Redes Sociais e a Comunicação Empresarial

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Trabalho de conclusão do curso de Pós Graduação em Comunicação Empresarial

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Redes Sociais e a Comunicação Empresarial

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEUESPECIALIZAÇÃO EM COMUNICAÇÃO EMPRESARIALREDES SOCIAIS E A COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Nome: RA nº Joyce Prestes Francisco 201080246 São Paulo 2011
  2. 2. 2 UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEUESPECIALIZAÇÃO EM COMUNICAÇÃO EMPRESARIALREDES SOCIAIS E A COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Banca Examinadora da universidade São Judas Tadeu, como exigência para a obtenção da especialização em Comunicação Empresarial, sob orientação do Profa. Ms. Virginia Pereira . São Paulo 2011
  3. 3. 3BANCA EXAMINADORA:___________________________________________________________________________________________________
  4. 4. 4Dedico este trabalho primeiramente a Deus, pois sem Elenada seria possível. Aos meus pais por todo esforço,dedicação e compreensão. Aos meus amigos pelo apoioincondicional e aos professores que sempre estiveramdispostos a ensinar.
  5. 5. 5 AGRADECIMENTOSMeu sincero agradecimento a todos aqueles que de alguma forma doaram um pouco de si paraque a conclusão deste trabalho fosse possível.Agradeço a Deus pela oportunidade de realizar este trabalho, sem Ele certamente nãoconseguiríamos.Aos meus pais pelo incentivo e colaboração, principalmente nos momentos de dificuldade.Ao Prof. João Vicente e para orientadora Profa. Ms. Maria Virginia Pereira, pelo incentivo,esclarecimento e por estar disposto a ajudar.
  6. 6. 6 RESUMOO estudo pretende esclarecer o significado das redes sociais que estão cada vez mais presentesnas estratégias de negócios das empresas e na vida particular de cada membro na sociedade erelacioná-las com a comunicação empresarial. O estudo é introduzido a partir do conceito deCibercultura, onde é possível entender melhor de onde surgiu essa ideia de compartilhamentoem rede, colaboração e conectividade. Em seguida refletimos sobre a internet, os negócios emvolta dela e a sociedade em rede. Para enfim, ser apresentado o conceito das redes sociais nainternet, suas características e sua relação com a comunicação empresarial.Palavras-chave: 1. redes sociais; 2. cibercultura; 3. internet; 4. comunicação empresarial
  7. 7. 7 ABSTRACTThis work has as goal to clarify the meaning of social media which come to be more and morepresent in companies’ business strategies and also in the private life of each member of oursociety, in order to analyze them according to business communication. The monograph isintroduced from the very concept f Cyberculture, where it’s possible to better understandwhere these network sharing, collaboration and connectivity ideas came from. Then, theInternet itself, the businesses around it and the network society will be debated. At last, theInternet social media concept will be presented, with its features and relationship to businesscommunication.Keywords: 1. Social media; 2. cyberculture; 3. internet; 4. Business communication
  8. 8. 8Quando você queralguma coisa, todo ouniverso conspira paraque você realize o seudesejo. (Paulo Coelho)
  9. 9. 9 SUMÁRIO PáginaIntrodução ........................................................................................................................ 10CAPÍTULO 1. Cibercultura .......................................................................................... 12 1.1 O que é Ciberespaço ............................................................................................... 12 1.1.1 A evolução do Ciberespaço …....................................................................... 13 1.1.2 O compartilhamento no Ciberespaço ............................................................ 14 1.2 O que é Cibercultura? ............................................................................................. 16 1.2.1 Princípios iniciais da Cibercultura ................................................................. 18CAPÍTULO 2. Internet ................................................................................................... 21 2.1 A história da internet .............................................................................................. 21 2.2 A internet e sua cultura ........................................................................................... 24 2.3 A internet e os negócios ......................................................................................... 26 2.4 A sociedade na internet .......................................................................................... 28CAPÍTULO 3. Redes Sociais na Internet ...................................................................... 30 3.1 O que são Redes Sociais? ....................................................................................... 30 3.2 Os mais populares sites de Redes Sociais .............................................................. 32 3.2.1 Orkut .............................................................................................................. 32 3.2.2 Facebook ........................................................................................................ 33 3.2.3 Twiter ............................................................................................................ 34 3.3 A comunicação empresarial e as Redes Sociais …................................................. 34CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 39REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 41
  10. 10. 10 INTRODUÇÃO Com a rápida evolução tecnológica e com a população cada vez mais interessada nosmeios digitais e envolvida com a geração “Y” e suas inovações, conseguimos observar que asorganizações estão diferenciando sua forma de comunicação para garantir um impacto maiore mais efetivo com seu público. E esse diferencial está cada dia mais voltado para o universoonline, especificamente o universo das tão faladas Mídias Sociais, o objetivo de buscarpresença nesse ambiente é simples - ganhar visibilidade, ser interativo e principalmenteinfluente. As redes sociais que sempre tiveram grande distância das empresas passaram aconquistar um espaço cada vez maior dentro dos planos de comunicação e marketing. Deacordo com pesquisa feita com 251 companhias, realizada pelo Instituto Brasileiro deInteligência de Mercado (Ibramerc), hoje no Brasil 65% das empresas apostam nas redessociais como ferramentas estratégias. Mesmo com esse número apontado pela pesquisa, muitas empresas ainda nãoentenderam a real importância das Mídias Sociais e esse novo canal continua sem espaçodentro da estratégia de comunicação e marketing, às vezes isso acontece por falta deentendimento e orientação de profissionais especializados ou até mesmo por resistência dealguns CIO’s que não estão antenados nas novas tendências que surgem no mercado As organizações que tem esse canal em suas estratégias, podem utilizá-las de diversasformas, por exemplo, como ferramentas de pesquisa, rede de relacionamento, canal demarketing e publicidade, reciclagem e informação, dentre outros, e o mais interessante é quedesenvolver ações dentro desse universo tem um custo baixo ou inexistente, além de potencialpara alcançar uma grande quantidade de pessoas e absorver informações importantes para aorganização, pois os usuários compartilharam suas ideias ou opiniões sobre a marca, serviços,produtos, concorrentes e etc. Entender os conceitos da comunicação ligados as Redes Sociais está sendo umaferramenta empresarial poderosa pois quando bem feita gera lucro e torna a organização maiscompetitiva, esse novo canal de comunicação e marketing está se tornando um grandediferencial ligando as empresas direto com seu público alvo. Chegamos a uma era onde ocompartilhamento de informação, a colaboração e o networking, são a bola da vez.
  11. 11. 11 No universo das Redes Sociais encontramos canais para diversos assuntos, desterelacionamento como o Par Perfeito até sobre livros como O Livreiro. Compartilhamento defotos como o Flickr ou de vídeos como Youtube. O objetivo desta monográfica cujas informações serão apresentadas no decorrer éapresentar as o conceito das redes sociais e suas características e como está a relação delascom a comunicação empresarial. Para desenvolvimento da obra, o 1º capítulo abordará todo o contexto teórico sobreCibercultura, afim de que possamos compreender e analisar como funciona esse ambienteonline, o 2º capítulo será abordado um breve histórico sobre a Internet e seu desenvolvimentoe no 3º capítulo será apresentado o conceito de redes sociais, às redes sociais na internet e suarelação com a comunicação empresarial.
