Projeto politico maria barbosa

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Projeto politico maria barbosa

  1. 1. Projeto Político Pedagógico – PPP Projeto Político Pedagógico Uma proposta em constante inovação! 1
  2. 2. Projeto Político Pedagógico – PPP © EMEB PROFª MARIA BARBOSA MARTINS, 2012. É Permitida a reprodução ou transmissão desta obra por qualquer meio, sem a prévia Autorização do autor, desde que preservada a fonte. Direitos reservados para a autora, protegidos pela Lei 9610/98. A originalidade dos artigos e as opiniões emitidas são de inteira responsabilidade de sua autora. Embm. MARTINS, EMEB Maria Barbosa. Projeto Político Pedagógico: instrumento e Ferramenta de Sucesso Distrito de Bonsucesso. Várzea Grande-MT, 2012. 1. Proposta Pedagógica. 2. Educação 3. PPP- Projeto Político Pedagógico. José Wilson Tavares Diretor Eliane Winck Coordenadora Pedagógica Azuil Marcio Bastos Presidente do CCDE Sandra Regina Nunes Secretária Escolar Tatiane Pinheiro da Silva Professora comunitária Programa Mais Educação Adnilse de Souza Santos Siqueira Articuladora Pagina na Internet: www.emebmariabarbosamartins.blogspot.com 2
  3. 3. Projeto Político Pedagógico – PPP Projeto Político Pedagógico Uma proposta em constante inovação!“PPP um instrumento forte e ferramenta de inovações que nos permitempensar, o ontem, o hoje e planejar o futuro, inovando sempre com foco nosucesso das Atividades de ensino e aprendizagem” José Wilson TavaresA importância do projeto político-pedagógico está no fato de que ele passa aser uma direção, um rumo para as ações da escola. É uma ação intencionalque deve ser definida coletivamente, com conseqüente compromisso coletivo. Betini. Geraldo Antônio, in memória Distrito de Bonsucesso – Várzea Grande - MT 2012 3
  4. 4. Projeto Político Pedagógico – PPPApresentação A Construção do Projeto Político-Pedagógico da Escola Desde 1996, como advento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei 9394/96, o projeto políticopedagógico vem sendo construído com propostas de novos caminhos, para umaescola diferente. Todas as questões que envolvem o fazer pedagógico e as suasrelações com o currículo, conhecimento e função social da escola, obrigam a umpensar e a uma reflexão contínua de todos que estão envolvidos neste processo.Que escola queremos construir? Que conhecimentos nossos alunos/as precisarão ter para de fato, exercera sua cidadania nesta sociedade tão cheia de conflitos? Conflitos estes que estãopresentes no espaço escolar, nas relações pessoais, no confronto das idéias etambém no surgimento de novas concepções, das dúvidas e da necessidade dodiálogo entre os sujeitos aprendentes (comunidade escolar). Tais situações serão apresentadas no decorrer deste documento, naslinhas e entrelinhas de cada parágrafo, resgatando o aspecto histórico de como cadamomento foi sendo produzido e construído. Pois este documento é o resultado deum esforço conjunto dos profissionais da educação desta unidade escolar com oobjetivo de respaldar as ações administrativas e pedagógicas no âmbito desteestabelecimento educativo. Há consciência, por parte dos educadores e da Comunidade Escolardesta Instituição de Ensino, de que este documento representa apenas um germe deprojeto político pedagógico e se encontra aberto a todo e qualquer tipo de sugestãoe encaminhamentos. Sabemos que nenhum projeto político pedagógico pode serdado como pronto e acabado sob pena de se cristalizar e deixar de acompanhar osmovimentos da história. Portanto, nossa reflexão continua baseada principalmentena prática pedagógica cotidiana e na discussão dos referenciais teóricos que nosencaminhem para uma ―práxis‖ responsável e compromissada com uma escolapública de qualidade. A busca de coerência entre o que se pretende ensinar aos alunos e o quese oferece a eles é fundamental. Uma formação rodeada de descobertas, dedesejos, com certeza irá fazer da sala de aula um local onde circula aprendizagem, 4
  5. 5. Projeto Político Pedagógico – PPPonde o conteúdo não é procurado só em livros empoeirados, cheirando a mofo, enem em cadernos amarelados. Mas onde, vida e sabores pulsam na sala de aula ese misturam, fazendo com que os alunos aprendam e se comprometam com esteaprender e que os professores sejam apenas os facilitadores desse processo.Conscientes que somos de nosso papel na sociedade e tendo claro que os nossosdesejos de alcançarmos uma sociedade mais justa, incluem prioritariamente, aeducação das novas gerações, trabalharemos pela garantia de um ensino dequalidade que assegure o pleno desenvolvimento do potencial do aluno. A escolacomprometida com o conteúdo de formação da cidadania do aluno tenta amenizarseus rígidos tempos para incorporar a idéia de se construir um centro de formaçãocoletiva de cultura. Enfim, a busca do conhecimento transforma-se não só em ummeio de alcançar um fim, mas um fim em si mesmo, no sentido de acompanhar asrápidas mudanças da sociedade. A LDB (Lei nº 9394/96), em seu art.12 & I, art. 13 & I e no art. 14 & I e IIestabelece orientação legal de confiar à escola a responsabilidade de elaborar,executar e avaliar seu projeto pedagógico. A legislação define normas de gestãodemocrática do ensino público na educação básica, de acordo com suaspeculiaridades e conforme os seguintes princípios estabelecidos pelo art.14: I. Participação dos profissionais de educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II. Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares equivalentes. A participação dos professores e especialistas na elaboração do projetopedagógico promove uma dimensão democrática na escola e nessa perspectiva, asdecisões não centralizadas no Gestor cedem lugar a um processo de fortalecimentoda função social e dialética da escola por meio de um trabalho coletivo entre todosos segmentos participantes e a comunidade escolar. Com o objetivo de destacar a descentralização da gestão educacional ofortalecimento da autonomia da escola e garantir a participação da sociedade nagestão criaram-se o Conselho Escolar constituído desde abril / 1997 com base naLDB 9394/96 e na Lei Orgânica Municipal com base em seu Art.188 Parágrafo VI eregulamentado pelo Decreto Municipal nº 038 de 05 de Abril de 1995, consolidando,com base legal e jurídica A Gestão democrática do ensino, garantida a participaçãodos representantes da comunidade‖. O Conselho Escolar tem peso de decisão 5
  6. 6. Projeto Político Pedagógico – PPPenquanto órgão máximo da instituição, de caráter deliberativo, consultivo enormativo no referente a quaisquer assuntos relacionados à escola. A autonomia na escola é o resultado da confluência de vários interesses,onde se confrontam diferentes detentores de influência tanto interna quanto externa,sendo, portanto uma construção político-social, e sendo assim um meio de a escolaconcretizar em melhores condições nossas intencionalidades. Tanto quanto oConselho Escolar, o Conselho de Classe é uma instância criada para garantir arepresentatividade, a legitimidade e a continuidade das ações educativas. A escola em seu dia-a-dia é um espaço de inúmeras e diversificadaspráticas que estão em permanente processo de construção e reconstrução. Aspráticas da gestão fazem parte da vida da escola contribuindo para odesenvolvimento democrático e a participação, por isso prioriza em sua organizaçãointerna encontros bimestrais para a execução de seus Conselhos de Classe e asdecisões tomadas são partilhadas com o Conselho Escolar, os pais e com cadaaluno respectivamente. Com isso, procura garantir a participação direta de todos osprofessores que atuam na turma que será analisada, além de buscar a organizaçãode forma disciplinar, estabelecendo uma ―rede de relações‖, isto é o professorparticipa de vários conselhos tendo a avaliação como foco para promover adiscussão do processo didático no âmbito de suas dimensões: ensinar, aprender,pesquisar e avaliar. O Conselho de Classe é também um espaço interdisciplinar, uma vez queaglutina professores de diversos componentes curriculares, assumindo caráterdeliberativo quando se refere ao processo didático. A avaliação desenvolvida aolongo do conselho de classe expressa os objetivos da escola como um todo e nointerior da sala de aula como avaliação do processo didático. O conselho de classe como instância coletiva de avaliação, como espaçoda interdisciplinaridade e também um excelente lugar para o exercício daparticipação mediado pelo diálogo que visa ao envolvimento de todos no processoeducativo da escola. Entende-se que o Projeto Político-Pedagógico é uma ação intencional e oresultado de um trabalho coletivo, que busca metas comuns que intervenham narealidade escolar. Traduz a vontade de mudar, pensar o que se tem de concreto etrabalhar as utopias; permite avaliar o que foi feito e projetar mudanças. DEMO(l998), assim se refere a essa questão: 6
