Proposta pedagogica ensino fundamental 2012

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  • 1. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental 1
  • 2. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental © EMEB PROFª MARIA BARBOSA MARTINS, 2012. É Permitida a reprodução ou transmissão desta obra por qualquer meio, sem a prévia Autorização do autor, desde que preservada a fonte. Direitos reservados para a autora, protegidos pela Lei 9610/98. A originalidade dos artigos e as opiniões emitidas são de inteira responsabilidade de sua autora. Embm. MARTINS, EMEB Maria Barbosa. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Distrito de Bonsucesso. Várzea Grande-MT, 2012. 1.Proposta Pedagógica. 2. Educação Ensino fundamental . José Wilson Tavares Diretor Eliane Winck Coordenadora Pedagógica Azuil Marcio Bastos Presidente do CCDE Sandra Regina Nunes Secretária Escolar Tatiane Pinheiro da Silva Professora comunitária Programa Mais Educação Adnilse de Souza Santos Siqueira Articuladora Pagina na Internet: www.emebmariabarbosamartins.blogspot.com
  • 3. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Distrito de Bonsucesso – Várzea Grande - MT 2012
  • 4. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalApresentação Este documento tem como finalidade apresentar as proposta de trabalhoa ser desenvolvida na EMEB PROFª MARIA BARBOSA MARTINS, cujo trabalhoapóia-se na perspectiva de uma educação de qualidade, buscando, para atenderesse objetivo, ações voltadas para melhores condições de trabalho; uma práticapedagógica em consonância com o contexto atual de modo a formar cidadãoscríticos e conscientes do seu papel social; como também, a integração da escolacom a comunidade, tendo em vista que a participação desta última torna-seprimordial no desenvolvimento do cidadão que almejamos. Para compor a PropostaPedagógica foi feito um novo levantamento do Histórico da Escola e Comunidadeonde pudemos conhecer nossa clientela e os profissionais envolvidos por meio doDiagnóstico da Situação Presente. Traçamos objetivos e metas a serem alcançadosdurante o ano letivo baseado nos Princípios Norteadores que regem a EducaçãoPública. Contempla-se no conteúdo desta, a Organização Curricular, bem como,Projetos Especiais que poderão propiciar a contextualização e interdisciplinaridadedas habilidades e competências a serem trabalhadas. Definimos os valoresfundamentais em torno dos quais se constrói a escola os quais descrevem comoesta Unidade de Ensino pretende atingir sua missão. As estratégias foram traçadaspara englobar a maneira pela qual se pretende alcançar os objetivos. Em coerênciacom os pressupostos citados acima, propomos instrumentos que possibilitem umacompanhamento e controle que forneçam subsídios reais, concretos e adequadosà comunidade do trabalho aos níveis de manutenção e redimensionamento daeducação. A elaboração, aplicabilidade e o sucesso desta Proposta Pedagógicacontaram com o empenho coletivo dos membros desta Instituição. Mas é deconsciência dos que o produziram de que está aberto a todo e qualquer tipo desugestão e encaminhamentos, contemplando, assim, o que consideramos seressencial no processo educativo: o fazer e refazer das ações pedagógicas no “ritmo”do movimento da história.
  • 5. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Nossas reflexões pedagógicas têm como referencial, os escritos dabrasileira e literária Ruth rocha, assim transcrevemos um trecho do seu livro: AQuando a Escola é de Vidro: Eu ia à escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro. É no vidro! Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não! O vidro dependia da classe em que a gente estudava. Se você estava no primeiro ano, ganhava um vidro de um tamanho. Se você fosse do segundo ano, seu vidro era um pouquinho maior. E assim, os vidros iam crescendo à medida que você ia passando de ano. Se não passasse de ano era um horror. Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado. Coubesse ou não coubesse. Aliás, nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros. E para falar a verdade, ninguém cabia direito. Uns eram gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável. A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava, e a gente nem podia respirar direito... A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física. Mas aí a gente já estava desesperada de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros1.A Metáfora do Vidro O hábito de ficar dentro dos vidros acaba se tornando cômodo paraalgumas crianças, elas se adaptam à forma do vidro e acabam se sentindo atédesconfortáveis fora dele. Quanto mais elas se moldam ao vidro menos trabalho dáaos adultos. Outras, porém, sofrem porque são diferentes e esta diferença não élevada em conta; elas não recebem nenhum tipo de ajuda e de estímulo. Mas seráque é isso que se quer do processo educacional? Todo mundo pensando igualefazendo tudo igual? O vidro filtra o que o professor fala e também o que fala o aluno. A comunicação e,portanto as relações entre eles não são espontâneas.Ouvir é diferente de escutar ativamente, é muito diferente! Em se tratando decrianças e adolescentes, há que se fazer um esforço extra para entenderexatamente o que eles querem dizer! Mesmo assim, com todo nosso esforço eatenção, quantas perguntas deixaram de ser formuladas e quantas outras deixaram1 ROCHA, Ruth nasceu em São Paulo em 1931. Tem formação em sociologia e atuou na área de educação. Éescritora brasileira, especializada em livros infantis. Faz parte da Academia Paulista de Letras. É mais conhecidano ramo literário por ter escrito "Marcelo Marmelo Martelo", livro que vendeu mais de 1 milhão de cópias.Escreveu na Revista Cláudia, voltada para o público feminino. Escreveu também na revista Educação.
  • 6. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentalde ser respondidas! As crianças que ficaram tempo demais dentro de vidros adoramas aulas de educação física. O corpo do aprendiz faz parte dele, é através do corpo que ele fala, queexpressa seus sentimentos e que ele aprende. Assim, há muitas maneiras deaprender e todas elas devem ser colocadas à disposição do aprendiz. Um diateremos a revolução dos vidros, e a diferença, não mais a mesmice, será valorizada!A Psicopedagogia lida essencialmente com a aceitação dessas diferenças, tentandoentendê-las. É através da busca de novos caminhos que ela pretende dar um novosignificado à aprendizagem.
  • 7. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalIntrodução A apresentação deste documento tem por finalidade, viabilizar umaproposta de plano de trabalho a ser desenvolvida pela EMEB PROFª “MARIABARBOSA MARTINS“. Esta proposta deverá ser aperfeiçoada posteriormente pormeio da participação efetiva de todos os segmentos da escola. Entende-se tambémque se deve considerar toda realidade e problemáticas enfrentadas pelacomunidade. A Educação é Sistema isto é um conjunto e conseqüentemente é escola,cabendo a esta, desenvolver um trabalho onde considere toda a legislaçãopertinente, sem deixar de lado as opiniões e experiências de toda comunidadeescolar para a elaboração, execução e avaliação de um plano de trabalho, em buscade uma Escola Pública de excelência no exercício pleno da cidadania, é o resultadofinal é a promoção escolar, que resultou de vários fatores, normas, conceitos ezelos de cada um que fez a sua parte dentro do Sistema o todo maior. Compete também a todos os funcionários em educação, o resgate dopapel afetivo, social e cognitivo e também o resgate dos valores culturais, religiosos,cívicos e sociais. Todas as indicações apresentadas neste Plano de Trabalho serãodiscutidas, ampliadas e avaliadas por todos os segmentos da Escola, com o intuitode estabelecer um ambiente de democracia plena. “Informação, educação e culturasão alicerces de uma sociedade justa e desenvolvida, tanto no aspecto econômico,científico e tecnológico quanto social e humanístico... E o ponto de partida desteprocesso é o conhecimento...
