Apresentação1

304 views

Published on

Published in: Education
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
304
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
5
Actions
Shares
0
Downloads
2
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Apresentação1

  1. 1. Ciência e Tecnologia nos países em desenvolvimento
  2. 2. Pesquisa-produção <ul><li>Nos países em desenvolvimento, de uma forma geral, há um desajuste entre o âmbito no qual ocorre a produção do conhecimento e o âmbito de aplicação dos conhecimentos produzidos, </li></ul><ul><li>Isso resulta em uma debilidade da interação pesquisa-produção. </li></ul>
  3. 3. Como vencer esse desajuste? <ul><li>Romper com a visão predominante após a 2ª Guerra Mundial, em que a relação entre ciência, tecnologia e desenvolvimento se desenvolvem de forma linear. </li></ul><ul><li>Particularmente no caso brasileiro há 3 enfoques que buscam questionar essa visão e estabelecer propostas em ciência e tecnologia: </li></ul>
  4. 4. O enfoque evolucionário <ul><li>É o mais difundido e parte de formulações teóricas geradas nos países centrais; </li></ul><ul><li>Destaca as inovações tecnológicas como principais elementos promotores do desenvolvimento econômico e social (determinismo tecnológico); </li></ul><ul><li>Centrado no papel da empresa capitalista. </li></ul>
  5. 5. Educação, Ciência e Tecnologia <ul><li>As questões de ordem macroeconômicas e sociais – dívida externa, comércio internacional e distribuição de renda– determinam a qualidade da educação, da ciência e tecnologia, e o tipo de cultura que refletem as relações de dominação imperialista no país. </li></ul>
  6. 6. Por que países subdesenvolvidos? <ul><li>A condição do subdesenvolvimento, caracterizado pelo desemprego elevado, pelo alto índice de analfabetismo e por tudo que compõe a estagnação econômica e social, não é casual, mas sim produto da ação política deliberada de países que definem as relações de dominação e dependência comuns na integração centro-periferia </li></ul>
  7. 7. Subdesenvolvimento, ciência e tecnologia <ul><li>O país teve crescimento econômico negativo nas últimas décadas. </li></ul><ul><li>A compreensão equivocada do governo sobre o comportamento integrado da educação, da ciência, da tecnologia e dos incentivos a produção nacional destinada à satisfação das necessidades sociais, afetou severamente o frágil sistema de pesquisa no país. </li></ul><ul><li>A destruição progressiva do sistema de pesquisa básica, voltada para o consumo de massas, demonstrou o desprezo que os governos tinham para com o bem público. </li></ul>
  8. 8. O Pensamento Latino-Americano em Ciência <ul><li>O PLACTS representa uma corrente de pensamento autônoma e original da América Latina ; </li></ul><ul><li>Reconhece a existência de obstáculos estruturais ao desenvolvimento da ciência, determinados historicamente; </li></ul><ul><li>Destaca a importância de elementos como a constituição de projetos nacionais e a identificação de demandas cognitivas como orientação para as atividades científicas e tecnológicas. </li></ul>
  9. 9. A visão alternativa <ul><li>Busca constituir uma crítica de esquerda dentro do campo da política científica e tecnológica, valorizando o papel de atores como os movimentos sociais e a classe trabalhadora. </li></ul><ul><li>Esse enfoque incorpora as críticas às visões da neutralidade da ciência e do determinismo tecnológico e as contribuições do PLACTS, em uma tentativa de propor uma abordagem mais aderente à realidade dos países latino-americanos. </li></ul>
  10. 10. Problemas <ul><li>Enfoque Evolucionário: afasta-se do conteúdo político (“por quê?”, “para quê?”, “para quem?” etc.), de relevância fundamental. A crença de que os investimentos em ciência e tecnologia trarão somente benefícios para a sociedade nega os aspectos negativos vinculados ao avanço científico e tecnológico. </li></ul><ul><li>PLACTS : É fiel aos problemas, mas não toca na questão da posse dos meios de produção </li></ul><ul><li>Enfoque Alternativo: É o mais adequado, mas pressupõe uma mudança radical na sociedade. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>É irreal a crença de que o investimento direto estimula a pesquisa e o </li></ul><ul><li>desenvolvimento tecnológico em países como o Brasil. Vale lembrar que as corporações </li></ul><ul><li>multinacionais de origem estadunidense eram responsáveis por 91% dos projetos de </li></ul><ul><li>pesquisa e desenvolvimento nos Estados Unidos, mas respondiam por somente 0,3% desses </li></ul><ul><li>projetos no Terceiro Mundo, Brasil incluído. </li></ul><ul><li>A pesquisa básica é um bem público. Os benefícios que dela advêm, embora </li></ul><ul><li>inicialmente incertos e posteriormente difíceis de aferir, são altos na maioria dos casos. </li></ul><ul><li>Contudo, os incentivos para a realização e o financiamento da pesquisa básica são </li></ul><ul><li>extremamente fracos. O governo raramente dá a ela qualquer atenção. A atividade goza de </li></ul><ul><li>baixa prioridade. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Os desafios e as soluções para a educação não se resumem no reforço à educação </li></ul><ul><li>básica e de nível médio, mas também ao ensino superior. É das universidades que sai a </li></ul><ul><li>maior parte da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico do país. Assim, elas devem ser </li></ul><ul><li>utilizadas para gerar, a partir das demandas sociais, tecnologias comunitárias, de baixo </li></ul><ul><li>custo e de ampla aplicação social, usando recursos naturais disponíveis e formas de energia </li></ul><ul><li>renováveis que não agridam o meio ambiente e gerando empregos com cobertura social </li></ul><ul><li>para todos os trabalhadores. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Na ótica do governo, a educação deveria ser orientada para o trabalho, assim, </li></ul><ul><li>melhorar o ensino fundamental e médio já seriam suficientes para suprir as necessidades do </li></ul><ul><li>país. Não foram. Havia uma lacuna não preenchida no projeto governamental de “educação </li></ul><ul><li>para a cidadania e para o trabalho”, quando este não contemplava uma proposta </li></ul><ul><li>educacional que reagisse de forma integrada com os sistemas de ciência e tecnologia </li></ul><ul><li>voltados para as necessidades sociais do país. Para isso tornava-se necessário investir na </li></ul><ul><li>eliminação do dualismo educacional crônico através da ampliação do acesso ao ensino </li></ul><ul><li>superior técnico e científico. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>A desnacionalização do parque produtivo também afetou severamente o frágil </li></ul><ul><li>sistema de ciência e tecnologia nacional. O controle do processo produtivo por corporações </li></ul><ul><li>transnacionais transferiu para o exterior todo o setor nobre da produção – o trabalho </li></ul><ul><li>intelectual, o uso da capacidade criadora respaldada pelo conhecimento – que demanda </li></ul><ul><li>mão-de-obra altamente qualificada. Por aqui restou o trabalho morto, a mão-de-obra obra </li></ul><ul><li>semiqualificada e o staff administrativo, muitas vezes preenchido por estrangeiros. Além </li></ul><ul><li>disso, as tecnologias forâneas são, na maioria das vezes, inadequadas às necessidades mais </li></ul><ul><li>gerais da população, servindo mais para o desfrute de uma minoria que a si concede todos </li></ul><ul><li>os privilégios. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>A destruição progressiva do sistema de pesquisa básica voltada para o consumo popular demonstra o desprezo que o governo tinha com o público e esclarece parcialmente a situação do ensino superior, ainda responsável pela maior parte da pesquisa realizada nacionalmente. </li></ul>

×