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Analise do Discurso Midiático

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Aulas introdutórias da Disciplina Análise do Discurso Midiático do Curso de Férias do DCH III/UNEB do Curso de Jornalismo em Multimeios, 2012.1, ministrada pela Profª. Ceres Santos

Aulas introdutórias da Disciplina Análise do Discurso Midiático do Curso de Férias do DCH III/UNEB do Curso de Jornalismo em Multimeios, 2012.1, ministrada pela Profª. Ceres Santos

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  • 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS - CAMPUS III - CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, JORNALISMO EM MULTI MEIOS Disciplina ANÁLISE DO DISCURSO MIDIÁTICO 2012.1 Professora e Mestre Céres Santos
  • 2.
  • 3.
    • PILARES DO CONTEÚDO DA DISCIPLINA
    • Análise do Conteúdo ( AC )
    • Análise do Discurso ( AD )
    • Análise Crítica do Discurso ( ACD )
    • METODOLOGIA
    • Trabalhar com autores, técnicas e metodologias de pesquisa na área de Comunicação Social;
    • Aula expositiva;
    • Discussão de textos teóricos;
    • Exercícios práticos, recorrendo a textos e vídeos, documentários etc,
  • 4.
    • BREVE HISTÓRICO
    • A análise de texto remonta a cultura grega:
    • Produção de textos – retórica ( 485 A.C.) é uma técnica para criação de textos. Tornou-se a 1ª teoria da produção e recepção de textos.
    • Recepção dos textos – interpretação, entendimento do texto (discurso).
    • Hermenêutica – disciplina especializada na interpretação de textos. Reconstruir o seu conteúdo.
    • Filologia - linguistica, gramática e história (subjetividade);
  • 5. ANÁLISE DE CONTEÚDO (AC) A Análise de Conteúdo (AC) também remonta ao século XVIII, quando na Suíça (Europa) foram estudados os hinos religiosos ‘ Cantos de Sião’ . Para se fazer uma análise de um texto, codificar, entender o conteúdo de um texto é preciso recorrer a várias ciências. Por isso, a AC é interdisciplinar - (Linguística, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Antropologia, Comunicação Social entre outras). Na Comunicação Social a AC é um método de pesquisa que contribui para identificar, constatar, comparar atitudes (perfis) de diferentes jornais. eventos comunicacionais ou produtos culturais (são textos diversos)
  • 6. A partir dos anos 60 cresce o interesse pela interpretação de textos jornalísticos, tanto no EUA como na Europa, em especial, na França e na Inglaterra. A partir de estudiosos russos (Baktin), europeus (a exemplo de Foucault, Dominique Maingueneau, Patrick Charadeau Roland Barthes, entre outros) e norte-americanos e latinos (Elísio Veron ) a AC vem passando por mudanças, recebendo novas formulações e novas correntes téoricas, quantitativas e qualitativas. CRITICAS A AC Origem Positivista, limitada. O positivismo, segundo Augusto Comte (1798-1857) Valoriza as ciências exatas como paradigma de criticidade e credibilidade (rígida – linear – metodológica); Não permitia uma aproximação critica ideológica dos MCM; (Marxistas).
  • 7.
    • Segundo José Luiz Fiorin, no livro Elementos de análise do discurso , a análise de texto remonta às aulas de redação e de interpretação de texto, onde uma série de questionamentos permeavam os encontros voltados para a compreensão (ampla) de um texto.
    • A AC funciona como uma lupa, uma lente de aumento para se enxergar “coisas” nem sempre tão visíveis ao/a leitor/a descuidado/a (despreparado).
    • Essa ‘lente de aumento’ é, na verdade, uma gramática de AC, anterior à construção de um texto.
    • LOGO:
    • PARA SE ANALISAR UM TEXTO É NECESSÁRIO TORNAR EXPLÍCITO MECANISMOS IMPLICITOS DE ESTRUTURAÇÃO
    • E DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS.
