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IntroduçãoO Guia de e-Commerce é um projeto que foi desenvolvido pelaAPADi - Associação Paulista das Agências Digitais e s...
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A maioria das pessoas que decide abrir uma loja virtual acreditaerroneamente que o maior custo está na compra ou aluguel d...
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Estabeleça a formulação estratégica do negócio:  • Defina suas estratégias de crescimento;  • Estabeleça estratégias para ...
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Como obter visibilidade?Neste momento você já sabe planejar o número de pageviews desejado efalta aprender como conquistar...
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2.1 Tipos de PlataformaA escolha da plataforma ideal começa com a delimita-ção das pretensões da empresa e do público-alvo...
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Todo empresário precisa ter em mente que uma loja virtual pode cres-cer ilimitadamente da noite para o dia, pois não há li...
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2.5 Atente para Modelos Comerciais • Modelo de cobrança por pageviews São encontrados três tipos de modelos comerciais pra...
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Além disso, independentemente de ser um e-commerce totalmentenovo ou associado a uma rede física, é importante analisar, d...
UsuárioAo considerar que muitos consumidores são influenciados por outrosem suas compras, é importante ver se a plataforma...
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Ao abrir um e-commerce, independente do tipo de pla-taforma escolhida, o empreendedor precisará integrara loja virtual os ...
3.1 Backoffice na plataformaO Backoffice em geral não está incluso na plataforma de e-commerce, oque significa que, não há...
3.1.2 Para empresas físicas que já possuem ERP e CRMe vão entrar no mundo virtualO ERP (Entrerprise Resource Planning) e o...
3.1.3 Emissão de notas fiscais (NF-e)Com a evolução do e-commerce no Brasil a exigência da emissão danota fiscal eletrônic...
4: Comunicação   Visual 4.1 Desenvolvimento do Site 4.2 Usabilidade e Layout 4.3 Interfaces no e-commerce     Web     Face...
4.1 Desenvolvimento do SiteA Comunicação Visual é a parte do e-commerce res-ponsável pela criação e pela arquitetura de in...
Mapa do SiteDe acordo com os conteúdos definidos pelo dono do e-commerce, o pro--fissional que está desenvolvendo a arquit...
vel para o visitante. O layout deve caminhar lado a lado com a usabilidade.O layout com usabilidade proporciona boa experi...
Facebook Características: por ser um ambiente de relacionamento com alta audiência, permite ao varejista achar o comprador...
Celulares Características: apesar de ser uma interface de baixos recursos grá- ficos, possui alto acesso dos usuários. Tra...
TabletsCaracterísticas: O tablet é a interface em maior expansão no momento e,em muito pouco tempo de criação (2010), torn...
5: Gestão de  Conteúdo 5.1 Produção de Conteúdo 5.2 Publicação no e-commerce 5.3 Controle de Estoque 5.4 Gerenciamento de ...
Chamamos de Gestão do Conteúdo o gerenciamentode todas as partes do e-commerce que são vistas pelousuário, tais como texto...
5.1 Produção de ConteúdoA produção de conteúdo é responsável pelo preparo de itens e pelas in-formações, tais como:  • Pro...
• Aprovação com o Jurídico - O conteúdo a ser publicado deve ser  aprovado antes pelo jurídico, prefira fazer cópias das t...
5.4 Gerenciamento de ImagensO gerenciamento de fotos e imagens merece um destaque especial. Asimagens devem ser comprimida...
prontos o processo é mais rápido. Se a foto será feita com artistas fa-mosos ou se for utilizado filme e interatividade, e...
5.5 Prazo de EntregaO prazo de entrega do produto/serviço deve estar bem claro e ser explicitadono e-commerce. É preciso q...
6: Operações  e Logística 6.1 Atendimento ao cliente 6.2 Gerenciamento de Estoque e Gestão de Fornecedores 6.3 Gestão de T...
Operação e logística são áreas responsáveis pela orga-nização dos processos após o recebimento do pedido.É a parte “mais f...
6.1 Atendimento ao Cliente  Considerado um importante fator de fidelização no e-commerce, o aten-  dimento ao cliente mere...
As lojas que trabalham com estoques devem conhecer muito bem suacurva A-B-C, onde “A” são produtos com maior saída e “C” o...
Outra estratégia interessante neste ramo de embalagem é oferecer o pa-cote embrulhado para presente, uma vez que cerca de ...
Dentro de um e-commerce existe um fluxo de pedidos que segue as se-guintes etapas:1) Entrada do pedido - O pedido é recebi...
9) Conferência - Antes de fechar a embalagem, é feita nova conferênciados dados do pedido com o que está dentro da caixa.1...
tender as ferramentas de TI disponíveis no mercado e saber usá-las deacordo com as necessidades e verba disponível. Conver...
• Tendências, Comportamento e Estratégias: novidades surgem na  Internet com grande velocidade. Identificar tendências, es...
7: Serviços  Financeiros 7.1 O financeiro do e-commerce 7.2 Gateway 7.3 Intermediadores 7.4 Análise de Riscos 7.5 Como lid...
Guia ecommerce apadi - 2013
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A Associação Paulista das Agências Digitais (APADi) lança, em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP), o Guia de e-Commerce, uma publicação gratuita para orientar o empreendedor a entrar em um negócio eletrônico de maneira profissional. Criado a partir da experiência de um comitê formado por alguns dos principais especialistas do Brasil, especialistas que juntos já desenvolveram mais de 400 lojas virtuais, o Guia apresenta de maneira integrada e num único local um passo a passo didático de como montar o negócio, explicando ao empreendedor por onde começar e a que prestar atenção em cada momento do projeto: planejamento, plataforma e tecnologia, integrações, comunicação visual, gestão de conteúdo, operações e logística, serviços financeiros e marketing digital.

Mais Informações: http://www.apadi.com.br/guiaecommerce/

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Guia ecommerce apadi - 2013

  1. 1. Agências Associadas*2nd Enken ProvnetAD Dialeto Exibir Comunicação Punto Comunicação MultimeiosAG2 | Publicis Modem Fórmula Ideal Quasar Studio MultimidiaAgência Bubble Foster Rapp Digitalagênciapic FSB Comunicações Red CubeAgência Pulso FutureLab Rocket ComAgência VM2 Gerente Web RS Web InteractiveAgeOne Grupo Innovar8 Safari.toAlfaiataria Digital Guia-se Negócios pela Internet SandersAll Image hashTAG# Mídias Sociais SEO MarketingAO5 Idmaniacs Sta MonicaAspbrasil Inomax Talk Interactiveativi Intelligence Marketing Ioiô Digital Tino ComunicaçãoAttitude Digital Javali Digital Tonks Idéias CriativasAvanti! Comunicação Kronedesign ToyacomCappuccino Digital Lampejos Trend-iCarranca Design Levitron Agência Web TrianonsCasulo Máquina da Notícia TribalCDN Di Mateada TritoneChleba Medialogue Digital TV1.comColdVector Agência de Market- Mediappeal Twing Studioing Digital Mestre SEO Twist ComunicaçãoConteúdo Online Moblues Urban SummerConversion Monndo.com ValormaisCreative House Next Target Vanguarda BrasilCriar Digital Nocaute VimmarCricket Design Nuova Virtues Multimidia & ServiçosCVS+ Digital Advertising Agency Octavarium VoiceDainet Orange Design Web EstratégicaDigital Industry Orbitive Agência Digital WebboxDigitale.XY2 Painel10 Webcore Gamese/ou Parceiro Programador WeeshElia Internet Experts Pixel 4 WezenElo Digital Polvora! Comunicação WSearchEmporium da Criação Princi Agência Web Yeah DigitalENC Interativa Profite ZAWColaboradores*00K e-business tools Dinamize netRevendaboo-box e-smart Precificabrr Advogados JET e-Commerce VTEX *As agências associadas e os colaboradores até o fechamento da primeira edição (março de 2013).