  • 8. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalJustificativa Foram iniciadas as atividades atendendo alunos da Educação infantil e doEnsino Fundamental anos iniciais e Finais, numa visão em que a escola é um todoe este todo é a soma de um grupo que monitora, colabora, faz e soma parachegar ao resultado final, a oferta de uma educação de qualidade e que norteia ocidadão ao pleno exercício da cidadania. A Oferta e a disponibilização dos Serviços educacionais é a celebraçãodas funções sociais da escola, quando boa soma quando ruim e nãodesenvolve o seu papel, fica parada no tempo e não celebra resultado algum. A Unidade de Ensino tem na comunidade o cerne da diversidade decostume, lemas, tradições e conceitos de vida coletiva, ela esta inserida nestemeio e precisa superar os obstáculos, para atende alunos de todo o seu entorno,próximo e longínquo, e cada uma traz as suas experiências vivida no meio ondefixou residência junto aos seus familiares e coletivos. As disparidades geográficas da comunidade escolar a tendida,apresentam uma situação social e econômica definida, nelas residem pessoasmenos favorecidas social e economicamente. Nossa comunidade discente comportauma grande porcentual de crianças e adolescentes, que vivem situações adiversasas normas e exigências legais do processo educacional, os quais geram conflitos,diantes das situações de desajustes familiares e conseqüentemente, dificuldadesde aprendizagem e problemas de disciplina, refletem no coletivo da sala de aulas eno interior da unidade como um todo. A situação presente mostra-se grave devido ao grande número deocorrências diárias de brigas na maioria das vezes geradas por situações ocorridasfora da escola, falta de hábitos e disciplinas que deveriam ser formadas em casa, nointerior da família. Esta situação evidencia o pouco compromisso dos genitores ouresponsáveis coma formação de seus tutelados. Os Fatores mais sentidos são os que têm afetado a unidade no seucoletivo, em curto e médio prazo, como:  Baixa pontualidade;  Ausência de assessórios e materiais escolares básicos;
  • 9. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental  Baixa freqüência as aulas e programas;  Ausência da família na escola;  Falta de co-responsabilidade na formação de seus filhos, diante da falta de realização das atividades extraclasse e no contra turno; Segundo Basil Bernstein2(1947), a aprendizagem e a ação social fazem-se vital a orientação cognitiva e prática do homem, regulado, por um controlesimbólico adquirido nas instituições pedagógicas oficiais e locais, tais como naescola e na família. Em síntese, a aprendizagem e o desempenho escolar paraBernstein, dependem primeiramente da inter-relação entre mãe e filho, eposteriormente, entre professor e aluno. Diante do exposto este plano de trabalhovisa possibilitar, a todos os alunos, incentivo á permanência na escola; oaprendizado para a vida, privilegiando os valores humanos, cristãos e tecnológicos,contribuindo na formação de pessoas conscientes e éticas, comprometidas com asolidariedade e responsáveis em suas ações, capazes e criativos para enfrentar omundo do trabalho; elevar o nível de aprendizagem e compreensão paradesenvolver habilidades e dominar competências.2 BEMSTEIN, Basil - nasceu em Londres, filho de uma família de imigrantes judeus. Em 1947 foiestudar Ciências Sociais na London School of Economics, curso trocado depois pelo de Sociologia.Sua teoria sobre os impedimentos sociais no aprendizado e sobre o papel que a comunicaçãolingüística desempenha em uma sociedade estruturada em classes, sua obra teve grande influênciana reforma educacional de países como Chile e México
  • 10. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalObjetivosGeralPromover a formação do cidadão, a medida que chegue a alçar condições deapropriação de novos conhecimentos sem que precise buscar somente ter naescola a referencia de novas conquistas do saber, mas as suas práticas eexperiências vividas.Específicosa) Elevar o índice geral de aprovação;b) Elevar o IDEB da escolac) Reduzir o índice de evasão;d) Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura;e) Proporcionar acesso a meios tecnológicos;f) Estabelecer estratégias para aquisição e formação de hábitos e atitudes/valores;g) Promover ações que busquem a integração da comunidade no contexto escolar;h) Fortalecer e dinamizar o Conselho Escolar;i) Favorecer a transparência na prestação de contas, relativas aos recursos repassados à Instituição Educacional, bem como daqueles diretamente arrecadados;j) Oferecer instrumentos pedagógicos para a Avaliação Institucional;k) Viabilizar maior espaço para o lúdico no ambiente escolar;l) Desenvolver ações que favoreçam a melhoria dos hábitos de higiene pessoal;m) Oportunizar aos alunos atividades extraclasse, onde possam vivenciar valores culturais;n) Promover mecanismos que concretizem a integração dos alunos com necessidades educacionais especiais;o) Reduzir a indisciplina dos alunos no ambiente escolar;
  • 11. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentalp) Conscientizar aos alunos sobre a importância dos recursos naturais e o ambiente em que vivem.Metasa. Aumentar o índice de aprovação das séries finais em 10% ao final de 2011;b. Diminuir em 10% a evasão escolar dos alunos do Ensino Fundamental;c. Diminuir o número de atendimentos disciplinares dos alunos do Ensino Fundamental na direção em 15%, durante o ano letivo de 2012;d. Oportunizar aos alunos do Ensino fundamental a leitura de no mínimo um livro por bimestre;e. Promover a utilização dos computadores do laboratório de informática por professores e alunos das séries finais, no decorrer do ano letivo de 2012;f. Resgatar valores, trabalhando mensalmente temas a serem definidos coletivamente;g. Propor pelo menos duas atividades culturais durante o ano;h. Promover reuniões ordinárias com a comunidade local para efetivar a função do Conselho Escolar;i. Apresentar as contas e balancetes bimestralmente para apreciação da comunidade e aprovação do Conselho Escolar;j. Utilizar os dois dias pré-definidos no calendário escolar de 2012 para avaliação e auto- avaliação de todos os segmentos da instituição;k. Adquirir materiais esportivos e recreativos no decorrer do ano letivo de 2012, para o uso dos alunos das séries iniciais e finais;l. Acrescentar em 10% os jogos pedagógicos da Ludoteca; disponibilizados aos alunos;m. Trabalhar diariamente a formação de hábitos de higiene com todos os alunos das séries finais;n. Realizar pelo menos quatro visitas com os alunos das séries finais, a locais que promovam cultura no decorrer do ano letivo de 2012;
  • 12. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentalo. Inserir todos os alunos com necessidades educacionais especiais nas atividades da escola no decorrer do ano letivo de 2012;p. Desenvolver o senso crítico e a conscientização dos cuidados com o ambiente escolar e da comunidade em que residem em 2011.Estratégicasa) Implantação e prosseguimento das políticas públicas de governo em consonância com a proposta pedagógica da unidade escolar;b) Fortalecimento do planejamento coletivo garantindo os rumos, anseios, ideais que darão vida ao currículo;c) Encontro de parcerias junto à comunidade e a Secretaria de Educação para garantir o intercâmbio entre escola e família;d) Implementação do projeto de leitura com elaboração de oficinas literárias, promovendo concursos e eventos para fins editoriais ( Jornal Escolar, Blogs);e) Oferecimento de ambiente especial que favoreça o desenvolvimento do prazer pela leitura e lazer; por meio de oficinas pedagógicas e sarau de literatura;f) Promoção de encontros de interesse da comunidade envolvendo a Orientação Educacional; por meio de reuniões, questionários e entrevistas;g) Realização de eventos para participação e integração da comunidade no contexto escolar;h) Implementação de reuniões com os membros do Conselho Escolar oportunizando a efetiva participação dos mesmos no dia-a-dia da escola;i) Estabelecimento de instrumentos eficazes de avaliação que meçam o desempenho de todos os segmentos da instituição educacional;j) Aquisição de diversos materiais que possibilitem a valorização do lúdico como mediador no processo de ensino-aprendizagem, por meio da aplicação dos recursos financeiros;k) Implantação de projeto pedagógico para permanente valorização de hábitos adequados de higiene pessoal e do ambiente, envolvendo todos os segmentos da instituição educacional;
  • 13. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentall) Promoção de aulas-passeio a museus, teatro, cinema, órgãos públicos, etc.; com a finalidade de favorecer a formação cultural dos alunos.m) Envolver por meio de projetos pedagógicos todos os alunos com Necessidades Educacionais Especial nas atividades curriculares da escola;n) Promoção de palestras que valorizem a convivência social entre os alunos, visando à construção de regras disciplinares entre os alunos, através de jogos recreativos. O trabalho docente deverá atuar em prol da pedagogia de projetos;o) Estruturação e execução de projetos ambientais contemplados na proposta pedagógica
