Comunicação e expressão

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Comunicação e expressão

  1. 1. Curso: Licenciatura em ComputaçãoDisciplina: ComunicaçãoCarga Horaria: 30 horasProfessora: Mirelle Freitas
  2. 2. Sumário1. Língua, Cultura e Variação Linguística............................................................................................22. Comunicação....................................................................................................................................63. Linguagem e Elaboração................................................................................................................104. Textos Técnicos e Acadêmicos.......................................................................................................29Referências.........................................................................................................................................361. Língua, Cultura e Variação Linguística“Nenhuma língua permanece a mesma em todo o seu domínio e, ainda num só local, apresenta um sem-número de diferenciações.[...] Mas essas variedades de ordem geográfica, de ordem social e atéindividual [...] não prejudicam a unidade superior da língua, nem a consciência que têm os que a falamdiversamente de se servirem de um mesmo instrumento de comunicação, de manifestação e de emoção.”Celso Cunha (1968, p.14)Língua e linguagem são conceitos distintos. Quando nos referimos à língua,fazemos alusão a um sistema de signos vocais, que podem ser transcritosgraficamente, específicos de um povo, uma nação, uma cultura, sendo seuinstrumento para comunicação. A linguagem, por sua vez, nos remete a qualquersistema de signos simbólicos (gestos, cores, palavras, imagens etc) empregados naintercomunicação social para expressar e comunicar ideias e sentimentos, trata-se deuma atividade social e exclusiva do homem, que se realiza individualmente, massempre de acordo com tradições de comunidades históricas.Assim temos dois tipos de linguagem: (a) a linguagem verbal, que se realizaatravés da língua propriamente dita (fala e da escrita), e que geralmente acontece deforma voluntária; e (b) a linguagem não-verbal, presente em outros sistemas derepresentação, como a pintura, o desenho, os gestos, os sons, a expressão corporal, adança, entre outros, muitas vezes é involuntária, pois mostra as reações do indivíduo aum ato comunicativo.Alguns aspectos devem ser observados na comunicação verbal, são eles: o grau
  3. 3. de domínio do assunto; o vocabulário; a pontuação; a articulação de ideias, a fluência e oritmo. Na comunicação não-verbal deve-se atentar para: a mobilidade da cabeça e dorosto, o olhar, os gestos, a respiração, a inibição, a postura, o andar e a apresentaçãopessoal (roupas, cores, cabelo e acessórios).Compreende-se então que a linguagem acontece no âmbito individual-social, jáque mesmo partindo do indivíduo, é utilizada com o intuito de interagir socialmente comoutros. Nesse sentido, a língua é a ferramenta que possibilita essa interação, quandoverbal, circulando socialmente. Essa condição de circulação faz da língua um organismovivo, em constante evolução, acompanhando a mudanças próprias do ser humano e dasociedade. Vejamos a seguir os tipos de variações linguísticas.1.1 Variações LinguísticasPor ser fruto de um convívio social e própria do ser humano, a língua está sujeita avariações, que chamados de variedades linguísticas, definidas como o modo pelo qual alíngua se diferencia sistemática e coerentemente, de acordo com as condiçõeshistóricas, geográficas e sócio-culturais no qual os falantes dessa língua semanifestam. Essas mudanças podem acontecer no nível fonético, morfológico,fonológico, sintático, léxico e semântico.Variações históricas: acontecem ao longo do tempo, e podem ser percebidasatravés da comparação dos dizeres de duas épocas diferentes. O processo demudança é gradual, e pode ser de grafia ou de significado. Ex.: Vosmicê – você.Variações geográficas: dizem respeito à distância geográfica que separa osfalantes, ou seja regionalismos. Podem diferenças de pronúncia, vocabulário eestrutura sintática, essas mudanças geralmente são graduais, não representandoem exato a fronteira geográfica. Assim, por exemplo, a mistura de cimento, água eareia, se chama betão em Portugal; no Brasil, se chama concreto; ou, no Brasil aspalavras aipim, mandioca e macaxeira, que são sinônimas, mas usadas emdiferentes regiões do país.Variações sócio-culturais: agrupa fatores de diversidade, como o nível socioeconômico,o grau de escolaridade, a idade e o gênero. O uso de certas variantes pode indicar qual onível socioeconômico de um indivíduo.Essas variações geralmente ocorrem concomitantemente. Observa-se também queo ambiente no qual a comunicação ocorre também exerce influência sobre esta. O mesmoindivíduo, em distintos contextos de comunicação (família, amigos, trabalho etc)apresentará modificações na linguagem. Essa variação pode ser relativa ao grau de
  4. 4. formalidade ou a situação propriamente dita, observando as regras normas e costumes.No caso de variação quanto é necessário observar o uso da linguagemculta/padrão ou coloquial, a saber:Linguagem culta/padrão: caracterizada pela correção gramatical, ausência determos regionais ou gírias, bem como pela riqueza de vocabulário e frases bemelaboradas. Salvo raras exceções, é a linguagem dos livros, jornais, revistas e, éclaro, a linguagem presente em provas e concursos.Linguagem coloquial: aquela que usamos no dia-a-dia, nas conversas com amigos, nobate-papo e no bilhete para a empregada ou para o filho que irá chegar, com asinstruções para o jantar. Descontraída, dispensa formalidades e aceita gírias, diminutivosafetivos e termos.Lembre-se que formal ou informal relaciona-se mais proximamente aocontexto no qual a linguagem é utilizada, remetendo à situações que requeremformalidade ou informalidade. Na seção seguinte abordamos a comunicaçãopropriamente dita.1.2 Funções da LinguagemFunção emotiva ou expressiva: centralizada no emissor, revela sua opinião e/ouemoção. Nela prevalece a 1a pessoa do singular, interjeições e exclamações(biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor).Função referencial ou denotativa: centralizada no referente, quando o emissor procuraoferecer informações da realidade. É objetiva, direta, denotativa, prevalecendo o usoda 3a pessoa do singular (notícias de jornal e livros científicos).Função apelativa ou conativa: centralizada no receptor; o emissor procurainfluenciar o comportamento do receptor. É comum o uso de tu e você, ou o nomeda pessoa, além dos vocativos e imperativos (discursos, sermões e propagandas).Função fática: centralizada no canal, tem como objetivo prolongar ou não o contatocom o receptor, ou testar a eficiência do canal (falas telefônicas, saudações esimilares).Função poética : centralizada na mensagem, revela recursos imaginativos criados peloemissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras e suascombinações (obras literárias, letras de música e em algumas propagandas etc).Função metalinguística: centralizada no código, usando a linguagem para falar delamesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comentaoutro texto (dicionários e outros).
  5. 5. Podemos observar no mesmo texto diferentes funções, para defini-lo temosque observar a função predominante no texto.1.3 Exercícios1. Levando em consideração todo o seu conhecimento e o que foi discutido em sala,explique as diferenças que demarcam linguagem verbal e não-verbal, cite exemplos.2. Leia o capítulo 1 da apostila e assista aos vídeos – VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS,disponíveis no Moodle. Comente (de dez a 15 linhas digitadas - arial 12) sobre variaçõeslinguísticas, em seu texto aborde: (1) a importância da linguagem para o ser humano; (2)alguns dos tipos de variações que podem ocorrer dentro de uma mesma língua, citandoexemplos; e (3) a razão pela qual a língua varia tanto e por que isso é natural.3. Diferencie língua e linguagem.4. Caracterize as funções da linguagem.