  2. 2. Agências especializadas em e-commerce
  3. 3. PatrocinadoresApoiadores
  4. 4. ÍndicePrefácio por Flavio Dias, vice-presidente do Walmart e-commerce no Brasil .................. 08Introdução por Cláudio Coelho, presidente da APADi ............................................................12 Capítulo 1: Planejamento .............................................................................................................141.1 Roteiro para um bom Planejamento Digital ������������������������������������������������������������������������171.2 Pré-Projeto ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������20 Nome e Registro ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������20 Como analisar o mercado potencial ��������������������������������������������������������������������������������������21 Como calcular o investimento mínimo ����������������������������������������������������������������������������������21 Como obter visibilidade �������������������������������������������������������������������������������������������������������������23 Defina o território de atuação ��������������������������������������������������������������������������������������������������23Capítulo 2: Plataforma e Tecnologia����������������������������������������������������������������������������������������242.1 Tipos de Plataforma �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������262.2 Modelos de Cobrança de Plataforma Proprietária .............................................................282.3 A Manutenção da Plataforma �������������������������������������������������������������������������������������������������282.4 Instalação da Infraestrutura .....................................................................................................292.5 Atente para modelos comerciais ���������������������������������������������������������������������������������������������302.6 Funcionalidades da Plataforma ����������������������������������������������������������������������������������������������31Capítulo 3: Integrações ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������...343.1 Backoffice na plataforma ..........................................................................................................373.1.1 Para lojas totalmente virtuais ...............................................................................................373.1.2 Para empresas que já possuem ERP e CRM e vão entrar no mundo virtual ..............383.1.3 Emissão de Notas Fiscais (NF-e) ...........................................................................................39Capítulo 4: Comunicação Visual��������������������������������������������������������������������������������������������������404.1 Desenvolvimento do Site ����������������������������������������������������������������������������������������������������������424.2 Usabilidade e Layout������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 434.3 Interfaces no e-commerce ��������������������������������������������������������������������������������������������������������44 Web �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������44 Facebook ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������45 Celulares ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������46 Tablets ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������47Capítulo 5: Gestão de Conteúdo��������������������������������������������������������������������������������������������������485.1 Produção de Conteúdo ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������515.2 Publicação no e-commerce ������������������������������������������������������������������������������������������������������515.3 Controle de Estoque �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������525.4 Gerenciamento de Imagens �����������������������������������������������������������������������������������������������������53 Fotos �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������53 Banners ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������53 Logotipia ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������54
  5. 5. Vídeos ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������545.5 Prazo de Entrega������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 555.6 Direitos do Consumidor �������������������������������������������������������������������������������������������������������������555.7 Política de Preços �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������55 5.7.1 Reprecificação ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������55Capítulo 6: Operações e Logística�����������������������������������������������������������������������������������������������566.1 Atendimento ao cliente �������������������������������������������������������������������������������������������������������������596.2 Gerenciamento de Estoque e Gestão de Fornecedores ������������������������������������������������������596.3 Gestão de Transportes e Tabela de Fretes �����������������������������������������������������������������������������606.4 Embalagem, Conferência dos pedidos e Expedição �����������������������������������������������������������606.5 Fluxo de Pedidos�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 616.6 Logística Reversa �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������636.7 Equipe ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������63Capítulo 7: Serviços Financeiros��������������������������������������������������������������������������������������������������667.1 O financeiro do e-commerce���������������������������������������������������������������������������������������������������� 687.2 Gateway ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������697.3 Intermediadores ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������697.4 Análise de Riscos �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������707.5 Como lidar com fraudes? ����������������������������������������������������������������������������������������������������������71Capítulo 8: Marketing Digital ������������������������������������������������������������������������������������������������������728.1 Canais de Vendas ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������75 8.1.1 Links Patrocinados ������������������������������������������������������������������������������������������������������������75 8.1.2 Email Marketing �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������79 8.1.3 Mídia Display ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������818.2 Canais de Divulgação e Relacionamento �����������������������������������������������������������������������������82 8.2.1 Diferenças entre mídias sociais e blogs/mídias verticais �����������������������������������������82 8.2.2 O uso corporativo das mídias sociais.............................................................................848.3 Canais Institucionais ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������85 Selos de Segurança ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������858.4 Outros conceitos importantes �������������������������������������������������������������������������������������������������85 Peças Digitais ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������85 Banners �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������85 Promoção ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������86 Mensuração �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������88Glossário������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������89Créditos �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������98
  6. 6. PrefácioWalmart.com, os desafiosde uma história de sucesso!No final do ano de 2006, o maior varejista do mundo, instalado há maisde 10 anos no Brasil, tinha tomado uma decisão: lançar-se no mercadode e-commerce. Mas como fazer isso? Existiam várias escolhas possíveis.Nesse momento, tomou-se a primeira de uma séria de corretas decisões,que poucos anos depois ajudariam a criar um dos maiores players do co-mércio eletrônico brasileiro na atualidade. Cientes de que sua vasta expe-riência na operação de lojas físicas tinha limitada relevância na concep-ção de um modelo de operação virtual que fosse realmente competitivo,a opção foi buscar profissionais especializados e dar-lhes autonomia parapropor o modelo de negócio mais apropriado à ambição da empresa. Naépoca, fui convidado para liderar o projeto e, no início de 2007, vim parao Walmart.Minha primeira tarefa e talvez a mais importante delas foi convencer oboard e principais executivos de que entrar no e-commerce era bemdiferente de abrir mais uma loja do Walmart no Brasil. Se o objetivo eramesmo criar uma operação que poderia fazer frente aos gigantes dosetor na época, deveríamos encarar esse projeto como a construção deum novo negócio, entendendo que à sua volta existe um ecossistemacomplexo, que demanda processos, sistemas e pessoas com caracterís-ticas bem específicas e diferentes do que tínhamos e que funcionavamuito bem para nossas lojas físicas. 8
