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GÊNERO TEXTUAL CARTA DE LEITORGeralmente veiculada pelos meios de comunicação representados pelos jornais erevistas, a car...
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GÊNERO TEXTUAL REPORTAGEMA reportagem, assim como a notícia, representa tal modalidade, cujo objetivo éproporcionar ao púb...
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GÊNERO TEXTUAL EDITORIALRefere-se aos aspectos que retrata um discurso voltado para a argumentação,ressaltando a opinião c...
GÊNERO TEXTUAL ANÚNCIO PUBLICITÁRIOÉ um gênero textual que dá informações sobre aquilo que se anuncia (produto ouideia) e ...
COMO ESCREVER UM ARTIGO      O gênero textual ARTIGO pode ser científico ou de opinião. O gênero textual artigocientífico ...
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O texto de Moacyr Scliar é um artigo de opinião, publicado no Jornal Zero Hora, no dia 27 dejaneiro de 2009. Nesta coluna,...
Bibliografia Consultada:CAMPOS, Elisabeth Marques et ali. Viva português: língua portuguesa. - 9º ano.-2ª ed. São Paulo: Á...
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êneros Textuais Jornal: notícia, entrevista, charge, tira, reportagem, carta de leitor, carta denúncia, anúncio publicidade propaganda

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êneros Textuais Jornal: notícia, entrevista, charge, tira, reportagem, carta de leitor, carta denúncia, anúncio publicidade propaganda

  1. 1. TRABALHANDO GÊNEROS TEXTUAIS COM JORNAL IMPRESSOUma das várias possibilidades que podem ser usadas pelos professores paraaumentar o interesse da leitura e demonstrar a forma escrita de alguns gênerostextuais aos alunos, está relacionada à maneira de como se apresenta as atividadesem sala de aula. Dinamizar o conteúdo fará com que os alunos se mostrem maisinteressados na busca pelo saber.Pensando nisso, desenvolveu-se o trabalho com os alunos envolvendo o jornalimpresso. Em pequenos grupos receberam jornais para que tomassem conhecimentodos gêneros textuais que circulam neles e vissem como é o formato de um jornal,livros para que pudessem pesquisar o gênero textual que coube a cada grupo etarefas para que pudessem desenvolver a pesquisa. Foi utilizado o jornal “DiárioCatarinense” que é de grande circulação pelo Estado e por se recebê-lo na escola.Ainda, depois da pesquisa realizada, cada grupo produziu texto relacionado ao temaem estudo para ser entregue e avaliado. Posteriormente, ouve apresentação oral feitopelos alunos de cada gênero textual estudado, com mediação da professora.A atividade foi proposta em duas turmas do 7º ano, uma turma com 34 alunos e aoutra com 35 alunos, em uma escola municipal de ensino fundamental.Conteúdo: Gêneros Textuais Circulantes nos Jornais - Leitura; Pesquisa; Produçãotextual; Oralidade.Materiais necessários: Exemplares de jornal; tesoura; cola; cartolina; papel pardo;folhas de ofício; livros didáticos; internet; canetas coloridas.Objetivo: Dinamizar as aulas de Língua Portuguesa; desenvolver a criatividade dosalunos; conhecer alguns gêneros textuais que circulam nos jornais; trabalhar apesquisa, escrita e a oralidade em sala de aula.
  2. 2. TÍTULO, SUBTÍTULO, OLHO, LIDE DO JORNALTÍTULOS: A característica mais comum aos títulos da imprensa é o seu destaque emrelação à notícia. Na mídia impressa posicionam-se logo acima das respectivasnotícias, na maioria dos casos.A característica mais comum aos títulos da imprensa é o seu destaque em relação ànotícia. Na mídia impressa posicionam-se logo acima das respectivas notícias, namaioria dos casos.O título é o elemento desencadeador do processo de compreensão das notícias,ativando e criando no leitor expectativas sobre o que está sendo relatado, provocando-o a prosseguir a leitura de determinada matéria. Nem sempre o mais importante é odado mais interessante. Há casos em que a titulação dribla a regra: é comum vertítulos com conteúdos de menor relevância. São chamados “títulos tangenciais”. Estãomais presentes em jornais populares, onde os detalhes, às vezes, chamam maisatenção do que o fato em si.PÉ QUENTE(O Dia, 7/4/2003, PP)Marca a pertinência da matéria segundo quem a publica: quanto mais importante anotícia, mais destacado será seu título. Auxiliam no desenho estético do jornal,somando-se aos demais elementos: textos, fotos, gráficos, anúncios etc.Antetítulo: frase colocada acima do título. Sua função é complementar a informaçãodo título, antecipando ao leitor dados que serão postos no lide e no corpo da matéria.Subtítulo: frase colocada abaixo do título, com as mesmas características doantetítulo.
