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Elementos[1]

  1. 1. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________CPM - Programa de Certificação de Pessoal de ManutençãoMecânicaNoções Básicas deElementos de Máquinas___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 3
  2. 2. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Noções Básicas de Elementos de Máquinas - Mecânica© SENAI - ES, 1996Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão) Coordenação Geral Francisco Lordes (SENAI) Marcos Drews Morgado Horta (CST) Supervisão Alberto Farias Gavini Filho (SENAI) Rosalvo Marcos Trazzi (CST) Elaboração Evandro Armini de Pauli (SENAI) Fernando Saulo Uliana (SENAI) Aprovação José Geraldo de Carvalho (CST) José Ramon Martinez Pontes (CST) Tarcilio Deorce da Rocha (CST) Wenceslau de Oliveira (CST) Editoração Ricardo José da Silva (SENAI)SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem IndustrialDAE - Divisão de Assistência às EmpresasDepartamento Regional do Espírito SantoAv. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitória - ES.CEP 29045-401 - Caixa Postal 683Telefone: (027) 325-0255Telefax: (027) 227-9017CST - Companhia Siderúrgica de TubarãoAHD - Divisão de Desenvolvimento de Recursos HumanosAV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES.CEP 29160-972Telefone: (027) 348-1322Telefax: (027) 348-1077___________________________________________________________________________________________________ CST4 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  3. 3. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________SumárioParafusos, porcas, arruelas e rosca....................................... 03• Parafusos .......................................................................... 03• Porcas ............................................................................... 08• Arruelas ............................................................................. 10• Rosca ................................................................................ 12Engrenagens, Correias, Polias e Correntes ........................... 23• Transmissão por engrenagens .......................................... 23• Transmissão por polias e correias ..................................... 33• Transmissão por correntes ................................................ 43Mancais de Rolamento e Deslizamento ................................. 49• Mancais de Rolamento ...................................................... 49• Mancais de deslizamento .................................................. 55Acoplamentos ........................................................................ 61Elementos de Vedação .......................................................... 75Travas, Chaveta, Anel elástico, Pinos e Freios ...................... 87• Travas ............................................................................... 87• Chaveta ............................................................................. 88• Anel elástico ...................................................................... 94• Pinos ................................................................................. 96• Freios .............................................................................. 101Noções de Elementos de Máquinas - Avaliação................... 104___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 5
  4. 4. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Parafusos, porcas, arruelas e roscaParafusos, porcas e arruelas são peças metálicas de vitalimportância na união e fixação dos mais diversos elementos demáquina.Por sua importância, a especificação completa de um parafuso esua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de umelemento de máquina, ou seja: material, tratamento térmico,dimensionamento, tolerâncias, afastamentos e acabamento.ParafusosO parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por umacabeça que pode ser hexagonal, sextavada, quadrada ouredonda.cabeça hexagonal ou sextavadacabeça quadrada___________________________________________________________________________________________________ CST6 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  5. 5. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Em mecânica, ele é empregado para unir e manter juntas peçasde máquinas, geralmente formando conjuntos com porcas earruelas.Em geral, os parafusos são fabricados em aço de baixo e médioteor de carbono, por meio de forjamento ou usinagem. Osparafusos forjados são opacos e os usinados, brilhantes. Asroscas podem ser cortadas ou laminadas.Aço de alta resistência à tração, aço-liga, aço inoxidável, latão eoutros metais ou ligas não-ferrosas podem também ser usadosna fabricação de parafusos. Em alguns casos, os parafusos sãoprotegidos contra a corrosão por meio de galvanização oucromagem.Dimensão dos parafusosAs dimensões principais dos parafusos são:• diâmetro externo ou maior da rosca;• comprimento do corpo;• comprimento da rosca;• altura da cabeça;• distância do hexágono entre planos e arestas.O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.Carga dos parafusosA carga total que um parafuso suporta é a soma da tensãoinicial, isto é, do aperto e da carga imposta pelas peças queestão sendo unidas. A carga inicial de aperto é controlada,estabelecendo-se o torque-limite de aperto. Nesses casos,empregam-se medidores de torque especiais (torquímetros).Tipos de parafusosOs parafusos podem ser:• sem porca• com porca• prisioneiro___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 7
  6. 6. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Allen• de fundação farpado ou dentado• auto-atarraxante• para pequenas montagens• Parafuso sem porcaNos casos onde não há espaço para acomodar uma porca, estapode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.A união dá-se através da passagem do parafuso por um furopassante na primeira peça e rosqueamento no furo com roscada segunda peça.• Parafuso com porcaÀs vezes, a união entre as peças é feita com o auxílio de porcase arruelas. Nesse caso, o parafuso com porca é chamadopassante.___________________________________________________________________________________________________ CST8 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  7. 7. Espírito Santo______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 9
  8. 8. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Parafuso prisioneiroO parafuso prisioneiro é empregado quando se necessitamontar e desmontar parafuso sem porca a intervalosfrequentes. Consiste numa barra de seção circular com roscasnas duas extremidades. Essas roscas podem ter sentido oposto.Para usar o parafuso prisioneiro, introduz-se uma das pontas nofuro roscado da peça e, com auxílio de uma ferramentaespecial, aperta-se essa peça. Em seguida aperta-se a segundapeça com uma porca e arruelas presas à extremidade livre doprisioneiro. Este permanece no lugar quando as peças sãodesmontadas. aplicação do prisioneiro• Parafuso AllenO parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência àtração e submetido a um tratamento térmico após aconformação. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça,que é geralmente cilíndrica e recartilhada. Para o aperto, utiliza-se uma chave especial: a chave Allen.Os parafusos Allen são utilizados sem porcas e suas cabeçassão encaixadas num rebaixo na peça fixada, para melhor___________________________________________________________________________________________________ CST10 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  9. 9. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________acabamento. E também por necessidade de redução de espaçoentre peças com movimento relativo.• Parafuso de fundação farpado ou dentadoOs parafusos de fundação farpados ou dentados são feitos deaço ou ferro e são utilizados para prender máquinas ouequipamentos ao concreto ou à alvenaria. Têm a cabeçatrapezoidal delgada e áspera que, envolvida pelo concreto,assegura uma excelente fixação. Seu corpo é arredondado ecom dentes, os quais têm a função de melhorar a aderência doparafuso ao concreto.FarpadoDentado• Parafuso auto-atarraxanteO parafuso auto-atarraxante tem rosca de passo largo em umcorpo cônico e é fabricado em aço temperado. Pode ter pontaou não e, às vezes, possui entalhes longitudinais com a funçãode cortar a rosca à maneira de uma tarraxa. As cabeças têmformato redondo, em latão ou chanfradas e apresentam fendassimples ou em cruz (tipo Phillips).Esse tipo de parafuso elimina a necessidade de um furo roscadoou de uma porca, pois corta a rosca no material a que é preso.Sua utilização principal é na montagem de peças feitas defolhas de metal de pequena espessura, peças fundidas maciase plásticas.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 11
