Metodologia Ead

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  • João José Saraiva da FonsecaJoão José Saraiva da Fonseca João José Saraiva da Fonseca
  • Metodologia Ead

    1. 1. Metodologia da Pesquisa em Educação a Distância João José Saraiva da Fonseca Faculdade Vale do Jaguaribe João José Saraiva da Fonseca
    2. 2. Metodologia da Pesquisa em Educação a Distância Ementa: Fundamentos da Pesquisa Científica. Problema metodológico da Pesquisa. Contexto da Pesquisa e suas implicações na Educação a Distância. Modalidades de Pesquisa. Projeto de Pesquisa: Elaboração e Desenvolvimento. João José Saraiva da Fonseca
    3. 3. CARGA HORÁRIA: 60H/A Metodologia da Pesquisa em Educação a Distância CALENDÁRIO DAS AULAS 07/02/2009 14/02/2009 28/02/2009 14/03/2009 28/03/2009 04/04/2009 João José Saraiva da Fonseca
    4. 4. O homem é, por natureza, um animal curioso. Desde que nasce interage com a natureza e os objetos à sua volta, interpretando o universo a partir das referências sociais e culturais do meio em que vive. João José Saraiva da Fonseca
    5. 5. O conhecimento humano é na sua essência um esforço para resolver contradições, entre as representações do objeto e a realidade do mesmo. João José Saraiva da Fonseca
    6. 6. O conhecimento, dependendo da forma pela qual se chega a essa representação, pode ser classificado de popular (senso comum), teológico, mítico, filosófico e científico. João José Saraiva da Fonseca
    7. 7. SENSO COMUM <ul><li>Instintivo </li></ul><ul><li>Expontâneo </li></ul><ul><li>Subjetivo </li></ul><ul><li>Acrítico </li></ul><ul><li>Permeado pelas opiniões, emoções e valores. </li></ul>João José Saraiva da Fonseca
    8. 8. João José Saraiva da Fonseca Algumas características do SENSO COMUM Imediato Subjetivo Heterógeneo Não crítico Sustenta-se em observações ingénuas da realidade. Confunde o real e a aparência Baseia-se em observações expontâneas. Está vinculado a fatores sócio-culturais e psicológicos de ver o mundo. Tem origem numa acumu- lação não organizada de representações expontâneas sobre a realidade Baseia-se em ideias feitas e não refletidas sobre a realidade. Não procura apreender a universalidade das coisas ou fatos, nem o porquê das suas causas.
    9. 9. Resultante do aprimoramento do senso comum, o conhecimento científico , tem a sua origem nos seus procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. É um conhecimento objetivo , metódico , passível de demonstração e comprovação . João José Saraiva da Fonseca
    10. 10. A ciência caracteriza-se por um conjunto de modelos de observação, identificação, descrição, investigação experimental e explanação teórica de fenômenos. O objetivo básico da ciência é fornecer um conhecimento provisório, que facilite a interação com o mundo, possibilitando previsões confiáveis sobre acontecimentos futuros e indicar mecanismos de controle que possibilitem uma intervenção sobre eles. João José Saraiva da Fonseca
    11. 11. A natureza da ciência pode ser enquadrada em três momentos: - Paradigma da modernidade; - A crise do paradigma dominante; - O paradigma emergente. Boaventura de Sousa Santos no livro “ Um discurso sobre as ciências” (1987) João José Saraiva da Fonseca
    12. 12. Construído com base no modelo das ciências naturais, apresenta uma só uma forma de conhecimento verdadeiro e uma racionalidade experimental, quantitativa e neutra. Paradigma da modernidade é o dominante hoje em dia. Substancia-se nas idéias de Copérnico, Kepler, Galileu, Newton, Bacon e Descartes. João José Saraiva da Fonseca