  • 8. Analisar um texto é avaliar o ato de escrever - Constata-se que um texto é uma reprodução de outros textos; - Observa-se que um texto é formado por fragmentos de outros discursos (Thompson); - Um texto tem o propósito de produzir, dar sentido a algo que se quer; dizer (idéia, ideologia) , a partir das possibilidades que a gramática oferece. Analisar um texto, implica em identificar/reconhecer o seu conteúdo, as palavras, o sentido das palavras ( semântica ) que na verdade, é o que dá sentido ao conteúdo de um texto. ENTÃO: ANALISAR UM TEXTO É OBSERVAR O SENTIDO DO CONTEÚDO, TRANSMITIDO A PARTIR DE SIGNOS (PALAVRAS) O uso das palavras (Linguística) dá sentido a um ou mais discursos, a uma ou mais idéias (ideologia)
  • 9. PORTANTO: Analisar um texto é fazer uma análise semântica do discurso. É recorrer aos princípios da Hermenêutica (Ciência que interpreta, estuda os textos) Mas, o que é um discurso? É ALGO QUE ESTÁ EM CURSO, EM MOVIMENTO. É A APROPRIAÇÃO DA LÍNGUA POR UM EMISSOR – SUJEITO DA AÇAO SOCIAL - PARA DIZER ALGUMA COISA. A formulação de um discurso requer a apropriação da linguagem. Assim, o emissor torna-se ‘prisioneiro’ da linguagem (seja ela escrita ou visual). O EMISSOR É UM SUJEITO ASSUJEITADO À LINGUAGEM LOGO: Existe uma semântica do discurso, do conteúdo de um texto.
  • 10. Semântica – estuda o sentido das palavras, que pode ser diacrônico ou sincrônico. A semântica do discurso contribuiu para que se perceba os elementos que compõe um discurso, que permite a sua compreensão e interpretação. Aqueles exercícios de redação e interpretação de texto no Ensino Médio exigem do/a leitor/a não só atenção e leitura atenta, mas o conhecimento de técnicas, mecanismos que funcionam como “uma lente de aumento” (é ou não um dom?) Exemplo: Telenovela – Além de seguir regras desse gênero jornalístico (folhetim, amores impossíveis) tem conteúdo diverso, enredo singular (?); expressão verbal e visual, veicula um leque de discursos e ideologias (disputas de classe sociais, raciais etc). DAÍ O PERCURSO GERATIVO DE SENTIDO É UMA SUCESSÃO DE PATAMARES QUE APONTA TANTO PARA A PRODUÇÃO DE UM TEXTO COMO PARA A INTERPRETAÇÃO DO SENTIDO
  • 11. Para que um texto tenha sentido é preciso seguir um conjunto de regras que regem o encadeamento das formas de conteúdo na sucessão do discurso Um texto pode se alicerçar, por exemplo, na oposição de idéias ou proposições; na diferença ou semelhança de idéias ou na unanimidade. PRODUÇÃO DA NOTÍCIA O conteúdo discurso midiático estimula a diversidade de opiniões. Costuma-se sugerir ao/a estudante de jornalismo que ao produzir uma notícia deve ouvir mais de uma fonte, ou fontes com opiniões distintas sobre um determinado tema etc. QUEM TEM ACESSO AO DISCURSO MIDIÁTICO? (TEUN VAN DIJK ) Só aí já percebe-se que uma notícia pode acolher vários discursos que por sua vez, são resquícios, fragmentos (Thompson) de outros discursos (reprodução).
  • 12. Também pode-se constatar que, para além dos interesses de uma empresa de comunicação, do processo de produção da notícia – desde a seleção do que será notícia – pauta/entrevista/produção da matéria o jornalista (papel narrativo) passa por influências (sujeito assujeitado), reproduz ( papel da Educação, Bourdieu) e influencia o público receptor (usuário de textos). ASSIM, EM UMA AC OBSERVA- SE A PRESENÇA OU AUSÊNCIA, A AFIRMAÇÃO OU NEGAÇÃO, DE TRAÇOS OS MAIS DIVERSOS, DE NARRATIVAS DISCURSIVAS .