  10. 10. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ cabeça redonda cabeça fenda Phillips chanfrada• Parafuso para pequenas montagensParafusos para pequenas montagens apresentam vários tiposde roscas e cabeças e são utilizados para metal, madeira eplásticos. cabeça cabeça cabeça cabeça cabeçacilíndrica redonda chanfrada redondo- redondo- plana -cilíndrica -chanfradaDentre esses parafusos, os utilizados para madeira apresentamroscas especiais. com cabeça oval com cabeça redonda com cabeça chataPorcasPorcas são peças de forma prismática ou cilíndrica, providas deum furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. São___________________________________________________________________________________________________ CST12 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  11. 11. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________hexagonais, sextavadas, quadradas ou redondas e servem paradar aperto nas uniões de peças ou, em alguns casos, paraauxiliar na regulagem.Tipos de porcasSão os seguintes os tipos de porcas:• castelo• cega (ou remate)• borboleta• contraporcas- Porca casteloA porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhesradiais, coincidentes dois a dois, que se alinham com um furo noparafuso, de modo que uma cupilha possa ser passada paratravar a porca.- Porca cega (ou remate)Nesse tipo de porca, uma das extremidades do furo rosqueadoé encoberta, ocultando a ponta do parafuso.A porca cega pode ser feita de aço ou latão, é geralmentecromada e possibilita um acabamento de boa aparência.- Porca borboletaA porca borboleta tem saliências parecidas com asas paraproporcionar o aperto manual. Geralmente fabricada em aço oulatão, esse tipo de porca é empregado quando a montagem e adesmontagem das peças são necessárias e frequentes.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 13
  12. 12. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________- ContraporcasAs porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentamtendência a afrouxar, o que pode causar danos às máquinas.Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outraporca contra a primeira. Por medida de economia utiliza-se umaporca mais fina, e para sua travação são necessárias duaschaves de boca. Veja figura a seguir.ArruelasSão peças cilíndricas, de pouca espessura, com um furo nocentro, pelo qual passa o corpo do parafuso.As arruelas servem basicamente para:• proteger a superfície das peças;• evitar deformações nas superfícies de contato;• evitar que a porca afrouxe;• suprimir folgas axiais (isto é, no sentido do eixo) na montagem das peças;• evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca.___________________________________________________________________________________________________ CST14 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  13. 13. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________A maioria das arruelas é fabricada em aço, mas o latão tambémé empregado; neste caso, são utilizadas com porcas eparafusos de latão.As arruelas de cobre, alumínio, fibra e couro sãoextensivamente usadas na vedação de fluidos.Tipos de arruelasOs três tipos de arruela mais usados são:• arruela lisa• arruela de pressão• arruela estrelada- Arruela lisaA arruela lisa (ou plana) geralmente é feita de aço e é usada sobuma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força doaperto.As arruelas de qualidade inferior, mais baratas, são furadas apartir de chapas brutas, mas as de melhor qualidade sãousinadas e têm a borda chanfrada como acabamento.- Arruela de pressãoA arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de molahelicoidal, feita de aço de mola de seção retangular. Quando aporca é apertada, a arruela se comprime, gerando uma grandeforça de atrito entre a porca e a superfície. Essa força éauxiliada por pontas aguçadas na arruela que penetram nassuperfícies, proporcionando uma travação positiva.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 15
  14. 14. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________- Arruela estreladaA arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada) é dedentes de aço de molas e consiste em um disco anular providode dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. Osdentes são torcidos e formam pontas aguçadas. Quando aporca é apertada, os dentes se aplainam penetrando nassuperfícies da porca e da peça em contato.A arruela estrelada com dentes externos é empregada emconjunto com parafusos de cabeça chanfrada.RoscasRosca é uma saliência de perfil constante, helicoidal, que sedesenvolve de forma uniforme, externa ou internamente, aoredor de uma superfície cilíndrica ou cônica. Essa saliência édenominada filete.Passo e hélice de roscaQuando há um cilindro que gira uniformemente e um ponto quese move também uniformemente no sentido longitudinal, emcada volta completa do cilindro, o avanço (distância percorridapelo ponto) chama-se passo e o percurso descrito no cilindropor esse ponto denomina-se hélice.O desenvolvimento da hélice forma um triângulo, onde se têm:α = ângulo da héliceP (passo) = cateto opostohélice = hipotenusaD2 (diâmetro médio) = cateto adjacente___________________________________________________________________________________________________ CST16 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  15. 15. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Podem-se aplicar, então, as relações trigonométricas emqualquer rosca, quando se deseja conhecer o passo, diâmetromédio ou ângulo da hélice: Pângulo da hélice = tg α = D2 . πP (passo) = tg α . D2 . πQuanto maior for o ângulo da hélice, menor será a força deatrito atuando entre a porca e o parafuso, e isto é comprovadoatravés do paralelogramo de forças. Portanto, deve-se tercritério na aplicação do passo da rosca.Para um aperto adequado em parafusos de fixação, deve-semanter α < 15º.FA = força de atritoFN = força normalFR = força resultanteRosca fina (rosca de pequeno passo)Frequentemente é usada na construção de automóveis eaeronaves, principalmente porque nesses veículos ocorremchoques e vibrações que tendem a afrouxar a porca.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 17
  16. 16. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________É utilizada também quando há necessidade de uma ajustagemfina ou uma maior tensão inicial de aperto e, ainda, em chapasde pouca espessura e em tubos, por não diminuir sua secção.Parafusos com tais roscas são comumente feitos de aços-liga etratados termicamente.Observação: Devem-se evitar roscas finas em materiais quebradiços.Rosca média (normal)Utilizada normalmente em construções mecânicas e emparafusos de modo geral, proporciona também uma boa tensãoinicial de aperto, mas deve-se precaver quando do seu empregoem montagens sujeitas a vibrações, usando, por exemplo,arruelas de pressão.Rosca de transporte ou movimentoPossui passo longo e por isso transforma o movimento giratórionum deslocamento longitudinal bem maior que as anteriormentecitadas. É empregada normalmente em máquinas (tornos,prensas, morsa, etc.) ou quando as montagens e desmontagenssão frequentes.___________________________________________________________________________________________________ CST18 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  17. 17. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________O material do furo roscado deve ser diferente do aço para evitara solda a frio (emgripamento). Também é desaconselhável suamontagem onde as vibrações e os choques são frequentes.Quando se deseja um grande deslocamento com filetes depouca espessura, emprega-se a rosca múltipla, isto é, com doisfiletes ou mais.Em alguns casos, quando o ângulo da hélice for maior que 45º omovimento longitudinal pode ser transformado em movimentogiratório, como por exemplo o berbequim.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 19
