RES-003/08
RELATÓRIO BÁSICO
NUTRIPLANT INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A.
PERFIL CORPORATIVO
1. Estrutura Societária (posição em 22.fev.08)
O capital social da Nutriplant é representado por 5.190.268 ações ordinárias sem valor nominal. Em
15/02/08 concluiu operação de abertura de capital no Bovespa Mais, emitindo 2.040.100 ações ao preço
unitário de R$ 10,00, captando o equivalente a R$ 20,7 milhões.
AÇÕES
DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL %
ORDINÁRIAS
Tripto Participações Ltda (1) 2.898.924 55,85%
BNDES Participações S/A 560.000 10,79%
Clube de Investimento Galpe (2) 750.000 14,45%
Outros 981.344 18,91%
TOTAL 5.190.268 100,00%
(1) Empresa holding, constituída para integrar, exclusivamente, os sócios da família Pansa.
(2) Administrado pelo UBS Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM
DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DA AÇÕES
%
TRIPTO PARTICIPAÇÕES ORDINÁRIAS
Emilio Pansa 1.014.623 35,0
Eduardo Lessa Pansa 289.892 10,0
Ricardo Lessa Pansa 289.892 10,0
Andreia Cristina L. Pansa Scalon 289.892 10,0
Laura Lessa Pansa 289.892 10,0
Jadwiga Cichon Pansa 724.731 25,0
TOTAL 2.898.922 100,0
2. Administração
O Conselho de Administração é responsável pelas políticas e diretrizes gerais do negócio, o controle, a
fiscalização do desempenho e a supervisão da administração dos diretores. O Conselho é formado pelo
mínimo de três e o máximo de sete conselheiros, com mandato unificado de dois anos.
O Conselho atual é formado por seis membros, eleitos na assembléia de 30.out.2007, com mandato até a
Assembléia Geral Ordinária de 2009. Destes, quatro são integrantes da família Pansa, que representam o
grupo controlador, além de dois membros independentes.
MEMBRO CARGO
Emílio Pansa Presidente do Conselho
Eduardo Pansa Conselheiro
Ricardo Pansa Conselheiro
Dieter Rudloff Conselheiro
Nelson Pereira dos Reis Conselheiro Independente
João Bosco Olivito Nonino Conselheiro Independente
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A Diretoria é composta por até sete membros, com mandato de três anos, admitida a reeleição. A atual
Diretoria têm três membros, eleitos no ato societário de 08.jan.2008, com mandato até a Assembléia Geral
Ordinária de 2010.
NOME CARGO
Marcos Haaland Diretor Presidente e de Relações com Investidores
Gilson Granzier Diretor Financeiro
Fabio Henrique Yatecola Bonfim Diretor
3. Área de Atuação e Produtos
A companhia tem como objetivo social a industrialização, comercialização, importação e exportação de
micronutrientes e produtos intermediários para fertilizantes. Atua também na produção de matérias-primas
destinadas à produção de rações animais e de matérias-primas de uso industrial. Este último segmento
representa menos de 5% da receita líquida.
Micronutrientes são complementos aos nutrientes minerais encontrados no solo, usados como fórmula de
fertilizantes (NPK) ou isoladamente, aplicados no crescimento e desenvolvimento de diversas culturas,
melhorando a produtividade agrícola.
Dentre os micronutientes mais importantes podemos destacar os seguintes: boro, cálcio, cobalto, cobre,
enxofre, ferro, manganês, molibidênio e zinco. São muito utilizados em culturas com alto grau de
profissionalização, como a da soja, café, milho e trigo.
Estes micronutrientes podem ser divididos em dois grupos, que se diferenciam pelo modo de aplicação:
Micronutrientes de solo (FTE, Fritted Trace Elements): formulação na forma de pó ou granulados,
relativamente solúveis em água e fracas em ácidos, aplicados diretamente no solo ou combinados
com fórmulas NPK;
Micronutrientes foliares: formulações de sais inorgânicos solúveis, na forma de pó ou soluções
concentradas (líquidos), que podem ser aplicados diretamente por meio de spray ou sistemas de
irrigação.
4. Histórico
A Nutriplant foi constituída em 1979 pela Frit Industries e Ferro Corporation. No ano seguinte sua planta
entrou em operação como pioneira na produção de micronutrientes de solo no Brasil.
Em 1993 a Frit adquiriu ações remanescentes da Ferro Corporation, iniciando etapa agressiva no lançamento
de produtos, com ênfase nos micronutrientes foliares. Informações dão conta que teve bom desenvolvimento
por quase 20 anos, entrando em crise no período 2001/2002.
Em 12.fev.2003 entrou com pedido de concordata preventiva, com perda de liquidez. Neste período
observou-se redução substancial de receitas, além de perdas cambiais, refletindo sérios problemas
administrativos e financeiros.
