Jornal Sprint Final N° 18

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Jornal Sprint Final Edição 18 - Entrevista com Amadeu Armentano - São Silvestre - 42k de Bombinhas - Retrospectiva 2009 - Prefeito José Fogaça - Desafio 11 Maratonas em 34 dias com João Gabbardo dos …

Jornal Sprint Final Edição 18 - Entrevista com Amadeu Armentano - São Silvestre - 42k de Bombinhas - Retrospectiva 2009 - Prefeito José Fogaça - Desafio 11 Maratonas em 34 dias com João Gabbardo dos Reis e muito mais.

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  • 1. ANO 2 - NÚMERO 18 www.jornalsprintfinal.com.br dição para você. 18 E mais a muito Especial: 40 dias e 11 maratonas Entrevista Como se alimentar Dr. Amadeu Armentano fala sobre o para correr maior Clube de Corredores da longas distâncias América Latina. A Mulher Corredora São Silvestre 2009 fisiologia do seu corpo a mais tradicional do Brasil
  • 2. Janeiro/Fevereiro 2010 MODÉSTIA A PARTE O Circuito de corridas nal, mas não é esse o intuito, de rua em Porto Alegre cres- a verdade é quero deixar claro, ceu, em quantidade e quali- para quem ainda não sabe, que dade, em dois anos, houve somos Pioneiros, o primeiro É uma publicação mensal da RL2 Mídia Ltda eventos nos quais mais que impresso independente focado triplicaram a quantidade de nas corridas de rua, referência Direção participantes, um exemplo que no meio running gaúcho. podemos citar é a meia marato- JSF traz nesta edição Renato Loro Cezimbra na do Corpa, em 2007com 400 para você leitor muitas infor- Relacionamento inscritos, 2008 com 600 e 2009 mações, corridas pelo mundo. com 1700. Isso se atribui em Uma reportagem especial com Lisiane Fagundes dos Reis Bandeira grande parte, por ser Porto Ale- João Gabbardo dos Reis, no seu gre, a única Capital do Brasil desafio nos Estados Unidos. Jornalista Responsável e do mundo a ter um meio de Uma matéria voltada comunicação exclusivo sobre para as mulheres escrita pelo Carlos Adamatti Mtb 1516 Corridas de Rua. Inicialmente, professor Professor Eduardo o jornal foi impresso com uma Campelo. Mais dicas nutricio- Revisão tiragem de 10.000 exemplares nais para aqueles que se de- Enelise Arnold e distribuído em centenas de safiam em correr maratonas. pontos na cidade. O que ala- Com certeza você não vai parar Conselho vancou não só a participação de ler até o final. maior nas corridas, mas tam- José Haroldo Loureiro Gomes “Arataca” bém gerou novidades no mer- Bons treinos e Deus abençoe! Leonardo Ribas cado, hoje existem academias Renato Cezimbra e Lisiane Bandeira Elisabeth Vieira Odrzywolek que disponibilizam assessoria Juvenal Chibiaque do Canto para corrida, sem qualquer cus- Ana Beatriz Gorini da Veiga to adicional para o aluno. Se João Gabbardo dos Reis analisarmos o período em que foi lançado o JSF, em maio de Colaboradores 2008, fica claro essa influência, exatamente neste intervalo de Leonardo Ribas, tempo os participantes quase Filipe Campelo Xavier, triplicaram na corrida citada. Eduardo Campelo, Muitos leitores podem estar Miriam Caldasso achando que estou escrevendo João Gabbardo dos Reis isso para autopromoção do jor- Colaboradores de Fotografia Portal das Fotos Impressão: Correio do Povo. anuncie@sprintfinal.com.br Porto Alegre: (51) 4063-9895 São Paulo: (11) 4063-2234 Rua Felizardo Furtado, 515/902 - Petrópolis Porto Alegre/RS Os artigos assinados não correspondem necessaria- mente à opinião do Jornal e são de inteira responsa- bilidade de seus autores. “Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nin- guém se glorie perante Ele.” I Cor Administrar uma companhia é como uma maratona. Não é uma corrida de 100 metros. Jack Welch (CEO) 02
  • 3. Notícias Janeiro/Fevereiro 2010 Confederação realiza 99 Dia Mundial do Rubens Barrichelo testes antidoping Atletismo Correndo em sete dias A Confederação Brasileira de Atletismo, a CBAt e a Federação de O piloto brasileiro de Fórmula 1 Operação-surpresa abre Programa de Combate atletismo do Estado do Rio Grande ao Doping na temporada atlética nacional Rubens Barrichello estreou nas cor- do Sul, a FAERGS, divulgaram, ridas de rua. Ele participou da meia Entre os dias 25 e 31 últimos, a vio; e em locais de treinamen- nesta semana, que, por decisão da maratona da Disney junto com o Confederação Brasileira de Atle- to de atletas”, disse Martinho. IAAF, o “Dia Mundial do Atle- também piloto Luciano Burti. Com- tismo (CBAt) submeteu 99 atletas “A CBAt, que fez 524 testes em tismo”, este ano, será celebrado pletando em 1h55min09, ficou na a testes antidoping. Foram testes 2009, é a entidade-dirigente que no mês de maio no clube Sogipa. 1.668ª colocação entre 17.099 con- fora-de-competição e também em maior número de controles rea- cluintes. Nada mal para um estreante. eventos, mas, neste caso, sem aviso liza no País, atrás apenas do fu- Para Elas prévio. Os controles foram aplicados tebol”, lembrou o presidente da Chega às bancas a nova revista so- pela Agência Nacional Antidoping (ANAD), da CBAt, e segue o progra- CBAt e membro do Conselho da IAAF, Roberto Gesta de Melo. bre corridas feita para mulhers. É a “W Maratona de ma da entidade, aprovado no IV Fó- Para efetivar a operação nos úl- Run” publicada pela Iguana Sports. Eliane Verdério, que foi publi- Miami rum “Atletismo do Brasil”, realizado timos sete dias, a ANAD escalou sher da “O2”, comanda o proje- O vencedor da maratona foi um em dezembro, na capital paulista. três Oficiais de Controle de Do- to. Fernanda Di Sciascio, também norte-americano de 35 anos, Mi- “Em 2010, faremos controles em ping e 12 assistentes. “O custo é ex-”O2”, é a diretora editorial. chael Wardian, da cidade de Ar- competição, mas vamos priorizar considerável, mas a comunidade lington, estado de Virgínia, com os testes-surpresa”, explicou Mar- atlética entende que o combate ao tempo de 2h:28m:38s, em segun- tinho Santos, membro da ANAD e uso de substâncias ilegais é funda- do lugar o brasileiro César Martins superintendente técnico da CBAt. mental no esporte”, afirmou Gesta. com 2:36min06s Carlos Souza, o “Estes 99 controles foram feitos Carlão, conquistou o segundo lugar em corridas de rua, em que, nor- na categoria cadeirante, comple- malmente, os organizadores não Envie sua critica, sugestão para o tando a prova em 2h04min56seg. fazem testes; em eventos de campo e pista, sem aviso pré- falaleitor@sprintfinal.com.br 03
