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Sherlock
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Ficção

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  • 1. 1
  • 2. 2SHERLOCK & STARKNotas Introdutórias:Esta história se passa no período posterior à aventura “O Problema Final” dos livros, aosuposto final do filme “Sherlock Holmes 2 – Jogo de Sombras”, sem necessariamente seguir seutempo,e ao fim do último episódio da 2ª Temporada de “Sherlock”, a série americana da BBC.DedicatóriaEste livro é dedicado e escrito somente a uma pessoa. Caique, espero que desfrute e goste doseu segundo presente de aniversário: Seu próprio e único conto Sherlockiano. Desculpe ospossíveis erros ortográficos, e desculpe-me principalmente se a história lhe chatear... Foisomente mais uma tentativa de lhe mostrar o que quero que veja em mim.Karol HolmesP.S.: A ideia de me inspirar pensando em elefantes voadores não funcionou.P.P.S: Acho que Sir. Arthur Conan Doyle ficaria realmente nervoso comigo.P.P.P.S: Te desafio a achar todas as brincadeiras que fiz com as histórias originais e até mesmoo real.Capítulo 1Londres já não tinha mais sentido. Nem mesmo o 221B Baker Street tinha seus mesmosares de quando ali habitava o homem mais inteligente e perspicaz que o mundo teve ahonra de conhecer. Meu amigo. Meu herói. Sherlock estava morto, e eu vira acontecer.Lembro-me de como fora... Pesadelos ainda me atormentam com tais lembranças. Sua cabeça,esmagada de um lado pelo baque da queda. Os olhos frios e sem vida. O jovial coração quesempre batera fortemente, ali estava silencioso. A tenebrosamanhã que o mundo perdeu a mente mais brilhante de todaa Inglaterra. E Mycroft... Ah, Mycroft. Aquele a quem eu jureimatar. O irmão que entregara a vida do irmão.A
  • 3. 3-John, meu querido... Se ficar desta maneira por mais tempo, por Deus, vou julgá-locomo morto. – disse a Sra. Hudson, que entrara na sala, onde eu jazia sentado em minhapoltrona.Sra. Hudson, após a morte de Sherlock, usara a desculpa de que eu precisaria decuidados redobrados pelo choque de tê-lo perdido, para que não tivesse de passar pela torturade rever o lugar onde Sherlock largara tantas marcas, e deixando Baker Street aos cuidados deum enteado, viera morar em minha casa, onde vivia sozinho.Ela falava pouco, e estava muitoabatida, olheiras arroxeadas sob seus olhos denunciavam suas noites em claro com maussonhos, e sempre que só, cochixava consigo mesma “Oh meu garoto, meu Sherlock...”.Eu morava em um pequenoapartamento muito distante de minhaantiga residência. Jamais tive coragemsequer de entrar no 221B, visita-lonovamente, pegar minhas coisas de voltaou retomar minha vida como se nadativesse acontecido. Não, era impossível.Tinha a sensação de que num surto raivoso,quebraria tudo e por fim acabaria meferindo. O sentimento de ódio quando combinado à tristeza, tinha proporções desastrosas.Portanto, aquele apartamento continuara intocado. Só soube mais tarde que Mycroft comoúltima homenagem ao irmão (e talvez como ato de redenção pela própria covardia e erro quecometera) mandara que empregados mantivessem o local limpo como se houvessemhabitantes ali. Tudo estava sendo preservado, mas nada tinha graça.Após mudar-me, recebi um convite para voltar trabalhar em um hospital ali próximoonde antigamente eu já trabalhara, sendo que adiei a resposta por dois meses, até que me viquase a beira da falência com meu “salário militar mal pago”, e acabei por voltar a praticar amedicina.-Obrigado, Sra. Hudson... –falei inconsciente do que ela havia dito. –Vou me arrumar.Tenho consulta para hoje, pela manhã...Levantei-me e fui até meu quarto. Vesti meu casaco, e peguei minha antiga bengala. Ador na perna retornara há um tempo, e desde então eu voltara a usar minha velhacompanheira. Peguei meu celular, ainda com esperanças de achar um milagroso SMS assinado-SH, mas ali nada havia. Guardei-o no bolso interno do casaco e dirigi-me ao pequeno hall.-ORA, MAS QUE DIAB....-John?? John, o que está acontecendo? JOHN? – gritou Sra. Hudson.
  • 4. 4Na porta de meu hall de entrada havia, embolada a um monte de cobertores, umacriança completamente ensanguentada. Inconsciente.-Meu Deus, John! O que é isso?-Eu que lhe pergunto! Ajude-me aqui, ela está muito ferida.Tomei a criança nos braços e levei-a ao sofá. Após coloca-la deitada, de imediato tomeiseu pulso, que bombeava freneticamente. Provavelmente desmaiara de exaustão. Havia várioscortes em seu rosto, no peito um rasgo que chegava até três dedos acima do umbigo. E seuombro esquerdo tinha o que parecia ser uma ferida causada por um tiro.Apavorado, tentei reanima-la, mas de nada adiantou. Tomei-a no colo novamenteentão, e decidido, sai pela rua em plena correria para levá-la ao hospital onde poderia tratar osferimentos com mais agilidade e eficácia. Esqueci-me até mesmo de Sra. Hudson que acabaraficando para trás.-Dr. Watson? Mas o que está acontecendo?Ao entrar pela grande porta de vidro, deparei-me com Sara, a enfermeira que estava sempreali na recepção, trabalhando junto com Nicolas, um jovem que estava em seus primeiros anosde medicina. Nick de imediato veio me ajudar, mas Sara ainda postava-se chocada meobservando. Colocamos a criança em uma maca emergencial e levei-a à sala de cirurgia.-O que vejo no ombro é um tiro, Dr. Watson? – perguntou Nick, arregalando os olhos.–Um tiro no ombro de uma criança?-Veremos isso agora, Nicolas. Ajude-me, limpe os ferimentos enquanto cuido doombro.Para limpar os ferimentos, retirei-lhe os farrapos que vestia, e descobri que se tratavade uma jovem garota, e não uma criança. O fato de estar vestida com trajes extremamentelargos para o seu tamanho, deu-me a ilusão de que se tratava de uma criança. Aquela pequenamoça deveria ter seus 15 anos mantendo a aparência de uma jovenzinha de 13.Assim que lhe retirei a jaqueta, que mais parecia um enorme sobretudo azul escuro,encontrei o que já fora um belo colete verde esmeralda, que agora estava em frangalhos. Aopegar o colete tive uma súbita lembrança, mas de imediato apaguei-a.Impossível!Quarenta minutos foram necessários para que a criança fosse devidamente cuidada, acomeçar pela grande quantidade de sangue que perdera, e pelo, realmente era, tiro quetomara no ombro, e os fragmentos da bala que eu retirara delicadamente. Após os cuidados,levei-a para um quarto onde não havia paciente algum, e deixando-a ali, tomando um poucode soro, fui respirar lá fora.Mas o que raios estava acontecendo?!
