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    Informativo2 Informativo2 Document Transcript

    • BALB ÚRDIA Informativo 2 Novembro/2012 no português Recado da redação: Temas: Medo e fé. Por quê? Unimos essas te- Balbúrdia Medo: que ideias aproveitar? máticas, tratadas nos Balbúr- dias 2 e 7, porque considera- mos que podem ser um pro- jeto temático. O Programa Café Filosófico da TV Cultura produziu o módulo “Uma agenda para o medo”, cujo curador foi Luiz Felipe Pondé. Em um dos vídeos, o historiador Leandro karnal trata da religião como temor e tremor. Link do vídeo: “Praticamente todas as religiões exploram profunda- http:// mente a noção de medo” (KARNAL). www.youtube. com/watch? Vale a pena assistir Eduardo Galeano, em “El miedo manda” http://www.youtube.com/watch?v=mU811OA_T98 Sugestão de dinâmica: cada participante recebe um balão, enche e deve escrever Conheça a canção de ninar: seu medo. Cada pessoa deve dizer seu Nassiria Najaf medo e estourar o balão. Karina buhr Conto de terror: uma proposta de dar medo! Antes de entregar para os alunos o conto de terror “O bai-le”, comece a estimular a leitura e a imaginação, fazendoperguntas tais como: 1) O título do texto é “O Baile”. O que será abordado nesse conto? 2) Quais personagens poderiam ter nesse conto? 3) Descreva como seria o ambiente desse baile: A seguir, apresente fragmentos do conto aos alunos, confor-me sugerido na página seguinte:
    • Você concorda que Richard poderia ter visto um Conto: O Baile fantasma? Será que ele não estava sonhando? Era um sábado à noite... O baile iria começar às O que irá acontecer adiante? 23h. Todos chiques, bem arrumados, vestidos para Quando amanheceu o dia, Richard não se con- uma noite de gala. Mulheres lindas, teve e foi ao cemitério. Estava vazio e não homens charmosos. encontrou ninguém. Passando por um dos túmulos, Richard tinha ido ao baile encontrou a foto da garota, vestida como no baile. E sozinho. Não tinha namorada, apesar lá estava registrado que ela tinha morrido há dez de ser muito bonito. No baile anos. conheceu uma moça muito bonita As pessoas que estavam no baile perguntaram com quem ele havia ido ao baile, ninguém viu a mo- que estava sozinha e procurava ça com que Richard dançou a noite toda, a não ser alguém com quem dançar. ele. Assustado, ele foi ao cemitério várias vezes e O que você acha que Richard irá fazer? nenhum sinal da moça que ele havia se apaixona- do. Richard dançou com ela a noi- te toda e conversaram por muito tem- Disponível em: po. Acabaram se apaixonando naquela <http://danilowalker.blogspot.com.br/2012/05/conto-o- baile.html> noite, mas tudo só ficou na conversa e no romantismo. No final do baile, Richard prometeu que levaria a moça Se você soubesse que esse conto é de terror, embora, mas de repente ela sumiu. Ele continuaria com a sua hipótese levantada no iní- cio? procurou-a por todo o salão por muito tempo. Como não encontrou, desistiu e foi embora. Agora que seus alunos já conhe- cem o final do conto “O Baile”, que Por que você acha que ela foi embora? tal realizar um debate sobre O que você acha que aconteceu? “acreditar ou não em espíritos”? No caminho para sua casa, ainda muito triste, ele Aconselhamos a leitura de Carmen Guerreiro, em “A passou em frente ao cemitério e viu a moça entrando atração pelo argumento”, disponível na Revista Língua Portuguesa: http://revistalingua.uol.com.br/textos/60/ lá. Desconfiou do que tinha visto... suspeitou que fosse artigo248947-1.asp o cansaço e que estivesse sonhando. Dinâmica Dinâmica Dinâmica Dinâmica Material: uma vela do barulho e pergunte quem se nada, estoure a outra bexiga. para cada participante, assustou e por quê. Converse sobre a diferença no fósforo ou isqueiro e 2 Direcione a conversa para o susto - maior ou menor que en- bexigas (bola