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Especificidade do Texto Literário
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Especificidade do Texto Literário

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Transcript

  1. Joseane Tobias Joselaine Andréia de Godoy Stênico Sandra Gomes de Oliveira Tábata Bergonci UNESP – RIO CLARO
  2. <ul><li>Organização da Apresentação </li></ul><ul><li>Narrativa “Dom Casmurro” </li></ul><ul><li>Texto Literário </li></ul><ul><li>Narrativa </li></ul><ul><li>Fábulas </li></ul><ul><li>Contos </li></ul><ul><li>Poesias </li></ul><ul><li>A Literatura na Sala de Aula </li></ul><ul><li>Conclusão </li></ul><ul><li>Conto “O Homem que se Endereçou” </li></ul><ul><li>Referências Bibliográficas </li></ul>
  3. TEXTO LITERÁRIO, SEGUNDO MAGDA SOARES Elementos Imprescindíveis TEXTO LITERÁRIO objetivos de leitura objetivos de estudo Privilegiar conhecimentos habilidades atitudes necessárias Formação de um Bom Leitor de Literatura análise do gênero do texto recursos de expressão recriação da realidade das figuras autor-narrador personagem a interpretação de analogias comparações metáforas identificação de recursos estilísticos poéticos (SOARES,Magda, 1999: 43)
  4. Walty (1999) amplia essa reflexão trazendo como enfoque as possibilidades criativas, de produção de sentido, de reformulação do sujeito e de sua realidade A leitura é uma das produções sociais onde o imaginário tem espaço de circulação garantido. E é lá que, ao lado das regras, encontra-se a possibilidade de transgressão rumo à utopia. (...) Nesse sentido, a literatura mantém o estatuto da oralidade, quando preserva a possibilidade de interação, de dinamicidade. (WALTY, 1999: 52) TEXTO LITERÁRIO, SEGUNDO IVETE LARA CAMARGO WALTY Caracteriza o texto dado como literário polissemia lacunas a serem preenchidas pelo leito A polissemia , ou polissemia lexical (do grego poli =&quot;muitos&quot; e sema =&quot;significados&quot;), é o fato de uma determinada palavra ou expressão adquirir um novo sentido além de seu sentido original mesmo quando se tenta guiar esse leitor em seu ato de leitura sentidos se formam que escapam ao controle do mediador da leitura
  5. Análise do Grupo TEXTO LITERÁRIO exige um trabalho criativo LINGUAGEM EXPRESSÃO LIVRE Língua se afasta concepção instrumental transmissora de conteúdos Assumir plenamente ultrapassa a condição de mero sistema convencional produção de conhecimento formas sonoras formas abstratas LÍNGUA Viva Dinâmica Polissêmica manifestar essência crítica A LITERATURA É PALCO IDEAL para essa manifestação sua condição artística permite potencial expressivo imaginário fictício possibilitando formas outras de experiências na e com a realidade. seja explorado
  6. BILHETE: TEXTO LITERÁRIO?
  7. - Viva! Correspondeu a menina franzindo os sobrolhos; traz alguma mensagem pra mim? -Trago uma carta dum ilustre marquês. Ei-la. Narizinho tomou e leu: - O estilo, a letra, a ortografia e a gramática é tudo dele! Este bilhete corresponde a um perfeito retrato de Rabicó – ou Rabico, sem acento, como ele assina. Grandíssimo patife! Pesso-vos- lhe perdão da minha kovardia. Tommíques stá aqui amolando a phaca pra me mattar. Tenha ddó deste infeliz que se assina, com perdão da palavra, criado brigado RABICO