  • 4. Janeiro/Fevereiro 2010 Filipe Campelo Xavier da Costa Professor Dr. em Marketing e Design Escola de Design Unisinos SHOPPING filipecampelo@sprintfinal.com.br Ler para correr Lanterna Solar Produto ecologicamente correto, re- carregável com energia solar, pos- O consumo do universo da cor- No campo dos relatos de experi- sui 6 Leds Ultra-bright que ilumi- rida vem se demonstrando sem fim. ências pessoais, pode-se encontrar as nam durante 6 horas interruptas. Mais do que material esportivo, como obras de Rodolfo Lucena, colunista Ótimo para camping, praia, barco e tênis, roupas e acessórios sem fim, de informática da Folha de São Pau- em tempos de “apagão” perfeito para informação sobre running está cada lo, que descreve suas experiências em ter em casa. Prático e compacto, tem vez mais presente. Desde o jornal que maratonas pelo mundo, desde o aban- alça luminosa e botão regulador de luz. tens em mão (iniciativa única, diga-se dono do sedentarismo e suas histórias de passagem), passando por revistas curiosas em corridas e sobre corridas. (Runner’s Brasil, O2, Contra-relógio), “Maratonando” e “+Corrida”, esse sites, blogs, programas de rádio (CBN, último lançado em 2009, são leitu- BandNews FM) e televisão (Vamos ras extremamente agradáveis para se Correr, da ESPN Brasil), nunca se fa- divertir sobre o tema. Tratando-se de lou tanto sobre o esporte como hoje. superação, “Segredos de um Ultrama- Outro formato mais duradouro de ratonista”, de Valmir Nunes, recente- Nécessaire Travel Nécessaire grande, com três comparti- informações é verificado a partir da mente palestrou em Porto Alegre em mentos, para transporte de itens de higie- publicação cada vez mais frequentes evento promovido pela Sprint Final, ne pessoal de forma organizada e pratica. de livros sobre o esporte e sua prática. descreve o lado mais extremo daque- Aberta, pode ser pendurada, expondo seu As prateleiras das livrarias estão cada les que entendem a corrida como algo conteúdo e facilitando o acesso aos obje- vez mais cheias de obras que versam muito mais sério do que apenas um tos. Acompanha dois frascos de 100 ml desde histórias de corredores e suas passeio de fim de semana. Talvez o para xampu e espelho interno removível. experiências até manuais de orienta- caso mais célebre de relação radical ção para a prática desportiva com dis- com a corrida é o de Dean Karnazes. tintos níveis de aprofundamento. Os Autor do best-seller internacional “50 guias funcionam como serviços de maratonas em 50 dias – segredos que assessoria esportivas, explicando des- aprendi correndo”, o cara, comple- de o be-a-bá da corrida, como iniciar tamente doido de pedra, relata as 50 a correr, exames recomendados para maratonas realizadas em 50 dias con- os iniciantes, sugestões de planilhas secutivos em 50 estados norte-ame- de treino, a escolha do equipamento ricanos. As aventuras que Karnazes esportivo, “manuais de etiqueta” para descreve parecem mais obra de ficção, treinos e competições, como identi- mas causam curiosidade entre corre- ficar lesões, etc. Dentro dos guias, o dores e não praticantes pelo mundo. “Programa de Caminhada e Corri- O mais surpreendente de todas da”, de Marcos Paulo Reis, Emerson as obras acima relacionadas é quan- Kit Sobrevivência Gomes e Fábio Rosa (Editora Abril, do elas foram lançadas no mercado Estojo indispensável nas trilhas mais radicais e 2009), e “Corra”, de Mário Sérgio brasileiro. Com exceção de “Mara- em viagens de aventura. Andrade Silva (Editora Academia, tonando”, todas elas foram publi- Contém lanterna em alumínio, chaveiro Led Ultra Light, 2009), são lançamentos recentes que cadas em 2009. Mais um sinal que canivete 11 funções, faca inox com passador e bússola en- servem para iniciantes e corredores esse mercado não para de crescer. E geineer. Peso 480gr já com alguma estrada para correrem 2010 promete mais livros que relata- de forma mais adequada. “Corrida rão histórias de superação, relatos de para mortais”, de John Bignham e maratonas, guias de todos os forma- Estes produtos você encontra no Armazem do Esporte. Jenny Hadfield, e “A construção do tos e mais e mais informação sobre Av. Protásio Alves, 2248 Fone: 30283005 corredor”, de Miguel Sarkis, ambos corrida. Esperamos que os livros se- da Editora Gente, igualmente buscam jam efetivamente lidos e estimulem desmistificar a corrida para aqueles mais e mais pessoas a encontrar na que querem começar a dar seus tro- prática do running uma forma para PARA ANUNCIAR AQUI LIGUE tes. Aos mais experientes, o “Manual obter uma melhor qualidade de vida. do Corredor”, de Jeff Calloway, co- lunista da Runners World dos EUA, (51) 40639895 ou e “Treine Menos e Corra Mais”, de Bill Pearce e Scott Murr, pretendem aprimorar o desempenho a partir de anuncie@sprintfinal.com.br orientações para qualificar os treinos e alcançar desempenhos superiores. 04
