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Psicopedagogia
 

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educação infantil e ensinom médio

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    Psicopedagogia Psicopedagogia Presentation Transcript

    • “ O PERCURSO DO SUCESSO ESCOLAR : da EDUCAÇÃO INFANTIL ao ENSINO MÉDIO” Maria Irene Maluf Psicopedagoga Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPp
    • OBJETIVO Refletir sobre a possibilidade real de contribuição que a Psicopedagogia , pode trazer à equipe multidisciplinar , no planejamento e intervenção educativa, dentro da Escola Inclusiva desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.
    • SUCESSO ESCOLAR O êxito escolar é um fato imaginário, que depende das características e idade da criança, da estrutura e dinâmica familiar, da escola, do meio social, da época e do local onde tudo isso acontece. O fracasso na aprendizagem atinge o individuo, a sua família e o meio social já que o conhecimento significa poder na nossa cultura. Os problemas de aprendizagem são construídos na trama da organização familiar e social que lhe outorga significações.
    • SUCESSO ESCOLAR Para todas as crianças o sucesso escolar é importantíssimo, já que seu desempenho como pessoa está vinculado em grande parte à sua atuação como aluno Para a família, o sucesso escolar dos filhos é quase que um atestado social de exito dos pais como educadores Para a escola, alunos com bom desempenho acadêmico, em geral significam profissionais bem sucedidos no futuro
    • Individualmente, a criança, a escola ou a família não são linearmente responsáveis pelos problemas de aprendizagem das crianças ou em última análise, do SUCESSO OU FRACASSO escolar, MAS a combinação entre fatores congênitos e as experiências vivenciadas nesses ambientes, levam a emersão das predisposições pré existentes, que podem ser desencadeadoras potenciais dos transtornos de aprendizagem.
    • PSICOPEDAGOGIA “ campo de atuação em saúde e educação que lida com o processo de aprendizagem humana, seus padrões normais e patológicos , considerando a influência do meio-família, escola e sociedade , no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia.” (Código de Ética da ABPp, 1996)
    • A PSICOPEDAGOGIA tem um papel decisivo e importante na construção do bom desempenho escolar ou seja do sucesso escolar, pois trabalha com as dificuldades de aprendizagem e suas vicissitudes, dentro da realidade vivida por cada criança, jovem ou adulto .
      • A FAMÍLIA NA CLINICA PSICOPEDAGÓGICA
      • Ao nos propormos olhar-analisar-compreender a criança no contexto familiar, conseguimos chegar mais próximo da função denunciadora do sintoma que se revela como: não querer, não conseguir, não poder aprender.
      • Neste contexto poderemos captar a complexidade das relações nas dificuldades ou distúrbios de aprendizagem.
    • A FAMÍLIA NA CLINICA PSICOPEDAGÓGICA Ao nascer uma criança ocorrem mudanças de contexto e de funções na família Exige do casal novas identidades , com acordos implícitos e explícitos estabelecidos entre o par nuclear e entre eles e suas redes de pertinência. Se os novos arranjos não acontecem ou se operam de maneira disfuncional, o bebê sofre conseqüências em várias esferas de seu desenvolvimento.
      • Pretende-se através da
      • ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA COM A FAMÍLIA:
      • Conscientizar e orientar os familiares sobre os transtornos de aprendizagem e suas características, enfatizando meios de ajudá-los a suportar e dar continência aos comportamentos decorrentes: do social, a auto-estima e a aprendizagem
      • Instruir sobre o curso e os fatores de risco das recaídas
      • Enfatizar a importância de seguir ordens médicas, não negligenciando com os tratamentos e acompanhamentos prescritos, quando estes forem indicados, sendo que o aspecto afetivo tem grande influência sobre os resultados;
      • É IMPRESCINDÍVEL QUE A FAMÍLIA POSSA:
      • Oferecer segurança através de boa vinculação, para desenvolver na criança / adolescente alto nível de empatia e comportamento pró-social adequado
      • Ensinar a criança / adolescente a se cuidar
      • Respeitar e acatar afetivamente as limitações e orientações de comportamento da criança / adolescente
      • Procurar manter uma atitude de serenidade durante os momentos mais difíceis de relacionamento para ajudar a criança / adolescente a desenvolver inclusive a percepção de modelo de conduta (auto-regulação)
    • TRANSTORNO OU DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM
      • APRENDIZAGEM: PROCESSO QUE SE REALIZA NO INTERIOR DO INDIVÍDUO E SE MANIFESTA POR UMA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO RELATIVAMENTE PERMANENTE
      DIS + TURBARE = ALTERAÇÃO VIOLENTA DA ORDEM NATURAL DA APRENDIZAGEM
    • TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM
      • CARACTERÍSTICAS :
      • Atinge a criança em nível individual e orgânico.
      • Termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e uso da leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas .
      • A habilidade mental se desenvolve de forma irregular, de modo que se verifica uma discrepância marcante entre a capacidade e a execução nas tarefas acadêmicas, considerando-se a idade da criança, seu quociente de inteligência e grau de escolaridade.
      TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM
      • O baixo nível do desempenho verificado deve intervir significativamente no rendimento acadêmico ou nas atividades da vida cotidiana que exigem as habilidades afetadas, como cálculo, leitura ou escrita;
      • Caso haja um déficit sensorial, as dificuldades observadas devem exceder as habitualmente associadas a esse tipo de condição
      TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM
    • NOS TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM
      • A disfunção neurológica , ou seja, o desvio das funções do SNC que constituem os transtornos de aprendizagem, podem envolver:
      • desenvolvimento irregular da habilidade mental,
      • fatores hereditários,
      • lesões específicas do cérebro,
      • disfunções químicas,
      • os quais resultam numa discrepância marcante entre a capacidade e a execução nas tarefas acadêmicas.
    • TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM ( DSM-IV)
      • O DSM -IV (Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana - APA), considera os transtornos de aprendizagem como uma das categorias básicas dentro do conjunto dos transtornos que tem seu inicio e desenvolvimento na infância e o subdivide nas seguintes categorias:
      • TRANSTORNO DA LEITURA
      • TRANSTORNO DO CÁLCULO
      • TRANSTORNO DA EXPRESSÃO ESCRITA
    • TRANSTORNO OU DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM DEFINIÇÃO
      • “ Os transtornos da aprendizagem são diagnosticados quando os resultados do indivíduo em testes padronizados e individualmente administrados de leitura, matemática ou expressão escrita estão substancialmente abaixo do esperado para sua idade, escolarização e nível de inteligência.
      • Os problemas de aprendizagem interferem significativamente no rendimento escolar ou nas atividades da vida diária que exigem habilidades de leitura, matemática ou escrita”
    • CRITÉRIOS DIAGNóSTICOS PARA O TRANSTORNO DE LEITURA (DSM IV)
      • O rendimento da leitura, medido por testes padronizados, administrados individualmente, de correção ou compreensão da leitura, está acentuadamente abaixo do nível esperado, considerando a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade apropriada à idade do indivíduo
      • A perturbação interfere significativamente no rendimento escolar ou atividades da vida diária que exigem habilidades de leitura
      • Em presença de um déficit sensorial, as dificuldades de leitura excedem aquelas geralmente a este associadas.
    • CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA TRANSTORNO DA MATEMÁTICA (DSM IV)
      • A capacidade matemática, medida por testes padronizados, individualmente administrados, está acentuadamente abaixo do nível esperado, considerando a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade apropriada à idade do indivíduo.
      • A perturbação interfere significativamente no rendimento escolar ou atividades da vida diária que exigem habilidades em matemática.
      • Em presença de um déficit sensorial, as dificuldades na capacidade matemática excedem aquelas geralmente a este associadas.
    • CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA TRANSTORNO DA EXPRESSÃO ESCRITA (DSM IV)
      • As habilidades de escrita, medidas por testes padronizados, individualmente administrados, estão acentuadamente abaixo do nível esperado,considerando a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade apropriada à idade do indivíduo
      • A perturbação interfere significativamente no rendimento escolar ou atividades da vida diária que exigem a composição de textos escritos;
      • Em presença de um déficit sensorial, as dificuldades nas habilidades de escrita excedem aquelas habitualmente a este associadas .