  8. A Narrativa: Sempre será Texto Literário?
  9. Autoriza o árbitro, mexe na bola a seleção brasileira. Começa o jogo, o Brasil vem pro ataque, olha o lançamento. E olha no lançamento, os zagueiros brasileiros saíram pro ataque. Os dois, o Lúcio e o Roque Jr. Deram, o Felipão armou uma jogada de saída, deram a saída, o Felipão armou lá, partiram pro ataque os dois. E já meteram uma bola alta pra eles Aí o Voeller. Cobrança do Oliver Kahn Ronaldinho, pra Rivaldo, pra Ronaldinho ali o Linke cedendo o primeiro escanteio favorecendo a seleção brasileira. Copa do Mundo de 2002 Galvão Bueno &quot;- São as minha memórias, dona Benta. - Que memórias, Emília? - As memórias que o Visconde começou e eu estou concluindo. Neste momento estou contando o que se passou comigo em Hollywood, com a Shirley Temple, o anjinho e o sabugo. É um ensaio duma fita para a Paramount. - Emília! exclamou dona Benta. Você quer nos tapear. Em memórias a gente só conta a verdade, o que houve, o que se passou. Você nunca esteve em Hollywood, nem conhece a Shirley. Como então se põe a inventar tudo isso? - Minhas memórias, explicou Emília, são diferentes de todas as outras. Eu conto o que houve e o que deveria haver[...]&quot;                                                                          (LOBATO, Monteiro.1950, p.129)
  10. Aqui neste buraco jaz uma pobre vespa assassinada Na flor dos anos pela menina do nariz arrebitado. Orai por ela As formigas, muito contentes, continuaram o serviço e levaram para o fundo da cova o cadáver da vespa. Em seguida apareceu uma trazendo um letreiro assim, que fincou num montinho de terra.
  11. TEXTO LITERÁRIO NA INTERNET ?
  12. RECEITA DE BRIGADEIRO 1 lata de leite condensado 1 colher de sopa de margarina sem sal 7 colheres de sopa de Nescau ou 4 colheres de sopa de chocolate em pó chocolate granulado para fazer bolinhas Modo de Preparo Coloque em uma panela funda o leite condensado, a margarina e o chocolate em pó Cozinhe em fogo médio e mexa sem parar com uma colher de pau Cozinhe até que o brigadeiro comece a desgrudar da panela Deixe esfriar bem, então unte as mãos com margarina, faça as bolinhas e envolva-as em chocolate granulado As forminhas você encontra em qualquer supermercado Ingredientes:
  13. Ingredientes: 1 vassoura nova 1 lata de lixo grande 1 saco plástico grande e preto 1 colher de pó-de-mico 1 raquete de tênis 1 pá de pedreiro 1 folha de cartolina 1 dúzia de ovos 1 pequenina faixa Modo de Preparo Com a vassoura nova, comece a varrer, para longe, os pensamentos negativos, mesmo que seja para debaixo do tapete daquela vizinha fofoqueira, que vive para arrumar encrenca Reserve a lata de lixo grande. Vá colocando nela o que não lhe serve mais. Liquide com o estoque de coisas cafonas no seu guarda-roupa, as coisas quebradas e horrorosas que você não agüenta nem olhar... Isso serve para marido, namorado ou amante, que não funcione mais ou não saiba lhe valorizar. (...) RECEITA CASEIRA DE BRUXA
  14. TEXTO NÃO LITERÁRIO
  15. TEXTO DIDÁTICO
  16. ELEMENTOS DA NARRAÇÃO: NARRATIVA: &quot;a representação de um acontecimento ou de uma série de acontecimentos, reais ou fictícios, por meio da linguagem, e mais particularmente da linguagem escrita&quot; (Genette, 1976: 257). NARRADOR PERSONAGEM ESPAÇO TEMPO ENREDO Onisciente (3ª pessoa) Personagem (1ª pessoa)
  17. Há muitos e muitos anos, num país muito longe daqui, havia um castelo. O castelo de Campo Belo. Nesse castelo morava uma família. A mãe era rainha. O pai era Rei. O filho era um principezinho, é claro. O príncipe Ricardo. (...) Até que, um dia, passou ali uma menina. Coitadinha! Tão assustada! Ricardo quis logo saber o que estava acontecendo. (...) De repente começou a escurecer, a escurecer. Está uma escuridão. E o pior é o barulhão. (...) O rei então deu a Ricardo uma armadura bem do tamanho dele. E uma roupa para o potrinho. Como se usava naquele tempo e naquele país. Será que Ricardo ficou Feliz TEMPO ESPAÇO PERSONAGENS Narrador Onisciente Enredo ( Ana Maria Machado. Meu Reino por um Cavalo. Editora Global)
  18. CONTEXTO HISTÓRICO/POLÍTICO, VALORES E BREVE ESTUDO DE LINGUAGEM PRESENTE NA NARRATIVA
  19.  