Foi durante a concordata, em 12.nov.2004, que o atual acionista controlador celebrou com a Frit
Instrumento de Transferência de Controle Societário, adquirindo o direito de subscrever 50% do capital
social. Neste ato, a Tripto passou a administrar o negócio, traçando novas estratégias, indicando nova
diretoria e injetando capital, por intermédio de contratos de mútuo.
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Em 20/11/2006 foi homologado pedido de desistência da concordata preventiva. Passo seguinte, o atual
grupo controlador aumentou sua participação no capital da empresa, até atingir 100% das ações em
08/05/2007.
Quase um ano depois emitiu novas ações através de distribuição pública, subscritas por um total de 8 (oito)
investidores, os quais proporcionaram ingresso de pouco mais de R$ 19 milhões no caixa da Nutriplant. Entre
estes investidores estão 4 fundos de investimento, 1 investidor estrangeiro qualificado, 1 pessoa física
qualificada, além do BNDESPAR e do Clube de Investimento Galpe.
5. Perfil Industrial
A planta industrial da Nutriplant está localizada na cidade de Paulínea (SP), região metropolitana de
Campinas, local que concentra empresas ligadas ao agronegócio.
Tem capacidade para produzir 55 mil toneladas de micronutrientes por ano, em dois turnos de produção.
Seus dados mostram que está presente nas regiões agrícolas brasileiras mais importantes, com dois tipos
bem diferentes de clientes.
Grandes misturadores e produtores de fertilizantes (Macronutrientes), como Bunge e Fertilizantes
Heringer;
Produtores rurais, empresas agrícolas, empresas comerciais e cooperativas.
6. Perfil Comercial
Seu exercício social se inicia em 1º de abril e se encerra em 31 de março do ano seguinte.
As atividades ligadas ao agronegócio, incluindo o segmento de micronutrientes, são sazonais, baseadas em
ciclos de plantio, crescimento e colheita. A demanda por micronutrientes se concentra na temporada de
plantio de grãos, o que normalmente ocorre entre os meses de setembro e dezembro.
No exercício social encerrado em março de 2008, os micronutrientes de solo responderam por cerca de 78%
das vendas físicas, equivalente a 57% da receita bruta. Este produto é comercializado com poucos e grandes
clientes, com margem de contribuição mais baixa. Os foliares, responsáveis pelos demais 43% do
faturamento bruto, são vendidos de forma mais dispersa, apresentando melhor margem.
A companhia concede financiamento para boa parte de seus clientes. São eles: produtores rurais, empresas
agrícolas e cooperativas, que nos nove meses encerrados em dezembro de 2007 representaram 80% de sua
receita líquida. O prazo médio de recebimento do contas a receber do exercício social encerrado em mar.07
foi de 107 dias, porém este pode estender-se por até 390 dias para clientes de determinas culturas, como
algodão e café. Em dezembro de 2007 contabilizava R$ 11,3 milhões no contas a receber, dos quais 16,6%
em títulos vencidos. Deste total, 9,4% foram provisionados como devedores duvidosos, cujos títulos estão
vencidos há mais de 181 dias.
No ano de 2007 atendeu clientes em 21 Estados brasileiros e no Distrito Federal, sendo que cerca de 40%
das vendas destinaram-se à região Sudeste, reflexo do volume de FTE vendido às misturadoras instaladas
nesta região.
Determinadas culturas têm grande representatividade nas vendas, como soja (31%), café (17%), hortifrutis
(12%), algodão (8%) e cana de açúcar (5%).
Possui um total de 25 marcas registradas no INPI e outras 16 marcas em fase de registro.
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CONJUNTURA DO SETOR DE ATUAÇÃO
1. O Setor no Brasil
Em primeiro lugar, é importante frisar que a Nutriplant não é uma empresa de fertilizantes, mas sim uma
produtora de micronutrientes. Além da correlação, os dados históricos que apresentaremos a seguir referem-
se ao segmento de NPK, para o qual existem estatísticas disponíveis.
FERTILIZANTES ENTREGUES AO PRODUTOR FINAL (EM MIL TONELADAS)
ANO QUANTIDADE VAR. %
2002 19.144 ...
2003 22.796 + 19,1
2004 22.767 - 0,1
2005 20.195 - 11,3
2006 20.982 + 3,9
2007 24.609 + 17,3
Fonte: ANDA
O uso de fertilizantes no País, no período compreendido entre 1990 e 2004, subiu de 70 kg/ha para
164kg/ha, crescimento médio de 6,3% a.a.. O consumo cresceu a uma taxa média de 6,5% a.a. entre 1990
e 2006, conseqüência do aumento da área plantada (21,8%) e da aplicação de mais tecnologia nas lavouras.
