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SUCESSO ESCOLAR O êxito escolar  é um fato imaginário, que depende das características e idade da criança, da estrutura e ...
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TRANSTORNO OU DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM DEFINIÇÃO <ul><li>“ Os transtornos da aprendizagem são diagnosticados quando os re...
CRITÉRIOS DIAGNóSTICOS PARA O TRANSTORNO  DE LEITURA (DSM IV) <ul><li>O rendimento da leitura, medido por testes padroniza...
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA TRANSTORNO DA MATEMÁTICA (DSM IV)   <ul><li>A capacidade matemática, medida por testes padroni...
  CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA TRANSTORNO DA EXPRESSÃO ESCRITA (DSM IV)   <ul><li>As habilidades de escrita, medidas por te...
OUTRAS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS COM TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM <ul><li>Déficit de atenção </li></ul><ul><li>Prejuízos...
<ul><li>Início do comportamento ou atraso sempre na infância e tem curso estável </li></ul><ul><li>O transtorno está sempr...
PREVALÊNCIA DO TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM  <ul><li>Prevalência:  de 4 a 5% na população escolar (Roush, 1995) </li></ul><u...
DISTÚRBIOS NO DESENVOLVIMENTO DA ATENÇÂO <ul><li>Educação Infantil:  problemas na aprendizagem de números, alfabeto, dias ...
PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO NA MEMÓRIA <ul><li>Educação Infantil:   problemas em permanecer sentado quando necessário,com...
PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM <ul><li>Educação Infantil:   p roblemas de articulação; aquisição lenta de vocab...
PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO NA MOTRICIDADE FINA <ul><li>Educação Infantil :   problemas na aquisição de comportamentos de...
PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO DE OUTRAS FUNÇÕES <ul><li>Educação Infantil:  problemas na aquisição da noção de direita ou e...
LEMBRETES <ul><li>As crianças com dificuldades de aprendizagem devem ser  encorajadas  a superarem seus problemas a partir...
<ul><li>A importância maior do estudo dos Transtornos de Aprendizagem, reside no fato de que a  escola é um lugar de trans...
INCLUSÃO Incluir : do latim  includere –  abranger, compreender,  envolver Excluir :  do latim  excludere INCLUSÃO:  EDUCA...
CONCEITO: INCLUSÃO <ul><li>Processo dinâmico cujo objetivo primordial é encontrar as melhores situações para que cada alun...
<ul><li>LINHA DO TEMPO </li></ul><ul><li>Até séc. XVIII: </li></ul><ul><ul><li>segregação em organizações religiosas </li>...
<ul><li>Séc. XX:  </li></ul><ul><li>Programas de estimulação precoce e escolas especiais;  </li></ul><ul><li>Visão clínica...
<ul><li>SEC XX </li></ul><ul><li>1950: Iniciada nos EUA </li></ul><ul><li>Déc. 70/80:  </li></ul><ul><li>Escola integrativ...
<ul><li>1994:  CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL EM SALAMANCA </li></ul><ul><li>Lançadas as bases políticas em d...
NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS (NEE): <ul><li>Conceito: </li></ul><ul><li>Necessidades Educativas Especiais (NEE): cria...
NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS : NEE <ul><li>O conceito de NEE engloba, hoje, um amplo número de crianças e adolescente...
RECURSOS EDUCATIVOS PARA ALUNOS NEE <ul><li>Maior números de professores e especialistas, </li></ul><ul><li>Maior disponib...
AVALIAÇÃO DO ALUNO COM NEE <ul><li>Processo diagnóstico: focado nas  possibilidades de aprendizagem da criança  e não em s...
DIFICULDADES NO PROCESSO DE INCLUSÃO <ul><li>Não basta  integrar  os alunos com  NEE , ou seja, não basta que sejam feitas...
<ul><li>A INCLUSÃO </li></ul><ul><li>Condições prévias:  </li></ul><ul><li>Preparar a sociedade para compreender e adotar ...
<ul><li>EDUCAÇÃO INCLUSIVA </li></ul><ul><li>Exige:  atendimento de necessidades especiais, não apenas dos portadores de d...
CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA <ul><li>Desaparecem as discriminações entre pessoas devido a gênero, cultura e incap...
CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA <ul><li>É comprometida com as necessidades e oferta de oportunidades educativas e di...
A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA INCLUSIVA <ul><li>Condições prévias: </li></ul><ul><li>Preparar a sociedade  para compreender e...
RECURSOS EDUCATIVOS NA ESCOLA INCLUSIVA <ul><li>Na criação de contextos educacionais é preciso: </li></ul><ul><li>Identifi...
<ul><li>Programas desenvolvidos para atender às dificuldades de aprendizagem de todas as crianças: </li></ul><ul><li>Progr...
PAPEL DO PROFESSOR NA ESCOLA INCLUSIVA <ul><li>Recentes discussões acerca do trabalho educacional, com as crianças NEE e a...
<ul><li>ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA COM PROFESSORES  OBJETIVA : </li></ul><ul><li>Informar e orientar escola, professores so...
PAPEL DA PSICOPEDAGOGIA NA ESCOLA INCLUSIVA <ul><li>O diagnóstico psicopedagógico é absolutamente necessário e vantajoso p...
DIFERENÇAS ENTRE INTEGRAÇÃO E INCLUSÃO <ul><li>Integração : levar a criança com deficiências para o espaço  escolar. </li>...
DA EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA A INCLUSIVA Conseqüências: <ul><li>Ampliaram-se os limites da educação  da criança com dificulda...
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PSICOPEDAGOGIA Conceito e breve histórico Psicopedagogia:  área transdisciplinar que estuda e lida com o processo de apren...
PSICOPEDAGOGIA  A partir de 1985 evoluiu da compreensão da aprendizagem  como  produto  para a visão de aprendizagem  como...