  18. 18. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Perfil da rosca (secção do filete)TriangularÉ o mais comum. Utilizado em parafusos e porcas de fixação,uniões e tubos.TrapezoidalEmpregado em órgãos de comando das máquinas operatrizes(para transmissão de movimento suave e uniforme), fusos eprensas de estampar (balancins mecânicos).RedondoEmprego em parafusos de grandes diâmetros e que devemsuportar grandes esforços, geralmente em componentesferroviários. É empregado também em lâmpadas e fusíveis pelafacilidade na estampagem.___________________________________________________________________________________________________ CST20 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  19. 19. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Dente de serraUsado quando a força de solicitação é muito grande em um sósentido (morsas, macacos, pinças para tornos e fresadoras).QuadradoQuase em desuso, mas ainda utilizado em parafusos e peçassujeitas a choques e grandes esforços (morsas).___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 21
  20. 20. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Sentido de direção do fileteÀ esquerda À direitaQuando, ao avançar, gira em sentido Quando, ao avançar, gira no sentidocontrário ao dos ponteiros do relógio dos ponteiros do relógio (sentido de(sentido de aperto à esquerda). aperto à direita).Simbologia dos principais elementos de uma roscaD = diâmetro maior da rosca interna (nominal)d = diâmetro maior da rosca externa (nominal)D1 = diâmetro menor da rosca internad1 = diâmetro menor da rosca externaD2 = diâmetro efetivo da rosca internad2 = diâmetro efetivo da rosca externaP = passoA = avançoN = número de voltas por polegadan = número de filetes (fios por polegada)H = altura do triângulo fundamentalhe = altura do filete da rosca externahi = altura do filete da rosca internai = ângulo da hélice (α)rre = arredondamento do fundo da rosca do parafusorr1 = arredondamento do fundo da rosca da porca___________________________________________________________________________________________________ CST22 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  21. 21. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Principais sistemas de roscasRosca métrica de perfil triangular ISO - ABNT - NB97d = nominal h1 = 0,5413 . Pd1 = d - 1,2268 . P rri = 0,063 . Phe = 0,61343 . P d2 e D2 = d - 0,64953 . Prre = 0,14434 . P A = 0,045 . PD = d ÷ 2a H = 0,86603 . PD1 = d - 1,0825 . P P i = tg ∝ = π . d1Designação. M10 (normal). M20 x 1,5 (passo fino)Rosca americana normal NC ISO - ABNT - NB97P = 1” ÷ número de filetes por polegadaH = 0,866phe = 0,6495ph = 0,6134ph1 = 0,54125pd1 = d - 2hed2 = d - heD = d + 0,2222heD1 = d - 1,7647e1 = p/8e2 = p/24___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 23
  22. 22. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Rosca americana fina - NCP = 1” ÷ número de filetes por polegadaH = 0,866Phe = 0,6495Ph = 0,6134Ph1 = 0,54125Pd1 = d - 2hed2 = d - heD = d + 0,2222heD2 = d - 1,7647e1 = p/8e2 = p/24Rosca whitworth normal (inglesa)P = 1” ÷ número de filetes por polegadaH = 0,9605 . Ph1 = 0,6403 . Pd1 = d - 2 . h1rre = rri = 0,1373 . Pd2 = d1 + h1DesignaçãoNormal: Indica-se somente pelo ∅ maior → 2”Fina: Diâmetro maior x passo → w84 x 1/16”___________________________________________________________________________________________________ CST24 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  23. 23. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Rosca Whitworth gás (BSP) - ABNT - NB202 ISO - R7(continua)H = 0,960491 . Ph = 0,640327 . Pr = 0,137329 . PRosca Whitworth gás (BSP) - ABNT - NB202 ISO - R7(conclusão)H = 0,960237 . Ph = 0,640327 . Pr = 0,137278 . PDesignaçãoT4”Rosca trapezoidal americana “Acme” = 29ºh = 0,5 . P + 0,254h1 = hc = 0,3707 . Pf = 0,3707 . P - 0,132d1 = d - 2h Pd2 = d - 2D = d + 0,508D1 = d - P Ptg i = π . D2Exemplo: 1 1/8” x 5___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 25
  24. 24. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Designação• Diâmetro externo (em polegada) x número de fios por polegada.___________________________________________________________________________________________________ CST26 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  25. 25. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Rosca trapezoidal métricaP = variáveld1 = d - 2h1D = d + 2aD1 = d - 2(h1 - a)d2 = d - 0,5 . Ph = 1,866 . Ph1 = 0,5 . P + ah2 = 0,5 . P + a - bH = 0,5 . P + 2a - b = 30º PÂngulo da hélice ( i ) = tg i = π . d2Exemplo:Diâmetro maior x passo → Tr 48 x 8Rosca dente de serra Símbolo: S Designação: ∅ maior x passo Exemplo: 570 x 10h = 0,663P h = 0,867Pa = 0,163P a = 0,264P___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 27
  26. 26. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Rosca quadrada folga = 0,05h h = 0,5P a = 0,5P P(métrico) = 0,2D Designação: Quadrada ∅ maior x passo Exemplo: Quadrada 50 x 4___________________________________________________________________________________________________ CST28 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  27. 27. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Engrenagens, Correias, Polias e CorrentesTransmissão por engrenagensAs engrenagens, também chamadas rodas dentadas, sãoelementos básicos na transmissão de potência entre árvores.Elas permitem a redução ou aumento do momento torsor, commínimas perdas de energia, e aumento ou redução develocidades, sem perda nenhuma de energia, por nãodeslizarem.A mudança de velocidade e torção é feita na razão dosdiâmetros primitivos. Aumentando a rotação, o momento torsordiminui e vice-versa. Assim, num par de engrenagens, a maiordelas terá sempre rotação menor e transmitirá momento torsormaior. A engrenagem menor tem sempre rotação mais alta emomento torsor menor.O movimento dos dentes entre si processa-se de tal modo queno diâmetro primitivo não há deslizamento, havendo apenasaproximação e afastamento.Nas demais partes do flanco, existe ação de deslizamento erolamento. Daí conclui-se que as velocidades periféricas(tangenciais) dos círculos primitivos de ambas as rodas sãoiguais (lei fundamental do dentado).___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 29
  28. 28. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Elementos básicos das engrenagens• (De) Diâmetro externoÉ o diâmetro máximo da engrenagem De = m (z + 2).• (Di) Diâmetro internoÉ o diâmetro menor da engrenagem.• (Dp) Diâmetro primitivoÉ o diâmetro intermediário entre De e Di. Seu cálculo exato é Dp = De - 2m.• (C) Cabeça do denteÉ a parte do dente que fica entre Dp e De.• (f) Pé do denteÉ a parte do dente que fica entre Dp e Di.• (h) Altura do dente De − DiÉ a altura total do dente ou h = 2,166 . m 2• (e) Espessura de denteÉ a distância entre os dois pontos extremos de um dente, medida à altura do Dp.• (V) Vão do denteÉ o espaço entre dois dentes consecutivos. Não é a mesma medida de e.• (P) PassoMedida que corresponde a distância entre dois dentes consecutivos, medida à altura do Dp.___________________________________________________________________________________________________ CST30 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  29. 29. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ número de dentes (Z) = 16 Dp P Módulo (M) = ou Z π• (M) MóduloDividindo-se o Dp pelo número de dentes (z), ou o passo (P) por π, teremos um número que se chama módulo (M).Esse número é que caracteriza a engrenagem e se constitui em sua unidade de medida.O módulo é o número que serve de base para calcular a dimensão dos dentes.• (α) = Ângulo de pressão αOs pontos de contato entre os dentes da engrenagem motora e movida estão ao longo do flanco do dente e, com o movimento das engrenagens, deslocam-se em uma linha reta, a qual forma, com a tangente comum às duas engrenagens, um ângulo. Esse ângulo é chamado ângulo de pressão (α), e no sistema modular é utilizado normalmente com 20 ou 15º.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 31
