Bibliografia de Esopo       As fábulas de Esopo são uma coleção de fábulas creditadas a Esopo (620—560 a.C.),um escravo e ...
partir dos animais: animais falam e transacionam como seres humanos. Nos maisalto nível mostra-se que de um fato concreto ...
A melhor e a pior coisa do mundo, de Esopo.        Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chama...
Análise Interpretativa sobre a Importância da Língua Portuguesa      Língua é a linguagem comum de um ou mais povos com cu...
competência para a leitura e produção de textos. Nas interações, relações comunicativasde conhecimento e reconhecimento, c...
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Esopo bilbiografia, fábula, importância lingua

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Esopo bilbiografia, fábula, importância lingua

  1. 1. Bibliografia de Esopo As fábulas de Esopo são uma coleção de fábulas creditadas a Esopo (620—560 a.C.),um escravo e contador de histórias que viveu na Grécia Antiga. Esopo foi um fabulista grego, nascido pelo ano de 620 a. C. Ignora-se o lugar de seunascimento: alguns dizem ter sido Samos ou Sardes. Aristófanes o supôs filho de Atenas.Segundo o historiador Heródoto, Esopo teria nascido na Frígia e trabalhava como escravonuma casa. Há ainda alguns detalhes atribuídos à biografia de Esopo, cuja veracidade não sepode comprovar: seria corcunda e gago, protegido do rei Creso. Esopo teria sido condenado àmorte depois de uma falsa acusação de sacrilégio, ou talvez porque os habitantes de Delfosestivessem irritados com suas zombarias, ou ainda porque suspeitassem de que Esopo teria aintenção de ficar com o dinheiro que Creso lhes tinha destinado. Esopo não deixou nada escrito: as fábulas que lhe são atribuídas pela tradição foramrecolhidas pela primeira vez por Demétrio de Falera, por volta de 325 a.C. Antes do advento da impressão, as fábulas de Esopo eram ilustradas em louça, emmanuscritos e até em tecidos. Discute-se a sua existência real. Levanta-se a possibilidade desua obra ser uma compilação de fábulas ditadas pela sabedoria popular da antiga Grécia. As características típicas das fábulas de Esopo são: clara construção, explícitacompreensão das cenas, agradável tom da fala, desenvolvimento espirituoso para cada faseelementar, onde o Homem, ainda muito íntimo dos animais e das plantas, pode transitar entretodas as criaturas.A importância do estudo da fábula no contexto escolar, social e disciplinar A fábula tem grande valor pedagógico nas lições sobre literatura.Primeiro é preciso mencionar dois essenciais argumentos para que a fábula tenhafunção e significado também no ensino moderno: → Ela esclarece porque a boa literatura universal nos enriquece, principalmente, quando nos dá consciência sobre problemas e conflitos de diferentes tipos entre seres humanos e nos oferece estratégias para solucioná-los. → Como base dos cursos e da formação dos alunos, principalmente, ela é adequada, para orientá-los na análise sistemática de textos. Isso vale tanto para o conteúdo como para o trabalho formal sobre textos. Em segundo lugar, pode-se colocar a seguinte pergunta: "O que acrescenta afábula aos alunos para realizar estudos sobre a realidade social contemporânea efutura?". As lições de literatura no curso secundário visam aos jovens compreensão domundo e noções sobre respeito quando começam a se estabelecer. Assim, a missãodas aulas de literatura é oferecer aos alunos textos adequados contendoinformações sobre o mundo, necessárias e presentes nos elementos da fábula etornar possível a eles uma orientação sobre a existência (que possa ser incorporadaà prática da vida), significando para os alunos uma “Ajuda durante o Crescimento”e (aplicada pelos alunos e pela sociedade no futuro) a conquista de uma“Experiência do mundo como parte efetiva de uma universal qualificação da vida.”Esta é a missão que justifica particularmente a fábula. Ela oferece ao aluno ummodelo de raciocínio, que reduz uma situação a uma clara relação de fundamentoda vida, cujos níveis de resultados são alcançados em poucas famosas formas a
  2. 2. partir dos animais: animais falam e transacionam como seres humanos. Nos maisalto nível mostra-se que de um fato concreto tira-se, em certo nível, um caráterparabólico e alcança um significado genérico. Uma vez que o aluno reconhece afábula como uma forma parabólica, isso possibilita a ele uma orientação para a vidaem dois aspectos: um em que conclui o entendimento de situações humanasfundamentais e outro, em que a verdade abre os seus olhos para o real,desconfortável e inamistoso lado da vida. Por isso, não se deve reduzir a aula àobservação do conto da fábula, mas, isto posto, incluir a observação sobre o seusentido. “Em que oportunidade se adequa esse modelo de pensar? Qual situação, qualsituação social é esclarecida por este modelo?".Quando o aluno se coloca tais questões, ele desperta para um processo dereconhecimento, que é tanto existencial como também de específico