  • 5. Janeiro/Fevereiro 2010 Seu tênis de corrida pode ficar ainda mais caro em 2010. A sobretaxa de U$ 12,47 apli- é o que está solicitando a Abical- lado está a Associação Brasilei- tivessem tratamento diferencia- cada aos tênis de performance çados (Associação Brasileira da ra do Mercado Esportivo (Abra- do. De acordo com a a Abramesp produzidos na China, que está Indústria de Calçados), entidade mesp), que representa as marcas (Associação que reúne Adidas, em vigor desde 10 de setembro que fez o pedido da taxa junto à Nike, Adidas, Puma e Asics no Nike, Puma e Asics), não é pos- de 2009, deve ficar até 10 março Câmara de Comércio Exterior País. A discussão do momento, sível fabricar esse tipo tênis no de 2010, quando o Governo de- (Camex). A Guerra é de gigan- intermediada pelo governo, está Brasil por falta de maquinário cidirá se a taxa ficará definitiva tes, de um lado a Vulcabrás da no que seria a definição de ”tênis tecnológico e escala de produção. ou não, podendo até aumentá-la, Olympikus e Reebok , do outro de performance” para que esses K42 Bombinhas Adventure Marathon. Já estão abertas as na chegada e duran- inscrições para a eta- te o percurso. Todos pa brasileira do cir- os corredores devem cuito K42 Series que usar a camiseta oficial. irá acontecer dia 22 Os grandes vence- de maio em Bombi- dores do ano passado nhas. Em sua segunda foram Giliard Pinheiro edição, a Vila do Fa- e em segundo Virginio rol K42 Bombinhas de Morais e no femini- Adventure Marathon no Débora Aparecida é para os corredores de Simas. Todos ga- que não têm medo de nharam como premia- sofrer e gostam de cur- ção a viagem para Villa tir belas paisagens. O La Angostura para dis- percurso passará por putar a final do circui- 17 das 21 praias de to. Débora foi a grande Bombinhas, reconhe- vencedora enquanto cida com uma das mais que Virginio de Mo- belas do Brasil, alter- rais ficou em terceiro. nando entre trechos Lembre-se de de praias e trilhas, Haverá 10 categorias mas- ida e volta, transporte terres- que é Trail Run en- subidas e descidas íngremes culinas e oito femininas. Os 5 tre, estadia e camiseta oficial. tão o objetivo maior é com- dos morros além de um trecho primeiros homens e as 5 pri- A etapa brasileira da K42 pletar a prova e se divertir! de costão. Aos que querem se meiras mulheres do geral ga- contará com oito postos de água aventurar não há corrida melhor, nharão troféus, além dos três no circuito e um na chegada. Inscrições e informações: podendo, ainda, optar pelas di- primeiros de cada categoria. Sendo que em 3 postos do cir- www.bombinhasrunners.com.br ferentes distâncias que vai des- O campeão e a campeã ge- cuito terá bebida isotônica e fru- de os 42km (prova principal), ral ganharão ainda inscrições tas. Na chegada, além da água 2x21km, até os 12km. E, para para a etapa final do K42 em terá isotônicos, frutas e alimen- as crianças, terá o Kid’s para Villa La Angostura, com di- tação. Um completo apoio mé- poderem se divertir também. reito a passagem aérea de dico hospitalar estará montado 05
  • 6. Janeiro/Fevereiro 2010 Amadeu Armentano presidende do Conselho Deliberativo da Corpore. A maior instituição de Cor- informar e ouvir os Conselheiros e JSF - Quantas pessoas fazem parte do, em conhecer-nos melhor, visto rida de Rua da América Latina traz ,no caso da nossa Corpore, cuido da da Corpore hoje, entre adminis- nossa atuação na área afeta ao Mi- para Porto Alegre o Circuito In- parte institucional/corporativa, sem- tração, diretoria e conselheiros? nistério. fantil de Corridas contra o Câncer. pre em uníssono com David Cytryno- Diretoria Executiva (9 profissio- O sr. Ministro, aproveitando o fato A CORPORE, Corredores Paulis- wicz, Presidente da Entidade e com nais) destes 3 projetos já estarem tramitan- tas Reunidos, teve três de seus pro- Octavio Aronis, Vice-Presidente. CONSELHO DELIBERATIVO - do a tempo hábil, abriu-nos agenda, jetos aprovados pelo Ministério Mesa Diretiva (3 profissionais) cumprindo-se, então, dois objetivos, do Esporte, em dezembro de 2009. JSF - A Corpore é a maior entida- CONSELHO DELIBERATIVO – conhecer melhor os dirigentes da O Jornal Sprint Final traz para de de corrida de rua da América Membros (31 membros) Associação e os três projetos já em você leitor um entrevista exclusiva Latina, CONSELHO FISCAL – Membros (6 fase decisória. com o advogado Dr. Amadeu Ar- quantos associados fazem parte? profissionais) O que provocou a aprovação destes mentano Neto, Presidente do Con- 11 mil associados com um cadastro CONSELHO TÉCNICO (72 profis- projetos, segundo o Sr. Ministro, é selho Deliberativo da Corpore, de 259 mil. sionais) que eles são afins com as políticas que nos conta como funciona o maior CONSELHO HONORÍFICO (9 pro- governamentais para a área, tendo Clube de Corrida de Rua do Brasil. JSF - Como foi o início, quem foram fissionais) forte cunho social, aliás, é norte da Aliás, nos respondeu gentilmente os fundadores? CONSELHO HONORÍFICO - Mem- Corpore, educação, saúde e cidada- todas as perguntas, palavras dele: nia por meio da corrida e da cami- “é um grande prazer atender ao seu nhada. pedido de entrevista, ainda mais tra- tando-se de um órgão de imprensa JSF - As corridas/eventos, realiza- especializado e de tal qualidade.” dos pela Corpore em Porto Alegre, serão de 5km ou 10km? Já tem datas definidas? JSF - Qual sua área de formação e Serão três provas infantis, contem- atuação profissional? Idade? plando idades de 4 a 15 anos de Advogado pela Universi- cunho recreativo e participativo, dade de São Paulo, Faculdade de nos moldes das 25 edições já reali- Direito do Largo de São Francisco. zadas com sucesso na cidade de São Tenho 60 anos. Paulo. Ainda sem datas definidas. JSF - Quando e por que começou JSF - Como foi a transformação a correr? da Corpore/SP para Corpore Bra- Comecei a correr com método em sil? Qual a chave para se tornar agosto de 1987, por prazer e como uma instituição tão respeitada e autodidata. de tanto sucesso? Eu não diria transformação e sim JSF - Desde quanto o Sr. preside adequação, visto que, o caráter re- o Conselho Deliberativo da Cor- Diretoria Executiva bros Colaboradores (14 profissio- gional deixou de ter razão de ser, pore? Gestão de Fundação nais) uma vez que estamos realizando Presido o Conselho Deliberativo da Profissionais contratados: 23 eventos em vários outros estados. Corpore desde 