97 CAPÍTULO 3 As três formas de Administração P ú b lica .................................... 105 0 CAPÍTULO J J Breve histórico ........................................................................... 109 cap ítulo 12 O aparelho do Estado e as formasde propriedade.......................... 113 CAPÍTULO 1 Questões de concursos - Parte I I ...................................................... 116 3 c apítu lo 9 ?m rt m Gestão de Pessoas CAPÍTULO 3 Lideran ça......................................................................................129 ^ 4 CAPÍTULO J 5 Avaliação de desempenho........ : .................................................. 146 CAPÍTULO 5 Treinamento e desenvolvimento.................................................. 153 6 CAPÍTULO i 7 Recompensas e punições...................................... ....................... 160 /CAPÍTULO is Recrutamento e seleção................................................................167 CAPÍTULO 5 Gestão de conflitos ..................................................................... 178 9 CAPÍTULO 20 Gestão de competências ................................................. 184 CAPÍTULO 2! Gestão do conhecimento e capital intelectual................................190 '.: CAPÍTULO 22 Consonância e dissonância .......................................................... 193
  13. 13. CAPÍTULO 23 Recursos Humanos na Administração Pública............................... 195 CAPÍTULO 24 Questões de concursos - Parte I I I . ................................................. 210 PARTE IV CAPÍTULO 25 c a pítu lo 26 Com portam ento Organizacional O comportamento organizacional................................................. 223 Questões de concursos - Parte IV ........................................ . 260 PAUTE V Novas Abordagens da Adm inistração - A Busca pela Excelência CAPÍTULO 27 A Era da informação: mudança e incerteza........................ ........... 269 CAPÍTULO 28 As soluções emergentes....................................................... 274 CAPÍTULO 29 Questões de concursos - Parte V ...................................................331 PARTE V ! CAPÍTULO 30 CAPÍTULO 31 c apítu lo 32 c apítu lo 33 CAPÍTULO 34 Processo A dm inistrativo Planejam ento.............................................. .................................. 341 Organização................................................................................. 358 D ireção.......................................................................................... 368 C ontrole........................................................................................ 376 Questões de concursos - Parte V I....................................................391 PARTE V II Organizações Sociais, Agências Executivas e Agências Reguladoras CAPÍTULO 35 Implementação de Organizações Sociais.......................................... 401 CAPÍTULO 36 Agências Executivas.......................................................................413 CAPÍTULO 37 Planejamento e efetividade............................................................. 419 CAPÍTULO 33 Contrato de gestão................................ ........................................422 c apítu lo 39 Autonomia e controle.....................................................................429 c apítu lo 40 Agências reguladoras.....................................................................434 CAPÍTULO 4 1 Questões de concursos - Parte V II................................................. 448 PARTS V II! . cap ítu lo 42 CAPÍTULO 43 CAPÍTULO 44 c a pítu lo 45 CAPÍTULO 46 c a pítu lo 47 Princípios da Adm inistração Pública Organização da Administração Pública............................................453 Princípios fundamentais da Administração Pú b lica........................ 455 Princípios da Administração Pública............................................... 458 Normas gerais sobre Licitações e Contratos Administrativos...........460 Normas gerais sobre os Contratos Adm inistrativos........................ 469 Questões de concursos - Parte V III ...................... .............. .............. 474 PARTS IX Sim uladão......................................................................................................... 479 G a b a rito ...................................................................................... ...................512
  14. 14. Sumário PARTEi Abordagens da Adm inistração CAPÍTULO 5 Abordagem Clássica da Adm inistração................................................3 1.1 Administração Científica.................................................................................. : .. 5 I . I . I Administração como ciência..........................................................................5 1 1 Organização racional dotrabaibo......................................................... . . .2 6 1.1.3 Conclusão..................................................................................................li 1.2 Teoria Clássica da Administração............................................................. '........... 1 .2.1 Princípios gerais de Administração para Fayol.............................................. C3/ 1.2.2 Teoria da Administração............................................................................. Í V 1.2.3 Conclusão.................................................................................................. 14 CAPÍTULO 2 Abordagem Humanística da Administração...................................... (@ 2.1 Teoria das Relações Humanas........................................................... .............. .. 16 2.1 A liderança............................................... ................................................. i 7 .1 2.1 A comunicação.......................................................................................... 1 .2 9 2.1 A organização informal...............................................................................20 .3 2.1 A dinâmica de grupo................................................................................... 21 .4 2.1 Conclusão...............................................................................................22 .5. CAPÍTULO 3 Abordagem Neoclássica da Adm inistração........................................ 2^ 3.1. Teoria Neoclássica da Administração................................................................... 3.1 Princípios básicos de organização........................................................... ^ .1 3.1.2 Conclusão................................................................................................'28v 3.2 Administração por Objetivos (A PO )..........................................................................29 3.2.1 Características da A PO .................................................................................29 3.2.2 Conclusão......................................................■ ........................................ 32 CftPÍTüiü 4 Abordagem Estruturalista da Adrftinistração.......................................... 4.1 Modelo burocrático de organização...................................................................... 4.1.1 Características da burocracia segundo Weber...............................................ÇM 4 .1 Vantagens da burocracia...........................................................................: J~ .2 3 4.1 Disfunções da burocracia............................................................................ (42y .3 4.1.4 Conclusão.................................................................................................. 45 4.2 Teoria Estruturalista da Organização..........................................................................45 4-2.1 A sociedade de organizações..........................................................................46
  15. 15. 49 50 4.2.2 Análise das organizações. 4.2.3 Conclusão................... CAPÍTULO 5 Abordagem Comportamental da Adm inistração............................. S i 5.1 Teoria Comportamental da Administração.............................................................. 52 5.1.1 Estilos de Administração............................................................................52 5.1 Processo decisório................................................................................... 55 .2 5. i .3 Conflito entre objetivos organizacionais e objetivos individuais............. 57 5.1.4 Conclusão...............................................................................................58 5.2 Teoria do Desenvolvimento Organizacional (DO)..................................................... 59 5.2.1 O que é Desenvolvimento Organizacional.....................................................59 5.2.2 Pressupostos básicos do DO...................................................................... 60 5.2.3 As características do DO...................................................................... 61 5.2.4 Objetivos do DO...................................................................................... 63 5.2.5 Conclusão............................................................... ............................... 63 c apítu lo ô Abordagem Sistêmica da Adm inistração....................................... 6. i Tecnologia e Administração...................................................................................66 6.1 Teoria da informação.........................; ...................................................... 67 .! 6.1 Conseqüências da informática na Administração............................................ 68 .2 6.1 Cibernética................................................................... ..........................69 .3 6.1.4 Conclusão...............................................................................................7 1 6.2 Teoria Matemática da Administração.....................................................................7 1 6.2. S Processo decisório.................................................................................. 6.2.2 Modelos matemáticos em Administração............ ........................................73 6.2.3 Estratégia organizacional.......................................................................... 6.2.4 Conclusão.............................................................................................. 75 75 6.3 Teoria de Sistemas...................................... 76 6.3. i Características dos sistemas . . : .......... 77 6.3.2 O sistema aberto............................... 78 6.3.3 A Organização como um sistema aberto. 78 6.3.4 Conciusão........................................ CAPÍTULO 7 Abordagem Contíngencial da Adm inistração................................... 80 7.1 Teoria da Contingência...................................................................................... 8 i . .81 7.1.2 Ambiente................................. ..83 7.1.3 Tecnologia................................. 7. i .4 As organizações e seus níveis....... ■<3T .. 85 7.1 Novas abordagens ao desenho organizacional. .5 . . 85 7.1 Conclusão............................................... .6 CAPÍTULO 8 Questões de concursos - Parte I .................................................... 87 P A R T S II Evolução da Administração Pública no Brasil e no Mundo: O Sistema Patrimonialista, Burocrático e o Paradigma Pós-Burocrático CAPÍTULO 9 Uma breve reflexão sobre a evolução da Administração Pública e a Reforma do Estado................................. .....................................97 9.1 Estrutura organizacional do Estado:três Poderes......................................................1 1 0 9.2 Governança e governabilidade............................................................... ............. 1 02 9.3 Redes organizacionais........................................................................................ 103