  • 13. 2ª aula Exercício – Análise de conteúdo de textos em sala de aula
  • 14. 3ª aula Em uma AC existe diferença entre NARRATIVIDADE NARRAÇÃO . NARRATIVA NARRATIVIDADE - Compõem todos os textos, segue uma lógica sucessiva e diferenciada. Início - meio - fim lead - sub-lead – corpo da matéria/reportagem NARRAÇÃO – É uma classe de discurso em que estados e transformações estão ligadas a personagens individualizadas. NARRATIVA (jornalística) – Segundo Muniz Sodré, é qualquer discurso capaz de evocar um mundo concebido como real.
  • 15. OS TEXTOS SÃO NARRATIVAS COMPLEXAS, ORGANIZADOS HIERARQUICAMENTE. TEM UMA SEQUÊNCIA OU FASES 1- MANIPULAÇÃO UM SUJEITO AGE SOBRE OUTRO, UMA ORDEM, UM PEDIDO. TENTAÇÃO/INTIMIDAÇÃO/ SEDUÇÃO/PROVOCAÇÃO; EXEMPLOS: Tentação Se você comer, ganha um doce. Intimidação Se você não comer, não vai assistir televisão. Sedução Servi uma comida deliciosa para você no seu prato. Provocação Duvido que você consiga comer toda a comida que pus no seu prato.
  • 16. 2 - COMPETÊNCIA O SUJEITO QUE REALIZA A TRANSFORMAÇÃO CENTRAL DA NARRATIVA É DOTADO DE UM SABER OU PODER DE FAZER . 3 - PERFORMANCE MUDANÇA DE UM ESTADO PARA OUTRO (DISJUNÇAO OU CONJUNÇÃO). 4 – SANÇÃO ACONTECE DEPOIS DA PERFORMANCE LUTA ENTRE O BEM/MAL; ACESSO AO PODER; PRÊMIO OU SANÇÃO FASE DAS DESCOBERTAS E DAS REVELAÇÕES
  • 17.
    • Seguindo essa caminhada constata-se, ainda que as narrativas:
    • NÃO SÃO COMPLETAS; ELUCIDAM APENAS PARTES/FASES;
    • NÃO TEM APENAS UMA SEQUÊNCIA LÓGICA;
    • O ACESSO A ESSES ELEMENTOS DE ANÁLISE DE TEXTOS CONTRIBUEM PARA:
    • - Compreensão do conteúdo de textos;
    • Localização de vário sinais, como cultura ,educação.
  • 18. ANÁLISE DO CONTEÚDO RECORRE A METODOS E TÉCNICAS DE CODIFICAÇÃO DO TEXTO, PARA CODIFICAR UMA MENSAGEM. RECORRE A O ENTENDIMENTOS DOS SIGNOS (SEMIÓTICA) E É DEPENDENTE DA LINGUAGEM (LINGUISTICA). ANÁLISE DO DISCURSO – EXPLICA TEXTOS, FOGE DO TEXTO, VAI PARA O CONTEXTO PARA ENTENDER COMO O TEXTO FOI PRODUZIDO. IDENTIFICA DISCURSOS E IDEOLOGIAS . DEPENDE DAS CIÊNCIAS SOCIAIS. OPERA COM TEMPO/ESPAÇO/HISTÓRICO.
  • 19. ESQUEMAS NARRATIVOS ENUNCIAÇÃO – ATO DE PRODUÇÃO DO DISCURSO ENUNCIADO – É O PRODUTO DA ENUNCIAÇÃO INTERLOCUTOR INTERLOCUTÁRIO ENUNCIADOR ENUNCIATÁRIO (participantes da ação enunciativa)
  • 20.
    • EXERCÍCIOS
    • APÓLOGO DOS DOIS ESCUDOS
    • José Júlio da Silva Ramos
    • Conhecem o apólogo do escuro de ouro e de prata?
    • Eu lho conto.
