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Anexos trabalho desenho infantil
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Anexos trabalho desenho infantil

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  • 1. Os seguintes desenhos, por nós, observados devido ao facto de não nos encontrarmos presentes, quando da sua execução, apresentam uma apreciação subjectiva, que pode conduzir a inúmeras interpretações. A nosso ver, foi essencial realizar este estudo para melhor compreendermos, a evolução do Bruno até ao momento da nossa análise. Análise dos Desenhos Infantis do Pré-Escolar (4 / 5 anos) Desenho 3 (anexo 5) Este desenho foi feito pela criança, aproximadamente três meses depois de ter feito 5 anos, exactamente no dia 12 de Dezembro de 2008. Baseando-nos em Garcia e Pérez (1998), o Bruno encontra-se no Estádio do Realismo Conceptual, na Etapa Experimental, coincidindo a idade da criança e a etapa de desenvolvimento do desenho infantil. A criança já manifesta o duplo controlo da coordenação motora, havendo já domínio inicial e final dos traçados. O desenho apresenta unidades fechadas que se relacionam e combinam, e que se unem por adição lógica. Este, hipoteticamente, teria partido de uma história ou actividade, relacionada com o tema do “Natal”, realizada pela educadora. A criança, a nosso ver, criou iconogramas, pois como estão representados duas figuras humanas que certamente serão o Bruno e o seu irmão, seu pai ou mãe ou colega da escola, e uma árvore de Natal enfeitada que será da sua casa ou escola. Já há uma organização interoceptiva de unidades espaciais, pois a cara das figuras desenhadas apresenta monogramas que se relacionam e que se distribuem de forma coerente com traços que representam os olhos, a boca e o nariz. Não há necessidade de a criança comentar o seu desenho para que o possamos entender. Tal como a nível interoceptivo, o Bruno também já apresenta graficamente definido o espaço global ou exteroceptivo. A repetição de símbolos gráficos como meio ornamental também é feita, através de, por exemplo, as prendas representadas com estruturas mandálicas. Há também o uso de mais do que um esquema para fazer referência a um mesmo conceito, como as prendas, as figuras humanas e as luzes da árvore. O Bruno modificou o esquema da árvore através da mudança de símbolos estabelecidos por novos símbolos ao adicionar a decoração, que são as luzes e a estrela. Aspectos a ter em conta nesta composição gráfica, é o facto de na árvore, as luzes representadas na parte inferior direita não serem proporcionais em relação às outras e, na parte inferior esquerda não seguirem o padrão de estarem pintadas com cores diferentes. As linhas geométricas predominam na formação dos iconogramas. A folha está na horizontal e os desenhos ocupam todo o espaço da folha. Foram feitos com canetas de feltro e os traços são grossos, excepto o interior da árvore de Natal. A criança ao pintar a parte superior da árvore de verde e a inferior de castanho estabeleceu
  • 2. uma relação objectiva entre o objecto e a cor. Já ao desenhar a figura humana, as luzes da árvore e as prendas, a escolha da cor pode ter sido de origem emocional, vivência de cunho sensorial, novidade e proximidade do material. A criança, ainda, apresenta dificuldades, a pintar o contorno das figuras, como por exemplo, podemos verificar na árvore de Natal. Desenho 4 (anexo 6) O Bruno realizou este desenho, quando faltava aproximadamente 2 meses para fazer seis anos. Este foi efectuado, exactamente, no dia 26 de Julho de 2009, 7 meses depois do desenho 3. Segundo Garcia e Pérez (1998), a criança apresenta-se no Estádio do Realismo Conceptual, precisamente na Etapa Experimental. Apesar do Estádio do Realismo Conceptual, a Etapa Experimental ser até aos 6 anos e a Etapa de Consolidação do Código Gráfico ser a partir dos 6, o nível de maturidade da criança está de acordo com a fase respectiva do desenho. Esta composição gráfica foi produzida a partir de uma actividade que pedia à criança que se desenhasse a si própria, como se observa na parte superior da página em letra de imprensa. Assim identificamos um conceito gráfico figurativo – iconograma – adquirindo este um carácter distinto e singular que é o desenho de si próprio. Tal como no desenho 3, já há organização interoceptiva significativa de um espaço a partir de um monograma (cara com traços). O Bruno consegue controlar o ponto de partida e chegada do traço além da sua direcção. A estrutura dos esquemas permanece organizada por formas geométricas básicas unidas por adição lógica relacionando-se e combinando-se entre si. A folha está na vertical, ocupando o desenho apenas a parte central da folha. Este foi feito com canetas de feltro e os traços são grossos. Em