  7. 7. Projeto Político Pedagógico – PPP Existindo projeto pedagógico próprio, torna-se bem mais fácil planejar o ano letivo, ou rever e aperfeiçoar a oferta curricular, aprimorar expedientes avaliativos, demonstrando a capacidade de evolução positiva crescente. É possível lançar desafios estratégicos, como: diminuir a repetência, introduzir índices crescentes de melhoria qualitativa, experimentar didáticas alternativas, atingir posição de excelência. (p. 248) Nesse sentido, consideramos que o Projeto Político-Pedagógico prevêtodas as atividades da escola, do pedagógico ao administrativo, devendo ser umadas metas do Projeto construir uma escola democrática, capaz de contemplarvontades da comunidade na qual ele surge tanto na sua elaboração quanto na suaoperacionalização, desde professores, técnicos, pais, representantes de alunos,funcionários e outros membros da comunidade escolar. No contexto atual, marcado por sucessivas transformações, a educação,na qualidade de uma prática social, contribui positivamente no processo dedemocratização da sociedade brasileira. Deste modo, evidencia-se que a busca daqualidade na educação representa o desejo de prestar um serviço eficiente, nosentido de contribuir na formação de homens e mulheres capazes de compreender asociedade em que vivem. A intenção da escolha da temática em questão está em mostrar aimportância social do Projeto Político-Pedagógico no contexto escolar, uma vez queo seu processo de construção e execução visa planejar a ação presente com vistasà transformação da realidade, pois é em função da melhoria dos serviçoseducacionais que se considera importante estruturarem princípios que norteiam aspráticas educativas. A História da Educação brasileira vem se processando através dedécadas marcadas por políticas educacionais extremamente centralizadoras eautoritárias, permeada de questões antidemocráticas e ideológicas, gerandosituações de conflitos, resistências e desafios, inviabilizando assim a implantação deuma escola independente capaz de gerir democraticamente, projetada para aliberdade e a autonomia. Apesar de todo o caminho percorrido e dos avanços no sistemaeducacional, muitas escolas não acompanharam as transformações que asociedade vem experimentando. Assim, encontram-se ainda muitos resquícios deuma educação tradicional, que marginaliza e exclui um bom número de alunos naaplicação de seus métodos arcaicos, na seleção de conteúdos programáticos muitasvezes fragmentados e desvinculados da vida dos educandos, sem despertar o 7
  8. 8. Projeto Político Pedagógico – PPPinteresse devido, na postura autoritária do professor que ainda se julga ser detentordo conhecimento. Entendemos que, mudar a escola não é fácil e rápido, embora sejanecessário e urgente. A sua transformação se dá em um campo de luta pelasconquistas sociais que têm sido em longo prazo e limitadas para a maioria dapopulação brasileira. Portanto cabe à escola tornar-se um dos agentes de mudança social econstituir-se num espaço democrático, garantindo ao educando o direito de usufruirda construção do seu conhecimento, oferecendo aos professores educaçãocontinuada no sentido de se sentirem comprometidos com a qualidade da educação,viabilizando uma gestão (direção, coordenação e supervisão) mais democrática eatuante, criando propostas alternativas para uma possível superação de problemasescolares. Nesse sentido afirma GADOTTI (1977): A gestão democrática pode melhorar e é específico da escola, isto é, o seu ensino. A participação na gestão da escola proporcionará um melhor conhecimento do funcionamento da escola e de todos os seus atores; proporcionará um contato permanente entre professores e alunos, o que leva ao conhecimento mútuo e, em conseqüência aproximará também as necessidades dos alunos dos conteúdos ensinados pelos professores. Considerando que o Projeto Político Pedagógico é um eixo que norteia asatividades pedagógicas de uma instituição de ensino é que decidimos construir,investigar o processamento do Projeto Político Pedagógico no interior da Escola. 8
  9. 9. Projeto Político Pedagógico – PPPJustificativa Tendo como referencial teórico–metodológico a Lei de Diretrizes e Basesda Educação nacional, Lei 9394/96, as Orientações Curriculares para o ensinofundamental, o grupo gestor juntamente com os professores, pais, alunos ecomunidade, elaboraram o Projeto Político Pedagógico onde o resultado de todo otrabalho seria um documento que viesse avaliar, discutir e aprofundar todo o sistemaeducacional do colégio. A intenção deste documento é, fundamentalmente, retomaro exercício da discussão e encaminhamento coletivo, no nível do processo ensino-aprendizagem. A Emeb Profª ―Maria Barbosa Martins‖ tem como função principalrespeitar e valorizar as experiências de vida dos educandos e de suas famílias.Temos como propósito, fortalecer-nos mesmos; a postura humana e os valoresaprendidos, tais como: a criticidade, a sensibilidade, a contestação social, acriatividade diante das situações difíceis e a esperança. Queremos deste modo,formar seres humanos com dignidade, identidade e projeto de futuro. O objetivo do nosso Projeto Político Pedagógico é oferecer aosprofessores, alunos, pais e todos aqueles que estão direta ou indiretamente ligadosa esta instituição uma visão da realidade educacional. Este documento constitui um referencial de qualidade para afundamentação pedagógica no Ensino Fundamental. Nele estão inseridos opensamento e o trabalho de todo o corpo docente do colégio. Por sua naturezaaberta, configura uma proposta flexível a ser concretizada nas decisões dos projetoseducacionais empreendidos na escola. Nele estão contidas as tendênciaspedagógicas praticadas na escola, bem como o sistema de avaliação e a práticadisciplinar desenvolvida pelos professores. As metas aqui propostas se efetivarão em parceria com toda acomunidade escolar e com o real comprometimento dos profissionais que oelaboraram. Esta proposta tem seu fundamento na construção de umconhecimento que não é pronto e acabado, mas que está em permanente avaliação 9
  10. 10. Projeto Político Pedagógico – PPPe/ou reformulação, de acordo com os avanços dos principais paradigmaseducacionais da atualidade. É nesta perspectiva que o Projeto Político Pedagógico da EmebProfª ―Maria Barbosa Martins‖, deverá ser trabalhado e enriquecido na dinâmica daprática pedagógica. Desta forma, não se pretende oferecer um manual para o corpodocente, sua proposta é dialogar a respeito da estrutura educacional, dos conteúdose da metodologia deste, bem como ter claro seus fins e objetivos. Ao construirmos nosso Projeto Político-Pedagógico levamos em conta arealidade que circunda a Escola e as famílias de nossos alunos, pois, certamente, arealidade social dos alunos afeta a sua vida escolar, e os dados levantados devemcontribuir para orientar todo o organismo escolar para os fins de tratar tais indícioscom a devida relevância, transformando-os em currículo, objeto de planejamento epotencial de aprendizagem. Em nossos encontros, discussões e pontos em comum,pensando na gama de formações acadêmicas, pessoais e sociais de cada membroque contribuiu para a construção de nosso Projeto, enquanto escola buscamos criarum clima escolar que priorize a tolerância, o cotidiano escolar na cidadania e em proldela, além da alta expectativa na aprendizagem dos alunos, pois acreditamos quetodos podem aprender e que todos somos iguais nas diferenças, por issoprecisamos de tratamentos pedagógicos específicos, bem planejados eacompanhados. O resultado dessas perspectiva pode e deve ser acompanhado poravaliações processuais e de resultado, notadamente transformadas. A educação é prioridade para todos os cidadãos, patrimônio inalienávelda sociedade, direitos e dever da União, Estados e Municípios, geri-la, e garantirsua acessibilidade, incondicional. Nesta visão com base legal, a educação deve ter como função social,formar e informar o cidadão, e buscar todas as alternativas para que sejasuperados desafios no processo de ensino aprendizagem do discente, daeducação infantil ao termino da educação básica dentro das diretrizes básicanacional. Para que a escola alcance esses objetivos, vale ressaltar a importânciade que o corpo docente faça de sua jornada uma opção vocacional nadedicação a regência e no respeito ao cidadão em formação sob suaresponsabilidade, e ao poder público, cumprir suas obrigações em manter egerir sua funcionalidade no cumprimento de sua função social. 10
  11. 11. Projeto Político Pedagógico – PPP O Poder público precisar fazer e cumprir suas obrigações, promovendoas adequações necessárias para que o cidadão faça uma opção pela escola, comprazer e dela possa apropriar-se, com consciência de seus deveres e direitos,porém não esquecer que dela depende como garantia de autopromoção navida em sociedade. Para que isto aconteça cabe a gestão nos quesitos legais,garantir planejamento de programas e projetos que tenha foco no aluno e naformação continuada de colaboradores docentes e não docentes, garantindoqualidade no processo e na promoção da educação local. Coerentes com as estratégias previstas nas Diretrizes Básicas daEducação Nacional, com fidelidade ao Plano Municipal de Educação, a instituiçãodeve priorizar, ações, meta e objetivos que promova o desenvolvimento global doaluno, promovendo mecanismos que celebre a integração educação comoformação e informação, não deixando perder os aspectos culturais da região elocalidade, como valor na formação da personalidade do cidadão dentro dasociedade e meio em que vive e tem suas práticas sociais, na construção domeio geográfico de seu convívio comunitário. O planejamento e organização do processo não devem restrinja àselucubrações teóricas, mas que se concretize numa escola, na qual a comunidadeem que está inserida seja capaz de formar uma sociedade mais justa e preparadapara promover mudanças. Diante da oportunidade oferecida para Lei 9.394/96, onde cada escolapode organizar seu sistema de ensino de modo que atenda às necessidades epossibilidades, organizamos nossa Proposta Pedagógica que tem com seu maiorobjetivo a formação do ―Homem‖ exercendo em sua plenitude o direito à cidadania eexplorando as suas potencialidades. 11
