Preposição e conjunção ( conectivos ) pg35
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Preposição e conjunção ( conectivos ) pg35 Document Transcript

  • 1. O nosso objetivo é a sua Aprovação PREPOSIÇÃOCONCEITOPalavra invariável que, colocada entre duas outras, faz com que uma se torne membro daoutra, criando-se um elo de subordinação.Casa da mãe JoanaCadeira de ferroVida de cãoÚtil a todosPreciso de ajudaAs preposições não possuem, isoladamente, um significado. Elas atribuem circunstâncias aoselementos a ela ligados. Veja os diversos sentidos que a mesma preposição (com) podeexprimir:Dirija com calma. (modo)Ele cortou-se com a faca. (instrumento)Fomos ao cinema com nossos amigos. (companhia)Aquela escultura foi feita com argila. (matéria)Agora compare a seguinte oração com os exemplos apresentados:Concordo com você.Ao contrário das demais frases, em que a preposição introduz uma circunstância, nessa, apreposição com foi exigida pelo verbo.Assim, ora as preposições são usadas com valor semântico, de modo a exprimir certascircunstâncias aos elementos oracionais (como na função de adjunto adverbial), ora porexigência gramatical, como na função de objeto indireto.CLASSIFICAÇÃO DAS PREPOSIÇÕESAs preposições podem ser:ESSENCIAIS – são palavras que, desde sua origem, são usadas como preposição: a, ante,até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.Todos estão contra a mudança do horário.ACIDENTAIS – palavras de outras classes gramaticais que “por acidente” são usadas comopreposição: durante, mediante, conforme, segundo, consoante, que.Tenho que sair.Nós os temos como irmãos.Fugiu durante a noite.
  • 2. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoVeja uma interessante questão de prova que explorou esse conceito de preposição acidental.(ESAF/AFRF/2002.1)O homem é moderno na medida das senhas de que ele é escravo para ter acesso à vida.Não é mais o senhor de seu direito constitucional de ir-evir.A senha é a senhora absoluta. Sem senha, você fica sem seu próprio dinheiro ou até sem avida. No cofre do hotel, são quatro algarismos; no seu home bank, seis; mas para trabalharno computador da empresa, você tem que digitar oito vezes, letras e algarismos. A porta domeu carro tem senha; o alarme do seu, também. Cada um de nossos cartões tem senha. Sefor sensato, você percebe que sua memória não pode ser ocupada com tanta baboseira inútil.Seus neurônios precisam ter finalidade nobre. Têm que guardar, sim, os bons momentos davida.Então, desesperado, você descarrega tudo na sua agenda eletrônica, num lugar secreto quesó senha abre. Agora só falta descobrir em que lugar secreto você vai guardar a senha dolugar secreto que guarda as senhas. (Alexandre Garcia, Abre-te sésamo, com adaptações)c) Respeitam-se as regras de regência da norma culta ao empregar a preposição de em vezde que na expressão verbal “Têm que” (l.10).Este item está CORRETO.Uma locução verbal pode apresentar, entre o verbo principal e o auxiliar, uma preposição(acabei de chegar, chego a tremer, acabo de fazer, tenho de aceitar). No meio da locução, nolugar da preposição, foi usada a palavra que: “ter que guardar”. Segundo a norma culta,deveria ser “ter de guardar”. Esse “que” (originalmente uma conjunção), por estar no lugar deuma preposição, recebe o nome de “preposição acidental”. O mesmo acontece em “Eu a tenhocomo uma irmã”, em que a palavra “como” (pronome, conjunção ou advérbio) está usada nolugar de uma preposição (“Eu a tenho por uma irmã”).Em locuções prepositivas, a última palavra é sempre uma preposição essencial.(abaixo de, acima de, a fim de, junto a, de acordo com, devido a ...).As preposições também podem surgir isoladamente, conhecidas como sintagmas avulsospreposicionados (Com sua licença, por favor). Pode-se entender, todavia, que o antecedente,nesses casos, foi omitido. PREPOSIÇÃO EM ADJUNTO ADVERBIALJá sabemos que pode ocorrer a elipse (omissão) da preposição, especialmente em adjuntosadverbiais de tempo “Neste/Este fim de semana, irei ao litoral”, “Chegarei (no) domingo.”, “Alista dos aprovados sairá (n)esta semana ainda.”.Contudo, se o adjunto adverbial vier sob a forma de oração, há divergência doutrinária.Alguns julgam ser uma questão de conveniência, mas a posição majoritária é pelaOBRIGATORIEDADE do emprego da preposição antes do pronome relativo correspondente.
  • 3. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoEncontramos, inclusive, uma questão de prova que corrobora esse posicionamento:(ESAF/AFC STN/2002)Marque o item sublinhado que representa impropriedade vocabular, erro gramatical ouortográfico.Em vista da crescente conscientização sobre a necessidade de preservar o patrimôniocultural, tem havido muitas discussões sobre a proteção da área do entorno(A) ou doenvoltório(B)do bem imóvel tombado. Há, principalmente, divergências quanto à sua(C)dimensão adequada ou ideal e ao momento que(D) passa a ser protegida.(E) (Baseado em Antônio Silveira R. dos Santos)a) Ab) Bc) Cd) De) ENa opção D, gabarito da questão, o pronome relativo que (cujo referente é o substantivomomento) cria, na oração adjetiva que inicia, uma estrutura equivalente a “a área passa a serprotegida no momento”. Percebe-se, assim, o valor adverbial da expressão sublinhada,exigindo o emprego da preposição em (em + o = no).Por isso, essa preposição “em” deve anteceder o pronome relativo “que”, que representa apalavra momento – “... momento em que passa a ser protegida.”.Com relação ao item c (correto), a locução “quanto a” uniu-se ao artigo que antecede “suadimensão”, formando “quanto à sua dimensão”. Como vimos na aula de crase, seriafacultativo o emprego do artigo definido antes do possessivo - “(a) sua dimensão” - e, porconseguinte, a acentuação – “quanto a (à) sua dimensão”. PREPOSIÇÃO EM COMPLEMENTOS NOMINAIS E VERBAISA preposição pode anteceder um complemento nominal ou um complemento verbal. Quandoesse complemento vem sob a forma oracional, podemos adotar os seguintes posicionamentos.Em relação à omissão da preposição em complementos verbais (objeto indireto oracional),a posição majoritária da doutrina é de aceitar a omissão de preposição antes da conjunção.Veja uma questão de prova em que isso ocorreu:(ESAF/AFRF/2003) Julgue a assertiva abaixo em relação aos aspectos gramaticais.e) Não nos esqueçamos que a construção do autoritarismo, que marcou profundamentenossas estruturas sociais, configurou o sistema político imprescindível para a manutenção ereprodução dessa dependência.
  • 4. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoEste item da questão foi considerado CORRETO.O verbo esquecer-se (OLHA A AULA DE REGÊNCIA AÍ, GENTE!!!) – pronominal – étransitivo indireto, regendo a preposição de (Não se esqueça demim.).Contudo, como o seu complemento indireto está sob a forma oracional (“que a construção doautoritarismo...”), é possível a elipse (omissão) da preposição.Assim, em determinadas construções verbais (convencer-se, lembrar-se, esquecer-se,assegurar-se, duvidar, concordar, discordar, torcer), a preposição poderia ser omitida nocomplemento verbal oracional: “Concordamos (com) que todos devem ser aprovados.” “Duvidamos (de) que alguém venda mais barato.” (essa era a propaganda das Casas Sendas, no RJ; alguém aí se lembra disso?).Então, com objeto indireto oracional, a preposição pode ser omitida. Beleza!Agora, a norma culta prevê que, quando a preposição é exigência de um nome (adjetivo,substantivo abstrato ou advérbio) e o complemento está sob a forma oracional, a preposiçãodeve anteceder a conjunção integrante que dá início ao complemento nominal:“Tenho a convicção de que estamos no caminho certo.” (“Tenho a convicção disso.” - alguémtem convicção de alguma coisa) “Somos favoráveis a que todos sejam nomeados rapidamente” (“Somos favoráveis a isso.” -alguém é favorável a alguma coisa).Em relação à omissão da preposição em complementos nominais, o assunto é bastantecontroverso.Há quem defenda a omissão da preposição em complementos nominais sob a forma oracional.Celso Luft, em seu Dicionário Prático de Regência Nominal, observa que “é viável a elipse dapreposição antes do que” – Exemplo: “Estou certa que me hás de compreender.” (Alguém estácerto de alguma coisa = Estou certa de que...) .Algumas bancas já deixaram clara a sua posição. A ESAF, por exemplo, até hoje, sempreconsiderou um erro a omissão de preposição antes de uma oração que complementa umnome (adjetivo, substantivo, advérbio).Veja uma dessas questões:(ESAF/AFT/2003) Julgue a correção gramatical da asserção abaixo.c) Na América Latina, por exemplo, “a integração global aumentou ainda mais asdesigualdades salariais”, e há uma preocupação generalizada que o processo esteja levandouma maior desigualdade no próprio interior dos países. Essa desigualdade já alcançou osEstados em suas relações assimétricas.