  3. 3. Olho: tem as mesmas funções e apresentação do subtítulo, embora seja um poucomais extenso, sendo posto em mais de uma linha; também pode significar umdestaque (com letras maiores) de uma frase importante ou interessante que está nointerior da matéria ou artigo de opinião. Intertítulo: também chamado entretítulo, é um subtítulo colocado a certa altura damatéria, como forma de arejar o texto e antecipar alguma informação relevante queestá posta em seguida. Costuma ser sucinto, não raro reduzido a uma só palavra.Manchete: título principal, no alto da página e em toda sua extensão horizontal.Lide ou lead É a abertura do texto da notícia ou da reportagem. O lead apresenta“sucintamente o assunto ou destaca o fato essencial, o clímax da história”. O chamadolide integral é o mais comum na imprensa brasileira. Responde a perguntas básicas(quem – o que – quando – onde – como – por que) e está concentrado no primeiroparágrafo ou nos dois parágrafos iniciais da notícia. Esse tipo de lide orienta a leitura,pois os parágrafos podem funcionar como desdobramento das informações contidasnos parágrafos introdutórios.Características do título:capacidade de síntese: poucas palavras, informações contundentes;frase na ordem direta: (sujeito+verbo+complemento). A ordem indireta é possível,mas diminui o impacto da informação;predominância de substantivos: substantivos tendem a tornar os fatos concretos,mais “visíveis” aos olhos do leitor. Concretude dos substantivos também procuraconcisão;tempo presente: reveste a informação de atualidade, mesmo sabendo-se que o fatojá é passado;títulos de primeira página e de páginas internas: os de primeira página costumamser mais concisos e provocativos, para chamar a atenção do leitor, enquanto os daspáginas internas são mais explicativos.http://www.espacoacademico.kit.net/ling_escrita.pdf
  4. 4. GÊNERO TEXTUAL NOTÍCIATrata-se de um texto bastante recorrente nos meios de comunicação de uma formageral, seja impressa em jornais ou revistas, divulgada pela Internet ou retratada pelatelevisão.Por meio das notícias as pessoas conhecem o mundo que as cerca, têm contato comele, percebem sua dimensão central na vida contemporânea, conforme os interessesideológicos de seus produtores. Por isso, há a preocupação em não transformar anotícia em mero espetáculo, mas sim num veículo de persuasão e convencimento,muitas vezes, de forma bem subjetiva.Em virtude de a notícia compor a categoria louvada pelo ambiente jornalístico,caracteriza-se como uma narrativa técnica. Tal atribuição está condicionadaprincipalmente à natureza linguística que, via de regra, revela traços de intensasubjetividade, ou seja, a imparcialidade neste âmbito é a palavra de ordem.Assim sendo, como a notícia pauta-se por relatar fatos condicionados ao interesse dopúblico em geral, a linguagem necessariamente deverá ser clara, objetiva e precisa,isentando-se de quaisquer possibilidades que porventura tenderem a ocasionarmúltiplas interpretações por parte do receptor.A notícia é formada pelos seguintes elementos constituintes:Manchete ou título principal – Geralmente apresenta-se grafado de forma bemevidente, com vistas a despertar a atenção do leitor.Título auxiliar – Funciona como um complemento do principal, acrescentando-lhealgumas informações, de modo a torná-lo ainda mais atrativo.Lide (do inglês lead) - Corresponde ao primeiro parágrafo, e normalmente sintetizaos traços peculiares condizentes ao fato, procurando se ater aos traços básicosrelacionados às seguintes indagações: Quem? Onde? O que? Como? Quando? Porquê?Corpo da notícia – Relaciona-se à informação propriamente dita, procedendo àexposição de uma forma mais detalhada no que se refere aos acontecimentosmencionados.A característica pertinente à linguagem jornalística é exatamente a veracidade(verdade) em relação aos fatos divulgados, predominando o caráter objetivopreconizado pelo discurso.Notícia – É o gênero básico do jornalismo, em que se relata um fato do cotidianoconsiderado relevante, mas sem opinião. É um gênero genuinamente informativo, emque, em princípio, o repórter não se posiciona, pois o que vale é o fato. (BALTAR,2004, p. 133)http://www.portugues.com.br/redacao/anoticiaumgenerotextualcunhojornalistico.htmlhttp://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2002-6.pdf