  30. 30. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Perfil do flanco do denteO perfil do flanco do dente é caracterizado por parte de umacurva cicloidal chamada evolvente. A figura apresenta oprocesso de desenvolvimento dessa curva.O traçado prático da evolvente pode ser executado ao redor deum círculo, marcando-se a trajetória descrita por um pontomaterial definido no próprio fio.Quanto menor for o diâmetro primitivo (Dp), mais acentuadaserá a evolvente. Quanto maior for o diâmetro primitivo, menosacentuada será a evolvente, até que, em uma engrenagem deDp infinito (cremalheira) a evolvente será uma reta. Neste caso,o perfil do dente será trapezoidal, tendo como inclinação apenaso ângulo de pressão (α).___________________________________________________________________________________________________ CST32 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  31. 31. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Geração de evolventeImagine a cremalheira citada no item anterior como sendo umaferramenta de corte que trabalha em plaina vertical, e que acada golpe se desloca juntamente com a engrenagem a serusinada (sempre mantendo a mesma distância do diâmetroprimitivo).É por meio desse processo contínuo que é gerada, passo apasso, a evolvente.O ângulo de inclinação do perfil (ângulo de pressão α) sempre éindicado nas ferramentas e deve ser o mesmo para o par deengrenagens que trabalham juntas.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 33
  32. 32. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Tipos de engrenagensEngrenagem cilíndrica de dentes retosOs dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação aoeixo. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixocusto.É usada em transmissão que requer mudança de posição dasengrenagens em serviço, pois é fácil de engatar. É maisempregada na transmissão de baixa rotação do que na de altarotação, por causa do ruído que produz.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidaisOs dentes são dispostos transversalmente em forma de héliceem relação ao eixo.É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por sersilenciosa devido a seus dentes estarem em componente axialde força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento.Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e tambémpara eixos que formam um ângulo qualquer entre si(normalmente 60 ou 90º).___________________________________________________________________________________________________ CST34 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  33. 33. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Engrenagem cilíndrica com dentes internosÉ usada em transmissões planetárias e comandos finais demáquinas pesadas, permitindo uma economia de espaço edistribuição uniforme da força. As duas rodas do mesmoconjunto giram no mesmo sentido.Engrenagem cilíndrica com cremalheiraA cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentadacom diâmetro primitivo infinitamente grande. É usada paratransformar movimento giratório em longitudinal.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 35
  34. 34. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Engrenagem cônica com dentes retosÉ empregada quando as árvores se cruzam; o ângulo deinterseção é geralmente 90º, podendo ser menor ou maior. Osdentes das rodas cônicas têm um formato também cônico, oque dificulta sua fabricação, diminui a precisão e requer umamontagem precisa para o funcionamento adequado.A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direçãoda força, em baixas velocidades.___________________________________________________________________________________________________ CST36 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  35. 35. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Engrenagem cilíndrica com dentes oblíquosSeus dentes formam um ângulo de 8 a 20º com o eixo daárvore. Os dentes possuem o perfil da envolvente e podem estarinclinados à direita ou à esquerda.Os dentes vão se carregando e descarregando gradativamente.Sempre engrenam vários dentes simultaneamente, o que dá umfuncionamento suave e silencioso. Pode ser bastante solicitadae pode operar com velocidades periféricas até 160m/s.Os dentes oblíquos produzem uma força axial que deve sercompensada pelos mancais.Engrenagem cilíndrica com dentes em VConhecida também como engrenagem espinha de peixe. Possuidentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra àesquerda. Isso permite a compensação da força axial na própriaengrenagem, eliminando a necessidade de compensar estaforça nos mancais.Para que cada parte receba metade da carga, a engrenagemem espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 37
  36. 36. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial.Usam-se grandes inclinações de hélice, geralmente de 30 a 45º.Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidaspor parafusos ou solda. Neste último caso só é admissível osentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contraa outra.Engrenagem cônica com dentes em espiralEmpregada quando o par de rodas cônicas deve transmitirgrandes potências e girar suavemente, pois com este formatode dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de doisdentes.O pinhão pode estar deslocado até 1/8 do diâmetro primitivo dacoroa. Isso acontece particularmente nos automóveis paraganhar espaço entre a carcaça e o solo.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa)O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequenonúmero (até 6) de dentes (filetes).___________________________________________________________________________________________________ CST38 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  37. 37. Espírito Santo______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 39
  38. 38. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixosperpendiculares entre si. São usados quando se precisa obtergrande redução de velocidade e consequente aumento demomento torsor.Quando o ângulo de inclinação (y) dos filetes for menor que 5º,o engrenamento é chamado de auto-retenção. Isto significa queo parafuso não pode ser acionado pela coroa.Nos engrenamentos sem-fim, como nas engrenagenshelicoidais, aparecem forças axiais que devem ser absorvidaspelos mancais.Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito dedeslizamento. A fim de manter o desgaste e a geração de calordentro dos limites, adequam-se os materiais do sem-fim (aço) eda coroa (ferro fundido ou bronze), devendo o conjuntofuncionar em banho de óleo.Relação de transmissão ( i )Para engrenagens em geral: Dp 2 Z2 i = = Dp1 Z1Onde:Dp1 = diâmetro primitivo da roda motoraDp2 = diâmetro primitivo da roda movidaZ1 = número de dentes da roda motoraZ2 = número de dentes da roda movida___________________________________________________________________________________________________ CST40 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  39. 39. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Transmissão por polias e correiasPara transmitir potência de uma árvore à outra, alguns doselementos mais antigos e mais usados são as correias e aspolias.As transmissões por correias e polias apresentam as seguintesvantagens:• possuem baixo custo inicial, alto coeficiente de atrito, elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso;• são flexíveis, elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros.Relação de transmissão ( i )É a relação entre o número de voltas das polias (n) numaunidade de tempo e os seus diâmetros. A velocidade periférica(V) é a mesma para as duas rodas. V1 = V2 ∴ πD1n1 = π D2n2Onde:D1 = ∅ da polia menorD2 = ∅ da polia maiorn1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menorn2 = rpm da polia maiorLogo:V1 = V2πD1n1 = πD2n2D1n1 = D2n2___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 41
