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  • JONACIR NOVAES DAS VIRGENS -1099859 PÓS- GRADUAÇÃO EM ENSINO DE QUÍMICAA IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE QUÍMCA PARA O EXERCÍCIO DA CIDADANIA ORIENTADOR: PROF. MSC. CESAR ZANELLA CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO VITÓRIA- ESPIRITO SANTO 2012
  • RESUMOO artigo se refere a uma análise do Ensino de Química voltado para a Educação Básica,sendo que a mesma atravessou mudanças significativas e o ensino em sala de aula vemacompanhando essas modificações, notadamente no que se refere à metodologiaaplicada pelo professor em sala de aula, que não se admite mais uma aula meramenteexpositiva, decorativa e cobrada através de exercícios repetitivos. O ensino de Químicase encaixa na formação para cidadania, à medida que, o indivíduo necessita deconhecimentos mínimos de química para participar efetivamente da sociedade.Documentos oficiais como a Lei de Diretrizes e Bases do Ensino Médio e os ParâmetrosCurriculares Nacionais em suas resoluções têm priorizado o ensino de Química voltadopara a cidadania e para a realidade das escolas, indo de encontro à pedagogia tradicionalpredominante nas escolas, no entanto, sendo os livros didáticos o recurso mais utilizadono ensino de química, apesar dos avanços tecnológicos e da enorme variedade demateriais curriculares, atualmente disponíveis no mercado.Palavras- chaves: Ensino de Química; Educação Básica; Formação da Cidadania;Livros didáticos.
  • I. INTRODUÇÃOA Química é uma disciplina que faz parte do programa curricular do ensinofundamental e médio. A aprendizagem de Química deve possibilitar aos alunos acompreensão das transformações químicas que ocorrem no mundo físico de formaabrangente e integrada, para que os estes possam julgar, com fundamentos, asinformações adquiridas na mídia, na escola, com pessoas, etc. A partir daí, o alunotomará sua decisão e dessa forma, interagirá com o mundo enquanto indivíduo ecidadão.A Educação de uma forma geral está presenciando um momento de busca pormudanças. Estas geralmente visam o aprimoramento curricular e a conseqüentemelhoria do ensino, no método ensino-aprendizagem e consequentemente no processoavaliativo, e estes talvez sejam os grandes motivadores das reformas que vêmacontecendo em diversos países. Como também, o processo de globalização e asprofundas transformações sociais decorrentes dela, que têm gerado uma grandequantidade de informação e modificado as relações de trabalho até então existentes.Por outro lado, propostas mais progressistas, sistematizadas, indicam a possibilidade dese buscar a produção de conhecimento e a formação de um sujeito crítico e situado nomundo.Com relação ao ensino de química, Cardoso e Colinvaux (2000, p. 401) dizem: O estudo da química deve-se principalmente ao fato de possibilitar ao homem o desenvolvimento de uma visão crítica do mundo que o cerca, podendo analisar, compreender e utilizar este conhecimento no cotidiano, tendo condições de perceber e interferir em situações que contribuem para a deterioração de sua qualidade de vida. Cabe assinalar que o entendimento das razões e objetivos que justificam e motivam o ensino desta disciplina, poderá ser alcançado abandonando-se as aulas baseadas na simples memorização de nomes de fórmulas, tornando-as vinculadas aos conhecimentos e conceitos do dia-a-dia do alunado.De acordo com Soares e Sobrinho (2008) o homem atual está inserido num mundoglobalizado que passa constantemente por transformações científicas, as quais lheproporcionam um encontro cada vez mais rápido com ambiente tecnológico. Nasociedade, todos são dependentes da ciência e da tecnologia, através dela as pessoasficam mais atualizadas seja por meio da informação, seja por meio do conhecimentocientífico.