  • 5. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoEste item foi considerado INCORRETO.O substantivo preocupação, a depender do significado, pode reger diversas preposições oulocuções prepositivas (com, para com, em, etc.). Uma delas é a preposição de: Notei a suapreocupação de todos serem bem atendidos.No segmento “há uma preocupação generalizada que o processo esteja levando...”, faltou oemprego da preposição de antes da conjunção que.Quem tem uma preocupação, tem preocupação de alguma coisa.A forma correta seria: “há uma preocupação generalizada de que o processo estejalevando...”.Houve também outro erro de regência - a omissão da preposição a em “...esteja levando auma maior desigualdade no próprio interior dos países.”.Contudo, isso não significa que a banca não possa mudar de idéia e, com base na lição deCelso Luft, passe a aceitar um complemento nominal oracional sem a preposição.Por isso, caso apareça uma questão como essa, em que o complemento nominal oracionalestiver sem a preposição, tome cuidado: desenhe uma caveira ao lado da opção e continuelendo a questão até o fim. Se não surgir nada “mais errado”, essa deve ser a resposta. MAIS ALGUMAS PECULIARIDADES NO USO DAS PREPOSIÇÕES.Eu sei que já falamos sobre isso na aula passada, mas não custa nada reforçar o ensinamento.De acordo com a norma culta, o sujeito das orações reduzidas de infinitivo deve estar separadoda preposição – “Apesar de elas não saberem a matéria, tiveram um bom resultado.”.Modernamente, aceita-se a contração da preposição com o pronome ou artigo do sujeito –“Está na hora da onça beber água.” (exemplo do mestre Evanildo Bechara).CUIDADO!Para analisar adequadamente a construção, devemos dispor os termos da oração na ordemdireta.Lembra-se da pegadinha em que o Bill Gates caiu? “Para ____ estar aqui é um prazer imenso.”Como é mesmo que se preenche essa lacuna? Com “eu” ou “mim”?Devemos perguntar ao verbo quem é o seu sujeito: o que é um prazer imenso?Resposta: estar aqui.
  • 6. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoEntão, colocando os termos na ordem direta (SUJEITO – VERBO – COMPLEMENTO): “ESTAR AQUI (sujeito) é um prazer para ____ .”Agora ficou mais fácil, não é? Após preposição, coloca-se um pronome oblíquo, desde queesse pronome não seja o sujeito de uma forma verbal. Então, devemos completar com mim.Na ordem original seria “Para mim estar aqui éum prazer imenso.”. Uma vírgula após mimcairia bem, já que iria mostrar que esse pronome não é o sujeito do verbo estar, que, aliás, éimpessoal (“Para mim, estar aqui é um prazer.”). Todavia, essa vírgula não é obrigatória (masisso é outro assunto...).Preencha, agora, as lacunas das seguintes orações: “O amor entre ____ e ____ morreu.” (eu / mim – tu / ti).Como você completaria?Vamos começar identificando o sujeito: quem/o que morreu? Resposta: o amor.Bem, se após preposição, devemos empregar o pronome oblíquo, ficaria “Oamor entre mim e ti morreu.”.“Entre ____ pedir e ____ fazeres, há grande distância.” (eu / mim – tu / ti).Como fica agora?Como o pronome que irá ocupar a primeira lacuna será o sujeito do verbo pedir.Quem vai pedir? Resposta: eu. Então, só podemos colocar um pronome reto (é quem exerceas funções de sujeito e de predicativo do sujeito - aula sobre pronomes). O mesmo acontececom o sujeito do verbo fazer. Assim, a forma é “Entre eu pedir e tu fazeres, há grandedistância.” CONJUNÇÃODEFINIÇÃOSão vocábulos de função estritamente gramatical, utilizados para o estabelecimento da relaçãoentre dois termos na mesma oração ou entre duas orações, que formam um período composto.Assim como a preposição, não tem significado nem função sintática.CONCEITOS FUNDAMENTAIS1. FRASE – É a unidade mínima de sentido completo na comunicação. Pode ser simples(Fogo!) ou complexa, formada por diversas orações. Pode conter verbo ou não.2. ORAÇÃO – é a frase (ou elemento frasal) com estrutura que comporta sujeito e predicado.Há verbo, explicito ou oculto.
  • 7. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoNote a diferença entre frase e oração a partir dos seguintes exemplos: Que mulher insuportável! Aquela mulher é insuportável!Na primeira, a opinião é apresentada de forma direta, sem verbo. Já na segunda, a mesmaopinião é apresentada sob uma estrutura oracional (com sujeito e predicado).3. PERÍODO – é a estrutura composta por uma ou mais orações, dividindose, assim, emperíodo simples e composto.3.1 - Período Simples – apresenta a oração absoluta. Estou muito feliz.3.2 - Período Composto – apresenta mais de uma oração, que podem estar em coordenação(independentes) ou em subordinação (uma exerce função sintática na outra – relação dedependência).Por que esta nomenclatura: subordinada e coordenada?Pense bem – são coordenadas estruturas que não dependem uma da outra, ou seja,caminham paralelamente. Já as subordinadas exercem influência uma na outra, ou seja, umaestrutura exerce alguma função sintática (sujeito, objeto direto, objeto indireto etc.) na outraestrutura, estabelecendo, assim, uma relação de subordinação.CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕESOração Absoluta – é a oração que forma um período simples. Há somente uma oração noperíodo. Por isso, é absoluta, vitaminada, poderosa... é única!Orações Coordenadas – são orações independentes entre si. Não exercem função sintáticaumas nas outras.Por serem equivalentes, uma não é mais importante do que a outra. O que difere é a presençade uma conjunção em uma delas.Por síndeto, temos o conceito de “ligação, junção”. Por isso, chamam-se assindéticas asorações que não são introduzidas por conjunção (assindéticas →“a” = prefixo de negação,ausência = sem síndeto → não possuem o elemento de ligação).Conseqüentemente, as que recebem conjunção coordenativa se chamam sindéticas.As conjunções coordenativas podem ser aditivas, adversativas, alternativas, conclusivasou explicativas.
  • 8. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoOrações Subordinadas – são orações que, como o nome já diz, se subordinam, ou seja,exercem função sintática em outra oração. Por isso, falamos em oração principal e oraçãosubordinada.A oração subordinada exerce alguma função sintática na oração principal e pode se ligar a elapor meio das conjunções. Essa função sintática pode ser própria de um adjetivo (oraçãosubordinada adjetiva), de um substantivo (oração subordinada substantiva) ou de umadvérbio (oração subordinada adverbial): - Adjetivas – do mesmo modo que os adjetivos fazem referência a substantivos (calça clara, roupa velha), os pronomes relativos se referem aos substantivos presentes em orações antecedentes - são os referentes. Por isso, os pronomes relativos dão início a orações subordinadas adjetivas, que podem ser restritivas (restringir o conceito do substantivo) ou explicativas (explicar seu conteúdo, alcance ou conceito).PRONOMES RELATIVOS SEMPRE INICIAM ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS. - Substantivas - As orações subordinadas substantivas (também já vimos) são iniciadas pelas conjunções integrantes. Uma boa dica para identificar uma oração subordinada substantiva (e, conseqüentemente, a conjunção integrante) é substituir a oração iniciada pela conjunção pelo pronome substantivo ISSO. Veja estes exemplos: 1 - “Eu quero | que você me deixe em paz.” – “Eu quero ISSO.” – Então, “que você venha” equivale a um substantivo (Eu quero sossego./Eu quero paz.). É, portanto, uma oração subordinada substantiva. A função sintática exercida pelo substantivo é objeto direto (Alguém quer alguma coisa = Eu quero isso = que você me deixe em paz), e por isso a oração se chama: oração subordinada substantiva objetiva direta. 2 - “É preciso | que você preste bastante atenção.” – “É preciso ISSO.” – “que você preste bastante atenção” é uma oração subordinada substantiva. Como o pronome exerce a função de sujeito (Isso é preciso), a oração se chama: oração subordinada substantiva subjetiva.CONJUNÇÕES INTEGRANTES SEMPRE INICIAM ORAÇÕES SUBORDINADASSUBSTANTIVAS. - Adverbiais - Finalmente, as orações subordinadas adverbiais são iniciadas por uma conjunção adverbial, que pode expressar uma das seguintes circunstâncias: causa, comparação, concessão, condição, consecução, conformidade, finalidade, proporcionalidade, temporalidade.CONJUNÇÕES ADVERBIAIS SEMPRE INICIAM ORAÇÕES SUBORDINADASADVERBIAIS
  • 9. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoEsses conceitos fundamentais foram apresentados para que se compreenda o papel dasconjunções, que é o de ligar elementos dentro de uma oração ou ligar orações entre si,formando períodos compostos.Não se preocupe com esses “nomes e sobrenomes” das orações. Aguarde a próxima aula,sobre Períodos.EMPREGO DAS CONJUNÇÕESAs conjunções podem ser usadas em orações coordenadas (conjunções coordenativas) ousubordinadas (conjunções subordinativas).DICA IMPORTANTE: NÃO SE CLASSIFICA UMA ORAÇÃO SOMENTE PELACONJUNÇÃO INTRODUZIDA POR ELA.Deve-se observar o valor que essa conjunção emprega ao período para, somente então,classificá-la.CONJUNÇÕES COORDENATIVAS:A conjunção que relaciona termos ou orações de idêntica função gramatical tem o nome deCOORDENATIVA. O tempo e a maré não esperam por ninguém. Ouvi primeiro e falai por derradeiro. • ADITIVAS – possuem a função de adicionar termos ou orações de mesma função gramatical – e, nem, não só... mas também (séries aditivas enfáticas) • ADVERSATIVAS – estabelecem uma relação de contraste entre os termos ou orações – mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto,porém, enquanto • ALTERNATIVAS – unem orações independentes (coordenadas), indicando sucessão de fatos que se negam entre si ou que são mutuamente excludentes (a ocorrência de um exclui a do outro) – ou, ora, nem, quer, seja (repetidos ou não) • CONCLUSIVAS – exprimem conclusão em relação à(s) oração(ões) anterior(es) – pois (no meio da oração subordinada), portanto, logo, por isso, assim, por conseguinte • EXPLICATIVAS – a oração subordinada explica o conteúdo da oração principal – pois (no início da oração subordinada), porque, que, porquantoCONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS:Denominam-se SUBORDINATIVAS as conjunções que ligam duas orações, uma das quaisdetermina ou completa o sentido da outra.Eram três da tarde quando cheguei. (a oração exerce a função de advérbio de momento)Pediram-me que definisse o contexto da tese. (a oração exerce a função de objeto direto doverbo PEDIR – Pediram-me isso.)
