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    Apostila.de.redes. .cabeamento.e.estruturado Apostila.de.redes. .cabeamento.e.estruturado Document Transcript

    • APOSTILA DE REDES IETB – REDES I 1
    • Redes de ComputadoresNenhuma outra tecnologia evoluiu tão rápida e então pouco espaço de tempo como àinformática. Em poucas décadas, vimos computadores que ocupavam um andar inteiro,pesando algumas toneladas, de processamento duvidoso e custando milhões de dólares,serem substituídos por estações de trabalho que cabem numa mesa, podendo realizarmilhões de operações por segundo a um preço acessível a todos.A massificação do uso de computadores por parte das empresas, universidades e governos,a internacionalização da economia e sua dispersão geográfica, geraram uma enormenecessidade de interligar sistemas para a troca de informações de forma rápida e segura.Mesmo em menor escala, as redes permitem as pequenas e médias empresas maioragilidade e eficiência na troca de informações e compartilhamento de dados e recursoscomo, por exemplo, impressoras e discos.Suponha que você possua uma impressora laser que é utilizada por todo se setor. Se vocênão possui uma rede que disponibilize a impressora para todas as estações do setor, cadaum que desejar utilizar a impressora, deverá copiar um arquivo para um disquete e leva-loaté onde ela estiver. Parece simples, mas se a impressora estiver em um outro andar?E se oarquivo a ser impresso for maior que a capacidade de armazenamento do disquete?Todos esses, e outros, problemas podem ser contornados, mas se você estiver utilizandouma rede, o ato de imprimir um arquivo seria tão normal quanto imprimi-lo em umaimpressora conectada diretamente a sua estação.Não importa se você está conectando uma impressora a dois microcomputadores ouinterligado dos sistemas em países diferentes via satélite, a realidade das redes decomunicação vai estar cada vez mais ligada ao nosso cotidiano. Evolução dos Sistemas de ComunicaçãoA história das redes de comunicação surge muito antes do advento do computador.Seu início e sua evolução estão intimamente ligados a necessidade de troca de informaçõesentre as pessoas, empresas ou qualquer outra organização.Os mais simples sinais de comunicação são os gestos físicos como um aceno de mão ou umsorriso. Embora os sinais transmitam algum tipo de informação, é necessário que tanto oemissor quanto o receptor possam entendê-los. Por exemplo, para que se possa conversarcom um russo que só conheça sua língua nativa, nós devemos ou conhecer russo ou solicitara ajuda de um tradutor. Uma linguagem comum torna a comunicação muito mais fácil.O Código Morse, utilizado no sistema telegráfico, é um exemplo de uma linguagem comum,ou padrão para a comunicação de dados. Ele faz uso de combinação único de pontos etraços para representar letras, números e sinais de pontuação da linguagem escrita.Nos sistemas modernos de comunicação de dados através de redes de computadores, osdados são transmitidos através de dígitos binários, ou bits, ou invés de pontos e traços.Igualmente ao Código Morse, deve existir um padrão de representação para o sistemabinário de forma que este possa ser compreendido tanto pelo emissor quanto pelo receptor.ETB – REDES I 2
    • O que são Redes de ComputadoresEstritamente falando, redes de computadores são computadores conectados entre si, com oobjetivo de compartilhar informações e recursos, programas, impressoras, agendas degrupos, correio eletrônico, etc. Trazendo benefícios aos usuários que irão utilizá-la. Conceitos LAN (Local Area Newtork): É um grupo de computadores e dispositivos associados quedividem uma mesma linha de comunicação e, normalmente, os recursos de um únicoprocessador ou servidor em uma pequena área geográfica.O servidor normalmente tem aplicação e armazenamentos de dados compartilhados porvários usuários, em diferentes computadores, ou seja, é o que chamamos de uma RedeLocal (computadores próximos, altas taxas de transmissão dados 10Mbps a um Gbps, meiosde transmissão privativos).Um servidor de rede local pode ser até mesmo utilizado como servidor Web desde quetomem as medidas adotadas de seguranças para proteger as aplicações internas e os dadosde acesso externo. MAN (Metropolitan Area Newtork): É uma Rede Metropolitana, esta interconectausuários com os recursos de computadores, com uma área maior de cobertura, apesar deque ser uma grande rede local, porém menor que a cobertura por uma WAN.Este aplicativoé usado para interconexão de várias redes em uma cidade dentro de uma única granderede.ETB – REDES I 3
    • WAN (Wide Area Newtork): É uma Rede Geográfica com uma estrutura mais ampla detelecomunicação de uma LAN. Topologia de redes Estrela (Star): Neste tipo de rede, os equipamentos estão conectados ponto-a-ponto,por intermediário de linhas (cabos) independentes, a um gerenciador central que éresponsável por toda a comunicação e transferência de dados, bem como pelo controle doarmazenamento de dados e gerenciamento de rede.Neste sentido, enquanto dois nós estiverem se comunicando, os demais não terão queaguardar e se ocorre à quebra do nó central interrompe o funcionamento de rede. Anel (Ring): Estações conectadas através de um caminho fechado. Com estaconfiguração, muitas das estações remotas ao anel não se comunicam diretamente com ocomputador central.ETB – REDES I 4
    • Quando a mensagem é enviada, esta entra no anel e circula até ser retirada pelo nó dodestinatário, ou então até voltar ao nó fonte, dependo do protocolo utilizado. Este últimoprocedimento é mais desejável porque permite o envio simultâneo de um pacote paramúltiplas estações e além do mais permite que determinadas estações recebam pacotesenviados por qualquer outra estação de rede, independente de qual seja o nó destinatário. Barramento (Bus): Utiliza uma topologia descentralizada, este tipo de rede localcaracteriza-se pela ocorrência de apenas uma única linha conexão. O acesso ao barramentoé dividido entre todos nós, sendo que cada uma das estações de trabalho pode enviar dadosa todas as outras estações componentes da rede.Neste tipo de rede são utilizados repetidores de sinal, quando a distância é maior que apermitida por um segmento de cabo. O tipo de ligação é multiponto, onde cada um dos nóspossui endereço único, o que faz com que seu monitoramento ao barramento seja contínuo,propendendo à verificação de possíveis mensagens ou dados que a ele tenham sidoenviados.Uma das vantagens desse tipo de rede, sobre topologia diferente, é que com a queda de umnó, o restante da rede continua ativada normalmente.Neste tipo de rede não existe hierarquia, no que se diz a respeito à ordem de transmissãodos dados, cada estação de trabalho que deseja transmitir pode fazê-lo sem que tenha queesperar por algum tipo de permissão, podendo com isso vir a ocasionar o que se chama decolisão de dados (mistura de duas ou mais mensagens no transcorrer da transmissão)impedido que estes sejam reconhecidos pela estação destinatário. Sentido de Transmissão ou Modo de Operação Simplex: O sinal vai apenas da origem (previamente determinada) para o destino(previamente determinado). Half Duplex ou Semi Duplex: O sinal pode ser transmitido da origem para o destino evice-versa, mais não é ao mesmo tempo. Duplex ou Full Duplex: Os sinais podem ser transmitidos ao mesmo tempo, entre asduas extremidades que estão se comunicando, em ambos sentidos.ETB – REDES I 5
    • Tipos de redes Rede Par a Par (Rede simples): Rede Baseada em Servidor: Órgãos de PadronizaçãoA padronização das redes de computadores foi essencial no início da década de 80, e foi umdos principais motivos do grande crescimento observado nas redes. Antes da criação domodelo OSI pela (esse modelo será apresentado no modulo de Redes II), em 1982, ossistemas eram todos baseados em soluções proprietárias e não permitiam ainteroperabilidade dos fabricantes. Este fato gerava um grande desconforto aos usuários datecnologia, que ficavam atrelados a soluções de um único fabricante. Se eles decidissemcomprar a solução de uma determinada marca, eram obrigados a expandir com a mesmaETB – REDES I 6
    • marca, o que era ótimo para o dono da marca e péssimo para o cliente, principalmente nahora de negociar preço.Os padrões foram criados para permitir que uma solução tecnológica única e padronizadapudesse ser implementada por diferentes fabricantes. Inicialmente os fabricantesacreditavam que a padronização limitava a expansão tecnológica, mas o que aconteceu aolongo dos anos foi que os fabricantes implementavam o padrão e ofereciam a seus clientes,como uma solução de valor agregado, as capacidades avançadas por eles, criadas como umvalor agregado.A padronização em rede de computadores pode ser dividida em dois tipos: Padronização da indústria: É o tipo de padronização formal. Em geral esses padrõessão desenvolvidos por entidades de padronização que funciona como um grande fórum, doqual fazem parte representante das indústrias, dos Governos, dos laboratórios dasuniversidades e dos usuários. Alguns exemplos são: IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engeneers): Possui engenheiroselétricos e eletrônicos de praticamente todos os paises do mundo e a contribuição do IEEE émuito grande na definição de padrões de redes. ANSI (American National Standards Organization): É um órgão de padronizaçãocriado nos Estados Unidos, em 1918. Possuem aproximadamente 1000 associados entreempresas, organizações, agências de governo e instituições internacionais. A ANSI trabalhaem parceria com a IEC (International Electrotechnical Commission), responsável pelaespecificação de padrões eletrônicos. EIA (Electronic Industries Association): Associação das Indústrias de Eletrônica (dosEstados Unidos), o EIA é uma organização de comércio dos E.U. para a indústria deeletrônica que concentra em padrões de relação da ferragem. TIA (Telecommunications Industry Association): Associação das indústrias dastelecomunicações. ISO (International Organization for Standardization): É uma organizaçãointernacional de padronização que pode ser considerada a maior do mundo. A ISOdesenvolve e estabelece padrões nem diversas áreas do desenvolvimento tecnológico e éformada por diversas organizações de diferentes países. Padronização de Fato: Trata das tecnologias que acabaram virando padrões porquesimplesmente o produto ganhou mercado. Como exemplos temos o SNA da IBM, o Windowsda Macrosof e o UNIX. O MODELO OSI O padrão OSIO modelo de referencia OSI é extremamente útil como uma ferramenta de análise dosvários serviços de rede. Por exemplo, se olharmos para um simples serviço de rede tal quala impressão de um documento criado por processador de texto numa impressora local, nóspoderíamos usar o modelo de referencia OSI para determinar como esta "tarefa" está sendorealizada. Podemos também determinar como acontece à impressão em uma rede Netware,ETB – REDES I 7
