CATARINA DA SILVA PEDROZOESCOLA TÉCNICA ABERTA DO BRASIL – E-TEC BRASILCURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTEDisciplina: Ecologia ...
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15Ecologia e Poluição - Curso Técnico em Meio AmbienteMAPA CONCEITUAL
16 Catarina da Silva PedrozoINTRODUÇÃOAtualmente, a Ecologia é um assunto sobre o qualquase todo mundo tem prestado atençã...
17Ecologia e Poluição – Curso Técnico em Meio AmbienteConceitoUNIDADE 1 – CONCEITOA Ecologia tornou-se uma ciência maior d...
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Energia e CiclosBiogeoquímicos23Ecologia e PoluiçãoNo desenvolvimento de estudos de ecossistemas, o ciclo de ele-mentos as...
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Ecologia e PoluiçãoEnergia e CiclosBiogeoquímicos25Quando as plantas retiram o CO2da atmosfera através da fotos-síntese, f...
26 Catarina da Silva PedrozoEnergia e CiclosBiogeoquímicos2.7 Atividades de avaliaçãoElabore suas respostas às seis questõ...
Ecossistemas27Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 3 – ECOSSISTEMASNesta unidade será abordado o conceito de ecossistema, sua orga-n...
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Ecologia e PoluiçãoEcossistemas29a) Os diferentes biomas1.	 TundraEstá localizado em altas latitudes (especialmente no hem...
30 Catarina da Silva PedrozoEcossistemasOs ecossistemas de água doce podem ser divididos em dois tipos:os lênticos – como ...
Fatores Ecológicos31Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 4 – FATORES ECOLÓGICOSNesta unidade abordaremos os principais fatores ambie...
32 Catarina da Silva PedrozoFatores Ecológicoso substrato sólido: sua composição e tipo.d)	4.4.2 Fatores bióticosCompreend...
Ecologia e PoluiçãoFatores Ecológicos33Um Fator Ecológico desempenha papel de fator limitantequando está ausente ou reduzi...
34 Catarina da Silva PedrozoFatores EcológicosPara o grau relativo de tolerância, uma série de termos tornou-sede uso gera...
Populações35Ecologia e PoluiçãoUnidade 5 – POPULAÇÕESNesta unidade você vai compreender quais são as principais carac-terí...
36 Catarina da Silva PedrozoPopulaçõesc)	 a densidade corresponde ao número de indivíduos de umapopulação em uma determina...
Ecologia e PoluiçãoPopulações375.5 Crescimento populacional e regulaçãoA imensa capacidade de crescer das populações não p...
38 Catarina da Silva PedrozoPopulações		 Figura 5.2 – Crescimento exponencial e crescimento			 logístico de uma população	...
Comunidades39Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 6 – COMUNIDADESNesta unidade abordaremos as principais características de umacomun...
40 Catarina da Silva PedrozoComunidadesEstas medidas têm sido utilizadas na tentativa de comparaçãoentre diferentes comuni...
Ecologia e PoluiçãoComunidades41ída por outra e esta por outra terceira, e assim, sucessivamente, à medidaque o tempo pass...
42 Catarina da Silva PedrozoComunidadesexemplo, em áreas cuja comunidade foi destruída pelo fogo oupor inundações.6.3.1 Ca...
Ecologia e PoluiçãoComunidades43Os fatores básicos a serem pesquisados são o número das espé-cies dentro da comunidade e a...
44 Catarina da Silva PedrozoComunidadesUma quantidade significativa dessas espécies está sendo sistema-ticamente destruída...
Bases doDesenvolvimentoSustentável45Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 7 – BASES DO DESENVOLVIMENTO 			 SUSTENTÁVEL7.1 Objetivos d...
46 Catarina da Silva PedrozoBases doDesenvolvimentoSustentávelO crescimento populacional contínuo da espécie humana é inco...
Ecologia e PoluiçãoBases doDesenvolvimentoSustentável47da população, com o controle da poluição e a reciclagem o aumento d...
48 Catarina da Silva PedrozoBases doDesenvolvimentoSustentável7.4 SínteseNesta unidade e nos sites recomendados, você comp...
Ecologia e PoluiçãoIntrodução à CriseAmbiental49UNIDADE 8 – INTRODUÇÃO À		 CRISE AMBIENTAL8.1 Objetivo de aprendizagemComp...
50Introdução à CriseAmbientalCatarina da Silva PedrozoDo equilíbrio entre três elementos – população, recursos natu-rais e...
Poluição do Are as MudançasClimáticas51Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 9 – POLUIÇÃO DO AR E AS 					 MUDANÇAS CLIMÁTICASNesta u...
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56 Catarina da Silva PedrozoPoluição do Are as MudançasClimáticas9.6 SínteseNesta unidade abordamos as causas da poluição ...
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58 Catarina da Silva PedrozoPoluição da Água10.4 Poluição química das águasDois tipos de poluentes caracterizam a poluição...
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Ecologiae poluicao pb

  1. 1. CATARINA DA SILVA PEDROZOESCOLA TÉCNICA ABERTA DO BRASIL – E-TEC BRASILCURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTEDisciplina: Ecologia e PoluiçãoESCOLA TÉCNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SULPorto Alegre – RS2009
  2. 2. P372e Pedrozo, Catarina da SilvaEcologia e poluição / Catarina da Silva Pedrozo. -Porto Alegre : Escola Técnica da Universidade Federal doRio Grande do Sul, 2009.74 p. : il.Inclui bibliografiaCurso Técnico em Meio Ambiente, desenvolvido peloPrograma Escola Técnica Aberta do Brasil.1. Ecologia. 2. Ecosistema. 3. Poluição – Aspectosambientais. 3. Meio ambiente. 4. Ensino à distância. I.Título. II.Título: Curso Técnico em Meio Ambiente.CDU: 577.4Catalogação na fonte elaborada na DECTI da Biblioteca da UFSCPresidência da República Federativa do BrasilMinistério da EducaçãoSecretaria de Educação a Distância© Escola Técnica da Universidade Federaldo Rio Grande do SulEste Caderno foi elaborado em parceria entrea Escola Técnica da Universidade Federal doRio Grande do Sul e a Universidade Federal deSanta Catarina para o Sistema Escola TécnicaAberta do Brasil – e-Tec Brasil.Equipe de ElaboraçãoEscola Técnica da Universidade Federal do RioGrande do SulCoordenação InstitucionalEduardo Luiz Fonseca Benites/Escola Técnicada UFRGSProfessor-autorCatarina da Silva Pedrozo/Escola Técnica daUFRGSComissão de Acompanhamento eValidaçãoUniversidade Federal de Santa Catarina – UFSCCoordenação InstitucionalAraci Hack Catapan/UFSCCoordenação de ProjetoSilvia Modesto Nassar/UFSCCoordenação de Design InstrucionalBeatriz Helena Dal Molin/UNIOESTEDesign InstrucionalDóris Roncarelli/UFSCWeb DesignBeatriz Wilges/UFSCProjeto GráficoBeatriz Helena Dal Molin/UNIOESTEAraci Hack Catapan/UFSCElena Maria Mallmann/UFSCJorge Luiz Silva Hermenegildo/CEFET-SCMércia Freire Rocha Cordeiro Machado/ETUFPRSilvia Modesto Nassar/UFSCSupervisão de Projeto GráficoLuís Henrique Lindner/UFSCDiagramaçãoAndré Rodrigues da Silva/UFSCRevisãoLúcia Locatelli Flôres/UFSC
  3. 3. PROGRAMA E-TEC BRASILAmigo(a) estudante!O Ministério da Educação vem desenvolvendo Políticas e Programas para ex-pansão da Educação Básica e do Ensino Superior no País. Um dos caminhos encontra-dos para que essa expansão se efetive com maior rapidez e eficiência é a modalidade adistância. No mundo inteiro são milhões os estudantes que frequentam cursos a distân-cia. Aqui no Brasil, são mais de 300 mil os matriculados em cursos regulares de EnsinoMédio e Superior a distância, oferecidos por instituições públicas e privadas de ensino.Em 2005, o MEC implantou o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB),hoje, consolidado como o maior programa nacional de formação de professores, emnível superior.Para expansão e melhoria da educação profissional e fortalecimento do EnsinoMédio, o MEC está implementando o Programa Escola Técnica Aberta do Brasil (e-TecBrasil). Espera, assim, oferecer aos jovens das periferias dos grandes centros urbanose dos municípios do interior do País oportunidades para maior escolaridade, melhorescondições de inserção no mundo do trabalho e, dessa forma, com elevado potencialpara o desenvolvimento produtivo regional.O e-Tec é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Educação Profissio-nal e Tecnológica (SETEC), a Secretaria de Educação a Distância (SEED) do Ministério daEducação, as universidades e escolas técnicas estaduais e federais.O Programa apóia a oferta de cursos técnicos de nível médio por parte das es-colas públicas de educação profissional federais, estaduais, municipais e, por outro lado,a adequação da infra-estrutura de escolas públicas estaduais e municipais.Do primeiro Edital do e-Tec Brasil participaram 430 proponentes de adequaçãode escolas e 74 instituições de ensino técnico, as quais propuseram 147 cursos técnicosde nível médio, abrangendo 14 áreas profissionais. O resultado desse Edital contemplou193 escolas em 20 unidades federativas. A perspectiva do Programa é que sejam ofer-tadas 10.000 vagas, em 250 polos, até 2010.Assim, a modalidade de Educação a Distância oferece nova interface para amais expressiva expansão da rede federal de educação tecnológica dos últimos anos: aconstrução dos novos centros federais (CEFETs), a organização dos Institutos Federaisde Educação Tecnológica (IFETs) e de seus campi.O Programa e-Tec Brasil vai sendo desenhado na construção coletiva e partici-pação ativa nas ações de democratização e expansão da educação profissional no País,valendo-se dos pilares da educação a distância, sustentados pela formação continuadade professores e pela utilização dos recursos tecnológicos disponíveis.A equipe que coordena o Programa e-Tec Brasil lhe deseja sucesso na sua forma-ção profissional e na sua caminhada no curso a distância em que está matriculado(a).Brasília, Ministério da Educação – setembro de 2008.