<ul><li>A PSICOPEDAGOGIA </li></ul><ul><li>Trabalha as questões do aprender objetivando a formação do sujeito autônomo. </...
<ul><li>PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL  </li></ul><ul><ul><li>A Educação Especial  tem grande interesse nas neurociênc...
<ul><li>Manejo Psicopedagógico  permite a realização do potencial de aprendizagem do sujeito impedido por fatores que desa...
<ul><li>Dificuldades  na aprendizagem : podem gerar ou precipitar o aparecimento de problemas emocionais, comportamentais,...
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FRACASSO ESCOLAR, PSICOPEDAGOGIA E AFETIVIDADE <ul><li>Causas  principais do fracasso escolar: </li></ul><ul><li>   30%: ...
<ul><li>Redução significativa de interesse e atenção; </li></ul><ul><li>Redução do rendimento escolar ou presença de trans...
<ul><li>Redução significativa no rendimento escolar; </li></ul><ul><li>Abandono de atividades antes prazerosas, de amigos ...
<ul><li>TRABALHO COM A CRIANÇA </li></ul><ul><li>Orientar a criança sobre o que é esperado dela em termos de comportamento...
<ul><li>TRABALHO COM A CRIANÇA </li></ul><ul><li>Procurar manter acordos indagando a criança como ela pode aprender melhor...
<ul><li>TRABALHO COM A CRIANÇA </li></ul><ul><li>Recompensar o bom comportamento e desempenho, elogiando e encorajando a t...
<ul><li>TRABALHO COM A CRIANÇA </li></ul><ul><li>Dosar as instruções em quantidades que permitam um desempenho positivo do...
<ul><li>CONCLUINDO </li></ul><ul><li>A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA... </li></ul><ul><li>No âmbito educativo: </li></ul><ul...
<ul><li>Ritmo de ensino aprendizagem: deve acompanhar o ritmo dos alunos, feitas as adaptações curriculares necessárias; <...
<ul><li>... com pessoas com Transtornos de Aprendizagem apresenta características diferenciais em função do âmbito da inte...
E nos lembrarmos de que “ As representações de sucesso e fracasso são construídas pelo sistema escolar e tem maior impacto...
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Maria Irene Maluf - O Percurso do Sucesso Escolar

  1. 1. “ O PERCURSO DO SUCESSO ESCOLAR : da EDUCAÇÃO INFANTIL ao ENSINO MÉDIO” Maria Irene Maluf Psicopedagoga Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPp
  2. 2. OBJETIVO Refletir sobre a possibilidade real de contribuição que a Psicopedagogia , pode trazer à equipe multidisciplinar , no planejamento e intervenção educativa, dentro da Escola Inclusiva desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.
  3. 3. SUCESSO ESCOLAR O êxito escolar é um fato imaginário, que depende das características e idade da criança, da estrutura e dinâmica familiar, da escola, do meio social, da época e do local onde tudo isso acontece. O fracasso na aprendizagem atinge o individuo, a sua família e o meio social já que o conhecimento significa poder na nossa cultura. Os problemas de aprendizagem são construídos na trama da organização familiar e social que lhe outorga significações.
  4. 4. SUCESSO ESCOLAR Para todas as crianças o sucesso escolar é importantíssimo, já que seu desempenho como pessoa está vinculado em grande parte à sua atuação como aluno Para a família, o sucesso escolar dos filhos é quase que um atestado social de exito dos pais como educadores Para a escola, alunos com bom desempenho acadêmico, em geral significam profissionais bem sucedidos no futuro
  5. 5. Individualmente, a criança, a escola ou a família não são linearmente responsáveis pelos problemas de aprendizagem das crianças ou em última análise, do SUCESSO OU FRACASSO escolar, MAS a combinação entre fatores congênitos e as experiências vivenciadas nesses ambientes, levam a emersão das predisposições pré existentes, que podem ser desencadeadoras potenciais dos transtornos de aprendizagem.
  6. 6. PSICOPEDAGOGIA “ campo de atuação em saúde e educação que lida com o processo de aprendizagem humana, seus padrões normais e patológicos , considerando a influência do meio-família, escola e sociedade , no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia.” (Código de Ética da ABPp, 1996)
  7. 7. A PSICOPEDAGOGIA tem um papel decisivo e importante na construção do bom desempenho escolar ou seja do sucesso escolar, pois trabalha com as dificuldades de aprendizagem e suas vicissitudes, dentro da realidade vivida por cada criança, jovem ou adulto .
  8. 8. <ul><li>A FAMÍLIA NA CLINICA PSICOPEDAGÓGICA </li></ul><ul><li>Ao nos propormos olhar-analisar-compreender a criança no contexto familiar, conseguimos chegar mais próximo da função denunciadora do sintoma que se revela como: não querer, não conseguir, não poder aprender. </li></ul><ul><li>Neste contexto poderemos captar a complexidade das relações nas dificuldades ou distúrbios de aprendizagem. </li></ul>
  9. 9. A FAMÍLIA NA CLINICA PSICOPEDAGÓGICA Ao nascer uma criança ocorrem mudanças de contexto e de funções na família Exige do casal novas identidades , com acordos implícitos e explícitos estabelecidos entre o par nuclear e entre eles e suas redes de pertinência. Se os novos arranjos não acontecem ou se operam de maneira disfuncional, o bebê sofre conseqüências em várias esferas de seu desenvolvimento.
