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Boletim Maricá Julho
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Boletim Maricá Julho

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  • 1. Criação: www.paulolilja.com 03/2012 Boletim InformativoLeia nesta ediçãoArtigos, opiniões, ações socioambientais,eventos e muito mais!!!Grupo MaricáEntidade Ambientalista de ViamãoBlog: www.vhecologia.blogspot.comContato: grupomarica@gmail.com
  • 2. Rio+20: Nossa participação!O Grupo Maricá, participou da Rio+20 através de seus ativistas Jorge Amaro, Edison Kern eAurici da Rosa.A entidade se revezou participando de atividades no Rio Centro, Parque dos Atletas e Aterrodo Flamengo.A entidade representou a REAGI (Rede Gaucha Integradora de Educação Ambiental) e aREASUL (Rede Sul-brasileira de Educação Ambiental), elos da REBEA (Rede Brasileira deEducação Ambiental) em vários espaços de articulação política dentro da Cúpula dos Povos.Também esteve presente no processo oficial, no Diálogos pelo Desenvolvimento Sustentável,representando a sociedade civil.Diálogos entre redesNa sexta-feira (15/06), no Museu de Arte Moderna (MAM), redes da malha da REBEA realizaram um diálogo inter-redes, com a proposta de pensar a rede, discutir uma agenda de lutas pós-Rio+20. Vários temas foram abordados, dentre eles, a aproximação das redes de EA de outros coletivos no âmbito global, pois nos territórios esta aproximação tem ocorrido. Da mesma forma, foi proposto que as redes cobrem do Ministério da Ciência e Tecnologia a possibilidade das organizações da sociedade civil concorrem em editais de pesquisa sobre educação ambiental. Também foi abordado que faltam pautas comuns para oseducadores ambientais. Amaro destacou que temas como o Programa Dinheiro Direto naEscola (PDDE) para educação ambiental e a Conferência Infanto-juvenil do Meio Ambientedevem ter participação das redes em sua execução. Outro elemento do debate foi à disputapolítica pela EA.II Jornada Internacional de Educação Ambiental O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis de Responsabilidade Global resultou da 1ª Jornada de Educação Ambiental realizada no Rio de Janeiro em 1992, durante o Fórum Global da Eco/92, paralelo à 2ª Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Rio/92. O Tratado é um processo dinâmico em permanente construção que tem como diretriz básica o reconhecimento do papel central da educação na formação de valores e na ação socioambiental. Ele compromete-se com o processo educativo transformador comenvolvimento de pessoas, de comunidades e nações para criar sociedades sustentáveis eeqüitativas.Produzido durante um ano de trabalho internacional, o Tratado contou com a participação deeducadoras e educadores de adultos, jovens e crianças de oito regiões do mundo (AméricaLatina, América do Norte, Caribe, Europa, Ásia, Estados Árabes, África, Pacífico do Sul) e foi iinicialmente publicado em cinco idiomas: português, francês, espanhol, inglês e árabe. Alémde servir de apoio à ação educativa, inspirou a criação de Organizações da Sociedade Civil eRedes de Educação Ambiental. Paulatinamente, o Tratado serviu de inspiração para políticaspúblicas de EA. A 2º Jornada de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis eBoletim informativo 2 – grupomarica@gmail.com
  • 3. Responsabilidade Global propõe um novo processo, com novas demandas eresponsabilidades.Ela foi assumida por ONGs brasileiras e internacionais e conta com apoios de governos, empresas, universidades e abre oportunidades para se mobilizar novos olhares sobre o Tratado de Educação Ambiental, mantendo sua característica participativa em âmbito planetário. “Neste momento de profundas mudanças paradigmáticas para o planeta e a humanidade, em especial no contexto das mudanças climáticas, a Jornada Internacional do Tratado de Educação Ambiental surge como um processo educacional de magnitude por dialogar, em