inflável). valor da luz, pois quando estamos quanto estava escuro. Encerre com no escuro até mesmo uma coisa uma música relacionada ao tema. Encha as duas simples como uma bexiga estou- Link: bexigas e deixe escon- rando nos assusta. Chame a aten- http://www.catequisar.com.br/texto/dinamica/ didas; você vai precisar de um aju- ção dos participantes para a ilumi- volumebiblia/46.htm dante para estourá-las no momento nação; quem está em destaque, combinado, sem que os outros sai- quem está no escuro, se todos po- Música para colocar no final da dinâ- bam. A sala precisa estar completa- dem ver uns aos outros bem. mica: mente escura. Converse se no mundo é assim; http://www.youtube.com/watch? Conduza os participantes a como as pessoas veem a presença v=QW0i1U4u0KE fazerem silêncio e diminuírem a de cada um dos participantes. Dê a agitação. Quando a sala estiver cada um uma vela e a acenda com quieta, o ajudante estoura a bexiga. a sua; fale de como espalhar a fé. Acenda uma vela, mostre a causa Assim que a sala estiver toda ilumi-Página 2 BALBÚRDIA
    • Entrevista para trabalhar o medo e insegurança na aula de portuguêsFuncionalidade da proposta: Estimula a produçãotextual e o contato dos alunos com os gêneros entre- Eis possibilidades que podem ser apresentadas comovista e reportagem. títulos para que os alunos desenvolvam sua reportagem!Nível: Ensino Médio 1) O medo impede que as pessoas circulem livremente Em uma aula anterior, o professor deverá soli- 2) Medo em casa: pessoas investem no uso de formas decitar que os alunos façam a seguinte entrevista entre prevenção a assaltosseus familiares, conhecidos, ou vizinhos. Sugerimosno máximo três entrevistados por aluno. 3) Casas protegidas: indício de um medo coletivo da vio- lência.Material: Papel e caneta.Entrevista:1) Você se sente seguro em andar na rua sozinho? Observação: Cada grupo deverá enfocar uma temática diferente no foco Medo e Insegurança.2) Você utiliza alguma medida de segurança em sua Aqui o professor poderá argumentar falando deresidência? Se a resposta for sim, passe para a per- como uma temática pode ser explorada por vá-gunta n°3. rios vieses diferentes. No início da atividade, o professor realizará( ) sim ( ) não atividades que familiarizem a turma com o gênero entrevista. Após a realização das entrevistas, o3) Qual (is) dessa(s) forma (s) de proteção você pos- gênero da vez é a reportagem.sui em sua moradia?( ) Muros Altos ( ) Câmeras de Segurança( ) Outras Mais sugestões de temáticas que pode-( ) Alarmes ( ) Cercas elétricas rão ser abordadas nas reportagens:4) Quais são os motivos que levam as pessoas a 1) Uso de tecnologias para segurança.adotarem esses meios de segurança? 2) Insegurança Gera medo.5) Podemos afirmar que o medo está totalmente rela- 3) Medo e Violência.cionado com a fato de as pessoas viverem“enjauladas”? 4) Cultura do Medo6) Você acredita que o uso de tecnologias pode serconsiderado um grande aliado para promover a segu-rança? Em uma segunda aula, os alunos deverão trazer as respostas das entrevistas. O professor deverá separá-los em grupos, conforme o número de alunos da turma. Então, será solicitado que eles, através das respostas obtidas, escolham um foco e produzam uma reportagem falando sobre a questão do medo e da insegurança. Disponível em: <http://www.ivancabral.com/2009/05/charge- do-dia-medo.html> Página 3Informativo 2