  4. 4. SumárioPALAVRAS DO PROFESSOR 9PROJETO INSTRUCIONAL 10ícones e legendaS 12MAPA CONCEITUAL 15INTRODUÇÃO 16UNIDADE 1 – CONCEITO 171.1 Objetivos de aprendizagem 171.2 Histórico e conceitos 171.3 Níveis de organização ecológica 171.4 Atividades de avaliação 191.5 Síntese 19UNIDADE 2 – ENERGIA E CICLOS BIOGEOQUÍMICOS 212.1 Objetivos de aprendizagem 212.2 Introdução 212.3 A energia solar 212.4 A produção primária 232.5 A dinâmica do ecossistema 242.6 Os caminhos dos elementos no ecossistema 242.7 Atividades de avaliação 262.8 Síntese 26UNIDADE 3 – ECOSSISTEMAS 273.2 Conceito de ecossistema 273.3 Tipos de ecossistemas 273.4 Atividades de avaliação 303.5 Síntese 30UNIDADE 4 – FATORES ECOLÓGICOS 314.1 Objetivo de aprendizagem 31
  5. 5. 4.2 Fatores ecológicos 314.3 Influência dos fatores ecológicos 314.4 Classificação dos fatores ecológicos 314.5 Fatores limitantes: lei do mínimo, lei da tolerância, fatores reguladores 324.6 Valência ecológica 334.7 Atividades de avaliação 344.8 Síntese 34Unidade 5 – POPULAÇÕES 355.1 Objetivo de aprendizagem 355.2 Conceito de população 355.3 Estrutura espacial das populações 355.4 A abundância das espécies e sua estimativa 365.5 Crescimento populacional e regulação 375.6 Regulação das populações 385.7 Atividades de avaliação 385.8 Síntese 38UNIDADE 6 – COMUNIDADES 396.1 Objetivo de aprendizagem 396.2 Comunidades e suas principais características 396.3 Sucessão ecológica 406.4 Organização da comunidade – cadeias tróficas 426.5 A diversidade 426.6 Atividades de avaliação 446.7 Síntese 44UNIDADE 7 – BASES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 457.1 Objetivos de aprendizagem 457.2 Desenvolvimento sustentável 457.3 Atividades de avaliação 477.4 Síntese 48
  6. 6. UNIDADE 8 – INTRODUÇÃO À CRISE AMBIENTAL 498.1 Objetivo de aprendizagem 498.2 Introdução 498.3 Atividades de avaliação 508.4 Síntese 50UNIDADE 9 – POLUIÇÃO DO AR E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 519.1 Objetivos de aprendizagem 519.2 O que é a poluição do ar? 519.3 Como pode ser feito o controle da poluição do ar 549.4 Mudanças climáticas 559.5 Atividades de avaliação 559.6 Síntese 56UNIDADE 10 – POLUIÇÃO DA ÁGUA 5710.1 Objetivo de aprendizagem 5710.2 Principais poluentes aquáticos 5710.3 As grandes formas de poluição aquática 5710.4 Poluição química das águas 5810.5 Poluição por fosfatos e nitratos 5810.6 Atividades de avaliação 5910.7 Síntese 59UNIDADE 11 – POLUIÇÃO DO SOLO 6111.1 Objetivo de aprendizagem 6111.2 O que é a poluição do solo 6111.3 Poluição do solo rural 6111.4 Poluição do solo urbano 6211.5 Tipos de lixo 6511.6 Classificação dos resíduos 6611.7 Como resolver o problema do lixo? 6611.8 Atividades de avaliação 66
  7. 7. 11.9 Síntese 66UNIDADE 12 – POLUIÇÃO SONORA 6712.1 Objetivo de aprendizagem 6712.2 O que é a poluição sonora 6712.3 Principais efeitos danosos da poluição sonora 6812.4 O controle de ruídos pode se dar 6912.5 Atividades de avaliação 6912.6 Síntese 69SÍNTESE 70REFERÊNCIAS 71GLOSSÁRIO 73CURRÍCULO DA PROFESSORA-AUTORA 74
  8. 8. 9Ecologia e Poluição - Curso Técnico em Meio AmbientePALAVRAS DO PROFESSORCaro estudante!A Ecologia é a ciência da nossa grande casa, o planeta Terra. Comopodemos aproveitar tudo de bom que ele nos oferece e, ao mesmo tempo,preservá-lo se não o conhecemos?A vida, neste planeta azul, é extremamente diversa e nos ofereceos meios pelos quais podemos viver e conviver com qualidade e conforto,mas sem esquecer de todos os serviços que nos presta. Sem eles, a vida naTerra seria impossível.Espero que este material lhe permita compreender como a ener-gia flui nos diferentes ecossistemas e como os materiais necessários à vidaestão disponíveis. Assim, as espécies se relacionam com o meio ambienteque as cercam utilizando os recursos naturais que a Terra lhes oferece, paraperpetuar a vida.Quando utilizamos os recursos naturais excessivamente e de umaforma não sustentável, geramos algum tipo de poluição que pode ser da-nosa a todas as espécies, incluindo a espécie humana. Esta é a principalidéia desta disciplina: dar a você subsídios para entender os processos queasseguram às espécies, condições adequadas para a sobrevivência na Terra.Aproveite!Bons estudos!Professora Catarina
  9. 9. 10 Catarina da Silva PedrozoUNIDADEOBJETIVOSMATERIALIMPRESSORECURSOSDIGITAISCARGAHORÁRIAESTRATÉGIASATIVIDADESDEAVALIAÇÃOREFERÊNCIAS1Apresentarumbrevehistó-ricodaEcologiaeosníveisdeorganizaçãoecológica.Textodaunidadeeativida-desintegradas.Hipertextoabordandoosob-jetivosdaunidadecomumbrevehistóricodaEcologiaecomoédelimitadapelosseusníveisdeorganização.04horasAulaexpositivadisponibili-zadaemPowerPoint.Pes-quisaemdiferentessitesdainternetouembibliotecaspúblicasouescolaressobreahistóriadaEcologiaeasdiferentesformasdepensa-mentodosprimeirospesqui-sadoresdestaciência.Pesquisarnainternetecompartilharimpressõesnofórum.1,4,7,8,92MostrarcomoaEnergiaeamatériafluemnosecos-sistemaseosCiclosBio-geoquímicosdamatériaorgânicaenutrientes.Textodaunidade,ilustra-çõesproduzidassobreoconteúdoeatividadesin-tegradas.Hipertextoabordandoosob-jetivosdaunidade,aentradadaenergianosecossistemasecomoéfeitaatransferênciadestaedosnutrientesentreosdiferentesníveisdacadeiatrófica.02horasAulaexpositivadisponibili-zadaemPowerPoint.RealizarexercíciosobreosconceitosabordadosnaunidadeeencaminharaoprofessorpeloAVEA.13Definirecossistemas;apre-sentarosprincipaistiposdeecossistemasecomoéoseufuncionamento.Textodaunidade,ilustra-çõesproduzidassobreoconteúdoeatividadesin-tegradas.Hipertextoabordandoosobjetivosdaunidade,ocon-ceitodeecossistemaseseusprincipaistiposecomofun-cionam.04horasAulaexpositivadisponibili-zadaemPowerPoint.RealizarexercíciosobreosconceitosabordadosnaunidadeeencaminharaoprofessorpeloAVEA.1,4,7,8,94DefinirFatoresEcológicoseidentificarcomoinfluen-ciamasespéciesvivas.Textodaunidadeeativida-desintegradas.Hipertextoabordandoosob-jetivosdaunidade,osprin-cipaisfatoresecológicosqueinfluenciamadistribuiçãoeabundânciasdeespéciesnanatureza.04horasAulaexpositivadisponibiliza-daemPowerPoint.Observa-çãoinsitusobreaocorrên-ciadeespéciesmigratóriasnaregiãodoestudanteerelacionarcomfatoreseco-lógicosinfluenciadores.Realizarexercícioabordan-doaalteraçãodatempe-raturaemumlagofictícioeasuainfluênciasobreasespéciesestenoeeuritér-micasecompartilharim-pressõesnofórum.4,7,8,95DefinirPopulaçõeseapre-sentarseusprincipaisatri-butos.Textodaunidade,ilustra-çõesproduzidassobreoconteúdoeatividadesin-tegradas.Hipertextoabordandoosob-jetivosdaunidade,ascarac-terísticasdepopulaçãocomosuadistribuiçãoedispersãoeoseucrescimento.04horasAulaexpositivadisponibiliza-daemPowerPoint.Observa-çãoinsitudaexistênciadeambientesnaturaisecultiva-doseadispersãodasespé-ciesanimaisevegetaisnestasáreas.Prepararumaapresen-taçãosobreoconteúdopropostoecompartilharimpressõesnofórum.4,7,8,96ConceituarComunidadeseapresentarsuasprinci-paiscaracterísticas.Textodaunidadeeativida-desintegradas.Hipertextoabordandoosobjetivosdaunidade,asprincipaiscaracterísticasdeumacomunidade,comoécompostaecomoreageàsmudançasambientais.04horasAulaexpositivadisponibili-zadaemPowerPoint.Saídaacampoparaaescolhadeumaáreaparaacoletadedadossobreadiversidadedeespéciesvegetais.Coletardadosemumaáreaescolhidaparain-vestigaradiversidadedeespéciesvegetaisecom-partilharasobservaçõesnofórum.4,7,8,9PROJETO INSTRUCIONAL
  10. 10. 11Ecologia e Poluição - Curso Técnico em Meio Ambiente7Apresentarecorrelacionarosdiferentesmodelosdedesenvolvimentohumanobuscandooentendimentosobreaimportânciadode-senvolvimentosustentável.Textodaunidade,ilustra-çõesproduzidassobreoconteúdoeatividadesin-tegradas.Hipertextoabordandoosobjetivosdaunidade,aapresentaçãodosmodelosdedesenvolvimentohuma-no,comparandooatualeomodelodedesenvolvimentosustentável.02horasAulaexpositivadisponibili-zadaemPowerPoint.Dis-cussõesviachatsobreodesenvolvimentohumanoatualeodesenvolvimentosustentável.Resumirasimpressõesso-breadiscussãopropostaeencaminharaoprofessorpeloAVEA.1,3,5,98Introduzirotema:CriseAmbientaleidentificarsuasprincipaiscausaseconsequências.Textodaunidadeeativida-desintegradas.Hipertextoabordandoosobjetivosdaunidadeeumaintroduçãoàcriseambiental,relacionandoocrescimentopopulacionalhumanoaosproblemasrelacionadosaestecrescimento.02horasAulaexpositivaemPower-Point.Utilizaçãodetextodeapoiodainternet.Identificarosserviçosofe-recidospelosdiferentesecossistemaseresumirasimpressõespessoaisnofó-rum.Encaminharaopro-fessorpeloAVEA.1,2,3,99DefinirPoluiçãodoAreasMudançasClimáticaseidentificarsuasprincipaiscausaseconsequênciasàsaúdehumanaedosecos-sistemas.Textodaunidadeeativida-desintegradas.Hipertextoabordandoosobjetivosdaunidade,comoconceitodepoluiçãodoar,principaispoluentesesuasfonteseconsequênciasàsaúdehumanaedosecos-sistemas.04horasAulaexpositivaemPower-Point.Utilizaçãodefilmenosite:http://www.gre-enpeace.org.br/clima/filme/home/paraaidentificaçãodeeventoseconsequênciasdasmudançasclimáticasnoBrasil.Identificareventosecon-sequênciasdasmudançasclimáticasnoBrasilatra-vésdofilmepropostoeencaminharasimpressõespessoaisaoprofessorpeloAVEA.1,810DefinirPoluiçãodaÁguaeapresentarassuasprinci-paisconsequências.Textodaunidade,ilus-traçãoproduzidasobreoconteúdoeatividadesin-tegradas.Hipertextoabordandoosob-jetivosdaunidade,conceitodepoluiçãodaágua,princi-paispoluentes,suasfonteseconsequências.04horasAulaexpositivaemPower-Point.RealizarexercíciosobreosconceitosabordadosnaunidadeeencaminharaoprofessorpeloAVEA.1,2,911DefinirPoluiçãodoSoloemostrarsuascausasecon-sequências.Textodaunidade,ilustra-çõesproduzidassobreoconteúdoeatividadesin-tegradas.Hipertextoabordandoosob-jetivosdaunidade,poluiçãodosolo,suasorigensecon-sequênciaseaçõespropositi-vasparaacorretadisposiçãodolixo.02horasAulaexpositivadisponibi-lizadaemPowerPoint.Re-alizarumapesquisanasuacidadeouregiãoparaaco-letadedadossobreotipodelixoaliproduzido,suasquantidadesedisposiçãoadequada.Verificarainfluênciadasatividadesantropogênicasdaregiãocomageraçãodelixoesuadisposiçãolo-cal.Prepararumrelatórioeencaminharparaopro-fessorpeloAVEA.1,3,912DefinirPoluiçãoSonoraeapresentarsuasprincipaisconsequências.Textodaunidadeeativida-desintegradas.Hipertextoabordandoosob-jetivosdaunidade,apresen-taçãodamedidadeintensi-dadedesom,ruídosurbanos,implicaçõesdapoluiçãoso-noraàsaúdehumanaefor-masdecontrolederuídos.02horasAulaexpositivadisponibili-zadaemPowerPoint.Pro-porumavisitaàcidadeouumaregiãoembuscadelo-caisondesepodeobservarpoluiçãosonoraesuafontegeradora.Identificarnasuaregiãoaocorrênciadepoluiçãoso-noraesuasconsequências.Prepararumrelatórioeen-caminharparaoprofessorpeloAVEA.1,2,9
  11. 11. 12 Catarina da Silva Pedrozoícones e legendaSCaro estudante! Oferecemos para seu conhecimento os ícones esua legenda que fazem parte da coluna de indexação. A intimidade com es-tes e com o sentido de sua presença no caderno ajudará você a compreen-der melhor as atividades e exercícios propostos (DAL MOLIN, et al.,2008).Saiba maisEx: http://www.etecbrasil.mec.gov.brEste ícone apontará para atividades complementares oupara informações importantes sobre o assunto. Tais in-formações ou textos complementares podem ser encon-trados na fonte referenciada junto ao ícone.Para refletir...Ex: Analise ocaso... dentrodeste tema ecompare com...,assista ao filme...Toda vez que este ícone aparecer na coluna de indexaçãoindicará um questionamento a ser respondido, uma ativi-dade de aproximação ao contexto no qual você vive ouparticipa, resultando na apresentação de exemplos coti-dianos ou links com seu campo de atuação.Mídias integradas Ex.: Assistaao filme... ecomente-o.Quando este ícone for indicado em uma dada unidadesignifica que você está sendo convidado a fazer atividadesque empreguem diferentes mídias, ou seja, participar doAmbiente Virtual de Ensino-Aprendizagem (AVEA), assistire comentar um filme, um videoclipe, ler um jornal, comen-tar uma reportagem, participar de um chat, de um fórum,enfim, trabalhar com diferentes meios de comunicação.