  • 14. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalAvaliação Buscando a excelência na qualidade da educação, objetivamos buscar acada etapa do trabalho um feedback dos métodos e ações, instituindo em conjuntocom todos os segmentos da Instituição Educacional mecanismos de avaliaçãopautados em instrumentos eficazes. O universo da avaliação escolar é simbólico einstituído pela cultura da mensuração, legitimado pela linguagem jurídica dosregimentos escolares, que legalmente instituídos, funcionam como uma vasta rede eenvolvem totalmente a escola. (Lüdke; André, M. 1986) Avaliar exige, antes que sedefina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios, para, em seguida,escolherem-se os procedimentos, inclusive aqueles referentes à coleta dedados,comparados e postos em cheque com o contexto e a forma em que foramproduzidos. “A avaliação deve ser encarada como reorientação para uma aprendizagem melhor e para a melhoria do sistema de ensino"(grifo nosso), resume Mere Abramowicz, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Daí a importância de pensar e planejar muito antes de propor um debate ou um trabalho em grupo. É por isso que, no limite, você pode adotar, por sua conta, modelos próprios de avaliar os estudantes, como explica Mere. “Felizmente, existem educadores que conseguem colocar em prática suas propostas, às vezes até transgredindo uma sistemática tradicional”. Em qualquer processo de avaliação da aprendizagem, há um foco no individual e no coletivo. Para Hadji (2001), a passagem de uma avaliação normativa para aformativa, implica necessariamente uma modificação das práticas do professor emcompreender que o aluno é, não só o ponto de partida, mas também o de chegada.Seu progresso só pode ser percebido quando comparado com ele mesmo: Comoestava? Como está? As ações desenvolvidas entre as duas questões compõem aavaliação formativa. Para Cipriano Carlos Luckesi, professor de pós-graduação emEducação da Universidade Federal da Bahia, lembra que a boa avaliação envolvetrês passos:  Saber o nível atual de desempenho do aluno (etapa também conhecida como diagnóstico);
  • 15. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental  Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (qualificação);  Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar atividades, seqüências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa)."Seja pontual ou contínua, a avaliação só faz sentido quando leva aodesenvolvimento do educando"(grifo nosso), afirma Luckesi. Ou seja, só se deveavaliar aquilo que foi ensinado. Não adianta exigir que um grupo não orientado sobrea apresentação de seminários se saia bem nesse modelo. E é inviável exigir que agarotada realize uma pesquisa (na biblioteca ou na internet) se você não mostrarcomo fazer. Da mesma forma, ao escolher o circo como tema, é preciso encontrarformas eficazes de abordá-lo se não houver trupes na cidade e as crianças nuncativerem visto um espetáculo circense. Segundo Libâneo, (1994, p.204) A avaliação institucional contribuisignificativamente para que a Escola repense suas práticas administrativas, técnicas,educativas e sociais, ao mesmo tempo em que reflete o seu papel na sociedadecomo produtora e socializadora de um saber capaz de compreender e transformar arealidade. Uma instituição que se proponha viver um processo de AvaliaçãoInstitucional precisará planejar as etapas deste processo a fim de alcançar sucesso,sendo estas: preparação; Elaboração do projeto; de organização do processo; decondução do processo; resultados e informes; validação; plano de ações e tomadade decisões em uma lógica permanente. O pensador e educador Dr. Luiz Cagliari, em seu texto a avaliação ePromoção, quando de sua contribuição no Jornal do Alfabetizador, Ano VIII - nº 46PP 10-12. São Paulo - Agosto de 1997, assim se expressa em suas mais de 10laudas de escrita, quanto a posição no que se refere a avaliação e Promoçãoescolar A escola não é um lugar onde se aprende apenas a lição da matéria. É um lugar de formação, de educação para a vida, e isto implica mais que uma prova ou uma nota, implica a formação de um caráter, de uma cultura, de um modo de se comportar, enfim, de uma filosofia de vida. Afinal, quando um aluno é reprovado isso significa um fracasso, e quando o aluno aprende e progride, é uma vitória. Esses fracassos e vitórias pertencem, em primeiro lugar, ao professor e ao aluno e, em seguida a todos os que estão ligados à atividade escolar. A própria comunidade depende do bom desempenho dos alunos e dos professores para poder manter uma cultura e a mão-de-obra adequada para sua vida e desenvolvimento.
  • 16. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental A maneira tradicional de avaliar está ligada a promoção dos alunos. Toda nota que eles ganham é computada para julgamento de promoção no final do ano. Uma análise séria, profunda e honesta de como as notas funciona nas escolas revela que o professor não leva em conta o progresso do aluno, quando atribui determinada nota a ele, mas apenas o desempenho do aluno em tarefas cuja avaliação de certo/errado o professor pode traduzir em notas. A promoção é condição de o aluno poder ver coisas novas, participar de novas atividades educacionais e, conseqüentemente, somar experiências novas à sua vida. A repetição de ano, fazendo o aluno tentar de novo um mesmo caminho para ver se apresenta melhores resultados nas suas tarefas de avaliação, é uma forma de trilhar um novo caminho para se apreender na vida escolar, e na vida, de modo geral. Praticamente, cada pessoa encontra-se num caminho diferente de aprendizagem. Por isto, pré-fixar um único modo de aprender é um absurdo, como é igualmente um absurdo esperar que todas as pessoas sejam iguais. A educação chegou a esta aberração por culpa própria, por causa da ênfase equivocada que dá à nota e à promoção escolar. Esta atitude escolar é sua marca registrada, um dos estereótipos escolares mais típicos na nossa cultura: para tudo que se quer avaliar ( concursos, competição, etc.) faz-se uma prova, um teste, etc., à moda da escola, ou simplesmente se dá uma nota de zero a dez. Até para os constituintes que elaboraram a nova Constituição do país (1988) foram atribuídas notas, de acordo com o desempenho de cada um nas votações. Isto prova, mais uma vez, que a sociedade pensa e age, em grande parte, em função do que a escola ensina e de como faz isto. A avaliação como processo metodológico na prática pedagógica do professor, deve incidir sobre a aprendizagem que o aluno desenvolve sobre suas atitudes. Aqui, a avaliação é uma análise do progresso que cada aluno desenvolve. Tudo o que o aluno faz serve para o professor avaliar, adaptar seu ensino a situação real da sala de aula e mostrar ao aluno qual é o passo seguinte que ele deverá dar para progredir. Esta atitude deverá estar presente em todas as aulas de todas as séries. A educação constrói-se pela reflexão antes de tudo e pelos resultados em segundo lugar. Por isto, a avaliação deve estar voltada, em primeiro lugar, para a reflexão e, secundariamente, para o resultado. Escola é lugar de se aprender, e aprender inclui errar. Errar faz parte do processo pedagógico e por isto o aluno não pode ser punido por algo que faz parte de sua vida como aprendiz. Na vida, os resultados assumirão um papel prioritário, mas não necessariamente na escola. Infelizmente, temos uma escola exigente demais com relação aos resultados, o que acaba tirando a reflexão e a substituindo por truques de memorização e subterfúgios para enganar o professor, com o único objetivo de obter um bom resultado nas tarefas de avaliação, uma nota que faça o aluno passar de ano.
  • 17. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Obviamente, a escola não é o único lugar do mundo onde alguém pode estudar e aprender. Mas, certamente, é um lugar muito especial. Se for para alguém aprender em casa, o que qualquer um poderia fazer, em princípio, não haveria mais necessidade de escola. Se o aluno quer a aprovação escolar, deve ser um aluno presente na escola. A escola não é um lugar onde se aprende apenas a lição da matéria. É um lugar de formação, de educação para a vida, e isto implica mais do que uma prova ou uma nota, implica a formação de um caráter, de uma cultura, de um modo de se comportar, enfim, de uma filosofia de vida. Assim, nossa proposta é que sigamos e utilizemos conceitosmodernos d e Avaliação do discente, focando seu desempenho, no cotidiano daescola, superando desafios como indisciplina, dificuldade educacionais, falta deestrutura que dificulta as atividades, superação de desafios pela ausência depais e/ou responsáveis, mas que forme e promova com equidade o aluno, semrotulação, tratamento pejorativo que macula o estudante e submeta a sarjetada sala de aulas. A interação, aluno, sala de aulas docente e Gestores,caminharam de lado a lado na soma de condições de promoção muito maisque promover e taxar como um marca de “gado” no aluno com um NÚMERO... A vivencia e a execução do processo de ensino e aprendizagemcaminharão na superação deste tradicionalismo, levando a avaliação a ser ummomento d e conquista d e valores e responsabilidade com a apropriação pessoalde conhecimentos e que irei para a próxima etapa ou ano educacional com aconsciência de que eu posso e eu vou conquistar novos saberes e horizontesdo conhecimento acadêmico.
