O estudo da redação dissertativa
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O estudo da redação dissertativa O estudo da redação dissertativa Document Transcript

  • BY ALLENCAR RODRIGUEZ WWW.AVALLONCURSOS.BLOGSPOT.COM WWW.KATCAVERNUM.COM.BR WWW.TWITTER.COM/KATCAVERNUM ACQUIRESKILLS@IG.COM.BR O estudo da redação dissertativa COMO INICIAR A REDAÇÃO DISSERTATIVA Várias são as formas de iniciar o texto dissertativo. O início é o primeiro parâmetro de seduzir o leitor. É o seu primeiro passo de persuasão apresentando o tema. O início indica os caminhos que serão seguidos (a direção) e serve para o seu controle na progressão (a seqüência de argumentos). É o jardim de uma bela casa (como dizia meu professor da Unicamp (Almeida Filho) que desperta a atenção e a curiosidade para o que possa estar dentro da mesma. Ao prender a atenção do leitor em seu primeiro parágrafo o mesmo terá seu interesse despertado para a leitura dos demais. ► SIGA O SEGUINTE PROCEDIMENTO I Faça a reflexão sobre o tema da redação e enumere_os: ► Pontos de Reflexões: Busque elementos reflexivos nas áreas de seu conhecimento. Na biologia, na historia, geografia, literatura, música, enfim, faça uma coleta interdisciplinar de conhecimentos e informações dentro de seu cotidiano adquirido pela leitura de jornais, notícias na TV, filmes, livros, revistas, palestras e etc.
  • allencar Rodriguez II Após ter feito a reflexão sobre o tema sugerimos, entre várias maneiras de iniciar a proposta dissertativa, três formas simples e segura: COMPARAÇÃO CITAÇÃO METÁFORA ▲ Aconselhamos o uso do primeiro por ser de domínio mais amplo: ► COMPARAÇÃO Busque fatos históricos, literários, biológicos, etc. e faça uma aproximação contextual com o tema. TEMA: CIDADE: Vestibular Unicamp 2004 Terra da garoa, a cidade que não pode parar, parou por um instante. No centro do maior círculo financeiro da América Latina a cidade parou para assistir um evento. Diferente para alguns, esquisito para outros, novidade para a maioria. Enfim, um público miscigenado genético e culturalmente por trabalhadores em geral, camelôs, empresários, muitos Severinos que migraram das terras magras e ossudas do polígono da seca de Morte e Vida Severina, estudantes, turistas entre outros. Lembrando imponentes cidades da Antiguidade como a democrática Atenas com suas arenas ao ar livre para manifestações culturais. COMENTÁRIOS: Note a riqueza de detalhes descritivos desse parágrafo. A citação literária da obra Morte e Vida Severina de João Cabral de Mello e Atenas como fato histórico o qual se compara o evento ocorrido em São Paulo a aqueles que ocorriam em Atenas. Foi uma boa entrada de texto mostrando de forma reflexiva o excerto 1 da coletânea. São Paulo foi comparado à Atenas sob o aspecto da exposição ao ar livre: a Ágora.
  • allencar Rodriguez TEMA: RÁDIO: Vestibular Unicamp 2005 Do telégrafo ao rádio foi um longo caminho. Que foi percorrido deste a evolução da Revolução Industrial (1760) na Inglaterra até a chegada desse elemento modernizador em nosso país em 1922. Fato que coincidiu com as pinceladas de Tarsila do Amaral e de autores/escritores como Oswaldo e Mário de Andrade que juntamente com Drumond faziam apologia ao novo. Esse evento conhecido como a Semana da Arte Moderna associada com a criação de Marcondi colocou o país na era do Modernismo. COMENTÁRIOS: Esse parágrafo apresenta um fato histórico, a Revolução Industrial, e outro fato histórico e literário, A Semana da Arte Moderna, além da citação do telégrafo e de Marconi – o inventor do Rádio. Foi o brasileiro ou o italiano? NOTA: Não existe uma concordância mundial a respeito de quem inventou o rádio, da mesma forma que muitos países não aceitam Santos Dumont como o Pai da Aviação. Alguns creditam o descobrimento das ondas de rádio ao cientista e inventor italiano Gugliemo Marconi. Muitos discordam, afirmam que o inventor do Rádio é o brasileiro Roberto Landell de Moura (Padre Landell), nascido no dia 21 de janeiro de 1861 na cidade de Porto Alegre-RS. TEMA: MEIOS DE TRANSPORTE: Vestibular Unicamp 2006 Os meios de transporte começaram a ser utilizados com o surgimento da roda inventada pelos povos da Mesopotâmia, atual Iraque. Com a roda apareceram veículos como as carroças e as carruagens. Antes disso, os homens andavam a pé ou sobre animais domésticos, cavalos, bois e camelos. Depois, com a Revolução Industrial, vieram os barcos a vapor, trens, carros e caminhões. Pelo ar, Dumont com seu vôo de 60 metros em 1906 com o seu 14 bis inseriu asas a imaginação do homem em prosa, verso e máquina. View slide