1997. Presidente: Fernando Luiz Nabuco de Abreu JSF - No início de dezembro o JSF - Por que ações sociais são rea- JSF - Como é o processo de eleição Vice-Presidente: José Antonio de O. senhor e o Presidente da Corpore lizadas pela Corpore? Quais são as para Presidência desta Institui- Meirelles David Cytrynowicz foram rece- que dão maior realização a Corpo- ção? Secretário Geral: Flávio Luiz Aro- bidos pelo Ministro do Esporte e, re? Por quê? Em Assembleia Geral Ordinária pe- nis menos de 30 dias depois, obtive- Consciência do nosso papel dentro los Membros do Conselho Delibera- Tesoureiro: Wilson Roberto Fugimu- ram 3 projetos aprovados, a que se da sociedade em que atuamos é a tivo da Entidade. ra deve isto? obrigação de todos ajudar a saldar Diretor de Patrimônio: Victor Mal- Da maneira em que pergunta é for- a dívida social, cada qual com seu JSF - Quais as principais atribui- zoni Filho mulada, pode ser interpretada como instrumento. O nosso é o esporte, a ções do senhor a frente do Conse- Diretor Técnico: Manuel Garcia Ar- a aprovação destes 3 projetos serem corrida, com todos seus benefícios lho Deliberativo? royo uma consequência de nossa audiên- terapêuticos, preventivos, integrató- Como todo Presidente de Conselho Primeiro Secretário: Octávio José cia com o Ministro do Esporte, Or- rios, lúdicos, prazerosos e econômi- Deliberativo, cabe-me convocar as Aronis lando Silva, o que não é correto. cos, sendo que, realizamos: Assembleias Ordinárias e Extraor- Esta audiência é fruto do interesse dinárias quando se faz necessário, Ministerial, de há muito proclama- 06
  • 7. Entrevista Janeiro/Fevereiro 2010 Seu tênis não pode parar - arreca- sário quase que só querer. O investi- Fiscal, Técnico e Honorífico) traba- vel com nosso mister. dação de pares de tênis nas corridas mento é pouco em relação aos lucros lham por puro ideal, por altruísmo, Talvez aí, e só aí, resida nosso su- e na sede da Corpore que depois se- obtidos. não sei se para outros ou se, em tra- cesso. rão encaminhados para entidades de balhando assim, estamos exercendo Espero de alguma forma ter cola- atletas carentes; JSF - Hoje o que é a corrida na sua altruísmo para conosco. Temos um borado para o Jornal Sprint Final e Guia Voluntário - inclusão de atletas vida? corpo de funcionários, que é profis- que esta colaboração tenha sido, ao deficientes nas corridas com acom- Tenho 208 provas, lógico sional, a partir dos diretores, mas menos, proveitosa. panhamento de guias voluntários; que existem corredores com um car- contando uma identidade indiscutí- Gasolina diferenciada - a Corpore tel bem maior, mas, nem por usa em seus eventos uma gasolina isto, deixo de orgulhar-me mais cara, mas que minimiza a po- com o meu, pelo tanto que luição; me trouxe: amigos, saúde fí- Reciclagem - todos os mate- sica e mental, exemplo para riais recicláveis recolhidos nas meus filhos, inclua-se meu provas são encaminhados para genro e os netos que possam uma cooperativa de reciclagem; vir. Doações nas corridas - algumas Uma família amada provas tem sua arrecadação rever- e respeitada que é a Corpore, tida para instituições, além de doa- personificada no meu queri- ções voluntárias no ato da inscrição. do David Cytrynowicz e que é nosso grande instrumento JSF - Na sua opinião, o que leva de contribuição com o pró- este movimento em prol da saúde, ximo, visto que somos uma através da corrida, crescer com entidade sem fins lucrativos, tanta força e em tão grande quan- somos de Utilidade Pública tidade no Brasil? Municipal e Estadual, ini- Não acontece só no Brasil, é ciando-se agora o processo no Brasil também. É do ser humano para o reconhecimento Fe- querer melhorar, curar-se, prevenir- deral. A Cúpula da Corpore, se, integrar-se. Somos animais so- seus diretores estatuários, ciais e gregários e a corrida de rua seus conselheiros, em todos leva a isto. Para praticá-la, é neces- os Conselhos (Deliberativo, Veja sua foto de corrida de ru a e triath lon no Webrun . Fotos: Tom Papp / Harry Thomas Jr. / Danilo Belmont acesse www.webrun.com.br/fotos Na hora de comprar sua foto pense na melhor qualidade. O Webrun fotografa seu melhor momento na corrida e você recebe sua foto em casa. Formas de pagamento 07
  • 8. Janeiro/Fevereiro 2010 Retrospectiva JSF 1 2 6 7 10 11 08
  • 9. Janeiro/Fevereiro 2010 5 3 4 13 Estiveram no Sprint Final... 1. Prefeito José Fogaça e Secretário João Bosco, En- trevista na TV Sprint Final (site). 9 2. Marilson do Santos, 6a e 15a edição. 8 3. Dr. Fernando Lucchese, 14a edição. 4. Lauro Quadros, 9a edição. 5. João Derli, Alexwandre Algeri e Vanderlei Cordei- ro de Lima, 6a edição. 6. Sérgio Xavier, 8a, 9a e 13a edição. 7. Mauro Renner, 17a edição. 8. Sérgio Bernardi, 3a e 15a edição. 9. Marcos Andrade, 17a edição. 10. Claudir Rodrigues, 1a edição. 11. Lúcia Bastos, 10a edição. 12. Carlos Simon, 7a edição 13. Carlos Dias, Dean Karnazes, Valmir Nunes, Paulo Ayres e João Gabbardo dos Reis, 2a edição. 12 09
  • 10. Janeiro/Fevereiro 2010 A Mulher Corredora por Eduardo Cam- Débito cardíaco - que é 10% in- joelhos mais próximos um do ou- Então, no que se refere a treina- pelo. Graduado ferior ao masculino, diminuindo tro, como consequüência, a mu- mento, você, “ mulher “, não se pre- em Ed. Fisica. o volume sistólico, fazendo com lher gasta mais energia para correr. ocupe se não alcança a velocidade Pós-graduado em Fisiologia do que menos sangue oxigenado seja Seios Grandes – algumas mulheres e a força no treino, comparando-se Exercicio e em disponibilizado aos músculos. evitam correr porque sentem um com aquele garoto que começou Exercicio aplicado Hemoglobinas – é em quanti- desconforto causado pelo tamanho ontem e mesmo assim já corre em para reabilitação dade 10% menor nas mulhe- dos seios, porém não há um impe- alta velocidade, ambos apresentam Cardíaca e doen- res, de modo que o transpor- dimento