  20.  
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  22.  
  23. (...) fruto de um processo de criação que não pode revelar totalmente o sentimento do artista, mas que faz com que ele desenvolva uma maneira de “falar sem dizer” (GUIMARÃES, 2005: 6) (...) um período em que tudo era suspeito e uma palavra mal colocada seria sinal de subversão, de desrespeito a um governo que cerceava a liberdade em todos os sentidos, principalmente a liberdade de expressão, tão necessária à criação artística (GUIMARÃES, Eleusa, 2005: 09) CONTEXTO HISTÓRICO/POLÍTICO : DITADURA MILITAR NO BRASIL NOS ANOS 60 E 70 Medo, palidez e apatia, decorrentes do poder opressor sobre o oprimido O amarelo
  24. Sociedade/população Governo ditatorial MEDO o medo que se sentia do governo militar, suas punições, suas torturas CONTEXTO HISTÓRICO/POLÍTICO : DITADURA MILITAR NO BRASIL NOS ANOS 60 E 70
  25. temos uma menina que se torna valente e corajosa ao enfrentar o lobo, um pesadelo que a acompanha desde sempre, para se livrar dele e poder viver livremente, mostrando que todo medo tem que ser enfrentado e não somente respeitado, como a realidade da época mostrava, com relação à conduta militar(GUIMARÃES,2005: 9-10)
  26. Ruth Rocha. Aventuras de Alvinho. “A COISA” FTD,1997
  27. Ruth Rocha. Aventuras de Alvinho. “A COISA” FTD,1997
  28. Ruth Rocha. Aventuras de Alvinho. “A COISA” FTD,1997
  29. Ruth Rocha. Aventuras de Alvinho. “A COISA” FTD,1997
  30. Ruth Rocha. Aventuras de Alvinho. “A COISA” FTD,1997
  31. MEDO APRESENTA A PERSONAGEM COM MEDO O MEDO VAI SENDO CONSTRUÍDO “ Era Chapeuzinho Amarelo. Amarelo de medo. Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.” <ul><li>“ (...) foi descendo as escadas com cuidado. </li></ul><ul><li>No que foi, voltou aos berros: </li></ul><ul><li>Fantasma! Uma coisa horrível </li></ul><ul><li>Ninguém acreditou, está claro. </li></ul><ul><li>(...) Então o vovô foi ver o que havia (...) Nessa altura a família começou a acreditar” </li></ul>COMPARAÇÃO DE LINGUAGENS NAS DUAS NARRATIVAS
  32. MEDO “ Já não ria. Em festa, não aparecia. Não subia escada nem descia Não estava resfriada Mas tossia Ouvia conto de fada e estremecia Não brincava mais de nada, Nem de amarelinha” “ O Alvinho já estava roendo as unhas de tanto medo” Indícios do medo COMPARAÇÃO DE LINGUAGENS NAS DUAS NARRATIVAS
  33. COMPARAÇÃO DE LINGUAGENS NAS DUAS NARRATIVAS Encontro Com o Medo Enfrentação do Medo (Face a Face) Alguém mais experiente (Dona Julinha – vovó de Alvinho) enfrenta o medo. “ Mas o engraçado é que, assim que encontrou o LOBO, a chapeuzinho Amarelo foi perdendo aquele medo(...) Depois acabou o medo e ela ficou só com o lobo. (...) Chapeuzinho deu risada.” “ Até que chegara lá embaixo e Dona Julinha abriu a última janela (...) A coisa era...um espelho” FIM DO MEDO