  • 10. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoNas locuções conjuntivas, geralmente a última palavra é que.As conjunções subordinativas dividem-se em: INTEGRANTES e ADVERBIAIS.INTEGRANTES – são apenas duas (graças a Deus!) – que e se .Elas sempre iniciam ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS, ou seja, orações queestão no lugar de um substantivo.Por isso, exercem funções sintáticas próprias dos substantivos – sujeito, objeto direto, objetoindireto, complemento nominal, predicativo do sujeito, agente da passiva etc.Aproveitando o exemplo já apresentado: Pediram-me que definisse o contexto da tese.O verbo pedir é bitransitivo na oração (Alguém pede alguma coisa a alguém.).Isso significa que o verbo possui um complemento indireto (representado pelo pronome “me”) eum complemento direto (representado pela oração “que definisse o contexto da tese”).Como a oração está no lugar de um substantivo (Pediram-me paciência.), é uma oraçãosubordinada substantiva.ADVERBIAIS – iniciam orações subordinadas adverbiais. As circunstâncias expressas pelasorações podem ser:• CAUSAIS – a oração exprime causa em relação a outra oração – porque, pois, que, umavez que, já que, porquanto, desde que, como, visto que, por isso que• COMPARATIVAS – subordinam uma oração a outra por meio de comparação ou confrontode idéias – que, do que (antecedidas por expressões mais, menor, melhor, pior etc.), (tal)qual, assim como , bem como• CONCESSIVAS – apresentam idéias opostas às da oração principal – embora, apesar de,mesmo que, ainda que, posto que, conquanto, mesmo quando, por mais que• CONSECUTIVAS – apresentam a conseqüência para um fato exposto na oração principal –(tanto/tamanho(a)/ tão) que, de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que• CONFORMATIVAS – expressam conformidade em relação ao fato da oração principal –conforme, segundo, consoante, como (no sentido de conforme)• FINAIS – apresentam a finalidade dos atos contidos na oração principal – a fim de (que),para que, porque, que• PROPORCIONAIS – expressam simultaneidade e proporcionalidade dos fatos contidos naoração subordinada em relação aos fatos da oração principal – à proporção que, à medidaque, quanto mais (tanto),quanto menos (mais/menos)• TEMPORAIS – indicam o tempo/momento da ocorrência do fato expresso na oração principal– quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas, toda vez que, mal, sempre que
  • 11. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoPara a prova, duas providências são necessárias:- MEMORIZAR o significado de algumas dessas conjunções (especialmente as sublinhadas,que não estão no nosso linguajar cotidiano);- ANALISAR o contexto para identificar a circunstância expressa pela oração subordinada.Não basta memorizar essa lista (aliás, essa providência é infrutífera – memorize apenas asconjunções inusitadas). Útil é compreender as circunstâncias em que devam serempregadas. TABELA DAS CONJUNÇÕES ADITIVAS ADVERSATIVASCOORDENADAS ALTERNATIVAS CONCLUSIVAS EXPLICATIVAS INTEGRANTES (iniciam orações subordinadas substantivas) CONCESSIVASSUBORDIDADAS CONSECUTIVAS CONFORMATIVAS ADVERBIAIS FINAIS (INICIAM ORAÇÕES CAUSAIS SUBORDINADAS COMPARATIVAS ADVERBIAIS ) PROPORCIONAIS TEMPORAIS
  • 12. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoQUESTÕES DE FIXAÇÃO1 - (NCE UFRJ / ADMINISTRADOR PIAUÍ / 2006)“...[a droga é] usada pelo adolescente da periferia para viajar ao paraíso por alguns instantes”;a alternativa abaixo em que a utilização de um desses vocábulos apresenta o mesmo valorsemântico presente nesse segmento destacado do texto é:(A) “se espalha para a multidão de gente pobre”;(B) “o bacilo da tuberculose, que, por via aérea...”;(C) “irá parar nos pulmões dos que passarem por perto”;(D) “é provável que se organize para acabar com as causas”;(E) “dirigidos por fundações privadas”.2 - (NCE UFRJ / ADMINISTRADOR PIAUÍ / 2006) TEXTO – A SAÚDE E O FUTURODráuzio Varella – Reflexões para o futuroFicaremos sobrecarregados, pagando caro pela ignorância e irresponsabilidade do passado.Acharemos inacreditável não havermos percebido em tempo, por exemplo, que o vírus daAids, presente na seringa usada pelo adolescente da periferia para viajar ao paraíso poralguns instantes, infecta as mocinhas da favela, os travestis da cadeia, as garotas da boate, omeninão esperto, a menininha ingênua, o senhor enrustido, a mãe de família e se espalhapara a multidão de gente pobre, sem instrução e higiene. Haverá milhões de pessoas comAids, dependendo de tratamentos caros e assistência permanente. Seus sistemasimunológicos deprimidos se tornarão presas fáceis aos bacilos da tuberculose, que, por viaaérea, irão parar nos pulmões dos que passarem por perto, fazendo ressurgir a tuberculoseepidêmica do tempo dos nossos avós. Sífilis, hepatite B, herpes, papilomavírus e outrasdoenças sexualmente transmissíveis atacarão os incautos e darão origem ao avesso darevolução sexual entre os sensatos.No caldo urbano da miséria/sujeira/ignorância crescerão essas pragas modernas e outrasimergirão inesperadas. Estará claro, então, que o perigo será muito mais imprevisível do queaquele representado pelas antigas endemias rurais: doença de Chagas, malária,esquistossomose, passíveis de controle com inseticidas, casas de tijolos, água limpa e farta.Assustada, a sociedade brasileira tomará, enfim, consciência do horror que será pôr filhos emum mundo tão inóspito. Nessas condições é provável que se organize para acabar com ascausas dessas epidemias urbanas. Modernos hospitais sem fins lucrativos, dirigidos porfundações privadas e mantidos com o esforço e a vigilância das comunidades locais, poderãodemocratizar o atendimento público. Eficientes programas de prevenção, aplicados emparceriacom instituições internacionais, diminuirão o número de pessoas doentes.Então virá a fase em que surgirão novos rebeldes sonhadores, para enfrentar o desafio deestender a revolução dos genes para melhorar a qualidade de vida dos que morarem naperiferia das grandes cidades ou na imensidão dos campos brasileiros.