  16. 16. N cap ítulo 10 As três formas de Administração P ú b lica ........................................ 105 10.1 Administração Pública patrimonialísta............................................................ f06 10.2 Administração Pública burocrática................................................................106 10.3 Administração Pública gerencial................................................................... 106 10.4 O Paradigma pós-burocrátíco............................................................................... 108 cap ítulo 11 Breve histórico ....................... .............................................. — 109 I I . I A Reforma do D ASP.......................................................................................109 11.2 Rumo à Administração gerenciai....................................................................... 1 09 f 1 O retrocesso de ! 988 ..........................................................................................i 1 .3 1 CAPÍTULO 12 O aparelho do Estado e as formas de propriedade............................ i 13 i 2.1 Os setores do Estado.......................................................................................113 1 2.1.1 Núcleo estratégico............................................................................... i í 3 12.1.2 Atividades exclusivas................^.................................................. ........ ÍI4 12.1.3 Serviços não-exclusivos.......................................................................... f 1 4 1 2.1.4 Produção de bens e serviços para o mercado..............................................114 1 2.2 Setores do Estado e tipos de gestão....................................................................... 114 1 Setores do Estado e formas de propriedade............................................................ .115 2.3 CAPÍTULO 1 Questões de concursos -Parte I I .................................................... 116 3 PARTS m Gestão de Pessoas CAPÍTULO 1 Liderança.................................................................................... /.'i29,s 4 14. i Os estilos de liderança................................................................................. 14.2 Liderança centrada na tarefa versus liderança centrada nas pessoas...........................1 32 1 -3 Inteligência emocionai........................................................................................ 133 4 i 4-4 Liderança e os modelos de DO.........................................................................135 cap ítu lo 15 Avaliação de desempenho........................................... ................. 146 15.1 Os fatores determinantes do desempenho humano...............................................í 47 1 5.2 A avaliação como meio e não como finalidade......................................................i 50 15.3 Os 3 E 's ...................................................................................................... i 5 i cap ítulo 16 Treinamento e desenvolvimento...................................................... 153 1 6.1 Levantamento das necessidades de treinamento.................................................. 155 i 6.2 Programação do treinamento............................................................................ 157 16.3 Implementação do treinamento......................................................................... i 57 1 6.4 Avaliação dos resultados do treinamento.................................. ..................... 158 1 6.5 Foco no desempenho....................................................................................... 159 CAPÍTiiio i 7 Recompensas e punições.......... ................................................... 160 ! 7.1 Relações de intercâmbio.....................................................................................1 i 6 1 7.2 Os desafios da administração de salários............................................................... L62 17.3 O pacote de benefícios sociais........................................................................... ( l^ / CAPÍTULO i 8 Recrutamento e seleção.................................................................167 1 8.1 Recrutamento interno e externo....................................................................... 167 i 8.2 Técnicas de recrutamento externo............................................ ........................... 1 68 1 8.3 O conceito de seleção de pessoas........................................................................ 1 69 1 8.4 As bases para a seleção de pessoas....................................................................... 175
  17. 17. CAPÍTULO 1 Gestão de conflitos .......................................................................... 178 9 í 9.1 Níveis de gravidade do conflito.................... ................................................... 1 79 1 9.2 Abordagens quanto à gestão de conflitos............................................................. 179 19.3 Efeitos positivos e negativos do conflito............................................................... 1 1 8 19.4 Estilos de gestão de conflitos...............................................................................182 cap ítulo 2G Gestão de competências ....... .................................................... CAPÍTULO 2i Gestão do conhecimento e capital intelectual................................ {190) CAPÍTULO 22 Consonância e dissonância ...............................................................193 CAPÍTULO 23 Recursos Humanos na Administração Pública.................................... 195 23.1 Desequilíbrios nas remunerações......................................................................... 196 23.2 Dimensão cultural e dímensão-gestão.................................................... ............ 23.3 Motivação...................................................................... .............................. 23.4 Nova política de recursos humanos..................................................................... 200 23.5 Desenvolvimento de recursos humanos................................................................ 201 23.6 Diretrizes da nova política de R H ................................. ; .................................... 202 23.6.1A política de concursos............................................... ............................203 23.6.2 Reorganização das carreiras de Estado........................ : .......................... 204 23.6.3 Revisão da política remuneratória das carreiras de nível superior ..................... 206 23.6.4 Fortalecimento da avaiiação de desempenho ............................................... 207 23.6.5 A política de capacitação.......... ...............................................................207 CAPÍTULO 24 Questões de concursos - Parte III............................... ...................... 210 PARTE BV Com portam ento Organizacional CAPÍTULO 25 O comportamento organizacional................................................... (_223 ^ 25.1Cultura organizacional.................................................................................... 25.2 Clima organizacional.................................................................................. :. -'229_ 25.3 Motivação.................................................................................................... ..231. 25.3.1 O ciclo motívacionaí............................................................................. . 234 X 25.3.2 Algumas teorias sobre motivação humana...................................................235 25.4 Empowerment........................................................................................................24 i 25.5 Habilidades e competências da equipe......................................................................244 25.6 Desenvolvimento de equipes ...................................................................................247 25.7 Gestão da mudança........................................................................................ 25.8 Ética e responsabilidade social................................................................................ 253 CAPÍTULO 26 Questões de concursos - Parte IV ....................................................... 260 PARTE V Novas Abordagens da Adm inistração - A Busca pela Excelência CAPÍTULO 27 A Era da informação: mudança e incerteza..........................................269 27.1A nova lógica das organizações............................................................................... 271 27.2 Simplificar e descompiicar para enfrentar a complexidade............................................. 273 CAPÍTULO 28 As soluções emergentes 28.1 Melhoria contínua........................ 274 274
  18. 18. 28.2 Qualidade Total................................................................................................... 275 28.2. i Enxugamento (downsizing) ........................................................................ 277 28.2.2 Terceirização (outsourcing) .......................................................................... 277 28.2.3 Redução do tempo do cicio de produção........................................................ 218 28.2.4 Cicio PDCA........................................................................................ <27§/ 28.2.5 Diretrizes de adesão................................................................................... 279 28.3 Reengenharia............................................................................................. . 28 í 28.4 Benchmarking...................................................................................................... 283 28.5 O Balanced Scorecard (BSC) ................................................................................CÜâ-' 28.6 job Enr.ich.ment e]ob Enlargement..............................................................................286 28.7 Brainstorming................................................................................................. 28.8 Gráfico de Ishikawa........................................................................................ 28.9 Princípio de Pareto............................................................................................í S D 28.1 A quinta disciplina........................................ ................................................. 292 0 28.10.1 A emergência das organizações de aprendizagem.................................. 296 28.1 Adhocracia........................................................................ -..........................299 1 28. i 2 Desenhos organizacionais e organizações adaptativas............................................... 300 28.1 Modelo de Porter..........................................................................................31 3 5 28.14 Organizações como sistemas abertos................................................................. 317 28.15 Conclusão.................................................................................................... 328 CAPÍTULO 29 Questões de concursos - Parte V ....................................................... 331 PARTE V I Processo Adm inistrativo CAPÍTULO 30 Planejam ento................................................................................ 34 i 342 30.1O planejamento como uma função administrativa .. 343 30.2 O processo de planejamento ... .. 345 30.3 Benefícios do planejamento . . . . . . 347 30.4 Tipos de planejamento............ .. 348 30-4.1 Planejamento estratégico . . 349 30.4.2 Planejamento tático. . . . .. 35 í 30.4.3 Planejamento operacional 358 CAPITULO 3i Organização.......................................................................... . 359 31.1 Estrutura organizacional............................................................................ . 360 31 Estrutura vertical.................................................................................... .2 . 363 31 Amplitude administrativa.......................................................................... .3 31 Centralização/descentralização..............................................................................365 .4 31 Desenho departamental...................................................................................... 366 .5 CAPÍTULO 32 Direção..................................... -...................-.............................368 32.1 Conceito de direção............................................................................................368 32.2 Os estilos de direção.......................................................................................... 369 32.3 Os sistemas administrativos................................................................................. 370 32.4 O papel da direção..............................................................................................373 32.5 A direção e as pessoas........................................................................................ 374 CAPÍTULO 33 Controle .. 33.1 Conceito de controle .. 33.2 O processo de controle 376 377 378