  6. 6. 2. ComunicaçãoComunicar vem do latim communicare, que significa colocar em comum, partilhar,entrar em relação com. Comunicar é, então, trocar ideias, sentimentos e experiênciasentre pessoas que conhecem o significado daquilo que se diz e do que se faz.A comunicação desempenha um vasto conjunto de funções indispensáveis àprópria natureza da existência humana. Por trás do estudo das funções da comunicação,está implícita uma determinada concepção acerca do que é comunicar. Dessa concepçãodecorrem diferentes formas de explicar o como e o porquê dos processoscomunicacionais. Entre as funções mais usuais da comunicação são apontadas todasaquelas que visam fins pessoais ou sociais.Comunicamos para informar e estarmos informados, para formar e influenciaratitudes e crenças, por simples prazer, para realizar tarefas em grupo, para criar e manterorganizações, ou para inovar.Quando transmitimos uma mensagem, oral ou escrita, é fundamental sabermosnão só o significado que atribuímos às coisas, aos nossos gestos (comunicação não-verbal), às palavras e expressões, mas também as possíveis significações que as outraspessoas, com quem comunicamos, possam dar-lhe. Caso contrário, poderão surgirbarreiras à comunicação.Nesse sentido, duas características importantes na composição de umcomunicador eficiente são a clareza e a objetividade. Observe que clareza dizrespeito a apresentar uma mensagem de maneira que essa não seja entendida deforma equivocada, já a objetividade trata da capacidade de se comunicar diretamente,centralizando-se no objeto do discurso, sem desvios ou digressões.2.1 Elementos da ComunicaçãoComunicar é trocar mensagens. Embora a situação de comunicação possa sePara que haja comunicação, é preciso que o destinatárioda informação a receba e a compreenda.Eficácia na comunicação pode ser a sua maior arma. Utilize-a!
  7. 7. apresentar de muitas maneiras diferentes, comporta sempre alguns elementos que lhesão característicos:Emissor: é aquele que emite, envia, transmite a mensagem. O emissor deve ser capazde construir mensagens que sejam compreendidas pelo receptor.Receptor: é o indivíduo que recebe a mensagem. Este deve estar sintonizado com oemissor, de forma a entender a mensagem, ele será mais receptivo quanto maior for asua abertura ao outro.Mensagem: é o conteúdo da comunicação (conjunto de sinais com significado: ideias,sentimentos, conjunto de símbolos emitidos pelo emissor).Código: é o conjunto de sinais e regras que permite transformar o pensamento eminformação que possa ser entendida, na sua globalidade, pelo receptor. O emissor utilizao código para construir a sua mensagem - operação de codificação - (é capaz de construirmensagens com significado e que sejam entendidas pelo receptor), enquanto que oreceptor utiliza esse mesmo código para compreender a mensagem – o receptordecodifica a mensagem (é capaz de interpretar a mensagem, compreendê-la, dar-lhe umsignificado).Canal: é o suporte físico por meio do qual passa a mensagem do emissor para o receptor.O mais comum é o ar, mas existem outros - a carta, o livro, o rádio, a TV, a Internet, etc.Contexto: é o conjunto de variáveis que rodeiam e influenciam a situação decomunicação.Ruído: existe outro elemento fundamental que entra no processo de comunicação,designado ruído. Inclui tudo aquilo que perturba ou distorce o processo de comunicação.Os ruídos que adulteram a comunicação podem surgir em qualquer altura do processo ese tornam barreiras para uma comunicação eficaz. Em comunicação, um ruído é tanto umbarulho (fisicamente perceptível), como uma ideia ou sentimento que estejaperturbando a eficácia do processo comunicacional.Feedback: ou informação de retorno: é o que permite aferir a eficácia da comunicação ede que forma a mensagem está chegando ao interlocutor. Serve para corrigir deficiênciasou equívocos e reforçar a comunicação. Favorece a sintonia. É a mensagem que éenviada ao emissor e que lhe transmite como as suas comunicações e atitudesforam percebidas e sentidas pelo receptor. Sua eficácia é tanto maior quanto maiorfor a confiança existente entre os intervenientes. Mais adiante voltaremos a falar emfeedback.Fundamental para o sucesso da comunicação, a EMPATIA é importante tantona transmissão da mensagem como na percepção do feedback que nos chega.Essa capacidade de se colocar no lugar do outro, de forma a emitir umamensagem em um nível compatível a capacidade de percepção do interlocutor.
  8. 8. 2.2 Funções da Comunicação Informar; persuadir; motivar; educar; socializar; distrair;Busca-se, através da comunicação: influenciar outras pessoas; expressar sentimentos ou emoções; receber, pedir, dar ou trocar informações.2.3 Barreiras à ComunicaçãoFrequentemente, o processamento da comunicação é deficiente, como se entre oemissor e o receptor houvesse uma barreira, como se os dois estivessem se expressandoem línguas diferentes. Veja algumas barreiras à comunicação: utilização de linguagem não adequada; elementos perturbadores externos; divergências de valores e crenças; desinteresse; papéis sociais desempenhados; formação cultural divergente; indisponibilidade física ou psicológica (estresse, cansaço, mal-estar etc) palavras ambíguas; hostilidades; desmotivação.Estudos revelam que retemos certo percentual da informação a qual somosexpostos, dependendo também dos órgãos dos sentidos que a recebem.2.4 Efeitos do FeedbackEssencial na comunicação, o feedback (informação de retorno) pode ser usadoMuitas vezes ouvimos o que o outro não disse,ou os outros entendem o que não dissemos.
  9. 9. também para elogiar, esclarecer ou corrigir, porém sua função principal é certificar que amensagem foi corretamente interpretada, e avaliar a própria capacidade de transmitir oque desejávamos. Os efeitos positivos são: apoia e fomenta comportamentos corretos aos reconhecê-los; corrige comportamentos que não correspondem à intenção do emissor/grupo; clarifica as relações entre as pessoas e ajuda a compreender melhor o outro.Para que seja eficaz, é necessário que o feedback seja: aplicável, neutro,solicitado, oportuno, direto, específico e objetivo.2.5 Exercícios1. As placas de trânsito usam imagens para comunicar. Relacione cada placa amensagem que ela transmite.sentido obrigatóriopassagem de pedestreproibido estacionartrânsito de escolaresproibido virar à esquerdamão dupla2. Leia as tirinhas e responda o que se pede.Emissor: Receptor:Houve comunicação? Por quê?
  10. 10. Emissor: Receptor:Houve comunicação? Por quê?Emissor:Receptor:Mensagem:Código:Qual o significado de “pou”:Qual o significado deMônica entendeu a mensagem no doprimeiro quadrinho?Por quê?3. Linguagem e ElaboraçãoA linguagem escrita, e mesmo a oral, exige o cumprimentos de alguma
  11. 11. regras. Compreender como a língua funciona amplia as possibilidades deexpressão do indivíduo. Este capítulo vera sobre: (1) coerência e coesão textual; (2)língua portuguesa: dúvidas frequentes; (3) textos técnicos e acadêmicos.3.1 Coerência e Coesão TextualA coerência e a coesão textual estão tão ligadas que muitas vezes nãoconseguimos diferenciá-las, mas elas cada uma trata de um aspecto do texto emparticular.A coerência, do latim, cohaerentia que significa “estar preso junto a”, trata darelação que se estabelece entre as partes do texto para criar uma unidade de sentido,assegurando a não-contradição de sentidos entre as partes do texto, é ela queproporciona a unidade do texto. Portanto, está ligada a articulação do texto, a lógica que édesenvolvida na construção das ideias apresentadas no texto.A coesão, por sua vez, lida com o encadeamento linear das unidadeslinguísticas presentes no texto, funciona como auxiliar no estabelecimento dacoerência. Trata-se dos elementos textuais que desempenham o papel de ligar asideias umas às outras, formando um fluxo contínuo.3.1.1 Coerência TextualObserva-se dois tipos de coerência textual, sendo:Coerência extratextual: diz respeito à adequação do texto a algo que lhe é exterior, oconhecimento de mundo, como por exemplo a lei da gravidade, o carnaval no Brasil, oNatal em dezembro etc.Ex: O que mais gosto, em agosto, é ver as luzes de natal. (falta coerênciaextratextual, pois é de conhecimento público que o natal é em dezembro).Coerência intratextual: está vinculada ao conceito de verdade como pressuposição entreos enunciados; refere-se à não contradição entre as partes do texto.Ex.: A festa estava ótima, por isso fui embora cedo. (falta coerência intratextual, sea festa estava boa não justifica eu ter saído cedo).O estabelecimento de coerência em um texto depende de fatores, como: ocontexto; o gênero textual (dissertação, narração etc); o nível da linguagem (formalou informal); a narração, a argumentação; a linguagem figurativa, o aspectotemporal e o espacial.3.1.2 Coesão TextualUtiliza-se de elementos que possibilitam a conexão entre as palavras,expressões ou frases no texto. Dentre os mecanismos de coesão, destacamos:
  12. 12. Coesão por retomada ou antecipação: Anáfora – termo já usado é retomado à frente. Ex.: A empresa faliu. Mas ela nãoestava no vermelho. / Somos todos inteligentes. Isso é óbvio. Catáfora – termo cujo referencial está adiante. Ex.: Meu amigo disse isto: “não seinada!” Retomada (ou substituição) por palavra lexical: utilização de sinônimos(apelido = alcunha); de hiperônimos (flores - rosas, margaridas); de hipônimos (ipê,pinheiro – árvores), ou ainda de contiguidade (termos que pertencem ao mesmocampo semântico. Ex.: rio, correnteza, águas).Coesão sequencial: encadeamento de segmentos textuais. A sequência textual pode serestabelecida com ou sem o uso de conectores.Exemplos: Preciso sair. Tenho compromisso. (sem conectores)Ela é muito competente, por isso conseguiu a vaga. (com conectores).As conjunções desempenham pape importante na construção da coesãotextual, pois são unidades que tem por missão reunir orações num mesmoenunciado, ou seja, uma palavra que liga orações, estabelecendo alguma relaçãoentre elas. Essas relações podem ser de: (i) coordenação, quando reúnem oraçõesque podem aparecer separadas. Ex.: Pedro fez medicina, e Maria se prepara para amesma profissão. / Pedro fez medicina. / Maria se prepara para mesma profissão; ou (ii)subordinação, quando um enunciado perde a característica independente, deoração, para exercer um nível inferior da estruturação gramatical, em outraspalavras, ligam duas orações dependentes, subordinando uma à outra. Ex.:Soubemos que vai chover. (não é possível separar sem perder o sentido – Soubemos. /Vai chover.).As conjunções coordenativas apresentam cinco tipos: aditivas (adição): e, nem, mas também, como também, bem como, mas ainda; adversativas (adversidade, oposição): mas, porém, todavia, contudo, antes (= pelocontrário), não obstante, apesar disso; alternativas (alternância, exclusão, escolha): ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer; conclusivas (conclusão): logo, portanto, pois (depois do verbo), por conseguinte,por isso; explicativas (justificação): - pois (antes do verbo), porque, que, porquanto.As conjunções subordinativas apresentam dez tipos: causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que;
  13. 13.  comparativas: como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, (mais ou menos +)que; condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), amenos que; consecutivas (consequência, resultado, efeito): que (precedido de tal, tanto, tãoetc. - indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que, de sorte que, demaneira que, sem que; conformativas (conformidade, adequação): conforme, segundo, consoante, como; concessiva: embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, aindaque, mesmo que; temporais: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, mal (= logo que),até que; finais - a fim de que, para que, que; proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais (+tanto menos); integrantes - que, se.Observe, entretanto, que a função de interligar orações não é exclusiva dasconjunções, muitas vezes essa função é desempenhada por locuções conjuntivas,advérbios ou pronomes, também chamados operadores de sequenciação, a saber: marcam sequência temporal: depois, meses depois, uma semana antes, umpouco mais cedo etc.; marcam ordenação espacial: à esquerda, atrás, na frente, atrás etc.; especificam a ordem dos assuntos no texto: primeiramente, em seguida, aseguir, finalmente, por fim; introduzem um dado tema ou para mudar de assunto, na conversação: apropósito, por falar nisso, mas voltando ao assunto, fazendo um parêntese.Outro aspecto valoroso para construção de um texto coeso é a concordância.Na língua portuguesa, quando um adjetivo varia em gênero e número de acordo como substantivo/nome a que se refere, chamamos concordância nominal, já naocorrência de um verbo variar em número e pessoa de acordo com o seu sujeito,chamamos concordância verbal. Ex.: As minhas duas belas primas chegaram.Bela mulher e homem chegaram.Mulher e homem chegaram belos.Elas comeram muitas jacas.
  14. 14. Elas comeram muito.Elas são muito gulosas.Os alertas soaram às 12h.Os soldados ficaram alerta.Observe que: Ter/Haver – particípio regular (ado, ido).Ex.: tinha pegado, havia comidoDemais verbos – particípio irregular.Ex.: segue anexo, foi pego3.2 Língua Portuguesa: dúvidas frequentesNesta seção abordaremos as dúvidas mais frequentes no uso da línguaportuguesa.3.2.1 RegênciaNão use a mesma preposição para verbos que têm regências diferentes. Observeos exemplos a seguir:Ela viu o desfile e gostou dele.(correto)Ela viu e gostou do desfile. (errado)Muitos eleitores analisaram o candidato e votaram nele. (correto)Muitos eleitores analisaram e votaram no candidato. (errado)Ela planejou o evento e cuidou da realização dele. (correto)Ela planejou e cuidou da realização do evento. (errado)Com os verbos chegar e ir usamos a preposição “a”. Ex.: Fui ao cinema. /Chegaram a casa cedo.3.2.2 PontuaçãoPonto: empregado basicamente para indicar o término de um frase declarativa de umperíodo simples ou composto. Ex.: Desejo-lhe uma feliz viagem. / A casa, quase semprefechada, parecia abandonada, no entanto tudo no seu interior era conservado com primor.O ponto é também usado em quase todas as abreviaturas (fev. = fevereiro, hab. =habitante, rod. = rodovia). Quanto é empregado para encerrar um texto escrito recebe onome de ponto final.Ponto e vírgula: usado para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula,praticamente uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula. Geralmente, emprega-seo ponto-e-vírgula para: separar orações coordenadas que tenham um certo sentido ou aquelas que jáapresentam separação por vírgula. Ex.: Criança, foi uma garota sapeca; moça, era
  15. 15. inteligente e alegre; agora, mulher madura, tornou-se uma doidivanas. separar vários itens de uma enumeração. Ex.:Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;III - pluralismo de ideias e de concepções, e coexistência de instituições públicas eprivadas de ensino;IV - gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais;(Constituição da República Federativa do Brasil)Vírgula: representa uma breve pausa, é empregada para separar os elementos mencionados numa relação. Ex.: A nossa empresa estácontratando engenheiros, administradores e secretárias. / Rodrigo estava nervoso.Andava pelos cantos, e gesticulava, e falava em voz alta, e roía as unhas. para isolar o vocativo. Ex.: Filha, desligue já esse telefone! / Por favor, Mariana,venha até a minha sala. para isolar o aposto. Ex.: Sara, aquela mexeriqueira do oitavo andar, ficou presa noelevador. / Renato, meu colega de sala, nasceu em Miranorte. para isolar as orações adjetivas explicativas. Ex.: Vidas Secas, que é um romancecontemporâneo, foi escrito por Graciliano Ramos. para isolar palavras e expressões explicativas (a saber, por exemplo, isto é, oumelhor, aliás, além disso etc.). Ex.: Eles viajaram para a América do Norte, aliás,para os Estados Unidos. para isolar o adjunto adverbial antecipado. Ex.: Lá no sertão, as noites são escurase lindas. / Ontem à noite, fomos tá um restaurante Japonês. para isolar elementos repetidos. Ex.: Estão todos cansados, cansados de dar dó! para isolar, nas datas, o nome do lugar. Ex.: Porto Nacional, 22 de abril de 2013. para isolar os adjuntos adverbiais. Ex.: A multidão foi, aos poucos, avançando paraa praça. para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela conjunção e. Ex.:Você pode usar o meu carro, mas tome muito cuidado ao dirigir. / Não fui trabalharontem, pois estava doente. para indicar a elipse de um elemento da oração. Ex.: Foi uma grande confusão. Àsvezes gritava; outras, chorava. / Não se sabe ao certo. Jorge diz que ela sesuicidou, a família, que foi um acidente.