    • No tempo da Cavalaria andante, dois cavaleiros armados de ponto em branco (= com cuidado, com esmero, completamente) tendo vindo de partes opostas, encontraram-se numa encruzilhada em cujo vértice se via erecta uma estátua da Vitória, a qual empunhava numa das mãos uma lança, enquanto a outra segurava um escudo. Como tivessem estacado, cada um de seu lado, exclama ram ao mesmo tempo:
    • Que rico escudo de ouro!
    • Que rico escudo de prata!
    • Como de prata? Não vê que é de ouro?
    • Como de ouro? Não vê que é de prata?
    • O cavaleiro é cego.
    • O cavalheiro é que não tem olhos.
  • 21.
    • Palavra puxa palavra, eí-los que arremetem um contra o outro, em combate singular, até caírem gravemente feridos.
    • Nisto passa um dervis, que depois de os pensar com toda a caridade, inquire deles o motivo da contenda.
    • - É que o cavaleiro afirma que aquele escudo é de outro.
    • - É que o cavaleiro afirma que aquele escudo é de prata.
    • Pois, meu irmão, observou o darões, ambos tendes razão e nenhum a tendes.Todo esse sangue se teria poupado, se cada um de vós se tivesse dado ao incômodo de passar um momento ao lado aposto. De ora em diante nunca mais entreis em pendência sem haver considerado todas as faces da questão.
  • 22. Análise de Conteúdo 1 – O texto apresenta uma oposição entre os cavaleiros e o derviche 2 – cada um dos cavaleiros se coloca um ponto (local/espaço)e vê o escudo do seu ponto de vista 3 – Os cavaleiros não mudam de lugar para constatar que o escudo de um lado é de ouro e do outro, de prata 4 – O dervis dá-se ao trabalho de olhar o escudo dos dois pontos de vista 5 – A ação do dervis conduz ao entendimento, ao acordo 6 – O escudo pode ser algo simbólico 7 – Os cavaleiros não admitem o ponto do vista do outro 8 – Há intolerância do saber; de poder
  • 23. TRAGÉDIA BRASILEIRA Manuel Bandeira Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade, conheceu Maria Elvira na Lapa – prostituta, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria. Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista manicura... Dava tudo quanto ela queria. Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado. Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa. Viveram três anos assim.Toda vez que Maria Elvira arranjava um namorado, Misael mudava de casa. Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bom Sucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucai, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos... Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.
  • 24. Análise de Conteúdo Texto possui duas narrativas: o perfil de Misael, um funcionário da Fazenda, com 63 anos, dando a entender (conotação) que dispunha de “posses”. e o de Maria Elvira, uma prostituta que, pela sua aparência, evidenciava poucas condições de viver com o mínimo de qualidade – vivia em ‘disjunção’ com a saúde. Misael é o provedor que leva Maria Elvira para a ‘conjunção’ com a saúde, beleza e o bem estar. Ele tirou Maria Elvira da prostituição e provou isso. Também o texto dá a entender que Misael queria algo em troca dessa “ajuda” (conotação). Ou seja a ‘ajuda’ – coisas que o dinheiro podia comprar - tinha um preço. Esse preço, subentendido (novamente a conotação) no texto, era possivelmente o amor e os ‘carinhos’ de Maria Elvira. Misael “compra” esses carinhos de Maria Elvira que, em troca, arranjava namorado! Já os namorados de Maria Elvira podem simbolizar a insatisfação amorosa (sexual) de Maria Elvira com Misael, o jeito escrachado de ser de Maria Elvira.
  • 25. Misael demonstrava ter um perfi/personalidadel de homem pacífico, discreto (“não queria escândalo”). A cada novo namorado de Maria Elvira, uma mudança de endereço. O que demonstra, também, no perfil de Misael, uma preocupação em não macular imagem e reputação construídas ao longo dos 63 anos de vida. Mas no entanto, seu amor ferido (pacto de troca), ego e machismo levaram a disparar seis tiros! Contra Maria Elvira. Essa foi a sanção, a finalização a história ( uma crônica). Parte final – Tipo de redação de texto jornalístico policial – “caída em decúbito dorsal”, vestida de organdi azul. Ao descrever o tecido da roupa de Maria Elvira (organdi) há uma descrição da qualidade/padrão de vida que Maria Elvira passou a ter com Misael.