  19. 19. 33.3 Estalecimento de objetivos ou padrões.................................................................. 378 33.4 Características do controie.................................................................................. 379 33.5 Tipos de controle.............................................................................................. 379 33.5.1 Controles estratégicos.............................................................................380 33.5.2 Controles táticos.................................................................................... 381 33.5.3 Controles operacionais........................................................................................ 382 33.6 Tipologia do controle exercido no âmbito da Administração Pública............................387 cap ítu lo 34 Questões de concursos - Parte V I................................................. 391 PA RTE V II Organizações Sociais, Agências Executivas e Agências Reguladoras 35 implementação de Organizações Sociais......................................... 401 35.1 A crise do estado e o movimento em direção ao Terceiro Setor................................... 401 35.2 A pübiicização como estratégia da reforma do Estado...............................................403 35.3 Pübiicização e Organizações Sociais.............. ....................................................... 405 35.3.1O que são Organizações Sociais................................................................ 405 35.3.2 Vantagens das Organizações Sociais.......................... : ............................407 35.4 implementando Organizações Sociais: o processo de pübiicização............................. 407 35.5 Criando entidades aptas à adoção do modelo "O S ".................................................. 410 35.5.! fundação.............................. ............................................................... 410 c apítu lo CAPÍTULO 36 Agências Executivas....................... ............................................. 413 36.1 Atividades exclusivas do Estado........................................................................... 414 36.2 Diferentes funções - diferentes esferas de Gestão...................................................414 36.3 Fortalecendo o Núcleo Estratégico....................................................................... 416 36.4 Administração gerencial..................................................................................... 4!6 36.5 Qualificando instituições como Agências Executivas.................................................417 36.5.1 Etapas.................................................................................................. 417 37 Planejamento e efetividade............................................................ 419 37.1 Planejamento e participação................................................................................ 419 37.2 Avaliando o desempenho institucional.................................................................. 420 c apítu lo CAPÍTULO 38 Contrato de gestão .... ................................. ................................ 422 38.1O contrato de gestão como um compromisso de resultados...................................... 422 38.2 Conteúdo básico.............................. .................................................... ........... 423 38.3 Ciáusuías mínimas.............................................................................................424 38.4 Formulação e negociação....................................................................................425 38.5 Acompanhamento e avaliação do contrato de gestão............................................... 426 CAPITULO 39 Autonomia e controie......................... ♦ ........................................ 429 39. i Reformulando o controle.................................................................................... 430 39.2 Relatórios de desempenho.................................................................................. 432 CAPITULO 40 Agências reguladoras...................................... .............................434 CAPÍTULO 4! Questões de concursos- Parte V II.................................................448
  20. 20. PARTS VIII Princípios da A dm inistração Pública CAPÍTULO 42 Organização da Administração Pública.............................................453 42.1Administração Direta.......................................................................................... 453 42.2 Administração Indireta. ......................................................................................453 42.2.1 Autarquias............................ .................................................................453 42.2.2 Empresas Públicas...................................................................................453 42.2.3 Sociedades de Economia Mista...................................................................454 42.2.4 Fundações Públicas.................................................................................454 c apítu lo 43 Princípios fundamentais da Administração Pú b lica ......................... 455 43.1 Planejamento................................................................................................... 455 43.2 Coordenação.................................................................................................... 455 43.3 Descentralização...............................................................................................456 43.4 Delegação de competência.................................................................................. 457 43.5 Controle.......... ‘.............................................................................................. 457 c apítu lo 44 Princípios da Administração Pública................................................ 458 44-i Legalidade........................................................................................................458 44-2 Impessoalidade.................................................................................................. 458 44-3 Moralidade....................................................................................................... 458 44-4 Publicidade....................................................................................................... 459 44.5 Eficiência......................................................................................................... 459 CAPÍTULO 45 Normas gerais sobre Licitações e Contratos Administrativos........... 460 45.1 Princípios......................................................................................................... 460 45.2 Compras.......................................................................................................... 46! 45.3 Modalidadades...................................................................................................46 i 45.3.1 Concorrência...................................................................... ................... 46! 45.3.2 Tomada de preços.......................................'........................................... 461 45.3.3 Convite.................................................................................................46í 45.3.4 Concurso...............................................................................................462 45.3.5 Leiíão.................................................................................................... 462 45.3.6. Pregão.................................................................................................. 462 45.4 Dispensa......................................................................................................... 463 45.5 inexigibilidade.................................................................................................. 466 45.6 Tipos de licitação...............................................................................................467 45.7 Tabela de limites para licitação............................................................................. 468 CAPÍTULO 46 Normas gerais sobre os Contratos Administrativos ......................... 469 46.1 Contratos......................................................................................................... 469 46.2 Obrigatoriedade de cláusulas...............................................................................469 46.3 Duração dos contratos....................................................................................... 470 46.4 Modificações nos contratos................................................................................. 471 46.5 Inexecução e rescisão dos contratos...................................................................... 472 c a pítu lo 47 Questões de concursos - Parte V I I I ................................................ 474 PARTE IX Sim u iad ão ................................................................................. ....................... 479 Gabarito ............................................................................................................512
  21. 21. Parte Abordagens da Administração
  22. 22. A Administração é uma ciência relativamente nova. Provavelmente a mais recente de todas as ciências humanas. Uma jovem e talentosa senhora com pouco mais de 100 anos. Mas que já mostrou sobejamente a que veio. E rapidamente passou a ocupar um lugar de destaque especial no panorama das ciências. De fato, apesar de tão recente, a Administração é hoje considerada a ciência que permitiu que todas as demais ciências pudessem transformar suas descobertas, invenções e inovações em produtos e serviços disponíveis para a sociedade. A Administração foi a responsável direta e indireta pelo espetacular aumento da riqueza ocorrido no decorrer do século passado e pela incrível melhoria da qualidade de vida dos povos, principalmente dos países mais avançados. Vemos hoje que a medicina, a engenharia, a tecnologia em geral e especificamente a tecnologia da informação e tantas outras ciências precisam da Administração para que seus resultados sejam translatados a fim de serem devidamente projetados, desenvol­ vidos, produzidos, comercializados e entregues comò produtos ou serviços por meio das organizações. Todo e qualquer tipo de organização requer Administração para ser bem-sucedido. E vivemos em uma sociedade de organizações, como veremos mais adiante. Tudo é criado, produzido e entregue por organizações. E todas elas precisam ser administradas para poderem alcançar sustentabilidade e competitividade. Nesta primeira parte veremos as diversas abordagens sobre Administração. São vá­ rios e diferentes conceitos e teorias. Como se cada abordagem visualizasse a Adminis­ tração sob um específico ângulo ou foco. E no final chegaremos à conclusão de que a Administração é tudo isso: o resultado cumulativo de uma ampla variedade de aborda­ gens, cada qual contando apenas um pequeno pedaço da história. Nenhuma aborda­ gem está errada ou ultrapassada. Cada uma delas simplesmente mostra uma específica faceta da Administração.
