MensageiroAbril 2011 | Ano 94 | No 1.157                                         Luterano       a passagem pela morte para...
Mens AGeiR o LUteRAno | Ano 94 | nº 1.157Abril2011                                                       LeiA nestA edição...
| ao leiTor |                                                                                                   Nilo Wachh...
| mensagem Do PresiDenTe |                                                                         Egon Kopereck          ...
| ViDa com DeUs |                                                                         Luisivan Vellar Strelow         ...
| em foco |                                                                                                            Mar...
| Do leiTor |Tempo deperdoar                O apóstolo Paulo             nos recomenda que         “enquanto depender de  ...
| meDiTação |Quem nos removeráa pedra?                                                                                    ...
| caPa | O túmulo de Jesus está vazio!                                                                                    ...
de Lutero, o reformador da Igreja. Em                                                                         de Cristo. D...
| caPa | os que tiveram feito o bem para a res-                                                                          e...
| reflexão |Jesus, o portão preciosoA ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7.11)                                    ...
| TesTemUnho |   Monólogo de Tomé           Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste?         Bem-aventurados os que não v...
| socieDaDe |InclusãoMissão de todos!Os portadores de necessidadesespeciais são uma bênção para a nossasociedade, eles nos...
| música na igreja | Texto e música: um bom casamento                                                                     ...
hoje. O coral “ruinzinho” necessita buscar     em nosso meio. Não temos usado, geral-           mente, agradava a Satanás;...
| aDiáforos | A Bandeira Cristã                                                                                           ...
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  1. 1. MensageiroAbril 2011 | Ano 94 | No 1.157 Luterano a passagem pela morte para a VidaNa Sexta-feira:“Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” No Domingo:ExemplaravulsoR$ 5,20 “Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito” Meditação Adiáforos Igrejas pelo mundo Quem nos removerá A bandeira da Igreja A horta do San Pablo pág. 18 pág. 20 a pedra? pág. 09
  2. 2. Mens AGeiR o LUteRAno | Ano 94 | nº 1.157Abril2011 LeiA nestA edição Inclusão Missão de todos! Os portadores de necessidades especiais são uma bênção para a nossa sociedade, eles nos ensinam a sermos mais humanos e solidários. 1505 mensagem Do PresiDenTe Do leiTor06 ViDa com DeUs em foco Raiva no Tempo de 0809 meDiTação trânsito perdoar10 caPa13 reflexão14 TesTemUnho música na igreja18 aDiáforos Texto e música:2023 igrejas Pelo mUnDo eDiTora concórDia um bom casamento 1624 Umas e oUTras26 saúDe eDUcação Teológica28 acolhenDo e inTegranDo A falta de30 pastores na Igreja 19 07 oPinião33 seminário34 ViranDo a Página Mensageiro | abril 2011 3
  3. 3. | ao leiTor | Nilo Wachholz Editor-Redator | editor@editoraconcordia.com.brA ressurreição confirma parasempre as promessas de Deus Neste ano, os acontecimentos mais impor- ressurreição, que só ela dá sentido a nossa m CkPHOTO.COtantes do cristianismo são lembrados e feste- vida, aqui e agora, e a certeza de um futurojados no mês de abril. Os cristãos do mundo feliz e bem-aventurado no céu. TLer/ isTOinteiro lembram o sofrimento e a morte de O amigo leitor também vai encontrarCristo com tristeza, pois reconhecem que outros destaques da e para a vida da Igreja TTA HOsTeTos seus pecados levaram o Salvador à cruz. e da nossa fé, tanto através de meditações PA: © LOrePorém, celebram a vida com alegria, pois ele e reflexões bem como orientações e açõesvenceu a morte, ao ressuscitar na manhã da práticas para a vida cristã diária. Para com- FOTO DA CAprimeira Páscoa, conforme havia prometido. plementar as informações sobre as muitas Diante da importância incomparável atividades desenvolvidas pela Igreja emdesses eventos na vida dos filhos de Deus, suas paróquias, congregações, departamen-esta edição do Mensageiro Luterano focali- tos, temos o caderno de notícias da IELB.za a sua atenção na ressurreição de Jesus, Queremos expressar publicamente aporque ela é a confirmação de que tudo o nossa gratidão, pela significativa participa-que ele viveu, fez e sofreu, Deus aceitou ção e reação dos leitores, tanto na avaliaçãocomo eternamente suficiente para a nossa do conteúdo e apresentação do Mensageirosalvação. Ao mesmo tempo, mostramos que quanto em colaborações com textos, estudos A Editora Concórdia e o Mensageiroa ressurreição de Cristo mudou para sempre e críticas que visam melhorar a nossa revista Luterano estão a serviço do Reino de Deusa vida e reafirmou a fé das testemunhas cada vez mais. Sugerimos que, na medida do e da Igreja. Sejam bem-vindos! Continuemque viram e ouviram o Salvador ressusci- possível, manifestem suas ideias, opiniões e conosco, ou juntem-se a nós, no servir, notado. Também somos lembrados de que a reações por escrito, seja através de e-mail ou acolher e integrar.ressurreição de Cristo é a garantia da nossa através dos canais disponíveis em nosso site. No Cristo ressuscitado, até breve! Mensageiro LuteranoiSSn 1679-0243Órgão oficial da igreja evangélica luterana do Brasil (ielB) de periodicidade mensal(exceto janeiro e fevereiro - edição única). registrado sob nº 249, livro M, nº 1, em Editora IGREJA EVANGÉLICA LUTERANA DO BRASILdezembro de 1935, no registro de títulos e documentos do rio de Janeiro, conformeo decreto-lei de imprensa nº 24776 de 14/07/1934. Concórdia Filiada a associação de editores cristãos (asec)projEto E produção GráFiCa editora concórdia ltda. EndErEço rua cel. lucas de oliveira, 894rEdação mensageiro@editoraconcordia.com.br EndErEço av. são Pedro, 633, Bairro são Bairro Mont’serrat, ceP 90440-010Editor Nilo Wachholz - Mtb 42140/sP Geraldo, ceP 90230-120, Porto alegre, rs Porto alegre, rs, BrasilaSSiStEntE Editorial daiene Bauer Kühl - Mtb 14623/rs FonE/Fax (51) 3272 3456 FonE (51) 3332 2111 / Fax: (51) 3332 8145rEviSão aline lorentz sabka SitE www.editoraconcordia.com.br SitE www.ielb.org.brjornaliSta-diaGramador leandro da rosa camaratta twittEr twitter.com/edconcordia twittEr twitter.com/ielB_BrasildESiGnEr christian schünke Email editora@editoraconcordia.com.br E-mail ielb@ielb.org.brColaboradorES FixoS Bruno ries, carlos W. Winterle, luisivan V. strelow, Marcos ComErCial comercial@editoraconcordia.com.br dirEtoria naCional 2010/2014schmidt, Mona liza Fuhrmann, rosemarie K. lange, Vitor radünz, Waldyr Hoffmann dirEtoria ExECutiva prESidEntE egon KopereckaSSinaturaS - dEpto ComErCial Gilberto ellwanger, lianete schneider de 1º viCE-prESidEntE arnildo schneidersouza, Marcelo de azambuja Henry J. rheinheimer (presidente), clóvis J. Prunzel, Nilo Wachholz, Nilson Krick e rubens José ogg 2º viCE-prESidEntE Geraldo Walmir schülerloGíStiCa luciano de azambuja SECrEtário rubens José ogg GErEntE Nilson Krick - nilson@editoraconcordia.com.br tESourEiro renato BauermannaSSinatura no braSil anual r$ 49,00; Bianual r$ 92,00 dEpto FinanCEiroaSSinatura para outroS paíSES anual Us$ 52,00; Bianual Us$ 100,00 a ielB crê, confessa e ensina que os livros canônicos Joel Weber - financeiro@editoraconcordia.com.br Editor das escrituras sagradas, do antigo e do NovotiraGEm dESta Edição 9 mil exemplares Nilo Wachholz - editor@editoraconcordia.com.br testamento, são a Palavra infalível revelada por deus e ComiSSão Editorial aceita, como exposição correta dessa Palavra, os livrosa redação reserva-se o direito de publicar ou não o material enviado, bem como adilson schünke, clóvis J. Prunzel, simbólicos da igreja evangélica luterana, reunidos noeditá-lo para fins de publicação. Matérias assinadas não expressam necessariamente Nilo Wachholz, Nilson Krick e rubens José ogg livro de concórdia do ano 1580.a opinião da redação ou da administração Nacional da ielB. o conteúdo doMensageiro pode ser reproduzido, mencionados o autor e a fonte.4 Mensageiro | abril 2011