  12. 12. Projeto Político Pedagógico – PPPA Unidade de Ensino 1 – Identificação da Unidade Escolar Escola Municipal de Educação Básica Profª. Maria Barbosa Martins1.1 – Endereço: Avenida Gil João da Silva, 690 – Distrito de Bonsucesso – Município de Várzea Grande – Estado de Mato Grosso.1.2 - Órgão Mantenedor: Prefeitura Municipal de Várzea Grande – MT - Secretaria Municipal de Educação.1.3 – Comunicação e contato: Fone/Fax: 65-3688-3050 – E-mail: emebmariabarbosa@uol.com.br Blog: www.emebmariabarbosamartins.blogspot.com2 – Aspecto e Identificação da Comunidade Atendida: Religião Etnia Escolaridade Profissão Renda Católicos: Pardos: Analfabetos: Comerciante: Menos de um 4% 3% salário: 79% 51% Assina o nome:10% Artesão: 5% 3% Evangélicos: Brancos: 1º ao 5ª ano: Garçom: Salário mínimo: 15,5% 28% 30% 36% 30% Sem Religião: Negros: Cozinheira: 6º ao 9º: 25% Autônomos: 3% 21% 30% Pedreiro: 25% Outras: 12% Fund. Comp: Renda entre 1 a 3 2,5% 10% Outros: 16% salários: Médio inc: 3% Do lar: 20% 35% Médio Comp: Mais de 3 25% salários: Nível Superior: 9% 15% 12
  13. 13. Projeto Político Pedagógico – PPPHistórico da Instituição A Escola Municipal de Educação Básica Profª ―Maria Barbosa Martins‖. Tem sua sede no Distrito de Bonsucesso. A Região ribeirinha teve seu povoamento nas primeiras décadas do século XIX, na barranca direita do Rio Cuiabá, localizada a 300 metros de sua margem. Inauguração do Novo prédio da Escola Profª Maria Barbosa Funciona em regime de externato, Martins – após sua destruição com a enchente de 1974. nos períodos matutinos evespertinos, oferecendo Educação Infantil: Pré-escola e Ensino Fundamental 1º ao9º ano. Funciona em regime de externato, nos períodos matutinos e vespertinos,oferecendo Educação Infantil: Pré-escola e Ensino Fundamental 1º ao 9º ano. A condição de moradia existente na Localidade é um aspecto bastantepositivo, pelo fato de a maioria possuir casa própria, apesar de em muitos casosserem terras devoluto, não estarem regularizadas em escrituradas de lavraturapública, são donatários por gerações de suas residências, a possuindo porherança as que esta regularizadas junto ao poder público. Em contrapartida asresidências são abastecidas por uma rede publica de água, a qual é imprópria paraconsumo, devido à alta concentração de minério de ferro ocasionando a suaalcalinidade. A formação profissional dos membros da comunidade é diversificada. Emvista da mudança nas atividades econômicas de subsistência, os pais viram-se naiminência de perderem a única fonte de renda e voltaram às escolas paraconcluírem o Ensino fundamental, ainda que muitos não tenham prosseguido osestudos e concluído o Ensino Médio. 13
  14. 14. Projeto Político Pedagógico – PPP Esta volta à escola contribui sobre maneira na educação dos filhos umavez que eles podem auxiliá-los em casa. Entretanto a elevação do nível deescolaridade ainda não contribuiu para uma boa formação profissional e qualidadede vida, visto que as ocupações continuam sendo em subemprego, o que gera baixaestima. Em relação à organização popular da comunidade a mesma écongregada nos movimentos sociais, sendo hoje representados, pela: Associaçãode Moradores do Distrito de Bonsucesso; Associação de Cultura e turismo deBonsucesso – sendo uma proposta de congregação os proprietários de peixarias e acomunidade do entorno do turismo local da Rota do Peixe sob assessoria doSEBRAE-MT desde 2003, em convênio com a Prefeitura Municipal – Associaçãode Pescadores do Distrito de Bonsucesso; CORIMBATÁ – Cooperativa dePescadores e Artesanato de Bonsucesso e Pai André e a Unidade Escolar que umareferencia a toda a comunidade local com seus eventos anuais, como: Feira dasCiências, Festa do Folclore, Dia das Crianças, OLIMBM – Olimpíadas da EscolaCidadã Profª Maria Barbosa Martins – organizadas e realizadas pela COMFESCI –Comissão de Festa da Escola Cidadã – constituída por membros da comunidadeorganizada e escola sendo eleita anualmente para o evento que tem duração de trêsdias com muitas atividades desportivas e momentos de lazer com a participação detodos. Quanto à participação na vida pública e política do Distrito comomovimento de bairro, as associações e ONG‘s, a comunidade tem umaparticipação incipiente. Como movimento da Sociedade Organizada, ocompromisso é bastante tímido, uma vez que as lideranças que as congregam nãodispõe de uma formação e esclarecimento de seus direitos constitucionais,suficientes para buscar soluções de seus problemas do cotidiano da comunidade eregião. A relação da escola com as lideranças Comunitárias é harmônica,estando sempre que preciso unidos para a ocupação de seus espaços na vida dacomunidade. A formação populacional de Bonsucesso é diversificada, tendo suaorigem em diversas regiões brasileiras, exemplos: cuiabanos, goianos, paulistas,paranaenses e mineiros. Mesmo assim, há a predominância de filhos da terra,embora este processo imigratório já conte com algumas décadas, promovidos pela 14
  15. 15. Projeto Político Pedagógico – PPPvocação de aventura e pro buscarem melhores condições de vida e tranqüilidadedo lugar. A comunidade é bastante solidaria, não há a constatação dediscriminação racial, religiosa e opção sexual, sendo bastante acolhedora e há umaharmonia no convívio popular do cotidiano da população. 15
  16. 16. Projeto Político Pedagógico – PPPCriação e Aspectos Legais A Escola Municipal de Educação Básica Profª. Maria Barbosa Martins é herdeira direta da historia da Educação no distrito ainda em tempos memoriais na primeira década do século XX. A historia da Educação Distrital em Bonsucesso está inteiramente ligada a criação da primeira escola com o nome de A Profª Maria Barbosa Martins, como patrona, descerrando Placa de Escola Mista de Bonsucesso nesta inauguração do Novo Prédio Escola - pós enchente de 1974. região em 1908, tendo como primeiroeducador o professor Miguel José da Silva, porém em 1915 foi transferida paraCapão Grande. Em seu lugar foi criada outra escola pelo Decreto lei nº 511-A, no governode Dom Aquino Correa, sendo instalada neste local em 16 de março de 1920, a qualveio transferida da localidade de Sucuri, então denominada Escola Rural Mista. Durante as grande chuvas de 1974, como uma das maiores enchentedo Rio Cuiabá, O prédio escolar, fora totalmente destruído. Vale salientar que até aenchente, a Unidade era de responsabilidade do governo do Estado de MatoGrosso. A sua reconstrução, sob a responsabilidade do governo Municipal deVárzea Grande, ocorre em 1976, durante a gestão do então prefeito MunicipalEngº. Júlio José de Campos, a qual passa a partir desta reconstrução para aadministração pública municipal, que a recriou pelo e denominou com a ediçãodo Decreto Municipal nº 163/76 de 23 de Junho de 1976, como Escola Municipal de1º Grau Professora Maria Barbosa Martins. Pela Lei Municipal nº 2.389 de 22 deNovembro de 2001, fora ratificado no Art. 3º, a denominação da Unidade comoEscola Municipal de Educação Básica Prof.ª Maria Barbosa Martins, atendendo aosdispositivo legais da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional – LDB. A atual Unidade escolar foi, autorizada a funcionar pela Resolução nº158/86, de 13/05/1986 - CEE, tendo seu reconhecimento renovado pela Portaria nº147/02-CEE - D.O. 25/09/2002 - mantida pelo Governo Municipal, através da 16
  17. 17. Projeto Político Pedagógico – PPPSecretaria Municipal de Educação e Cultura, situada à Av. Castelo Branco, nº 2500,Paço Municipal Couto Magalhães, Bairro Água Limpa – Várzea Grande - MT. Em2008, obteve O Recredenciamento junto ao Conselho Municipal de Educação - emnível de Ensino para a Educação Infantil – Pré-Escolar – Resolução nº 013 de 0ede Junho de 2008 e Ensino Fundamental - Anos Iniciais e Finais: 1º ao 9º Ano –Resolução nº 041 de 04 de Junho de 2008. Desde 2002, compartilhamos as instalações de nosso prédio escolar como governo de Mato Grosso – Secretaria de estado de Educação, havendo asedencia a Escola Estadual Luiz Pedroso e Silva, que o utiliza na oferta, no períodonoturno do Ensino Médio a uma clientela do distrito e região, atendendo em 2011,a 160 alunos, matriculados da Educação de Jovens e Adultos e três séries emnível médio. 17
  18. 18. Projeto Político Pedagógico – PPPA Patrona da Unidade de Ensino A Professora Maria Barbosa Martins, nasceu em São Luis do Maranhão,no dia 29 de julho de 1915, filha de José Joaquim Barbosa e de Severa da CunhaBarbosa. Iniciou seus estudos em 1922, tendo concluído o curso normal(Magistério), em 1934 no Instituto Rosa Castro, na capital maranhense. Em 1978, em nível de pós-graduação, fez especialização emplanejamento educacional, em curso promovido pelo Instituto de Estudos AvançadosIESAE, da Fundação Getúlio Vargas, em Cuiabá. Suas atividades profissionais tiveram início em 1934, quando cursava oúltimo ano da escola normal, em substituição a uma professora que adoecera,lecionando como voluntária numa instituição espírita beneficente, em São Luis. Casou-se com o Sr. Hilton Teixeira Martins. Na década de 40,acompanhada de seu marido, mudou-se para Mato Grosso, na cidade Torixoréu. Emais tarde, para Cuiabá, sempre no exercício de sua função. Em 1971, assumiu a coordenação do Movimento de Educação de Base(MEB), tendo com a sua equipe, desenvolvida intensa atividade junto àscomunidades da baixada cuiabana, este trabalho buscava envolver as pessoas paraserem alfabetizadas a partir de suas próprias experiências culturais. Dentre as diversas localidades onde o MEB atuou, a do Distrito de BomSucesso, em Várzea Grande, na opinião da professora Maria Barbosa Martins, foi aque apresentou melhores resultados. Na época, foram realizados trabalhos com grande repercussão na históriada comunidade, a qual sofrera um impacto com a enchente de 1974, uma dasmaiores já registradas, que destruiu várias casas da Comunidade, desabrigandovárias famílias. Juntamente com o MEB, Maria Barbosa Martins, fez de tudo para areconstrução das casas e do prédio escolar, em regime de mutirão, com apoiofinanceiro de uma organização Assistencial Alemã foram construídas casas dealvenaria pelos próprios moradores, com o apoio de Maria Barbosa Martins. Devidoa essa grande ação comunitária, coordenada por Maria Barbosa, a professora MariaBenedita de Magalhães (Maria Titi), moradora do Distrito, em agradecimento e 18