dimensão planetária, sobre a importância de tornar a Educação Ambiental central nos processos da educação, da gestãoe da vida cotidiana.”A principal ação resultante da Jornada foi o lançamento da Rede Planetária de EducaçãoAmbiental para divulgar e fortalecer os princípios do Tratado. Segundo a coordenadorada Jornada, Moema Viezzer a meta para a formação e estruturação da Rede Planetária éde três anos, e ao longo desse processo ocorrerão diversos espaços de diálogos. Estásendo criado um grupo facilitador internacional, e também será fomentada a criação degrupos por regiões em prol da estruturação da Rede Planetária de Educação Ambiental.Circulo de DiálogosCom o tema “Tecendo Sonhos Enlaçando a Governança das Universidades em Redes - Rumoàs Comunidades Sustentáveis” a REASUL, Rede de Educação Ambiental do Paraná (REA-PR) e Rede de Educação Ambiental da Alta Paulista (REAP) estabeleceram um grande debatepropostas para a Sustentabilidade das Universidades em uma Atividade Autogestionada. OMaricá foi painelista, onde apresentou uma proposta de que as universidades precisam depolíticas institucionais de sustentabilidade, com enfoque em gestão e educação ambiental,envolvendo currículo, gestão e extensão. É um desafio colocado ao ensino superior que aindanão possui políticas institucionais neste sentido.”Boletim informativo 3 – grupomarica@gmail.com
  • 4. Diálogos pelo Desenvolvimento SustentávelUm dos capítulos mais polêmicos da trajetória da Rio+20, no que se refere à interação entre ogoverno brasileiro e a sociedade civil. O espaço semioficial dos DDS (Diálogos doDesenvolvimento Sustentável), promovido pelo Governo Federal entre os dias 16 e 19 dejunho, com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), que buscou firmar-se comouma inovação de processo participativo no contexto do sistema multilateral.Ao convidar cidadãos e cidadãs de todo o mundo para identificar e eleger prioridades em 10temas relativos ao desenvolvimento sustentável, o Governo brasileiro declarou a intenção derecolher propostas concretas para a Rio+20 e também para o período que se segue àconferência. Indiretamente, esperava-se que os Diálogos pudessem influenciar as negociaçõesoficiais em curso. À luz das experiências de participação e diálogo que hoje são referênciasconsolidadas no Brasil, incluindo as diversas iniciativas do próprio Governo Federal desde2003, ou mesmo anteriores, os DDS não incluiram elementos essenciais de um diálogo.O foco em excusivamente em propostas afirmativas mas genéricas, em frases resumidas,eliminou das das recomendações finais as divergências e ponderações que caracterizam acomplexidade da discussão sobre desenvolvimento sustentável. Ao atual prefeito não adiantadar recados. O seu mandato está no final. Se a defesa do Meio Ambiente não foi priorizada atéagora, não entra mais no plano de governo neste finalzinho de mandato. A defesa da naturezadeveria constar em tudo que é projeto para desenvolver a cidade. Mas o meu recado não é sópara os atuais chefes de governo. Quem sabe, os candidatos ao executivo tiram um tempinhopara refletir sobre as diversas mensagens ecológicas contidas nesta edição.Propostas mais votadas:Energia Sustentável para TodosTomar medidas concretas para eliminar subsídios a combustíveis fósseis.FlorestasRestaurar, até 2020, 150 milhões de hectares de terras desmatadas ou degradadas.