  • 18. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalDuração: Inicio e Fim do Processo O Cronograma! Teria esta proposta um marco de inicio e finalização?Esta pergunta fez-se a equipe gestora e ao quadro de colaboradores, comométodo de reflexão conjunto do processo de construção deste documento. Não enão! Assim precisou ser o inicio do pensamento conjunto, diante dos desafios queo processo ensino aprendizagem oferece a cada membro de uma equipeescola e seus segmentos pais e alunos. No conjunto dos trabalhos e cada aoseu tempo requer que estejamos sempre iniciando um trabalho e ao mesmotempo dando continuidade a outros já iniciados e o seu fim não é marcado peloencerramento de uma etapa, uma vêz que temos sempre desde a educaçãoinfantil com o inicio da vida escolar de cada discente atendido o começo de umanova etapa de vida na escola e na vida da família deste discente, e encerramosvarias etapas quando promovemos os discentes que lá atrás, reiniciando comsua promoção ao ensino médio e a vida acadêmica em nível superior. É nossaproposta é uma trajetória que soma em valores, apropriação de conhecimentos,momentos de dúvidas e de vivencia que levamos para sempre seja na ainda navida estudantil ou já nas práticas profissionais que cada um de nossos discentesao longo de suas vidas irá trilhar. Portanto, não podemos começa somente hoje e terminar ao final decada ano letivo em curso, mas uma constante prática educacional que inicia etermina ao mesmo tempo, num processo de renovação dos personagens dentroda unidade de ensino. A reflexão nos busca repensar sempre que necessário a nossacaminhada com as experiências e vivencia que o discente nos traz parasomar as experiências docentes vivida no interior da Escola e entre seuspares. Portanto, não concebemos uma proposta que tem começo e fim em suaGenesis, mas sim um documento em perfeita harmonia com o inicio e o fim deetapas de formação e promoção, e em constante mutação como é o homem noprocesso de suas vidas, nas práticas sociais e produzindo sempre mudançasno meio onde vivi se somando e até destruindo em momentos difíceis de sua
  • 19. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentalcaminhada. Estes desafios são aqueles em que se deseja desistir de tudo,deixar de lado, mas a escola precisa inovar e ser a referencia no caminhardesta sua comunidade e sempre ser e no conjunto fazer a diferença para quemudanças ocorram e esta aberta a estas inovações que o processo pedagógicosempre requer. Uma escola fechada, tradicionalista, é uma escola que não deixa, nãopromove uma proposta pedagógica que se possa abrir a qualquer momento parao novo, e deste novo tirar o útil para a superação dos obstáculos que semprese fazem presente na caminha de ensino, apropriação de conhecimentos novose por fim a promoção para novas etapas da vida educacional de suacomunidade discente. A Produção de novos saberes, requer um posicionamento e para istoé preciso sempre estar continuamente em processo de ouvir, parar e agir! Agirquando for necessário, parar para avançar. E este avanço não pode sersomente o gestor, mas o conjunto, uma vez que cada cidadão que compõem aequipe em seu todo tem o seu papel, e os papeis e responsabilidadesindividuais que depois se somaram são de importância impar para que oresultado seja completo. A co-responsabilização é a busca por um resultadosuperior a cada ciclo de trabalho, ensino e execução de projetos ou oficinas quenascem das experiências da comunidade escolar dentro de um período letivo,bimestre, semestre e ano. Neste ciclo, podemos deparar com os fracassos e oque devem representar os fracassos, par ao conjunto da vida escolar não devemjamais ser motivos de desistência, e sim motivos de reflexão e promoção demudanças correção de rotas desta proposta, extraindo deles e desta sempre oque de positivo constrói e não sirvam os pontos fracos de reflexão e revisãodo conjunto diante da caminha realizada, para avançar no conjunto deresultados cada vez mais positivo e menos negativos.
  • 20. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalProcesso Histórico e Identidade da Unidade Escolar Na imagem, registra-se a Patronese Professora Maria Barbosa Martins, descerrando Placa de Inauguração do Novo Prédio Escolar, pós-enchente de 1974, na qual fora totalmente destruído por completo o antigo prédio. A história da educação em Bonsucessoestá inteiramente ligada a criação da primeira escola com o nome de Escola Mistade Bonsucesso nesta localidade em 1908, tendo como primeiro educador oprofessor Miguel José da Silva, porém em 1915 foi transferida para Capão Grande. Em seu lugar foi criada em outra escola pelo Decreto lei nº 511-A, nogoverno de D. Aquino Correa, sendo instalada neste local em 16 de março de 1920,a qual veio transferida da localidade de Sucuri, sendo denominada Escola MistaRural. Com a enchente do Rio Cuiabá em 1974, a escola foi totalmente destruída e,sendo reconstruído pelo governo Municipal de Várzea Grande, que a partir deentão assumiu a gestão de ensino da Unidade dentro do Sistema Municipal deEducação que até então era mantida pelo governo de Mato Grosso. O governomunicipal através do Decreto nº 163/76 de 23 de Junho de 1976 a denomina:Escola Municipal de 1º Grau Professora Maria Barbosa Martins. Com o Advento danova LDB a Lei de Diretriz da Educação Nacional nº 9.394 de 20 de Dezembrode 1996, no cumprimento da legislação vigente a sua nova denominaçãopromovida pela Lei Municipal nº 2.389 de 22 de Novembro de 2001 – sendopromovida a: Escola Municipal de Educação Básica Profª Maria BarbosaMartins. No correte ano letivo de 2012, nossa Unidade de Ensino atende a 204alunos do Pré-escolar a 9º Ano do Ensino Fundamental, com gestão Plena dos
  • 21. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalProgramas: Programa Mais Educação para 165 alunos em seis Oficinas no contraturno e o Programa de Erradicação do trabalho Infantil, atendendo a 40 famílias naVila Sede Distrital de Bonsucesso; através de Convenio com a Prefeitura Municipalde Várzea Grande via Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social –governo Federal - Ministério de Desenvolvimento e Social – MDS, em que ocolegiado escolar é o agente Jurídico executor de todos os recursos recebidospela Unidade de Ensino, numa Co-responsabilidade – Gestor Escolar e DiretoriaExecutiva do CCDE. Ressaltamos que o Programa PETI, faz-se necessário e estaem funcionamento desde 2004, uma vez que no distrito havia uma grande situaçãograve de exploração do trabalho infantil. Assim, a Unidade de Ensino eColegiado Escolar, diante do esfacelamento das organizações comunitárias e suasituação irregular, assumiram, e esta cumprindo a sua função na execução dasmetas do programa e garantindo as famílias o recebimento da Bolsa Peti,através da freqüência dos discentes cadastrados e atendidos em contra turno. A Secretaria Municipal de Educação em parceria com o Governo doEstado de mato Grosso – Secretaria de Estado de Educação, através da EscolaEstadual Luiz Pedroso e Silva, atende no período noturno, 156 alunos daEducação de Jovens e Adultos e do Ensino Médio – em Salas anexas. Toda acomunidade discente atendidos em nosso Prédio Escolar tem origem nos diversosbairros que fazem parte da Região do Distrital de Bonsucesso.Missão A presente proposta foca sua Missão, na qual a escola torna-se umespaço privilegiado na construção do saber, onde cada indivíduo envolvido tenhadireito de interagir no processo de desenvolvimento e transformação dentro e fora doambiente escolar. O Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho prioriza umaeducação fundamentada nos princípios de liberdade e da qualidade de vida,conduzindo os educando e educadores ao exercício da cidadania. A nossa missão éalavancar ações que promovam a valorização do ser humano, que favoreça aconstrução do conhecimento contextualizado deforma que os educando possam
  • 22. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentaladquirir habilidades e competências fundamentais para o seu sucesso edesenvolvimento integral permitindo a compreensão para a construção de ummundo melhor. Para que isso ocorra o CEF08 baseia-se nos cinco pilares daconstrução do aprender (DELOR’S): aprender a conhecer aprender a fazer, aprendera conviver aprender a ser e aprender a aprender, pois partimos do princípio de queescola não é apenas um veículo para a formação acadêmica, mas é, também, umespaço para a formação de opinião, é um instrumento para o desenvolvimento doser humano total que uma vez tendo acesso aos conhecimentos social ehistoricamente construídos possam desenvolver competências e habilidadespermeadas pelo respeito aos direitos e deveres que estabelecem a vida cidadã.Nessa perspectiva, a escola tem como missão:  Estimular o desenvolvimento de competências e habilidades para a vida futura no que diz respeito à prática de atitudes positivas em relação a si mesmo, ao próximo, ao meio ambiente e a uma carreira de estudos posteriores e profissionais.  Proporcionar experiências na escola as quais permitam aos educandos a relação com os fatos reais da comunidade no que diz respeito aos aspectos políticos, sociais, econômicos, culturais, éticos e morais que vivenciam.  Instigar os alunos a refletirem e a se posicionarem sobre os fatos atuais de interesses locais, nacionais e mundiais.  Compartilhar, de forma contextualizada, os conhecimentos científicos e culturais já construídos pela humanidade.  Estimular a formação da consciência autônoma, crítica e reflexiva dos educandos.  Proporcionar o desenvolvimento do espírito investigador e científico dos alunos e a buscarem a integração dos conhecimentos adquiridos na utilização da vida prática, na solução de problemáticas que possam apresentar na comunidade.  Buscar favorecer espaços de diálogo e convivência para que o aluno possa valorizar a própria cultura, vivenciar e respeitar as diversidades étnicas e culturais dos demais, como também buscar a superação a qualquer tipo de discriminação. Buscas por melhorias estruturais continuaram, e mais do que nunca, voltadas para a aquisição de recursos tecnológicos como: computadores para o laboratório de informática, informatização da sala de
  • 23. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental leitura, data show, aparelhos portáteis de som, aparelhos de DVDs (estes voltados para o enriquecimento do trabalho pedagógico); Desde o ano de sua fundação que a Proposta Pedagógica vem sendo construída e propondo estratégias para a construção de uma escola dinâmica e em sintonia com o que a nossa comunidade exige. Assim, tornar o fazer pedagógico, a construção do conhecimento e afunção social da escola, requerem uma reflexão contínua por parte de todos osenvolvidos no processo educativo. Reflexão esta baseada no exercício pedagógicocotidiano, tendo por base os referenciais teóricos voltados para uma práxiscomprometida com uma escola pública de qualidade. Daí a necessidade deinformatizar a escola; estimular a pesquisa por parte dos alunos; incentivar aformação continuada dos professores e professoras; investir em ações quepromovam a interação da família na escola; desenvolver atividades de integraçãoentre alunos e professores, no sentido de também promover a satisfação de ambosno ambiente escolar e de trabalho, respectivamente; e a avaliação em todas asações desenvolvidas.