  • 13. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoA alternativa em que a preposição destacada tem valor semântico de meio é:(A) “para acabar com as causas dessas epidemias”;(B) “aplicados em parceria com instituições internacionais”;(C) “passíveis de controle com inseticidas”;(D) “mantidos com o esforço e a vigilância das comunidades locais”;(E) “Haverá milhões de pessoas com Aids”.3 - (NCE UFRJ / INPI - ANALISTA MARCAS / 2005)“... sob novo signo.”; nesse segmento o autor empregou corretamente a preposição sob; o itemabaixo em que houve troca entre sob/sobre é:(A) Sob esse aspecto, a economia vai mudar;(B) A economia foi analisada sob vários pontos de vista;(C) A industrialização virá sob um novo governo;(D) O congresso vai discutir sob política econômica;(E) A industrialização foi feita sob pressão de grupos.4 – (NCE UFRJ / ARQUIVO NACIONAL Agente Adm./ 2006)“Havia controvérsias quanto à veracidade dos fatos”; a forma abaixo que ALTERA o sentidooriginal desse segmento do texto é:(A) quanto à veracidade dos fatos, havia controvérsias;(B) em relação à veracidade dos fatos, existiam controvérsias;(C) no que diz respeito à veracidade dos fatos, havia controvérsias;(D) afora a veracidade dos fatos, havia controvérsias;(E) quanto à veracidade dos fatos, controvérsias havia.5 - (NCE UFRJ / AGER) TEXTO – NÃO Salomão Rabinovich (Psicólogo) A adolescência tem características particulares. São próprias dela a prepotência, a luta pela auto-afirmação, a sensação de que se pode tudo. Mas é sabido que, nessa fase da vida, somos inexperientes, inseguros, mais desatentos e um tanto desengonçados. Os jovens ainda estão em fase de crescimento, e o desenvolvimento biológico ainda não está completo. Por todos esses motivos, não é recomendável dar a carteira de motorista a um menor de 18 anos. O Brasil é campeão mundial de acidentes de carro. O trânsito em nossas grandes cidades é caótico e violento. Os motoristas com idade entre 18 e 25 anos são os que mais correm e por isso a incidência de acidentes é maior nessa faixa etária. Desde o início do ano, temos o novo Código de Trânsito Brasileiro que vem sendo criticado por ser rigoroso demais, e é nesse contexto que se deseja dar a carteira de motorista aos maiores de 16 anos. Para quê? Não é possível esperar dois anos para começar a dirigir? Ser contra esse projeto de lei não é ser contra os jovens. Quando um adolescente vota, ele pode até estar fazendo uma escolha errada, mas ainda assim terá aprendido a exercer sua cidadania. Com um voto, porém, ele não vai morrer nem matar – o que pode acontecer se estiver dirigindo um carro. As vítimas, suas famílias e as pessoas que causaram acidentes sabem como é doloroso conviver com isso, principalmente quando um jovem morre ou fica inválido. Para ser contra a carteira de motorista para maiores de 16 anos, basta visitar os hospitais das grandes cidades e ver o estrago que a morte de um adolescente causa. Já
  • 14. O nosso objetivo é a sua Aprovaçãotemos muitos problemas para resolver em relação ao trânsito e aos jovens brasileiros. Nãoprecisamos de mais esse.O item em que o emprego da preposição em destaque está preso a umanecessidade gramatical e não de sentido é:(A) “...a sensação DE que se pode tudo”;(B) “POR todos esses motivos...”;(C) “DESDE o início do ano...”;(D) “PARA quê?”;(E) “Ser CONTRA esse projeto de lei...”.6 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006)Podemos ser operados com anestesia, suavizar dores com analgésicos.As duas ocorrências da preposição com no trecho acima expressam,respectivamente, o sentido de:(A) meio e modo.(B) meio e meio.(C) modo e meio.(D) modo e modo.(E) companhia e instrumento.7 - (NCE UFRJ / Inspetor de Polícia / 2001)“Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gentepensa que não vão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça.”; ocomentário correto sobre esse segmento do texto é:a) os três quês do texto pertencem à idêntica classe gramatical;b) a expressão a gente, por dar idéia de quantidade, deve levar o verbo para o plural;c) a forma verbal vão deveria ser substituída pela forma vai;d) a forma verbal vão dar transmite idéia de possibilidade;e) a última oração do texto restringe o sentido do substantivo raciocínio.8 - (UnB CESPE/Banco do Brasil/2002) De olho no que julgam ser a maior oportunidade de negócios nos próximos anos em todo o mundo, as empreiteiras brasileiras articulam a formação de grandes consórcios a fim de disputar com mais chances de vitória as licitações para a ampliação do canal do Panamá. O lobby que o presidente Fernando Henrique Cardoso fez pessoalmente em março, durante visita ao Panamá, é uma clara manifestação de que as empresas brasileiras contam com boas chances de serem escolhidas. Daniel Rittner. “Ampliação do canal do Panamá atrai empreiteiras”. In: Valor Econômico, 3/5/2002, p. A12.Na linha 6, preservam-se o sentido textual e a correção gramatical ao se substituir o pronomerelativo “que” por qual, desde que também seja alterada a preposição “de” para da.9 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006)Curiosamente, no momento em que os marxistas (e, com eles, a esquerda em geral)sublinhavam a significação crucial dos valores, da ética, a direita assumia a centralidade daeconomia e passava a acreditar que possuía a chave da compreensão correta (e da solução)dos problemas que nos afligem no presente.
  • 15. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoAssinale a alternativa correta quanto à classe gramatical e função sintática, respectivamente,das ocorrências da palavra QUE grifadas no trecho acima.CLASSE GRAMATICAL FUNÇÃO SINTÁTICA(A) pronome relativo adjunto adnominalconjunção integrante objeto diretopronome relativo sujeito(B) conjunção integrante complemento nominalconjunção subordinativa sem função sintáticaconjunção integrante objeto direto (C) preposição sem função sintáticapronome relativo objeto indiretoconjunção integrante sem função sintática (D) conjunção integrante sem função sintáticaconjunção subordinativa objeto indiretoconjunção subordinativa objeto direto (E) pronome relativo adjunto adverbialconjunção integrante sem função sintáticapronome relativo sujeito10 - (FCC / ICMS SP / 2006)Nem uma nem outra nasceram do acaso, mas são antes produtos de uma disciplinaconsciente. Já Platão a comparou ao adestramento de cães de raça. A princípio, esseadestramento limitava-se a uma reduzida classe social, a nobreza.Considere as afirmações que seguem sobre o fragmento transcrito, respeitado sempre ocontexto.I. A conjunção mas pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por “entretanto”.II. O advérbio Já introduz a idéia de que mesmo Platão percebera a similaridade que o autorcomenta, baseado na comparação feita pelo filósofo entre “cães de raça” e “nobreza”.III. A expressão A princípio leva ao reconhecimento de duas informações distintas na frase,uma das quais está subentendida.Está correto o que se afirma APENAS em(A) I.(B) II.
  • 16. O nosso objetivo é a sua Aprovação(C)) III.(D) I e II.(E) II e III.11 – (FCC / ICMS SP/2006)Escrito há cerca de setenta anos, / conserva a capacidade de atualização das páginas escritascom arte e verdade.Estaria explicitada a relação de sentido entre os dois segmentos destacados noperíodo acima caso iniciasse(A) o primeiro segmento por Uma vez.(B) o primeiro segmento por Porquanto.(C)) o primeiro segmento por Ainda que.(D) o segundo segmento por por isso.(E) o segundo segmento por de tal modo.12 - (BESC / ADVOGADO/ 2004)Assinale a alternativa em que se tenha usado corretamente o porquê.(A) Os perigos porque passamos fizeram-nos amadurecer.(B) Porque todos vão ficar calados você também vai ficar?(C) Não havia um por quê para a ausência da equipe.(D) Sem saber porque, todos ficaram atônitos.(E) Eles não se manifestaram, porquê?13 - (FGV/PREF.ARAÇATUBA/2001)Assinale a alternativa correta quanto ao uso de "porque", "porquê", "por que", "por quê".A. Não saiu por que chovia.B. Não sei por que brigamos.C. Respondi por quê tinha certeza.D. Porque você não correu?14 - (FGV / ICMS MS – ATI / 2006)Perguntei por que ele não tocava mais piano.Assinale a alternativa correta acerca do uso do porquê na frase acima.(A) A forma está correta, pois corresponde à preposição POR + o pronome relativo QUE.(B) A forma está correta, pois é uma conjunção, sendo, nesse caso, sempre grafada comoduas palavras.(C) A forma está correta, pois equivale a "por qual razão", caracterizando uma perguntaindireta.(D) A forma está incorreta, pois a forma com duas palavras só se usa em perguntas. O corretoseria PORQUE.(E) A forma está incorreta, pois, embora seja grafada com duas palavras, a forma QUE deverialevar acento circunflexo.15 - (ESAF/TRF/2002.1)Assinale a opção que, ao preencher as lacunas, torna o texto sintaticamente incorreto.___________ na execução de programas sociais no Nordeste, ______ no desenho dasrelações entre centros de pesquisa e empresas, um dos maiores problemas sempre foi o degarantir que os recursos cheguem ao seu destino e que sejam usados com inteligência.a) Seja / seja
  • 17. O nosso objetivo é a sua Aprovaçãob) Tanto / quantoc) Conquanto/ oud) Tanto / comoe) Quer/ quer16 - (FGV / ICMS MS – TTI / 2006) O brasileiro é como eu ou você. Já não digo como o presidente, pois este nem pecado tem, mas como eu, você ou o vizinho. O povo é bom e honesto. Como demonstrou um programa para auxiliar famílias pobres do interior. Os pobres não receberam a ajuda, que ficou com as famílias remediadas ou ricas mesmo.E, quando alguém que não precisa recusa essa ajuda, a gente dá uma festa e bota no jornal,apesar de ser acontecimento tão trivial.(João Ubaldo Ribeiro. O Globo, 22/05/2005)Em “Como demonstrou um programa para auxiliar famílias pobres do interior.”, a palavradestacada apresenta noção de:(A) causa.(B) comparação.(C) condição.(D) conformidade.(E) modo.17 - (FGV / Ministério da Cultura /2006) Mudou de idéia. Com 26 anos, percebeu que o hobby que tinha adquirido em Nova York se convertera em paixão. No final de 2004, veio com sua família para duas semanas de férias em São Paulo. "Como sempre tive muito interesse em estudar a América Latina, fui ficando." Soube então de uma experiência desenvolvida pelo colégio Miguel de Cervantes, criado por espanhóis, na vizinha Paraisópolis. (Gilberto Dimenstein. Folha de São Paulo, 12/04/2006)O vocábulo Como (L.3) introduz idéia de:(A) causa.(B) comparação.(C) concessão.(D) conseqüência.(E) explicação.18 - (FUNDEC / TRT 2ª Região / 2003)Fazendo-se a junção de pensamentos expressos nos dois períodos do terceiro parágrafo “nasúltimas décadas vem se formando ali um cinturão de miséria (...) _____ a região ostentaíndices de desenvolvimento humano tão desesperadores quanto o de alguns dos países maisatrasados da África” (linhas 17-23), com o cuidado de se manter o sentido original, poderiamser usados os conectivos abaixo relacionados, EXCETO:A) de modo que;B) tal que;C) tanto que;D) posto que;E) de sorte que.19 - (FCC / BANCO DO BRASIL / 2006)
  • 18. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoSomos todos da mesma espécie, mas o que encanta uns horroriza outros.Caso o período acima iniciasse com a frase O que encanta uns horroriza outros, umaconsecução coerente e correta seria:(A) dado que somos todos da mesma espécie.(B) embora se tratem todos da mesma espécie.(C) haja vista de que somos todos da mesma espécie.(D)) conquanto sejamos todos da mesma espécie.(E) posto que formos todos da mesma espécie.20 - (ESAF/TRF/2003) Leia o texto abaixo para responder à questão 07. O panorama da sociedade contemporânea sugere-nos incontáveis abordagens da ética. À medida que a modernidade — ou a pós-modernidade — avança, novas facetas surgem com a metamorfose do espírito humano e sua variedade quase infinita de ações. Mas, falar sobre ética é como tratar da epopéia humana. Na verdade, está mais para odisséia, gênero que descreve navegações acidentadas, lutas e contratempos incessantes, embates de vida e morte, ilusões de falsos valores como cantos de sereias, assédios a pessoas e a propriedades, interesses contraditórios de classes dominantes figuradas pelos deuses, ora hostis ora favoráveis. As aventuras de Ulisses sintetizam e representam o confronto de ideais nobres e de paixões mesquinhas. Não obstante narram-se também feitos de abnegação, laços de fidelidade entre as pessoas e suas terras, lances de racionalidade e emoção, a perseverança na reconquista de valores essenciais. Os mitos clássicos são representações de vicissitudes humanas e situações éticas reais.Em relação ao texto, assinale a opção correta.a) Em “sugere-nos”(l.1) o pronome enclítico exerce a mesma função sintática do “se” em“narram-se”(l.10).b) Ao se substituir “À medida que”(l.2) por À medida em que, preservam-se as relaçõessemânticas originais do período.c) A preposição “com”(l.3) está sendo empregada para conferir a idéia de comparação entre“novas facetas”(ls.2-3) e “metamorfose do espírito humano”(l.3).d) A expressão “Na verdade, está mais para odisséia”(l.4-5) e as informações que se sucedempermitem a inferência de que “epopéia”(l.4) não traria a noção de dificuldades, fracassos.e) O período permaneceria correto se a preposição na expressão “confronto de ideais”(ls.9-10)fosse, sem outras alterações no período, substituída por entre.21 - (ESAF/TRF/2003) A ciência moderna desestruturou saberes tradicionais, e seu paradigma mecanicista, que encara o mundo natural como máquina desmontável, levou a razão humana aos limites da perplexidade, porquanto a fragmentação do conhecimento em pequenos redutos fechados se afasta progressivamente da visão do conjunto. A excessiva especialização das partes subtrai o conhecimento do todo. Daí resulta a dificuldade teórica e prática para que o espírito humano se situe no tempo e no espaço da sua existência concreta. (José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, SãoPaulo: Senac, 2002)Em relação ao texto, julgue a assertiva abaixo.- Ao se substituir a conjunção “porquanto”(l.3) pela conjunção porque, as relações sintáticas esemânticas do período são mantidas.
