Vestibular 2012 a redação do enem

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A estrutura da redação do enem - temas

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Vestibular 2012 a redação do enem

  1. 1. 2011<br />REDAÇÃO ENEM<br />OFICINA DE REDAÇÃO<br />Allencar Rodriguez<br />www.katcavernum.com.brwww.twitter.com/katcavernum<br />
  2. 2. REDAÇÃO: Formato Situação– Problema- Exige (discussão do tema proposto)- Apresentar uma medida de INTERVENÇÃO<br />As coletâneas propostas no enunciado da redação: Textos – Charges – Ilustrações – devem estar relacionados na prova com um dos itens a favor ou contra à tese (linha de pensamento).<br />Jamais a coletânea deve ser transcrita, pois isso levará à perda de pontos.<br />
  3. 3. DESTACA-SE o estudante que souber dar suporte as suas opiniões CITANDO medidas adotadas pelo governo ou o modo como a sociedade lida com o tema.<br />
  4. 4. Pré-sal (Combustíveis Alternativos)<br />Corrupção<br />Papel dos jovens na organização de movimentos políticos<br />Auxílio das Redes Sociais na mobilização da juventude<br />O fim do Desktop<br />TEMAS<br />Primavera Árabe<br />Homofobia (ataque a gays)<br />Energia Nuclear<br />O papel da mulher na sociedade<br />Código Floresta<br />
  5. 5. A REDAÇÃO <br />DO ENEM <br />DEVERÁ SER ESTRUTURADA<br /> NA FORMA DE <br />TEXTO EM PROSA <br />DO <br />TIPO<br />DISSERTATIVO - ARGUMENTATIVO<br />
  6. 6. <ul><li>CINCO </li></ul>COMPETÊNCIAS<br />SERÃO AVALIADAS<br />REFEREIDAS<br />À<br />PRODUÇÃO DE UM TEXTO<br />
  7. 7. <ul><li>CASO O PARTICIPANTE NÃO </li></ul>DESENVOLVA<br />O TEMA E A ESTRUTURA<br />SOLICITADOS , SERÁ ATRIBUÍDA A<br />NOTA ZERO À COMPETÊNCIA II DA<br />REDAÇÃO, O QUE <br />ANULA A CORREÇÃO<br />DAS DEMAIS COMPETÊNCIAS DA <br />REDAÇÃO. A NOTA GLOBAL DA <br />REDAÇÃO, NESSE CASO, SERÁ <br />ZERO.<br />
  8. 8. 5<br />COMPETÊNCIAS<br />CADA UMA DAS COMPETÊNCIAS SERÁ AVALIADA NUMA ESCALA DE 0 A 100 PONTOS<br />
  9. 9. 1<br />COMPETÊNCIA<br />DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA DA LÍNGUA ESCRITA<br />
  10. 10. COMPETÊNCIA<br />1<br />ESPERA-SE QUE O PARTICIPANTE ESCOLHA O REGISTRO ADEQUADO A UMA SITUAÇÃO FORMAL DE PRODUÇÃO DE TEXTO ESCRITO. NA AVALIAÇÃO, SERÃO CONSIDERADOS OS FUNDAMENTOS GRAMATICAIS DO TEXTO ESCRITO, REFLETIDOS NA UTILIZAÇÃO DA NORMA CULTA EM ASPECTOS COMO;SINTAXE DE CONCORDÂNCIA, REGÊNCIA E COLOCAÇÃO; PONTUAÇÃO; ORTOGRAFIA, DE ACORDO COM A SITUAÇÃO FORMAL DE PRODUÇÃO EXIGIDA.<br />
  11. 11. PESQUISA<br />COMPETÊNCIA<br />TEMA 1: Música, Política e HistóriaO que fazer?Examinar as relações entre produção musical, cultura e ideologiaTEMA 2: Ficção científica no cinemaO que fazer?Compreender as relações históricas e artísticas existentes na ficção científica<br />1<br />
  12. 12. COMPETÊNCIA<br />2<br />COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO E APLICAR CONCEITOS DAS VÁRIAS ÁREAS DE CONHECIMENTO PARA DESENVOLVOR O TEMA, DENTRO DOS LIMITES ESTRUTURAIS DO TEXTO DISSERTATIVO - ARGUMENTATIVO<br />
  13. 13. COMPETÊNCIA<br />O EIXO DA COMPETÊNCIA II RESIDE NA COMPREESÃO DO TEMA QUE INSTAURA UMA PROBLEMÁTICA A RESPEITO DA QUAL SE PEDE UM TEXTO ESCRITO, EM PROSA, DO TIPO DISSERTATIVO – ARGUMENTATIVO. POR MEIO DESSE TIPO DE TEXTO, ANALISAM-E, INTERPRETAM-SE E RELACIONAM-SE DADOS, INFORMAÇÕES E CONCEITOS AMPLOS, TENDO-SE EM VISTA A CONSTRUÇÃO DE UMA ARGUMENTAÇÃO, EM DEFESA DE UM PONTO DE VISTA.<br />2<br />