  • allencar Rodriguez Veja outro exemplo: Enquanto não atingimos o desenvolvimento tecnológico dos Jetsons, de Hanna e Barbera, com seus carros voadores, vivemos, ainda, um período de certa precariedade no sistema de transporte brasileiro. O sistema rodoviário, marco de políticas do passado, se encontra cada vez mais saturado e inadequado pelas necessidades do país. Isso exige um investimento elevado das empresas para que seus produtos atinjam o correto destino e trazem prejuízos ao Estado. Os portos possuem pouca capacidade de escoamento de produção, o que é prejudicial a exportação. E a aplicação de capitais em hidrovias é extremamente baixa. Porém uma „válvula de escape‟ esta sendo aberta com a criação das Parcerias Públicas Privadas (PPPs) e o resgate de um símbolo do passado indispensável para o desenvolvimento econômico do país e sua interiorização: a ferrovia. NOTA: Este é um excerto de uma redação que conseguiu 52 pontos. NATASHA HERNANDEZ Voltemos ao exemplo: TEMA: MEIOS DE TRANSPORTE: Vestibular Unicamp 2006 Os meios de transporte começaram a ser utilizados com o surgimento da roda inventada pelos povos da Mesopotâmia, atual Iraque. Com a roda apareceram veículos como as carroças e as carruagens. Antes disso, os homens andavam a pé ou sobre animais domésticos, cavalos, bois e camelos. Depois, com a Revolução Industrial, vieram os barcos a vapor, trens, carros e caminhões. Pelo ar, Dumont com seu vôo de 60 metros em 1906 com o seu 14 bis inseriu asas a imaginação do homem em prosa, verso e máquina. Atualmente, as redes de transportes estão mais eficientes e ágeis e são indispensáveis para o abastecimento, os escoamentos dos frutos da terra e a interligação de regiões e pessoas, aproximando a cidade e o campo fazendo o país progredir. Dessa forma não há mais lugar para aventuras feitas no passado igual à cicatriz que corta a Amazônia e os buracos do presente mostram a precariedade daquilo que era política de governo no passado. View slide
  • allencar Rodriguez A revitalização do transporte ferroviário, destronando-o de seu pedestal de estátua letárgica que assombra com sua imponência os jovens de hoje e traz recordações aos mais velhos, feitos com a intermediação do Estado em parceria com as (PPPs) – Parcerias Públicas Privadas, diminuiriam em muito a fatia da pizza gráfica do transporte rodoviário. Além de interiorizar e integrar o país diminui custos, geram empregos, diminuem o roubo de cargas e o número de acidentes nas rodovias ocasionados pelos caminhões. COMENTÁRIOS: Veja a riqueza de conteúdos muito bem articulados, uso de excertos e o trabalho excelente do recorte temático. A estudante buscou na Antiguidade e na Revolução Industrial, elementos para dar início a sua redação. Note a utilização reflexiva dos excertos da coletânea: ► A citação de Santos Dumont é uma referência reflexiva do excerto 5 da coletânea o que mostra a capacidade de apropriação do autor sobre o texto da musica O avião de Toquinho. ► No segundo parágrafo; frutos da terra é uma referência ao agronegócio citado no excerto 4. ► A cicatriz que corta a Amazônia (aventuras), é a reflexão do excerto 2. ► Buracos do presente; reflexão do excerto 1. ► Pizza gráfica, reflexão do excerto 3. ► Pedestal de estátua letárgica; reflexão do excerto 6. Na segunda sentença do segundo parágrafo há o desenvolvimento de dois itens do recorte temático: ▲ Revitalização do Transporte Ferroviário: Item 1 do recorte temático. ▲ Parcerias Públicas Privadas: Item 2 do recorte temático. ▲ Na terceira sentença do segundo parágrafo há o desenvolvimento do terceiro item do recorte temático: Argumentações. ► Argumentos: O transporte ferroviário interioriza e integra o país – diminui custos e acidentes – além do roubo de cargas.
  • allencar Rodriguez ► CITAÇÃO A citação serve como parâmetro para uma progressão argumentativa ou reflexiva para mostrar a seqüência lógica do tema citado: TEMA: “O FUTURO É AGORA: EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA” “Um pequeno passo para um grande salto para a humanidade”. Palavras proferidas por Neil Armstrong ao pisar na Lua. Isso mostra que a genética evolutiva do Homem está sempre em busca da superação de novos limites. Os romances escritos por Julio Verne, “Vinte Mil Léguas Submarinas” e “Da Terra à Lua”, no século XIX, quando viajar em submarino ou foguetes era apenas delírios do escritor Inglês hoje é uma gratificante realidade. Devido os avanços tecnológicos a ficção de Verne é realidade nas viagens das sondas européias e apollos. Essas conquistas interligam povos de diferentes etnias e continentes tornando o limite entre eles inexistente. COMENTÁRIOS: A citação da frase de Neil Armstrong serviu para conduzir episódios de conquistas espaciais que antes eram apenas ficções literárias. ► Atenção: A citação vem sempre entre “aspas”.
  • allencar Rodriguez ► METÁFORA POR ÚLTIMO, VOCÊ PODE INICIAR SUA REDAÇÃO POR METÁFORAS: TEMA: “O FUTURO É AGORA: EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA” O vôo de 60 metros do 14 bis em 1906 foi o vôo da galinha que impulsionou o homem a abrir a fronteiras do infinito e “catapultou” os irmãos White a fama e glória nos Estados Unidos. Yuri Gagarin deu a primeira volta na órbita terrestre em 1962, em 1969 Neil Armstrong, com a Apollo XI, foi o primeiro homem a pisar na superfície lunar. Hoje as sondas estão chegando em Marte e nas luas de Plutão. Os ônibus espaciais, Discovery e Columbia, fazem pesquisas no espaço. E, já existe uma base espacial onde alguns astronautas passam seis ou sete meses de suas vidas inseridos em pesquisas cientificas. Nesse caso vôo da galinha significa um espaço muito curto de alcance atingido pelo vôo do 14 bis, mas que foi significativo no contexto da evolução tecnológica.