  12. 12. 12 CAPÍTULO 1. Cibercultura 1.1 O que é Ciberespaço? O Ciberespaço é um espaço virtual onde acontece a comunicação entre pessoas pelomeio da tecnologia, ou seja, um ambiente onde não é necessária a presença do homem paraconstituir a comunicação. O ciberespaço é definido por Lévy (1999:17) sendo um novo meio de comunicaçãoque surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas ainfraestrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico deinformações que ela abriga, assim como os seres humano que navegam e alimentam ouniverso. A palavra “ciberespaço” foi inventada em 1984 por William Gibson em um romancede ficção científica titulada Neuromante. Neste livro, esse termo designava o universo dasredes digitais, descrito como campo de batalha entre as multinacionais, palco de conflitosmundiais, nova fronteira econômica e cultural. O ciberespaço de Gibson torna sensível ageografia móvel da informação, normalmente invisível. O termo foi imediatamente retomadopelos usuários e criadores de redes digitais (LÉVY, 1999:92). Lemos (2009) diz que autores consideram o ciberespaço como um espaço ilimitadoconstituído por redes informacionais planetárias, permitindo a circulação fora de qualquerconstrangimento. Ele seria um espaço puro, sem fricção, etéreo e virtual. No ciberespaço, oterritório rugoso e resistente é apagado, apenas subsistindo um espaço fluido, feito paracirculação. Contudo, embora ele efetivamente permita esse tipo de circulação, o ciberespaço étambém um espaço estriado, institucionalizado, controlado, feito por protocolos de acessos apartir de senhas informacionais, organizado por padrões tecnológicos geridos pelo ICANN,instituição do Departamento de Comércio Americano. O ciberespaço não é um territórioapenas liso, mas também um território de controle e vigilância, ou seja, um lugar deterritorialização. O ciberespaço é um espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial doscomputadores e das memórias dos computadores, essa definição inclui o conjunto dossistemas de comunicação eletrônicos, na medida em que transmitem informaçõesprovenientes de fontes digitais, pois ela condiciona o caráter plástico, fluido, calculável com
  13. 13. 13precisão e tratável em tempo real, resumindo, virtual da informação que é, para Lévy, a marcadistintiva do ciberespaço (LÉVY, 1999:92) . O ciberespaço pode ser, portanto, considerado como uma virtualização da realidade,uma migração do mundo real para um mundo de interações virtuais. A desterritorialização,saída do "agora" e do "isto" é uma das vias régias da virtualização, por transformar a coerçãodo tempo e do espaço em uma variável contingente. Esta migração em direção a uma novaespaço-temporalidade estabelece uma realidade social virtual, que, aparentemente, mantendoas mesmas estruturas da sociedade real, não possui, necessariamente, correspondência totalcom esta, possuindo seus próprios códigos e estruturas (GUIMARÃES,1997). 1.1.1 A evolução do Ciberespaço De acordo com Lévy (1999:31) os primeiros computadores surgiram na Inglaterra enos Estados Unidos em 1945. Por muitos anos reservados aos militares para cálculoscientíficos e o seu uso cível disseminou-se durante os anos 60. Os computadores ainda eramgrandes máquinas de calcular e a informática servia aos cálculos científicos, as estatísticas dosEstados e das grandes empresas ou tarefas pesadas de gerenciamento. Nos anos 70, o desenvolvimento e a comercialização do microprocessador dispararamdiversos processos econômicos e sociais de grande amplitude. Eles abriram uma nova fase naautomação industrial como robótica, linhas de produção flexíveis, como tambémpresenciaram o princípio da automação de alguns setores do terciário, como bancos,seguradoras e etc. Desde então, a busca sistemática de ganhos de produtividade por meio devárias formas de uso de aparelhos eletrônicos e redes de comunicação foi tomando conta doconjunto de atividades econômicas. (LÉVY, 1999:31). Nesta mesma época, segundo Lévy (1999:31), um movimento social que estavaaparecendo na Califórnia na efervescência da “contracultura” tomou poder dessas novaspossibilidades técnicas e inventou o computador pessoal, desde período em diante, ocomputador iria ganhar novos campos, saindo dos serviços de processamento de dados degrandes empresas e tornando-se de criação, organização, simulação e de diversão nas mãos dacrescente população dos países desenvolvidos. Já nos anos 80, a informática perdeu um pouco seu status de técnica e de setorindustrial particular para começar a fundir-se com as telecomunicações, a editoração, o
  14. 14. 14cinema e a televisão. A digitalização penetrou primeiro na produção e gravação de músicas,mas logo sem seguida novas formas de mensagens “interativas” apareceram, como osvideogames, interfaces gráficas e sensório-motoras e o surgimento dos hiperdocumentos(LÉVY, 1999:32). Segundo Lévy (1999:32), no final dos anos 80 e início dos anos 90, um movimentosócio-cultural originado por jovens profissionais das grandes metrópoles tomou rapidamenteuma dimensão mundial. As diferentes redes de computadores que se formaram desde o finaldos anos 70 se juntaram umas ás outras e o número de pessoas e computadores conectados ainter-rede cresceu de uma forma muito rápida. Então, as tecnologias digitais surgiram como ainfra-estrutura do ciberespaço, um novo espaço de comunicação, de sociabilidade, deorganização e de transação, mas principalmente como um novo mercado da informação e doconhecimento. As projeções sobre os usos sociais do virtual, diz Lévy (1999:33), devem integrar essemovimento permanente de crescimento de potência, de redução nos custos e dedescompartimentalização. Todos os fatores levam a crer que estas três tendências vãocontinuar no futuro, mas em contrapartida, é impossível prever as mutações qualitativas quese aproveitarão desta onda, bem como a maneira que a sociedade irá apropriar-se delas ealterá-las. É neste ponto que projetos divergentes podem confrontar-se. Um computador conectado ao ciberespaço pode recorrer às capacidades de memória ede calculo de outros computadores da rede, que por sua vez, fazem o mesmo, e também aoutros tantos aparelhos distantes de leitura e exibição de informação. O computador não émais um centro, e sim um nó, um componente da rede universal calculante, cujo centro estáem toda parte e a circunferência em lugar algum, um computador hipertextual, vivo,fervilhante, disperso, inacabado: o ciberespaço em si (LÉVY, 1999:44). 1.1.2 O compartilhamento no Ciberespaço O ciberespaço, segundo Lévy (1999:93), tem como uma de suas principais funções oacesso à distância aos diversos recursos de um computador, por exemplo, com uma permissãoe ajuda de um pequeno computador pessoal, é possível conectar-se a um enorme computadorsituado a milhares de quilômetros e fazer com que ele execute em alguns minutos ou horas,cálculos que levaria dias ou meses para serem executados, ou seja, não é necessário ter um
  15. 15. 15grande computador no local, basta que a potência de cálculo esteja disponível em algum lugarno ciberespaço. Com um terminal preparado para esse fim, é possível acessar o conteúdo de bancos dedados ou de uma memória de um computador distante, com um software de interfaceapropriado e uma taxa de transmissão adequada, tudo acontece como se os dados estivessemna memória do próprio computador pessoal. Uma vez que uma informação pública seencontra no ciberespaço, ela está virtual e a disposição, independentemente das coordenadasespaciais de um suporte físico, assim, tornando-se possível que comunidades dispersaspossam comunicar-se por meio de compartilhamento de uma telememória na qual cadamembro lê e escreve independente da posição geográfica do indivíduo (LÉVY, 1999:93). Uma função importante, descrita por Lévy (1999:93), do ciberespaço é a transferênciade dados ou upload, que consiste em copiar um pacote de informações de uma memóriadigital para outra. Entre os arquivos que é possível copiar à distância, existem os programas,ou seja, a transferência de arquivos permite a distribuição muito rápida, por intermédio dopróprio canal do ciberespaço, dos programas que melhoram seu funcionamento. Foi destaforma, que grande parte dos programas otimizaram a comunicação entre computadores e apesquisa de informações no ciberespaço. Outra importante manifestação do ciberespaço é o correio eletrônico, o e-mail. Ocorreio eletrônico permite enviar, de uma só vez, uma mesma mensagem a uma lista decorrespondentes, bastando indicar essa lista. Se um membro de um grupo de pessoas possui alista de endereços eletrônicos dos outros, surge a possibilidade de comunicação de coletivopara coletivo: cada um pode emitir para a totalidade do grupo e sabe que os outros tambémreceberão a mensagem (LÉVY, 1999:95). O e-mail se tornou um dos principais canais de comunicação hoje, sendo uma dasinterfaces do ciberespaço utilizado desde a comunicação formal de uma organização atérecado de amigos, etc., utilizado para propagação de ideias, boatos, propaganda, tornando-seuma forma de comunicação sem precedentes na história, onde as barreiras de tempo e espaçosão inexistentes (JORGE, et. al., 2011). Mais complexo que o simples correio eletrônico, um sistema de conferênciaseletrônicas, é um dispositivo sofisticado que permite que grupos de pessoas discutam assuntosespecíficos, neste tipo de sistema as mensagens não são dirigidas a pessoas, mas sim a temasou sub-temas. Alguns sistemas de mensagens e conferências eletrônicas funcionam apenas em
  16. 16. 16redes especializadas de grandes empresas, contudo, existem estabelecimento de conexõesentre sistemas locais e o grande sistema de conexão das redes que é a Internet (LÉVY,1999:99). Com as comunidades virtuais, ocorreram modificações significativas nas relaçõessociais valendo-se das possibilidades do Ciberespaço, relações profissionais e afetivas agorapodem ser feitas por meio virtual nestas comunidades (JORGE, et. al., 2011). As redes de redes, como descreve Lévy (1999:100) em seu estudo, permite o acesso aum número enorme de conferências eletrônicas, essas conferências são chamadas de“newsgroups” ou “news”. Ao dar uma visibilidade a estes grupos de discussão, que são feitose desfeitos o tempo todo, o ciberespaço torna-se uma forma de contatar pessoas não mais emfunção de seu nome ou de sua posição geográfica, mas sim a partir de seus interesses. Segundo Jorge et al. (2011) o hipertexto é uma forma não linear de apresentar econsultar informações vinculando outras contidas em seus documentos, assim criando umarede de associações através de Hiperlinks. Esta é a forma de apresentação da informação noCiberespaço, onde as barreiras textuais são rompidas e dá ao usuário autonomia de navegaçãopara solucionar sua lacuna informacional. Em resumo, o ciberespaço permite a combinação de diversos modos de comunicação,onde encontramos, em graus de complexidade crescente: o correio eletrônico, as conferênciaseletrônicas, o hiperdocumento compartilhado, os sistemas avançados de aprendizagem ou detrabalho cooperativo e, enfim, os mundos virtuais multiusuários (LÉVY, 1999:104). O ciberespaço, definido por Lévy (1999:17), é o novo meio de comunicação que surgeda interconexão mundial dos computadores, o nome especifica a infra-estrutura material dacomunicação digital e também o universo oceânico de informações que ela abriga, assimcomo os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. 1.2 O que é Cibercultura? Vamos situar o nascimento da cibercultura no surgimento da microinformática nametade dos anos 70, ela surge como os impactos socioculturais da microinformática. Mais doque uma questão tecnológica, o que vai marcar a cibercultura não é somente o potencial dasnovas tecnologias, mas sim uma atitude que, no meio dos anos 70, influenciada pelacontracultura americana, acena contra o poder tecnocrático (LEMOS, 2004:101).