  • 19. O nosso objetivo é a sua Aprovação22 - (ESAF/Oficial de Chancelaria/2002)Assinale a opção em que uma das duas sugestões não preenche corretamente a lacunacorrespondente.A diplomacia defende e projeta no exterior os interesses nacionais, _____1______que elaprocura melhorar a inserção internacional do país que representa. ____2____ ela não criainteresses ____3_____pode projetar o que não existe. O país que se encontra por trás dadiplomacia é o único elemento _____4________ela pode operar.______5________, adiplomacia só poderá responder adequadamente às transformações do cenário internacionalse essas transformações forem, de alguma forma, internalizadas pelo país.(Adaptado de www.mre.gov.br, Comissão de Relações Exteriores da Câmara dosDeputados)a) 1 - da mesma forma / do mesmo modob) 2 - Entretanto / Todaviac) 3 - nem / tão poucod) 4 - a partir do qual / com base em quee) 5 - Por isso / Por conseguinte23 - (ESAF/Gestor Fazendário MG/2005)A economia brasileira apresentou um bom desempenho ano passado, incentivada,principalmente, por anterior queda nos juros e pelo crescimento das vendas do país no exterior.____(a)___este ano, um desses motores está ausente. ___(b)___ o Banco Central, paracombater a inflação, vem elevando seguidamente a taxa básica, hoje situada em 19,25% aoano. ____(c)____, os juros altos estão contribuindo para frear o crescimento econômico, masnão a inflação._____(d) _____o ganho com a queda da inflação é pequeno, se comparado àperda no crescimento econômico. Não se defende por meio dessa comparação, o aumento daprodução a qualquer custo. _____(e)_____o objetivo é expor a atual ineficácia do aumento dosjuros sobre a inflação. O outro motor importante para o crescimento de 2004 (as exportaçõesbrasileiras), no entanto, continua presente este ano, com ótimo desempenho. (Inflação e crescimento. Opinião.Correio Braziliense, com adaptações)Desconsiderando o emprego de letras maiúsculas e minúsculas, assinale a opção que, aopreencher a lacuna, mantém o texto coeso, coerente e gramaticalmente correto.a) Haja vista queb) Apesar dec) Entretantod) Emborae) Tão pouco24 - (ESAF/Assistente de Chancelaria/2002)Assinale a opção em que ao menos um dos conectivos propostos para preencher a lacunaprovoca incoerência textual ou erro gramatical.O Brasil é um país grande, diversificado _____(a)_____ visto como uma promessa que parecenunca se realizar. O potencial existe, _____(b) _____ há algo bloqueando o Brasil. Acho que éuma combinação de fatores como o sistema político e o modo de trabalhar do cidadão, poucoengajado nos problemas da sociedade, ______(c) _____ é muito freqüente o brasileiro elegerpolíticos por seu nível de popularidade, sem avaliar seus programas e ações. É um país muitoimportante para a economia mundial, _____(d) _____ sermos sempre decepcionados. É,______(e) _____, um desafio delicado entender por que as coisas não acontecem rapidamenteno Brasil.
  • 20. O nosso objetivo é a sua Aprovação (Michel Porter, Veja, 5/12/2001, com adaptações)a) e / masb) entretanto / masc) já que / poisd) embora / apesar dee) contudo / portanto GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTÕES DE FIXAÇÃO1–DA preposição para pode assumir, dentre outros, os seguintes valores:- em relação ao espaço, direção: Ele vai para Curitiba.Note que há uma significativa distinção do verbo acompanhado da preposição para em relaçãoao mesmo verbo acompanhado da preposição a. No primeiro caso, apresenta-se um valor depermanência (Vou para Curitiba = Vou ficar um longo tempo em Curitiba) muito maior do queno segundo (Vou a Curitiba – Vou passar um tempo em Curitiba.).- tempo: Ele deixou o trabalho para segunda-feira.- de finalidade: Ele não responde para não se aborrecer.A preposição empregada no segmento do enunciado tem valor adverbial, apontando afinalidade do uso da droga: para “viajar” ao paraíso (note o valor transitório da preposição “a”nessa oração – viajar ao paraíso = “vai, mas volta logo”). O sentido da preposição “para” é afinalidade.Esse mesmo sentido é apresentado na estrutura da opção d: “é provável que se organize paraacabar com as causas” (para = a fim de) Já a preposição por pode apresentar os seguintesaspectos (dentre outros):- caminho, percurso: Ele anda pelos campos.- de tempo: Por um minuto, pensei em você.- circunstancial: Ele contou tudo, tim-tim por tim-tim (de modo). Pelas mãos do escultor, surgea obra (de meio).- agente da passiva - A instituição foi administrada por ela no ano passado.Na expressão “por alguns instantes”, há a indicação de tempo. Isso não se repete nas demaisopções:- b – pelas vias aéreas (meio);- c – por perto (proximidade).- e - a preposição introduz o agente da passiva: (são) dirigidos por fundações privadas.2–CPara identificar a construção que indica “meio”, será válida a troca da preposição por pelaexpressão “por meio de”.Uma opção que poderia suscitar dúvidas seria a de letra d: mantidos com o esforço e avigilância das comunidades locais. Contudo, a expressão introduzida pela preposição nãoapresenta os “meios”, como seria em “mantidas com recursos do governo federal = por meiodos recursos”. Ela denota o “apoio” com que os hospitais poderiam contar.
  • 21. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoSó há uma opção em que aquela troca é possível: c - “passíveis de controle [por meio de]inseticidas”.3–DHá significativa distinção entre as preposições sob e sobre. A primeira (sob) significa “debaixode” e pode ser usada em expressões como “sob esse aspecto, sob uma condição, sob odomínio de, sob o governo de” – sempre com a idéia de subordinação.Já a preposição sobre pode exprimir valor de “acima de” (posição), “a respeito de” (assunto),dentre outras acepções.Por isso, o gabarito é a letra d: alguém discute “a respeito de” alguma coisa.Então, a preposição adequada seria sobre: “O congresso vai discutir sobre políticaeconômica”.4–DConstruída a partir da contração da preposição “a” com o advérbio “fora”, a expressão “afora”(escrita assim mesmo, tudo junto) pode ser classificada como:- um advérbio: “Viajando pelo mundo afora, na cidade que não tem mais fim” (letra de “ÀFrancesa”, de Cláudio Zoli e Antônio Cícero, sucesso de Marina Lima– quem tem cerca de 30 anos certamente se lembra dessa, não é?) - uma preposição, comvalor de:→ “além de”: Afora os percalços do caminho, encontramos também pessoas ingratas.→ “exceto, salvo”: Encontramos dificuldade no caminho, afora neste trecho que foi reformado.Por isso, está empregada de forma inapropriada na opção d.5–AAs preposições podem ser usadas para apresentar circunstâncias (em adjuntos adverbiais) ouem função de exigências gramaticais (objeto indireto, complemento nominal, agente dapassiva).Em “a sensação de que se pode tudo”, a regência do substantivo sensação exige a preposiçãode. Essa é a resposta.Nas demais ocorrências, a preposição introduz elementos circunstanciais à oração.6–CPara não errar, tenha em mente que a preposição com atribui circunstância de meio quandopuder ser substituída pela expressão “por meio de”.Vamos testar: - “Podemos ser operados por meio de anestesia...”Isso não faz sentido algum!“Com anestesia” é o modo pelo qual o sujeito será operado. Para identificar essa circunstânciamais facilmente, imagine um dentista perguntando ao seu cliente: “como o senhor deseja sertratado, com ou sem anestesia?” – ou seja, “de que modo quer ser tratado?”. - “... suavizar dores por meio de analgésicos”Agora, sim! Os analgésicos serão os meios pelos quais as dores serão suavizadas.Assim, as circunstâncias apresentadas são, respectivamente, de modo e de meio.7–EAgora, iremos tratar da diferença entre PRONOME RELATIVO e CONJUNÇÃO INTEGRANTE.