  7. 7. As diferenças entre o modelo de operação física e virtual são inúmeras,algumas bem óbvias e outras muito mais sutis. Uma das principais delasé o modo como se dá a experiência de compra nos dois mundos. Os tijo-los, prateleiras e vendedores dão lugar a “bits e bytes”, HTMLS e a tecno-logia deixa de ter um papel coadjuvante para se tornar a grande protago-nista. Na logística, o manuseio e a entrega deixam de ser processados emlotes para abastecer algumas lojas e passam a ter que lidar com milharesde pacotinhos que devem chegar individualmente, dentro do prazo, nacasa dos consumidores. O marketing, dentro da sua função de aquisi-ção e fidelização de clientes, demandaria recursos que entendessem deSEO, Social Media, Mobile Marketing, Links Patrocinados, Mídia Displayetc. Na parte de risco, teríamos que nos preparar para um processo deprevenção à fraude, completamente diferente e, por mais estranho quepudesse parecer, teríamos que formar uma equipe comercial nova ededicada ao novo negócio. Quase uma heresia...Após demonstrar a importância de tais diferenças, o segundo grandedesafio foi montar um bom business plan que quantificasse com algumaacuracidade o racional em crescimento de vendas, despesas e os investi-mentos necessários. Todo processo entre definição do modelo de negó-cio, elaboração e aprovação do Business Plan levou cerca de seis meses.Com o plano aprovado o desafio do momento foi começar a montar otime que iria liderar as áreas de negócio. Buscamos pessoas com experti-se, com disposição para começar um trabalho do zero, e com o sonho deconstruir o melhor negócio de e-commerce do Brasil.Decidimos por uma plataforma própria, 100% brasileira, um híbrido deum código de plataforma proprietária de um parceiro que customizamose compramos para ser exclusiva do walmart.com. Já evoluímos muito onosso produto desde então e entre diversos erros e acertos, aprendemosdemais. Hoje temos um time muito forte de tecnologia que já conta commais de 70 pessoas e esse número deve dobrar nesse próximo ano. 9
  8. 8. Trocamos muita experiência com nossos colegas dos Estados Unidos eda Índia e já iniciamos nosso primeiro projeto em que produziremos tec-nologia que será utilizada por outros países. Se eu tivesse que selecionaralgumas das principais dicas para iniciantes eu diria em primeiro lugar,lembre-se que a razão de sua existência é o consumidor.Um erro comumente encontrado é o empreendedor que esquece, porconta da interface tecnológica, que do outro lado da tela do computadortem um ser humano e ele é a razão da sua existência. Um dos maioresdesafios de qualquer e-commerce é tornar o contato mais próximo,mais quente, mais humano e proporcionar uma experiência de compraeletrônica inesquecível para o cliente. Outra dica é ter muito cuidado nasescolhas que faz de parceiros, especialmente na área de tecnologia e lo-gística. Deve ser feita de forma criteriosa, analisando-os de forma funcio-nal e estratégica, além de entrevistar os clientes atuais destes parceirospara entender como estão sendo atendidos.O sucesso de uma boa empresa de e-commerce está muito conectado aesta paixão pelo cliente e uma excelência na execução de tecnologia e deoperações. Certamente, os e-commerces que vão prevalecer no mercadobrasileiro serão os que investirem no cliente, tecnologia e operações. E sevocê é um empreendedor e está entrando no negócio de e-commerce,lembre-se que está em um País privilegiado.O Brasil é hoje um dos melhores lugares do mundo para oportunidadesde negócios. Nada menos que centenas de milhões de dólares serãoinvestidos aqui nos próximos anos. As oportunidades serão inúmeras. OWalmart saiu do zero para o segundo site de e-commerce mais visitadoem apenas quatro anos e cresceu três vezes mais do que o mercado em2012, feito que queremos repetir em 2013. Para isso, o Wamart.com vaiinovar ainda mais, buscar a excelência e continuar a encantar os clientes. 10
  9. 9. Em um futuro muito breve, o mobile e o social commerce vão fazer parteda realidade do e-shopper brasileiro e teremos que estar preparadospara oferecer, em todas as interfaces, um sortimento de produtos e servi-ços muito mais amplos do que fazemos hoje. Nosso negócio, com apenasquatro anos de vida já passa pela sua primeira grande transformação eacreditamos que essa seja mais uma decisão certa no caminho de nosconsolidarmos como o melhor e-commerce do Brasil. Em breve, muitosde vocês que já são nossos clientes como pessoa física, e até os que hojenos encaram como concorrentes, serão nossos parceiros de negócioe juntos teremos uma solução que vai proporcionar um atendimentomuito melhor ao nosso cliente, com muito mais eficiência e rentabilida-de. Tenho certeza que você, acredite ou não, de alguma forma vai ter seucaminho cruzado com o nosso e esperamos ansiosos por recebê-los emnossa rede. Grandes negócios nos aguardam.Estamos orgulhosos de poder compartilhar nossa experiência neste Guiade e-Commerce da APADi e esperamos que você empreendedor possanos ajuda a fazer com que o Brasil, em um futuro próximo se transformeem um modelo de referência mundial para o e-commerce. Boa sorte nosseus investimentos! Flavio Dias Vice-presidente do Walmart e-commerce no Brasil 11
  10. 10. IntroduçãoO Guia de e-Commerce é um projeto que foi desenvolvido pelaAPADi - Associação Paulista das Agências Digitais e seus associados, como intuito de orientar empresas brasileiras que queiram ter seu própriocomércio eletrônico. Aqui, você empresário (a) encontrará o passo apasso para abrir seu e-commerce e como obter sucesso em seu mercadode atuação.Todos os processos essenciais para estabelecer um projeto profissionalsão abordados, desde o planejamento do projeto à gestão do conteúdo,passando por tipos de plataforma existentes no mercado, além de ques-tões críticas de logística e efetiva entrega dos produtos/serviços.Além disso, o Guia fala sobre importantes ferramentas de promoção e di-vulgação do negócio, tais como Links Patrocinados e Mídia Display. Parater um e-commerce de sucesso, é preciso divulgá-lo e conhecer todas asopções disponíveis. Atualmente, uma das maneiras mais populares dedivulgação são as mídias sociais, no entanto, você verá no capítulo sobreMarketing Digital que é preciso cautela neste ponto.Outro item essencial é analisar a viabilidade do negócio, principalmenteno que se refere à logística. O Guia aborda questões que podem nãoparecer importantes para o negócio, mas que fazem toda a diferença noe-commerce, tais como as fotos de apresentação dos produtos no site. 12
  11. 11. E você deve estar se perguntando, para que preciso entender tudo isso?Não seria suficiente contratar uma agência digital?A resposta é simples, esse é um mercado bastante novo e, da mesmaforma que existem agências excepcionalmente preparadas para entregarum e-commerce profissional, também existem as que o fazem de formaerrônea ou entregando apenas parte daquilo que é necessário para umprojeto bem sucedido.Neste Guia, tanto o micro e pequeno empreendedor quanto o gestor decorporações de médio e grande porte terão conhecimento suficientepara acompanhar o trabalho da agência digital e, inclusive, para selecio-nar a melhor empresa especializada. O Guia apresenta discussões tecno-lógicas importantes sobre tipos plataformas abertas ou proprietárias, e,neste item, vale um alerta aos empresários: o grande custo de um projetode e-commerce não está na plataforma.Na verdade, este é o custo mais barato. Os grandes custos são provenien-tes de ações de divulgação e equipe. Porém, são investimentos necessá-rios, pois sem uma boa divulgação e uma gestão eficiente, não há comoter um e-commerce de sucesso. Boa leitura. Cláudio Coelho Presidente da APADi 13
  12. 12. 1: Planejamento 1.1 Roteiro para um bom Planejamento Digital 1.2 Pré-Projeto Nome e Registro Como analisar o mercado potencial? Como calcular o investimento mínimo? Como obter visibilidade? Defina o território de atuação 14
  13. 13. A maioria das pessoas que decide abrir uma loja virtual acreditaerroneamente que o maior custo está na compra ou aluguel daplataforma de e-commerce que vai dar suporte às operações. Arealidade é que, na maioria dos casos, para que o empreendedortenha um negócio de sucesso, este valor deve corresponder aalgo em torno de 15 a 20% do total investido. E a maior dificul-dade não está propriamente na escolha da plataforma e sim nasoutras tarefas, tais como operação, gestão e logística, além danecessidade de um bom planejamento e plano de negócios.O planejamento de um e-commerce deve contemplar todasas áreas representadas na figura a seguir. Abrir uma loja vir-tual é praticamente a mesma coisa que um novo negócio novarejo tradicional. A principal diferença é o meio de acessoaos produtos/serviços que estão à venda, por isso o planeja-mento deve ser feito com a mesma dedicação.Se o empreendedor já possui loja física e pretende entrar no co-mércio eletrônico, o processo de planejamento torna-se maisfácil do que àquele de uma marca inexistente, que deseja ini-ciar suas operações essencialmente online. Na maioria das ve-zes, uma marca já estabelecida possui um plano de negócios e énecessário somente revisá-lo, considerando o estudo mais apro-fundado nas variáveis do mundo digital. 16
  14. 14. Para elaborar um planejamento estratégico digital, com o objetivo de es-tudar as oportunidades do negócio e viabilidade do mesmo, o Guia dee-Commerce apresenta como sugestão o roteiro abaixo:1.1 Roteiro para um bom Planejamento DigitalO Planejamento Digital é quase que o mesmo que um planejamento paraa abertura de negócios de uma loja física. O esforço e investimento detempo deve ser o mesmo. O Roteiro abaixo apresenta em azul alguns ítensque possuem comportamento bastante diferenciados nos negócios digi-tais em relação à operações físicas e foram ressaltados para que o empre-endedor que já possui loja física reveja estes itens de seu planejamentofísico se decidir abrir um e-commerce.Faça uma análise do mercado de atuação: • Quais são as tendências; • Quem são os concorrentes e similares, como atuam e se posicionam; • Que fornecedores estão disponíveis e como trabalham; • Como trabalhar com o seu público-alvo, quais as necessidades e for- mas de atendê-los.Considere a análise ambiental interna e externa da empresa: • Avalie e comportamento do cenário setorial (dólar, crédito, políti- cas, tributos); • Faça uma previsão de oportunidades e ameaças; • Entenda as potencialidades e fragilidades dos produtos a serem vendidos; • Qual é a equipe disponível e necessária (atendimento, marketing, financeiro, etc.); • Analise bem a plataforma de operação (modelo, tecnologia, escala- bilidade, etc.). 17
  15. 15. 19