  34. COMPARAÇÃO DE LINGUAGENS NAS DUAS NARRATIVAS “ Mesmo assim o Chapeuzinho tinha cada vez mais medo do medo do medo de um dia encontrar um lobo. Um LOBO que não existia.” “ - Deixe de bobagens, Alvinho. Pra que este medo? Fantasmas não existem (...) Então todos começaram a rir, muito envergonhados.” O “MEDO” NÃO EXISTE
  35. Ana Maria Machado. Menina bonita do laço de fita. Editora ática, 2005
  36. Ana Maria Machado. Menina bonita do laço de fita. Editora ática, 2005
  37. Ana Maria Machado. Menina bonita do laço de fita. Editora ática, 2005
  38. PADRÃO DE BELEZA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
  39. UM EXEMPLO DE CONVÍVIO MULTICULTURAL E PLURIÉTNICO
  40. Fábula Dicionário Aurélio: Narração alegórica, cujas personagens são, em regra, animais, e que encerra lição moral. Grande Enciclopédia Larousse Cultural: Texto alegórico do qual se extrai uma lição de moral. Do latim fabula : conversação; narração fictícia. “ Os personagens são muitas vezes animais cujo comportamento é uma caricatura da insensatez humana” “ Os animais pensam, agem e sentem como seres humanos”
  41. O nascimento da fábula coincide com o surgimento da linguagem. Fedro (Séc. I): “A fábula tem dupla finalidade: entreter e aconselhar”. La Fontaine (Séc. XVII): “A fábula é uma pequena narrativa que, sob o véu da ficção, guarda uma moralidade”. Millôr Fernandes (2004): “Sem moral não há fábula. Explícita ou implícita”. Surgiram em diversas partes do mundo.
  42. Esopo - Diego Velasquez Esopo Moralista e Fabulista do séc. VI a. C. Segundo Heródoto, ele era um escravo, que após liberto viajou pelo Oriente Inventor da fábula Provavelmente não escreveu Demétrio foi o primeiro a escrever e reunir as fábulas de Esopo, em 325 a.C.
  43. Busto de Esopo no Museu Pushkin, em Moscou CONTEXO HISTÓRICO/POLÍTICO Fábula: “ As rãs procuram um rei” Incitava o povo a trocar de rei, em Atenas, que estava sob o domínio de Pisístrato
  44. Jean de La Fontaine <ul><li>Francês (1621-1695) </li></ul><ul><li>Obra: “Fábulas” </li></ul><ul><li>Dividida em três partes </li></ul><ul><li>Seguiu o estilo de Esopo </li></ul><ul><li>Falava da vaidade, estupidez e agressividade humanas </li></ul><ul><li>Pai da fábula moderna </li></ul><ul><li>Para ele, a fábula era “ uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato” </li></ul>Escreveu sobre Esopo: “A leitura de suas obras espalha na alma, sem que se sinta, as sementes da virtude, ensinando-nos a nos conhecer sem que disto nos apercebamos, crendo até que estejamos fazendo outra coisa inteiramente diversa”.
