Docência em baixa

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critica em educação

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Docência em baixa

  1. 1. Docência: uma carreira desprestigiada Levantamento realizado pela Fundação Victor Civita comprova uma percepção alarmante: a profissão docente não é considerada uma opção atraente pelos estudantes do Ensino Médio. Apenas 2% desejam cursar Pedagogia ou Licenciatura Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br) Página 1 2 3 === PARTE 1 ==== Mais sobre atratividade da carreira docente Reportagens • Por que a docência não atrai • Nossos futuros professores • Caminhos para atrair os melhores • Ser professor: uma escolha de poucos • Como buscar os melhores Relatório preliminar • Atratatividade da carreira docente Apresentação • Síntese da pesquisa sobre atratividade da carreira docente "Se você comentar com alguém que está pensando em ser professor, muitas vezes a pessoa pode dizer algo do tipo: 'Que pena' ou 'Meus pêsames!'. Afinal, sabe que você vai ser desvalorizado e obter uma remuneração ruim.” É com essa chocante clareza que Thaís*, aluna do 3º ano do Ensino Médio de uma escola particular em Manaus, sintetiza uma noção preocupante para a Educação brasileira: cada vez menos jovens desejam seguir a carreira docente. Embora essa impressão tenha se espalhado até mesmo entre quem não é da área, faltava dimensionar com contornos mais nítidos a extensão do problema. A área de Estudos e Pesquisas da Fundação Victor Civita (FVC) encomendou à Fundação Carlos Chagas (FCC) um mergulho no tema e os dados comprovam: apenas 2% dos estudantes que estão concluindo o Ensino Médio têm como primeira opção no vestibular graduações diretamente relacionadas à atuação em sala de aula - Pedagogia ou alguma Licenciatura. Outros 9% mencionam a intenção de cursar disciplinas da Educação Básica, como Letras, História e Matemática, o que não garante que venham a se interessar por lecionar (confira mais detalhes no gráfico da página 3).
  2. 2. * Ao longo deste especial, os nomes dos alunos ouvidos pela pesquisa foram trocados para preservar a confidencialidade do estudo. Os jovens que aparecem nos depoimentos em destaque são identificados normalmente, pois foram entrevistados pela equipe de NOVA ESCOLA. Políticas Públicas CarreiraGratificações Edição Especial | Fevereiro 2010 Por que a docência não atrai Baixos salários, desvalorização social e más condições de trabalho. De acordo com os resultados do estudo da Fundação Victor Civita, esse conjunto de fatores afasta a maioria dos alunos que em aglum momento chegou a pensar em se tornar professor Página 1 2 3 4 5 6 === PARTE 1 ==== Mais sobre atratividade da carreira docente Reportagens • Docência: uma carreira desprestigiada • Nossos futuros professores • Caminhos para atrair os melhores • Ser professor: uma escolha de poucos • Como buscar os melhores Relatório preliminar • Atratatividade da carreira docente Apresentação • Síntese da pesquisa sobre atratividade da carreira docente Sim, o professor é fundamental para a sociedade e exerce um trabalho importante, nobre, gratificante e de muita responsabilidade. Mas, não, obrigado, não queremos ir para a sala de aula. É isso que diz a maior parte dos jovens brasileiros hoje. O trabalho é mal remunerado e o docente é confrontado pelos alunos, esquecido pelo governo e desvalorizado pela sociedade. Na pesquisa da Fundação Victor Civita (FVC) e da Fundação Carlos Chagas (FCC), apenas 2% dos estudantes do terceiro ano apontaram a
  3. 3. Pedagogia ou algum tipo de Licenciatura como primeira opção de carreira. Esse resultado bate com o panorama dos maiores vestibulares do país. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2009, Pedagogia, Licenciaturas e outros cursos ligados à formação de professores têm uma relação candidato/vaga bastante desfavorável (como mostra o gráfico abaixo). O maior vestibular do país, promovido pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), oferece 109 opções de cursos. E a graduação em Pedagogia no campus de São Paulo está na 90ª posição – no de Ribeirão Preto, é ainda pior: 92ª. Licenciaturas e disciplinas da Educação Básica são ainda menos procuradas pelos jovens (confira o ranking abaixo). O estudo da FVC/FCC revela outro dado interessante. Os pesquisadores perguntaram aos 1.501 alunos entrevistados na parte quantitativa da análise se em