  23. 23. Capítulo Abordagem Clássica da Administração No despontar do século XX, dois engenheiros desenvolveram os primeiros trabalhos pioneiros a respeito da Administração. Um era americano, Frederick Winslow Taylor, e iniciou a chamada Escola da Administração Científica, preocupada em aumentar a eficiência da indústria por meio da racionalização do trabalho do operário. O outro era europeu, Henri Fayol, e desenvolveu a chamada Teoria Clássica, preocupada em aumentar a eficiência da empresa por meio de sua organização e da aplicação de prin­ cípios gerais da Administração em bases científicas. Muito embora ambos não tenham se comunicado entre si e tenham partido de pontos de vista diferentes e mesmo opos­ tos, o certo é que suas idéias constituem as bases da chamada Abordagem Clássica da Administração, cujos postulados dominaram as quatro primeiras décadas do século XX no panorama administrativo das organizações. Em função dessas duas correntes, a Abordagem Clássica da Administração é des­ dobrada em duas orientações diferentes e, até certo ponto, opostas entre si, mas que se complementam com relativa coerência: 1. De um lado, a Escola da Administração Científica, desenvolvida nos Estados Unidos, a partir dos trabalhos de Taylor. Essa escola era formada principalmen­ te por engenheiros, como Frederick Winslow Taylor (1856-1915), Henry Lawrence Gantt (1861-1919), Frank Bunker Gilbreth (1868-1924), Harrington Emerson (1853-1931) e outros. Henry Ford (1863-1947) costuma ser incluído entre eles pela aplicação desses princípios em seus negócios. A preocupação bá­ sica era aumentar a produtividade da empresa por meio do aumento de eficiên­ cia no nível operacional, isto é, no nível dos operários. Daí a ênfase na análise e na divisão do trabalho do operário, uma vez que as tarefas do cargo e o ocupan­ te constituem a unidade fundamental da organização. Nesse sentido, a aborda­ gem da Administração Científica é uma abordagem de baixo para cima (do ope­ rário para o supervisor e gerente) e das partes (operário e seus cargos) para o todo (organização empresarial). Predominava a atenção para o método de tra­ balho, para os movimentos necessários à execução de uma tarefa, para o tempo padrão determinado para sua execução. Esse cuidado analítico e detalhista per-
  24. 24. Série Provas e Concursos 4 Administração Geral e Pública - Chiavenato E L S E V IE R mitia a especialização do operário e o reagrupamento de movimentos, opera­ ções, tarefas, cargos etc., que constituem a chamada Organização Racional do Trabalho (ORT). Foi, acima de tudo, uma corrente de idéias desenvolvida por engenheiros que procuravam elaborar uma engenharia industrial dentro de uma concepção pragmática. A ênfase nas tarefas é a principal característica da Administração Cientifica. 2. De outro lado, a corrente dos Anatomistas e Fisiologistas da organização, desen­ volvida na França, com os trabalhos pioneiros de FayoL Essa escola teve como expoentes: Henri Fayol (1841-1925), James D. Mooney, Lyndall F. Urwick (1891-1979), Luther Gulick t outros. A essa corrente chamaremos Teoria Clássi­ ca. A preocupação básica era aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização (departamentos) e de suas inter-relações estruturais. Daí a ênfase na anatomia (estrutura) e na fisíologia (funcionamento) da organização. Nesse sentido, a abordagem da Corrente Ana­ tômica e Fisiologista é uma abordagem inversa à da Administração Científica: de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo (organização) para as suas partes componentes (departamentos).1Predominava a atenção para a estru­ tura organizacional, para os elementos da Administração, os princípios gerais da Administração e a departamentalização. Esse cuidado com a síntese e com a visão global permitia a melhor maneira de subdividir a empresa sob a centralização de um chefe principal.2Foi uma corrente teórica e orientada administrativamente.3 A ênfase na estrutura é a sua principal característica. Administração Científica - ■ Taylor * —► Ênfase nas tarefas • Teoria. Ciássica “—► Fayol Ênfase na estrutura Abordagem Clássica da Administração Figura 1.1 Desdobramento da abordagem ciássica. — ^Origens da Abordagem Clássica As origens da Abordagem Clássica da Administração remontam as conseqüências ge­ radas pela Revolução Industrial e podem ser resumidas em dois fatos genéricos, a saber: 1. O crescimento acelerado e desorganizado das empresas, ocasionando uma grada­ tiva complexidade em sua administração e exigindo uma abordagem científica e mais apurada que substituísse o empirismo e a improvisação até então domi­ nantes. O aumento do tamanho das empresas leva à substituição das teorias de caráter totalizante e global por teorias microindustriais de alcance médio e par-
  25. 25. CA M PU S Capítulo I - Abordagem Ciássica da Administração 1.1 A D M IN IST R A Ç Ã O C IEN T ÍFIC A A abordagem básica da Escola da Administração Científica se baseia na ênfase co­ locada nas tarefas. O nome Administração Científica é devido à tentativa de aplicação dos métodos da ciência aos problemas da Administração a fim de aumentar a eficiência industrial. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administra­ ção são a observação e a mensuraçâo. A Escola da Administração Científica foi iniciada no começo do século passado pelo engenheiro americano Frederick W. Taylor, consi­ derado o fundador da moderna TGA. Taylor teve inúmeros seguidores (como Gantt, Gilbreth, Emerson, Ford, Barth e outros) e provocou uma verdadeira revolução no pensamento administrativo e no mundo industrial de sua época. A preocupação origi­ nal foi eliminar o fantasma do desperdício e das perdas sofridas pelas indústrias e ele­ var os níveis de produtividade por meio da aplicação de métodos e técnicas da enge­ nharia industrial. 1.1.1 Adm inistração como ciência Para Taylor, a organização e a Administração devem ser estudadas e tratadas cien­ tificamente e não empiricamente. A improvisação deve ceder lugar ao planejamento e o empirismo à ciência: a Ciência da Administração. Como pioneiro, o mérito de Taylor reside em sua contribuição para encarar sistematicamente o estudo da organização. O fato de ter sido o primeiro a fazer uma análise completa do trabalho, incluindo tempos e movimentos, a estabelecer padrões de execução, treinar os operários, especializar o pessoal, inclusive o de direção, instalar uma sala de planejamento, em resumo, assu­ mir uma atitude metódica ao analisar e organizar a unidade fundamental de trabalho, adotando esse critério até o topo da organização, tudo isso eleva Taylor a uma altura não comum no campo da organização.4 Série Provas e Concursos ciai. Com a grande empresa com dimensões mais amplas surgem as condições iniciais de planejamento da produção, reduzindo a improvisação. 2. A necessidade de aumentar a eficiência e a competência das organizações, no sen­ tido de se obter o melhor rendimento possível dos recursos e fazer face à con­ corrência e à competição que se avolumavam entre as empresas. Com a substi­ tuição do capitalismo liberal pelos monopólios, instala-se nos Estados Uni­ dos, entre 1880 e 1890, a produção em massa, aumentando o número de assa­ lariados nas indústrias - toma-se necessário evitar o desperdício e economi­ zar mão-de-obra. Surge a divisão de trabalho entre aqueles que pensam (ge­ rentes) e os que executam (trabalhadores). Os primeiros fixam os padrões de produção, descrevem os cargos, determinam funções, estudam métodos de Administração e normas de trabalho, criando as condições econômicas e téc­ nicas para o surgimento do taylorismo e do fordismo nos Estados Unidos e do fayolismo na Europa. 5
  26. 26. Série Provas e C oncursos 6 Administração Gerai e Publica - Chiavenato E L S E V IE R Os elementos de aplicação da Administração Científica nos padrões de produção são: padronização de máquinas e ferramentas, métodos e rotinas para execução de tarefas e prêmios de produção para incentivar a produtividade.5 Embora Taylor se preocupasse mais com a filosofia - com a essência da idéia que exige uma revolução mental tanto da parte da direção como da parte dos operários — a tendência de seus seguidores foi uma , preocupação maior cora as técnicas do que com a filosofia da Administração Cientifica.5 O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, o máximo de prosperidade ao empregado. O princípio da máxima prosperidade para o patrão acompanhada da máxima prosperidade para o em­ pregado deve ser os dois fins principais da Administração. Assim, deve haver uma identidade de interesses entre empregados e empregadores. 1. 1.2 Organização racional do trabalho Taylor verificou que os operários aprendiam a maneira de executar as tarefas do trabalho por meio da observação dos companheiros vizinhos. Notou que isso levava a diferentes métodos para fazer a mesma tarefa e uma grande variedade de instrumentos e ferramentas diferentes em cada operação. Como há sempre um método mais rápido e um instrumento mais adequado que os demais, esses métodos e instrumentos melho­ res podem ser encontrados e aperfeiçoados por meio de uma análise científica e um acurado estudo de tempos e movimentos, em vez de ficar a critério pessoal de cada operário. Essa tentativa de substituir métodos empíricos e rudimentares pelos méto­ dos científicos recebeu o nome de Organização Racional do Trabalho (ORT). A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. Análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito de homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional. Análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos O instrumento básico para se racionalizar o trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos (motion-time study). O trabalho é executado melhor e mais eco­ nomicamente por meio da análise do trabalho, isto é, da divisão e subdivisão de todos os movimentos necessários à execução de cada operação de uma tarefa. Observando metodicamente a execução de cada operação a cargo dos operários, Taylor viu a possi­ bilidade de decompor cada tarefa e cada operação da tarefa em uma série ordenada de movimentos simples. Os movimentos inúteis eram eliminados enquanto os movimen­