A companhia estima que o consumo de micronutrientes no País tenha gerado vendas de R$ 810 milhões em
2007, sendo R$ 520 milhões (64%) nos foliares e R$ 290 milhões (36%) nos de solo.
A soja, que representa cerca de 35% da área plantada no Brasil, é responsável por cerca de 70% da
demanda doméstica por foliares e 52% dos micronutrientes de solo.
Atualmente o mercado de micronutrientes está estimado em R$ 850 milhões, com estimativa de crescimento
de 20% a.a.. O ainda baixo índice de penetração do mercado de micronutrientes associado à própria
expectativa de crescimento da área plantada no Brasil, com expansão para regiões que exigem a aplicação
de mais micronutrientes, justificam a citada estimativa de aumento de sua utilização na agricultura
brasileira. Hoje, no Brasil, os micronutrientes de solo são usados na proporção de 14kg para cada 1kg de
NPK. O ideal, segundo estudos de empresas especializadas, é de 75kg para cada 1kg de NPK. Estima-se que
possa ocorrer acréscimo de utilização de mais de 150% no médio prazo, ou seja, atingir 36kg para cada 1kg
de NPK.
Dentre importantes insumos aparecem metais que são commodities, como cobre e zinco, cujos preços
acompanham a cotação da Bolsa de Mercadoria de Londres (LME). Os preços no mercado interno são
referenciados às cotações internacionais dos metais e do dólar.
2. Condições da Concorrência
O mercado brasileiro de micronutrientes é altamente fragmentado, formado por um grande número de
pequenas empresas. No mercado de solo (FTE) a participação de mercado da Nutriplant atingiu 7% em 2006
e estima-se que tenha chegado a 9% no ano de 2007. A expectativa da companhia é de que esta
participação se mantenha nos próximos anos.
Já no mercado de foliares, a empresa estima deter uma participação de apenas 3,1%. Este mercado também
é muito segmentado. Suas concorrentes são todas empresas de capital fechado, com poucas informações
disponíveis. Acredita-se que capitalizada a Nutriplant possa ampliar seu share, atingindo 6% de participação
em cinco anos.
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ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA
1. Demonstração de Resultados
RESULTADOS - R$ MM mar-05 mar-06 mar-07 dez-06 dez-07
Período 12 meses 12 meses 12 meses 9 meses 9 meses
Receita Operacional Líquida 15.175 21.841 27.960 21.869 28.777
Custo dos Produtos Vendidos (10.976) (17.862) (21.705) 16.615 21.360
LUCRO BRUTO 4.199 3.979 6.255 5.254 7.417
Outras Receitas (Desp) Operacionais - - 261 97 1.165
Despesa com Vendas (2.369) (3.293) (3.919) 2.681 3.838
Despesas Administrativas (3.224) (2.451) (2.056) 1.628 2.137
LUCRO DA ATIVIDADE (1.394) (1.765) 541 1.042 2.607
...EBITDA (600) (1.100) 1.255 1.579 3.130
RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO (2.112) (3.047) (3.849) (2.860) (3.323)
Saldo Não Operacional (14) 21 28 107 (51)
LUCRO ANTES DO IR (3.520) (4.791) (3.280) (1.711) (767)
Imposto de Renda (468) 172 6.258 (127) (126)
LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO (3.988) (4.619) 2.978 (1.584) (641)
LUCRO LÍQUIDO R$/AÇÃO (3,99) (2,31) 1,19 (0,79) (0,21)
NÚMERO DE AÇÕES - MIL 1.000 2.000 2.500 2.000 3.120
INDICADORES DE RESULTADO
Margem Bruta 27,7% 18,2% 22,4% 18,3% 25,8%
Margem da Atividade -9,2% -8,1% 1,9% 3,6% 9,1%
Margem EBITDA -4,0% -5,0% 4,5% 5,5% 10,9%
Margem Líquida -26,3% -21,1% 10,7% -5,5% -2,2%
Índice de Cobertura de Juros (0,3) (0,3) 0,3 0,5 0,9
Como comentado anteriormente, ocorreu uma mudança completa de rumo nos negócios da companhia com
a entrada dos novos controladores, o que na prática se efetivou no segundo semestre de 2005.
Importante destacar que entre 2004 e 2006 as vendas totais de NPK no País caíram 7,8%, enquanto o
consumo de FTE caiu 30,9%. Somente no 2º semestre de 2006 o setor agrícola se recuperou, com a alta nos
de preços das commodities, resultando em melhoria de margem apenas no ano de 2007.