  12. 12. 13Ecologia e Poluição - Curso Técnico em Meio AmbienteAvaliaçãoEste ícone indica uma atividade que será avaliada dentrode critérios específicos da unidade.Lembre-seEx.: O canal desatélite deve serreservado comantecedênciajunto àEmbratel.A presença deste ícone ao lado de um trecho do texto indi-cará que aquele conteúdo significa algo fundamental paraa aprendizagem.DestaqueRetângulo com fundo colorido.A presença do retângulo de fundoindicará trechos importantes dotexto, destacados para maior fixa-ção do conteúdo.
  13. 13. 15Ecologia e Poluição - Curso Técnico em Meio AmbienteMAPA CONCEITUAL
  14. 14. 16 Catarina da Silva PedrozoINTRODUÇÃOAtualmente, a Ecologia é um assunto sobre o qualquase todo mundo tem prestado atenção e amaioria das pessoas considera importante – mesmoquando elas não conhecem o significado exatodo termo. Não pode haver dúvida de que ela éimportante; mas isso a torna ainda mais críticaquando compreendemos o que ela é e como estudá-la(TOWNSEND; BEGON; HARPER, 2006).A base para os estudos em meio ambiente traz subsídios para umamelhor compreensão sobre ações de preservação dos recursos naturais,com controle e avaliação dos fatores que causam impacto nos ciclos dematéria e energia, diminuindo os efeitos causados no solo, água e ar.Desta forma, este material poderá auxiliá-lo a identificar, caracte-rizar e correlacionar os sistemas e ecossistemas, os elementos que os com-põem e suas respectivas funções. Além de ajudá-lo a identificar as fontes eo processo de degradação dos diferentes ecossistemas.Como referenciado anteriormente, não pode haver dúvida de quea Ecologia é uma ciência importante e que, para que possamos preservarnossos recursos naturais, é importante conhecê-la e utilizar seus ensina-mentos como ferramenta na compreensão dos muitos processos naturais eimpactos provocados pela ação da espécie humana.
  15. 15. 17Ecologia e Poluição – Curso Técnico em Meio AmbienteConceitoUNIDADE 1 – CONCEITOA Ecologia tornou-se uma ciência maior de grandeimportância, cujas aquisições deveriam ser postasem prática em uma sociedade preocupada emassegurar um desenvolvimento durável, fundado naconservação da biodiversidade das espécies animaise vegetais e em um funcionamento harmonioso dabiosfera. (DAJOZ, 2005).1.1 Objetivos de aprendizagemConhecer um breve histórico da Ecologia;--Entender os níveis de organização ecológica.--1.2 Histórico e conceitosA Ecologia foi definida pela primeira vez em 1866, por Ernst Ha-eckel, discípulo de Charles Darwin. Segundo ele a Ecologia era “a ciênciaglobal das relações dos organismos com o mundo exterior que os envol-ve, no qual incluímos, em sentido amplo, todas as condições de existência”(apud TOWNSEND; BEGON; HARPER, 2006). Nos anos seguintes a Eco-logia Vegetal e a Ecologia Animal começaram a ser tratadas separadamente.Contudo, há muito tempo, botânicos e zoólogos concordam que têm umcaminho comum e que suas diferenças precisam ser harmonizadas. Ecologiaé a ciência da “casa” e, portanto, de tudo que a compõe. Então, o conceitode Ecologia passou a ser discutido por diferentes estudiosos, até chegar-seàquele proposto por Charles Krebs como o mais completo: Ecologia é “oestudo científico da distribuição e abundância de organismos e das inte-rações que determinam a distribuição e abundância” (apud TOWNSEND;BEGON; HARPER, 2006).1.3 Níveis de organização ecológicaTalvez a melhor maneira para delimitar a Ecologia moderna sejaatravés do conceito de níveis de organização, visualizados como uma formade “espectro biológico”. A Ecologia atua em uma amplitude de escalas:temporais, espaciais e biológicas. É importante avaliar a amplitude dessasescalas e como elas se relacionam entre si. Frequentemente, ao mundovivo, é referida uma hierarquia biológica, que começa com partículas sub-celulares e continua com células, tecidos e órgãos. A Ecologia, no entanto,ocupa-se com os três níveis de organização seguintes:Você pode, a partir desteconceito, entender que a ciênciaEcologia trata do estudo dascaracterísticas dos ambientesque determinam onde podemosencontrar determinadasespécies, sejam elas vegetais,animais ou microrganismos, esuas abundâncias nos diferentesecossistemas aos quais elas serelacionam.
  16. 16. 18 Catarina da Silva PedrozoConceitoorganismos (representados dentro da população);a) populações (consistindo em indivíduos de uma mesma espécieb) juntos);comunidades (populações de diferentes espécies vivendo noc) mesmo lugar).O organismo é a unidade mais fundamental da Ecologia. Nenhumaunidade menor em Biologia, tais como órgão, célula ou molécula, tem umavida separada no meio ambiente (embora, no caso dos protistas e bactériasunicelulares, células e organismos sejam sinônimos). A estrutura e o funcio-namento de um organismo (seja ele uma planta, um animal ou microrganis-mo) são determinados por um conjunto de instruções genéticas herdadas deseus pais e por influência do meio ambiente no qual o organismo vive. Todoo organismo é limitado por uma membrana ou outro envoltório através doqual ele troca energia e matéria com os seus arredores. O seu sucesso comoentidade ecológica depende de um balanço positivo de energia e matériaque sustentem sua manutenção, seu crescimento e sua reprodução. Muitosorganismos de uma mesma espécie constituem uma população. As popu-lações diferem de organismos no sentido de que elas são potencialmenteimortais, sendo seus tamanhos mantidos através dos tempos pelo nasci-mento de novos indivíduos que repõem aqueles que morrem. Já, muitaspopulações de diferentes espécies vivendo no mesmo lugar constituem umacomunidade. A Figura 1 apresenta os níveis de organização ecológica.População ComunidadeEcossistemaBiosferaFigura 1.1 – Níveis de organização ecológica
  17. 17. 19Ecologia e Poluição – Curso Técnico em Meio AmbienteConceito1.4 Atividades de avaliaçãoPesquise em diferentes sites na Internet ou na biblioteca públicada sua cidade sobre a história da Ecologia, seu nascimento e as diferentesformas de pensamento dos pesquisadores que deram início aos estudosque tornaram esta uma das ciências mais importantes para o entendimentoda sobrevivência da vida na Terra. Compartilhe o resultado de sua pesquisacom seus colegas no fórum.1.5 SínteseNesta unidade abordamos o conceito de Ecologia e apresentamosum breve histórico desta nova ciência. Mostramos que a Ecologia modernaé delimitada pelos seus níveis de organização, quais sejam: organismo, po-pulações e comunidades.
  18. 18. Ecologia e PoluiçãoEnergia e CiclosBiogeoquímicos21UNIDADE 2 – ENERGIA E CICLOS BIOGEOQUÍMICOSNesta unidade abordaremos a principal fonte de energia e como ela éaproveitada na Terra, assim como os principais nutrientes necessários à vida.2.1 Objetivos de aprendizagemCompreender como a energia e a matéria fluem nos ecossistemas;--Compreender os Ciclos Biogeoquímicos da matéria orgânica e--nutrientes.2.2 IntroduçãoÀ medida que as informações foram sendo reunidas pelos diver-sos pesquisadores, vários conceitos surgiram, levando o estudo da Ecologiapara novas direções. Dentre eles, o conceito de comunidade biológica,entidade funcional única ligando os organismos pelas relações de alimenta-ção. Outro conceito, considerando os animais e as plantas em grupos, jun-tos com os fatores físicos dos seus arredores, como um sistema ecológicofundamental, foi o de ecossistema.Então, populações e comunidades foram tratadas como sistemastermodinâmicos, onde ocorrem as trocas de nutrientes e energia. Comuma estrutura conceitual clara de um ecossistema e uma “moeda” de ener-gia para descrever sua estrutura, os ecólogos começaram a medir o fluxode energia e o ciclo de nutrientes no ecossistema. Diferente da energia quevem da luz do sol e deixa o ecossistema, como calor, os nutrientes são reci-clados e mantidos dentro do sistema.2.3 A energia solarTodos os seres vivos necessitam de matéria-prima para seu cresci-mento, reprodução, desenvolvimento e reparação de perdas. Necessitamtambém de energia para a realização de seus processos vitais. Essas neces-sidades são supridas pelo alimento orgânico. Os seres autótrofos sintetizamseus próprios alimentos através da fotossíntese ou da quimiossíntese. Aenergia para esta síntese vem do sol. Os principais produtores da terra sãoos organismos fotossintetizantes. O alimento produzido pelos autótrofos éutilizado por eles mesmos e pelos organismos heterótrofos.Na Figura 2.1 está representado o fluxo de energia na Terra. Obser-ve que a energia solar que chega ao nosso planeta é aproveitada de diversasformas, sendo que parte dela é usada primordialmente para a fotossíntese.Os organismos transformamenergia e processam matériaisde diversas maneiras, à medidaque eles metabolizam, crescem ese reproduzem.Reflita sobre a importância dastrocas de nutrientes e energiaentre o meio ambiente, osorganismos, suas populações ecomunidades e o meio em quevivem.
  19. 19. 22 Catarina da Silva PedrozoEnergia e CiclosBiogeoquímicosFigura 2.1 – Fluxo de energia na TerraFonte: Braga, et al., 2002.Qual o caminho seguido pela energia no ecossistema? Este caminhoé a cadeia alimentar ou cadeia trófica que se inicia nos vegetais fotossinte-tizantes, passando por diversos organismos que deles se alimentam e servemde alimento para outros, conforme pode ser visualizado na Figura 2.2.Resumidamente, as cadeias alimentares ou tróficas começam pe-los vegetais, definidos como produtores capazes de sintetizar a matériaorgânica. Seguem pelos herbívoros, que se alimentam dos produtores, esão considerados como consumidores primários; pelos carnívoros, que sealimentam dos herbívoros e são considerados consumidores secundários,e assim por diante. Os elementos nutrientes necessários a este ciclo sãodevolvidos ao ambiente pela ação dos organismos detritívoros.Figura 2.2 – Cadeia alimentar e fluxo energéticoFonte: Braga et al., 2002.Todos os organismos que pertencem a um mesmo patamar da ca-deia trófica pertencem a um mesmo nível trófico. A energia que entra noecossistema e é absorvida pelos produtores sofre transformação ao longoda cadeia trófica, tornando-se cada vez menos aproveitável (Figura 2.3).Da energia que entra nosecossistemas através dosorganismos produtores, umapequena parte é transferidade um nível a outro da cadeiatrófica e é sempre unidirecional,ou seja, passa dos produtorespara os consumidores primários,destes para os consumidoressecundários, e assim por diante.
  20. 20. Energia e CiclosBiogeoquímicos23Ecologia e PoluiçãoNo desenvolvimento de estudos de ecossistemas, o ciclo de ele-mentos assumiu uma posição de igual importância ao fluxo de energia. Umarazão para a importância do ciclo de nutrientes é o fato de que os níveis decertos nutrientes regulam a produção primária.Figura 2.3 – Cadeia tróficaFonte: Braga et al., 2002.2.4 A produção primáriaAs plantas capturam energia luminosa e o CO2atmosférico paraa síntese de compostos orgânicos de carbono, hidrogênio e oxigênio taiscomo a glicose. A glicose e outros compostos orgânicos (amido e óleos) po-dem ser transportados através das plantas ou armazenados para posteriorliberação por meio da respiração. Eis a representação do processo:6CO2+ 6H2O + energia solar → C6H12O6+ 6O2Rearranjadas e montadas, as moléculas de glicose tornam-se gor-dura, óleos e celulose. Combinadas com o nitrogênio, fósforo, enxofre emagnésio, carboidratos simples, derivados da glicose, produzem um con-junto de proteínas, ácidos nucléicos e pigmentos. As plantas não podemcrescer a menos que possuam todos esses materiais de construção básicos.Este é o princípio da vida e o que nos permite entender porque existe vidano planeta Terra.