  16. 16.  para separar o paralelismo de provérbios. Ex.: Ladrão de tostão, ladrão de milhão. após a saudação em correspondência (social e comercial). Ex.: Com amor, /Atenciosamente, para isolar orações intercaladas. Ex.: Não lhe posso garantir nada, respondisecamente. não use vírgula antes do gerúndio que descreve o modo como algo foi feito ouantes de gerúndio que introduz uma ação simultânea à do verbo anterior. Ex.:Resolve os problemas profissionais mudando de emprego. / Gosto de dirigirouvindo música. use antes do gerúndio que introduz uma ação que é consequência da açãoexpressa pelo verbo anterior ou dá uma ideia de continuidade. Ex.:As nuvensse formaram aos poucos, cobrindo toda a cidade. / A ginástica reforça amusculatura, aumentando seu diâmetro. / Não gostava de viajar, perdendocom isso diversas oportunidades.3.2.3 Seu ou dele? Como evitar confusãoVeja o exemplo:José, Pedro levou o seu chapéu. (O chapéu é de José ou de Pedro?)José, Pedro levou o chapéu dele. (Com certeza o chapéu é de Pedro.)3.2.4 Este ou esse?Os pronomes demonstrativos este/esta/isto e esse/essa/isso, e flexões, sãousados quando o falante quer esclarecer a a que se refere, retomar conteúdos elocalizá-los no tempo e no espaço, desta forma atuando na articulação do texto. Em relação ao espaço: este/esta/isto indica proximidade do falante, enquantoesse/essa/isso indica proximidade do ouvinte. Ex.: Esta bolsa me pertence. (abolsa está mais próxima do emissor); Quando você comprou esse sapato que estáusando? (o casaco está mais próximo do ouvinte). Em relação ao tempo: usa-se este/esta/isto para referir a tempo presente, ou queainda não passou, ou ainda, futuro bem próximo. Esse/essa/isso é usado paraexpressar tempo passado ou futuro distante. Ex.: Nesta semana será anunciado ovencedor. (ainda não passou); Um dia desses fui visitá-lo. (passado). No discurso: os pronomes demonstrativos são elementos eficientes de coesãoentre o que foi ou irá ser dito. Usa-se este/esta/isto para adiantar o que se vai dizerou para remeter a um termo imediatamente anterior. Ex.: Você conhece estesversos: "Amo-te tanto meu amor..." / Não sei onde é para morar, na zona rural ouna zona urbana? Acho que esta (última = zona urbana) oferece mais opções. /
  17. 17. Quando falei com Ana, esta ficou muito feliz. Esse/essa/isso, por sua vez, refere-sea uma ideia ou oração já mencionados. Ex: A Terra gira em torno do Sol. Essemovimento é conhecido como translação. / O amor, o respeito e a gratidão devemfazer parte da vida do homem. Aquele (o amor), por impedir o ódio, esse (orespeito), por demonstrar educação e este (a gratidão) por promover asolidariedade. Na elaboração de cartas: este/esta/isto refere-se ao local em que a pessoa queescreve se encontra. Os pronomes demonstrativos esse/essa/isso referem-se aolocal em que se encontra o destinatário. Ex.: A administração deste município tem oprazer de convidar todos os moradores dessa cidade para participar da Festa doPequi.3.2.5 Estudo da CraseIndicada pelo acento grave (`), trata-se de um fenômeno que ocorre mediante afusão da preposição a com o artigo ou pronome a (a-preposição + a-artigo/pronome =à). Ex.: Fui à feira. / Fui àquele lugar. / As leis às quais obedecemos são justas. Artigo feminino – a / as; Pronome demostrativo – aquele / aquela / aquilo; Pronome relativo – a qual / as quais; Pronome demostrativo – a / as.Nunca ocorre crase diante de: palavras masculinas (Assisto a filme decomédia); de verbo (Voltaram a estudar depois de anos.); de expressões formadaspor palavras repetidas ou de mesmo campo semântico (Ficaram face a face. /Estudo de segunda a sexta).Sempre ocorre crase: na indicação de horas. Ex.: Chegamos às quatro da manhã.; nas locuções formadas com palavras femininas, sejam prepositivas (àprocura de, à moda de etc), conjuntivas (à medida que, à proporção que etc)ou adverbiais (às vezes, às pressas, à noite etc). Ex.: Estavam à espera deles./ Comprou à vista. / Eles chegaram à noite. / Saiu à francesa. (à francesa indica“à moda da França”). diante de nome de lugares observe. Ex.: Vou à Itália. - Volto da Itália / Vou aRoma. / Volta de Roma. Caso especifique o lugar usa-se a crase. Ex.: Vou à Romaantiga.A crase será facultativa:
  18. 18.  diante de nomes de mulheres. Ex.: Fez referência à Beatriz. / Fez referência aBeatriz. depois da preposição até. Ex.: Foram até a (à) biblioteca. diante de pronomes possessivos. Ex.: Levou o dinheiro à (a) nossafuncionária.3.2.6 Por que, por quê, porque ou porquê?Por que: em frases interrogativas (direta ou indireta) indicando “por que razão/motivo” ouquando for equivalente a pelo qual/pela qual/pelos quais/pelas quais. Ex.: Por que nãofez a tarefa? / Quero saber por que motivo não fez a tarefa. / Os caminhos por queandei. (Os caminhos pelos quais andei.).Por quê: na mesma situação do item anterior, desde que no final da frase. Ex.: Não veio àaula, por quê?Porque: usado para introduzir justificativa, pode ser substituído por “pois”. Ex.: Não fiz atarefa porque estava doente. ( Não fiz a tarefa, pois estava doente.).Porquê: é substantivo, usado depois de artigos, numerais, pronomes. Pode sersubstituído pelas palavras motivo, razão, causa Ex.: Quero saber o porquê da suaausência.3.2.7 Uso do hífenA Nova Reforma Ortográfica, trouxe algumas mudanças com relação ao uso dohífen, que mostraremos a seguir os casos em que emprega-se o hífen: quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesmavogal. Ex.: micro-ondas, anti-inflamatório, auto-observação, contra-atacar.Essa regra não se aplica para os prefixos co, pro e re. Ex.: coobriga, cooperativa,reeditar, proótico, coadquirido. diante de palavras iniciadas com h. Ex.: anti-higiênico, pre-histórico, co-herdeiro,extra-humano, super-homem. quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com amesma consoante. Ex.: inter-regional, sub-bibliotecário, super-resistente. com o prefixo sub diante de palavras iniciadas por r. Ex.:sub-regional, sub-reino. diante dos prefixos além, aquém, bem, ex, pós, recém, sem, vice. Ex.: mal-intencionado, mal-educado, bem-vindo, vice-presidente. com os prefixos circum e pan, diante de palavras iniciadas por vogal, m, n ou h.Ex.: pan-americano, circum-hospitalar. nos caos de ênclise e mesóclise. Ex.: entregá-lo, amar-te-ei, relacionando-o.