significado.Pela observação da fábula, o aluno reconhece que o texto literário contém umainformação sobre o mundo e sobre um momento da realidade que o poeta ressalta.Sobre o conhecimento global a respeito da realidade da fábula e da literatura, oaluno alcança um ganho em sua própria identidade, na qual ele compara asdeclarações dos textos aplicados à realidade com suas próprias ideias sobre omundo, confrontando o comportamento das figuras com suas próprias normas decomportamento (“Como eu me comportaria nessa situação de conflito?”) e em queele interpreta os eventos nos textos da fábula e transporta os resultados para suaexperiência. Junto à orientação existencial e a formação de identidade, a fábula tem nasaulas de literatura um significado especial na formação da personalidade dosalunos. Como discurso a fábula é uma forma específica de comunicar pensamentoscríticos. Ela dirige-se à inteligência, provoca discussões, desafia a crítica e fomentaa capacidade crítica dos alunos. As fábulas fazem o aluno observar situações de conflito, que o levam a afastar-se de conflitos sob determinadas circunstâncias e a oferecer soluções estratégicaspara conflitos. Desafiam-no a fazer exames críticos de comportamentos e aomesmo tempo autocriticar-se ao rever seus modos de próprios comportamentos.Esta reflexão crítica de seus próprios pensares e comportamentos possibilitam aoaluno finalmente em certa proporção uma auto-avaliação de sua própria pessoa ede seu modelo de comportamento em situações agudas, aquelas que fundamentamhipóteses para a capacidade de comunicar-se e inteirar-se socialmente. Finalmente,significa a capacidade de avaliação de conflitos no dia a dia do aluno, pois osproblemas da fábula e os conflitos apresentam soluções estratégicas análogas aosdiferentes aspectos da vida. Para ganhar uma especialização literária e competência em leitura é necessáriaa própria noção do aluno sobre o gênero fábula, isto é, conciliar as característicasdos elementos estruturais e as regras de formação assim como a história dogênero. Por isso, é de relevância didática o aluno não somente saber sobre a realidadesuperficial e sobre a crítica didática internacional da fábula, mas tambémacrescentar conhecimento sobre o inventário das figuras, a tipificação das figurasda fábula, as usuais formas de expressão, os princípios de composição e daconstrução da fábula, assim como sobre as ligações dos elementos épicos edramáticos, para que a fábula se identifique como gênero e possa diferenciar-se deoutras formas literárias.
  3. 3. A melhor e a pior coisa do mundo, de Esopo. Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo.Um escravo corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar asqualidades de seu escravo, o mercador ordenou: Toma, Esopo. Aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o quehouver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo! Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um pratocoberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso: Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar.Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo? O escravo de olhos baixos, explicou sua escolha: O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quandofalamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgãoda verdade e da razão. Graças à língua é que se constróem as cidades, graças à línguapodemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, dacompreensão. É a língua que torna eterno os versos dos grandes poetas, as idéias dos grandesescritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, sedescreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos “mãe”, “querida” e “Deus”.Com a língua dizemos “sim”. Com a língua dizemos “eu te amo”! O que pode haver de melhordo que a língua, senhor? O mercador levantou-se entusiasmado: Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora estaoutra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traz o que houver de pior, pois quero ver atua sabedoria. Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendoum prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso: Hum… já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior… O mercador descobriu o prato e ficou indignado: O quê?! Língua? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que haviade melhor? Queres ser açoitado? Esopo encarou o mercador e respondeu: A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o iníciode todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, quedivide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suasfalsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é oórgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a línguaque mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda,que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, quecorrompe. Com a língua, dizemos “morre”, “canalha” e “demônio”. Com a língua dizemos“não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhorde todas as coisas!