para a prática da corrida a características físicas que resultam ças cronico-degenerativa. Mestrando em Ciência da Saúde - Cardiologia. te de oxigênio também é menor. menos que sofram alguma problema num rendimento físico diferente e Hoje a participação das mulheres Massa muscular e massa gorda – de coluna que possa ser agravado inferior, porém o tempo de adapta- em provas de corridas, tanto de longa 30% menos de massa muscular que com o impacto das passadas. Re- ção e percentual de progressão ao distância como de provas com distân- os homens e 10% a mais de gordu- comendo um cuidado especial com treinamento são muito similares. O cias mais curtas, é cada vez maior, não ra corporal. Diferenças que acarre- a sustentação dos seios, procure mo- volume de treinamento também deve só no Brasil, como em vários países. tam em menor desenvolvimento de delos de “tops” que levem em conta ser ajustado, flexível, o ciclo mens- Dados comprovam que mais de 50% força muscular e maior sobrecarga. a largura do ombro e o também dos trual não deve ser deixado de lado, dos novos corredores são mulheres. Capacidade Vital – volume máximo seios, outra dica é dar atenção espe- pois é importante no planejamento A participação oficial de mulheres de oxigênio utilizável nos pulmões, cial para o fortalecimento dos múscu- dos treinamentos, portanto, respeite em provas de corrida de longa dis- e é 10% menor, fazendo com que a los dorsais, que ajudaram na manu- a sua individualidade e peculiarida- tâancia é nova do ponto de vista his- quantidade de oxigênio absorvida tenção da postura durante a corrida. de, quando treinar com homens, evite tórico. Segundo Newsholme (2006), também seja em menor quantidade. A crescente evolução feminina comparações, utilize-os para motiva- essa participação foi autorizada so- Ciclo Menstrual – dados compro- no esporte competitivo mostra que ção quanto a suas metas e perfomance. mente na década de 1970. A primei- vam que aproximadamente 39% elas estão melhorando suas marcas Mulheres com todas as suas di- ra maratona olímpica para mulheres das mulheres competidoras de ati- e recordes muito mais rápido que os ferenças, com certeza, são respon- aconteceu somente em 1984, em Los vidades de longa duração enfren- homens, embora, devido às carac- sáveis pelas corridas de rua estarem Angeles, e foi ganha pela norte-ame- tam ou já enfrentaram problemas terísticas fisiológicas e anatômicas, se proliferando e atingindo a popu- ricana Joan Benoit Samuelson, que relacionados ao ciclo menstrual mostrarem que seja improvável que lações em geral. Elas incentivam, completou a prova em 2h24min52s. (estresse fisiológico e psicológico, elas alcancem ou até os superem, a motivam, embelezam, dão um char- Dessa maneira, tendo em vista o tensão, cólicas, queda de desempe- justificativa mais aceita para explicar me a mais para as provas e treina- crescimento da participação femi- nho, falta ou atraso na menstruação). a diferença entre os sexos na evolu- mentos. E, então, fica a mensagem nina nas corridas, é necessário, em Tendão de aquiles mais cur- ção e melhora de perfomance nos es- neste ano: se você ainda não come- busca do melhor desempenho e da to – importante para a im- portes em geral seria a tardia inclusão çou, o que está esperando? Desejo diminuição dos riscos de lesões, de- pulsão durante a corrida. das mulheres em atividades competi- muitos km de treino e provas para vem ser elaborados treinamentos ba- Quadril mais largo – o aumento do tivas, em níveis de treinamento mais todas, e que a qualidade de vida seados nas características anatômi- osso do quadril diminui a eficiên- altos, e a hábitos de vida que favo- proporcionada pela corrida consiga cas e fisiológicas femininas, como: cia mecânica porque mantém os reçam a melhora do seu rendimento. atingir muito mais pessoas em 2010. Nova coluna sobre Adriano Bastos corrida É Hepta Na Disney Novo espaço sobre corridas de rua no jornal, é no diário de São Paulo, um dos três maiores em circulação na capital pau- O Maior vencedor da Maratona da Disney mostrou mais uma lista, a coluna é escrita pela jornalista Ana Paula Alfano edito- vez que não vai lá para brincadeira, faturando a prova que esteve ra do caderno “Viver” e corredora de carteirinha, ela foi uma das com condições muito difíceis devido ao frio, chegou com o tempo de participantes no time da imprensa no Desafio 600k Nike. A co- 2h22’10’’ em segundo lugar ficou Fredison Costa também do Brasil. luna batizada de “corre-corre” vai dar dicas para o pessoal das corridas, estreou no dia 17/01/10 e terá periodicidade semanal. Calendário Fevereiro 9 Porto Alegre/RS Festival de Corridas (Noturna) Pista de Atle- tismo SOGIPA - CORPA 20 Torres - Tramandaí 6ª Travessia Torres Tramandaí Revezamento 21 Rio Grande Supermaratona de Rio Grande - 50 km Março 2 Porto Alegre/RS Festival de Corridas (Noturna) Pista de Atletis- mo SOGIPA-CORPA 8 São Paulo/SP Meia Maratona de São Paulo 21 Km 14 Porto Alegre/RS Circuito das Estações Adidas - Etapa Outono 21 Livramento/RS Circuito Minimaratonas SESC 21 Porto Alegre/RS Track & Field Run Series - Porto Alegre 28 Porto Alegre/RS Corrida de Aniversário de Porto alegre 10
  • 11. Janeiro/Fevereiro 2010 Descontração após a corrida. Palestra com Ricardo D’Angelo na Sogipa, JSF presente. Para saber tudo sobre corridas... 11