  • 22. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoA primeira, já vimos, inicia uma oração subordinada adjetiva.A segunda, uma oração subordinada substantiva.Mas, como fazer essa distinção na oração? Afinal de contas, a palavra QUE pode, dentreoutras coisas, ser um pronome relativo (chamado de pronome relativo universal) ou umaconjunção integrante.Será pronome relativo quando tiver um referente, ou seja, um substantivo ou pronomesubstantivo pertencente à oração anterior ao qual irá se referir (por isso, o termo “referente”).Já como conjunção integrante, não. Por ter valor de substantivo, essa oração pode, regra geral,ser substituída pelo pronome ISSO.Vamos aos exemplos: O rapaz que conheci viajou.Esse período é composto por duas orações.Oração 1: O rapaz viajou (principal) – que rapaz é esse?Oração 2: que conheci (oração subordinada)A palavra que está no lugar do substantivo rapaz (Eu conheci o rapaz).Então, essa palavra é mesmo um pronome relativo.A “oração 2” é uma oração subordinada adjetiva e exerce a função sintática de adjuntoadnominal, pois atribui ao substantivo rapaz uma característica (não é qualquer rapaz, mas o“rapaz que conheci”). Eu reconheço que errei.Esse período também é composto por duas orações.Oração 1: Eu reconheço (principal)Oração 2: que errei. (oração subordinada)A segunda oração poderia ser substituída pelo pronome ISSO: Eu reconheço isso.Essa palavra que é, portanto, uma conjunção integrante e a oração é uma oração subordinadasubstantiva.Alguém reconhece alguma coisa. No lugar de “alguma coisa”, está a oração.Ela exerce a função sintática de objeto direto da oração principal (Eu reconheço isso = “queerrei”). Por isso, é chamada de “oração subordinada substantiva objetiva direta”. Já estamoscomeçando a nos acostumar com essa nomenclatura, que será objeto de estudo do próximoencontro.
  • 23. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoVamos, agora, analisar os “quês” que surgiram no enunciado.“Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gente pensa que nãovão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça.”Como disse o esquartejador, “vamos por partes” (horrível essa, mas não pude resistir):“... um desses debates universitários que a gente pensa que não vão dar em nada”Vamos substituir o pronome pelo substantivo correspondente e colocar na ordem direta:A gente pensa que esses debates universitários não vão dar em nada.O primeiro “que” está no lugar de “esses debates universitários”.Já o segundo (a gente pensa que...) inicia uma oração que poderia ser substituída pelopronome isso:A gente pensa ISSO. (Sim, o verbo pensar também pode ser transitivo direto – consulte umbom dicionário de regência verbal, no caso de dúvida).É, então, uma conjunção integrante.2) “... ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça”O que não saiu mais da cabeça? Resposta: um raciocínio.Em seu lugar, foi empregada a palavra que (que não me saiu mais da cabeça).Ela é, portanto, um pronome relativo.Assim, segundo a ordem de aparecimento, os três “quês” são:Pronome relativo / conjunção integrante / pronome relativo.Vamos, agora, analisar as opções:a) ERRADA – eles não pertencem à mesma classe gramatical: o segundo é uma conjunçãointegrante, enquanto que os outros são pronomes relativos.b) ERRADA – a expressão a gente exige o verbo no singular, mesmo que indique váriaspessoas.c) ERRADA – a análise que fizemos já nos permite afirmar que o sujeito da locução verbal “vãodar” é “debates universitários” (A gente pensa que esses debates universitários não vão darem nada.).d) ERRADA – essa locução verbal equivale a “darão”, com o verbo no futuro do presenteindicando fato futuro e certo, e não uma possibilidade (verbo no futuro do pretérito ou no modosubjuntivo).
  • 24. O nosso objetivo é a sua Aprovaçãoe) CERTA – a oração “que não me saiu mais da cabeça” restringe o alcance da palavraraciocínio. É uma oração subordinada adjetiva restritiva.As orações subordinadas adjetivas podem ser restritivas ou explicativas.Veja o seguinte exemplo: Meu primo que é paulista esteve aqui.Pergunto: quantos primos eu tenho?De acordo com essa oração, certamente mais de um. Não houve pausa entre a primeiraoração (meu primo esteve aqui – oração principal) e a oração subordinada adjetiva que serefere a “primo”. Assim, essa oração adjetiva tem valor RESTRITIVO. De todos os primos quetenho, o que é paulista esteve aqui. O mineiro, não esteve; o baiano também não.Agora, mudo a oração adjetiva, colocando-a entre vírgulas: Meu primo, que é paulista, esteve aqui.Quantos primos eu tenho, segundo essa construção? Só um – o paulista.Isso porque a oração, com pausa, é EXPLICATIVA. Ela poderia ser omitida, afinal a informaçãoé dispensável: meu primo esteve aqui (eu só tenho um e ele é paulista!).Esses conceitos serão abordados novamente em aulas futuras.8 – Item INCORRETOA banca examinadora tentou enganar você, hem? Sugeriu simplesmente a troca de um “deque” por um “da qual”. Se você não fosse tão esperto(a), teria caído diretinho, não é mesmo?Ainda bem que você voltou ao texto e percebeu que esse “que” não era um pronome relativo,mas uma conjunção.(Foi exatamente isso que aconteceu, não é?!?!?!?!...rs...)Vamos analisar a construção.O lobby que o presidente Fernando Henrique Cardoso fez pessoalmente em março, durantevisita ao Panamá, é uma clara manifestação de que as empresas brasileiras contam comboas chances de serem escolhidas.Vamos simplificar: “O lobby (...) é uma clara manifestação DISSO ”.Mas “DISSO” o quê? Resposta: “de que as empresas brasileiras contam com boas chances deserem escolhidas”.Toda a oração complementa o substantivo “manifestação”. Sua função sintática é, portanto,complemento nominal.
  • 25. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoComo pudemos substituir toda a oração pelo pronome ISSO (conjugado com a preposição “de”formando DISSO), a oração é subordinada substantiva completiva nominal, e a palavra “que” éuma conjunção integrante.A essa altura do campeonato, você já deve ter decifrado o enigma dessa nomenclatura:oração subordinada substantiva completiva nominal.- oração subordinada (exerce função sintática na oração anterior);- substantiva (está no lugar de um substantivo);- completiva nominal (exerce a função sintática de complemento nominal).9–EJá aprendemos a distinguir um pronome relativo de uma conjunção integrante.Essa questão é uma ótima oportunidade de vermos, também, a função sintática que podem serexercidas.Primeira providência - verificar se o "que" se refere a algum termo antecedente (PRONOMERELATIVO) ou inicia uma oração substantiva (que pode ser substituída por "ISSO" -CONJUNÇÃO INTEGRANTE).1º. "no momento em que" - esse "que" se refere a momento – PRONOME RELATIVO (nessemomento)2º. "passava a acreditar que possuía a chave" - passava a acreditar NISSO – CONJUNÇÃOINTEGRANTE3º. "compreensão dos problemas que nos afligem" - "que" se refere a "problemas"-PRONOME RELATIVO (os problemas nos afligem).A ordem é, portanto, pronome relativo / conjunção integrante / pronome relativo.Vamos, agora, às opções - as letras a e e são as únicas que apresentam essa disposição (Játemos 50% de chances de ganhar o ponto!!!).Vamos, agora, analisar a função sintática dos termos.A conjunção integrante não exerce função sintática nenhuma – é só um conectivo (como nosindica o título da aula de hoje). Assim, podemos eliminar também a opção a, que indica afunção de objeto direto.Não caia nessa pegadinha!!!Para começar, o verbo acreditar é transitivo indireto – Alguém acredita em alguma coisa.Como o objeto indireto está sob a forma oracional, a preposição pode ser omitida (espero quevocê ainda se lembre dessa lição, hem????).Só que quem exerce a função de objeto indireto não é a conjunção, mas toda a oração quefoi iniciada por ela: “(em) que possuía a chave da compreensão ...”.
  • 26. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoOs pronomes relativos, sim, exercem funções sintáticas nas orações adjetivas que iniciam:1º. "no momento em que" - esse "que" se refere a momento - refere-se a uma informaçãocircunstancial (momento) - sua função é ADJUNTO ADVERBIAL.3º. "compreensão dos problemas que nos afligem" - "que" se refere a "problemas" - osproblemas nos afligem - a função é a de SUJEITO.A ordem seria, portanto: adjunto adverbial / sem função sintática / sujeito, confirmando,assim, a resposta: letra e.10 – CI – A partir deste item, veremos que não se pode afirmar a classificação de uma conjunção semverificar o valor que ela atribui ao período.Oração 1 = Nem uma nem outra nasceram do acasoOração 2 = São antes produtos de uma disciplina conscienteNote que não há divergência entre as duas orações. Pelo contrário, elas se completam: “nãonascem do acaso → são produtos de uma disciplina consciente”.Assim, o valor da conjunção mas para o período é de ADIÇÃO.Portanto, essa assertiva está INCORRETA.II – Note que o vocábulo “Já” equivale a “por sua vez”: “Já Platão a comparou ao adestramentode cães de raça” = “Platão, por sua vez, a comparou ao adestramento de cães de raça”.É estabelecida, portanto, uma relação contrária entre as orações – um afirma isso; outro, porsua vez, afirma aquilo. São argumentos que se encontram em direções opostas.Por isso, está INCORRETA a afirmação de que o pensamento do autor se assemelha ao dePlatão.III – Existe uma diferença entre a expressão “A princípio” e “Em princípio”.A primeira equivale a “primeiramente”, “em primeiro lugar”.Já a segunda significa “em tese”, dependente de confirmação posterior.Ao afirmar que “a princípio, esse adestramento limitava-se a uma reduzida classe social, anobreza”, podemos supor que, posteriormente, o “adestramento” se estendeu a outras classessociais. É essa a informação que está subentendida.Por isso, está CORRETA a afirmação do item III.