  • Nessa perspectiva, a escola deve ser entendida como o meio que oportuniza aoseducandos uma sistematização de saberes, além do que contribui para a construção eformação da cidadania.Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – PCNEM(BRASIL, 1999), a Química é um dos componentes curriculares capazes de promover odesenvolvimento intelectual dos estudantes, por meio da busca de significados para secompreender a natureza e suas transformações. Neste sentido, a disciplina de Químicado Ensino Médio pode ser uma oportunidade única para que estudantes entendam omundo sob o ponto de vista da Química e aprendam conceitos básicos importantes.Portanto esse tema foi escolhido como fruto da real preocupação com relação ao ensinode química na construção da cidadania nos dias atuais, com as dificuldades demetodologias adequadas e que muitas vezes não atendem as exigências dos parâmetroscurriculares nacionais, priorizando um conhecimento alinhado com o interesse atual dosistema produtivo ao construir também competências e habilidades, logo tem-se comoobjetivos conceituar o significado do Ensino de Química para o exercício da cidadania eidentificar se os livros didáticos de química do ensino médio apresentam temastransversais ou contextualizados que trazem reflexões sobre o exercício da cidadania.
  • II. METODOLOGIAA pesquisa utilizou como método de procedimento o analítico-descritivo, aplicados aartigos e outras publicações científicas que abordassem diretamente o tema central ouque discutisse temas de proximidade relevante. A técnica de coleta de dados foi à coletadireta ou indireta de publicações científicas com posterior seleção das publicações demaiores relevâncias, como passo posterior foi realizada uma análise crítica do texto comconfronto de idéias entre os documentos analisados, artigos e livros-texto de didáticadas ciências naturais. O intuito deste procedimento foi o de poder detectar o nível deconcordância entre a orientação oficial para o ensino de ciências e em especial o daquímica para a cidadania e os avanços teórico-metodológicos da didática das ciências.Essa análise realizada prendeu-se as possíveis articulações dos assuntos de químicatrabalhados no ensino médio com as questões relativas ao exercício da cidadania.
  • III. DISCUSSÃOENSINO DE QUÍMICAO Ensino de Química no Nível Médio da Educação Básica tem se caracterizado poraulas quase que exclusivamente expositivas em que os conceitos químicos sãoresumidos a comprovações matemáticas, desvinculados dos fenômenos que levaram àsua quantificação e das relações desses conceitos com situações reais do contexto sócio-econômico e cultural no qual o indivíduo está inserido.Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – PCNEM(BRASIL, 1999), a Química é um dos componentes curriculares capazes de promover odesenvolvimento intelectual dos estudantes, por meio da busca de significados para secompreender a natureza e suas transformações. Neste sentido, a disciplina de Químicado Ensino Médio pode ser uma oportunidade única para que estudantes entendam omundo sob o ponto de vista da Química e aprendam conceitos básicos importantes.Com o avanço tecnológico, aumenta a dependência entre a sociedade e a Química. Umadependência que se estende da utilização diária de produtos sintetizados pelo homem atéas inúmeras influências e impactos no desenvolvimento dos países, dos problemasreferentes à qualidade de vida das pessoas aos efeitos ambientais das aplicaçõestecnológicas, refletindo-se em decisões solicitadas aos cidadãos quanto ao emprego detais tecnologias.Assim, é importante que as pessoas conheçam as possibilidades de utilização dassubstâncias que encontram no seu cotidiano, que tenham consciência dos efeitosambientais resultantes da utilização dessas substâncias, que desenvolvam umposicionamento crítico frente à relação custo/benefício e quanto às decisões referentesaos investimentos nessa área (SANTOS & SCHNETZLER, 2003). Além disso, comomuito bem discute Chassot (2003) vale a pena conhecer um pouco das Ciências daNatureza para entender melhor o mundo que nos rodeia e, assim, termos facilitadasalgumas vivências.Citando Paulo Freire (1976), é preciso lembrar que precisamos “de uma educação para adecisão, para a responsabilidade social e política. Uma educação que possibilitasse aohomem a discussão corajosa de sua problemática. Educação que o colocasse em diálogoconstante com o outro. Que o identificasse com métodos e processos científicos”. Esta
  • educação não se faz usando metodologias que explorem a memorização e que valorizemo cálculo, mas com procedimentos que desenvolvam as capacidades de reflexão, deinvestigação e de ação empreendedora.Partimos da constatação de que, a despeito das tentativas de modernização, poucomudou no ensino de Química nos últimos anos, embora sejam de reconhecidaimportância as abordagens que se voltam para o cotidiano de professores e alunos.Em outros termos, a Química deve ser ensinada com o objetivo de fornecer ao aluno osuporte de que necessita para atuar com mais segurança e conhecimento no mundo.Assim, a Química que se ensina deve estar ligada à realidade e ao cotidiano dos alunos.Segundo SANTOS (1992), a educação para a cidadania é função primordial daeducação básica nacional, conforme dispõe a Constituição Brasileira e a legislação deensino.
  • LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICAApesar dos avanços tecnológicos e da enorme variedade de materiais curriculares,atualmente disponíveis no mercado, o livro didático, continua sendo o recurso maisutilizado no ensino de Química. O livro didático é entendido aqui em sua definiçãoclássica: livro elaborado com o intuito de ser uma versão didatizada do conhecimentopara fins escolares e/ou com o propósito de formação de valores ( CHOPPIN 2004)Essa centralidade lhe confere estatuto e funções privilegiadas na medida em que éatravés dele que o professor organiza, desenvolve e avalia seu trabalho pedagógico desala de aula. Para o aluno, o livro de Química é um dos elementos determinantesde sua relação com a disciplina e da disciplina com o meio histórico – social.Os livros didáticos são resultados de disputas relacionadas às decisões e açõescurriculares, um currículo escrito que nos proporciona um testemunho, uma fontedocumental, um mapa d o terreno sujeito a modificações; constitui também um dosmelhores roteiros oficiais para a estrutura institucionalizada da escolarização(GOODSON, 1998)Como já descrito anteriormente o conhecimento científico de química tem o mérito deampliar nossa capacidade de compreender e atuar no mundo em que vivemos. Por isso oensino de Química deve oferecer ao aluno oportunidades de reflexão, preparando assim,alunos mais conscientes de seu papel quantos cidadãos.Até nos anos de 1930, os livros didáticos caracterizavam-se como resumo de Químicageral, o que é lógico com a então estrutura do ensino secundário de química. A ausênciade um sistema de ensino bem estruturado, em conseqüência, contribuía para a não-seriação dos estudos secundários. Uma característica interessante dos livros do períodoé a ausência completa de exercícios ou questionários. Além disso, a maioria dosaspectos abordados na parte de química geral o era de maneira qualitativa. A únicaexceção refere-se às leis ponderais e volumétricas das reações químicas, queapresentavam também uma abordagem quantitativa.Hoje, o livro didático ampliou sua função precípua. Além de transferir osconhecimentos orais à linguagem escrita, tornou-se um instrumento pedagógico quepossibilita o processo de intelectualizar e contribuir para a formação social e política do
  • indivíduo. O livro instrui, informa, diverte, mas, acima de tudo, prepara para liberdade(BOLIVAR; 2001. SOARES; 2002)Além do saber cognitivo, o livro didático pode propiciar a formação de capacidades ecompetências. Essas capacidades são os conjuntos de conhecimentos que permitem umsaber-fazer e saber-ser para desempenhar algumas tarefas. As competências, por suavez, são consideradas como um conjunto de capacidades que permitem encarar nova e,da maneira mais adequada, resolvê-las. O livro ainda tem a função de destacar tambémas funções relativas à interfase com o cotidiano e de educação social e cultural.
