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+    Interpretação        Confusão: percepção e interpretação        “Nova crítica” nos anos 60 - interação autor-      ...
+    Análise de um quadro                                                Presença / ausência                             ...
+    Funcões da imagem                                               (p.56)    Imagem: mensagem visual composta de signos,...
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+    Imagem protótipo    Publicidade        Objeto de observação para semiologia da imagem (anos 60)        Barthes (196...
+     Barthes (1964)    Cria análise que parte do significado     para encontrar significantes, os signos     que compõem...
+    Metodologia proposta (e exemplificada)        Descrição de diferentes tipos de materiais que constituem a         me...
+    Diferentes categorias de signos        Signos icônicos             Imagens heterogêneas / semelhança        Signos...
+    Retórica da imagem        Retórica clássica - arte/técnica de falar bem (em público).         Expectativa, verossíme...
+    Leitura da imagem    Conceitualização e formalização da leitura simbólica da    imagem por Barthes (1964)        Ret...
+    Retórica e publicidade    Importância de Jacques Durand (1970)        Análise de mais de mil anúncios publicitários ...
+ Análise comentada do anúncio
+    Jogo entre formas e sentidos    Estratégias e ferramentas    de estilo, disposição e persuasão                       ...
+    Considerações        Texto linear, histórico, mas que às vezes deixa a impressão         de questões inconclusas    ...
+    Bibliografia citada        BARTHES, R. Réthorique de l´image. In: Communications, n° 4. Paris:         Seuil, 1964. ...
+    Referências    JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem. Campinas, SP: Papirus, 1996.    PERFIL. Martine Joly. D...
+    Obrigada!    E-mail: julofego@gmail.com
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Introdução à analise da Imagem (Joly, Martine)

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Apresentação do livro de Martine Joly, Introducão à análise da imagem, realizada no dia 02/05/11 como avaliação parcial na disciplina Introdução à Análise do Discurso (prof. Inesita Araújo). PPGICS/ICICT/Fiocruz.

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  1. 1. + Introdução à análise da imagem Martine JolyPrograma de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde - PPGICSInstituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde - ICICTFiocruzDisciplina: Teoria e metodologia dos discursos: uma introdução Juliana LofegoProfessora: Inesita Araújo Maio /2011
  2. 2. +MARTINE JOLYProfessora na Universidade Michel de Montaigne –Bordeaux III. Contribui e participa na elaboração deestudos sobre a imagem e o audiovisual, na França e empaíses estrangeiros.Livros publicados em português:Dicionário de imagem (JOLY et al, 2011)Introdução à análise da imagem (JOLY, 2008)A imagem e os signos (JOLY, 2005)A imagem e a sua interpretação (JOLY, 2003)
  3. 3. + Roteiro Da autora, no livro Da apresentação   Definição do objeto: usos e   Princípios teóricos e significações de imagem; definições teoria semiótica   Análise da imagem: premissas, implicações (exemplos,   Análise da imagem: desafios e classificação das funções métodos comunicativas)   Estudo de imagens em   Imagem na publicidade e publicidade e exemplo metodologia de análise (retórica da imagem)   Interação e complementaridade entre   Sugestão de leitura e imagem e palavra considerações A autora parte da abordagem semiótica, e se detém em mensagem visual única e fixa
  4. 4. + IMAGEM
  5. 5. + Princípios teóricos   Linguística e semiologia   Semiótica Saussure (1857-1913) França Peirce (1839-1914) EUA (estudo de linguagens particulares. - p.30) (filosofia das linguagens - p.30) Teoria dos signos Significado (conceito) Significante (som) Relação do signo com 3 polos: Significado (interpretante) Relação som/sentido é arbitrária Significante Objeto Relação foto/sentido é motivada (representamen) (referente) (pela semelhança) SAUSSURE (1974) PEIRCE (1978)
  6. 6. + Tipos de signo – Peirce (1978)   Ícone – relação de analogia entre significante e referente   Índice – relação causal/física com o que representa   Símbolo – relação de convenção com referente A IMAGEM COMO SIGNO PERTENCE A SUBCATEGORIA ÍCONE, PELA ANALOGIA QUALITATIVA ENTRE SIGNIFICANTE E REFERENTE   A imagem não constitui todo o ícone, mas é signo icônico
  7. 7. + Signos icônicos - tipos de ícone   Imagem   Desenho, foto, pintura – retoma as qualidades formais do referente (cor, forma, proporção)   Diagrama   Possui analogia de relação, interna ao objeto   Metáfora   Relação a partir de paralelismo qualitativo
