Centro Universitário UNIVATES         Curso de NutriçãoDoença Arterial Coronariana Acadêmicas: Danieli Hergessel, Indiara ...
Introdução  A Doença Arterial Coronariana (DAC) ou Aterosclerose é uma doençainflamatória crônica de origem multifatorial ...
Introdução  A laceração ou ruptura de uma placa permite que o sangue penetre em seuinterior, formando um coágulo que pode ...
O Processo Aterosclerótico  Alimentação inadequada + ↓ hidrólise TAG das VLDL pela lipase lipoprotéicaou ↑ síntese de VLDL...
O Processo Aterosclerótico  A disfunção    endotelial aumenta                       a      permeabilidade                 ...
O Processo Aterosclerótico  LDL oxidada → moléculas de adesão leucocitária na superfície endotelial→ atração de monócitos ...
O Processo Aterosclerótico
Doença Arterial Coronária (DAC)Evolução do processo Aterosclerótico...Angina de peito;Insuficiência Cardíaca;Arritmias;IAM...
Identificação do Risco para DAC  Um evento coronariano agudo é a primeira manifestação da                                 ...
Identificação do Risco para DAC
Identificação do Risco para DACCircunferência da Cintura:Preditor do risco cardiovascular, considerando a adiposidade abdo...
Fatores de Risco para DAC             A DAC tem origem multifatorial, e diversos são os fatores de risco para o        des...
Dislipidemias Lipoproteínas: HDL e LDL   As lipoproteínas são complexos macromoleculares sintetizados nofígado e no intest...
Dislipidemias     As DISLIPIDEMIAS podem ser definidas como alterações metabólicas lipídicasdecorrentes de distúrbios em q...
Dislipidemias CLASSIFICAÇÃO Hipercolesterolemia isolada: Elevação isolada do LDL-C (≥ 160 mg/dL).  Hipertrigliceridemia is...
DislipidemiasLipídeos: 9 Kcal/g;Consumo: 15 a 30% do VET;Observar a qualidade desses lipídios...
DislipidemiasImportância: Fonte de AG essenciais e vitaminas; Maior reserva energética; Isolamento e proteção de orgãos; M...
Dislipidemias Tipos de Gorduras - AG SATURADOS:   Aumentam o risco de dislipidemias e DCV. A alimentação composta porgrand...
Dislipidemias Colesterol:  Exógeno e Endógeno;   Componente das membranas celulares, precursor de hormônios e ac.Biliares;...
DislipidemiasTipos de Gorduras - AG INSATURADOS:AG MONOINSATURADOS: ω-9Oleo de oliva extra-virgem  Prensagem mecânica das...
Dislipidemias  Tipos de Gorduras:   AG POLIINSATURADOS: ω-3  EPA e DHA   ↓ incidência eventos cardiovasculares e DCV;   ↓...
Dislipidemias     Tipos de Gorduras:      AG POLIINSATURADOS: ω-6      As principais fontes são os óleos vegetais.      Ma...
Dislipidemias Tipos de Gorduras:  AG TRANS: obtidos do processo de industrialização de alimentos, a partir dahidrogenação ...
Dislipidemias E OS TRIGLICERÍDEOS?  Os TAG são sintetizados sempre que existir um excesso calórico na dieta.  A maior font...
DislipidemiasRECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS (% VET)Gordura Total: 25 a 35%Ácidos Graxos Saturados: < 7%Ácidos Graxos Poliinsat...
Hipertensão Arterial  Existem diversos fatores de risco para doenças cardiovasculares, os quaispodem ser divididos em imut...
Hipertensão Arterial  A hipertensão arterial é conhecida como o principal fator de risco para amorbidade e mortalidade pre...
Hipertensão Arterial  A hipertensão era diagnosticada e categorizada principalmente com base napressão diastólica; entreta...
Hipertensão Arterial  Este aumento da pressão arterial pode ser dado através de consumo elevadode sal, a obesidade, resist...
Hipertensão Arterial  A presença de sódio na circulação sanguínea produz aumento da volemia poraumentar a osmolalidade. O ...
Hipertensão Arterial  Além da HAS ser um fator de risco para DC, também pode levar a derrames,insuficiência renal  e aneur...