  17. 17. 17 Recombinar, copiar, apropriar e mesclar diversos elementos, de acordo com Lemos(2009), não é nenhuma novidade no campo da cultura. Toda cultura é uma formação dehábitos, costumes e processos sócio-técnico-semióticos que se dão sempre a partir doacolhimento de diferenças e no trato com outras culturas, ou seja, a re-combinação dediversos elementos é sempre um traço constitutivo de toda formação cultural. E por outrolado, toda tentativa de fechamento sobre si acarreta empobrecimento, homogeneidade emorte. A cultura necessita, para se manter vibrante, forte e dinâmica, aceitar e ser, permeável aoutras culturais. Esse processo já vem acontecendo desde as culturas mais “primitivas” até acultura contemporânea, a cibercultura. Portanto, não é a recombinação em si a grandenovidade, mas sim, a forma ,velocidade e o alcance global desse movimento. Os diversos meios de comunicação (correio, televisão, imprensa e etc.) formam apartir de agora a extremidade imperfeita, os apêndices parciais e sempre diferentes de umespaço de interconexão aberto, animado por comunicações transversais, caótico,turbilhonante, movido por processos magmáticos de inteligência coletiva. A densidade doslinks e a rapidez de circulação são tão grandes que os atores da comunicação não possuemmais dificuldade séria para compartilhar o mesmo contexto, ainda que essa situação sejaligeiramente escorregadia e confusa (LÉVY, 1999:118). Segundo Lemos (2009) as novas tecnologias de comunicação e informação serãovetores de agregação social e de recombinações de informações sobre formatos variados,podendo ser textos, imagens fixas e animadas e sons. A cultura “pós-massiva” das redes emexpansão com sites, blogs e redes de relacionamento como o Orkut, troca de fotos comoFlickr e compartilhamento de vídeos e música em sistemas como YouTube, mostra muitobem o movimento de recombinação cultural em um território eletrônico em crescimentoplanetário. Como dito por Lemos (2009), a cultura contemporânea é um território recombinante.A novidade não é a recombinação em si, mas sim o seu alcance. Para compreender esseprocesso, devemos tentar encontrar princípios que o norteiam. Podemos dizer, a título dehipótese, que há três leis que estão na base do processo cultural atual da cibercultura: aliberação do polo da emissão, o princípio de conexão em rede e a consequente reconfiguraçãosociocultural a partir de novas práticas produtivas e recombinatórias. A cibercultura dá forma a um novo tipo de universal: o universal sem totalidade, dizLévy (1999:119), trata-se ainda de um universal, acompanhado de todas as ressonâncias
  18. 18. 18possíveis de sentem encontradas com a filosofia das luzes, uma vez que possui uma relaçãoprofunda com a ideia de humanidade. Assim, o ciberespaço não produz uma cultura douniversal porque de fato está em toda parte, e sim porque sua forma e/ou ideia implicam dedireito o conjunto dos seres humanos. A cibercultura cria uma estrutura midiática ímpar na história da humanidade, na qual,pela primeira vez, qualquer indivíduo pode produzir e publicar informação em tempo real, sobdiversos formatos, adicionar e colaborar em rede com outros, reconfigurando a indústriacultural (“massiva”). Os exemplos são numerosos, blogs, podcasts, sistemas peer to peer,softwares livres, softwares sociais, arte eletrônica e etc. Trata-se de crescente troca eprocessos de compartilhamento de diversos elementos da cultura a partir das possibilidadesabertas pelas tecnologias eletrônico-digitais e pelas redes telemáticas contemporâneas(LEMOS:2009). A cibercultura, definida por Lévy (1999:17), especifica o conjunto de técnicas, depráticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamentecom o crescimento do ciberespaço. 1.2.1 Princípios iniciais da Cibercultura De acordo com os estudos de Lévy (1999:127), existem três princípios que orientaramo crescimento inicial do ciberespaço: a interconexão, a criação de comunidades virtuais e ainteligência coletiva. Uma das pulsões mais fortes na origem do ciberespaço é a da interconexão. Para acibercultura, a conexão é sempre preferível ao isolamento e o horizonte técnico do movimentoda é a comunicação universal, ou seja, cada computador do planeta, máquina, aparelho,automóvel, deve possuir um endereço na Internet, este por sua vez, é o imperativo categóricoda cibercultura. Junto com o crescimento das taxas de transmissão, a tendência à interconexãoprovoca uma mutação na comunicação: passamos das noções de canal e de rede a umasensação de espaço envolvente (LÉVY, 1999:127). Lévy (1999:127) defende que os veículos de informação não estariam mais no espaço,mas por meio de mudanças todo o espaço se tornaria um canal interativo. A ciberculturaaponta para uma civilização da telepresença generalizada, que vai além de uma física dacomunicação, mas sim a constituição de uma humanidade contínua, sem fronteiras, que cava
  19. 19. 19um meio informacional oceânico, onde mergulha os seres e as coisas em um mar decomunicação interativa. A interconexão cria um universal por contato. O segundo princípio da cibercultura descrito por Lévy (1999:127), prolonga oprimeiro, já que o desenvolvimento das comunidades virtuais se apoia na interconexão. Umacomunidade virtual é construída a partir de interesses em comum, em um processo decooperação ou troca, independentemente das proximidades geográficas e das filiaçõesinstitucionais. Longe de serem frias, as relações on-line não excluem as emoções fortes, nem aresponsabilidade individual nem a opinião e seu julgamento desaparecem no ciberespaço. Acomunicação através de redes de computadores não substituí pura e simplesmente osencontros físicos, elas apenas se complementam. Nas comunidades virtuais é desenvolvida uma forte moral social, um apanhado de leis– mesmo que não escritas – regem as relações dos participantes, isso refere-se, antes de maisnada, à pertinência das informações. Essas “regras implícitas” são percebidas a todos os queparticipam, mesmo que forem recém-chegados. Não se deve enviar uma mensagem dedeterminado assunto a uma conferência eletrônica que trata de outro assunto. É semprerecomendável consultar a memória da conferência antes, assim evitando fazer perguntas quejá possuem respostas disponíveis. A publicidade comercial é desaconselhável, em geral,desencorajada na maioria dos fóruns eletrônicos. Percebe-se que as regras tendemprincipalmente a fazer com os outros não percam seu tempo. A moral, mesmo que implícita,da comunidade virtual é a reciprocidade, se aprendermos algo lendo as trocas de mensagem, épreciso também repassar os conhecimentos que dispomos quando uma pergunta on-line ostorna úteis. A “simbólica” vem da reputação de competência que é constituída a longo prazona “opinião pública” da comunidade virtual. Os ataques ou argumentações ofensivas a outrosusuários não são permitidas e os que fazem isso de forma repetitiva são banidos destascomunidades virtuais pelos administradores de sistemas a pedido dos organizadores dasconferências eletrônicas. Com exceção a esses casos específicos, a liberdade de palavra éencorajada e os internautas são opostos a qualquer tipo de censura (LÉVY, 1999:128). A maioria das comunidades virtuais estrutura a expressão assinada de seus membrosfrente a leitores capazes de responder, diz Lévy (1999:129), assim longe de encorajar airresponsabilidade ligada ao anonimato, às comunidades virtuais exploram novas formas deopinião pública. Portanto as “comunidades virtuais” realizam de fato uma verdadeiraatualização – no sentido de criar um contato efetivo – de grupos humanos que eram apenas
  20. 20. 20potencias antes do aparecimento do ciberespaço, ela descreve, no geral, os fenômenos decomunicação coletiva no ciberespaço. A cibercultura é a expressão de uma construção em torno de um laço social, que nãoseria fundado sobre links territoriais, relações institucionais, relações de poder, entre outros,mas sim sobre o compartilhamento do saber, sobre a aprendizagem cooperativa e sobre osprocessos abertos de colaboração. O apetite para as comunidades virtuais encontra um idealde relação humana livre, portanto, as comunidades virtuais são os motores do universal porcontato. O terceiro e último princípio da cibercultura estudado por Lévy (1999:131) é o dainteligência coletiva, seria uma perspectiva espiritual, que foi estudado por diversosvisionários na década de 60. A inteligência coletiva constitui mais um campo de problemasdo que soluções. Todos reconhecem que o melhor uso do ciberespaço é colocar em harmoniaos saberes, as imaginações, daqueles que estão conectados a ele, mas surgem diversasquestões como aponta Lévy: Mas em qual perspectiva? De acordo com qual modelo? Trata-se de construir colmeias ou formigueiros humanos? Desejamos que cada rede dê luz um “grande animal” coletivo? Ou i objetivo é, ao contrário, valorizar as contribuições pessoas de cada e colocar os recursos dos grupos a serviço dos indivíduos? A inteligência coletiva é um modo de coordenação eficaz na qual cada um pode considerar-se como um centro? Ou, então, desejamos subordinar os indivíduos a um organismo que os ultrapassa? O coletivo inteligente é dinâmico, autônomo, emergente, fractal? Cada um dentre nós se torna uma espécie de neurônio de um mega-cérebro planetário ou então desejamos constituir uma multiplicidade de comunidades virtuais nas quais cérebros nômades se associam para produzir e compartilhar sentido? (LÉVY, 1999:131). Essas alternativas, que coincidem-se parcialmente explica Lévy (1999:131), definemalgumas das linhas de fratura que recortam o projeto e a prática da inteligência coletiva. Aextensão do ciberespaço transforma as restrições que haviam ditado à filosofia política, asciências da administração e etc. Atualmente, várias restrições desapareceram devido àdisponibilidade de novas ferramentas de comunicação e de coordenação, tornando-se assim,mais que uma solução, pois a inteligência coletiva é um campo aberto de problemas epesquisas práticas.