  • 24. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalDiagnóstico A EMEB Profª “MARIA BARBOSA MARTINS atende a uma comunidadediscente, onde a diversidade cultura é bem acentuada e tem marcas profundasnuma tradição, com raízes familiares, de origem ainda no século XIX. Levando-seem conta que boa parte da população é oriunda de diversas localidades ribeirinhado Cuiabá e de outros estados brasileiros, do ponto de vista socioeconômico, pode-se constatar que o perfil das famílias apresenta baixo poder aquisitivo, sendo assim,os alunos enfrentam problemas de toda ordem como desemprego dos pais, a baixaescolaridade destes, acarretando na falta de acompanhamento dos mesmos narealização das atividades extraclasse dos seus filhos. Apresentam, também, baixopoder aquisitivo, uma vez que se observa que as maiorias das famílias sãoassistidas com os benefícios dos programas assistenciais do governo Federal,fazendo destas as únicas rendas da família. Observa-se, ao mesmo tempo, que háindícios de desestrutura familiar da maioria dos lares dos alunos, refletindo nosdesvios de comportamento e no processo de aprendizagem dos educandos. Aescola atende alunos de bairros circunvizinhos que para terem acesso a escola,utiliza transporte coletivo ou o escolar, mantido pela secretaria. Boa parte destesalunos reside em vilas e chácaras das proximidades. Observa-se, pelo histórico de matrícula, que há uma relevante rotatividadeno número de alunos matriculados, sejam que pedem transferências para outrasescolas (geralmente por motivo de mudança da família para outra cidade). Osprofessores desta escola, em sua maioria, são conscientes da realidade da vida dosalunos, e buscam ações que possam vir a ajudar essa clientela, não só do ponto devista do desenvolvimento cognitivo, mas também do ponto de vista social. Orientamas crianças e jovens a trilharem um caminho com vistas à superação dasproblemáticas, utilizando a escola como um instrumento de ascensão social. Oseducadores buscam ações pedagógicas que destaque o respeito, considerando asindividualidades e trabalhando o resgate ou a construção da auto-estima doseducandos.
  • 25. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalAnos Letivos de: 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011. a) Evidenciou-se melhora considerável no processo pedagógico como um todo, devido ao investimento na formação continuada dos professores, pela utilização dos recursos tecnológicos disponíveis, pelo bom aproveitamento das horas de coordenação pedagógica para o planejamento das atividades, porém fora ressaltado, também, que precisa haver um maior envolvimento e compromisso de todo o corpo docente na participação dos projetos previstos na proposta Pedagógica. b) Observou-se que as habilidades relativas à leitura e ao desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, bem como o desenvolvimento de um projeto “disciplinar” devem ser as prioridades dos projetos da escola; c) Foi passado como aspecto negativo o pouco envolvimento das famílias no acompanhamento aos educandos quanto à atenção aos mesmos na realização das atividades extraclasse, bem como quanto ao comparecimento dos mesmos nas reuniões ou quando solicitados na escola; observou-se que o rendimento acadêmico e o comportamento dos alunos cujos pais são mais presentes na escola, seus resultados são melhores. Para o ano letivos de 2012, daremos prioridade aos projetos que desenvolvam as habilidades de leitura, interpretação e o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e a integração da escola/família. Quanto à integração da família com a escola e os problemas “disciplinares” dos alunos, esperamos alcançar êxitos e com a busca de parcerias externas seja oferecendo palestras à comunidade ou alternativas que possam estar em consonância com a demanda da comunidade escolar. Usando das informações especificas e Ano Letivo, base de 2010, apuradoem reunião pedagógica, apresentado e em 2011. Como base a situaçãodiagnosticada em anos anteriores, o corpo docente elaborou o presente registro, noqual detectam deficiências pontuais, quanto à leitura, escrita, produção de texto eraciocínio lógico matemático dos educandos e os aspectos formativos, quanto aocomportamento, atitudes. Entre outros, foram abordados questões do ponto de vistada organização do trabalho administrativo e pedagógico:
  • 26. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental1 - Aspectos positivos Identificados a) A aquisição de recursos pedagógicos para a escola; b) A presença do Diretor e do coordenador pedagógico em sala de aula para conversar com os alunos em situações de desvio de comportamento. c) A flexibilidade da direção ao fazer acordos de trabalho com o corpo docente. d) As novas instalações da escola como um fator de mudança positiva para o desenvolvimento das atividades pedagógicas como salas ventiladas e bem iluminadas, quadro de giz de boa qualidade, espaço para realização de atividades diversas, quadra adequada para a realização de Educação Física, etc. Aspectos Negativos e) A falta de interação e participação dos professores na concretização dos projetos da escola. f) Falta de controle da disciplina em sala de aula por parte de alguns professores. Sugestões g) Discutir, em reunião pedagógica, como ponto de partida para buscar soluções para os problemas que interferem no fazer pedagógico da escola. h) Buscar ponto de equilíbrio entre os componentes da escola i) Maior envolvimento dos professores nos projetos pedagógicos. j) Que o coordenador não trabalhe como professor substituto. k) Cumprimento das regras pré-estabelecidas por professores/direção. l) Limpeza precisa. m) Melhorar Fazer reuniões mais objetivas, no sentido de não deixar assuntos pendentes. Vem traçando propostas de ações que visam contemplar as expectativas de todos os segmentos da comunidade escolar. Em reunião pedagógica, na avaliação do próprio trabalho os professores destacaram alguns fatores a serem considerados na avaliação geral dos alunos: n) A escola recebe alunos provenientes das escolas vizinhas. Em diagnóstico inicial observou-se que as habilidades de leitura, interpretação e escrita, bem como as de raciocínio lógico-matemático e de coordenação motora fina estão abaixo do esperado para a série.
  • 27. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental o) Recebem alunos para o 6º ano provenientes, também, de escolas classe vizinhas e da área rural; p) Os alunos da 6º ano apresentam dificuldades de adaptação à dinâmica dos horários de aula, bem como, dificuldades em leitura, interpretação e em matemática; q) Foi observado que os alunos, principalmente das 6 º ano apresentavam dificuldades na adaptação quanto às normas e à organização da escola. r) Dificuldades de relacionamento de alunos/alunos ou alunas/alunas e vice- versa; s) Tendência de alguns alunos a depredarem o patrimônio escolar. Com base nessas reflexões e nas conversas com os alunos no dia-a-dia, ou observando- os nas atividades pedagógicas e avaliações os professores e direção detectaram.2 - Fatores que podem ter contribuído para o rendimento insatisfatóriodos alunos a) A falta ou o pouco acompanhamento dos familiares na educação escolar dos seus filhos; b) As habilidades de leitura, interpretação e raciocínio lógico dos alunos incompatíveis com a série que se encontravam; c) Falta de motivação dos alunos e professores; d) Número excessivo de alunos por sala; e) Recursos humanos insuficientes no apoio aos alunos para atividades na sala de leitura; f) A insuficiência de títulos para pesquisa na sala de leitura; g) A inviabilidade de um projeto de leitura com um profissional da área de Língua Portuguesa; h) Desvio de comportamento dos alunos; i) O não cumprimento de atividades extraclasse por parte dos alunos.