  21. 21. 24 Catarina da Silva PedrozoEnergia e CiclosBiogeoquímicos2.5 A dinâmica do ecossistemaO fluxo de energia e a sua eficiência de transferência resumemalguns aspectos da estrutura de um ecossistema como: o número de níveistróficos; a importância relativa dos detritívoros e herbívoros; os valores deregime estacionário para a biomassa e detritos acumulados; as taxas detroca de matéria orgânica na comunidade.Como vimos anteriormente, o ecossistema ganha energia atravésda fotossíntese e o transporte da matéria orgânica para dentro e para forado sistema.As fontes de matéria orgânica são denominadas entradas alócto-nes e a produção local é denominada autóctone.2.6 Os caminhos dos elementos no ecossistemaOs nutrientes – material básico para a construção da molécula viva– ao contrário da energia, permanecem dentro do ecossistema onde circu-lam continuamente entre os organismos e o meio físico.A maioria origina-se nas rochas da crosta ou na atmosfera terrestre,mas dentro do ecossistema eles são reutilizados várias vezes pelas plantasverdes e pelos animais, para posteriormente se dispersarem nos sedimentos,nas águas correntes, nos lençóis de água ou na atmosfera.Os nutrientes minerais pertencem à Biosfera e sua quantidade élimitada. São constantemente reciclados e nesse processo participam osseres vivos. Os mais importantes ciclos da matéria são o do carbono, donitrogênio e da água, entre outros.Observe nas Figuras 2.4 a 2.6 como esses materiais se originam,como entram na cadeia trófica e como são devolvidos para o ambiente.Figura 2.4 – Ciclo do carbonoFonte: Braga et al. 2002.Os seres vivos mantêmconstante troca de matériacom o ambiente. Os elementosquímicos são retirados doambiente, utilizados pelos seresvivos e novamente devolvidosao ambiente, em processos queconstituem ciclos.
  22. 22. Ecologia e PoluiçãoEnergia e CiclosBiogeoquímicos25Quando as plantas retiram o CO2da atmosfera através da fotos-síntese, fazem a produção da biomassa e do oxigênio. Quando exploramosos combustíveis fósseis devolvemos à atmosfera o CO2, porém em quanti-dades muito maiores. Esta é a principal causa da poluição atmosférica quetrataremos mais adiante, na unidade 9.Figura 2.5 - Ciclo do nitrogênioFonte: Braga et al., 2002.Assim como o carbono, o nitrogênio também é originado na at-mosfera. Entra no ciclo sendo fixado biologicamente em nitratos através dasbactérias, é transformado pela amonificação, nitrificação e desnitrificação,e é devolvido para a atmosfera.Já a água é devolvida para os ecossistemas pelo ciclo hidrológico,como representado na Figura 2.6. Evapora e é devolvida para a atmosferatambém pela transpiração das plantas, onde se condensa e retorna para aterra através da precipitação.Figura 2.6 Ciclo da águaFonte: Braga et al., 2002.Reflita sobre a importânciada água para os diferentesecossistemas e como ela édevolvida para a Terra, depois depassar pelo ciclo hidrológico.
  23. 23. 26 Catarina da Silva PedrozoEnergia e CiclosBiogeoquímicos2.7 Atividades de avaliaçãoElabore suas respostas às seis questões abaixo e encaminhe-as aoseu professor pelo Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem na pasta des-tinada a este fim:Defina Ecologia.1. Qual é a melhor maneira para delimitar a Ecologia moderna?2. Explique como os organismos se relacionam com seus ambientes3. e como podem influenciá-los.Porque populações e comunidades são tratadas como4. sistemastermodinâmicos?Qual é o caminho da energia e dos nutrientes pelos ecossistemas?5. Por que é importante que os nutrientes, assim como a água, sejam6. reciclados e devolvidos para os ecossistemas?2.8 SínteseNa unidade 2 abordamos a entrada da energia nos ecossistemas,como estes estão organizados como sistemas termodinâmicos e como éfeita a transferência desta energia e dos nutrientes entre os diferentes níveisda cadeia trófica. Ressaltamos a importância dos ciclos biogeoquímicos dosprincipais componentes da vida que são o carbono, o nitrogênio e a águae como cada um deles é devolvido, depois de ser utilizado. Na próxima uni-dade, veremos como os ecossistemas estão organizados.
  24. 24. Ecossistemas27Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 3 – ECOSSISTEMASNesta unidade será abordado o conceito de ecossistema, sua orga-nização, os diferentes tipos e suas principais características.3.1 Objetivos de aprendizagemConhecer o conceito de ecossistema e entender como são--organizados;Caracterizar os principais tipos de ecossistemas e entender seu--funcionamento.3.2 Conceito de ecossistemaSabemos que em um ecossistema, o conjunto de seres vivos in-terage entre si e com o meio natural de maneira equilibrada, por meio dareciclagem de matéria e do uso eficiente da energia solar, como vimos ante-riormente. A natureza fornece todos os elementos necessários para as ativi-dades dos seres vivos: o seu conjunto recebe o nome de biótopo, enquantoque o conjunto de seres vivos recebe o nome de biocenose. A união entrebiótopo e biocenose forma o ecossistema.Em um ecossistema, cada espécie possui seu habitat e seu nichoecológico. Habitat pode ser definido como o local ocupado pela espécie eo nicho é a função que ela exerce dentro do ecossistema. Qual seria estafunção? A de produtores primários, consumidores primários, secundáriosou terciários, ou decompositores.3.3 Tipos de ecossistemasA superfície terrestre apresenta, em toda sua extensão, uma gran-de diversidade de habitats em função da variação do clima, distribuição denutrientes, topografia, etc., que leva também a uma grande variedade deseres vivos. Note, na Figura 3.1, as características de um ecossistema aquá-tico e de um ecossistema terrestre. Observe os diferentes nichos ecológicose quais espécies lhes são correspondentes.Lembre-se: na cadeia trófica oualimentar, cada espécie pertencea um nível trófico. Então, podepertencer ao nicho ecológicodos produtores primários,consumidores primários,secundários ou terciários,ou ainda ser um organismodecompositor.
  25. 25. 28 Catarina da Silva PedrozoEcossistemasFigura 3.1 – Ecossistemas aquático e terrestreFonte: Braga et al., 2002.3.3.1. Ecossistemas terrestresNos ecossistemas terrestes, os vegetais constituem o essencial dabiomassa, impondo à paisagem um aspecto característico, uma vez que sãomais fáceis de serem visualizados e assim quantificados. Grandes regiões daTerra têm vegetação semelhante, mesmo em continentes diferentes, que sãodenominadas biomas, determinadas pelo clima, temperatura e pluviosidade.Figura 3.2 – Grandes ecossistemas da TerraFonte: Braga et al., 2002.Observe na Figura 3.2 em quefaixa climática está localizadocada bioma. Pesquise no site:http://www.unicamp.br/fea/ortega/eco/iuri10a.htm a relaçãoentre os diferentes biomas coma temperatura e precipitação.
  26. 26. Ecologia e PoluiçãoEcossistemas29a) Os diferentes biomas1. TundraEstá localizado em altas latitudes (especialmente no hemisférionorte) e altitudes, apresenta o solo congelado o ano todo ou a maior partedo ano. Não possui árvores, apenas ervas, líquens e musgos. A maioria dosanimais (aves insetívoras, lebres, caribus, lobos, raposas) hiberna ou migra.2. Taiga (ou floresta boreal ou floresta de coníferas)Também localizado em altas latitudes (especialmente no hemisfé-rio norte), abaixo da tundra. Possui árvores perenes, com folhas em formade agulha, poucas com folhas largas (caducifólias). O inverno é muito frio,o verão é curto, porém mais longo que na tundra. Existem muitos insetos,aproveitados por aves migratórias para alimentar seus filhotes. Há, também,aves insetívoras ou predadoras, cervos, ursos, lobo, raposas, gatos.3. Floresta temperadaZonas temperadas com invernos frios e verões mais longos. Amaioria das árvores são caducifólias (tons vermelhos e amarelos no outono).A fauna é semelhante à da taiga, mas com porcos, esquilos e outros animais,além de algumas aves granívoras e frugívoras.4. Floresta tropicalClimas úmidos e quentes, com estações chuvosas longas. Vegeta-ção perenifólia, complexa, com grande estratificação (emergentes, dossel,sub-bosque). A fauna é muito diversificada em espécies e hábitos, porémgrandes mamíferos são raros.5. CamposDivide-se em dois tipos principais: estepe (caracterizada pelo domíniodas gramíneas) e savana (com vegetação incluindo arbustos e pequenas árvo-res). O clima é temperado seco e/ou sazonal. As savanas apresentam um gran-de número de herbívoros de grande porte e carnívoros. As aves são corredorase muitas têm grande porte, como as emas dos cerrados sul-americanos.6. DesertosSão regiões áridas de vegetação rara e espaçada, nas quais predominao solo nu. O clima é seco e quente, com chuvas extremamente raras. Ocor-rem grandes variações diárias de temperatura. A vegetação é composta prin-cipalmente por arbustos caducifólios, cactos e suculentas. A fauna é repre-sentada por muitos répteis e poucos mamíferos e aves (maioria escavadora).3.3.2 Ecossistemas aquáticosOs ecossistemas aquáticos podem ser divididos em dois tipos: osde água doce e os de água salgada. A água doce apresenta uma concen-tração de sais dissolvidos de até 0,5 g/l; enquanto que nas águas marinhasestão em torno de 35 g/l.
  27. 27. 30 Catarina da Silva PedrozoEcossistemasOs ecossistemas de água doce podem ser divididos em dois tipos:os lênticos – como os lagos e pântanos – e os lóticos – como os rios.Apenas 2,8% de toda a água do mundo ocorre em terra. Destepercentual, as geleiras e glaciais correspondem a 2,24%, e as águas subter-râneas a 0,61%. Apenas 0,009% do total da água é armazenado nos lagos,cerca de 0,001% na atmosfera, e os rios contêm a menor parte 0,0001%.A estimativa do volume de água descarregada pelos rios para os oceanosestá entre 32 e 37 x 103km3/ano.3.4 Atividades de avaliaçãoElabore suas respostas às questões abaixo e encaminhe-as ao seuprofessor pelo Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem. Coloque estasquestões no fórum e comente as diferentes respostas.Defina ecossistema.1. Exemplifique2. habitat.Cite três exemplos de organismos produtores primários, produto-3. res secundários e terciários e decompositores.Quais são os principais ecossistemas terrestres? Descreva suscinta-4. mente como são caracterizados.Quais biomas ocorrem no Brasil? Sua região está inserida em qual5. bioma?3.5 SínteseNesta unidade, entendemos o conceito de ecossistema, sua or-ganização, bem como os diferentes tipos de ecossistemas e suas princi-pais características. Também caracterizamos os ecossistemas terrestres e osecossistemas aquáticos.Analise estas informações ereflita sobre a importância daágua doce que existe no nossoplaneta e os atuais impactospor ela sofridos em todos oscontinentes. Pesquise mais nosite: http://www.uniagua.org.br
  28. 28. Fatores Ecológicos31Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 4 – FATORES ECOLÓGICOSNesta unidade abordaremos os principais fatores ambientais queinfluenciam a distribuição e a abundância dos organismos na natureza. Vocêpoderá compreender como os fatores ecológicos influenciam as diferentesespécies que compõem os ecossistemas.4.1 Objetivo de aprendizagemCompreender o que são fatores ecológicos e como eles influenciam--as espécies vivas.4.2 Fatores ecológicosTodas as espécies vivas, relacionando-se entre si e com o ambiente,são influenciadas pelas características deste ambiente, sejam elas biológi-cas ou não. Portanto, fatores ecológicos são quaisquer características doambiente – sejam não biológicas (abióticas) ou biológicas (bióticas) – queexercem influência na distribuição geográfica e no desenvolvimentodas diferentes espécies de seres vivos.4.3 Influência dos fatores ecológicosEliminam certas espécies dos territórios, cujas característicasa) climáticas ou físico-químicas não lhes convêm e, por conseguinte,intervêm em sua distribuição geográfica;Modificam as taxas de fecundidade e de mortalidade das diversasb) espécies,atuandosobreosciclosdedesenvolvimentoeprovocandomigrações, agindo sobre a densidade das populações;Favorecem o aparecimento de modificações adaptativas:c) modificaçõesquantitativasdometabolismoetambémmodificaçõesqualitativas, tais como a diapausa, a hibernação, a estivação, asreações fotoperiódicas.4.4 Classificação dos fatores ecológicos4.4.1 Fatores abióticosRepresentam as condições climáticas, edáficas e químicas do meio.Exemplos de características do meio ambiente:a atmosfera: sua composição, água, materiais sólidos, umidade,a) temperatura e circulação atmosférica e oceânica;a radiação solar: luz e seus efeitos;b) o meio líquido: água e sua composição, gases dissolvidos, pH,c) alcalinidade, matéria orgânica dissolvida ou em suspensão;Lembre-se: na cadeia trófica oualimentar, cada espécie pertencea um nível trófico. Então, podepertencer ao nicho ecológicodos produtores primários,consumidores primários,secundários ou terciários,ou ainda ser um organismodecompositor.Observe se existem espécies quefazem migrações em sua região.Tente relacionar o fenômenocom as diferentes estaçõesclimáticas do ano.Saiba mais sobre os fatoresecológicos pesquisando no site:http://www.ib.usp.br/ecologia/populacoes_interacoes_print.htm, que mostra de uma formaresumida, o que são estasrelações e exemplos ilustrativos.
