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Roteiro Modulo Autoria

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Roteiro para a elaboração de material didático educacao a distancia …

Roteiro para a elaboração de material didático educacao a distancia


João José Saraiva da Fonseca

http://joaojosefonseca1.blogspot.com/

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  • 1. João José Saraiva da Fonseca Roteiro para a elaboração de material didático Tópico - Unidade I - Os princípios e pressupostos da tutoria nos cursos a distância Objetivos: • Relacionar os princípios e pressupostos da tutoria com a proposta pedagógica dos cursos a distância. • Identificar os pressupostos da comunicação no trabalho do tutor • Caracterizar as funções e tarefas dos tutores nos cursos a distância Sub–tópico Tema 1 – Tutoria e comunicação Objetivo: Reconhecer a tutoria enquanto espaço privilegiado de comunicação João José Saraiva da Fonseca
  • 2. João José Saraiva da Fonseca Fonte: A comunicação é inerente à condição humana, contudo nem sempre é fácil e freqüentemente surgem obstáculos. Neste tema propomos uma reflexão sobre como a comunicação é importante para a educação a distância. Ao longo do tema propomos que reflitam e procurem explicações para as situações abaixo: O José é aluno de um curso de EAD e está desesperado. Liga para o número de telefone 0800 que está indicado no material didático como sendo de suporte ao aluno e a atendente da companhia dos telefones diz que o número já não existe. Manda e-mails para o tutor e este não responde. O pior é que não é só ele que está com esses problemas. Todos os dias recebe e-mails com reclamações idênticas de seus colegas. Entretanto na instituição que promove o curso, a João José Saraiva da Fonseca
  • 3. João José Saraiva da Fonseca situação tem explicação pois alterou o contrato com a operadora de telefonia responsável pelo telefone e e-mail e os folders ainda não estão prontos. Entretanto como o coordenador pedagógico foi a um importante congresso internacional para apresentar um relato de experiência da IES com educação a distância, não teve tempo para reunir com os tutores e alertar para a situação que está a ser vivida por conta dos problemas com a telefonia e para indicar novos procedimentos. Por outro lado o António de outra instituição de EAD está às voltas com um trabalho de avaliação. Nas atividades que lhe pediram para fazer, está a entrevista com um peão de rodeio. Ele riu quando lhe pediram para realizar a atividade e ainda mais ficou com vontade de rir quando o tutor lhe disse que teria mesmo de realizar a atividade pois era essencial para a compreensão do conteúdo do curso. O motivo de tanta risada do aluno, é que ele está vivendo em Portugal e está realizando o curso na Internet. Não há na instituição ninguém que compreenda a situação. Mesmo que vivesse no Brasil, será que todos os alunos podem entrevistar a peões de rodeio. Fonte Como vocês podem constatar, a preocupação com a comunicação em EAD começa com os mais pequenos pormenores. Mas há muitas mais situações em que em EAD a comunicação é fundamental. João José Saraiva da Fonseca
  • 4. João José Saraiva da Fonseca 1. A educação a distância enquanto um espaço de comunicação A instituição que promove o curso de educação a distância, deve encarar a sua atuação enquanto um espaço de comunicação. Essa comunicação envolve, tanto o material didático, como a atuação do tutor e dos alunos, bem como o suporte de âmbito acadêmico ou tecnológico. Ao elaborar o projeto pedagógico do curso, a instituição deve considerar que a recepção pelo aluno de qualquer mensagem veiculada pelo emissor, não será fechada em torno de uma só leitura. Apesar do emissor desejar que ela tenha uma leitura preferencial, a mensagem permanece polissêmica, contendo uma variedade de interpretações em função de cada sujeito. 1.1. A tutoria enquanto espaço de comunicação O tutor no desempenho de suas funções deve considerar que as mensagens que envia podem ter múltiplas interpretações e estar aberto a essa multiplicidade de feedbacks às suas intervenções. De acordo com Stuart Hall (2003) em relação à recepção da mensagem no processo de comunicação, há três posições possíveis: dominante/hegemónica, descodificação negociada e descodificação oposicional, sendo caracterizadas por: * Na posição dominante o receptor apropria a significação preferencial oferecida pelo texto, decodificando a mensagem nos exatos termos em que esta foi codificada; * Na decodificação negociada ocorre é uma mistura de adaptação e de oposição aos códigos dominantes, em que há aceitação da codificação João José Saraiva da Fonseca