  • 28. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental3 . Habilidades diagnosticadas abaixo do esperado a) Leitura e interpretação; b) Raciocínio lógico matemático; c) Pouca abstração em situações problema, envolvendo questões matemáticas; d) Dificuldades para resolução das quatro operações matemáticas; e) Diferenciar e produzir tipos diversos de textos; f) Restrições ortográficas; g) Depois das reflexões, anteriormente citadas, o corpo docente, núcleo pedagógico e a direção da escola citaram algumas propostas de trabalho que possam melhorar o desempenho dos alunos, tornarem o espaço escolar mais agradável e melhorar a convivência: h) Desenvolver projetos que estimulem a leitura e valorizem a utilização e conservação da sala de leitura; i) Estimular a criação textual e dramatizações; j) Atividades que estimulem o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático (jogos como dama, xadrez k) Projetos no laboratório de informática que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico reflexivo; l) Continuar incentivando a prática dos torneios interclasse (com jogos diversos); m)Comemorar a semana do estudante e das crianças; n) Desenvolver competências e habilidades de modo que os conteúdos sejam associados à vivência dos alunos, trabalhados criticamente; o) Incentivar a participação dos alunos na conservação e manutenção da escola, do patrimônio, por meio de atividades lúdicas, da feira cultural, e do debate do Regimento Escolar; p) Incentivar a valorização de todos os segmentos da escola. q) Ações que promovam a satisfação dos professores no trabalho; r) Desenvolver projetos para a formação de valores; s) Promover ações solidárias (projeto idoso); t) Promover passeios educativos (museus, teatro, zoológico, etc)
  • 29. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental u) Reunião bimestral com os professores dos dois turnos para avaliar o trabalho desenvolvido. Limpeza precisa melhorar;
  • 30. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalFilosofia da Escola “Propiciar ao Educando a formação necessária para seudesenvolvimento com espírito crítico e transformador, assegurando seus direitos e ocumprimento de suas obrigações como cidadão consciente”. Inserindo no contextoescolar as propostas do PDE – Plano de Desenvolvimento Escolar, como:Nossos Valores“Valorizar nosso alunado oferecendo qualidade nos serviços educacionais...”Nossa Visão de Futuro“Buscar ser uma escola que prime pela excelência de seus serviços, na cooperação entre ossegmentos da comunidade e poder público...”Nossa Missão“Preparar cidadãos que sejam comprometidos com as transformações sociais, críticos ecapazes trilhar novos valores ÉTICOS...”Nossos Objetivos Estratégicos 1. Aprimorar a Qualidade de Ensino – Aprendizagem; 2. Fortalecer o Trabalho da Gestão Escolar.Objetivo GeralPropiciar aos educandos o contato com outras realidades, visando a ampliação dosconhecimentos gerais e específicos de cada área, integrando o aluno àscomunidades afins para que se desenvolva sua visão crítica e ele adquiracapacidade de julgamento e emita opinião própria acerca do que ele vivenciou.
  • 31. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalObjetivos Específicos 1- Estimular e promover atividades culturais e sociais extraclasse envolvendo outras comunidades. 2- Estimular as práticas corporais e esportivas. 3- Qualificar os profissionais da educação. 4- Propiciar momentos de reflexão aprimorando senso crítico. 5- Melhoria do espaço físico da escola.Metas 1- Envolvimento das comunidades em atividades educacionais e sociais realizadas pela escola; 2- Envolver os alunos nas atividades esportivas sociais realizadas pela escola e também por outros Órgãos Públicos e Privados; 3- Proporcionar palestras, seminários, oficinas, treinamentos, pesquisas, jogos e intercâmbios culturais a comunidade escolar; 4- Promover cursos de capacitação para os profissionais da educação; 5- Consolidar a posição de referencia a comunidade escolar interna e externa.
  • 32. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalPrincípios Norteadores A educação é um processo dinâmico e deve acompanhar a evolução dostempos modernos para que não se torne obsoleta e deixe de cumprir o seuimportante papel na formação do cidadão crítico e participativo no que diz respeitoàs questões políticas, sociais e culturais. Com base nessas considerações,adotaremos como princípios norteadores: 1. A lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9394/96); 2. Os Parâmetros curriculares Nacionais (PCN); 3. O Parecer nº 04 da Câmara de Educação Básica referente às Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental; e os Quatro Pilares da Educação – UNESCO: “Segundo Delors (1996), a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer (grifo nosso) indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer (grifo nosso) mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver (grifo nosso) traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser (grifo nosso), que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver”. A Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº9394/96) A LDBconsolida e amplia o dever do poder público para com a educação em geral e emparticular para com o ensino fundamental, assegurando aos educandos “a formaçãocomum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes meios paraprogredir no trabalho e em estudos posteriores”, fato que confere ao ensinofundamental, ao mesmo tempo, um caráter de terminalidade e de continuidade. Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial dequalidade para a educação básica em todo o país. Sua função é garantir o respeitoàs diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas que atravessamuma sociedade múltipla, estratificada e complexa. O conjunto das proposiçõesexpressa nos PCN’s, respondem às necessidades de referenciais a partir dos quis o
  • 33. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentalsistema educacional do país se organize para que a educação possa atuar,decisivamente, no processo de construção da cidadania. Diretrizes Curriculares Nacionais (parecer º 04 da Educação Básica) AsDiretrizes Curriculares Nacionais (29/01/1198) são conjuntos de definiçõesdoutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica,que orientarão a escola na organização, na articulação, no desenvolvimento e naavaliação de sua Proposta Pedagógica. A Proposta Pedagógica da Escola se alicerça no compromisso de tercomo centro de interesse o aluno, levando em consideração suas experiências eacrescentando novas aprendizagens significativas e contextualizadas. Com basenestas considerações, nos comprometemos em criar condições para que o aluno,além disso, goste da escola; sinta que é respeitado, para poder respeitar; sinta que éestimulado em suas capacidades; possa se expressar e se manifestar comconfiança. O Currículo das Escolas Publica do município é um documentocompatível com “um novo tempo da educação”. A elaboração desse currículopressupõe o respeito a alguns princípios básicos e importantes para o alcance dosobjetivos traçados pelo Principio da Interdisciplinaridade – Trata os componentescurriculares de forma integrada para que ao aluno entenda um mesmo fenômeno,sob diferentes pontos de vista:a) Princípio da Contextualização – Tem como ponto de partida a experiência dos educandos, o contexto onde estão inseridos, gerando a partir daí as aprendizagens significativas.b) Valores e atitudes – Permeiam o currículo em sua totalidade. São determinantes no que diz respeito à conduta e a postura do educando em relação a si próprio. Neste contexto, no planejamento das atividades docentes do, incluem-se as estratégias que favoreçam a formação de valores e atitudes em seus alunos.c) O desenvolvimento de competências – Compreende a capacidade dos alunos em executar ações e operações mentais que atuem junto aos conhecimentos e experiências adquiridas, desenvolvendo habilidades, isto é, o saber fazer.d) Avaliação – Deve ser centrada nas aprendizagens significativas e no progresso do aluno. Essa avaliação deverá caracterizar-se como diagnóstica, processual, contínua, cumulativa e participativa. Os Quatro Pilares da Educação - UNESCO O relatório de Jacques DELOR’S, publicado pela UNESCO em 1996, depois de
  • 34. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental muitas discussões, chegou a conclusão de que pelo menos quatro eixos fundamentais deveriam nortear a educação no século XXI:e) Aprender a apreender;f) Aprender a fazer;g) Aprender a conviver juntos;h) Aprender a ser. “Esses quatro pilares estão presentes na filosofia da EMEB Profª MARIA BARBOSA MARTINS “, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação e abrangendo o ser nos aspectos cognitivo ao ético, estético ao técnico e, do imediato ao transcendente.
  • 35. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalPrincípios Epistemológicos A escola está inserida num contexto, onde a mudança necessária amelhorias do processo de ensino aprendizagem ocorre num ritmo cada vez maisacelerado, cujas características são determinadas pelos avanços tecnológicos, pelasinformações, tendo como veículos de propagação as diversas mídias, em especial atelevisão (por ser este o recurso tecnológico dos mais acessíveis à grande maioriadas pessoas). É também marcado pelo apelo ao comportamento empreendedor,pensamento criativo, poder de iniciativa e de decisão, ao desenvolvimento doraciocínio crítico e reflexivo, enfim, exigindo das pessoas uma visão do todo, em setratando de uma realidade globalizada. Nesse contexto, a escola, testemunha de uma grande contradição sociale econômica (em nível de Brasil) como também dos conflitos políticos, econômicos eculturais mundiais, questiona-se como desenvolver a prática educativa que possacorresponder às necessidades desse contexto? Um modelo de escola em quepredomina a visão de transmitir conhecimentos, alheia aos fenômenos naturais demudanças e construções de novos valores sociais, nega também a construção dosaber, pois não existe conhecimento sem a consideração do meio e asinterferências que ele promove no processo ensino e aprendizagem. Quanto aoposicionamento da escola, Morin (2000, pg.13), atribui as “cegueiras doconhecimento”: o erro e a ilusão, em que critica o conhecimento fragmentado,descontextualizado. “A era planetária necessita situar tudo no contexto e no complexoplanetário. O conhecimento do mundo como mundo é necessidade ao mesmo tempointelectual e vital (...). Para articular e organizar os conhecimentos e assimreconhecer e conhecer os problemas do mundo é necessário a reforma dopensamento” (Id. Pg. 35). A educação passou por várias mudanças no decorrer dostempos. Novos rumos eram traçados, quando colocados em questão os aspectosrelacionados ao processo ensino e aprendizagem. Quando estes não iam bemquanto a sua intenção e eficácia, novas formas de atuação da escola erambuscadas. Na atualidade se percebe essa busca como um processo dinâmico nocontexto escolar, busca pautada nas exigências do contexto atual, fundamentada
  • 36. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentalnos princípios da educação de qualidade, motivadora e que além de despertar ointeresse do educando, permita-lhe satisfação pessoal na busca da própriaformação. Essa busca por melhorias é um esforço que deve ser coletivo e issoimplica na quebra paradigmática de um conjunto de ações relacionadas à práticaeducativa. De acordo Lück (1995) não basta mudar um ou outro aspecto da açãoeducativa, tendo em vista seus resultados isoladamente, sugere que se deve rever avisão conjunta de todos os aspectos orientada pelo seu paradigma. Essa mudança,ainda segundo a autora, implica em ações correspondentes, interativa einterdisciplinar, as quais devem ser orientadas pela visão conjunta de seusdesdobramentos. Lück afirma que o mundo oferece uma gana de possibilidades aoseducandos e a escola trabalha orientada de acordo a ótica convencional epragmática, às vezes até mostrando a realidade, mas sem permitir tocá-la ouexperimentá-la, e, nesse caso, estará referendando a proposição de vitrine eexplicando o mais e o maior pelo menos, e o menor. É justamente essa condiçãoque torna o processo ensino e aprendizagem, desmotivador, enfadonho e irrealisticopara o aluno. Partindo desse pressuposto podemos identificar que um dos inimigosda prática educativa reside na ótica reducionista e fragmentada do conhecimento.“Para que a educação se transforme em um processo estimulante de formação doaluno e promotor de aprendizagens significativas é necessário adotar uma ótica queesteja em acordo com os fundamentos e princípios de que o papel da educação é ode levar o aluno a conhecer o mundo e a conhecer-se no mundo de modoparticipativo e atuante como sujeito desse processo” (Id. 1995). Segundo Morin(2000), a reforma do pensamento, da educação é uma questão paradigmática. “A esse problema universal confronta-se a educação do futuro, poisexiste inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre, de um lado, ossaberes desunidos, divididos, compartimentados e, de outro, as realidades ouproblemas cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais,transnacionais, globais e planetários”. (Id. Pg. 36). Para que o conhecimento sejapertinente, a educação deverá tornar evidente: o contexto, o global, omultidimensional e o complexo, ainda na visão de Morin. A interdisciplinaridade nãorepresenta o remédio para todos os males da educação. Ela corresponde a umaótica que deve ser refletida sempre, é uma orientação para um trabalho quepossibilite renovar a motivação de professores e alunos.