  27. 27. CA M PU S Capítulo I - Abordagem Clássica da Administração 1. Eliminação do desperdício de esforço humano e dos movimentos inúteis. 2. Racionalização da seleção e adaptação dos operários à tarefa. 3. Facilidade no treinamento dos operários e melhoria da eficiência e rendimento da produção pela especialização das atividades. 4. Distribuição uniforme do trabalho para que não haja pèríodos de falta ou exces­ so de trabalho. 5. Definição de métodos e estabelecimento de normas para a execução do trabalho. 6. Estabelecimento de uma base uniforme para salários eqüítativos e prêmios de produção. Frank B. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro americano que acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtivida­ de.3 Introduziu o estudo dos tempos e movimentos dos operários como técnica admi­ nistrativa básica para a racionalização do trabalho. Concluiu que todo trabalho manual pode ser reduzido a movimentos elementares (aos quais deu o nome de therblig, anagrama de Gilbreth), para definir os movimentos necessários à execução de qualquer tarefa.9 Os movimentos elementares (therbligs) permitem decompor e analisar qualquer tarefa. A tarefa de colocar parafusos representa sete movimentos elementares: pegar o parafuso, transportá-lo até a peça, posicioná-lo, pegar e transportar a chave de fenda até o parafuso, utilizá-la e posicioná-la na situação anterior. O therblig constitui o ele­ mento básico da Administração Científica e a unidade fundamental de trabalho. Estudo da fadiga humana O estudo dos movimentos humanos.tem uma tripla finalidade: 1. Evitar movimentos inúteis na execução de uma tarefa. 2. Execução econômica dos movimentos úteis do ponto de vista fisiológico. 3. Seriação apropriada aos movimentos (princípios de economia de movimentos). O estudo dos movimentos baseia-se na anatomia e na fisiologia humanas. Nesse sentido, Gilbreth efetuou estudos (estatísticos e não-fisiológicos, pois era engenheiro) Série Provas e Concursos tos úteis eram simplificados, racionalizados ou fundidos com outros movimentos para proporcionar economia de tempo e de esforço ao operário. A essa análise do trabalho seguia-se o estudo dos tempos e movimentos, ou seja, a determinação do tempo médio que um operário comum levaria para a execução da tarefa, por meio da utilização do cronômetro. A esse tempo médio eram adicionados os tempos elementares e mortos (esperas, tempos de saída do operário da linha para suas necessidades pessoais etc.) para resultar o chamado tempo padrão. Com isso, padronizava-se o método de trabalho e o tempo destinado à sua execução. Método é a maneira de se fazer algo para obter um determinado resultado. O estudo dos tempos e movimentos permite a racionalização do método de trabalho do operário e a fixação dos tempos-padrão para execução das tarefas. Traz outras vantagens adicionais, a saber:7 7
  28. 28. Séfie Provas e Concursos 8 Administração Gerai e Pública - Chiavenato E L S E V IE R sobre os efeitos da fadiga na produtividade do operário. Verificou que a fadiga predis­ põe o trabalhador para: diminuição da produtividade e qualidade do trabalho; perda de tempo; aumento da rotatividade de pessoal; doenças e acidentes e diminuição da ca­ pacidade de esforço. Em suma, a fadiga é um redutor da eficiência. Para reduzir a fadiga, Gilbreth propôs princípios de economia de movimentos classi­ ficados em três grupos, a saber: 1. Relativos ao uso do corpo humano. 2. Relativos ao arranjo material do local de trabalho. 3. Relativos ao desempenho das ferramentas e do equipamento. A Administração Científica pretendia racionalizar os movimentos, eliminando os que produzem fadiga e os que não estão diretamente relacionados com a tarefa execu­ tada pelo trabalhador. ■ > Divisão do trabalho e especialização do operário p A análise do trabalho e o estudo dos tempos e movimentos provocou a reestrutura­ ção das operações industriais nos Estados Unidos, eliminando os movimentos desne­ cessários e economizando energia e tempo. Uma das decorrências do estudo dos tem­ pos e movimentos foi a divisão do trabalho e a especialização do operário a fim de ele­ var sua produtividade. Com isso, cada operário passou a ser especializado na execução de uma única tarefa para ajustar-se aos padrões descritos e às normas de desempenho definidas pelo método. -OUm operário desempenha a tareia totaJ. Vários operários desempenham em paralelo partes da tarefa. Vários operários desempenham em série partes da tarefa totaí. Figura 1.2 A divisão do trabalho e a especialização do operário. Desenho de cargos e tarefas A primeira tentativa de definir e estabelecer racionalmente cargos e tarefas aconte­ ceu com a Administração Científica. Nesse aspecto, Taylor foi o pioneiro. Como todo pioneiro, é reverenciado por alguns e criticado por outros. ~p-Jarefa é toda atividade executada por uma pessoa no seu trabalho dentro da organização. A tarefa constitui a menor unidade possível dentro da divisão do trabalho em uma organização. Cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira cíclica ou repetitiva. Desenhar um cargo é especificar seu conteú­
  29. 29. Capítulo I - Abordagem Ciássica da Administração C A M PU S A simplificação no desenho dos cargos permite as seguintes vantagens: 1. Admissão de empregados com qualificações mínimas e salários menores, redu­ zindo os custos de produção. 2. Minimização dos custos de treinamento. 3. Redução de erros na execução, diminuindo os refugos e rejeições. 4. Facilidade de supervisão, permitindo que cada supervisor controle um número maior de subordinados. 5. Aumento da eficiência do trabalhador, permitindo maior produtividade. Incentivos salariais e prêmios de produção Uma vez analisado o trabalho, racionalizadas as tarefas e padronizado o tempo para sua execução, selecionado cientificamente o operário e treinado de acordo com o método preestabelecido, resta fazer com que o operário colabore com a empresa e tra­ balhe dentro dos padrões de tempo previstos. Para obter essa colaboração do operário, Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios de produção. A idéia básica era a de que a remuneração baseada no tempo (salário men­ sal, diário ou por hora) não estimula ninguém a trabalhar mais e deve ser substituída por remuneração baseada na produção de cada operário (salário por peça, por exem­ plo): o operário que produz pouco ganha pouco e o que produz mais, ganha na pro­ porção de sua produção. O estímulo salarial adicional para que os operários ultrapas­ sem o tempos-padrão é o prêmio de produção. Conceito de komo eeonomieus A Administração Científica baseou-se no conceito de homo eeonomieus, isto é, do ho­ mem econômico. Segundo esse conceito, toda pessoa é concebida como influenciada ex­ clusivamente por recompensas salariais, econômicas e materiais. Em outros termos, o homem procura o trabalho não porque gosta dele, mas como um meio de ganhar a vida por meio do salário que o trabalho proporciona. O homem é motivado a trabalhar pelo medo da fome e pela necessidade de dinheiro para viver. Assim, as recompensas salariais e os prêmios de produção (e o salário baseado na produção) influenciam os esforços in­ dividuais do trabalho, fazendo com que o trabalhador desenvolva o máximo de produ­ ção de que é fisicamente capaz para obter um ganho maior. Uma vez selecionado cienti­ ficamente o trabalhador, ensinado o método de trabalho e condicionada sua remunera­ ção à eficiência, ele passaria a produzir o máximo dentro de sua capacidade física. Condições de trabalho Verificou-se que a eficiência depende não somente do método de trabalho e do in­ centivo salarial, mas também de um conjunto de condições de trabalho que garantam Série Provas e Concursos do (tarefas), os métodos de executar as tarefas e as relações com os demais cargos existentes. O desenho de cargos é a maneira pela qual um cargo é cria­ do e projetado e combinado com outros cargos para a execução das tarefas. 9
  30. 30. Série Provas e Concursos 10 Administração Geral e Pública - Chiavenato E L S E V IE R o bem-estar físico do trabalhador e diminuam a fadiga. As condições de trabalho que mais preocuparam a Administração Científica foram: 1. Adequação de instrumentos e ferramentas de trabalho e de equipamentos de produção para minimizar o esforço do operador e a perda de tempo na execu­ ção da tarefa. 2. Arranjo físico das máquinas e dos equipamentos para racionalizar o fluxo da produção. 3. Melhoria do ambiente físico de trabalho de maneira que o ruído, a ventila­ ção, a iluminação e o conforto no trabalho não reduzam a eficiência do tra­ balhador. 4. Projeto de instrumentos e equipamentos especiais, como transportadores, se­ guidores, contadores e utensílios para reduzir movimentos inúteis. : ; Padronização A organização racional do trabalho não se preocupou somente com a análise do trabalho, estudo dos tempos e movimentos, fadiga do operário, divisão do trabalho e especialização do operário e com os planos de incentivos salariais. Foi mais além e passou a se preocupar também com a padronização dos métodos e processos de trabalho, com a padronização das máquinas e equipamentos, ferramentas e instru­ mentos de trabalho, matérias-primas e componentes, no intuito de reduzir a varia­ bilidade e a diversidade no processo produtivo e, daí, eliminar o desperdício e au~ mentar a eficiência. # í Supervisão funcional A especialização do operário deve ser acompanhada da especialização do supervi­ sor. Taylor era contrário à centralização da autoridade e propunha a chamada supervi­ são funcional, que nada mais é do que a existência de diversos supervisores, cada qual especializado em determinada área e que tem autoridade funcional (relativa somente a sua especialidade) sobre os mesmos subordinados. A autoridade funcional é relativa e parcial. Para Taylor, o tipo de organização por excelência é a organização funcional. “A administração funcional consiste em dividir o trabalho de maneira que cada homem, desde o assistente até o superintendente, tenha de executar a menor variedade possível de funções. Sempre que possível, o trabalho de cada homem deverá limitar-se à execução de uma única função”.1 Para Taylor, “a característica mais marcante da adminis­ 0 tração funcional consiste no fato de que rada operário, em lugar de se pôr em contato direto com a administração em um único ponto, isto é, por intermédio de seu chefe de turma, recebe orientação e ordens diárias de vários encarregados diferentes, cada um dos quais desempenhando sua própria função particular”.1 1 Essa concepção funcional de supervisão trouxe muitas críticas, pois se argumenta que um operário não pode subordinar-se a dois ou mais chefes. Apesar disso, o tipo funcional de Administração foi uma revolução e, mais do que isso, uma previsão no tá- ;