  5. 5. GÊNERO TEXTUAL CARTA DE LEITORGeralmente veiculada pelos meios de comunicação representados pelos jornais erevistas, a carta de leitor pauta-se pela exposição de determinados comentários porparte do emissor. Ele, ao travar conhecimento sobre uma matéria jornalísticadivulgada por um jornal ou revista, tem a liberdade de expor sua crítica, apresentarseu elogio, expressar alguma dúvida e até mesmo sugerir algo acerca do assunto orarelatado.Quanto aos aspectos referentes à linguagem, há uma flexibilidade no que se refere aopúblico-alvo, ou seja, em se tratando de um público mais jovem, poderá prevalecercerta informalidade, e no caso de uma revista destinada à informação, como porexemplo, Veja, Isto é, Superinteressante, dentre muitas outras, a linguagem tende aser mais formal.Não deixando de mencionar sobre os elementos que a constituem, estes seassemelham aos da carta pessoal, tais como: data, vocativo (a quem a carta sedirige), corpo (a mensagem propriamente dita), despedida e assinatura doremetente.Com a popularização do computador, a carta do leitor vem cedendo espaço para o e-mail.Em virtude de haver variação quanto à complexidade das cartas enviadas (tamanho),a equipe de redação do jornal tem plenos poderes para condensá-las, com vistas atorná-las aptas à publicação, mesmo porque o espaço a elas destinado não é muitoamplo. Quando publicadas, as cartas costumam ser agrupadas por assunto, isto é,relacionadas às devidas matérias jornalísticas a que se referem.Avalie, então, se sua carta de leitor apresenta: local, data, vocativos, corpo de texto(assunto), despedida e assinatura; uma opinião sobre uma matéria publicada no jornalou na revista, uma reclamação ou reivindicação; argumentos que expliquem ou quefundamentemos motivos da opinião, da reclamação ou da reivindicação; linguagem etratamento de acordo com o perfil dos interlocutores e com o gênero.http://www.portugues.com.br/redacao/carta-leitor-.htmlCEREJA, William Roberto. Português: linguagens. 8ºano. 5ª ed. reform. SP: Atual,2009. pp. 148-151.
  6. 6. GÊNERO TEXTUAL carta-denúnciaA carta-denúncia, como o próprio nome já diz, tem por objetivo denunciar um fato ouacontecimento de ordem pública e fundamentar esta denúncia por meio deargumentos convincentes. Esse fato pode ser um problema da comunidade local ou daprópria cidade.Este gênero textual possui a mesma estrutura da carta do leitor. Primeiro, informa-se adata seguido do vocativo. Depois, desenvolve-se o corpo do texto e, por último,coloca-se o nome do autor com um local de referência. Normalmente a linguagem épadrão (sem uso de gírias, chavões, palavrões).Geralmente, numa carta-denúncia, é observada a gravidade da falha e o grau deenvolvimento do autor da carta com o problema, por isso é necessário adequar alinguagem ao perfil dos interlocutores.Avalie, então, se sua carta-denúncia apresenta: local, data, vocativos, corpo de texto(assunto), despedida e assinatura; uma denúncia; argumentos que expliquem ou quefundamentemos motivos da denúncia; linguagem e tratamento de acordo com o perfildos interlocutores e com o gênero.CEREJA, William Roberto. Português: linguagens. 8ºano. 5ª ed. reform. SP: Atual,2009. pp. 167-168http://portuguesatualblog.blogspot.com.br/2010/07/carta-denuncia.html
  7. 7. GÊNERO TEXTUAL TIRA.Durante muito tempo, as tiras em quadrinhos, de maneira especial, foram vistas comoobjeto de leitura pernicioso e alienante por diversos intelectuais, portanto banido daesfera educativa. Geralmente, a leitura deste gênero se dava no dia-a-dia de maneiraespontânea e intuitiva, por meio de jornais e revistas em quadrinhos, no espaçoprivado. O leitor se divertia com as piadas encontradas nas tiras, sem se preocuparcom os mecanismos que o autor utilizava para produzir o humor.“As tiras são um subtipo de HQ; mais curtas (até 4 quadrinhos) e, portanto, de carátersintético, podem ser sequenciais (“capítulos” de narrativas maiores) ou fechadas (umepisódio por dia). Quanto às temáticas, algumas tiras satirizam aspectos econômicos epolíticos do país, embora não sejam tão “datadas” como a charge. Dividimos as tirasfechadas em dois subtipos: a) tiras piada, em que o humor é obtido por meio dasestratégias discursivas utilizadas nas piadas de um modo geral, como a duplapossibilidade de interpretação, sendo selecionada pelo autor a menos provável; b)tiras-episódio, as quais o humor é baseado especificamente no desenvolvimento