  14. 14. PESQUISA<br />COMPETÊNCIA<br />TEMA 1: História da África: partilha colonial e descolonizaçãoO que fazer?Examinar algumas contradições da África contemporânea a partir de uma análise históricaTEMA 2: Mecanismo de transmissão nervosa e neuromuscularO que fazer?Conhecer o processo de formação e condução de eletricidade no organismo humano<br />2<br />
  15. 15. REFLETIR<br />COMPETÊNCIA<br />3<br />SELECIONAR, RELACIONAR, ORGANIZAR E INTERPRETARINFORMAÇÕES, FATOS, OPINIÕES E ARGUMENTOS EM DEFESA DE UM PONTO DE VISTA<br />
  16. 16. COMPETÊNCIA<br />NESSA COMPETÊNCIA PROCURA-SE AVALIAR COMO O PARTICIPANTE EM SITUAÇÃO FORMAL DE INTERLOCUÇÃO, SELECIONA, ORGANIZA, RELACIONA E INTERPRETA OS DADOS, INFORMAÇÕES E CONCEITOS NECESSÁRIOS PARA DEFENDER SUA PERSPECTIVA SOBRE O TEMA PROPOSTO<br />3<br />
  17. 17. PESQUISA<br />COMPETÊNCIA<br />TEMA 1: História das cidades e do urbanismo, desenvolvimento do universo urbano - industrialO que fazer?Examinar o processo de formação das cidades e identificar os problemas das metrópolesTEMA 2: Ecologia, turismo e desenvolvimento brasileiroO que fazer?Compreender os benefícios ambientais, econômicos e sociais do ecoturismo<br />3<br />
  18. 18. 4<br />CAUSA - CONSEQUÊNCIA<br />COMPETÊNCIA<br />DEMONSTRAR CONHECIMENTO DOS MECANISMOS LINGÜÍSTICOS NECESSÁRIOS PARA A CONSTRUÇÃO DA ARGUMENTAÇÃO<br />
  19. 19. COMPETÊNCIA<br />NA COMPETÊNCIA IV, AVALIA-SE A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS COESIVOS DA MODALIDADE ESCRITA, COM VISTAS À ADEQUADA ARTICULAÇÃO DOS ARGUMENTOS, FATOS E OPINIÕES SELECIONADOS PARA A DEFESA DE UM PONTO DE VISTA SOBRE O TEMA PROPOSTO. SERÃO CONSIDERADOS OS MECANISMOS LINGÜÍSTICOS RESPONSÁVEIS PELA CONSTRUÇÃO DA ARGUMENTAÇÃO NA SUPERFÍCIE TEXTUAL, TAIS COMO: COESÃO REFERENCIAL E A COESÃO GRAMATICAL (USO DE CONECTIVOS, TEMPOS VERBAIS, PONTUAÇÃO, SEQUÊNCIA TEMPORAL)<br />4<br />
  20. 20. PESQUISA<br />COMPETÊNCIA<br />4<br />TEMA 1: Educação brasileira e InternacionalO que fazer?Ler índice, interpretar dados e traduzi-los em conceitosTEMA 2: História Medieval, castelos, recursos tecnológicosO que fazer?Reconhecer os laços entre a tecnologia e as relações sócio – culturais de um período histórico<br />
  21. 21. 5<br />COMPETÊNCIA<br />ELABORAR PROPOSTA DE SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA ABORDADO, MOSTRANDO RESPEITO AOS VALORES HUMANOS E CONSIDERANDO A DIVERSIDADE SOCIOCULTURAL<br />
  22. 22. COMPETÊNCIA<br />5<br />NA COMPETÊNCIA 5 VERIFICA-SE COMO O PARTICIPANTE INDICARÁ AS POSSÍVEIS VARIÁVEIS PARA SOLUCIONAR A PROBLEMÁTICA DESENVOLVIDA, QUAIS PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO APRESENTOU, QUAL A RELAÇÃO DESTAS COM O PROJETO DESENVOLVIDO SOBRE O TEMA PROPOSTO E A QUALIDADE DESTAS PROPOSTAS, MAIS GENÉRICAS OU ESPECÍFICAS, TENDO POR BASE A SOLIDARIEDADE HUMANA E O RESPEITO À DIVERSIDADE DE PONTOS DE VISTA, EIXOS DE UMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA<br />
  23. 23. PESQUISA<br />COMPETÊNCIA<br />TEMA 1: Desenvolvimento econômico, mobilidade e exclusão social no Brasil.O que fazer?Ler índices, interpretar dados e traduzi-los em conceitosTEMA 2: Canudos, poder político e movimentos sociais ruraisO que fazer?Perceber os fatores que levaram à formação do arraial de Canudos<br />5<br />