  • 5. João José Saraiva da Fonseca dominante/hegemônicamas também ocorre uma adaptação de sentido considerando o sujeito receptor; * Na decodificação oposicional acontece que o significado preferencial é reconstruído pelo receptor, a partir de suas concepções, atitudes e valores alternativos; Hipertexto HALL, Stuart. Identidades Culturais na Pós-modernidade. Disponível em: http://praticasinterativas.com/Resenha_Hall.pdf. Acesso em 23/11/2006. Essas três posições referem-se tanto ao tutor quanto ao aluno como receptores e envolvem diversos níveis: - a recepção do tutor fora de sala de aula virtual; - a recepção do aluno fora de sala virtual; - a recepção do tutor em sala virtual; e - a recepção do aluno em sala virtual. A comunicação que se estabelece durante o curso e particularmente na sala virtual deve procurar fugir do processo de comunicação dominante/hegemônico, associado ao modelo educacional bancário unidirecional em que ocorre um monólogo do emissor para o receptor passivo e dependente da mensagem recebida. João José Saraiva da Fonseca
  • 6. João José Saraiva da Fonseca Hipertexto Fonte: Paulo Freire na obra pedagogia do oprimido, refere que na educação bancária o conhecimento é algo que é doado pelo educador “sábio” ao aluno “que nada sabe”. Negando a dialogicidade, se alicerça nos princípios da dominação, opressão e da alienação. Por oposição à educação bancária, Paulo Freire propõe uma concepção de educação libertadora em que o conhecimento parte da realidade concreta do homem, englobando o seu caráter histórico e transformador. João José Saraiva da Fonseca
  • 7. João José Saraiva da Fonseca Cada aluno que freqüenta o curso inserido em um determinado contexto (político, econômico, social, cultural), o que irá influenciar diretamente a recepção da mensagem. O aluno irá decodificar a mensagem utilizando seu próprio código de valores e experiências, contextualizando-a dentro de sua própria cultura, negociando sentidos e funcionando desse modo como o que se pode chamar de audiência ativa. O curso deve promover, pois o diálogo entre os alunos e o diálogo entre o aluno e a realidade onde está inserido, num processo que Paulo Freire (1972) apelida como “Leitura de Mundo”. Desse modo estará combatendo o modelo de comunicação hegemônico e possibilitando ao aluno alargar o seu universo de significados possíveis e adquirir uma visão crítica sobre o que na sociedade carrega consigo o selo da legitimidade e do respeito à ordem social dominante. Hipertexto Fonte: Stuart Hall na obra Da diáspora – identidades e mediações culturais, refere que identidade cultural não é um posicionamento fixo, determinado biologicamente, João José Saraiva da Fonseca
  • 8. João José Saraiva da Fonseca mas algo assumido por cada indivíduo, uma identificação, resultante de formações históricas específicas, que deve ser vivida como todas as suas peculiaridades. Paulo Freire entende a educação enquanto um ato de comunicação, de diálogo, em que ocorre transferência de saber, mas um encontro de sujeitos que no diálogo, que buscam a significação dos significados. A tarefa do tutor é conduzir o aluno a problematizar a realidade e não a de dissertar sobre ela como se fosse algo já elaborado e terminado. Enquanto promotor de um processo comunicacional, a postura do tutor deve ser dirigida para o trabalho em parceria com o aluno de modo a transformar a sala virtual num espaço de participação- intervenção, em que de modo igualitário tutor e alunos abandonam o feedback e abraçam a interatividade baseada na vivência coletiva e em que todos assumem papéis iguais. Hipertexto http://www.youtube.com/watch?v=UbMbOyrSNm4 -Acesso em 31/05/2009 Para que isso seja efetivo, o educador precisa romper com a prevalência da transmissão unívoca e converter-se em formulador de problemas, provocador de interrogações e sistematizador de experiências. Isso obriga a que ocorra um re- equilíbrio de forças entre os atores do processo de comunicação que ocorre na sala de aula virtual: João José Saraiva da Fonseca
