Arquitetura e Urbanismo
CESED/Facisa
Ergonomia
João Ademar de Andrade Lima
www.joaoademar.com
Aula n.º 01
Parte I. Apresentação
Ementa
• Ergonomia como ciência. Conceito, História e
Classificação. Antropometria e Biomecânica.
Metodologia de Análise E...
Objetivos Gerais
• Desenvolver métodos e técnicas de
aplicações ergonômicas nos projetos de
arquitetura. Aperfeiçoar o sen...
Programação
• Conceituação, História e Classificação da
Ergonomia
• Abordagem Ergonômica de Sistemas
(Sistema Homem-Máquin...
Programação
• Antropometria e Biomecânica: Trabalho
Estático e Dinâmico
• Posturas e Análise da Postura
• Medidas Antropom...
Metodologia
• Aulas expositivas e dialogadas
• Estudos práticos
• Exibição de filmes
Avaliação
• Trabalhos em grupo
• Aval...
Aula n.º 01
Parte II. Introdução à Ergonomia
Dados históricos
• Empiricamente, desde que o homem é
homem!
• Como ciência, a partir da Segunda Guerra
Mundial
– “Ergonom...
Significado
• ERGON (Trabalho) + NOMOS (Regra)
– EUA e Canadá = “human factors” (fatores
humanos)  preocupa-se principalm...
Significado
– Já a Ergonomia europeia privilegia as atividades
do operador, enfatizando desde o entendimento
da tarefa aos...
Conceitos
• “Conjunto dos conhecimentos científicos
relativos ao homem e necessários para
concepção de ferramentas, máquin...
Conceitos
• “Corpo de conhecimentos sobre as
habilidades humanas, limitações humanas
e outras características humanas que ...
Conceitos
• “Conjunto de conhecimentos a respeito do
desempenho do ser humano em atividade, a
fim de aplicá-los à concepçã...
Conceitos
• “Uma ciência interdisciplinar” (Etiane
Grandjean)  vide gráfico de Hubault
Conceitos
• “Estudo científico das relações entre o
homem e o seu ambiente de trabalho” (Hywel
Murrell)
• “Se aplica ao pr...
Conceitos
• “Estudo do relacionamento entre o ser
humano o seu trabalho, equipamento e
ambiente, e particularmente, a apli...
Conceitos
• “Estudo científico da relação entre o homem e
seus meios, métodos e espaços de trabalho,
mediante a contribuiç...
Conceitos
• “Estudo da adaptação do trabalho às
características fisiológicas e psicológicas do
ser humano” (Associação Bra...
Objetivos da Ergonomia “Clássica”
• Redução dos acidentes de trabalho
• Redução dos custos decorrentes de
incapacidade dos...
Campos de atuação
• Ergonomia de Produto  Se ocupa da
investigação do projeto dos objetos e
utensílios dos quais o homem ...
Ergonomia de Concepção
• Ocorre na fase inicial do projeto, onde as
alternativas projetuais podem ser
amplamente examinada...
Ergonomia de Correção
• Ocorre quando a contribuição se faz em
situações reais, já existentes, para solucionar
desde probl...
Ergonomia de Conscientização
• Ocorre da necessidade de atuação proativa
dos próprios trabalhadores, como agentes de
mudan...
Para pensar...
“Cada elemento arquitetônico
pode desempenhar papel singular
dependendo da sua articulação
com outros eleme...
Pra fazer...
Gerar um conceito próprio de
ergonomia, sob a ótica da
arquitetura, e exemplificar, em
situações reais, probl...
Aula n.º 02
Parte única. Abordagem
Ergonômica de Sistemas
Sistemas
• Conjunto de elementos (ou subsistemas) que
se interagem entre si, com um objetivo
comum
• Todo sistema obedece ...
Classificação quanto à intervenção
• Sistema aberto  É aquele que depende ou
admite interferência externa para atingir a
...
Classificação quanto à intervenção
• Sistema fechado  É aquele provido de
realimentação, pré-programado para corrigir
pos...