  • 12. Janeiro/Fevereiro 2010 James Kwambai e Pasalia Chepkorir vencem a 85ª São Silvestre Quenianos mantêm a hegemonia na tradicional prova paulistana Premiação Recorde Sérgio Shibuya/ZDL A premiação total deste ano foi de R$ 139,6 mil, sendo que os campeões no masculino e no feminino levaram para casa um cheque de R$ 28 mil. A com- petição nunca reuniu um grupo tão forte de estrangeiros, o que garantiu o alto nível técnico da corrida, e os brasileiros de destaque. Além disso, a prova teve excelente organização, que não deve nada a nenhuma outra no mundo. “Estou muito feliz com a evo- lução do evento, fruto de um trabalho de vários anos e que atingiu um grau de excelência. Não tem como dizerem que a premiação não é atraente, que não há atletas de alto nível e que a prova não é conhecida e reconhecida mundialmente”, comentou Thadeus Kassabian, diretor de Operações da Yes- com. “É um caso de sucesso tanto técnico como de marke- ting e mídia.” São Paulo (SP) - Os africa- de relativa do ar em torno dos 48%, que repetiu o terceiro lugar no ano tempo melhor. "Infelizmente não nos mantiveram a hegemonia na 85ª exatamente às 16h25, as atletas de passado, dançou ao cruzar a linha de consegui fazer uma boa preparação Corrida Internacional de São Silves- elite mantiveram um ritmo forte no chegada. "Treinei para dar trabalho este ano por ter me desgastado muito tre, disputada na tarde desta quinta- início, mas não foram concorrentes para as quenianas e alcancei o meu na Maratona de Nova York. Gostaria feira, com largada e chegada na para Pasalia, de 21 anos, 1,42m e 37 objetivo. Mostrei que com um bom de ter vencido com uma marca me- Avenida Paulista. O queniano James kg, que no início de dezembro ga- treinamento podemos correr de igual lhor", disse James Kwambai. "Acho Kwambai garantiu a segunda vitória nhou a Volta Internacional da Pam- para igual com as africanas", disse a que a umidade alta me atrapalhou consecutiva, enquanto Pasalia Che- pulha, também com muita facilida- atleta, que mora e treina na Bahia. um pouco também. O momento mais pkorir, também do Quênia, venceu de. Já Pasalia, mesmo com todo difícil da prova foi no km 9, quando em sua estreia na competição, que Na véspera, na entrevista re- o otimismo mostrado na véspera e a tive de deixar de vez o pelotão." reuniu o número recorde de 21.000 alizada no Hotel Hilton Morumbi, boa atuação na prova, achou o per- inscritos. ela não teve medo em afirmar, com curso muito difícil. "A corrida tem Clodoaldo Gomes da Silva A alagoana Marily dos San- simplicidade, que ganharia a prova. muitos aclives e declives, o que in- comemorou muito o fato de ter sido tos foi a brasileira mais bem colo- "Corrida de rua é muito simples. É terfere um pouco no ritmo. Eu, pes- o brasileiro mais bem colocado. "Me cada, terminando em terceiro lugar, treinar bem e correr rápido. E eu soalmente, não gosto de descidas", sinto um vencedor", garantiu o atleta seguida da mineira Maria Zeferina treinei e estou correndo rápido para lembrou a campeã. "Fiz uma estra- treinado por Adauto Domingues, que Baldaia e da piauiense Cruz Nona- ganhar", disse a campeã da São Sil- tégia de ficar entre as primeiras até orienta também o bicampeão da Ma- ta da Silva, que completou o pódio. vestre. metade da prova e depois impor meu ratona de Nova York, Marilson Go- No masculino, o brasileiro mais bem A largada da categoria elite ritmo mais forte." mes dos Santos. "Estou tão feliz hoje colocado foi o brasiliense Clodoaldo masculina e geral foi dada às 16h42, Embora tenha vencido bem, como estava há quatro anos, quando Gomes da Silva, que ficou em oitavo com um calor de 31 graus. Os três pri- o campeão do masculino pediu des- terminei a São Silvestre em segundo lugar. meiros colocados foram quenianos: culpas por não ter conseguido um lugar." Kwambai, que vive o melhor o bicampeão momento de sua carreira, assumiu a James Kwam- liderança da prova no quilômetro 8, bai, Elias Che- depois de o tanzaniano Martin Sul- limo (vencedor le ter ficado na frente até o km 6. da Maratona de Kwambai não foi mais ameaçado até São Paulo e da cruzar a linha de chegada, comple- Meia Marato- tando os 15K em 44min40s. na do Rio deste No feminino, Pasalia Che- ano) e Robert pkorir esteve sempre no grupo da Cheruiyot, te- frente e, aos poucos, com ritmo forte, tracampeão da seguro e constante, abriu vantagem e Maratona de venceu com 52min30 - 29 segundos Boston e que de vantagem sobre a sérvia Olivera tentava também Jevtic, segunda colocada. o tetra da São Mais uma vez a São Silves- Silvestre. O pó- tre fez uma grande festa por ruas e dio foi comple- avenidas tado por dois de São colom b i a n o s : Paulo. Diego Colo- C o m rado (quarto) tempe- e William Na- ratura na ranjo, quinto, a largada mesma coloca- do femi- ção obtida em nino de 2008. 32 graus Felici- e umida- dade - Marily, Hélio Nagai/ZDL 12
  • 13. Janeiro/Fevereiro 2010 Classirun Atendimento Personalizado Simone da Luz Caminhada, Corrida, Triatlo, Nutrição Clínica e Esportiva Condicionamento Físico em Geral e Acompanhamento em simone@sprintfinal.com.br Maratona provas. Treinos : Terças e quintas na pista www.percorrer.com leo@percorrer.com de atletismo da Telefones: (51)9849-9612 - (51)32761767 SOGIPA. A maratona é uma prova bastante seus níveis de açúcar e de insulina do sangue exigente. A fim de atenuar “o sofrimento”, a ajustarem-se ao seu exercício. Mantenha é importante levar em conta, além das ca- a ingestão de líquidos durante a corrida. É racterísticas individuais de cada um, fatores crítico o suplemento com “bebidas esporti- como clima, temperatura, altitude e umidade vas” as quais contém eletrólitos como sódio, relativa do ar. potássio e magnésio. Os “sport drinks” va- A dieta tenta amenizar estes fato- riam sua composição de acordo com a marca res externos, para isso vamos entender duas – preste atenção nisso! Durante uma com- complicações importantes: petição de Maratona a ingestão deve ser da Hiponatremia: é a diminuição da ordem de 500 kcal/hora, preferencialmente concentração de sódio no sangue. Os sinto- fracionados a cada 20 minutos, para equi- mas mais leves são cansaço, náusea e con- librar a demanda, não permitindo saltos e fusão mental. A hiponatremia pode ocorrer quedas dos níveis glicêmicos. devido a uma ingestão excessiva de líquidos ou uma não reposição adequada do eletróli- NUTRIÇÃO PÓS-PROVA: há uma jane- to sódio. A recomendação da