  • allencar Rodriguez COMO CONCLUIR A REDAÇÃO DISSERTATIVA No último parágrafo faça um complemento de maneira simplificada dos aspectos abordados nos parágrafos anteriores salientando o objetivo do texto. É como se você fizesse uma amarração (muitos consideram como uma revisão, um resumo) dos textos onde cada parágrafo é um elo de uma corrente. Evite acrescentar um novo argumento e nunca enfatizar o seu ponto de vista a não ser que seja pedido (redação 2006 – meios de transporte, item 3 da proposta dissertativa). É o desfecho de sua linha de pensamento, de suas idéias relacionadas a proposta da redação, ao recorte temático. SE for pedido seu ponto de vista siga a proposição da proposta ou do recorte temático
  • AGORA VEJAMOS COMO TRABALHAR A REDAÇÃO DISSERTATIVA EM FUNÇÃO DA COLETÂNEA DE TEXTOS E A PROPOSTA QUE DEVE SER SEGUIDA. TOMAMOS COMO EXEMPLO: O VESTIBULAR UNICAMP 2008.
  • allencar Rodriguez Dissertação Característica do texto dissertativo Quando se pede a alguém que disserte por escrito sobre um determinado tema, espera-se um texto em que sejam expostos e analisados, de forma coerente, alguns dos aspectos e argumentos envolvidos na questão tematizada. Não há escrita sem leitura, sem reflexão, sem a adoção de um ponto de vista e, pode-se mesmo dizer, sem um desejo, por parte de quem escreve, de se manifestar a respeito de um determinado tema. Assim, é especialmente importante que, em uma dissertação, sejam apresentados e discutidos fatos, dados e pontos de vista acerca da questão proposta. Ora, para que você consiga desincumbir-se dessa tarefa de forma adequada (especialmente em uma situação como a de um exame vestibular em que há uma certa tensão, o tempo é controlado...), a Unicamp colocava à sua disposição, sob a forma de uma coletânea, diversos elementos que deveriam ser levados em conta para a discussão do tema proposto. Garantimos, assim, que você não tenha de “partir da estaca zero”, para construir sua redação. Essa é uma função importante da coletânea de textos que acompanha o tema para dissertação. (Essa coletânea tem também o objetivo de avaliar a sua capacidade de leitura, interpretação e seleção de informações). Do que foi dito acima, você deveria concluir imediatamente que escrever um texto dissertativo não é apenas tecer comentários impessoais sobre determinado assunto, tampouco limitar-se a apresentar aspectos favoráveis e contrários e/ou positivos e negativos da questão. Mas vamos tentar ajudá-lo um pouco mais, uma vez que tal conclusão pode não ser tão imediata assim. Consideremos duas instruções que muito freqüentemente acompanham “definições” de dissertação: (1) que nela não se deve “falar” em 1ª pessoa; (2) que devem, em um texto dissertativo, ser apresentados argumentos favoráveis e contrários à(s) idéia(s) sobre a(s) qual(is) se está escrevendo. A primeira das “instruções” é, de fato, pertinente, mas costuma-se exagerar o seu valor – esse cuidado não é suficiente para garantir que se está, realmente, dissertando. Sempre será verdade que enfraquecem a força do texto dissertativo expressões como eu acho que e na minha opinião, mas o problema está muito mais no caráter opinativo e no “achismo” nelas contido do que no uso da 1ª pessoa do singular.
  • allencar Rodriguez Contudo, saiba que a postura mais adequada para se dissertar é mesmo escrever impessoalmente, como se autor daquele texto fosse o próprio bom senso, a própria lógica, a razão, ou ainda, a verdade. Da mesma forma, uma dissertação não se dirige a um interlocutor específico ou a um grupo deles; dirige-se, isto sim, a um “leitor universal”, algo que poderia ser definido como: todos os seres humanos alfabetizados e dotados de raciocínio. Quanto à Segunda “instrução”, essa sim é um completo equívoco. Em uma dissertação, deve-se defender uma tese, ou seja: organizar dados, fatos, idéias, enfim, argumentos, em torno de um ponto de vista definido sobre o assunto em questão. Uma dissertação deve, na medida do possível, concluir algo. Portanto, não tem cabimento ficar simplesmente elencando argumentos favoráveis ou contrários a determinada idéia. Só se trazem ao texto argumentos contrários à tese defendida para destruí- los, para anulá-los... e, mesmo isso, quando for pertinente Fonte: http://www.convest.unicamp.br/vest99/redacao/item3.html Acesso em 25/08/2009 DISSERTAÇÃO Construa sua redação seguindo TRÊS parâmetros: Direção – Progressão - Condução DIREÇÃO CAMINHOS QUE ESTÃO SENDO SEGUIDOS - de acordo com seu projeto de texto PROGRESSÃO A SEQUÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO - seguindo as reflexões tiradas dos excertos
  • allencar Rodriguez CONDUÇÃO COMO SEDUZIR O LEITOR COMO DESENVOLVER AS ARGUMENTAÇÕES PODER DE PERSUAÇÃO DO ALUNO COMO SE CONSEGUIR COLOCAR ATENÇÃO – ATENÇÃO – ATENÇÃO - ATENÇÃO ▲NUNCA defenda UM PONTO DE VISTA (a não ser que seja pedido – redação 2006 – meios de transporte) ▲USE a reflexão ▲NUNCA usar GENERALIZAÇÃO ▲Os elementos dos excertos NÃO podem ser “COLADOS” ▲Apresentar Argumentação Concisa ▲NÃO dicotomizar: A FAVOR ou CONTRA ▲NÃO usar: EU ACHO – EU PENSO – MINHA OPINIÃO ORIENTAÇÃO GERAL: LEIA ATENTAMENTE O tema geral da primeira fase é Saúde. A redação propõe três recortes desse tema. ➢ Proposta: Cada proposta apresenta um recorte temático a ser trabalho de acordo com as instruções específicas. Escolha uma das três propostas para a redação (dissertação, narração ou carta) e assinale sua escolha no alto da página de resposta. ➢ Coletânea: A coletânea é única e válida para as três propostas. Leia toda a coletânea e selecione o que julgar pertinente para a realização da proposta escolhida. Articule os elementos selecionados com sua experiência de leitura e reflexão. O uso da coletânea é obrigatório. ➢ ATENÇÃO - Sua redação será anulada se você fugir ao recorte temático da proposta escolhida ou desconsiderar a coletânea ou não atender ao tipo de texto da proposta escolhida.