Classificação quanto à natureza
• Sistemas passivos  Não executa qualquer
ação, ou seja, não processa qualquer tipo de
en...
Classificação quanto à natureza
• Sistemas ativo  Aquele em que as partes
interagem entre si e executam uma ação para
ate...
Classificação quanto à natureza
• Sistemas interativo  Interage com o homem
através de um mecanismo de estímulo e
respost...
Componentes do sistema
• Sistema Alvo  Sistema foco de estudo,
constituído de subsistemas e elementos
• Subsistema  Sist...
Componentes do sistema
• Elementos  Menor parte de um sistema ou
subsistema que se interagem entre si
• Funções  Ações q...
Hierarquia de Sistemas
• Ecossistema  Contém o supra-sistema
• Supra-sistema  Contém o sistema-alvo
• Sistema-alvo  FOC...
Hierarquia de Sistemas
Ecossistema
Supra-sistema
Sistema-alvo
Subsistema Subsistema
Sub-subsistema Sub-subsistema
Elemento...
Posições em série e paralelas
• Sistema em série  Sistema dependente de
outro sistema para operação de entrada e
saída
• ...
Para pensar...
Uma boa “abordagem ergonômica de
sistemas” é base e condição para se focalizar
quaisquer intervenções no âm...
Para pensar...
Uma coisa é se estudar como sistema-alvo a
pia de um banheiro residencial, por exemplo,
outra coisa é se in...
Veja a imagem...
Exemplifique a
ordenação
hierárquica e a
posição estratégica
de um sistema
passivo e um
sistema ativo
Sistema Passivo + Posição Estratégica
Sistema Ativo + Posição Estratégica
Aula n.º 03
Parte única. Pesquisa em
Ergonomia/Metodologia de
Análise Ergonômica
Atividades preliminares da Pesquisa
• Definição dos Objetivos da Pesquisa; o que
se pretende fazer ou conhecer
• Levantame...
Variáveis
• Variáveis Independentes são aquelas que
podem ser deliberadamente manipuladas,
para verificar como influem no ...
Atenção!
Uma pesquisa ergonômica abrange um
sistema “homem-máquina-ambiente” (a
interrelação entre esses entes)
Nesse mome...
Análise Ergonômica
• A análise das condições de trabalho é
elemento essencial para o desenvolvimento
da Ergonomia – que só...
Análise Ergonômica
• Pode ser dividida em duas técnicas:
– A técnica objetiva (ou direta) se dá por meio do
registro das a...
Técnicas para coleta de dados
• Observação
– Direta e assistida
• Questionário
– Questões de múltipla escolha, abertas e d...
Roteiro para Análise Ergonômica
• São três os aspectos fundamentais de uma
Análise Ergonômica:
– Um “metaconhecimento”, es...
Hierarquia do Nível de
Metaconhecimento
Processamento do
Conhecimento
Dados do domínio
Conhecimento
Exemplo de roteiro
• Análise da demanda
• Definição das situações de trabalho a serem
estudadas
• Observações gerais e pre...
Exemplo de roteiro
• Observações detalhadas e sistemáticas
• Avaliação das exigências do trabalho
• Análise da atividade (...
Aula n.º 04
Parte única. Arranjo Físico e
Cálculo das Superfícies
Critérios para o Arranjo Físico
• Importância
• Frequência de uso
• Agrupamento funcional
• Sequência de uso
• Intensidade...
Cálculo das Superfícies
• SUPERFÍCIE ESTÁTICA (Se) = Superfície
que o equipamento projeta no chão 
equivale à área da “su...
Cálculo das Superfícies
• SUPERFÍCIE DE UTILIZAÇÃO (Su) = É a
área necessária em torno do posto de
trabalho para utilizaçã...
Cálculo das Superfícies
• SUPERFÍCIE DE CIRCULAÇÃO (Sc) = é a
área necessária para a circulação de
materiais entre postos ...
Para fazer...
Em grupos, simular o melhor arranjo físico
para a sua sala de aula, capaz de comportar
50 alunos (com os atu...