  10. 10. <ul><li>Pretende-se através da </li></ul><ul><li>ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA COM A FAMÍLIA: </li></ul><ul><li>Conscientizar e orientar os familiares sobre os transtornos de aprendizagem e suas características, enfatizando meios de ajudá-los a suportar e dar continência aos comportamentos decorrentes: do social, a auto-estima e a aprendizagem </li></ul><ul><li>Instruir sobre o curso e os fatores de risco das recaídas </li></ul><ul><li>Enfatizar a importância de seguir ordens médicas, não negligenciando com os tratamentos e acompanhamentos prescritos, quando estes forem indicados, sendo que o aspecto afetivo tem grande influência sobre os resultados; </li></ul>
  11. 11. <ul><li>É IMPRESCINDÍVEL QUE A FAMÍLIA POSSA: </li></ul><ul><li>Oferecer segurança através de boa vinculação, para desenvolver na criança / adolescente alto nível de empatia e comportamento pró-social adequado </li></ul><ul><li>Ensinar a criança / adolescente a se cuidar </li></ul><ul><li>Respeitar e acatar afetivamente as limitações e orientações de comportamento da criança / adolescente </li></ul><ul><li>Procurar manter uma atitude de serenidade durante os momentos mais difíceis de relacionamento para ajudar a criança / adolescente a desenvolver inclusive a percepção de modelo de conduta (auto-regulação) </li></ul>
  12. 12. TRANSTORNO OU DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM <ul><li>APRENDIZAGEM: PROCESSO QUE SE REALIZA NO INTERIOR DO INDIVÍDUO E SE MANIFESTA POR UMA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO RELATIVAMENTE PERMANENTE </li></ul>DIS + TURBARE = ALTERAÇÃO VIOLENTA DA ORDEM NATURAL DA APRENDIZAGEM
  13. 13. TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM <ul><li>CARACTERÍSTICAS : </li></ul><ul><li>Atinge a criança em nível individual e orgânico. </li></ul><ul><li>Termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e uso da leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas . </li></ul>
  14. 14. <ul><li>A habilidade mental se desenvolve de forma irregular, de modo que se verifica uma discrepância marcante entre a capacidade e a execução nas tarefas acadêmicas, considerando-se a idade da criança, seu quociente de inteligência e grau de escolaridade. </li></ul>TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM
  15. 15. <ul><li>O baixo nível do desempenho verificado deve intervir significativamente no rendimento acadêmico ou nas atividades da vida cotidiana que exigem as habilidades afetadas, como cálculo, leitura ou escrita; </li></ul><ul><li>Caso haja um déficit sensorial, as dificuldades observadas devem exceder as habitualmente associadas a esse tipo de condição </li></ul>TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM
  16. 16. NOS TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM <ul><li>A disfunção neurológica , ou seja, o desvio das funções do SNC que constituem os transtornos de aprendizagem, podem envolver: </li></ul><ul><li>desenvolvimento irregular da habilidade mental, </li></ul><ul><li>fatores hereditários, </li></ul><ul><li>lesões específicas do cérebro, </li></ul><ul><li>disfunções químicas, </li></ul><ul><li>os quais resultam numa discrepância marcante entre a capacidade e a execução nas tarefas acadêmicas. </li></ul>
  17. 17. TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM ( DSM-IV) <ul><li>O DSM -IV (Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana - APA), considera os transtornos de aprendizagem como uma das categorias básicas dentro do conjunto dos transtornos que tem seu inicio e desenvolvimento na infância e o subdivide nas seguintes categorias: </li></ul><ul><li>TRANSTORNO DA LEITURA </li></ul><ul><li>TRANSTORNO DO CÁLCULO </li></ul><ul><li>TRANSTORNO DA EXPRESSÃO ESCRITA </li></ul>
  18. 18. TRANSTORNO OU DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM DEFINIÇÃO <ul><li>“ Os transtornos da aprendizagem são diagnosticados quando os resultados do indivíduo em testes padronizados e individualmente administrados de leitura, matemática ou expressão escrita estão substancialmente abaixo do esperado para sua idade, escolarização e nível de inteligência. </li></ul><ul><li>Os problemas de aprendizagem interferem significativamente no rendimento escolar ou nas atividades da vida diária que exigem habilidades de leitura, matemática ou escrita” </li></ul>
  19. 19. CRITÉRIOS DIAGNóSTICOS PARA O TRANSTORNO DE LEITURA (DSM IV) <ul><li>O rendimento da leitura, medido por testes padronizados, administrados individualmente, de correção ou compreensão da leitura, está acentuadamente abaixo do nível esperado, considerando a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade apropriada à idade do indivíduo </li></ul><ul><li>A perturbação interfere significativamente no rendimento escolar ou atividades da vida diária que exigem habilidades de leitura </li></ul><ul><li>Em presença de um déficit sensorial, as dificuldades de leitura excedem aquelas geralmente a este associadas. </li></ul>
  20. 20. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA TRANSTORNO DA MATEMÁTICA (DSM IV) <ul><li>A capacidade matemática, medida por testes padronizados, individualmente administrados, está acentuadamente abaixo do nível esperado, considerando a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade apropriada à idade do indivíduo. </li></ul><ul><li>A perturbação interfere significativamente no rendimento escolar ou atividades da vida diária que exigem habilidades em matemática. </li></ul><ul><li>Em presença de um déficit sensorial, as dificuldades na capacidade matemática excedem aquelas geralmente a este associadas. </li></ul>