  • ENSINO DE QUÍMCA PARA O EXERCÍCIO DA CIDADANIAA contextualização vem sendo bastante pesquisada nos últimos anos (SANTOS eSCHNETZLER, 1997; WARTHA e ALÁRIO, 2005; SANTOS, 2007; SILVA,2007; SILVA et al, 2009). Uma das principais razões para que esta temática tenha setornado objeto de pesquisas e discussões na área de ensino de ciências está relacionadoà presença desta nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e ParâmetrosCurriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM).O entendimento da palavra contextualização é peça fundamental para odesenvolvimento de estratégias para o aperfeiçoamento do processo de ensinoaprendizagem que favoreçam o preparo do aluno para ao exercício da cidadania.Pensando-se sobre a significação etimológica da palavra contextualizar, que seassemelha a contextuar, significando, assim, enraizar uma referência em um texto, quelonge do qual este perde o seu significado, podemos afirmar que o ato de contextualizaré algo que está tentando fazer parte do cotidiano educacional na plenitude de suaprática. Contextualizar, portanto, é uma estratégia fundamental para a construção designificações. Neste caso contextualizar o processo de ensino, significa incorporar a elevivências concretas, reais e diversificadas e também incorporar o próprio processo deensino a essas vivências.A aprendizagem situada/contextualizada é associada, nos PCNEM, à preocupação emretirar o aluno da condição de espectador passivo, em produzir uma aprendizagemsignificativa e em desenvolver o conhecimento espontâneo em direção ao conhecimentoabstrato. Com constantes referências a Vigotsky e a Piaget, a contextualização nessesmomentos aproxima-se mais da valorização dos saberes prévios dos alunos (BRASIL,1999).O desafio educativo implica desenvolver a capacidade de construir uma identidadecomplexa, uma identidade que comporte a pertinência a diversos âmbitos; local,nacional e internacional, político, religioso, artístico, econômico, familiar, etc. “Nasocialização do conhecimento, a busca de uma prática pedagógica capaz de unir oconhecimento popular com o científico é um grande desafio”. E ainda segundoMortimer (1988) este desafio vem sendo fortemente superado através das novas
  • tecnologias e técnicas inovadoras na educação, tais elas previstas nas leis e nosparâmetros que regem a educação brasileira. (MORTIMER; 1988).Não se podem discutir os conteúdos de química isoladamente e de forma resumida,pois estes conteúdos devem voltar-se para um contexto, obedecendo a uma seqüêncialógica, que possa atender a demanda dos alunos.A escola torna-se então, o espaço ideal para que e os educandos possam desenvolvervalores morais, éticas e sócias para poder interagir com o mundo de maneira apropriadaa cidadãos conscientizados de seu papel transformador da sociedade.Neste espaço escolar, o livro didático ainda é mesmo em meio á toda essa demandatecnológica, uma ferramenta importante na construção da aula pelo professor que desejaalcançar um ensino contextualizado e interdisciplinar e bom acompanhamento edesempenho durante a aula por parte dos alunos que fazem uso deste livro.
  • ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOSOs conceitos explicitados anteriormente foram pesquisados em três livros selecionadosaleatoriamente, porém indicados pelo Programa Nacional do Livro Didático para oEnsino Médio (PNLEM) de 2012. A análise de cada um dos livros iniciou-se por suascaracterísticas organizacionais físicas, ou seja, os livros passaram por um processo deavaliação visual simples. A seguir, as características implícitas e pedagógicas foramanalisadas a partir da leitura de trechos específicos.Durante essa leitura, o foco não foi o entendimento do assunto retratado, mas sim aidentificação da maneira como o assunto foi discutido. Em outras palavras, buscamosidentificar a organização com base em um roteiro pré-determinado.Foi analisado o capitulo sobre Aspectos Quantitativos das Reações Químicas ouconteúdo equivalente de três livros didáticos de química, conforme Quadro 1.Quadro 1- Livros didáticos de Química avaliados na Pesquisa.Numeração Título Autores Editora Ano Edição Eduardo Leite do Canto LD1 Química na Moderna 200 4ª Abordagem do Francisco 6 Cotidiano Miragaia Peruzzo Gerson de Souza Mól LD2 Química Cidadã Nova 201 1ª Wildson Luiz Geração 0 Pereira dos Santos LD3 Ser Protagonista Julio Cesar Edições 201 1ª Foschini Lisboa SM 0 QuímicaComo critérios de avaliação foram selecionados alguns tópicos. O Quadro 2 mostra ositens abordados nos livros didáticos.