  • allencar Rodriguez Tema geral: Saúde Recorte Temático: Leia a coletânea e trabalhe sua dissertação a partir do seguinte recorte temático: Segundo o artigo 196 da constituição, a saúde é direito de todos e dever do Estado, devendo ser garantida mediante políticas públicas. Tal responsabilidade permite ao Estado intervir no comportamento individual e coletivo com ações preventivas, que podem gerar conflitos. Instruções: 1) Discuta os desafios que as ações preventivas lançam ao estado na promoção da saúde pública. 2) Trabalhe seus argumentos no sentido de apontar as tensões geradas por essas ações preventivas. FAÇA O SEGUINTE PROCEDIMENTO Desenhe 6 retângulos pequenos: 1 2 PARÁGRAFOS ARGUMENTATIVOS DA CONDUÇÃO DO TEXTO DE 3 ACORDO COM O RECORTE TEMÁTICO (PROPOSTA DA REDAÇÃO) E DA 4 APROPRIAÇÃO DA COLETÂNEA OU TEXTO-FONTE 5 6
  • allencar Rodriguez NOTA: Até o Vestibular 2010 a Unicamp cobrava um texto longo. Em uma boa redação o total de linhas variava entre um mínimo de 45 linhas e no máximo 60 linhas. A partir de agora os textos serão mais curtos. Em torno de 30 linhas, dependendo do texto até menos, portanto desenvolva seus parágrafos de acordo com o que é pedido na proposta. Se for pedido 30 linhas, faça 5 parágrafos com 5 ou 6 sentenças sendo que 3 deles fazer parte da condução da sua linha de pensamento. Veja exemplo segundo o tema: meios de transporte já discutido em capítulos anteriores. x TEMA QUE VOCÊ ESCOLHEU NOME: Pedregunda Pafúncia Florisvanda RECORTE TEMÁTICO: Diferentes são os meios de transporte, assim como as políticas adotadas pelo Estado para viabilizá-los. O Estado pode atuar de forma mais direta, por meio de financiamentos, concessões, isenções e privilégios fiscais, ou apenas exercer um papel regulador dos diversos setores envolvidos.
  • allencar Rodriguez INSTRUÇÕES: 1) Discuta que meio(s) de transporte deve(m) ser priorizado(s) para atender às necessidades da realidade brasileira atual. 2) Trabalhe seus argumentos no sentido de explicitar como esse(s) meio(s) pode(m) ser viabilizado(s) e qual poderia ser o papel do Estado nesse processo. 3) Explore tais argumentos de modo a justificar seu ponto de vista. Reflexão do Recorte Temático Qual é a sua opinião à respeito do Estado viabilizar um meio de transporte? Eu sou a favor, mas com ressalvas. Esse ato deve ser efetivado no sistema de parceria pública privada. De acordo com as instruções: 1) Qual transporte deve ser priorizado? Em minha opinião deve ser o Transporte Ferroviário Por quê você acha isso, por qual motivo, por qual razão? Por suas vantagens: Possui grande capacidade no transporte de cargas e passageiro.
  • É mais econômico que o rodoviário. Possui diversas opções energéticas como o vapor, diesel e eletricidade. Seu material rodante é de longa duração. Trens modernos podem atingir grandes velocidades. O setor estimula o desenvolvimento das indústrias de base. 2) Como esse meio pode ser viabilizado? O país deve investir em políticas públicas diretas no contexto do financiamento, gerenciamento e fiscalização associada num segmento de parceria pública privada. 3) Justificativas: Além das vantagens descritas sobre o transporte ferroviário o transporte rodoviário eleva o custo brasil. O seu custo de fretamento é mais expressivo que os demais concorrentes com características próximas. Sua capacidade de tração de carga é bastante reduzida em comparação com os vagões que uma locomotiva pode puxar. Os veículos utilizados para tração possuem elevado grau de poluição. A malha rodoviária se apresenta esburacada, sem sinalização e acostamento na maioria dos Estados. Possui alto custo de manutenção. Esse tipo de transporte está relacionado às tragédias de acidentes fatais e há grande número de roubo de cargas.