Hipertensão ArterialSódio – Grande vilão para a saúde cardiovascular:
Hipertensão Arterial
Hipertensão Arterial  Alimento         Porção     Sódio (mg)   Sal (g)  Linguiça        1 unidade    400mg         1g   Sa...
Diabetes Melitus  A doença arterial coronariana ocorre mais comumente em diabéticos do quena população geral, afetando mai...
Diabetes Melitus  A relação entre hiperglicemia e doença cardiovascular pode ser atribuída àprevalência elevada desses fat...
Diabetes Melitus   Uma epidemia de DM do tipo 2 vem ocorrendo nos últimos anos, comtendência de crescimento na próxima déc...
Diabetes Melitus  O controle metabólico rigoroso associado a medidas preventivas e curativasrelativamente simples são capa...
Diabetes Melitus  O álcool pode atrapalhar o controle do diabetes mellitus, interferindo com ometabolismo glicídico, além ...
Diabetes Melitus  Cabe aos profissionais de saúde que tratam esses pacientes rastrear osfatores de risco para doenças card...
Diabetes Melitus  Consumo de FIBRAS assume importante papel no controle da DM II, poisauxilia na manutenção da normoglicem...
Consumo de Frutas e Hortaliças   A nutrição adequada pode alterar a incidência e a gravidade dascoronariopatias, visto que...
Consumo de Frutas e Hortaliças  A American Heart Association enfatiza o consumo de vegetais, frutas e grãosintegrais, conf...
Consumo de Frutas e Hortaliças   Fibras solúveis: pectinas, gomas, mucilagens e algumas hemiceluloses,encontradas nos legu...
Consumo de Frutas e Hortaliças   Antioxidantes:         A lesão oxidativa dos lipídios nas paredes dos vasossanguíneos par...
Referências  ALLSEN, P. E.; HARRISON, J. M.; VANCE, B. Exercício e qualidade de vida. Barueri:Manole, 2000.  AMERICAN HEAR...
Referências   CEOLIN, Sabrina U. Bugs; MARISCO, Nara. Fatores de Risco para DoençasCardiovasculares em Idosos. In: Anais X...
Referências   KOHLMANN JUNIOR, Osvaldo; GUIMARÃES, Armênio Costa; CARVALHO, MariaHelena C.; JUNIOR, Hilton de Castro Chave...
Referências   PAIVA, Daniela Cristina Profitti de; BERSUSA, Ana Aparecida Sanches; ESCUDER,Maria Mercedes. Avaliação da as...
Referências  RIQUE, Ana Beatriz Ribeiro; SOARES, Eliane de Abreu; MEIRELLES, Claudia de Mello.Nutrição e exercício na prev...
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Doenças Coronarianas

  1. 1. Centro Universitário UNIVATES Curso de NutriçãoDoença Arterial Coronariana Acadêmicas: Danieli Hergessel, Indiara Soares, Jéssica Schuster e Jéssica Rasche Disciplina: Alimentação Institucional I Ano/Semestre: 2012/B
  2. 2. Introdução A Doença Arterial Coronariana (DAC) ou Aterosclerose é uma doençainflamatória crônica de origem multifatorial que ocorre em resposta àagressão endotelial, acometendo principalmente a camada íntima de artériasde médio e grande calibre. Este tipo de distúrbio caracteriza-se pelo estreitamento progressivo, agudoou crônico, devido ao depósito de gordura, colesterol, cálcio, colágeno e outrosmateriais na parede das artérias que irrigam o miocárdio. MERKLE, C. Manual de Fisiopatologia. São Paulo: Roca. 2007.
