CÓRTEX CEREBRAL.

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  • Figure 5–26 Cerebellum. (a) Gross structure of the cerebellum. (b) Unfolded cerebellum, revealing its three functionally distinct parts. (c) Internal structure of the cerebellum.
  • CÓRTEX CEREBRAL.

    1. 1. CONTROLE DA MOTRICIDADE SOMATICA III Córtex motor Cerebelo e Núcleos da Base
    2. 2. <ul><li>Via Lateral </li></ul><ul><ul><li>Trato Córtico espinhal e Córtico-nuclear </li></ul></ul><ul><ul><li>Trato rubro-espinhal </li></ul></ul><ul><li>Via Ventro Medial </li></ul><ul><ul><li>Trato Teto espinhal </li></ul></ul><ul><ul><li>Trato Vestíbulo-medial </li></ul></ul><ul><ul><li>Trato Retículo-espinhal </li></ul></ul>Trato córtico-espinhal e córtico-nuclear Projeção principalmente contralateral Responsável pelos movimentos voluntários dos músculos contralaterais dos membros Trato rubro-espinhal . Projeção contralateral Controla os músculos distais dos membros, sob o comando de influencias corticais Trato vestíbulo-espinhal : responsável pela manutenção da postura equilibrada do corpo (Reflexos vestibulares) Trato reticular pontino Via excitatória Motoneurônios homolaterais dos músculos extensores dos membros inferiores e flexores dos membros superiores, estabilizando as articulações. Tonicamente estimulados pelos núcleos vestibulares e pelos núcleos profundos do cerebelo. Trato retículo-bulbar Via inibitória para os mesmos motoneurônios homolaterais controlados pelo sistema pontino Causa “liberaçao” da influencia inibitória. Trato teto-espinhal . Projeção homolateral Responsável pela orientação reflexa da cabeça e manutenção da focalização visual aos estímulos visuais
    3. 3. “ O goleiro parece nervoso”; “ O sol está contra ele” “ A sua postura indica que vai cair pro lado esquerdo” “ Vou chutar no canto direito, forte, com efeito e com pé esquerdo!” Os movimentos voluntários são organizados em nível cortical e suas ações se sobrepõem aos arcos reflexos. Como uma idéia ou intenção de movimento se transformam em uma seqüência organizada de contrações musculares? Como o movimento voluntário é organizado?
    4. 4. “ O goleiro parece nervoso”; “ O sol está contra ele” “ A sua postura indica que vai cair pro lado esquerdo” “ Vou chutar no canto direito, forte, com efeito e com pé esquerdo !” Córtex pré-frontal
    5. 5. <ul><li>O CÓRTEX MOTOR </li></ul><ul><li>Córtex Motor Primário </li></ul><ul><li>- Área Pré-Motora </li></ul><ul><li>Área Motora suplementar </li></ul><ul><li>Córtex cingulado </li></ul>Associação (planejamento) Projeção (iniciação)
    6. 6. córtex motor primário Homúnculo motor : representação somatotópica dos músculos do corpo (movimentos). Homúnculo motor : imagem especular em relação do homúnculo sensorial (S1). Epilepsia de Jackson Em pessoas acordadas, a estimulação elétrica no córtex motor primário causa movimento (e não o não o desejo de realizá-lo). Lesões : paralisia contralateral dos músculos. O córtex motor primário controla os motoneurônios do lado oposto do corpo.
    7. 7. O que o córtex motor primário representa? <ul><li>Representa vários grupos de músculos </li></ul><ul><ul><li>Um único neurônio cortical causa um movimento completo </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma única célula cortical motora inerva vários neurônios motores </li></ul></ul><ul><ul><li>Um único motoneurônio recebe amplas conexões corticais motoras </li></ul></ul><ul><ul><li>Um determinado movimento é codificado pela atividade média de muitas celulas corticais </li></ul></ul>
    8. 8. Imagem computadorizada revela com cores brilhantes as regiões do cérebro cujas as células nervosas estão em maior atividade. Tomografia PET (Tomografia de Emissão de Positrôn)
    9. 9. <ul><li>A ÁREA MOTORA SUPLEMENTAR é ativada durante a idealização do movimento. </li></ul><ul><li>Conexões </li></ul><ul><li>- Corpo estriado (via tálamo) </li></ul><ul><li>Córtex motor primário </li></ul><ul><li>Participa na programação das seqüências motoras e coordena os movimentos bilaterais. </li></ul>Potencial de prontidão <ul><li>Córtex motor associativo </li></ul><ul><li>Área motora suplementar </li></ul><ul><li>Área pré-motora </li></ul><ul><li>Área de Broca </li></ul><ul><li>LESÔES causam distúrbios denominados apraxias (homólogas às agnosias sensoriais); não causam paralisias. </li></ul><ul><li>A apraxia se refere à dificuldade de realizar as tarefas voluntárias corretamente. </li></ul>Flexão do dedo Flexão seqüencial do dedo Só Pensando na flexão do dedo
    10. 10. Conexões eferentes FOR Córtex motor primário Conexões aferentes Cerebelo Várias áreas associativas Área pré-motora : regula a força motora e tem função preparatória para a realização dos movimentos delicados Área de Broca : planejamento da expressão da linguagem falada.