  31. 31. CA M PU S Capítulo 1 - Abordagem Clássica da Administração '-"hl .1.3 Conclusão Em resumo, os alicerces fundamentais da Administração Científica foram:1 2 1. Comando e controle. A gerência funciona como uma ditadura benigna inspirada nos modelos militares. O gerente planeja e controla o trabalho; os trabalhado­ res o executam. Em suma, o gerente deve pensar e mandar; os trabalhadores obedecer e fazer de acordo com o plano. 2. Uma única maneira certa (the one best way). O método estabelecido pelo gerente é a melhor maneira de executar uma tarefa. O papel dos trabalhadores é utilizar o método sem questioná-lo. 3. Mão-de-obra, não recursos humanos. A força de trabalho é a mão-de-obra, ou seja, a mão contratada sem qualquer envolvimento da pessoa na organização. Como a oferta de trabalhadores era abundante, a empresa nada devia a eles, em­ bora esperasse lealdade de sua parte. 4. Segurança, não insegurança. Embora os operários não ganhassem reconheci­ mento ou responsabilidade, havia um acordo tácito baseado na segurança e per­ manência no emprego. As empresas davam uma sensação de estabilidade domi­ nando seus mercados. O futuro parecia previsível e o destino de cada empresa no futuro ainda mais previsível. Com a Administração Científica começa a luta incessante e permanente pela pro­ dutividade que iria perdurar até o final do século XX. Produtividade significa a relação entre a quantidade de produto obtida no processo de produção e a quantidade do fator necessário para sua obtenção. Contudo, a simples relação física entre um e outro tem significado apenas técnico. A distinção entre produtividade e rentabilidade é dada pelo fato de que a segunda implica definição dos custos em dinheiro na relação entre fator e produto, enquanto a produtividade considera o dispêndio de trabalho do fator para a produção da quantidade desejada do produto.1 3 1.2 T E O R IA C LÁ SSIC A D A A D M IN IST R A Ç Ã O Enquanto Taylor e outros engenheiros desenvolviam a Administração Científica nos Estados Unidos, em 1916, surgia na França, espraiando-se rapidamente pela Eu­ ropa, a Teoria Clássica da Administração. Se a Administração Científica se caracteri­ zava pela ênfase na tarefa realizada pelo operário, a Teoria Clássica se caracterizava pela ênfase na estrutura que a organização deveria possuir para ser eficiente. Na rea­ lidade, o objetivo de ambas as teorias era o mesmo: a busca da eficiência das organi­ zações. Segundo a Administração Científica, essa eficiência era alcançada por meio da racionalização do trabalho do operário e do somatório da eficiência individual. Na Teoria Clássica, ao contrário, partia-se do todo organizacional e da sua estrutura para garantir eficiência a todas as partes envolvidas, fossem elas órgãos (como seções, Série Provas e Concursos vel, na época do rumo que os problemas administrativos e empresariais haveriam de tomar com a crescente complexidade das empresas.
  32. 32. Série Provas e Concursos 12 Administração Geral e Pública - Chiavenato E L S E V IE R departamentos etc.) ou pessoas (como ocupantes de cargos e executores de tarefas). A microabordagem no nivel individual de cada operário com relação à tarefa é enorme­ mente ampliada no nível da organização como um todo em relação a sua estrutura orga­ nizacional. A preocupação com a estrutura da organização como um todo constitui, sem dúvida, uma substancial ampliação do objeto de estudo da TGA. Fayol, um engenheiro francês, fundador da Teoria Clássica da Administração, partiu de uma abordagem sinté­ tica, global e universal da empresa, inaugurando uma abordagem anatômica e estrutural que rapidamente suplantou a abordagem analítica e concreta de Taylor. Conceito de Administração Fayol define o ato de administrar como: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. As funções administrativas envolvem os elementos da Administração, isto é, as funções do administrador, a saber: 1. 2. 3. 4. 5. Prever. Visualizar o futuro e traçar o programa de ação. Organizar. Constituir o duplo organismo material e social da empresa. Comandar. Dirigir e orientar o pessoal. Coordenar. Ligar, unir, harmonizar todos os atos e esforços coletivos. Controlar. Verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas. Esses são os elementos da Administração que constituem o chamado processo adminis­ trativo: são localizáveis no trabalho do administrador em qualquer nível ou área de ativida­ de da empresa. Em outros termos, tanto o diretor, o gerente, o chefe, como o supervisor cada qual em seu respectivo nível - , desempenham atividades de previsão, organização, comando, coordenação e controle, como atividades administrativas essenciais. 1.2 .1 Princípios gerais de Adm inistração para Fayol Como toda ciência, a Administração deve se basear em leis ou em princípios. Fayol definiu os “princípios gerais” de Administração, sistematizando-os sem muita origina­ lidade, porquanto os coletou de diversos autores de sua época. Fayol adota a denomi­ nação princípio, afastando dela qualquer idéia de rigidez, pois nada existe de rígido ou absoluto em matéria administrativa. Tudo em Administração é questão de medida, ponderação e bom senso. Os princípios são universais e maleáveis e adaptam-se a qual­ quer tempo, lugar ou circunstância. Os 14 Princípios Gerais da Administração, segundo Fayol, são:1 4 1. Divisão do trabalho. Consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência. 2. Autoridade e responsabilidade. Autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência. A responsabilidade é uma conseqüência natural da autorida­ de e significa o dever de prestar contas. Ambas devem estar equilibradas entre si.
  33. 33. CA M PU S Capítulo I - Abordagem Clássica da Administração 3. Disciplina. Depende de obediência, aplicação, energia, comportamento e res­ peito aos acordos estabelecidos. 4. Unidade de comando. Cada empregado deve receber ordens de apenas um supe­ rior. É o princípio da autoridade única. 5. Unidade de direção. Uma cabeça e um plano para cada conjunto de atividades que tenham o mesmo objetivo. 6. Subordinação dos interesses individuais aos gerais. Os interesses gerais da empre­ sa devem sobrepor-se aos interesses particulares das pessoas. 7. Remuneração do pessoah Deve haver justa e garantida satisfação para os empre­ gados e para a organização em termos de retribuição. 8. Centralização. Refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização. 9. Cadeia escalar. É a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais bai­ xo em função do princípio do comando. 10. Ordem. Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana. 11. Eqüidade. Amabilidade e justiça para alcançar a lealdade'do pessoal. 12. Estabilidade do pessoal. A rotatividade do pessoal é prejudicial para a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer no cargo, tanto melhor para a empresa. 13. iniciativa. A capacidade de visualizar um plano e assegurar pessoalmente o seu sucesso. 14. Espírito de equipe. A harmonia e a união entre as pessoas são grandes forças para a organização. 1.2.2 T eo ria da Adm inistração A Teoria Clássica formula uma Teoria da Organização, tendo por base a Adminis­ tração como uma ciência. A ênfase na estrutura visualiza a organização como uma dis­ posição das partes (órgãos) que a constituem, sua forma e o inter-relacionamento en­ tre essas partes. Essa teoria da organização restringe-se apenas à organização formal. Para tratar racionalmente a organização, essa deve se caracterizar por uma divisão do trabalho e correspondente especialização das partes (órgãos) que a constituem. A divi­ são do trabalho pode ser vertical (níveis de autoridade) ou horizontal (departamentalização). À medida que ocorre divisão do trabalho e especialização, deve haver coorde­ nação para garantir a harmonia do conjunto e, conseqüentemente, a eficiência da orga­ nização. Além disso, existem órgãos de linha (autoridade linear) e órgãos de staff (au­ toridade de staff para prestação de serviços e consultoria). Para conceituar a Adminis­ tração, os autores clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração (ou funções do Administrador), que formam o processo administrativo. A abordagem normativa e prescritiva da Teoria Clássica se fundamenta em princí­ pios gerais de Administração, uma espécie de receituário de como o administrador deve proceder em todas as situações organizacionais.