  • allencar Rodriguez Linha de pensamento (Opinião – Ponto de Vista) O país deve investir em políticas públicas diretas na questão do transporte ferroviário somando seus interesses aos da iniciativa privada. O que você acabou de fazer flui muito rápido, pois o todo elemento reflexivo vem de seu conhecimento de mundo, conhecimento prévio adquirido em sua vida acadêmica e de sua experiência de vida. Agora faça o seguinte procedimento. ESCREVA REFLEXÃO DA COLETÂNEA Siga os procedimentos para a construção da reflexão da coletânea o qual uma das formas que você deve proceder é: a partir da informação apropriada da coletânea construa argumentações fundamentadas na sua linha de pensamento unindo sua opinião mais a conjunção causa e conseqüência e mais as argumentações seguidas de uma ou mais justificativas. Num contexto que classificamos como OPAR (opinião + (pois, porque, uma vez que, visto que) + argumentação) + justificativa. Depois disso, associe essa reflexão a um dos parágrafos argumentativos mantendo a sua coerência, o seu sentido.
  • allencar Rodriguez Feito isso construa o esquema abaixo: Esse é o seu parágrafo de entrada onde você apresenta a sua linha de pensamento Esse é o seu 1º parágrafo argumentativo – discorrer as vantagens do transporte ferroviário – discutindo, explicitando, justificando, fazendo uso da reflexão da coletânea de textos. Esse é o seu 2º parágrafo argumentativo – discorrer a situação do atual transporte rodoviário – discutindo, explicitando, justificando, fazendo uso da reflexão da coletânea de textos. Esse é o seu 3º parágrafo argumentativo – discorrer a situação de outros tipos de transportes (aeroviário) – discutindo, explicitando, justificando, fazendo uso da reflexão da coletânea. Esse é o seu 4º parágrafo argumentativo – discorrer a situação de outros tipos de transportes (fluvial) – discutindo, explicitando, justificando, fazendo uso da reflexão da coletânea de textos. Esse é o seu parágrafo de conclusão – deixar claro que os aspectos argumentados, discutidos e justificados faz parte de um contexto amplo de discussão cuja finalidade vem ao encontro da sua linha de pensamento (opinião – ponto de vista). Bom, agora de posse de seu projeto de texto articule os dados nos parágrafos que formam o texto conforme explicitado: parágrafo de entrada, parágrafos argumentativos e conclusão. Depois disso, faça uma releitura de seu texto tomando o cuidado de eliminar possíveis sentenças que quebram a coerência do parágrafo e verificar se todos os eixos de coesão de um parágrafo para outro estão corretos.
  • allencar Rodriguez VOLTEMOS AO TEMA: SAÚDE TEMA GERAL: SAÚDE Recorte Temático: Leia a coletânea e trabalhe sua dissertação a partir do seguinte recorte temático: Segundo o artigo 196 da constituição, a saúde é direito de todos e dever do Estado, devendo ser garantida mediante políticas públicas. Tal responsabilidade permite ao Estado intervir no comportamento individual e coletivo com ações preventivas, que podem gerar conflitos. Instruções: 1) Discuta os desafios que as ações preventivas lançam ao estado na promoção da saúde pública. 2) Trabalhe seus argumentos no sentido de apontar as tensões geradas por essas ações preventivas. 3) Explore os argumentos de modo a justificar seu ponto de vista sobre tais desafios e tensões. REFLEXÃO AÇÕES PREVENTIVAS REALIZADAS PELO GOVERNO DENGUE – AIDS – CAMPANHA CONTRA O FUMO
  • allencar Rodriguez 1 Veja o ítem 1 do recorte temático: os desafios encontrados nessas campanhas serão os mesmos 2 de campanhas futuras: fiscalização – conciliar opiniões de diversos setores da sociedade – fazer a campanha chegar para toda a população – a manutenção 3 da racionalidade de opiniões inerentes à necessidade da campanha acima de interesses políticos e/ou 4 qualquer setor da sociedade que seja fora do contexto da campanha. 5 6 Veja o ítem 2 do recorte temático: quais tensões ou conflitos são geradas numa campanha imposta pelo governo: podem ser de ordem moral – social – política e cultural: por exemplo: o preconceito – a religiosidade – a individualidade – a liberdade garantida pela constituição. Veja o ítem 3 do recorte temático: justificar esses pontos de vista: as justificativas são as próprias campanhas anteriores: dengue (justificativa: dois grandes desafios foram enfrentados: a falta de fiscalização e a falta de informação dos proprietários das residências que proibiam a entrada dos agentes de saúde ou mantinham suas casas fechadas) - AIDS (justificativa: nesse caso o conflito foi de ordem cultural – moral e religioso onde os desafios foram vencer o preconceito, a falta de instrução e o comportamento do indivíduo) – campanha contra o fumo (justificativa: o grande desafio dessa campanha foi vencer a falta de cultura e educação do fumante que não compreende que seu limite de liberdade termina quando começa o do outro.