  21. 21. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA TRANSTORNO DA EXPRESSÃO ESCRITA (DSM IV) <ul><li>As habilidades de escrita, medidas por testes padronizados, individualmente administrados, estão acentuadamente abaixo do nível esperado,considerando a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade apropriada à idade do indivíduo </li></ul><ul><li>A perturbação interfere significativamente no rendimento escolar ou atividades da vida diária que exigem a composição de textos escritos; </li></ul><ul><li>Em presença de um déficit sensorial, as dificuldades nas habilidades de escrita excedem aquelas habitualmente a este associadas . </li></ul>
  22. 22. OUTRAS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS COM TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM <ul><li>Déficit de atenção </li></ul><ul><li>Prejuízos das habilidades da linguagem, motora ou viso-espaciais </li></ul><ul><li>Questões perceptuais </li></ul><ul><li>Perturbações no comportamento social </li></ul><ul><li>Dificuldade de aquisição de novas aprendizagens cognitivas... </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Início do comportamento ou atraso sempre na infância e tem curso estável </li></ul><ul><li>O transtorno está sempre ligado à maturação biológica do sistema nervoso central </li></ul><ul><li>Há história familiar de transtornos similares </li></ul><ul><li>Fatores genéticos têm importância na etiologia (conjunto de possíveis causas) em muitos casos. </li></ul>OUTRAS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS COM TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM
  24. 24. PREVALÊNCIA DO TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM <ul><li>Prevalência: de 4 a 5% na população escolar (Roush, 1995) </li></ul><ul><li>Transtornos de Leitura: predominantes afetando cerca de 80% das crianças acometidas . </li></ul><ul><li>Se a estas forem acrescidas as que apresentam TDAH chegamos a um valor de 11%. </li></ul>
  25. 25. DISTÚRBIOS NO DESENVOLVIMENTO DA ATENÇÂO <ul><li>Educação Infantil: problemas na aprendizagem de números, alfabeto, dias da semana, etc; dificuldade em seguir rotinas. </li></ul><ul><li>Ensino Fundamental: dificuldades em recordar fatos, dificuldade na memória imediata. conceitos matemáticos; problemas de organização; aquisição lenta de novas aptidões; soletração pobre </li></ul><ul><li>Ensino Médio: problemas em estudar para as provas; dificuldades na memória de longo prazo </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  26. 26. PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO NA MEMÓRIA <ul><li>Educação Infantil: problemas em permanecer sentado quando necessário,com atividade paralela excessiva; falta de persistência nas tarefas. </li></ul><ul><li>Ensino Fundamental: impulsividade, dificuldade em planificar; erros por desleixo; distração </li></ul><ul><li>Ensino Médio: i nconstante, difícil autocontrole,fraca capacidade para perceber detalhes, problemas de memória devido a fraca atenção; fadiga mental. </li></ul>
  27. 27. PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM <ul><li>Educação Infantil: p roblemas de articulação; aquisição lenta de vocabulário; falta de interesse em ouvir histórias. </li></ul><ul><li>Ensino Fundamental: atraso na decodificação da leitura; dificuldades em seguir instruções; soletração pobre. </li></ul><ul><li>Ensino Médio : compreensão pobre da leitura; pouca participação verbal na classe; problemas com palavras difíceis,dificuldade em argumentar; problemas na aprendizagem de línguas estrangeiras; expressão escrita fraca; problemas em resumir. </li></ul>
  28. 28. PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO NA MOTRICIDADE FINA <ul><li>Educação Infantil : problemas na aquisição de comportamentos de autonomia (ex. amarrar os cordões do tênis); relutância para desenhar </li></ul><ul><li>Ensino Fundamental: instabilidade na preensão do lápis; problemas grafo-motores da escrita (forma da letra, pressão do traço, etc) </li></ul><ul><li>Ensino Médio: manipulação inadequada do lápis; escrita ilegível, lenta ou inconsistente; relutância em escrever. </li></ul>
  29. 29. PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO DE OUTRAS FUNÇÕES <ul><li>Educação Infantil: problemas na aquisição da noção de direita ou esquerda (possível confusão viso-espacial); problemas nas interações sociais (aptidões sociais pobre) </li></ul><ul><li>Ensino Fundamental: p roblemas com a noção de tempo (desorganização temporal seqüencial); domínio pobre de conceitos matemáticos. </li></ul><ul><li>Ensino Médio: estratégias de aprendizagem fracas; desorganização no espaço e no tempo; rejeição por parte dos pares, domínio pobre de conceitos abstratos; problemas na planificação de tarefas; dificuldades na realização de exames e provas. </li></ul>
  30. 30. LEMBRETES <ul><li>As crianças com dificuldades de aprendizagem devem ser encorajadas a superarem seus problemas a partir de suas reais potencialidades; </li></ul><ul><li>A profissional deve conhecer os pontos favoráveis da modalidade de aprendizagem para ajudar aos professores, aos pais e à criança, a superar suas dificuldades de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Ter em mente que mesmo nos grandes prejuízos na aprendizagem, há alguma área na qual a dificuldade é menor e esse é um dado que deve ser valorizado... </li></ul>
  31. 31. <ul><li>A importância maior do estudo dos Transtornos de Aprendizagem, reside no fato de que a escola é um lugar de transmissão de conhecimentos e valores e assim como a família e a sociedade, é um meio de transmissão da cultura e de formação da personalidade social dos indivíduos em desenvolvimento... </li></ul><ul><li>...a criança com dificuldade de aprendizagem tem acesso social limitado,sendo suas vivências comprometidas pelo insucesso” (Dr Francisco Assumpção, “Psiquiatria Infantil”, Ed. Manole) </li></ul>LEMBRETES