ÁguaAssegurar o suprimento de água por meio da proteção da biodiversidade, dos ecossistemas edas fontes de água.Segurança Alimentar e NutricionalPromover sistemas alimentares que sejam sustentáveis e contribuam para melhoria da saúde.OceanosEvitar poluição dos oceanos pelo plástico por meio da educação e da colaboração comunitária. Desenvolvimento Sustentável para o Combate à PobrezaPromover a educação em nível global para erradicar a pobreza e atingir o desenvolvimentosustentável. Cidades sustentáveis e inovaçãoPromover o uso de dejetos como fonte de energia renovável em ambientes urbanos.A Economia do Desenvolvimento Sustentável, incluindo Padrões Sustentáveis deProdução e ConsumoEliminar progressivamente os subsídios danosos e promover mecanismos fiscais verdes.Desemprego, Trabalho Decente e MigraçõesColocar a educação no centro da agenda dos objetivos para o desenvolvimento sustentável.Desenvolvimento Sustentável como Resposta às Crises Econômicas e FinanceirasPromover reformas fiscais que encoragem proteção ambiental e beneficiem os mais pobresFonte: http://vote.riodialogues.org/results1-pt.html?l=ptBoletim informativo 4 – grupomarica@gmail.com
  • 5. Alguns números da Conferência:Participantes no Rio Centro Total de participantes: 45.381 Delegações de 188 Estados-Membros e três observadores Mais de 100 Chefes de Estado e de Governo Delegados: aproximadamente 12.000 ONGs e Major Groups: 9.856 Mídia: 4.075 Credenciais para os dias dos Diálogos para a sociedade civil (16 a 19): 1.781 Pessoal de Segurança: 4.363 Cerca de 5.000 pessoas trabalharam no Riocentro diariamente. Voluntários 1.500 pessoas se ofereceram para o trabalho voluntário, incluindo os jovens, selecionadas a partir de escolas técnicas, estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro, estudantes universitários e profissionais de todo o Brasil. Cerca de 700 jovens Evento em Destaque: Saiba mais: http://cpeasul.blogspot.com.br/Boletim informativo 5 – grupomarica@gmail.com
  • 6. Rio+20: um legado de AcessibilidadeAssim como Estocolmo (1972) e Rio de Janeiro (1992) a Conferência das Nações Unidassobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20, ocorrida recentemente deixará muitas marcasque serão refletidas em várias instâncias sociais e políticas, positivas ou negativas.Se por um lado, os resultados oficiais não nos agradaram, no ponto de vista de transformaçõesreais, concretas, frente a um sistema capitalista selvagem, depredador e opressor, em algunsaspectos a conferência foi importante.A Cúpula dos Povos, espaço da sociedade civil foi, inegavelmente, o local de demonstraçãoclara de diálogo e visualização de novas possibilidades democráticas, cosmopolitas, inclusivase solidárias. Foi um rico espaço de articulação dos movimentos de contra-hegemonia paraenfrentar as graves crises estruturais que assolam o planeta.O espaço oficial, no Rio Centro e Parque dos Atletas também teve suas virtudes. E aquela quedestaco como mais relevante, que vai ser um importante legado da Conferência Oficial, foi daproposta dos espaços serem completamente acessíveis as pessoas com deficiência. Este foi oevento mais acessível da história da ONU, e, segundo Magnus Olafsson, diretor de logísticadas conferências da ONU: “A partir do projeto brasileiro de acessibilidade e de sua execuçãopara a Rio+20, a ONU passará a adotar novos parâmetros de acessibilidade em suasconferências”.Entre as medidas implementadas estavam intervenções arquitetônicas, orientação acessívelaos expositores e visitantes, material em braile, intérprete de Língua de Sinais – Brasileira eInternacional, Voluntários capacitados em abordagem com cidadania, 50 Voluntários comdeficiência, sendo 12 deles com deficiência intelectual, pontos de informação com tabletsacessíveis, recurso de audiodescrição em três idiomas: inglês, espanhol e português, inéditoem evento deste porte, página eletrônica acessível, estacionamento para veículos adaptados elocação veículos adaptados. Foi a planificação do desenho universal pensando em todas aspessoas de forma plena.Hoje no mundo, aproximadamente 15% das pessoas possui algum tipo de deficiência. Deacordo com as estatísticas de cerca de 80 países, um bilhão é o quantitativo de pessoas comdeficiência (OMS/ONU, 2011). A maioria sobrevive na pobreza, com dupla vulnerabilidade,refém de discriminação, exclusão e da falta de oportunidades.Conforme a Convenção da ONU que trata dos direitos das pessoas com deficiência, “”A fim depossibilitar