  21. 21. 21 CAPÍTULO 2. Internet 2.1 A história da Internet As origens da internet podem ser encontradas na Arpanet uma rede de computadoresmontada pela Advanced Research Projects Agency (ARPA) em setembro de 1969. A Arpanetera um pequeno programa que fazia parte do Information Processing Tecniques Office (IPTO)– que era um dos departamentos da ARPA. O objetivo da Arpanet era estimular a pesquisa emcomputação interativa e sua criação foi justificada por seu primeiro diretor, Joseph Licklider,como uma maneira de permitir aos vários centros de computadores e grupos de pesquisa quetrabalhavam para a ARPA compartilhar on-line tempo de computação (CASTELLS, 2003:13). De acordo com Castells (2003:14) para montar uma rede interativa de computadores, oIPTO utilizou uma tecnologia revolucionária de transmissão de telecomunicações, acomutação por pacote. Os primeiros nós da rede em 1969 estavam na Universidade daCalifórnia em Los Angeles, na Universidade da Califórnia em Santa Barbara e naUniversidade de Utah, em 1971, havia 15 nós, a maioria em centros universitários depesquisa. O projeto da Arpanet foi implementada por Bolt, Beranek and Newman (BBN), umafirma de engenharia acústica que passou a realizar trabalhos em ciência da computaçãoaplicada e em 1972, a primeira demonstração bem-sucedida da Arpanet foi apresentada emuma conferência internacional em Washington. O próximo passo foi tornar possível a conexão da Arpanet com outras redes decomputadores, começando pela PRNET e a SATNET, que eram redes de comunicação que aARPA administrava e com isso foi introduzido um novo conceito: uma rede de redes. Em1973, dois cientistas da computação Robert Kahn , da ARPA, e Vint Cerf, então naUniversidade Stanford, escreveram um artigo delineando a arquitetura básica da Internet. Opasso seguinte foi conseguir, em 1973 em um seminário em Stanford, protocolos decomunicação padronizados, para que as redes conseguissem falar uma com as outras. Em1978, Cerf, Postel e Croker, dividiram o TCP (Protocolo de controle de transmissão) em duaspartes, acrescentando um protocolo intra-rede (IP), o que gerou o protocolo TCP/IP, o padrãoque a Internet continua utilizando até hoje (CASTELLS, 2003:14). Segundo Castells, em 1975 a Arpanet foi transferida para a Defense CommunicationAgency (DCA), porém em 1983 o Departamento de Defesa, preocupado com a segurança,
  22. 22. 22resolveu criar uma rede independente para usos militares específicos e a Arpanet tornou-se aARPA-INTERNET, e foi dedicada à pesquisa. Em 1990, a Arpanet já obsoleta foi retirada deoperação. Com a tecnologia de redes de computadores sob domínio público, e astelecomunicações em ritmo desregulado, a National Science Foundation (NSF) decidiuprivatizar a Internet. Em 1990 a maioria dos computadores nos EUA tinha capacidade deentrar em rede, o que abriu caminhos para a difusão da interconexão de redes e em 1995 aoperação privada da Internet começou a avançar. Na década de 90 novas portas de comunicação foram sendo criadas, como diz Castells: No início da década de 1990 muitos provedores de serviços da Internet montaram suas próprias redes e estabeleceram suas próprias portas de comunicação em bases comerciais. A partir de então, a Internet cresceu rapidamente como uma rede global de redes de computadores. O que tornou isso possível foi o projeto original da Arpanet, baseado numa arquitetura em múltiplas camadas, descentralizada, e protocolos de comunicação abertos. Nessas condições a Net pôde se expandir pela adição de novos nós e a reconfiguração infinita da rede para acomodar necessidades de comunicação. A Arpanet não foi o único braço da Internet como a conhecemos, diz Castells(2003:15), o formato atual é resultado de uma tradição de base de formação de redes decomputadores. Em 1977, dois estudantes de Chigago, Ward Cgristensen e Randy Suess,escreveram um programa chamado MODEM, que permitia a transferência de arquivos entreseus computadores pessoais, um ano depois, desenvolveram o Computer Bulletin BoardSystem, que permitia aos computadores armazenar e transmitir mensagens. Em 1983, naCalifórnia, Tom Jennings, criou seu próprio programa de bulletin board systems (BBS), oFIDO e iniciou uma rede de BBSs, a FIDONET. Embora isso apresente uma mínima fraçãodo uso total da Internet, a prática do BBSs e a cultura do FIDONET foram fatores queinfluenciaram na configuração da Internet global. Ainda hoje, a FIDONET ainda é utilizada: Até hoje a FIDONET é a rede de comunicação por computadores mais barata e mais acessível no mundo, baseando-se em PCs e ligações por linhas telefônicas convencionais. Em 2000, compreendia mais de 40.000 nós e cerca de três milhões de usuários.
  23. 23. 23 Uma tendência decisiva na formação de redes de computadores veio da comunidadeUNIX. O Unix, um sistema operacional desenvolvido pelo Laboratórios Bell, foi liberado em1974 para universidades, com código-fonte, com permissão de alteração da fonte. O sistemaacabou se tornando a língua franca da maior parte dos departamentos de ciência dacomputação, em 1978, Bell distribuiu seu programa chamado UUCP (UNIX-to-UNIX copy)permitindo a outros computadores que copiassem arquivos uns dos outros. Com base nesteprograma, em 1979 foi desenvolvido, na Califórnia por quatro estudantes (Truscott, Ellis,Bellavin e Rockwell), um programa para comunicação entre computadores UNIX e umaversão aperfeiçoada foi distribuída gratuitamente em uma conferência de usuários em 1980,assim, permitindo a formação de redes de comunicação entre computadores- a Usenet News -fora do backbone da Arpanet, ampliando consideravelmente a prática da comunicação entrecomputadores (CASTELLS, 2003:16). A Usenet News, como descrito por Castells (2003:16), chegou ao departamento deciência da computação na Universidade da California em Berkeley em 1980, onde estudantestrabalhavam com adaptações e aplicações do UNIX. Como a Berkeley era um nó da Arpanet,esse grupo de estudantes desenvolveu um programa para fazer uma ponte entre essas duasredes, tornando as duas tradições se fundiram e várias redes de computadores passaram a secomunicar, muitas vezes partilhando o mesmo backbone (cortesia de uma universidade).Essas redes se juntaram na forma da Internet. Em 1991, de acordo com os estudos de Castells (2003:17), Linus Torvalds, umestudante de 22 anos, desenvolveu um novo sistema operacional baseado no UNIX, chamadoLINUX, e distribuiu gratuitamente pela Internet, pedindo para que outros usuários ajudassemno aprimoramento do sistema, mandando os resultados obtidos de volta para a Net. Oresultado foi o desenvolvimento de um robusto sistema operacional, a tal ponto que o Linux éatualmente considerado um dos sistemas mais avançados do mundo, em particular para acomputação baseada na Internet. O desenvolvimento da www, que é uma aplicação de compartilhamento de informaçãocriada em 1990 por Tim Berners-Lee, foi o que permitiu a Internet abarcar o mundo. Eledefiniu e implantou o software quer permitia obter e acrescentar informação de e paraqualquer computador conectado pela Internet: HTTP, MTML e URI (mais tarde chamado deURL). Em colaboração com Robert Cailliau, Berners-Lee criou um programa
  24. 24. 24navegador/editor, e chamou esse sistema de hipertexto de world wide web, a rede mundial(CASTELLS, 2003:18). Houveram diversas tentativas de navegadores comerciais, conforme descreve Castells(2003:19), mas em 1995 a Microsoft descobriu a Internet e junto com seu software Windows95, lançaram seu próprio navegador, o Internet Explorer, que foi baseado em tecnologiadesenvolvida por uma pequena companhia, a Spyglass. Assim, em meados da década de 90, aInternet estava privatizada e dotada de uma arquitetura aberta, que permitia a interconexão detodas as redes de computadores em qualquer lugar do mundo. 2.2 A Internet e sua cultura A cultura da Internet é a cultura que foi criada pelos usuários da própria Internet, comoexplica Castells: A cultura da Internet é a cultura dos criadores da Internet. Por cultura entendo um conjunto de valores e crenças que formam o comportamento; padrões repetitivos de comportamento geram costumes que são repetidos por instituições, bem como por organizações sociais informais. Embora explícita, a cultura é uma construção coletiva que transcende preferências individuais, ao mesmo tempo em que influência as práticas das pessoas no seu âmbito, neste caso os produtores/usuários da Internet (CASTELLS, 2003:34). De acordo com Castells (2003:34), a cultura da Internet caracteriza-se por umaestrutura em quatro camadas: a cultura tecnomeritocrática, a cultura hacker, a culturacomunitária virtual e a cultura empresarial. Unidas elas contribuem para uma ideologia daliberdade que é disseminada na Internet, essas camadas culturais estão hierarquicamentedispostas: A cultura tecnomeritocrática especifica-se como uma cultura hacker ao incorporar normas e costumes a redes de cooperação voltadas para projetos tecnológicos. A cultura comunitária virtual acrescenta uma dimensão social ao compartilhamento tecnológico, fazendo da Internet um meio de interação social seletiva e de integração simbólica. A cultura empresarial trabalha, ao lado da cultura hacker e da cultura comunitária, para difundir práticas da Internet em todos os domínios da sociedade como meio de ganhar dinheiro (CASTELLS, 2003:34). .