datemática numa determinada situação, de modo a realçar as características daspersonagens.”Mendonça (2001: 198)”.Ou seja:Quem diz é o cartunista;O que diz: retrata o cotidiano do público leitor, faz crítica política e social;Como diz: com poucos quadrinhos – até seis, colocados em uma faixa horizontal,empregando uma linguagem verbal (o texto dos balões) e não verbal (desenhos, cor,forma dos balões e das letras) e normalmente fazendo uso dos recursos queproduzem humor;Por que diz: para criticar, divertir, levar à reflexão;Para quem diz: existem tiras aos mais diversos públicos: crianças, meninos, meninas,adolescentes, jovens, adultos, etc.http://celsul.org.br/Encontros/06/Coordenadas/02.pdfCAMPOS, Elisabeth et ali. Viva Português: língua portuguesa. 6ºano. 2ª ed. SP:Atica, 2009. p. 27
  8. 8. GÊNERO TEXTUAL REPORTAGEMA reportagem, assim como a notícia, representa tal modalidade, cujo objetivo éproporcionar ao público leitor/expectador a interação com os fatos decorrentes dasociedade.A notícia e a reportagem apresentam aspectos convergentes e divergentes aomesmo tempo. Em virtude de tal semelhança, daremos ênfase não somente àscaracterísticas inerentes à reportagem, mas também à notícia, no intuito decompreendermos efetivamente sobre suas peculiaridades.Os pontos em que se convergem estão relacionados aos aspectos estruturais, ou seja,é comum identificarmos na reportagem os mesmos elementos constituintes da notícia:Título ou manchete – Geralmente escrito em letras garrafais (maiúsculas), tem porobjetivo atrair a atenção do público-alvo para o que se deseja comunicar. Daí o perfilatrativo, composto por frases concisas, embora bastante objetivas.Título auxiliar – Como bem retrata a própria nomenclatura, trata-se de umcomplemento do título principal, proporcionando um maior interesse por parte dointerlocutor.Lide – Refere-se ao primeiro parágrafo e, de forma sucinta, apresenta todos osaspectos relevantes da comunicação em pauta, respondendo aos seguintes elementosconstitutivos: Como? Onde? Quando? Por quê? Quem? .Corpo da reportagem – Caracteriza-se pelo desenvolvimento em si, apontando todosos pontos relevantes ao assunto abordado.O aspecto divergente é em relação à forma como se apresenta. A reportagem precisair além de uma simples notificação, fato representado pela notícia. Ela é resultante deinúmeras relações de causa e efeito, questionamentos, comparações entre pontos devista diferentes, dados estatísticos, dentre outros pressupostos.Partindo-se de tais premissas é importante ressaltarmos também sobre como sematerializa o tema proferido pela reportagem, podendo este ser narrado de formaexpositiva – na qual o repórter se atém à apresentação simples e objetiva dos fatos;interpretativa – modalidade em que se estabelece conexão com acontecimentos jádecorridos; e a opinativa – em que há um propósito de convencer o interlocutor acercade uma determinada opinião.ESQUEMATIZANDO:Quem diz: o jornalista;O que diz: qualquer assunto pode ser tema para uma reportagem. Porém, depende dopúblico-alvo. Primeiro, pesquisa-se o assunto que esse leitor quer conhecer parapoder desenvolver a matéria. A reportagem apresenta uma investigação, uma
  9. 9. pesquisa sobre esse assunto, apurando as origens, as causas e consequências dessefato. Esse gênero abre espaço para o debate, a discussão do tema desenvolvido.Como diz: é escrita por meio de parágrafos, gráficos, citações, dados de pesquisas ede outros textos não verbais que tratem do assunto desenvolvido. O jornalista colhe omaior número de dados possíveis para enriquecer o seu texto. É comum, portanto,que ele pesquise na internet, leia livros, consulte especialistas no assunto. Paraorganizá-la, o jornalista usa o seguinte percurso: • Inicia por um fato novo, uma pergunta, uma afirmação, etc; • Apresenta fatos ordenadamente, em blocos relacionados entre si, muitas vezes nomeados por entretítulos; • Desenvolve o resultado das pesquisas, mostrando muitas vezes, apenas aquilo que é do interesse do público leitor; • Pode apresentar opiniões de especialistas e de pessoas envolvidas; • Conclui o texto por meio de uma avaliação ou de uma nova ideia.Por que diz: é escrita para atrair o leitor e, principalmente, convencê-lo a adotar umponto de vista sobre os fatos. Nela há, de certa forma, uma negociação entre o leitor eo veículo que publica a reportagem.Para quem diz: o produtor da reportagem tem sempre em vista seu público-alvo:crianças, jovens, adultos ou idosos; pessoas que pertencem a uma ou outra classesocial. O tratamento e o assunto dado à reportagem são definidos de acordo com essepúblico.http://www.portugues.com.br/redacao/a-reportagem-seus-aspectos-relevantes-.htmlCAMPOS, Elisabeth et ali. Viva Português: língua portuguesa. 9ºano. 2ª ed. SP:Atica, 2009. pp. 158-183.CEREJA, William Roberto. Português: linguagens. 9ºano. 5ª ed. reform. SP: Atual,2009. pp. 16-21