  29. 29. 32 Catarina da Silva PedrozoFatores Ecológicoso substrato sólido: sua composição e tipo.d) 4.4.2 Fatores bióticosCompreendem as interações que ocorrem entre os seres vivos (as-sociações biológicas de parasitismo, predação e competição) e são classifi-cadas em relações harmônicas e desarmônicas.As relações harmônicas (benefício) podem ser:intraespecíficas – ocorrem entre espécies iguais, por exemplo asa) colônias e as sociedades;interespecíficas – ocorrem entre espécies diferentes, por exemplob) as relações mutualísticas – os liquens.As relações desarmônicas acontecem quando um se beneficia pre-judicando o outro. São denominadas de:intraespecíficas , por exemplo o canibalismo;a) interespecíficas, por exemplo a predação.b) Os organismos são especializados para funcionar mais eficiente eprodutivamente dentro de uma estreita faixa de variação de condiçõesambientais, representadas pelos fatores ambientais anteriormente apre-sentados, e cada forma tem o seu ponto ótimo. As mudanças ambientaisinvadem o espaço vital de um organismo: o ciclo anual das estações, osperíodos diários de luz e escuridão, as reviravoltas frequentes e imprevisí-veis do clima. Portanto, a sobrevivência de cada organismo depende da suahabilidade em lidar com as variações do meio ambiente (fatores abióticos) esuportar as pressões das outras espécies (fatores bióticos).Todos os organismos apresentam homeostase em algum grau emrelação a algumas condições ambientais, ainda que a ocorrência e a efetivi-dade dos mecanismos homeostáticos variem. A homeostase é a habilidadede um indivíduo em manter condições internas constantes em face de umambiente externo variante. Lembre-se, por exemplo, da temperatura donosso corpo.4.5 Fatores limitantes: lei do mínimo, lei da tolerância,fatores reguladoresFator limitante é qualquer agente que torne difícil a sobrevivência,o crescimento ou a reprodução de uma espécie.Liebig (1840), estudando o crescimento das plantas observou que:“o crescimento dos vegetais é limitado pelo elemento cuja concentraçãoé inferior a um valor mínimo, abaixo do qual as sínteses não podem maisfazer-se”. Essa lei, chamada originalmente de Lei do Mínimo de Liebig, foiampliada e hoje fala-se de “Fator Limitante”.
  30. 30. Ecologia e PoluiçãoFatores Ecológicos33Um Fator Ecológico desempenha papel de fator limitantequando está ausente ou reduzido, abaixo de um mínimo crítico ou seexcede o nível máximo tolerável.Shelford (1911), estudando o período reprodutivo de um insetoobservou que: “Cada ser vivo apresenta, em função dos diversos fatoresecológicos, Limites de Tolerância, entre os quais situa-se seu ótimo eco-lógico”. Esta foi chamada de Lei da Tolerância de Shelford.Para cada fator ecológico, seja biótico ou abiótico, as espécies po-dem apresentar diferentes limites de tolerância. Esta é a principal razão pelaqual podemos encontrar espécies em alguns ecossistemas e outras não. Atolerância pode ser representada graficamente em uma curva chamada cur-va de tolerância de determinada espécie, cujos valores centrais representamseu desempenho pleno, e os das extremidades, seus limites de tolerância.A Figura 4.1 mostra os limites mínimos e máximos como tolerância de umadeterminada espécie (Lei do Mínimo)..Figura 4.1 – Limites mínimos e máximos como tolerância de uma determinada espé-cie à intensidade de um fator ecológicoFonte: http://www.ib.usp.br/ecologia/fatores_limitantes_print.htm (modificado deCox et al., 1976).4.6 Valência ecológicaÉ a capacidade da espécie em suportar uma grande variação defatores ecológicos. Pode variar numa mesma espécie em função do estágiodo desenvolvimento. Para cada fator ecológico, as espécies respondem dediferentes maneiras.Observe a figura referente à Leida Tolerância (Lei de Shelford)apresentada no site: http://www.ib.usp.br/ecologia/fatores_limitantes_print.htm, e verifiquea representação gráfica de umacurva de tolerância e os limitesde tolerância a um determinadofator ecológico.Quanto maior a tolerância deuma espécie a diferentes fatoresambientais, maior será suavalência ecológica.
  31. 31. 34 Catarina da Silva PedrozoFatores EcológicosPara o grau relativo de tolerância, uma série de termos tornou-sede uso geral na Ecologia, utilizando-se o prefixo esteno, com o significadode “estreito”, e euri, significando “largo”. Exemplos:valência à seleção dea) habitats: estenoécia – euriécia;valência à salinidade: estenoalina – eurialina;b) valência à temperatura: estenotérmica – euritérmica;c) 4.7 Atividades de avaliaçãoConsiderando os conceitos discutidos nesta unidade, observe seocorrem espécies migratórias na sua região e relacione isso com os fatoresecológicos que podem influenciar estas populações. Compartilhe no fórumsuas idéias.4.8 SínteseNesta unidade abordamos o conceito de fatores ecológicos e mos-tramos como influenciam a distribuição e abundância dos organismos nanatureza. Conhecemos os tipos de fatores ecológicos e entendemos que osfatores abióticos são as características do meio ambiente e que os fatoresbióticos são as relações entre os seres vivos. Desta forma, é possível com-preender porque encontramos determinadas espécies em um ambiente enão as encontramos em outro. As características de cada ambiente e osrequisitos de cada espécie explicam a riqueza e a diversidade da vida noplaneta Terra.
  32. 32. Populações35Ecologia e PoluiçãoUnidade 5 – POPULAÇÕESNesta unidade você vai compreender quais são as principais carac-terísticas de uma população, como se distribui e se dispersa, seu crescimen-to e outros aspectos inerentes a ela.5.1 Objetivo de aprendizagemCompreender o conceito de População e quais são os seus princi-pais atributos.5.2 Conceito de populaçãoComo ressaltamos anteriormente, uma população compreende osindivíduos de uma espécie dentro de uma dada área.A estrutura da população proporciona uma visão rápida num de-terminado instante de tempo. Tem uma estrutura espacial, a qual significaque, dentro de suas fronteiras geográficas, os indivíduos vivem principal-mente dentro de partes de habitats adequados, e suas abundâncias podemvariar com respeito à comida, aos predadores, locais de ninho, e outrosfatores ecológicos dentro do habitat.5.3 Estrutura espacial das populaçõesA estrutura espacial de uma população tem três propriedades prin-cipais: distribuição, dispersão e densidade:a distribuição é determinada pela presença ou ausência dea) habitatadequado;a dispersão das populações caracteriza o espaçamento dosb) indivíduos entre si, formando padrões que variam, como vocêpode observar na Figura 5.1.Figura 5.1 – Os três tipos de distribuição espacial dos indivíduos de uma populaçãoFonte: Dajoz, 2005.Lembre-se da influência dosdiferentes fatores ecológicos nadistribuição das espécies.
  33. 33. 36 Catarina da Silva PedrozoPopulaçõesc) a densidade corresponde ao número de indivíduos de umapopulação em uma determinada área ou volume.5.3.1 A dispersão uniformeÉ rara. É um indicador de uma intensa competição entre os diver-sos indivíduos que tendem a manter-se a igual distância uns dos outros.Exemplo: plantas do deserto do Arizona – secretam uma substância tóxicaque mantém os outros indivíduos à distância.5.3.2 A dispersão ao acasoOcorre em meios muito homogêneos em que as espécies não têmnenhuma tendência a agrupar-se e para as quais a posição de cada indi-víduo no espaço independe de outros indivíduos. Exemplo: os ovos dosinsetos em geral são distribuídos ao acaso.5.3.3 A dispersão contagiosaÉ a mais comum. Deve-se a variações de características do meioou ao comportamento dos seres vivos que tendem a agrupar-se. Exemplo:os primatas.5.4 A abundância das espécies e sua estimativaO tamanho populacional é um balanço momentâneo entre ganhos(nascimentos e imigrações) e perdas (mortes e emigrações) de indivíduos.Quando os ganhos superam as perdas, a população cresce; quando as per-das são maiores, ela diminui.O crescimento de uma população depende de dois conjuntos defatores: um que contribui para o aumento da densidade, do qual fazemparte a taxa de natalidade e a taxa de imigração, e outro que contribuipara a diminuição da densidade, do qual fazem parte a taxa de morta-lidade e a taxa de emigração. O modo como esses fatores interagemdetermina se e como o crescimento da população sofre variações.5.4.1 Como é possível estimar a densidade?Existem inúmeros métodos para quantificar uma população:em populações pequenas, contam-se os indivíduos;a) em populações grandes, contam-se os indivíduos de uma áreab) conhecida;em populações grandes que se movem (ex: peixes) usam-sec) métodos de marcação e recaptura: os dados compõem um índiceou equação matemática.Procure identificar na sua regiãocomo se dispersam as espéciesvegetais naturais. Existem maisáreas cultivadas ou naturais?
  34. 34. Ecologia e PoluiçãoPopulações375.5 Crescimento populacional e regulaçãoA imensa capacidade de crescer das populações não pode ser me-lhor ilustrada do que pela população humana, a qual tem crescido proficu-amente, por vezes dobrando a cada quarto de século. Desde que a espéciehumana começou a compreender o seu rápido crescimento, esse tem cau-sado preocupação. Essa preocupação levou ao desenvolvimento de técnicasmatemáticas que preveem o crescimento das populações – a disciplina daDemografia – e ao estudo intensivo de populações naturais e de laboratóriopara determinar os mecanismos de regulação das populações.Quando o ambiente em que vive uma dada população possuirecursos ilimitados, condições climáticas favoráveis e ausência deoutras espécies que limitem o crescimento dessa população, ocorre umcrescimento exponencial a uma taxa máxima denominada potencial bi-ótico (capacidade reprodutiva máxima).Se isso fosse possível, uma bactéria coli recobriria a terra de des-cendentes em 36 horas!A diferença entre o máximo crescimento (potencial biótico) e ocrescimento real é devida às condições limitantes do meio, e denomina-seresistência ambiental.O modelo mais utilizado para o estudo do crescimento das popu-lações segue duas formas principais que são denominadas de crescimentoem “j” e crescimento em “s”.No crescimento em “j” (ou crescimento exponencial), o aumen-to da população verifica-se até certo ponto e depois declina bruscamente,quando a resistência ambiental torna-se efetiva.A outra forma de crescimento, em “s” (ou sigmóide, logístico), é amais comum. Inicialmente o crescimento é lento, então torna-se rápido atéatingir certo ponto, quando passa a diminuir até um ponto em que o núme-ro de indivíduos torna-se praticamente constante, com pequenas oscilaçõesem torno de um valor médio. Este equilíbrio é mais facilmente alcançadoem ecossistemas complexos, nos quais pequenas alterações são facilmenteabsorvidas e não geram consequências mais drásticas.
  35. 35. 38 Catarina da Silva PedrozoPopulações Figura 5.2 – Crescimento exponencial e crescimento logístico de uma população Fonte: Dajoz, 2005.5.6 Regulação das populaçõesMuitas coisas influenciam a taxa de crescimento populacional, massomente os fatores dependentes da densidade, cujos efeitos aumentamcom a acumulação, podem trazer a população sob controle. Estes podemser: alimento, espaço disponível, etc.Fatores como a temperatura, precipitação e eventos catastróficosalteram largamente as taxas de natalidade e mortalidade a respeito do nú-mero de indivíduos numa população. Estes são fatores independentes dadensidade, que podem influenciar a taxa de crescimento de uma popula-ção, mas não controlam o seu tamanho.5.7 Atividades de avaliaçãoPesquise em sua região se existem ambientes cultivados e ambien-tes naturais e como as espécies animais e vegetais se dispersam nessesambientes. Prepare uma apresentação e compartilhe com seus colegas suasobservações.5.8 SínteseNesta unidade, abordamos algumas características das populações,como sua distribuição e dispersão, como crescem e quais característicasdo meio influenciam no controle do seu crescimento. Na próxima unidade,abordaremos estas populações compondo as comunidades e suas princi-pais características.Reflita sobre a importânciada heterogeneidade dosecossistemas para a preservaçãodas várias espécies que oscompõem.