  16. 16. Estabeleça a formulação estratégica do negócio: • Defina suas estratégias de crescimento; • Estabeleça estratégias para competir no mercado; • Faça um plano de comunicação e marketing.Estude a viabilidade financeira: • Disponibilidade de Capital de Giro e capacidade de investimento; • Retorno sobre os investimentos (ROI).1.2 Pré-projetoEscolha do nome e registroA primeira coisa a ser decidida na abertura de um e-commerce é o nomeque será usado para a loja virtual, caso não exista uma loja física ou mar-ca atrelada ao negócio. Se o seu e-commerce for um negócio totalmentenovo, procure definir um nome que seja forte em ferramentas de busca, ofamoso SEO (do inglês Search Engine Optimization).Depois de decidido pelo nome, verifique se ele está livre para registro. Ossites www.registro.org ou www.registro.br fornecem gratuitamente a in-formação sobre os domínios registrados junto à FAPESP - órgão que faz oregistro de domínios e hospedagem de sites no Brasil e Estados Unidos.Além da FAPESP, é importante checar junto ao INPI - Instituto Nacionalde Propriedade Industrial, entidade responsável por registros de marcasno País - se já existe registro para sua futura marca. Mesmo em casos decomércio exclusivamente eletrônico, é importante registrar a marca paraque não haja uma loja física com o seu nome. Ninguém quer investir emmarketing e branding de uma marca que pertence a outro empresário.O registro de marca no caso de existência uma operação física, se o em-presário cumpriu os processos corretos, já deve ter sido feito. Então, a de-cisão aqui será se ele vai usar o mesmo domínio e marca (que hoje pode 20
  17. 17. ser do seu website) ou não. Também há necessidade de estabelecer quaisprodutos e serviços serão disponibilizados. O indicado é começar compoucos produtos a operação virtual, para que possa haver maior controle.Como analisar o mercado potencial?Antes de iniciar seu e-commerce, existe uma forma simples de analisaro potencial do mercado em que você vai atuar. Em geral, as empresaslíderes divulgam (muitas vezes por obrigações legais) seu faturamentoanual e o market share que possuem. A partir destes dados, você podefazer uma conta inversa e obter o potencial de mercado. Por exemplo, seo principal e-commerce de um determinado setor (ex: venda de livrosonline) tem 30% do mercado e fatura 30 bilhões, o mercado todo 100%é de 100 bilhões.Com os dados de faturamento é possível analisar o potencial do setor paranovos negócios. Desta forma, se os três maiores líderes detiverem 30% domercado, o espaço para crescer é de 70% do campo de atuação. Já no casodas grandes marcas serem detentoras de 95% do mercado de atuação, oterreno será bem mais árido, com potencial de 5% apenas.Como Calcular o Investimento Mínimo?Uma das dificuldades no planejamento é saber qual o investimento ne-cessário para um e-commerce de sucesso. Para fazer esta conta, existemalgumas dicas de profissionais experientes desse mercado. ( ) 0,5 a 1,5% * Regra geral para Total do número um e-commerce de visitas do = no Brasil e-commerce vendas 100 mil visitas por mês = 500 a 1500 no e-commerce vendas(*) A taxa de 0,5% a 1,5% de conversão de vendas é uma média do momento em que foi publicado esteGuia e à partir da experiência das agências associadas APADi. A mesma taxa foi indicada no livro SALVA-DOR, MF. Como abrir uma loja virtual de sucesso. Ed. Gramma. 2010, RJ. 21
  18. 18. Considere que a conversão de vendas de um produto é equivalente a 1%do número de visitas. Então, se a loja virtual pretende ter 1.000 vendas pormês, precisará de 100.000 visitantes no e-commerce para obter este resul-tado. Se a operação pretende ter 30% de crescimento no primeiro ano,com essa proporção já é possível calcular o número de novos visitantesnecessários.Atenção, número de visitantes não é exatamente a mesma coisa que onúmero de pageviews. São considerados pageviews cada visita por cadapágina. E, um visitante único em geral abre cerca de 15 páginas de ummesmo e-commerce. Por isso, para calcular o número de pageviews, usea regra abaixo: 15 Cada visitante = Pageviews 100.000 = 1.500.000 visitantes PageviewsAgora, para que saber o número de pageviews? O número de visitas e pa-geviews planejado na sua loja virtual será uma informação fundamentalna hora da escolha de sua plataforma de e-commerce, já que algumas em-presas especializadas que fornecem plataformas cobram por número depageviews, por isso, é necessário saber fazer esta conta com propriedadeno seu planejamento.Se você pretende crescer rapidamente, precisará de uma plataforma esca-lável (capaz de suportar tecnologicamente o crescimento) e, se o modelocomercial estabelecido com a agência por pageviews já for o maior queagência tem a oferecer, isso poderá ser um problema no futuro. 22
  19. 19. Como obter visibilidade?Neste momento você já sabe planejar o número de pageviews desejado efalta aprender como conquistar este número. Além de ter uma operaçãoestruturada e com bons preços, é necessário um bom investimento emdivulgação da sua loja, tanto por meios tradicionais (marketing tradicio-nal ou assessoria de imprensa) como utilizando o marketing digital (vejadetalhes no capítulo 8).Será necessário pensar sobre qual o valor/capital disponível para o investi-mento inicial e mensal do marketing de seu negócio, até que a loja virtualatinja o ponto de equilíbrio. Qual a verba de marketing para reconheci-mento de marca, conversão de venda e, sobretudo, retenção de clientes?Qual o tempo projetado para o ponto de equilíbrio? E para o ROI (Returnon Investiment), o retorno sobre investimento? Todas estas questões sãoestratégicas para o seu negócio e precisam fazer parte do seu planeja-mento.Defina o território de atuaçãoUma loja virtual pode ser vista por qualquer pessoa de qualquer cida-de, região ou país. Por este motivo, é necessário definir o território deatuação, ou seja, qual região será coberta no lançamento da operaçãoe a escalabilidade de atendimento de outras regiões. A área de atuaçãodeterminará a logística de distribuição dos produtos. Será necessárioplanejar a entrega, se será feita por frota própria, terceirizada, mista, cor-reios ou outra forma.Lembre-se de que, assim como em uma loja física, será preciso escolheros fornecedores e parceiros do e-commerce, não só para distribuição, mastambém para suprimento de seus produtos, provedores de plataformas einfraestrutura, desenvolvedores de websites, campanhas de marketing eredes sociais, provedores de soluções financeiras, etc. 23
  20. 20. 2: Plataforma e Tecnologia 2.1 Tipos de Plataforma 2.2 Modelos de Cobrança de Plataforma Proprietária 2.3 A Manutenção da Plataforma 2.4 Instalação e Infraestrutura 2.5 Atente para modelos comerciais 2.6 Funcionalidades da Plataforma 24
  21. 21. 2.1 Tipos de PlataformaA escolha da plataforma ideal começa com a delimita-ção das pretensões da empresa e do público-alvo dese-jado. Essas premissas serão o principal ponto de orien-tação do empreendedor, que se prepara para começara atuar virtualmente, mas que não sabe por onde co-meçar e menos ainda como empreender no ambiente.Existem três tipos de soluções em e-commerce: asplataformas open source, ou seja, de código aberto egratuito, as híbridas onde o código open source é cus-tomizado para o cliente e as proprietárias. A primeiraopção oferece a princípio custos mais brandos, mas anecessidade de customização da plataforma para aten-der às reais expectativas dos clientes, o desenvolvi-mento de layout próprio e a manutenção da segurançado código exigem uma estrutura robusta de pessoal,uma equipe própria ou terceirizada que faça a gestãoda empresa. Esses custos são muitas vezes imensurá-veis e podem pesar para manter a loja no ar. 26
  22. 22. Nenhum desses pontos, no entanto, desclassifica a plataforma opensource, mas todos eles precisam ser analisados para não inviabilizar oprojeto no futuro. O mercado oferece opções boas e seguras de ferra-mentas de código gratuito. Mas existem riscos. O principal é que nãohá certeza da evolução do código e de como (e com qual frequência)serão feitas as aplicações de melhorias, já que a plataforma dependeda dedicação da comunidade de desenvolvedores.Em contrapartida, o benefício da plataforma de código proprietárioe as híbridas estão na constante evolução da ferramenta, que acom-panha as tendências de mercado, e ainda oferece a possibilidade desolicitar personalizações da solução para atender a grupos específicos(por exemplo, uma empresa de moda tem necessidades diferentes deuma companhia especializada em peças automotivas, por isso funcio-nalidades sob medida podem adequar o negócio para uma maior com-petitividade de mercado). O suporte à instabilidade de sistema é outravantagem significativa da plataforma proprietária. Por código próprioentende-se o contratado por uma empresa especializada em e-com-merce e o gerenciado in loco por uma equipe da empresa.É muito importante que ao entrar no e-commerce, o empresário tenhaem mãos um plano de negócios. As especificações das necessidadesda empresa trarão assertividade na escolha por uma plataforma opensource ou proprietária. Também não dá para dissociar a necessidadede um sistema mais flexível para segmentos que pedem mais adequa-ções. A plataforma ‘pronta’, também conhecida por caixinha, permitemudanças limitadas, como das cores e logo das lojas. Essa plataformapode atender aos micros e pequenos empresários, porém sem as per-sonalizações que podem engessar o crescimento futuro da empresa. 27
  23. 23. Todo empresário precisa ter em mente que uma loja virtual pode cres-cer ilimitadamente da noite para o dia, pois não há limites geográficospara as vendas. Por isso deve-se contratar uma plataforma que atendaàs necessidades da empresa hoje, mas que também sejam suficientespara daqui a pelo menos cinco anos, porque toda troca de plataformaé traumática para os clientes e mais ainda para a loja virtual.2.2 Modelos de Cobrança de Plataforma ProprietáriaO mercado brasileiro hoje apresenta dois tipos de modelos de cobran-ça em plataformas proprietárias, o modelo de cobrança por módulosinstalados e o modelo por recursos utilizados. Ambos podem ser ofere-cidos em nuvem (cloud computing), neste caso são conhecidos comoSoftware as a Service (SaaS), ou instalados na sede da própria empresa.O SaaS oferece grandes vantagens em termos de redução de custos.No primeiro modelo de cobrança por módulos, a empresa escolhe osmódulos que precisa e paga um valor fixo para instalação e utilizaçãodo produto. Já o segundo modelo permite ao empreendedor pagarpor utilização, ou seja, ele pode usar serviços de todos os módulos daplataforma conforme a possibilidade de investimento e necessidadedo negócio. Este modelo permite que um proprietário de e-commerceinicie o negócio com investimento reduzido.2.3 A manutenção da PlataformaAlém da tecnologia desenvolvedora de código aberto, híbrido ou pro-prietário, o empreendedor vai se deparar com outra escolha, a de umaagência digital que vai ajudá-lo a desenvolver a loja virtual e mantera plataforma que ele escolheu. São inúmeras opções no mercado. Asagências digitais têm a vantagem de reunir profissionais de diferentesáreas para garantir o funcionamento do e-commerce. 28