    • OUTRAS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS COM TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM
      • Déficit de atenção
      • Prejuízos das habilidades da linguagem, motora ou viso-espaciais
      • Questões perceptuais
      • Perturbações no comportamento social
      • Dificuldade de aquisição de novas aprendizagens cognitivas...
      • Início do comportamento ou atraso sempre na infância e tem curso estável
      • O transtorno está sempre ligado à maturação biológica do sistema nervoso central
      • Há história familiar de transtornos similares
      • Fatores genéticos têm importância na etiologia (conjunto de possíveis causas) em muitos casos.
      OUTRAS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS COM TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM
    • PREVALÊNCIA DO TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM
      • Prevalência: de 4 a 5% na população escolar (Roush, 1995)
      • Transtornos de Leitura: predominantes afetando cerca de 80% das crianças acometidas .
      • Se a estas forem acrescidas as que apresentam TDAH chegamos a um valor de 11%.
    • DISTÚRBIOS NO DESENVOLVIMENTO DA ATENÇÂO
      • Educação Infantil: problemas na aprendizagem de números, alfabeto, dias da semana, etc; dificuldade em seguir rotinas.
      • Ensino Fundamental: dificuldades em recordar fatos, dificuldade na memória imediata. conceitos matemáticos; problemas de organização; aquisição lenta de novas aptidões; soletração pobre
      • Ensino Médio: problemas em estudar para as provas; dificuldades na memória de longo prazo
      •  
    • PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO NA MEMÓRIA
      • Educação Infantil: problemas em permanecer sentado quando necessário,com atividade paralela excessiva; falta de persistência nas tarefas.
      • Ensino Fundamental: impulsividade, dificuldade em planificar; erros por desleixo; distração
      • Ensino Médio: i nconstante, difícil autocontrole,fraca capacidade para perceber detalhes, problemas de memória devido a fraca atenção; fadiga mental.
    • PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM
      • Educação Infantil: p roblemas de articulação; aquisição lenta de vocabulário; falta de interesse em ouvir histórias.
      • Ensino Fundamental: atraso na decodificação da leitura; dificuldades em seguir instruções; soletração pobre.
      • Ensino Médio : compreensão pobre da leitura; pouca participação verbal na classe; problemas com palavras difíceis,dificuldade em argumentar; problemas na aprendizagem de línguas estrangeiras; expressão escrita fraca; problemas em resumir.
    • PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO NA MOTRICIDADE FINA
      • Educação Infantil : problemas na aquisição de comportamentos de autonomia (ex. amarrar os cordões do tênis); relutância para desenhar
      • Ensino Fundamental: instabilidade na preensão do lápis; problemas grafo-motores da escrita (forma da letra, pressão do traço, etc)
      • Ensino Médio: manipulação inadequada do lápis; escrita ilegível, lenta ou inconsistente; relutância em escrever.
    • PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO DE OUTRAS FUNÇÕES
      • Educação Infantil: problemas na aquisição da noção de direita ou esquerda (possível confusão viso-espacial); problemas nas interações sociais (aptidões sociais pobre)
      • Ensino Fundamental: p roblemas com a noção de tempo (desorganização temporal seqüencial); domínio pobre de conceitos matemáticos.
      • Ensino Médio: estratégias de aprendizagem fracas; desorganização no espaço e no tempo; rejeição por parte dos pares, domínio pobre de conceitos abstratos; problemas na planificação de tarefas; dificuldades na realização de exames e provas.
    • LEMBRETES
      • As crianças com dificuldades de aprendizagem devem ser encorajadas a superarem seus problemas a partir de suas reais potencialidades;
      • A profissional deve conhecer os pontos favoráveis da modalidade de aprendizagem para ajudar aos professores, aos pais e à criança, a superar suas dificuldades de aprendizagem;
      • Ter em mente que mesmo nos grandes prejuízos na aprendizagem, há alguma área na qual a dificuldade é menor e esse é um dado que deve ser valorizado...