  • allencar Rodriguez NESTE MOMENTO – fica mais simples você trabalhar sua linha de pensamento a partir da reflexão do recorte temático. Qual sua opinião (ponto de vista) à respeito de o Estado intervir no contexto da saúde com ações preventivas? a) favor (concorda) b) contra (não concorda) c) favor e/ou contra (concorda ou discorda com ressalvas) Haja com bom senso: analise qual o objetivo da proposta. No caso da saúde o bem estar de todos é o mais importante, mas o direito do indivíduo deve ser preservado. PORTANTO: É importante que o estado mantenha essas políticas públicas ligadas à prevenção da boa saúde pública, mas junto à isso se faz necessário pelo bem da democracia e do cidadão, não agredir a vida privada do indivíduo e levar ao mesmo instrução, conscientização e cultura. Essa é a sua linha de pensamento (idéia) – e essa idéia (pensamento) deve ser produzida após a reflexão do recorte temático e/ou proposta da redação e antes da construção dos parágrafos, uma vez que suas argumentações terão como base a manutenção das ações públicas e a preservação da liberdade do indivíduo, isso discorrendo mostrando os desafios e as tensões que deverão ser enfrentadas junto as suas justificativas.
  • allencar Rodriguez USO DA COLETÂNEA Aos elementos fornecidos pela coletânea contribuem para que você identifique nesses textos as informações e os argumentos que o ajudem para o desenvolvimento da proposta. Os excertos são excelentes subsídios para que você faça uma reflexão sob o conteúdo de seus contextos. Na reflexão articule sua experiência prévia de vida, leitura, conhecimentos adquiridos no âmbito das informações produzidas pelo rádio, televisão, jornal, campanhas publicitárias de conhecimento público e eventos dessa natureza realizadas nas escolas. Exemplo disso foi a campanha de combate à dengue, campanha da saúde bucal realizada pelas escolas, a campanha contra a AIDS difundida nos meios de comunicação de massa, etc. UNICAMP 2008 APRESENTAÇÃO DA COLETÂNEA Um dos desafios do Estado é a promoção da saúde pública, que envolve o tratamento e também a prevenção de doenças. Nas discussões sobre a saúde pública, é crescente a preocupação com medidas preventivas. Refletir sobre tais medidas significa pensar a responsabilidade do Estado, sem desconsiderar, no entanto, o papel da sociedade e de cada indivíduo.
  • allencar Rodriguez 1. O capítulo dedicado à saúde na Constituição Federal (1988) retrata o resultado de todo o processo desenvolvido ao longo de duas décadas, criando o Sistema Único de Saúde (SUS) e determinando que “a saúde é direito de todos e dever do Estado” (art. 196). A Constituição prevê o acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. (adaptado de “História do SUS”, em www.portal.sesps.pa.gov.br, 20/8/2007.) Esse excerto 1 traz uma informação importante: a saúde é DIREITO de todos e DEVER dos Estado constituído por LEI. E PELA LEI o Estado é LIVRE para intervir na sociedade com medidas que mantenham a boa saúde da população. Você concorda com isso? Direitos e Deveres apenas amparados por Lei são elementos que sustentam uma boa campanha de prevenção? Dessa reflexão associados aos seus conhecimentos (de acordo com o slide 79) você constitui uma argumentação. Isto é, você apropriou a leitura do excerto (sem cópia ou paráfrase) e transformou essa argumentação em sentido dentro do texto (constituiu um sentido sobre o que entendeu). Desta forma, a partir de uma OPINIÃO sobre a informação você constitui uma ARGUMENTAÇÃO. VEJA: É notório em nosso país, campanha contra a dengue, AIDS, campanha contra o fumo, que fundamentar ações preventivas nos direitos e deveres não trazem resultados satisfatórios. É melhor associar ações que levem informações, conscientização, educação e cultura a sociedade, uma vez que esses elementos associados formam o cidadão que respeita e é respeitado.
  • allencar Rodriguez 2. Os grandes problemas contemporâneos de saúde pública exigem a atuação eficiente do Estado que, visando à proteção da saúde da população, emprega tanto os mecanismos de persuasão (informação, fomento), quanto os meios materiais (execução de serviços) e as tradicionais medidas de polícia administrativa (condicionamento e limitação da liberdade individual). Exemplar na implementação de política pública é o caso da dengue, que se expandiu e tem-se apresentado em algumas cidades brasileiras na forma epidêmica clássica, com perspectiva de ocorrências hemorrágicas de elevada letalidade. Um importante desafio no combate à dengue tem sido o acesso aos ambientes particulares, pois os profissionais dos serviços de controle encontram, muitas vezes, os imóveis fechados ou são impedidos pelos proprietários de penetrarem nos recintos. Dada a grande capacidade dispersiva do mosquito vetor, Aedes aegypti, todo o esforço de controle pode ser comprometido caso os operadores de campo não tenham acesso às habitações. (adaptado de Programa Nacional de Controle da Dengue. Brasília: Fundação Nacional da Saúde, 2002.) Esse excerto 2 traz outra informação importante:os desafios enfrentados pelos profissionais da saúde em adentrarem as residências e/ou de serem barrados pelos próprios proprietários. Qual a sua OPINIÃO sobre isso? O que fazer ou o que deveria ter sido feito? Dessa reflexão associados aos seus conhecimentos (de acordo com o slide 79) você constitui outra argumentação. Isto é, você novamente apropria a leitura do excerto (sem cópia ou paráfrase) e transforma a argumentação em sentido dentro do texto (constituiu um sentido sobre o que entendeu). Desta forma, a partir de uma OPINIÃO sobre a informação você constitui outra ARGUMENTAÇÃO. VEJA: De nada adianta a imposição de uma campanha preventiva ou o emprego de mecanismos de ação pelo Estado sem que haja uma articulação com os vários setores da sociedade, como a igreja, clubes, indústrias, associações de bairros, por exemplo, pois seus atos poderão ser entendidos como uma agressão à individualidade, o preconceito ou a moral. Prova disso, se o resultado das ações no combate à dengue no Rio de Janeiro não sofressem essas discriminações, hoje a cidade do Rio já teria erradicado os casos da dengue. Não é o que acontece. A cidade do Rio apresentado um dos mais casos da doença no país.