    • ou numa rede TCP/IP. Devido a estes exemplos usarem um mesmo modelo, eles podem sercomparados um com o outro, mesmo que utilizem de tecnologias diferentes para realizar omesmo objetivo final. O modelo OSI é composto por 7 camadas: APLICAÇÃO Nível 7 APRESENTAÇÃO Nível 6 SESSÃO Nível 5 TRANSPORTE Nível 4 REDE Nível 3 LINK Nível 2 FÍSICA Nível 1Vejamos, então, as descrições das camadas:A camada física está relacionada com o meio físico usado para conectar diferentessistemas numa rede. EX: "cabos" seriais, paralelos, cabos ethernet, cabos telefônicos,fibras óticas e até mesmo os tipos de conectores usados no cabeamento. Asinformações estão codificadas em sinais elétricos.A camada de link (ou DATA-LINK) é usada para definir como a informação étransmitida através da camada física, e certificar se a camada física está funcionandocorretamente. Algumas redes - tais como sistemas de telefonia publica, estaçõesAM/FM e de televisões - usam sinais analógicos para transmitir a informação, enquantoque as redes de computadores usam sinais digitais. Havendo algum problema com atransmissão da informação no meio físico (cabeamento rompido ou em curto-circuito,linha desbalanceada, colisões), então esta camada deve tratar destes erros ouretransmitindo ou notificando a falha para a camada de rede (superior)A camada de rede é usada para identificar os endereços dos sistemas na rede, e paraa transmissão dos dados entre os sistemas. A camada de rede deve estar ciente domeio físico da rede, e empacotar a informação de tal forma que a camada de linkpossa enviá-la para a camada física. Por exemplo, se a linha telefônica é o meio físico,então a camada de rede deve preparar a informação de tal forma que a camada de linkpossa enviá-la por um circuito analógico. Da mesma forma, se a informação é umaplaca de rede Ethernet, então a camada de rede deve encapsular a informação nossinais digitais apropriados para a Ethernet, e então passá-la para a camada de link quea enviará. Em muitas redes, a camada de rede não verifica a integridade dainformação. Ela, simplesmente, fornece o empacotamento e o serviço de envio,assumindo que se a camada de rede não reportar algum erro então a rede estáoperacional. Estações de rádio e televisão trabalham desta maneira, assumindo que seeles transmitem um sinal, então os aparelhos de TV e rádio irão recebê-los semproblemas. Da mesma forma, encontram-se tecnologias de redes assumindo esteprocedimento, deixando que os protocolos de camadas de nível maior forneçam esterastreio de envio e garantam a integridade.A camada de transporte fornece serviços de verificação de integridade dainformação preenchendo a lacuna da camada anterior. Entretanto este tratamento sóse aplica para serviços de transmissão, e não para qualquer responsável por verificarse a camada de rede está funcionando de forma eficiente, e se não, então ou elarequisita uma retransmissão ou retorna um erro para a camada superior a ela(sessão). Desde que os serviços de alto nível têm que passar pela camada detransporte, todos os serviços de transporte são garantidos when esta camada éETB – REDES I 8
    • implementada e utilizada corretamente no e pelo software de rede. Nem todos ossistemas garantem que a camada de transporte forneça a integridade ou confiabilidadenecessária, pelo contrário, muitas redes fornecem camadas de transporte semqualquer nível de confiabilidade para serviços não essenciais tais como o envio demensagens de controle ou erros.A camada de sessão é a responsável pelo estabelecimento da conexão entresistemas, aplicações ou usuários. A camada de sessão pode receber solicitações dequalquer camada de nível mais alto, e então negociará uma conexão usando ascamadas inferiores. Uma vez que a conexão foi estabelecida, a camada de sessão secomporta como uma interface de comunicação entre a camada de rede e as outrascamadas mais altas. Quando as camadas mais altas encerram suas atividades, acamada de serviço é responsável por terminar a conexão.A camada de apresentação fornece um conjunto de interfaces consistentes queserão utilizadas pelas aplicações e serviços, quando se estabelece uma conexãoatravés da camada de sessão. Entretanto estas interfaces também poderiam existir nacamada de sessão, tornando-as desnecessárias na camada de apresentação. É melhorque a camada de sessão somente gerencie sessões e não se preocupe em verificardados ou fornecer outros serviços extras. Um exemplo de serviço fornecido pelacamada de apresentação é a compressão de dados, permitindo que as aplicaçõesganhem em desempenho.Finalmente, a camada de aplicação disponibiliza a interface de rede às aplicações anível de usuário final, tais como serviços de impressão ou compartilhamento dearquivos. Esta camada também disponibiliza alguns serviços de gerenciamento quecertificarão se as interfaces estão sendo endereçadas e usadas corretamente.Conforme o modelo OSI, uma rede consiste de sucessivos encapsulamentos deprotocolos, de modo que um protocolo de um nível superior corresponde aos “dados”(data) de um nível inferior, sendo este o “portador” ou carrier da informação. Combase neste conceito, realizam-se o transporte de protocolos de serviço de redes locais(NETBIOS) encapsulado sobre o TCP/IP. Por este mesmo motivo é que dizemos TCPsobre IP, ou NETBIOS sobre TCP, DECnet sobre IP, IPX aplicação ou funções deserviços específicos. A camada de transporte é sobre IP, e assim por diante. Paramelhor esclarecer a figura, definimos:ETB – REDES I 9
    • AH = Application Header (Cabeçalho do protocolo de aplicação);PH = Presentation Header (Cabeçalho do protocolo de Apresentação);SH = Session Header (Cabeçalho do protocolo de Sessão);TH = Transport Protocol (Protocolo de Transporte);NH = Network Protocol (Protocolo de Rede)DH = Data Link Protocol (Protocolo de Elo de Dados)DATA = Os dados transferidosDT = Data Termination (Sinalizador de final de pacote)A camada física não apresenta um protocolo de software, como as anteriores, masapresenta um protocolo de hardware, tipo colisão, forma de modulação, nível de sinal,freqüência, ou seja, as informações pertinentes exclusivamente ao envio ou recebimento dossinais eletro-eletrônicos. CabosO projeto de cabeamento de uma rede, que faz parte do meio físico usado para interligarcomputadores, é um fator de extrema importância para o bom desempenho de uma rede.Esse projeto envolve aspectos sobre a taxa de transmissão, largura de banda, facilidade deinstalação, imunidade a ruídos, confiabilidade, custos de interface, exigências geográficas,conformidade com padrões internacionais e disponibilidades de componentes.O sistema de cabeamento determina a estabilidade de uma rede. Pesquisas revelam quecerca de 80% dos problemas físicos ocorridos atualmente em uma rede tem origem nocabeamento, afetando de forma considerável a confiabilidade da mesma. O custo para aimplantação do cabeamento corresponde a aproximadamente 6% do custo total de umarede, mais 70% da manutenção de uma rede é direcionada aos problemas oriundos docabeamento.Em matéria de cabos, os mais utilizados são os cabos de par trançado, os caboscoaxiais e cabos de fibra óptica. Cada categoria tem suas próprias vantagens elimitações, sendo mais adequado para um tipo específico de rede. Os cabos de par trançado são os mais usados, pois tem um melhor custobeneficio, ele pode ser comprado pronto em lojas de informática, ou feito sob medida,ou ainda produzido pelo próprio usuário, e ainda são 10 vezes mais rápidos que oscabos coaxiais. Os cabos coaxiais permitem que os dados sejam transmitidos através de umadistância maior que a permitida pelos cabos de par trançado sem blindagem (UTP),mas por outro, lado não são tão flexíveis e são mais caros que eles. Outradesvantagem é que a maioria delas requer o barramento ISA, não encontradas nasPlacas mães novas.ETB – REDES I 10