Aula n.º 05
Parte I. Biomecânica e Análise da
Postura
O que são?
• A biomecânica e a análise da postura
estudam, entre outros pontos, a interação
entre o trabalho e o homem sob...
Trabalho estático
• Exige uma contração contínua de algum
grupo muscular para manter o corpo ou parte
dele em uma determin...
Trabalho dinâmico
• Permite contrações e relaxamentos
alternados dos músculos
• É o mais recomendado, pois, nele, os
múscu...
Posturas do corpo
• Posição deitada
– Aqui gera demasiada concentração de tensão; o
sangue flui livremente, contribuindo p...
Posturas do corpo
• Posição sentada
– É a que exige atividade muscular do dorso e do
ventre. Aqui, praticamente todo o pes...
Posturas do corpo
• Posição de pé
– É altamente fatigante devido ao trabalho estático
da musculatura para manter a postura...
Aula n.º 05
Parte II. Antropometria
O que é?
• “Ciência que trata especificadamente das
medidas do corpo humano para determinar
diferenças em indivíduos e gru...
Um fato interessante!
• O mais completo tratado de arquitetura
remanescente da antiguidade, relacionado a
questões hoje di...
Diferenças individuais
• Existem três tipos básicos de indivíduos, os
endomorfos, os mesomorfos e os ectomorfos
– caracter...
Endomorfo
• Indivíduo de formas arredondadas
e macias, com grandes depósitos
de gorduras, com abdome grande
e cheio, apare...
Mesomorfo
• Mais musculoso e com formas
angulosas, com cabeça cúbica,
ombros e peitos largos e abdome
pequeno, apresentand...
Ectomorfo
• Tem de corpo e membros longos e
finos, com o mínimo de gordura e
músculos e ombros largos e
caídos, pescoço fi...
Por fim...
• Não se deve confundir, por exemplo, obesos
com endomorfos ou magros com ectomorfos,
devendo-se ater às caract...
Aula n.º 05
Parte III. Aferições
Antropométricas
Tabelas Antropométricas
• Dados básicos importantíssimos para a
concepção de produtos e ambientes
ergonomicamente adaptado...
Categorias de medidas antropométricas
• Antropometria estática  É aquela em que as
medidas se referem ao corpo humano par...
Categorias de medidas antropométricas
• Antropometria dinâmica  É aquela que
mede os alcances dos movimentos do corpo.
Os...
Categorias de medidas antropométricas
• Antropometria funcional  É aquela
relacionada com a execução de tarefas
específic...
Conceito de percentil
• Percentil é uma das formas mais usuais de se
trabalhar com projetos que utilizam dados
antropométr...
Conceito de percentil
• Quando se fala em percentil 5, por exemplo,
significa dizer que 5% dos indivíduos da
amostra têm d...
Conceito de percentil
• As variações de percentil podem ser
representadas por uma curva normal
Aula n.º 06
Parte única. Análise/Registro das
Tarefas e dos Movimentos
Análise da Tarefa
• Objetivo  para que serve a tarefa?
• Operador  que tipo de pessoa trabalhará no
posto?
• Característ...
Análise da Tarefa
• Condições operacionais  como se dá o
“trabalho”? quais as posturas, esforços,
condições etc.?
• Condi...
Registro das Tarefas
• Podem ser feitos de madeira cursiva ou
através de diagramas de fluxo
– O registro cursivo pode ser ...
Exemplo de diagrama de fluxo (cozinhar)
• Simbologia da ASME
Exemplo de diagrama de fluxo (cozinhar)
Registro dos Movimentos
• Existem diversas técnicas de registro, desde
os audiovisuais a registros mais simples,
como esbo...
Registro dos Movimentos
• O registro dos movimentos é feito em um
sistema de planos triortogonais (sagital,
coronal e tran...
Aula n.º 07
Parte I. Acessibilidade e
Arquitetura Inclusiva
Imaginem se todos tivessem...
• ...possibilidade e condição de alcance,
percepção e entendimento para a utilização
segura ...