  • 5. 5CAPÍTULO 2ra incrível a capacidade que meu pai tinha de fazer barulho quando todos da casa aindaestavam dormindo. Era realmente fantástico, e odiável.Revirando-me nos cobertores, tentei cobrir os olvidos com o espesso travesseiro, mas denada adiantou. O maldito som rock’nroll vinha a toda altura de algum cômodo vizinho, e paraajudar, algumas de suas ferramentas de barulho “sútil” do tipo que enfurecem oHulk só deexistir, estavam ligadas funcionando a todo vapor. SÃO SETE HORAS DA MANHÃ, POXA!Nervoso, levantei-me e ainda grogue de sono, tropecei em um robô que semanas atrás euhavia começado a trabalhar.-Ai! Droga... Jarvis... Jarvis! JARVIS! –gritei.-Bom dia senhor! Os sensores sonoros de seu aposento estão sendo afetados pelo somque vem do restante da casa. Deseja ativar a proteção sonora?Dei um tapa na cabeça. Claro, eu tinha de esquecer desse belo dispositivo que trás afelicidade silenciosa. Mais nervoso do que antes, saí dando pontapés por toda peça que haviaesparramada pelo quarto, até que alcancei meu cabide a apanhei o belo roupão azul-marinhoque eu ganhara de minha mãe no natal passado. Já que estava acordado mesmo, iria ver o queestava acontecendo. Vesti-me e abri a porta, saindo em direção ao barulho que atormentava atodos.Encontrei meu pai em sua oficina, onde estava sentado, quieto, em sua grande mesa.Hologramas de gráficos e armaduras estavam esparramados para todo lado, além do que nomeio da oficina havia um dos antigos reatores arc que ele construíra. Mas o que me chamoumais a atenção foi um vídeo que ele, sem perceber minha presença, abriu para assistir.“Mais uma vez lhe aviso, Sr. Stark. – disse um homem de terno preto que aparecera no vídeo.Ele tinha um guarda-chuva nas mãos e estava sentado em uma poltrona, com as pernascruzadas. Sua elegância porém, não lhe permitia mostrar seu rosto, o qual ficara escondido,cortado no vídeo. -A proposta está em um alto valor e estamos abrindo mão mais do que oE
  • 6. 6necessário para obter o produto. A oferta foi lançada, e cabe ao senhor ser inteligente obastante para aceita-la. Meu chefe não gosta de esperar. Se não obtermos por proposta,obteremos por...Clic.-Uma invasão... Já ouviu falar em privacidade, transeunte?Aquela coisa de “sai deperto de mim”...-Não. Porta aberta. O que é o...-Nada que eu deva te falar...O cabelo garoto, parece ter enfiado a cabeça num túnel dear. Pepper! Pepper, quero um DNA, sério.-Tony, está atrasado. Duas horas Tony! Duas horas! Você devia estar dando umapalestra em Cambridge agora. E daqui a vinte e três minutos terá de voltar a IndustriasStarkpara a reunião geral... E eu já mencionei da filial em Madrid? Porque se não, digo agora: Há umavião te esperando lá fora! Não consegue se agendar, sr.Stark?-Não.Jarvis faz isso. – disse ele.-Bom dia, filho. Arrume seu cabelo. Tem escola hoje e aconselho não faltar. Tony! Vocênão vai desmontar isso! JARVIS! Desligue a energia da oficina agora!E então o silêncio apareceu. A sala escura, o cômodo quieto e um homem indignado.-Fascinante como você, Jarvis, é manipulável. Não vejo graça em criar uma inteligênciaartificial se ela obedece àoutra pessoa. Seu inútil...Você vai para a doação... Lata de lixo imprestável...-Senhor, o carro está pronto. Aconselho vestirum paletó, agora fazem 18ºC e creio...-Silêncio. Cale-se... Nisso que dá colocarcoleirinha de homem compromissado. Pepper, você éuma má influência. Jarvis costumava ser menosinsuportável... Seguinte: quero passar no mc’Donaldsantes. Um hambúrguer. Quero um hambúrguer.Jarvis continuou recitando o restante doscompromissos do grande Anthony Stark, enquantosua fiel escudeira corria para lá e para cá tirando dafrente do grande gênio qualquer coisa que lhe tirassedo caminho de suas obrigações. E eu? Bom, eucontinuei no mesmo lugar, somente observandominha família se distanciar. Eu até poderia dizer que
  • 7. 7me esqueceram aqui, mas seria muito dramatismo, e já há vários “esqueceram de mim” naprateleira de DVD’sRespirando fundo, fui até a cozinha. Ali preparei um pouco de chá e algumas torradas.Tomei meu café-da-manhã o mais vagarosamente possível e após o término voltei a meuquarto, onde vesti uma camisa preta e um jeans.Minha mochila estava em cima da minha mesa de desenhos, repleta de papéis detodos os gêneros.Antes de sair, voltei até a oficina para pegar um fone sem fio que eu vivia perdendo, equando ali cheguei notei algo diferente: o reator que eu vira mais cedo desaparecera, e a umcanto dali, havia um enorme cilindro de ferro tampado e que parecia ferver.-Jarvis? O que é aquele cilindro? – perguntei.-Em tese, senhor, é uma fogueira. Um forno de superpotência. Precisamente umincinerador.-E o que está queimando?-Creio que isto quem pode responder somente, é seu pai.Desistindo de obter mais alguma resposta, dei mais uma observada no aparelho e saida oficina. Lá fora o motorista me esperava: lá vamos nós para mais um dia monótono decolégio...CAPÍTULO 03dor era insuportável, e eu não conseguia nem mesmo me mover. Meu pai me pegaraem seus braços e desesperado corria pelas ruas de Londres atrás de ajuda.A um certo ponto, paramos e ele me embrulhou em um cobertor, cobrindo meu rosto,não antes de beijar-me a testa.A
  • 8. 8-Estará segura com ele. Mas jure, por sua vida Karolina, que jamais dirá seusobrenome! Mantenha segredo. É tudo que lhe peço. E assim que me for conveniente, vireibusca-la.Dizendo isso, deu-me mais um abraço, e deixou-me em algum lugar.A dor era tamanha que nem o grito me escapava da garganta, e mover um músculo estava forade cogitação. Eu queria meu pai... Ele devia estar comigo. Porque me abandonara?Com o pouco de forças que me restara, eu tentei pensar com clareza. Lembrar os últimos fatose o que me levara estar ali.Pela mente me passava o tempo todo uma imagem de algo brilhante. Algo que passararapidamente na minha frente, brilhando, e uma risada gélida o acompanhava. Após isso, dor.Muita dor.Fui desperta de meus pensamentos pelo barulho do tranco da porta, e peloaparecimento de um alto vulto, que assustado e esbravejando, avistou-me e em questão desegundos tomou-me em seus braços. Nesse instante desmaiei.CAPÍTULO 04epois de tomar um ar pelo saguão do hospital, decidi voltar até o quarto onde aestranha criança jazia em sono inquieto. Vários pensamentos me ocorriam enquantoeu fazia o trajeto em direção aos aposentos, e um deles era o que mais me alfinetava.Tanto que, assim que o mesmo chegava, eu logo o espantava. Era um sentimento que seconfirmado, seria por triplo mais triste.Mary, minha amada Mary... Sherlock... E aquela criança... Será?-Acalme-se Watson. Foco! – disse a mim mesmo em voz alta.Entrei novamente para o saguão, onde mais dois enfermeiros que haviam acabado deentrar em serviço conversavam sobre o periódico novo que chegara. Sem paciência paraparticipar da conversa, passei por ambos e fui em direção ao quarto da criança ferida.D
  • 9. 9Ao chegar lá, avistei-a do mesmo modo que eu a deixara, sendo que ela não se moveranem mesmo um centímetro sequer. Havia uma poltrona ao lado do leito, que rapidamentearrumei para me sentar.Quando o relógio bateu meio dia, com certa relutância, deixei a poltrona no qual euficara a maior parte da manhã, só deixando-a para atender alguns pacientes que iam chegandoà recepção.Fui para meu apartamento às pressas onde encontrei uma Senhora Hudsonextremamente preocupada.-John! Ora, John... Diga-me, como está aquela criança?? Parecia tão debilitada e ferida!– disse ela, segurando-me pelas golas de meu casaco.-Acalme-se Sra. Hudson, ela está se recuperando, e já lhe tratei os ferimentosdevidamente.-Então trata-se de uma menina?-Pelo visto, sim.-Tem noção de quem seja?-Nem um pouco.Sem mais dizer, escapei para o silêncio de meu quarto. Ali havia algo que eu queriaencontrar, e consultar. Fui até minha escrivaninha atulhada de papéis e cadernos onde euanotava diariamente, nos antigos tempos, as aventuras e proezas de meu grande amigo, masque agora só estavam ali por pura nostalgia.Encontrei o que procurava sob um caderno azul com anotações sobre o dia em queSherlock havia me conhecido por intermédio de Mike Stanford. Novamente um nó me veio àgarganta.Eu estava procurando um pequenino cartão com uma paisagem verde, e um carimbonorueguês. Não havia endereço senão o país em letras pequenas e datilografadas abaixo daimagem, e também sem um remetente. Era só o cartão. Mais nada.Eu o recebera pouco tempo depois da morte de Sherlock, e ficara realmente curiososobre o incidente. Porém, com as preocupações da mudança do 221B, e as instalações do novoapartamento, acabei me esquecendo.Sentei em minha poltrona, ao lado de minha cama, e observei atentamente o cartão.Aquilo poderia ter tantas explicações! Se ao menos eu tivesse o senso de dedução assim comomeu velho amigo. Minutos se passaram e de nada consegui extrair daquela pequena