  32. 32. INCLUSÃO Incluir : do latim includere – abranger, compreender, envolver Excluir : do latim excludere INCLUSÃO: EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA TODOS
  33. 33. CONCEITO: INCLUSÃO <ul><li>Processo dinâmico cujo objetivo primordial é encontrar as melhores situações para que cada aluno se desenvolva dentro de suas potencialidades, das características de sua escola e das variáveis educacionais de tempo e oportunidades (déc. 90) </li></ul><ul><li>Incluir é parar de pensar apenas no sentido de como levar as pessoas com NEE em direção à Inclusão , mas de operacionalizar meios para que as pessoas que criam e mantém a exclusão venham a modificar-se, assumindo uma visão mais ampla, preocupada com a qualidade da educação para todos e suas relações com os demais membros da escola e da sociedade. </li></ul>
  34. 34. <ul><li>LINHA DO TEMPO </li></ul><ul><li>Até séc. XVIII: </li></ul><ul><ul><li>segregação em organizações religiosas </li></ul></ul><ul><li>Final do séc. XVIII: </li></ul><ul><li>industrialização, educação também estendeu-se para os filhos das classes trabalhadoras </li></ul><ul><li>A partir séc. XIX: </li></ul><ul><li>primórdios do atendimento especial e da área de reabilitação; </li></ul><ul><li>Primeira legislação específica sobre a questão do deficiente. </li></ul>
  35. 35. <ul><li>Séc. XX: </li></ul><ul><li>Programas de estimulação precoce e escolas especiais; </li></ul><ul><li>Visão clínica evidenciava as diferenças entre os indivíduos  enfoque nas dificuldades; </li></ul><ul><li>Foi proposto modelo de diagnóstico e tratamento terapêutico aos estudantes com dificuldades na aprendizagem; </li></ul><ul><li>Primeiros programas de reabilitação; </li></ul><ul><li>Apareceram profissionais especializados / classes especiais; </li></ul><ul><li>Diferenciação discriminatória: físico, espacial, sociológico e biológico. </li></ul>
  36. 36. <ul><li>SEC XX </li></ul><ul><li>1950: Iniciada nos EUA </li></ul><ul><li>Déc. 70/80: </li></ul><ul><li>Escola integrativa : reformas do sistema mantiveram práticas segregadoras e não acompanhavam os objetivos propostos (educação permanente, acesso a todos, sociedade formadora, etc); </li></ul><ul><li>Crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) recebiam educação qualitativamente inferior de seus pares; </li></ul><ul><li>1978: resposta educativa não é responsabilidade apenas da criança; </li></ul><ul><li>Nova concepção mais humanista: enfoque maior nas dimensões sócio-educativas dos deficientes; </li></ul>
  37. 37. <ul><li>1994: CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL EM SALAMANCA </li></ul><ul><li>Lançadas as bases políticas em direção a uma educação inclusiva </li></ul><ul><li>Educação inclusiva  plano progressivo de inclusão social escola / comunidade  contexto educativo, público e privado </li></ul><ul><li>Busca de consenso internacional sobre o direito de todas as crianças de serem educadas nos sistemas regulares de educação </li></ul><ul><li>Exigia processo progressivo e contínuo de inclusão social da escola nas comunidades. </li></ul>
  38. 38. NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS (NEE): <ul><li>Conceito: </li></ul><ul><li>Necessidades Educativas Especiais (NEE): crianças que por razões congênitas ou adquiridas apresentam dificuldades de aprendizagem ao longo da escolaridade, as quais diminuem sua capacidade adaptativa ao meio, e por isso necessitam de atenção específica e de mais recursos educativos para minorar desvantagens e otimizar suas reais capacidades; </li></ul><ul><li>Pressupõe : apenas algumas necessidades dos indivíduos são especiais assim como algumas podem ser de caráter transitório. </li></ul><ul><li>Princípio: integração das crianças com NEE na escola regular, </li></ul><ul><li>Objetivo: reestruturação da educação especial, e reconhecimento dos direitos de todas as crianças freqüentarem a escola regular </li></ul>
  39. 39. NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS : NEE <ul><li>O conceito de NEE engloba, hoje, um amplo número de crianças e adolescentes que necessitam de um atendimento personalizado para poderem retomar o curso de seu desenvolvimento de acordo com suas necessidades e características pessoais. </li></ul><ul><li>Pode-se dizer que ha 3 grandes grupos de NEE : </li></ul><ul><li>Superdotados, </li></ul><ul><li>vários tipos de deficiência: visual, auditiva, mental, motora, </li></ul><ul><li>distúrbios de aprendizagem e do comportamento. </li></ul>
  40. 40. RECURSOS EDUCATIVOS PARA ALUNOS NEE <ul><li>Maior números de professores e especialistas, </li></ul><ul><li>Maior disponibilidade de material didático, </li></ul><ul><li>Adequação física dos edifícios escolares para receberem alunos com necessidades especiais, </li></ul><ul><li>Preparação profissional dos professores para elaboração de um projeto educativo que atenda às novas necessidades, através de adaptações curriculares, dos materiais pedagógicos e do sistema de avaliação, </li></ul><ul><li>Apoio psicopedagógico. </li></ul>
  41. 41. AVALIAÇÃO DO ALUNO COM NEE <ul><li>Processo diagnóstico: focado nas possibilidades de aprendizagem da criança e não em suas deficiências. </li></ul><ul><li>É importante: </li></ul><ul><ul><li>Conhecer o perfil de desenvolvimento evolutivo esperado para cada faixa etária e saber como observar o desenvolvimento específico de cada criança ou jovem, suas limitações, atrasos e como identificar eventualmente, a existência de uma etiologia orgânica. </li></ul></ul><ul><ul><li>Ser capaz de analisar as potencialidades de desenvolvimento e aprendizagem da criança, para poder estabelecer os objetivos e os recursos educativos necessários para melhor alcançá-las. </li></ul></ul>