Por isso...
• Acessibilidade são as condições e
possibilidades de alcance para utilização com
segurança e autonomia, de ed...
Desenho Universal
• “Desenho de produtos e ambientes para
serem utilizados por todas as pessoas, no
limite do possível, se...
Arquitetura Inclusiva
• Adaptação estrutural do ambiente às mais
diferentes características antropométricas,
biomecânicas,...
Exemplos de adaptações
• Ruas com rebaixamento de
meio-fio
• Calçadas com condições de
acesso, sem desníveis ou
danos, com...
Exemplos de adaptações
• Rampas de acesso entre a
calçada e a porta de
entrada da edificação, com
inclinação adequada e
co...
Exemplos de adaptações
• Faixas tácteis de
sinalização em elevadores
e nas bordas de escadas e
desníveis
• Elevadores com ...
Aula n.º 07
Parte II. Deficiência, Incapacidade
e Desvantagem
Entendendo as “diferenças”
Deficiência Incapacidade Desvantagem
Da linguagem, Da audição
(sensorial), Da visão
De falar, D...
Além disso...
• Há um outro público-alvo – incontável –
composto de portadores de necessidades
especiais, que não, necessa...
Aula n.º 08
Parte única. Aspectos legais
relacionados à Acessibilidade
Princípio legal
• Em 1975, a ONU aprova a chamada “Declaração
dos Direitos das Pessoas Deficientes”,
determinando que esta...
Base Constitucional
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção
de qualquer natureza, garantindo-se [...] a
invi...
Base Constitucional
Art. 37. A administração pública direta e indireta de
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
D...
Base Constitucional
Art. 203. A assistência social será prestada a quem
dela necessitar, independentemente de contribuição...
Base Constitucional
Art. 227. [...] § 2º – A lei disporá sobre normas de
construção dos logradouros e dos edifícios de uso...
Base Constitucional
Art. 244. A lei disporá sobre a adaptação dos
logradouros, dos edifícios de uso público e dos
veículos...
Legislação específica
• Lei nº 10.048/00
• Dá prioridade de atendimento às pessoas portadoras
de deficiência, aos idosos, ...
Principal Norma
• ABNT NBR 9050
– Promulgada em 31 de maio de 2004
– Válida desde 30 de junho de 2004
– Estabelece normas ...
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  1. 1. Arquitetura e Urbanismo CESED/Facisa Ergonomia João Ademar de Andrade Lima www.joaoademar.com
  2. 2. Aula n.º 01 Parte I. Apresentação
  3. 3. Ementa • Ergonomia como ciência. Conceito, História e Classificação. Antropometria e Biomecânica. Metodologia de Análise Ergonômica e Análise da Tarefa. Metodologia de Projeto de Produto. Posto de Trabalho. Projeto de Posto de Trabalho. Fundamentos de Acessibilidade e Desenho Universal.
  4. 4. Objetivos Gerais • Desenvolver métodos e técnicas de aplicações ergonômicas nos projetos de arquitetura. Aperfeiçoar o senso crítico na análise biofisiológica no processo de projetação arquitetônica, inserindo o homem como elemento essencial e requisito projetual indispensável. Aplicar conceitos de Desenho Universal e Arquitetura Inclusiva.