  10. 10. GÊNERO TEXTUAL CHARGECharge é um tipo especial de cartum (maneira de emitir opinião sobre os acontecimentos do dia-a-dia).Tem por objetivo a crítica humorística de um fato político. Por isso, para poder compreender a charge, énecessário conhecer o assunto a que ele se refere. As características físicas das pessoas representadas sãoquase sempre exageradas para despertar o humor.Chargistas e caricaturistas influenciaram na história e na luta pela liberdade de expressão, no Brasil, eparticiparam ativamente na luta contra a ditadura e, muitos deles, até hoje, retratam a política do país.Hoje, as charges estão presentes nos principais diários, ilustrando jornais e revistas, fazendo sátiras sociaisrevestidas de cunho político, irreverência e bom humor. Mas nem sempre foi assim. A história dasilustrações no Brasil se confunde com a história da luta pela liberdade de expressão.As charges tiveram papel fundamental na luta contra a repressão, e ainda hoje atuam na sociedade deforma participativa nas questões políticas e sociais, desenvolvendo o questionamento e a crítica com muitohumor. Mas as charges além de privilegiar o humor e a sátira política, abordam temas atuais, mostram aspreocupações do país e do mundo oferecendo ao leitor elementos de fácil identificação e reconhecimento,cumprindo seu papel social garantindo algum espaço a opinião e a liberdade de expressão.Temos coo exemplos de chargistas (pessoas que fazem charge), Millor Fernandes, Sérgio de MagalhãesGomes Jaguaribe (Jaguar), Ziraldo, Henfil ou Henrique de Sousa Filho, Angeli, Glauco, Laerte e os irmãosCaruso os irmãos CarusoReferência Bibliográfica:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://blogfeijoadanacional.files.wordpress.com/2009/10/charge_chicocaruso1.jpg&imgrefurl=http://blogfeijoadanacional.wordpress.com/2009/10/04/confira-hq%25E2%2580%2599s-libertarias-%25E2%2580%2593-parte-5/&usg=__IEN3wtqwMKnFxtXuxDJLyKnuZRs=&h=393&w=400&sz=19&hl=pt-BR&start=67&um=1&itbs=1&tbnid=ECoxojd0gNiXJM:&tbnh=122&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Dcharges%2Bem%2Bquadrinhos%26start%3D60%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26ndsp%3D20%26tbs%3Disch:1FARACO, Carlos Emílio & MOURA. Linguagem nova. São Paulo: Ática, 2002. pp. 250, 251.
  11. 11. GÊNERO TEXTUAL EDITORIALRefere-se aos aspectos que retrata um discurso voltado para a argumentação,ressaltando a opinião coletiva dos integrantes do jornal ou da revista. Tem finalidadepersuasiva,ou seja, procura convencer o leitor por meio de argumentos.Pelo fato de se atribuir a uma opinião coletiva, a autoria não é identificada.Notadamente, em virtude da heterogeneidade de posicionamentos.No que tange ao discurso apresentado, esse costuma se apoiar em fatos polêmicosligados ao cotidiano social. E quando falamos em discurso, logo nos atemos à questãoda linguagem que, mesmo em se tratando de impressões pessoais, o predomínio dopadrão formal, fazendo com que prevaleça o emprego da 3ª pessoa do singular, ocupalugar de destaque.A título de complementaridade, analisemos a forma pela qual se compõe o gênero emquestão. Em termos estruturais, podemos dizer que ele se apresenta sob:* Uma síntese, constituída por uma apresentação – Constituída geralmente pelo 1º e2º parágrafo, refere-se à exposição da ideia principal com base na ideia a serdefendida.* O corpo do editorial – Revela os argumentos que fundamentam a ideia principal emrelação ao posicionamento atribuído pelo veículo de comunicação em referência.* A conclusão – Refere-se a uma possível solução para o problema levantado ou, emdeterminados casos, incita o leitor a uma reflexão sobre o assunto em pauta.http://www.portugues.com.br/redacao/o-editorial-uma-modalidade-que-circunda-no-cotidiano-jornalistico-.htmlCEREJA, William Roberto. Português: linguagens. 9ºano. 5ª ed. reform. SP: Atual,2009. pp. 55-60.