  3. 3. Introdução A laceração ou ruptura de uma placa permite que o sangue penetre em seuinterior, formando um coágulo que pode crescer, se desprender e ocluir aartéria → IAM. ALLSEN, P. E.; HARRISON, J. M.; VANCE, B. Exercício e qualidade de vida. Barueri: Manole, 2000. A trombose produzida por uma placa é o principal responsável pelos eventoscardiovasculares súbitos ou agudos. FOSS, M. L.; KETEYIAN, S. J. Bases fisiológicas do exercício e do esporte. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
  4. 4. O Processo Aterosclerótico Alimentação inadequada + ↓ hidrólise TAG das VLDL pela lipase lipoprotéicaou ↑ síntese de VLDL → Acúmulo de quilomícrons e/ou VLDL no plasma →Hipertrigliceridemia. Alimentação inadequada + defeito no gene do receptor de LDL ou nogene da apo B100 → Acúmulo de lipoproteínas ricas em colesterol como aLDL no plasma → Hipercolesterolemia. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.Arq. Bras. Cardiologia, 88(1):2-19, 2007.
  5. 5. O Processo Aterosclerótico A disfunção endotelial aumenta a permeabilidade da íntima àslipoproteínas plasmáticas favorecendo a retenção das mesmas no espaçosubendotelial. Retidas, as partículas de LDL sofrem oxidação, causando aexposição de diversos neo-epítopos, tornando-as imunogênicas. O depósito de lipoproteínas na parede arterial, processo-chave no início daaterogênese, ocorre de maneira proporcional à concentração dessaslipoproteínas no plasma. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.Arq. Bras. Cardiologia, 88(1):2-19, 2007.
  6. 6. O Processo Aterosclerótico LDL oxidada → moléculas de adesão leucocitária na superfície endotelial→ atração de monócitos e linfócitos para a parede arterial. Monócitos → Macrófagos → captação LDL oxidadas → Células espumosas. Mediadores da inflamação → migração e proliferação de células musculareslisas → Produção de matriz extracelular que formará parte da capa fibrosada placa aterosclerótica. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.Arq. Bras. Cardiologia, 88(1):2-19, 2007.
  7. 7. O Processo Aterosclerótico
  8. 8. Doença Arterial Coronária (DAC)Evolução do processo Aterosclerótico...Angina de peito;Insuficiência Cardíaca;Arritmias;IAM;AVE;Doença Vascular Periférica. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.Arq. Bras. Cardiologia, 88(1):2-19, 2007.
  9. 9. Identificação do Risco para DAC Um evento coronariano agudo é a primeira manifestação da doençaaterosclerótica em pelo menos metade dos indivíduos que apresentam essacomplicação. Desta forma, a identificação dos indivíduos assintomáticos queestão mais predispostos é crucial para a prevenção efetiva com a corretadefinição das metas terapêuticas. Escore de Risco de Framingham (ERF): Indicado pela SBC e DA/SBC. Nelese estima a probabilidade de ocorrer infarto do miocárdio ou morte por doençacoronária no período de 10 anos em indivíduos sem diagnóstico prévio deaterosclerose clínica. Cálculo - Escore de Framingham IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.Arq. Bras. Cardiologia, 88(1):2-19, 2007.
  10. 10. Identificação do Risco para DAC
  11. 11. Identificação do Risco para DACCircunferência da Cintura:Preditor do risco cardiovascular, considerando a adiposidade abdominal.
  12. 12. Fatores de Risco para DAC A DAC tem origem multifatorial, e diversos são os fatores de risco para o desenvolvimento da doença. O desequilíbrio do perfil lípidico, associado à obesidade central, resistência à insulina e HAS, caracterizam em conjunto a Síndrome Metabólica (SM), associada a grande risco de doença aterosclerótica. Todos esses fatores decorrem de um estilo de vida inadequado, que compreende na grande maioria das vezes uma alimentação desequilibrada, sedentarismo e estresse.IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.Arq. Bras. Cardiologia, 88(1):2-19, 2007.
  13. 13. Dislipidemias Lipoproteínas: HDL e LDL As lipoproteínas são complexos macromoleculares sintetizados nofígado e no intestino delgado, que transportam o colesterol e ostriglicerídeos através da corrente sangüínea. LDL e VLDL: Transporte de lipídeos exógenos (dieta) e endógenos.Fígado → Tecidos. HDL: Ajuda a remover o LDL do organismo. Seu excesso protege asartérias do coração. Transporte Reverso. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Arq. Bras. Cardiologia, 88(1):2-19, 2007.