      • A importância maior do estudo dos Transtornos de Aprendizagem, reside no fato de que a escola é um lugar de transmissão de conhecimentos e valores e assim como a família e a sociedade, é um meio de transmissão da cultura e de formação da personalidade social dos indivíduos em desenvolvimento...
      • ...a criança com dificuldade de aprendizagem tem acesso social limitado,sendo suas vivências comprometidas pelo insucesso” (Dr Francisco Assumpção, “Psiquiatria Infantil”, Ed. Manole)
      LEMBRETES
    • INCLUSÃO Incluir : do latim includere – abranger, compreender, envolver Excluir : do latim excludere INCLUSÃO: EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA TODOS
    • CONCEITO: INCLUSÃO
      • Processo dinâmico cujo objetivo primordial é encontrar as melhores situações para que cada aluno se desenvolva dentro de suas potencialidades, das características de sua escola e das variáveis educacionais de tempo e oportunidades (déc. 90)
      • Incluir é parar de pensar apenas no sentido de como levar as pessoas com NEE em direção à Inclusão , mas de operacionalizar meios para que as pessoas que criam e mantém a exclusão venham a modificar-se, assumindo uma visão mais ampla, preocupada com a qualidade da educação para todos e suas relações com os demais membros da escola e da sociedade.
      • LINHA DO TEMPO
      • Até séc. XVIII:
        • segregação em organizações religiosas
      • Final do séc. XVIII:
      • industrialização, educação também estendeu-se para os filhos das classes trabalhadoras
      • A partir séc. XIX:
      • primórdios do atendimento especial e da área de reabilitação;
      • Primeira legislação específica sobre a questão do deficiente.
      • Séc. XX:
      • Programas de estimulação precoce e escolas especiais;
      • Visão clínica evidenciava as diferenças entre os indivíduos  enfoque nas dificuldades;
      • Foi proposto modelo de diagnóstico e tratamento terapêutico aos estudantes com dificuldades na aprendizagem;
      • Primeiros programas de reabilitação;
      • Apareceram profissionais especializados / classes especiais;
      • Diferenciação discriminatória: físico, espacial, sociológico e biológico.
      • SEC XX
      • 1950: Iniciada nos EUA
      • Déc. 70/80:
      • Escola integrativa : reformas do sistema mantiveram práticas segregadoras e não acompanhavam os objetivos propostos (educação permanente, acesso a todos, sociedade formadora, etc);
      • Crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) recebiam educação qualitativamente inferior de seus pares;
      • 1978: resposta educativa não é responsabilidade apenas da criança;
      • Nova concepção mais humanista: enfoque maior nas dimensões sócio-educativas dos deficientes;
      • 1994: CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL EM SALAMANCA
      • Lançadas as bases políticas em direção a uma educação inclusiva
      • Educação inclusiva  plano progressivo de inclusão social escola / comunidade  contexto educativo, público e privado
      • Busca de consenso internacional sobre o direito de todas as crianças de serem educadas nos sistemas regulares de educação
      • Exigia processo progressivo e contínuo de inclusão social da escola nas comunidades.
    • NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS (NEE):
      • Conceito:
      • Necessidades Educativas Especiais (NEE): crianças que por razões congênitas ou adquiridas apresentam dificuldades de aprendizagem ao longo da escolaridade, as quais diminuem sua capacidade adaptativa ao meio, e por isso necessitam de atenção específica e de mais recursos educativos para minorar desvantagens e otimizar suas reais capacidades;
      • Pressupõe : apenas algumas necessidades dos indivíduos são especiais assim como algumas podem ser de caráter transitório.
      • Princípio: integração das crianças com NEE na escola regular,
      • Objetivo: reestruturação da educação especial, e reconhecimento dos direitos de todas as crianças freqüentarem a escola regular
    • NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS : NEE
      • O conceito de NEE engloba, hoje, um amplo número de crianças e adolescentes que necessitam de um atendimento personalizado para poderem retomar o curso de seu desenvolvimento de acordo com suas necessidades e características pessoais.