  45. <ul><li>Tendo a cigarra cantado durante o verão, </li></ul><ul><li>Apavorou-se com o frio da próxima estação. Sem mosca ou verme para se alimentar, Com fome, foi ver a formiga, sua vizinha, pedindo-lhe alguns grãos para agüentar </li></ul><ul><li>Até vir uma época mais quentinha! </li></ul><ul><li>- &quot;Eu lhe pagarei&quot;, disse ela, </li></ul><ul><li>&quot;Antes do verão, palavra de animal, </li></ul><ul><li>Os juros e também o capital.“ </li></ul><ul><li>A formiga não gosta de emprestar, </li></ul><ul><li>É esse um de seus defeitos. </li></ul><ul><li>&quot;O que você fazia no calor de outrora?&quot; Perguntou-lhe ela com certa esperteza. </li></ul><ul><li>- &quot;Noite e dia, eu cantava no meu posto, Sem querer dar-lhe desgosto.“ </li></ul><ul><li>- &quot;Você cantava? Que beleza! </li></ul><ul><li>Pois, então, dance agora!“ </li></ul><ul><li>La Fontaine </li></ul>A Cigarra e a Formiga – Ilustração de Gustave Doré A Cigarra e a Formiga
  46. A Cigarra e a Formiga <ul><li>Tendo a cigarra em cantigas no inverno Passado todo o verão </li></ul><ul><li>Achou-se em penúria extrema </li></ul><ul><li>Na tormentosa estação. </li></ul><ul><li>Não lhe restando migalha </li></ul><ul><li>Que trincasse, a tagarela </li></ul><ul><li>Foi valer-se da formiga, </li></ul><ul><li>Que morava perto dela. </li></ul><ul><li>Rogou-lhe que lhe emprestasse, </li></ul><ul><li>Pois tinha riqueza e brilho, </li></ul><ul><li>Algum grão com que manter-se </li></ul><ul><li>Até voltar o aceso estio. </li></ul><ul><li>- &quot;Amiga&quot;, diz a cigarra, </li></ul><ul><li>&quot;Prometo, à fé d'animal, </li></ul><ul><li>Pagar-vos antes d'agosto </li></ul><ul><li>Os juros e o principal.&quot; </li></ul><ul><li>A formiga nunca empresta, </li></ul><ul><li>Nunca dá, por isso junta. </li></ul><ul><li>- &quot;No verão em que lidavas?&quot; </li></ul><ul><li>À pedinte ela pergunta. </li></ul><ul><li>Responde a outra: </li></ul><ul><li>&quot;Eu cantava Noite e dia, a toda a hora.&quot; </li></ul><ul><li>- &quot;Oh! bravo!&quot;, torna a formiga. </li></ul><ul><li>&quot;Cantavas? Pois dançe agora!&quot; </li></ul><ul><li>Bocage </li></ul>Moral da história: Os que não pensam no dia de amanhã, pagam sempre um alto preço por sua imprevidência.
  47. O pavão, de roda aberta em forma de leque, dizia com desprezo para o corvo: “ Repare como sou belo! Que cauda, hein? Que cores, que maravilhosa plumagem! Sou das aves a mais formosa, a mais perfeita, não?” “ Não há dúvida de que você é um belo bicho”, disse o corvo. “Mas, perfeito? Alto lá!” “ Quem quer criticar-me! Um bicho preto, capenga, desengraçado e, além disso, ave de mau agouro... Que falha você vê em mim, ó tição de penas?” O corvo respondeu: “ Noto que para abater o orgulho dos pavões a natureza lhe deu um par de patas que, faça-me o favor, envergonharia até a um pobre diabo como eu...” O pavão, que nunca tinha reparado nos próprios pés, abaixou-se e contemplou-os longamente. E, desapontado, foi andando o seu caminho sem replicar coisa nenhuma. Tinha razão o corvo: não há beleza sem defeito. Fábula de Esopo recontada por Monteiro Lobato O Corvo e o Pavão
  48.  
  49.  
  50.  