  24. 24. Na hora de selecionar, o empreendedor conhecerá agências que hos-pedam em datacenters plataformas open source para o seu negócio eoutras que preferem trabalhar com plataformas híbridas ou proprietá-rias. Também encontrará agências digitais que trabalham com as trêsopções à escolha do cliente. Através de datacenters, algumas agênciastambém oferecem como serviço a infraestrutura tecnológica, ou seja,hospedam a plataforma para os clientes, dependendo do modelo denegócio desejado.2.4 Instalação da InfraestruturaExistem dois modelos de infraestrutura: aquele onde o lojista instala aplataforma em sua sede (o modelo in house), e aquele onde ele hospe-da a infraestrutura com um datacenter. No primeiro caso, os custos sãomuito maiores. No segundo, além de um custo menor, um dos bene-fícios é que o lojista se concentra nos problemas do negócio e deixa aquestão tecnológica para o datacenter.No modelo onde ele hospeda a infraestrutura terceirizada (no datacen-ter), existe uma variação de negócio em que o lojista paga apenas poruma parte do equipamento, correspondente ao uso que ele precisa.Trata-se do serviço nas nuvens, (conhecido como SaaS - Software as aService). Este modelo permite ao usuário contratar/alugar a solução deacordo com as necessidades de uso e o serviço pode ser escalável parasuportar o crescimento da empresa. Assim, se o e-commerce crescer,muda de pacote e passa a usar um serviço que oferece mais recursosque o anterior.A vantagem do modelo em nuvem é o custo consideravelmente menore o fato de que não há necessidade de contratação de profissionais es-pecializados em Tecnologia de Informação para a gestão. No entanto,se a empresa tem necessidades de alta segurança ou se já possui umaequipe dedicada a TI por outros motivos, pode ser que seja mais inte-ressante o modelo in house. 29
  25. 25. 2.5 Atente para Modelos Comerciais • Modelo de cobrança por pageviews São encontrados três tipos de modelos comerciais praticados por agências no mercado. O primeiro tipo é a cobrança por pageviews mensais, praticado por algumas empresas brasileiras. Neste forma- to, o empreendedor pode escolher diferentes planos por número de pageviews e os excedentes são cobrados a parte. É preciso atentar para o fato que alguns provedores cobram inclusive pelos page- views gerados pelo próprio lojista. Considerando que a loja decida por uma contratação de um modelo comercial por pageviews, é importante certificar-se de que há pos- sibilidade de mudar de plano para outro mais avançado sem pagar multas e, também, ter certeza de que a empresa possui uma grande disponibilidade de pacotes maiores em seus modelos comerciais. • Modelo de Cobrança por quantidade de produtos Outra forma de comercialização de plataformas é baseada em na quantidade de produtos que o lojista cadastra em sua loja. Embora este modelo limite bastante as ambições de crescimento do comér- cio eletrônico, pode vir a ser interessante se houver funcionalidades específicas para determinado nicho de mercado. • Modelo de Cobrança por Fee mensal e SaaS O terceiro formato de comercialização de plataformas é por cobran- ça de fee (mensalidade fixa sobre a infra estrutura), modelo que in- depende da quantidade de pageviews e de produtos cadastrados. 30
  26. 26. O modelo de pagamento através do SaaS - software as a service, também é uma ótima opção para quem está começando, pois com um pequeno percentual das vendas, a plataforma está sempre atu- alizada com constantes implementações e novidades. • Modelo de Cobrança por Uso de Recurso Este modelo é mais recente no mercado brasileiro e oferece ao usu- ário a possibilidade de utilização de todos os recursos existentes na plataforma sem necessidade de instalar módulos. O lojista paga so- mente se e quando utilizar os recursos. É similar em alguns pontos ao modelo de cobrança por fee mensal, já que o cliente pode esta- belecer um fee máximo de uso e fica com uma mensalidade fixa. A diferença é que há flexibilidade de uso neste fee, que pode ser utilizado para um recurso específico num momento e alocado para outro conforme necessidade do gestor do e-commerce.2.6 Funcionalidades da Plataforma (*)Independente de ser uma plataforma open source ou proprietária, an-tes de fazer a escolha, é importante saber avaliar algumas funcionali-dades-chave do e-commerce. Alguns campos são críticos para o suces-so do seu negócio, como o de cadastro, fotos, interação com o público,entre outros.Cadastro de ProdutosSe o e-commerce em questão é oriundo de uma rede física, que passaatuar também como loja virtual, o empreendedor precisa analisar se aplataforma permite a exportação da lista de produtos cadastrados. Emalguns tipos de negócios - tais como redes varejistas - este pode ser umfator essencial para reduzir custos e viabilizar operações.(*) Este Item contém informações do livro: SALVADOR, MF. Como abrir uma loja virtual de sucesso.Ed. Gramma. 2010, RJ. 31
  27. 27. Além disso, independentemente de ser um e-commerce totalmentenovo ou associado a uma rede física, é importante analisar, dentro doitem “Cadastro”, o tamanho das informações que podem ser inseridasno campo “Descrição do Produto”. Algumas plataformas são limitadasneste aspecto e é aqui que o lojista vende o seu produto.Ainda no Cadastro, analise os campos existentes. Um boa plataformade e-commerce precisa dos Campos Nome do Produto, Categoria/Subcategoria do Produto, Descrição, Fotos, Links para fotos exter-nas, Quantidade em estoque, Estoque mínimo, Produtos relacio-nados (importantes para cross sell), Produtos em Oferta (observese a plataforma coloca palavra oferta), Data de término da oferta(é importante que a plataforma tenha este campo para trabalhar compromoções temporárias), Preço do Produto, Preço em Oferta, Pro-duto em destaque e Peso.Outras funcionalidades interessantes ter na plataforma são Cadastrode Manual em PDF, Cadastro de vídeos e de arquivos de som.Cadastro de FotosEm geral, as plataformas são restritivas quanto ao número de fotos quepodem ser publicadas. Assim sendo, se a plataforma não permitir postarmuitas fotos, como acontece algumas vezes, é importante que permitapelo menos imagens por links externos. Uma boa plataforma deve per-mitir, no mínimo, o cadastramento de cinco imagens por produto (umaminiatura, três de tamanho médio e uma ampliada).Um recurso que vem sendo bastante utilizado é o Zoom, que da apossibilidade de ver em detalhes um determinado produto, como porexemplo, a costura ou o bordado de uma camisa ou vestido. Este recur-so oferece informações importantes que levam à tomada de decisãoda compra. 32
  28. 28. UsuárioAo considerar que muitos consumidores são influenciados por outrosem suas compras, é importante ver se a plataforma que você vai escolherpermite depoimentos/resenhas dos seus clientes. E, na hora de escolherplataformas, prefira aquelas em que possa controlar a publicação das re-senhas e avaliações sobre seus produtos.Ainda considerando o ponto de vista do usuário, prefira as plataformasque oferecem boa usabilidade. O conceito de usabilidade é o de fácil usoe interação. Antes de escolher a plataforma do seu e-commerce, procurevivenciar o processo de compra online em uma empresa que tenha umasolução tecnológica igual àquela que pretende contratar para o seu negó-cio. Faça uma compra online para poder vivenciar a experiência de com-pra do ponto de vista do usuário.Todo empresário precisa ter em mente que uma loja virtual pode cres-cer ilimitadamente, da noite para o dia, pois não há limites geográficospara as vendas. Por isso o ideal é contratar uma plataforma que atenda àsnecessidades da empresa hoje, mas que também esteja preparada parasuportar o crescimento do negócio por pelo menos cinco anos. 33
  29. 29. 3: Integrações 3.1 Backoffice na Plataforma 3.1.1 Para lojas totalmente virtuais 3.1.2 Para empresas que já possuem ERP e CRM 3.1.3 Emissão de notas fiscais (NF-e) 34
  30. 30. Ao abrir um e-commerce, independente do tipo de pla-taforma escolhida, o empreendedor precisará integrara loja virtual os sistemas responsáveis pela gestão doestoque, a gestão financeira, a contabilidade, a emis-são de notas fiscais. Todos esses processos juntos cor-respondem ao chamado Backoffice do e-commerce.Backoffice, não é um termo novo, é usado há muito tempoem sistemas de gestão integrada (os ERPs - EnterpriseResource Planning). A diferença entre um Backofficetradicional e o de e-commerce é que o último integramenos processos (apenas os referidos acima) e possuiespecificidades, tais como um sistema de pagamentodiferenciado. No Backoffice de um ERP, o pagamentoe emissão de notas fiscais acontece após a entregado produto. No e-commerce, a venda começa com opagamento e emissão de notas, para posteriormenteser executada a entrega do produto. 36
  31. 31. 3.1 Backoffice na plataformaO Backoffice em geral não está incluso na plataforma de e-commerce, oque significa que, não há sistema para gestão de estoque, financeira, con-tabilidade e emissão de notas fiscais dentro de plataformas de e-commer-ce na maioria dos casos. Para o lojista virtual sobram algumas opções:3.1.1 Para lojas totalmente virtuais (não possuem lojafísica)Neste caso, o empreendedor pode comprar um Backoffice para e-com-merce de uma empresa especializada ou fazer os processos manualmen-te. No entanto, se estamos falando de um e-commerce de sucesso, optarpela solução manual será uma alternativa temporária. O empreendedorprecisa se preparar para comprar uma solução de backoffice e integrá-laao seu negócio.A partir de 30 pedidos por dia a execução manual desses processos torna--se inviável. Outras variáveis também podem inviabilizar um e-commercesem gestão de estoque automatizada, tais como a quantidade de produ-tos que são vendidos e os diferentes tipos de marcas, tamanhos, cores,modelos, sabores, etc.O ideal é começar o processo já integrado, sempre que o investimentoinicial permitir. No entanto, muitas empresas ainda não o fazem devidoao custo de setup. Instalar um Backoffice para e-commerce pode variarde 10 mil a 300 mil, dependendo das necessidades da empresa e do quãoescalável o negócio precisa ser.Além do custo de setup inicial, as lojas virtuais também precisarão investirnum fee (custo fixo) mensal para manutenção dos sistemas. 37