    13. 13. A crise do paradigma dominante questiona o rigor científico baseada no rigor matemático e de propõe novos paradigmas: em vez de eternidade, a história; em vez do determinismo, a impossibilidade; em vez do mecanicismo, a espontaneidade e a auto-organização; em vez da reversibilidade, a irreversibilidade e a evolução; em vez da ordem, a desordem; em vez da necessidade, a criatividade e o acidente. Substancia-se em: Einsten, Heisenberg, Bohr, etc. João José Saraiva da Fonseca
    14. 14. O paradigma emergente alicerça-se nas premissas de que todo o conhecimento científico-natural é científico-social, todo conhecimento é local e total (o conhecimento pode ser utilizados fora do seu contexto de origem), todo o conhecimento é auto-conhecimento (o conhecimento analisado sob uma prisma mais contemplativo que ativo), todo o conhecimento científico visa constituir-se em senso comum (o conhecimento científico dialoga com outras formas de conhecimento deixando-se penetrar por elas). João José Saraiva da Fonseca
    15. 15. Natureza da pesquisa científica A pesquisa é a atividade nuclear da ciência. Ela possibilita uma aproximação e um entendimento da realidade a investigar. A pesquisa é um processo permanentemente inacabado. Processa-se através de aproximações sucessivas da realidade, fornecendo-nos subsídios para uma intervenção no real. João José Saraiva da Fonseca
    16. 16. PESQUISA CIENTÍFICA <ul><li>“ A Pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas, através do emprego de processos científicos” (Cervo e Bervian,1983). </li></ul><ul><li>“ Pesquisa Científica é a realização concreta de uma investigação planejada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência” (Ruiz,1991). </li></ul>João José Saraiva da Fonseca
    17. 17. ABORDAGENS DE PESQUISAS <ul><li>QUANTITATIVA </li></ul><ul><li>QUALITATIVA </li></ul>“ QUANTOS” % Pesos “ PORQUÊS” Indícios Tendências A NATUREZA DA INFORMAÇÃO João José Saraiva da Fonseca
    18. 18. A pesquisa qualitativa trabalha um espaço mais profundo das relações, dos processos e nos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. A pesquisa qualitativa é criticada pelo seu empirismo, subjetividade e o envolvimento emocional do pesquisador. João José Saraiva da Fonseca
    19. 19. PESQUISA QUALITATIVA A pesquisa qualitativa não procura enumerar e/ou medir os eventos estudados, nem emprega instrumental estatístico na análise dos dados. Parte de questões ou focos de interesses amplos, que vão se definindo na medida que o estudo se desenvolve. Envolve a obtenção de dados descritivos sobre pessoas, lugares e processos interativos pelo contato direto do pesquisador com a situação estudada, procurando compreender os fenômenos segundo a perspectiva dos sujeitos, ou seja, dos participantes da situação em estudo (Godoy, 1995). João José Saraiva da Fonseca
    20. 20. PESQUISA QUALITATIVA <ul><li>Pesquisa qualitativa é um conceito “guarda-chuva” que envolve uma gama de técnicas e procedimentos interpretativos, que procuram essencialmente descrever, decodificar e traduzir o sentido e não a freqüência de eventos ou fenômenos do mundo social (Merriam, 1998). </li></ul>João José Saraiva da Fonseca
    21. 21. Pesquisa qualitativa <ul><li>Não existe uma oposição entre pesquisa qualitativa e quantitativa. Cada uma tem um uso apropriado, mas através da integração dos dois pode-se obter ótimos resultados. </li></ul><ul><li>O qualitativo é ótimo na primeira fase da pesquisa (explorativa), pois permite aproximar-se do problema. Com os resultados desta fase pode-se passar à segunda fase da pesquisa:qualitativa e/ou quantitativa. </li></ul><ul><li>Os métodos qualitativos são tão rigorosos quanto os métodos quantitativos. O método supõe um conjunto de regras e procedimentos a serem respeitados. </li></ul>João José Saraiva da Fonseca