  4. 4. | mensagem Do PresiDenTe | Egon Kopereck Pastor Presidente da IELB| presidente@ielb.org.brCarnaval e Quaresma N FOTO: ArquivO eDiTOrA COnCórDiA o momento em que escrevo não queremos esquecer, mas queremos esta mensagem, estão sendo viver, responder e proclamar com nossas divulgados os vencedores atitudes, palavras e nosso agir. do Carnaval 2011, em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro... Brasil. Tempo de Reflexão Tudo gira em torno do carnaval, e nós Neste período do ano, queremos entramos na Quaresma. Interessante que olhar para dentro de nós. Como estamos a festa do carnaval não tenha nada a ver agindo? Que tipo de testemunho de vida com a Igreja, e ao mesmo tempo tenha estamos dando? O que o mundo vê, ob- tudo a ver. Quem marca a data do carnaval serva e recebe de nós? não é o mundo, mas, sim, as festividades Queridos irmãos! Somos o povo de da Igreja. O carnaval sempre acontece na Deus, amados, redimidos, salvos por Cris- terça-feira anterior à quarta-feira de cin- to, raça eleita, sacerdotes reais, tirados zas, e a quarta-feira de cinzas é o início das trevas para a luz, com o fim de agora da quaresma e acontece 40 dias antes da proclamar, divulgar, comunicar essa luz, Páscoa, excluindo os domingos por serem essa vida que Jesus nos conquistou e dias festivos onde lembramos a vitória deixou. Isso é um grande e maravilhoso de Cristo sobre a morte. A Páscoa sempre privilégio, mas não nos esqueçamos: a acontece no primeiro domingo, após a pri- corrida continua, o prêmio ainda nos meira lua cheia do outono no hemisfério sul. aguarda. O apóstolo Paulo disse: “Assim Portanto, a partir da Páscoa, determina-se corro também eu [...] para que, tendo pre- o início da quaresma. gado a outros, não venha eu mesmo a ser O carnaval, que acontece na terça-feira desqualificado” (1 Co 9.26, 27). Para isso, anterior ao início da quaresma, é a festa não deixemos jamais de nos alimentar onde o mundo tenta extravasar, gastar na Palavra e nos Sacramentos. Participe- a energia, pois quaresma, dizem eles, mos nos cultos, um banquete espiritual deveria ser um período de reclusão, me- que se nos oferece em tão rica medida. ditação e reflexão, e aí não poderiam fazer Participemos dos estudos bíblicos e em estas festas. casa, meus irmãos, não deixemos de ler, Hoje, o mundo não respeita mais nada, meditar e refletir nesta Palavra. e talvez a grande maioria das pessoas nem Pastores e familiares, não deixem dê valor à quaresma, um período tão es- de fazer vossa devoção diária. Queridos pecial que agora vivemos. Porém, nós não membros e familiares, pratiquem a devo- somos hipócritas, aproveitando uma festa ção doméstica diária. É o feijão e arroz, se Neste período do ano, da carne, do mundo, para gastar as ener- assim posso comparar, de cada dia, para queremos olhar para gias, e depois, aparentemente, viver uma fortalecimento de nossa fé. Não deixem vida de santidade e reclusão. Nós, como espaço para que a indiferença, a frieza, a dentro de nós. Como cristãos, vivemos, agimos e rogamos a falta da Palavra permitam que o inimigoestamos agindo? Que tipo Deus que nos ajude a viver uma vida casta semeie discórdia, dúvidas, indiferença e e decente em palavras e ações – sempre. esfriamento espiritual. O apóstolo Paulo de testemunho de vida O período da quaresma é especial, recomendou: “Habite, ricamente, em vós estamos dando? O que e nós queremos, com muita reverência, a Palavra de Cristo” (Cl 3.16). lembrar os passos de Jesus até a sua morte Que este período da quaresma nos o mundo vê, observa e na cruz, e, então, sua gloriosa e triunfante ajude e fortaleça neste cuidado e nesta recebe de nós? ressurreição. Tudo ele fez por nós. Tudo busca do alimento que nos fortalece e ele suportou, enfrentou em nosso lugar. preserva para a vida eterna. Tudo foi por amor. E é isso o que nós A todos, um grande abraço! m Mensageiro | abril 2011 5
  5. 5. | ViDa com DeUs | Luisivan Vellar Strelow Teólogo (STM) | lstrelow@hotmail.comPai misericordioso,família acolhedora!P aulo, em Romanos 14.1-15.13 e termina aí, porque nós é que decidimos que em Efésios 2.1-22, prega mara- final ela terá: se nós somos acolhedores vilhosos sermões sobre a Igreja ou não com as pessoas que nos visitam na como comunhão acolhedora. igreja, pela primeira vez, ou com os que, O apóstolo poderia ter escolhido a Pará- uma vez ausentes, retornam à casa de Deus.bola do Filho Pródigo como texto-base de Paulo prega sobre o acolhimento nasua pregação: “esse teu irmão estava morto Igreja como obra de Deus, na qual pode-e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc mos tomar parte com alegria, acolhendo15.32). A Igreja é a família de Deus que aos outros em amor fraternal, como Cristoacolhe os espiritualmente mortos, perdidos também nos acolheu (Rm 14.15; 15.7).e condenados, os quais, agora, receberam Nos dois “sermões” (Ef 2 e Rm 14-15),vida, foram achados e perdoados: “Ele vos Paulo descreve a Igreja como comunhão quedeu vida, estando vós mortos nos vossos acolhe os “gentios”, aqueles que antes nãodelitos e pecados... já não sois estrangeiros eram povo de Deus e não haviam sido alcan-e peregrinos, mas concidadãos dos santos, çados pela misericórdia divina (1 Pe 2.10).e sois da família de Deus” (Ef 2.1,19). Na A Igreja é uma comunhão receptiva ecomunhão com Cristo, não vivemos mais acolhedora porque está alicerçada na mi-para agradar a nós mesmos, mas para sericórdia de Deus. A Igreja é uma famíliaagradar a Deus em justiça, paz e alegria fundada sobre a compaixão de Deus. Jesusno Espírito Santo, acolhendo-nos uns aos disse: “Sede misericordiosos, como tambémoutros em amor fraternal, buscando a paz é misericordioso o vosso Pai” (Lc 6.36).e a edificação mútua (Rm 14). No Catecismo Maior, lemos que Jesus é o Existem muitas comunidades ou as- “espelho do coração do Pai”, porque Cristosociação de pessoas, mas nenhuma se nos acolheu com a misericórdia e a com-compara à comunhão com Cristo, porque paixão de Deus. Cristo colocou-se no nossosomente a Igreja tem como fundamento lugar, experimentou as nossas fraquezas,a misericórdia e a bondade de Deus. Não levou a cruz sobre os seus ombros e morreusomos acolhidos na Igreja por causa dos em nosso favor. Ele se fez nosso irmão paranossos méritos, mas unicamente por causa nos acolher como filhos e herdeiros de Deus.da infinita misericórdia de Deus. A Igreja é a Uma Igreja acolhedora é também