  40. 40. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ n1 D2 = = i n2 D1Transmissão por correia planaEssa maneira de transmissão de potência se dá por meio doatrito que pode ser simples, quando existe somente uma poliamotora e uma polia movida (como na figura abaixo), ou múltiplo,quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes.A correia plana, quando em serviço, desliza e portanto nãotransmite integralmente a potência.A velocidade periférica da polia movida é, na prática, sempremenor que a da polia motora. O deslizamento depende dacarga, da velocidade periférica, do tamanho da superfície deatrito e do material da correia e das polias.O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura dacorreia e pelo ângulo de abraçamento ou contato (α) (figuraacima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguintefórmula: α para a polia menor 60 . (D 2 − D 1 ) α ≈ 180º - LPara obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:• a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1;• a distância entre eixos não seja menor que 1,2 (D1 + D2).No acionamento simples, a polia motora e a movida giram nomesmo sentido. No acionamento cruzado as polias giram emsentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores,porém o desgaste da correia é maior.___________________________________________________________________________________________________ CST42 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  41. 41. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores nãoparalelas.Formato da polia planaSegundo norma DIN 111, a superfície de contato da polia planapode ser plana ou abaulada. A polia com superfície planaconserva melhor as correias e a polia com superfície abauladaguia melhor as correias.O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dezmilésimos de milímetro (4∼10µm).Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessárioequilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento).___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 43
  42. 42. Espírito Santo______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ CST44 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  43. 43. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Tensionador ou esticadorQuando a relação de transmissão supera 6:1, é necessárioaumentar o ângulo de abraçamento da polia menor. Para isso,usa-se o rolo tensionador ou esticador, acionado por mola oupor peso.A tensão da correia pode ser controlada também pelodeslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 45
  44. 44. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Materiais para correia plana• Couro de boiRecebe emendas, suporta bem os esforços e é bastante elásticas.• Material fibroso e sintéticosNão recebe emendas (correia sem-fim), própria para forças sem oscilações, para polia de pequeno diâmetro. Tem por material base o algodão, o pêlo de camelo, o viscose, o perlon e o nylon.• Material combinado, couro e sintéticosEssa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon). Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade, capas de transmitir grandes potências.Transmissão por correia em VA correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secçãotransversal em forma de trapézio. É feita de borracha revestidapor lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizadospara absorver as forças.Secção de TensãoCordonéis embutidos Coberturaem Borracha de Lonas Secção de Compressão BorrachaO emprego da correia em V é preferível ao da correia plana epossui as seguintes características:• Praticamente não tem deslizamento.• Relação de transmissão até 10:1.• Permite uma boa proximidade entre eixos. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia).• A pressão nos flancos, em consequência do efeito de cunha, triplica em relação à correia plana.• Partida com menor tensão prévia que a correia plana.• Menor carga sobre os mancais que a correia plana.• Elimina os ruídos e os choques, típicos da correia emendada com grampos.___________________________________________________________________________________________________ CST46 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  45. 45. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Emprego de até doze correias numa mesma polia.Perfil e designação das correias em VA designação é feita por uma letra que representa o formato epor um número que é o perímetro médio da correia empolegada.Os perfis são normalizados e denominam-se formato A, B, C, De E, suas dimensões são mostradas na figura a seguir.Para especificação de correias, pode-se encontrar, poraproximação, o número que vai ao lado da letra, medindo ocomprimento externo da correia, diminuindo um dos valoresabaixo e transformando o resultado em polegadas. Perfil A B C D E Medidas 25 32 42 60 72 em mm___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 47
  46. 46. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Perfil dos canais das poliasAs polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitascom ângulos diferentes conforme o tamanho. Dimensões normalizadas para polias em V Perfil Diâmetro Ângulo Medidas em milímetros padrão da externo da do correia polia (mm) canal T S W Y Z H K X 75 a 170 34º A 9,5 15 13 3 2 13 5 5 acima de 170 38º 130 a 240 34º B 11,5 19 17 3 2 17 6,5 6,25 acima de 240 38º 200 a 350 34º C 15,25 25,5 22,5 4 3 22 9,5 8,25 acima de 350 38º 300 a 450 34º D 22 36,5 32 6 4,5 28 12,5 11 acima de 450 38º 485 a 630 34º E 27,25 44,5 38,5 8 6 33 16 13 acima de 630 38ºO perfil dos canais das polias em V deve ter as medidascorretas para que haja um alojamento adequado da correia nocanal.___________________________________________________________________________________________________ CST48 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  47. 47. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo dapolia e nem tocar no fundo do canal, o que anularia o efeito decunha. errado certoRelação de transmissão (i) para correias e polias em VUma vez que a velocidade (V) da correia é constante, a relaçãode transmissão está em função dos diâmetros das polias.Para as correias em V, deve-se tomar o diâmetro nominal médioda polia (Dm) para os cálculos.O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula:___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 49
  48. 48. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Dm = De - 2xOnde:De = diâmetro da poliax = altura efetiva da correiah = altura da correiaTransmissão por correia dentadaA correia dentada em união com a roda dentada correspondentepermitem uma transmissão de força sem deslizamento. Ascorreias de qualidade têm no seu interior vários cordonéishelicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga eimpedem o alongamento. A força se transmite através dos 2flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm .’O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular,geralmente, são feitos com módulos 6 ou 10.As polias são fabricadas de metal sinterizado, metal leve ouferro fundido em areia especial para precisão nas medidas embom acabamento superficial.Para a especificação das polias e correias dentadas, deve-semencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos dapolia, o passo dos dentes e a largura.A relação de transmissão (i) é dada por: número de sulcos i = da polia maior número de sulcos da polia menor___________________________________________________________________________________________________ CST50 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  49. 49. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Procedimentos em manutenção com correias e poliasA correia é importante para a máquina. Quando mal aplicada oufrouxa, provoca a perda de velocidade e de eficiência damáquina; quando esticada demais, há quebra dos eixos oudesgaste rápido dos mancais.As polias devem ter uma construção rigorosa quanto àconcentricidade dos diâmetros externos e do furo, quanto àperpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dosflancos, e quanto ao balanceamento, para que não provoquemdanos nos mancais e eixos.Os defeitos construtivos das polias também influemnegativamente na posição de montagem do conjunto detransmissão.Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjuntode transmissãoTipo de defeito da polia Repercussão do defeito sobre Defeito de funcionamento da a posição de montagem transmissão por correiafuro com excesso de diâmetro montagem desalinhadaà entradasuperfície de contato abaulada montagem desalinhada(cubo)superfície de contato abaulada montagem desalinhada(eixo) oscilação da polia no seu movimento de rotaçãosuperfície de ajuste do eixo montagem desalinhadacom o eixo oblíquofuro da polia com o eixo montagem desalinhadaoblíquo___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 51