    • Comparando os gêneros entrevista e reportagem: Entrevista Reportagem Escrita Função Social Obtenção de Informativa, relato mais abran- dados, informativa. gente que a notícia. Estrutura Perguntas e Respostas, Manchete, Lead e Corpo. questionário. Elementos Linguísticos Interrogações Clareza, Síntese, Coerência e Coerência e coesão coesão. Argumentação Esferas Jornalística Jornalística Mais dicas: os alunos poderão fazer a exposição de suas produções para os demais colegas, criando assim um círculo de debates sobre a temática. Caso haja um jornal da escola sugere-se a publicação das reportagens. Referências para o professor: CARVALHO, D.C. de. Medo e Segurança: Como trabalhar esses conceitos em classe? Revista Nova Escola ---. Segmento. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/medo-seguranca-como-trabalhar-esses- conceitos-classe-681039.sht ml>. Acesso em 25 set. 2012. MARCUSCHI, L.A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONISIO, Ângela P.; BEZERRA. M. Auxiliado- ra (org.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.O INCENTIVO À LEITURA ATRAVÉS DA LITERATURA DE TERROR Convencionou-se dizer que trabalhar a leitura e a escrita nas escolas não é nada simples. Assim, uma das alternativas para tornar o aluno um leitor competente é, inicial- mente, apresentar assuntos que lhe sejam de interesse e façam com que adquira o hábi- to da leitura. Obviamente, durante toda a vida, não leremos apenas aquilo que nos é de interesse, todavia, não se pode exigir que uma criança desenvolva o gosto pela leitura, se for dado a ela livros sobre os quais não possua conhecimentos prévios necessários para entendê-los, consequentemente, o leitor estabelecerá uma barreira com a leitura. Trabalhar o gênero ficcional literatura de terror torna-se uma interessante alternativa, pois fará com que o leitor desenvolva, desde cedo, o prazer por escrever narrativas, sejamelas de terror ou não. Um dos diferenciais nesse tipo de atividade é proporcionar o encontro eficaz entre aleitura e a escrita, afinal, o aluno deverá buscar subsídios, como forma de apoio, para identificar a estrutura aser seguida.Página 4 BALBÚRDIA
    • Esse gênero possui uma característica peculiar, pois utiliza-se de recursos linguísti- cos para fazer o leitor realmente incorporar a história, e assim, ir estabelecendo previsões e acionando seus conhecimentos prévios durante a leitura, previsões essas que são que- bradas. Na literatura de terror, o suspense é primordial e com ele a criação de subenredos. Algo que aparece nesse gênero é a ausência de finais felizes. Portanto, os pais e os professores devem estimular e desenvolver esse tipo de atividade, pois farão com que seus filhos ou alunos obtenham o gosto pela linguagem. Sendo assim, o professor deve apresentar a seus alunos as estratégias necessárias para tal elaboração e, além disso, elaborar outras atividades, tais como: práticas de correções coletivas, para que assim o estudante possa perceber seus erros e arrumá-los, além de trocar ideias com seus colegas; apresentar textos que possuam lacunas, para que os mes- mo as preencham; proporcionar a atividade protocolada ou pausa protocolada, atividade na qual o professor lê, isoladamente, partes do texto, iniciando pelo título, após pelo ator, sem- pre fazendo uma série de perguntas, dessa forma, o aluno, cria expectativas, produz infe- rências e aciona seus conhecimentos prévios, melhorando assim a compreensão. Referências: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/escrita-conto-terror-producao-texto-545990.shtml http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/como-trabalhar-escrita-contos-terror-alunos-producao-texto-lingua- portuguesa-portugues-546378.shtml?page=all http://revistalingua.uol.com.br/textos/22/artigo248217-1.asp ESCOLA DO MEDO, por Gitty Daneshvari Sugestão de leitura A temática que o livro aborda é o medo, mais especificadamente fobias. O livro conta a história de qua- tro crianças, que possuem diferentes fobias, são elas: medo de inseto, vivenciado por Madeleine; medo de lugares fechados, vivido por Lucy; medo de água representado por um menino esportista Garrison; e medo da morte representado pelo personagem Theo. Aparece na história também o desespero dos pais destas