  • 10. 10paisagem. Coloquei-a em meu bolso, e desci a escada rumo a uma Sra. Hudson aindaextremamente preocupada e curiosa.-Darei notícias assim que possível. –A interrompi antes que começasse seu discurso de“cuidados e precauções”.Ao chegar no hospital, fui diretamente para o quarto da jovem moça. Ela ainda estavaimóvel e da mesma forma que eu a deixara. Isso já estava me preocupando...Ao lado o leito havia um cabide com os antigos trajes com a qual eu a pegara. O coleteverde ainda estava ali.-Pois então... Acorde pequena moça, e diga-me quem é.... – disse baixinho, quaseimplorando.Ela não respondeu, nem se moveu.E assim permaneceu por quatro dias seguidos, até que enfim, quando eu chegara doalmoço para trabalhar, Nicolas correu até mim.-Dr. Watson! Dr. Watson! – ele estava ofegante, e em seus braços carregava umaprancheta de anotações. –A Garota despertou. Ela está acordada... Um pouco atordoada, masjá consegue me entender.Com um sobressalto, apressei o passo, quase chegando a correr. Nicolas vinha junto amim.-Mas, senhor... Ela não fala.Parei atônito.-Como?-Eu estava fazendo o relatório do dia, e quando estava saindo, ouvi-a ofegar. Ela tinhaacordado, e começou a se mexer um pouco incomodada... Fui lhe ajudar, e perguntei como sesentia... Como se chamava. Ela não me responde.Um tanto frustrado retomei meu caminho. Nicolas ainda me seguia.-Tomo conta daqui para frente. Obrigado pelo aviso, Nicolas.-Acha que ela não fala mesmo, Dr. Watson?-Acho que ela está hesitante...Ao chegar à porta em que ela estava em repouso, parei e tomei à mão a maçaneta.Nicolas saiu, e deu-me privacidade. Com certeza ele sabia que eu tentaria de tudo fazer agarota dizer algo sobre si, e não queria incomodar.Abri a porta e entrei no aposento determinado. Assim como Nicolas disse, a jovenzinhaestava com seus vivazes olhos azuis completamente abertos, e absortos em pensamentos.
  • 11. 11CAPÍTULO 05inha escola era uma droga. Colocaram-me lá porque através de uma avaliação, proveique não necessitava fazer o ensino médio e consegui ainda, entrar para a faculdademais cedo. Estudei Física por três meses e saí. Então meu pai entrou em ação: abriuuma “Academia de Físicos Juniors” num anexo das IndustriasStark. Então passei a estudar detudo um pouco.Mas isso já faz um ano, e hoje, por vezes, até acompanho meu pai em alguns projetosoficiais da empresa. Ajudo a desenvolver e participo da construção, porém o que sempre quisestudar e poder fabricar sempre foi a armadura.Nem precisava ser uma das Marks originais do‘grande Stark’, só bastava me emprestar o projeto por umashorinhas e eu já teria uma boa noção de por onde começar.Mas é claro que aquele carinha de barba esquisita nunca medeixou chegar perto dos projetos. Na realidade, ele certa vezdeu-me o do reator arc. Disse que quando eu conseguisseconstruí-lo sem ajuda alguma, poderia estudar junto a ele,as equações da armadura que eu quisesse.Nunca pensei, ou sequer imaginei que Anthony Starkera um cara responsável, mas pelo que parecia, ele era. Sófaltava ‘sair do armário’ e demostrar isso. O pior é que ele tinha razão, a armadura é mais queuma “prótese altamente desenvolvida” (sempre que eu pronunciava isso, caía emgargalhadas), é a chave da humanidade para a proteção e para a justiça. Ela não poderiaJAMAIS cair nas mãos do governo. Seria o fim do mundo.Portanto, desde que meu pai me entregara o projeto do Reator Arc, eu o estudara comafinco. E já havia material suficiente para construí-lo, sendo que eu até mesmo já começara aM
  • 12. 12construí-lo, faltava somente algumas finalizações do qual eu ainda não compreenderafacilmente. Em tese, para termina-lo, faltava somente uma coisa: ânimo.E isso, desde que mudamos para Londres, onde meu pai começara um novo projeto,era o que mais me faltava. Londres era bacana por alguns motivos, mas mudar de cidade e seratacado por fãs do grande Homem de Ferro, e ser chamado de filho prodígio do grande gêniojá era demais. Eu sentia falta de Malibu.-Caique?! Pode prestar atenção na aula? Já quase a finalizamos e não o vejo participar.– disse o professor Eddard em meio à aula.Preferi nem mesmo responder,permaneci em silêncio e aguardei o final da aula,quando eu poderia enfim voltar para casa e terminar o reator.Havia uma enorme papelada na minha mesa, quando enfim entrei no meu quarto.Equações inacabadas, desenhos geométricos... e nada de reator. Meu armário, quando o abri,teve uma avalanche de apetrechos. Decidi ir procurar na oficina, mas J.A.R.V.I.S receberaordens para mantê-la trancada e somente acessível a meu pai. Um tanto irritado, dei um chutemais do que forte na parede de vidro da maldita oficina. E nesse mesmo instante, ouvi umbarulho. Alguém descia a escada.-Pai, na boa, não necessita usar o J.A.R.V.I.S como babá eletrônica... Francamente, eujur....BAAAAMMM. CRÁS. CRÁS. CRÁS. CRÁS.Num momento instantâneo todas os vidros de parede quebraram com o maiorestardalhaço, fazendo voar estilhaços para todo lado. Em reação de defesa, levei meus braçosao rosto e me abaixei.Mais um tiro explodiu. Dessa vez, pulei em cambalhotae tentei me esconder em baixo de uma mesa de metal. Ali, sentimeu braço pegajoso e cheio de sangue.-Saia daí, homem sardinha. – ouvi meu pai dizer.-Não brinque com a vida, meu caro Anthony.CRÁS.Mais vidros.Arrisquei-me a olhar, mas no mesmo instante outrobarulho ensurdecedor, mas dessa vez de concreto sendoquebrado. Meu pai levara o invasor para uma luta lá fora,saindo pelo telhado e fazendo despencar um bocado depedaços de parede.
  • 13. 13Quase que estuporado, tentei me levantar e raciocinar. O que raios tinha acontecido?E... Homem sardinha? Como assim Homem sardinha?Corri então para fora da casa, mas antes de chegar ao salão, o Homem de ferro jáestava de volta.-MAS O QUE ESTÁ ACONTECENDOO? QUE RAIOS DE BRIGA FOI ESSA? – falei emchoque.-Eu queria mesmo trocar os vidros da oficina....Jarvis, reprograme o sistema desegurança interno da casa, porque, se não percebeu, tive uma visita indesejada. – E então eleparou e estacou de olhos arregalados. – O reator, garoto. ONDE está o projeto do reator?-Eu tinha descido exatamente para procurá-lo. Você o pegou?Não obtive resposta. A armadura voltou a perfurar o teto derrubando mais outrobocado de terra.-Jarvis!-Sei de nada, senhor.Nervoso ao extremo, chutei o maldito sofá que na minha frente estava e fui para meuquarto pegar minha carteira. Eu iria ao hospital que havia ali perto para fazer alguns curativos.Se a madamePepperPotts visse o estado do meu braço, acho que ela desmaiaria.Após pegar minha carteira, enfiá-la em minha mochila junto com o que eu haviacomeçado a montar o reator arc, e meu casaco, saí e tentando ao máximo esconder o braçoensanguentado na blusa, fui em direção ao hospital.Os olhos. Por Deus, os olhos!Azuis ao extremo. Perspicazes e profundos. Eu só podia estar ficando louco.Aproximei-me do leito da pequena jovem e sentei-me a seu lado. Ela olhara fixamentepara algum ponto à sua frente, absorta em pensamentos. Esperei-a falar.-Onde estou?-Está no Hospital St. Bartholomew, em Londres. Sente-se bem?Silêncio.-Pode me dizer seu nome?-Karolina.-Lembra-se de algo, Karolina? O motivo de estar aqui?-Não me lembro de nada. Mas, preciso ir embora.-Creio que poderá ir quando estiver completamente sã. Mas, pode me dizer para ondeirá?