    • Os cabos de fibra óptica permitem transmissões de dados a velocidades muitomaiores e são completamente imunes a qualquer tipo de interferência eletromagnética,porém, são muito mais caros e difíceis de instalar, demandando equipamentos maiscaros e mão de obra mais especializada. Apesar da alta velocidade de transferência, asfibras ainda não são uma boa opção para pequenas redes devido ao custo. Cabo Par TrançadoO cabo par trançado surgiu com a necessidade de se ter cabos mais flexíveis e com maiorvelocidade de transmissão, ele vem substituindo os cabos coaxiais desde o início da décadade 90. Hoje em dia é muito raro alguém ainda utilizar cabos coaxiais em novas instalaçõesde rede, apesar do custo adicional decorrente da utilização de hubs e outros concentradores.O custo do cabo é mais baixo, e a instalação é mais simples.O nome “par trançado” é muito conveniente, pois estes cabos são constituídos justamentepor 4 pares de cabos entrelaçados. Os cabos coaxiais usam uma malha de metal queprotege o cabo de dados contra interferências externas; os cabos de par trançado por suavez, usam um tipo de proteção mais sutil: o entrelaçamento dos cabos cria um campoeletromagnético que oferece uma razoável proteção contra interferências externas.Existem basicamente dois tipos de cabo par trançado: Os Cabos sem blindagem chamadosde UTP (Unshielded Twisted Pair) e os blindados conhecidos como STP (Shielded TwistedPair). A única diferença entre eles é que os cabos blindados além de contarem com aproteção do entrelaçamento dos fios, possuem uma blindagem externa (assim como oscabos coaxiais), sendo mais adequados a ambientes com fortes fontes de interferências,como grandes motores elétricos e estações de rádio que estejam muito próximas. Outrasfontes menores de interferências são as lâmpadas fluorescentes (principalmente lâmpadascansadas que ficam piscando), cabos elétricos quando colocados lado a lado com os cabosde rede e mesmo telefones celulares muito próximos dos cabos.Na realidade o par trançado sem blindagem possui uma ótima proteção contra ruídos, sóque usando uma técnica de cancelamento e não através de uma blindagem. Através dessatécnica, as informações circulam repetidas em dois fios, sendo que no segundo fio ainformação possui a polaridade invertida. Todo fio produz um campo eletromagnético ao seuredor quando um dado é transmitido. Se esse campo for forte o suficiente, ele irá corromperos dados que estejam circulando no fio ao lado (isto é, gera Ruído). Em inglês esseproblema é conhecido como cross-talk.A direção desse campo eletromagnético depende do sentido da corrente que esta circulandono fio, isto é, se é positiva ou então negativa. No esquema usado pelo par trançado, comoETB – REDES I 11
    • cada par transmite a mesma informação só que com a polaridade invertida, cada fio geraum campo eletromagnético de mesma intensidade, mas em sentido contrario. Com isso, ocampo eletromagnético gerado por um dos fios é anulado pelo campo eletromagnéticogerado pelo outro fio.Além disso, como a informação é transmitida duplicada, o receptor pode facilmente verificarse ela chegou ou não corrompida. Tudo o que circula em um dos fios deve existir no outrofio com intensidade igual, só que com a polaridade invertida. Com isso, aquilo que fordiferente nos dois sinais é ruído e o receptor tem como facilmente identificá-lo e eliminá-lo.Quanto maior for o nível de interferência, menor será o desempenho da rede, menor será adistância que poderá ser usada entre os micros e mais vantajosa será a instalação de cabosblindados. Em ambientes normais, porém os cabos sem blindagem costumam funcionarbem.Existem no total, 7 categorias de cabos de par trançado. Em todas as categorias a distânciamáxima permitida é de 100 metros. O que muda é a taxa máxima de transferência de dadose o nível de imunidade a interferências. Os cabos de categoria 5e que tem a grandevantagem sobre os outros 6 que é a taxa de transferência que pode chegar até 155 Mbps eo mais usado/vendido: Categoria 1: Utilizado em instalações telefônicas, porém inadequado para transmissão dedados. Categoria 2: Outro tipo de cabo obsoleto. Permite transmissão de dados a até 2.5megabits e era usado nas antigas redes Arcnet. Categoria 3: Era o cabo de par trançado sem blindagem mais usado em redes há umadécada. Pode se estender por até 100 metros e permite transmissão de dados a até 10Mbps. Categoria 4: Cabos com uma qualidade um pouco melhor que os cabos de categoria 3.Este tipo de cabo foi muito usado em redes Token Ring de 16 megabits. Em teoria podemser usados também em redes Ethernet de 100 megabits, mas na prática isso é incomum,simplesmente porque estes cabos não são mais fabricados. Categoria 5: Este é o tipo de cabo de par trançado usado atualmente, que existe tantoem versão blindada quanto em versão sem blindagem, a mais comum. A grande vantagemsobre esta categoria de cabo sobre as anteriores é a taxa de transferência: eles podem serusados tanto em redes de 100 megabits, quanto em redes de 1 gigabit. Categoria 5e: Os cabos de categoria 5e são os mais comuns atualmente, com umaqualidade um pouco superior aos cat 5. Eles oferecem uma taxa de atenuação de sinal maisbaixa, o que ajuda em cabos mais longos, perto dos 100 metros permitidos.ETB – REDES I 12
    • Além destes, temos ainda os cabos de categoria 6 e 7, que ainda estão em fase depopularização: Categoria 6: Utiliza cabos de 4 pares, semelhantes aos cabos de categoria 5 e 5e. Estepadrão não está completamente estabelecido, mas o objetivo é usá-lo (assim como os 5e)nas redes Gigabit Ethernet. Já é possível encontrar cabos deste padrão à venda em algumaslojas. Você pode ler um FAQ sobre as características técnicas dos cabos cat 6 nohttp://www.tiaonline.org/standards/category6/faq.cfm. Categoria 7: Os cabos cat 7 também utilizam 4 pares de fios, porém utilizam conectoresmais sofisticados e são muito mais caros. Tanto a freqüência máxima suportada, quanto aatenuação de sinal são melhores que nos cabos categoria 6. Está em desenvolvimento umpadrão de 10 Gigabit Ethernet que utilizará cabos de categoria 6 e 7.Em caso de dúvida, basta checar as inscrições decalcadas no cabo, entre elas está àcategoria do cabo, como na foto:Vantagens: Preço: mesma com a obrigação da utilização de outros equipamentos na rede, a relaçãocusto beneficia se torna positiva. Flexibilidade: como ele é bastante flexível, ele pode ser facilmente passado por dentrode conduítes embutidos em paredes. Facilidade: a facilidade com que se podem adquirir os cabos, pois em qualquer loja deinformática existe esse cabo para venda, ou até mesmo para o próprio usuário confeccionaros cabos. Velocidade: atualmente esse cabo trabalha com uma taxa de transferência de 155 Mbps.Desvantagens: Comprimento: sua principal desvantagem é o limite de comprimento do cabo que é deaproximadamente 100 por trecho. Interferência: a sua baixa imunidade à interferência eletromagnética, sendo fatorpreocupante em ambientes industriais.No cabo de par trançado tradicional existem quatro pares de fio. Dois deles não sãoutilizados, pois os outros dois pares, um é utilizado para a transmissão de dados (TD) eoutro para a recepção de dados (RD). Entre os fios de números 1 e 2 (chamados de TD+ eTD–) a placa envia o sinal de transmissão de dados, e entre os fios de números 3 e 6(chamados de RD+ e RD–) a placa recebe os dados. Nos hubs e switches, os papéis dessespinos são invertidos. A transmissão é feita pelos pinos 3 e 6, e a recepção é feita pelos pinos1 e 2. Em outras palavras, o transmissor da placa de rede é ligado no receptor do hub ouswitch, e vice-versa. Um cuidado importante a ser tomado é que sistemas de telefonia utilizam cabos do tipopar trançado, só que este tipo de cabo não serve para redes locais.ETB – REDES I 13
    • Par trançado Blindado (STP)Os cabos de pares trançados blindados (STP) combinam as técnicas de blindagem ecancelamento para proteger o cabo contra a degradação do sinal. São de dois tipos: STP de 100 ohms: Utilizado em Redes Ethernet, aumenta a resistência contrainterferência eletromagnética/interferência de radiofreqüência do fio de par trançado. Ablindagem não faz parte do circuito de dados, por isso tem que ser aterrada, pois se não forà blindagem irá se transformar em uma antena e os seus problemas se multiplicarão. STP de 150 ohms: Usa a técnica de blindagem redundante, uma vez que é blindado,para reduzir a interferência eletromagnética e a interferência radiofreqüência, como cadapar de fios trançados é separado um do outro por uma blindagem, o que faz diminuir adiafonia. Além do mais, cada par é trançado para que os efeitos do cancelamento sejamaproveitados. Como confeccionar os CabosA montagem do cabo par trançado é relativamente simples. Além do cabo, você precisará deum conector RJ-45 de pressão para cada extremidade do cabo e de um alicate de pressãopara conectores RJ-45 também chamado de Alicate crimpador. Tome cuidado, pois existeum modelo que é usado para conectores RJ-11, que têm 4 contatos e são usados paraconexões telefônicas.Assim como ocorre com o cabo coaxial, fica muito difícil passar o cabo por conduítes e porestruturas usadas para ocultar o cabo depois que os plugues RJ-45 estão instalados. Porisso, passe o cabo primeiro antes de instalar os plugues. Corte o cabo no comprimentodesejado. Lembre de deixar uma folga de alguns centímetros, já que o micro poderáposteriormente precisar mudar de lugar, além disso, você poderá errar na hora de instalar oETB – REDES I 14