  32. 32. 3.1.2 Para empresas físicas que já possuem ERP e CRMe vão entrar no mundo virtualO ERP (Entrerprise Resource Planning) e o CRM (Customer RelationshipManagement) são dois tipos de solução de tecnologia de informaçãoque alguns empreendedores do e-commerce já possuem em suas lojasda rede física. O ERP integra todos os departamentos de uma operaçãofísica e o CRM é uma solução para gerenciamento de informações sobreo cliente.A dúvida aqui é, no caso das empresas que já utilizam estes sistemas emoperações físicas, qual será o momento certo para integrar o e-commer-ce aos processos de gestão da loja física? Isso considerando que as duasoperações façam parte do mesmo negócio.O ideal para todos os tamanhos de empresa seria já começar o negóciovirtual de maneira integrada, porém, infelizmente por falta de capitalpara investir ou falta de cultura virtual, a maioria dos empreendedoresnão investe em integração. O custo de integração de um ERP pode va-riar muito, no entanto, a boa notícia é que, atualmente, a integração épossível com a maioria das plataformas de e-commerce.Quanto à falta de cultura, as empresas que possuem lojas físicas preci-sam redobrar os cuidados nas operações virtuais. Lembre-se que serápreciso manter o atendimento com a mesma qualidade de uma loja fí-sica e a integração torna-se extremamente importante se as operaçõestiverem estoques compartilhados. 38
  33. 33. 3.1.3 Emissão de notas fiscais (NF-e)Com a evolução do e-commerce no Brasil a exigência da emissão danota fiscal eletrônica (NF-e) abrange cada vez mais todos os tipos de lo-jas virtuais e segmentos empresariais.O SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) incorpora a obrigato-riedade dessas NF-e dentro do Sistema para todo tipo de comércio ele-trônico.Para maior agilidade no processamento de NF-e, procure uma platafor-ma que tenha essa integração total ou parcial com seu ERP através daexportação do arquivo XML, caso ainda não tenha, faça manualmenteatravés de sua equipe.Integrações com ERP’s melhoram processos, reduzem papéis e facilitamo fechamento do mês com o contador, onde não é mais necessário man-dar blocos de notas via portador.Ao contrário do que pensam muitas pessoas, uma loja virtual precisaemitir nota fiscal sempre, pois a Secretaria da Fazenda audita eletrônica-mente todas as operações on-line. 39
  34. 34. 4: Comunicação Visual 4.1 Desenvolvimento do Site 4.2 Usabilidade e Layout 4.3 Interfaces no e-commerce Web Facebook Celulares Tablet 40
  35. 35. 4.1 Desenvolvimento do SiteA Comunicação Visual é a parte do e-commerce res-ponsável pela criação e pela arquitetura de informa-ção. É o próprio desenvolvimento do site e vai muitoalém de um belo visual, estuda a forma como as pes-soas vão entender e usar o e-commerce.É neste momento que será definido o Mapa do Site,o Design e a Navegação. A seguir, entenda melhorcada um destes itens. 42
  36. 36. Mapa do SiteDe acordo com os conteúdos definidos pelo dono do e-commerce, o pro--fissional que está desenvolvendo a arquitetura de informação do site su-gere um mapa do site.DesignO design é responsável pela criação visual do site e tem como metaevidenciar os conceitos da marca, tornar a experiência do usuário atrativae interessante, criar uma hierarquia definida entre as informações doconteúdo e, finalmente, compatibilizar as páginas do site com um sistemade gerenciamento de conteúdo (CMS - Content Management System)eficiente, no caso fornecido pelo proprietário da loja virtual.NavegaçãoO processo de navegação no site é planejado e implementado visandoà máxima clareza e funcionalidade de seus mecanismos. Desta forma, épossível garantir que o usuário encontre facilmente o conteúdo desejado,que utilize os serviços propostos corretamente e tenha uma sensação deorientação e satisfação. Para tanto, são aplicados os conceitos de usabili-dade no planejamento de tais mecanismos.4.2 Usabilidade e LayoutUsabilidade e Layout são dois conceitos da Comunicação Visual de ex-trema importância para o e-commerce. A usabilidade busca tornar a lojavirtual amigável e eficaz na execução das funcionalidades. Analisa com-portamento do usuário, cultura e ferramentas disponíveis para desenhar osistema da maneira mais simples e acessível, o mais agradável e fácil possí- 43
  37. 37. vel para o visitante. O layout deve caminhar lado a lado com a usabilidade.O layout com usabilidade proporciona boa experiência para o usuáriode forma que as conversões de vendas ocorram naturalmente. É impor-tante que o processo de compra e navegação não deixe o usuário emdúvida, deve ser algo natural e, para isso, existem muitos estudos com-portamentais considerados por designers. Este item pode interferir dire-tamente na taxa de conversão de um e-commerce, visto que, se a pessoanão consegue navegar com facilidade e não se sente familiarizada com olayout, as chances dela sair para o concorrente são grandes.4.3 Interfaces no e-commerceLayout e Usabilidade são áreas que têm peculiaridades específicas confor-me a interface que está sendo utilizada. Existem quatro tipos diferentesde interfaces: a tradicional web, o Facebook, mobiles e tablets. Cada qualpossui características singulares:Web Características: a web é a interface mais usada atualmente em tran- sações de e-commerce e com mais recursos disponíveis, entre eles, os formatos em vídeo, som, animações, hipertexto, imagens e outros. Uma característica que é bastante explorada nesta interface é o espaço na tela, que pode ser utilizado de inúmeras maneiras para a exposição de imagens de uma melhor forma. Usabilidade: esta interface conta com a familiarização cultural do pú- blico e, isso é um dos maiores pontos a favor da mesma. Ela pode ser adaptada para ser acessada por uma série de dispositivos, o que resulta em uma grande vantagem no que se refere a alta difusão de pontos de acesso. Layout: esta é uma área com poucas limitações em interface web, e pode trazer experiências incríveis aos usuários, basta ser bem trabalhada. 44
  38. 38. Facebook Características: por ser um ambiente de relacionamento com alta audiência, permite ao varejista achar o comprador no momento pro- pício à compra e/ou estimular o consumo antes mesmo da existência do desejo ou necessidade de um produto/serviço. Sua interface fácil e possibilidade de criar aplicativos tanto internos como externos, o torna atrativo para grandes varejistas, que tendem a migrar boa parte de suas ações para o Facebook. A principal vantagem é a disponibilidade de muitas informações sobre os usuários (tais como áreas de interesse, ida- de dos usuários e muito mais), o que facilita à segmentação de dados. Usabilidade: dentro dos ambientes de e-commerce no Facebook, é preciso respeitar os costumes dos usuários da rede social. Existem al- guns fatores que impedem a usabilidade e diminuem a conversão de vendas, como a necessidade de autorização de acesso a dados pessoais. Por isso, o lojista precisa ser mais assertivo e deixar claro quais as infor- mações necessárias para o aplicativo, e fazê-lo de forma a não incomo- dar os usuários, já que isso pode afetar a reputação nas redes sociais, “matando” sua marca pelo boca a boca. Layout: Existem algumas limitações impostas pela plataforma, princi- palmente com relação aos tamanhos disponíveis. É interessante utili- zar padrões gráficos similares aos da rede social, que já são familiares aos usuários. 45
  39. 39. Celulares Características: apesar de ser uma interface de baixos recursos grá- ficos, possui alto acesso dos usuários. Trata-se de um ótimo ambiente para converter oportunidades em negócios, pois é a interface mais pró- xima do uso pessoal do consumidor. Usabilidade: em dispositivos móveis é um recurso bem restrito, devido ao tamanho das telas. Porém, essa restrição é compensada pela familia- ridade com o ambiente que o usuário já possui. O conteúdo para essa interface deve ser preparado para cada tipo de sistema específico. Layout: em dispositivos móveis, o layout deve ser muito bem estudado para o tipo de público ou plataforma que o lojista deseja atingir. Alguns aparelhos dispõem de interface touchscreen, outros não. As telas tam- bém variam muito de tamanho. 46
  40. 40. TabletsCaracterísticas: O tablet é a interface em maior expansão no momento e,em muito pouco tempo de criação (2010), tornou-se uma alternativa con-siderável pela oportunidade de alcance de usuários. O Brasil está incenti-vando a fabricação deste dispositivo, o que deve popularizá-lo em muitopouco tempo, seja pela facilidade de uso ou pelo preço mais acessível.Usabilidade: Esta interface é fascinante em termos de usabilidade, poisune características de plataformas móveis e com a versatilidade e rique-za de navegação em web, além de apresentar espaço de tela similar aode computadores pessoais. Sua utilização acaba sendo uma experiêncianova de navegação. Os recursos touch screen provenientes do celular,somados à interface da web, permitem ao usuário arrastar ícones, trocarfotos e efetuar compras com um simples toque na tela.É preciso lembrar que o usuário utiliza o tempo todo o touch screennestes dispositivos. Todo o e-commerce deve ser pensado consideran-do o conceito touch, contudo, de forma similar ao mobile, temos algunssistemas líderes de mercado para o qual é necessário estar preparado.Layout: para tablet, as possibilidades de layout são muito ricas. É pos-sível utilizar vários recursos touchscreen, inclusive paginação. É possí-vel explorar bastante esta interface com gestos que o usuário já estáhabituado a fazer. 47