No período, suas vendas líquidas subiram de R$ 15,2 milhões (12 meses findos em mar.2005) para R$ 28,0
milhões (12 meses findos em mar.2007), crescimento anual médio de 36%. A margem bruta não evoluiu da
mesma forma. Primeiro porque a demanda estava em queda e segundo porque a empresa optou por seguir
uma política agressiva de vendas, com o objetivo de alavancar em volume, mesmo que isto implicasse em
alguma redução de preços.
As despesas operacionais ficaram praticamente estáveis, o que lhe permitiu obter lucro na atividade no
exercício encerrado em mar.2007, mesmo que de apenas R$ 541 mil (2,1% de margem líquida).
As despesas financeiras líquidas continuaram crescendo, acompanhando muito de perto o faturamento,
levando a companhia a contabilizar prejuízos, exceção feita no exercício findo em mar.2007, quando evento
não recorrente lhe permitiu contabilizar lucro no balanço. Naquela data reconheceu R$ 6,1 milhões de ativo
diferido com base na perspectiva de aproveitamento de prejuízos fiscais acumulados.
O resultado acumulado de nove meses em 31.dez.07, mostra evolução positiva em relação à igual período do
ano anterior, especialmente na parte comercial. O fato é que a agricultura vive momento muito favorável,
com preços em alta puxando a demanda por insumos agrícolas em geral. Dados da ANDA indicam que as
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entregas de fertilizantes (NPK) em 2007 cresceram 17,3% em relação ao ano anterior, uma das melhores
performances dos últimos anos.
A despeito do que foi dito anteriormente, seu volume físico comercializado (19.785 toneladas) cresceu
apenas 0,9% em relação a igual período do ano anterior. Como explicar então o salto de 31,6% da receita
operacional líquida? Ela saiu de R$ 21,9 milhões em 12/06 para R$ 28,8 milhões em 12/07. Houve
incremento da participação de foliares no faturamento, de 40,5% para 43,1%, mas isto não explica o
ocorrido.
Ao observamos o CPV e a margem bruta, esta última cresceu em 1,75%, para 25,7%; entendemos que a
alta nos preços dos produtos em grande parte acompanhou a cotação das matérias-primas – commodities
metálicas -, que sofreram grandes oscilações no decorrer do ano, por vezes afetando o custo de reposição
dos estoques.
Fato inesperado no último ano foi a menor concentração das vendas no 2º. semestre – 72% do volume
comercializado em 2006 contra 62% em 2007 – deixando muitos produtores super estocados no último
trimestre do ano – caso da Nutriplant, que encerrou o ano com estoques de R$ 6,1 milhões, 66,1% acima de
igual período do ano anterior. Neste trimestre, isoladamente, suas vendas físicas caíram 23,7% em relação a
igual trimestre do exercício anterior.
Despesas com vendas, que vinham caindo em termos reais, sofreram acréscimo superior ao faturamento,
ampliando sua participação sobre a receita líquida em mais de um ponto percentual. Já as despesas gerais e
administrativas praticamente acompanharam a receita, mostrando certa rigidez em relação a novas
reduções.
A margem da atividade ficou em 5%, melhorando muito em relação ao histórico recente, mas ainda
situando-se muito aquém de seu potencial, bem como da média do setor acima de 10%.
Como outras receitas operacionais destaca-se valor de R$ 1,1 milhão, referente à reversão de provisão para
PIS/Cofins.
O EBITDA, nos nove meses findos em dez.07, praticamente dobrou em relacão a igual período do ano
anterior, atingindo a cifra de R$ 3,1 milhões, mostrando margem de 10,9% sobre a receita líquida, sem
dúvida alguma, o melhor resultado da nova administração.