  • 14. 14-Vejo isso quando for.E voltou seu olhar para algum lugar vago.Assumindo minha postura de médico, levantei-me e comecei a examinar osferimentos. Estavam ótimos e necessitavam de somente mais alguns poucos cuidados que elaficaria nova em folha.-Eu lhe disse meu nome, mas não me disse o seu... – ela disse repentinamente.Com um sobressalto, olhei-a curioso.-Me chamo John... Dr. John Watson.Elaentão me olhou nos olhos e analisou-me cuidadosamente.-Quero ir embora, John. Por favor, não gosto de hospitais... Quero ir embora!-Mas para onde irá, jovem? Não quer me dizer... Não posso deixa-la sair assim àscegas.-Não tenho para onde ir. Esta é a realidade.Sentei-me e abaixei a cabeça. Eu já esperava tal resposta.-Pode ficar comigo se quiser, até que se ache algum parente...Eu não sabia por que dissera aquilo, mas me sentira na obrigação de falar. E eu queriatê-la sob minha tutela... Sentia que devia protegê-la.-Obrigado, John... Agora, pode, por favor, deixar que eu saia daqui? Agulhas... Nãogosto delas...Um pouco contrariado, mas convencido de que em casa eu iria trata-la como se aindaestivesse no hospital, tirei a agulha de soro de seu braço, e entreguei-lhe uma muda de roupaque eu pegara para ela. Entreguei-lhe também seu longo casaco e seu colete verde. Após isso,dei-lhe privacidade para trocar, e sai do quarto, avisando-a que estaria em minha salaesperando.
  • 15. 15CAPÍTULO 06Hospital ficava a poucas quadras de minha casa, então levei cerca de dez minutos atépoder avistá-lo.Não havia muita gente por ali. A saber, a maioria era atendida rapidamente e levadapara o setor do qual receberia tratamento. Ao entrar vi somente cinco pessoas sentadasesperando por atendimento, sendo que uma delas já se dirigia ao balcão.Esperei pacientemente pela minha vez, sem notar que eu estava extremamente sujode terra, e também de sangue. A blusa não cumprira seu propósito.Para aliviar a aparência, fui até o banheiro e dei uma limpada no que deu para salvar.Minha blusa, sem dúvidas iria para o lixo depois que eu chegasse em casa. Ao sair do banheiro,já fui rapidamente atendido e levado para a enfermaria onde me fizeram curativos rápidos.Eu já estava indo embora quando uma sucessão de acontecimentos deixou-meatônito. Eu andava de cabeça baixa arrumando meus documentos em minha carteira, quando,virando um corredor, um enfermeiro vinha a toda velocidade empurrando uma maca com umhomem acidentado e iria me atingir em cheio caso uma garota não tivesse me puxado pelobraço e me empurrado para a parede onde o enfermeiro passou quase raspando.-Seria muita ironia você ser atropelado por uma maca num hospital... – falou a moça.-Wow... Obrigado... aahh....-Você... Céus... Você é um Stark!-Sim sim, meu nome é Ca.. Ei! Como você sabe?!A moça sorriu com desdém e olhou-me com uma das sobrancelhas erguidas.-Você tem a barba crescendo no mesmo formato da do seu pai, a cor dos olhos segueos da sua mãe, já o cabelo retoma o Stark. Você tem pequenas queimaduras na ponta dosdedos o que me sugere que mexe muito com ferro de solda, e no mesmo lugar nota-se tintagasta azul, de papel propício a projetos. Usa roupas de marca, é rico. E no bolso lateral da suacalça pende um papel com o início da logomarca das IndustriasStark, e se muito me engano éum bilhete para camarote VIP da Stark Expo. Algo mais?Ela puxou-me pelo braço para uma sala que estava com a porta aberta, depois fechou-a e fitou-me séria.-Se lhe for conveniente, feche a boca. – disse-me agora erguendo as duas sobrancelhase com uma expressão zombeteira.Só agora eu havia notado. Pisquei umas três vezes forte e depois voltei minha atençãoà excêntrica garota na minha frente.O
  • 16. 16-E eu por acaso posso saber seu nome, senhorita sabe-tudo?-Karol. Agora, temos de conversar. Você, garoto, corre perigo. Não só você, mas suafamília inteira! Temos que agir. E rápido!-Mas do que está falando? Está tudo bem, não tem ninguém correndo pe... – e entãome lembrei do incidente de minutos anteriores. Alguém invadindo minha casa. O homem deferro sendo atacado.Meu celular tocou. Levei um tremendo susto. Karol olhou-me de olhos arregalados esinalizou frenética para que eu o atendesse rapidamente.-Alô?-FILHO, FUJA! RÁPIDO!CABUUUUM.Nova explosão. Parte do primeiro andar do prédio havia explodido. E havia um barulhode curto circuito de alta voltagem.Karol olhava para todo lado e estudava o que fazer. Eu estava sem ação. Havia umanuvem de poeira no ar e estava difícil de se enxergar.-Segure minha mão. –ela disse.A obedeci e fui puxado novamente em direçãoao corredor. Corremos para a saída de emergência doHospital, e na última ‘esquina’ de corredores,derrapamos por uns três metros quando demos de caracom um homem carregando nos braços um chicote depura energia elétrica. Por um segundo ele nos fitou, ede imediato atacou com o chicote energizado.O golpe me separou de Karol que se jogara parao lado oposto ao meu. Houve uma nova explosãoquando o chicote tocou o chão. Um buraco no formatodo dispositivo se abriu ali.De relance vi Karol em agonia. Seu braço estavaferido.Eu estava sentado em minha mesa, e esperava ansiosamente que a jovem Karolinaviesse a meu encontro, para que eu pudesse leva-la até em casa onde poderia extrair dela
  • 17. 17algumas respostas. A Sra. Hudson adoraria mais uma presença feminina na casa, ainda maisjovem.Levantei-me e retirei meu jaleco branco, e no mesmo instante que o pendurei nocabide, uma explosão me jogou contra minha mesa. Atordoado e com um filete de sangueescorrendo da testa, tentei me levantar. Parte da parede da frente de minha sala havia sidodestruída.Um homem equipado com uma estranha arma elétrica passou no corredor. Escondi-me por trás da mesa e o observei em silêncio.Eu estava apavorado. O que estava acontecendo?De repente a ficha caiu. Eu tinha me esquecido. KAROL!Levantei-me rapidamente e com o maior possível de silencio sai de minha sala e tenteiseguir o estranho criminoso.Ele havia destruído grande parte da ala B do hospital, que por sorte, não havia quaseninguém além de Nicolas, eu e Karolina, e alguns pacientes no quartos que ficavam nosegundo andar, mas que por sorte não foi tão afetado.O homem agora andava em direção ao corredor onde estava o leito de Karol e comeceia temer o que futuramente iria acontecer. Ao fim do corredor avistamos Karol e um jovemmoço. O homem do chicote ergueu um dos seus braços e desferiu um golpe, que por sorte,acertou exatamente o meio aberto entre os dois jovens. De tamanho pavor, não conseguiemitir som algum com meu grito mudo.Karol parecia ter notado minha presença e fez exatamente o que eu não queria quefizesse: atraiu a atenção do homem para ela, a fim de proteger os presentes. O jovem rapaz aseu lado, levantou-se e tomando pose de heroi, retirou do bolso um apetrecho que pareciauma caneta, mas que após um clique abriu-se e tornou-se, pelo visto, uma arma de choque.O homem voltou a erguer o braço e Karol aproveitou o momento para passar para olado, enquanto o outro rapaz tornava-se a mira, ela aproximou-se no homem e acertou-lhe oombro com um soco, e a perna com um chute. O homem vacilou, mas não caiu. Acertou achicotada bem ao lado do jovem rapaz e deixou-o com uma queimadura na perna. Então foi aminha vez de ajudar: pulei de meu esconderijo e com toda força que reuni deu outro soco nopsicopata de chicote. Acertei-lhe as costas e ele dessa vez caiu. Isso foi um erro.-JOHN, NÃO! – gritou Karol.Mas fora tarde demais. O homem me avistou, e mesmo de joelhos, atacou-me nahorizontal com o chicote. O mesmo enrolou-se na minha perna, e no mesmo instante, peloforte choque, desmaiei.