  14. 14. Dislipidemias As DISLIPIDEMIAS podem ser definidas como alterações metabólicas lipídicasdecorrentes de distúrbios em qualquer fase do metabolismo lipídico, comrepercussão nos níveisséricos das lipoproteínas.CUPPARI, L. Guia de Nutrição: Nutrição Clínica no Adulto. São Paulo: Manole, 2005.
  15. 15. Dislipidemias CLASSIFICAÇÃO Hipercolesterolemia isolada: Elevação isolada do LDL-C (≥ 160 mg/dL). Hipertrigliceridemia isolada: Elevação isolada dos TG (≥150 mg/dL), quereflete o aumento do volume de partículas ricas em TG como VLDL. Hiperlipidemia mista: Valores aumentados de ambos LDL-C (≥ 160 mg/dL) eTG (≥150 mg/dL). HDL-C baixo: Redução do HDL-C (homens <40 mg/dL e mulheres <50 mg/dL)isolada ou em associação com aumento de LDL-C ou de TG. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.Arq. Bras. Cardiologia, 88(1):2-19, 2007.
  16. 16. DislipidemiasLipídeos: 9 Kcal/g;Consumo: 15 a 30% do VET;Observar a qualidade desses lipídios...
  17. 17. DislipidemiasImportância: Fonte de AG essenciais e vitaminas; Maior reserva energética; Isolamento e proteção de orgãos; Membranas celulares; Hormônios (esteróides);BRASIL, MS. Guia Alimentar para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
  18. 18. Dislipidemias Tipos de Gorduras - AG SATURADOS: Aumentam o risco de dislipidemias e DCV. A alimentação composta porgrandes quantidades de carnes, derivados de carne e de leite e laticíniosintegrais é, por essa razão, uma causa importante das doenças cardíacas. Máximo: 10% VET. Principal fonte: Alimentos de origem animal, fonte também do colesterol. BRASIL, MS. Guia Alimentar para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
  19. 19. Dislipidemias Colesterol: Exógeno e Endógeno; Componente das membranas celulares, precursor de hormônios e ac.Biliares; O organismo é capaz de sintetizar o suficiente para cobrir as necessidadesmetabólicas; HDL-c e LDL-c: Transporte de componentes lipídicos. Baixos níveis de gordura saturada e colesterol: ↓ LDL-c; Atividade física: ↑ HDL-c.
  20. 20. DislipidemiasTipos de Gorduras - AG INSATURADOS:AG MONOINSATURADOS: ω-9Oleo de oliva extra-virgem  Prensagem mecânica das azeitonas;↓ oxidação LDL-c;↑ antioxidantes;Reduz risco de doenças.
  21. 21. Dislipidemias Tipos de Gorduras: AG POLIINSATURADOS: ω-3  EPA e DHA ↓ incidência eventos cardiovasculares e DCV; ↓ 25 a 30% [TAG] (≥ 4g/dia); ↑ 1 a 3% HDL (≥ 4g/dia); ↓ PA (≥ 3g/dia); ↓ plaquetas agregação (efeito antitrombótico);Hasler CM. Curr Ather Reports, 2000; Kris-Etherton PM, et al. Arterioscler Thromb Vasc Biol. 2003.
  22. 22. Dislipidemias Tipos de Gorduras: AG POLIINSATURADOS: ω-6 As principais fontes são os óleos vegetais. Mais suscetíveis a peroxidação lipídica x AG monoinsaturados. São precursores de prostanóides série-2 e leucotrienos série-4, que estão associados a atividades pró-inflamatória e pró-trombótica.McKenney, JM; Sica, D. Am J Health-Syst Pharm, 64(6):595-605, 2007.
  23. 23. Dislipidemias Tipos de Gorduras: AG TRANS: obtidos do processo de industrialização de alimentos, a partir dahidrogenação de óleos vegetais. Aumenta o tempo de conservação e melhora atextura e o sabor. ↓ HDL-c e ↑ LDL-c. Menos que 1% VET (máx 2g/dia para uma dieta de 2.000 kcal); MANTEIGA ou MARGARINA?
  24. 24. Dislipidemias E OS TRIGLICERÍDEOS? Os TAG são sintetizados sempre que existir um excesso calórico na dieta. A maior fonte de carbonos para a síntese de AG é proveniente doscarboidratos dietéticos, principalmente CARBOIDRATOS SIMPLES. A síntese de AG ocorre principalmente no fígado. Em excesso... Aumento do peso, e hipertrigliceridemia!!!