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2. Estrutura Patrimonial
ESTRUTURA PATRIMONIAL - R$ MM mar-05 mar-06 mar-07 dez-07
ATIVO CIRCULANTE 5.868,0 7.921,0 10.714,0 17.198,0
Caixa e Aplicações Financeiras 95,0 61,0 58,0 845,0
Clientes Líquido 3.055,0 5.175,0 7.382,0 10.360,0
Estoques 2.352,0 2.319,0 2.996,0 5.573,0
Outros Ativos 366,0 366,0 278,0 420,0
ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 1.246,0 2.791,0 9.711,0 12.009,0
ATIVO PERMANENTE 10.719,0 9.967,0 9.321,0 8.998,0
ATIVO/PASSIVO TOTAL 17.833,0 20.679,0 29.746,0 38.205,0
PASSIVO CIRCULANTE 16.077,0 18.602,0 5.177,0 19.658,0
Fornecedores 9.584,0 11.648,0 2.359,0 1.691,0
Financiamentos de Curto Prazo 648,0 1.033,0 1.034,0 15.175,0
Outros Passivos 5.845,0 5.921,0 1.784,0 2.792,0
PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 5.182,0 10.122,0 18.666,0 7.669,0
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (3.426,0) (8.045,0) 5.903,0 10.878,0
INDICADORES DE ESTRUTURA
Liquidez Corrente 0,36 0,43 2,07 0,87
Grau de Aplicações Financeiras 0,00 0,00 0,00 0,08
Imobilização do Capital Próprio (3,13) (1,24) 1,58 0,83
Endividamento Geral (6,21) (3,57) 4,04 2,51
Endividamento Oneroso Líquido (0,97) (1,12) 2,42 1,62
Capital de Terceiros sobre Ativo Total 1,19 1,39 0,80 0,72
Dívida (Caixa) Líquida/Ebitda Anualizado ... ... 11,38 6,28
Dívida (Caixa) Líquida 3.310 9.029 14.280 17.611
Sua estrutura patrimonial mostra que a empresa só conseguiu retomar o caminho do crescimento com o
aporte de capital dos novos acionistas. Primeiro foram celebrados contratos de mútuo, ainda na fase de
concordata. Posteriormente, a companhia foi capitalizada em R$ 8,5 milhões, através da aquisição de
créditos quirografários de fornecedores, com a conseqüente redução de parte significativa dos prejuízos
acumulados.
O ativo total cresceu 43,8% no período, de R$ 17,8 milhões em mar.2005 para R$ 29,7 milhões em
mar.2007, sem que tivesse ocorrido qualquer investimento relevante no permanente. No ativo circulante, a
principal rubrica, o contas a receber de clientes, saltou de R$ 3,1 milhões para R$ 7,4 milhões (+141,6%)
entre mar.2005 e mar.2007, função do crescimento das vendas.
É no realizável a longo prazo, onde a Nutriplant contabilizou R$ 9,6 milhões em impostos a recuperar em
mar.2007, que encontramos as maiores mudanças. Os créditos constituídos referem-se a impostos federais
(PIS, COFINS, IRPJ, CSLL) e estaduais (ICMS).
No passivo circulante observa-se que boa parte das obrigações foi negociada e rolada para o longo prazo.
Primeiro foram os fornecedores, comentado anteriormente, depois as obrigações fiscais. Em setembro de
2006 aderiu ao Parcelamento Excepcional – PAEX, instituído pela MP 303, de 29/06/06, que permitiu
parcelamento de débitos junto a SRF e ao INSS. Por último, no final de 2007 os contratos de mútuo e
metade do financiamento via fornecedores foram substituídos por empréstimos com instituições financeiras
nacionais.
Importante destacar que em 31.12.2007 contabilizava saldo de reserva de capital de R$ 7.347 mil. A
legislação permite que esta reserva seja utilizada para absorver prejuízos acumulados, o que lhe permitiria
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distribuir dividendos relativos ao exercício findo em mar.2008, uma vez que há disponibilidade de caixa, fruto
do recente aumento capital. Nossa projeção não considerou esta possibilidade.
Em 31.12.2007 a conta impostos a recuperar atingia a cifra de R$ 9,8 milhões, em grande parte referente à
Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos.
A empresa é parte em processos fiscais, trabalhistas, cíveis e ambientais. As provisões para perdas
decorrentes destas ações é amparada na opinião de seus assessores jurídicos. Em 31.dez.07 contabilizava
apenas R$ 93 mil de provisões relativas aos passivos contingentes, razão de apenas alguns processos de
natureza trabalhista terem sido classificados com probabilidade de perda provável pelos assessores jurídicos
da companhia. Existem ainda R$ 9,2 milhões em processos classificados como perda possível e R$ 7,1
milhões em processos considerados com probabilidade de perda provável, para os quais não foi realizado
qualquer provisionamento até dez.07.
PROJEÇÕES E PERSPECTIVAS
Dados relativos ao setor de micronutrientes dão conta que nos últimos 17 anos, período compreendido entre
1990 e 2007, o volume físico comercializado cresceu a uma taxa média de 16% a.a., sem dúvida alguma um
resultado muito expressivo. A despeito de números tão favoráveis no histórico recente, os micronutrientes
ainda têm uma ampla margem para penetração no Brasil.
O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores mundiais de commodities agrícolas, posição que se
consolidou nos últimos anos, com crescimento da área plantada e ganhos significativos de produtividade. O
agronegócio nacional é muito competitivo, é cada vez mais tecnificado e ainda tem um grande potencial de
crescimento.
Dados históricos e a perspetiva mundial quanto à produção agrícola, tanto para o consumo humano quanto
para a produção de energia, leva-nos a acreditar que as vendas físicas da empresa têm efetivamente um
amplo espaço para crescer, acompanhando a evolução do mercado de micronutrientes e outros insumos
agrícolas no Brasil. Neste contexto, a grande expectativa é quanto ao avanço no segmento dos foliares, pelos
ganhos de produtividade que proporciona.
