A Sociedade Europeia nos séculos IX a XII

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    A Sociedade Europeia nos séculos IX a XII - Presentation Transcript

    1. Escola Básica de 2.º/3.º ciclos de Campo de Besteiros
      Trabalho elaborado por:
      Beatriz Almeida Nº5
      Cláudio Vilares Nº9
      Daniel Rodrigues Nº 10
      Inês Silva Nº14
      Jéssica Vilares Nº15
      1
      A sociedade europeia nos séculos IX a XII
      7ºB
      Ano lectivo: 2008/09
    2. Disciplina: HistóriaProfessor: Jorge GrandãoTema: A sociedade europeia nos séculos IX a XIIDia de entrega:15/06/09
      2
    3. Introdução
      Este trabalho foi-nos pedido pelo nosso professor de História.Achamos que deveríamos fazer sobre a Sociedade Europeia nos séculos IX a XII. No decurso deste trabalho vamos falar por exemplo como se dividia a sociedade na Idade Média, quais eram os deveres do Clero, da Nobreza e do Povo. Contudo achamos interessante falarmos um pouco sobre as relações feudo - vassálicas e os domínios senhoriais que vamos passar a apresentar.
      3
    4. A sociedade europeia nos séculos IX a XII
      4
    5. 5
      Rei
      Nobreza/ Clero
      Povo
      A sociedade senhorial
      As sucessivas invasões de Muçulmanos, Húngaros e Vikings provocaram um clima de medo e insegurança, tinha como consequência que o povo (artesãos e camponeses) fosse procurar protecção junto dos senhores , reduzindo o comércio predominando assim uma economia de subsistência .
      Os senhores davam protecção em troco de uma parte dos seus produtos ou das suas colheitas.
    6. 6
      Uma sociedade ruralizada e tripartida
      A sociedade era basicamente constituída por três ordens (era uma sociedade tripartida). Eram elas:
      - O Clero (tinha como principal função rezar);
      - A Nobreza (tinha a função de lutar e proteger a população);
    7. 7
      - O Povo (tinha a função de trabalhar e sustentar os grupos sociais privilegiados, em troca de protecção contra povos inimigos).
      A maioria da população não tinha privilégios, ou seja, pertencia a um grupo social não privilelegiado (povo). A Nobreza e o Clero eram os grupos sociais privilegiados, encontrando-se em clara minoria.
      Ver esquema no diapositivo seguinte
    8. Rei
      Grupo
      privilegiado
      Nobreza
      Clero
      Gruponão
      privilegiado
      Povo
      8
    9. 9
      A importância do clero
      Clero
      Alto
      Baixo
      Bispos
      Abades
      Monges
      Sacerdotes
      • Era um grupo privilegiado;
      • Celebravam importantes cerimónias religiosas;
      • Ensinavam os futuros religiosos;
      • Cópia de manuscritos ;
      • Assistência aos doentes, pobres e mendigos.
    10. 10
      Membros do clero a copiar manuscritos ou livros sagrados
      Assistência a mendigos
      Assistência a doentes
      Ensino dos futuros religiosos
      Membros do clero a trabalhar nos campos agrícolas
    11. 11
      Os reis, nobres e mesmo o povo faziam-lhe doações de terras e de bens para salvação da alma na esperança de obter um lugar junto de Deus.
      Isto contribui para aumentar o prestígio ou seja alguns membros do Clero ganharam uma imensa riqueza bem como frequentes situações de indisciplina de alguns religiosos que levou ao aparecimento de um movimento reformista que defendia o regresso à humildade.
      Deste movimento surgiram as ordens de Cister e Cluny.
      Exemplo de um mosteiro da época
    12. 12
      A aristrocraciaguerreira
      Na primeira metade da Idade Média o reino não tinha exército fixo por isso quando se iniciava uma guerra o rei chamava os grandes senhores.
      Os cavaleiros-vilãos eram elementos do povo com pouco dinheiro logo não tinham capacidades para ter um cavalo para ir à guerra, no entanto os mais importantes cavaleiros provinham da nobreza.
      Os mais ricos podiam ter armamento para a guerra e cavalos amestrados.
      Cena de guerra
    13. 13
      Um cavaleiro era preparado a partir dos 7 até aos 18 anos junto a um nobre que não era da família .
      O cavaleiro era armado numa cerimónia de solenidade onde jurava estar ao serviço do rei, da religião, das mulheres, dos órfãos e dos oprimidos.
      Jurava obedecer aos seus senhores, não faltar à palavra dada e não proferir mentiras ou calúnias.
      Torneios de preparação de um futuro cavaleiro
      Cavaleiro armado
    14. 14
      Justa
      Cena de caça
    15. 15
    16. Deveres do jovem
      Não proferir mentiras nem calúnias
      Obedecer aos seus senhores
      Não faltar à palavra dada
      Actividades de preparação para a guerra
      Torneios
      Caçadas
      Justas
      16
    17. 17
      Nobreza
      Podemos concluir que este grupo social era privilegiado e dedicava-se:
      • À guerra ;
      • E treinava-se em justas, torneios e caçadas pois possuía tempo devido à mão-de-obra escrava.
    18. 18
      O poder dos grandessenhores
      Com o enfraquecimento do poder do rei levou a doações de grandes domínios aos senhores atribuindo assim grandes poderes.