  19. 19.  com sufixos de origem tupi-guarani (açu, guaçu, mirim). Ex.: jacaré-açu, cajá-mirim – amoré-guaçu. ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação enaquelas que designam espécies botânicas e zoológicas. Ex.: azul-escuro,bem-te-vi, couve-flor, guarda-chuva, erva-doce, pimenta-de-cheiro.Casos em que o hífen não é empregado: quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogaldiferente. Ex.: autoavaliação, autoescola, infraestrutura, coautor, socioeconômico,aeroespacial, antiamericano. em algumas palavras que perderam a noção de composição. Ex.: mandachuva,paraquedas, paraquedista. em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais,prepositivas ou conjuntivas. Ex.: fim de semana, café com leite. Porém, aindapermanece em alguns casos. Ex.: água-de- colônia, água-de-coco, cor-de-rosa. quando a segunda palavra começar com r ou s, depois de prefixo terminado emvogal, essas consoantes são duplicadas. Ex.: antessala, antissocial, girassol,ultrassom, contrarreforma, autorretrato, minissaia, minissérie. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa porconsoante diferente. Ex.: anteprojeto, autopeça, contracheque, ultramoderno. quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ououtra consoante diferente. Ex.: hipermercado, hiperacidez, intermunicipal,subemprego, superinteressante, superpopulação. diante do advérbio mal, quando a segunda palavra começar por consoante, não seemprega o hífen. Ex.: malfalado, malgovernado, malpassado, maltratado,malvestido.3.2.8 Pronomes de tratamentoPersonalidades Tratamento Abreviatura No envelope VocativoPresidente da República;Presidente do Supremo TribunalFederal do Congresso NacionalExcelência; VossaExcelência; SuaExcelênciaSó por extenso ExcelentíssimoSenhorSenhorPresidenteDeputados; Senadores;Governadores; Embaixadores;Ministros; Generais; PrefeitosExcelência; VossaExcelência; SuaExcelênciaV. Ex.ª; V. Exa.;V. Ex.as; S. Ex.ª;S. Exa.; S. Ex.asExmo. Sr.Exmos. Srs.Senhor(mais título)Oficiais superiores e subalternos;Diretores de repartições eempresas; chefes de serviço,pessoas de cerimôniaSenhor; VossaSenhoria; SuaSenhoria;V. S.ª; V. Sa.;V. S.as; S. S.ª;S. Sa.; S. S.asIlmo. Sr.Ilmos. Srs.Senhor(mais título)Reitor de universidade Magnificência; VossaMagnificênciaV. Mag.ª; V.Maga.; V.Exmo. Sr.Exmos. Srs.MagníficoReitor
  20. 20. Mag.asJuízes de Direito Meritíssimo; VossaExcelência; SuaExcelênciaV. Ex.ª; S. Ex.ª Exmo. Sr.Exmos. Srs.MeritíssimoJuizObs.: usamos Vossa quando estamos nos dirigindo diretamente à pessoa e Sua quandoo tratamento não é direto.3.2.9 Futuro do subjuntivo:Geralmente se faz muita confusão ao usar alguns verbos no futuro do subjuntivo.Observe como ficam alguns desses verbos no futuro do subjuntivo. Se o governo mantiver... (verbo manter) Se ele repuser as mercadorias.. (verbo repor) Se ela vir vocês... / Se eles virem os preços... (verbo ver) Quando eu tiver... (verbo ter) Se eu quiser... (verbo querer) Se eu fizer (verbo fazer) Quando ele vir aqui... (verbo vier)3.2.10 Uso de palavrasOnde: apesar da norma padrão limitar a utilização de onde a aspectos relativos alugar, seu uso tem se disseminado em uma infinidade de situações inadequadas. “A criança começa a frequentar a escola com 6 ou 7 anos. É uma idademaravilhosa, onde o garoto ainda está descobrindo a vida e necessita de umaorientação". Aqui a palavra onde foi empregada indevidamente, já que refere-se à"idade maravilhosa" (não um lugar). Para corrigir, substitua a palavra onde por emque. "A criança começa a frequentar a escola com 6 ou 7 anos. É uma idademaravilhosa, em que o garoto ainda está descobrindo a vida e necessita de umaorientação". “No Brasil, onde milhões de crianças trabalham nas lavouras, nas carvoarias enos canaviais, a exploração da mão-de-obra infantil já se tornou um graveproblema social”. Neste caso, a palavra onde (refere-se a um lugar) foi antecedidade um adjunto adverbial de lugar: condição necessária, para que tal palavra sejausada.Mas ou mais? mas atua como uma conjunção coordenada adversativa, devendo ser utilizadaem situações que indicam oposição, sentido contrário. Ex.: Esforcei-mebastante, mas não consegui tirar notas boas.
  21. 21.  mais se classifica como pronome indefinido ou advérbio de intensidade,geralmente opondo-se a menos. Ex.: Ele escolheu a camiseta mais cara da loja. /Não falo mais com você.Mal ou mau? mal pode ser usado com substantivo, relativo a doença; advérbio,caracterizando erro ou irregularidade; e como conjunção, indicando tempo.Sempre com o sentido oposto a bem. Ex.: Ela se comportou mal (bem) durantea palestra. mau exerce a função de adjetivo, opõe-se a bom. Ex.:Pedro é mau (bom) aluno.Há ou a? Com relação ao tempo. há é usado em situações que indicam tempo transcorrido. Ex.: Há dias que não ovejo! / As inscrições se encerraram há dois dias. a é empregado em situações que indicam tempo futuro. Ex.: Viajarei daqui a doisdias. / Nos encontramos no restaurante daqui a pouco.Às vezes ou as vezes? às vezes é uma locução adverbial de tempo, que significa de vez em quandoEx.: Às vezes caminho pela praia. as vezes junção do artigo definido + substantivo, que significa os momentos.Ex.: Todas as vezes que precisei, ele estava lá para me amparar.Imigrar, emigrar ou migrar? imigrar, significa a entrada de estrangeiros no próprio país. Ex.: Após acatástrofe, muitos haitianos imigraram para o Brasil na esperança dereconstruir suas vidas. emigrar, significa sair do próprio país para um outro. Ex.: Há muitosbrasileiros emigrando para a Europa. migrar, significa mudar de uma região para outra dentro de um mesmo país.Ex.: A falta de trabalho leva muitas pessoas a migrarem para as cidadesgrandes.Meio ou meia? meio com função de advérbio é invariável, e significa um pouco, mais oumenos. Ex.: Elas ficaram meio assustadas ontem. meia tem o sentido de metade, e concordará em gênero com o substantivo. Ex:
  22. 22. Nos encontraremos hoje ao meio dia (gênero masculino) / Ele é a única pessoaque conheço que se satisfaz com meia maçã (gênero feminino) – nesses doiscasos tem sentido de metade.Pluvial ou fluvial? pluvial, referente à chuva, que provém dela. fluvial, referente ao rio, próprio do rio ou que vive no rio.Havia ou haviam?O verbo haver, no sentido de existir ou ocorrer, é impessoal, por isso é usadosempre no singular (há, houve, havia, houvera, houver, houvesse etc.). A mesma regravale para os auxiliares do verbo haver (deve haver, pode haver, vai haver, há de haveretc). Ex.: Há muitas formas de fazer a mesma coisa. / No seu bolso, os policiaisencontraram dois relógios de luxo, da marca Rolex. Na casa dele, havia outros 14relógios.O verbo haver pode admitir o sujeito, mas isso geralmente ocorre em situaçõesformais ou aquelas em que é empregado como auxiliar: Ex.: Eu hei de vencer. / Eleshaverão de entender isso em algum dia.Onde ou aonde? aonde resulta da combinação a + onde, indicando movimento para algum lugar. Éusada com verbos que também expressem movimento. Ex.: Aonde você vai comtanta pressa? onde, por sua vez, indica permanência (lugar em que algo acontece ou está),portanto,aplicável a verbos que denotam essa característica (estado oupermanência). Ex.: Onde você mora? / A cidade onde nasci é bem pequena.Afim e a fim afim indica semelhança, portanto traz a ideia de afinidade. Ex.: Na faculdade deengenharia estudamos matemática e disciplinas afins. a fim, por sua vez, indica finalidade. Ex.: Estudo a fim de obter boas notas. / Elaestá a fim de você.Sessão, cessão ou seção? sessão: refere-se a espaço de tempo de uma reunião deliberativa, umespetáculo de cinema, teatro etc. Ex.: A sessão demorou muito a começar, mas ofilme valeu a pena. / A sessão terá como objetivo aprovar ou não a nova lei doestudante. cessão: tem um único significado: ceder, transferir algo, dar posse de algo aoutrem. Ex.: A cessão de suas terras foi aceita. / Autorizei a cessão dos materiais
  23. 23. à instituição que os solicitou. seção: significa o mesmo que secção, ou seja, ato ou efeito de repartir, divisão derepartições públicas, parte de um todo, departamento. Ex.: Cada seção desteprojeto deve ser analisada cuidadosamente. / Para nos enviar uma mensagemclique na seção contato.3.4 Exercícios1. Até ____ poucos dias, os preços desse produto estavam sujeitos ____ grandesoscilações no mercado.( ) à, a ( ) a, à ( ) há, a ( ) à, à2. A frase em que o uso da crase está incorreto é:(a) O professor dirigiu-se à sala.(b) Fez uma promessa à Nossa Senhora.(c) À noite não gosto de ler.(d) Referiu-se àquilo que viu.3. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.Quando, ____ dois dias, disse____ ela que ia ____ Europa para concluir meus estudos,pôs-se ____ chorar.( ) a - a - a – a ( ) há - à - à – a ( ) há - a - à – a4. Preencha corretamente as lacunas, seguindo a ordem fraseológica.____ três semanas, cheguei ____ Lisboa; daqui ____ três dias farei uma excursão ____França; depois farei uma visita ____ ruínas da Itália; de lá regressarei ____ São Paulo.( ) Há, à, há, a, as, à ( ) A, a, a, a, às, a( ) Há, a, a, à, às, a ( ) Há, a, há, à, às, a5. Decida quando a crase será ou não usada.a. ______ noite, todos os operários voltaram ______ fábrica e só deixaram o serviço______ uma hora da manhã.b. No território nacional, ______ estatísticas o demonstram: ______ cada trinta minutosuma pessoa sucumbe ______ tuberculose.6.Complete com a forma correta (porque, porquê, por que, por quê).a. Quero saber ______________ estou assim.b. Foi reprovado e não sabe ______________.c. ______________ você está tão aborrecida?d. Não vais à aula ______________?e. Reagi à ofensa ______________ não sou covarde.f. Ignora-se o ______________ da sua renúncia.g. São ásperos os caminhos ______________ passei.h. Não saí de casa, ______________ estava doente.i. Não foi ao baile, ______________ não tinha roupa.