  • 9. João José Saraiva da Fonseca * o emissor - aluno(s) ou tutor – pressupõe(m) a participação-intervenção do receptor - aluno(s) ou tutor – modificando e interferindo na mensagem; * o emissor - aluno(s) ou tutor – é receptor em potencial e o receptor - aluno(s) ou tutor – é emissor em potencial, considerando-se que a comunicação é produção conjunta da emissão e da recepção e os dois pólos codificam e decodificam simultaneamente; * o emissor - aluno(s) ou tutor – não propõe(m) uma mensagem fechada, ao contrário, oferece informações em redes de conexões permitindo ao receptor - aluno(s) ou tutor –ampla liberdade de associações e significações. O tutor precisa, pois de interiorizar que não deve ser o único emissor, mas atuar como motivador de uma comunicação interativa em que oportuniza aos alunos as condições igualitárias de intervenção. Contudo os alunos devem também estar conscientes de que necessitam de mudar a sua atitude passiva face à aprendizagem e participar ativamente na construção de um conhecimento significativo. Com essa atenção os Referenciais de Qualidade para Cursos de Educação a Distância que recomendam a “a existência de um módulo introdutório [...] que leve ao domínio de conhecimentos e habilidades básicos, referente à tecnologia utilizada e/ou ao conteúdo programático do curso, assegurando a todos um ponto de partida comum”. Contudo essa preocupação deve estar presente para o tutor no momento em que elabora o plano de ensino e durante a sua atuação diária em sala virtual. 1.2. A relevância atribuída à comunicação nos Referenciais de Qualidade para Cursos de Educação a Distância Os Referenciais de Qualidade para Cursos de Educação a Distância, conduzem a discussão sobre a importância da comunicação nos cursos a distância para outro nível, afirmando também que para assegurar a comunicação/interatividade João José Saraiva da Fonseca
  • 10. João José Saraiva da Fonseca professor-aluno, deverá ser considerado pela instituição que promove o curso e pelos tutores: * o modo como se dará a interação entre alunos e tutores, ao longo do curso a distância e a forma de apoio logístico a ambos; * o número de tutores e o tempo disponível para o atendimento dos alunos; * os momentos presenciais planejados para o curso e qual a estratégia a ser usada; * os nomes, horários, formas e números para contato com professores e pessoal de apoio; * os locais e datas de provas e datas-limite para as diferentes atividades (matrícula, recuperação e outras); * o monitoramento da evolução dos alunos e das suas dificuldades; * a resposta rápida às perguntas bem como incentivos e orientação quanto ao progresso nos estudos; * a flexibilidade no atendimento ao aluno, oferecendo horários ampliados e/ou plantões de atendimento; * a disponibilizar de centros ou núcleos de atendimento ao aluno – próprios ou conveniados - inclusive para encontros presenciais; * o contemplar de modalidades comunicacionais sincrônicas como bate-papos na Internet entre tutores alunos; * o promover da interação entre alunos, sugerindo procedimentos e atividades, disponibilizando espaços que incentivem a comunicação entre colegas de curso; * o acompanhar dos alunos ou tutores que atuam fora da sede, assegurando a esses e aos alunos o mesmo padrão de qualidade da matriz; João José Saraiva da Fonseca
  • 11. João José Saraiva da Fonseca * o organizar dos materiais educacionais de modo a atender não só o aluno, mas também a promover autonomia para aprender e para controlar o próprio desenvolvimento. Qualquer que seja o âmbito por onde se analise, a comunicação é um aspecto essencial a que a instituição que promove o curso e o tutor devem estar atentos de modo a garantir a qualidade dos cursos na modalidade a distância. Resumo A educação a distância deve ser encarada enquanto um espaço de comunicação envolvendo tanto o material didático, como a atuação do tutor e dos alunos, bem como o suporte de âmbito acadêmico ou tecnológico. A comunicação que se estabelece na sala virtual deve combater o modelo de comunicação hegemônico. Auto-avaliação 1 – Caracterize as possíveis posições que de acordo com Stuart Hall são possíveis em relação à recepção da mensagem no processo de comunicação 2 – Qual a postura que se recomenda ao tutor enquanto promotor de um processo comunicacional que transforme a sala virtual num espaço de participação- intervenção. 3 – Qual os cuidados que de acordo com os Referenciais de Qualidade para Cursos de Educação a Distância a instituição que promove o curso deve considerar para assegurar a comunicação/interatividade professor-aluno adequada. João José Saraiva da Fonseca
  • 12. João José Saraiva da Fonseca Bibliografia: BRASIL, Referenciais de Qualidade para Cursos a Distância. Brasília: MEC, 2003 HALL, Stuart. Da diáspora – identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2003. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970. Leituras de aprofundamento ROESLER, J. ; SARTORI, Ademilde Silveira Comunidades Virtuais de Aprendizagem: Espaços de Desenvolvimento de Socialidades. Comunicação e Cultura: Revista Digital de Tecnologia Educacional e Educação a Distância, v. 1, p. 1-9, 2004. João José Saraiva da Fonseca

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