  34. 34. Administração Gerai e Pública - Chiavenato ELSEVIER 1.2.3 Conclusão Apesar de todas as críticas, a Teoria Clássica é ainda a abordagem mais utilizada para os iniciantes em Administração, pois permite uma visão simples e ordenada. Também para a execução de tarefas administrativas rotineiras, a abordagem clássica disseca o tra­ balho organizacional em categorias compreensíveis e úteis. Os princípios proporcionam guias gerais que permitem ao administrador manipular, os deveres do cotidiano do seu trabalho com mais segurança e confiança.1 Contudo, em uma era de mudança e instabi­ 5 lidade como a que atravessamos, a abordagem clássica mostra-se rígida, inflexível e con­ servadora, pois ela foi concebida em uma época de estabilidade e permanência. Em resu­ mo, a Teoria Clássica ainda tem a sua utilidade no mundo de hoje, como veremos adian­ te. Ela é indispensável na compreensão das bases da moderna Administração. Referências bibliográficas 1 Beatriz M. de Souza Wahrlich, Uma Análise das Teorias de Organização, Rio de Janeiro, Fundação Getulio Var­ gas, Serviço de Publicações, 1971, p. 7-19. 2 Luther Gulick, Notes on lhe Theory of Organization, in Luther Gulick & Lyndall F. Urwick (eds.), in Papers on the Science ojAdministration, Columbia University, Institute of Public Administration, 1937, p. 11, 3 Dvvight Waldo, The Status and Prospects o f Administrative Theory, Washington, D.C., set, 1953 (49â Áxuxual Conference of American Polidcal Science Association). 4 Beatriz Marques de S. Wahrlich, Uma Análise das Teorias de Organização, op. á t , p. 17. 5 Frederick W. Taylor, Princípios de Administração Científica, São Paulo, Atlas, 1998, p. 126. 6 Beatriz Marques de S. Wahrlich, Uma Análise das Teorias de Organização, op, á t , p. 11. 7 Warren Haynes & Joseph L. Massie, Management: Analysis, Concepts and Cases, New jersey, Prentice-HaH, Inc., 1969, p. 26. 3 As principais obras de Frank B. Gilbreth são: - Concret System, Nova York, The Engineering New Publishing Co., 1908; - Brichlaying System, Nova York, The Myron C. Clark Publishing Co., 1909; - Motion Study, Nova York, D. Van Nostrand. Co., Inc., 191-1; - Primer o f Scientific Management, Nova York, D. Van Nostrand Co., Inc., 1912; - Fatigue Study, Nova York, Sturgis & Walton Co., 1916. Em co-autoria com sua esposa Lilian M. Gilbreth: -Applied Motion Study, Nova York, Sturgis & Walton Co., 1917; - Scientific Management in Other CountriesthantheUnüedStates, Taylor Society Bulíednjun. 1924, p. 132; - The Achievements o f Motion Psychology, Taylor Society Builedn, dez. 1924, p. 322. As principais obras de lilian M. Gilbreth são: - The Psychology o f Management, Nova York, Sturgis, Sturgis & Walton Co., 1914; - The Quest o f the One Best Way, Chicago, Society of Industrial Engineers, 1924. Mais recentemente publicou um outro livro: Ulian M. Gilbreth & A. R. Cook, Tfie Foremen in Manpower, Nova York, McGraw-Hill Book Co., 1947. 9 Frank B. Gilbreth & Ulian M. Gilbreth, Applied Motion Síuáy, op. ríí. 10 Frederick W. Taylor, Princípios de Administração Cientifica, op. c it, p. 99-100. 11 Frederick W. Taylor, Princípios de Administração Científica, op. cit., p. 99. 12 Robert Kanigel, The One Best Way: Frederick Winslow Taylor and the Enigma o f Efficiency, Nova York, Viking Press, 2000, 13 Peter B. Petersen, “Scientific Management at the Watertown Arsenal”, in Samuel C. Certo, Modem Manage­ ment: Diversity, Quality, Ethics, and the Global Environment, Boston, Allyn & Bacon, 1994, p. 47. K Henri Fayol, Administração Industrial e Geral, São Paulo, Atlas, 1990, 2 Parte, Cap. I, p. 27-55. 15 Maneck S. Wadia, The Nature and Scape o f Management, Chicago, Scott, Foresman & Co., 1966, p. 33
  35. 35. Capítulo Abordagem Humanística da Administração Com a Abordagem Humanística, a Teoria Administrativa passa por uma revolução conceituai: a transferência da ênfase antes colocada na tarefa (pela Administração Científica) e na estrutura organizacional (pela Teoria Clássica) para a ênfase nas pes­ soas que trabalham ou que participam nas organizações. A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina e com o método de trabalho e a preocupa­ ção com a organização formal e os princípios de Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e os grupos sociais - dos aspectos técnicos e formais para os aspectos psicológicos e sociológicos. A Abordagem Humanística ocorre com o aparecimento da Teoria das Relações Hu­ manas, nos Estados Unidos, a partir da década de 1930. Ela surgiu graças ao desenvol­ vimento das ciências sociais, notadamente a Psicologia e, em particular, a Psicologia do Trabalho. Esta passou por duas etapas em seu desenvolvimento: a. Â análise do trabalho e a adaptação do trabalhador ao trabalho. Nesta primeira etapa, domina o aspecto meramente produtivo. O objetivo da Psicologia do Trabalho - ou Psicologia Industrial - era a análise das características humanas que cada tarefa exige do seu executante e a seleção científica dos empregados baseada nessas características por meio de testes psicológicos. Os temas predo­ minantes são seleção de pessoal, orientação profissional, treinamento e méto­ dos de aprendizagem, fisiologia do trabalho e estudo dos acidentes e da fadiga. b. A adaptação do trabalho ao trabalhador. Nesta etapa, a Psicologia Industrial está voltada para os aspectos individuais e sociais do trabalho, que predominam so­ bre os aspectos produtivos. Pelo menos em teoria. Os temas predominantes são o estudo da personalidade do trabalhador e do gerente, a motivação e os incen­ tivos do trabalho, a liderança, as comunicações e as relações interpessoais e so­ ciais dentro da organização. A Psicologia Industrial contribuiu para demonstrar a parcialidade dos princípios de Administração adotados pela Teoria Clássica. Além do mais, as modificações ocor­ ridas no panorama social, econômico, político, tecnológico vieram trazer novas variá­
  36. 36. Série Provas e Concursos i6 Administração Geral e Pública - Chiavenato E L S E V IE R veis para o estudo da Administração. Com a grande depressão econômica que ator­ mentou o mundo todo por volta de 1929, a busca da eficiência nas organizações pas­ sou a ser intensificada. Essa crise mundial provocou indiretamente uma reelaboração de conceitos e uma reavaliação dos princípios clássicos de Administração até então aceitos, apesar de seu caráter dogmático e prescrítivo. A abordagem humanística da Administração começou no segundo período de Tay­ lor, mas apenas a partir de 1930 é que recebeu enorme aceitação nos Estados Unidos, devido às suas características democráticas. Sua divulgação fora dos Estados Unidos somente ocorreu bem depois do final da Segunda Guerra Mundial. 2. i T E O R IA DAS RELA Ç Õ ES H U M A N A S A Teoria das Relações Humanas (ou Escola Humanística da Administração) surgiu nos Estados Unidos, como conseqüência das conclusões da Experiência de Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo e colaboradores. Foi um movimento de reação e opo­ sição à Teoria Clássica da Administração. A Teoria das Relações Humanas tem suas origens nos seguintes fatos: 1. A necessidade de humanizar e democratizar a Administração, libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. Nesse sentido, a Teoria das Relações Huma­ nas se revelou um movimento tipicamente americano e voltado para a demo­ cratização dos conceitos administrativos. 2. O desenvolvimento das ciências humanas, principalmente a psicologia, bem como sua crescente influência intelectual e suas primeiras aplicações ã organi­ zação industrial. As ciências humanas vieram demonstrar a inadequação dos princípios da Teoria Clássica. 3. As idéias da filosofia pragmática de John Dewey e da Psicologia Dinâmica de Kurt Lewin foram fundamentais para o humanismo na Administração. Elton Mayo é o fundador da escola. Dewey e Lewin também contribuíram para sua concep­ ção.1A sociologia de Pareto foi fundamental.2 4. As conclusões da Experiência de Hawthome, realizada entre 1927 e 1932, sob a coordenação de Elton Mayo, que puseram em xeque os principais postulados da Teoria Clássica da Administração. O advento da Teoria das Relações Humanas trouxe uma nova linguagem que pas­ sou a dominar o repertório administrativo: fala-se agora em motivação, liderança, co­ municação, organização informal, dinâmica de grupo etc. Os conceitos clássicos de au­ toridade, hierarquia, racionalização do trabalho, departamentalização, princípios gerais de Administração etc. passam a ser contestados ou deixados de lado. Subita­ mente, explora-se o reverso da medalha. O engenheiro e o técnico cedem lugar ao psicólogo e ao sociólogo. O método e a máquina perdem a primazia em favor da dinâ­