  • allencar Rodriguez 3. Com 800 mil habitantes, o Rio de Janeiro era uma cidade perigosa. Espreitando a vida dos cariocas estavam diversos tipos de doenças, bem como autoridades capazes de promover sem qualquer cerimônia uma invasão de privacidade. A capital da jovem república era uma vergonha para a nação. As políticas de saneamento de Oswaldo Cruz mexeram com a vida de todo mundo. Sobretudo dos pobres. A lei que tornou obrigatória a vacinação foi aprovada pelo governo em 31 de outubro de 1904; sua regulamentação exigia comprovantes de vacinação para matrículas em escolas, empregos, viagens, hospedagens e casamentos. A reação popular, conhecida como Revolta da Vacina, se distinguiu pelo trágico desencontro de boas intenções: as de Oswaldo Cruz e as da população. Mas em nenhum momento podemos acusar o povo de falta de clareza sobre o que acontecia à sua volta. Ele tinha noção clara dos limites da ação do Estado. . (adaptado de José Murilo de Carvalho, “Abaixo a vacina!”. Revista Nossa História, ano 2, no. 13, nov. 2004, p.74.) Esse excerto 3 traz outra informação importante: Há mais de um século que o Estado impõe ações baseado em leis. E, o resultado não tem sido satisfatório. Qual a sua OPINIÃO sobre isso? O que fazer ou o que deveria ter sido feito? Dessa reflexão associados aos seus conhecimentos (de acordo com o slide 79) você constitui outra argumentação. Isto é, você novamente apropria a leitura do excerto (sem cópia ou paráfrase) e transforma a argumentação em sentido dentro do texto (constituiu um sentido sobre o que entendeu). Desta forma, a partir de uma OPINIÃO sobre a informação você constitui outra ARGUMENTAÇÃO. VEJA: Há mais de cem anos temos exemplos do Estado manifestando suas ações junto à população de maneira sem que tenha tido pleno sucesso. Isso, pelo motivo de que não consideraram o papel dessa população no combate as epidemias. Esse papel que se constrói pela formação do indivíduo a começar pela família, depois pela escola e pela sociedade como um todo. E também não se deve discriminar uma classe social em detrimento a outra como se apenas os pobres ficassem sujeitos à enfermidades por suas próprias culpas, como é tratado a questão da obesidade hoje em dia num contexto geral.
  • allencar Rodriguez CONSTRUÇÃO DO PARÁGRAFO DE ENTRADA 1 “Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes…”. 2 Uma das teorias do Juramento de Hipócrates, “Pai da Medicina”, hoje é tão atual quando na época em que foi formulada há pelo menos 2.000 anos. 3 Isso, porque milhares são os doentes afetados pela Dengue, Aids, câncer provocados pelo fumo e atualmente a Gripe A(H1N1). 4 Dentro desse contexto é natural e necessário que o estado desenvolva políticas públicas para a boa saúde da população. 5 Mas, toda intervenção promove conflitos de ordem moral, social, política e cultural, como já aconteceu recentemente com as campanhas do combate à dengue, AIDS e do fumo. 6 E, novamente estamos defronte a um novo atrito com a lei de proibição de fumo em locais públicos. 7 É importante que o Estado mantenha essas políticas públicas ligadas à prevenção da boa saúde pública, mas junto à isso se faz necessário pelo bem da democracia não agredir a vida privada do indivíduo e levar ao mesmo conhecimento, conscientização e cultura.
  • allencar Rodriguez OUTRO PARÁGRADO DE ENTRADA 1 O pulso ainda pulsa, o pulso ainda pulsa. 2 Peste bubônica, câncer, pneumonia, raiva, rubéola, tuberculose, difteria e o pulso ainda pulsa. 3 Dizia o grupo titãs numa famosa canção. 4 Dentro desse contexto é natural e necessário que o estado desenvolva políticas públicas para que a boa saúde da população continue a pulsar. 5 Mas, toda intervenção promove conflitos de ordem moral, social, política e cultural, como já aconteceu recentemente com as campanhas do combate à dengue, AIDS e do fumo. 6 E, novamente estamos defronte a um novo atrito com a lei de proibição de fumo em locais públicos. 7 É importante que o Estado mantenha essas políticas públicas ligadas à prevenção da boa saúde pública, mas junto à isso se faz necessário pelo bem da democracia não agredir a vida privada do indivíduo.