  36. 36. Comunidades39Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 6 – COMUNIDADESNesta unidade abordaremos as principais características de umacomunidade, noções de sucessão ecológica e diversidade. Você poderá en-tender que essas características são importantes para o reconhecimento darecomposição daqueles ecossistemas que sofreram algum tipo de impacto,seja natural ou humano. A diversidade pode ser um importante indicadorde qualidade de um determinado ecossistema e é uma ferramenta muitoutilizada na pesquisa em Ecologia.6.1 Objetivo de aprendizagemCompreender o que são comunidades e suas principais características.--6.2 Comunidades e suas principais característicasTodo o lugar na Terra – cada pradaria, cada lago, cada rochedo àbeira do mar – é compartilhado por muitos organismos que ali coexistem.Estas plantas, animais e microrganismos estão interconectados entre si porsuas cadeias alimentares e outras interações, formando um todo complexocomumente chamado de comunidade biológica. As inter-relações dentroda comunidade governam o fluxo de energia e o ciclo dos elementos den-tro do ecossistema, como já vimos anteriormente. Estas inter-relações tam-bém influenciam os processos populacionais, dessa forma determinando asabundâncias relativas dos organismos. Finalmente, as inter-relações dentroda comunidade selecionam os genótipos e por isso influenciam a evoluçãodas espécies coexistentes.Existem duas maneiras de conceituar comunidade, que têm susci-tado discussões entre os cientistas:aqueles que defendem a idéia de complexidade –a) o conceitoholístico – em que a comunidade é um superorganismo cujofuncionamento e organização nós podemos apreciar somentequando considerarmos o seu papel na natureza como umaentidade completa;aqueles que sustentam que a estrutura e o funcionamento dab) comunidade simplesmente expressam as interações entre cadaespécie que forma a associação local e não refletem qualquerorganização, de propósito ou não, acima do nível das espécies – oconceito individualista.Independente da discussão, os cientistas têm se esforçado paradescrever as propriedades no nível da comunidade. Sua medida mais sim-ples é o número de espécies que ela possui, o qual é usualmente denomina-do riqueza de espécie ou diversidade.Lembre-se: uma comunidadereune diferentes populações quepodem ser animais, vegetais oude microrganismos.
  37. 37. 40 Catarina da Silva PedrozoComunidadesEstas medidas têm sido utilizadas na tentativa de comparaçãoentre diferentes comunidades como importante ferramenta no monito-ramento ambiental.Comunidade é o conjunto de populações de vegetais e de ani-mais que povoam uma determinada área e cujos indivíduos mantêm, en-tre si, relações de diversos níveis. Muitos autores preferem utilizar o termobiocenose (vida em comum), proposto por Karl Mobius em 1877, comosinônimo de comunidade, visando, com isso, salientar o sentido específicodeste conceito.Uma espécie é chamada de dominante em uma comunidadequando representa o maior tamanho ou o maior número de indivíduos eseu nome é empregado para designar a comunidade. Assim, em um lago,fala-se em comunidade de aguapé (Eichornia sp.), por exemplo, quandoesta espécie está em maior número quando comparada a outras espéciesde plantas aquáticas.O conceito de comunidade é bastante simples de ser entendido:no entanto, o seu reconhecimento na natureza é uma tarefa difícil, princi-palmente em relação à localização de seus limites. Por exemplo: a salaman-dra completa seu estágio larval na água e muda-se para a terra.O limite entre uma comunidade de campo e uma de mato, porexemplo, é uma zona em que coabitam espécies de ambas as comunidades.Essa região de transição é denominada ecótono e caracteriza-se por ser umazona de tensão entre as comunidades, em consequência da competição quese estabelece entre certas espécies representativas de cada comunidade.6.3 Sucessão ecológicaAs comunidades existem num estado de fluxo contínuo. Organis-mos morrem e outros nascem de forma a tomar os seus lugares; a energiae os nutrientes transitam através da comunidade. E, contudo, a aparênciae a composição da maioria das comunidades não mudam com o passar dotempo. Mas, quando um habitat é perturbado – uma floresta derrubada,um campo queimado, um recife de corais destruído – a comunidade lenta-mente se reconstrói. Espécies pioneiras que são adaptadas a habitats per-turbados são sucessivamente substituídas por outras até que a comunidadeatinja sua estrutura e composição original.A dinâmica é uma característica fundamental dos ecossistemas.Numa determinada região e sob as mesmas condições climáticasgerais, uma comunidade se modifica lenta e progressivamente até tornar-senitidamente diferente ou, em outras palavras, uma comunidade é substitu-Pesquisando no site http://www.ib.usp.br/ecologia/sucessao_ecologica_print.htm, vocêencontra ilustrações detalhadassobre a sucessão ecológica.
  38. 38. Ecologia e PoluiçãoComunidades41ída por outra e esta por outra terceira, e assim, sucessivamente, à medidaque o tempo passa. Esse fenômeno se denomina sucessão.Na sucessão, as comunidades vão se sucedendo até que por fimse estabelece um tipo de comunidade, que não pode ser substituída nascondições existentes, isto é, capaz de perdurar indefinidamente enquantoperdurarem aquelas condições ambientais – é a comunidade clímax.A sucessão se processa de uma forma, em geral lenta, que pode va-riar de poucos anos até várias dezenas de anos, dependendo da comunida-de clímax que deverá se instalar, do grau de perturbação que desencadeoue manteve o processo e do estágio atual da sucessão.Uma região desabitada, como as dunas de areia, por exemplo, nor-malmente, apresenta condições pouco propícias para o estabelecimento dosprimeiros seres vivos. Poucos organismos conseguem suportar condiçõesde altas temperaturas e escassez de alimento e iniciar a colonização dasdunas. Entretanto, existem espécies que o fazem; são as espécies pioneirasque mudam as condições ambientais.Nessas condições, outras plantas e animais podem invadir essaárea; eles não conseguiriam viver nas condições iniciais, mas agora se adap-tam a um ambiente mais ameno. As novas espécies que chegam competemcom as pioneiras, vão substituindo-se gradualmente e passam a ocupar aárea, produzindo um solo mais profundo, com mais nutrientes e umidade,aumentando o sombreamento e retendo mais umidade no ar. Esta segundacomunidade será, posteriormente, substituída por outras, que modificarãomais o ambiente até que se estabeleça, nessa área, uma comunidade bemadaptada que consegue se manter estável, através das interações entre suasespécies e dos recursos fornecidos pelo ambiente físico. Assim, a sucessãotermina em uma comunidade de clímax.Podemos encontrar sucessões ecológicas, também, em áreas queforam antigas plantações feitas pelo homem e depois abandonadas. Nestecaso, a comunidade clímax que se estabelece, geralmente é similar a umaoutra natural que esteja localizada nas proximidades, pois as plantas e osanimais dessa comunidade natural serão os invasores e colonizadores.Quanto ao povoamento, é reconhecida a existência de dois tiposde sucessão:sucessão primáriaa) – é o estabelecimento e o desenvolvimentode comunidades de plantas em habitats recém formados que nãotinham plantas previamente – dunas de areia, leitos de lava, rochasexpostas por erosão ou por uma geleira recuada;sucessão secundáriab) – é a que se estabelece numa área em queuma comunidade foi praticamente destruída. Pode ocorrer, por
  39. 39. 42 Catarina da Silva PedrozoComunidadesexemplo, em áreas cuja comunidade foi destruída pelo fogo oupor inundações.6.3.1 Características das sucessões:os ecossistemas próximos do clímax são mais organizados e maisa) complexos do que os próximos do estágio pioneiro;a biomassa aumenta à medida que se aproxima do clímax. Emb) seguida, torna-se quase constante, pois a produtividade tende azero;a diversidade em espécies aumenta ao longo das sucessões; elac) se deve ao aumento da heterogeneidade do meio, passa por ummáximo e, em geral, decresce mais ou menos no estágio clímax;as cadeias alimentares, inicialmente lineares e dominadas pord) herbívoros, tornam-se redes ramificadas e complexas, onde osdetritívoros ocupam um espaço cada vez maior;os nichos tornam-se cada vez mais especializados;e) no estágio de clímax a mobilidade das espécies tende a diminuir;f) as relações interespecíficas evoluem com a sucessão;g) a conservação dos elementos nutritivos no interior do ecossistemah) torna-se melhor;o clima é instável e imprevisível nos estágios pioneiros e estável ei) previsível no clímax.6.4 Organização da comunidade – cadeias tróficasLembre-se: os componentes bióticos do ecossistema são identifica-dos como produtores, consumidores e decompositores, como foi ressaltadoanteriormente.Guildas tróficas são grupos de espécies que exploram um recursode modo semelhante. Exemplo: guildas de pastadores, guildas que comemnéctar, etc. Nas guildas haverá uma maior interação competitiva entre asespécies. Deve-se considerar uma comunidade como um conjunto de guil-das, cada uma contendo uma ou muitas espécies.6.5 A diversidadeO aspecto fundamental para descrever e caracterizar a comunida-de é aquele que se refere à sua diversidade, ou seja, às diferentes espéciesque a compõem.O Brasil é considerado umdos países megadiversos, pelagrande riqueza de espéciesque apresenta em todo o seuterritório.
  40. 40. Ecologia e PoluiçãoComunidades43Os fatores básicos a serem pesquisados são o número das espé-cies dentro da comunidade e as suas respectivas abundâncias relativas.Isso é conhecido como riqueza, densidade ou variedade de espécies queé designada pela letra S.Uma vez que a diversidade é estimada a partir de uma amostra, adiversidade passa a ser função do tamanho amostral.Se em uma amostra de 200 indivíduos forem reconhecidas 10 es-pécies, cada uma com 20 representantes, haverá maior índice de diversida-de do que se 160 indivíduos fossem reconhecidos numa única espécie e osoutros 40 indivíduos nas 9 espécies restantes.No primeiro caso diz-se que existe equabilidade ou uniformida-de, ao passo que no segundo ocorre dominância de uma espécie em re-lação às outras.A dominância é mais atingível para organismos com maior valênciaecológica, e, portanto, capazes de desenvolver uma gama mais ampla detolerâncias.A diversidade de espécies tende a aumentar com o tamanho daárea e das latitudes altas para o Equador. A diversidade tende a ser reduzi-da em comunidades bióticas que sofrem estresse, porém também pode serreduzida pela competição em comunidades antigas e ambientes físicos es-táveis. Pode-se referir, também, a diversidade de habitats (ou de padrões)e a diversidade genética.São utilizadas duas abordagens para se analisar a diversidade deespécies em situações diferentes:a) curvas de abundância relativa do componente dominânciada diversidade – salienta a riqueza e a abundância da diversidadede espécies e também explica como o espaço do nicho é repartido,além de ser usada para avaliar o efeito das perturbações sobre aestrutura de espécies;b) índices de diversidade – os quais são proporções ou outrasexpressões matemáticas das relações de importância de espécies.Ninguém conhece, ainda, o número total de espécies existentesna Terra. As estimativas de alguns anos atrás mencionavam a existênciade 5 a 30 milhões de espécies. Entretanto, estudos recentes efetuados nasflorestas tropicais sugerem que pode haver 30 milhões de espécies apenasde insetos. Existem, atualmente, cerca de 1,4 milhões de espécies vivas quejá foram catalogadas. Aproximadamente 750 mil são insetos, 265 mil sãoplantas e 41 mil são vertebrados. O restante inclui invertebrados, fungos,algas e microrganismos.Lembre-se: as espécies commaior valência ecológica serãodominantes em um ecossistema.Saiba mais sobre a defesada biodiversidade da Terraacessando o site: http://www.greenpeace.org/brasil/institucional/noticias/perguntas-e-respostas-sobre-a
  41. 41. 44 Catarina da Silva PedrozoComunidadesUma quantidade significativa dessas espécies está sendo sistema-ticamente destruída pela atividade humana, que causa a redução da biodi-versidade em todo o mundo. A poluição é uma das grandes causadoras daperda da biodiversidade. Em um ambiente aquático, por exemplo, há nor-malmente um grande número de espécies, cada uma delas com um númerorelativamente pequeno de indivíduos. Quando este ambiente recebe descar-gas de efluentes orgânicos, as espécies mais sensíveis são eliminadas, restan-do apenas espécies menos nobres, essas com grande número de indivíduos,devido à diminuição da competição como, por exemplo, seleção natural.É importante destacar que a biodiversidade não deve ser conside-rada apenas sob o ponto de vista da conservação, uma vez que ela repre-senta a fonte de recursos naturais mais importante da Terra.6.6 Atividades de avaliaçãoObserve em um ambiente natural, como em um parque de suacidade, por exemplo, que em apenas 1m2é possível identificar e quantificara riqueza específica de vegetais deste local. Escolha um local e, mesmo nãoconhecendo os nomes científicos das espécies observadas, atribua uma le-tra para cada espécie encontrada. Conte o número de indivíduos de cadaespécie e identifique a mais abundante. Compartilhe com seus colegas suasobservações no fórum.6.7 SínteseNesta unidade abordamos o conceito de comunidade, como podeser recomposta depois de um evento catastrófico e o que representa a suadiversidade biológica. Até então, você pôde compreender a Ecologia dosorganismos, populações e comunidades, como a energia e os nutrientessão utilizados, e a influência do meio sobre eles. Agora, você já está aptopara entender o que significa o desenvolvimento sustentável e as principaisconsequências para a Terra, da exploração excessiva dos diferentes ecossis-temas pelo homem.