  24. 24. <ul><li>ENEM 98 – REDAÇÃO
  25. 25. O QUE É O QUE É</li></ul>(...)<br />VIVER<br />E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ CANTAR E CANTAR E CANTAR <br />A BELEZA DE SER UM ETERNO APRENDIZ<br />EU SEI<br />QUE A VIDA DEVIA SER BEM MELHOR<br />E SERÁ<br />MAS ISSO NÃO IMPEDE QUE EU REPITA<br />É BONITA, É BONITA E É BONITA<br />
  26. 26. TEMA – “VIVER E APRENDER”<br />REDIJA UM TEXTO DISSERTATIVO SOBRE O TEMA“VIVER E APRENDER”, NO QUAL VOCÊ EXPONHA SUAS IDÉIAS DE FORMA CLARA, COERENTE E EM CONFORMIDADE COM A NORMA CULTA DA LÍNGUA, SEM SE REMETER A NENHUMA EXPRESSÃO DO TEXTO MOTIVADOR “O Que É O Que É”DÊ UM TÍTULO À SUA REDAÇÃO, QUE DEVERÁ SER APRESENTADA A TINTA E DESENVOLVIDA NA FOLHA ANEXA AO CARTÃO – RESPOSTA. VOCÊ PODERÁ UTILIZAR A ÚLTIMA PÁGINA DESTE CADERNO DE QUESTÕES PARA RASCUNHO.<br />
  27. 27. <ul><li>ENEM 99 – REDAÇÃO</li></li></ul><li>TEMA – “CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL”<br />
  28. 28. O encontro “Vem ser cidadão” reuniu 380 jovens de 13 Estados, em Faxinal do Céu (PR). Eles foram trocar experiências sobre o chamado protagonismo juvenil.O termo pode até parecer feio, mas essas duas palavras significam que o jovem não precisa de adultos para encontrar o seu lugar e sua forma de intervir na sociedade. Ele pode ser protagonista.([Adaptado de] “Para quem se revolta e que agir”, Folha de S. Paulo, 16/11/98)<br />
  29. 29. Eu não sinto vergonha de ser brasileiro. Eu sinto muito orgulho. Mas eu sinto vergonha por existirem muitas pessoas acomodadas. A realidade está nua e crua. (...) Tem de parar com o comodismo. Não dá para passar e ver uma criança na rua e achar que não é problema seu. (E.M.O.S., 18 anos, Minas Gerais)<br />A maior dica é querer fazer. Se você é acomodado, fica esperando cair no colo, não vai acontecer nada. Existe muita coisa para fazer. Mas primeiro você precisa se interessar. (C.S.Jr., 16 anos, Paraná)<br />Ser cidadão não é só conhecer os seus direitos. É participar, ser dinâmico na sua escola, no seu bairro. (H.A., 19 anos, Amazonas)<br />(Depoimentos extraídos de “Para quem se revolta e que agir”, Folha de S. Paulo, 16/11/98)<br />
  30. 30. Com base na leitura dos quadrinhos e depoimentos, redija um texto em prosa, do tipo dissertativo – argumentativo, sobre o tema: cidadania e participação social. <br /> Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação. Depois de selecionar, organizar e relacionar os argumentos, fatos e opiniões apresentados em defesa de seu ponto de vista, elabore uma proposta de ação social.<br />
  31. 31. <ul><li>ENEM 2000 – REDAÇÃO</li></li></ul><li>TEMA – Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?”<br />“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à saúde, à alimentação, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão.”<br />Artigo 227, Constituição da República Federativa do Brasil.<br />(Angeli, Folha de S. Paulo, 14.05.2000)<br />