es- e palavras, somos as portas da igreja.família de Deus, o Pai misericordioso que se pelho do coração terno e misericordioso É em nosso sorriso ou na falta dele, emalegra com os pecadores que se arrependem de Deus, sempre pronta a receber a todos nosso aperto de mão ou na falta dele,e com os filhos perdidos que voltam ao lar. os que buscam o refúgio da casa paterna: em nossas palavras de boas vindas ou Na Parábola do Filho Pródigo, temos o “sede todos de igual ânimo, compadecidos, na falta delas que as pessoas encontra-exemplo do acolhimento cristão e também, fraternalmente amigos, misericordiosos” rão portas abertas ou portas fechadas.infelizmente, da falta de acolhimento. O (1 Pe 3.7). Que tipo de porta temos sido para osfilho mais moço, que havia abandonado a o convite e a pregação de Jesus é que visitam as nossas igrejas?casa, volta arrependido e é acolhido pelo para que recebamos todas as pesso- Portas que convidam a entrar, receptivasPai, mas a compaixão e alegria paterna não as com alegria e em amor fraternal. e acolhedoras, ou portas que se fecham?são compartilhadas pelo filho mais velho. A As portas da igreja jamais devem se Sejamos misericordiosos com todos. Seja-parábola termina com um convite do pai, fechar para os que buscam a palavra mos portas abertas para todos. Sejamospara que o filho mais velho também se ale- do arrependimento e do perdão. e acolhedores. Sejamos receptivos. Sejamosgre e receba de volta a seu irmão. A parábola cada um de nós, com nossas atitudes um sinal vivo da misericórdia de Deus. m6 Mensageiro | abril 2011
  6. 6. | em foco | Marcos Schmidt Pastor em Novo Hamburgo, RS| marsch@terra.com.br Raiva no trânsitoFOTOs: ArquivO eDiTOrA COnCórDiA existe um caminho alternativo para evitar a tranqueira da raiva no coração, e fugir dos acidentes temperamentais. Porque, se nem o cristão está livre de um bate-boca e brigas no trânsito, é recomendável antes de enfrentar as ruas, que cruze pelos cami- nhos da sua natureza humana e chegue ao destino da temperança. Por isso, antes de ter o controle do ve- ículo motorizado, é necessário ter o auto- controle, e não só no trânsito. Questionado sobre o que faria se pudesse voltar no tem- po, o atropelador dos ciclistas respondeu que teria ficado em casa naquele dia. Porém, não adianta fugir das ruas quando em casa F está a família, pois, não é preciso um volante oi necessário que um atropela- existência transita em quatro ou duas rodas. para atropelar as pessoas _ bastam palavras mento de ciclistas em Porto Alegre Além de controlar um veículo motoriza- e gestos de um coração dominado pelo im- despertasse a consciência para o do, o condutor precisa controlar a si mesmo. pulso da raiva. Sem dúvida, este surto do sério problema da agressividade “Deixem que o Espírito de Deus dirija a motorista serve de alerta nesta vida cada no trânsito. Estudos mostram que o irado vida de vocês e não obedeçam aos desejos vez mais estressante, quando corremos motorista gaúcho não está sozinho. Boa da natureza humana”, lembra o “código de como loucos, sem o devido tempo para parte dos brasileiros se transforma em trânsito” em Gálatas. Um desses desejos é deixar o Espírito Santo dirigir a nossa vida. predador assim que agarra o volante. Quem a raiva, mas, ao enumerar os frutos na vida Em todo o caso, podemos fazer do limão diz isso é uma psicóloga que entrevistou daqueles que são “controlados” pelo Espí- uma limonada. Quem sabe aproveitar este 900 motoristas brasi- rito Santo, o texto fala tempo, quando estamos presos no trânsito, leiros, e descobriu que Não é preciso um volante da paz, da paciência, e para ligar o aparelho de som e ouvir mensa- 84% deles sentem raiva finaliza com o domínio gens e canções que transmitem a Palavra de enquanto dirigem. Um para atropelar as pessoas próprio. Já em outra Deus. Afinal, se queremos que Deus nos dê psiquiatra especialista _ bastam palavras e gestos epístola, o mesmo autor paciência e autocontrole, este é um caminho em tráfego lembra que sem congestionamentos. de um coração dominado avisa:raiva, não ficarem “Se vocês m “o carro dá poder e per- com deixem mite o extravasamento pelo impulso da raiva. que isso faça com que de emoções, inclusive pequem” (Efésios 4.26). Nota: A Redação da ira que se traz de casa ou do trabalho”. É difícil manter a paciência no trânsito recomenda o áudio livro O Casal diante de Que o carro virou uma arma, isso os e não pecar. Ao comentar o caso do atrope- Deus (Editora dados comprovam: mais de 50 mil vítimas lamento dos ciclistas, um antropólogo disse Concórdia), fatais e 500 mil feridos por ano nas avenidas que “todos nós, não só este criminoso que para o bom do nosso país. No entanto, o que muitos teve um surto psicótico, surtamos no trân- aproveitamento do tempo no trânsito. não sabem é que esta arma se encontra en- sito”. Não é por menos: os congestionamen- São edificantes gatilhada nas mãos de qualquer motorista tos atingem 1/3 da população brasileira, e meditações para casais _ de gente simples e poderosa, de gente destes, 20% ficam presos no trânsito mais de todas as idades. tranquila e nervosa, de gente sã e doente. de uma vez por dia. É cada vez maior o nú- Livro + áudio em CD PEDIDoS Deane L. schuessler Como evitar que eu seja a próxima vítima, mero de carros nas ruas, e no final, perde-se (51) 3272-3456 176 páginas ou o próprio assassino? Esse é um desafio di- muito tempo preso no asfalto. Escapar disso pedido@editoraconcordia.com.br 14x21 cm ário e constante quando boa parte da nossa é um desafio quase impossível. No entanto, Mensageiro | abril 2011 7
  7. 7. | Do leiTor |Tempo deperdoar O apóstolo Paulo nos recomenda que “enquanto depender de vocês, tenham paz com todas as pessoas” FlávIo luIS HörllE Pastor e psicólogo em Ponta Grossa, PR FOTOs: ArquivO eDiTOrA COnCórDiAC erta vez, uma família foi passar você se sentiria se esta situação ficasse em Em seguida, vem o perdão a si mesmo. uns dias de férias no litoral – o aberto? Como seria lidar com o peso de uma Quantas vezes fazemos questão de ficar pai, a mãe e a filha adolescente. situação mal resolvida? lembrando dos erros e das decisões ruins Um belo e animado programa: O apóstolo Paulo nos recomenda que que trouxeram péssimas consequências.uma boa casa alugada, sol e calor, tudo “enquanto depender de vocês, tenham paz Como não é possível voltar ao passado,colaborando. Como acontecia volta e meia com todas as pessoas”. Claro que às vezes isso atrapalha o hoje e a possibilidadeem casa, até pela idade da menina, mãe e não depende da gente. Fazemos todos os de se construir um futuro feliz. Além dofilha tiveram uma discussão; dessas que esforços possíveis para falar, esclarecer, mais, podemos ser amáveis e compreen-às vezes a gente tem com os filhos por deixar para lá, mas simplesmente a pessoa sivos conosco assim como somos com asmotivos bobos. O pai até tentou acalmar os não quer saber – não dá qualquer oportu- outras pessoas.