às pessoas com deficiência viver com autonomia e participar plenamente de todosos aspectos da vida, os Estados Partes deverão tomar as medidas apropriadas paraassegurar-lhes o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meiofísico, ao transporte, à informação e comunicação, inclusive aos sistemas e tecnologias dainformação e comunicação, bem como a outros serviços e instalações abertos ou propiciadosao público, tanto na zona urbana como na rural. Estas medidas deverão incluir a identificaçãoe a eliminação de obstáculos e barreiras à Acessibilidade”.Desta forma, pensar em sociedades sustentáveis, necessariamente implica em garantir umanova discussão sobre acessibilidade, direitos humanos e cidadania. E este legado, mesmocom todas suas contradições, a conferência nos deixou!Boletim informativo 6 – grupomarica@gmail.com
  • 7. Boletim informativo 7 – grupomarica@gmail.com
  • 8. Boletim informativo 8 – grupomarica@gmail.com
  • 9. Rio+20 em ImagensBoletim informativo 9 – grupomarica@gmail.com
  • 10. Vamos fazer de Viamão uma Cidade+Limpa?Qual cidade queremos?Quem responde está pergunta somos TOD@S NÓS, pois NÓS que escolhemos a cidade quequeremos! A essência deste projeto é pensar uma nova Viamão, com atitudes individuais ecoletivas! Queremos limpar nossa cidade, mas para isso, cada um de nós tem que limpar asmentes para um abraço coletivo a toda Viamão! Este projeto visa enfrentar um dos maioresproblemas do município de Viamão – o lixo no lugar errado!!!Os problemas do LixoEntre as doenças relacionadas ao lixo doméstico, destacamos: Cisticercose, cólera, disenteria,febre tifóide, filariose, giardíase, leishmaniose, leptospirose, peste bubônica, salmonelose,toxoplasmose, tracoma, triquinose e mais outras nove.Outros problemas sanitários ligados ao destino inadequado do lixo são: Poluição dosmananciais (chorume); Contaminação do ar (dioxinas e visibilidade aérea); Assoreamentos(depósito em rios e córregos); Presença de vetores (moscas, baratas, ratos, pulgas,mosquitos); Presença de aves (colisão com aviões a jato); Problemas estéticos e de odor; eProblemas sociais (catadores em lixões).Boletim informativo 10 – grupomarica@gmail.com
  • 11. Artigo: A importância da educação ambiental na educação infantilAtualmente podemos observar o nosso planeta inserido num quadro de crise ambiental,decorrente principalmente pela ação desenfreada do homem na extração de recursosnaturais e processos de poluição.A interação entre os homens e o ambiente ultrapassou a questão da simplessobrevivência. No decorrer do século passado, para se atender as necessidadeshumanas foi - se desenhando uma equação desbalanceada: retirar, consumir edescartar, a partir da qual a natureza passou a ser administrada como um“supermercado gratuito”, com reposição infinita de “estoque” gerando, entre outros, oesgotamento de recursos naturais, a destruição de ecossistemas e a perda dabiodiversidade. Afetando assim os mecanismos que sustentam a vida na terra eevidenciando o modelo de desenvolvimento “insustentável” por trás desta realidade.É necessário rever como o homem vem tratando o ambiente, e frente a este contextodestaca-se a Educação Ambiental (EA), com a difícil tarefa de reverter o pensamentoainda corrente entre as pessoas, com o intuito de ensinar as atuais e as próximasgerações sobre a importância do meio ambiente.Segundo a lei federal 9.795/99 entende-se por Educação Ambiental os processos pormeio dos qual o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos,habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente,bem de uso comum do povo, essencial à qualidade de sua vida e sua sustentabilidade.Entretanto, junto a este contexto sobressaem-se as escolas como espaçosprivilegiados para na implementação destas atividades, na qual verifica-se umaimportante relevância na formação da consciência sobre a responsabilidade ambientalpossibilitando o trabalho de valores junto