  41. 41. 5: Gestão de Conteúdo 5.1 Produção de Conteúdo 5.2 Publicação no e-commerce 5.3 Controle de Estoque 5.4 Gerenciamento de Imagens Fotos Banners Logotipia Vídeos 5.5 Prazo de Entrega 5.6 Direitos do Consumidor 5.7 Política de Preços 5.7.1 Reprecificação 48
  42. 42. Chamamos de Gestão do Conteúdo o gerenciamentode todas as partes do e-commerce que são vistas pelousuário, tais como textos, imagens, filmes, descritivosde produtos, regulamentos, banners, fotos e assim pordiante. Todo este conteúdo tem peculiaridades especí-ficas, tanto em formato, tamanho, extensão, leis e direi-tos de imagem.Para organizar e monitorar todas as informações doe-commerce entra em cena o gestor de conteúdo,pessoa responsável por gerenciar direitos autorais,licenças de uso de fotos e filmes, publicação, prazosde expiração de produtos e/ou promoções e as exclu-sões do sistema.Podemos dizer que a Gestão de Conteúdo possui al-gumas etapas importantes e é preciso observar quemserá o responsável por cada uma delas: 50
  43. 43. 5.1 Produção de ConteúdoA produção de conteúdo é responsável pelo preparo de itens e pelas in-formações, tais como: • Produção de fotos; • Produção de filmes/vídeos/vinhetas/chamadas; • Descritivo do produtos; • Descritivo técnico (Por exemplo: de que tecido é feito o produto? Cau- sa alergia? etc.); • Regras e regulamentações (é necessário ter uma pessoa no e-commer- ce responsável por isso); • Valores (também exige um responsável, é preciso que haja preocupa- ção em não cadastrar errado na pressa); • Validade (extremamente importante para produto perecível); • Garantia do produto (Precisa ser analisado nesta hora);5.2 Publicação no e-commerceTodo o conteúdo publicado precisa ser analisado em alguns pontos: • Tamanho das imagens - As imagens antes de publicadas devem ser convertidas para formatos online. Existem aplicativos e as próprias pla- taformas para tratar e converter as imagens em tamanhos leves. • Cadastro de Produto - Muito cuidado com copy e paste. É importante que haja uma pessoa encarregada por selecionar e cadastrar as fotos e produtos correspondentes, principalmente nos casos de muitos cadas- tros com tamanhos e cores diferentes; • Responsabilidade por Revisão - Atenção para a revisão do conteúdo online antes da publicação. É comum às pessoas subirem o site sem revisão, é necessário que haja uma pessoa responsável pela publicação para evitar erros; 51
  44. 44. • Aprovação com o Jurídico - O conteúdo a ser publicado deve ser aprovado antes pelo jurídico, prefira fazer cópias das telas para obter assinatura sobre as mesmas;5.3 Controle de EstoqueTrata-se da entrada e saída dos produtos, tanto do estoque quanto nosistema de gerenciamento de informação. Para que o e-commerce fun-cione bem, alguém precisa se responsabilizar pelos seguintes pontos: • Gerenciamento do produto na loja e controle do estoque. Alguém precisa checar constantemente se o produto ainda está disponível em estoque e, no caso dos perecíveis, checar os prazos de validade. • Exclusão de itens. No caso de término de um produto em estoque, é necessário excluir o mesmo da loja virtual. • A expiração de direitos de imagens e vídeos publicados também deve ser observada e, se for o caso, a publicação também terá que ser removida; • Verificação de funcionalidades é função fundamental em e-com- merce. Alguém tem que checar se todas as fotos estão abrindo, se os links da parte de compra estão funcionando bem, etc.; • Finalização de promoções precisa ser monitorada. Se os produtos em promoção possuem data de término, então precisam sair de pro- moção do e-commerce nesta data. E se o preço retorna ao normal de- pois da data, também deve ser alterado na loja virtual; • A mudança de valores (quando o preço sobe, por exemplo) é co- mum. Algum funcionário precisa atualizar o site. Existem empresas que automatizam esse tipo de trabalho, confira no item 5.7.1 Reprecificação. 52
  45. 45. 5.4 Gerenciamento de ImagensO gerenciamento de fotos e imagens merece um destaque especial. Asimagens devem ser comprimidas para formato web como as extensõesmais tradicionais: JPG, PNG, GIF. Ao usar a imagem de algum produto deterceiros, vale a pena fazer o contato com o fornecedor para documentara autorização de divulgação e, também, ter certeza de que receberá atua-lização sobre dados e informações do produto. Fotos Fotos de boa qualidade apresentam melhor o produto. Lembre-se, a foto será a principal referência que o usuário tem dentro do e-com- merce. Recomendamos que contrate um profissional para esse traba- lho, já que o uso de câmeras digitais sem uso de luz adequada pode interferir na cor ou aparência do produto, o que pode acarretar na devolução do mesmo. Hoje em dia, já existem estúdios com preços acessíveis para um dia de trabalho. Em geral, um dia é suficiente para fotografar a maioria dos produtos de uma loja virtual, basta uma boa organização prévia. Banners O objetivo de um banner é otimizar o clique e levar o usuário diretamen- te para o produto/serviço ou loja em destaque, gerando maior trafego e hits. Trata-se do serviço mais utilizado em marketing digital. A produção de um banner eletrônico é feita em agências digitais e o resultado pode variar muito, pois não existe regra para determinar um tamanho ideal de banner, vai do bom senso de cada um. Existem algumas convenções no mercado publicitário, mas não são regras. O tempo para a criação de um banner pode ser de 2 dias, semanas ou meses, dependendo do tipo da produção. Se as fotos e textos já estão 53
  46. 46. prontos o processo é mais rápido. Se a foto será feita com artistas fa-mosos ou se for utilizado filme e interatividade, entre outras variáveis, aprodução exige prazos maiores.Já os preços dependem dos serviços executados. Para ter uma referên-cia, a APADi desenvolveu um Guia de Preços e Serviços, disponível gra-tuitamente no site www.apadi.com.br.LogotipiaAtualmente, os principais e-commerces do país estão investindo maisna divulgação do link e do nome do site do que em logotipos. Grandesportais com marcas expressivas estão cada vez mais diminuindo o ta-manho do logo e dando maior destaques a produtos e serviços.VídeosO uso de vídeo aumenta as vendas em cerca de 30%, de acordo com aexperiência dos associados da APADi. Criar uma experiência na hora deapresentar o produto é um grande diferencial competitivo no mercado.Poder explicar e demonstrar o uso com pessoas permite ao usuário sen-sação de tamanho, proporção e velocidade.O mercado brasileiro já conta com produtoras especializadas em filmespara internet. Diferentemente da foto, onde aplicativos permitem com-pactar a imagem sem perder muita qualidade, o filme produz cerca de30 fotos por segundo, o que gera um arquivo muito pesado. Para reali-zar estes filmes, as câmeras digitais são a grande vedete desse cenário,pois seus custos estão bem acessíveis. No entanto, assim como no casode produção de fotos, é necessário uma boa lente e boa iluminação.Profissionais da área são extremamente recomendados. 54
  47. 47. 5.5 Prazo de EntregaO prazo de entrega do produto/serviço deve estar bem claro e ser explicitadono e-commerce. É preciso que haja um aval jurídico, se sua empresa tiver umdepartamento ou profissional da área, pois os problemas de entrega são co-muns, podem acontecer e certamente ocorrerão em determinado momento.E, no caso de ocorrer um problema de entrega, vale a dica, a melhor estratégiaé informar o quanto antes o cliente sobre a alteração no prazo de entrega.5.6 Direitos do ConsumidorO empreendedor do mercado de e-commerce precisa estar conscientedos direitos dos consumidores e cumprir todos os prazos de entregadivulgados. Se houver dúvidas relacionadas à legislação do setor,recomendamos que façam uma consulta ao orgão responsável, oProcon de sua cidade. Em São Paulo, o endereço eletrônico do Proconé www.procon.sp.gov.br.5.7 Política de PreçosCada e-commerce deve estudar sua política de preços. Alguns indicadoresapresentam valores de 10 a 30% mais baratos para lojas virtuais, isso vemda redução de custos quando comparados aos de uma loja física. Porém,o maior desafio não está nas diferenças entre a loja real e virtual e sim noscanais de vendas, como multimarcas, revendas etc.É muito importante analisar a política de valores antes de lançar seue-commerce no mercado. O ideal é balancear o desconto justo para mo-tivar a compra on-line. A rapidez de decisão sobre a alteração do preço éalgo decisivo para o sucesso do e-commerce.5.7.1 ReprecificaçãoA reprecificação é um trabalho de inteligência que vai além do monito-ramento da concorrência e dos canais. De forma parametrizada, critériosdefinidos pelo gestor podem ser alterados dinamicamente tornando oproduto mais competitivo. Essa função permite mais agilidade diante domercado reduzindo custos com mão de obra. 55
  48. 48. 6: Operações e Logística 6.1 Atendimento ao cliente 6.2 Gerenciamento de Estoque e Gestão de Fornecedores 6.3 Gestão de Transportes e Tabela de Fretes 6.4 Embalagem 6.5 Fluxo de Pedidos 6.6 Logística Reversa 6.7 A Equipe do e-commerce 56
  49. 49. Operação e logística são áreas responsáveis pela orga-nização dos processos após o recebimento do pedido.É a parte “mais física” propriamente dita do e-commer-ce. Entre os processos deste capítulo estão: • Atendimento ao cliente; • Gerenciamento de Estoque e Gestão de Fornecedores; • Gestão de Transportes e Tabela de Fretes; • Embalagem, Conferência dos pedidos e Expedição; • Fluxo de Pedidos; • Logística Reversa; • Equipe (habilidades e competências - funções, atendimento, logística, tributos, etc...). 58