  51. Caracterizando...
  52. <ul><li>Pequena extensão (narrativa curta) : o autor prima pela economia dos meios narrativos. Preferência pela concisão e pela concentração nos efeitos e no conflito . </li></ul><ul><li>Unicidade dramática: um só conflito, uma só ação. Rejeita as digressões e as extrapolações, pois busca um só objetivo, um só efeito (ofertar uma imagem ao leitor). </li></ul><ul><li>Foco narrativo : 1ª ou 3ª pessoa ( o contista opta por uma perspectiva de onisciente ou de observador).  </li></ul><ul><li>Personagens : número reduzido e desprovidas de complexidade , pois a ênfase é colocada em suas ações e não em seu caráter. </li></ul>
  53. <ul><li>O espaço físico normalmente não varia muito (a unidade de ação gera a unidade de lugar). </li></ul><ul><li>A variação temporal não importa : o passado e o futuro são irrelevantes . Caso seja necessário, o contista condensa o passado e o expõe ao leitor em poucas linhas. </li></ul><ul><li>Termina justamente no clímax (o começo determina o desenlace final). </li></ul><ul><li>Linguagem concisa com predominância de diálogo (direto, indireto ou indireto livre) Ausência de dissertação. Descrição de seres e coisas possui caráter secundário. </li></ul>
  54. Exemplificando... <ul><li>D ois preguiçosos estão sentados, cada um na sua cadeira de balanço, sem vontade nem de balançar. Um deles diz: </li></ul><ul><li>- Será que está chovendo? </li></ul><ul><li>O outro: </li></ul><ul><li>Acho que está. </li></ul><ul><li>Será? </li></ul><ul><li>Não sei. </li></ul><ul><li>Vai lá fora ver. </li></ul><ul><li>Eu não. Vai você. </li></ul><ul><li>Eu não. </li></ul><ul><li>Chama o cachorro. </li></ul><ul><li>Chama você. </li></ul><ul><li>Tupi! </li></ul><ul><li>O cachorro entra da rua e senta entre os </li></ul><ul><li>dois preguiçosos. </li></ul><ul><li>E então? </li></ul><ul><li>O cachorro tá seco... </li></ul>Os preguiçosos (Luis Fernando Veríssimo, p.31 e 32) Verissimo, Luis Fernando. O santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002 <ul><li>Curto </li></ul><ul><li>Único conflito </li></ul><ul><li>Narrador 3ª pessoa (observador) </li></ul><ul><li>Poucos personagens (não complexos) </li></ul><ul><li>Sem variação espacial e temporal </li></ul><ul><li>Linguagem concisa </li></ul><ul><li>Presença de diálogo </li></ul><ul><li>Clímax no final </li></ul>
  55. “ Marcelo vivia fazendo perguntas a todo mundo.” “ Um dia, todos os bonecos e bonecas da Helena começaram a falar.” COMPARANDO O DESENVOLVIMENTO DO TEMA Nome das coisas Início e relação com próprio nome “ Uma vez, Marcelo cismou com o nome das coisas: – Mamãe, por que é que eu me chamo Marcelo? – Ora, Marcelo foi o nome que eu e seu pai escolhemos. – E por que é que não escolheram martelo? – Ah, meu filho, martelo não é nome de gente! É nome de ferramenta… – Por que é que não escolheram marmelo? – Porque marmelo é nome de fruta, menino! – E a fruta não podia chamar Marcelo, e eu chamar marmelo?” “– E o seu verdadeiro nome, como é Helena ? – quis saber Geraldo, o ex- Pompeu. – É Helena, ué. – Helena é o nome que deram para você. Como é que você se chama? Helena ficou pensativa. Gostava do nome Helena. Mas no fundo, no fundo, sempre se achara com cara de Rejane. Devia ser o seu nome de verdade. – É Rejane – disse.”
  56. COMPARANDO O DESENVOLVIMENTO DO TEMA Nome das coisas explicação “ O pai de Marcelo resolveu conversar com ele: – Marcelo, todas as coisas têm um nome. E todo mundo tem que chamar pelo mesmo nome, porque, senão, ninguém se entende… – Não acho, papai. Por que é que eu não posso inventar o nome das coisas?” “– Quer dizer que todas as outras coisas neste quarto também têm nomes que a gente não sabe. Se pudessem falar, elas nos diriam qual é.” – Exatamente. – Eu, por exemplo – disse Saralara - , Sei que cama não se chama “cama”. (...) É “Frunfra” – disse Saralara.