  19. 19. Projeto Político Pedagógico – PPPreconhecimento da comunidade a esta grande educadora, sugeriu o nome dabenfeitora à escola do Distrito, em sua homenagem, a qual vive hoje na Capitalmato-grossense, contando aos 89 anos de vida dedicada a educação e alimentandograndes sonhos, para o segmento educacional da sociedade brasileira, embora jánão possa fazer muito pela causa, sendo seu exemplo o guia das novas geraçõesde docentes. 19
  20. 20. Projeto Político Pedagógico – PPPÓrgão de Representação Colegiada e Gestão CCDE - Conselho consultivo e Deliberativo Escolar Profª. Maria BarbosaMartins – Inscrito no CNPJ: nº 02.003.455/0001-96 – com sede no mesmo endereçoda Unidade de Ensino. Composto nos termos da Lei Federal 9.394 de 20 deDezembro de 1996 – Lei de diretrizes e Base da Educação Nacional e Lei Municipalnº 2.380 de 03 de Setembro de 2001 e resoluções do Conselho Municipal deEducação. Composto, por representação paritária dos segmentos da comunidadeescolar interna. O Conselho Escolar, com personalidade Jurídica de Direito civil Privado,organização da sociedade Civil sem fins lucrativos, composto pelos representantesdos segmentos da Unidade de Ensino, sua comunidade Interna, indicados atravésde eleições livres entre seus pares, é o Órgão consultivo e Deliberativo nos assuntosreferentes à Gestão Pedagógica, Administrativa e Financeira da Unidade Escolar.O Conselho Escolar visa ao desenvolvimento das atividades de ensino, dentro doespírito democrático, assegurando a participação dos segmentos da ComunidadeEscolar na discussão das questões pedagógico-administrativo-financeiras. Temfuncionamento de Caráter deliberativo e representativo da Comunidade Escolar, efiel guardião das práticas Democráticas da comunidade escolar interna e do seuentorno, tendo por atribuições principais: I. Ser um Órgão Gestor que junto a direção da Unidade Delibera e compartilha responsabilidade na Gestão dos serviços Educacionais oferecidos a Comunidade no cumprimento da função social da Escola;II. Ser um canal de ligações garantia dos segmentos a seus pares, na defesa imparcial dos interesses coletivos e primar por uma educação de qualidade e igualitária;III. Deliberar as ações de interesses coletivos, quanto as questões administrativas, pedagógicas e a gestão financeira dos recursos disponibilizados pelo poder público e outras fontes nos termos da legislação vigente;IV. Participar do Planejamento Curricular a fim de garantir conteúdos que atendam aos anseios da comunidade e respeitem suas raízes culturais; 20
  21. 21. Projeto Político Pedagógico – PPPV. Dialogar com a Secretaria Municipal de Educação e com a comunidade, buscando apóio para o bom andamento das atividades educacionais;VI. Incentivar e participar das comemorações e demais acontecimentos cívicos e culturais. Organização da Instituição seguinte o Seguinte OrganogramaFuncional: Gestão, Administração Funcional e Comunidade:Departamento que compõem a Unidade de Ensino: Direção; Coordenação Pedagógica; Secretaria; Salas de Aulas; Laboratório de informática; Cozinha; Zeladoria; Arquivo; Deposito de Materiais. 21
  22. 22. Projeto Político Pedagógico – PPPRecursos Financeiros A Autonomia Financeira Escolar, concedida pela vigência da Lei Municipalnº 2.380 de 03 de setembro de 2001, em seu Capitulo III art. 127 escreve olegislador: ―A autonomia da Gestão Financeira da Unidade Escolar, objetiva o seufuncionamento eficiente e a melhoria do padrão de qualidade, observando-se: I. Elaboração de projetos visando a implementação da qualidade de ensino na Unidade Escolar; II. Promoção e garantia do desenvolvimento de estudos e pesquisas, buscando o aperfeiçoamento constante e progressivo do processo de ensino aprendizagem.Em Seu Art. 128, escreve a origem do dos recursos que constituem as fontes definanciamento da Educação em sua Unidade de Ensino: I. Repasse, doações, subvenções que lhe forem concedidas pela União, Estado e Município, Entidades Públicas ou Privadas e quaisquer outras categorias ou entes comunitários; II. Renda de exploração de cantina, bem como outras iniciativas ou promoções. Assim, cremos que a educação de qualidade, é responsabilidade detoda a sociedade inclusive aquele que vive em seu entorno, com obrigaçõespara garanti-lhe qualidade e quantidade, e não só do poder Público, mas épreciso que cada cidadão assuma o seu papel para que possa garantir a suafuncionalidade e cumprir a sua função social, disponibilizando acesso irrestritoaos que em idade certa dela precise para sua formação, proteção e garantiaseducacionais e sociais. 22
  23. 23. Projeto Político Pedagógico – PPPDiagnosticando a realidade da instituição1 - Ponto Fortes da Escolaa. Regimento Escolar Atualizado;b. Infra-estrutura física em constante melhoria e adequações;c. Acesso a Informação precisa e em tempo real, via internet;d. Laboratório de Informática instalado e em funcionamento;e. Celebração de parcerias coma iniciativa pública e privada;f. Condições de atendimento as necessidades da comunidade interna e do seu entorno;g. Formação e qualificação profissional de seus colaboradores com capacitação para atender aos anseios da comunidade distrital;h. Conquista do Grau de referencia a população local;i. Envolvimento da equipe docente nos projetos da escola e da SME. Equipe pedagógica com qualificação;j. Apoio Pedagógico disponibilizado aos discentes com baixo rendimento e dificuldade;k. Liderança forte, diante do apoio que recebe da comunidade escolar;l. A escola possui um bom sistema de informações gerenciais.2 - Pontos Fracos da Escola a. Baixa participação dos pais nos momentos relevantes para o sucesso escolar dos filhos; b. Baixo incentivo aos e estudos dos filhos pelos seus familiares; c. Infra-estrutura precária no setor d e higienização: sanitários do corpo discente; d. Ausência de refeitório; e. Falta espaço de recreação, continua em péssimo estado; f. Indisciplina envolvendo relacionamento entre corpo discente, docentes e colaboradores; 23
  24. 24. Projeto Político Pedagógico – PPP g. Prédio necessitando de recuperação da pintura e adequar as cores com o padrão Ministério da Educação. Péssimo esta de conservação da pintura de parte externe e interior de salas de aulas; h. Necessidade d e refrigeração de salas de aulas, com as altas temperaturas da região, têm causado baixo rendimento dos alunos – ausência d e conforto em sala de aulas.3 – Pontos Fracos que devem ser atacados prioritariamentea. Trabalhar a prevenção a violência contra criança e adolescente: o acesso as drogas e a sexualidade;b. Diminuir o índice de falta do discente ao reforço escolar e as rotina de sala de aulas;c. Formação Continuada para docentes e colaboradores não docentes;d. Diagnosticar o desempenho dos discentes do Ensino Fundamental;e. Fortalecer a relação entre escola/família;f. Fortalecer o ensino inclusivo;g. Projetos de intervenção (para garantir o ensino aprendizagem de qualidade);h. Reavaliar o sistema de avaliação e promoção escolar. 24
  25. 25. Projeto Político Pedagógico – PPPProposta Política e Funcional:1 – Plano de Ação: Metas e ações a. Envolver os pais nas atividades realizadas na escola; b. Promover gincanas culturais e esportivas; c. Realizar palestras envolvendo os temas: drogas, DSTS, segurança, doenças epidemiológicas; d. Projetos de ensino envolvendo os pais; e. Realizar exposições das atividades realizadas com os alunos, em reuniões e nos conselhos de classe. f. Incentivar o resgate dos valores morais; g. Promover momentos de reflexão no LIE, tendo como apoio os equipamentos tecnológicos; h. Trabalhar com filmes e músicas que desperte o respeito mútuo; i. Promover trabalhos de campos, que evidencie as conseqüências de atitudes indisciplinadas e/ou inflacionárias; j. Solicitar junto a SME apoio para a conclusão das ações; k. Convidar pessoas da comunidade para dar depoimentos e testemunho de vida. l. c) Elevar a qualidade do ensino aprendizagem; m. Realizar projetos envolvendo as datas cívicas e comemorativas, com temas de acontecimentos emergenciais conforme a necessidade do momento; n. Solicitar apoio a SME de cursos e oficinas pedagógicas de aprimoramentos e capacitação ao corpo docente; o. Promover gincanas na área de matemática; p. Participar dos programas direcionados pelo MEC; q. Promover grupos de estudo com o corpo docente; r. Envolver professores e alunos em atividades culturais extra às atividades de rotina escolar; s. Realizar diagnósticos e análises de dados do desempenho acadêmico; t. Promover projetos de leitura, escrita e cálculos; 25
  26. 26. Projeto Político Pedagógico – PPP u. Solicitar apoio junto a SME, curso de aprimoramento no atendimento aos alunos com necessidades especiais. v. Aplicar e priorizar o desenvolvimento no modelo de avaliação e promoção; w. Informar os pais ou responsável, o método de avaliação que será aplicado em cada bimestre; x. Trabalhar com toda a comunidade escolar conceitos de respeito. Disciplina, responsabilidade, ética, amor ao próximo e outros; y. Abordar os temas transversais; z. Promover momentos de reflexão e palestras educativas que possam contribuir com a conscientização da comunidade escolar; aa. Aplicar dinâmicas de grupo; Utilizando vídeos; acesso a internet e outros recursos disponíveis na escola, para o desenvolvimento de projetos relacionados à ética, disciplina, responsabilidade e respeito mútuo as diferenças: cor, raça, religião; meio ambiente qualidade de vida, prevenção as drogas e sexualidade.2- Educação Inclusiva As desigualdade sociais no Brasil afetam diretamente as diversascondições de acesso à educação no país. Quase todos os indicadores educacionaisbrasileiros evidenciam este fato. São percebidas desigualdades nas condições de acesso à educação enos resultados educacionais das crianças, dos jovens e dos adultos brasileiros,penalizando especialmente alguns grupos étnicorraciais, a população mais pobre edo campo, os jovens e adultos que não concluíram a educação compulsória naidade adequada. Grandes desigualdades raciais e étnicas continuam existindo nasociedade brasileira (especialmente com relação a alguns grupos específicos, taiscomo a população indígena, a população afrodescendente, os quilombolas, apopulação carcerária e a população rural). A literatura especializada mostra que há forte correlação entre a origemétnica e as oportunidades educacionais. Estas coexistem lado a lado com 26