ânimos, mas não adiantou. A menina saiu nidade para o perdão. Outras vezes, nós Em paz com Deus e consigo mesmo! Éde casa batendo a porta, bastante irritada, somos justamente esta pessoa que por hora de deixar, para lá, mágoas e rancores.dizendo que odiava todo mundo. Resolveu birra e teimosia faz questão de manter tudo Alguém, certa vez, falou que guardar mágoaentão tomar um banho de mar... Foi e nunca como está. é como tomar veneno, esperando que omais voltou. Outra recomendação interessante, outro morra. O orgulho de não querer dar o Algumas horas depois, um amigo trou- encontramos no Salmo 102.3: “O Senhor primeiro passo para restabelecer uma rela-xe a terrível notícia. O tempo, a vida, os perdoa todos os meus pecados e cura todas ção rompida é uma das principais barreirassonhos, o futuro e o presente foram inter- as minhas doenças”. Davi, neste texto, fala para o perdão. Sem dúvida, é difícil, masrompidos. A última imagem que guardaram o que a medicina moderna está cada vez pensar em como vai ser agradável voltarda filha era do seu rosto com raiva, saindo mais constatando: quem perdoa e vive o a ter um bom relacionamento pode ser ode casa. A situação ficou em aberto, uma perdão tem mais saúde física, emocional empurrão para procurar aquela pessoa quepalavra que não foi dita, um perdão que não e espiritual. Perdão e cura são colocados você pensou no início deste texto. Que opor-foi pedido, desculpas que ficaram no ar. Esse lado a lado. tunidade você está tendo agora, enquantocasal ficou marcado para sempre. Quem iria As mágoas nos prejudicam: não nos é tempo! Talvez um e-mail, ou telefonema,adivinhar que uma tragédia dessas poderia alimentamos corretamente, nossa di- pode ajudar na reaproximação.acontecer? Sempre pensamos que isso só gestão fica prejudicada, dormimos mal, A ferida causada pela perda da filhaacontece com os outros. ficamos de mau humor, não temos um querida em condições tão terríveis, hoje, é Talvez, neste momento, você se lembre relacionamento bom com quem está ao uma cicatriz. De vez em quando, ainda dói,de alguma briga ou desentendimento que nosso redor, a diversão e os momentos mas aquele casal entendeu que viver o per-teve com alguém da família, da vizinhança agradáveis na vida diminuem. Um ca- dão seria a sua única alternativa para queou mesmo do trabalho. Você sabe que é minho necessário é o perdão – essa é a a vida pudesse continuar, para que o tempoimportante estar “de bem” com a pessoa e grande ênfase da Bíblia. Estar reconciliado não ficasse parado e para que novos sonhosque mais cedo ou mais tarde vai pedir ou e se sentir perdoado por Deus é decisivo pudessem surgir. Que tal você viver o perdãodar o perdão, mas, e se não der tempo, como para uma vida feliz. também? Ainda é tempo de perdoar! m8 Mensageiro | abril 2011
  8. 8. | meDiTação |Quem nos removeráa pedra? simpatias, rezas, benzeduras, búzios, cartas diversas, leituras de mão, magias e tantas outras coisas do gênero. Todos, oferecendo “descarrego” e livramento. Será? – Ap 21.8. Quem RemoveRá A pedRA? É bom lembrar que nem sempre as pedras serão removidas. Conviver com a presença delas fortifica o fraco na sua caminhada. Paulo tinha sua pedra, a qual chamava de “espinho na carne”. Ele implorou a Deus que a removesse, e teve como resposta não o que quis ouvir, mas o que precisava: “O poder se aperfeiçoa na franqueza, a minha graça te basta” (2Co 12.7-10). Paulo apren- deu com as águas dos rios pedregosos, contornou as pedras e seguiu adiante. JoNaS GoNçalvES Quando as mulheres chegaram à entra- Líder leigo em Itaguaçu, ES da do sepulcro, surpreenderam-se com o queV viram: a pedra estava removida (Mt 28.2). árias cenas marcaram a vida de Páscoa, pela manhã, queriam cuidar do Assim é o Senhor Jesus. Sua graça, das pessoas que estiveram com corpo de Jesus se depararam com esta situ- aquela que produz força para contornar Cristo em seus últimos dias ação: “Uma pedra no meio do caminho”. E os obstáculos, é a mesma que remove as aqui, na Terra. Uma delas, sem durante a caminhada, um pensamento pre- pedras. Foi exatamente assim na vida dadúvida, foi a da pedra que fechou o sepulcro ocupante tomou conta dos seus corações: mulher adúltera. Muitas pedras fervilharame abriu feridas nos corações dos discípulos. “Quem nos removerá a pedra?” (Mc 16.3). em seu caminho – pedras de morte. Bastou Em um de seus poemas, o poeta Carlos Jesus intervir, e as pedras foram removidasDrummond de Andrade escreve: Quem RemoveRá A pedRA (Jo 8.1-11). “No meio do caminho tinha uma pedra. do seu cAmInho? A família de Betânia estava de luto; o Nunca me esquecerei desse acontecimento Muitos têm se oferecido, para remove- irmão Lázaro havia falecido – a tristeza era Na vida de minhas retinas tão fatigadas. rem as pedras do nosso caminho. Eles estão total. Jesus chegou e se apresentou: “Aqui Nunca me esquecerei que no meio do caminho à solta por aí. São os pretensos apóstolos, está a Vida, que vence a morte”. Com essa Tinha uma pedra.” bispos, missionários, evangelistas e tantos autoridade, ordenou que a pedra do túmulo O verso “nunca me esquecerei desse outros nomes, alguns indevidamente, usa- fosse removida e convidou Lázaro a voltaracontecimento/ na vida de minhas retinas dos. Segundo os próprios, são carregados de da morte. Essa notícia correu o mundo, etão fatigadas” chama atenção. A retina é a poderes divinos, escolhidos para um minis- muitos creram nele (Jo 11.14-45).parte dos olhos que não só é responsável, tério especial, e, por isso, se arvoram, comomas essencial para a visão. Quando as re- se fossem o próprio Cristo, oferecendo curas, Quem RemoveRá A pedRAtinas estão fatigadas, cansadas e enfraque- prosperidade e libertação. Segundo a Escri- do seu cAmInho?cidas, o caminho fica turvo. Os obstáculos tura, são “lobos devoradores” (Mt 7.15-23) e O velho salmista parece ter uma respos-se agigantam, e tornam-se difíceis de serem “mercenários” (Jo 10.1-17). Leram os textos? ta: não importam as pedras do caminho;ultrapassados e vencidos. E ainda mais: Portanto, cuidado! Parecem ser de Cristo, e importa, sim, quem nos guiará pelo ca-marcam profundamente, a caminhada de Cristo diz que não os conhece. minho. Daí o seu conselho: “Entrega o teuqualquer pessoa. Por isso, o poeta diz: “Nun- Além destes, que atuam na luminosida- caminho ao Senhor e confia nele, e o maisca me esquecerei que no meio do caminho de da mídia, existem aqueles, que atuam ele fará” (Sl 37.5).tinha uma pedra”. na obscuridade dos fundos de quintais, Faça isso! Sua Páscoa, sua vida – você As mulheres que no primeiro Domingo de terreiros, de salas lúgubres, com suas – será feliz! m Mensageiro | abril 2011 9
  9. 9. | caPa | O túmulo de Jesus está vazio! FOTO: isTOCkPHOTO.COm Vivemos em tempos de novidades, de mudanças muito rápidas em tudo que nos cerca no mundo de hoje. As notícias são quase ao vivo, quando não o são. Quase tudo é superado, desatualizado, descartado em pouco tempo. No entanto, nós cristãos temos uma notícia nova e completa, que não se desatualiza, mesmo depois de quase 2.000 anos. Jesus morreu na cruz, é verdade, mas ressuscitou no terceiro dia. Esta é a grande notícia de hoje: o túmulo de Jesus está vazio! lINDolFo PIEPEr Pastor emérito, Jaru, RO Túmulos, artistas, escritores e pensadores. São Maomé, o fundador do Islamismo. No sinais da morTe verdadeiras obras de arte, em que se Kremlim, em Moscou, em um caixão de Uma revista eletrônica, especializa- gastaram fortunas de dinheiro para vidro, está o corpo de Lênin, o fundador da em túmulos, traz fotografias de cata- construí-las e que atraem milhares de do comunismo. Em Paris, na França, está cumbas onde estão sepultadas pessoas turistas de toda parte do mundo. o túmulo de Napoleão, o grande general famosas que mudaram a história, tais Na cidade de Medina, na Arábia francês que quis conquistar a Europa. Em como: cientistas, políticos, filósofos, Saudita, por exemplo, está o túmulo de Wittemberg, na Alemanha, está o túmulo10 Mensageiro | abril 2011