  • 26. (Discursos) 1 – Encontro das diferenças 2 – Troca de interesses 3 – Desequilíbrio financeiro (disjunção, conjunção) e de interesses 4 – Nome do texto – machismo a brasileira – direitos sobre a mulher, objeto; fidelidade, “honra lavada”, 5 - Machismo - (contextualizar) reflexo do comportamento dos homens de uma época. 5- Justificativa do ato (crime). Maria Elvira tinha namorados e Misael não suportou...
  • 27. Observações finais A crônica de retrata um tipo de relação, cujas bases foram construídas em torno de desejos distintos: Misael queria o “amor” (ou sexo?) de Maria Elvira. Enquanto Misael tinha o poder econômico de adquirir tudo o que Maria Elvira demonstrava, em seu próprio corpo, necessitar: dinheiro, saúde (médico, dentista). Misael “tira” Maria Elvira da prostituição. “Dá casa e comida” e, quand Elvira está em melhores condições, volta a ter vários namorados, para desgosto de Misael que, por ter uma personalidade pacata, evita escandâlos e a cada novo namoro, muda de endereço. Assim, o casalviveu por t^rês anos até que não suportando a rejeição, o não cumprimento do pacto de interesses que Misael acreditava ter feito com Maria Elvira e, movido por ciúmes, honra e machismo feridos acaba com o problema, dando seis tiros em Maria Elvira. O texto recorre há várias técnicas de análise do conteúdo: Palavras- semântica, que dão sentido a discursos e ideologias: Apropriação da linguagem – sujeito assujeitado
  • 28. O Percurso gerativo de sentido , o que dá sentido ao texto, é feito por um encadeamento de formas que vão dando vida e sentido ao texto: o perfil dos personagens; a narratividade é atemporal e ao mesmo tempo sinaliza para diversidades; Tem uma composição hierárquica: Dá o perfil dos personagens; o performance dos personagens (mudanças) Tipo de vida/situação/ ação e reação (sanção final).
  • 29. TERESINHA (CHICO BUARQUE) O PRIMEIRO ME CHEGOU COMO QUEM VEM DO FLORISTA TROUXE UM BICHO DE PELÚCIA, TROUXE UM BROCHE DE AMETISTA ME CONTOU SUAS VIAGENS E AS VANTAGENS QE ELE TINHA ME MOSTROU O SEU RELÓGIO, ME CHAMAVA DA RAINHA ME ENCONTROU TÃO DESARMADA QUE TOCOU MEU CORAÇÃO MAS NÃO ME NEGAVA ADA E ASSUSTADA EM DISSE NÃO. O SEGUNDO ME CHEGOU COMO QUEM CHEGA DO BAR TROUXE UM LITRO DE AGUARDENTE TÃO AMARGA DE TRAGAR INDAGOU O MEU PASSADO E CHEIROU MINHA COMIDA VASCULHOU MINHA GAVETA ME CHAMAVA DE PERDIDA ME ENCONTROU TÃO DESARMADA QUE ARRANHOU MEU CORAÇÃO MAS NÃO ME ENTRAGAVA NADA E ASSUSTADA EU DISSSE NÃO. O TERCEIRO ME CHEGOU COMO QUEM CHEGA DO NADA ELE NÃO ME TROUXE NADA TAMBÉM NADA PERGUNTOU MAL SEI COMO ELE SE CHAMA MAS ENTENDO QUE ELE QUER SE DEITOU NA MINHA CAMA E ME CHAMA DE MULHER FOI CHEGANDO SORRATEIRO E ANTES QUE EU DISSESSE NÃO SE INSTALOU FEITO UM POSSEIRO DENTRO DO MEU CORAÇÃO.