relação ao desenho 3 houve uma evolução ao pintar o contorno das figuras e ao desenhar a figura humana pois, a nosso ver, já há uma representação mais acentuada do tronco. Desenho 5 (anexo 7) Em relação a esta composição gráfica não se sabe a data, nem a idade do Bruno mas sabemos que o desenho foi realizado quando este tinha mais de 4 anos. Neste desenho, segundo a nossa opinião, a criança graficamente expressa emoções e sentimentos e o seu envolvimento com as personagens e situações do imaginário. De acordo com Garcia e Pérez (1998), o Bruno encontra-se no Estádio do Realismo Conceptual, justamente na Etapa Experimental. Pensamos que este desenho resultou de uma actividade baseada na história tradicional “ O lobo e os 7 cabritinhos”, pois a educadora escreveu o nome da história na parte superior da folha. A educadora redigiu ao lado do lobo o seu nome, e ao lado da mãe dos cabritinhos “ braço da mãe”. Nesta composição gráfica observa-se a transparência, que é um caso especial de organização interoceptiva em que a
  • 3. criança desenha o que pensa e não o que vê, como no iconograma do lobo aparecem os cabritinhos na barriga deste. Embora de uma forma que pode levar a outras interpretações, o lobo aparece com uma representação de perfil, um posicionamento dos dois braços de modo disforme, tendo apenas um olho. Os dentes e a boca estão representados de um modo exagerado devido ao facto de o lobo ter comido os cabritinhos expressando uma qualidade conceptual que a criança conhece, que é a função da boca e dentes que servem para comer. A nosso ver, o alongamento do braço e da mão do lado direito da mãe e a sua comparação com o lado esquerdo mostra o exagero de uma parte significativa do corpo desta, que representa a protecção da mãe sobre os filhos revelando uma componente afectiva da criança. Nesta composição gráfica a criança traça a linha de céu sendo esta a margem superior da folha de papel, e debaixo da qual representa horizontalmente as nuvens e o sol. O sol aparece personificado através de uma organização interna de um espaço a partir de vários monogramas. Através do estudo destes três desenhos do pré-escolar e do acesso a outro (desenho 6) que remetemos para anexo (anexo 8), podemos dizer que houve progresso no desenvolvimento do desenho do Bruno. Teria sido mais interessante e curioso se tivéssemos tido acesso a mais desenhos. Há outro aspecto a ter em conta que é o facto de o nosso estudo ser só com composições gráficas em que a criança tinha mais de 4 anos, pois só a partir dessa idade é que estes nos foram facultados, o que tornou o nosso estudo menos enriquecedor e curioso. Também tivemos oportunidade de examinar outro tipo de explorações plásticas da criança como o recorte, a colagem e a pintura. Na pintura observámos reproduções de, por exemplo, digipintura e guache. Nas colagens, a criança experimentou vários materiais como o algodão, botões,… No recorte, por vezes, eram tirados de revistas, e era para formar a figura humana (tronco, braços, pernas e cabeça) ou para fazer outras experimentações. Segundo o nosso ponto de vista, na composição gráfica 6 (anexo 8) a criança utilizou um esquema semelhante ao desenho 3 (anexo 5), para representar a figura humana com pequenas diferenças como por exemplo: o cabelo; no terceiro para apresentar o tronco e pernas, utilizou dois monogramas (“espécie” de rectângulos) juntos, enquanto na composição gráfica 6 utilizou duas linhas paralelas. É engraçado verificar que os braços são perpendiculares em relação ao tronco e pernas nos dois desenhos. A criança vai reinventando de inúmeras maneiras a figura humana, construída através do princípio da simplicidade, da simetria e da perpendicularidade, enfatizando sua forma mais geral. A nosso ver, como o desenho 6 (anexo 8) não apresenta data, parece-nos que este foi feito antes do desenho 3 (anexo 5), pois a figura humana e a árvore neste último encontram-se mais elaboradas. No desenho 6 (anexo 8) representou a lua personificada com o mesmo tipo de monogramas que costuma utilizar nas figuras humanas. A linha de céu foi representada na margem superior da folha de papel debaixo da qual desenhou a lua. As árvores
  • 4. apresentaram uma configuração diferente da composição gráfica 3 (anexo 5). A questão da proporção destas em relação às figuras humanas, no desenho 6 (anexo 8), poderá estar relacionada com o lado emocional da criança, ou seja, esta desenha de acordo com suas percepções e não com o tamanho real dos objetos, dando mais importância, neste caso, à figura humana. Não se sabe o tema do desenho, apenas sabemos os conceitos gráficos figurativos que o constituem, pois a educadora escreveu ao lado. Certamente não é o Bruno nem a sua família, pois a criança não tem nenhuma irmã.