algum momento do processo de escolha profissional eles haviam cogitado trabalhar como professor – e 32% responderam que sim. Porém quase todos logo descartaram a ideia. A questão voltou a ser abordada nos grupos de discussão, gerando reações que iam da surpresa ao riso. Como explica Ivan*, que estuda numa escola particular em Campo Grande: “Já pensei em ser professor, só que desisti rápido. Não tenho essa vocação, essa habilidade”. Nas palavras de Carlos*, aluno da rede pública de Fortaleza, “já imaginei me tornar professor de Inglês, mas foi só por um momento”. Prestou, passou Na média das universidades brasileiras e no maior vestibular do país, a relação candidato/vaga dos cursos de Pedagogia e Licenciaturas é uma das mais baixas. Fonte: Censo da Educação Superior 2009.
  4. 4. Fonte: Fuvest 2010. * Ao longo deste especial, os nomes dos alunos ouvidos pela pesquisa foram trocados para preservar a confidencialidade do estudo. Os jovens que aparecem nos depoimentos em destaque são identificados normalmente, pois foram entrevistados pela equipe de NOVA ESCOLA. Comentários (5) glenda cristina carneiro santos - Postado em 08/03/2010 16:50:59 Os jovens muitas vezes não se sentem atraídos pela docência pela baixa remuneração, porque ser professor no Brasil não rende status e nem ascensão social a ninguém e também por muitas vezes encontrarem professores desmotivados, frustrados e o pior de todos, mal preparados para exercer a profissão que escolheram ou que por acaso tentaram abraçar. Ser professor, assim como ser médico, advogado, engenheiro, etc. exige acima de tudo dedicação, amor, paciência e muitas horas de estudos, já que todos os outros profissionais já passaram e vão continuar passando pelas nossas mãos.
  5. 5. DIANA LUCENA - Postado em 03/03/2010 15:05:29 É incrivel notar a que ponto chegamos com a "CONSIDERAÇÃO" pelo profissional que é o "PROFESSOR". Muitas das pessoas julgam-se superiores, quando na verdade não são, a nós Educadores, ou estudantes de PEDAGOGIA como EU. Coloque em maiúsculo, não só para destacar meu ORGULHO pela profissão que escolhi para mim, como também, para prestar meus agradecimentos aos outros futuros amigos de trabalho que passaram em minha vida, fazendo a diferença. Deveriam ser considerados, os PROFESSORES, como os ÚNICOS profissionais cuja função é estabelecer o elo entre a sociedade e o que julgam outras profissões, pois são atraves deles, e somente por eles, que conseguimos chegar onde queremos. Se não fosse pela garra, determinação e o amor pela profissão, terimamos muito mais pessoas IGNORANTES no mundo, como estas que hoje dizem que não vale a pena ensinar, que o que conta é a grana, a posição social, quando na verdade, não que não faça diferença, e longe de mim dizer que professor ganha bem, o prazer esta não só no trabalho, mas no reconhecimento, no saber e consciencia que temos que uma sociedade mais digna e respeitosa começa com a formação de homens de bem, de valores morais e éticos, e esta formação quem nos passa, juntamente com a FAMÍLIA, são os PROFESSORES....Sem eles, tenho o prazer em dizer, NÃO SERIAMOS NADAAAAAAAAA, A COMEÇAR PELO RACIOCINIO E PELO APREDIZADO. O que saberiamos, ou fariamos, se não tivessemos o aprendizado que obtivemos na Escola? Teríamos outras opções de escolha? Seríamos reconhecidos como individuos cultos? Letrados? Não....não seríamos nada, exatamente nada. Então agradeçam, ou melhor, reconheçam, pois realmente, ser professor não é pra qualquer um, somos mau vistos, as vezes, mau pagos, sempre, e ainda temos o dever de formar cidadãos de bem, pelo menos tentamos, para ingressar numa sociedade que não reconhece nosso valor.... Isto é só uma reflexão, talvez um desabafo. Mas também serve como uma forma de conscientizar a quem lê do verdadeiro papel, e fundamental, que o professor desenvolve na viada destes cidadãos que hoje os menosprezam... maria olinda alves da silva - Postado em 02/03/2010 21:55:46 É de dar muita dor quando a gente depara com esta realidade, que so os que não tem outra opção vai fazer curso de pedagogia ou outras licenciaturas. Mas o que preocupa como vai ser estes profissionais que vão ser formado por estes "professores"? O governo tem que ter politicas voltadas para a melhoria desta classe que o objetivo não é cuidar mas de sim educar para a formação de uma cidadania de direitos humanos.

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