  • Quadro 2- Ficha de Avaliação dos Livros didáticos. TÓPICOS SIM NÃOA CAPA DO LIVRO APRESENTA FIGURAS OU DESENHOS QUE ESTIMULAM 66,7% 33,3%SUA LEITURA.A METODOLOGIA EMPREGADA ESTIMULA O RACIOCÍNIO, A INTERAÇÃO 100% 0%ENTRE ALUNOS E/OU PROFESSOR, NÃO TENDO COMO CARACTERÍSTICAPRINCIPAL A MEMORIZAÇÃO DE CONTEÚDO E TERMOS TÉCNICOS.TEXTOS E ILUSTRAÇÕES RESPEITAM AS DIFERENTES ETNIAS, GÊNEROS E 66,7% 33,3%CLASSES SOCIAIS, EVITANDO CRIAR ESTEREÓTIPOS E PRECONCEITOSPREJUDICIAIS À CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA.INCENTIVA UMA POSTURA DE RESPEITO AO AMBIENTE, TANTO NO QUE 100% 0%SE REFERE À SUA CONSERVAÇÃO QUANTO À MANEIRA COM QUE OSSERES VIVOS SÃO RETRATADOS APRESENTA CLAREZA E OBJETIVIDADE,ESTIMULANDO A LEITURA E A EXPLORAÇÃO CRÍTICA DOS ASSUNTOS.ESTABELECE LIGAÇÃO ENTRE PRINCÍPIOS ESTUDADOS E FENÔMENOS 100% 0%CONHECIDOS POR ALUNOS E PROFESSOR.APRESENTA CONTEÚDOS RELEVANTES, LIGADOS AOS CONTEXTOS 33,3% 66,7%PRÓPRIOS DA REALIDADE BRASILEIRA.APRESENTA SUGESTÕES DE LEITURAS COMPLEMENTARES PARA OS 66,7% 33,3%ALUNOS.A EXECUÇÃO DOS EXPERIMENTOS/DEMONSTRAÇÕES PROPOSTOS É 100% 0%VIÁVEL, COM BASE NAS INSTRUÇÕES FORNECIDAS.A EXECUÇÃO DOS EXPERIMENTOS/DEMONSTRAÇÕES PROPOSTOS É 100% 0%VIÁVEL, EM TERMOS DE OBTENÇÃO DOS MATERIAIS NECESSÁRIOS.OS EXPERIMENTOS E DEMONSTRAÇÕES PROPOSTOS SÃO IMPORTANTES E 100% 0%PERTINENTES PARA A COMPREENSÃO DOS FENÔMENOS QUE ESTÃOSENDO DISCUTIDOS.EXISTEM PROPOSTAS DE MATERIAIS ALTERNATIVOS PARA A EXECUÇÃO 0% 100%DOS EXPERIMENTOS.EXPERIÊNCIAS SOCIOCULTURAIS E SABERES DO ALUNO SÃO 100% 0%CONSIDERADOSFONTE: Caso seja sua autoria, ACERVO PESSOAL.Dos livros analisados, um (33,7%) apresentava-se com capa simples sem nenhumaatratividade, pois é sabido que a diagramação deve causar um efeito visual bemagradável que leve o leitor ao interesse pela leitura.Enquanto a questão de igualdade racial é observada a preocupação dos autores doslivros didáticos em explorar com fotos de etnias diferentes sem predominação e
  • supremacia de uma ou de outra etnia tendo com isso o intuito de minimizar ospreconceitos sociais, culturais e étnicos.Nos PCNEM, a contextualização é entendida como um recurso capaz de ampliar aspossibilidades de interação não apenas entre as disciplinas nucleadas em uma área comoentre as próprias áreas de nucleação (Brasil, 1999, V. I: 79). Tal aspecto é entendido nodocumento como uma forma de incorporar o cotidiano social e cultural à escolapossibilitando aos estudantes construir um novo olhar sobre o mundo (Pereira, 2000).Dessa forma, a contextualização adquire a função de inter-relacionar conhecimentosdiferentes para a construção de novos significados. Os livros didáticos apropriam-sedessa idéia buscando valorizar o vínculo dos conhecimentos científicos com a realidade.Assim, a orientação sobre a contextualização predomina, na medida em que éimportante instigar a curiosidade do estudante, despertar o desejo de aprender e mostrarque a Química é uma ciência extremamente vinculada à realidade.No entanto, é interessante perceber que, mesmo valorizando a contextualização dosconteúdos didáticos, há nessas apresentações uma grande valorização dos conteúdosdisciplinares. Assim, a contextualização aparece ao lado da importância dos conteúdos eum desses livros (33,7%), no capitulo analisado, não aparece tópicos voltados arealidade do aluno, o que torna o assunto questionável pelo aluno quanto aempregabilidade e importância para seu cotidiano.Os autores dos livros didáticos utilizam estratégias para relacionar esses princípios aosconteúdos disciplinares são bem diversas e vão desde a inclusão de boxes com textos aofinal dos capítulos, uma outra estratégia é a abordagem diferenciada por um temacentral contextualizador que permeia todos os conteúdos . Além disso, as coleçõesanalisadas privilegiam, em maior ou menor grau, as tecnologias e a contextualização,sendo difícil diferenciá-las, tal a estreita relação que apresentam.Nos livros de Química, identificou-se que as concepções de contextualização estãoligadas ao cotidiano pessoal e profissional, com questões sociais, ambientais etecnológicas.A necessidade de diminuir as distâncias entre a química da escola e a química docotidiano do aluno tem sido um discurso frequente em educação. A busca de estratégiaspara o ensino de Química, com o uso de diferentes materiais e metodologias de ensino,