  12. 12. GÊNERO TEXTUAL ANÚNCIO PUBLICITÁRIOÉ um gênero textual que dá informações sobre aquilo que se anuncia (produto ouideia) e ressalta seus pontos positivos. Quem comunica é o publicitário e o públicoalvo pode ser qualquer pessoa indiferente de seu nível social, financeiro, religioso,étnico... pois sempre haverá um público alvo para determinado produto ou ideia.O discurso apresenta-se de forma variada – divulgando um determinado evento, comopor exemplo, um show, uma feira cultural, de moda, anunciando uma promoçãoreferente ao comércio logístico, anunciando um produto que acabara de ser lançadono mercado. Enfim, vários são os objetivos traçados por parte do emissor, tentandopersuadi-lo de alguma forma.Diante de tal finalidade discursiva, a linguagem, necessariamente, precisa nãosomente ser clara e objetiva, mas também, bastante atrativa. Para tanto, torna-seindispensável o predomínio de uma linguagem não verbal, uma vez que imagenstendem a ser mais chamativas e, consequentemente, contribuem para a concretizaçãodos objetivos propostos. E, falando sobre linguagem, é essencial que saibamos sobreum aspecto bastante peculiar – a presença de alguns recursos estilísticos voltadospara a conotação, ou seja, passíveis de múltiplas interpretações. Assim, metáforas,comparações, hipérboles, dentre outras, são indispensáveis.Este tipo de texto é feito com o intuito de criar no receptor a necessidade de comprarum produto ou de convencê-lo de alguma ideia.http://www.brasilescola.com/redacao/anuncio-publicitario.htmhttp://www.portugues.com.br/redacao/o-anuncio-publicitario---uma-analise-linguistica-.htmlCAMPOS, Elisabeth et ali. Viva Português: língua portuguesa. 8ºano. 2ª ed. SP:Atica, 2009. pp. 76-138.
  13. 13. COMO ESCREVER UM ARTIGO O gênero textual ARTIGO pode ser científico ou de opinião. O gênero textual artigocientífico refere-se à apresentação de um relatório escrito de estudos a respeito de umaquestão específica ou à divulgação de resultados de uma pesquisa realizada. O artigo deopinião diz algo em relação ao que já foi dito, ou seja, é escrito com base em uma notíciaou uma reportagem, uma música, um romance, um fato, etc. Podemos notar que, tanto um quanto o outro, é escrito para fazer o leitor aderir aoponto de vista do produtor, negando e criticando opiniões diferentes das apresentadas. Istoé feito por meio de argumentações (apresentação de provas à favor ou contrárias a umaideia, um fato, uma razão). Para fazer argumentações no texto, precisa-se apoiar em fatosque comprovem ou desmintam tal coisa. Quem escreve um artigo deve assumir umaposição em relação a um assunto polêmico e que a defende. Em suma, a argumentaçãobusca convencer, influenciar, persuadir alguém; defende um ponto de vista sobre determinadoassunto. Consiste no emprego de provas, justificativas, a fim de apoiar ou rechaçar uma opiniãoou uma tese; é um raciocínio destinado a provar ou a refutar uma dada proposição. Quanto a linguagem, o texto deve ser escrito de maneira clara, objetiva, precisa (semrodeios, sem ficar se enrolando para dizer o que se quer) e coerente (deve-se ter ligaçãológica entre um fato e outro ou entre uma ideia e outra). A estrutura de um artigo, normalmente, se dá da seguinte forma:a) situação-problema: coloca a questão a ser desenvolvida para guiar o leitor ao que viránas demais partes do texto. Busca contextualizar o assunto a ser bordado, por meio deafirmações gerais e/ou específicas. Nesse momento, pode evidenciar o objetivo daargumentação que será sustentada ao longo do artigo, bem como a importância de sediscutir o tema; ou seja, é o que chamamos de introdução.b) discussão: expõe os argumentos e constrói a opinião a respeito da questão examinada.Todo texto dissertativo precisa argumentar, ou seja, apresentar provas a favor da posiçãoque assumiu e provas para mostrar que a posição contrária está equivocada. Para evitarabstrações, geralmente faz uso da exposição de fatos concretos, dados e exemplos, com oemprego de sequências narrativas, descritivas e explicativas, entre outras; ou seja, é a partede desenvolvimento.c) solução-avaliação: evidencia a resposta à questão apresentada, podendo haver umareafirmação da posição assumida ou uma apreciação do assunto abordado. Não éadequado um simples resumo ou mera paráfrase das afirmações anteriores. Ou seja, é aparte da conclusão. Sendo artigo científico, antes de se fazer a estrutura acima citada, é constituída,primeiramente, ainda de:a) título, e subtítulo (se houver);b) nome (s) do(s) autor (es);c) resumo na língua do texto (em português e uma de língua estrangeira);