      • Pode-se dizer que ha 3 grandes grupos de NEE :
      • Superdotados,
      • vários tipos de deficiência: visual, auditiva, mental, motora,
      • distúrbios de aprendizagem e do comportamento.
    • RECURSOS EDUCATIVOS PARA ALUNOS NEE
      • Maior números de professores e especialistas,
      • Maior disponibilidade de material didático,
      • Adequação física dos edifícios escolares para receberem alunos com necessidades especiais,
      • Preparação profissional dos professores para elaboração de um projeto educativo que atenda às novas necessidades, através de adaptações curriculares, dos materiais pedagógicos e do sistema de avaliação,
      • Apoio psicopedagógico.
    • AVALIAÇÃO DO ALUNO COM NEE
      • Processo diagnóstico: focado nas possibilidades de aprendizagem da criança e não em suas deficiências.
      • É importante:
        • Conhecer o perfil de desenvolvimento evolutivo esperado para cada faixa etária e saber como observar o desenvolvimento específico de cada criança ou jovem, suas limitações, atrasos e como identificar eventualmente, a existência de uma etiologia orgânica.
        • Ser capaz de analisar as potencialidades de desenvolvimento e aprendizagem da criança, para poder estabelecer os objetivos e os recursos educativos necessários para melhor alcançá-las.
    • DIFICULDADES NO PROCESSO DE INCLUSÃO
      • Não basta integrar os alunos com NEE , ou seja, não basta que sejam feitas adaptações para aceitar um determinado grupo de alunos. Isso é relativamente fácil de fazer e vem acontecendo, infelizmente, em muitos casos, até hoje. A verdadeira Inclusão requer a reestruturação do sistema educacional de modo que este cuide de todos os alunos, dando-lhes condições de pleno acesso e participação .
      • A verdadeira inclusão promove reflexão sobre políticas globais de educação e a mudança do enfoque da educação especial para a diversidade dentro de uma escola regular para todos
      • A INCLUSÃO
      • Condições prévias:
      • Preparar a sociedade para compreender e adotar o princípio da escola inclusiva
      • Preparar o mercado de trabalho público e privado para receber as pessoas Nee quando saírem da escola
      • Escola inclusiva tem função de instituição de ensino e não de apoio social
      • Ampliaram-se os limites da educação da criança com dificuldades de aprendizagem mais ou menos severas, ao incorporá-las ao sistema regular de    ensino
      • Criou-se um vínculo entre NEE e a provisão de recursos educativos que se ampliaram qualitativa e quantitativamente
      • EDUCAÇÃO INCLUSIVA
      • Exige: atendimento de necessidades especiais, não apenas dos portadores de deficiências, mas de todas as crianças;
      • Implica: trabalhar com a diversidade de forma interativa  escola e setores especializados;
      • É orientada para : acolhimento, aceitação, esforço coletivo e equiparação de oportunidades de desenvolvimento;
      • Requer: que crianças portadoras de necessidades especiais saiam da exclusão e participem de classes comuns
    • CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
      • Desaparecem as discriminações entre pessoas devido a gênero, cultura e incapacidades
      • Acessível a todos os estudantes sem exceção e estes têm direito ao um currículo culturalmente bom e adaptado a sua idade e capacidade potencial de aprender
      • Prioriza o respeito pela singularidade das pessoas e por seu ritmo de aprendizagem
      • Procura promover a autonomia de todos os estudantes
      • Objetiva fazer de cada escola um sistema organizado de preparação e facilitação do desenvolvimento integral de todos os alunos e não apenas daqueles com maior ou menor facilidade de aprendizagem
    • CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
      • É comprometida com as necessidades e oferta de oportunidades educativas e direitos humanos de todos os alunos, abolindo qualquer tipo de segregação ou discriminação
      • Busca os melhores meios de oferecer apoio aos estudantes, para que desenvolvam suas reais potencialidades dentro do meio educativo, tendo por base uma aprendizagem significativa e centrada no indivíduo
      • A inclusão visa não só aumentar a participação de todos os alunos nos currículos das escolas regulares mas também diminuir a pressão de exclusão nessas escolas.