  25. 25. 25 Sem a cultura tecnomeritocrática, os hackers não passariam de uma comunidadecontracultural específica de geeks (peritos ou especialistas em computadores) e nerds (pessoasexclusivamente voltadas para atividades científicas). Sem a cultura hacker, não haveriadiferença entre as redes comunitárias na Internet e outras redes comunitárias alternativas.Assim como, sem a cultura hacker e os valores comunitários, a cultura empresarial não podeser caracterizada como específica da Internet (CASTELLS, 2003:35). A cultura tecnomeritocrática, conforme Castells (2003:36), trata-se de uma cultura dacrença no bem ligado ao desenvolvimento científico e tecnológico como um elemento dedecisão no progresso da humanidade. Portanto, está em uma relação de continuidade diretacom o Iluminismo e a Modernidade, nessa cultura, o mérito resulta da contribuição para oavanço de um sistema tecnológico, que é a interconexão de computadores - a essência daInternet, que cria um bem comum para a comunidade de seus descobridores. Essa comunidadetem como missão construir e desenvolver um sistema de comunicação eletrônico global queuna computadores e pessoas numa relação simbiótica e cresça exponencialmente porcomunicação interativa. A cultura Hacker desempenha um papel importante na construção da Internet por duasrazões: pode-se sustentar que é o ambiente criador de inovações tecnológicas mediante acooperação e a comunicação livre; e que faz a ponte entre o conhecimento originado nacultura tecnomeritocrática e os subprodutos que espalham a Internet na sociedade em geral(CASTELLS, 2003:38). Os hackers não são malfeitores como muitos dizem, explica Castells: Os hackers não são como a mídia diz que são. Não são uns irresponsáveis viciados em computador empenhados em quebrar códigos, penetrar em sistemas ilegalmente, ou criar o caos no tráfego dos computadores. Os que se comportam assim são chamados “crackers”, e em geral são rejeitados pela cultura hacker [...] (CASTELLS, 2003:38). Ao ver de Castells (2003:38), a cultura hacker diz respeito ao conjunto de valores ecrenças que emergiu das redes de programadores de computador que interagiam on-line emtorno de sua colaboração em projetos autonomamente definidos de programação criativa. Deuma maneira analítica, devemos reconhecer a diversidade do mundo dos hackers enfatizandoo que une todos os seus membros acima de ideologias: a crença compartilhada no poder da
  26. 26. 26interconexão de computadores e a determinação de manter essa autoridade tecnológica comoum bem comum. Apesar de tudo, à medida que as comunidades virtuais ganharam espaço em tamanho ealcance, suas conexões originais com a contracultura enfraqueceram. O mundo social daInternet é tão variado e contraditório quanto à própria sociedade, assim, as comunidadesvirtuais não representam um sistema relativamente harmônico de valores e normas sociais,como é o caso da cultura hacker. Apesar disso, essas comunidades trabalham com base emduas características fundamentais comuns, a primeira delas é o valor da comunicação livre, ouseja, a prática livre da expressão global, essa liberdade de expressão de muitos para muitos foicompartilhada por usuários da Net desde o princípio da comunicação on-line, e tornou-se umdos valores que se estendem por toda a Internet. O segundo valor compartilhado que aparecedas comunidades virtuais é a formação independente de redes, isto é, a possibilidade dada aqualquer pessoa de encontrar sua própria destinação na Net, e, não a encontrando, de criar edivulgar sua própria informação, induzindo assim a formação de uma rede (CASTELLS,2003:46). Segundo Castells (2003:49), não seria muito dizer que a Internet transformou asempresas do mesmo modo, se não mais, que as empresas transformaram a Internet. A culturaempresarial é, acima de tudo, uma cultura do dinheiro. E de dinheiro em grande quantidade,onde qualquer esforço vale a pena, mas também uma cultura do trabalho compulsivo eincessante. Mais significativo que a dominação da Internet pelos negócios por volta da viradado século é o tipo de organização que a Internet ajudou a criar. Esse tipo de culturaempresarial atravessa linhas étnicas, uma vez que é precisamente mais multiétnica e globalque qualquer cultura empresarial da história. O individualismo é a regra; assim, deixadossozinhos consigo mesmos, os empresários usam sua dose extra de adrenalina para aumentarseu impulso de destruição criativa, que acaba levando à criação destrutiva. A atividadeempresarial, como dimensão essencial da cultura da Internet, chega com uma nova distorçãohistórica: Cria dinheiro a partir de ideias, e mercadoria a partir de dinheiro, tornando tanto o capital quanto a produção dependentes do poder da mente (CASTELLS, 2003:52). A contribuição da cultura empresarial, segundo Castells (2003:53) foi/é indispensávelá dinâmica cultural de diversas camadas geradas pelo mundo da Internet.
  27. 27. 27 Por fim, a cultura da Internet é uma cultura feita de uma convicção tecnocrática nodesenvolvimento dos seres humanos através da tecnologia, levado por uma comunidade dehackers que melhoram a criatividade tecnológica livre e aberta, gravada em redes virtuais quepretendem recriar a sociedade, e materializada por empresários movidos a dinheiro nasengrenagens da nova economia (CASTELLS, 2003:53). 2.3 A Internet e os negócios De acordo com Castells (2003:56), em uma sociedade em que empresas privadas são aprincipal fonte de criação de riquezas não é de surpreender que, depois que a tecnologia daInternet esteve disponível na década de 90, o compartilhamento mais rápido, mais abrangentede seus usos tenha ocorrido n domínio dos negócios. A Internet está mudando a prática dasempresas em sua relação com fornecedores e compradores, em sua administração e em muitosoutros fatores. Os usos de maneira correta da Internet tornaram-se uma fonte de produtividadee competitividade o mercado de negócios. A importância dos negócios eletrônicos vai muito além de seu valor quantitativo, em2001 cerca de 80% das transações feitas através da web são B2B, o que interfere umaprofunda reorganização da maneira como os negócios operam. À medida que empresáriosindividuais surgem nesse tipo de economia, ligações entre consultores, subcontratados eempresas na web tornam-se tão importantes quanto às operações da própria firma(CASTELLS, 2003:57). O que está surgindo, segundo Castells (2003:57), não é uma economia ponto.com, masuma economia interconectada com um sistema eletrônico. AOL, Yahoo!, Amazon, e-Bay e *Trade, e-Toy e tantas outras novas empresas ousadas inventaram sem dúvida um novo modelo de negócio, utilizando as oportunidades oferecidas pela Internet e aprendendo com a prática. De fato, os mercados financeiros acreditaram em suas pretensões de estar inventando o futuro, recompensando sua audácia com um valor assombroso de capitalização em bolsa – por algum tempo. A empresa de rede, conforme descreve Castells (2003:58) em seu estudo, não é, nemuma rede de empresas nem uma organização em rede intrafirma, trata-se de uma agênciaenxuta de atividade econômica, elaborada em volta de projetos empresarias específicos, que
  28. 28. 28são levados por redes de composição e origem variada: a rede é a mensagem. A essência donegócio está na conexão em rede, interativa, baseada na Internet, entre produtores,consumidores e prestadores de serviços. Essas redes têm a flexibilidade e a adaptabilidade requeridas por uma economia global sujeita a incessante inovação tecnológica e estimulada por uma demanda em rápida modificação (CASTELLS, 2003:59). Assim, o que a Internet contribui ao modelo de negócio da empresa de rede é umacapacidade de se desenvolver organicamente com inovação, sistemas de produção e demandade mercado, mantendo em paralelo a atenção voltada para a meta suprema de qualquernegócio: ganhar dinheiro. O problema é que a maneira de ganhar dinheiro não é tão objetivaquanto costumava ser na era industrial, isso porque as redes de computador transformaramtambém os mercados financeiros, o lugar em que o valor de todos s negócios é criado emúltima instância (CASTELLS, 2003:67). 2.4 A sociedade na internet Segundo Castells (2003:99), os usuários da Internet são instrumentais e estreitamenteligados ao trabalho, à família e à vida cotidiana. O e-mail representa mais de 85% do uso daInternet, e a maioria relaciona-se a objetivos de trabalhos, a tarefas e a manutenção de suarede de contatos com família e amigos em tempo real. Indo contra a várias alegações de que aInternet seria ou uma fonte de comunitarismo renovado ou uma fonte de alienação do mundoreal, a interação social na Internet não parece ter um efeito direto sobre a vida cotidiana emgeral, exceto por acrescentar on-line às relações sociais existentes. O que pode ser dito é que aInternet parece ter um efeito positivo sobre a interação social, e tende a aumentar a exposiçãoa outras fontes de informação. A tendência dominante na evolução das relações sociais em nossa sociedade é ocrescimento do individualismo, sob todas as suas manifestações, isso não é uma tendênciacultural, é cultural no sentido da cultura material, ou seja, um sistema de crenças e valores queinterfere no comportamento, que é criado nas condições materiais de trabalho e subsistênciaem nossas sociedades. Assim, o novo padrão de sociabilidade em nossa sociedade tem comocaracterística o individualismo em rede (CASTELLS, 2003:107).