  27. 27. Projeto Político Pedagógico – PPPdesigualdades sociais e regionais, contribuindo, assim, para a exclusão educacionalde um número considerável de jovens e adultos. Os organismos nacionais e internacionais, pretendem envidar esforçose disponibilizar apoio ao país na implementação de ações afirmativas para promoveroportunidades iguais de acesso à educação de qualidade, incluindo todos os gruposda sociedade brasileira: cor, raça, religião e a pessoa com deficiencias e comnecessidades especiais, par a sua inclusão ao processo ensino-aprendizagem. Aeducação inclusiva deve ter como objetivo e linhas mestras:  Promover o discente em todas as fases do processo de apropriação de conhecimentos acadêmico, proporcionando o bem estar e o prazer de aprender;  Trabalhar a família em sua conjuntura, e sendo necessário encaminhar par a acompanhamento especializado, juntamente com o discente sob sua responsabilidade;  Promover palestras com os profissionais especializados, sobre temáticas das deficiências educacionais e o valor da inclusão em sala de aulas com alunos que não necessitem de atendimento especial;  Buscar alternativas que leve o discente a apropriação de saberes com recursos de áudio e vídeo e acesso a rede mundial de computadores;  Trazer a família para o interior da escola e proporcionar que acompanhe o discente em todas as suas fases de apropriação de saberes.  Momentos de estudo para a discussão das ações em conjunto para melhorar envolvimento com os alunos inclusos. 27
  28. 28. Projeto Político Pedagógico – PPPFilosofia da Escola ―Propiciar ao Educando a formação necessária para seudesenvolvimento com espírito crítico e transformador, assegurando seus direitos e ocumprimento de suas obrigações como cidadão consciente‖. Inserindo no contextoescolar as propostas do PDE – Plano de Desenvolvimento Escolar, como:Nossos Valores“Valorizar nosso alunado oferecendo qualidade nos serviços educacionais...”Nossa Visão de Futuro―Buscar ser uma escola que prime pela excelência de seus serviços, na cooperaçãoentre os segmentos da comunidade e poder público...‖Nossa Missão―Preparar cidadãos que sejam comprometidos com as transformações sociais,críticos e capazes trilhar novos valores ÉTICOS...‖Nossos Objetivos Estratégicos 1. Aprimorar a Qualidade de Ensino – Aprendizagem; 2. Fortalecer o Trabalho da Gestão Escolar.Objetivo GeralPropiciar aos educandos o contato com outras realidades, visando a ampliação dosconhecimentos gerais e específicos de cada área, integrando o aluno àscomunidades afins para que se desenvolva sua visão crítica e ele adquiracapacidade de julgamento e emita opinião própria acerca do que ele vivenciou.Objetivos Específicos 1- Estimular e promover atividades culturais e sociais extraclasse envolvendo outras comunidades. 2- Estimular as práticas corporais e esportivas. 3- Qualificar os profissionais da educação. 4- Propiciar momentos de reflexão aprimorando senso crítico. 5- Melhoria do espaço físico da escola. 28
  29. 29. Projeto Político Pedagógico – PPPMetas 1- Envolvimento das comunidades em atividades educacionais e sociais realizadas pela escola; 2- Envolver os alunos nas atividades esportivas sociais realizadas pela escola e também por outros Órgãos Públicos e Privados; 3- Proporcionar palestras, seminários, oficinas, treinamentos, pesquisas, jogos e intercâmbios culturais a comunidade escolar; 4- Promover cursos de capacitação para os profissionais da educação; 5- Consolidar a posição de referencia a comunidade escolar interna e externa.Concepção da alfabetização Para aprender a ler e a escrever é preciso pensar sobre a escrita, pensarque a escrita representa graficamente a linguagem, para favorecer a conquista dacapacidade de uso da linguagem objetivo central do ensino da língua é tratar osconteúdos de forma coerente com que se pretende alcançar; para isso seránecessário, então, organizá-los e seqüenciá-los de acordo com critériosmetodológicos, e também ao conhecimento que possuem nossos alunos. Segundo conceitos de educadores como Ferreiro (1985) e Freire (1996) A aprendizagem é um processo de evolução, onde escrever e ler sãoduas atividades da alfabetização e a leitura de mundo antecede a da escrita. O objetivo desta pesquisa é apontar segundo os autores pesquisados queprocesso de alfabetização precisa ser construído e para isso devemos estudar muitoe contar com teorias que embasem e orientem nosso trabalho. Aprendemosconstruindo e, para construir, temos que pensar. Vimos ainda que professor deveser mediador e saber como a criança aprende. Segundo Ferreiro (1985), existe um sujeito que conhece e que, paraconhecer, emprega mecanismo de aprendizagem. Há, na sua concepção, um papelativo do sujeito na interação com os objetos da realidade. Dessa forma, o que acriança aprende não corresponde ao que lhe é ensinado, pois existe um espaçoaberto de elaboração do sujeito. O educador deve estar atento a esses processospara promover, adequadamente, a aprendizagem. 29
  30. 30. Projeto Político Pedagógico – PPP Em suas concepções assegura, ainda que a aprendizagem da escritatem caráter evolutivo, no qual é relativamente tardia a descoberta de que a escritarepresenta a fala, não sendo necessário que se estabeleçam de início, a associaçãoentre letras e sons. Outro aspecto importante nesta evolução refere-se ao aspectoconceitual da escrita. Para que as crianças possam descobrir o caráter simbólico daescrita, é preciso oferecer-lhes situações em que a escrita se torne objeto de seupensamento. Este aprendizado é considerado fundamental, ao lado de outrashabilidades. Suas idéias representam um das mais valiosas e recentes contribuiçõesnuma abordagem construtivista- integracionista da aprendizagem, reafirmando: Os aspectos construtivos têm a ver com o que se quis representar (...) para criar diferenciações entre as representações (...). A escrita infantil segue uma linha de evolução surpreendentemente regular, através de meios culturais, de diversas situações educativas e diversas línguas. (FERREIRO, 2001, p.18). Valorizando, assim, as histórias ouvidas e contadas pelas crianças (quedevem ser escritas pelo professor), bem como as tentativas de escrever seus nomesou bilhetes. Essas atividades assumem grande importância no processo, pois sãogeradoras de espaço para a descoberta dos usos sociais da linguagem – que seescreve. É importante colocar a criança em situações de aprendizagem, em quepossa utilizar suas próprias elaborações sobre a linguagem. O objetivo de Ferreiro éintegrar o conhecimento espontâneo da criança ao ensino, dando-lhe maiorsignificado. Conhecendo o processo pelo qual as crianças constroem seu própriosistema de leitura e escrita é possível nortear o ensino da linguagem escrita naescola. Escrever não é a mesma coisa que desenhar. Por vivenciar um mundográfico com diferentes símbolos, as crianças inicialmente começam a diferenciardesenhos de outros signos: letras e números, por exemplo. Quando chega á escolaa maioria já consegue fazer essa distinção. Tendo compreendido que escrever não é desenhar, as crianças iniciamuma fase de tentar imitar as letras, os símbolos que conhecem. Essas primeirasgrafias apesar de não serem mais desenhos também não são letras convencionais,são escritas que tentam se parecer com a escrita adulta. Avançado em sua construção da escrita, a criança percebe que paraescrever utilizam-se apenas letras, passam a deixar de representar números emsuas hipóteses de escrita. As letras aproximam-se cada vez mais das formasconvencionais. 30
  31. 31. Projeto Político Pedagógico – PPP É inegável a contribuição de Freire (1999), apontado por boa parte doseducadores, nacional e internacionalmente, como o grande pensador do séculovinte. A partir de suas idéias, criou-se uma nova concepção de educação, de ―leiturade mundo‖, proporcionando grandes mudanças no processo de alfabetização, porforte influência prático-teórica no desenvolvimento cultural, social e político dosujeito. Porque não aproveitar a experiência que tem os alunos de viver em áreasda cidade descuidada pelo poder público para discutir (...) a poluição dos riachos edos córregos etc. porque não discutir com os alunos a realidade concreta? (FREIRE,1999, p. 33). Para Freire, conhecer é descobrir e construir não é copiar, como napedagogia dos conteúdos. A educação não pode ser orientada pelo paradigma deuma empresa, que dá ênfase apenas a eficiência. Este paradigma ignora o serhumano. Segundo os construtivistas, aprendem-se quando se quer aprender e só seaprende o que é significativo.Objetivos da Alfabetização  Conhecer os principais estágios cognitivos e os níveis conceituais das crianças para estabelecer alguns princípios gerais que orientam a metodologia a ser adotada;  Desenvolver no aluno através de situações de ensino e aprendizagem, dos conteúdos, estratégias didáticas e dos ambientes educativos, estrutura do psiquismo infantil, melhora da auto-estima, levando-os a aprender a respeitar as diferenças individuais;  Compreender para que sirvam os sinais da escritura (letras, sinais, pontuação, separabilidade) e de que modo eles se articulam na escrita;  Proporcionar ao aluno lidar com vários tipos de fontes, aprender a ler e interpretar diferentes tipos de portadores de textos: jornais, revistas, coletas de dados, objetos, gravuras, fotografias e outros;  Proporcionar aos alunos atos de leitura e escritas em situações reais. 31