crianças, que já fizeram de tudo para ajudá- las, mas nada adiantou. Então esses pais resolvem levá-las para uma escola afastada da cidade onde tratam crianças que possuem fobias, para o desespero das crianças que tentam fazer de tudo para sair de lá, pois é uma escola assustadora. O livro aborda de uma maneira diferenciada o medo vivido por muitas crianças, como enfrentar e acabar com seus medos, é, além de engraçado, muito informativo. Na história ocorrem muitas aventuras e o desfecho é sur- preendente. Este livro é recomendado tanto para crianças quanto para adul- tos. Fragmento da resenha sobre o livro: DANESHVARI, G. Escola do medo. Cidade: Rocco, 2012. Link: <http://s2ler.blogspot.com.br/2012/07/resenha-escola-do-medo-gitty-daneshvari.html>. Página 5Informativo 2
    • Interpretação de texto Muitas vezes, algum de nossos medos nos põe em situações cômicas, como é o caso do personagem de Luis Fernando Veríssimo, que tinha medo de viajar de avião. Escolha alguma das alternativas abaixo e escreva uma narrativa breve onde Leia atentamente a tirinha abaixo e responda: um personagem passe por uma situação engraçada devido ao seu medo. a) Medo de dentista c) Medo de escuro b) Medo de altura d) Medo de aranha OBS: O trabalho deve ser feito após a leitura conjunta do texto Disponível em: < http://www.malvados.com.br > Acessado em: 15 nov do Veríssimo, buscando encontrar quais recursos linguísticos 2012. foram utilizados pelo autor para causar o efeito de humor. Indicação de textos curtos (contos, crônicas ...) que tra- 1. Na tirinha acima, a quem você acha que a expressão “Donos do Mundo” pode estar se referindo? Justifique sua tam do tema “medo”, para trabalhar em sala de aula: resposta. 2. Quais atitudes poderiam ser adotadas pelas personagens para gerar medo nas pessoas? Emergência – Luis Fernando Veríssimo 3. Dê exemplos de formas de “vender proteção” utilizadas em VERÍSSIMO, L.F. Mais comédias para ler na escola. Rio de nossa sociedade: Janeiro: Objetiva, 2008. 4. No último quadrinho, a personagem diz que a ideia lhe dá Fobias – Luis Fernando Veríssimo “calafrios”, por quê? VERÍSSIMO, L.F. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. Trabalho de produção textual a ser feito após a leitura do texto “Emergência” de Luis Fernando Veríssimo. conhecido como peral da noiva, ou buraco da moça, porque nasHISTÓRIAS, CONTOS, MISTÉ- noites de quinta-feira, ela aparece para pavor dos pescadores e RIOS E LENDAS DE JAGUA- de pessoas que acampam nas proximidades. Certa vez, diz o Pião que presenciou quando uns rapazes tentavam atravessar RÃO uma tropilha de cavalos pelo rio: uns três ou quatro animais que passavam próximo ao buraco da noiva foram puxados pela força PERAL DA NOIVA NO RIO JAGUARÃO do redemoinho, aparecendo mortos, muitos metros adiante. Pião Como se sabe, são vastíssimos e varia- também narra como fenomenal uma façanha que aconteceu, dos os contos de assombrações nas quando numa pescaria nesse local, puxou um bagre branco de ilhas e costa do rio Jaguarão. Há uma quase 23 quilos, para espanto de todos os colegas. O pescador estória sobre o Peral da Noiva, que foi Nei Rolim e seu colega Sérgio Correa, quando estavam acampa- contada por um pescador que já tem dos na localidade de Fanfa, ouviram um barulho como se aproxi- aproximadamente 50 anos de profissão, masse uma tropa de cavalos. Assustados, saíram rapidamente o "Pião". Ele relata que entre o barranco da barraca, com medo de serem atropelados pelos animais. Não denominado “cabeça do boi” e a avistaram a cavalhada, mas enxergaram um negro velho, monta- “charqueada”, existe um buraco muito do num cavalo e tocando violão. Quando indagaram quem elefundo de mais ou menos seis metros de profundidade no rio Ja- era, desapareceu o vulto e seguiu o barulho de uma tropilha dis-guarão, ao lado de um