  29. 29. 29 Castells (2003:109) diz que o papel mais importante da Internet na estruturação derelações sociais é sua contribuição para novo padrão de interação social baseado noindividualismo, cada vez mais as pessoas estão organizadas não só em redes sociais, mas emredes sociais mediadas por computadores. Assim, não é a Internet que cria um padrão deindividualismo, mas seu desenvolvimento que entrega um suporte material apropriado para adisseminação do individualismo em rede como a forma dominante de sociabilidade. O individualismo em rede é um padrão social, não um acúmulo de indivíduos isolados.O que ocorre é antes que indivíduos montam suas rede, on-line e off-line, com base em seusinteresses, valores, afinidades e projetos. Por causa dessa flexibilidade e do poder decomunicação que a Internet proporciona, a interação no mundo on-line desempenha crescentepapel na organização social no geral, as redes on-line podem formar comunidades, mas nãonecessariamente menos intensas ou menos eficazes na criação de laços e na mobilização. Oque conseguimos observar é o desenvolvimento de uma comunicação híbrida que reúne lugarfísico e ciber lugar para atuar como suporte material do individualismo em rede(CASTELLS, 2003:109). Em outros casos, essas redes on-line tornam-se formas de “comunidades especializadas”, isto é, formas de sociabilidade construídas em torno de interesses específicos. Como as pessoas podem facilmente pertencer a várias dessas redes, os indivíduos tendem a desenvolver seus “portfólios de sociabilidade”, investindo diferencialmente, em diferentes momentos, em várias redes com barreiras de ingresso e custos de oportunidade baixos. Disso decorre, por um lado, extrema flexibilidade na expressão da sociabilidade, à medida que indivíduos constroem e reconstroem suas formas de interação social. Por outro lado, o nível relativamente baixo de compromisso pode gerar certa fragilidade das formas de apoio social. No nível societário, embora alguns observadores celebrem a diversidade, a pluralidade e a escolha, Putnam teme a “ciberbalcanização” como uma maneira de acentuar a dissolução de instituições sociais e o declínio do engajamento cívico (CASTELLS, 2003:110). Novos desenvolvimentos tecnológicos, de acordo com Castells (2003:111), parecemdeixar maiores as chances de o individualismo em rede se tornar a forma dominante desociabilidade, o desenvolvimento da Internet sem fio amplia as chances da interconexãopersonalizada para uma grande série de situações sociais, dando maior capacidade dereconstruir estruturas, sociabilidade de baixo para cima, para os indivíduos.
  30. 30. 30 Todas essas tendências equivalem ao triunfo do indivíduo, embora os custos para asociedade ainda sejam obscuros, mas essa visão também pode ser vista de outra forma, comose os indivíduos estivessem de fato reconstruindo o padrão da interação social, com a ajuda denovos recursos tecnológicos, para criar uma nova forma de sociedade: a sociedade em rede(CASTELLS, 2003:111). CAPÍTULO 3. Redes Socias na Internet 3.1. O que são Redes Sociais? Segundo Colonomos (1995, p.299 apud ACIOLI, 2007), para as Ciências Sociais, redeé definida como o conjunto de relações sociais entre um conjunto de indivíduos e entre ospróprios indivíduos. Designa ainda os movimentos pouco institucionalizados, reunindoindivíduos ou grupos em uma associação cujos limites são variáveis e estão sujeitos areinterpretações. O termo “rede” atualmente está com uma “popularidade crescente”, é abundantementeusado na linguagem corrente, acadêmica ou política e designa uma grande variedade deobjetos e fenômenos. O termo ficou distante dos objetos que servia inicialmente e ganhandouma dimensão de abstração que o fez entrar em novos do mínios. A razão deste sucesso estáligada a duas coisas, primeiramente com o desenvolvimento rápido das comunicações, quepossibilita a existência de conexões nos mais variados lugares e por fim, na valorização dasrelações entre as pessoas (PORTUGAL,2007). O uso da palavra redes, no ambiente tecnológico, é um dos mais discutidos atualmentee nesse campo estamos incluindo o núcleo de tecnologias da informação – redes deinformações, redes de conexões ou redes temáticas, redes interorganizacionais, ou seja, todosos grupos que utilizam o termo rede no sentido de meio de acesso a informação, contato compessoas ou grupos utilizando as redes de computadores (ACIOLI,2007). Castells (1999:78) ao apresentar o paradigma da informação - que são tecnologias paraagir sobre a informação; penetrabilidade de efeitos; lógica de redes; flexibilidade;convergência de tecnologias para um sistema altamente integrado - identifica a lógica de redescomo uma das características de qualquer outro sistema nas novas tecnologias da informação
  31. 31. 31devido à complexidade de interação. Nesse sentido, a lógica de redes teria uma interferêncianos fluxos de poder. Segundo esse autor: “A presença na rede ou a ausência dela e a dinâmica de cada redeem relação às outras são fontes cruciais de dominação e transformação de nossa sociedade“(CASTELLS, 1999:497). As redes são estruturas abertas com possibilidade de expansão sem limite, desde queos novos nós compartilhem os mesmos códigos de comunicação, referindo-se a racionalidadeda ordem global, onde há ausência de possibilidade de incorporação de outros códigos decomunicação (ACIOLI:2007). Uma rede social é uma estrutura de pessoas e/ou organizações, que ficam ligadas poralgum tipo de relação e que compartilham experiências, valores e objetivos. A sua principalcaracterística é a possibilidade de um relacionamento horizontal entre as pessoas que fazemparte daquele determinado grupo. Para, Duarte, Souza e Quandt, redes sociais são definidascomo: Redes não são, portanto, apenas uma outra forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte de sua força está na habilidade de se fazer e desfazer rapidamente (DUARTE; SOUZA; QUANDT, 2008:156). A internet proveu o alargamento das redes de conhecimento para fora dos limitesgeográficos, a ligação entre computadores permitiu a partilha de conhecimentos entrediferentes pessoas, o e-mail permitiu a correspondência mais rápida e as listas de e-mail, quepodemos chamar de primeiras redes sociais de criação de comunidades na internet. As redessociais podem ser diretamente ligadas a um conjunto de sites criados com objetivo de reunirinformações sobre pessoas e assuntos específicos, mas elas podem nascer nos mais diversostipos de serviços, nos blogs, jornais e etc (SIMÃO:2008). Para Simão (2008), a principal utilização das redes sociais é direcionada para o lazer.Os usuários compartilham diversos dados pessoas, álbuns de fotos, vídeos, pensamentos,estados de espírito. É possível ainda deixar comentários nos mais diversos itens dos perfis eenviar mensagens privadas. Dada de toda essa interação, as redes sociais, servem para mantero contato com amigos reais e virtuais, e sendo utilizada também, como uma grandeferramenta de divulgação. As Redes Sociais na internet são grupos de pessoas que mantém relacionamentos einteresses mútuos, essa definição ganhou um novo significado com o grande avanço da