  32. 32. Projeto Político Pedagógico – PPPPerfil da Comunidade Discente O Perfil do corpo discente da unidade é bastante diferenciada, sendo amaioria deles com um nível de vida bom, muitos moram com seus pais e outros comos avós grande parte não podem ser considerados de extrema carência até mesmoporque não passam fome, devido morar em lugar privilegiada como: a beira do rio,terra fértil e muitos cultivam sua agricultura subsistência, são crianças muitoespertas e inteligentes que de certa forma influencia dentro do ambiente escolarassim temos:alunos do 1º ano do 1º ciclo com um perfil bom pois já freqüentaram opré e automaticamente já trazem em um sua bagagem um certo conhecimentoaprimorado, o que facilita a sua alfabetização, sendo assim este perfil que tambémse estende ao aluno do 2º ano visto que temos salas multiseriadas havendo apenasuma mudança de níveis do conhecimento; já os alunos do 3º ano do ciclo,apresentam um bom rendimento do ensino- aprendizagem, fazendo assim com quehaja um seguimento daquilo que vem sendo proposto pelos educadores destaunidade escolar , o 4º e o 5º apresentam uma variação de realidade em seuconhecimento, os alunos apresentam interesse naquilo que lhe convém.Procedimentos Didáticos 1. Professores poderão montar seus próprios instrumentos de registro diagnósticos, por exemplo, tendo um caderno reservado para cada um dos seus alunos, com data da observação para poder ter uma visão do processo. Deverá também fazer registro em ata detectando possíveis problemas de ensino aprendizagem. 2. Umas das estratégias seria Conselho de classe do ciclo básico de alfabetização deverá levar em conta os aspectos emocionais, afetivos e sociais de cada educando. As decisões tomadas e os resultados consensuais deverão estar registrados em atas, súmulas ou relatórios descritivos do Conselho. Reuniões de pais e mestres, reuniões pedagógica, caderno de campo; ficha de acompanhamento mensal da evolução da escrita, mapa demonstrativo e relatório descritivo bimestral da aprendizagem do aluno. 32
  33. 33. Projeto Político Pedagógico – PPP 3. A proposta de agrupamento é fazer com que os alunos se interajam, associem ajudando na superação do processo de ensino aprendizagem. 4. Essas atividades serão elaboradas de forma sistematizada de acordo com cada nível. 5. As possíveis intervenções são decisões tomadas por todo grupo escolar nas horas atividades onde nas reuniões pedagógicas com troca de idéias os professores confrontam seus problemas, dificuldades, acertos, avanços, possibilitando que todos compartilhem buscando com isso que possibilite a busca na melhor tomada de decisões chegando ao denominador comum sobre a intervenção que poderá ser feita gradativamente. “É importante refletir sobre a nossa postura perante a realidade dos alunos. Tratar a vida como um conto de fadas não cabe mais.” 33
  34. 34. Projeto Político Pedagógico – PPPAção Continuada do Processo Educativo Com a introdução dos ciclos, o aluno não passa de uma série para outra,mas terá sua escolaridade acontecendo por meio de ações que buscam a integraçãodo processo educativo. É uma concepção em que as aprendizagens se realizamcomo processos situados no tempo possibilitando-se assim ao aluno a realizaçãodos processos de aprendizagem em toda sua extensão, sem as rupturas existentesno sistema educacional. Do ponto de vista do aluno há a possibilidade de desenvolvimentocrescente da complexidade dos conceitos e da apropriação progressiva do método(método para construção do conceito e apropriação dos instrumentos culturais quelevam ao desenvolvimento humano). A noção de ciclos está ligada, como vimos, a um projeto de educação quevaloriza a formação global humana. Na lógica da seriação, corre-se atrás de umcurrículo a ser cumprido que não deixa espaço para mais nada. E nela também épraticamente impossível a realização das tarefas que levam ao plenodesenvolvimento humano, uma vez que tais tarefas, em muitos casos, demandamum tempo mais longo que as aulas de cinqüenta minutos. No entanto, reorganizarsimplesmente o tempo dos anos escolares em ciclos não é suficiente para umareforma de fundo na instituição, pois há outras questões na escola que a mera visãoem ciclos não resolve como a organização do tempo no dia a dia e a flexibilizaçãona locação do tempo de aula no cotidiano. Para consolidar o amparo legal sobre a ampliação do EnsinoFundamental, foi interessante uma perspectiva do seguinte histórico doordenamento político-legal: I. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961 - Estabelecia 4 anos de Ensino Fundamental. II. Lei 5.692, de 11 de agosto de 1971 - Obrigatoriedade do Ensino Fundamental de 8 anos. III. Lei 9. 394, de 20 de dezembro de 1996 – admitem a matrícula noIV. Ensino Fundamental de 9 anos, a iniciar-se aos 6 anos de idade. 34
  35. 35. Projeto Político Pedagógico – PPP V. Lei nº 10. 172, de 9 de janeiro de 2001 - Aprovou o Plano Nacional de Educação/PNE. O Ensino Fundamental de 9 anos se tornou meta progressiva da educação nacionalVI. Lei nº 11. 114 16 de maio de 2005 – torna obrigatória a matrícula das crianças de seis anos de idade no Ensino Fundamental.VII. Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006 – amplia o Ensino Fundamental para nove anos de duração, com a matrícula de crianças de seis anos de idade e estabelece prazo de implantação, pelos sistemas, até 2010. 35
  36. 36. Projeto Político Pedagógico – PPPEnsino Fundamental de Nove Anos O Parecer CNE/CEB nº 24/2004, de 15 de setembro de 2004(reexaminado pelo Parecer 6/2005): Estudos visando ao estabelecimento de normasnacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração. Parecer CNE/CEB nº 6/2005, de 8 de junho de 2005: Reexame doParecer CNE/CEB 24/2004, que visa o estabelecimento de normas nacionais para aampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração. Resolução CNE/CEB nº 3, de 3 de agosto de 2005: Define normasnacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duraçãoParecer CNE/CEB nº 18/2005, de 15 de setembro de 2005: Orientações para amatrícula das crianças de 6 (seis) anos de idade no Ensino Fundamental obrigatório,em atendimento à Lei nº 11.114, de 16 de maio de 2005, que altera os Arts. 6º 32 e87 da Lei nº 9.394/1996 Consulta: sobre situações relativas à matrícula de criançasde seis anos no Ensino Fundamental Parecer CNE/CEB nº 41/2006, de 9 de agostode 2006: Consulta sobre interpretação correta das alterações promovidas na Lei nº9.394/ 96 pelas recentes Leis nº 11.114/2005 e nº 11.274/2006. Parecer CNE/CEBnº 45/2006, de 7 de dezembro de 2006: Consulta referente à interpretação da LeiFederal nº 11.274, de 6/2/2006, que amplia a duração do Ensino Fundamental paranove anos, e quanto à forma de trabalhar nas séries iniciais do Ensino Fundamental.Parecer CNE/CEB nº 5/2007, 1º de fevereiro de 2007(reexaminado pelo ParecerCNE/CEB nº 7/2007): Consulta com base nas Leis nº 11.114/ 2005 e n°11.274/2006, que tratam do Ensino Fundamental de nove anos e da matrículaobrigatória de crianças de seis anos no Ensino Fundamental. PARECER CNE/CEB nº 7/2007, de 19 de abril de 2007 (reexame doParecer CNE/CEB nº 5/2007): Reexame do Parecer CNE/CEB nº 5/2007, que tratada consulta com base nas Leis nº 11.114/2005 e n° 11.274/2006, que se referem aoEnsino Fundamental de nove anos e à matrícula obrigatória de crianças de seisanos no Ensino Fundamental. A idade de ingresso no Ensino Fundamental de nove anos de duraçãoserá segundo as orientações legais e normas estabelecidas pelo CNE, a data decorte, ou seja, a data de ingresso das crianças no Ensino Fundamental é a partir dos 36
  37. 37. Projeto Político Pedagógico – PPPseis anos de idade, completos ou a completar até o início do ano letivo, conformeestabelecido pelo respectivo sistema de ensino. Parecer CNE/CEB nº 6, de 8 de junho de 2005: os sistemas de ensinodeverão fixar as condições para a matrícula de crianças de 6 (seis) anos no EnsinoFundamental quanto à idade cronológica: que tenham 6 (seis anos) completos ouque venham a completar seis anos no início do ano letivo. Parecer CNE/CEB nº 18, de 15 de setembro de 2005: os sistemas devemfixar as condições para ―a matrícula de crianças de 6 (seis) anos nas redes públicas:que tenham 6 (seis) anos completos ou que venham a completar seis anos no iníciodo ano letivo. Parecer CNE/CEB nº 5, de 1º de fevereiro de 2007: de fato, não deverestar dúvida sobre a idade cronológica para o ingresso no Ensino Fundamental coma duração de nove anos: a criança necessita ter seis anos completos ou a completaraté o início do ano letivo. Parecer CNE/CEB nº 7, de 19 de abril de 2007: não deve restar dúvidasobre a idade cronológica para o ingresso no Ensino Fundamental com a duração denove anos: a criança necessita ter seis anos completos ou a completar até o iníciodo ano letivo. Os conteúdos que deverão ser desenvolvidos no Ensino Fundamentalde nove anos serão os seguintes: A definição de conteúdos é de competência dos sistemas de ensino.Para subsidiar essa discussão é importante observar os seguintes documentos:  A Constituição Federal  A LDB nº. 9.394/1996  Plano Nacional de Educação  Parâmetros Curriculares Nacionais. As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental.Pareceres e resoluções do CNE e do respectivo sistema de ensino O documentoEnsino Fundamental de nove anos: orientações para inclusão das crianças de seisanos de idade (publicação do MEC/ SEB/DPE/COEF). As propostas pedagógicasdas Secretarias de Educação Os projetos políticos – pedagógicos das escolas. No Ensino Fundamental de nove anos o primeiro ano se destina àalfabetização. Esse primeiro ano constitui uma possibilidade para qualificar o ensinoe a aprendizagem dos conteúdos da alfabetização e do letramento. Mas, não sedeve restringir o desenvolvimento das crianças de seis anos de idade àexclusividade da alfabetização. Por isso, é importante que o trabalho pedagógico 37