  50. 50. 6.1 Atendimento ao Cliente Considerado um importante fator de fidelização no e-commerce, o aten- dimento ao cliente merece atenção especial. Respostas rápidas garan- tem satisfação no atendimento. Há dois tipos de atendimento: pré-venda e pós-venda. Uma boa loja virtual deve deixar todos os canais possíveis abertos para que o cliente interaja: telefone, email, tweeter, Instant Mes- sengers, chats online e etc. Custos de atendimento podem ser reduzidos se os visitantes encontrarem as informações com clareza no site. Dessa forma, a usabilidade do site é um fator importante. Além disso, a loja virtual deve criar um banco de co- nhecimento em sua página de perguntas mais frequentes (FAQ), para que seus consumidores tirem suas dúvidas sem precisar acionar o call center. 6.2 Gerenciamento do estoque e gestão de fornecedores Uma loja virtual pode vender produtos mesmo que não os tenha em es- toque. Para isso é preciso ter bons fornecedores, com prazos de entrega curtos e sistemas integrados. Isso se chama cross docking, onde o pedido é feito na loja virtual e expedido direto pelo fornecedor. Saldo Data do Peso Dimensões Valor de Valor de Quant. Quant.Código Descrição em Último (gr) (cm) Compra Venda Comprada Vendida Estoque Pedido Webcam10234 Marca 234 10,5 X 6,5 R$ 68 R$ 95 20 13 7 22/02/2012 Modelo (*) fonte: Ecommerce School 59
  51. 51. As lojas que trabalham com estoques devem conhecer muito bem suacurva A-B-C, onde “A” são produtos com maior saída e “C” os com menor.Com essa informação, a loja pode administrar melhor seus pedidos comos fornecedores.A conta básica que deve ser feita na administração dos estoques tem comovariáveis a quantidade média de pedidos do produto por dia, o tempo dereposição do estoque por parte do fornecedor e o estoque mínimo, quegarantirá que o produto nunca irá faltar na prateleira. Estoque = entrada -saída. Existem alguns cursos que podem auxiliar neste capítulo.6.3 Gestão de Transporte e Tabela de FretesA entrega dos produtos no e-commerce pode depender de canais de dis-tribuição como o correio, ou o lojista pode optar por uma frota própriaou terceirizada. Já existem plataformas de entrega otimizada focadas eme-commerce, que fazem entregas tanto de bicicletas como de navio.Além dos Correios, a loja virtual deve analisar tabelas de preços de trans-portadoras privadas nas principais capitais e centros urbanos, onde mui-tas vezes, o custo de entrega será até mesmo menor que o dos Correios.A tabela de frete deve ser solicitada à transportadora e importada naplataforma de e-commerce. As variáveis que implicam nos custos defrete são peso, região (CEP) e cubagem, que é o volume ocupado peloproduto embalado.6.4 EmbalagemCada produto tem uma embalagem própria, no entanto, é importantecriar uma nova para sobrepor a atual, que seja mais resistente e inviolável.A embalagem deve preservar a integridade do produto. Para isso, podeser usado isopor ou sacos de plástico inflados. E, já que você vai criar umanova embalagem, pode aproveitar para personalizar o material para divul-gar sua marca. 60
  52. 52. Outra estratégia interessante neste ramo de embalagem é oferecer o pa-cote embrulhado para presente, uma vez que cerca de 20% dos pedidosfeitos no e-commerce brasileiro são para presente. Também recomenda-mos evitar embalagens muito chamativas e fracas, que possam ser viola-das com facilidade. Com isso, reduzirá prejuízos causados por furto.6.5 Fluxo de PedidosQuem vende produtos precisa estar preparado para a chamada logísti-ca reversa, quando o produto é retornado por defeito ou insatisfação docliente. As próprias transportadoras oferecem este serviço. O recebimentodo produto deve ser feito com cuidado, para que o mesmo volte ao esto-que e seja feito o cancelamento do documento fiscal emitido na venda. Onde aparece o ícone de email, é porque o cliente deve receber (preferencialmente) e-mails automáticos para ficar ciente de cada uma das etapas de andamento de seu pedido, evitando assim, ligações desnecessárias para o atendimento da loja virtual. 61
  53. 53. Dentro de um e-commerce existe um fluxo de pedidos que segue as se-guintes etapas:1) Entrada do pedido - O pedido é recebido pelo gestor da loja virtual,seja através de um e-mail, de alerta no painel de controle da plataformaou do ERP.2) Análise Inicial que valida ou invalida o pedido - É a primeira análisedo pedido para verificar se o mesmo é válido. Neste momento, os pedidoscom quantidades discrepantes ou com dados cadastrais inválidos são in-validados.3) Em casos de pedidos inválidos - a loja virtual deve cancelar ou entrarem contato com o comprador, para confirmar os dados.4) Análise Financeira - Os pedidos válidos continuam o fluxograma e sãoenviados para análise financeira, que avalia risco de fraude de acordo como meio de pagamento utilizado. No caso de boletos e transferência ban-cária, o pedido é aprovado assim que for confirmado o pagamento. Nocaso de cartão de crédito, o financeiro aprova ou não, de acordo com apontuação do risco de fraude.5) Pagamento Autorizado/Estoque - Quando o pedido é aprovado, é en-viada uma ordem para coleta do produto no estoque.6) Pagamento Não autorizado - Quando o pedido é reprovado a lojapode entrar em contato com o cliente para sugerir outra forma de paga-mento ou confirmar os dados.7) Picking - Após aprovado, é feito o picking, ou seja, retirada do pedidona prateleira do armazém. Caso o produto esteja indisponível, o clientedeverá ser comunicado se quer esperar a reposição ou se quer cancelar opedido.8) Packing/Impressão de Etiqueta + DANFE - Se o produto estiver dis-ponível, é feita a embalagem (packing), a impressão de etiqueta com osdados do comprador e a impressão da DANFE (Documento Auxiliar daNota Fiscal Eletrônica) que seguirá junto com pedido. 62
  54. 54. 9) Conferência - Antes de fechar a embalagem, é feita nova conferênciados dados do pedido com o que está dentro da caixa.10) Retirada pela transportadora - Produto é retirado pela transportadora.11) Pedido entregue - a loja virtual envia e-mail para consumidor avaliarsua experiência.12) Destinatário desconhecido - a loja virtual entra em contato comcliente para conferir dados.6.6 Logística ReversaQuem vende produtos precisa estar preparado para a chamada logísti-ca reversa, quando o produto é retornado por defeito ou insatisfação docliente. As próprias transportadoras oferecem este serviço. O recebimentodo produto deve ser feito com cuidado, para que o mesmo volte ao esto-que e seja feito o cancelamento do documento fiscal emitido na venda.6.7 A Equipe de e-commerceNeste Guia decidimos por não apresentar um ‘ideal de organograma deequipe’ devido à diversidade que este pode assumir em um e-commerce.No entanto, muitas são as habilidades requeridas para a equipe, dentreelas destaque para: • Design e Usabilidade: o gerente de e-commerce deve conhecer prin- cípios básicos de design de sites e usabilidade. Manter as pessoas mais tempo na loja virtual, facilitar a finalização da compra e eliminar etapas desnecessárias, orientar bem seus web designers na criação de ban- ners, destacar ofertas e trabalhar imagens de produtos são alguns as- pectos do conhecimento necessário nesse ponto. • Tecnologia de Informação (TI): o gerente de e-commerce deve en- 63
  55. 55. tender as ferramentas de TI disponíveis no mercado e saber usá-las deacordo com as necessidades e verba disponível. Conversar com a áreade TI de forma consciente, saber solicitar corretamente as tarefas, com-preender as limitações da plataforma e agir para contorná-las de formacriativa é fator crítico de sucesso e desempate com os concorrentes.• Finanças: fraudadores estão por toda parte no e-commerce brasi-leiro. O gerente de e-commerce deve ter a seu favor ferramentas queo auxiliem na redução do chargeback (prejuízo devido a pagamentoscancelado por se tratar de fraude). Além disso, a concorrência por preçoé muito mais acirrada que no mundo varejo físico. O gerente de e-com-merce precisa fazer ginásticas financeiras com sua área de compras e fa-turamento, para poder brigar de igual para igual em preço e condiçõesde pagamento, sem perder margem.• Logística e Estoques: cada pedido feito na loja virtual, depois deaprovado pelo financeiro, deve ser rapidamente despachado para nãocausar frustração no cliente. É nesse ponto que surge a importânciade se oferecer qualidade nos serviços prestados pela loja. Se for difícilse diferenciar nos preços, que a briga seja na operação. Lojas virtuaisque oferecem uma experiência de compra diferenciada ganham maismercado a cada dia. O gerente de e-commerce tem que saber trabalharbem seus estoques e a expedição de seus pedidos, incluindo a logísticareversa, quando for necessária.• Marketing, Mídia e Vendas: planejar, aprovar campanhas, criar de-mandas e prever as necessidades dos seus clientes. Em cada comu-nicação feita com seu público-alvo deve haver o call-to-action, umachamada para ação. Rentabilizar cada ação da mídia, medir resulta-dos, interagir com agência e criar estratégias, são algumas das atri-buições dessa habilidade.• Atendimento e Web 2.0: o gerente de e-commerce deve estar atentoao que é falado sobre sua loja virtual nas mídias sociais. Tem que estaralinhado com o atendimento ao cliente para comunicar sobre campa-nhas em andamento, políticas de trocas e devolução, perguntas fre-quentes e princípios de crises de imagem. 64
  56. 56. • Tendências, Comportamento e Estratégias: novidades surgem na Internet com grande velocidade. Identificar tendências, estar por den- tro das últimas notícias, sobre o que as pessoas estão falando e onde estão falando. O gerente de e-commerce tem que estar preparado para “ver a onda” antes que ela chegue. • Analítico: dentre as tarefas mais complexas está a de criar relatórios, definir metas, interpretar dados de diversas fontes e tabular em gráficos para serem apresentados à diretoria de forma clara e convincente. • Gestor: como o nome do cargo diz, o gerente de e-commerce é um gestor. Deve saber lidar com equipes multidisciplinares, manter o time incentivado e com foco nas tarefas. Saber delegar atividades e respon- sabilidades, estimular e cobrar prazos faz parte do seu cotidiano.Todas as habilidades descritas acima são possíveis de serem desenvolvi-das em profissionais. Basta que haja investimento em capacitação. Even-tos e cursos fazem parte de um primeiro passo. Além disso, é importanteidentificar pessoas que já estejam enquadradas em parte delas para que otempo de preparação seja menor. 65
  57. 57. 7: Serviços Financeiros 7.1 O financeiro do e-commerce 7.2 Gateway 7.3 Intermediadores 7.4 Análise de Riscos 7.5 Como lidar com fraudes? 66

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