  32. 32. (...Esquina da Avenida Desembargador Santos Neves com Rua José Teixeira, na Praia do Canto, área nobre de Vitória. A.J., 13 anos, morador de Cariacica, tenta ganhar algum trocado vendendo balas para os motoristas. (...) “Venho para a rua desde os 12 anos. Não gosto de trabalhar aqui, mas não tem outro jeito. Quero ser mecânico”.<br />(A Gazeta, Vitória (ES), 09 de junho de2000)<br />Entender a infância marginal significa entender porque um menino vai para a rua e não à escola. Essa é, em essência, a diferença entre o garoto que está dentro do carro, de vidros fechados, e aquele que se aproxima do carro para vender chiclete ou pedir esmola. E essa é a diferença entre um país desenvolvido e um país de Terceiro Mundo.<br />Gilberto Dimenstein. O cidadão de papel. São Paulo, Ática, 2000. 19ª. Ed.<br />
  33. 33. Com base na leitura da charge, do artigo da Constituição, do depoimento de A.J. e do trecho do livro O cidadão de papel, redija um texto em prosa, do tipo dissertativo – argumentativo, sobre o tema: <br />Tema:<br /> Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?<br /> Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema em seu texto.<br />
  34. 34. SEMPRE<br />CONSTRUA<br />PROJETO<br />TEXTO<br />PROJETO<br />UM<br />DE<br />TEXTO<br />DE<br />DE<br />DE<br />DE<br />DE<br />DE<br />DE<br />
  35. 35. REFLEXÕES<br />SOBRE<br />O TEMA<br />
  36. 36. REFLEXÕES<br />ALÉM DO <br />ÓBVIO<br />
  37. 37.
  38. 38. Festa <br />Wandex Piroli <br /> Atrás do balcão, o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada, acompanhado de dois meninos de tênis branco, um mais velho e outro mais novo, mas ambos com menos de dez anos. <br /> Os três atravessam o salão, cuidadosa mas resolutamente, e se dirigem para o cômodo dos fundos, onde há seis mesas desertas.<br /> O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja, dois guaranás e dois pãezinhos.<br />
  39. 39. - Seis e vinte.<br /> O preto concentra-se, aritmético, e confirma o pedido.<br />- Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz.<br />- Como?<br />- Passar o pão no molho da almôndega. Fica muito gostoso.<br />O homem olha para os meninos.<br />- O preço é o mesmo – informa o rapaz.<br />- Está certo.<br /> Os três sentam-se numa das mesas, de forma canhestra, como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida.<br /> O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e, em seguida, num pratinho, os dois pães com meia almôndegas cada um. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães, enquanto o rapaz cúmplice se retira.<br />
  40. 40. Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até à boca, depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado do pão.<br /> O homem toma a cerveja em pequenos goles, observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida.<br />Eles não têm pressa. O grande homem e seus dois meninos. E permanecem para sempre, humanos e indestrutíveis, sentados naquela mesa.<br />
  41. 41. Os lugares comuns Adélia Prado<br />Quando o homem que ia casar comigo <br />Chegou a primeira vez na minha casa, eu estava saindo do banheiro, devastada de angelismo e carência. Mesmo assim,ele me olhou com olhos admirados e segurou minha mão mais que um tempo normal a pessoas acabando de se conhecer.<br />Nunca mencionou o fato.<br />Até hoje me ama com amor de vagarezas, súbitos chegares.<br />Quando eu sei que ele vem, eu fecho a porta para a grata surpresa.<br />Vou abri-la como o fazem as noivas e as amantes. Seu nome é;<br />Salvador do meu corpo.<br />