  • 18. 18Minha última visão fora a de Karol sendo puxada pelo jovem rapaz para a saída deemergência.CAPÍTULO 07u estava realmente em fúria. Minha vontade era de me soltar de Caique e dar-lhe umapancada extremamente forte.John estava em perigo e eu deixara-o só.-ME SOLTE! PRECISO VOLTAR. JOHN ESTÁ LÁ! – gritei.-Não vou soltá-la. E nem vai voltar... Ou por acaso não viu que aquele louco tinha umchicote energizado? Trata-se de um Wiplash... Mas, eu jurava que Ivan estava morto.-Seu idiota, aquele éJoffrey. E sim, ele é o novo ChicoteNegro. E ele só o é por causadessa maldita tecnologia que seupai criou.Caique soltou-me comdesdém. No ato, acabei caindo eferindo ainda mais os cotovelos.Ele, em fúria, saiu andando, e deixou-me para trás.-Garoto, se liga, vai cometer o suicídio. Não adianta dar uma de vingador e tentarderrota-lo só. Como eu disse, você e sua família correm perigo.Ele então parou e virou-se mostrando uma expressão de raiva agourenta.-Como você sabe disso? E por coincidência parece que no instante em que te conheci,corri risco de vida duas vezes seguidas... Quem é você?-Eu sou Karol Holmes.E
  • 19. 19CAPÍTULO 08arei de chofre. Eu já ouvira aquele nome. Holmes.Meu pai já o mencionara certa vez, quando Rhodes roubara uma das armaduras e levarapara o Exército. Uma armadura entregue para o Estado não ia prestar. Então meu paicontratou um homem que se denominava Detetive Consultor, para vigiar de perto o queestava acontecendo com a Mark Patriota. Era Sherlock Holmes. Ele descobriu que um dosempresários que trabalhava nos armamentos da armadura, Justin Hammer, havia roubadofotos e esquemas da armadura, e junto com endereço, destino e horário de entrega, avisou aomeu pai onde encontra-lo.Eu vira Sherlock Holmes somente duas vezes: o dia que ele chegara correndo em casapara avisar meu pai sobre Hammer, e o dia de seu enterro, onde vi sua foto no túmulofechado.Passei a fitar Karol com um certo nó na garganta, e extremamente arrependido.-Eu... eu sinto muito... – disse.-Foco no temos de fazer, Caique. Tem de ser rápido! O projeto do reator foi roubado.Disso tenho certeza. E se o foi, não vai demorar muito para que surja milhares de homens deferro que vão acabar com o mundo.-Mas o que faremos?-Seu pai. Deve avisá-lo. Posso ajudar a encontrar os projetos se me mostrarem oúltimo lugar onde ele esteve em sua casa.-Então vamos para lá agora.Ela não se moveu.-John... Meu tio.-Ele está bem. Está vivo. Foi somente um choque... ah, de alta voltagem, mas ele vaificar bem. Aposto como Wiplash está vindo atrás de nós. O tempo urge.Ainda um pouco contrariada, ela se moveu. Veio junto a mim.P
  • 20. 20Parei um táxi e, de forma mais rápida, voltamos para casa.Ao chegar lá me espantei. A estrada de casa estava atulhada de viaturas e vãs daimprensa. De repente senti medo.Quando eu ia descendo do carro, Karol novamente segurou minha mão, e tirandoalguma poeira de nossas roupas, sujou-me o rosto e deu-me seu colete e sobretudo.-Vista-o. Vamos entrar pelos fundos. Tudo o que não quero é uma muralha derepórteres e câmeras nos fotografando. – ela disse.-Como você sabe que tem uma por...-Depois explico.Entrelacei minhas mãos nas dela e saímos como um casal normal pela rua. Doisjornalistas passaram por nós, mas eu estava tão sujo que nem se deram o trabalho de repararque acabavam de passar ao lado de CaiqueStark.Ao virar a esquina, pulamos um alto muro e desativando o alarme por comando devoz, entramos pela porta dos fundos que saía num grande salão de festas. Atravessei a salacorrendo e encontrei minha mãe em prantos sentada no sofá junto a Happy e Natasha. NickFury estava a um canto falando furiosamente ao telefone, até mesmo o Dr. Bruce Bannerestava sentado a um lado respirando fundo.Corri até minha mãe, e peguei suas mãos.-O que aconteceu?-Seu pai foi feito refém. – ela conseguiu dizer. Depois caiu em prantos.Bruce veio até mim, e colocando sua mão em meus ombros puxou-me para um lado dasala. Em meio ao caminho, peguei a mão de Karol e puxei-a junto.-Caique, não sei como e nem o porquê, mas há um novo Wiplash, e há alguns minutosatrás ele entrou em luta com seu pai. Tony é extremamente seguro de si, e não prestouatenção que estava em uma cilada. Haviam mais envolvidos. Não tive tempo de ajuda-lo,Caique. Wiplash e os outros estão a mando de Galactus... Thanos pode estar envolvido. Nickestá tentando se comunicar com Thor, para verificar o paradeiro de Loki, mas ao que se sabe,Galactus é o mandante. Os Vingadores estão a caminho. Vamos lutar.-Claro que vão. – foi somente o que fui capaz de dizer.Karol apertou minha mão e puxou-me para longe de Banner. Levou-me para aantessala e ali olhou-me nos olhos.-Seu pai vai estar morto antes de eles chegarem lá. Você tem que ir. –ela disse.-E como vou? Com um guarda-chuva de espada e uma bicicleta de automóvel?-Com a armadura, Caique.-A armadura não funciona sem o reator.