    22. 22. Pesquisa Qualitativa <ul><li>Porque são úteis? </li></ul><ul><ul><li>Permitem descobrir aspectos ainda pouco conhecidos </li></ul></ul><ul><ul><li>têm a capacidade de fazer emergir o novo </li></ul></ul><ul><ul><li>Apropriados para descobrir novos significados e nexos </li></ul></ul><ul><ul><li>Permitem de formular hipóteses </li></ul></ul><ul><ul><li>Ajudam a construir a teoria sobre o objeto estudado - portanto muito adequados na fase preliminar da pesquisa </li></ul></ul>João José Saraiva da Fonseca
    23. 23. Características da pesquisa qualitativa <ul><li>Analisam o comportamento humano através da observação natural e não-controlada. </li></ul><ul><li>São subjetivos e orientados ao descobrimento, exploratórios e descritivos. </li></ul><ul><li>São orientados ao processo e assumem uma realidade dinâmica. </li></ul><ul><li>Não são generalizáveis. </li></ul>Porque são úteis? João José Saraiva da Fonseca
    24. 24. Os resultados da pesquisa quantitativa podem ser quantificados. A pesquisa quantitativa se centra na objetividade. Influenciada pelo positivismo, considera que a realidade só pode ser compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neutros. João José Saraiva da Fonseca
    25. 25. PESQUISA QUANTITATIVA Os métodos quantitativos preocupam-se com a medição objetiva e a quantificação dos resultados. Busca a precisão, evitando distorções na etapa de análise e interpretação dos dados, garantindo assim uma margem de segurança em relação às inferências obtidas (Godoy, 1995). João José Saraiva da Fonseca
    26. 26. PESQUISA QUANTITATIVA <ul><li>Utilizada quando o objeto de estudo está bem definido para: </li></ul><ul><ul><li>Verificar os conhecimentos já acumulados em outras situações; </li></ul></ul><ul><ul><li>Validar as hipóteses emergidas na fase preliminar da pesquisa numa amostragem mais ampla e representativo da população; </li></ul></ul><ul><ul><li>Para poder generalizar os resultados de uma pesquisa qualitativa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Para evitar que as informações obtidas através de métodos qualitativos (história de vida...) não sejam circunstâncias causais. </li></ul></ul><ul><ul><li>Nesses casos pode-se utilizar instrumentos mais rígido de coleta de dados. </li></ul></ul>João José Saraiva da Fonseca
    27. 27. PESQUISA QUANTITATIVA <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Orientada para a busca da magnitude e das causas dos fenômenos sociais e utiliza procedimentos controlados; </li></ul><ul><li>É objetiva e orientada para a verificação; </li></ul><ul><li>Assume uma realidade estática; </li></ul><ul><li>É replicável e generalizável. </li></ul>João José Saraiva da Fonseca
    28. 28. Qualitativa versus Quantitativa <ul><li>Amostras reduzidas, nem sempre representativas do universo. </li></ul><ul><li>Entrevistados não escolhidos por amostragem. </li></ul><ul><li>Roteiro aberto e indireto. </li></ul><ul><li>Questões podem ser acrescentadas no momento da entrevista. </li></ul><ul><li>Participação ativa do entrevistador - analisa as informações. </li></ul><ul><li>Entrevista informal. </li></ul><ul><li>Dados subjetivos/íntimos. </li></ul><ul><li>Amostras mais amplas, em que a representatividade é importante. </li></ul><ul><li>Entrevistados escolhidos por amostragem. </li></ul><ul><li>Questionário mais rígido. </li></ul><ul><li>Questões formuladas previamente. </li></ul><ul><li>Participação limitada do entrevistador. </li></ul><ul><li>Necessidade de homogeneização das informações para comparação. </li></ul><ul><li>Entrevista mais formal. </li></ul><ul><li>Dificuldade em obter dados mais profundos/íntimos. </li></ul>Qualitativa Quantitativa João José Saraiva da Fonseca