  25. 25. DislipidemiasRECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS (% VET)Gordura Total: 25 a 35%Ácidos Graxos Saturados: < 7%Ácidos Graxos Poliinsaturados: < 10%Ácidos Graxos Monoinsaturados: < 20%Carboidratos: 50 a 60%Proteínas: 15%Colesterol: <200 mg/diaFibras: 20 a 30g –dia+ Antioxidantes e Fitosteróis IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.Arq. Bras. Cardiologia, 88(1):2-19, 2007.
  26. 26. Hipertensão Arterial Existem diversos fatores de risco para doenças cardiovasculares, os quaispodem ser divididos em imutáveis e mutáveis. Os fatores imutáveis são aquelesque não podemos mudar e por isso não podemos tratar que é idade,hereditariedade, sexo. Já os fatores mutáveis são os quais podemos interferircomo é o caso do fumo, colesterol, pressão arterial, sedentarismo, obesidade,diabetes, entre outros. CEOLIN, Sabrina U. Bugs; MARISCO, Nara. Anais XVI Seminário Institucional de Ensino, Pesquisa e Extensão – Unicruz, 16(1), 2011.
  27. 27. Hipertensão Arterial A hipertensão arterial é conhecida como o principal fator de risco para amorbidade e mortalidade precoces causada por doenças cardiovascularessendo considerada uma doença multifatorial e um dos maiores problemas desaúde do Brasil. RENNER et al. RBAC, 40(4):261-266, 2008.
  28. 28. Hipertensão Arterial A hipertensão era diagnosticada e categorizada principalmente com base napressão diastólica; entretanto, sabe-se que a morbimortalidade aumentaquando se eleva tanto a pressão diastólica quanto a sistólica. Assim, de acordocom o Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial considera-se um indivíduohipertenso aquele que apresenta uma pressão sangüínea sistólica igual ousuperior a 140 mmHg e/ou pressão sangüínea diastólica igual ou superior a90mmHg. III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial. Arq. Bras. Endocrinol Metab. 43(4), 1999.
  29. 29. Hipertensão Arterial Este aumento da pressão arterial pode ser dado através de consumo elevadode sal, a obesidade, resistência à insulina, sistema-renina-angiotensina-aldosterona e sistema nervoso simpático, sendo que estes mecanismos não sãocompreendidos por completo. MERKLE, C. Manual de Fisiopatologia. São Paulo: Roca. 2007.
  30. 30. Hipertensão Arterial A presença de sódio na circulação sanguínea produz aumento da volemia poraumentar a osmolalidade. O aumento da osmolalidade estimula o centro dasede no hipotálamo e aumenta a produção de hormônio antidiurético. A estimulação do centro da sede faz o indivíduo beber água em quantidadesuficiente para diluir o sal até a concentração normal. Considerando-se estesfatores e acrescentando-se que a eliminação renal de sódio é mais lenta que aeliminação renal de água, fica fácil compreender porque a ingestão excessivade sal aumenta mais a pressão arterial do que a ingestão de grandesquantidades de água. MERKLE, C. Manual de Fisiopatologia. São Paulo: Roca. 2007.
  31. 31. Hipertensão Arterial Além da HAS ser um fator de risco para DC, também pode levar a derrames,insuficiência renal  e aneurismas. Por fazer o coração trabalhar mais, podecausar insuficiência congestiva cardíaca. Hipertensão arterial sistêmica, diabetes, obesidade e perfil lipídico, cada umcontribuiu para um aumento de duas a três vezes nas chances de infarto domiocárdio. POLANCZYK, Carisi Anne. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 84(3), 2005.