  • 27. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoA partir da próxima questão, vamos analisar o valor de algumas conjunções “cabeludas”.11 - CAs conjunções “uma vez que”, “por isso”, “porquanto”, “de tal modo” atribuem à oraçãosubordinada um valor causal (“por esse motivo”)Contudo, as orações “Escrito há cerca de setenta anos” e “conserva a capacidade deatualização das páginas escritas com arte e verdade” estão em campos semânticos opostos: oprimeiro indica antiguidade (“escrito há setenta anos”), enquanto que o segundo, suaatualidade (“conserva a capacidade de atualização”).Em virtude disso, a conjunção que se presta a unir as duas orações é “ainda que”, de valorconcessivo, ou seja, liga orações que apresentam idéias contrárias.12 – BEm vários livros voltados para concursos públicos há listas e mais listas sobre o “porque” esuas formas (separado com acento, separado sem acento, junto com acento, junto semacento).Primeiro devemos entender o motivo da acentuação do vocábulo.Quando o pronome ou a conjunção está no início ou no meio do período, normalmente apalavra é átona, chegando, por regionalismo, a ser pronunciada como “porqui”.Todavia, no fim do período, recebe ênfase e passa a ser forte, tônica. É por isso que, nessaposição, recebe o acento circunflexo (por quê). Também é acentuado o substantivo porquê,que, na mudança de classe gramatical, passou a ter uma tonicidade que, na forma de pronomeou conjunção, não tinha.Em resumo: recebe acento circunflexo o vocábulo tônico, quer pronome interrogativo no fim dafrase (“Eu preciso saber por quê.”), quer substantivo (“Ele não sabe o porquê da demissão.”).Assim ,em resumo, se for: - substantivo - (o/um/este)- é junto e com acento: porquê - conjunção (explicativa ou causal), é junto, sem acento – porque. - pronome relativo (que) acompanhado de preposição (por) – é separado e pode ser substituído por “pelo qual” e flexões: “Há muitas razões por que [pelas quais] tanta gente presta concurso público.” – por que. - preposição + pronome interrogativo (em pergunta direta ou indireta), ele é separado e apresenta a idéia de “por qual motivo / por qual razão”: “Não sei por que você não veio.” / “Por que você não veio?” / “Você não veio por quê?” (recebeu acento por ser tônico) – por que.Usa-se essa forma também como complemento de expressões como eis, daí e em outras emque esteja implícita a palavra “motivo” – “Eis por que (motivo) eu não irei à festa.” / “Estive
  • 28. O nosso objetivo é a sua Aprovaçãodoente, daí por que (motivo) não fui à festa.” / “Não há por que (motivo) você se aborrecercomigo.”.Vamos, agora, analisar as opções.A) O pronome relativo que substitui o substantivo “perigos”, enquanto que a construção exigea preposição por: “Nós passamos por perigos”. Como é uma preposição + pronome relativo,escrevem-se separadamente: Os perigos por que passamos.B) Cuidado com a pegadinha! O “porque” não é um pronome interrogativo que forme umaoração interrogativa. Essa ordem da oração nos leva a imaginar isso!Na verdade, colocando na ordem direta, a oração interrogativa seria: “Você também vai ficar(calado) porque todos vão ficar calados?”.Ou seja, em virtude de/ pela razão de / pelo motivo de todos ficarem calados, você tambémficará? Esse “porque” é uma conjunção causal, devendo ser grafada assim: porque. Por isso,está certa a grafia desse vocábulo.Realmente, essa questão foi muito maldosa!C) Agora, esse “porquê” é um substantivo. Prova disso é que está acompanhado de um artigoindefinido: um porquê. Assim, deve ser grafado com acento e tudo junto: porquê.D) Nessa oração, está subentendida a palavra “motivo”: “Sem saber por que (motivo), todosficaram atônitos”. Nesse caso, trata-se de uma preposição acompanhada de um pronomeinterrogativo, devendo ter a grafia separada – por que. Como o pronome está no fim daoração, recebe também um acento circunflexo por ser tônico: Sem saber por quê, todosficaram atônitos.E) Temos, aí, uma pergunta. Por isso, o vocábulo deve ser separado, mantendo o acento porser tônico: Eles não se manifestaram, por quê?Resolva, agora, a próxima, para fixar esses conceitos.13 – BA) A segunda oração apresenta o motivo pelo qual o sujeito da primeira oração não saiu. Essaé uma conjunção causal, devendo ser grafada como uma única palavra: Não saiu porquechovia → causa: chovia / conseqüência: não saiu.É muito tênue a linha divisória entre oração subordinada causal e a oração coordenadaexplicativa.Usando o exemplo acima, note a diferença entre estas duas orações: Não saiu porque chovia. (causal)
  • 29. O nosso objetivo é a sua Aprovação Não saia, porque está chovendo. (explicativa)Algumas dicas, colhidas aqui e ali, podem ajudar na classificação da oração.Compilei-as aqui e vamos analisá-las, uma a uma: I - na oração explicativa, normalmente há uma pausa, marcada no texto por uma vírgula antes da conjunção (como se observa no segundo exemplo); no entanto, se a oração principal for extensa, também é possível o emprego da vírgula antes da conjunção causal (ou seja, essa dica não ajuda muito...); II - após orações no imperativo, as orações são explicativas (como aconteceu na segunda oração): “Não venha, pois não estarei sozinha.” (Essa dica funciona mesmo!); III - enquanto a oração coordenada explicativa é independente da oração assindética (até mesmo por ser coordenada), a oração subordinada causal exerce a função sintática de adjunto adverbial na oração principal (Esse é o conceito e, por isso, foi mencionado. No fundo, não ajuda muito.); IV - se for possível a troca do “porque” pelo “que”, a oração é explicativa. Comparemos: “Não saiu porque estava chovendo.” – não posso substituir pelo que = é causal. / “Não saia, porque está chovendo.” – posso substituir pelo que (“Não saia, que está chovendo”) → explicativa. (Essa dica merece nota 7 – muitas vezes funciona mas pode furar...).Por ora, com a aplicação do método IV, confirmamos o valor causal da oração.Não seria possível a troca do “porque” pelo “que”.Esse “porque” é, portanto, causal.Voltemos às demais opções.B) Está CORRETA a construção. Note que está subentendida a palavra “motivo”:Não sei por que (motivo) brigamos.Assim, escreve-se separadamente.C) Mais uma vez, temos uma conjunção causal. Na segunda oração, apresentase o motivo denão ter respondido (oração principal): Respondi porque tinha certeza. Assim, a palavra deveser escrita juntinha – porque.D) Essa é uma oração interrogativa direta, devendo estar separado: Por que você nãocorreu?14 – CEssa é para encerrar essa série de “porquês”.