as crianças para que estas transformem suasatitudes perante ao meio ambiente.A aplicação de EA na Educação Infantil (EI), torna-se relevante a partir do momento emque esta não seja aplicada de forma esporádica e superficial marcada por datascomemorativas. A EA aplicada nos primeiros níveis da educação é de extremaimportância, uma vez que se trabalhem valores nas crianças, isto possibilitará queestas transformem suas atitudes perante o meio . Outro ponto positivo, dentro da EI, nafaixa etária de 04 a 06 anos, os alunos tornam-se fiscalizadores no meio na qual estãoinseridos, passando a cobrar de sua família o tema aprendido na escola.Entretanto, muitas escolas de educação infantil se dizem fazer EA, embora que namaioria das vezes os seus professores (as) não possuem materiais e nem orientaçõesadequadas, pois a temática ambiental dificilmente está presente nos cursos deformação dos professores de educação infantil. Contudo, isso favorece para aplicaçãode uma EA descontinuada, sendo pontuada em datas específicas.Luciano Rodrigues é biólogoBoletim informativo 11 – grupomarica@gmail.com
  • 12. Artigo: Cidade super sustentávelNo momento em que há eleições em 5.563 cidades do Brasil, o que têm a dizer osecologistas? Durante muitos anos, concentramos nossa atenção nas florestas e grandesecossistemas nacionais. Esta ênfase conquistou vitórias aqui e ali, além de galvanizar o apoiodas entidades internacionais voltadas para o meio ambiente.Acontece que a maioria do povo brasileiro vive nas cidades. Existe uma grande dívida dosecologistas com o meio ambiente urbano. Alguns sequer reconhecem a questão dosaneamento básico como uma grande emergência. Nove milhões de crianças brasileiras vivemexpostas a várias doenças, gastamos rios de dinheiro com os efeitos da contaminação hídrica.Não recomendo que esqueçam as florestas e as espécies em extinção, os grandes cursosd’água. Proponho apenas uma reorientação de nosso eixo. Cidades como Seatle nos EstadosUnidos já fazem planos de 15 anos, para garantir sua sustentabilidade.Certos temas como saneamento, abastecimento de água, trânsito, economia energética,precisam ser planejados para longo prazo, pois não há soluções milagrosas. No entanto, asexperiências estão sendo multiplicadas no mundo, alguns com êxito. A primeira tarefa éconhecê-las. A segunda aplica-las levando em conta nossa realidade.Há cidades do mundo onde até as compras governamentais são examinadas sob o crivo dasustentabilidade. Outras em que se discute o impasse do trânsito e se recomenda oplanejamento urbano, de forma que as pessoas possam trabalhar morar e fazer compras numamesma área. Reduzir as inúteis e longas viagens urbanas é fundamental. A internet ajudamuito. Mas ainda assim é preciso intervir. A produção automobilística, nos bons momentos,acresce 20% ao ano.A vantagem de se colocar todo o problema da ecologia urbana agora é o fato de que aspessoas estão sendo voltadas a considerar a situação de suas cidades. É um oportunismosadio, colocar a sustentabilidade urbana no topo da agenda.Os organismos financeiros internacionais interpretam a realidade da opinião pública planetária.Investem na Amazônia e grandes ecossistemas. Mas já estão abertas também para a questãourbana.Temos tudo para transformar este ano num marco. Não perder o foco nos grandes temasambientais do País, porém, concentrar nas cidades brasileiras e se possível escolher umproblema para resolver de fato. Se dependesse de mim, este problema seria o do saneamentobásico.Não diria: agora ou nunca. No entanto, considero que o Brasil tem nas eleições municipaisuma grande janela de oportunidades.Márcio de Souza Fernandes é biólogo Boletim Informativo do Grupo Maricá Publicação do Grupo Maricá, Organização Não-Governamental de Viamão Sugestões, críticas, opiniões: escreva para grupomarica@gmail.com Edição e Diagramação: Jorge Amaro de Souza BorgesBoletim informativo 12 – grupomarica@gmail.com