  10. 10. de Lutero, o reformador da Igreja. Em de Cristo. Diz o apóstolo Paulo: “SeSevilha, na Espanha, está o túmulo de Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé eColombo, o descobridor da América. Em ainda permaneceis em vossos pecados”Cairo, no Egito, está o túmulo de Ramsés (1 Coríntios 15). Isto quer dizer que se éII, o faraó que escravizou o povo de Israel. mentira que Cristo ressuscitou, estamos Em alguns desses túmulos, é possível perdendo tempo na Igreja – o melhorver o corpo da pessoa que ali foi sepultada – seria aproveitar a vida, já que tudo ter-todo deformado, ressecado... um verdadei- mina com a morte. É como conclui oro bacalhau. Como se costuma dizer: “Por mesmo apóstolo, usando a linguagemfora bela viola, por dentro pão bolorento”. dos ímpios: “Comamos e bebamos que Esses corpos ressecados e todas as amanhã morreremos”. “sepulturas são sinais de derrota e fracasso Uma das coisas que mais incomodade tudo quanto é humano. O homem, o ser humano é a morte. O homempor mais rico e poderoso que seja, não tem medo da morte. Por isso mesmo, aescapa da morte. evita, faz de tudo para prolongar a vida. Constrói hospitais, procura médico e Túmulo de CrisTo, gasta fortunas em remédio. Contudo, o sinal da vida homem continua a morrer. Enquanto esses corpos e todas as se- E sabem de uma coisa? Daqui a algunspulturas são sinais de derrota e fracasso Muitos de vocês já anos (não sabemos exatamente quantos)do ser humano, o túmulo vazio de Cristo perderam algum ente todos os mais de seis bilhões de habitan-simboliza vitória, esperança e vida. tes que estão hoje sobre a face da Terra, A Sexta-feira Santa havia sido um dia querido e hoje estão estarão mortos.difícil para os seguidores de Cristo. Não tristes, sentindo a sua Contudo, há uma solução para apodiam compreender o que estava acon- morte. A solução é Cristo. Para todostecendo com o seu Mestre. Cristo tinha falta. Pois eu quero os que quiserem continuar a viver alémsido a sua grande esperança. E agora, de dizer a vocês, firmado dos poucos anos terrenos, Cristo oferecerepente, se veem desiludidos – mataram na Palavra de Deus, que a oportunidade de viver. Diz ele na suao seu líder. Nada mais lhes restava senão Palavra: “Eu sou a ressurreição e a vida.enterrar o seu corpo e voltar para suas este seu ente querido vai Quem crê em mim, ainda que morra, ”atividades. Aquela sepultura parecia o ressuscitar. viverá. E todo o que vive e crê e mim, nãofim de sua esperança. morrerá eternamente” (João 11.25,26). Porém, veio a manhã de Páscoa, e com Cristo, através da sua morte na cruz,ela o maior acontecimento da história: tirou o poder da morte. Assim como eleCristo ressuscitou, saiu da sepultura, ressuscitou da morte, também nós, pelatornou a viver. Ali estava o túmulo vazio, fé nele, tornaremos a viver. Diz ele: “Eua pedra removida e os lençóis em que ele vivo e vós também vivereis”.estava embrulhado. Os discípulos malconseguiam acreditar no que aconteceu. Todos serão“Será verdade o que estamos vendo? Será ressusCiTadosque não estamos sonhando?” Quando se fala em ressurreição, Não. Eles não estavam sonhando. logo surge uma porção de perguntas:Cristo realmente ressuscitou. E para Como pode uma pessoa que já morreunão deixar nenhuma dúvida na mente há mais de 100, 200 ou mais anos, tor-dos seus seguidores, ele apareceu a todos nar a viver? O que será daqueles queeles, comeu com eles e ficou junto com morreram queimados no fogo, comidoeles durante 40 dias, falando do Reino pelos animais, engolidos pelos mares oude Deus. E nesses 40 dias, ele apareceu a destruídos pelo tempo? Será que elescentenas de pessoas, sendo que de uma também vão ressuscitar?só vez para mais de 500 pessoas. A Bíblia nos diz que todos ressusci- FOTO: ArquivO eDiTOrA COnCórDiA tarão, tanto os que foram queimados a ressurreição, pelo fogo como os que foram destruídos o senTido da vida pelo tempo. Lemos em João 5.28: “Vem Isso é importante, pois Deus quer a hora em que todos os que se achamque tenhamos certeza da ressurreição nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: Mensageiro | abril 2011 11
  11. 11. | caPa | os que tiveram feito o bem para a res- ele vai ter que devolver o filho de vocês. surreição da vida, os que tiveram feito o Sim, o mar vai entregar o filho de vocês mal para a ressurreição do juízo”. E em e ele vai voltar a viver”. Apocalipse 20.13, lemos: “Deu o mar os Muitos de vocês já perderam algum mortos que neles estavam. A morte e o ente querido e hoje estão tristes, sen- além entregaram os mortos que neles tindo a sua falta. Pois eu quero dizer a havia. E foram julgados, um por um, vocês, firmado na Palavra de Deus, que segundo as suas obras”. este seu ente querido vai ressuscitar. Nós achamos difícil uma pessoa Não importa quanto tempo já tenha tornar a viver depois de 100, 1.000 anos, sido sepultado, qual o tamanho da ca- ou mais, quando o seu corpo já virou tacumba que o encobre. A sua sepultura “ pó, cinza (pelo processo de cremação) vai abrir, o seu corpo vai sair e vocês vão ou desapareceu totalmente. Porém, poder vê-lo novamente. para Deus não há nada impossível. O É isso que dá sentido a nossa vida: mesmo Deus que criou o mundo do saber que os mortos um dia vão ressus- nada, que nos deu vida e nos sustenta, citar. Se não fosse isso, a nossa vida seria tem poder para ressuscitar os nossos uma tristeza, um desespero sem fim. Não corpos, não importando quantos anos teríamos condições de suportar a partida estiverem mortos e nem onde e como de um ente querido. foram sepultados. Tragada foi a morte pela Quando certa vez os saduceus per- pásCoa, a Celebração guntaram a Jesus sobre a ressurreição, vitória. Onde está, ó morte, da vida querendo fazer ver que a ressurreição o teu aguilhão? O aguilhão É por isso que celebramos a Páscoa. era uma coisa ridícula, Jesus lhes repre- É por isso que nós, ano após ano, nos ende, dizendo: “Errais, não conhecendo da morte é o pecado e a reunimos na igreja todos os domingos. as Escrituras e o poder de Deus. Ele não força do pecado é a lei. Neste dia, cantamos: “Ó grande herói, é Deus dos mortos, e sim dos vivos” Senhor Jesus, venceste a morte lá na cruz, Graças a Deus que nos dá a venceste o próprio Satanás. E tal vitória (Mateus 22.29). O erro dos judeus, que negavam a vitória por intermédio de a vida traz”. ressurreição, estava em não acreditar nosso Senhor Jesus Cristo. Neste dia, ouvimos: “Ele não está ” no poder de Deus, de que Deus seria aqui, ressuscitou. Cristo está vivo, ele capaz de fazer uma pessoa morta tornar saiu da sepultura. Se ele vive, nós tam- a viver. bém viveremos”. Neste dia, confessamos: “Creio na Jesus venCeu a morTe remissão dos pecados, na ressurreição da por Todos carne e na vida eterna”. Jesus, quando esteve aqui na Terra, Neste dia, exclamamos: “Tragada foi deu provas desse poder ao ressuscitar a morte pela vitória. Onde está, ó morte, Lázaro, a filha de Jairo e o filho da viúva o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o de Naim. Também aquelas pessoas que pecado e a força do pecado é a lei. Graças ressuscitaram por ocasião da morte de a Deus que nos dá a vitória por intermé- Jesus e entraram em Jerusalém na manhã dio de nosso Senhor Jesus Cristo”. de Páscoa, é uma demonstração do poder Depois do culto, voltamos para de Deus em ressuscitar mortos. casa, cheios de fé, coragem e confiança, Por ocasião da Segunda Guerra Mun- dispostos a enfrentar mais uma semana dial, foi afundado um navio alemão, com de vida, trabalho, estudos, etc. E, agra- milhares de pessoas. Entre elas estava o decidos, terminamos cantando: “Jesus, filho de um casal cristão, membro da eu quero te servir: pois tu quiseste me Igreja Luterana. O pastor, para consolar remir. Demais irás me despertar e aos FOTOs: ArquivO eDiTOrA COnCórDiA a família, fez uma cerimônia na igreja, céus contigo me levar”. e emocionado, mas confiante, disse: “O Que a lembrança da ressurreição de filho de vocês não está mais entre nós, Cristo nos conforte em todos os mo- pois morreu afogado no mar. Mas haverá mentos da nossa vida, especialmente nas um dia em que Deus ordenará ao mar e horas de provação. m12 M ensageiro | abril 2011