  42. 42. Bases doDesenvolvimentoSustentável45Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 7 – BASES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL7.1 Objetivos de aprendizagemConhecerecorrelacionarosdiferentesmodelosdedesenvolvimento--humano;Entender a importância do modelo de desenvolvimento sustentável--para a perpetuação da vida na Terra.7.2 Desenvolvimento sustentávelPodemos admitir que o uso de recursos seja inesgotável, já que osol é uma estrela que ainda poderá fornecer energia à Terra por 5 bilhõesde anos. Quanto à capacidade de absorver e reciclar matéria ou resíduos,a humanidade tem observado a existência de limites no meio ambiente, etem que conviver com níveis indesejáveis e preocupantes de poluição do ar,da água, do solo e com a consequente deterioração da qualidade de vida,como veremos logo a seguir.O modelo de desenvolvimento escolhido pela sociedade humana atéatingir seu atual estágio é um sistema aberto, que depende de um suprimentocontínuo e inesgotável de matéria e energia que, depois de utilizada, é devolvi-da ao meio ambiente (jogada fora) como está representado na Figura 7.1.Figura 7.1 Modelo atual de desenvolvimento humanoFonte: Braga, et al., 2002.Para que esse modelo possa ter sucesso de desenvolvimento, ouseja, para que os seres humanos garantam sua sobrevivência, as seguintespremissas teriam que ser verdadeiras:suprimento inesgotável de energia;a) suprimento inesgotável de matéria;b) capacidade infinita do meio de reciclar matéria e absorver resíduos.c)
  43. 43. 46 Catarina da Silva PedrozoBases doDesenvolvimentoSustentávelO crescimento populacional contínuo da espécie humana é incom-patível com um ambiente finito, em que os recursos e a capacidade de ab-sorção e reciclagem de resíduos são limitados. Devemos acrescentar a essequadro o aumento do consumo individual que se observa no desenvolvi-mento da sociedade humana, que torna a situação mais preocupante ainda.Portanto, se o modelo de desenvolvimento da sociedade não for alterado,estaremos caminhando a passos largos para o colapso do planeta, com pers-pectivas nefastas para a sobrevivência do homem (BRAGA et al, 2002).Devemos rever o modelo anterior para que, com lucidez e conhe-cimento científico, seja possível aumentar a probabilidade de sucesso deperpetuação da espécie humana. Os ensinamentos das leis físicas e do fun-cionamento dos ecossistemas fornecem os ingredientes básicos para a con-cepção do modelo que pode ser chamado de modelo de desenvolvimentosustentável, como é mostrado na Figura 7.2. Ele deve funcionar como umsistema fechado, que tem como base as seguintes premissas:dependência do suprimento externo contínuo de energia (sol);a) uso racional da energia e da matéria com ênfase na conservação,b) em contraposição ao desperdício;promoção da reciclagem e do reuso dos materiais;c) controle da poluição, gerando menos resíduos para serem absor-d) vidos pelo ambiente;controle do crescimento populacional em níveis aceitáveis, come) perspectivas de estabilização da população.Figura 7.2 – Modelo de desenvolvimento sustentávelFonte: Braga et al., 2002.Um fato importante que diferencia este novo modelo daquele mos-trado anteriormente é a reciclagem e o reuso dos recursos aliados à restau-ração do meio ambiente. Devemos lembrar que mesmo com a estabilizaçãoNo site http://www.mma.gov.br/, você pode pesquisarmais sobre o desenvolvimentosustentável no Brasil.
  44. 44. Ecologia e PoluiçãoBases doDesenvolvimentoSustentável47da população, com o controle da poluição e a reciclagem o aumento doconsumo nos países menos desenvolvidos (para os padrões existentes empaíses desenvolvidos) pode gerar desequilíbrios no balanço global de energiano planeta acarretando mudanças globais de consequências imprevisíveis.Para que a humanidade evolua para o modelo proposto, devemacontecer revisões comportamentais em direção ao novo paradigma. A so-ciedade atual já despertou parcialmente para o problema, mas há muitopara ser feito em termos de educação e cooperação entre os povos e emtermos de meio ambiente. Nosso conhecimento sobre o funcionamento doplaneta Terra ainda é pequeno, mas é suficiente para saber que precisamosaprender a habitá-lo e usufruir dele de maneira consciente e responsável,preparando-o para sustentar as gerações futuras.É necessário que a humanidade reconheça os serviços prestadospelos ecossistemas. Estes são gerados por um complexo de ciclos naturais,dirigidos pela energia solar, que constitui os trabalhadores da biosfera – a ca-mada fina próxima da superfície da terra que contém toda a vida conhecida.Esses serviços incluem:purificação do ar e da água;a) mitigação de enchentes e secas;b) detoxificação e decomposição de resíduos;c) geração e renovação do solo e fertilidade;d) polinização de culturas e vegetação natural;e) controle de pragas da agricultura;f) dispersão de sementes e transferência de nutrientes;g) manutenção da biodiversidade;h) proteção do sol;i) estabilização do clima;j) moderação dos extremos de temperatura; k) suporte à diversidade de culturas humanas;l) provimento da beleza estética e estimulação do espírito humano.m) 7.3 Atividades de avaliaçãoDiscuta com seus colegas no chat qual é o atual modelo de desenvol-vimento escolhido pela espécie humana e quais são as consequências desta es-colha para o planeta Terra. O que é preciso fazer para mudar esta realidade?Resuma suas impressões e envie o texto para o seu professor viaAmbiente Virtual de Ensino-Aprendizagem.Reflita sobre o tema e compareos diferentes modelos dedesenvolvimento. Qual modelo émais adequado para sua região?No site: http://educar.sc.usp.br/biologia/textos/m_a_txt2.html você pode encontrarum material de apoio sobre odesenvolvimento sustentável.
  45. 45. 48 Catarina da Silva PedrozoBases doDesenvolvimentoSustentável7.4 SínteseNesta unidade e nos sites recomendados, você compreendeu por-que nós, humanos, exploramos os recursos de forma excessiva e como po-deremos reverter este quadro, mudando nosso modelo de desenvolvimento.A escolha por este modelo tem levado a espécie humana a reconhecer asreais consequências disto que são todos os tipos de poluição a que os ecos-sistemas estão e estarão sujeitos. Estas consequências serão abordadas naspróximas unidades.
  46. 46. Ecologia e PoluiçãoIntrodução à CriseAmbiental49UNIDADE 8 – INTRODUÇÃO À CRISE AMBIENTAL8.1 Objetivo de aprendizagemCompreender a crise ambiental, suas principais causas e con---sequências.8.2 IntroduçãoTendo em vista o progressivo aumento da população humana,pode-se vislumbrar, a médio e longo prazo, problemas sérios para a suamanutenção:um dos princípios gerais da Ecologia é o de que “as transformaçõesa) físicas e químicas governam os sistemas biológicos”. Lembre-se dacadeia trófica e dos ciclos biogeoquímicos;todo e qualquer fenômeno que acontece na natureza necessita deb) energia para ocorrer;a vida, como a conhecemos, requer basicamente matéria e energia.c) Esses dois conceitos são fundamentais no tratamento da maioriadas questões ambientais;em qualquer sistema natural, matéria e energia são conservadas,d) ou seja, não se criam nem se destroem matéria e energia;As leis da Física estão atualmente sendo utilizadas para o enten-dimento dos sistemas ambientais.o uso de energia implica, pela 2a) alei da termodinâmica, na de-gradação da sua qualidade;como consequência da lei da conservação da massa, os resíduosb) energéticos (principalmente na forma de calor), somados aosresíduos de matéria, alteram a qualidade do meio ambiente nointerior do planeta;a tendência natural de qualquer sistema, como um todo, é dec) aumento de sua entropia (grau de desordem).Assim, a população humana, utilizando-se da inesgotável energiasolar, processa, por meio de sua tecnologia e de seu metabolismo, os recur-sos naturais finitos, gerando, inexoravelmente, algum tipo de poluição.O que pode ser feito paraconter o aumento do grau dedesordem?
  47. 47. 50Introdução à CriseAmbientalCatarina da Silva PedrozoDo equilíbrio entre três elementos – população, recursos natu-rais e poluição – dependerá o nível de qualidade de vida no planeta.Se a população humana continuar crescendo segundo as tendên-cias atuais, a exploração dos recursos naturais se tornará cada vez maisintensificada, gerando mais e mais poluição.Portanto, as leis da Física são fundamentais para o entendi-mento dos problemas ambientais:a lei da conservação da massa mostra que nunca estaremos livresa) de algum tipo de poluição;uma consequência da 2b) alei da termodinâmica é o fato de serimpossível obter energia de melhor qualidade do que aqueladisponível inicialmente, ou seja, não existe reciclagem completa deenergia. Logo, a energia dispersada em qualquer transformaçãoserá perdida para sempre;outra consequência é o aumento da entropia, o que implica maiorc) desordem nos sistemas locais, regionais e globais.Assim, se não forem tomadas medidas de controle ambientald) eficientes, a previsão é de que haverá um aumento da poluiçãoglobal.Ofatodeasleisexistirem,sendoaplicáveisenãohavercomoburlá-las traz uma série de problemas e enormes preocupações àsociedade de hoje.8.3 Atividades de avaliaçãoUtilize como texto de apoio o material do site: www.cebds.org.br/cebds/docnoticia/vivendo-alem-dos-nossos-meios.pdf e reflita sobre osprincipais serviços prestados pelos ecossistemas. Como viveríamos no pla-neta Terra, sem eles? Elabore suas impressões e encaminhe o texto para seuprofessor pelo Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem.8.4 SínteseNesta unidade você pôde perceber que nosso modelo de desen-volvimento não prevê as consequências maléficas para a natureza. Tambémpercebeu que, se a população humana continuar crescendo rapidamente econsumindo os recursos naturais de uma forma não sustentável certamentevai gerar aumento da poluição. Nas próximas unidades vamos conhecerestas reais consequências.Lembre-se das formas decrescimento das populações.