    • A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA INCLUSIVA
      • Condições prévias:
      • Preparar a sociedade para compreender e adotar o princípio da escola inclusiva
      • Preparar o mercado de trabalho público e privado para receber as pessoas com NEE quando saírem da escola
      • Escola inclusiva tem função de instituição de ensino e não de apoio social.
    • RECURSOS EDUCATIVOS NA ESCOLA INCLUSIVA
      • Na criação de contextos educacionais é preciso:
      • Identificar os recursos, práticas e os conhecimentos pré existentes para apoiar a aprendizagem;
      • Ver as diferenças como oportunidades para aprendizagem;
      • Desenvolver uma linguagem da prática e criar condições que encorajem os professores a assumir riscos;
      • Abraçar o princípio de que na flexibilidade, as diferenças se acomodam melhor e rejeitar os ideais de uma pedagogia que trata de modo igual quem é diferente pois tal princípio produz fracasso e exclusão
      • Programas desenvolvidos para atender às dificuldades de aprendizagem de todas as crianças:
      • Progressão continuada (respeita os diferentes ritmos e estilos de aprendizagem);
      • Correção do fluxo escolar (inclusão de alunos nas séries e nas faixas etárias mais convenientes);
      • Recuperação paralela, intensiva e de ciclo;
      • Salas de recursos.
      INCLUSÃO
    • PAPEL DO PROFESSOR NA ESCOLA INCLUSIVA
      • Recentes discussões acerca do trabalho educacional, com as crianças NEE e a resistência que as políticas de inclusão tem encontrado, torna evidente a necessidade de redefinir o papel dos professores, o que implica que estes se assumam como profissionais reflexivos, capazes de se transformarem e se desenvolverem assim como desenvolverem e transformarem sua prática diária.
      • ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA COM PROFESSORES OBJETIVA :
      • Informar e orientar escola, professores sobre os transtornos e como trabalhar com a criança / adolescente quanto à orientação do espaço físico, do tempo, da execução de tarefas segundo sua prioridades, etc.
      • Mostrar a importância de se considerar e utilizar a afetividade para permear as relações oportunizando situações que o aluno possa utilizar todo o seu potencial
      • Desenvolver a atenção do corpo docente para a importância da auto-estima de seus alunos e valorizá-los individualmente por seus comportamentos positivos, não enfatizando os negativos
      • Mostrar as vantagens de se dar igual valor às relações afetivas e aos conteúdos programáticos durante o processo ensino – aprendizagem.
    • PAPEL DA PSICOPEDAGOGIA NA ESCOLA INCLUSIVA
      • O diagnóstico psicopedagógico é absolutamente necessário e vantajoso para o aluno com NEE:
      • No desenvolvimento de aspectos importantes da sua personalidade
      • Na relação família-escola
      • Na construção de projetos de vida
      • Na sua progressão escolar.
    • DIFERENÇAS ENTRE INTEGRAÇÃO E INCLUSÃO
      • Integração : levar a criança com deficiências para o espaço escolar.
      • Inclusão : preconiza que não são as crianças que devem ajustar-se às exigências da escola, mas que deverá ser a escola, ao reestruturar o sistema de educação, capaz de efetivamente cuidar de todos os alunos e não que apenas faça adaptações para aceitar um grupo de alunos.
      • Educação Inclusiva deve refletir mais do que o ensino de conteúdos acadêmicos: deve desenvolver o aluno como um todo, cultivando as competências, atitudes, conhecimentos necessários a integração na sociedade.
    • DA EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA A INCLUSIVA Conseqüências:
      • Ampliaram-se os limites da educação da criança com dificuldades de aprendizagem mais ou menos severas, ao incorporá-las ao sistema regular de ensino,
      • Colocou-se na própria escola a responsabilidade por grande parte dos problemas de aprendizagem,
      • Criou-se um vínculo entre NEE e a provisão de recursos educativos , que se ampliaram qualitativa e quantitativamente.
      • INCLUSÃO, TRANSDISCIPLINARIDADE, PSICOPEDAGOGIA
      • Não há inclusão sem Psicopedagogia.