  57. “ E agora, naquela família, todo mundo se entende muito bem.O pai e a mãe do Marcelo não aprenderam a falar como ele, mas fazem força pra entender o que ele fala.” “ Helena contou tudo isto para os seus pais, que acharam engraçado mas não acreditaram muito. Os adultos não têm nenhuma imaginação.” COMPARANDO O DESENVOLVIMENTO DO TEMA Nome das coisas desfecho
  58. COMPARANDO AS DIFERENTES LINGUAGENS natureza “ (...) Nas noites calmas , iluminadas pelo brilho das estrelas (...)” “ (...)à sombra das árvores onde os mercadores costumam abrigar seus camelos carregados, vi um grupo de roseiras em flor. Entre as ramagens das altas árvores esvoaçavam as pombas selvagens, de brancas asas cintilantes , refletindo os raios do sol.” “ Noite escura no mato. Estrada de terra sem vivalma. O vento gemendo pelos galhos e as nuvens passando nervosas, querendo chover. Um homem vem vindo lá longe. Devagarinho. Sem lua nem estrela para iluminar a viagem.” AZEVEDO, Ricardo. Meu Livro de Folclore.Editora Ática, 2008 Conto:Uma rosa do túmulo de Homero Hans Christian Andersen adaptação de Walcyr Carrasco. O Soldadinho de chumbo e outras histórias, Barueri, SP: Manole:2006 Conto: Gaspar, eu caio!
  59. COMPARANDO AS DIFERENTES LINGUAGENS morte <ul><li>“ O esqueleto começa a dançar . </li></ul><ul><li>A luz do fogo desenha sombras </li></ul><ul><li>no casebre. </li></ul><ul><li>Gaspar! Gaspar! Gaspar! </li></ul><ul><li>A voz grossa voa cada vez mais </li></ul><ul><li>alto. </li></ul><ul><li>Eu caio! </li></ul><ul><li>Pois caia! – berra o viajante, </li></ul><ul><li>sentindo sua hora chegar .” </li></ul><ul><li>“ Dizia a rosa : </li></ul><ul><li>Aqui repousa o maior poeta da terra. </li></ul><ul><li>vou perfumar o seu túmulo! Quero </li></ul><ul><li>espalhar minhas pétalas sobre sua </li></ul><ul><li>tumba, quando o vento me desfolhar ”. </li></ul>Conto: Gaspar, eu caio! Conto:Uma rosa do túmulo de Homero
  60.  
  61. Definição/ características <ul><li>Obra literária, apresentada geralmente em versos e estrofes </li></ul><ul><li>Disposição na página </li></ul><ul><li>Texto em geral é curto </li></ul><ul><li>Título e nome do autor que enquadra o corpo do texto </li></ul><ul><li>Blocos alinhados à esquerda não indo ao final da linha </li></ul>
  62. <ul><li>“ Uma arquitetura global do texto: poema com estrofes, regulares ou não, ou com refrão, poema de versos livres, poema de linhas contínuas encadeadas (dito poema em prosa) poema de versículo, caligramas, poema com cinco ou seis versos ou poema com várias páginas, etc. </li></ul><ul><li>Essa arquitetura global é própria de cada poema: não existe um esquema tipológico deste como pode haver um esquema tipológico do conto ou da ficha técnica”. (Jolibert,1994: 200) </li></ul>
  63.  
  64. Jogo de palavras (Bandeira: 98)   (Capparelli,2007: 118)
  65. <ul><li>ASSOCIAÇÃO ENTRE IMAGEM E POEMA </li></ul>( Capparelli,2007: 128)
  66. Belinky,2007: 116 Belinky,2007: 110
  67. (Capparelli,2007: 128) A POÉTICA NA INFERÊNCIA TEXTUAL
  68. A literatura na sala de aula
  69. <ul><li>EXPERIÊNCIA </li></ul><ul><li>PRÁTICA COM </li></ul><ul><li>A NARRATIVA </li></ul>
  70.  