  42. 42. Casamento Adélia Prado<br />Há mulheres que dizem:<br />Meu marido, se quiser pescar, pesque, mas que limpe os peixes.<br />Eu não. A qualquer hora da noite me levanto, ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.<br />É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, de vez em quando os cotovelos se esbarram, ele fala coisas como ‘este foi difícil’, ‘prateou no ar dando rabanadas’ e faz o gesto com a mão.<br />O silêncio de quando nos vimos a primeira vez atravessa a cozinha como um rio profundo.<br />Por fim, os peixes na travessa, vamos dormir.<br />Coisas prateadas espocam:<br />somos noivo e noiva.<br />
  43. 43. Ai, que saudades da Amélia: Ataulfo Alves – Mario Lago<br />Nunca vi fazer tanta exigência<br />Nem fazer o que você me faz<br />Você não sabe o que é consciência<br />Nem vê que eu sou um pobre rapaz<br />Você só pensa em luxo e riqueza<br />Tudo o que vê, você quer<br />Ai, meu Deus, que saudade da Amélia<br />Aquilo sim é que era mulher<br /> <br />Às vezes passava fome ao meu lado<br />E achava bonito não ter o que comer<br />Quando me via contrariado<br />Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer!"<br />Amélia não tinha a menor vaidade<br />Amélia que era mulher de verdade.<br />
  44. 44. FOLHETIM Chico Buarque de Holanda <br />Se acaso me quiseres<br />Sou dessas mulheres<br />Que só dizem sim<br />Por uma coisa à toa<br />Uma noitada boa<br />Um cinema um botequim<br />E se tiveres renda<br />Aceito uma prenda<br />Qualquer coisa assim<br />Como uma pedra falsa<br />Um sonho de valsa<br />Ou um corte de cetim<br />Que eu te farei as vontades<br />Direi meias verdades<br />Sempre à meia luz<br />E te farei vaidoso<br />Supor, que és o maior<br />E que me possuis<br />Mas na manhã seguinte<br />Não conta até vinte<br />Te afasta de mim<br />Pois já não vales nada<br />És página virada<br />Descartada do meu folhetim<br />
  45. 45. SIGA O SEGUINTE PROCESSO<br />I – Faça a reflexão sobre o tema da redação e enumere-os:<br />Exemplo: Tema:<br /> “O Futuro é Agora: Evolução Tecnológica”<br />Pontos de Reflexões: <br />Busque elementos reflexivos nas áreas de seu conhecimento. Na biologia, na historia, geografia, literatura, enfim, faça uma coleta interdisciplinar de conhecimentos e informações dentro de seu cotidiano seja pela leitura de jornais, notícias na TV, filmes, livros, revistas e palestras.<br />
  46. 46. REFLEXÕES<br />01 – Idade da Pedra – do Ferro – do Aço – do Carbono;<br />02 – Revolução Agrícola;<br />03 – Revolução Industrial (1760) – Ilhas Britânicas – França – Europa Central;<br />04 – A Imprensa (Gutemberg);<br />05 – 14 bis – Apollos – Sondas (Huygens) Ônibus Espaciais (Discovery);<br />06 – Submarinos de Pesquisas;<br />07 – Clonagem Animal (busca de curas);<br />08 – Bombas Atômicas (em mãos de terroristas);<br />09 – Combustível Nuclear;<br />10 – Celular e Internet;<br />11 – Células Tronco;<br />12 – Robótica;<br />13 – Nanotecnologia;<br />14 – Ética na Evolução.<br />
  47. 47. COMO INICIAR A REDAÇÃO DISSERTATIVA<br />Após ter feito a reflexão sobre o tema sugerimos, entre várias maneiras de iniciar a proposta dissertativa, três formas simples e segura:<br />