      • A Psicopedagogia já nasceu no âmbito de um campo que, pela sua natureza, envolve a transdisciplinaridade.
      • TRANSDICIPLINARIDADE
      • É a busca da transversalidade entre as diferentes disciplinas para atingir a intercomunicação de conhecimentos. Não se trata de criar uma nova disciplina mas de criar projetos que as integrem .
      • Objetiva a abertura entre as disciplinas na medida em que ultrapassa o campo das ciências exatas devido ao seu diálogo com as ciências humanas.
    • PSICOPEDAGOGIA Conceito e breve histórico Psicopedagogia: área transdisciplinar que estuda e lida com o processo de aprendizagem e suas dificuldades. Na ação profissional deve englobar vários campos do conhecimento, integrando-os e sintetizando-os. No Brasil a psicopedagogia começou há mais de 30 anos, tendo como objeto os sintomas das dificuldades de aprendizagem . Seu objetivo era remediar esses sintomas. Na época, a psicopedagogia não era um saber com fundamentos próprios: era uma síntese de conhecimentos pedagógicos e psicológicos.
    • PSICOPEDAGOGIA A partir de 1985 evoluiu da compreensão da aprendizagem como produto para a visão de aprendizagem como processo , o qual se constitui na construção do conhecimento. Começou a ser considerada um saber independente, pois passou a conceituar a aprendizagem e suas dificuldades a partir de uma interseção das contribuições tanto da psicanálise, como da psicologia, pedagogia, neurologia, etc. Seu objetivo passou a ser o facilitar do processo de aprendizagem.
      • A PSICOPEDAGOGIA
      • Trabalha as questões do aprender objetivando a formação do sujeito autônomo.
      • Busca nas relações psicodinâmicas entre a aprendizagem e o sujeito para entender como os sintomas (orgânicos e mentais) atuam no imaginário familiar, ou seja, o sentido que o sujeito e a família dá às suas dificuldades especiais na construção do seu conhecimento.
      • PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL
        • A Educação Especial tem grande interesse nas neurociências, para tentar compreender as dificuldades severas de aprendizagem.
        • A Psicopedagogia acrescenta à esses conhecimentos, o sintoma, ou seja, o que representa tal distúrbio para a da criança.
      • Manejo Psicopedagógico permite a realização do potencial de aprendizagem do sujeito impedido por fatores que desautorizam a apropriação do conhecimento
      • Quando o potencial do indivíduo é maior do que a execução que ele apresenta, a Psicopedagogia faz-se necessária.
      • Dificuldades na aprendizagem : podem gerar ou precipitar o aparecimento de problemas emocionais, comportamentais, familiares e sociais em diferentes graus de gravidade, comprometendo ainda mais o processo de aprender;
      • 0 diagnóstico e a intervenção psicopedagógica, promovem a melhoria das condições de aprendizagem, recuperação da auto estima e socialização da criança.
      • ALGUNS FATORES QUE INTERFEREM NA CAPACIDADE DE APRENDER
      • Genético, biológico e psicológico,
      • Escola, a família, os aspectos sócio-culturais,
      • O valor que se dá ao conhecimento em determinado momento da vida da criança e em cada sociedade, o que também interfere muito na aquisição da aprendizagem da criança,
      • Método adotado pela escola, pode prejudicar não só a avaliação dos problemas de aprendizagem como ainda evidenciá-los de forma exagerada e não lhes dar continência e encaminhamento adequado .
    • FRACASSO ESCOLAR, PSICOPEDAGOGIA E AFETIVIDADE
      • Causas principais do fracasso escolar:
      •  30%: transtornos de aprendizagem
      • O sucesso na aprendizagem escolar tem grande influência sobre o desenvolvimento cognitivo e afetivo
      • afeto auto estima motivação aprendizagem
      • Redução significativa de interesse e atenção;
      • Redução do rendimento escolar ou presença de transtornos de aprendizagem
      • Presença de comportamentos de hiperatividade, impulsividade ou desatenção com freqüência maior que o esperado
      • Abandono de atividades antes desejadas
      • Retraimento social
      • Perturbações súbitas do sono (relato da criança ou da mãe) acompanhadas de um dos itens acima;
      • Reações emocionais violentas;
      • Rebeldia, birra, implicância, atividades de oposição;
      • Preocupação ou ansiedade exageradas.