  32. 32. Hipertensão ArterialSódio – Grande vilão para a saúde cardiovascular:
  33. 33. Hipertensão Arterial
  34. 34. Hipertensão Arterial Alimento Porção Sódio (mg) Sal (g) Linguiça 1 unidade 400mg 1g Salsicha 1 unidade 560mg 1,4g Pão francês 1 unidade 280mg 0,7gHambúrguer 1 unidade 280mg O,7gCaldo de carne 1 cubo 1920mg 4,8g
  35. 35. Diabetes Melitus A doença arterial coronariana ocorre mais comumente em diabéticos do quena população geral, afetando mais de 55% dos pacientes. O diabetes mellitus éo fator de risco maior para a doença cardiovascular independente, mesmo apósajustada para idades mais avançadas, hipertensão arterial sistêmica etabagismo. GUS et al.. Arq Bras Cardiol, 78(2):478-83, 2002. As mulheres, que habitualmente têm menor risco de doença cardiovasculardo que os homens, passam a ter maior risco do que eles se forem diabéticas. SCHAAN et al. Rev Saúde Pública, 38(4):529-36, 2004.
  36. 36. Diabetes Melitus A relação entre hiperglicemia e doença cardiovascular pode ser atribuída àprevalência elevada desses fatores de risco nos pacientes com a síndromemetabólica ou a um antecedente comum a todos esses fatores que sãohipertensão arterial sistêmica, obesidade, resistência à insulina,microalbuminúria e anormalidades nos lipídeos e lipoproteínas plasmáticas. SCHAAN et al. Rev Saúde Pública, 38(4):529-36, 2004.
  37. 37. Diabetes Melitus Uma epidemia de DM do tipo 2 vem ocorrendo nos últimos anos, comtendência de crescimento na próxima década. Portanto, as complicações doDM do tipo 2, entre as quais as cardiovasculares , emergem como uma dasmaiores ameaças à saúde em todo o mundo, com imensos custos econômicose sociais. SCHAAN et al. Rev Saúde Pública, 38(4):529-36, 2004.
  38. 38. Diabetes Melitus O controle metabólico rigoroso associado a medidas preventivas e curativasrelativamente simples são capazes de prevenir ou retardar o aparecimento dascomplicações crônicas do diabetes mellitus, resultando em melhor qualidadede vida ao individuo diabético. Da mesma forma, o controle da hipertensãoarterial resulta na redução de dano aos órgãos-alvo. PAIVA et al. Cad. Saúde Pública, 22(2):377-385, 2006.
  39. 39. Diabetes Melitus O álcool pode atrapalhar o controle do diabetes mellitus, interferindo com ometabolismo glicídico, além de possivelmente elevar as concentrações detriglicerídeos séricos. A American Heart Association sugere para limitar oconsumo de álcool a um drink diário para mulheres e dois drinks diários parahomens. Um drink correponde a 14g de álcool e pode ser definido como umalata de cerveja, um copo de vinho (120 ml). RIQUE, Ana B.R; SOARES, Eliane A; MEIRELLES, Carla M. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 8(6): 244-254, 2002.
  40. 40. Diabetes Melitus Cabe aos profissionais de saúde que tratam esses pacientes rastrear osfatores de risco para doenças cardiovasculares e suas manifestações clinicasiniciais, objetivando prevenção e tratamento precoce, a fim de minimizar osdanos causados por sua associação. RIQUE, Ana B.R; SOARES, Eliane A; MEIRELLES, Carla M. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 8(6): 244-254, 2002.
  41. 41. Diabetes Melitus Consumo de FIBRAS assume importante papel no controle da DM II, poisauxilia na manutenção da normoglicemia, além de diminuir a absorção delipídeos, contribuindo para a prevenção da aterosclerose. Fontes: Frutas, vegetais, cereais integrais e grãos.
  42. 42. Consumo de Frutas e Hortaliças A nutrição adequada pode alterar a incidência e a gravidade dascoronariopatias, visto que populações com diferentes dietas apresentamvariações na mortalidade cardiovascular. RIQUE, Ana B.R; SOARES, Eliane A; MEIRELLES, Carla M. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 8(6): 244-254, 2002. Liu et al. (2000) observaram no Women’s Health Study, realizado com quase40.000 mulheres profissionais de saúde, que os mais altos consumos devegetais e frutas (exceto batata) estavam associados ao risco mais baixo deDCV, principalmente infarto. LIU, S.; MANSON, J.E.; LEE, I.; COLE, S.R.; HENNEKINS, C.H.; WILLETT, W.C. Am J Clin Nutr., 72(4):922-8, 2000.