  12. 12. | reflexão |Jesus, o portão preciosoA ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7.11) valDENE ElaINE KurrlE WEIrIcH Canguçu, RS“Pois a vontade do meu Pai é Uque todos os que veem o Filho e,creem nele, tenham a Vida Eterna; ma multidão vinha ca- Cheguei a ouvir uma música sua- minhando com Jesus; ve, as vozes unidas, belas e docese no último dia eu os ressuscitarei” caminhavam felizes, que cantavam: Bendito é o Cordei-(Jo 6.40). ouvindo e vendo as ro! Então, ouvi a voz mais doce do maravilhas que o Senhor fazia. Je- Universo, que disse: _ Moço! Levante! Obedeci, por- sus dizia palavras de amor, justiça e sabedoria; curava surdos, mudos, que sua voz amorosa me fez obede- cegos, paralíticos e aleijados. Es- cer. E agora, quando levanto, estou tavam alegres, pois, caminhavam diante do Senhor da Vida! Obrigado, com o Senhor da Vida em direção a Senhor! Salvação de todos nós! Tu cidade de Naim. és o portão precioso. Quem passar Outra multidão vinha cami- por ti aqui, tem a Vida Eterna lá. nhando com uma mulher viúva; Vou viver para anunciar teu amor caminhavam tristes, choravam e que é eterno como a própria vida! lamentavam, levando para fora da Então, Jesus o entregou a sua cidade, para o cemitério, o jovem, fi- mãe. Mãe e filho se ajoelharam lho único, da mulher viúva. Estavam diante do Senhor, enquanto as mul- lamentando e gemendo pela dor da tidões tremiam de medo. Tremiam e morte de alguém amado. temiam, pois, sabiam que estavam No portão da cidade, as duas diante do próprio Deus. E o louva- multidões se encontraram. Jesus vam, dizendo: _ Como é grande este profeta viu a mulher viúva e seu jovem filho morto, e sentiu compaixão. Jesus que apareceu entre nós! Deus veio olhou a mulher, ouviu o choro e salvar o seu povo! os lamentos, chegou perto e disse: As duas multidões que haviam _ Não chore! se encontrado no portão da cidade Talvez tenha acrescentado: de Naim, diante do Senhor, espalha- Fico muito triste ao te ver cho- ram-se pelas regiões vizinhas e por rar! A tua dor está doendo em mim! todo o país e anunciavam a notícia O Senhor da Vida, chegou mais maravilhosa que aquece todos os perto e tocou no caixão. Aqueles corações: _ O Senhor da Vida está entre que carregavam o caixão pararam. Então o Senhor ordenou: nós! _ Moço, levante! _ Ele é poderoso para salvar-nos! _ É grande o Profeta que veio O filho jovem da mulher viúva se sentou e começou a falar. O que a nós! _ Deus veio salvar o seu povo! teria dito? Do que teria falado? Talvez, o jovem tenha dito: Eu faço parte deste povo e tu _ Eu vi o portão do céu! Ele também. Que maravilha! Estamos é lindo! Feito de uma pérola só! salvos, porque temos um Salvador Como tive vontade de entrar! poderoso! O portão de uma só pé- Cheguei pertinho, bem pertinho! rola está a nossa frente! m Mensageiro | abril 2011 13
  13. 13. | TesTemUnho | Monólogo de Tomé Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram FOTO: ArquivO eDiTOrA COnCórDiA 1 Eu duvidei, mas hoje eu creio, Eu sou Tomé, com Cristo andei; Eu satisfiz meu grande anseio E nele o guia certo achei. Jamais alguém falou no mundo Com seu saber vasto e profundo. 2 Por ele eu adquiri a vida A compreensão fundamental. Por ele foi desiludida Minha alma do prazer carnal, Também na fé do que é vaidade E não se leva à eternidade. 3 6 9 Tão bem Jesus guiou meus passos! Contudo errei, não procurando Passados alguns dias, vimos Ergueu meus olhos para o além Me conservar com os amigos. Jesus de novo aparecer E recebeu-me nos seus braços Ao seu convívio me furtando, Na sala em que nos reunimos Qual Mestre e Pai que quer meu bem. Fui surpreendido por perigos E ouvi-o logo me dizer: Constantemente revelava Que minha fé enfraqueceram “Vem cá, Tomé, a mão vem por O quanto a todos nós amava. E em grave dúvida me envolveram. Nas cinco chagas do Senhor.” 4 7 10 E veio então aquele dia Estavam todos reunidos, Prostrei, então, envergonhado Em que a tragédia desabou Só eu, do grupo, estava ausente. A sua frente, e proclamei: Sobre ele e o grupo que o seguia Seus corações entristecidos “Meu Deus e meu Senhor amado!” E os seus amigos dispersou. Se surpreenderam de repente E com a mão nele eu toquei, Eu fui também dos que deixaram Quando o Senhor apareceu Era Jesus, que redivivo Jesus nas mãos dos que o mataram. E em doce paz os envolveu. Me olhava meigo e compassivo. 5 8 11 No entanto, a todos proclamara Ao me dizerem: “Vimos Cristo!” Foi com bondade que advertiu: Vencer a morte após três dias. Não tive fé para aceitar! “Porque me viste mostras fé; Mas quem de nós acreditara? “Só creio, que Jesus foi visto, Bendito aquele que não viu Quem através das agonias, Se os seus sinais puder tocar; E não obstante creu, Tomé.” Da expiação que o fez morrer E, pondo o dedo ao seu lado Jamais a duvidar voltei Logrou a vida e a glória ver? Ficar do fato assegurado!” Que ressurgiu Jesus, meu Rei. m autor DEScoNHEcIDo Texto bíblico base: João 20.24-2914 M ensageiro | abril 2011
  14. 14. | socieDaDe |InclusãoMissão de todos!Os portadores de necessidadesespeciais são uma bênção para a nossasociedade, eles nos ensinam a sermosmais humanos e solidários.A humanidade tem uma história Deus, e a sua maneira triste, cruel e discriminante de ajudar as pessoas quando olhamos pelo ângulo com necessidades espe- da inclusão. Na antiguidade, ciais era curando os doentesquem nascia com algum tipo de deficiência e enfermos por onde passava FOTO: isTOCkPHOTO.COmera considerado amaldiçoado ou alguém (Mt 4.23). Com isso, sua famapunido, castigado por Deus por ter cometi- aumentava a cada novo dia, e odo algum pecado. As pessoas portadoras de povo vinha ao seu encontro na esperança uma grande família, como filhos do mesmonecessidades especiais eram excluídas do de ser curado (Mt 4.24). E hoje qual seria e único Pai celeste, e sentir-se como umconvívio social e familiar, por serem conside- a melhor maneira de incluir as pessoas corpo em Cristo” (Joseph Hoffner). Por isso,radas amaldiçoadas. Entre os índios, quem portadoras de necessidades especiais? a inclusão é um compromisso de todos. Anascesse com alguma necessidade especial Cristo enfatizou o nosso dever de amar inclusão é para todos!era jogado ainda bebê no rio e morto, pois o próximo indistintamente (Mt 5.43-48, Lc Dizer que as pessoas portadoras de ne-não podiam ter na tribo e nas aldeias alguém 6.32-36). Ele diz que devemos amar ao pró- cessidades