ilha de pedra, com um redemoinho tão parando. Interessante que o mesmo fenômeno foi presenciadoforte, a ponto de desviar a rota dos barcos pela intensidade e por uns jovens que estavam acampados perto do buraco da noi-força das águas. No início do século passado entre 1915/1920, va, ouviram o mesmo barulho de uma cavalgada, quando saíramviviam na localidade da Charqueada, onde tem uma tapera, um da barraca para verificar, enxergaram uma noiva correndo nocasal de jovens, noivos prontos para casar. Ele foi trabalhar na campo, chorando e perguntando onde estava o seu amor.colheita de arroz nas granjas do Uruguai, com o intuito de juntar Disponível em: <http://turismoemjaguaraors.blogspot.com.br/p/historias-contos-dinheiro para o casamento. Ele morre num acidente por lá e a misterios-e-lendas-de.html>moça desesperada, vestida de noiva, se atira no peral que ficou Página 6 BALBÚRDIA
    • A proposta de trabalho seria dividir a turma em duplas ou trios (de acordo com o número de alunos) e sortear uma lenda para cada dupla, que ficaria responsável por pesquisar mais sobre a história, buscando nos arquivos da cidade e entre- vistando pessoas da comunidade. Após faríamos uma contagem de histórias, onde cada dupla ficaria responsável por fazer uma apresentação contando a lenda aos colegas. Também seria interessante, para ter um registro escrito da ativi- dade, pedir que os alunos escrevessem a história em formato de conto. Exercitando a escrita com os alunos: escrevendo contos de terror  Pedir que os alunos recontem oralmente o conto lido Quais as características dos pelo professor e solicitar que criem um outro final, mais contos de terror? assustador. Provocam medos, arrepios, são  Levar textos de referência clássicos e modernos, para envoltos de mistério, suspense. As que o aluno busque subsídios para a escrita de seu narrativas podem ter criaturas assus- texto. tadoras. É necessário também cor- respondência entre situações inici-  Montagem de um “esqueleto” do conto, composto de situações iniciais, problemáticas e o fim. ais, problemáticas e finais. Mas es- ses elementos também aparecem  Correções coletivas para troca de sugestões. em contos de fadas, então qual a  Criar um banco de palavras e expressões que apontem diferença? Na literatura de terror, medo, suspense e maldade. uma característica diferenciadora é a ausência de um final feliz.  Pedir que os alunos contem histórias em que sentiram medo. Quais são os recursos linguísticos que podem ser  Perguntar sobre as reações do corpo quando sentimos medo e estimular os alunos a indagarem ao professor usados para criar contos de terror? de Ciências. - Descrição detalhada do espaço para aproximar o leitor da história, que ficará mais propenso às rupturas, ou seja, momen-  Juntos, elaborar frases que podem compor um conto de tos imprevisíveis. Por isso, a importância de conhecer advér- terror usando tiras de papel com palavras que devem bios, principalmente espaciais. Ler o texto sem advérbios ou ser combinadas. Exemplo: palidez/sumiço misterioso/ substantivos pode ajudar os alunos na reflexão da importância paralisado; névoa tênue/ imóvel/calafrio; sobrenatural/ desses elementos linguísticos. pio de coruja/espectro etc. - Uso da primeira pessoa para narrar histórias é uma opção. Como ensinar contos de terror na escola? Algumas dicas para alunos escreverem contos de terror Ler um conto, de preferência com clima adequado: lugar escuro à sombra de velas. A leitura também deve criar suspense, com Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/lingua- mudanças no tom de voz e pausas para causar tensão. Uma portuguesa/pratica-pedagogica/como-trabalhar-escrita- dica é chamar a atenção dos alunos para a importância da contos-terror-alunos-producao-texto-lingua-portuguesa- pontuação orientando a leitura e