  5. 5. Programação • Conceituação, História e Classificação da Ergonomia • Abordagem Ergonômica de Sistemas (Sistema Homem-Máquina) • Análise Ergonômica • Arranho Físico e Cálculo das Superfícies
  6. 6. Programação • Antropometria e Biomecânica: Trabalho Estático e Dinâmico • Posturas e Análise da Postura • Medidas Antropométricas e Antropometria Dinâmica e Funcional • Critérios para Aplicação de dados Antropométricos • Acessibilidade (Arquitetura Inclusiva)
  7. 7. Metodologia • Aulas expositivas e dialogadas • Estudos práticos • Exibição de filmes Avaliação • Trabalhos em grupo • Avaliação individual
  8. 8. Aula n.º 01 Parte II. Introdução à Ergonomia
  9. 9. Dados históricos • Empiricamente, desde que o homem é homem! • Como ciência, a partir da Segunda Guerra Mundial – “Ergonomic Research Society” – Sociedade de Pesquisa em Ergonomia – 12 de julho de 1949
  10. 10. Significado • ERGON (Trabalho) + NOMOS (Regra) – EUA e Canadá = “human factors” (fatores humanos)  preocupa-se principalmente com os aspectos físicos acerca da interface homem- máquina, nos pontos de vista anatômicos, antropométricos, fisiológicos e sensoriais, com o objetivo de dimensionar as estações de trabalho, através da simulação em laboratórios
  11. 11. Significado – Já a Ergonomia europeia privilegia as atividades do operador, enfatizando desde o entendimento da tarefa aos mecanismos de seleção de informações, de resolução de problemas e de tomada de decisões, através da observação do trabalhador em condições reais
  12. 12. Conceitos • “Conjunto dos conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários para concepção de ferramentas, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com máximo de conforto, de segurança e de eficácia” (Alain Wisner) • “Tecnologia projetual das comunicações entre homens e máquinas, trabalho e ambiente” (Anamaria de Moraes)
  13. 13. Conceitos • “Corpo de conhecimentos sobre as habilidades humanas, limitações humanas e outras características humanas que são relevantes para o design” (Alphonse Chapanis) • “Tem como objeto as comunicações entre homens e ‘máquinas’, o homem como usuário, consumidor, operador, controlador, trabalhador” (Jacques Régnier)
  14. 14. Conceitos • “Conjunto de conhecimentos a respeito do desempenho do ser humano em atividade, a fim de aplicá-los à concepção de tarefas, dos instrumentos, das máquinas e dos sistemas de produção” (Antonie Laville) • “Estudo da adaptação do trabalho ao ser humano” (Itiro Iida)
  15. 15. Conceitos • “Uma ciência interdisciplinar” (Etiane Grandjean)  vide gráfico de Hubault
  16. 16. Conceitos • “Estudo científico das relações entre o homem e o seu ambiente de trabalho” (Hywel Murrell) • “Se aplica ao projeto de máquinas, equipamentos, sistemas e tarefas, com o objetivo de melhorar a segurança, saúde, conforto e eficiência no trabalho” (Jan Dul & Bernard Weerdmeester)
  17. 17. Conceitos • “Estudo do relacionamento entre o ser humano o seu trabalho, equipamento e ambiente, e particularmente, a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia, na solução de problemas surgidos neste relacionamento” (Ergonomics Research Society – UK)
  18. 18. Conceitos • “Estudo científico da relação entre o homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho, mediante a contribuição de diversas disciplinas, dentro de uma perspectiva de aplicação, que visa resultar em uma melhor adaptação ao homem dos meios tecnológicos e dos ambientes de trabalho e de vida” (International Ergonomics Association, IEA)
  19. 19. Conceitos • “Estudo da adaptação do trabalho às características fisiológicas e psicológicas do ser humano” (Associação Brasileira de Ergonomia, ABERGO)
  20. 20. Objetivos da Ergonomia “Clássica” • Redução dos acidentes de trabalho • Redução dos custos decorrentes de incapacidade dos trabalhadores • Aumento da produção • Melhoramento da qualidade do trabalho • Diminuição do absenteísmo • Aplicação das normas existentes • Diminuição das perdas de matéria-prima