quantidade de la de 2 horas em que o seu corpo absorve- água a ser ingerida deve levar em conta a rá 100% da proteína e hidratos de carbono temperatura ambiente, a umidade e as carac- perdidos durante o exercício. Os primeiros terísticas físicas de cada corredor. Preconiza- 30 minutos são os mais críticos. O nível de se em torno de 500ml/h, mas a quantidade de absorção vai diminuindo ao longo da janela líquido a ser ingerida é crucial: muito pouco, de 2 horas. desidrata e o excesso leva à hiponatremia. Problemas gastrointestinais: náu- DIETA DE RECUPERAÇÃO seas e sangramentos gastrointestinais po- No final da competição, o atleta é dem ocorrer em ultracorredores. A náusea uma pessoa fatigada pela agressão física e pode ser acarretada por diferentes causas, psíquica da competição, necessitando, por como hiponatremia, desidratação, excesso isso, de uma alimentação especial que lhe de carboidratos durante a corrida e o estres- permita uma completa e rápida recuperação. se da prova. O sangramento gastrointestinal Durante uma competição ou treino intenso, também tem relação com o estresse físico e o organismo gasta muitas das suas reservas emocional e com a dieta. energéticas. Além disso, acumulam-se no organismo muitas substâncias tóxicas resul- ALIMENTAÇÃO ANTES tantes do metabolismo, por isso o atleta de- - 2 semanas antes: evite cafeína, re- verá ter certos cuidados na sua alimentação frigerantes e álcool. pós-competitiva, com o objetivo de aumen- Mantenha um equilíbrio adequado tar as reservas orgânicas de glicogênio, gor- Antes ou depois do treino de eletrólitos bebendo água e isotônicos. Au- duras, vitaminas e sais minerais e eliminar o passe por aqui! mente a ingestão de carboidrato, de 60 para mais rápido possível as substâncias tóxicas 70%, a fim de prevenir a depleção total das acumuladas. Sugestão: Lanches Saudáveis Isotônico reservas de glicogênio e induzir a preserva-  aumentar o aporte de líquidos ao orga- Produtos Integrais ção das proteínas com os dias sucessivos de nismo; Junto ao Ginásio do CETE. treinamentos árduos;  a primeira refeição deve ser leve e rica em nutrientes: sopa de legumes, arroz, bata- Q U I R O P R A XI A - 2 dias antes: não ingerir nenhum tas ou massas; salada, limão e azeite; e fru- Tratamento e alinhamento da coluna e articulações. * Dores na coluna; alimento estranho. Manter o de costume, tas, de preferência ricas em potássio, como, *Dor de cabeça; aumentando as porções de carboidrato: pão por exemplo, banana, pêssego e laranja; *Alterações posturais; com geleia ou mel, arroz, massa, milho, etc;  o excesso de carne, logo após a prova, *Hérnia de disco e nervo ciático; - 2 horas antes: evite a ingestão de não ajudará o atleta a recuperar-se, já que é *Tendinites e dores musculares, entre outros. Suelen Muraro - ABQ 272 leite, prefira iogurte ou suco de fruta natural um alimento de difícil digestão e pobre em Grégory Callegari - ABQ 273 diluído em água mineral e mais frutas: sem carboidrato, o qual é o nutriente mais gasto casca semente ou bagaços. Evite fibras: ce- durante o esforço físico. Preferencialmente, Telefone: (51) 9665 - 0695 Rua Silva Jardim,254 Sala, 201 www.hagah.com.br/guialocal/388087 Auxiliadora - Porto Alegre/RS reais fibrosos, barras de cereais, pão integral inicie com os alimentos vegetais, pois além e produtos de leite integrais e queijos ama- de serem alcalinizantes sanguíneos, são ri- relos ou frios gordurosos; cos em hidratos de carbono; Melhor ingerir a última refeição  em uma próxima refeição, as carnes se- Denise Entrudo Pinto pré-prova 2 a 3 horas antes da hora da parti- rão bem-vindas, mas não se esqueça de que Nutricionista da: 75 a 100 gramas de hidratos de carbono. as primeiras 24h após a prova o organismo Planejamento Alimentar beber cerca de 300ml de água e isotônicos continua bastante debilitado. para atletas por hora, durante 2 ou 3 horas antes da pro- Planos Alimentares Personalizados va, até 20 minutos antes. Apesar de a ultra ser uma prova desgastan- Venha treinar com quem entende! Reeducação Alimentar Única academia especializada em te, é uma prova mágica. Entregue-se a esta Rua Marquës do Pombal, 1824 conj. 303 Corridas. Localizada a menos de Bairro Higienópolis Telefomes: (51) 1 km do gasômetro. Rua General DURANTE A PROVA magia. 3361.4012 - 99782394 Cypriano Ferreira, 489 – Centro 25 a 30 minutos após o início, ingira seu www.correndo.com.br Visite o Blog: nutricionistadenispinto.blogspot.com Tel.: 3224 0227 primeiro gel de carboidrato. Isto ajudará os 13
  • 14. Janeiro/Fevereiro 2010 Uma maratona de maratonas nos Estados Unidos O Início em Santa Barbara 06 de dezembro Largada em uma escola às 6h. para a largada, fica tudo exa- A temperatura está em torno tamente como encontramos. de 3 a 4 graus e quando retiro Antes da largada, é lido o nome o agasalho e deixo no guarda dos corredores (uma dezena), volumes fico com muito frio. que estão de aniversário. Can- Chega então a notícia que, tamos HAPPY BIRTHDAY em função de um acidente, a TO YOU e, logo após, o hino polícia fechou a rodovia onde dos Estados Unidos. Largada passaríamos e a largada fica- e não preciso dizer, sem gritos, ria para as 7h. E o frio? Va- sem correria e sem atropelos. mos congelar? Recebemos O percurso é difícil, pois San- então a orientação da direção: ta Barbara fica num espaço os corredores podem ocu- entre montanhas e o mar. O par a área interna da escola trânsito totalmente controlado para se proteger do frio. Sem e, nos cruzamentos, os moto- pressa, quase todos se movi- ristas descem dos carros para mentam para as salas de aula. aplaudir e incentivar os cor- Na minha, havia projetor de redores. Nunca me senti tão slide na mesa da professo- respeitado numa maratona! ra, trabalhos escolares pen- Corro com grande entu- durados nas paredes, livros siasmo e faço melhor tem- espalhados nas prateleiras po do ano com 