  50. 50. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________superfície de ajuste do eixo montagem excêntricaexcêntrica falta de movimento circularfuro excêntrico da polia montagem excêntricaTransmissão por correntesUm ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. Atransmissão de potência é feita através do engrenamento entreos dentes da engrenagem e os elos da corrente; não ocorre odeslizamento.É necessário para o funcionamento desse conjunto detransmissão que as engrenagens estejam em um mesmo planoe os eixos paralelos entre si. roda motora roda movidaA transmissão por corrente normalmente é utilizada quando nãose podem usar correias por causa da umidade, vapores, óleos,etc. É, ainda, de muita utilidade para transmissões entre eixospróximos, substituindo trens de engrenagens intermediárias.___________________________________________________________________________________________________ CST52 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  51. 51. Espírito Santo______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 53
  52. 52. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Tipos de correntesCorrente de rolosÉ composta por elementos internos e externos, onde as talassão permanentemente ligadas através de pinos e buchas; sobreas buchas são, ainda, colocados rolos.Esta corrente é aplicada em transmissões, em movimentação esustentação de contrapeso e, com abas de adaptação, emtransportadores; é fabricada em tipo standard, médio e pesado. 5P A P A≈ :B≈ :H≈ 8 2 8 (para correntes standard)Várias correntes podem ser ligadas em paralelo, formandocorrente múltipla; podem ser montadas até 8 correntes emparalelo.___________________________________________________________________________________________________ CST54 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  53. 53. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Corrente de dentesNesse tipo de corrente há, sobre cada pino articulado, váriastalas dispostas uma ao lado da outra, onde cada segunda talapertence ao próximo elo da corrente.Dessa maneira, podem ser construídas correntes bem largas emuito resistentes. Além disso, mesmo com o desgaste, o passofica, de elo a elo vizinho, igual, pois entre eles não há diferença.Esta corrente permite transmitir rotações superiores àspermitidas nas correntes de rolos. É conhecida como correntesilenciosa (“silent chain”).Corrente de elos livresEsta é uma corrente especial usada para transportadores e, emalguns casos, pode ser usada em transmissões. Suacaracterística principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo,sendo apenas necessário suspendê-lo. É conhecida por “linkchain”.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 55
  54. 54. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Corrente comumConhecida também por cadeia de elos, possui os elos formadosde vergalhões redondos soldados, podendo ter um vergalhãotransversal para esforço. É usada em talhas manuais,transportadores e em uma infinidade de aplicações.Corrente de blocosÉ uma corrente parecida com a corrente de rolos, mas, cada parde rolos, com seus elos, forma um sólido (bloco). É usada nostransportadores e os blocos formam base de apoio para osdispositivos usados para transporte.Fabricação das correntesAs talas são estampadas de fitas de aço; os rolos e as buchassão repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço;os pinos são cortados de arames de aço. As peças prontas são,separadamente, beneficiadas ou temperadas paraaproximadamente 60 rockwell.___________________________________________________________________________________________________ CST56 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  55. 55. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Engrenagens para correntesAs engrenagens para correntes têm como medidas principais onúmero de dentes (Z), o passo (p) e o diâmetro (d).O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivodesde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo, porquea corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos dacorrente e para que haja facilidade no engrenamento, as lateraisdos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 57
  56. 56. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar oalargamento produzido pelo desgaste. Os dentes são formadosde tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga noflanco da frente e no flanco de trás.___________________________________________________________________________________________________ CST58 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  57. 57. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Mancais de Rolamento e DeslizamentoMancais de RolamentoQuando se buscou diminuir sensivelmente os problemas deatrito de resistência à alta velocidade, encontrados nos mancaisde deslizamento, chegou-se aos mancais de rolamento ousimplesmente rolamentos.Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinasconstituídos por dois anéis de aço (geralmente SAE 52 100)separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos.Essas esferas ou rolos são mantidos equidistantes por meio doseparador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manterconcêntricos os anéis.O anel externo (capa) é fixado na peça ou no mancal e o anelinterno é fixado diretamente ao eixo.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 59
  58. 58. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________A seguir veja as vantagens e desvantagens que os rolamentospossuem em relação aos mancais de deslizamento.Vantagens Desvantagens• Menor atrito e aquecimento • Maior sensibilidade aos choques• Coeficiente de atrito de partida • Maiores custos de fabricação (estático) não superior ao de • Tolerância pequena para carcaça e operação (dinâmico) alojamento do eixo• Pouca variação do coeficiente de • Não suporta cargas tão elevadas como atrito com carga e velocidade os mancais de deslizamento• Baixa exigência de lubrificação • Ocupa maior espaço radial• Intercambialidade internacional• Mantém a forma de eixo• Pequeno aumento da folga durante a vida útilClassificação dos rolamentosQuanto ao tipo de carga que suportam, os rolamentos podemser:• Radiais - suportam cargas radiais e leves cargas axiais.• Axiais - não podem ser submetidos a cargas radiais.• Mistos - suportam tanto carga axial quanto radial.Tipos de rolamentosRolamento fixo de uma carreira de esferasÉ o mais comum dos rolamentos. Suporta cargas radiais epequenas cargas axiais e é apropriado para rotações maiselevadas.Sua capacidade de ajustagem angular é limitada, porconseguinte, é necessário um perfeito alinhamento entre o eixoe os furos da caixa.___________________________________________________________________________________________________ CST60 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  59. 59. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Rolamento de contato angular de uma carreira de esferasAdmite cargas axiais somente em um sentido, portanto, devesempre ser montado contraposto a um outro rolamento quepossa receber a carga axial no sentido contrário.Rolamento autocompensador de esferasÉ um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esféricano anel externo, o que lhe confere a propriedade de ajustagemangular, ou seja, compensar possíveis desalinhamentos ouflexões do eixo.Rolamento de rolo cilíndricoÉ apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentessão separáveis, o que facilita a montagem e desmontagem.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 61
  60. 60. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Rolamento autocompensador de uma carreira de rolosSeu emprego é particularmente indicado para construções emque se exige uma grande capacidade de suportar carga radial ea compensação de falhas de alinhamento.Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolosÉ um rolamento para os mais pesados serviços. Os rolos são degrande diâmetro e comprimento.Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas, existe umadistribuição uniforme de carga.Rolamento de rolos cônicosAlém de cargas radiais, os rolamentos de rolos cônicos tambémsuportam cargas axiais em um sentido.Os anéis são separáveis. O anel interno e o externo podem sermontados separadamente. Como só admitem cargas axiais emum sentido, de modo geral torna-se necessário montar os anéisaos pares, um contra o outro.___________________________________________________________________________________________________ CST62 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  61. 61. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Rolamento axial de esferaAmbos os tipo de rolamento axial de esfera (escora simples eescora dupla) admitem elevadas cargas axiais, porém, nãopodem ser submetidos a cargas radiais. Para que as esferassejam guiadas firmemente em suas pistas, é necessária aatuação permanente de uma determinada carga axial mínima.Rolamento axial autocompensador de rolosPossui grande capacidade de carga axial e, devido à disposiçãoinclinada dos rolos, também pode suportar consideráveis cargasradiais.A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento apropriedade de alinhamento angular, compensando possíveisdesalinhamentos ou flexões do eixo.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 63