A estratégia de crescimento da Nutriplant está baseada numa política ativa de vendas, para atingir setores
de melhores margens e elevado potencial de crescimento. Da mesma forma, pretende ampliar sua
participação nas regiões mais promissoras do País, além de estabelecer rede de distribuição em alguns
países vizinhos.
Neste momento, quando se observa grandes altas nos preços e se fala em escassez de alimentos, pode-se
imaginar que o horizonte para as empresas que atuam como fornecedoras de insumos para a agricultura é
privilegiado. Contudo, não é bem assim. Isto porque o preço dos insumos, derivados de petróleo e
commodities metálicas, também subiu muito - em um ano o NPK praticamente dobrou de preço. Vejamos o
caso da soja. Em 2004 eram necessárias 17,3 sacas de 60 kg para comprar uma tonelada de fertilizante. Em
fevereiro de 2008 esta relação subiu para 19,1 sacas por tonelada de fertilizante, insumo que isoladamente
supera 1/3 do custo de produção desta cultura.
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2. Estrutura Patrimonial Projetada
ESTRUTURA PATRIMONIAL - R$ MIL mar-08 mar-09 mar-10 mar-11 mar-12 mar-13
ATIVO CIRCULANTE 27.866,9 21.037,1 26.079,7 33.988,3 42.077,7 53.338,7
Caixa e Aplicações Financeiras 14.848,6 7.570,4 9.021,9 12.923,9 15.365,1 19.374,2
Clientes Líquido 8.652,6 9.218,7 11.756,1 14.986,8 19.104,5 24.373,9
Estoques 3.945,6 3.828,1 4.881,7 5.657,5 7.188,1 9.170,7
Outros Ativos 420,0 420,0 420,0 420,0 420,0 420,0
ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 12.009,0 12.009,0 12.009,0 12.009,0 12.009,0 12.009,0
ATIVO PERMANENTE 9.042,8 10.463,3 13.769,6 13.464,3 13.138,3 12.791,4
ATIVO/PASSIVO TOTAL 48.918,6 43.509,4 51.858,3 59.461,6 67.224,9 78.139,2
PASSIVO CIRCULANTE 13.231,8 5.545,1 6.716,1 7.647,9 9.791,0 12.554,4
Fornecedores 1.315,2 1.392,0 2.662,8 3.394,5 4.312,8 5.502,4
Financiamentos de Curto Prazo 8.763,3 1.935,1 662,1 - - -
Outros Passivos 3.153,3 2.218,0 3.391,2 4.253,3 5.478,2 7.052,0
PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 6.016,2 6.040,9 10.217,8 13.056,9 12.895,9 12.735,0
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 29.670,6 31.923,4 34.924,3 38.756,9 44.538,0 52.849,8
INDICADORES DE ESTRUTURA
Liquidez Corrente 2,11 3,79 3,88 4,44 4,30 4,25
Grau de Aplicações Financeiras 0,50 0,24 0,26 0,33 0,34 0,37
Imobilização do Capital Próprio 0,30 0,33 0,39 0,35 0,29 0,24
Endividamento Geral 0,65 0,36 0,48 0,53 0,51 0,48
Endividamento Oneroso Líquido (0,12) (0,09) (0,04) (0,08) (0,12) (0,18)
Capital de Terceiros sobre Ativo Total 0,39 0,27 0,33 0,35 0,34 0,32
Dívida (Caixa) Líquida/Ebitda Anualizado (1,04) (0,85) (0,23) (0,34) (0,44) (0,55)
Dívida (Caixa) Líquida (3.488) (2.973) (1.360) (2.924) (5.365) (9.374)
3. Free Cash Flow e Valor Econômico
FREE CASH FLOW - R$ MIL 2008 2009 2010 2011 2012 2013
EBIT 2.703 2.915 5.134 7.837 11.487 16.264
% IR + CS 15,93% 25,67% 26,75% 33,64% 33,76% 33,83%
Depreciação 658 579 694 805 826 847
Var. Capital de Giro (1.120) (283) (2.072) (2.967) (4.343) (5.573)
Gastos de Capital 300 2.000 4.000 500 500 500
Total 1.510 464 (1.618) 2.540 3.592 5.536
Valor Residual 103.005
Free Cash Flow Projetado após o VR 1.510 464 (1.618) 2.540 3.592 108.541
Valor Presente do Free Cash Flow Projetado 64.439
WACC do período projetado 3,7% 14,0% 14,4% 12,6% 11,3% 10,7%
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VALOR ECONÔMICO R$ mil
Valor Presente do Free Cash Flow Acumulado 64.439
Aplicações Financeiras 845
Dívida Onerosa 18.456
IPI, PIS e COFINS a Recuperar 3.531
Valor Presente do Aproveitamento de Créditos Fiscais 4.231
Passivos Contingentes 93
Valor Econômico do Patrimônio da Empresa 54.497
Número de Ações (mil) 5.190
Preço Justo (R$/ação) 10,50
4. Premissas
4.1 VENDAS
A premissa para projeção das vendas físicas considera os seguintes aspectos:
Crescimento da área plantada no Brasil
O Ministério da Agricultura e o USDA trabalham com projeção de 2,5% a.a.; outros estudos apontam
para taxas acima de 3% a.a. Nossa premissa é de 3% a.a. .