  • 30. Nome da música lembra outra: Teresinha de Jesus de uma queda foi ao chão, Acolheram três cavalheiros, Todos os três chapéu na mão, O primeiro foi seu pai, O segundo o seu irmão, O terceiro foi aquele que Teresa deu a mão. Na música de Chico o primeiro trouxe flores, broche de ametista, mostrou um relógio (Referência, aparência ornamentação). O homem que presenteia; que trata a mulher como rainha; a mulher colocada em um pedestal, fora do mundo real. Ressalta o símbolo o estereótipo da mulher-rainha a mulher estátua em sue pedestal. A mulher acima do cotidiano, do real, das aventuras. Mas ela rejeitou esse tipo de amor. No segundo relato os aspectos gustativo e olfativo tem destaque; mexeu com a vida, com o eu dela (vasculhou minha gaveta); mas a chamada de perdida, fazendo crítica ao jeito de ser dela; mas era reservado, desconfiado do jeito de ser de Teresinha e se escondia dela e ela dele. O terceiro simplesmente chegou...
  • 31. 4ª aula ANÁLISE DO DISCURSO Marca da AD – Contexto Conjunção - Disjunção – Enunciação – Ato de produção de um texto (enunciador – co-enunciador) Enunciado – texto Narratividade – ordem lógica de formulação de um texto Narrativa – Texto – eventos comunicacionais Ação enunciatória - Percurso gerativo de sentido -
  • 32. ANÁLISE DO DISCURSO CORRENTES INGLESA – Ênfase no papel ativo do sujeito (atos da fala, desconsidera o contexto). Prioridade da pragmática - eficiência na relação entre o emissor e o receptor . Identificação da pessoa que conduz a narrativa. Três instâncias 1 – Conversacional - Narrativa inteligível (INTER)subjetiva. Pressupostos – Relações de sentido,uso de expressões que são/foram incorporadas por determinados grupos Implicitos– Instrumentos que viabilizam a interação 2- Indexical – Circunstância m que acontece a interpretação dos textos. Marcas do discurso: indicadores de que o sujeito, asujeitado expõe, narra a partir do seu ponto de vista. e acional. do, no co-enunciador, no contexto, na presença de fragmentos de discursos ideológicos e de poder. .
  • 33. ANÁLISE DO DISCURSO Ou seja AO SE APROPRIAR DE UMA LINGUAGEM O EMISSOR CONSTRÓI UM DISCURSO MAS ESSE EMISSOR DEIXA PISTAS, PEGADAS DO TEMPO (PRESENTE, PASSAD E FUTURO), LUGAR E ESPAÇO(AQUI, AGORA) EM QUE A NARRATIVA FOI CONCEBIDA. .
  • 34. ANÁLISE DO DISCURSO Ou seja AO SE APROPRIAR DE UMA LINGUAGEM O EMISSOR CONSTRÓI UM DISCURSO MAS ESSE EMISSOR DEIXA PISTAS, PEGADAS DO TEMPO (PRESENTE, PASSAD E FUTURO), LUGAR E ESPAÇO(AQUI, AGORA) EM QUE A NARRATIVA FOI CONCEBIDA. AÇÃO – ATOS LOCUTÓRIOS PROPOSIÇÕES QUE OBEDECEM A REGRAS LÓGICAS QUE PERMITEM A COVERSAÇÃO POR FAZEREM SENTIDO EM QUAQUER SITUAÇÃO ATOS ILOCUTÓRIOS É O DOMÍNIO DO ATO DA FALA ARTICULADO A SITUAÇÃO SOCIAL, AO CONTEXTO Norte-americana – AD como extensão da Linguística (reducionismo) Francesa – ênfase no sujeito assujeitado, no co-enunciador, no contexto, na presença de fragmentos de discursos ideológicos e de poder. .
  • 35. ATOS DA FALA LOCUTÓRIOS - OBEDECEM A REGRAS – AFIRMAÇÃO/INTERROGAÇÃO/ EXCLAMAÇÃO; ILOCUTÓRIOS – POSIÇÃO DO LOCUTOR FRENTE A UMA SITUAÇÃO. DOMÍNIO DO ATO DA FALA (CONTEXTO); PERLOCUTÓRIOS – ENFATIZA A REPRESENTAÇÃO DE UM PAPEL SOCIAL, POLÍTICA/IDEOLÕGICA/RELIGIOSA ETC. Norte-americana – AD como extensão da Linguística (reducionismo) Francesa – ênfase no sujeito assujeitado, no co-enunciador, no contexto, na presença de fragmentos de discursos ideológicos e de poder.