  62. 62. Espírito Santo______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ CST64 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  63. 63. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Rolamento de agulhasPossui uma secção transversal muito fina, em comparação comos rolamento de rolos comuns.É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado.Designação dos rolamentosCada rolamento métrico padronizado tem uma designaçãobásica específica que indica o tipo de rolamento e a correlaçãoentre suas dimensões principais.Essas designações básicas compreendem 3, 4 ou 5 algarismos,ou uma combinação de letras e algarismos, que indicam o tipode rolamento, as séries de dimensões e o diâmetro do furo,nesta ordem.Os símbolos para os tipos de rolamento e as séries dedimensões, junto com os possíveis sufixos indicando umaalteração na construção interna, designam uma série derolamentos.A tabela mostra esquematicamente como o sistema dedesignação é constituído.Os algarismos entre parênteses, indicam que embora elespossam ser incluídos na designação básica, são omitidos porrazões práticas.Como no caso do rolamento de duas carreiras de esferas decontato angular onde o zero é omitido.Convém salientar que, para a aquisição de um rolamento, énecessário conhecer apenas as seguintes dimensões: odiâmetro externo, o diâmetro interno e a largura ou altura.Com esses dados, consulta-se o catálogo do fabricante paraobter a designação e informações como capacidade de carga,peso, etc.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 65
  64. 64. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Tabela Tipos de rolamento (0) 1 2 3 4 5 6 7 N QU Séries mais comuns para cada tipo de rolamento(0)32 1(1)0 239 292 329 4(2)2 511 522 618 7(0)2 NU10 (0)2(0)33 1(0)2 230 293 320 4(2)3 512 542 619 7(0)3 N(0)2 (0)3 (1)22 240 294 330 532 523 16(0)0 NUP(0)2 1(0)3 231 331 513 524 6(0)0 NJ(0)2 (1)23 241 302 533 544 630 NU(0)2 112 222 322 514 16(0)1 NUP22 232 332 534 (60)2 NJ22 213 303 6(0)2 N(0)3 223 313 622 NUP(0)3 323 (60)3 NJ(0)3 6(0)3 NU(0)3 623 NUP23 6(0)4 NJ23 NU23 NUP(0)4 NJ(0)4 NU(0)4Mancais de deslizamentoSão conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso erotação de eixos e árvores.Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é oprincipal fator a considerar para sua utilização.Classificação dos mancaisPelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais, radiais, mistos.___________________________________________________________________________________________________ CST66 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  65. 65. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________AxiaisImpedem o deslocamento na direção do eixo, isto é, absorvemesforços longitudinais.RadiaisImpedem o deslocamento na direção do raio, isto é, absorvemesforços transversais.MistosTem, simultaneamente, os efeitos dos mancais axiais e radiais.Formas construtivas dos mancaisOs mancais, em sua maioria, são constituídos por uma carcaçae uma bucha. A bucha pode ser dispensada em casos depequena solicitação.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 67
  66. 66. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Mancal axialFeito de ferro fundido ou aço, tem como fator principal a formada superfície que deve permitir uma excelente lubrificação. Afigura abaixo mostra um mancal axial com rotação em sentidoúnico e o detalhe dos espaços para lubrificação. A figuraseguinte mostra um caso para rotação alternada com respectivodetalhe para lubrificação.Mancal inteiriçoFeito geralmente de ferro fundido e empregado como mancalauxiliar embuchado ou não.___________________________________________________________________________________________________ CST68 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  67. 67. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Mancal ajustávelFeito de ferro fundido ou aço e embuchado. A bucha temsempre forma que permite reajuste radial. Empregadogeralmente em tornos e máquinas que devem funcionar comfolga constante.Mancal reto bipartidoFeito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas debronze ou casquilhos de metal antifricção. Empregado paraexigências médias.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 69
  68. 68. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Mancal a gásO gás (nitrogênio, ar comprimido, etc.) é introduzido no mancale mantém o eixo suspenso no furo. Isso permite altasvelocidades e baixo atrito. Empregado em turbinas paraesmerilhamento e outros equipamentos de alta velocidade.Materiais para buchasOs materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades:• baixo módulo de elasticidade, para facilitar a acomodação à forma do eixo;• baixa resistência ao cisalhamento, para facilitar o alisamento da superfície;• baixa soldabilidade ao aço, para evitar defeitos e cortes na superfície;• boa capacidade de absorver corpos estranhos, para efeito de limpar a película lubrificante;• resistência à compressão, à fadiga, à temperatura de trabalho e à corrosão;• boa condutibilidade térmica;• coeficiente de dilatação semelhante ao do aço.Os materiais mais usados são: bronze fosforoso, bronze aochumbo, latão, ligas de alumínio, metal antifricção, ligas decobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafiteem pó, materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno(teflon).Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhadosem óleo quente após sua fabricação. Este processo faz comque o óleo fique retido na porosidade do material e com o calordo trabalho venha à superfície cumprir sua função.___________________________________________________________________________________________________ CST70 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  69. 69. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________AcoplamentosIntroduçãoAcoplamento é um elemento de máquina que transmitemomentos de rotação segundo os princípios da forma e doatrito. embreagem cônica embreagem radialEmprega-se o acoplamento quando se deseja transmitir ummomento de rotação (movimento de rotação e forças) de umeixo motor a outro elemento de máquina situado coaxialmente aele.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 71
  70. 70. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ObservaçãoOs acoplamentos que operam por atrito são chamados deembreagem (fricção) ou freios.Princípio de atuação dos acoplamentosO momento de rotação (Md) é o produto da força (F) peladistância (L), sendo calculado pela fórmula: Md = F . LPara um mesmo momento de rotação a ser transmitido, adistância L é menor num acoplamento pela forma: Torque dividido pelo tempo = Potênciado que num acoplamento por atrito, pois F precisa ser menorpara uma transmissão de força por atrito.Classificação dos acoplamentosOs acoplamentos classificam-se em permanentes e comutáveis.Os permanentes atuam continuamente e dividem-se em rígidose flexíveis. Os comutáveis atuam obedecendo a um comando.___________________________________________________________________________________________________ CST72 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  71. 71. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Acoplamentos permanentes rígidosOs mais empregados são as luvas de união que devem serconstruídas de modo que não apresentem saliências ou queestas estejam totalmente cobertas, para evitar acidentes.Observação: A união das luvas ou flanges à árvore é feita por chaveta, encaixe com interferência ou cones.Para transmissão de grandes potências usam-se osacoplamentos de disco ou os de pratos, os quais têm assuperfícies de contato lisas ou dentadas. Acoplamento de Discos Acoplamento de PratosOs eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhadosprecisamente, pois estes elementos não conseguem compensareventuais desalinhamento ou flutuações.O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com aspartes montadas para obter o melhor alinhamento possível.Acoplamentos permanentes flexíveisEsses elementos são empregados para tornar mais suave atransmissão do movimento em árvores que tenham movimentosbruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamentoentre as árvores.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 73
