Your SlideShare is downloading. ×
Maio de 1968
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Maio de 1968

6,545
views

Published on

Maio 1968, Revolução, anos 60

Maio 1968, Revolução, anos 60

Published in: Education

0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
6,545
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. Maio’68 Trabalho realizado por: Cátia Matos 9ºA
  • 2. Maio’68 “O que une estivadores, grávidas, açougueiro s, realizadores de cinema, futebolistas, meninas das Folies Bergerès, anarquistas, trotskista s e maoístas? O Maio de 68. E o direito a questionar a autoridade, o direito à libertação feminina, à homossexualidade, à universidade sem classes, à felicidade individual, aqui na terra e não no céu. É a nossa era, inaugurada faz agora quarentas anos.” -Notícias Magazine #832 04.mai.2008-
  • 3. Maio’68 A França dos anos 60, sob o comando do general Charles de Gaulle, era uma sociedade culturalmente conservadora e fechada, vivendo ainda os reflexos das perdas sofridas durante a Segunda Guerra Mundial. A disciplina nas escolas era rígida, as mulheres tinham de pedir autorização aos maridos para expressarem a sua opinião e a homossexualidade era considerada uma doença. Os estudantes, descontentes com esta situação, decidiram agir, criando barricadas e protestaram, querendo mudar a sociedade e mentalidade da época. Os estudantes, com toda a sua persistência, conseguiram o apoio dos trabalhadores, que estando também insatisfeitos com as políticas trabalhistas e educacionais, se juntaram a eles. O hino de Maio de 1968 foi a canção “Nous Sommes les Neuveaux Partisans”.
  • 4. Onde tudo começa… Numa visita do Ministro da Juventude e Desportos, François Missoffe, à Universidade de Nanterre, um aluno de sociologia, Daniel Cohn-Bendit, intercepta-o à saída e pede-lhe para discutir as questões sexuais. Esta ousadia fez com que o jovem anarquista de 23 anos fosse perseguido pela polícia, e dias mais tarde, transformou-o no líder de umas das contestações mais inéditas da história do século XX. Este episódio marca o início do Maio’68. A extrema-esquerda começa a desenvolver-se em torno de Daniel Cohn-Bendit, reclamando a destruição do sistema universitário.
  • 5. Em Março quatro alunos são presos num protesto contra a guerra no Vietname. Os estudantes ocupam zonas administrativas da faculdade e indignam-se contra a repressão policial. Isto leva-os a criarem um movimento de revolta, que ficou conhecido como o movimento 22 de Março. Dado isto, o reitor encerra a Universidade e para intimidar o grupo de agitadores, convoca-os para comparecer no Conselho Disciplinar da Sorbonne, no dia 6 de Maio.
  • 6. As Barricadas de Maio Em resposta ao reitor, no dia 3 de Maio os alunos ocupam a Universidade de Sorbonne. Iniciou-se assim uma onda de ocupação de universidades por toda a França. Os alunos, embora reprimidos violentamente pelas autoridades, desceram às ruas denunciando não só a brutalidade e a repressão policial, como também a guerra do Vietname e as políticas imperialistas do governo francês e americano. O movimento espalhou-se às outras universidades, originando greves e ocupações nas mesmas. A revolta rapidamente se transformou numa contestação política ao regime gaulista, devido à adesão dos operários. Foram ocupadas universidades, fábricas e outros sectores produtivos.
  • 7. No dia 6 de Maio, Cohn-Bendit e os restantes estudantes compareceram no Conselho Disciplinar. Nas ruas exigia-se a libertação dos estudantes presos, a reabertura das faculdades e a saída da polícia do Quartier Latin. A polícia responde com mais prisões e lançamento de bombas de gás lacrimogéneo e os estudantes ripostaram à pedrada. A noite acabou com cerca de mil feridos. O Ministro da Educação, Alain Peyrefitte, promete a reabertura das escolas, desde que a ordem se restabeleça. No entanto, Cohn-Bendit rejeita parar a contestação estudantil.
  • 8. No dia 10 de Maio os estudantes erguem barricadas no Quartier Latin. Dá-se novamente confrontos entre as autoridades e os manifestantes, sendo esta a maior de todas, ficando conhecida como a “Noite Das Barricadas”. A Sobornne é reaberta e ocupada pelos estudantes e várias fábricas são ocupadas pelos trabalhadores.
  • 9. A primeira manifestação conjunta de estudantes e trabalhadores deu-se no dia 13 de Maio, tendo sido convocada pelos sindicatos. No dia 18 de Maio há cerca de 2 milhões de trabalhadores em greve. No dia 20 de Maio há dez milhões em greve, é a maior mobilização de trabalhadores da História Francesa. Não há aviões, comboios, metropolitano, co rreios… O franco sofre uma queda acentuada.
  • 10. A 24 de Maio, o Presidente De Gaulle anunciou que o governo reformaria a educação, tal como era pedido pelos estudantes, e prometeu aumentar os salários aos grevistas. Os delegados governamentais negociaram com os sindicatos melhorias sociais para acabar com a greve geral. No dia 29 de Maio, o general De Gaulle viajou até às bases francesas na Alemanha para pedir auxílio ao general Massu para uma intervenção militar em Paris. A situação foi controlada no final de Maio, como uma violenta repressão que reverteu em mais de um milhão e meio de feridos.