Crescimento do consumo de NPK no Brasil
A taxa média de crescimento médio anual (CGAR) de fertilizantes comuns (NPK) na última década
ficou perto dos 5% a.a. Nossa projeção considera que cresça 4% a.a. nos próximos cinco anos.
Maior utilização de micronutientes (Penetração)
Estudos da própria empresa indicam crescimento acentuado na utilização de micronutrientes. Para os
micros de solo a projeção é de suba dos atuais 14 kg por tonelada de NPK para 36 kg em cinco anos,
o que significa 20,8% a.a. No caso dos foliares, a base atual de R$ 9 por hectare subiria para R$ 18
por hectare, no mesmo prazo, taxa anual de 14,9% a.a. .
Participação de mercado (share) da Nutriplant
No segmento de micro de solo a empresa entende que deve manter a posição atual, com
participação de 9% no mercado. Quanto aos foliares, sua meta é dobrar sua participação, subindo
dos atuais 3,1% para 6,0% em cinco anos. Nossa projeção não considera esta possibilidade, que
provavelmente envolveria a compra de algum concorrente.
Taxa composta por segmento
Micro de Solo: 4,0% a.a. do NPK, mais 20,8% a.a. de taxa de penetração.
No total 1,04 x 1,208 = 25,6% ao ano.
Foliares: 3,0% a.a. de área plantada, mais 14,87% de taxa de penetração.
No total 1,03 x 1,1487 = 18,3% ao ano.
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4.2 CUSTOS DE PRODUÇÃO
A matéria prima representa a grande parcela de seu custo de produção. Seu histórico mostra que oscilou
entre 65% e 85% deste nos últimos dois anos. Esta constatação indica que a maior parte de seu CPV é
variável, restando parcela menor de custos fixos a serem diluídos com o crescimento projetado das
vendas. O aspecto sazonal é outro fator de que afeta a formação destes, exigindo por vezes que assuma
riscos de mercado na formação dos estoques.
4.3 DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas com vendas envolvem pessoal; incluindo comissionados; materiais, serviços e outras
partes relacionadas com a venda e a entrega do produto. Nossa projeção considera que 55% destas
acompanham a variação das receitas líquidas. Outros 20% são considerados semi-variáveis; os 25%
restantes seguem os índices de inflação.
Despesas Gerais e Administrativas é composta principalmente por pessoal (salários e encargos),
serviços de terceiros (limpeza, segurança, comunicação, manutenção), além de energia e taxas e
contribuições. A parcela da depreciação relativa a estas despesas não é relevante.
4.4 RESULTADO FINANCEIRO
Calculado com base na posição patrimonial de 31/12/07, considerando as necessidades de recursos
para giro, o fluxo de caixa e os investimentos programados. Obedecemos o cronograma de amortização
da dívida bancária e realizamos captação de novos recursos para giro de acordo com a necessidade que
o fluxo de caixa projetado foi demonstrando. Utilizamos CDI + 0,5% a.m. como custo financeiro da
dívida com bancos, de acordo com previsão da própria empresa. A capitalização líquida de R$ 19,2
milhões em fevereiro último passado foi muito relevante. Esses recursos permaneceram no caixa ao final
do exercício social 2007/2008.
4.5 OUTRAS RECEITAS DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
A exemplo do que aconteceu no terceiro trimestre, encerrado em dez/07, a empresa pode contabilizar no
resultado nova reversão de provisão para parcelamento de impostos, o que não tem impacto no fluxo de
caixa. No primeiro trimestre civil de 2008 (4º trimestre do exercício social 2007/2008), contabilizamos
como outras despesas não operacionais as despesas com a abertura de capital, no valor de R$ 1.463 mil.
4.6 APROVEITAMENTO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO
No balancete encerrado em 31/12/07 a companhia tinha provisionado valor de R$ 6.090 mil como IRPJ e
CSLL diferidos, contabilizados em impostos a recuperar, no ativo circulante e realizável a longo prazo.