especiais não querem ser inclu-portador de necessidades especiais, porque ximo como a nós mesmos, pois Deus ama a ídas é uma grande inverdade. Só precisameste era considerado um maldito pelos todos sem distinção e deseja a salvação de ser convidadas, treinadas e preparadas paradeuses. Quando Jesus Cristo veio ao mundo todos, por isso ressalta: “sede vós perfeitos, essa tarefa. Elas querem ter oportunidadespara fazer a vontade do Pai, ele ensinou que como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.48). de servir, pois condições, elas têm, de seremjamais devemos excluir alguém, mas amar a Nem todos os milagres de Jesus foram valorizadas pelo que sabem e podem fazer.todos e trazê-los ao convívio familiar e social, registrados, diz o evangelista João. Porém, São pessoas aptas e com dons especiais paracomo veremos nos exemplos citados a seguir. alguns foram registrados para que todos sai- o trabalho familiar e social. O que acontece Cristo quebrou os costumes e as tra- bam que Jesus é o Filho de Deus e creiam nele é um preconceito com relação a estas pes-dições da sua época, ajudando as pessoas (Jo 20.30,31). Por onde passava, ele promovia soas, e desprezam-se todas as habilidades eexcluídas da convivência social, mesmo a inclusão, dizendo: “vinde a mim todos [...] capacidades nelas existentes.sendo criticado e julgado pelos que não porque o meu jugo é suave, e o meu fardo Precisamos perceber que as pessoas por-aceitavam a inclusão. Os exemplos deixados é leve” (Mt 11.28,30). Também curava aos tadoras de necessidades especiais são umapor Cristo e sua lição de vida nos ensinam sábados que era considerado o dia sagrado, verdadeira bênção para a nossa sociedade,a trabalhar a inclusão a partir da nossa re- onde nada podia ser realizado (Lc 14.1-6). nos ensinam a sermos mais humanos, solidá-alidade, rompendo com os velhos valores, Na parábola do Bom Samaritano (Lc rios, fraternos e espontâneos no desempenhocom os tradicionais costumes e repensando 10.25-37), Jesus mostra como deve ser nossa de sua tarefa aqui neste mundo, tanto pelanossa prática cristã, criando uma sociedade atitude diante das pessoas com necessidades, oportunidade de servir como deles mesmosmais justa e fraterna, onde todos tenham o sejam elas quais forem. Cristo quer ressaltar serem nelas servidores. Por isso, ressalto quedireito a vida e a felicidade. que o mais importante é o ser humano, e a inclusão é MISSÃO DE TODOS! m Cristo caminhou com pessoas, ouviu as não importando como este esteja. Todossuas ansiedades e necessidades; acolheu são amados por Deus para viver vida plena.aos necessitados e amparou os desampa- Somos chamados a remover as barreiras SEbaStIão SaNto PrEStES FroESrados. Ele, como o mestre da inclusão, nos que excluem as pessoas portadoras de neces- Integrador de Ed. Especial e Diversidade 31ª SDR/ GERED de Itapiranga, SCchama a este mesmo desafio nos dias de sidades especiais em nossa sociedade. “Os Escritor e pastor licenciado da IELBhoje. Na época, por causa da discriminação, grupos sociais deveriam estar embebidos da Reside em Iporã do Oeste , SCJesus pregava o Evangelho do Reino de consciência de sua condição de membros de www.sebastiaofroes.blogspot.com Mensageiro | abril 2011 15
  15. 15. | música na igreja | Texto e música: um bom casamento FOTO: LeAnDrO r. CAmArATTA Uma pessoa elogia a melodia cantada no culto. Ao ser perguntada sobre o que achou do texto, respondeu: “sabe que eu não sei!? Também não me importa. O importante é que essa melodia é linda”. Mais adiante, alguém elogia o texto de um hino, quando indagam: “observou a melodia e a interpretação?” “Não”, respondeu. “Olha, podem cantar qualquer coisa o importante é apenas o texto e nada mais.” Paulo brum Membro da Comissão de Culto da IELB Pastor e capelão de música da ULBRA E stimados leitores. As duas situa- ções mencionadas são hipotéti- cas, mas acredito que corriquei- mínimo, é engraçado entoar esta melodia meiro, o de impressão, de atmosfera, que ras entre nós: quando a letra fala com este texto de uma maneira alegre e ela já faz só com o instrumental... Mas o seu da majestade, do poder e da glória de Deus, rápida. A verdade da poesia sacra fica com- papel central no culto é o de expressão – é e é acompanhada de música majestosa prometida, a meu juízo. subsidiar o texto. E isso só acontece quando e poderosa; quando a letra fala do nosso Aliás, essa é a função mais importante há um bom casamento entre os dois. problema como pecador e é acompanhada da música no culto: ser subsídio para a Pala- É importante fazer uma leitura cuidado- de música que também diz a mesma coisa. vra. Lutero: “em nome da teologia, concedo sa do texto, tanto dos novos cânticos quanto Há alguns exemplos clássicos de maus à música o lugar maior no culto”. Ele não dos hinos impressos, e mais dos novos por- “casamentos” – vamos da música contem- está dizendo que a música é mais importan- que não foram ainda filtrados pelo tempo. porânea aos nos nossos hinos. O hino 93 do te que a Palavra ou que a teologia. A música Entendemos que a música contemporânea Hinário Luterano poderia ser um exemplo tem que ser subsídio para a Palavra; se não deve ter lugar no culto, e não somente o deste equívoco onde a letra de contrição e for, ela estará fora do contexto. coral e o órgão. Da mesma forma, entende- paixão é conduzida por uma melodia alegre mos que o coral “ruinzinho”, que cantava e “animada”. Parece que estamos “felizes” músIcAs boAs e RuIns há 20 anos, não deve ser substituído pela por todo o sofrimento de Cristo. Bom, no A música tem dois papéis no culto. Pri- banda da juventude também “ruinzinha” de16 M ensageiro | abril 2011
  16. 16. hoje. O coral “ruinzinho” necessita buscar em nosso meio. Não temos usado, geral- mente, agradava a Satanás; e o parâmetroser um bom coral, e a banda “ruinzinha” mente, os hinos porque eles subsidiam os disso era muito bem estabelecido. Nesseprecisa buscar ser uma boa banda. E assim, textos ou porque eles dão expressão àquele caso, mesmo o compositor fora da Igrejacada um deve encontrar seu lugar no culto: momento de culto. Os hinos muitas vezes quando escrevia dentro dos parâmetros dao lugar da banda, do grupo das senhoras, são uma espécie de descanso entre uma e música boa, dentro dos princípios da ordem,do conjunto masculino, etc., assim como o outra coisa que está acontecendo no culto. essa música agradava a Deus, mesmo quelugar do coral. Ou, a vítima maior da espera, é sempre um não fosse música com finalidade litúrgica. Seja como for, a música tem que estar cântico: “O pastor está atrasado, vamos can-assessorando a Palavra. Ela só tem utilidade tando uns hinos enquanto ele não chega”. músIcA de ImITAçãoali. E essa é uma tensão que encontramos Entendemos que seja a música incor- Será que a nossa música tem que ser porada no momento de culto e que haja, uma imitação da música secular? Não. primeiro, um trabalho muito consciente do Será que, então, estamos defendendo líder na escolha do que vai se cantar; depois, aqui que a gente só tem que cantar os velhos onde vai se cantar. Pois tudo é pregação e hinos do hinário? Também não. testemunho, tanto para nós que estamos Será que estamos dizendo que a música no culto como para os vizinhos e visitantes. contemporânea cristã não tem participação no culto? Também não. pARênTese no culTo Gostaríamos muito de ver outra vez a Quando começarmos a fazer isso, as música da Igreja liderando o movimento coisas ganharão uma nova dimensão. Por cultural; que ela fosse melhor e, nitidamen- exemplo, quando a banda deixar de ser te melhor. Isso não é impossível. Nós, no parêntese de culto. O que é parêntese? Brasil, tivemos infelizmente uma censura, Começa o culto, faz-se a leitura, e então, uma lacuna muito grande. Quando pesso- passa-se ao momento de louvor. Abre-se as procuravam por uma coisa nova, não o parêntese: o grupo vai para frente, afina tinham, não a encontravam. os instrumentos e dirige o louvor. Canta-se Ouvimos em nossas igrejas pessoas uma vez uma música com todos, depois só falando assim: “O rock não pode.” “Por as mulheres, então só os homens. Quarenta quê?” “Porque não.” “Mas por que não?” minutos depois, todo mundo em pé, fecha-se “Porque não e pronto.” “Esse instrumento o parêntese e o dirigente diz: “agora vamos não pode?” “Por que não?” “Porque não continuar o nosso culto...”