  48. 48. Poluição do Are as MudançasClimáticas51Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 9 – POLUIÇÃO DO AR E AS MUDANÇAS CLIMÁTICASNesta unidade, abordaremos o conceito de poluição do ar, suasfontes, principais características e efeitos.9.1 Objetivos de aprendizagemConhecer a poluição do ar, identificar suas causas e principais--consequências para a saúde do homem e dos ecossistemas.9.2 O que é a poluição do ar?É a existência de substâncias estranhas à composição do meio, ouem quantidade muito elevada. É a mudança na composição do ar, ou emsuas propriedades, causada por emissões de poluentes, tornando-o impró-prio, nocivo ou inconveniente à saúde, ao bem-estar público, à vida animale vegetal e, até mesmo, a alguns materiais.No momento em que o homem descobriu o fogo, teve início apoluição do ar. Na idade média: as queimadas, os fossos dos castelos, o lixo,matadouros, curtumes, currais, cavalariças. Nos séculos que se seguiram foidevido à revolução industrial.A poluição do ar pode ser de origem natural ou gerada pelas dife-rentes atividades humanas.9.2.1 Principais poluentes atmosféricosmonóxido de carbono – combustão incompleta de combustíveisa) fósseis e outros materiais com C;dióxido de carbono – combustão completa de combustíveis fósseisb) e também é gerado na respiração;óxidos de enxofre – queima de combustíveis com S, além de seremc) gerados em processos biogênicos naturais;óxidos de nitrogênio – processos de combustão e descargasd) elétricas na atmosfera;hidrocarbonetos – queima incompleta dos combustíveis,e) evaporação destes e de solventes orgânicos;oxidantes fotoquímicos – gerados a partir de hidrocarbonetos ef) óxidos de nitrogênio (ozônio e o peróxi-acetil nitrato);material particulado – poeira, fuligem, partículas de óleo, pólen;g) asbestos – gerados durante a etapa de mineração do amianto ouh) em processos de beneficiamento deste material;metais – associados aos processos de mineração, combustão doi) carvão e processos siderúrgicos;
  49. 49. 52 Catarina da Silva PedrozoPoluição do Are as MudançasClimáticasgás fluorídrico – produção de alumínio e fertilizantes;j) amônia – indústrias químicas e fertilizantes e processos biogênicosk) naturais na água e no solo;gás sulfídrico – refinarias de petróleo, indústria química, indústrial) de celulose e papel, e processos biogênicos;pesticidas e herbicidas – indústrias que os produzem, agriculturam) através da pulverização;substâncias radioativas – depósitos naturais, usinas nucleares,n) testes de armamento nuclear e queima de carvão;calor – emissão de gases a alta temperatura para o meio ambiente,o) liberados, em sua maioria, nos processos de combustão;som – emissão de ondas sonoras, com intensidade capaz dep) prejudicar os seres humanos e outros seres vivos.9.2.2 Poluição do ar de acordo com suas fontesfontes móveis: veículos produzindo cargas difusas;a) fontes estacionárias: chaminés de indústrias com cargas pontuaisb) de poluentes.9.2.3 Poluição do ar quanto às áreas atingidasa) Problemas globais1. Efeito estufa – a emissão dos gases estufa (CO2, metano, óxi-do nitroso, clorofluorcarbono, ozônio, etc.) aumenta a quanti-dade de energia mantida na atmosfera devido à absorção docalor refletido ou emitido pela superfície da Terra, provocan-do a elevação da temperatura da superfície. O efeito estufa énatural, porém os seres humanos têm, através da emissão degases, aumentado muito este fenômeno.Consequências: modificações climáticas, elevação do níveldos oceanos, impactos na agricultura, silvicultura, etc.Reflexo da RadiaçãoGases de EstufaAtmosferaRadiaçãoInfravermelhaFigura 9.1 – Efeito estufaFonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/efeito-estufa/efeito-estu- fa-6.php
  50. 50. Ecologia e PoluiçãoPoluição do Are as MudançasClimáticas532. Destruição da camada de ozônio – Situada na estratosfera,entre 15 e 50km de altitude, ela tem a capacidade de “filtrar”as radiações solares, impedindo que grande parte das radia-ções ultravioleta chegue até a superfície do solo.Consequências: aumento da incidência de câncer de pele, re-dução das safras agrícolas, destruição e inibição do crescimen-to de espécies vegetais e danos em materiais plásticos.CFCCFCO3 O3O3CICFCO3CI1645321 - Produção de CFCs2 - CFCs chegam à estratosfera3 - UV produz Cl a partir dos CFCs4 - O Xl destrói o ozônio5 - Destruição do ozônio → mais UV3 - Mais UV → mais câncer de peleRadiação UVRadiação UVFigura 9.2 – Destruição da camada de ozônioFonte: http://bohr.quimica.ufpr.br/~dallara/camada.htmlChuva Ácida3. – é provocada pelos gases sulfonados produzi-dos pelas atividades da sociedade moderna que reagem como vapor de água na atmosfera, produzindo ácidos (nítrico esulfúrico). Consideram-se ácidas as chuvas que apresentam opH inferior a 5,6. Em algumas regiões industriais dos EUA e daEuropa, o pH da chuva pode chegar a 3,0.Leia o texto em http://www.dge.inpe.br/ozonio/kirchhoff/html/artigo2.html e compartilhe suasimpressões no fórum.
  51. 51. 54 Catarina da Silva PedrozoPoluição do Are as MudançasClimáticasConsequências: perdas na produtividade agrícola, lixiviaçãodos nutrientes, eliminação de organismos, acidificação daágua e suas consequências e a destruição da vegetação.CHUVA ÁCIDAH2SO4H2SO4H2SO4SO2 H2O½O2+ +SO2O2+S(carvão)LagoFigura 9.3 – Chuva ÁcidaFonte: http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/alc.htmb) Problemas locaisFormados por episódios críticos de poluição em cidades, depen-dem dos poluentes que são gerados e das condições climáticas existentespara sua dispersão.Esses episódios podem ser classificados em:“-- Smog” industrial – típico de regiões frias e úmidas, os picos ocorremno inverno, em condições climáticas adversas para a dispersãodos poluentes. Um fenômeno que agrava o smog industrial é ainversão térmica.“-- Smog” fotoquímico – típico de cidades ensolaradas, quentes, declima seco. Os picos de poluição ocorrem em dias quentes, commuito sol. O principal agente poluidor nesse caso são os veículos,que geram uma série de poluentes, principalmente óxidos denitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. Esses gasessofrem várias reações na atmosfera por efeito da radiação solar,gerando novos poluentes. Daí o nome “fotoquímico”.9.3 Como pode ser feito o controle da poluição do arredução do desperdício de energia;a) Existem episódios críticos depoluição do ar em sua cidade?Você atribui a quais causas?
  52. 52. Ecologia e PoluiçãoPoluição do Are as MudançasClimáticas55substituição de combustíveis fósseis por outras fontes de energia;b) redução da emissão de dióxido de enxofre;c) remoção do enxofre do combustível antes da queima;d) emissão de fumaças com chaminés altas;e) taxação das fontes de emissão de poluentes;f) desestímulo ao uso do automóvel particular;g) desenvolvimento e emprego de dispositivos para a remoção deh) gases e MP;desenvolvimento de motores menos poluentes;i) emprego de combustíveis de queima mais limpa;j) controle da emissão de poluentes pelo escapamento, por meio dek) queimadores e conversores catalíticos.9.4 Mudanças climáticasOs termos mudança do clima, alterações climáticas ou mu-danças climáticas referem-se à variação do clima global ou dos climasregionais da Terra ao longo do tempo. Estas variações dizem respeito amudanças de temperatura, precipitação, nebulosidade e outros fenômenosclimáticos em relação às médias históricas. Tais variações podem alterar ascaracterísticas climáticas de maneira a alterar sua classificação didática. Ostipos de classificação para as regiões climáticas são: classificação do climade Köppen, classificação do clima de Thornthwaite e classificação do climade Martonne.Alterações podem ser causadas por processos internos ao sistemaTerra-atmosfera, por forças externas (como, por exemplo, variações na ativi-dade solar) ou, mais recentemente, pelo resultado da atividade humana.Portanto, entende-se que a mudança climática pode ser tanto umefeito de processos naturais ou decorrentes da ação humana, por isso, de-ve-se ter em mente a que tipo de mudança climática se está referindo.9.5 Atividades de avaliaçãoAssista ao filme disponível no site: http://www.greenpeace.org.br/clima/filme/home/ e compartilhe suas impressões no fórum. Relacione oseventos observados no filme com as últimas notícias mundiais sobre as con-sequências das mudanças climáticas no Brasil e no mundo. Elabore suasimpressões e encaminhe o texto para seu professor pelo Ambiente Virtualde Ensino-Aprendizagem.Assista ao filme “Mudanças doclima, mudanças de vida” nosite: http://www.greenpeace.org.br/clima/filme/home/ Vocêpode entender quais os efeitosdas mudanças climáticas que sãoobservadas no Brasil.No site http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/entenda navegue econheça os impactos ambientaisno Brasil e no mundo. Observeque em cada região, abrem-seinformações sobre determinadosimpactos.
  53. 53. 56 Catarina da Silva PedrozoPoluição do Are as MudançasClimáticas9.6 SínteseNesta unidade abordamos as causas da poluição do ar e seus prin-cipais efeitos para as espécies vivas e para os ecossistemas da Terra. Tam-bém observamos que as principais consequências deste tipo de interferência,que pode ser tanto natural quanto provocada pelo homem, podem alteraro clima na Terra, levando a importantes efeitos que podem ser devastado-res. Você foi informado de que quando o ser humano descobriu o fogo,teve início a poluição atmosférica que tem aumentado desde a revoluçãoindustrial, com o aumento das emissões mundiais de CO2.
  54. 54. Poluição da Água57Ecologia e PoluiçãoUNIDADE 10 – POLUIÇÃO DA ÁGUAA poluição da água é compreendida como a alteração das suas ca-racterísticas físicas e químicas por quaisquer ações ou interferências, sejamelas naturais ou provocadas pelo homem. Pode atingir rios, lagos e oceanosem maior ou menor escala.10.1 Objetivo de aprendizagemCompreender e identificar as fontes de poluição da água, reco---nhecendo suas principais consequências.10.2 Principais poluentes aquáticospoluentes orgânicos biodegradáveis – proteínas, carboidratos ea) gorduras;poluentes orgânicos recalcitrantes ou refratários – defensivosb) agrícolas, detergentes sintéticos, petróleo;metais – podem ser tóxicos ou carcinogênicos, mutagênicos ouc) teratogênicos. Ex.: arsênico, bário, cádmio, cromo, chumbo emercúrio;nutrientes – eutrofização;d) organismos patogênicos – bactérias (que podem causare) leptospirose, febre tifóide, febre paratifóide, cólera), vírus (hepatitee poliomielite), protozoários (amebíase e giardíase), helmintos(esquistossomose e ascaridíase);sólidos em suspensão – diminuição da fotossíntese;f) calor – gerado por efluentes aquecidos por usinas termoelétricasg) afeta as características físicas, químicas e biológicas da água;radioatividade – utilizada pelo homem para fins bélicos, energéticos,h) de pesquisa, médicos ou conservação de alimentos. Pode provocar oaparecimento de várias doenças e mutações genéticas e a morte.10.3 As grandes formas de poluição aquáticaesgotos pluviais e escoamento urbanoa) – escoamento desuperfícies impermeáveis incluindo ruas, edifícios e outras áreaspavimentadas para esgotos ou tubos antes de descarregarempara águas superficiais, por exemplo: esgotos domésticos semtratamento prévio;industrialb) – fábricas de polpa e de papel, fábricas de químicos,fábricas de têxteis, fábricas de produtos alimentares, etc.;agrícolac) – excesso de fertilizantes que vão infiltrar-se no solo epoluir os lençóis de água subterrâneos e por sua vez os rios ou ar-roios onde estes vão desembocar.
  55. 55. 58 Catarina da Silva PedrozoPoluição da Água10.4 Poluição química das águasDois tipos de poluentes caracterizam a poluição química:poluentes biodegradáveis – são produtos químicos que ao finala) de um tempo, são decompostos pela ação de bactérias. Sãoexemplos de poluentes biodegradáveis o detergente, inseticidas,fertilizantes, petróleo, etc.;poluentes persistentes – são produtos químicos que se mantêmb) por longo tempo no meio ambiente e nos organismos vivos (PCBse outros).Estes poluentes podem causar graves problemas como a conta-minação de alimentos, de peixes e crustáceos. São exemplos de poluentespersistentes o DDT, o mercúrio, etc.10.5 Poluição por fosfatos e nitratosOs adubos e fertilizantes usados na agricultura contêm grandesconcentrações de nitrogênio e fósforo. Esses poluentes orgânicos cons-tituem nutrientes para as plantas aquáticas, especialmente as algas, quetransformam a água em algo semelhante a um caldo verde, fenômeno tam-bém conhecido por floração das águas, e a conseqüente eutrofização.A eutrofização é o maior desastre ambiental que pode ocorrernum lago ou reservatório. O enriquecimento das águas com nutrientes (P, N,C e outros) conduz a uma proliferação exagerada da flora aquática (floraçõesde algas fitoplanctônicas), a ponto de prejudicar a fauna, obstruir condutose impedir a navegação. A constante entrada de esgotos, tanto domésticosquanto industriais e mesmo resultantes da agricultura, pode levar á eutrofi-zação. Neste caso, é por força da ação do homem que isto ocorre.Veja quais são as alterações que podem ocorrer, devido às flora-ções algais:o impedimento da penetração da luz e da fotossíntese;a) do oxigênio produzido, boa parte é liberada para a atmosfera;b) a decomposição dos vegetais mortos aumenta o consumo dec) oxigênio, agravando ainda mais a desoxigenação das águas;aumento da mortalidade de peixes e outros animais.d) Mas a eutrofização também pode ser um processo natural como érepresentado na Figura 10.1.
  56. 56. Ecologia e PoluiçãoPoluição da Água59Figura 10.1 – EutrofizaçãoFonte: Braga et al, 2002.10.6 Atividades de avaliaçãoElabore suas respostas e encaminhe-as para o seu professor peloAmbiente Virtual de Ensino-Aprendizagem.Defina poluição da água.1. Quais são os principais poluentes aquáticos?2. Quais são as fontes de poluição da água? Explique.3. O que é a eutrofização?4. Em sua cidade, existe a canalização do esgoto doméstico? Para5. onde é levado?Você observa ecossistemas aquáticos poluídos na sua região. Rela-6. cione com as prováveis fontes.10.7 SínteseNesta unidade, abordamos a poluição da água, suas principais fon-tes e consequências. Você pôde observar que a poluição das águas pode serprovocada por diferentes tipos de contaminantes. Eles podem ser químicostóxicos, persistentes ou não ou mesmo nutrientes orgânicos. Essas subs-tâncias podem ser introduzidas nos ecossistemas aquáticos de diferentesmaneiras. Isso provoca efeitos devastadores para a vida aquática e poste-riormente para a espécie humana.Para a discussão deste temadeve ser utilizado o texto deapoio no site: http://educar.sc.usp.br/biologia/textos/m_a_txt5.html

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