    29. 29. Diferenças entre os métodos: <ul><li>Quantitativo </li></ul><ul><ul><li>Usa amostras grandes e representativas </li></ul></ul><ul><ul><li>Providencia dados objetivos </li></ul></ul><ul><ul><li>Mede a quantidade do problema </li></ul></ul><ul><ul><li>Usa a estatística e a matemática </li></ul></ul><ul><ul><li>Usa perguntas fechadas </li></ul></ul><ul><ul><li>É rígido em seu esquema e instrumentos </li></ul></ul><ul><li>Qualitativo </li></ul><ul><ul><li>Usa amostras pequenas e não representativas </li></ul></ul><ul><ul><li>Providencia dados subjetivos </li></ul></ul><ul><ul><li>Aprofunda o conhecimento de tema específicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Usa elementos sociológicos e antropológicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Usa perguntas abertas </li></ul></ul><ul><ul><li>É flexível e se desenvolve de acordo com a dinâmica de grupo </li></ul></ul>João José Saraiva da Fonseca
    30. 30. Métodos quantitativos x Métodos qualitativos: algumas conclusões <ul><li>Quantitativo: </li></ul><ul><ul><li>Inspirados à produção em série </li></ul></ul><ul><li>Qualitativo: </li></ul><ul><ul><li>Inspirados à produção artística </li></ul></ul>João José Saraiva da Fonseca
    31. 31. MÉTODOS DE PESQUISA <ul><li>QUANTITATIVO VERSUS QUALITATIVO </li></ul>Dependendo do objeto de estudo o pesquisador dará mais ênfase à avaliação quantitativa – medir as variáveis; ou por outro lado, o enfoque da avaliação deverá ser qualitativo – descrevendo o comportamento do objeto de estudo. Não existe a dicotomia entre a pesquisa qualitativa e quantitativa. João José Saraiva da Fonseca
    32. 32. USOS - PESQUISA QUALI X QUANTI <ul><li>Qualitativo antes do estudo quantitativo. </li></ul><ul><ul><li>estudo exploratório preliminar - proporciona certa idéia sobre o mercado. </li></ul></ul><ul><ul><li>estudo piloto de questionário quantitativo. </li></ul></ul><ul><li>Qualitativo simultaneamente ao estudo quantitativo. </li></ul><ul><ul><li>menos freqüente: objetiva aprofundar alguns aspectos que estão sendo quantificados. </li></ul></ul><ul><li>Qualitativo após um estudo quantitativo. </li></ul><ul><ul><li>ajuda a esclarecer pontos obscuros </li></ul></ul><ul><ul><li>interpretação de resultados </li></ul></ul>João José Saraiva da Fonseca
    33. 33. PESQUISA <ul><li>Atividade básica da Ciência na sua indagação e construção da realidade. É a pesquisa que alimenta a atividade de ensino e a atualiza frente à realidade do mundo (Minayo, 1994). </li></ul><ul><li>&quot;O trabalho de pesquisa não é de natureza mecânica, mas requer imaginação criadora e iniciativa individual,entretanto, a pesquisa não é uma atividade feita ao acaso, porque todo o trabalho criativo pede o emprego de procedimentos </li></ul><ul><li>e disciplina determinadas&quot; (Rudio, 1978). </li></ul><ul><li>É um conjunto de atividades orientadas para a busca de um determinado conhecimento (Rudio, 1978). </li></ul>João José Saraiva da Fonseca
    34. 34. PESQUISA <ul><li>Curiosidade, criatividade, disciplina e especialmente paixão são algumas exigências para o desenvolvimento de um trabalho criterioso, baseando-se no confronto permanente entre o desejo e a realidade, entre o conhecimento e a ignorância (Goldenberg,1999). </li></ul><ul><ul><ul><li>Qualidades do Pesquisador: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>criatividade, iniciativa </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>persistência </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>dedicação ao trabalho </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>esforço contínuo e paciente </li></ul></ul></ul>João José Saraiva da Fonseca