  42. 42. DIFICULDADES NO PROCESSO DE INCLUSÃO <ul><li>Não basta integrar os alunos com NEE , ou seja, não basta que sejam feitas adaptações para aceitar um determinado grupo de alunos. Isso é relativamente fácil de fazer e vem acontecendo, infelizmente, em muitos casos, até hoje. A verdadeira Inclusão requer a reestruturação do sistema educacional de modo que este cuide de todos os alunos, dando-lhes condições de pleno acesso e participação . </li></ul><ul><li>A verdadeira inclusão promove reflexão sobre políticas globais de educação e a mudança do enfoque da educação especial para a diversidade dentro de uma escola regular para todos </li></ul>
  43. 43. <ul><li>A INCLUSÃO </li></ul><ul><li>Condições prévias: </li></ul><ul><li>Preparar a sociedade para compreender e adotar o princípio da escola inclusiva </li></ul><ul><li>Preparar o mercado de trabalho público e privado para receber as pessoas Nee quando saírem da escola </li></ul><ul><li>Escola inclusiva tem função de instituição de ensino e não de apoio social </li></ul><ul><li>Ampliaram-se os limites da educação da criança com dificuldades de aprendizagem mais ou menos severas, ao incorporá-las ao sistema regular de    ensino </li></ul><ul><li>Criou-se um vínculo entre NEE e a provisão de recursos educativos que se ampliaram qualitativa e quantitativamente </li></ul>
  44. 44. <ul><li>EDUCAÇÃO INCLUSIVA </li></ul><ul><li>Exige: atendimento de necessidades especiais, não apenas dos portadores de deficiências, mas de todas as crianças; </li></ul><ul><li>Implica: trabalhar com a diversidade de forma interativa  escola e setores especializados; </li></ul><ul><li>É orientada para : acolhimento, aceitação, esforço coletivo e equiparação de oportunidades de desenvolvimento; </li></ul><ul><li>Requer: que crianças portadoras de necessidades especiais saiam da exclusão e participem de classes comuns </li></ul>
  45. 45. CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA <ul><li>Desaparecem as discriminações entre pessoas devido a gênero, cultura e incapacidades </li></ul><ul><li>Acessível a todos os estudantes sem exceção e estes têm direito ao um currículo culturalmente bom e adaptado a sua idade e capacidade potencial de aprender </li></ul><ul><li>Prioriza o respeito pela singularidade das pessoas e por seu ritmo de aprendizagem </li></ul><ul><li>Procura promover a autonomia de todos os estudantes </li></ul><ul><li>Objetiva fazer de cada escola um sistema organizado de preparação e facilitação do desenvolvimento integral de todos os alunos e não apenas daqueles com maior ou menor facilidade de aprendizagem </li></ul>
  46. 46. CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA <ul><li>É comprometida com as necessidades e oferta de oportunidades educativas e direitos humanos de todos os alunos, abolindo qualquer tipo de segregação ou discriminação </li></ul><ul><li>Busca os melhores meios de oferecer apoio aos estudantes, para que desenvolvam suas reais potencialidades dentro do meio educativo, tendo por base uma aprendizagem significativa e centrada no indivíduo </li></ul><ul><li>A inclusão visa não só aumentar a participação de todos os alunos nos currículos das escolas regulares mas também diminuir a pressão de exclusão nessas escolas. </li></ul>
  47. 47. A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA INCLUSIVA <ul><li>Condições prévias: </li></ul><ul><li>Preparar a sociedade para compreender e adotar o princípio da escola inclusiva </li></ul><ul><li>Preparar o mercado de trabalho público e privado para receber as pessoas com NEE quando saírem da escola </li></ul><ul><li>Escola inclusiva tem função de instituição de ensino e não de apoio social. </li></ul>
  48. 48. RECURSOS EDUCATIVOS NA ESCOLA INCLUSIVA <ul><li>Na criação de contextos educacionais é preciso: </li></ul><ul><li>Identificar os recursos, práticas e os conhecimentos pré existentes para apoiar a aprendizagem; </li></ul><ul><li>Ver as diferenças como oportunidades para aprendizagem; </li></ul><ul><li>Desenvolver uma linguagem da prática e criar condições que encorajem os professores a assumir riscos; </li></ul><ul><li>Abraçar o princípio de que na flexibilidade, as diferenças se acomodam melhor e rejeitar os ideais de uma pedagogia que trata de modo igual quem é diferente pois tal princípio produz fracasso e exclusão </li></ul>
  49. 49. <ul><li>Programas desenvolvidos para atender às dificuldades de aprendizagem de todas as crianças: </li></ul><ul><li>Progressão continuada (respeita os diferentes ritmos e estilos de aprendizagem); </li></ul><ul><li>Correção do fluxo escolar (inclusão de alunos nas séries e nas faixas etárias mais convenientes); </li></ul><ul><li>Recuperação paralela, intensiva e de ciclo; </li></ul><ul><li>Salas de recursos. </li></ul>INCLUSÃO
  50. 50. PAPEL DO PROFESSOR NA ESCOLA INCLUSIVA <ul><li>Recentes discussões acerca do trabalho educacional, com as crianças NEE e a resistência que as políticas de inclusão tem encontrado, torna evidente a necessidade de redefinir o papel dos professores, o que implica que estes se assumam como profissionais reflexivos, capazes de se transformarem e se desenvolverem assim como desenvolverem e transformarem sua prática diária. </li></ul>