  38. 38. Projeto Político Pedagógico – PPP implementado assegure o estudo das diversas expressões e de todas as áreas do conhecimento; ressalte-se que o trabalho que resulte na alfabetização não deve ocorrer apenas no segundo ano do Ensino Fundamental, uma vez que o acesso ao trabalho com a linguagem escrita é um direito da criança a partir do momento que tem acesso ao ambiente chamado escola. No entanto, o que deve ser objeto de estudo permanente por parte dos sistemas e de todos os profissionais envolvidos com esse tema é como possibilitar que a criança seja de fato alfabetizada sem que lhe seja negado o acesso aos conhecimentos das demais áreas e sem a obrigação de ser alfabetizada em 200 dias letivos; o trabalho que assegure uma efetiva alfabetização não se restringe somente a um ano de trabalho pedagógico, pela complexidade da matéria, é um trabalho a ser desenvolvido com seriedade e continuidade pelo menos nos três primeiros anos do Ensino Fundamental; se, no Ensino Fundamental de nove anos, foi ampliado o tempo dos anos iniciais de 4 anos para 5 anos, a proposta não é o aumento dos conteúdos, mas a qualificação da aprendizagem, dando à criança um período mais longo para solidificar suas aprendizagens, inclusive da alfabetização; pela natureza dos objetivos do Ensino Fundamental, definidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional/ LDB 9.394, de 20 de dezembro de 1996, toda criança dessa etapa de ensino tem o direito ao conhecimento de todas as áreas do conhecimento estabelecidas na base nacional comum e não somente a linguagem escrita; Faz-se necessário elaborar uma nova proposta curricular coerente com as especificidades não só da criança de seis anos de idade, como também das demais crianças de sete, oito, nove e dez anos de idade que constituem os cinco anos iniciais do Ensino Fundamental, como os anos finais dessa etapa de ensino. Com o objetivo de subsidiar os sistemas de ensino na elaboração da proposta pedagógica e do currículo para essa nova realidade dos anos iniciais do Ensino Fundamental, o MEC publicou os documentos:I. Ensino Fundamental de Nove Anos:  Orientações para a Inclusão da Criança de Seis Anos de Idade. Esse material é composto por 09 capítulos, a saber:  A infância e sua singularidade;  A infância na escola e na vida: uma relação fundamental;  O brincar como um modo de ser e estar no mundo;  As diversas expressões e o desenvolvimento da criança na escola; 38
  39. 39. Projeto Político Pedagógico – PPP  As crianças de seis anos e as áreas do conhecimento;  Letramento e alfabetização: pensando a prática pedagógica;  A organização do trabalho pedagógico: alfabetização e letramento como eixos orientadores;  Avaliação e aprendizagem na escola: a prática pedagógica como eixo da reflexão;  Modalidades organizativas do trabalho pedagógico: uma possibilidade.II. Indagações sobre Currículo, documento sobre concepção curricular, em processo de finalização, será composto de textos sobre:  Currículo e desenvolvimento humano Educando e Educadores: seus direitos e o currículo;  Currículo, conhecimento e cultura;  Diversidade e Currículo;  Currículo e avaliação. A ampliação se fará com o acréscimo de um ano a mais no início do Ensino Fundamental, respeitando desse modo o estabelecido na: Lei de Diretrizes e Bases Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Art. 87 § 3º, inciso I, ao dispor que cada município e, supletivamente, o estado e a União, deverá: ―matricular todos os educandos a partir dos sete anos de idade e, facultativamente, a partir dos seis anos, no Ensino Fundamental‖.Lei nº 11.114, de 16 de maio de 2005, ―Art. 6o. É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores, a partir dos seis anos de idade, no Ensino Fundamental.‖ (NR)Lei Nº 11. 274, de 6 de fevereiro de 2006, Art. 3o (...) ―Art. 32. O Ensino Fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade (...)‖. 1. Corpo Docente na visão de uma educação de qualidade abrange: I. Titulação acadêmica do docente; II. Regime de trabalho, sua forma de admissão e atualização; III. Experiência no Magistério de Educação Básica e/ou Estágio/monitoria que torne o docente experiente em diferentes modalidades e níveis de Ensino Aprendizagem; IV. Experiências profissionais não docentes; V. Qualificação e regime de trabalho dos Dirigentes e técnicos da Escola; VI. Relação/professor/aluno/espaço VII. Garantias profissionais dos Estatutos da Classe e da legislação vigente; VIII. Projeto de especialização e Pós-graduação ―Latus sensu‖ e ―Stricto sensu‖; IX. Capacitação e treinamento para manusear instrumentos novos; 39
  40. 40. Projeto Político Pedagógico – PPP X. Capacidade de convivência com os contrários, espírito empreendedor e gosto pela profissão. XI. Corpo técnico especializado e/ou qualificado.2. Organização Didática Pedagógica onde está inserido o currículo da escola:A- Avaliação Didática – Pedagógica: a) Concepção da modalidade da Educação Infantil CBAC e do 4º ao 9º; b) Perfil do discente matriculado; c) Perfil do discente egresso; d) Elaboração e execução do currículo conforme perfil discente; e) Iniciação à pesquisa e à produção científica; f) Desenvolvimento de estágios, monitorias e/ou experiências extraclasse; g) Participação em eventos: música, canto, dança, festivais, feira das ciências e artes, encontros e viagens.B - A organização Didático-Pedagógicos necessita ainda que esteja claro para aComunidade Escolar: a) A missão da escola; b) Objetivos da Educação Infantil, CBAC,e do 4º ao 9º ano; c) Distribuição da carga horária necessária, atendendo a legislação e as peculiaridades da clientela; d) Habilitação proposta pela escola ao egresso Fundamental / aceleração / ciclo / conclusão e egresso; e) Possibilidades de alterações e adequações curriculares; f) Práticas pedagógicas inovadoras e adequadas; g) Procedimentos formais de avaliação, recuperação, aprovação e reprovação. h) Elaboração de projeto para aplicação de carga horária extraclasse; i) Ementário bibliográfico para leitura e consulta.3. Infraestrutura a) Espaço físico disponível adequado às atividades propostas, ao número de docentes, discentes e demais integrantes da escola; b) Condições concretas de manutenção e conservação; c) Instalações padrão para Educação Básica na modalidade infantil, CBAC do 4º ao 9º ano; d) Laboratórios e oficinas com forma de acesso do educando; e) Equipamentos e instalações, inclusive para desporto e lazer; f) Instalações, equipamentos, instrumentos e insumos de laboratórios adequados às práticas de Ensino; g) Plano de Implantação dos laboratórios de informática e modernização acervos da biblioteca, bem como aquisição de equipamentos e instrumentos novos; 40
  41. 41. Projeto Político Pedagógico – PPP4 -Biblioteca contendo: I. Espaço e móveis próprios; II. Quantidade suficiente de títulos e periódicos disponíveis por disciplina; III. Espaço para leitura e pesquisa; IV. Plano anual de atualização dos títulos e periódicos; V. Pessoal técnico especializado ou qualificado.5 Sala de vídeo: I. Espaço de convivência; II. Instalações administrativas; III. Instalações de higienização conforme número de usuários; IV. Cozinha e cantina V. Quadra poli-esportiva; VI. Instalações de água e energia elétrica de acordo com a capacidade dos usuários; VII. Iluminação e ventilação conforme os padrões de saúde coletiva; VIII. Pintura e decoração com cores pedagógicas; IX. Acesso apropriado para portadores de necessidades especiais.Objetivo Geral Propiciar aos educandos o contato com outras realidades, visando aampliação dos conhecimentos gerais e específicos de cada área, integrando o alunoàs comunidades afins para que se desenvolva sua visão crítica e ele adquiracapacidade de julgamento e emita opinião própria acerca do que ele vivenciou.Objetivos Específicos a. Estimular e promover atividades culturais e sociais extraclasse envolvendo outras comunidades. b. Estimular as práticas corporais e esportivas. c. Qualificar os profissionais da educação. d. Propiciar momentos de reflexão aprimorando senso crítico. e. Melhoria do espaço físico da escola. 41
  42. 42. Projeto Político Pedagógico – PPPMetas a. Envolvimento das comunidades em atividades educacionais e sociais realizadas pela escola; b. Envolver os alunos nas atividades esportivas, sociais realizados pela escola e também por outros Órgãos Públicos e Privados; c. Proporcionar palestras, seminários, oficinas, treinamentos, pesquisas, jogos e intercâmbios culturais a comunidade escolar; d. Promover cursos de capacitação para os profissionais da educação. e. Consolidar a melhoria da estrutura física da escola, com nova pintura do prédio, troca da rede elétrica e a construção de novos sanitários para o corpo discente f. Melhorias das dependências administrativas dando melhores condições de trabalhos aos recursos humanos disponível. 42