  14. 14. d) palavras-chave na língua do texto (em português e uma de língua estrangeira). É O SUS – OU É A POBREZA?1 Na semana passada, um estudo realizado pelo Instituto do Coração de São Paulo epublicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia deu manchete em vários jornais do país.Segundo a pesquisa, pacientes que sofreram infarto do miocárdio e são atendidos peloSistema Único de Saúde, SUS, têm 36% mais chances de morrer do que aqueles que sãoacompanhados por médicos particulares ou de convênios.2 Lendo esta frase, leitores, qual é a conclusão que se tira de imediato? Que o SUS nãofunciona, vocês dirão; que é um sistema ruim, precário. Mas será que é mesmo?3 Indo um pouco adiante no trabalho, descobrimos que na fase de internação a proporçãode óbitos é praticamente a mesma nos dois grupos. A mortalidade maior em pacientes doSUS ocorre após a alta, quando a pessoa retorna a seu ambiente habitual. E isto ensejauma reflexão não apenas sobre infarto do miocárdio, como sobre o Brasil em geral. Emprimeiro lugar, é preciso dizer que, por paradoxal que pareça, uma maior mortalidade pordoença cardíaca pode ser um sinal de progresso – um progresso meio estranho, masprogresso de qualquer jeito. No passado, os brasileiros pobres não morriam de infarto,porque nem chegavam à idade em que o problema ocorre: faleciam antes, não raro nainfância, de desnutrição, de diarreia, de doença respiratória. A expectativa de vida cresceu,e cresceu nos países ricos e pobres. As mortes por desnutrição e por doenças infecciosas,causadas por micróbios, diminuíram. Mas isso tem um preço. Viver mais não quer dizerviver de forma mais saudável. O pobre hoje tem mais comida, mas é comida calórica,gordurosa – pobre não come salmão nem caras saladas, nem frutas. Pobre fuma mais, epobre é mais sedentário – passou a época em que trabalho implicava necessariamentemovimento e trabalho físico, e academia de ginástica não é para qualquer um. Pobre temmenos acesso à informação sobre saúde, pobre consulta menos, às vezes porque não temsequer como pagar a condução que o levará ao posto de saúde. Aliás, temos evidênciasdisto em nossa própria cidade de Porto Alegre: um trabalho recentemente realizado pelosdoutores Sérgio L. Bassanesi, Maria Inês Azambuja e Aloysio Achutti mostrou que amortalidade precoce por doença cardiovascular foi 2,6 vezes maior nos bairros maishumildes da Capital.4 Tudo isso explica a conclusão a que chegou o Simpósio Internacional sobre desigualdadeem saúde reunido em Toronto, Canadá: “a pobreza, e não os fatores médicos, é a principalcausa da doença cardiovascular”. Um artigo publicado no importante periódico médicoCirculation salienta o fato de que 80% dos óbitos por doença cardíaca ocorrem em paísespobres e acrescenta: “Os fatores de risco para doença cardiovascular aumentam primeiroentre os ricos, mas à medida que estes aprendem a lição e corrigem o estilo de vida, osriscos concentram-se nos mais pobres. A suscetibilidade para esses problemas tambémcresce por causa do estresse psicológico.” Quando falamos no estresse psicológico nãopodemosesquecer aquele que está se tornando cada vez mais frequente, o desemprego. Váriosestudos mostram que problemas cardíacos são mais comuns em desempregados.5 Estas coisas não diminuem a responsabilidade dos serviços de saúde, públicos ouprivados, ao contrário, aumentam-na. A questão da informação e da educação em saúdehoje é absolutamente crucial.6 SUS e sistemas privados não são antagônicos, são complementares. É claro que a tarefado SUS é muito maior – afinal, o sistema atende cerca de 80% da população – e é maisdifícil: este é um país pobre, que tem poucos recursos, inclusive para a saúde. Mesmoassim, e o próprio trabalho o mostra, estamos no caminho. Apesar de tudo, as coisasmelhoram.(SCLIAR, Moacyr. É o SUS – ou é a pobreza. Zero Hora. Porto Alegre, 27 jan. 2009, p. 03).