pausas do conto de terror. portugues-546378.shtml?page=all> Curiosidade Você sabia que cada medo tem um nome específico? Acrofobia - medo de altura Talassofobia - medo do mar Catoptrofobia- medo de espelhos Tanatofobia ou tantofobia - medo da morte Ceraunofobia - medo de trovão Tripanofobia - Medo de injeções Coulrofobia - medo de palhaços Xenofobia - medo de estrangeiros Ligofobia - medo de escuridão Nosocomefobia - medo de hospital Disponível em: <www.nacional.edu.br/palestras/ Oclofobia- medo de multidão material_medos_qb-e-jp_05.doc > Pirofobia - Medo de fogo Página 7Informativo 2
    • Poesia na sala de aula Congresso Internacional do Medo Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Carlos Drummond de Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, Andrade nasceu em Itabira, não cantaremos o ódio porque esse não existe, Minas Gerais em 1902 . existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, Foi o primeiro grande o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, poeta pós-movimento o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, modernista e um dos mais importantes poetas brasilei- cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, ros. Seu livro Alguma cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte, Poesia de 1930 marca o depois morreremos de medo início da segunda fase e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas. poética do Modernismo. Retirando ideias do Balbúrdia Fé Mantra - Nando Reis Disponível em: O Ramo das rezadeiras <http://www.youtube.com/watch?v=2bTr QI1tlWk > Rezadeiras são pessoas que afastam o mal, defendem de feitiços e curam doenças através do ato de invocar o Oração - A banda mais Divino sobre algo ou al- bonita da cidade guém. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v =QW0i1U4u0KE > Realidade virtual - Engenheiros do Hawaii Link do vídeo: Disponível em: http://www.youtube.com/watch <http://www.youtube.com/watch?v=pJVOI ?v=Yc8tg3Bi7g8 enagSA > Intertextualidade e Interdiscurso na sala de aula Tipos de relação intertextual: Epígrafe: Título ou frase curta colocada no inicio de uma obra com que Intertextualidade: Relação entre dois textos carac- serve como tema ou assunto para resumir ou introduzir a mesma. terizada por um citar o outro. Pode ser explícita, quando há citação da fonte do intertexto, ou implíci- Citação: Fragmento transcrito de outro autor inserido no texto entre aspas. ta, quando não há citação expressa da fonte. Paráfrase: recriação de um texto com outras palavras, citando a fonte. Interdiscursividade: Relação entre diferentes dis- Paródia: distorção intencional de um texto, com objetivos críticos ou cursos, determinando como um discurso se consti- irônicos. tui na relação com outros discursos já conhecidos. Pastiche: imitação rude de outros textos com intenção pejorativa. Tradução: Transcrição de um texto de um idioma para outro.Página 8 BALBÚRDIA
    • A atividade abaixo tem o objetivo desenvolver a capacidade dos alunos em perceber as re- lações intertextuais e interdiscursivas em diferentes discursos. Imagem 1 Imagem 2 As imagens estão disponíveis em: <http://porcoaranhanews.blogspot.com.br/2009/04/sim- mais-um-feriado.html> Imagem 3a) As três imagens acima possuem uma relação intertextual com outra imagem. Que imagem é essa?b) Quais características das imagens acima nos permitem perceber essa relação intertextual?c) Qual a importância social da imagem que serve como intertexto para as imagens acima?d) Levando em consideração a resposta da pergunta anterior, qual seria a possível intenção comunicativa de cada uma das ima-gens?e) Como já foi estudado, há diferentes tipos de relação intertextual como: citação, paráfrase, pastiche, paródia, etc.. Como você clas-sificaria as imagens acima? Por quê? Figuras de Linguagem Com essa tirinha