  8. 8. + Definição teórica de imagem   Peirce (1978)   Não corresponde a todos tipos de ícone   Corresponde à imagem visual (é signo icônico)   Não é apenas visual   Com a semiologia das imagens (meados séc XX):   Imagem como sinônimo de REPRESENTAÇÃO VISUAL   Barthes (1964)   Questões sobre os sentidos e a linguagem das imagens   Pesquisa se imagem contém signos e quais são eles
  9. 9. + Imagem como representação imagens visuais, mentais, virtuais que tem semelhança / analogia a outra coisa   Distinção fundamental entre imagens(p.39/40) :   Fabricadas – “imitam mais ou menos corretamente um modelo” ou propõem um modelo. Em imagens científicas, a imitação perfeita provoca ilusão da realidade: imagem virtual.   Gravadas / registradas – se assemelham ao que representam. Foto, vídeo, filme - consideradas perfeitamente semelhantes e confiáveis por partirem da própria coisa.   O esquecimento do caráter representativo causa confusão entre imagem e coisa   Há circulação da imagem entre ícone, índice e símbolo (semelhança – traço – convenção)
  10. 10. + Análise da imagem: desafios e métodos Precede à análise considerar recusas ou necessidades, objetivos e funções, para determinar ferramentas   Conduta analítica deve levar em conta:   Função da mensagem   Horizonte de expectativa (publicidade hoje / Anos 50)   Diversos tipos de contexto (produção, emissão, recepção)   Funções da análise:   Pedagógica: escola, universidade, trabalho, mídia   Verificabilidade: marketing, publicidade. Desempenho, eficácia e rentabilidade. “Não existe um método absoluto para análise, mas opções a serem feitas ou inventadas em função dos objetivos” (p.50)
  11. 11. + Horizonte de expectativa (p.61) Expectativa ligada a contexto – condiciona a interpretaçãoInterpretação pressupõe interação entre:   Leis internas e externas ao texto   Contexto institucional de produção e recepção   Contexto da experiência e percepção estética (JAUSS, 1970; 1978)
  12. 12. + Interpretação   Confusão: percepção e interpretação   “Nova crítica” nos anos 60 - interação autor- obra-público (BARTHES, 1964; JAUSS, 1978; ECO, 1992)   Buscar pontos comuns com outros “leitores”. Mais plausível quando feita em grupo – limites mais razoáveis   Arte – como analisar afetivo e emotivo?   Permutação (princípios da oposição e segmentação): procedimento clássico para pesquisar a natureza dos elementos que compõem a mensagem
  13. 13. + Análise de um quadro   Presença / ausência   Imaginação   Associações mentais (sentido, gramaticais, eufônicas, rítmicas)   “Função” explícita / implícita Bourdieu (1965) foto de família Usina da Horta de Ebro – Picasso,1909 p.63
  14. 14. + Funcões da imagem (p.56) Imagem: mensagem visual composta de signos, linguagem, ferramenta de expressão e comunicação   JAKOBSON (1963)- seis fatores inalienáveis da comunicação contexto emissário mensagem destinatário contato código   Originam funções linguísticas diferentes denotativa/cognitiva/referencial emotiva ou poética conotativa fática expressiva metalinguística
  15. 15. + Classificar tipos de imagens por sua função comunicativa (p.57) Ajuda a questionar e determinar o contexto da análise, mas examinar e criticar caso a caso. Mais de uma por mensagem.  Expressiva/emotiva: subjetiva, centra-se no emissor  Denotativa/cognitiva/referencial: centra-se no conteúdo de que fala  Poética: sonoridade e ritmo da mensagem / perceptível  Fática: centra-se no contato, no canal.  Metalinguística: exame do código empregado  Conativa: manifesta implicação do destinatário no discurso
  16. 16. +Metalinguagem?Las MeninasDiego Velázquez1656
  17. 17. + Imagem protótipo Publicidade   Objeto de observação para semiologia da imagem (anos 60)   Barthes (1964) – Na publicidade signos de forma franca, enfática, intencional. Campo privilegiado de observação   Semiologia como corpus teórico novo para a publicidade   Ferramentas teóricas:   Teorias comportamentais (behaviorismo)   Pesquisas das motivações   Eficácia da publicidade
  18. 18. + Barthes (1964)  Cria análise que parte do significado para encontrar significantes, os signos que compõem a imagem (e serve de base para outros desenvolvimentos teóricos) p.72  observação da composição visual (pressentimento da existência de signos plásticos, codificados socio- culturalmente)  Imagem “pura” remete a costume de fazer compras, ideia estereótipo da Itália, natureza morta MSG literal: compra, massa, molho (comida caseira); MSG simbólica: compartilha saber preexistente
  19. 19. + Metodologia proposta (e exemplificada)   Descrição de diferentes tipos de materiais que constituem a mensagem (funções comunicativas, tipos de signos...)   Transcrever percepções visuais para linguagem verbal – parcial, simples, evidente, mas fundamental   Preferencialmente em grupo (ver o coletivo e pessoal)   Percebido/nomeado – unidades culturais detectadas (semelhança/analogia, recorte do real)   Nomeado/percebido – fazer publicitário: encontrar um equivalente visual para projeto verbal (escolhas)