  51. 51. <ul><li>ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA COM PROFESSORES OBJETIVA : </li></ul><ul><li>Informar e orientar escola, professores sobre os transtornos e como trabalhar com a criança / adolescente quanto à orientação do espaço físico, do tempo, da execução de tarefas segundo sua prioridades, etc. </li></ul><ul><li>Mostrar a importância de se considerar e utilizar a afetividade para permear as relações oportunizando situações que o aluno possa utilizar todo o seu potencial </li></ul><ul><li>Desenvolver a atenção do corpo docente para a importância da auto-estima de seus alunos e valorizá-los individualmente por seus comportamentos positivos, não enfatizando os negativos </li></ul><ul><li>Mostrar as vantagens de se dar igual valor às relações afetivas e aos conteúdos programáticos durante o processo ensino – aprendizagem. </li></ul>
  52. 52. PAPEL DA PSICOPEDAGOGIA NA ESCOLA INCLUSIVA <ul><li>O diagnóstico psicopedagógico é absolutamente necessário e vantajoso para o aluno com NEE: </li></ul><ul><li>No desenvolvimento de aspectos importantes da sua personalidade </li></ul><ul><li>Na relação família-escola </li></ul><ul><li>Na construção de projetos de vida </li></ul><ul><li>Na sua progressão escolar. </li></ul>
  53. 53. DIFERENÇAS ENTRE INTEGRAÇÃO E INCLUSÃO <ul><li>Integração : levar a criança com deficiências para o espaço escolar. </li></ul><ul><li>Inclusão : preconiza que não são as crianças que devem ajustar-se às exigências da escola, mas que deverá ser a escola, ao reestruturar o sistema de educação, capaz de efetivamente cuidar de todos os alunos e não que apenas faça adaptações para aceitar um grupo de alunos. </li></ul><ul><li>Educação Inclusiva deve refletir mais do que o ensino de conteúdos acadêmicos: deve desenvolver o aluno como um todo, cultivando as competências, atitudes, conhecimentos necessários a integração na sociedade. </li></ul>
  54. 54. DA EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA A INCLUSIVA Conseqüências: <ul><li>Ampliaram-se os limites da educação da criança com dificuldades de aprendizagem mais ou menos severas, ao incorporá-las ao sistema regular de ensino, </li></ul><ul><li>Colocou-se na própria escola a responsabilidade por grande parte dos problemas de aprendizagem, </li></ul><ul><li>Criou-se um vínculo entre NEE e a provisão de recursos educativos , que se ampliaram qualitativa e quantitativamente. </li></ul>
  55. 55. <ul><li>INCLUSÃO, TRANSDISCIPLINARIDADE, PSICOPEDAGOGIA </li></ul><ul><li>Não há inclusão sem Psicopedagogia. </li></ul><ul><li>A Psicopedagogia já nasceu no âmbito de um campo que, pela sua natureza, envolve a transdisciplinaridade. </li></ul>
  56. 56. <ul><li>TRANSDICIPLINARIDADE </li></ul><ul><li>É a busca da transversalidade entre as diferentes disciplinas para atingir a intercomunicação de conhecimentos. Não se trata de criar uma nova disciplina mas de criar projetos que as integrem . </li></ul><ul><li>Objetiva a abertura entre as disciplinas na medida em que ultrapassa o campo das ciências exatas devido ao seu diálogo com as ciências humanas. </li></ul>
  57. 57. PSICOPEDAGOGIA Conceito e breve histórico Psicopedagogia: área transdisciplinar que estuda e lida com o processo de aprendizagem e suas dificuldades. Na ação profissional deve englobar vários campos do conhecimento, integrando-os e sintetizando-os. No Brasil a psicopedagogia começou há mais de 30 anos, tendo como objeto os sintomas das dificuldades de aprendizagem . Seu objetivo era remediar esses sintomas. Na época, a psicopedagogia não era um saber com fundamentos próprios: era uma síntese de conhecimentos pedagógicos e psicológicos.
  58. 58. PSICOPEDAGOGIA A partir de 1985 evoluiu da compreensão da aprendizagem como produto para a visão de aprendizagem como processo , o qual se constitui na construção do conhecimento. Começou a ser considerada um saber independente, pois passou a conceituar a aprendizagem e suas dificuldades a partir de uma interseção das contribuições tanto da psicanálise, como da psicologia, pedagogia, neurologia, etc. Seu objetivo passou a ser o facilitar do processo de aprendizagem.
  59. 59. <ul><li>A PSICOPEDAGOGIA </li></ul><ul><li>Trabalha as questões do aprender objetivando a formação do sujeito autônomo. </li></ul><ul><li>Busca nas relações psicodinâmicas entre a aprendizagem e o sujeito para entender como os sintomas (orgânicos e mentais) atuam no imaginário familiar, ou seja, o sentido que o sujeito e a família dá às suas dificuldades especiais na construção do seu conhecimento. </li></ul>
  60. 60. <ul><li>PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL </li></ul><ul><ul><li>A Educação Especial tem grande interesse nas neurociências, para tentar compreender as dificuldades severas de aprendizagem. </li></ul></ul><ul><ul><li>A Psicopedagogia acrescenta à esses conhecimentos, o sintoma, ou seja, o que representa tal distúrbio para a da criança. </li></ul></ul>
  61. 61. <ul><li>Manejo Psicopedagógico permite a realização do potencial de aprendizagem do sujeito impedido por fatores que desautorizam a apropriação do conhecimento </li></ul><ul><li>Quando o potencial do indivíduo é maior do que a execução que ele apresenta, a Psicopedagogia faz-se necessária. </li></ul>
  62. 62. <ul><li>Dificuldades na aprendizagem : podem gerar ou precipitar o aparecimento de problemas emocionais, comportamentais, familiares e sociais em diferentes graus de gravidade, comprometendo ainda mais o processo de aprender; </li></ul><ul><li>0 diagnóstico e a intervenção psicopedagógica, promovem a melhoria das condições de aprendizagem, recuperação da auto estima e socialização da criança. </li></ul>