  71. <ul><li>“ Raquel é uma menina que tinha três vontades: uma delas era de ser gente grande, a outra era ser menino e a última era de ser escritora. Um dia, a tia Brunilda deu uma bolsa amarela e a Raquel adorou a bolsa que tinha sete bolsos. Em cada bolso ela guardava nomes, vontades e etc. </li></ul><ul><li>E assim, continua a história!” </li></ul><ul><li>(Pamela Tainara – 8 anos ) </li></ul><ul><li>“ Oi turminha eu sou a Lygia Bojunga e o resumo da minha historia é assim: </li></ul><ul><li>Uma menina chamada Raquel entra em conflito com sua família tudo que ela fala eles não acreditam e ela fica trocando telegramas com seu amigo André só que resolve parar por causa que acham que não vai dar nada certo com esse tal de André e depois com a Lorelayne. </li></ul><ul><li>Depois ganha da tia Brunilda a bolsa amarela e guarda suas vontades que são: ser escritora, crescer e nascer menino. E tem galo e a guarda chuva que fala outra língua e o galo traduz tudo para ela. </li></ul><ul><li>(Isabella V. Santos – 8 anos) </li></ul>Resumos a partir de uma obra literária
  72. O PCN de Língua Portuguesa ressaltar a importância do texto literário enquanto forma de conhecimento específico que enriquece a formação do leitor. FNDE distribuir livros de literatura na Rede Estadual Contexto Neoliberal Educação voltada ao preparo do individuo para atuar no mercado de trabalho Literatura pode ser vista como um instrumento capaz estimular a potencialidade criativa Útil à lógica capitalista Professor Analisar criticamente as obras Auxiliar seus alunos para que despertem para apreciação das obras literárias LEITORES COMPETENTES apesar Selecionar as que irão contribuir para um enriquecimento da prática leitora autonomia criticidade Professor-leitor
  73.  
  74. REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS AZEVEDO, Ricardo. Meu Livro de Folclore .Editora Ática, 2008 p.33-38. Hans Christian Andersen adaptação de Walcyr Carrasco. O Soldadinho de chumbo e outras histórias , Barueri, SP: Manole:2006 p.21-24. BANDEIRA, Manuel. “ Verde-negro” in Antologia de Poesia Brasileira para crianças. Ilustrações: Teo Puebla. Editora Girassol. BELINKY, Tatiana. Um Caldeirão De Poemas. São Paulo Companhia Das Letrinhas, 2007 BOJUNGA,Lygia. A Bolsa Amarela 34  ed. – Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga,2008.   CAPPARELLI, Sérgio. 111 poemas para crianças. 9 ed. Porto Alegre: L&PM,2007 GENETTE, Gérard. (1976). Fronteiras da narrativa. In: Análise estrutural da narrativa. Pesquisas semiológicas. Rio de Janeiro: Vozes,. GUIMARÃES, Eleusa Jendiroba. A Ilustração Desvendando A Práxis Em Chapeuzinho Amarelo. Anais do V Congresso de Letras da UERJ-São Gonçalo.2005 MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários . 12ª ed. revista e atualizada. Atualizada, São Paulo: Cultrix, 2004. SOARES, Magda. A Escolarização da Literatura Infantil e Juvenil. In“Escolarização da Leitura Literária – o jogo do livro infantil e juvenil. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. WALTY, Ivete Lara Camargo.Literatura e Escola: anti-lição. In:“Escolarização da Leitura Literária – o jogo do livro infantil e juvenil”. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
  75. LOBATO, Monteiro. Memórias de Emília . São Paulo: Brasiliense, 1950. MACHADO, Ana Maria. Menina bonita do laço de fita . Editora ática, 2005. ROCHA, Ruth. Aventuras de Alvinho. “A COISA” FTD,1997. BUARQUE, Chico. Chapeuzinho Amarelo , 22°ed. Rio de Janeiro,2008. REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS - LIVROS INFANTIS: MACHADO, Ana Maria. Meu Reino por um Cavalo . Editora Global, 2004. LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho . São Paulo: Brasiliense, 1993.

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