  43. 43. Consumo de Frutas e Hortaliças A American Heart Association enfatiza o consumo de vegetais, frutas e grãosintegrais, confirmando a importância das fibras alimentares, antioxidantes eoutras substâncias na prevenção e controle das DCV. American Heart Association. AHA Science Advisory. Circulation, 103(3):472-5, 2001. As fibras alimentares estão naturalmente presentes nas frutas e vegetais, epossuem importância determinante na prevenção do risco de aterosclerose.Existem dois tipos de fibras alimentares, as solúveis e as insolúveis (nãodigeríveis).
  44. 44. Consumo de Frutas e Hortaliças Fibras solúveis: pectinas, gomas, mucilagens e algumas hemiceluloses,encontradas nos legumes, aveia, leguminosas (feijão, ervilha, lentilha) e frutas,particularmente as cítricas e maçã. Grande parte dos benefícios diretos nasDCV estão relacionados às fibras solúveis, como a redução nas contraçõesséricas da LDL-c, melhor tolerância à glicose e controle do Diabetes tipo II. Fibras insolúveis: lignina, celulose e algumas hemiceluloses, presentes nosderivados de grãos inteiros, como os farelos, nas cascas dos grãos, nas verdurase nas frutas. Este tipo de fibra aumenta a motilidade do TGI e o volume do bolofecal, prevenindo sintomas de constipação. SICHIERI et al. Arq Bras Endocrinol Metab., 44(3):227-232, 2000.
  45. 45. Consumo de Frutas e Hortaliças Antioxidantes: A lesão oxidativa dos lipídios nas paredes dos vasossanguíneos parece ser um fator decisivo no desenvolvimento da aterosclerose,já que a oxidação da LDL-c a transforma numa partícula reativa potencialmenteletal para as artérias. Populações com dietas ricas em substâncias antioxidantes apresentam baixaincidência de aterosclerose coronária, já que os antioxidantes aumentam aresistência da LDL-c à oxidação e vêm sendo associados com a redução de riscopara coronariopatias. Acredita-se que os antioxidantes são os principaisresponsáveis pelos efeitos benéficos do consumo diário das frutas e verduras.Os principais antioxidantes são a vitamina E, pigmentos carotenóides, avitamina C, flavonóides e outros compostos fenólicos. CARVALHO, Jairo J. M.; Aspectos preventivos em cardiologia. Arq. Bras. Cardiol. 50(1):59-67, 1988.
  46. 46. Referências ALLSEN, P. E.; HARRISON, J. M.; VANCE, B. Exercício e qualidade de vida. Barueri:Manole, 2000. AMERICAN HEART ASSOCIATION. AHA Science Advisory. Wine and your heart. Ascience advisory for healthcare professionals from the nutrition committee, council oncardiovascular nursing of The American Heart Association. Circulation, v. 103, n. 3, p.472-5, 2001. BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia Alimentar para a População Brasileira -Promovendo a Alimentação Saudável. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção àSaúde - Departamento de Atenção Básica: Coordenação geral de Alimentação eNutrição. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
  47. 47. Referências CEOLIN, Sabrina U. Bugs; MARISCO, Nara. Fatores de Risco para DoençasCardiovasculares em Idosos. In: Anais XVI Seminário Institucional de Ensino, Pesquisae Extensão – Unicruz, v. 16, n. 1, 2011. CUPPARI, L. Guia de Nutrição: Nutrição Clínica no Adulto. São Paulo: Manole, 2005. CARVALHO, Jairo J. M. Aspectos preventivos em cardiologia. Arq. Bras. Cardiol., v.50, n. 1, p. 59-67, 1988. FOSS, M. L.; KETEYIAN, S. J. Bases fisiológicas do exercício e do esporte. 6 ed. Rio deJaneiro: Guanabara Koogan, 2000. GUS, Ises; FISCHMANN, Airton; MEDINA, Cláudio. Prevalência dos fatores de risco dadoença arterial coronariana no Estado do Rio Grande do Sul. Arq Bras Cardiol, v. 78, n.2, p. 478-83, 2002.
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  51. 51. Obrigada!
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