  • 5. Os desenhos, a seguir analisados, conduzem a inúmeras interpretações, pois não nos encontrávamos presentes, quando da sua realização. Análise dos Desenhos Infantis de Idade Escolar (6 e 7 anos) Desenho 7 (anexo 9) Em relação ao 1º ano de escolaridade (1º Ciclo do Ensino Básico) não nos foi facultado nenhum desenho com data. A composição gráfica, a analisar, data de 21 de Setembro de 2010, quando o Bruno tinha 7 anos e encontrava-se no 2º ano de escolaridade. Baseando-nos em Garcia e Pérez (1998), a criança encontra-se no Estádio do Realismo Conceptual, justamente na Etapa de Consolidação do Código Gráfico, correspondendo a idade da criança com a etapa de desenvolvimento do desenho infantil. Em relação às composições gráficas 3 (anexo 5), 4 (anexo 6), 5 (anexo 7) e 6 (anexo 8) nota-se uma evolução no desenvolvimento do desenho. Este pequeno desenho foi realizado a partir de um texto intitulado “ O dia da Corrida” onde a criança realiza uma cópia e faz uma composição gráfica relacionada com o texto. É importante, ter em atenção, que o espaço que a criança tinha para a realização do desenho era muito pequeno, o que certamente dificultou a sua execução e a nossa observação. Os monogramas permanecem os elementos fundamentais utilizados pelo Bruno, relacionando-os para a construção dos iconogramas que em relação aos desenhos do pré-escolar progrediram, exprimindo-se através da distinção entre o menino (Rui) e a menina (Rute) pelo cabelo (símbolos adicionais que reflectem a diferenciação de género). Supomos que, o iconograma, o burro foi alterado pela criança através da criação do símbolo adicional e exagero do pêlo. Os iconogramas apresentam-se bem definidos, observando-se um vocabulário gráfico fixo, utilizando o mesmo esquema para representar a figura humana, com excepção do cabelo. A criança consegue organizar o espaço a nível interoceptivo, a partir de vários monogramas, através de uma distribuição coerente e equilibrada, embora a figura humana, tanto masculina, como feminina, não apresente nariz (o motivo talvez seja, a nosso ver, a falta de espaço na cara das personagens). O Bruno organiza os iconogramas uns com os outros, havendo organização espacial exteroceptiva. O desenho está delimitado por uma linha horizontal onde estão representadas as personagens e uma espécie de “caminho de terra”, que constitui a margem inferior do retângulo, e uma linha do céu que se apresenta na margem superior do retângulo onde se apresenta a nuvem, e finalmente o que fica entre as duas linhas que é visto pela criança como sendo o “ar”. Os traços do desenho são grossos e foram traçados com lápis de grafite, e pintados com
  • 6. lápis de cor excepto a nuvem. A figura, onde a composição gráfica está inserida, é um retângulo. A criança estabelece um elo estável e generalizado entre a cor e o objecto como se verifica ao pintar o burro de castanho. Desenho 8 (anexo 10) Como no desenho 5 (anexo 7) não se sabe a data, nem a idade do Bruno, mas sabemos que esta composição gráfica foi realizada no 1º ou no 2º ano de escolaridade, ou seja, a criança tinha 6 ou 7 anos. Escolhemos este desenho, porque o desenho 7 (anexo 9) e este foram os únicos que nos foram facultados em relação aos anos de escolaridade anteriormente referidos. Esta composição gráfica foi realizada a partir de uma actividade, em que era pedido à criança para desenhar o que ela mais gostava de fazer, diariamente, depois das aulas. De acordo com Garcia e Pérez (1998), a criança encontra-se no Estádio do Realismo Conceptual, numa fase de transição entre a Etapa Experimental e a Etapa de Consolidação do Código Gráfico. A figura humana é um iconograma que personifica o eu da criança simbolizando e expressando o seu estado psicológico e