poderíamos estudar a metáfora, tentar entender o porquê da utilização das figuras de lingua- gem, e ainda reconhecer o emprego das mesmas em diferentes contextos linguísticos. A metáfora consiste em retirar uma palavra de seu contexto convencional (denotativo) e transportá-la para um novo campo de significação (conotativo), por meio de uma com- paração implícita, de uma similaridade existente entre as duas: Ex: Na tirinha temos a metáfora em humanidade (denotativo) rio (conotativo), ou seja, rio esta se referindo a humanidade no sentido figurado, assim como algumas gotas de água suja seri- am algumas pessoas. www.educacao.uol.com.br/portugues/metafora.jhtm www.atoananet.com.br/ Página 9 Informativo 2
    • Fé na Igreja Católica A fé Para que tenhamos sempre fé, ela precisa Há algum tempo, a fé, para mim, resu- ser cultivada como uma semente e cuida- mia-se pura e simplesmente à capaci- da até a colheita. Se acharmos que essa dade de crer... Crer cegamente em u- fé é insuficiente, devemos plantar mais ma energia superior dotada do poder de transformar os nossos sentimentos, sementes e cuidá-las até a próxima co- aliviar as nossas angústias e causar lheita e assim por diante. Portanto, não devemos esperar inúmeros benefícios àqueles que conseguiam desfru- que a fé venha de Deus, mas de nós mesmos. Com nos- tar da mencionada capacidade. Atualmente, depois so esforço, Ele intervém. de me tornar adepta dos princípios da doutrina Espí- E o que é fé? rita, na perspectiva dos estudos de Allan Kardec, "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, posso afirmar que a fé, em minha opinião, significa, a convicção de fatos que se não vêem" (Hebreus 11:1) sobretudo, compreensão. Compreender racional- Referências: mente que, na verdade, não é a energia superior que nos transforma e que cura os nossos males, mas sim BÍBLIA CATÓLICA ONLINE. Disponível em: a forma como administramos as nossas energias, já <http://www.bibliacatolica.com.br/>. Acesso em: 7 set. 2012. que cada um de nós detém os poderes mencionados SUBIRÁ, Luciano. 4) O que significa ter fé como grão de mostarda. Blog do (de transformação, de cura, etc,) e, principalmente, Luciano Subirá. Disponível em: de sentir e transmitir amor, este que é a manifesta- <http://blogdosubira.wordpress.com/curiosidades-biblicas/fe-como-grao-de- ção máxima da fé para mim. mostarda/>. Acesso em: 7 set. 2012. Profa. Denise Moser, doutora em Linguística pela UFSC. Profa. Vanessa Barbosa, mestre em Linguística Aplicada Atualmente, trabalha como professora adjunta no curso de pela UCPEL. Atualmente, trabalha como professora letras da UNIPAMPA. substituta no curso de letras da UNIPAMPA. Gênero Entrevista Logo, compreende-se que quanto à elaboração da entrevis- ta, a linguagem assume o papel de fundamental importân- cia, visto que através dela o homem comunica-se. No en- Para desenvolver a oralidade e diminuir tanto, a mesma sofre influencia direta ou indireta do con- a inibição dos alunos, propomos ao pro- texto no qual estão inseridos os participantes. No caso da fessor trabalhar o gênero entrevista. produção nas entrevistas, a linguagem é elaborada para atender às especificidades do tema, e do formato da entre- vista, isto é, uma entrevista de caráter jornalístico, por e- xemplo, requer dos participantes um uso mais apurado da linguagem. Link: http://meuartigo.brasilescola.com/portugues/os-matizes- genero-entrevista-contexto-producao.htm Fazer um levantamento sobre as crendices popula- res (pedir para que os alunos conversem com pais, avós, tios... e saber o que sabem sobre o contexto em que vivem) e a partir daí montar seu próprio rela- to.Página 10 BALBÚRDIA