  72. 72. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada,em forma elástica ou em forma articulada e elástica. Permitem acompensação até 6º de ângulo de torção e deslocamentoangular axial.Veja a seguir os principais tipos de acoplamentos flexíveis.Acoplamento elástico de pinosOs elementos transmissores são pinos de aço com mangas deborracha.Acoplamento perflexOs discos de acoplamento são unidos perifericamente por umaligação de borracha apertada por anéis de pressão.___________________________________________________________________________________________________ CST74 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  73. 73. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Acoplamento elástico de garrasAs garras, constituídas por tacos de borracha, encaixam-se nasaberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 75
  74. 74. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Acoplamento elástico de fita de açoConsiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas ondeestá montada uma grade elástica que liga os cubos. O conjuntoestá alojado em duas tampas providas de junta de encosto e deretentor elástico junto ao cubo. Todo o espaço entre os cubos eas tampas é preenchido com graxa. Acoplamento FalkApesar de este acoplamento ser flexível, as árvores devem serbem alinhadas no ato de sua instalação para que nãoprovoquem vibrações excessivas em serviços.Acoplamento de dentes arqueadosOs dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentidoaxial, o que permite até 3º de desalinhamento angular. O aneldentado (peça transmissora do movimento) possui duascarreiras de dentes que são separadas por uma saliênciacentral.Acoplamento flexível oldhamPermite a ligação de árvores com desalinhamento paralelo.Quando a peça central é montada, seus ressaltos se encaixamnos rasgos das peças conectadas às árvores.___________________________________________________________________________________________________ CST76 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  75. 75. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ O formato desse acoplamento produz uma conexão flexível através da ação deslizante da peça central.Junta de articulaçãoÉ usada para transmissão de momentos de torção em casos deárvores que formarão ângulo fixo ou variável durante omovimento. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças. Comapenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. Para inclinações até 25º, usam-se duas juntas. Junta CardanA junta com articulação esférica, com ou sem árvoretelescópica, é empregada para transmitir pequenos momentosde torção.A junta cardan e a junta com articulação esférica nãoconseguem dar à árvore comandada uma velocidade constante,igual à da árvore motriz.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 77
  76. 76. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Junta universal de velocidade constante (homocinética)Transmite velocidade constante e tem comando através deesferas de aço que se alojam em calhas. O formato dessascalhas permite que o plano de contato entre as esferas e ascalhas divida, sempre, o ângulo das árvores em duas partesiguais. Essa posição do plano de contato é que possibilita atransmissão constante da velocidade.Acoplamentos comutáveisAcoplamentos comutáveis transmitem força e movimentosomente quando acionados, isto é, obedecendo a um comando.São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e defreios.As embreagens, também chamadas fricções, fazem a conexãoentre árvores. Elas mantêm as árvores, motriz e comandada, àmesma velocidade angular.Os freios têm as funções de regular, reduzir ou parar omovimento dos corpos.Segundo o tipo de comando, existem os acoplamentoscomutáveis manuais, eletromagnéticos, hidráulicos,pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina detrabalho.EmbreagensAs embreagens conforme o tipo, podem ser acionadas, duranteo movimento da máquina ou com ela parada.___________________________________________________________________________________________________ CST78 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  77. 77. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________As formas mais comuns das embreagens acionadas emrepouso são o acoplamento de garras e o acoplamento dedentes. Geralmente, esses acoplamentos são usados emaventais e caixas de engrenagens de máquinas ferramentasconvencionais.A seguir serão apresentados os principais tipos de embreagensacionadas em marcha.• Embreagem de discoConsiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito, para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida. ormalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 79
  78. 78. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Embreagem cônicaPossui duas superfícies de fricção cônicas, uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.• Embreagem centrífugaÉ utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada.Os pesos, por ação da força centrífuga, empurram as sapatas que, por sua vez, completam a transmissão do torque.___________________________________________________________________________________________________ CST80 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  79. 79. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Embreagem de disco para autoveículosConsiste em uma placa, revestida com asbesto em ambos os lados, presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada.O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante.Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda, o acoplamento é aliviado e a alavanca, que se apoia sobre a cantoneira, descomprime o disco através dos pinos. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento.• Embreagem de disco para máquinas___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 81
  80. 80. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas.A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate, e as alavancas angulares comprimem, assim, o pacote de lamelas.A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas.O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio.• Embreagem de escoraspequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores.___________________________________________________________________________________________________ CST82 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  81. 81. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Essa escoras estão dispostas de forma tal que, em um sentido de giro, entrelaçam-se transmitindo o torque. No outro sentido, as escoras se inclinam e a transmissão cessa.• Embreagem secaÉ um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal, como granalhas de aço, são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação.As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado.A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.• Embreagem de roda-livre ou unidirecionalCada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa. Roda livre ou UnidirecionalEm um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 83
  82. 82. Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido.A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.• Embreagem eletromagnéticaNeste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas.Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem.Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.• Embreagem hidráulicaNeste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.___________________________________________________________________________________________________ CST84 Companhia Siderúrgica de Tubarão

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