  43. 43. Projeto Político Pedagógico – PPPRegime de Funcionamento A Escola Municipal de Educação Básica Profª “Maria Barbosa Martins”,funciona no período diurno, com carga horária de 800/880 horas e no mínimo 200dias letivos anuais. No período matutino funciona de 6º ao 9º ano, com aulas de 60 minutos;das 07h00min às 11h30min. No período vespertino funciona o Pré-escolar, CBAC e do 4º ao 5º ano das13h00min às 17h00min. No período noturno: o Ensino Médio – 19h00min às 22h30min, mantido peloGoverno de Mato Grosso – Secretaria de Estado de Educação, através da EscolaEstadual Luiz Pedroso e Silva, a qual usa nossas dependências pedagógicas,salas de aulas e cozinha, como salas anexas da sede do estabelecimento deEnsino Estadual localizada no Distrito de Campão Grande.A oferta dos serviços educacionais são gratuitos e mantidos pelo poder PúblicoMunicipal de Várzea Grande, sendo são executados suas etapas e fases emregime presencial com, exigência legal de freqüência não inferior a 75% paraaprovação em cada período letivo, com o cumprimento de no mínimo 800 horas ede 200 dias letivos.Recursos Disponíveis1 - Direção da Unidade Escolar  Diretor (a) – Profissional docente efetivo  Coordenador(a) – profissional docente efetivo  Secretário (a) Escolar – Agente Adm. Efetivo e/ou Nomeado para a função. 43
  44. 44. Projeto Político Pedagógico – PPP2- Exercício da Docência e Sala de aulas Professor efetivo e/ou estável no Sistema Municipal de Educação, comlotação plena na área de atuação, podendo ser exercido por profissionais comhabilitação especifica em regime de contratação temporário nos termos dalegislação vigente: 2.1 - Educação Infantil: Pré-Escolar; 2.2 - Ensino Fundamental: Anos Iniciais: CBAC: 1º ao 3º Ano; 2.3 - Ensino Fundamental; Anos Iniciais: 4º e 5º Ano; 2.4 - Ensino Fundamental: anos Finais: 6º ao 9º ano:Com Currículo Organizado por Áreas do Conhecimento acadêmico: Área de Conhecimentos Componentes Curriculares L. Port. Alfabetização Língua Portuguesa Linguagens Artes Língua Estrangeira Moderna Espanhol Educação Física Matemática Ciências da Natureza e Matemática Ciências História Ciências Humanas Geografia Educação Religiosa3 - Espaço físico – Infraestrutura Física A Escola Municipal de Educação Básica Profª ―Maria Barbosa Martins‖possui: Área construída: 1.260,5 m² - sala de aulas e dependências; Área coberta (Corredores) - livre circulação: 180,5 m²; Quadra Poliesportiva coberto: 548 m². Pátio com parte pavimentado e descoberto: 195m²A. Administrativa Sala de Direção: 18 m² Secretaria Escolar: 17 m²; Cozinha Escolar: 25 m²; 44
  45. 45. Projeto Político Pedagógico – PPP Deposito de alimentos: 8m²; Depósito de materiais Limpeza: 10,5 m²; Deposito de Materiais Pedagógicos e Equipamentos: 20 m².B. Pedagógico I. Sala 1 - Programas Federais: 47 m²; II. Sala 2 – Sala de Aulas: 47 m²; III. Salas 3 - Articulação: 22 m²; IV. Salas 4 - Sala de Aulas: 40 m²; V. Salas 5 - Sala de Aulas: 40 m²; VI. Salas 6 - Sala de Aulas: 48 m²; VII. Salas 7 - Sala de Aulas: 48 m² ( Pré-Escolar); VIII. Espaço Cultural Profª Maria Benedita de Magalhães – Palco: 30 m²; IX. Salas 8 - Sala de Aulas: 48 m² ( Laboratório de Informática) X. Quadra Poliesportiva coberta: 548 m² XI. Horta Escolar: 144 m².3. Sanitários1 - Sanitário feminino, medindo 12 m², com 03 Box sanitários e acessórios.1 - Sanitário masculino, medindo 10 m², com 02 Box sanitários e acessórios.1 - Sanitário administrativo, medindo 2,88 m², com 1 Box sanitário e acessório.Participação da Comunidade Um dos pontos positivos observados tem sido a grande participação dacomunidade na escola embora não haja consenso quanto a um horário único parareuniões com todos os pais; dificuldade que esta sendo contornada com reuniõesem horários diferenciados. Em contrapartida a escola contribui para o enriquecimento da comunidade,pois serve como referência por possuir laboratório de informática atendendo amesma e uma pequena biblioteca, que, apesar de modesta, serve como base parapesquisa uma vez que a distância do centro urbano e a deficiência no transportecoletivo local dificultam o acesso a outras fontes de pesquisas. A escola conta com CCDE que se mostra sempre pronto à ação emconjunto, sendo contemplado em sua composição todos os segmentos, como: pais,alunos etc, e estes têm uma participação efetiva nas decisões tomadas emconjuntos uma vez que a escola / comunidade se reúne para dialogar e acertar 45
  46. 46. Projeto Político Pedagógico – PPPpossíveis problemas no seu cotidiano, numa parceria significativa, evitando assim, aelevação dos índices como: evasão e repetência. Projetos como PETI, MAIS EDUCAÇÃO entre outros, estão sendopreparados pela escola, onde alunos freqüentarão salas de aulas em períododiferenciado, para ser trabalhada na integra a sua deficiência, por área deconhecimento, com monitores sob a orientação da Coordenação Pedagógica. Assim, para que estes sejam colocados em prática é necessário que aescola seja dotada de uma melhor infra-estrutura e adequação de seu espaçodisponível, sendo este o maior entrave no atendimento Escolar à nossaComunidade. A Unidade Escolar Profª Maria Barbosa Martins, dentro de seus limites epossibilidades, tem primado pelo bom atendimento escolar a partir do ano de 2000,ocorrendo dentro dos programas de melhorias uma pequena reforma interna dosespaços físicos que minimizou alguns de seus problemas estruturais e educacionais. Hoje devido a grande demanda em nossa escola e com a necessidade deavanços pedagógicos, a nossa escola enfrenta um grande problema que seria a faltade estrutura física para melhoria das condições no atendimento pedagógico. Asinstalações elétricas e hidráulicas são antigas e precárias, sendo assim, a escolafica impossibilitada de avançar em seus projetos, ficando a mesma privada demelhores êxitos. Necessitamos de uma reforma externa e interna em pintura e construçãode novos sanitários para o corpo discente e comunidade, em padrão e normasdo MEC.ESCOLA INTEGRAL: Programa Mais Educação 46
  47. 47. Projeto Político Pedagógico – PPP O programa tem como aspectos preponderantes questões sociais.Entretanto, e até mesmo por isso, a intencionalidade educativa necessariamenteestá presente na proposta, pois não se concebe como ação suficiente apenas retiraros jovens das ruas e oferecer-lhes atividades variadas sem relacioná-las ao contextosociopolítico e econômico em que eles se encontram e às situações concretas dasexperiências que eles vivenciam e sem promover uma reflexão sobre os valores queadotam. Reduzir a educação à escolarização corresponde a ignorar que ela estápresente nas expressões culturais e sociais dos grupos humanos. As oficinas realizadas nas escolas podem pertencer a áreas diversascomo cultura, artes, esporte, lazer, saúde, comunicação, informática, entre outras.Além disso, podem ter objetivos de formar para o trabalho, recrear e entreter,informar e ensinar. É inegável que ocupar os jovens com tais atividades, evitando oócio mal empregado, colabora para a redução da delinqüência juvenil. Entretanto,realizá-las como meras atividades para preenchimento de tempo dos jovens éperder uma grande oportunidade: a de intervir de maneira concreta na qualidade dasreflexões e interações sociais das comunidades envolvidas, por meio datransformação dos hábitos de convivência. Educar é uma ação muito maisabrangente do que ensinar, do que transmitir conhecimentos; envolve reflexão sobreos valores implícitos no conhecimento construído e nas atitudes adotadas. Conformea LDB, Art. 1º, ―A educação abrange os processos formativos que se desenvolvemna vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino epesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nasmanifestações culturais.‖(grifo nosso) 47
  48. 48. Projeto Político Pedagógico – PPPPrincípios Filosóficos da Gestão Democrática Segundo Freitas Neto (2005) observa que os novos requisitoseducacionais, produtivos e sociais colocados, produzem inegáveis efeitos naformação, no tocante a uma maior competência ou qualificação real, termos quesintetizam o núcleo problemático dessa discussão. Esta problemática se expressana necessidade de mudança na relação com o conhecimento, na superação de suadesvinculação com a prática, bem como, na superação de sua mercantilizaçãoextrema, sob pena de não se poder ingressar adequadamente na chamada era dacomunicação ou da sociedade do conhecimento. As mudanças devem envolver acompreensão da transitoriedade dos conhecimentos em nosso tempo, da ruptura debarreiras entre as diferentes áreas do conhecimento, de novas formas de suautilização, da valorização da diferença, das múltiplas formas de sentir e aperceber-se da realidade e, sobretudo, da necessidade de um maior estreitamento do vínculoentre pesquisa-ensino-extensão que dá sentido ao nível superior de ensino, osestudos mostram segundo Freitas Neto: ―pesquisas recentes ressaltam aspectos importantes a serem considerados nas políticas e nas práticas de ensino, tendo em vista o enfrentamento da maior complexidade do mundo no qual vivemos‖ - ―o equilíbrio entre egressos e mercado de trabalho, considerando as mudanças que demandam os novos profissionais e as necessidades da sociedade‖; - ―a exigência de uma nova forma de elaboração, aquisição e transmissão dos conhecimentos, com base nas novas tecnologias da informação e da comunicação e na visão interdisciplinar e da unidade teoria/prática‖; - ―a adoção de abordagens que contemplem as diferenças, isto é, que valorizem distintas experiências e culturas locais, diversas epistemologias e espiritualidades‖; - ―a adoção de uma nova perspectiva à partir da problematização da noção de competência compreendida em sua dimensão construtiva, processual, coletiva, multifacetada e interdisciplinar do termo‖.(Grifo Nosso) Portanto, entende-se também que dentro do pensamento explica o que ecomo funciona a gestão, (LUCK, 2006 – p. 99) ―A gestão, por sua vez, envolveestas atividades necessariamente, incorporando certa dose de filosofia e política, oque existe é uma dinâmica interativa entre ambas‖. ―a gestão não deprecia aadministração, mas supera as suas limitações de enfoque dicotomizado, simplificadoe reduzido, para atender as exigências de uma realidade cada vez mais complexa edinâmica‖. 48

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