  32. 32. 32Internet, o que já foi chamado de sites de relacionamento, hoje em dia conhecemos por RedesSociais. As pessoas utilizam essas ferramentas para conhecer e se relacionar com outraspessoas, para troca de experiência, informação, buscam relacionamentos afetivos, contatosprofissionais e etc (FERREIRA; NUNES, 2011). As redes sociais como as conhecemos hoje podem operar em diferentes objetivos,redes de relacionamento, canais de relacionamento e comunicação entre empresa e cliente,redes profissionais, redes de interesses específicos como livros, músicas e etc. O que asdeixam cada vez mais atrativas é o poder de compartilhamento, disseminação e divulgação deinformação. 3.2. Os mais populares sites de redes sociais Para melhor compreensão da totalidade deste trabalho, serão apresentadas algumasinformações dos sites de redes sociais mais utilizados hoje na internet. 3.2.1 Orkut O Orkut é uma rede social que alcançou grande popularidade entre os brasileiros, osistema foi criado por Orkut Buyukkokten, que era funcionário do Google, em suas horasvagas a partir de um sistema embrionário chamado Club Nexus. Lançado em janeiro de 2004,o Orkut combinava varias características de sites de redes sociais anteriores, como a criaçãode perfis que focavam em interesses, a criação de comunidades e etc. No início era umsistema que permitia o cadastro através de convite feito por outro usuário ativo, esse tipo decaracterística acabou dando maior visibilidade a rede social. O Orkut tornou-se popular noBrasil em meados de fevereiro e atingiu a maioria em junho do mesmo ano (RECUERO,2009:166). De acordo com Recuero (2009:166) o Orkut funciona através de perfis criados pelospróprios usuários, que indicam quem são seus amigos e as comunidades são criadas pelosindivíduos e contém fóruns, com tópicos de assuntos relacionados ao interesse da comunidadee mensagens deixadas pelos participantes. Atualmente, o cadastro de novos usuários é feito demaneira livre, não sendo mais necessário o envio do convite. Em resumo, Orkut é um site de relacionamentos com crescimento constante nosúltimos anos, seu objetivo é que os usuários mantenham contato com seus amigos. O Orkut
  33. 33. 33disponibiliza uma série de recursos para quem deseja encontrar novos contatos, por estarsempre em contate atualização, é comum encontrar novos recursos que aumentam as chancesdos usuários de localizar novos contatos com o mesmo interesse. Ao se cadastrar, o usuáriopreenche um questionário que possui três categorias: social, profissional e pessoal, a partirdessas informações é montado um perfil, que poderá ser visto por qualquer usuário da rede(desde que as permissões estejam liberadas). É possível colocar uma foto no perfil, que seráapresentada junto com uma mensagem pessoal, também pode ser incluídas fotos e vídeos aoperfil. Um dos principais recursos do Orkut é a criação/participação em comunidades, quepodem ser classificadas como um espaço reservado para pessoas que se identifiquem com adescrição da mesma. Nessas comunidades e possível adicionar eventos, tópicos, fóruns,enquetes e troca de mensagens (ANDRADE: 2007). 3.2.2 Facebook O Facebook, chamado originalmente de thefacebook, foi um sistema criado peloamericano Mark Zuckerberg durante seus estudos em Harvard, o objetivo era focar em alunosque estavam saindo do secundário e aqueles que estavam ingressando na universidade. Olançamento desta rede social aconteceu em 2004 e hoje é um dos sistemas com maior base deusuários no mundo. O Facebook tinha como foco inicial a criação de rede de contatos nomomento em que o jovem sai da escola e vai para a universidade, o sistema era focado emescolas e colégios, e para entrar nele era preciso ser membro de alguma instituiçãoreconhecida (RECUERO, 2009:172). Em fevereiro de 2006 o site permitiu que alunos do nível secundário e trabalhadoresde empresas tivessem acesso à rede, em setembro do mesmo ano o Facebook foi aberto paratodo o público, maior de 13 anos. Atualmente o Facebook é utilizado por cerca de 500milhões de internautas (SANTANA:2011). O Facebook é um site de relacionamento onde o usuário cria seu perfil, com dadospessoais, fotos, vídeos, links, notas, listas de interesses e etc. Os membros desta rede socialpodem interagir entre si, visitar perfis, estabelecer novos contatos, enviar mensagens privadase públicas entre outras funcionalidades, como descreve Panissi: Como toda rede, requer um cadastro simples com nome, e-mail, localidade e data de nascimento do usuário. Com base nos dados fornecidos, o Facebook sugere uma
  34. 34. 34 lista inicial de amigos. Na sequência, o site irá requerer a senha de sua conta de e- mail para realizar uma busca detalhada por amigos presentes na rede [...] o Facebook permite algumas interações com as atualizações de seus contatos. É possível comentar as atualizações e também “curtir” cada uma delas. O termo curtir significa que você, de alguma forma, gostou e aprovou o que foi enviado. Existe também o recurso de compartilhar as notas de seus contatos (PANISSI:2009). O Facebook está em constante crescimento e tem atualmente, no Brasil, cerca de 360milhões de visitas, segundo dados da ComScore de Setembro 2008 (RECUERO, 2009:172). 3.2.3 Twitter O Twitter, fundado por Jack Dorsey, Biz Stone e Evan Williams em 2006, é um site derelacionamento denominado de um serviço de microblogging, porque permite que sejamescritos breves textos de até 140 caracteres a partir da pergunta “O que você está fazendo?”.Essa rede social é construída com seguidores e pessoas a seguir, onde cada usuário podeescolher quem deseja seguir e ser seguido por outros, existe a possibilidade de enviarmensagens em modo restrito para outros usuários. A página particular de cada usuáriocontém, assim, todas as mensagens públicas emitidas por indivíduos a quem ele segue,mensagens direcionadas são possíveis a partir da “@” antes do nome do destinatário(RECUERO:2009). A principal ferramenta do Twitter são os Trending Topics, que trazem os assuntosmais discutidos no mundo da rede social naquele momento. A inserção de uma busca emtempo real de assuntos no sistema aconteceu em 2009, quando ao observar as marcaçõesfeitas pelos próprios usuários, o site resolveu incorporar o que antes era um aplicativo emmais uma ferramenta própria (SMAAL:2010). 3.3. A Comunicação Empresarial e as Redes Sociais De acordo com Terra (2010:136) a tecnologia da informação invadiu o espaço daatividade de relações públicas e mudou a relação entre organizações e o público, o poder dacomunicação – antes restrito apenas aos grandes grupos de mídia e ao mundo corporativo –passa também para as mãos do público.
  35. 35. 35 As discussões envolvendo marcas, produtos e serviços estão em pauta e atingem audiências da web, corroborando para influenciá-los nos juízos de valor e decisões de compra (TERRA, 2010:137). Esse é um novo campo de trabalho, descrito por Terra (2010:137), para a comunicaçãoorganizacional junto ao usuário que hoje, também tem o poder de difusão como a mídia. O estudo Social Media Metrics Definitions (IAB, 2009, p. 4) acredita que atransferência dos consumidores sob a forma de amizade, seguidos e seguidores eassinatura/subscrição valida os esforços e ativa a viralização das marcas pelos canais de mídiasocial. Ainda não há uma forma correta que auxilie nesta relação organizações-usuários viamídias sociais, muitos equívocos são cometidos por organizações ao se relacionarem com osformadores de opiniões no mundo online. Nas grandes organizações as redes sociais podemajudar nos processos de colaboração com clientes, colaboradores e fornecedores. Programasque deixem a corporação conversacional podem ser usados para o compartilhamento dediversas coisas como, conhecimento, treinamento e diálogos (TERRA, 2010:137). “O que é dito nos blogs ou mostrado no Youtube tem impacto imediato na reputaçãoda empresa, que não tem mais o controle das informações” (MARIEN, 2008:52). Os limites financeiros da publicidade tradicional fizeram com que as empresasadotassem as redes sociais como um canal de promoção de seus produtos, pelo caráter dedivulgação boa a boca, que atinge um maior envolvimento dos consumidores e pela chance demanter uma relação direta com eles, mas para ingressar no mundo das redes sociais énecessário pensar na personalidade da marca e em como atrair os consumidores. A perda decontrole é uma das grandes ameaças para as organizações quando o assunto é a internetcolaborativa, o domínio daquilo que os usuários colocam nas redes é impossível, portanto, achave para usar as redes socais está em ter o que dizer e planejar como será feito (TERRA,2010:137). As redes sociais são um fenômeno no mundo e que não podem ser desconsideradospelas empresas em suas estratégias de comunicação, no Brasil mais de 80% dos usuários dainternet participam de algum tipo de rede social. Mas como qualquer novo acontecimento demercado, as empresas estão se adaptando aos poucos a esta realidade e na maioria dos casos,não sabem como ingressar nesse novo cenário das relações públicas e na comunicaçãoempresarial (TORRES:2009).