  21. 21. Campos de atuação • Ergonomia de Produto  Se ocupa da investigação do projeto dos objetos e utensílios dos quais o homem se utiliza para realizar o seu trabalho • Ergonomia de Produção  De caráter mais amplo, investiga as condições nas quais o trabalho humano é realizado (definição chave para o entendimento do conceito de análise ergonômica)
  22. 22. Ergonomia de Concepção • Ocorre na fase inicial do projeto, onde as alternativas projetuais podem ser amplamente examinadas • É a que exige maior conhecimento e experiência do projetista, visto que as decisões são tomadas, muitas vezes, acerca de situações hipotéticas, o que requer testes, experimentos e simulações através de modelos funcionais
  23. 23. Ergonomia de Correção • Ocorre quando a contribuição se faz em situações reais, já existentes, para solucionar desde problemas físicos a psicológicos das pessoas através, por exemplo, do redesenho, ou até substituição total, de máquinas e postos de trabalho
  24. 24. Ergonomia de Conscientização • Ocorre da necessidade de atuação proativa dos próprios trabalhadores, como agentes de mudança e de melhoria da qualidade de vida no trabalho, através da conscientização dos operários por meio de cursos, treinamentos e recomendações técnicas, ensinando-os a reconhecer fatores de risco e a trabalhar e usar a máquina de forma segura e confortável
  25. 25. Para pensar... “Cada elemento arquitetônico pode desempenhar papel singular dependendo da sua articulação com outros elementos, e portanto, cada edificação revela-se como obra única no sentido das conexões que realiza entre os indivíduos que habitam e o meio”
  26. 26. Pra fazer... Gerar um conceito próprio de ergonomia, sob a ótica da arquitetura, e exemplificar, em situações reais, problemas arquitetônicos que podem ser solucionados por meio da intervenção ergonômica
  27. 27. Aula n.º 02 Parte única. Abordagem Ergonômica de Sistemas
  28. 28. Sistemas • Conjunto de elementos (ou subsistemas) que se interagem entre si, com um objetivo comum • Todo sistema obedece uma sequência lógica de entrada, processamento e saída ENTRADA PROCESSO SAÍDA META
  29. 29. Classificação quanto à intervenção • Sistema aberto  É aquele que depende ou admite interferência externa para atingir a meta, já que é desprovido de mecanismo para realizar ações não programadas ENTRADA PROCESSO SAÍDA META Interferência Externa
  30. 30. Classificação quanto à intervenção • Sistema fechado  É aquele provido de realimentação, pré-programado para corrigir possíveis falhas sem interferência externa ENTRADA PROCESSO SAÍDA META Realimentação (Feed Back)
  31. 31. Classificação quanto à natureza • Sistemas passivos  Não executa qualquer ação, ou seja, não processa qualquer tipo de energia ou mecanismos, havendo apenas uma interação entre os elementos, que agem passivamente para atingir a meta ou a missão. Uma simples cadeira, por exemplo, não executa ação ativa alguma para atingir sua meta, que consiste em manter o corpo humano numa dada postura
  32. 32. Classificação quanto à natureza • Sistemas ativo  Aquele em que as partes interagem entre si e executam uma ação para atender sua meta ou missão, por meio de uma entrada e de uma saída, com o processamento de transformação de entrada em saída feito por meio de algum tipo de aplicação de energia. As máquinas, de uma maneira geral, são sistemas ativos
  33. 33. Classificação quanto à natureza • Sistemas interativo  Interage com o homem através de um mecanismo de estímulo e resposta, tendo, como exemplo, os computadores e calculadoras
  34. 34. Componentes do sistema • Sistema Alvo  Sistema foco de estudo, constituído de subsistemas e elementos • Subsistema  Sistema parte do sistema maior, que se interage com outros subsistemas e elementos do sistema maior • Sub-subsistemas  Sistema de um subsistema maior, que se interage com outros subsistemas, sub-subsistemas...