  48. 48. INÍCIO:<br />Várias são as formas de iniciar o texto dissertativo. O início é o primeiro parâmetro de seduzir o leitor. É o seu primeiro passo de persuasão apresentando o tema. O início indica os caminhos que serão seguidos (a direção) e serve para o seu controle na progressão <br /> (a seqüência de argumentos). É o jardim de uma bela casa que desperta a atenção e a curiosidade para o que possa estar dentro da mesma. Ao prender a atenção do leitor em seu primeiro parágrafo o mesmo terá seu interesse despertado para a leitura dos demais.<br />
  49. 49. COMPARAÇÃO:<br />Busque fatos históricos, literários, biológicos, etc. e faça uma aproximação contextual com o tema.<br />TEMA: CIDADE: Vestibular 2004<br />Terra da garoa, a cidade que não pode parar, parou por um instante. No centro do maior círculo financeiro da América Latina a cidade parou para assistir um evento. Diferente para alguns, esquisito para outros, novidade para a maioria. Enfim, um público miscigenado genético e culturalmente por trabalhadores em geral, camelôs, empresários, muitos Severinos que migraram das terras magras e ossudas do polígono da seca de Morte e Vida Severina, estudantes, turistas entre outros. Lembrando imponentes cidades da Antiguidade como a democrática Atenas com suas arenas ao ar livre para manifestações culturais.<br />
  50. 50. COMENTÁRIOS:<br /> Note a riqueza de detalhes descritivos desse parágrafo. A lembrança literária de Morte e Vida Severina de João Cabral de Mello e Atenas como fato histórico. Foi uma boa entrada de texto.<br />
  51. 51. TEMA: RÁDIO: Vestibular 2005<br /> Do telégrafo ao rádio foi um longo caminho. Que foi percorrido deste a evolução da Revolução Industrial (1760) na Inglaterra até a chegada desse elemento modernizador em nosso país em 1922. Fato que coincidiu com as pinceladas de Tarsila do Amaral e de autores/escritores como Oswaldo e Mário de Andrade que juntamente com Drumond faziam apologia ao novo. Esse evento conhecido como a Semana da Arte Moderna associada com a criação de Marcondi colocou o país na era do Modernismo. <br />
  52. 52. COMENTÁRIOS:<br />1760<br /> Esse parágrafo apresenta um fato histórico, a Revolução Industrial, e um outro fato histórico e literário, A Semana da Arte Moderna, além da citação do telégrafo e de Marconi <br /> o inventor do Rádio.<br />1922<br />
  53. 53. COMO CONCLUIR A REDAÇÃO DISSERTATIVA<br /> No último parágrafo faça um complemento de maneira simplificada dos aspectos abordados nos parágrafos anteriores salientando o objetivo do texto. É como se você fizesse uma amarração (muitos consideram como uma revisão, um resumo) dos textos onde cada parágrafo é um elo de uma corrente. NÃO acrescente um novo argumento e nunca enfatize o seu ponto de vista a não ser que seja pedido. É o desfecho de sua linha de pensamento, de sua idéias relacionadas à proposta.<br />ARTICULAR<br />
  54. 54. ESTRUTURA DO TEXTO<br />A estrutura do trabalho textual segue um padrão dividido em parágrafos; focando os parâmetros de base analítica:<br />1 A construção da estrutura textual deve ser construído por, no máximo, 5 (cinco) parágrafos constituídos por 4 (quatro) ou 5 (cinco) sentenças.<br />