  36. 36. 36 Torres (2010) nos mostra que executivos se dividem quando o assunto são as mídiassociais, existem dois grupos que acham que já deviam ter feito seu perfil no Twitter, enquantoos outros, conservadores, acham que as redes sociais são arriscadas, que não possuemcontrole algum e não possuem interesse em fazer parte dessa nova fase. A empresa, nestecaso, deve controlar os ansiosos e criar um sério e consistente planejamento de comunicação,e sair do “mundo fechado” dos conservadores, pois não cabe a empresa decidir se quer fazerparte ou não das redes sociais, pois os consumidores vão falar dela e de seus problemas,queira a empresa ou não. A transparência e prevenção são as palavras chaves para esse cenário, diz Torres(2010), recentemente três empresas, Domino´s Pizza, Amazon e Dafra, se envolveram comincidentes nas redes sociais, e servem como exemplo para essa nova realidade dacomunicação empresarial: No caso da Domino´s Pizza, dois funcionários publicaram um vídeo no YouTube, fazendo coisas realmente nojentas, como espirrar sobre as pizzas que iam ser entregues. A empresa reagiu, publicando um vídeo, também no You Tube, com as desculpas e explicações do CEO da empresa, além de demitir, processar os funcionários, e pedir ao You Tube que retirasse o vídeo. A Amazon, que furtivamente retirou do ar os livros relacionados ao público Gay, se enrolou com explicações mal elaboradas, quando blogueiros e twitters começaram a falar mal e se rebelar publicamente com a atitude da loja virtual. A Dafra teve seu comercial, no qual o ator Wagner Moura faz um discurso épico para uma multidão de consumidores, redublado por um consumidor revoltado, que publicou, no YouTube, uma versão bastante ofensiva à marca. A empresa conseguiu saber do fato a tempo e retirou o vídeo do ar (TORRES,2010). Os casos apresentados por Torres (2010) deixa clara a situação que todas as empresasestão vivendo hoje, não existe maneira de ficar escondido. Se a organização não fizer partedesse novo cenário empresarial, ela pode acabar sendo engolida pelas redes sociais, sem tercomo se defender, e, além disso, não participar significa deixar de estabelecer, divulgar epromover contato com milhões de consumidores, sobre sua marca e seus produtos. As redes sociais permitem uma comunicação interpessoal entre pessoa/empresa, masessa comunicação deve ser feita de forma pessoal e não massiva, com olhos e ouvidos atentospara o público alvo. Quando há sucesso nessa comunicação, a empresa cria uma relação
  37. 37. 37valiosa com seu cliente, comparada com amizade, ou seja, ao dar voz ao cliente a empresacria uma relação de confiança e fideliza o mesmo (IVO, 2010). Desde que surgiram as redes sociais ganharam adeptos no mundo inteiro, já no mundocorporativo o cenário é um pouco diferente, a adesão não é em massa, apenas 70% dasempresas do Brasil estão nas redes sociais. Mesmo com a aversão inicial, por conta dadificuldade de mensurar benefícios, os olhares das empresas estão atentos a esse fenômeno eestão ganhando grande importância para as empresas de diversos setores produtivos, pois umavez nas redes sociais as empresas podem ganhar muitos benefícios, como apresentaFERREIRA; NUNES (2011): A Brasil Brokers, empresa do setor imobiliário que já nasceu na era virtual, em 2007, não demorou muito a apostar no potencial do Twitter e criou um feirão virtual de imóveis no microblog que teve o Youtube como apoio à divulgação da ação. A semana que antecedeu a campanha, houve forte ação no Twitter da empresa e treinamento de corretores, tanto que chegou a aparecer no Trending Brasil como o assunto mais comentado no microblog. Tudo isso gerou um aumento de 266 seguidores no perfil, num único dia, um salto de 243.173 posições no ranking do Twitter (FERREIRA; NUNES, 2011). As redes sociais tomaram um espaço tão grande no cotidiano dos internautas queacaba por transferir toda essa popularidade para as empresas (FERREIRA; NUNES, 2011). Uma pesquisa realizada pelo Altimer Group w Weltpaint com as 100 empresas maisvaliosas do mundo mostra que os empreendimentos que investem em redes sociaisapresentam melhores resultados. Em média, empresas que investiram em redes socaiscresceram em 18% em um ano, o empresário precisa estar atento para a eficiência e benefíciosdesse tipo de tecnologia porque agiliza os processos de negócios, comunicação einteratividade. O uso de forma correta das ferramentas ajuda as empresas a crescerem, sepopularizarem e firmar o seu lugar no mercado, diz a Agência Venone (2011): Redes sociais como o Twitter, Orkut e Facebook valem ouro. São ferramentas cada vez mais populares na internet e um fenômeno tão recorrente e forte que não pode passar despercebido pelas pequenas e médias empresas (Agência Venone,2011). A difusão de informação no meio virtual mudou o paradigma do tempo em relação àprática da comunicação empresarial, principalmente no que diz respeito à assessoria de
  38. 38. 38imprensa. É necessário ter uma comunicação em tempo real, já que não estamos na época emque os principais produtos de comunicação eram compostos por boletim, revista, triagem dosjornais e etc. A informação quebrou a barreira do tempo e comunicar deixou de ser relevante,agora é fundamental a comunicação em tempo real e muitas empresas já perceberam essamudança e estão migrando sua comunicação para o virtual. Sites, blog, Orkut, Facebook eTwitter tornaram-se uma nova ferramenta de comunicação para interagir com o público alvo(REBELO,2011). Rebelo (2011) mostra que a relação com o público precisou ser revista e sofreu umagrande mudança, pois agora, o público, deixou de ser passivo e exige participar do processocomunicacional. Ele ouve, porém, quer falar. Muitas empresas estão pagando altos preços porachar que as redes sociais são brincadeira de criança, muitos incautos têm a ilusão que bastacriar uma conta no Facebook e no Twitter e o resultado positivo irá aparecer de formaespontânea, pois estão enganadas. O planejamento em comunicação digital, como já falado, étão importante quanto qualquer outro e a produção de conteúdo vêm logo em seguida. Assim, as empresas estão tendo que adaptar à força e esse fluxo contínuo deinformação, na guerra de informação, a única arma eficaz é adotar uma comunicação rápida,em tempo real, as empresas que ainda não acordaram para essas mudanças estão fadadas aofracasso (REBELO,2011).
  39. 39. 39 CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste projeto contém um apanhado de conceitos sobre Cibercultura, Internet e RedesSociais e suas contribuições para o desenvolvimento da comunicação empresarial. As redessociais tratam-se hoje de uma ferramenta essencial para a comunicação das empresas e temcomo objetivo tornar a relação empresa X consumidor mais pessoal, atrativa e recíproca. As redes sociais como vimos é um fenômeno que veio pra ficar, e aos poucos, asempresas precisam se adaptar a essa realidade, é necessário enxergar que os consumidores, opúblico-alvo, funcionários, concorrentes e fornecedores estão cada dia mais imersos nessemundo virtual e é de suma importância que eles encontrem nessas redes de relacionamento asmarcas que consomem, que trabalham e/ou que prestam serviços, assim, facilitando umcontato, uma compra ou até mesmo para tirar dúvidas e/ou fazer reclamações. As empresasprecisam consolidar seu planejamento em comunicação e utilizar as redes sociais como umbraço para fortalecer a comunicação eficaz com seus clientes. O consumidor mudou, a atenção agora está centrada nas pessoas. São consumidoresfalando com consumidores, trocando informações e experiências, eles escolhem as redessociais pelo seu alto poder de interação e de resposta em tempo real, ou seja, resposta rápida.É através das redes sociais, que muitos, ganham a confiança e o respeito dos consumidores, eas empresas precisam estar atentas a isso. Este novo veículo de comunicação está basicamenteligado ao relacionamento com uma rede de pessoas. Nas redes sociais as pessoas são ao mesmo tempo produtores e consumidores deinformação, falam de suas empresas, empregos, produtos que consomem e etc., ou seja, omesmo que é consumidor de uma marca, é colaborador de outra empresa, que gerainformação e conhecimento para terceiros e, em suas redes sociais, é influenciador de seusseguidores, portanto, as empresas precisam planejar a comunicação empresarial observandotodos os papeis que os consumidores assumem na internet. Planejando a comunicação empresarial nesses diversos papeis que um só consumidorassume nas redes sociais, é possível desenvolver um plano de ação para as redes sociais, comlinguagem e abordagem correta para evitar possíveis crises no ambiente online. Utilizar as redes sociais como ferramenta na comunicação empresarial é essencial paraa fidelização da marca, divulgação de produtos e relacionamento com o consumidor, além deser rápida na disseminação de informação, as redes sociais expõem a essência da empresa,
  40. 40. 40incentivando o consumidor a tornar-se parte dela, por isso é fundamental um bomplanejamento, para que haja uma relação saudável entre a comunicação empresarial, as redessociais e o cliente. Diante disto, o objetivo deste projeto foi apresentar a relação entre a comunicaçãoempresarial e as redes sociais, e foi possível avaliar que é de extrema importância que asempresas comecem a dar maior atenções para esse novo fenômeno do mercado, pois essanova forma de comunicação já está presente e não parece ser uma fase passageira.
  41. 41. 41 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACIOLI, Sonia. Redes sociais e teoria social: Revendo os fundamentos do conceito.Scribd Inc, Londrina, 2007. Disponível em: < http://pt.scribd.com/doc/50863096/Redes-sociais>.Acesso em 19/10/2011. AGENCIA VENONE. Vantagens do uso de redes sociais nas empresas. AgenciaVenone, Brasil, 2011. Disponível em: <http://www.agenciavenone.com.br/artigos/tecnologias/116-vantagens-do-uso-de-redes-sociais-nas-empresas.html>. Acesso em 23/10/2011. ANDRADE, Gabriel. O que é Orkut?. Info Escola, Brasil, 2007. Disponível em: <http://www.infoescola.com/informatica/o-que-e-orkut/>. Acesso em 23/10/2011. CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet. 1ª. Ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. CASTELLS, Manuel. A era da informação: Sociedade em rede. 10ª Ed. São Paulo: Paze Terra, 1999. DUARTE, Fábio; SOUZA, Queila; QUANDT, Carlos. O tempo das redes. 1ª Ed. SãoPaulo: Perspectiva, 2008. FERREIRA, Ednaldo; NUNES, Fabrício. Mídias Sociais e Redes Sociais hádiferenças entre elas?. Mídias Sociais Blog, Brasil, 2011. Disponível em: <http://midiassociaisblog.com/index.php/midias-sociais-e-redes-sociais-ha-diferencas-entre-elas-2.html>.Acesso em 19/10/2011. FERREIRA, Ednaldo; NUNES, Fabrício. Redes sociais se popularizam entre asempresas. Mídias Sociais Blog, Brasil, 2011. Disponível em:<http://midiassociaisblog.com/index.php/12.html>. Acesso em 23/10/2011.
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