  24. 24. j. Quero saber ______________ não me disse a verdade.k. Quero saber ______________ foste reprovado.l. ______________ os países vivem em guerra?m. Quero saber o ______________ de sua decisão.n. ______________ sinais o reconheceram?o. Não sei ______________ motivo ele deixou o emprego.p. Ele não viajou ______________?q. Ester é a mulher ______________ vivo.r. Eis ______________ o trânsito está congestionado.7. Com relação ao uso do hífen, marque a opção correta.a. Alexandre sabe saltar de ____.( ) paraquedas ( ) para quedas ( ) para-quedasb. O seu ____ é muito estressante.( ) dia a dia ( ) dia a diac. Seja ____!( ) bem-vindo ( ) bemvindo ( ) bem vindod. Encontrei um lindo ____ na florista.( ) copo - de- leite ( ) copo de leitee. Fez um esforço ____ para vencer o campeonato.( ) sobrehumano ( ) sobre-humano ( ) sobre humanof. Ela é muito ____.( ) mal educada ( ) maleducada ( ) mal-educadag. Ele é seu ____.( ) super-herói ( ) super-herói ( ) superheróih. A aeromoça estava esperando na ____.( ) ante-sala ( ) antessala ( ) ante sala8. Leia os textos a seguir e responda às questões:Texto 1 - A LuaA Lua (do latim Luna) é o único satélite natural da Terra, situando-se a umadistância de cerca de 384.405 km do nosso planeta. Seu perigeu máximo é de 356.577km, e seu apogeu máximo é de 406.655 km.Segundo a última contagem, mais de 150 luas povoam o sistema solar: Netuno écercado por 13 delas; Urano por 27; Saturno tem 60; Júpiter é o que tem mais até então epossui 63. A Lua terrestre não é a maior de todo o Sistema Solar - Ganimedes, uma dasluas de Júpiter, é a maior [1] - mas nossa Lua continua sendo a maior proporcionalmenteem relação ao seu planeta. Com mais de 1/4 do tamanho da Terra e 1/6 de suagravidade, é o único corpo celeste visitado por seres humanos e onde a NASA (sigla eminglês de National Aeronautics and Space Administration) pretende implantar bases
  25. 25. permanentes. (Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Lua)Texto 2 - A luaTu és a lua, linda, branca iluminada,E como ela é minha namorada, que vejo, admiroE me ilumina toda noite;Tu és a Lua, minha Lua brilhanteMinha inspiração, meu sonho,Que me invade e me fascina a cada instante.a. Identifique o(s) tema(s) abordado(s) nos textos 1 e 2.b. Quanto à linguagem utilizada pelos autores dos dois textos, identifique se é conotativaou denotativa. Justifique sua resposta.9. "Como a natureza, é capaz de preservar os ganhos e erradicar os erros para continuara existir."; a forma EQUIVOCADA de reescrever-se esse mesmo segmento é:(a) É capaz, como a natureza, de preservar os ganhos e erradicar os erros para continuara existir;(b) Como a natureza, para continuar a existir, é capaz de preservar os ganhos e erradicaros erros;(c) Para continuar a existir, é capaz de preservar os ganhos e erradicar os erros, como anatureza;(d) É capaz de preservar os ganhos, como a natureza, e erradicar os erros para continuara existir;(e) É capaz de preservar os ganhos e erradicar os erros, como a natureza, para continuara existir.10. “A diminuição dos processos normais de metabolismo e crescimento economizaenergia...” equivale a “a energia é economizada ao se reduzirem os processos normais demetabolismo e crescimento”; o item abaixo em que as duas frases NÃO se equivalem é:(a) O governo criou a cesta básica para ajudar os pobres.O governo pretende ajudar os pobres, criando a cesta básica.(b) Os alunos estão mais contentes hoje do que ontem.Os alunos estavam menos contentes ontem do que estão hoje.(c) Melões estão na promoção: compre dois a R$l,00 cada e leve outro de graça.Melões estão na promoção, três por R$2,00.(d) O aluguel é de R$10,00 por volta na pista, a qualquer hora.Não há momento em que a taxa por volta na pista seja diferente de R$l0,00.(e) O quadrado é azul com manchas vermelhas dentro.
  26. 26. O objeto azul é um quadrado com manchas vermelhas dentro.11. O sentido de "...o autor de um bom manual de aritmética para o ensino médio não énecessariamente um intelectual, mas, se ele escrever esse livro adotando critériospedagógicos inovadores e eficazes, pode ser" fica profundamente alterado com asubstituição de "se ele escrever esse livro" por:(a) caso ele escreva esse livro;(b) conquanto ele escreva esse livro;(c) desde que ele escreva esse livro;(d) uma vez que ele escreva esse livro;(e) escrevendo ele esse livro.12. O sentido de “associará a felicidade ao exercício das virtudes, que, embora árduo,compele os homens a se defrontar com a realidade” sofre profunda alteração se oenunciado for reescrito do seguinte modo:(a) associará a felicidade ao exercício das virtudes, que, conquanto árduo, compele oshomens a se defrontar com a realidade;(b) associará a felicidade ao exercício das virtudes, que, sendo árduo, compele todavia oshomens a se defrontar com a realidade;(c) associará a felicidade ao exercício das virtudes, que é árduo, sim, contudo compele oshomens a se defrontar com a realidade;(d) associará a felicidade ao exercício das virtudes, que, árduo, compele por isso mesmoos homens a se defrontar com a realidade;(e) associará a felicidade ao exercício das virtudes, o qual, árduo que seja, compele aindaassim os homens a se defrontar com a realidade.13.Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo.O fenômeno da globalização econômica ocasionou uma série ampla e complexa demudanças sociais no nível interno e externo da sociedade, afetando, em especial, o poderregulador do Estado. _________________ a estonteante rapidez e abrangência_________ tais mudanças ocorrem, é preciso considerar que em qualquer sociedade, emtodos os tempos, a mudança existiu como algo inerente ao sistema social.(Adaptado de texto da Revista do TCU, nº82)(a) Não obstante – com que(b) Portanto – de que(c) De maneira que – a que(d) Porquanto – ao que(e) Quando – de que14. Leia o texto a seguir e assinale a opção que dá sequência com coerência e coesão.Em nossos dias, a ética ressurge e se revigora em muitas áreas da sociedade industrial epós-industrial. Ela procura novos caminhos para os cidadãos e as organizações,encarando construtivamente as inúmeras modificações que são verificadas no quadroreferencial de valores. A dignidade do indivíduo passa a aferir-se pela relação deste comseus semelhantes, muito em especial com as organizações de que participa e com a
  27. 27. própria sociedade em que está inserido.(José de Ávila Aguiar Coimbra – Fronteiras da Ética, São Paulo, Editora SENAC, 2002)(a) A sociedade moderna, no entanto, proclamou sua independência em relação a essepensamento religioso predominante.(b) Mesmo hoje, nem sempre são muito claros os limites entre essa moral e a ética, poisvários pensadores partem de conceitos diferentes(c) Não é de estranhar, pois, que tanto a administração pública quanto a iniciativa privadaestejam ocupando-se de problemas éticos e suas respectivas soluções.(d) A ciência também produz a ignorância na medida em que as especializaçõescaminham para fora dos grandes contextos reais, das realidades e suas respectivassoluções.(e) Paradoxalmente, cada avanço dos conhecimentos científicos, unidirecionais produzmais desorientação e perplexidade na esfera das ações a implementar, para as quais sepressupõe acerto e segurança.15. Reescreva o texto a seguir para que fique coerente e coeso.Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum eleva de importância e gravidade quenem a educação. Nem os econômico pode disputar a primazia nos planos dereconstrução nacional. Pois, se a evolução dos país depende de suas condiçõeseconômicas, é impossível desenvolver a econômicas ou a produção sem o preparointensivo das forças culturais.16. Os trechos abaixo compõem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os para quecomponham um texto coeso e coerente e indique a opção correta.( ) O primeiro desses presidentes foi Getúlio Vargas, que soube promover, com êxito,o modelo de substituição de importações e abriu o caminho da industrialização brasileira,colocando, em definitivo, um ponto final na vocação exclusivamente agrária herdada dosidos da colônia.( ) O ciclo econômico subsequente que nos surpreendeu, sem dúvida, foi amodernização conservadora levada à prática pelos militares, de forte coloraçãonacionalista e alicerçado nas grandes empresas estatais.( ) Hoje, depois de todo esse percurso, o Brasil é uma economia que mantém aenorme vitalidade do passado, porém, há mais de duas décadas, procura, sem encontrar,o fio para sair do labirinto da estagnação e retomar novamente o caminho do