  37. 37. CA M PU S Capítulo 2 - Abordagem Humanística da Administração 1. Os trabalhadores são criaturas sociais complexas, dotados de sentimentos, de­ sejos e temores. O comportamento no trabalho - como o comportamento em qualquer lugar - é uma conseqüência de muitos fatores motivacionais. 2. As pessoas são motivadas por necessidades humanas e alcançam suas satisfa­ ções por meio dos grupos sociais com que interagem. Dificuldades em partici­ par e em se relacionar com o grupo provocam elevação da rotatividade de pes­ soal (tumover) , abaixamento do moral, fadiga psicológica, redução dos níveis de desempenho etc. 3. O comportamento dos grupos sociais é influenciado pelo estilo de supervisão e liderança. O supervisor eficaz é aquele que possui habilidade para influenciar seus subordinados, obtendo lealdade, padrões elevados de desempenho e alto compromisso com os objetivos da organização. 4. As normas sociais do grupo funcionam como mecanismos reguladores do com­ portamento dos membros. Os níveis de produção são controlados informal­ mente pelas normas do grupo. Esse controle social adota tanto sanções positi­ vas (estímulos, aceitação social etc.) como negativas (gozações, esfriamento por parte do grupo, sanções simbólicas etc.). 2.1 .1 A liderança A Teoria Clássica não se preocupou com a liderança e suas implicações. Os autores clássicos apenas se referiram superficialmente à liderança pois ela não chegou a consti­ tuir um assunto de interesse. A Teoria das Relações Humanas constatou a influência da liderança sobre o comportamento das pessoas. Enquanto a Teoria Clássica enfatizava a autoridade formal - considerando apenas a chefia nos níveis hierárquicos superiores sobre os níveis inferiores nos aspectos relacionados com as atividades do cargo - , a Experiência de Hawthome teve p mérito de demonstrar a existência de líderes infor­ mais que encarnavam as normas e expectativas do grupo e mantinham controle sobre o comportamento do grupo, ajudando os operários a atuarem como um grupo social coeso e integrado. Conceito de liderança A liderança é necessária em todos os tipos de organização humana, seja nas empre­ sas, seja em cada um de seus departamentos. Ela é essencial em todas as funções da Série Provas e Concursos mica de grupo. A felicidade humana passa a ser vista sob um ângulo diferente, pois o horno economicus cede o lugar para o homem social. Essa revolução na Administração ocorreu nos prenúncios da Segunda Guerra Mundial, ressaltando o caráter democrá­ tico da Administração. A ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. Com a Teoria das Relações Humanas, surge uma nova concepção sobre a natureza do homem: o homem social, que se baseia nos seguintes aspectos: 17
  38. 38. Séfie Provas e Concursos 18 Administração Gerai e Púbiica - Chiavenato E L S E V IE R Administração: o administrador precisa conhecer a natureza humana e saber conduzir as pessoas, isto é, liderar. Para os humanistas, a liderança pode ser visualizada sob di­ versos ângulos, a saber: 1. Liderança como um fenômeno de influência interpessoal. Liderança é a influência interpessoal exercida em uma situação e dirigida por meio do processo da comu­ nicação humana para a consecução de um ou mais objetivos específicos.3A lide­ rança ocorre como um fenômeno social e exclusivamente nos grupos sociais. Ela é decorrente dos relacionamentos entre as pessoas em uma determinada es­ trutura social. Nada tem a ver com os traços pessoais de personalidade do líder.4 A influência significa uma força psicológica, uma transação interpessoal na qual uma pessoa age de modo a modificar o comportamento de outra de modo inten­ cional. A influência envolve conceitos como poder e autoridade, abrangendo ma­ neiras pelas quais se provocam mudanças no comportamento de pessoas ou de grupos sociais. O controle representa as tentativas de influência bem-sucedidas, isto é, que produzem as conseqüências desejadas pelo agente influenciador. O poder significa um potencial de influência de uma pessoa sobre outras; é a capaci­ dade de exercer influência, embora isso não signifique que essa influência seja re­ almente exercida. O poder é um potencial influenciai que pode ou não ser reali­ zado. A autoridade (o conceito mais restrito desses todos) é o poder legítimo, isto é, o poder que tem uma pessoa em virtude do seu papel ou posição em uma estru­ tura organizacional. É, portanto, o poder legal e socialmente aceito. 2. Liderança como um processo de redução da incerteza de um grupo. O grau em que um indivíduo demonstra qualidade de liderança depende não. somente de suas próprias características pessoais, mas também das características da situação na qual se encontra.5 Liderança é um processo contínuo de escolha que permite que a empresa caminhe em direção a sua meta, apesar de todas as perturbações internas e externas.6O grupo tende a escolher como líder a pessoa que pode lhe dar maior assistência e orientação (que defina ou ajude o grupo a escolher os rumos e as melhores soluções para seus problemas) para que alcance seus obje­ tivos. A liderança é uma questão de redução da incerteza do grupo e o compor­ tamento pelo qual se consegue essa redução é a escolha, isto é, a tomada de de­ cisão. Nesse sentido, o líder é um tomador de decisões ou aquele que ajuda o grupo a tomar decisões adequadas. 3. Liderança como uma relação funcional entre líder e subordinados. Liderança é uma função das necessidades existentes em uma determinada situação e consis­ te em uma relação entre um indivíduo e um grupo.7 A relação entre líder e su­ bordinados repousa em três generalizações: a. A vida para cada pessoa pode ser vista como uma contínua luta para satis­ fazer necessidades, aliviar tensões e manter equilíbrio. b. A maior parte das necessidades individuais, em nossa cultura, é satisfeita por meio de relações com outras pessoas e grupos sociais.
  39. 39. CA M PU S Capítulo 2 - Abordagem Humanística da Administração Para a pessoa, o processo de se relacionar com outras pessoas é um proces­ so ativo - e não passivo - de satisfazer necessidades. A pessoa não espera que a relação capaz de lhe proporcionar os meios de satisfa­ zer uma necessidade ocorra naturalmente, mas ela própria procura os relaciona­ mentos adequados ou utiliza os relacionamentos já existentes com o propósito de satisfazer suas necessidades pessoais. Há uma relação funcional em que o líder é percebido pelo grupo como possuidor ou controlador dos meios para a satisfação de suas necessidades. Assim, segui-lo pode constituir para o grupo um meio para aumentar a satisfação de suas necessidades ou de evitar sua diminuição. O líder surge como um meio para a consecução dos objetivos desejados por um grupo.8 Assim, o líder é um estrategista que sabe indicar os rumos para as pessoas. 4. Liderança como um processo em função do líder, dos seguidores e de variáveis da si­ tuação. Liderança é o processo de exercer influência sobre pessoas ou grupos nos esforços para realização de objetivos em uma determinada situação. A liderança depende de variáveis no líder (1), nos subordinados (s) e na situação (v). Ela pode ser definida pela equação: L =-f (1, s,v).9A liderança existe em função das necessi­ dades existentes em determinada situação, ou seja, da conjugação de característi­ cas pessoais do líder, dos subordinados e da situação que os envolve. Trata-se de uma abordagem situacional. O líder é a pessoa que sabe conjugar e ajustar todas essas características. Assim, não há um tipo único e exclusivo para cada situação. 2.1.2 A com unicação Comunicação é a troca de informações entre pessoas. Significa tomar comum uma mensagem ou informação. Constitui um dos processos fundamentais da experiência humana e da organização social. A comunicação requer um código para formular uma mensagem e enviá-la na forma de sinal (como ondas sonoras, letras impressas, símbo­ los) , por meio de um canal (ar, fios, papel) a um receptor da mensagem que a decodifi­ ca e interpreta seu significado. Na comunicação pessoal direta falada, ou seja, na con­ versação, a linguagem funciona como código e é reforçada por elementos de comuni­ cação não-verbal (como gestos, sinais, símbolos). A comunicação interpessoal tam­ bém se pode dar a distância, por meio da escrita, do telefone ou da Internet como meio de transmitir as mensagens. O enfoque das relações humanas mostrou que as comunicações dentro das organi­ zações são terrivelmente falhas e alertou os administradores a:1 0 a. Assegurar a participação das pessoas dos escalões inferiores na solução dos pro­ blemas da empresa. b. Incentivar franqueza e confiança entre indivíduos e grupos nas empresas. A comunicação é uma atividade administrativa que tem dois propósitos principais: a. Proporcionar informação e compreensão necessárias para que as pessoas pos­ sam se conduzir em suas tarefas. Série Provas e Concursos c. 19

×