  • 21. 21-Por isso mesmo, vamos montar um agora.Sem aguentar, sorri com desdém.-E você acha mesmo que vai dar tempo? Está louca?-É você que eles querem,Caique. O filho prodígio do grande gênio. Vamos para aoficina, preciso te contar uma coisa.CAPÍTULO 09choque praticamente me desestabilizara e deixara-me inconsciente por alguns segundos. Quandoenfim acordei ao som de uma alta pancada deferro, vislumbrei o que parecia ser uma luta mortal.De um lado o conhecido Homem de ferro que recentementechegara à Londres causando grande tumulto, e de outrouma equipe de, pareciam ser, vilões. Eram três enormeshomens de músculos monstruosos, dois outros que sabiamvoar e um que lutava furiosamente com Tony Stark. Alémdo homem de chicote que ficara para trás se recuperando.Pensei em ajuda-lo, mas minha presença iria maisatrapalhar do que ajudar.Em um certo momento, Tony foi acertado violentamente na cabeça. Tão forte que opróprio elmo lhe saiu da armadura. Não me aguentando, gritei. Fora um ato falho, pois acabeipor denunciar minha presença, e eles não a deixaram passar. O Homem de Ferro agora estavainconsciente. Centenas de pessoas agora se aproximavam, incluindo viaturas e imprensa.O homem do chicote olhou-me e sorrindo maldosamente, novamente me atacou.Tudo ficou escuro.O
  • 22. 22CAPÍTULO 10evei Karol para a oficina às pressas, onde reinava o silêncio. Eu me sentia curioso para oque ela estava por me falar. Uma curiosidade ao mesmo tempo receosa.Ao chegar lá, avistei a bagunça que mais cedo nosso invasor deixara.-Jarvis, as luzes por favor. Inicie os computadores, quero acesso à conta pessoal de meupai.-Senhor, não tenho permissão para...-Jarvis, é um ordem.Os computadores se ligaram, e a típica mensagem em holograma de “Bem-Vindo Sr.Stark” apareceu no meio da oficina. Karol então começou a andar de um lado para o outro.Respirou fundo e começou a falar.-Não tenho plena certeza de que Galactus está no comando disso, Caique, masdevemos suspeitar de tudo. Seu pai foi capturado por Wiplash sim, isso é certeza, e o motivotambém é óbvio: O reator. Há tempos um grupo chamado “Illuminus” fundou-se entre ospiores capangas da Marvel do mundo, em contraposição aos Iluminati onde seu pai era filiado.Queriam tomar para si o maior poder possível. Mas houve alguma coisa que os interroperam.Algo os retardou por um tempo, e os fortaleceu. De repente, os Iluminus tiveram um novoalvo: O reator arc. No inicio, que foi exatamente quando vocês se mudaram para cá, eles sóqueriam, e precisavam, tirar o reator do peito de seu pai, mas agora o alvo muda... elesquerem fabricar o reator. E é aí que você aparece. Eles acharam o projeto em sua posse, entãojulgam que você consegue montá-lo. Seu pai se recusa plenamente, e creio que só o pegarampara fazer uma certa pressão psicológica. Precisamos montar o reator, Caique. O mais rápido opossível!-Tenho metade dele construído, mas falta o restante! Como vou terminar sem oprojeto?-Aqui vai um incentivo: Seu pai vai morrer em horas se você não der um jeito determina-lo.L
  • 23. 23Com raiva chutei uma cadeira longe. Tirei minha mochila e coloquei-a em cima damesa. Ali dentro estava o que eu tinha do reator, peguei-o e o coloquei na mesa também.-Jarvisescaneie-o e monte um projeção manipulável. Pesquise os arquivos de meu paie encontre tudo que tiver relação com o reator arc. Abra-os para mim, o mais rápido possível.Karol deu-me espaço e sentou-se em outra escrivaninha. Observava-me e estavapronta caso eu pedisse ajuda.-Entende algo de Física e Engenharia, Holmes?-Nem mesmo uma vírgula, Stark.Sorri.Jarvis havia terminado a pesquisa. Haviam-se passado vinte minutos desde que euchegara em casa. O tempo corria rápido demais. Passei a examinar as pesquisas, e tentava aomesmo tempo mexer no reator. Não dava.-Karol, examine os arquivos e me dite o que achar de esquemas, preciso deinformações sobre tudo o que for possível.Trabalhamos desse modo por mais alguns minutos, eu usufruindo de toda a ajudapossível. Até mesmo Banner e Fury desceram para auxílio. O reator tomava formarapidamente.-Está difícil demais para você, prodígio Stark? – Zombou Karol.-Está até muito fácil. Mas ocorreu um erro... Não sei onde ele se encontra. DROGA.-Ora, Stark, até mesmo eu já o vi...BOWW. A projeção manipulável do reator explodiu fazendo um tremendo barulho.Caíque fazia nele tudo antes de aplicar no verdadeiro.-Deus do céu, VOCÊ É LOUCO?O telefone da casa toca. Banner e Fury correram para a sala na curiosidade de ouviroque havia acontecido.-Fale menos, trabalhe mais. ACHEI!O erro era óbvio e logo o consertei. Faltava somente mais uma parte que com a ajudade Karol finalizei rapidamente. Fui para o computador e iniciei a sequencia de energização.Todas as luzes da oficina piscaram. O reator acendeu.-Quem será ao telefone?-Eu. Mandei Jarvis ligar. Receberão uma mensagem falta. Eu só queria tirar Fury eBanner daqui. Vamos, vou colocar a armadura agora. Prenda o reator nela.Levantei-me rapidamente e fui até o local marcado no chão onde Jarvis montava emmeu pai a armadura.-Jarvis, você sabe o que fazer.
  • 24. 24Karol assistiu a montagem da armadura, e em segundos eu estava nela. Em meus olhosacenderam a tela e Jarvis falou comigo.-Senhor, a armadura necessita de ajustes, aconselho a remonta-la.-Não temos tempo Jarvis. Karol, sua vez agora. Onde meu pai esta?-Antes de ir parar na porta de John, eu e meu pai fomos lá... Fizeram minha mãe refémCaique. Eles tem ao todo três pessoas. Cada qual com sua finalidade: Stark atrai você, Watsonpara mim, e minha mãe para meu pai. Vê as semelhanças? Tecnologia, armamento e incrívelinteligência de dedução. Todos estão em cativeiro, e cabe a nós somente irmos até lá,praticamente nos entregar. Eles não precisam fazer mais nada. Tenho medo de deixa-lo ir só.-Diga-me, RÁPIDO! ONDE?-Na Torre de Londres... O covil dos illuminus.CAPÍTULO 11star na armadura era surreal. Eu podia ver tudo.Jarvis analisava cada detalhe de onde eu estava, e eu podia me antecipar algunssegundos de cada movimento do que ali estava.Karol ainda me olhava temerosa, quase que implorando para que eu não partisse.-Não se preocupe, eu volto. – minha voz saíra robótica.Tomei a pose de voo e saí a toda velocidade pelo corredor da oficina. Arregalei osolhos ao ver a velocidade que aquele equipamento era capaz de atingir em pouco tempo.-Jarvis, localize a torre de Londres.-Sim senhor, a armadura irá guia-lo até lá em segundos.Londres estava começando a anoitecer, o relógio apontava 06:30. Eu a essa altura jáconseguia avistar a grande Torre, e comecei a me perguntar onde eles estariam escondidos.Olhos curiosos começavam a me fitar, e algumas pessoas apontavam para mim de olhosarregalados.Pousei próximo à torre e observei á volta.E
  • 25. 25-Jarvis localize pontos eletrônicos com alta frequência de emissão de dados, ache osarmamentos stark. Wiplash deve estar aqui, não é difícil achar seu chicote energizado.Em meus olhos apareceu o que eu não esperava: abaixo da torre havia uma grandemovimentação em massa. O covil Illuminus era em baixo da grande torre. E ali estavam osreféns.-Vai a algum lugar? – falou alguém atrás de mim.Virei-me e vi dois homens armados com o chicote energizado, o de trás, sem hesitar,atacou-me, e sem tempo de reagir, o chicote rodeou-me e descarregou grande votagem naarmadura. Senti meu corpo formigar.Com a arma repulsora da mão atingi o wiplash1, e agarrando o chicote que merodeava, trouxe para perto o wiplash 2. Agarrei parte da armadura de seu peito e arranquei-aa força. Voaram faíscas para todo lado. Ele gritou. O wiplash1, recuperado veio auxiliá-lo erecebi mais um ataque.Eu estava preso pelos dois, e já começava a sentir uma fraca corrente perpassando pormeu corpo. Enrolei meus braços nos dois chicotes, e descarreguei toda a energia possível nasduas armas repulsoras da mão. Houve uma grande explosão.Ambos os wiplashs caíram queimados em nocaute, eu já sem forças apoiei-me nojoelho. Vi então um vulto se aproximando.-ATRÁS GAROTO! CUIDADO! –ele gritou.Só tive tempo de olhar. E tudo ficou escuro.CAPÍTULO 12ssim que Caique saiu, eu me senti obrigada a acompanha-lo. Em uma vitrine ao lado dacabine da armadura que ele usava, havia em uma prateleira os boots repulsores, alémde um protótipo para as armas da mão. Sem hesitar vesti-os e voei em rumo aoA
  • 26. 26estreito corredor da garagem. Saindo dali fui á toda velocidade em direção à Torre de Londres.Ao chegar lá, avistei o que parecia uma grande explosão. Caique e sua armadura,detonara com os chicotes energizados de dois homens tombados no chão. Mas havia um erro:alguém saía de o que parecia uma portela por entre dois enormes edifícios atrás da grandetorre. O vulto carregava uma enorme arma, e a mirava em Caique.Houve um tiro.Com um grito de fúria, cheguei e mirei os repulsores no misterioso vulto. Mas ele voumais ágil: desapareceu por alguma saída ou entrada no chão. Outro vulto corria em direçãooposta a minha, e tive um forte impulso em segui-lo. Eu conheceria aquele vulto em qualquerlugar. Mas decidi socorrer Caique, que jazia inconsciente no chão. Boa parte da armaduraestava destruída.Mais capangas chegavam, tive de deixar Caique no chão para lutar com dois outrosgigantes que apareceram do nada. Eu não tinha força e estava apanhando, quando por milagreapareceu ajuda. Um grande monstro verde em fúria... Hulk.Com um só murro ele quase nocauteara um dos grandes musculosos. E eu fora em seuauxílio. Outros inimigos apareciam, de todo tipo e eu já beirava a exaustão. Lutei com o queparecia um cavaleiro medieval sinistro, e já estava quase perdendo quando um escudovermelho e azul o atingiu na cabeça e retornou para seu dono. Uma flecha, depois desegundos passou zunindo por meu ouvido e atingiu o braço de mais um dos capangas. CapitãoAmérica e Gavião Arqueiro haviam chegado, acompanhados de Viúva Negra que lutava junto àHulk.-O Caique, Karol! – Gritou o Capitão.Foi então que me dei por falta. Um vilão mascarado estava arrastando o corpo de meuamigo para uma porta que parecia ser de um calabouço. A esse ponto, a rua estava infestadade carros e havia um tumulto incontrolável. Pessoas gritando, policiais atirando e fogo paratodo lado.Juntei as duas mãos e atirei com os dois repulsores da mão, atingindo o mascarado nopeito. Mas houve um erro: Caique caiu na estranha porta. Mais do que ligeiro, voei em seualcance e adentrei a porta. Tudo escureceu. Era um túnel subterrâneo. Voei mais rapidamenteaté tentar alcançar o corpo de Caique, mas quando o fiz acabei por topar de frente com ochão. Foi um tremendo baque.Atordoada aproximei-me do corpo dele.-Caique...?-Ora, pois se não tenho aqui dois dos meus principais alvos? – disse um homem que seaproximou na escuridão.