    • sugue RJ-45, fazendo com que você precise cortar alguns poucos centímetros do cabo parainstalar novamente outro sugue.Para quem vai utilizar apenas alguns poucos cabos, vale a pena comprá-los prontos. Paraquem vai precisar de muitos cabos, ou para quem vai trabalhar com instalação emanutenção de redes, vale a pena ter os recursos necessários para construir cabos. Devemser comprados os conectores RJ-45, algumas um rolo de cabo, um alicate para fixação doconector e um testador de cabos. Não vale a pena economizar comprando conectores ecabos baratos, comprometendo a confiabilidade.O alicate possui duas lâminas e uma fenda para o conector. A lâmina indicada com (1) éusada para cortar o fio. A lâmina (2) serve para desencapar a extremidade do cabo,deixando os quatro pares expostos. A fenda central serve para prender o cabo no conector. (1): Lâmina para corte do fio (2): Lâmina para desencapar o fio (3): Fenda para crimpar o conectorCorte a ponta do cabo com a parte (2) do alicate do tamanho que você vai precisar,desencape (A lâmina deve cortar superficialmente a capa plástica, porém sem atingir osfios) utilizando a parte (1) do alicate aproximadamente 2 cm do cabo. Pois o que protege oscabos contra as interferências externas são justamente as tranças. À parte destrançada queentra no conector é o ponto fraco do cabo, onde ele é mais vulnerável a todo tipo deinterferência Remova somente a proteção externa do cabo, não desencape os fios.Identifique os fios do cabo com as seguintes cores: Branco com verde Verde Branco com laranja Laranja Branco com azul Azul Branco com marrom MarromETB – REDES I 15
    • Desenrole os fios que ficaram para fora do cabo, ou seja, deixe-os “retos” e não trançado naordem acima citada como mostra a figura abaixo:Corte os fios com a parte (1) do alicate em aproximadamente 1,5cm do invólucro do cabo.Observe que no conector RJ-45 que para cada pino existe um pequeno “tubo” onde o fiodeve ser inserido. Insira cada fio em seu “tubo”, até que atinja o final do conector.Lembrando que não é necessário desencapar o fio, pois isto ao invés de ajudar, serviriaapenas para causar mau contato, deixado o encaixe com os pinos do conector “folgado”.Ao terminar de inserir os fios no conector RJ-45, basta inserir o conector na parte (3) doalicate e pressioná-lo. A função do alicate neste momento é fornecer pressão suficiente paraque os pinos do conector RJ-45, que internamente possuem a forma de lâminas, esmaguemos fios do cabo, alcançando o fio de cobre e criando o contato, ao mesmo tempo, uma partedo conector irá prender com força a parte do cabo que está com a capa plástica externa. Ocabo ficará definitivamente fixo no conector.Após pressionar o alicate, remova o conector do alicate e verifique se o cabo ficou bom, parisso puxe o cabo para ver se não há nenhum fio que ficou solto ou folgado.ETB – REDES I 16
    • Testar o CaboPara testar o cabo é muito fácil utilizando os testadores de cabos disponíveis no mercado.Normalmente esses testadores são compostos de duas unidades independentes. A vantagemdisso é que o cabo pode ser testado no próprio local onde fica instalado, muitas vezes comas extremidades localizadas em recintos diferentes. Chamaremos os dois componentes dotestador: um de testador e o outro de terminador. Uma das extremidades do cabo deve serligada ao testador, no qual pressionamos o botão ON/OFF. O terminador deve ser levado atéo local onde está a outra extremidade do cabo, e nele encaixamos o outro conector RJ-45.Uma vez estando pressionado o botão ON/OFF no testador, um LED irá piscar. Noterminador, quatro LEDs piscarão em seqüência, indicando que cada um dos quatro paresestá corretamente ligado. Observe que este testador não é capaz de distinguir ligaçõeserradas quando são feitas de forma idêntica nas duas extremidades. Por exemplo, se o fioazul e verde for ligado em posições invertidas em ambas as extremidades do cabo, oterminador apresentará os LEDs piscando na seqüência normal. Cabe ao usuário ou técnicoque monta o cabo, conferir se os fios em cada conector estão ligados nas posições corretas.Para quem faz instalações de redes com freqüência, é conveniente adquirir testadores decabos, lojas especializadas em equipamentos para redes fornecem cabos, conectores, oalicate e os testadores de cabos, além de vários outros equipamentos. Mais se você querapenas fazer um cabo para sua rede, existe um teste simples para saber se o cabo foicrimpado corretamente: basta conectar o cabo à placa de rede do micro e ao hub. Tanto oLED da placa quanto o do hub deverão acender. Naturalmente, tanto o micro quanto o hubdeverão estar ligados.Não fique chateado se não conseguir na primeira vez, pois a experiência mostra que parachegar à perfeição é preciso muita prática, e até lá é comum estragar muitos conectores.Para minimizar os estragos, faça a crimpagem apenas quando perceber que os oito fioschegaram até o final do conector. Não fixe o conector se perceber que alguns fios estãoparcialmente encaixados. Se isso acontecer, tente empurrar mais os fios para que encaixematé o fim. Se não conseguir, retire o cabo do conector, realinhe os oito fios e faça o encaixenovamente.Uma dica que ajuda bastante e a utilização das borrachas protetoras dos conectores RJ-45,pois o uso desses traz vários benefícios como: facilita a identificação do cabo com o uso decores diferentes, mantém o conector mais limpo, aumenta a durabilidade do conector nasoperações de encaixe e desencaixe, dá ao cabo um acabamento profissional.ETB – REDES I 17
    • Montar um cabo de rede com esses protetores é fácil. Cada protetor deve ser instalado nocabo antes do respectivo conector RJ-45. Depois que o conector é instalado, ajuste oprotetor ao conector. Cabo CoaxialO cabo coaxial foi o primeiro cabo disponível no mercado, e era até a alguns anos atrás omeio de transmissão mais moderno que existia em termos de transporte de dados, existem4 tipos diferentes de cabos coaxiais, chamados de 10Base5, 10Base2, RG-59/U e RG-62/U.O cabo 10Base5 é o mais antigo, usado geralmente em redes baseadas em mainframes.Este cabo é muito grosso, tem cerca de 0.4 polegadas, ou quase 1 cm de diâmetro e porisso é muito caro e difícil de instalar devido à baixa flexibilidade. Outro tipo de cabo coaxial éo RG62/U, usado em redes Arcnet. Temos também o cabo RG-59/U, usado na fiação deantenas de TV.Os cabos 10Base2, também chamados de cabos coaxiais finos, ou cabos Thinnet, são oscabos coaxiais usados atualmente em redes Ethernet, e por isso, são os cabos que vocêreceberá quando pedir por “cabos coaxiais de rede”. Seu diâmetro é de apenas 0.18polegadas, cerca de 4.7 milímetros, o que os torna razoavelmente flexíveis.Os cabos coaxiais são cabos constituídos de 4 camadas: um condutor interno, o fio de cobreque transmite os dados; uma camada isolante de plástico, chamada de dielétrico queenvolve o cabo interno; uma malha de metal que protege as duas camadas internas e,finalmente, uma nova camada de revestimento, chamada de jaqueta.O cabo Thin Ethernet deve formar uma linha que vai do primeiro ao último PC da rede, semformar desvios. Não é possível, portanto, formar configurações nas quais o cabo forma um“Y”, ou que usem qualquer tipo de derivação. Apenas o primeiro e o último micro do cabodevem utilizar o terminador BNC.ETB – REDES I 18
    • O Cabo 10base2 tem a vantagem de dispensar hubs, pois a ligação entre os micros é feitaatravés do conector “T”, mesmo assim o cabo coaxial caiu em desuso.Redes formadas por cabos Thin Ethernet são de implementação um pouco complicada. Épreciso adquirir ou construir cabos com medidas de acordo com a localização física dos PCs.Se um dos PCs for reinstalado em outro local é preciso utilizar novos cabos, de acordo comas novas distâncias entre os PCs. Pode ser preciso alterar duas ou mais seções de cabo deacordo com a nova localização dos computadores. Além disso, os cabos coaxiais são maiscaros que os do tipo par trançado.O “10” na sigla 10Base2, significa que os cabos podem transmitir dados a uma velocidade deaté 10 megabits por segundo, “Base” significa “banda base” e se refere à distância máximapara que o sinal possa percorrer através do cabo, no caso o “2” que teoricamente significaria200 metros, mas que na prática é apenas um arredondamento, pois nos cabos 10Base2 adistância máxima utilizável é de 185 metros.Usando cabos 10Base2, o comprimento do cabo que liga um micro ao outro deve ser de nomínimo 50 centímetros, e o comprimento total do cabo (do primeiro ao último micro) nãopode superar os 185 metros. É permitido ligar até 30 micros no mesmo cabo, pois acimadisso, o grande número de colisões de pacotes irá prejudicar o desempenho da rede,ETB – REDES I 19
    • chegando a ponto de praticamente impedir a comunicação entre os micros em casosextremos.Vantagem: Comprimento: com o cabo coaxial pode-se atingir 1000 metros.Desvantagens: Preço: custo elevado. Flexibilidade: instalação mais difícil e mais fragilidade. Facilidade: se o terminador for retirado do cabo, toda a rede sai do ar. Cabos de Fibra ÓpticaEm 1966, num comunicado dirigido à Bristish Association for the Advancement of Science,os pesquisadores K.C. Kao e G.A.Hockham da Inglaterra propuseram o uso de fibras devidro, e luz, em lugar de eletricidade e condutores de cobre na transmissão de mensagenstelefônicas.Ao contrário dos cabos coaxiais e de par trançado, que nada mais são do que fios de cobreque transportam sinais elétricos, a fibra óptica transmite luz e por isso é totalmente imune aqualquer tipo de interferência eletromagnética. Além disso, como os cabos são feitos deplástico e fibra de vidro (ao invés de metal), são resistentes à corrosão.O cabo de fibra óptica é formado por um núcleo extremamente fino de vidro, ou mesmo deum tipo especial de plástico. Uma nova cobertura de fibra de vidro, bem mais grossaenvolve e protege o núcleo. Em seguida temos uma camada de plástico protetora chamadade cladding, uma nova camada de isolamento e finalmente uma capa externa chamadabainha.A transmissão de dados por fibra óptica é realizada pelo envio de um sinal de luz codificado,dentro do domínio de freqüência do infravermelho a uma velocidade de 10 a 15 MHz. Asfontes de transmissão de luz podem ser diodos emissores de luz (LED) ou laserssemicondutores. O cabo óptico com transmissão de raio laser é o mais eficiente em potênciadevido a sua espessura reduzida. Já os cabos com diodos emissores de luz são muitobaratos, além de serem mais adaptáveis à temperatura ambiente e de terem um ciclo devida maior que o do laser.ETB – REDES I 20