  • 36. Imagens Iconográficas
  • 37. Imagens Iconográficas
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41. Não fumar – Sequência de signos (imagens/verbal) - ENUNCIAÇÃO INDEPENDENTE DO CONTEÚDO VERBAL A PLACA A IMAGEM (PLACA NÃO FUMAR) É UMA ENUNCIAÇÃO DE INTERDIÇÃO. TEM CONTEÚDO PRAGMÁTICO QUE INDEPENDE DO CONTEÚDO DO TEXTO VERBAL QUE PODE REFORÇAR ESSA ORDEM DE FORMA MAIS OU MENOS AMENA, MAIS OU MENOS AUTORITÁRIA. Sujeito assujeitado ------------------------------------ co-enunciador Se o enunciador não obedecer a ordem estará sujeito a penalidades (multa), provocar uma repreensão etc, etc. INFORMAÇÃO PARATEXTUAL CREDIBILIDADE VERBO NO INFINITIVO
  • 42. ATOS DE ENUNCIAR ENUNCIAÇÃO – O FATO QUE LEVA A PRODUÇÃO DE UM DISCURSO ENUNCIADO – PRODUTO DA ENUNCIAÇÃO ENUNCIADOR – O PRODUTO DO DISCURSO QUE, NECESSARIAMENTE, NÃO É O PRODUTO DO ENUNCIADO, MAS QUE COMPÕE UM TEXTO REFERENCIAL - AQUILO QUE O ENUNCIADO ANUNCIA A teoria do discurso não é uma teoria do sujeito antes que esse anuncie, mas uma teoria da instância de enunciação que é, ao mesmo tempo, um efeito do enunciado.
  • 43. ANÁLISE DO DISCURSO (AD) Alguns destaques das propostas teóricas de DOMINIQUE MAINGUENEAU O QUE É UM DISCURSO? “ Dilma fez um discurso”, ”Isso não passa de um discurso eleitoreiro”; “discurso religioso’, ‘discurso feminista’, ‘discurso polêmico’ etc; Discurso designa tanto um sistema de produção de um conjunto de textos quanto o próprio conjunto de textos . AD – Sinaliza para uma mudança em nossa maneira de conceber a linguagem, por influência de diversas correntes das Ciências Humanas. AD – Está sujeita a regras organizativas que regem uma narrativa, um diálogo.
  • 44. UM DISCURSO É ORIENTADO POIS É CONCEBIDO EM FUNÇÃO DE UMA PERSPECTIVA ASSUMIDADA PELO LOCUTOR E TAMBÉM PORQUE ATUA NO TEMPO (contexto) . PODE ACEITAR DIGRESSÕES (disjunções) – OU LINEARIDADES DISCURSO É UMA FORÇA DE AÇÃO – (Movimento) sobre o outro. Toda enunciação é um ato (sugere/pretende/interroga) que visa interferir no ‘outro’. Gêneros discursivos – Panfletos, receita médica, telejornal visam produzir algum tipo de alteração nos destinatários. Atividade verbal-atividade não verbal. Discurso é interativo – EU E VOCÊ É um diálogo – Maingueneau cria a figura do co-enunciador – parceiros de um discurso e, não apenas, o receptor
  • 45. Interdiscursividade – Discurso / interdiscursos – Multiplicidade de interdiscursividades presentes em um ENUNCIADO- Marca verbal do acontecimento ou unidade elementar da comunicação verbal. Sequência verbal que forma uma unidade de comunicação que pode recorrer a um determinado gênero discursivo. ENUNCIAÇÃO – o acontecimento em um evento comunicacional (texto, independente da linguagem)
  • 46. Algumas observações (Análise de Discurso/AD)