  • 27. 27-Revele-se!Ele se aproximou e no mesmo instante o reconheci: Jim Moriarty.-Então quer dizer que não temos um Galactus...-Óbvio que não. Sou mais poderoso. Não há maior poder que a inteligência, minhapequena Holmes.-Onde está meu tio!?-E porque eu responderia? Só tenho uma coisa a falar: FÁCIL DEMAIS! ENTEDIANTE!CHATO! MAL COMEÇOU E JÁ GANHEI... Cadê o velho Holmes? Mas que droga. Nada nemninguém mais nesse mundo sabe usar a mente?-Do que está falando, seu louco...?-Que chatooo, que chatoo... É triste, é decepcionante! Seus IDIOTAS. Será queninguém percebeu?Permaneci em silêncio.-Seus animais. Não quero reator. Isso é um lixo, uma velharia! Nunca o quis. Vocês sedeixam enganar muito fáciiiiiil. – ele então começou o que parecia uma birra infantil feita porum homem de terno e gravata. – O robô, sua ignóbil desprezível. O robô que esse idiota ao seulado construiu e que pela manhã o chutou com desdém. Será que esse energúmeno nãoimagina a tecnologia que criou? O cérebro humano, minha cara. É essa a criação: O CÉREBROHUMANO JOGADO NUM QUARTO DE UM ADOLESCENTE IDIOTA.Comecei a raciocinar. Eu não havia estado no quarto de Caique, para confirmar o queMoriarty dizia, mas sabia que o projeto do reator fora roubado. Era realmente curioso que oinvasor tivesse vindo de dentro da casa, OU SEJA... ah droga, o quarto! E, quanta ignorância, ospróprios Wiplashs usavam de tecnologia similar á do reator. Estávamos tão enganados peloroubo que deixei as evidências mais óbvias passarem sem serem vistas.Num surto de raiva, com um tiro nos repulsores das mãos, voei até Moriarty paraataca-lo, mas fui impedida por um novo chicote que com um tremendo choque quase menocauteou. Mirei no peito onde estava o maldito reator, e atirei. Mais homens apareceram.Recomeçava ali a luta de lá fora.-Hey pessoal, não há covil sem aranha. Então, aqui estou! – gritou alguém.O Homem Aranha aparecera, e começara a lutar à meu lado. Eu estava ficando semforças e Moriarty desaparecera. Se ele estava certo, e o robô de Caique fosse mesmo umacópia exata de um cérebro humano perfeito, bastava conectá-lo a qualquer lugar para obter efazer qualquer coisa que quisesse, tipo começar uma terceira guerra mundial. A coisa piorava acada segundo que se passava.
  • 28. 28Tentei me distanciar da luta quando Gavião arqueiro chegou em socorro. Fui então aolocal onde estava Caique e tentei reanima-lo. Ele acordou atordoado e fazia caretas de dor.-Vamos, de pé! Precisamos achar seu pai.-Claro, claro. Vamos.CAPÍTULO 13u só podia estar sonhando, não era possível. Aliás, sonhando não. Tendo pesadelos!Minha semana começara da forma mais louca o possível e agora eu estava preso emum covil subterrâneo cheio de capangas de Moriarty bem no centro de Londres.Ali onde eu estava havia mais um homem desacordado. Tony Stark.Poucos minutos atrás eu tentara acordá-lo, mas ele estava em estado de exaustão. Eu tinhacerteza de que em alguns minutos ele acordaria novamente.Lá fora estava acontecendo uma guerra.-Ah céus... Nem em ressaca fico tão ruim assim... E olha que nem bebi pra vir aqui. –pestanejou baixinho o homem que acabara de acordar. Ele estava zonzo e cambaleava quandotentou se levantar. Fui a seu socorro e ele se apoiou em meu ombro.Em seu braço apertou um botão vermelho de uma pulseira de prata.-Jarvis... Um traje. Preciso de um traje. Estou despido... – ele disse.Coloquei o homem sentado no único colchão que havia naquela cela. Assim que ele sesentou outro estrondo me tirou o fôlego de susto. A armadura de Stark viera voando à seuencontro e abrira uma cratera no teto para adentrar a câmara. O homem então, aindavacilante, levantou-se e a vestiu. Ou melhor, ela vestiu-se a ele. Ao mesmo tempo, chegaramali, Karol, para meu espanto e o jovem rapaz que eu vira mais cedo.-Pai!-Caique, meu filho! O reator, você conseguiu! Acho que não quero mais o DNA...Venha... Já tá rolando uma festa, e nem me esperaram.O jovem e seu pai saíram pela cratera a voo, mas Karol permaneceu ali.E
  • 29. 29-John, venha, vou te tirar daqui. Pendure-se nas minhas costas... Vamos sair por alitambém, é mais rápido.Fui até a garota e abracei-lhe o ombro e tórax, prendendo meus braços na frente,como se a abraçasse. Ela alçou voo e em segundos estávamos de volta à superfície.Lá estava um caos, mas parecia estar sendo controlado por um grupo que a televisãochamava de Vingadores. Stark e seu filho lutavam juntos, Hulk pegava dois ou três capangas deuma só vez; Viúva Negra e Gavião Arqueiro eram sorrateiros e acertavam aqueles queousavam se aproximar, e Capitão América cuidava dos trapaceiros que tentavam acertar orestante pelas costas.Karol já estava quase se juntando a eles quando ouvi um barulho familiar eextremamente preocupante: uma arma sendo engatilhada. Estaquei no mesmo instante, eassim fez Karol também.-Exatamente. Às minhas ordens agora. Subam para a torre. Andem. – era Moriarty.Não havia ninguém à vista do qual poderia ajudar. Agora como havia a possível chancede vitória e os capangas recusavam, todos estavam ocupados em exterminá-los. Minha únicaescolha e a de Karol também era obedecê-lo. Por uma escada que havia para turistas,começamos a escalar a grande torre. Eu já sabia qual era o fim, e temia não por mim, mas pelajovem que me acompanhava.Quando chegamos ao alto da torre, Jim estava desgostoso.-Estava tão perto. No final acabou que sendo divertido... Pelo menos dois conseguipegar. E vai ser interessante, matar as duas amadas criaturinhas de Sherlock Holmes.-Sherlock está morto. – falei.Moriarty riu, apontou a arma para mim, e apertou o gatilho.Mas não houve tempo de eu ser atingido. Um homem saiu de algum lugar escondido, eo atingiu pelas costas, agarrou-o e se atirou junto a ele do topo da Torre de Londres. Dessa veznão aguentei, perdi as forças nas pernas e cai no desmaio.Quem era...?Sherlock Holmes.