    35. 35. Particularidades das ciências humanas e sociais <ul><ul><li>O processo histórico encontra-se em permanente transição; </li></ul></ul><ul><ul><li>O pesquisador tem consciência dos condicionamentos a que está sujeito; </li></ul></ul><ul><ul><li>O sujeito e objeto estão envolvidos por uma identidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>A mensuração é de difícil concretização; </li></ul></ul><ul><ul><li>O objeto tem um caráter ideológico; </li></ul></ul><ul><ul><li>A relação entre sujeito e objeto ocorre num determinado espaço e tempo. </li></ul></ul><ul><ul><li>(Demo, 1985) </li></ul></ul>João José Saraiva da Fonseca
    36. 36. O projeto de pesquisa   O projeto é um plano que visa garantir a originalidade, viabilidade, pertinência, coerência, consistência e relevância da pesquisa proposta, garantido as condições para o sucesso. João José Saraiva da Fonseca
    37. 37. Modelo de projeto de pesquisa O modelo de projeto de pesquisa tem por base o modelo seguinte: título, introdução, instrumentos e metodologia, referências bibliográficas, anexos, cronograma e orçamento. Na redação do projeto de pesquisa, o pesquisador deve utilizar linguagem impessoal. João José Saraiva da Fonseca
    38. 38. <ul><li>Questões que um projeto de pesquisa deve responder: </li></ul><ul><ul><ul><li>que pesquisar? (Definição do problema, hipóteses, base teórica e conceitual); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>por que pesquisar? (Justificativa da escolha do problema); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>para que pesquisar? (Propósitos do estudo, seus objetivos); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>como pesquisar? (Metodologia) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>quando pesquisar? (Cronograma de execução) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>com que recursos? (Orçamento) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>pesquisado por quem? (Equipe de trabalho, pesquisadores,coordenadores, orientadores). </li></ul></ul></ul>A construção do projeto de pesquisa João José Saraiva da Fonseca
    39. 39. Na introdução apresenta o pesquisador: * a motivação para a pesquisa: as experiências levaram à identificação do problema que pretende estudar; * a problematização: a pergunta que a responder através da pesquisa; * a justificativa: a importância e relevância do problema e de seu equacionamento. * os objetivos: o que se pretende alcançar com o estudo. Os objetivos dividem-se em gerais e específicos. Os objetivos gerais afirmam com clareza e precisão o que se pretende estudar. João José Saraiva da Fonseca
    40. 40. Exemplo: Título: “O futebol como mecanismo liberatório de tensões” Indica o que vai ser pesquisado.   Subtítulo: “Um estudo realizado com espectadores da classe operária do Mato Grosso do Sul”. Indica as condições e/ou circunstâncias e local onde vai ser desenvolvido o estudo. Título O título deve ser cuidadosamente escolhido, mostrando com clareza, onde, com quem, como e quando se realizará a pesquisa a que o projeto se refere. João José Saraiva da Fonseca
    41. 41. Definição do tema O tema da pesquisa é um assunto que se deseja provar ou desenvolver. O tema necessita de ser restrito para que o pesquisador possa ter tempo, habilidades pessoais e condições financeiras para realizar a pesquisa. Precisa por outro lado de ser amplo para ser relevante não só para o pesquisador, como também para a comunidade e contribuir para o avanço do estudo científico. João José Saraiva da Fonseca
    42. 42. Tema do estudo “ O que vou pesquisar?” Exemplo de tema não delimitado: Educação a Distância. Há muitos cursos sendo oferecidos na modalidade a distância, há muitas instituições que a oferece em muitas cidades. João José Saraiva da Fonseca
    43. 43. Tema do estudo E xemplo de tema delimitado : Educação a Distância: O Primeiro Curso Oferecido pela Tupy Virtual aos Professores do Instituto Superior Tupy. João José Saraiva da Fonseca