  28. 28. desenvolvimento e da correção dos desequilíbrios sociais, que se agravam a cada dia.( ) Com JK, o país afirmou a sua confiança na capacidade de realizar e pôdenegociar em igualdade com os grandes investidores internacionais, mostrando, na prática,que oferecia rentabilidade e segurança ao capital.( ) Em mais de um século, dois presidentes e um ciclo recente da economia atraíramas atenções pelo êxito nos programas de desenvolvimento.( ) Juscelino Kubitschek veio logo depois com seu programa de 50 anos em 5,tornando a indústria automobilística uma realidade, construindo moderna infra-estrutura epromovendo a arrancada de setores estratégicos, como a siderurgia, o petróleo e aenergia elétrica.(Emerson Kapaz, “Dedos cruzados” in: Revista Política Democrática nº 6, p. 39)17. Os fragmentos abaixo, adaptados de VEJA, 13/2/2002, constituem um texto, masestão ordenados aleatoriamente.I. Para chefes, o caso é ainda mais complexo. Os que acham que seus subordinadosnunca entendem o que eles falam precisam ficar atentos à própria conduta. Talvez oproblema seja tanto de habilidade quanto de falta de comunicação.II. E você? Está pronto para coordenar uma equipe ou para relatar a um grupo aspropostas de seu departamento? Se a resposta é não, cuide-se. Corra atrás de cursos deliderança, compre livros que lhe ensinem a expressar suas ideias claramente.III. O caixa da agência bancária é o mais indicado para liderar a equipe que vai proporalteração no desenho da área de atendimento ao público, onde ficam as filas. O faxineirodeve tomar a frente do pessoal que decidirá o local mais adequado para estocar materialde limpeza.IV. Competência técnica é só um ingrediente necessário à liderança. Um bomcoordenador tem de conseguir explicar como a tarefa sob seu controle vai contribuir paraos resultados da companhia, ou da instituição.Considerando que a organização de um texto implica a ordenação lógica e coerente deseus fragmentos, julgue os itens a seguir quanto à possibilidade de constituíremsequências lógicas e coerentes para os fragmentos acima. Duas respostas são possíveis.( ). I, II, IV, III.( ) I, III, II, IV.( ) II, III, IV, I.( ) III, I, II, IV.( ) IV, III, I, II.18. Complete os trechos a seguir com informações coerente que correspondem à ideiaexpressa pelo conectivo.
  29. 29. a. Muitas escolas brasileiras não apresenta, sequer, condições mínimas defuncionamento, portantob. Quase todos reconhecem que a leitura é muito importante para nosso desenvolvimentointelectual, entretantoc. É noticiado, praticamente todo dia, estarem abertas vagas no mercado de trabalho,logod. Devemos nos portar como cidadãos conscientes de nosso papel na sociedade, por isso19. Complete as lacunas escolhendo uma das expressões entre parêntesis.a. Direi a ele só daqui __________ alguns dias (a, há)b. Ninguém poderá sair do recinto, __ foi a frase que todos ouvimos do chefe. (esta, essa)c. Nós vamos ao cemitério __________ nosso avô foi enterrado. (onde, aonde)d. Por que você está tão __________-humorado. (mal, mau)e. __________ meu amigo, aqui, não é traidor! (este, esse)f. __________ nadaremos nessa praia. (onde, aonde)g. Eu não amo __________ você. (mais, mas)h. __________ me sinto tão sozinho. (as vezes, às vezes)i. Em véspera de prova fico __________ ansiosa.j. __________ sempre muitas perguntas e nenhuma resposta. (haviam, havia)4. Textos Técnicos e AcadêmicosAs demandas sociais atuais requerem cidadãos capazes de exercer plenamente asua cidadania. O que implica em saber analisar criticamente as realidades sociais eorganizar a ação para intervir nessa realidade, saber agir utilizando a informação.No mundo da informação isso significa saber lidar com a informação (de diversasnaturezas - matemática, científica, filosófica, artística, religiosa etc) que vem de inúmerasfontes (mídia impressa, radio e televisão, meio acadêmico, internet etc).Em uma sociedade letrada, obter informações, analisá-las criticamente, saberdivulgá-las e agir utilizando essas informações passa pelo domínio da linguagem. Assimcomo a leitura, a produção de textos escritos é uma prática de linguagem e, como tal,uma prática social.O que implica que em várias circunstâncias da vida escrevemos textos, ou nosexpressamos oralmente, para diferentes interlocutores, com distintas finalidades, nosmais diversos gêneros, para circularem em espaços sociais distintos.Apresentar-se-á nesta seção alguns gêneros textuais escritos (memorando,
  30. 30. ofício, relatório) e o seminário, que mistura expressão escrita e apresentação oral.4.1 Memorando e OfícioMemorando: é uma espécie de correspondência empresarial/institucional de caráterbreve, utilizado para informações de rotina. Embora quase que exclusivamente deuso interno, também pode ser usado na modalidade externo (menos usual). Trata-sede uma correspondência formal, porém sem exigir o uso de terminologiacerimoniosa (atenciosamente, respeitosamente, prezado senhor).É um modo de comunicar políticas, decisões e instruções internas. Observe queusualmente (1) trata-se um só assunto em cada memorando; (2) a empresa ou repartiçãopoderá ter um impresso próprio para memorando, com diagramação adequada, logotipoOfício: é uma correspondência oficial emitida por uma autoridade, ou órgão público, aoutra autoridade, órgão público ou particular. Dentre suas funções destaca-se (1) prestarou solicitar esclarecimentos/informações; (2) comunicar decisões; (3) justificar ações oudecisões; (4) registrar ou informar ocorrências de fatos na instituição; (5) solicitar obras eorçamentos; e (6) convidar para solenidades públicas.Este tipo de correspondência pode transitar interna ou externamente. Deveser feita em duas vias, uma será enviada e a outra arquivada. O texto deve ser claroe objetivo, para garantir a qualidade da comunicação, não conter rasuras ou errosgramaticais e ortográficos. Observe que ao final do texto, geralmente usamos aexpressão atenciosamente, esta expressão deve ser substituída por respeitosamente,caso se destine a um superior hierárquico. Caso tenha vários parágrafos, estes podemvir numerados, lembre-se de não numerar nem o primeiro nem o último parágrafos.4.1.1 Modelo de memorando e ofícioMEMORANDOMEMORANDO SA-EGH nº 019/2013 Niterói, 04 de abril de 2013.Ao: Diretor do Instituto de LetrasAssunto: Utilização de Auditório do ICHFEm atendimento ao pedido de informações feito por V.Sª, informamos que há umprazo de 30 dias de antecedência para a solicitação de uso do Auditório do ICHF.