  • vem sendo bastante discutida na universidade, em cursos de formação de professores ena escola, sendo a experimentação uma importante estratégia para o ensino de Química.No entanto observou-se que ainda existem livros didáticos de Química que não trazemsugestões de experimentos, pelo menos um por capítulo, simplesmente paracorrelacionar o assunto teórico ao experimental, sendo a química uma ciênciapuramente experimental. Destaca-se aqui um novo significado para a experimentação,pois o experimento não precisa mais ser feito, ele pode ser narrado, descrito,fotografado ou demonstrado, chegando-se a pensar que os laboratórios possam, cadavez mais, ser substituídos por filmes e imagens. Portanto seria útil que fossedisponibilizados nos livros didáticos, ao final de cada capítulo, sugestões de vídeos e oufilmes que abordasse os assuntos estudados que correlacionava com o cotidiano ou ocontexto social do aluno. IV. CONCLUSÃOO ensino de química na construção da cidadania é de caráter altamente direcionado afunção social por excelência. Com isso pretende-se aprimorar o aspecto didático querequer de professores de química uma constante busca por novos modelos, que possamconduzir o estudante a refletir, a se inteirar, aprimorar e valorizar o ensino de química
  • como suporte para que o conhecimento científico seja assimilado de forma significativae ideal.Em vista disso, um dos objetivos do ensino de química é a contribuição para com aformação da cidadania, desse modo a escola passa a ter outras responsabilidades, comoa de aprimorar valores e atitudes do indivíduo, capacitando-o a buscar de maneiraautônoma o conhecimento do contexto científico e tecnológico em que está inserido.Enfim, fazendo-se o uso de conhecimentos químicos, o cidadão poderá se tornar maiscritico e dessa forma, contribuir com a melhoria da qualidade de sua vida e de toda asociedade.Historicamente os livros didáticos (LD) têm desempenhado um papel importante comoum mecanismo de seleção e organização dos conteúdos e apesar dos diversos estudosem relação a metodologias diferenciadas de ensino, e das várias opções de materiaisdidáticos atuais como filmes, aulas experimentais, entre outros, o LD continua sendoo recurso didático mais utilizado pelos professores.Observa-se que a contextualização é entendida por muitos autores de livros didáticoscomo mera exemplificação de situações cotidianas que ilustrem aplicações doconhecimento químico. Desta forma, é preciso uma discussão ampla e conceitual sobrecontextualização. Uma formação que permita ao professor diferenciar contextualizaçãode exemplificação é fundamental à medida que este professor possa analisarcriticamente os materiais didáticos que utiliza.E este é um dos grandes desafios encontrados atualmente na socialização doconhecimento. A busca de uma prática pedagógica capaz de articular o conhecimentopopular com o científico, na construção de saberes escolar. Não se podem abordar osconteúdos das ciências naturais, no caso em questão, o de química, de forma isolada,uma vez que não basta problematizá-los em base reducionista - conteudista. Sem fazerapologia do pragmatismo, os conteúdos de química poderiam ser trabalhados em sala deaula na perspectiva da contextualização, obedecendo a uma seqüência lógica quemantenha a ordem das unidades temáticas apresentados nos livros didáticos.Além de contribuir decisivamente para a construção do saber, a escola integrada a umensino-aprendizagem contextualizado e integrador, possui papel fundamental na
  • formação de indivíduos. Logo, para desenvolver valores que possam servir demediadores da interação do aluno com o meio em que está inserido.BIBLIOGRAFIABOLIVAR. A Globalização e Identidades: Território da Cultura. Revista de Educação,n.8, ano VI. 2001.
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