  • 37. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Trabalhando sob a orientação e focados na interdisciplinaridade requerpor parte dos educadores a visão de que a finalidade do ensino não é só a detransmitir conhecimentos, ela vai além, pois é de responsabilidade da escola aformação do ser humano para a vida, para que ele seja capaz de tomar iniciativas edecisões para a resolução de problemas, que lhe possibilite o conhecimentocientífico para a compreensão da realidade, permitindo-lhe condições para delaparticipar. Atuar numa proposta interdisciplinar defende Lück (1995), exige visão aomesmo tempo aberta, abrangente e de futuro, que permita ver o todo em projeçõesfuturas, perspectiva interativa, capacidade de ação como sujeita dos processossociais. A autora exemplifica que no caso da educação, deve-se ter clara umaimagem da dinâmica da escola, de si próprio nessa escola e nessa dinâmica, de seutrabalho, de seus resultados, de seus alunos, de hoje e daqui a alguns anos;ressalta que se deve procurar compreender as diferenças culturais dentro da escolae a sua interatividade na prática pedagógica e na formação da sua dinâmica; que oprofessor deve perceber-se como um agente capaz de promover transformações navida do educando e da própria escola e tudo isso demanda uma visão conjunta einterativa com o meio. A prática interdisciplinar não é obtida estabelecendo relaçõesentre conhecimentos considerados de modo desvinculado da realidade querepresentam. A problematização e a resolução de problemas constituem a base daprática interdisciplinar e a construção de conhecimentos se dá a partir de estágios dematuração de consciência. Daí resulta a construção da consciência pessoalglobalizadora, capaz de compreender complexidades cada vez mais amplas. (LÜCK,1995). O Referencial Curricular da Educação Básica do Ensino Fundamental – anosiniciais e finais - das Escolas Públicas municipais privilegia construção decompetências e habilidades e aponta a necessidade de se trabalhar os TemasTransversais, defendendo uma aprendizagem significativa e interdisciplinar. “A escola está inserida num contexto social no qual atua, modifica e doqual sofre influências; ela não pode fugir às discussões relativas a essa sociedade: énecessário que trate das questões que interferem na vida dos alunos e com os quaiseles se vêem confrontados no seu dia-a-dia”. (...) “Uma orientação didático-pedagógica pertinente é a indicação da pedagogia de projetos para se trabalhar osTemas Transversais, pois ela não só considera as necessidades dos alunos como
  • 38. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentaltambém edifica a aprendizagem a partir de um contexto significativo e dainterdisciplinaridade”. (DISTRITO FEDERAL, BRASIL, 2002). Nessa perspectiva a buscamos uma ação educativa centrada naconstrução de aprendizagens significativas e o desenvolvimento de competências,norteando-se pelos princípios éticos e morais em que estão consolidadas asrelações sociais, as do mundo do trabalho e as de convivência com o meioambiente, numa abordagem interdisciplinar dos temas já previstos no Currículo doEnsino Fundamental das Escolas Públicas do município. A atenção dessa unidadede ensino está na formação do ser humano, para que possa enfrentar os desafiosemocionais e profissionais que encontrará ao longo da vida. Por isso é tãoimportante trabalharmos valores como respeito, esperança, solidariedade, justiça,amizade, honestidade, união, dedicação e a vontade de aprender e de construir ummundo de paz. A escola não é colocada aqui apenas como um espaço formal deaprendizagem, mas sim onde se adquire o conhecimento por meio de experiênciasvividas. Nosso objetivo, portanto, é educar para a vida, fazendo com que o alunocresça em todos os sentidos. Os educadores desta escola se empenham tanto emconstruir conhecimentos, quanto em ensinar valores que são a base para que, nofuturo, o aluno seja um adulto feliz, capacitado e consciente de seu papel nasociedade. Trabalha-se com o foco na descoberta do potencial do aluno e, emcontrapartida, atende ao desenvolvimento de estratégias eficazes de aprendizagemdos alunos com defasagens (dificuldades de aprendizagem) ou com altashabilidades, adotando o portfólio como recurso para diagnóstico. (Renzulli, 1997), diz que para alcançar os objetivos propostos, o estudodas diversas áreas do conhecimento tem como acepção o desenvolvimento dehabilidades tais como: de criar, de refletir, de construir, de aprender, de participar, deexpressar e, principalmente de compreender o mundo com suas complexidades, demodo que o educando possa fazer a relação destes conceitos com os conteúdosque “ganham vida” ao estabelecer significado no que aprende, ou seja, na conexãoda teoria com o mundo real. Considerando que esta Unidade de Ensino atende alunos do EnsinoFundamental - anos iniciais e finais entenderam que os conteúdos das diferentesáreas de ensino deverão referir à construção das capacidades intelectuais dosalunos, o pensamento autônomo, a construção da própria identidade e a consciênciacrítica, para que possam compreender e participar ativamente da vida social dando
  • 39. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentalcontinuidade aos seus estudos. Durante o processo pedagógico, estabelecemoscondições para que o educando vá adquirindo de forma sistemática os conteúdosescolares, através de uma ação educativa que não esteja restrita somente aoconteúdo, nem aos elementos que a criança apresenta espontaneamente. Optamospor uma ação pedagógica que possibilita desenvolver no aluno uma forma de entrarem relação com o conhecimento enfatizando a curiosidade, o questionamento e areflexão. Os alunos de 5º, 6º, 7º, 8º e 9º ano - apresentam uma faixa etária na quala maior parte deles já se encontra na adolescência. O corpo docente procuratrabalhar compreendendo esta fase da vida, direcionando seus propósitos e projetospara esta pessoa em construção, através do trabalho consciente, que une currículoe ética, que procura pensar nas dimensões humanas e plurais, despertando nojovem a sensibilidade para atender à necessidade de pensar a Justiça, a Igualdade,a Liberdade, a Humanidade a Solidariedade, valores universais que levam aodiálogo, que buscam a dignidade humana.