físico. A criança representa-se a si mesmo e na figura geométrica - círculo - expressa a sua cabeça, colocando os elementos básicos que são o nariz, a boca e os olhos. As orelhas são desproporcionadas em relação aos elementos anteriores e à cabeça em si mesmo. O Bruno também teve o cuidado de desenhar o cabelo curto, prestando atenção à diferenciação de género. Neste desenho pressupomos que surge uma elevação da perna e do pé direito em que se manifesta uma expressão de movimento. Este indicativo de acção corporal é reforçado pelo registo gráfico de nível motor, através do ideograma cinestésico, que se apresenta à direita da figura humana e acrescido ainda pela bola à direita do último (a bola não se apresenta na linha de base como a figura humana e a baliza, mas em elevação). O Bruno, nesta composição gráfica, usa a representação de perfil para os iconogramas das duas aves. A criança utiliza a figura de perfil, como recurso funcional de movimento, na ave maior da composição gráfica. Esta exibe as asas abertas expressando uma qualidade conceptual que pressupõe o entendimento da sua utilidade (serve para voar). A outra ave encontra-se em cima da baliza, mas ao contrário da anterior está parada tendo as suas asas e pés um posicionamento diferente. A baliza é constituída por formas geométricas básicas perpendiculares (rectângulos e quadrados) unidas por adição lógica. Neste desenho presencia-se uma coerência na disposição espacial interna existindo uma ordem interoceptiva tanto em relação à figura humana como às aves. Os elementos gráficos também estão ordenados estabelecendo uma composição gráfica havendo organização espacial exteroceptiva. Na parte superior esquerda, a criança escreveu “ jogar futebol”. Este é um facto muito importante, que se tem verificado ao longo da nossa análise dos desenhos feitos pelo Bruno. As linhas geométricas continuam a sobressair, tal como em todos os desenhos anteriores. Os traços do desenho são relativamente finos, tendo sido desenhados com
  • 7. lápis de grafite e sem utilização da cor. A figura, onde a composição gráfica está inserida, é um retângulo. A evolução do desenho depende profundamente da evolução da escrita. Mas enquanto a escrita é um acto mecânico, o desenho é graficamente mais complexo. Um aspecto a ter em atenção, pelo professor, é que quando a criança atinge a idade escolar existe uma diminuição das explorações plásticas, incluindo o desenho, já que a escrita passa a desempenhar um papel mais relevante. Através do nosso estudo tivemos oportunidade de constatar isso, pois na época em que a criança estava no pré-escolar tivemos acesso a muitas experimentações plásticas, como já referimos anteriormente. Em relação à primária só tivemos acesso a duas composições gráficas- 7 e 8 (anexo 9 e 10). A mãe do Bruno tinha, na sua posse, muitas fichas de Matemática, Estudo do Meio, Língua Portuguesa e para colorir. Certamente na primária a criança, também, realiza colagens, recortes, pinturas,… só que, de maneira menos frequente e são actividades que alguns professores não dão valor pedagógico. No 1º Ciclo estas actividades costumam ser realizadas raramente e em datas especiais, como o dia da Mãe, Pai, Natal, Carnaval,… Escrita e desenho podem misturar-se como no desenho 8 (anexo 10) em que a criança escreve um texto no seu desenho. Outro factor importante foi que, ao longo da nossa observação, nos desenhos 3 (anexo 5), 4 (anexo 6), 5 (anexo 7), e 6 (anexo 8) quando o Bruno se encontrava no pré-escolar escrevia o seu nome na composição gráfica e no desenho 4 (anexo 6) até escreveu a data. É importante para a criança fazer isto para diferenciar a escrita das letras e dos números, do desenho.

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