    • O custo do metro de cabo de fibra óptica não é elevado em comparação com os cabosconvencionais. Entretanto seus conectores são bastante caros, assim como a mão de obranecessária para a sua montagem. A montagem desses conectores, além de um curso deespecialização, requer instrumentos especiais, como microscópios, ferramentas especiaispara corte e polimento, medidores e outros aparelhos sofisticados.Devido ao seu elevado custo, os cabos de fibras ópticas são usados apenas quando énecessário atingir grandes distâncias em redes que permitem segmentos de até 1 km,enquanto alguns tipos de cabos especiais podem conservar o sinal por até 5 km (distânciasmaiores são obtidas usando repetidores).Mesmo permitindo distâncias tão grandes, os cabos de fibra óptica permitem taxas detransferências de até 155 mbps, sendo especialmente úteis em ambientes que demandamuma grande transferência de dados. Como não soltam faíscas, os cabos de fibra óptica sãomais seguros em ambientes onde existe perigo de incêndio ou explosões. E para completar,o sinal transmitido através dos cabos de fibra é mais difícil de interceptar, sendo os cabosmais seguros para transmissões sigilosas.Vantagens: Comprimento: maior alcance. Velocidade: maior velocidade. Interferência: imunidade a interferências eletromagnéticas.Desvantagem: Preço: Custo elevado.ETB – REDES I 21
    • Cabeamento EstruturadoAs redes mais populares utilizam à arquitetura Ethernet usando cabo par trançado semblindagem (UTP). Nessa arquitetura, há a necessidade de um dispositivo concentrador,tipicamente um hub, para fazer a conexão entre os computadores.Em redes pequenas, o cabeamento não é um ponto que atrapalhe o dia-a-dia da empresa,já que apenas um ou dois hubs são necessários para interligar todos os micros. Entretanto,em redes médias e grandes a quantidade de cabos e o gerenciamento dessas conexõespodem atrapalhar o dia-a-dia da empresa. A simples conexão de um novo micro na redepode significar horas e horas de trabalho (passando cabos e tentando achar uma porta livreem um hub).É aí que entra o Cabeamento Estruturado. A idéia básica do cabeamento estruturado forneceao ambiente de trabalho um sistema de cabeamento que facilite a instalação e remoção deequipamentos, sem muita perda de tempo. Dessa forma, o sistema mais simples decabeamento estruturado é aquele que provê tomadas RJ-45 para os micros da rede em vezde conectarem o hub diretamente aos micros. Podendo haver vários pontos de rede jápreparados para receber novas maquinas. Assim, ao trocar um micro de lugar ou nainstalação de um novo micro, não haverá a necessidade de se fazer o cabeamento do microaté o hub; este cabeamento já estará feito, agilizando o dia-a-dia da empresa.ETB – REDES I 22
    • Capacidade de eletroduto: Capacidade de eletrocalha:A idéia do cabeamento estruturado vai muito alem disso. Além do uso de tomadas, osistema de cabeamento estruturado utiliza um concentrador de cabos chamado Patch Panel(Painel de Conexões). Em vez de os cabos que vêm das tomadas conectarem-sediretamente ao hub, eles são conectados ao patch panel. Dessa forma, o patch panelfunciona como um grande concentrador de tomadas. O patch panel: é um sistema passivo, ele não possui nenhum circuito eletrônico. Trata-se somente de um painel contendo conectores. Esse painel é construído com um tamanhopadrão, de forma que ele possa ser instalado em um rack, gabinete, etc.ETB – REDES I 23
    • O uso do patch panel facilita enormemente a manutenção de redes medis e grandes. Porexemplo, se for necessário trocar dispositivos, adicionar novos dispositivos (hubs e switches,por exemplo) alterar a configuração de cabos, etc., basta trocar a conexão dos dispositivosno patch panel, sem a necessidade de alterar os cabos que vão até os micros. Em redesgrandes é comum haver mais de um local contendo patch panel. Assim, as portas dos patchpanels não conectam somente os micros da rede, mas também fazem a ligação entre patchpanels.Para uma melhor organização das portas no patch panel, este possui uma pequena áreapara poder rotular cada porta, isto é, colocar uma etiqueta informando onde a porta estafisicamente instalada.Dessa forma, a essência do cabeamento estruturado é o projeto do cabeamento da rede. Ocabeamento deve ser projetado sempre pensado na futura expansão da rede e na facilitaçãode manutenção. Devemos lembrar sempre que, ao contrario de micros e de programas quese tornam obsoletos com certa facilidade, o cabeamento de rede não é algo que ficaobsoleto com o passar dos anos. Com isso, na maioria das vezes vale à pena investir emmontar um sistema de cabeamento estruturado. Como especificar as dimensões de um rack: Leve em consideração os equipamentoque serão instalados no mesmo e não esqueça que a largura é 19’, a altura é sempreespecifica em U’s (1U=44,45 mm) e a profundidade é sempre dada em mm.ETB – REDES I 24
    • Estrutura do Sistema de Cabeamento Estruturado: MODEM (Modulador/Demodulador) Modem Analógico: Transforma sinais digitais (aquele que o computador entende -sinais binários: zero e um) em analógicos (aqueles que são passíveis de transmissãoem uma linha de comunicação) e vice e versa. É padronizado pelo CCITT (ComitêConsultivo Internacional de Telefonia e Telegrafia) e é usado em comunicações delongas distâncias. Taxa de transmissão é pré–determinada. Modem Digital ou Modem Banda Base: Não é necessariamente um modem(apesar de ter esse nome), já que este não transforma sinais digitais em analógicos.Ele transforma os sinais digitais em outros tipos de sinais digital (na verdade este fazuma codificação) que tolera com mais resistência uma distância maior que o sinalETB – REDES I 25
    • original suportaria. É apropriado para pequenas distâncias e, pela simplicidade, sãomais barato que os analógicos. Uma das características mais importante do ModemDigital é o seu alcance diminui conforme aumenta a velocidade de transmissão, quenão é padronizado pelo CCITT.Esses tipos de modens são mais utilizados em LPCD (Linha Privativa de Comunicaçãode Dados) para se comunicarem ou se interligarem.ETB – REDES I 26
    • VSATs (Transmissão via satélite) Uma breve descrição da tecnologia satéliteNo início dos anos 80, uma companhia americana da Califórnia, a Equatorial, lançou nomercado, com grande sucesso, um sistema de comunicações de dados via satéliteunidirecional permitindo a recepção de uma portadora com taxa de informação de 19,2 kbit/s, em antenas parabólicas de apenas 60 cm de diâmetro. Utilizando transmissão satélite embanda C (subida para o satélite em 6 GHz e descida do mesmo a 4 GHz), este feito só foipossível graças ao uso de uma tecnologia de uso militar, até poucos anos antes mantida emsigilo pelo Pentágono. Seu nome: Spread-spectrum, ou espectro espalhado em português.Nos sistemas de comunicações convencionais sempre se busca transmitir mais informaçãoem menos faixa de freqüências. Na modulação spread-spectrum acontece o oposto. Ao sedividir cada bit em um certo número de chips, aumenta-se o espectro de freqüências com ointuito de tornar o sinal transmitido mais imune a interferências intencionais, que ocorremem aplicações militares. Para a aplicação satélite a que nos referimos, o principal problema,resolvido com o emprego da modulação spread-spectrum, foi o do estabelecimento de umenlace com uma antena das proporções mencionadas, num cenário de interferênciaprovocada por satélites adjacentes. Antenas de pequeno diâmetro têm diagramas deradiação bem abertos, o que as torna mais suscetíveis a interferências de satélitesadjacentes. A ineficiência em termos de faixa de freqüências da modulação spread-spectrumfoi vantajosamente compensada pelas várias dezenas de milhares de microestaçõescomercializadas para receber, por exemplo, as cotações de Wall Street.Após este primeiro sistema, a mesma companhia lançou, por volta de 1984, um novosistema bidirecional, consistindo de uma estação central de grande porte (a hub) ligada aestações remotas, com diâmetros de 1,2m, capacidade de transmissão de até 9,6kbit/s ecapacidade de recepção de 156Kbit/s. Neste sistema tirou-se proveito de outra característicada modulação spread-spectrum: sua capacidade de múltiplo acesso. Este esquema, que levao nome de CDMA (Code Division Multiple Access), permite a identificação de cada estaçãopor código específico inerente ao processo de modulação.ETB – REDES I 27