  • allencar Rodriguez REFLEXÃO AÇOES PREVENTIVAS REALIZADAS PELO GOVERNO DENGUE – AIDS – CAMPANHA CONTRA O FUMO – LEI DE PROIBIÇÃO DO FUMO EM LOCAIS PÚBLICOS 1 FEITO ISSO VOCÊ 2 DEVERÁ DISCORRER CADA ELEMENTO DA REFLEXÃO EM UM PARÁGRAFO ELENCANDO 3 OS ELEMENTOS PERTINENTES AO RECORTE TEMÁTICO E 4 TRAZER OS ELEMENTOS REFLEXIVOS APROPRIADOS DE UMA 5 COLETÂNEA DE TEXTOS. 6
  • allencar Rodriguez 1 DENGUE 2 AIDS 3 CAMPANHA CONTRA O FUMO 4 LEI DE PROIBIÇÃO DE FUMO 5 LOCAIS PÚBLICOS 6
  • allencar Rodriguez DENGUE 2 1 É notório em nosso país, campanha contra a dengue, AIDS, campanha contra o fumo, lei seca, que fundamentar ações preventivas nos direitos e deveres não trazem resultados satisfatórios. 2 É melhor associar as ações levando informação, conscientização, educação e cultura à sociedade, uma vez que esses elementos associados formam o cidadão que respeita e é respeitado. 3 Prova disso é que há pelo menos 100 anos se fala no combate à dengue em nosso país, uma vez que o Estado ainda não teve competência para erradicar essa doença de terceiro mundo, principalmente no Estado do Rio de Janeiro. 4 Campanhas se espalharam pelos pontos críticos da cidade do Rio de Janeiro nos últimos dois anos quanto há higiene de quintais, vasos, piscinas e caixa de água. 5 Dois grandes desafios foram enfrentados, a falta de fiscalização e a fiscalização das residências as quais seus donos, pois por ignorância, medo ou comportamento proibiam a entrada de agentes da saúde e em muitos casos isso só foi possível com a ajuda da polícia ou o arrombamento dos portões de entrada das casas que estavam fechadas. 6 Outra campanha notória foi o combate a proliferação da AIDS.
  • allencar Rodriguez AIDS 3 1 Nesse caso, os postos de saúde foram autorizados, sob o jugo da campanha de combate a AIDS, a distribuírem seringas descartáveis para usuários de drogas. 2 Mas, de nada adianta a imposição de uma campanha preventiva ou o emprego de mecanismos de ação pelo Estado sem que haja uma articulação com os vários setores da sociedade como a igreja, clubes, ongs, indústrias, associações de bairros, por exemplo, pois seus atos poderão ser entendidos como uma agressão à individualidade, o preconceito ou a moral. 3 E também não se deve discriminar uma classe social em detrimento de outra como se apenas os pobres ficassem sujeito à enfermidades por suas próprias culpas, como é tratado a questão da obesidade hoje em dia num contexto geral. 4 No caso da campanha da AID foi difundido a idéia da distribuição de camisinhas em lugares públicos e a eficiência de sua utilização, já que essa doença é vista como um mal que assola os menos escolarizados . 5 Aqui o conflito foi de cunho cultural, moral e religioso, nesse caso o preconceito, ponto de vista, falta de instrução e comportamento entravaram o progresso da eficiência da campanha. 6 Isso pode ser medido pela crescente estatística do número de casos da AIDS em nosso país. 7 Na campanha contra o fumo a ocorrência do fracasso foi semelhante.
  • allencar Rodriguez CAMPANHA CONTRA O FUMO 4 1 Há mais de cem anos temos exemplos do Estado manifestando suas ações junto à população de maneira sem que tenha tido pleno sucesso, isso pelo motivo de que não consideraram o papel dessa população no combate as epidemias. 2 Papel esse que é construído pela formação do indivíduo a começar pela família, depois pela escola e pela sociedade como um todo. 3 As fotos nos maços de cigarros pareciam cenas de terror. Bebês defeituosos, gangrena, câncer de pele, impotência e outros. 4 Não existe retrato estatísticos que indique que essa campanha tenha produziu bons resultados. 5 Um indivíduo que fuma há 15 anos, por exemplo, não deixará o vício por umas simples fotos, visto que a falta de informação, cultura e educação são os fatores inerentes para a boa formação de bons costumes. 6 Mesmo assim a batalha é longa e árdua onde o desafio está em conseguir que esse tipo de campanha cheguem a população onde falta esse conhecimento. 7 Desta forma, seguindo a linha de pensamento descrito é natural perceber o quanto será grande o desafio de se impor a lei de proibição de fumo em locais públicos.
  • allencar Rodriguez LEI DE PROIBIÇÃO DE FUMO 5 LOCAIS PÚBLICOS 1 Como nos outros casos acima, este, só terá sucesso se a vida privada do indivíduo não for agredida. 2 Então, a campanha pelo cumprimento da lei, como nos casos citados, terá um grande desafio de conciliar a opinião de diversos setores da sociedade, como também não ultrapassar os limites de intervenção. 3 Seu sucesso e qualquer outro programa devem seguir um caminho da construção do conhecimento, da moral e da cultura, pois esses são os pilares da construção de uma sociedade democrática, respeitadora de seus deveres, cumpridoras de seus direitos e respeitosa da liberdade individual. 4 Isso tudo aplicado e enfatizado desvelará a importância das políticas públicas para o bem estar da sociedade de forma coesa, coerente e principalmente de forma conscientizada. CONCLUSÃO 6 Posto isso, é fato que as articulações dissertadas, justificativas e opiniões fazem parte de um contexto muito maior daquilo que se poderia socializar entre interlocutores no âmbito das ações preventivas aplicadas pelo Estado. Mesmo assim, essas subjetividades argumentativas presentes das reflexões de minha experiência de vida, leitura e conhecimentos adquiridos na vida acadêmica vêem ao encontro daqueles que concordam que a imposição de ações fundamentados em leis não é o melhor remédio para sua eficácia. É importante que as políticas públicas de prevenção sejam mantidas pelo Estado, mas é claro, respeitando a individualidade de cada cidadão, como também, a socialização de conhecimentos para esse cidadão inerentes à sua formação como um sujeito que possa ter capacidade de exercer sua cidadania.