      Formou-se assim uma aristocracia guerreira que, através do poder transmitido pela força das armas, dominava, também, os poderes político e económico.
      Os grandes nobres passaram a ter os seguintes poderes:
      • Poder militar - podiam possuir exército próprio;
      • Poder judicial - podiam aplicar a justiça incluindo em muitas regiões, o corte de membros;
      • Poder fiscal - cobravam impostos às populações que trabalhavam nas suas propriedades.
    19. A exploração do domínio senhorial
      A maior parte da população medieval era constituída por camponeses que viviam nos domínios senhoriais. Estes, pertenciam ao clero e à nobreza e dividiam-se, normalmente, em duas partes: a reserva e o manso.
      • a reserva - era explorada directamente pelo senhor. Aqui encontravam as terras mais férteis, a casa do senhor, a igreja, o moinho, o forno, o lagar e os celeiros que eram usados ou trabalhados pelos colonos ou vilãos (camponeses) e os servos (camponeses não livres);
      Residência do clero
      19
      Residência do rei ou de um nobre
    20. 20
      • os mansos - eram arrendados pelos camponeses que os exploravam para assegurar a sua subsistência. Os camponeses pagavam muitos impostos aos senhores, não só em dinheiro, mas também em dias de trabalho ou produtos agrícolas. Pagavam ainda as banalidades quando utilizavam o forno ou o lagar.
      Camponeses a trabalhar
    21. Exemplo de um domínio senhorial
      1- Castelo do senhor
      2- Torreão feudal
      3- Reserva
      4- Moinho
      5- Floresta
      6- Aldeia
      7- Terras arrendavas ou mansos
      8- Terras baldias
      9- Áreas de arrendamento
      21
    22. A dependência dos Camponeses
      Na Idade Média, quase toda a população era constituída por camponeses. Havia uma economia de subsistência, em que a agricultura era a principal actividade económica.
      O povo tinha a função de trabalhar para alimentar e suster os grupos sociais privilegiados, em troca de protecção.Para além disso, cumpriam as seguintes obrigações:
      • Pagar uma renda - em dinheiro ou em produtos agrícolas;
      • Jeiras ou corveias - Dias de trabalho gratuito na reserva;
      • Banalidades - Utilização obrigatória do forno, moinho ou lagar do senhor;
      • Aposentaria - Alojar e alimentar o senhor quando viajava;
      • Hoste - Ajudar o exército no transporte de armas e mantimentos.
      22
    23. 23
      Exemplo de jeiras ou corveiras
      Exemplo de banalidades
      Todas estas obrigações podiam levar à miséria das famílias, especialmente quando ocorriam maus anos agrícolas e as colheitas eram fracas.
    24. As relações feudo-vassálicas
      A partir do finais do século IX a maior parte da Europa, passou a criar laços de dependência que incluíam direitos e obrigações - eram as relações de vassalagem em que existia um mais poderoso o Suserano e o que se colocava sob a sua protecção era o vassalo.
      O rei era o Suserano dos suseranos, porém o vassalo poderia ter outros vassalos.
      24
    25. O contrato de vassalagem
      Era um acordo celebrado através de várias cerimónias :
      • a homenagem, o vassalo sem armas e de cabeça descoberta, ajoelhava-se e colocava as mãos juntas entre as do suserano, declarando querer servi-lo.
      25
    26. 26
      • o juramento de fidelidade, com as mãos sobre a Bíblia (ou relíquias de um Santo), o vassalo jurava fidelidade ao suserano e comprometia-se a prestar-lhe auxílio e conselho militar.
      • a investidura, o suserano entrega ao vassalo um objecto que representava o benefício ou feudo e garantir-lhe protecção para o futuro.
    27. 27
      Deveres do vassalo
      • Auxílio militar ou monetário
      • Fidelidade e conselho
      Deveres do suserano
      • Protecção
      • Concessão do feudo
    28. 28
    29. Conclusão
      Este trabalho foi muito interessante para nós, pois com ele aprendemos muitas coisas importantes sobre a Idade Média, como por exemplo os grupos em que estava dividida a sociedade senhorial, as suas regalias, os seus deveres e a que actividades se dedicavam. Sem esquecer a importância do clero nem a aristocracia guerreira vivida naquela época. Além disto também conseguimos saber mais coisas sobre o poder dos grandes senhores, como era explorado o domínio senhorial, e em que partes se dividia, e a dependência que os camponeses tinham com os grandes senhores. Por fim, começamos a compreender melhor as relações feudo-vassálicas e para que serviam e também tivemos oportunidade de assimilar mais conhecimentos sobre o contrato de vassalagem. Tudo isto contribuiu muito para aprofundar e aumentar a nossa cultura juvenil. Esperamos que tenham gostado, como nós o gostamos de o realizar.
      29
    30. 30
      Webgrafia/Bibliografia
      OLIVEIRA, Ana, CANTANHEDE, Francisco, CATARINO, Isabel, TORRÃO, Paula, História 7, Texto Editores, Lisboa, 2006.
      www.gooogle.com/imagens
      http://3.bp.blogspot.com/_2IiVkD-ZqAc/Sb-D8euQ2FI/AAAAAAAAAeM/_RIBMKCs8Tk/s320/torneio+medieval.jpg
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