    • Por volta de meados da década de 80 apareceu o acrônimo VSAT (Very Small ApertureTerminal) para designar estações terrenas de satélite com antenas de abertura reduzida(tipicamente inferiores a 2,4m de diâmetro). Inicialmente usado apenas por uma empresafabricante como marca, este nome ganhou posteriormente uso geral na designação demicroestação. Esta companhia desenvolveu um sistema no qual cada VSAT é identificadapela sua freqüência de transmissão, esquema que recebe o nome de FDMA (FrequencyDivision Multiple Access). Paralelamente começaram a surgir sistemas VSAT baseados numaterceira técnica de múltiplo acesso, na qual as VSATs transmitem na mesma freqüência, masem tempos distintos, denominada TDMA (Time Division Multiple Access). Estes sistemas,entretanto, tinham a novidade de operarem na banda Ku (subida para o satélite em 14 GHze descida do mesmo em 12 GHz), o que permite o uso de antenas relativamente menoresque na banda C e maior rapidez na entrada em operação das microestações. Na banda Kunão é freqüente a existência de sistemas de microondas terrestres capazes de interferir ouserem interferidos por transmissões satélite.Fundamentalmente estes sistemas VSAT, nas três tecnologias mencionadas, são sistemas decomunicação de dados por comutação de pacotes, tirando proveito da quase ubiqüidade dosinal satélite, dentro de sua área de cobertura. Em todos os sistemas, no sentido Hub-VSAT,são utilizadas portadoras conduzindo um canal TDM estatístico, tal como numa rede depacotes terrestre. No sentido contrário, cada esquema de múltiplo acesso define ascaracterísticas do canal inbound. Pode-se também transmitir voz digitalizada em redesVSAT, embora este tipo de aplicação consuma relativamente muitos recursos das portadorasoutbound e inbound. As microestações são também freqüentemente usadas para recepçãode vídeo, tanto analógico como digital, através de portadora específica para este fim.As redes VSAT passaram então a disputar o mercado de comunicação de dados até entãoocupado por sistemas terrestres de linhas dedicadas (ponto-multiponto) e de comutação depacotes, tipicamente com arquitetura de um computador central, ou seu front-end, ligado aterminais ou controladoras de terminais, definindo uma topologia em estrela. Atrasos naliberação e baixa qualidade das linhas de comunicação de dados terrestres, muitas vezes anão existência das mesmas e ainda a dificuldade em fazer negócio com mais de umprovedor de serviço eram (e continuam sendo!) motivos determinantes na opção por redesVSAT. O principal inconveniente da transmissão satélite, o retardo de propagação (cerca de250ms que inclui a subida e descida do satélite), foi minimizado com códigos corretores deerro poderosos (FEC, Forward Error Correction), o que diminui bastante o número deretransmissões de quadros, e com a emulação de protocolos de usuário (SDLC, BSC, BPS,etc) na Hub e nas VSATs, o que impede a transmissão de polling aos terminais através darede. Na segunda metade da década de 80, o mercado deu nítida preferência às redesTDMA, basicamente pelo fato de que com esta tecnologia seria possível atender vários tiposde perfis de tráfego de usuário, desde o mais interativo até transferências de arquivos comtráfego batch. Com canais outbound de até 512kbit/s e canais inbound de até 128kbit/s, asredes TDMA utilizam, entre outros, um protocolo de múltiplo acesso, criado no início dadécada de 70 por Norman Abramson(um papa da teoria da informação), o protocolo Aloha,mais tarde melhorado com o Aloha Segmentado (S-Aloha). Estes protocolos servem muitobem a tráfegos interativos. Para tráfegos batch pode-se configurar o sistema para umesquema fixo de alocação de tempo para cada VSAT sem disputa, havendo ainda apossibilidade de operação por reserva, o que atende a tráfegos não totalmente contínuos. Oesquema CDMA só é interessante para tráfegos interativos e o esquema FDMA éextremamente ineficiente em termos de ocupação de segmento espacial, para tráfegosinterativos.Variações dos sistemas VSAT clássicos (TDM/TDMA, FDMA ou CDMA) descritos acima estãose tornando mais freqüentes a cada dia. Sistemas nos quais as VSATs podem conectar-sediretamente entre si, sem necessidade de passagem por estação hub (sistemas hubless full-mesh), já se encontram no mercado, com inúmeras redes, notadamente na Ásia e AméricaLatina. Estes sistemas utilizam esquemas de acesso FDMA ou TDMA, podendo as conexõesETB – REDES I 28
    • ser estabelecidas por demanda, modalidade conhecida por DAMA (Demanda AssignedMultiple Access). Embora haja exemplos de sistemas VSAT sem hub por comutação depacotes, os mais comuns no mercado utilizam comutação de circuitos, com canais do tipocano de bits (bit pipe), sem portanto emulação de protocolos. Geralmente a solicitação deconexão se dá através de um canal específico com uma estação de supervisão e gerência oupor um esquema de gerência distribuído. Estes sistemas abrigam com maior facilidadetráfegos de voz VSAT-VSAT, por não introduzirem o chamado duplo salto (duas subidas eduas descidas do satélite em um só sentido de transmissão),o que dificulta (mas nãoimpede) a conversação. VSATs no BrasilNo Brasil, no final da década de 80, iniciou-se o uso pelo segmento bancário de redes VSATna modalidade private hub, modalidade na qual o cliente investe na estação Hub, instaladaem suas dependências, e nas microestações, com transmissão pelo satélite Brasilsat embanda C (Serviço Datasat-Bi Exclusivo da Embratel). Redes com tecnologias FDMA e CDMAforam comercializadas, mas como nos EUA, os sistemas TDMA se impuseram no mercado.Em 1991, a Embratel iniciou a operação de uma estação Hub compartilhada com tecnologiaTDMA (Serviço Datasat-Bi Compartilhado) localizada inicialmente no Rio de Janeiro depoistransferida para São Paulo. Nesta outra modalidade há um compartilhamento da estaçãohub e das portadoras outbounds e inbounds entre vários usuários. Já existem também nopaís VSATs interligadas a estação hub no exterior (EUA), utilizando satélite em Banda C daOrganização Intelsat, da qual a Embratel é signatária. Mais recentemente, a Embratelpassou a oferecer o Serviço Datasat-bi Exclusivo também em banda Ku, através desegmento espacial contratado ao Intelsat, embora sem cobertura de todo o territórionacional, permitindo a entrada em operação da primeira rede VSAT nessa banda defreqüências adquirida por uma grande indústria do setor automotivo. Acordos com países daAmérica Latina estão sendo negociados, o que ampliará a utilização transfronteira de redesVSAT.Com o novo cenário de competição que se configura, aguarda-se um grande aumento nonúmero de redes VSAT operando no país. Deve-se esperar também que a tecnologia sedesenvolva no sentido de taxas de bits mais elevadas, adequando-se às novas técnicas detransmissão, protocolos e perfis de tráfego. RepetidoresO repetidor é um dispositivo responsável por ampliar o tamanho máximo do cabeamento darede. Ele funciona como um amplificador de sinais, regenerando os sinais recebidos etransmitindo esses sinais para outro segmento da rede.Como o nome sugere, ele repete as informações recebidas em sua porta de entrada na suaporta de saída. Isso significa que os dados que ele mandar para um micro em um segmento,estes dados estarão disponíveis em todos os segmentos, pois o repetidor é um elemento quenão analisa os quadros de dados para verificar para qual segmento o quadro é destinado.Assim ele realmente funciona como um “extensor” do cabeamento da rede. É como se todosos segmentos de rede estivessem fisicamente instalados no mesmo segmento.Apesar de aumentar o comprimento da rede, o repetidor traz como desvantagem diminuir odesempenho da rede. Isso ocorre porque, como existirão mais maquinas na rede, aschances de o cabeamento estar livre para o envio de um dado serão menores. E quando ocabeamento esta livre, as chances de uma colisão serão maiores, já que teremos maismaquinas na rede.ETB – REDES I 29
    • Atualmente você provavelmente não encontrara repetidores como equipamentoindependentes, esse equipamento esta embutido dentro de outros, especialmente do hub. Ohub é, na verdade, um repetidor (mas nem todo repetidor é um hub), já que ele repete osdados que chegam em uma de suas portas para todas as demais portas existentes. HubsOs Hubs são dispositivos concentradores, responsáveis por centralizar a distribuição dosquadros de dados em redes fisicamente ligadas em estrelas. Funcionando assim como umapeça central, que recebe os sinais transmitidos pelas estações e os retransmite para todasas demais.Existem vários tipos de hubs, vejamos: Passivos: o termo “Hub” é um termo muito genérico usado para definir qualquer tipo dedispositivo concentrador. Concentradores de cabos que não possuem qualquer tipo dealimentação elétrica são chamados hubs passivos funcionando como um espelho, refletindoos sinais recebidos para todas as estações a ele conectadas. Como ele apenas distribui osinal, sem fazer qualquer tipo de amplificação, o comprimento total dos dois trechos de caboentre um micro e outro, passando pelo hub, não pode exceder os 100 metros permitidospelos cabos de par trançado. Ativos: são hubs que regeneram os sinais que recebem de suas portas antes de enviá-lospara todas as portas. Funcionando como repetidores. Na maioria das vezes, quando falamossomente “hub” estamos nos referindo a esse tipo de hub. Enquanto usando um Hub passivoo sinal pode trafegar apenas 100 metros somados os dois trechos de cabos entre asestações, usando um hub ativo o sinal pode trafegar por 100 metros até o hub, e após serretransmitido por ele trafegar mais 100 metros completos. Inteligentes: são hubs que permitem qualquer tipo de monitoramento. Este tipo demonitoramento, que é feito via software capaz de detectar e se preciso desconectar da redeestações com problemas que prejudiquem o tráfego ou mesmo derrube a rede inteira;detectar pontos de congestionamento na rede, fazendo o possível para normalizar o tráfego;detectar e impedir tentativas de invasão ou acesso não autorizado à rede entre outrasfunções, que variam de acordo com a fabricante e o modelo do Hub. Empilháveis: Esse tipo de hub permite a ampliação do seu numero de portas. Veremosesse tipo de hub mais detalhadamente adiante.ETB – REDES I 30