  63. 63. <ul><li>ALGUNS FATORES QUE INTERFEREM NA CAPACIDADE DE APRENDER </li></ul><ul><li>Genético, biológico e psicológico, </li></ul><ul><li>Escola, a família, os aspectos sócio-culturais, </li></ul><ul><li>O valor que se dá ao conhecimento em determinado momento da vida da criança e em cada sociedade, o que também interfere muito na aquisição da aprendizagem da criança, </li></ul><ul><li>Método adotado pela escola, pode prejudicar não só a avaliação dos problemas de aprendizagem como ainda evidenciá-los de forma exagerada e não lhes dar continência e encaminhamento adequado . </li></ul>
  64. 64. FRACASSO ESCOLAR, PSICOPEDAGOGIA E AFETIVIDADE <ul><li>Causas principais do fracasso escolar: </li></ul><ul><li> 30%: transtornos de aprendizagem </li></ul><ul><li>O sucesso na aprendizagem escolar tem grande influência sobre o desenvolvimento cognitivo e afetivo </li></ul><ul><li>afeto auto estima motivação aprendizagem </li></ul>
  65. 65. <ul><li>Redução significativa de interesse e atenção; </li></ul><ul><li>Redução do rendimento escolar ou presença de transtornos de aprendizagem </li></ul><ul><li>Presença de comportamentos de hiperatividade, impulsividade ou desatenção com freqüência maior que o esperado </li></ul><ul><li>Abandono de atividades antes desejadas </li></ul><ul><li>Retraimento social </li></ul><ul><li>Perturbações súbitas do sono (relato da criança ou da mãe) acompanhadas de um dos itens acima; </li></ul><ul><li>Reações emocionais violentas; </li></ul><ul><li>Rebeldia, birra, implicância, atividades de oposição; </li></ul><ul><li>Preocupação ou ansiedade exageradas. </li></ul>SINAIS IMPORTANTES PARA A ESCOLA OBSERVAR NOS ALUNOS E RECOMENDAR UMA VISITA A UM ESPECIALISTA Em escolares:
  66. 66. <ul><li>Redução significativa no rendimento escolar; </li></ul><ul><li>Abandono de atividades antes prazerosas, de amigos ou familiares; </li></ul><ul><li>Mudança de conduta:alterações do sono, do apetite; </li></ul><ul><li>Agressões freqüentes, rebeldia, oposição ou reações violentas; </li></ul><ul><li>Comportamentos destrutivos; </li></ul><ul><li>Comportamento sexualizado excessivo. </li></ul>SINAIS IMPORTANTES PARA A ESCOLA OBSERVAR NOS ALUNOS E RECOMENDAR UMA VISITA A UM ESPECIALISTA Em adolescentes:
  67. 67. <ul><li>TRABALHO COM A CRIANÇA </li></ul><ul><li>Orientar a criança sobre o que é esperado dela em termos de comportamento e aprendizagem, detalhando as razões pelas quais ele está em atendimento; </li></ul><ul><li>Fornecer informações diretas e claras sobre o transtorno, deixando sempre aberto o canal para futuras dúvidas; </li></ul><ul><li>Usar de rotinas previsíveis (horário, local, comportamento do profissional) mas evitar tarefas repetitivas ou longas e priorizar novidades e exercícios curtos; </li></ul>
  68. 68. <ul><li>TRABALHO COM A CRIANÇA </li></ul><ul><li>Procurar manter acordos indagando a criança como ela pode aprender melhor; </li></ul><ul><li>Usar recursos como gravador, computador, jogos (jogos de regras permitem o aprendizado de limites, participação social, o saber ganhar/perder, o desenvolvimento cognitivo e o refazer superando erros), leitura em voz alta, contar e escrever histórias, gibis, exercícios sensório motores, de raciocínio, introduzindo sempre novidades para manter a atenção, a motivação e descobrir o estilo de aprendizagem da criança; </li></ul>
  69. 69. <ul><li>TRABALHO COM A CRIANÇA </li></ul><ul><li>Recompensar o bom comportamento e desempenho, elogiando e encorajando a transposição de limites; </li></ul><ul><li>Estabelecer limites devagar e firmemente, mas nunca usando de punição ou de reprimendas para evitar frustração, o medo ou a baixa auto-estima; </li></ul><ul><li>Trabalhar sempre a noção de tempo, espaço, seqüenciação, atenção. </li></ul>
  70. 70. <ul><li>TRABALHO COM A CRIANÇA </li></ul><ul><li>Dosar as instruções em quantidades que permitam um desempenho positivo do aluno, na maior arte das ocasiões; </li></ul><ul><li>Estimular respostas individuais promovendo feedback imediato ao aluno; </li></ul><ul><li>Procurar envolver a criança no processo de aprendizagem de maneira a encorajá-lo e motivá-lo à transpor suas limitações </li></ul><ul><li>O aluno, seja criança ou adolescente, é uma pessoa a ser respeitada, tratada afetivamente dentro das normas sociais do grupo. </li></ul>
  71. 71. <ul><li>CONCLUINDO </li></ul><ul><li>A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA... </li></ul><ul><li>No âmbito educativo: </li></ul><ul><li>Trabalha com objetivos educativos, atitudinais, e conceituais similares para todos os alunos; </li></ul><ul><li>Mas as estratégias devem ser variadas e especializadas, coordenadas com as atuações no âmbito familiar e sócio-econômico; </li></ul>
  72. 72. <ul><li>Ritmo de ensino aprendizagem: deve acompanhar o ritmo dos alunos, feitas as adaptações curriculares necessárias; </li></ul><ul><li>Currículo: amplo e bem equilibrado, funcional, apropriado pra a idade mental, centrado não apenas na aquisição de habilidades mas também dirigido a proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos educandos. </li></ul>
  73. 73. <ul><li>... com pessoas com Transtornos de Aprendizagem apresenta características diferenciais em função do âmbito da intervenção: educativo, familiar e sócio-comunitário </li></ul><ul><li>Deve-se partir das necessidades especiais e singulares do nível de desenvolvimento e etapa da vida de cada pessoa... </li></ul>
  74. 74. E nos lembrarmos de que “ As representações de sucesso e fracasso são construídas pelo sistema escolar e tem maior impacto no destino dos alunos que as desigualdades de competências que estes possam apresentar”. (Perrenould, 2001)
  75. 75. <ul><li>Obrigada pela sua atenção! </li></ul>Visite o stand da ABPp Cadastre-se e receba nossas newsletter: www.abpp.com.br Maria Irene Maluf [email_address]
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