    11. 11. SISTEMA LATERAL SISTEMA VENTRO-MEDIAL
    12. 12. Núcleos Motores do tronco encefálico Núcleos Motores da Medula Córtex motor primário Giro pré-central Origem da via córtico- espinhal
    13. 13. Controle dos movimentos finos e coordenados dos membros Neurônios motores distais Controle da postura e estabilização das articulações Neurônios motores axiais e proximais
    14. 14. CEREBELO Funções cerebelares na motricidade Manutenção do equilíbrio e da postura Controle do tônus muscular Planejamento dos movimentos voluntários Aprendizagem motora
    15. 15. CEREBELO LESOES DO CEREBELO : perda de coordenação dos movimentos (ataxia) com efeitos sobre a postura e o tônus muscular (perda). Não afetam a percepção proprioceptiva as funções corticais superiores e não causa paralisia. Visão posterior
    16. 16. O cerebelo possui uma organização semelhante ao cérebro Córtex convoluta (uniforme de 3 camadas) e núcleos em sua base Está conectado ao neuro-eixo através dos pedúnculos
    17. 17. Lobo anterior Lobo posterior Lobo floculo-nodular Nódulo Língula Piramide Verme Uvula Flóculo Verme médio Verme Hemisfério Intermediário Lateral
    18. 18. Fig. 5-26, p.176
    19. 19. CLASSIFICAÇÃO DO CEREBELO ANATOMICA transversal ANATÔMICA longitudinal FILOGENETICA FUNCIONAL Lobo anterior Zona medial + Intermedia Paleocerebelo Espinocerebelo Lobo posterior Zona lateral Neocerebelo Cérebrocerebelo Lobo flóculo-nodular Floculo-nodulo Arquicerebelo Vestibulocerebelo N. denteado N. interposto N. Fastigio Três eferências cerebelares ( Zona medial ) Zona lateral Zona intermédia
    20. 20. CÓRTEX CEREBELAR Tipo único: 3 camadas Fibras musgosas núcleos vestibulares  vestibulo-cerebelo t rato espino-cerebelar  paleocecrebelo núcleos da ponte  neocerebelo Fibras trepadeiras núcleos olivares inferiores contralaterais  córtex cerebelar (celulas de Purkinje)
    21. 21. CIRCUITO CEREBELAR - Fibras aferentes ( trepadeiras e musgosas ) - Células granulosas - Neurônios associativos locais - Fibras aferentes ( Células de Purkinje) - Neurônio do núcleo profundo (eferência cerebelar) Núcleos profundos específicos
    22. 22. NPF= núcleo profundo CP= cels de Purkinje GR= cels granulares GOL=cels de Golgi CC= cels em cesto Para que serve o circuito básico? Modular a intensidade e o ritmo de saída dos impulsos eferentes do cerebelo que vão influenciar os diferentes níveis da motricidade. As células de Purkinje fazem sinapses inibitórias com os neurônios dos núcleos profundos
    23. 23. Eferências cerebelares Aferências cerebelares Aferências corticais associativas Aferências somestésicas Aferências vestibulares Aferências vestibulares N. Fastigio VIAS DESCENDENTES MEDIAIS N. vestibulares e N. reticulares N. interposto N. denteado VIAS DESCENDENTES LATERAIS Tálamo  Córtex motor Tálamo  Córtex motor N. rubro Núcleos vestibulares
    24. 24. Zona Lateral Cérebro-cerebelo (NEO) COORDENAÇAO DO MOVIMENTO PLANEJADO AFERÊNCIAS Córtex frontal, parietal e occipital, via núcleos da ponte EFERENCIA Para o córtex motor, via tálamo Idéia de movimento ataxia (incoordenação motora) dismetria (erros na força) decomposição motora , disdiadococinesia (dificuldade de realizar movimentos rápidos e alternados); rechaço (dificuldade de controlar voluntariamente os músculos extensores); tremor intencional Nistagmo (PATOLOGICO) LESÂO Ataxia Diminuição do tônus muscular Distúrbios de planejamento motor (como tremor de intenção, dismetria e disdiadococinesia)
    25. 25. AFERÊNCIAS trato espinocerebelares (anterior e posterior) Espino-cerebelo (PALEO) Zona Intermédia correção do movimento em execução EFERENCIA Para o núcleo rubro Para o córtex motor, via tálamo Erros de execução motora Marcha instável, cambaleante e oscilante Ataxia LESÂO
    26. 26. <ul><li>AFERÊNCIAS: núcleos vestibulares e sistema vestibular </li></ul><ul><li>EFERÊNCIAS </li></ul><ul><li>Para o núcleo vestibular </li></ul><ul><li>Para a FOR </li></ul><ul><li>Controle sobre equilíbrio e a postura </li></ul>Vestíbulo-cerebelo (Arqui) Zona medial Floculo-nodulo LESÂO Ataxia troncular Base alargada
    27. 27. Neurological Exams
    28. 28. NÚCLEOS DA BASE Funções na motricidade
    29. 29. NUCLEOS DA BASE Envolvido com o planejamento motor Massa de substância cinzenta na base do cérebro Vários núcleos Núcleo Caudado, Putamen, Globo Pálido Corpo Amigdaloide Núcleo de Meynert, Núcleo Accubens, Substancia Negra Núcleo subtalamico, Claustrum,
    30. 30. Putamen Núcleo Caudado Globo Pálido Núcleo de Meynert Núcleo Accubens Substancia Negra Núcleo subtalamico Claustrum Corpo Amigdaloide CORPO ESTRIADO Aferências: córtex cerebral para o estriado Conexões internas: conexões recíprocas entre o estriado e a sub negra; conexões recíprocas entre o pálido e o n. subtalâmico conexões pálido-estriatais Eferências: pálido-talâmicas Circuito Básico Circuito subsidiário Planejamento motor e Funções psíquicas (áreas pré-frontais)
    31. 31. Doença de Parkinson (paralisia agitante) Hipocinesia, bradicinesia, acinesia, hipertonia acompanhados de tremores de repouso. Causa: degeneração de neurônios dopaminergicos da substância negra dopaminérgicos. Doença de Huntington : doença genética autossômica dominante. Hipercinesia; balismo Causa : degeneração de neurônios gabaérgicos e colinérgicos dos núcleos da base.