3h30min. e, quando somos chamados Clermont na Flórida, em primeiro lugar na categoria. Tucson no Arizona 13 de dezembro Após uma viagem pelo deserto do público e com um vento muito forte Arizona, chegamos à Tucson. Esta (não ficou uma placa de sinalização prova tem como “propaganda” a de distância de pé), é muito chata! chamada de quem quer bater seu Chamou-me atenção desde o mo- recorde pessoal deve correr a Mara- mento da largada a enorme quanti- tona de Tucson, pois, teoricamente, dade de mulheres, confirmado com ela sai de um lugar mais alto e ter- o resultado da prova: dos 1246 ma- mina mais baixo. No entanto, nas ratonistas que chegaram 520 eram primeiras 9 milhas (15km), ela vai mulheres (42%), nunca examinei e volta pela mesma pista, ou seja, esta proporção nas provas do Brasil, desce e sobe uma montanha, dei- mas achei muito alta. Provavelmente xando as pernas “quentes”. Depois, por influência da atleta e diretora da começa a descer tão lentamente prova Pam Reed, duas vezes vence- que não se percebe que é uma des- dora na Geral (ganhou dos homens), cida, numa pista monótona muito a conhecidíssima prova de Badwater parecida com o retão da maratona no Deserto da Morte na Califórnia. Chegada Maratona de Tucson no Arizona. de Floripa. Quase sem presença de Nesta prova as mulheres mandam! 14
  • 15. Janeiro/Fevereiro 2010 Clermont na Flórida 18 de dezembro A prova é organizada por uma nando as disputas bem acirradas. instituição composta por um hos- A largada e chegada ocorrem na pital e um centro de treinamento. pista olímpica do estádio da cida- É como se a SOGIPA e o INSTI- de e o percurso ocorre quase 100% TUTO DE CARDIOLOGIA esti- em passeios públicos sempre em vessem integrados. Lá, atividade subidas ou descidas. O único tre- física é uma solução para os pro- cho plano é dentro da pista atlé- blemas de saúde pública. O per- tica onde se dá uma volta no iní- curso bem interessante e diferen- cio, outra quando completa meia te para nossos padrões. São duas maratona e a última na chegada. voltas de 21km numa área pe- Em torno de 100 atletas com- quena sempre em trechos de vai pletaram a prova. Somente três e volta o que torna interessante a abaixo de 3h. Terminei a prova prova, pois os atletas ficam se en- em 3h47min, 21º na geral e 1º na contrando permanentemente tor- categoria com seis concluintes. Philadelphia na Pensilvânia 24 de dezembro O Parque onde ocorre a marato- para chegar. Cada um deve in- na está totalmente tomado pela formar, ao terminar os 42km, o neve. A organização é inédita: seu tempo na Internet. Isto no não tem hora para largar e nem Brasil é impensável. Um fiasco. Primeiro dia da Quadzilla (4 maratonas em 4 dias) - Segundo lugar na categoria na Praia em Los Angeles (Huntington Beach) Jacksonville na Flórida 19 de dezembro Terminada a prova de Clermont maratonas que já realizei. Total- gio digital informa o tempo par- da volumes da largada estão cui- tem que sair correndo do hotel, mente plano e sempre em áreas cial de prova e, na chegada, na dadosamente colocados em ordem pegar a estrada e viajar algumas residenciais, à sombra de árvores, pista olímpica do estádio da co- numérica no gramado do estádio horas para chegar em Jackson- passando por parques, residências munidade somos recebidos com e não é necessário pessoal para fi- ville. Mais de 4.000 inscritos, belíssimas, e algumas vezes, pela um verdadeiro banquete que in- car cuidando e entregando. Cada com largada oficial, hino na- beira de um rio. É como se esti- clui frutas, pães, biscoitos, di- atleta procura e pega sua sacola, cional americano e com um tiro véssemos correndo uma marato- versas barras de cereais, energé- quase todas com telefone celular, de canhão, iniciamos a segun- na dentro de um enorme e super ticos, sopa bem quentinha (devo máquina fotográfica e agasalhos. da maratona do final de semana. cuidado condomínio residencial. ter repetido umas três vezes). Tudo em ordem, não falta nada. O melhor percurso das mais de 50 A cada milha (1,6 km), um reló- Os objetos que deixamos no guar- Springfiel no Missouri 27 de dezembro Quadzilla de Los Angeles 31 de dezembro, 01-02-03 de janeiro A prova começa às 14h30min. A literalmente e não adianta correr temperatura chega a 10 graus ne- com duas calças, duas meias, duas São 4 maratonas em 4 dias conse- participantes. Tinha muita ex- gativos e com duas horas de pro- tocas e três camisetas. A sensação cutivos. Estas provas são organi- pectativa para saber como o or- va começa anoitecer. A água ser- é de que se está correndo pelado. zadas para uma clientela especí- ganismo reage numa prova com vida aos atletas congela, a boca Na chegada, somos recebidos em fica: os Marathon Maniacs. Elas estas características. Felizmente, e a língua dormentes impossibi- um Ginásio aquecido com sopa ocorrem em parques ou calçadão a reação foi ótima: sem lesão, litam a fala. As luvas congelam quente e uma verdadeira festa. nas praias, são bem organiza- sem dor muscular, sem bolhas. das, mas simples, com poucos A Última: Maratona da Disney em Orlando na Flórida 10 de janeiro Nunca vi tantos brasileiros fora do Bra- sil. O hotel, dentro do parque da Disney, estava to- mado por brasileiros, os funcionários são estagi- ários de outros países (a maioria brasileira). Uma festa com mais de 33.000 participantes. Muitos fazem o desafio do Pateta: meia maratona no sábado e mara- tona no domingo, o que dá direito a premiação especial. A melhor organização de todas provas em que participei. O incentivo aos atletas é permanente, a distribuição de água, isotônicos e carboidratos é abundante, o percurso é plano, não tem cruzamentos com veículos e a chegada é inesquecível. Neste ano, a temperatura foi a mais baixa da história da prova, mas o vencedor continuou o mes- mo, o brasileiro Adriano Bastos – o Campeão da Disney. Correndo na Neve na Philadelphia - Pensilvânia 15