    44. 44. Tema do estudo Tema geral: Educação a Distância Delimitação do curso: O Primeiro Curso Oferecido Delimitação física: pela Tupy Virtual Delimitação da população: aos Professores do Instituto Superior Tupy João José Saraiva da Fonseca
    45. 45. O tema de pesquisa indica a área de interesse a ser investigada recorte Exemplo: adesão ao tratamento De que patologia? Que tipo de tratamento? Adesão ao tratamento farmacológico da hipertensão arterial (tema problematizado) Definição do tema João José Saraiva da Fonseca
    46. 46. A pesquisa científica tem início com a formulação de um problema e por objetivo procurar a solução para o mesmo. Formulação do problema O problema deve apresentar algumas características: - Deve ser formulado como pergunta. Pode referir-se a: “O que acontece quando..”., “Qual a causa de..”., “Como deveria ser... para..”; - Deve ser claro e preciso; - Deve ser delimitado a uma variável. Exemplo: Tema: “Violência conjugal”   Problema: “Quais os fatores que levam os maridos a espancarem suas esposas?” João José Saraiva da Fonseca
    47. 47. Algumas características de um problema de pesquisa a) Deve ser formulado como pergunta Quais os fatores determinantes da adesão ao tratamento farmacológico da hipertensão arterial? João José Saraiva da Fonseca
    48. 48. Algumas características de um problema de pesquisa b) O problema deve ser claro e preciso. Exemplo de imprecisão: &quot;Quais as atitudes dos pacientes que aderem ao tratamento?&quot; João José Saraiva da Fonseca
    49. 49. c) Deve ser delimitado a uma dimensão viável. Por exemplo: O que levam as pessoas a aderirem ao tratamento anti-hipertensivo? O problema deve restringir-se à opinião daquelas pessoas que são hipertensas, numa localidade específica. João José Saraiva da Fonseca
    50. 50. A escolha de um problema merece que o pesquisador faça sérias indagações: a) Trata-se de um problema original? b) O problema é relevante? c) Existem recursos financeiros para a investigação deste tema? f) Terei tempo suficiente para investigar tal questão? João José Saraiva da Fonseca
    51. 51. <ul><ul><ul><li>Necessária para situar o problema em relação a outros trabalhos pertinentes ao tema, apontando-se afinidades e divergências e ressaltando-se as lacuna que podem ser preenchidas pela investigação proposta. </li></ul></ul></ul><ul><li>A definição da base teórica e conceitual da pesquisa constituirá o quadro de princípios, categorias e conceitos que sustentará o seu desenvolvimento, traçando as linhas de orientação para um processo que se deseja de reflexão permanente. </li></ul>Definição da base teórica e conceptual João José Saraiva da Fonseca
    52. 52. <ul><ul><ul><li>Definição clara dos pressupostos teóricos, das categorias e conceitos a serem utilizados (quadro referencial teórico) </li></ul></ul></ul>Definição da base teórica e conceptual João José Saraiva da Fonseca
    53. 53. Questões de pesquisa Colocado o problema, o pesquisador formula as suas questões de pesquisa que vão nortear a realização da pesquisa. Exemplo: De que forma o questionamento sobre as práticas se traduz em novas formas de organização do ensino e das aprendizagens?  João José Saraiva da Fonseca
    54. 54. Justificativa  Apresenta a relevância técnica, científica, social e pessoal da pesquisa. Deve apontar os motivos que a justificam do ponto de vista teórico e prático e as contribuições que traz para a compreensão e solução do problema. <ul><ul><li>Trata-se da relevância, do por que tal pesquisa deve ser realizada. Quais motivos a justificam? Que contribuições para a compreensão, intervenção ou solução para o problema trará a realização de tal pesquisa? </li></ul></ul>João José Saraiva da Fonseca