  • 40. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalOrganização Curricular As Diretrizes Curriculares Nacionais colocam a escola como agenteprincipal da definição do currículo. A escola deve elencar habilidades/competênciasde forma interligada por área (interdisciplinaridade) para que os educandosadquiram conhecimentos capazes de torná-los cidadãos críticos, versáteis e hábeispara continuar aprendendo e se adaptando às constantes exigências do mundoglobalizado. Concebemos um currículo que permita ao educando a criar, inovar enão somente a reproduzir ou desempenhar atividades que não sejam significativas.Propomos um currículo que contemple os temas e preocupações mundiais e que sebaseie, também, no contexto sócio-histórico, nos valores culturais da populaçãobrasileira. Tal currículo deve privilegiar o processo de ensino e aprendizagemcentrado no contexto, permeado por uma visão crítica, tanto da parte do professorquanto do aluno. Sua Matriz Curricular norteia por Área de Conhecimentoacadêmico, focado em três Pilares: Área de Conhecimentos Componentes Curriculares L. Port. Alfabetização Língua Portuguesa Linguagens Artes Língua Estrangeira Moderna Espanhol Educação Física Matemática Ciências da Natureza e Matemática Ciências História Ciências Humanas Geografia Educação Religiosa A coordenação pedagógica é o momento em que todo o corpo docente,os coordenadores pedagógicos e a direção definem uma linha de trabalho comum(planejamento coletivo), onde são definidos os fins que se pretendem alcançar e osmeios necessários para que esses fins sejam realmente atingidos. Nosso focoprincipal é, a partir do estabelecimento de um vínculo de confiança, ajudar criança e
  • 41. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentalo adolescente na promoção do seu amadurecimento como ser humano e comoaluno. Estamos de portas abertas para acolher, ouvir, atender, orientar eacompanhar os processos educacionais. Assim, enfatizando e otimizando a vida e o amor que temos de ter pelaspessoas, além do respeito ao outro e às diferenças entre todos, como preconiza aeducação. Com esse intuito e formato de trabalho, lidamos diariamente compossibilidades e, também, limites sempre buscando preparar nosso aluno para avida, dando oportunidade a situações de protagonismo com a tomada de decisão.Entendemos que, além dos conhecimentos de que o aluno se apropria, os valoreséticos, de convivência social e espiritual são fundamentais a serem desenvolvidos.Organizamos as lideranças de sala de aula e cooperamos com projetos que dãooportunidade ao estudante de se sentir sujeito, de ser um protagonista. Também,participamos, juntamente com os professores, coordenações e equipe diretiva, doConselho de Classe – processo que tem como objetivo avaliar o desenvolvimento doaluno e encontrar, em conjunto, alternativas para resolução de problemas edificuldades dos alunos e das turmas. Outro desafio é qualificar as açõespedagógicas, processo em que as famílias serão chamadas a colaborar, mantendo,assim, uma parceria contínua e mútua com a intenção de melhorar odesenvolvimento do estudante. Atuamos diretamente com pais, professoresespecialistas que acompanham os nossos alunos, nas áreas cognitiva, afetiva esocial, visando à promoção do crescimento frente às limitações apresentadas. Ofirmamento de parcerias com outras instituições tais como, Centros de Saúde,garante a extensão de ações que fortalecem a saúde física e mental dos educandos.Promover a cultura de paz e enfrentamento da violação dos direitos humanos.Acreditamos na superação das dificuldades e no crescimento global. A implantação das partes diversificadas na organização curricular do anoletivas presente se dará através de projetos, que têm como meta à interação docorpo estudantil às necessidades que encontrarão em sua vida social e cultural;portanto, os projetos contemplarão às necessidades dos educandos. Neste espaçoda elaboração dos projetos, serão levantados pela equipe pedagógica da escola,professores e pais de alunos, os temas relevantes se de interesse para acomunidade a qual a escola atende. Tais projetos serão contemplados em trêsáreas: Códigos e linguagens Ciências e Matemática. Os projetos desenvolvidos naParte Diversificada considerarão a interdisciplinaridade e a contextualização dos
  • 42. Proposta Pedagógica Ensino Fundamentaltemas a serem desenvolvidos com os demais componentes curriculares. TaisProjetos Interdisciplinares envolverão assuntos da vida real dos educandos para quepossam buscar significado entre as áreas do conhecimento e se prepararem para oexercício da cidadania, para a vida do trabalho e a construção de uma existênciamais feliz e humana. A cada bimestre serão desenvolvidos projetos, escolhidos apartir das necessidades reais da comunidade escolar. Para estar em consonância com as demandas sociais emergentes, faz-senecessário que a escola trate em suas ações pedagógicas de questões queinterferem na vida dos alunos e com as quais se vêem confrontados no seu dia adia.A nossa proposta sugere o tratamento transversal de temáticas sociais na escolacomo forma de contemplá-las na sua complexidade, sem restringi-las a abordagemde uma única área. Tal abordagem fundamenta-se na a Lei Federal nº 9394/96, emseu artigo 27, inciso I, na qual destaca que os conteúdos curriculares da educaçãobásica deverão observar a “difusão de valores fundamentais ao interesse social, aosdireitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e a ordemdemocrática”. Nessa perspectiva, as problemáticas sociais em relação à ética,cidadania, meio ambiente, saúde, orientação sexual e prevenção às drogas sãointegradas na proposta educacional como Temas Transversais. Os temas escolhidospartiram de uma urgência que a comunidade, a qual a escola atende, demanda.Desenvolver um trabalho pedagógico baseado na transversalidade pressupõe umtratamento integrado das áreas e um compromisso com as relações interpessoais noâmbito da escola, pois os valores que ser quer transmitir, os experimentos navivência escolar e a coerência entre eles devem ser claros para desenvolver ascapacidades dos alunos de intervir na realidade e transformá-la, tendo essacapacidade relação direta com o acesso ao conhecimento acumulado pelahumanidade. O conjunto de documentos de temas transversais discute anecessidade de a escola considerar valores gerais e unificadores que definam seuposicionamento em relação à dignidade da pessoa, a igualdade de direitos, aparticipação e co-responsabilidade de trabalhar pela efetivação do direito de todos àcidadania. A proposta pedagógica, portanto, fundamenta-se na prática dainterdisciplinaridade e transversalidade, por considerar que ambas formam uma teiade relações no tratamento às questões a serem trabalhadas na escola.
  • 43. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental A perspectiva interdisciplinar alimenta a transversalidade e vice-versa, namedida em que, ambas buscam inter-relação dos campos do conhecimento e asignificação/relação dos mesmos com as questões da vida real do educando e desua transformação, exigindo, para isso, o rompimento com uma perspectivadisciplinar rígida, segmentada no tratamento das áreas do conhecimento. O conjuntode documentos de temas transversais discute a necessidade de a escola considerarvalores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação àdignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e a co-responsabilidadede trabalhar pela efetivação do direito de todos à cidadania. A proposta desta Unidade de Ensino é que a ética expressa naconstrução dos princípios de respeito mútuo, paz, justiça, zelo, cidadania,sinceridade, responsabilidade seja reflexão sobre diversas atuações humanas e quea escola considere o convívio escolar como base para a aprendizagem, nãohavendo descompasso entre “o que diz” e “o que se faz”. Partindo dessaperspectiva, o tema transversal ÉTICA traz a proposta de que a escola realize umtrabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, a qual dependemais de experiências de vida favoráveis do que de discursos e repressão. Noconvívio escolar, o aluno pode aprender a resolver conflitos em situações de diálogo,pode aprender a ser solidário ao ajudar e ao ser ajudado, pode aprender a serdemocrático quando tem a oportunidade de dizer o que pensa, submeter suas idéiasao juízo dos demais e saber ouvir as idéias dos outros com respeito. Meio ambiente: A formação de uma mentalidade consciente e respeitosaem relação ao meio ambiente é compromisso.
  • 44. Proposta Pedagógica Ensino FundamentalReferencia BibliográficaCAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o bá-bé-bi-bó-bu. São Paulo: Scipione, 1999.CHALITA, Gabriel – Pedagogia do amor: a contribuição das histórias universais paraa formação de valores das novas gerações – São Paulo: Editora Gente, 2003.CURY, Jamil. Parecer sobre a Educação de Jovens e Adultos.FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, 1982. GOMES, C.A. (org.).Qualidade, Eficiência e Eqüidade na Educação Básica. Brasília: IPEA, 1992.HADJI, Charles. A avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed, 2001.HOFFMANN, Jussara Maria Lerch – Avaliação: mito e desafio: uma perspectivaconstrutiva – Porto Alegre: Editora Mediação, 2003, 32ª Ed.BRASIL.LEI DE DIRETRIZES E BASE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. – Nº 9.394/96.LIBÃNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia:Alternativa, 2004.LUCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. 2ªed. Vozes, Petropolis-RJ - 1995.MARINHO, Claisy. Contribuições Teóricas. Mimeo. (s/d).MORIN, Edgar. Os setesaberes necessários à Educação do Futuro. S. Paulo. Ed. Cortez, 2000.NOVA ESCOLA. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender. 1ªà 4ª Série. Edição especial. Ed. Abril.______________. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender.5ª à 8ª Série. Edição especial. Ed. Abril.PECXEI, Aurélio e IKEDA, Daisaku. Antes que seja tarde demais. Rio de Janeiro,Record, 1984.PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens -ARTMED, Porto Alegre - 1999.SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL – Educação de Jovens eAdultos – Currículo da Educação Básica do Distrito Federal. 2000.