  4. 4. Análise Interpretativa sobre a Importância da Língua Portuguesa Língua é a linguagem comum de um ou mais povos com cultura, costumessemelhantes ou não; é a linguagem falada ou escrita expressa por outras formas (verbal enão verbal: gestos, pinturas, esculturas, dança, etc); é aquilo que usamos para noscomunicar no cotidiano com outras pessoas. Ela é de suma importância em nossa vida por que, como forma de linguagem, servepara pesquisar, selecionar informações, analisar, sintetizar, argumentar, negociar,cooperar, de forma que os indivíduos participem do mundo social. Por sua vez, a linguagem é a capacidade humana de articular significados coletivose compartilhá-los, em sistemas arbitrários de representação que variam de acordo com anecessidade e experiência de vida em sociedade. É a produção de sentido. Por meio dela,se pode manipular atos e pensamentos uma vez que a compreensão da arbitrariedade dalinguagem pode permitir ao homem a problematização dos modos de “ver a si mesmos eao mundo”, das categorias de pensamento. Como é uma atividade mental, permeia oconhecimento e as formas de conhecer, o pensamento e as formas de pensar, acomunicação e os modos de comunicar, a ação e os modos de agir. A Língua Portuguesa como forma de linguagem é utilizada oficialmente em váriospaíses: Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, CaboVerde e Timor Leste. Ela possui algumas variantes por isso, temos a língua portuguesabrasileira (Brasil) e a língua portuguesa europeia (de Portugal). Ou seja, a língua tem suasregularidades, um sistema a ser seguido. Mas, como é um sistema aberto, a língua ofereceinúmeras possibilidades de variação de uso, que criam, junto com o contexto, interaçõessempre novas e irrepetíveis. Também há variação da língua segundo a idade. As criançasnão falam como os jovens, adultos ou idosos e vice-versa. O sujeito aprende a sua línguaem convívio com a família, amigos, com as pessoas que estão ao seu redor e queparticipam do seu cotidiano. Cada um vai assimilando os usos linguísticos daquele grupo,ainda que construindo a seu modo esse seu saber. Em geral, o sujeito não tem consciênciadessa “norma” que ele vai internalizando no contato com os outros elementos do grupo.Usar a língua característica de certo grupo é uma contingência e esse traço apareceráquase certamente no seu comportamento e na sua fala. Entretanto, mesmo com estasdiferenças, na maior parte em que seus povos se comunicam, conseguem se entender. Nasúltimas duas décadas ela tem tido grande importância comunicativa, como por exemplos,no bloco econômico Mercosul e, mundialmente, na ONU (Organização das Nações Unidas). Entretanto, a Língua Portuguesa, como qualquer outra, pode ser utilizada para obem ou para o mal, pode-se utilizá-la bem ou mal. E, isto, dependerá da finalidade dolocutor para com seu interlocutor, ou seja, o que o locutor quer dizer?, para quem?, paraquê?, como ele se utilizará da Língua? Tais questões devem ser bem trabalhadas em sala de aula. Trabalhar com todas asformas de linguagem da Língua Portuguesa inclui prática social e na história elas seconfrontam e fazem com que a articulação de sentidos produza formas sensoriais ecognitivas diferenciadas. O objetivo maior do ensino da língua é desenvolver no sujeito a
  5. 5. competência para a leitura e produção de textos. Nas interações, relações comunicativasde conhecimento e reconhecimento, códigos, símbolos são gerados e transformados erepresentações são convencionadas e padronizadas. Os códigos se mostram nos discursos,gramáticas, fonologia, etc. Desse modo, a Língua deve ser utilizada, como discurso, deacordo com a história, o social e o cultural dos símbolos que permeiam o cotidiano.

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