    • Proposta de Redação A partir da charge e da fala sobre fé, con- verse com os alunos sobre o que eles esperam do futuro. Logo, a charge se tornaria uma proposta de redação. Disponível em: <http://quintoanocensa.blogspot.com.br/2009/02/tenho- muita-fe-no-futuro.html >. Acessado em: 15 out 2012. Por que Jesus pode e Exu não? A técnica Cloze é uma atividade que primeiramente foi desenvolvida para medir a Stela Guedes Caputo legibilidade de textos jornalísticos, e hoje é utili- zada como ferramenta de auxílio nas aulas de No dia 27 de outubro de 2009, um jornal leitura, como fomentadora do levantamento de carioca destacou o caso da professora hipóteses e de inferência de sentidos. Deve ser Maria Cristina Marques proibida de dar entregue aos alunos um texto lacunar para que aulas em uma escola municipal, no Rio, preencham os espaços com as palavras corre- porque utilizava o livro “Lendas de Exu”. tas ou de mesmo valor semântico fazendo uso A professora é umbandista e a diretora do contexto e de seus conhecimentos prévios. dessa escola é evangélica. Maria Cristina Abaixo segue um exemplo desta técnica aplica- relatou diversas humilhações, desde ser acusada por mães de alunos de fazer da em um texto que discute o preconceito religi- “apologia ao Diabo” à colocação de um oso nas escolas. As palavras destacadas seri- provérbio bíblico na sala dos professores am suprimidas e o texto foi adaptado: chamando-a de mentirosa. Ao lerem a notícia deste caso, certamente muitos sentiram na pele as humilhações sofridas por Maria Cristina. Isso porque é muito comum que professores e professoras, alunos e alunas prati- cantes de candomblé ou umbanda sejam discriminados nas Sugestão escolas. A questão é complexa e podemos fazer muitas per- guntas a respeito, mas farei aqui apenas uma: por que Jesus pode entrar na escola e Exu não pode? Por que um Jesus Com o fragmento de texto ao la- louro, coberto por uma túnica branca, pode estar em um dos do, poderíamos indagar a opinião livros da coleção para o Ensino Religioso católico, destinada à dos alunos, seja através de deba- rede pública e lançada em 2007 pela Cúria Diocesana? A res- posta que tenho não agrada. Exu não entra na escola porque te ou exposição oral. O texto pro- este país é racista e, por isso, o racis- voca intensos diálogos sobre “fé mo está presente na escola. Também nas escolas”, “fé como manifesta- acredito que atravessamos uma fase de ção cultural de um povo”, avanço significativo dos setores conser- “inclusão cultural”. vadores na educação pública. [...] Tudo parece fragmentado, mas não é. Trata- se de vitórias lentas e sigilosas que ampliam, reforçam e legitimam as cir- cunstâncias necessárias para que a discriminação sofrida por Maria Cristina continue sendo uma prática bastante Para ter acesso ao texto na íntegra, consul- te: <http://diariosocial.wordpress.com/2010/01/27/por comum em nossas escolas públicas . -que-jesus-pode-entrar-na-escola-e-exu-nao-pode/> Página 11Informativo 2
    • Produzindo um horóscopo fictício Divida a turma em 12 grupos (um grupo por mês do ano). A presente atividade objetiva a produção de horóscopos inventa- dos. Os grupos deverão criar: 12 símbolos para o seu horóscopo (estimule a criati- vidade e o humor, poderá ser com frutas ou persona- gens famosos); previsões positivas e negativas para cada um desses signos. Os alunos deverão construir o horóscopo em uma ou duas cartolinas. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aul a=23544 > Acesso em: 25 out. 2012. Revisão: Redação: Profa. Renata Silva Renata Silva Bruna Medeiros Francine Farias Jonas dos Santos Leonardo Messias Millaine Carvalho Diagramação: Nathalia Araújo Jonas dos Santos Santiago Feijó Virgínia Caetano Virginia Caetano Colaboração: Coordenação: Profa. Denise Moser Profa. Renata Silva Profa. Vanessa Bar- bosa Contato: Blog: http://nelpp-unipampa.blogspot.com/ Face: https://www.facebook.com/nelpp.unipampa E-mail: nelpp.unipampa@gmail.comPágina 12 BALBÚRDIA