Nossa projeção demonstra perspectiva de recuperação destes créditos, que se fundamentam nas
previsões de lucro dos próximos quatro exercícios sociais. Realizamos o aproveitamento de tais créditos,
descontando cada parcela anual encontrada pela mesma taxa de desconto utilizada para o fluxo de caixa
livre.
O valor referente aos demais créditos tributários de natureza federal (IPI, PIS e COFINS) foram
acrescentados ao valor da empresa pelos seus valores nominais na data de 31.dez.07.
Não consideramos os créditos de ICMS a recuperar, no valor de R$ 1,7 milhão, por julgarmos de difícil
compensação dado o perfil de comercialização da empresa.
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4.7 OBRIGAÇÕES FISCAIS
Comentamos anteriormente que a companhia aderiu, em setembro de 2006, ao parcelamento
excepcional (PAEX) de débitos junto à SRF e ao INSS. Este programa permite o parcelamento da dívida
em 120/130 parcelas mensais, corrigidas pela TJLP/Selic. Em nossa projeção consideramos que estes
pagamentos serão feitos de forma linear pelo período remanescente.
4.8 INVESTIMENTOS
A companhia não realizou investimentos relevantes no período compreendido entre 2004 e 2007. Estes
ficaram aquém da própria depreciação. Importa mencionar que o imobilizado foi reavaliado em 2003. Na
posição patrimonial de dez.07 é formado por um custo original líquido de R$ 3,3 milhões, enquanto o
valor do imobilizado reavaliado monta a R$ 5,7 milhões.
O recente aumento de capital proporciona à Nutriplant algumas alternativas de crescimento. A aquisição
de empresas concorrentes é uma possibilidade concreta, fato que lhe permitiria expandir rapidamente
sua produção, com ênfase no segmento de foliares, onde existe um grande número de pequenas
empresas, algumas consideradas descapitalizadas. Outra alternativa seria a construção de uma nova
planta, neste caso mais próximo das novas fronteiras agrícolas brasileiras.
Por fim, aparece a alternativa de alguma verticalização com a cadeia de suprimentos, de alguma forma
integrando-se com fornecedores de matérias primas – o grupo controlador é um destes fornecedores. As
matérias-primas representam cerca de 70% e 80% do custo de produção.
Para atender metas comerciais agressivas, a empresa terá de voltar a investir na antiga planta, de forma
a manter-se competitiva frente à concorrência e atender a demanda projetada. Nossa projeção
contempla investimentos de R$ 2 milhões em 2009 e R$ 4 milhões em 2010. Nos anos seguintes valor de
R$ 500 mil ao ano.
CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÃO
Todas as análises, domésticas e internacionais, apontam para o grande potencial da agricultura brasileira –
projeta-se que possa ocupar mais 70 milhões de hectares nos próximos anos, área superior aquela
atualmente cultivada, de 64 milhões de hectares. O setor deve continuar crescendo a taxas elevadas, o que
de certa forma parece consenso. Por outro lado, estima-se que este crescimento ocorra de forma volátil, com
grande dose de imprevisibilidade. Oscilações deste tipo afetam o fluxo de caixa, mesmo que no final do
período o volume de vendas projetado seja atingido. O mesmo acontece com os preços e por conseqüência
com as margens. Heranças de um período de dificuldades ainda podem afetar os resultados da Nutriplant por
algum tempo, consumindo parte da geração de caixa projetada.
A concessão de financiamento a clientes em volumes elevados e prazos longos amplia o risco da companhia,
especialmente na hipótese de ocorrência de quebra de safra de alguma cultura importante. Fato
correlacionado, sua projeção de crescimento das vendas a altas taxas vai exigir acréscimo considerável de
capital de giro, mantendo alavancadas suas operações.
O desenvolvimento de nossa análise mostra que a empresa superou uma concordata, recuperou o volume de
vendas e está próxima de voltar a operar de forma lucrativa. Capitalizada, entra numa fase de novos
desafios, onde tem muito a se desenvolver, mostrar que pode atingir margens de lucro próxima das
principais concorrentes, principalmente das empresas de micronutrientes foliares que atuam no país.
As ações da Nutriplant são indicadas para aqueles que estão dispostos a fazer investimento de longo prazo
no setor agroindustrial brasileiro, acreditando principalmente em taxas elevadas de crescimento, de até dois
dígitos em alguns momentos.
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NUTRIPLANT
Esta visão de longo prazo é fundamental até porque as ações da Nutriplant ainda não têm liquidez. Ou seja,
o investidor tem que efetivamente aguardar a maturação do negócio, para colher os frutos após alguns anos
do investimento.
Analista Responsável: Leila Almeida, CNPI
e-mail: leila@lopesfilho.com.br
Tel.: 55 21 2210-2152
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