    • CascateamentoExiste a possibilidade de conectar dois ou mais hubs entre si. Quase todos os hubs possuemuma porta chamada “Up Link” que se destina justamente a esta conexão. Basta ligar asportas Up Link de ambos os hubs, usando um cabo de rede normal para que os hubspassem a se enxergar.Sendo que existem alguns hubs mais baratos não possuem a porta “Up Link”, mais com umcabo cross-over pode-se conectar dois hubs. A única diferença neste caso é que ao invés deusar as portas Up Link, usará duas portas comuns.Note que caso você esteja interligando hubs passivos, a distância total entre dois micros darede, incluindo o trecho entre os hubs, não poderá ser maior que 100 metros, o que é bempouco no caso de uma rede grande. Neste caso, seria mais recomendável usar hubs ativos,que amplificam o sinal. EmpilhamentoO recurso de conectar hubs usando a porta Up Link, ou usando cabos cross-over, é utilizávelapenas em redes pequenas, pois qualquer sinal transmitido por um micro da rede seráretransmitido para todos os outros. Quanto mais Computadores tivermos na rede, maiorserá o tráfego e mais lenta a rede será e apesar de existirem limites para conexão entrehubs e repetidores, não há qualquer limite para o número de portas que um hub pode ter.Assim, para resolver esses problemas os fabricantes desenvolveram o hub empilhável.Esse hub possui uma porta especial em sua parte traseira, que permite a conexão entre doisou mais hubs. Essa conexão especial faz com que os hubs sejam considerados pela rede umsó hub e não hubs separados, eliminando estes problemas. O empilhamento só funcionacom hubs da mesma marca.A interligação através de porta especifica com o cabo de empilhamento (stack) temvelocidade de transmissão maior que a velocidade das portas.ETB – REDES I 31
    • Bridges (Pontes)Como vimos anteriormente que os repetidores transmitem todos os dados que recebe paratodas as suas saídas. Assim, quando uma máquina transmite dados para outra máquinapresente no mesmo segmento, todas as maquinas da rede recebem esses dados, mesmoaquelas que estão em outro segmento.A ponte é um repetidor Inteligente. Ela tem a capacidade de ler e analisar os quadros dedados que estão circulando na rede. Com isso ela consegue ler os campos deendereçamentos MAC do quadro de dados. Fazendo com que a ponte não replique paraoutros segmentos dados que tenham como destino o mesmo segmento de origem. Outropapel que a ponte em principio poderia ter é o de interligar redes que possuem arquiteturasdiferentes. SwitchesO switch é um hub que, em vez de ser um repetidor é uma ponte. Com isso, em vez delereplicar os dados recebidos para todas as suas portas, ele envia os dados somente para omicro que requisitou os dados através da análise da Camada de link de dados onde possui oendereço MAC da placa de rede do micro, dando a idéia assim de que o switch é um hubInteligente.De maneira geral a função do switch é muito parecida com a de um bridge, com a exceçãoque um switch tem mais portas e um melhor desempenho, já que manterá o cabeamento darede livre. Outra vantagem é que mais de uma comunicação podem ser estabelecidasimultaneamente, desde que às comunicações não envolvam portas de origem ou destinoque já estejam sendo usadas em outras comunicações. Diferença entre Hubs e Switches O hub: simplesmente retransmite todos os dados que chegam para todas as estaçõesconectadas a ele, como um espelho. Causando o famoso broadcast que causa muitosconflitos de pacotes e faz com que a rede fica muito lenta.ETB – REDES I 32
    • O switch: ao invés de simplesmente encaminhar os pacotes para todas as estações,encaminha apenas para o destinatário correto pois ele identifica as maquinas pelo o MACaddrees que é estático. Isto traz uma vantagem considerável em termos desempenho pararedes congestionadas, além de permitir que, em casos de redes, onde são misturadas placas10/10 e 10/100, as comunicações possam ser feitas na velocidade das placas envolvidas. Ouseja, quando duas placas 10/100 trocarem dados, a comunicação será feita a 100M bits.Quando uma das placas de 10M bits estiver envolvida, será feita a 10M bits. Rede WirelessWireless também conhecido como Wi-Fi (Wireless Fidelity), provém do inglês: Wire (fio,cabo); Less (sem); ou seja: sem fios.Rede sem fio ou wireless, como é conhecida mundialmente, caracteriza qualquer tipo deconexão para transmissão de informação sem a utilização de fios ou cabos. Assim comoBluetooth e Raios Infravermelhos que permite a ligação entre dispositivos de comunicaçãode curto alcance também são assim considerados por serem tecnologias que não utilizamfios ou cabos para conexão entre os dispositivos. Raios InfravermelhosOs raios infravermelhos têm um alcance aproximadamente de 5m e com um ângulo de 45°a partir da fonte. Nas redes de computadores, sua utilização é feita em dispositivospequenos o que evita o uso de antenas.O uso do infravermelho é uma realidade na maioria dos lares. Utiliza-se o controle remotopara troca de canal de televisão, quando se manipula um aparelho de som, para mouse decomputadores, para palmtops onde é permitido a transferência de informações entre PDA’s(Personal Digital Assistant - Assistente Digital Pessoal), usado também para teclados dessesPDA’s, etc.).ETB – REDES I 33
    • O infravermelho é o meio de transmissão não permanente e empregado para dispositivosque precisam de conexões instantâneas. Vantagens e Desvantagens:De acordo com os exemplos citados anteriormente os raios infravermelhos traz vantagensna praticidade do uso dessa tecnologia.Como desvantagens no que diz respeito a sua limitação de distância, tempo de respostacurto e sensibilidade mais baixa e principalmente interferência física (quando um anteparosólido estiver entre o remoto e o destinatário, a rede sofre uma interrupção nacomunicação). Existe também a inconveniência de sempre necessitar do alinhamento dosdispositivos, o que cria uma certa dificuldade para locomoção, além de ter a mesmavelocidade de uma porta serial. BluetoothEm 1998, um consórcio entre a Ericsson, IBM, Nokia, Toshiba e Intel fez com que surgisseessa nova tecnologia de transmissão de dados sem fio com o objetivo de expandir epromover o conceito bluetooth e estabelecer um novo padrão industrial.Essa tecnologia permite a comunicação por rádio entre quaisquer aparelhos que disponhamdo chip bluetooth, possibilitando a criação de uma rede pessoal onde seu relógio, suacafeteira, sua geladeira e seu computador interagem entre si, trocando bits, conectandoassim uma ampla variedade de dispositivos tanto de computação, de telecomunicação eeletrodoméstico de forma simples.ETB – REDES I 34
    • Essa tecnologia atua em um raio de 10m, podendo chegar a 100m, com uma velocidademaior que o infravermelho, utilizando uma rádio freqüência de 2,4 GHz. Em condições ideaistem a velocidade máxima de transmissão de 1 Mbps.Com bluetooth, o sinal se propaga em todas as direções, não necessitando de alinhamento etornando a locomoção mais fácil. Os padrões de velocidade são: Assíncrono: a uma taxa máxima de 723,2 kbit/s (unidirecional). Bidirecional síncrono: com taxa de 64 kbit/s, que suporta tráfego de voz entre os doisdispositivos. Vantagens e Desvantagens:A grande vantagem é de não ser necessário usar conexões por cabo, pois se comunicaatravés uma espécie de antena. As instalações dos dispositivos Bluetooth não necessitam deprofissionais podendo ser instalados até por pessoas leigas. Como desvantagem, a quantidade de dispositivos que podem se conectar ao mesmotempo é limitado, ainda mais comparado com uma rede cabeada o que por sua vez temalcance bem maior que Bluetooth, colocando-o assim em desvantagem. Essa tecnologiatambém não permite outras aplicações sobre o mesmo dispositivo Bluettoth. Redes sem Fio (Wireless)Hoje as redes sem fio vêm sendo muito estudadas e utilizadas. Muitos produtos vêm sendolançados no mercado, mostrando sua facilidade tanto para leigo como para o profissional,devido sua mobilidade e facilidade nas instalações, suas configurações. O que diferencia dasETB – REDES I 35
    • redes cabeadas é o fácil acesso a banco de dados e também à internet, onde exista umponto de cobertura de uma rede sem fio fornecendo esse acesso.Mesmo com essas facilidades e flexibilidades existem preocupações no que diz respeito àsegurança. Como toda novidade tecnológica traz curiosidade, o interessado acaba adquirindoo produto mais por impulso do que em usufruir das reais vantagens com segurança. Alguns equipamentos utilizados nas Redes sem Fio (Wireless) Ponto de Acesso (Access Point):Principal componente que efetua a conexão de redes com fio e sem fios, permitindo aosusuários enviar e receber dados entre si.Essa transmissão é feita através de um sinal por uma ou duas antenas e até por trêsantenas em um PA, como exemplo mostrado na figura a seguir.Usuários acessam redes residenciais, comerciais e a própria internet utilizandocomputadores, notebooks, PDAs, etc., que estão equipados com as placas de comunicaçãowireless e de um dispositivo centralizador, que é o próprio PA. AntenaFundamentalmente, existem dois tipos de antenas para aplicações wireless: omnidirecional edirecional:Omnidirecional: As antenas omnidirecionais cobrem 360º no plano horizontal. Elastrabalham excepcionalmente bem em áreas amplas ou em aplicações multiponto.ETB – REDES I 36