  31. 31. Quanto à avaliação da solicitação, será feita pelo Diretor que utiliza critériosindicados pelo Colegiado do Instituto.Atenciosamente,Elisa Viana CarvalhoSecretária - SIAPE 000111Encaminhado pela GRDP n.º 019/2013, de 04/04/2013.OFÍCIOOFÍCIO GHT nº 019/2013Assunto: visita técnica. Niterói, 04 de abril de 2013.Senhor DiretorVimos por meio deste ofício agradecer à V.Sa. pela atenção dispensada pelaequipe do CLAHA aos representantes deste Departamento, quando da visita técnica nodia 02 de fevereiro próximo passado, durante a qual foram recebidos pela Coordenadorade Serviços Cooperativos.Esperamos nesta nova Chefia do Departamento de História da UFF, intensificar asrelações de cooperação mútua com a CLAHA.Aproveitamos para parabenizá-lo pela posse, no próximo dia 14 de março, nocargo de Diretor do Centro Latino Americano de História Antiga - CLAHA, e desejamospleno êxito de seus objetivos.Atenciosamente,Henrique Augusto Borges de Sá
  32. 32. Chefe do Departamento de HistóriaAoIlmo Sr. José Pedro de Sousa MartinsDiretor do Centro Latino Americano em História AntigaRua Cairaricupi, 268São Paulo/SPCEP: 060021-6034.2 SeminárioTrata-se de um gênero textual oral que demanda do(s) expositor(es) o uso, comeficácia, da linguagem oral, assim como dos recursos materiais. Por isso, é fundamentalque o trabalho seja planejado e organizado.Visa transmitir com eficácia as informações pesquisadas; utilizar a lógica e aorganicidade para construir o texto formal; utilizar a lógica e a capacidade de síntese paraelaborar um esquema orientador da fala; e utilizar bem os recursos tecnológicosdisponíveis (filmadora, TV, DVD, projetor de multimídia, banner, handout etc).Caso seja preparado em grupo, todos os envolvidos devem ter domínio dosconteúdos a serem apresentados. Para tanto é necessário que todos participem de todasas etapas que envolvem a preparação do Seminário.As etapas de preparação de uma seminário envolvem: Fazer o levantamento da literatura sobre o tema (biblioteca, internet e outrasfontes); Ler o material e discutir em conjunto as questões mais importantes; Elaborar o trabalho escrito em grupo (não dividir em partes); Selecionar o que é mais relevante para ser apresentado e designar a função decada um, caso em grupo (observar o tempo disponível); Determinar os recursos a serem utilizados; Designar as tarefas de cada um para a preparação do seminário. Organizar a sala de forma a facilitar o trabalho do grupo que fará o seminário; Garantir que o público possa ver e ouvir o(s) apresentador(es) sem problemas; Círculo ou semicírculo pode ser usado quando a apresentação prever debate; Postura individual e em grupo – todos devem estar atentos ao que está sendoapresentado por um dos membros do grupo;
  33. 33.  Definir roupas, penteado e acessórios a serem usados na apresentação; Saber posicionar-se frente ao público.No momento da apresentação observar: Direção do olhar e tom de voz; Falar para todos os ouvintes; Não ficar de costas para os ouvintes; Não andar na frente dos recursos que estiverem sendo utilizados; Não utilizar termos como “tipo assim...” ou “né...”; Abrir o seminário apresentando o grupo e o tema; Apresentar os objetivos do tema trabalhado; Após, introduzir o tema e delimitar o assunto dentro do tema. Ex.: O assunto deminha exposição será.... / Abordarei nesta exposição alguns aspectos sobre...; Desenvolver o tema (apresentar em uma sequência lógica); Finalizar a apresentação (concluir o tema); Abrir ao público para perguntas com o objetivo de desencadear umadiscussão/reflexão entre os participantes; Sempre mencionar o(s) autor(es) e as fontes citada(s).O projetor de multimídia é uma excelente opção para organizar a fala. No caso deoptar por esse recurso, na preparação de seus slides atente-se para os seguintes : Planeje seus slides; Troque textos por imagens; Fale mais e escreva menos; Fontes legíveis são essenciais ; Abuse da simplicidade; Ler o conteúdo dos slides? Jamais!; Postura é essencial; Fale com clareza.4.3 RelatórioUm relatório é uma exposição escrita de um conjunto de informações utilizadopara reportar resultados parciais ou totais de uma determinada atividade, experimento,pesquisa, projeto, ação, ou outro evento. É composto de elementos pré-textuais (capa,folha de rosto, resumo, sumário); textuais (introdução, revisão teórica, procedimentos
  34. 34. metodológicos, resultados, discussão dos resultados, sugestões e recomendações,conclusão, referências); o pós-textuais (apêndice e anexos).A seguir são listadas as regras gerais de apresentação/formatação de um relatório: papel A4; margens esquerda e superior de 3 cm e margens direita e inferior de 2 cm; espaçamento entre linhas de 1,5; fonte tamanho 12 (citações de mais de 3 linhas, notas de rodapé, paginação elegendas devem ser digitadas em tamanho menor e uniforme – 10 ou 11); os títulos das seções primárias devem iniciar em folhas distintas; a contagem de páginas se inicia a partir da folha de rosto (a capa não entra nacontagem), porém o número só aparece a partir da introdução.Vejamos agora cada parte do relatório e suas características:CapaFolha de rostoResumo: apresentação concisa dos pontos relevantes, não deve ultrapassar 500palavras. Identifique também 3 a 4 palavras-chave, que representam o conteúdo dotexto.SumárioIntrodução: é a parte inicial do texto, que contem informações objetivas para situaro tema do trabalho, tais como delimitação do assunto, objetivos da pesquisa. Nãodeve parafrasear o resumo, nem dar detalhes sobre a teoria, os métodos e osresultados, ou antecipar a conclusão e recomendações.Revisão teórica/bibliográfica: de acordo com o tipo de trabalho você realizará arevisão teórica ou a bibliográfica. A primeira explicita o estado da arte, situa asteorias acerca do tema na atualidade, já a segunda .apresenta estudos e pesquisassobre o mesmo tema.Procedimentos metodológicos: indica os processos adotados no estudo/pesquisa,bem como narra a experiência, aqui destaca-se os materiais e a aparelhagemutilizados. Deve-se apresentar esses dados no relato de forma lógica e cronológica.Resultados: aqui faz-se a apuração dos resultados imediatos, é recomendávelestabelecer uma relação entre os resultados e a teoria estudada.Discussão dos resultados: trata da exposição e interpretação dos resultados, é umaparte argumentativa do relatório, portanto exigirá visão analítica.Sugestões e recomendações: esta parte deve ser incluída apenas quando hánecessidade de estabelecer algumas recomendações, em muitos casos este item é
  35. 35. integrado à conclusão.Conclusão: aqui retoma-se o referencial teórico, os objetivos, a prática e asdiscussões, no intuito de fazer um “balanço geral”.ReferênciasApêndice: textos ou documentos elaborados pelo autor do trabalho, identificadospor letras e títulos (Apêndice A – título).Anexos: textos ou documentos não elaborados pelo autor do trabalho, tambémidentificados por letras e títulos (Anexo A - título)4.4 Exercícios1. Elabore um memorando interno, comunicando a alteração de horários no setor devendas na época do Natal. Exponha o motivo da alteração, bem como os novos horários.2. Elabore um ofício com o seguinte teor: O Excelentíssimo Prefeito de PortoNacional solicita, em ofício, ao Excelentíssimo Governador, a reforma do HospitalPúblico.3. No primeiro período vocês desenvolveram um projeto de pesquisa. Agora reúna ogrupo de desenvolveu esse trabalho, e junto com seus colegas prepare umseminário para apresentar este projeto a todo o grupo.
  36. 36. ReferênciasBECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa: 37ª edição revista, ampliada e atualizadapelo novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.CUNHA, C. Uma política do Idioma. Rio de Janeiro: São José, 1968.FÁVERO, L.L.; ANDRADE, M.L.C.V.; AQUINO, Z.G.O. Oralidade e escrita: perspectivaspara o ensino de língua materna. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2012.MENO, C.M. Comunicação e Linguagem Técnica. Cuiabá: Editora UFMT, 2009.

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