    32. 32. Neurological Exams
    33. 33. Córtex pré-frontal Área motora suplementar PLANEJAMENTO putamen n. subtalamico tálamo pálido Subs negra - - Desejo de movimento + + + +
    34. 34. Dança harmoniosamente O córtex associativo gera a vontade do movimento e antes que o córtex motor primário inicie a execução dos comandos motores, os núcleos da base, junto com córtex pré-motor, programam um refinado plano motor. Assim, os núcleos da base agem controlando o nível de excitabilidade dos neurônios talâmicos sobre o córtex motor (facilitando ou dificultando a excitabilidade dos neurônios corticais motores). CÓRTEX CEREBRAL Estriado Sub Negra ( compacta ) Sub Negra ( reticulata ) Pálido lateral Pálido medial TALAMO N. Anterior N. Subtalâmico N. motores Medula e tronco - GABA + + Glu + + Glu + + DA - GABA - GABA GABA - T. Córtico espinhal T. Córtico nuclear Vou dançar Circuito normal -
    35. 35. CÓRTEX CEREBRAL Estriado Sub Negra ( compacta ) Sub Negra ( reticulata ) Pálido lateral Pálido medial TALAMO N. Anterior N. Subtalâmico N. motores Medula e tronco - GABA + + Glu + + Glu + + DA - GABA - GABA GABA - T. Cortico espinhal T. Cortico nuclear DANÇA BALISTICA Vou dançar As lesões do núcleo subtalâmico causam distúrbios motores como o balismo onde ocorrem movimentos involuntários violentos dos membros. A lesão reduz o efeito inibitório pálido-talâmico e acaba facilitando a excitação tálamo-cortical. HIPERCINESIA 1 Balismo
    36. 36. CÓRTEX CEREBRAL Estriado Sub Negra ( compacta ) Sub Negra ( reticulata ) Pálido lateral Pálido medial TALAMO N. Anterior N. Subtalâmico N. motores Medula e tronco - GABA + + Glu + + Glu + + DA - GABA - GABA GABA - T. Cortico espinhal T. Cortico nuclear 5 DANÇA BALISTICA Vou dançar Inibição do N. subtalâmico HIPERCINESIA 2 Coreia de Huntington Degeneração do estriado causam distúrbios motores hipercinéticos. A lesão do estriado aumenta a inibição do pálido sobre o n. subtalâmico. Como conseqüência, é como se o subtalâmico ficasse funcionalmente lesado e ocorreria inibição pálido-talâmica, facilitando a excitação tálamo-cortical.
    37. 37. CÓRTEX CEREBRAL Estriado Sub Negra ( compacta ) Sub Negra ( reticulata ) Pálido lateral Pálido medial TALAMO N. Anterior N. Subtalâmico N. motores Medula e tronco - GABA + + Glu + + Glu + + DA - GABA - GABA GABA - T. Cortico espinhal T. Cortico nuclear 5 DANÇA RIGIDAMENTE Vou dançar HIPOCINESIA Parkinson As lesões da Substancia negra causa distúrbios hipocinéticos. A falta de DA no estriado causa um aumento da atividade inibitória pálido-talâmica, dificultando a excitação cortical motora. Assim o paciente apresenta quase nenhuma expressão facial, movimentos lentos, arrastando os pés quando anda e tremor de repouso dos dedos.
    38. 38. NIVEL ESTRUTURA FUNÇAO Estratégia ALTO Áreas associativas + Núcleos da Base + Cerebelo Planejamento (Intenção) do movimento Programação Motora Tática INTERMEDIÁRIO Córtex Motor Primário + Cerebelo Iniciação do programa motor Marcação de tempo e seqüência temporal e espacial Correção de erros durante a execução Execução BAIXO Tronco encefálico + Medula Recrutamento de motoneurônios e interneuronios Ajustes necessários para a postura

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