  • 11. Uma manifestação de cerca de um milhão de conservadores, chamada a “maioria silenciosa”, foi levada a cabo no dia 30 de Maio, marchando em Paris contra a greve geral e as reivindicações dos estudantes. Como solução, De Gaulle propõe eleições parlamentares, graças às quais venceu nas eleições de 27 de Junho. Sendo que os gaulistas aumentaram, controlan do 358 das 487 cadeiras.
  • 12. Derivado deste facto, o movimento estudantil enfraqueceu. No entanto, o governo de De Gaulle, tendo ficado abalado por este movimento, acabou por cair. Em 27 de Abril de 1969 o general renunciou à Presidência de República após dez anos como Presidente.
  • 13. Durante o Maio’68 foram muitas as frases que surgiram, as quais eram usadas pelos manifestantes, aparecendo em faixas, pintadas em muros, cartazes. Passo a citar algumas: “O poder tinha as universidades, os O patrão precisa de ti. Tu estudantes tomaram-nas. não precisas do patrão. O poder tinha as fábricas, os trabalhadores tomaram- nas. O poder tinha os meios de comunicação, os “Os limites impostos ao prazer jornalistas tomaram-na. excitam o prazer de viver sem O poder tem o limites.” poder, tomem-no!!!” “As paredes têm ouvidos, seus ouvidos têm paredes.”
  • 14. Influências de Maio’68 no resto do Mundo Europa: Espanha: há conflitos entre estudantes e polícia, havendo detenções; os protestos levam à queda do ministro de educação; as Universidades de Valência e de Madrid são fechadas pelo governo. Polónia: estudantes protestam contra o regime socialista e três dias depois a Universidade de Varsóvia é fechada. Bélgica: a Universidade de Louvain é fechada pelo governo após uma semana de conflitos entre estudantes e polícias. Iugoslávia: vinte mil estudantes ameaçam ocupar as universidades do país. Itália: ocorrem choques entre estudantes e polícias; cerca de três mil estudantes tomaram a sede do jornal “Corrierre della Serra” para impedir sua circulação; cerca de um milhão de trabalhadores entram em greve.
  • 15. Alemanha Ocidental: morre um jovem durante um conflito entre a polícia e estudantes em Berlim; há revoltas estudantis em Bonn, havendo a ocupação da Universidade; os estudantes são (como sempre) violentamente repreendido pela polícia; os estudantes de esquerda e de direita entram em choque na Universidade de Frankfurt Checoslováquia: é lançado no país o programa de reformas políticas conhecido como “Primavera de Praga”; os estudantes chegaram a queimar bandeiras da ex-URSS nas ruas de Bratislava. Reino Unido: três milhões de trabalhadores entram em greve no país.
  • 16. América: Brasil: regista-se a morte de um estudante num conflito com polícias no Rio de Janeiro; a Universidade de Brasília é tomada pelos alunos acabando por ser invadida pela polícia militar; fecho da Universidade Federal de Minas Gerais; realiza-se no Rio de Janeiro a passeatas dos cem mil, que reuniu estudantes, intelectuais, artistas, mães e padres; registam-se confrontos entre estudantes de várias universidades. Argentina: estudantes decretam leis contra a política educacional do país. Uruguai: o governo decreta estado de sítio após violentos choques de estudantes e operários com a polícia. Venezuela: e exército ocupa a Universidade de Maracaibo; em conflitos entre polícias e estudantes, morrem quatro e trezentos ficam feridos. Colômbia: estudantes ocupam a Universidade de Bogotá, em protesto contra as condições de ensino do país.
  • 17. Estados Unidos: o líder negro Martin Luther King é assassinado o que provoca vários conflitos sociais no país; cinco edifícios na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, são ocupados por estudantes, em protesto contra o vinculo mantido entre a universidade e uma instituição militar; cerca de trezentos mil manifestantes protestam no Central Park, em Nova Iorque, exigindo o fim da guerra no Vietname. México: registam-se confrontos entre estudantes e polícias e manifestações populares na Cidade do México; protestos na Universidade Nacional, morrendo 18 pessoas; confronto entre estudantes e polícias na Cidade do México deixa 20 mortos.
  • 18. Conclusão Com este trabalho fiquei a conhecer melhor uma greve, na qual os estudantes foram as personagens principais. A meu ver, foi um acontecimento muito importante para a História de todos nós e da Humanidade, pois foi a afirmação dos jovens face à sociedade, a autonomização da adolescência, que se afirmou por oposição ao mundo adulto dos pais e professores. Os homossexuais puderam assumir-se como tal e as minorias éticas ganharam respeito. Foi também um passo muito importante para o desenvolvimento do novo feminismo. Isto sem esquecer as mudanças da sociedade face aos assuntos sexuais, como a utilização da pílula, do preservativo e o direito ao aborto.
  • 19. Webgrafia/Bibliografia http://pt.wikipedia.org/wiki/Maio_de_1968 http://movimentum.blogs.sapo.pt/35841.html http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u396741.shtml Revista “Notícia Magazine” nº28 04.maio.2008 “Memória do Mundo das origens ao ano 2000” Editora Círculo de Leitores

×