  55. 55. ESTRUTURA DO TEXTO<br />Quatro ou cinco sentenças<br />1_______________ 2_______________<br />3 ______________ 4 _______________ <br />5 ______________ 6 ________________<br />Cinco parágrafos<br />
  56. 56. SIGA UMA ESTRUTURA<br />GEOMÉTRICA<br />DE PADRÃO<br />BEM<br />DEFINIDO<br />
  57. 57. ESTRUTURA<br />GEOMÉTRICA<br />DE PADRÃO<br />DEFINIDO<br />
  58. 58. NESTE PARÁGRAFO VOCÊ <br />PODE TER ESCRITO <br />DEMAIS E O MESMO PODE<br />SER SUBDIVIDIDO<br />VEJA <br />A REPRESENTAÇÃO <br />DE PARÁGRAFOS<br />DESPROPORCIONAIS<br />NESTE, ESCRITO DE MENOS<br />NECESSITANDO MAIS<br />ARGUMENTAÇÕES OU<br />COMPLEMENTOS<br />ESTE PARÁGRAFO<br />“É QUASE”<br />“UMA REDAÇÃO”<br />UMA CONCLUSÃO COM DUAS<br />SENTENÇAS NÃO É CONCLUSÃO<br />É ..................................... FUGA<br />
  59. 59. AO PEGAR SUA REDAÇÃO<br />A PRIMEIRA IMPRESSÃO<br />QUE O CORRETOR RECEBE<br />É A SIMETRIA<br />DO MATERIAL<br />QUE SERÁ EXAMINADO.<br />ISTO NÃO É AVALIADO,<br />MAS DEIXA UMA<br />AGRADÁVEL MENSAGEM<br />VISUAL DE :<br />COORDENAÇÃO<br />FLUÊNCIA<br />METACOGNITISMO<br />METALINGUAGEM<br />METAFÍSICO<br />E<br />ESPAÇO<br />UNIDOS<br />PELA<br />COESÃO<br />LINHA DE PENSAMENTO<br />DE ONDE VOCÊ SAI<br />ARGUMENTAÇÃO<br />CONDUÇÃO<br />ARGUMENTAÇÃO<br />ARGUMENTAÇÃO<br />CONCLUSÃO<br />ONDE VOCÊ CHEGA<br />
  60. 60. 2. A construção do parágrafo deve ser construído seguindo uma estrutura própria, inserindo as reflexões dos excertos e argumentos para a proposta dissertativa.<br />ESTUDO DO PARÁGRAFO<br />a) O que é um parágrafo?<br />É uma série de sentenças que desenvolve uma idéia central:<br />Parágrafo:<br />1ª. Idéia central. 2ª. Série de sentenças que dão suporte a idéia central. 3ª. Sentenças que representam a idéia central. 4ª. Que devem seguir a mesma idéia, o mesmo pensamento.<br />Idéia central ( linha de pensamento) dentro do contexto do parágrafo<br />
  61. 61. EXEMPLOS<br />Não é fácil aprender um novo idioma. Existe um extenso vocabulário para ser aprendido. Cometemos uma porção de erros ao falar as novas palavras. Sentimos muitas dificuldades para entender os nativos falantes do idioma. A gramática do novo idioma possui uma estrutura diferente daquela que conhecemos. É necessário muita prática para escrevermos corretamente um texto no idioma que estamos aprendendo.<br />Idéia central: 1 – Não é fácil aprender um novo idioma.<br />Idéia central<br />
  62. 62. Sentenças que dão suporte a idéia central:Por quê é difícil aprender um novo idioma?<br />2 – Porque existe um extenso vocabulário para ser aprendido.<br /> 3 – Cometemos uma porção de erros ao falar as novas palavras.<br />4 – Sentimos muitas dificuldades para entender os nativos falantes do idioma.<br />5 – A gramática do novo idioma possui uma estrutura diferente daquela que conhecemos.<br /> 6 – É necessário muita prática para escrevermos corretamente um texto no idioma que estamos aprendendo.<br />Essas sentenças dão suporte a idéia central<br />Seguem a mesma linha de pensamento<br />