  15. 15. O texto de Moacyr Scliar é um artigo de opinião, publicado no Jornal Zero Hora, no dia 27 dejaneiro de 2009. Nesta coluna, Scliar emite suas opiniões acerca de temas das maisdiversas áreas, em um texto que mantém semanalmente a mesma formatação.A tipologia de base é a dissertação, pois o autor apresenta a sua posição sobre as razõespelas quais as pessoas que são atendidas pelo Sistema Único de Saúde têm mais chancesde morrer de infarto do miocárdio do que aquelas que são atendidas pelos médicosparticulares ou de convênios. Nessa abordagem, Scliar manifesta um posicionamento críticosustentado por uma argumentação sólida para deixar claro que é a pobreza a causa damorte de pacientes com doenças cardiovasculares, e não o tipo de atendimento.O autor utiliza uma linguagem comum e faz uso de um vocabulário claro, acessível aosleitores do veículo em que o artigo foi publicado. O texto está redigido na primeira pessoa doplural (Quando falamos em estresse psicológico, não podemos esquecer aquele que está setornando cada vez mais frequente, o desemprego); o tempo verbal predominante é opresente do indicativo (tira, ocorre, cresce, diminuíram). Há também a presença do pretéritoperfeito do indicativo para apresentar a notícia que gerou a produção do artigo (deu,sofreram) e expor sua argumentação com base nas evidências sobre as razões pelas quaisoutrora as pessoas não morriam de infarto (morriam, faleciam, cresce, diminuíram).O texto estrutura-se em situação-problema, discussão e solução-avaliação. Estas partes sãoexplicitadas a seguir.A situação-problema (parágrafos 1-2) inicia com a contextualização do assunto a serabordado. Apresenta um comentário sobre a repercussão na imprensa escrita do estudorealizado pelo Instituto do Coração de São Paulo, relacionado às chances de morrer depacientes que sofreram infarto do miocárdio se forem atendidos por médicos do SUS ou pormédicos particulares ou de convênios. A partir disso, o autor apresenta a questãocontroversa: será que o SUS é de fato um sistema ruim?Na discussão (parágrafos 3-4), Scliar expõe os argumentos para defender seu ponto devista referente à questão examinada: “(...) na fase de internação, a proporção de óbitos épraticamente a mesma nos dois grupos. A mortalidade maior em pacientes do SUS ocorreapós a alta, quando a pessoa retorna a seu ambiente habitual”. O autor sustenta a opiniãode que a pobreza é a principal causa de morte por doença cardiovascular e faz alusão àsdoenças comuns que outrora causavam morte muito antes de a pessoa chegar à idade emque o problema vascular normalmente ocorre. Afirma ainda que o crescimento daexpectativa de vida não é sinal de qualidade de vida. Expõe também características do estilode vida do pobre e indica quais se tornam fatores que contribuem para o desenvolvimentode doençacardiovascular. O autor apresenta, como argumentos para corroborar o seu ponto de vista, aconclusão do Simpósio Internacional sobre desigualdade em saúde e a análise publicada noreconhecido periódico médico Circulation sobre os fatores de risco para doençacardiovascular.A solução-avaliação (parágrafos 5-6) é construída a partir da resposta à questãoapresentada no início do artigo, e é claramente analisada. Scliar responsabiliza todos osserviços de saúde, públicos e privados, por zelarem pela informação e educação em saúde,e afirma que SUS e sistema privados são complementares, mas que, por vivermos num paíspobre, o compromisso do SUS é bem maior.Assim, “É o SUS – ou é a pobreza?” é um artigo de opinião, pois interage com o leitor namedida em que discute uma questão polêmica e apresenta a sua resposta, valendo-se deargumentos consistentes que enriquecem a visão de mundo do leitor.
  16. 16. Bibliografia Consultada:CAMPOS, Elisabeth Marques et ali. Viva português: língua portuguesa. - 9º ano.-2ª ed. São Paulo: Ática, 2009.http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11565, em 11/11/2012.http://www.revel.inf.br/files/artigos/revel_13_o_genero_textual_artigo_de_opiniao.pdf,em 13/11/2012.

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