  • 30. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoVeja como o examinador exige que o candidato conheça o motivo da grafia, e não saia por aídecorando listas sem sentido.Temos uma pergunta indireta, em que está subentendida a palavra “motivo” ou “razão”. Assim,devemos escrever separadamente: Perguntei por que (motivo/razão) ele não tocava maispiano.15 - CEnquanto que as sugestões das opções a, b, d e e são conjunções alternativas oucomparativas, a conjunção “conquanto” é concessiva (equivalente a “embora”, “apesar de”), oque prejudicaria a coesão textual.16 – DNão dá certo decorar – é preciso entender. Veja os diversos valores da conjunção como.Em “O brasileiro é como eu ou você”, o “como” tem valor comparativo.Já no período em destaque, poderia ser substituída pela conjunção “conforme”:“Conforme demonstrou um programa para auxiliar famílias pobres do interior”.Assim, apresenta noção de conformidade – opção d.Veja, agora, a questão seguinte.17 – AAgora, esse mesmo vocábulo apresenta a seguinte idéia: “Porque sempre tive muito interesseem estudar a América Latina [por esse motivo], fui ficando” O valor da conjunção como é decausa, motivo, razão – conjunção causal.Note a relação de causa e conseqüência entre as duas orações:Causa → sempre tive muito interesse em estudar a América LatinaConseqüência → fui ficando18 – D“Posto que” é uma das “cabeludas”. Ela é equivalente a “ainda que”, “embora”, “mesmo que”.Esta locução conjuntiva não pode ser usada no sentido de porque, visto que, ou seja, nãoatribui valor de causa, mas de concessão (idéia contrária).A banca examinadora explorou exatamente essa forma que, na linguagem coloquial, tornou-secomum, sem obter abono da norma culta.Trate logo de sublinhar essa expressão em seu material e guardar na memória – posto queequivale a embora.As demais atribuem à segunda oração um valor consecutivo:
  • 31. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoCAUSA CONJUNÇÃO CONSEQÜÊNCIAFormação de um → de modo que tal → A região ostentacinturão de que tanto que índices demiséria de sorte que desenvolvimento humano desesperadores19 - DA idéia entre as duas orações é contrária. Deve-se usar, portanto, uma conjunção adversativaou concessiva. Por isso, foi corretamente usada a conjunção conquanto.Ela é parecida com a que vimos anteriormente: porquanto (questão 11)As duas são raramente usadas e poderiam levar a alguma confusão.Então, seus problemas acabaram!!!!Vamos traçar um paralelo entre elas (que são parecidas) para guardar seus significados:Porquanto – por causa de (causal ou explicativa)Conquanto – concessivaGostou do método de memorização? Ah, não... então, invente o seu!Voltando à análise da questão.O enunciado exige que se observe, também, a correção gramatical da proposta.Estão incorretas as demais sugestões pelos motivos que se seguem. (A) A conjunção “dado que” atribui um valor causal à oração (uma vez que, por causa de), quando o que se busca é um valor concessivo ou adverso. (B) O erro não está na conjunção, mas na flexão do verbo “tratar” que, acompanhado do pronome “se”, forma sujeito indeterminado: “embora se trate da mesma espécie”. (C) Além de ser inapropriado o emprego de “haja vista que” (cujo valor é causal), houve um erro ao acrescentar uma preposição “de” à expressão (haja vista de que ?!?!). (E) A conjunção “posto que”, corretamente utilizada por ter caráter concessivo, exige que o verbo seja conjugado no subjuntivo (“posto que sejamos todos da mesma espécie”). Acertou na
  • 32. O nosso objetivo é a sua Aprovação conjunção (concessiva), mas errou na conjugação verbal.20 - DEssa questão envolvia diversos assuntos: vocabulário, emprego de pronomes, preposição,conjunção.Enquanto ‘epopéia’ traz somente a idéia de uma luta, ‘odisséia’ indica uma série dedificuldades bem mais complexas do que em uma simples luta. Está correta, portanto, essaafirmação da letra d.As incorreções das demais opções são:a) Em “sugere-nos”, o pronome exerce a função sintática de objeto indireto.Para a análise, não adianta a troca do pronome nos por “a nós”, uma vez que os pronomesele(s), ela(s), nós e vós, quando oblíquos, são obrigatoriamente precedidos de preposição. Háduas formas de se comprovar a função direta ou indireta dos pronomes me, te, se, nos e vos– trocar o pronome pelo nome (por exemplo: “sugere ao analista incontáveis abordagens daética”) ou análise da regência do verbo (sugerir alguma coisa a alguém). Assim, verificamosque a função sintática é de objeto indireto.Já o pronome “se” em “narram-se também feitos de abnegação” é apassivador – o verbonarrar é transitivo direto, existe a idéia passiva (feitos são narrados) e está acompanhado dopronome “se”. Portanto, a afirmação está incorreta.b) Não existe a conjunção “à medida em que”; existem as conjunções “à medida que”(proporcional) e “na medida em que” (causal).c) A preposição “com”, na passagem, equivale a “a partir de” – origem: “novas facetas surgemcom a/a partir da metamorfose do espírito humano e sua variedade quase infinita de ações.”.e) Se houvesse a troca da preposição de pela preposição entre, seria necessária a retirada dapreposição de antes de “paixões mesquinhas” – “representam o confronto entre ideais nobrese de paixões mesquinhas”. Como a opção indica não ser necessária mais nenhuma alteração,está incorreta a proposição.Cuidado em questões como essa. Para que a troca de um elemento por outro seja válida, abanca deve indicar, também, as demais alterações necessárias para que a substituição nãoincorra em erros gramaticais.21 - Item CORRETO.Para facilitar a memorização, sugerimos a forma porquanto = por causa. Só que essaconjunção também pode apresentar valor explicativo.Este item está correto, pois a conjunção porquanto, seja com valor causal ou explicativo, éequivalente à conjunção porque.
  • 33. O nosso objetivo é a sua Aprovação22 - CTodas as opções são válidas, por estarem adequadamente grafadas e empregadas, exceto aque apresenta o advérbio tampouco, que equivale a “também não” ou “muito menos”. Foiempregado com erro na grafia.“Tão pouco”, combinação do advérbio de intensidade (tão) com o (também) advérbio “pouco”,remete à idéia de “pequena quantidade” – “Nunca comi tão pouco!” ou “Tenho tão poucointeresse em assistir ao ‘Big Brother’ que prefiro estudar Português!”.Não é aceita pela norma culta a colocação da conjunção nem (que significa “e não”) antesdesse advérbio (“nem tampouco”), por este já apresentar valor de negação (também não).Vamos aproveitar a “deixa” para tratar de algumas palavras especiais, que podem serclassificadas como advérbios de intensidade, adjetivos ou pronomes indefinidos: bastante,pouco e muito.O que irá nos auxiliar na identificação da classe gramatical é o conceito apresentado na aulade apresentação – se são variáveis ou invariáveis.Como vimos, os advérbios são palavras invariáveis, enquanto que os adjetivos e ospronomes se flexionam em gênero e/ou número.Veja só: ADVÉRBIO ADJETIVO PRON. INDEF (invariável) (variável) (variável)POUCO Você tem estudado Não se aborreça com Tenho poucos livros pouco. essa coisa pouca desse assunto (em (pequena). quantidade pequena)BASTANTE Você tem estudado Tenho livros Tenho bastantes bastante. bastantes (que livros (em grande bastam / suficientes) quantidade).MUITO Você tem estudado - - Tenho muitos livros. muito.23 - CNo terceiro período do texto, informa-se que “o Banco Central, para combater a inflação, vemelevando seguidamente a taxa básica” de juros. Na oração seguinte, iniciada pela lacuna (c),afirma-se que os juros altos não estão freando a inflação.
  • 34. O nosso objetivo é a sua AprovaçãoEssas duas afirmações situam-se em campos semânticos opostos:O BC AUMENTA JUROS PARA OS JUROS ALTOS NÃO ESTÃOFREAR A INFLAÇÃO ≠ FREANDO A INFLAÇÃOPor isso, deve-se empregar uma conjunção adversativa, como “entretanto”. A sugestãoapresentada na opção c está CORRETA.As demais opções estão incorretas.a) Nessa lacuna, deve-se empregar uma conjunção de valor adversativo (entretanto, todavia,contudo), e não a locução adverbial “haja vista”, que corresponde a “considerando, tendo emvista”. Sobre a flexão desta expressão, lembramos que o vocábulo “vista” permaneceinvariável, enquanto que o verbo pode ficar no singular (acompanhado ou não de preposição)ou concordar com o termo subseqüente (“Haja vista os resultados / Haja vista aos resultados /Hajam vista os resultados”).b) A oração iniciada por esta lacuna irá apresentar uma explicação para a afirmação presenteno período anterior (“um desses motores está ausente”). Por isso, não pode ser empregada aconjunção “apesar de” – concessiva. Deve-se optar por uma conjunção explicativa: em virtudedisso, por isso, assim.d) O emprego da conjunção “embora”, além de causar erro na flexão verbal do verbo ser –“Embora o ganho (...) é pequeno” (correto = seja), prejudicaria a coesão textual em virtude daausência de uma oração principal. O mais apropriado seria empregar expressões como “alémdisso”, “ademais”, de forma a introduzirem informações adicionais à passagem anterior.e) Não existe a conjunção “tão pouco” (DE NOVO!!!!), mas o advérbio “tampouco” que equivalea “muito menos”, “menos ainda”, impróprio para a passagem.24 - DAs conjunções embora e apesar de, a despeito de estarem situadas no mesmo camposemântico, levam o verbo a conjugações distintas. Enquanto que a conjunção ‘apesar de’exige o verbo no infinitivo (sermos), a conjunção ‘embora’ leva a flexão verbal ao subjuntivo(sejamos).Provocou-se, portanto, erro de natureza gramatical (conjugação verbal) o emprego daconjunção “embora”.Em relação às demais opções:a) O valor da conjunção é verificado na construção. No primeiro período do texto, a idéiaadversativa (que tanto pode ser apresentada pela conjunção e quanto pela mas) reside naoposição entre os adjetivos “grande” e “diversificado” (adjetivos favoráveis ao Brasil) e o fatodesfavorável de ser “uma promessa que parece nunca se realizar”. Assim, essa conjunção etem valor adversativo, como em: “Ela queria que eu fosse e eu não fui (= mas eu não fui)”.Logo, qualquer das duas conjunções poderia ser empregada nessa lacuna.b) Na segunda lacuna, as duas opções empregam valor adversativo ao período:
  • 35. O nosso objetivo é a sua Aprovaçãoentretanto / mas.c) Na terceira, justifica-se o pouco engajamento do cidadão ao fato de ele não avaliar osprogramas e as ações dos políticos (como essa questão é atual, não é mesmo???) e, comisso, elege-os de acordo com sua popularidade. Assim, tanto pode ser usada a conjunção jáque como pois.d) Apesar a importância do país na economia mundial, nós, brasileiros, sempre sofremosdecepções (nem me fale nisso...). Esse valor adversativo tanto pode ser apresentado pelaconjunção “embora” quanto pela apesar de. O problema foi de conjugação verbal. Já vimosque este item está INCORRETO.e) No último período, pode-se apresentar uma conclusão, com o emprego da conjunção“portanto” ou estabelecer uma idéia contrária ao fato de ser um país tão importante, a partir doemprego da conjunção “contudo”. As duas conjunções seriam válidas. Bons estudos e até a próxima!