  63. 63. Agora veja se você incluísse no parágrafo a seguinte sentença:É muito caro aprender um novo idioma.<br />Voltemos à pergunta:<br />Por que é difícil aprender um novo idioma?<br />Porque é caro<br />Essa resposta está fora do contexto da idéia central do parágrafo. Não é porque é caro que é difícil aprender um novo idioma.<br />Conclusão:<br />Se você inserir uma sentença fora do contexto da idéia central na construção de um parágrafo o mesmo estará seriamente comprometido quanto a um dos critérios balizadores da correção : <br />A COERÊNCIA.<br />O QUE PODE IMPEDIR O APRENDIZADO DE UM NOVO IDIOMA<br />É A AQUISIÇÃO DE HABILIDADES E NÃO FINANCEIRA.<br />
  64. 64. SENTIDO DO TEXTO CONSISTÊNCIA TEXTUAL<br />COERÊNCIA<br /> A sentença: É muito caro aprender um novo idioma, fica sem sentido na construção contextual do parágrafo.<br />FUGIU DA MESMA LINHA DE PENSAMENTO DAS OUTRAS SENTENÇAS<br />
  65. 65. UM PARÁGRAFO DE ESTAR LIGADO AO OUTRO<br />COESÃO<br />NUMA SEQÜÊNCIA<br />LÓGICA<br />ESSA SEQUEQUÊNCIA PODE SER<br />NUMERAL, TEMPORAL, CAUSAL,<br />UMA SUCESSÃO DE EVENTOS,<br />ETC.<br />A coesão <br />promove <br />a fluidez da leitura<br />
  66. 66. DISSERTAÇÃO<br /><ul><li>Dissertar é refletir – debater – discutir – questionar a respeito de um determinado tema, expressando o ponto de vista de que escreve em relação a esse tema.
  67. 67. Dissertar é emitir opiniões de maneira convincente, ou seja, de maneira que elas sejam compreendidas e aceitas pelo leitor.
  68. 68. Isso só acontece quando quando tais opiniões estão bem fundamentadas – comprovadas – explicadas - exemplificadas</li></ul>ISTO É<br />BEM<br />ARGUMENTADAS<br />
  69. 69. ARGUMENTAR<br />CONVENCER<br />INFLUENCIAR<br />PERSUADIR<br />
  70. 70. Embora dissertar seja emitir opiniões, o ideal é que o seu autor coloque no texto seus pontos de vista como se não fossem dele e sim, de outra pessoa (de prestígio científico , especialista no assunto, etc.), ou seja, de maneira IMPESSOAL, OBJETIVA e sem prolixidade.<br />Procure desenvolver a redação dissertativa com VERBOS e PRONOMES EM TERCEIRA PESSOA.<br />O texto impessoal soa como verdade e, como já citado, fazer crer é um dos objetivos de quem disserta.<br />
  71. 71. TÉCNICA DE DISSERTAÇÃO<br />A principal técnica de argumentação é aquela que utiliza o raciocínio lógico-causal, que investiga as causas e conseqüências daquilo que se afirma.<br />São os porquês, as razões, os motivos que fundamentam os nossos posicionamentos.<br />
  72. 72. USO DOS PORQUES<br />
  73. 73. Numa redação curta, entre 20 e 35 linhas, uma relação de cause – conseqüência poder ser suficiente para fundamentar nossa posição e organizar nosso texto.Assim, continuando nossa sugestão de um método dissertativo, depois das perguntas qual o tema? E qual nossa opinião?, o passo seguinte seria perquntar por quê? A resposta será o eixo principal de nossa argumentação.<br />
  74. 74. ATENÇÃO AO EXEMPLO A SEGUIR:<br />PONTO DE VISTA<br />O amor, o trabalho e o conhecimento devem governar nossa vida<br />NexosLógico - causais<br />PORQUE<br />POIS<br />UMA VEZ QUE<br />NA MEDIDA EM QUE<br />POR CAUSA DE (QUE)<br />VISTO QUE<br />São as fontes de nossa existência<br />Argumentação Causal<br />
  75. 75. ARGUMENTAR<br />O homem é especial não porque ele faz ciência, e ele é especial não porque faz arte, mas, sim, porque ciência e arte são igualmente expressões de sua maravilhosa plasticidade mental<br />
  76. 76. VEJA EXEMPLO COMPLETO<br />

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