    55. 55. <ul><li>Definição de objetivos </li></ul><ul><ul><li>Indicar em linhas gerais os objetivos propostos para a pesquisa </li></ul></ul><ul><li>Os objetivos da pesquisa expressam a resposta à questão: “Que resultados se esperam da pesquisa?” </li></ul><ul><li>Os objetivos devem ser redigidos com os verbos no infinitivo e poderem ser avaliados, verificados, refutados. </li></ul>João José Saraiva da Fonseca
    56. 56. A metodologia é a explicação detalhada de toda ação a desenvolver durante a pesquisa. Metodologia População – O objetivo da pesquisa científica não é estudar elementos isolados, mas antes, estabelecer generalizações a partir da observação de uma determinada população, entendida como a totalidade dos indivíduos que possuem as mesmas características, definidas para um determinado estudo. A metodologia envolve a seleção da: Exemplo: População: “Todas as crianças residentes na cidade de Sobral” Sub-população: “Todas as crianças de sexo feminino residentes na cidade de Sobral” Características: Crianças / viverem na cidade do Sobral João José Saraiva da Fonseca
    57. 57. A amostra é a menor representação de um todo maior considerado para pesquisa. O estudo de uma amostra, desde que tenha tamanho adequado e represente adequadamente uma população, pode proporcionar resultados mais exatos, além de ser mais econômico. As conclusões ou generalizações a respeito do todo serão feitas tomando como base a amostra. Através da coleta de dados o pesquisador procura obter informações da realidade recorrendo a instrumentos de pesquisa (observação, questionário, entrevista, . Os instrumentos de pesquisa devem ser selecionados levando em consideração o que se pretende coletar e verificar. João José Saraiva da Fonseca
    58. 58. Para desenvolver uma pesquisa é indispensável selecionar o método de pesquisa a utilizar. A pesquisa bibliográfica utiliza fontes constituídas por material já elaborado, constituído basicamente por livros e artigos científicos. A pesquisa de campo caracteriza as investigações em que para além da pesquisa bibliográfica, se coletam dados junto de pessoas, utilizando diversos tipos de pesquisa João José Saraiva da Fonseca
    59. 59. O estudo de caso pode ser caracterizado de acordo como um estudo de uma entidade bem definida como um programa, uma instituição, um sistema educativo, uma pessoa, ou uma unidade social. Visa conhecer em profundidade o seu “como” e os seus “porquês”, evidenciando a sua unidade e identidade próprias. É uma investigação que se assume como particularística, isto é, que se debruça deliberadamente sobre uma situação específica que se supõe ser única em muitos aspectos, procurando descobrir a que há nela de mais essencial e característico. João José Saraiva da Fonseca
    60. 60. A pesquisa participante caracteriza-se pelo envolvimento e identificação do pesquisador com as pessoas investigadas. A pesquisa participante rompe com o paradigma de não envolvimento do pesquisador com o objeto de pesquisa, despertando fortes reações do positivismo. A pesquisa ação pressupõe uma participação planejada do pesquisador na situação problemática a ser investigada. Recorre a uma metodologia sistemática, no sentido de transformar as realidades observadas, a partir da sua compreensão, conhecimento e compromisso para a ação dos elementos envolvidos na pesquisa. João José Saraiva da Fonseca
    61. 61. História oral, história de vida e depoimento pessoal , é criticada pelos positivistas que encontram nela elementos subjetivos considerados incompatíveis com o conhecimento cientifico. Resulta da cumplicidade entre entrevistador e entrevistado numa produção conjunta. Pesquisa experimental seleciona grupos de assuntos coincidentes, submete-os a tratamentos diferentes, verificando as variáveis estranhas e checando se as diferenças observadas nas respostas são estatisticamente significantes. João José Saraiva da Fonseca