. e pronto.” “Esse tipo de música não pode por compRomIsso causa disso, disso e disso.” Ou “porque tem com o dIvIno outra muito melhor, ouça”. Onde está essa Bach escrevia sua música com temor e parte? Não é só criticar: “esse conjunto é respeito. Tinha que ser perfeita porque era uma droga”. É mesmo, muitas vezes, mas para um Deus perfeito. Tanto que o pessoal onde está um melhor, ou como podemos vinha aprender tecnicamente com Bach, ou melhorar? – Lembrando que esse tipo de com os músicos da Igreja. O que reproduziam discussão e tensão acompanha todas as lá fora não era aquela boa música, nunca era. épocas. Os contemporâneos de hoje serão os Música sacra é a que é feita com a inten- tradicionais de amanhã. E os tradicionais de ção de ser sacra? Não sei. Pode ser sacra para hoje foram contemporâneos ontem. quem fez, pode não ser para quem a ouve. Estimados leitores. Falta mostrar como É muito difícil determinar isso hoje, porque fazer melhor, como fazer diferente; pegar A função mais não temos critérios tão comprometidos com a música quanto já houve em outros tempos. essa criatividade que está aí e multiplicar, ca- pacitar, investir, como era antes na época de importante da Sem falar que o som é uma linguagem que Bach. Mantendo a nossa herança do passado, precisa ser direcionada e que tem um poder vivendo o presente e direcionando o futuro música no culto é de impacto muito grande no ser humano. à luz do Evangelho. Sempre mantendo esse ser subsídio para a A música objetivamente boa era basea- bom casamento que é o TEXTO e a MÚSICA. da em princípios numéricos, da ordem, do Pensemos nisto! m Palavra de Deus. número, e agradava a Deus. Não interessava se ela tinha texto ou não, não interessava Fonte de pesquisa: se era sacra ou não. E havia também uma Revista Fides Reformata música objetivamente má e que, dualística- de Parcival Módolo Mensageiro | abril 2011 17
  17. 17. | aDiáforos | A Bandeira Cristã Uma vez que a bandeira não está vin- culada a nenhuma denominação religio- m msTime.CO sa específica ou à Igreja instituída, FOTO: DreA isso pode traduzir o pensamento de que a Igreja verdadeira é uma só: a comunhão de todos os que creem em Cristo, apesar de suas diferenças históricas, culturais e dogmáticas. E a simplicidade desta bandeira faz com que seja facilmente copiada por qualquer comunidade cristã. Um grande campo branco seria desacon- A selhado em Vexilologia convencional, pois Bandeira Cristã, como é conhe- No entanto, se aquela representa conceitos seria facilmente confundida com a bandeira cida em nosso meio, foi projeta- nacionais, esta simboliza conceitos cristãos. branca da rendição. No entanto, ao se colo- da no início do século XX para A bandeira tem um fundo branco, com car o quadrado azul com a cruz vermelha, representar toda a cristandade, uma cruz vermelha dentro de um quadrado restabelece-se uma simbologia, apesar da mas é adotada principalmente por igrejas azul, colocado no canto superior esquerdo. simplicidade, adequada ao objetivo. protestantes na América do Norte, África e O tom de vermelho sobre a cruz simboliza América Latina. Ela foi concebida em 26 de o sangue que Jesus derramou no Calvário, uso dA bAndeIRA setembro de 1897, nos Estados Unidos, por o azul representa o título de Jesus, Rei dos nAs IgReJAs Charles C. Overton. Reis, bem como a fidelidade e a verdade, e A bandeira foi rapidamente introduzi- Overton era responsável pela organiza- o branco representa a pureza. As dimensões da em várias denominações protestantes ção de um encontro de estudantes. Como da bandeira e o quadrado azul não têm americanas, e, na década de 1980, muitas o palestrante convidado não conseguiu especificações oficiais. igrejas tinham estabelecido regras para a chegar em tempo para o evento, Overton O símbolo mais visível da bandeira é a sua exibição dentro de seus templos. Du- se viu na incumbência de dar uma palestra cruz, o símbolo mais universal do cristianis- rante a Segunda Guerra Mundial, começou de improviso. Overton viu uma bandeira mo. Todos os cristãos creem que a morte e o costume de hastear a bandeira cristã dos Estados Unidos na frente da capela ressurreição de Jesus é o meio que Deus usa juntamente com a bandeira nacional. Assim, (um costume comum em muitas igrejas para salvar dos pecados. A cruz e o sangue ainda hoje, muitas igrejas exibem ambas americanas), e essa bandeira lhe serviu de foram usados desde cedo, entre os cristãos pri- as bandeiras dentro de seus templos – a da inspiração. Fez um discurso pedindo aos mitivos, para simbolizar a salvação através de Igreja e a nacional, mostrando assim o seu alunos que procurassem descrever a carac- Jesus, conforme as palavras do apóstolo Paulo respeito ao Estado onde atuam. terística que deveria ter uma bandeira se em Colossenses 1.20: “E que, havendo feito a Foram os missionários americanos que fosse a bandeira dos cristãos. paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, propagaram o uso da bandeira em todas Overton refletiu sobre seu discurso de reconciliasse consigo mesmo todas as coisas”. as suas missões no mundo. Ela pode ser improviso e sobre as reflexões colhidas O campo branco é inspirado no simbolis- vista hoje, dentro ou fora de muitas igrejas vários anos após. E em 1907, ele e Ralph mo encontrado em toda a Bíblia, equiparan- protestantes em todo o mundo, particular- Diffendorfer, secretário do Movimento Mis- do o branco e roupas brancas com pureza e mente na América Latina e África. sionário de Jovens Metodistas, projetaram perdão. Isaías 1.18, referindo-se ao perdão, Na Europa, poucas igrejas fazem uso dela. a bandeira e começaram a promovê-la em diz: “Eles se tornarão brancos como a neve”, As igrejas católicas, ortodoxas e outros grupos eventos cristãos. pois foram purificados de seus pecados. Em não protestantes, em geral, não costumam Vexilologia (disciplina que estuda o simbo- usar este símbolo em seus templos. m sImbolIsmo lismo das bandeiras) convencional, uma Desde a sua concepção, a Bandeira Cristã bandeira branca está intimamente ligada a Informações da Wikipédia foi inspirada na bandeira americana, por um tratado de não violência e paz, ou seja, e da Lutheran Cyclopedia, por Mário isso também tem o mesmo design e cores. a paz promovida por Cristo. Lehenbauer, Secretário de Projetos da IELB18 M ensageiro | abril 2011

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