    • Usualmente, este tipo de antena é utilizado em estações base, com estações remotascolocadas ao seu redor.Direcional: As antenas direcionais concentram o sinal em uma única direção. Seus sinaispodem ter alcance curto e amplo, ou longo e estreito. Via de regra, quanto mais estreito osinal, maiores distâncias ele alcançará. Normalmente, este tipo de antena é utilizado emestações remotas para fazer a comunicação entre estas estações com uma ou mais estaçõesbase. Placa de rede/Adaptador USB/ PCMCIA: Problemas com Redes sem Fio (Wireless)Para um bom aproveitamento do aparelho, o ideal é posicioná-lo o mais alto que puder e, sepossível sem barreiras, em um ambiente onde permite um fácil acesso a todos osequipamentos que participam da rede sem fio, pois existem algumas barreiras tais como: Antena baixa: Um dos conselhos apontados em manuais se refere à localização doequipamento devido transmissão de sinais; Telefone sem fio: A maioria dos telefones sem fio opera na freqüência de 900 MHz,porém existe modelo que opera na de 2,4 GHz, ou seja, em ambientes com esse tipo detelefone, ou próximo deles, pode comprometer a qualidade do sinal do wireless, porém nãoacontece necessariamente em todos os casos; Concreto e trepadeira: Juntos tornam-se uma barreira a ponto de prejudicar totalmenteo sinal;ETB – REDES I 37
    • Microondas: Assim como o telefone sem fio, os microondas usam a freqüência de 2,4GHz, sendo o ideal ficarem isolados do ambiente onde está a rede; Micro no chão: Como dito sobre o posicionamento dos PA’s, quanto mais alto melhor àfreqüência, vale também para as plaquinhas e os adaptadores colocados nos micros; Água: Recipientes com água como aquário, bebedouro, podem considerar uma barreirapara a boa propagação do sinal; Vidro e árvore: O vidro pode prejudicar a qualidade do sinal, porém na presença deárvores dividindo os ambientes, como por exemplo, primeiros andares de dois prédios damesma companhia, a influência negativa aumenta entre as duas antenas.Vantagens:Para os locais de difícil acesso ou em locais onde as redes com fio não podem chegar ouserem instaladas como salas de reuniões, auditórios, halls, etc., wireless torna-se a soluçãopara empresas, meios acadêmicos e até residenciais, pois tem flexibilidade de facilidade deinstalação, configuração e o próprio uso. Segue lista de algumas vantagens: Flexibilidade de instalação: Podem ser instaladas em locais impossíveis para cabos efacilitam configurações temporárias e remanejamentos; Mobilidade - Sistemas de redes locais sem fio podem prover aos usuários acesso àinformação em tempo real em qualquer lugar; Maior produtividade: Proporciona acesso "liberado" à rede em todo o campus e àInternet. Wireless oferece a liberdade de deslocamento mantendo-se a conexão; Redução do custo de propriedade: Wireless reduzem os custos de instalação porquedispensam cabeamento; por isso, a economia é ainda maior em ambientes sujeitos àsmudanças freqüentes; Escalabilidade: Acessos sem fio podem ser configurados segundo diversas topologias deacordo com as necessidades da empresa. As configurações podem ser facilmente alteradas eas distâncias entre as estações adaptadas desde poucos usuários até centenas; Crescimento progressivo: A expansão e a reconfiguração não apresenta complicaçõese, para incluir usuários, basta instalar o adaptador de wireless no dispositivo cliente; Interoperabilidade: Os clientes e usuários podem ficar tranqüilos com a garantia de queoutras marcas de produtos compatíveis de rede e cliente funcionarão com as soluçõesproposta; Alta imunidade a ruídos: Os rádios utilizados operam na freqüência 2,4 GHz. Elestrabalham num sistema de espalhamento de freqüência ou frequence hope, o que reduzdrasticamente a possibilidade de interferências, garantindo a qualidade do sinal e aintegridade das informações; Segurança: Suporta encriptação Wired Equivalente Privacy (WEP) com chave de até 128bits. Todo o tráfego de rede passa por uma VPN (Virtual Private Network) utilizando oprotocolo IPSec (IP Secure) com chave de 1024 bits, garantindo proteção à rede contraataques externos.ETB – REDES I 38
    • Desvantagens:Como algumas desvantagens apresentada pela mesma empresa citada acima, temos: Custo de implantação: Adaptadores Ethernet de alta velocidade são, em geral, 10 vezesmais baratos que adaptadores para redes sem fio. A implementação de redes sem fio reduzsignificativamente os custos mensais de telecomunicações o que proporciona uma rápidarecuperação do capital investido nestes equipamentos; Soluções proprietárias: Devido ao lento procedimento de padronização, muitasempresas precisam apresentar soluções proprietárias, oferecendo funções padronizadasmais características adicionais (tipicamente uma taxa de transmissão mais rápida utilizandouma tecnologia de codificação patenteada). Porém, estas características adicionaisfuncionam apenas em um ambiente homogêneo, isto é, quando adaptadores do mesmofabricante são utilizados em todos os nós da rede. Deve-se seguir sempre uma mesmapadronização, sendo que a utilizada é a 802.11b; Restrições: Todos os produtos sem fio precisam respeitar os regulamentos locais. Váriasinstituições governamentais e não-governamentais regulam e restringem a operação dasfaixas de freqüência para que a interferência seja minimizada. Um grande empecilho para ouso deste equipamento é necessidade de visada direta entre os pontos; Segurança e privacidade: A interface de rádio aberta é muito mais fácil de ser burladado que sistemas físicos tradicionais. Para solucionar deve-se sempre utilizar a criptografiados dados através de protocolos tais como WEP ou IPsec.Considerado ainda como desvantagem, além das redes sem fio ainda oferecerem taxas maisbaixas que as redes cabeadas alcançam, também tem problemas durante a propagação(como a energia é transportada ao longo do meio) principalmente devido ao comportamentoaleatório do meio sujeito às variações em seu estado. Por fim, existem os obstáculos epropagação por multipercursos apontados no capítulo anterior. Padronização IEEE 802.11O wireless (redes sem fio) é um nome comercial para o padrão chamado de 802.11.Com o surgimento dos padrões que permitiu a grande evolução dessa tecnologia e quereúne uma série de especificações que basicamente definem como deve ser a comunicaçãoente dois dispositivos.O principal componente para comunicação é um equipamento chamado ponto de acesso (AP- Access Point). Alguns equipamentos incluem também as funções de roteador (Router), oque permite compartilhar o acesso à internet. Além do ponto de acesso, cada máquina ouestação irá precisar de uma placa wireless, que pode ser interna ou externa. No caso dosnotebooks e dos handhelds, existem modelos que já têm a tecnologia embutida no próprioprocessador dispensando o uso do adaptador adicional.O padrão 802.11 em termos de velocidade de transmissão exerce no máximo 2Mbps,trabalhando com a banda de 2,4GHz.Dentro de cada padrão temos diversos sub-padrões que definem as característicasparticulares de cada um. Essas características são definidas por velocidade, alcance,freqüência e até mesmo protocolos de segurança. No capítulo a seguir, será apresentadocom mais detalhes os sub-padrões da família 802.11.ETB – REDES I 39
    • Padrão 802.11a:Com a intenção de sanar os problemas antes encontrados nos padrões 802.11 e 802.11b foicriado o padrão 802.11a, com uma velocidade maior chegando ao máximo de 54 Mbps (de72 a 108 Mbps por fabricantes não padronizados), podendo também operar em velocidademais baixas. Trabalha em uma faixa de 5GHz, faixa essa que tem por vantagens poucosconcorrentes, porém com menor área de alcance. Para esse padrão são permitidos 64clientes conectados por PA.O tipo de modulação padrão consiste de 12 canais não sobrepostos disponíveis, diferentedos 3 canais livres disponíveis nos padrões 802.11b e 802.11g, o que permite cobrir umaárea maior e mais densamente povoada, em melhores condições que outros padrões.Com uma desvantagem relacionada à expansão é a falta de compatibilidade com a baseinstalada em relação ao padrão 802.11b, pois esta utiliza faixas de freqüência diferentes. Padrão 802.11b:Esse padrão sendo o primeiro a ser definido pelo comitê, permite 11 Mbps de velocidade detransmissão máxima (podendo também comunicar-se a velocidade mais baixas como 5, 2ou mesmo 1 Mbps), porém por trabalhar numa banda mais baixa, esta pode ocorrer maisinterferências de outros tipos de fontes quaisquer, como por exemplo, celulares, fornos demicroondas e dispositivos Bluetooth etc., que trabalham na mesma faixa de 2,4GHz. Sãopermitidos no máximo 32 clientes conectados por PA. Mesmo tendo limitações na utilizaçãode canais, hoje é ainda o padrão mais popular no mundo e com a maior base instalada, commais produtos e ferramentas de administração e segurança disponível devido baixo custocom a banda gratuita. Padrão 802.11g:Incorporando várias características boas dos padrões 802.11a e 802.11b, além de utilizartambém modulação OFDM e velocidade de até 54 Mbps, têm como principal vantagem sobreos outros a utilização da faixa de 5GHz por ter menor atenuação. Como desvantagem,possui incompatibilidade com dispositivos de diferentes fabricantes.Por trabalhar na mesma faixa do padrão 802.11b (2,4 GHz), permite que equipamentos deambos os padrões (b e g) possam interoperar no mesmo ambiente, possibilitando assimevolução menos traumática do parque instalado, mesmo que isso ocorra uma diminuição dasua taxa.ETB – REDES I 40
    • ETB – REDES I 41