    62. 62. Análise dos dados Após a coleta dos dados o pesquisador encontra-se perante um conjunto de respostas, que necessitam ser ordenadas e organizadas, para que possam ser analisadas e interpretadas. A classificação se define como a forma de distribuir e selecionar os dados obtidos na fase de coleta, reunindo-os em categorias de acordo com os objetivos da pesquisa. Fases da análise de dados: Exemplo: Sexo do informante: Sublinhe a sua alternativa de resposta: Masculino / Feminino João José Saraiva da Fonseca
    63. 63. A quantificação indica o número de vezes que as categorias são indicadas ou omitidas. A tabulação serve para designar o processo de representação gráfica dos dados obtidos, permitindo sintetizar os dados da observação, de forma a serem compreendidos e interpretados rapidamente. A interpretação possibilita o verdadeiro significado dos dados recolhidos, em função dos propósitos do estudo. O pesquisador fará as ilações que a lógica lhe permitir e recomendar, fará comparações pertinentes e com base nos resultados alcançados, enunciará novos princípios e fará as generalizações apropriadas. João José Saraiva da Fonseca
    64. 64. <ul><li>F. Orçamento </li></ul><ul><li>G. Cronograma </li></ul><ul><li>O cronograma deve indicar a duração prevista de todas as etapas da pesquisa, incluindo: </li></ul><ul><ul><ul><li>Levantamento bibliográfico </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Planejamento detalhado do trabalho de campo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Análise dos dados e a redação do &quot;relatório&quot; da pesquisa </li></ul></ul></ul><ul><li>H. Referências bibliográficas </li></ul>João José Saraiva da Fonseca
    65. 65. Etapas da Pesquisa <ul><li>Envolventes a considerar durante o planejamento da pesquisa </li></ul><ul><ul><li>Identificação da área de interesse da pesquisa </li></ul></ul><ul><ul><li>delimitação e definição do problema a ser pesquisado </li></ul></ul><ul><ul><li>Marco teórico e conceitual </li></ul></ul><ul><ul><li>Formulação de Hipóteses/Seleção das variáveis para o estudo do problema </li></ul></ul><ul><ul><li>Objetivos da pesquisa </li></ul></ul>João José Saraiva da Fonseca
    66. 66. Bibliografia CRUZ, A. C.; PEROTA, M. L. R.; MENDES, M. T. R. Elaboração de referências (NBR 6023/2000). Rio de Janeiro: Interciência, 2000. 71 p. DAMÁSIO, António. O Erro de Descartes. Lisboa: Publicações Europa-América, 1997. DEMO, Pedro. Introdução à metodologia da Ciência. São Paulo: Atlas, 1985. 118 p. DESCARTES, René. Discurso sobre o método . São Paulo: Hemus, 1978. 136 p. GRESSLER, Lori Alice. Pesquisa educacional . São Paulo: Loyola, 1989. 140 p. LEHFELD, N. A. S.; Barros, A. J. P. B. Projeto de pesquisa: Propostas metodológicas . Petrópolis: Vozes, 1991. 102 p. João José Saraiva da Fonseca
    67. 67. Bibliografia MATOS, K. S. L.; VIEIRA, S. V. Pesquisa educacional: o prazer de conhecer . Fortaleza: Demócrito Rocha, 2001. MINAYO, Maria Cecília de Sousa. O desafio do conhecimento : pesquisa qualitativa em saúde . Rio de Janeiro: UCITEC-ABRASCO, 1994. 269 p. MINAYO, Maria Cecília de Sousa (Org.). Pesquisa social: Teoria, método e criatividade . Petrópolis: Vozes, 2001. 80 p. RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. Petrópolis: Vozes, 1978. 121 p. SANTOS, Boaventura de Souza. Um discurso sobre as ciências . Porto: Afrontamento, 1987. 64 p. SEVERINO, Antônio Joaquim Severino. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2001. 279 p. João José Saraiva da Fonseca

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