  • 30. 30CAPÍTULO 14eu tio desmaiara e eu não acreditava no que acabara de ver. Meu pai pulara nascostas de Moriarty e despencara do topo da Torre de Londres junto a ele. Ele salvaraa mim e a John mas se sacrificara no lugar. Sherlock Holmes realmente morto. Meupai... morto.Quase sem ação, engoli em seco, tentei raciocinar. Uma lágrima me escorreu dos olhos, um nóinterminável se formou em minha garganta. Peguei John e abracei-o para descer com elevoando. Desta vez eu não o segurava, eu o abraçava. Meu tio... e pelo visto a família queagora eu tinha.Ao pousar no chão, meu queixo caiu, e foi minha vez de perder as forças nas pernas.Sherlock estava vivo e sorria para mim. Moriarty jazia no chão, ensanguentado e morto.John acordou, e sentou-se. Assim que me vi livre, corri até meu pai, e a tocar-lhe osbraços, apaguei.CAPÍTULO 15h, eu estava atordoado, muito atordoado. Na realidade eu acho que estava ficandolouco.Senti Karol segurar-me firme e descer voando a torre após eu ver Sherlock Holmessurgir da escuridão e se atirar junto a Moriarty do topo de uma Torre.Quando pousamos, sentei-me no chão e de imediato Karol soltou-me e correu.Esfreguei os olhos e tentei me levantar. Ainda estava um pouco zonzo. Foi então que tomeioutro baque. Ao me virar, deparei com Sherlock VIVO abraçando Karol, e à distancia umMoriarty MORTO.Holmes fitou-me divertido, e segurando Karol em seus braços, dirigiu-se a mim.-Watson, meu caro, conheça sua sobrinha....MA
  • 31. 31Fiquei boquiaberto. EU SABIA! Os olhos idênticos, o olhar concentrado e absorto igualao do pai, além do colete que eu dera a meu velho amigo e o sobretudo que ele sempre usara.EU SABIA!!!-Mas... Você... O prédio, Holmes... Você morto.. EU VI! Você... – gaguejei.-Elementar, meu caro John que há coisas a se esclarecer... Vamos conversar... – eledisse, entregando Karol aos braços de um Caique que observava a cena sorrindo. –Cuidadocom ela, meu jovem rapaz. Eu sei como destruir um reator arc usando poucas peças. Então,como eu dizia, John... Ah, estou vivo!Não aguentei. Com extrema fúria voei no pescoço de Holmes enforcando-o com asduas mãos. Ele arregalara os olhos mas não reagiu. Caímos no chão.-SEU. MALDITO. ANIMAL. IDIOTA. SEU. TROUXA. IMBECIL. SE NÃO MORREU ANTES.MATO. AGORA! – falei, e a cada ponto, dava um murro de Holmes.-JOHN! VOCÊ É MÉDICO LEMBRA? VAI ME MATAR!-MAUS DIAS, HOLMES. MAUS DIAS!
  • 32. 32EPÍLOGOComo já era de Praxe para os Starks, quando a poeira abaixou meu pai decidiu dar umafesta para aproveitar o momento de vitória. A mansão Stark estava repleta de convidados.-Filho... Estou orgulhoso de você. E como prometido, semana que vem encerra seusestudos na Academia, e passa a trabalhar comigo, oficialmente, nas IndustriasStark, comoaprendiz e futuro sucessor. Iremos montar sua armadura, se quiser, juntos.Não era todo dia que se recebia um elogio direto e sério de Anthony Edward Stark, erecebe-lo tão inesperadamente no corredor e seguido de um contrato nas InsdustriasStark,fez-me ficar sem palavras. Abracei meu pai que o correspondeu.-Agora chega,robocope. Está amassando tanto o meu quanto o seu smoking, vamosdescer... – disse ele voltando ao seu desdém habitual.Quando chegamos ao primeiro andar, avistei um monte de gente conhecida, masprocurava por uma só pessoa. Avistei seu pai, e fui atrás de cumprimenta-lo.-Sr. Holmes... Dr. Watson... Obrigado por virem.-Nós é que agradecemos pelo convite, jovem Stark. Mas mantenha-se longe dela ou...–começou Holmes, mas foi interrompido por um Watson ainda ressentido.-Cale-se Holmes... Ou o que? Vai morrer? – disse ele com desdém. –Ela está ali Caique.Foi observar o céu. Ela gosta de ver a lua.Agradeci cortês a ambos os homens e virei-lhes as costas para ir em encontro à jovemque de longe eu via que olhava atentamente o céu estrelado. Após aqueles acontecimentos,eu peguei certo gosto por aquela “família”. Sherlock quando pulara do topo da Torre,realmente não contava que eu o pegaria no ar, deixando que somente Moriarty caísse aochão. No final das contas até mesmo eu acabei tomando um sopapo de John.-Hoje está uma bela noite estrelada... – eu disse.-Sim. Está lindo.-Obrigado.-Eu disse as estrelas, Caique. – disse ela agora sorrindo.-Agora me senti desprezado. – retruquei também em risos.Karol estava vestindo um belo vestido azul escuro, a cor que ela mais gostava. E trazianos cabelos, belos cachos bem feitos.Segurei suas mãos e olhei em seus olhos. Estávamos sós.
  • 33. 33Algo me atingiu a cabeça. Olhei para dentro do salão de festas, Sherlock estava comuma suspeita garrafa de champanhe na mão, aberta e servia John que parecia brigar com elenovamente. No chão estava uma tampa.Tanto eu quanto Karolcomeçamos a rir.Lá dentro começou a tocar uma nova música, das antigas: “The Time ofMy Life”.-Dança comigo? Depois dessa, combinei com o músico de só tocar MUSE... Últimachance, donzela...-Seria honroso, cavalheiro. Vamos dançar!-Mas então, Holmes, pode agora, POR RAIOS me dizer como foi que sobreviveu àqueda do prédio de Reichenbach? – falei, quando enfim chegamos ao 221B.Karol acabara de tirar a sandália e estava subindo as escadas toda feliz, quando meouviu falar e preferiu ouvir a conversa.-Ora Watson, simples! O caminhão... E você não tomou meu pulso corretamente.Ele não devia ter dito isso, pois atirei-lhe uma almofada que o atingiu em cheio nacabeça.-Mas e Karol? Por que não me contou sobre ela?-Foi depois de minha suposta morte. Irene morreu pouco tempo depois, tive de cuidardela sozinho. O dia em que a coloquei em sua porta, foi o mesmo que eu e ela fomos à torreinvestigar os Illuminus. Acontece que nos avistaram primeiro, e Moriarty viu Karol. Nosperseguiram e ela tomou um tiro. Depois disso, deixei-a num banco e saí em luta. Moriartyfugiu, mas os outros ficaram. Consegui derrubá-los, e fiquei seriamente ferido, eu teria de merecuperar e não conseguiria cuidar de Karol, além de que ela sabia demais, e óbvio queMoriarty e os Illuminus iriam atrás dela. Então decidi deixa-la com você sob o juramento denão revelar seu sobrenome. Vocês correriam risco. Mas, Watson, eu lhe disse que estava vivo!-Como assim disse? Até ontem, eu jurava, que estava morto!-O cartão, Watson, o cartão... Era simples! O cartão que recebeu era falso. Não vinhada Noruega, pois seu carimbo era fajuto, e a única pessoa que faz isso por aqui perto é opequeno Jimmy que você conheceu no dia de meu enterro, ocasião em que o garoto lhe disse“acho verde uma cor falsa”. Se o cartão era falso, não tinha endereço, e você conhecia ogaroto que o vendia, bastava ir perguntar, pois eu dera ordem à Jimmy que quando vocêdescobrisse poderia responder a pergunta verdadeiramente... Tão. Simples.Senti meu rosto arder em raiva. Karol começou a rir e Sherlock levantou-se para serefugiar atrás de sua poltrona.
  • 34. 34-Mas e Moriarty? Ele não havia dado um tiro na cabeça?-Sobre Moriarty, creio ter uma hipótese... Tão óbvia! Vou explicá-la...FIM