  20. 20. + Diferentes categorias de signos   Signos icônicos   Imagens heterogêneas / semelhança   Signos plásticos   Compreende cores, formas, texturas, composição interna.   Signos linguísticos   Linguagem verbal “... a imagem é composta de diferentes tipos de signos: linguísticos, icônicos, plásticos, que juntos concorrem para a construção de uma significação global e implícita...” (p.50)
  21. 21. + Retórica da imagem   Retórica clássica - arte/técnica de falar bem (em público). Expectativa, verossímel ≠ verdadeiro   Nova retórica – reavaliação como fundamento da literatura e arte. Eixos sintagmáticos e paradigmáticos. Autores russos.   Barthes (1970) – funcionamento da imagem em termos de retórica com 2 acepções :   INVENTIO (invenção) –argumentação, busca de ideias, persuasão   especificidade da conotação na imagem   ECOLUTIO (estilo) – figuras de estilo:   figuras de frase (sintagma) – inversão, elipse, repetição, antítese, litotes, exclamação e gradação   figuras de palavras (paradigma) – metáfora, metonímia
  22. 22. + Leitura da imagem Conceitualização e formalização da leitura simbólica da imagem por Barthes (1964)   Retórica da conotação – provocar uma significação segunda a partir de uma significação primeira (signo pleno) p.83 significante significado significante significado   Qualquer forma de expressão e comunicação é conotativa   A dinâmica do signo possui evoluções perpétuas de sentido   A imagem, como signo, participa de uma linguagem diferente das próprias coisas   A conotação não é própria à imagem, mas é constitutiva da significação pela imagem
  23. 23. + Retórica e publicidade Importância de Jacques Durand (1970)   Análise de mais de mil anúncios publicitários   Figuras de retórica valem para linguagem verbal e visual   Inventário e classificação a serviço de projeto analítico   Classificação segundo:   Eixos: sintagma (figuras de frase) e paradigmas (figuras de palavras)   Tipos de operações: adjunção, supressão, substituição, intercâmbio   Relação entre variantes: identidade, semelhança, diferença, oposição, falsa homologia, duplo sentido, paradoxo Comuns na publicidade: metáforas visuais e hipérboles Estilo (ecolutio) a serviço de uma argumentação específica (inventio)
  24. 24. + Análise comentada do anúncio
  25. 25. + Jogo entre formas e sentidos Estratégias e ferramentas de estilo, disposição e persuasão (pp.89-114) 1.  Contexto 2.  Descrição geral – enumera signos icônicos dispostos no anúncio 3.  Mensagem plástica: suporte, enquadramento, moldura/ limites, composição/ diagramação, ângulo de tomada/ objetiva, formas, cores e iluminação, textura 4.  Mensagem icônica: os motivos, pose do modelo (elipse) 5.  Mensagem linguística 1.  Ancoragem (deter sentido/legenda) ou revezamento (suprir carências expressivas das imagens) 2.  Imagem das palavras (hierarquia, ordem de leitura, tipografia, fonte, cor...) 3.  Conteúdo linguístico
  26. 26. + Considerações   Texto linear, histórico, mas que às vezes deixa a impressão de questões inconclusas   Leitura com separação marcada entre argumentação da autora e relato de teorias / diferentes fontes e tamanhos   Referência e indicação de leituras mais profundas sobre temas abordados   Texto claro mas leitura difícil, pela própria complexidade teórica   Leitura indispensável para quem quer trabalhar com análise de imagem
  27. 27. + Bibliografia citada   BARTHES, R. Réthorique de l´image. In: Communications, n° 4. Paris: Seuil, 1964.   BARTHES, R. L´ancienne réthorique. In: Communications, n° 16, Recherches réthoriques. Paris: Seuil, 1970.   BOURDIEU, P. La photographie, un art moyen. Paris: Minuit, 1965.   DURAND, J. Réthorique et publicité. In: Communications, n° 15, L´ analyse des images. Paris: Seuil, 1970.   JAKOBSON, R. Essais de linguistique générale. Paris: Seuil, 1963.   JAUSS, H. Pour une esthéthique de la réception. Trad. Franc. Paris: Gallimard, 1978.   PEIRCE, C. Écrits sur le signe. Paris: Seuil, 1978.   SAUSSURE, F. Cours de linguistique générale. Paris: Payot, 1974.
  28. 28. + Referências JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem. Campinas, SP: Papirus, 1996. PERFIL. Martine Joly. Disponível em: http://www.wook.pt/authors/detail/ id/27942 Imagens: VELÁZQUEZ, Diego. Las Meninas. 1656. Disponível em: http://www.oneonta.edu/faculty/farberas/arth/arth200/artist/las_meninas.html PICASSO, Pablo. Usina da Horta de Ebro.1909. Disponível em: http://www.artchive.com/artchive/P/picasso/factory.jpg.html Massas Panzini. Disponível em: http://semiotics-for-nerds.blogspot.com/2010/12/anuncio-das-massas-panzani.html Marlboro Classic. Disponível em: http://ww2.ac-poitiers.fr/arts_app/local/cache-vignettes/L500xH353/marlboro- ed92b.jpg Gillette antiga. Disponível em: http://daycim.blogspot.com/2010/08/anuncios-antigos-de-revistas-e-jornais.html Gillette. Disponível em: http://mktsport.wordpress.com/author/mktsport/page/6/
  29. 29. + Obrigada! E-mail: julofego@gmail.com
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