      SINAIS IMPORTANTES PARA A ESCOLA OBSERVAR NOS ALUNOS E RECOMENDAR UMA VISITA A UM ESPECIALISTA Em escolares:
      • Redução significativa no rendimento escolar;
      • Abandono de atividades antes prazerosas, de amigos ou familiares;
      • Mudança de conduta:alterações do sono, do apetite;
      • Agressões freqüentes, rebeldia, oposição ou reações violentas;
      • Comportamentos destrutivos;
      • Comportamento sexualizado excessivo.
      SINAIS IMPORTANTES PARA A ESCOLA OBSERVAR NOS ALUNOS E RECOMENDAR UMA VISITA A UM ESPECIALISTA Em adolescentes:
      • TRABALHO COM A CRIANÇA
      • Orientar a criança sobre o que é esperado dela em termos de comportamento e aprendizagem, detalhando as razões pelas quais ele está em atendimento;
      • Fornecer informações diretas e claras sobre o transtorno, deixando sempre aberto o canal para futuras dúvidas;
      • Usar de rotinas previsíveis (horário, local, comportamento do profissional) mas evitar tarefas repetitivas ou longas e priorizar novidades e exercícios curtos;
      • TRABALHO COM A CRIANÇA
      • Procurar manter acordos indagando a criança como ela pode aprender melhor;
      • Usar recursos como gravador, computador, jogos (jogos de regras permitem o aprendizado de limites, participação social, o saber ganhar/perder, o desenvolvimento cognitivo e o refazer superando erros), leitura em voz alta, contar e escrever histórias, gibis, exercícios sensório motores, de raciocínio, introduzindo sempre novidades para manter a atenção, a motivação e descobrir o estilo de aprendizagem da criança;
      • TRABALHO COM A CRIANÇA
      • Recompensar o bom comportamento e desempenho, elogiando e encorajando a transposição de limites;
      • Estabelecer limites devagar e firmemente, mas nunca usando de punição ou de reprimendas para evitar frustração, o medo ou a baixa auto-estima;
      • Trabalhar sempre a noção de tempo, espaço, seqüenciação, atenção.
      • TRABALHO COM A CRIANÇA
      • Dosar as instruções em quantidades que permitam um desempenho positivo do aluno, na maior arte das ocasiões;
      • Estimular respostas individuais promovendo feedback imediato ao aluno;
      • Procurar envolver a criança no processo de aprendizagem de maneira a encorajá-lo e motivá-lo à transpor suas limitações
      • O aluno, seja criança ou adolescente, é uma pessoa a ser respeitada, tratada afetivamente dentro das normas sociais do grupo.
      • CONCLUINDO
      • A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA...
      • No âmbito educativo:
      • Trabalha com objetivos educativos, atitudinais, e conceituais similares para todos os alunos;
      • Mas as estratégias devem ser variadas e especializadas, coordenadas com as atuações no âmbito familiar e sócio-econômico;
      • Ritmo de ensino aprendizagem: deve acompanhar o ritmo dos alunos, feitas as adaptações curriculares necessárias;
      • Currículo: amplo e bem equilibrado, funcional, apropriado pra a idade mental, centrado não apenas na aquisição de habilidades mas também dirigido a proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos educandos.
      • ... com pessoas com Transtornos de Aprendizagem apresenta características diferenciais em função do âmbito da intervenção: educativo, familiar e sócio-comunitário
      • Deve-se partir das necessidades especiais e singulares do nível de desenvolvimento e etapa da vida de cada pessoa...
    • E nos lembrarmos de que “ As representações de sucesso e fracasso são construídas pelo sistema escolar e tem maior impacto no destino dos alunos que as desigualdades de competências que estes possam apresentar”. (Perrenould, 2001)
      • Obrigada pela sua atenção!
      Visite o stand da ABPp Cadastre-se e receba nossas newsletter: www.abpp.com.br Maria Irene Maluf [email_address]