  35. 35. Componentes do sistema • Elementos  Menor parte de um sistema ou subsistema que se interagem entre si • Funções  Ações que um sistema, subsistemas, sub-subsistemas ou elementos desempenham para atingir suas metas • Fronteira do Sistema  Limite físico ou visual do sistema e seu processamento de entrada/saída, incluindo o usuário
  36. 36. Hierarquia de Sistemas • Ecossistema  Contém o supra-sistema • Supra-sistema  Contém o sistema-alvo • Sistema-alvo  FOCO • Subsistema  Parte identificada de forma estruturada que integra o sistema-alvo • Sub-subsistema  Parte identificada que subdivide o subsistema • Elemento  Menor parte de um sistema
  37. 37. Hierarquia de Sistemas Ecossistema Supra-sistema Sistema-alvo Subsistema Subsistema Sub-subsistema Sub-subsistema Elemento Elemento
  38. 38. Posições em série e paralelas • Sistema em série  Sistema dependente de outro sistema para operação de entrada e saída • Sistema paralelo  Sistema independente de outros sistemas que atua em paralelo ao sistema-alvo • Sistema paralelo redundante  Onde mais de um elemento executa a mesma função
  39. 39. Para pensar... Uma boa “abordagem ergonômica de sistemas” é base e condição para se focalizar quaisquer intervenções no âmbito da arquitetura, de modo pontual e preciso Como? Entendendo a sua natureza, seus níveis de intervenção, seus componentes, sua hierarquia e posição estratégica
  40. 40. Para pensar... Uma coisa é se estudar como sistema-alvo a pia de um banheiro residencial, por exemplo, outra coisa é se intervir no vaso sanitário, no chuveiro, na posição dos interruptores etc. Vejamos alguns exemplos... Base para um bom exercício
  41. 41. Veja a imagem... Exemplifique a ordenação hierárquica e a posição estratégica de um sistema passivo e um sistema ativo
  42. 42. Sistema Passivo + Posição Estratégica
  43. 43. Sistema Ativo + Posição Estratégica
  44. 44. Aula n.º 03 Parte única. Pesquisa em Ergonomia/Metodologia de Análise Ergonômica
  45. 45. Atividades preliminares da Pesquisa • Definição dos Objetivos da Pesquisa; o que se pretende fazer ou conhecer • Levantamento do “Estado da Arte”; se os resultados pretendidos ainda não estão disponíveis • Elaboração do Projeto de Pesquisa – Contextualização – Problematização – Definição de Variáveis
  46. 46. Variáveis • Variáveis Independentes são aquelas que podem ser deliberadamente manipuladas, para verificar como influem no desempenho do sistema • Variáveis Dependentes são aquelas que dependem do tipo de interação entre os elementos que compõem o sistema e os resultados que o mesmo provocará; em regra, recaem no tempo, em erros ou em consequências fisiológicas
  47. 47. Atenção! Uma pesquisa ergonômica abrange um sistema “homem-máquina-ambiente” (a interrelação entre esses entes) Nesse momento inicial do curso, quer-se estudar (como área da arquitetura) a interrelação “máquina-ambiente”
  48. 48. Análise Ergonômica • A análise das condições de trabalho é elemento essencial para o desenvolvimento da Ergonomia – que só existe se houver uma Análise Ergonômica – e se realiza para avaliar o entorno de um posto de trabalho, com vistas a determinar riscos, observar excessos, propor mudanças de melhoria etc. • Está tradicionalmente ligada à Ergonomia de Correção
  49. 49. Análise Ergonômica • Pode ser dividida em duas técnicas: – A técnica objetiva (ou direta) se dá por meio do registro das atividades ao longo de um período pré-determinado de tempo, através de observações – “a olho nu” e/ou assistida por meio audiovisual – A técnica subjetiva (ou indireta) é composta por questionários, check-lists e entrevistas
  50. 50. Técnicas para coleta de dados • Observação – Direta e assistida • Questionário – Questões de múltipla escolha, abertas e de escala • Entrevista – Estruturada, semi-estruturada e não estruturada
  51. 51. Roteiro para Análise Ergonômica • São três os aspectos fundamentais de uma Análise Ergonômica: – Um “metaconhecimento”, especificado com base na situação de trabalho a ser abordada pela pesquisa proposta; – Dados coletados, que visam a validação, ou não, das hipóteses previamente formuladas; – Processamento e análise desses dados.
  52. 52. Hierarquia do Nível de Metaconhecimento Processamento do Conhecimento Dados do domínio Conhecimento
  53. 53. Exemplo de roteiro • Análise da demanda • Definição das situações de trabalho a serem estudadas • Observações gerais e preliminares • Pré-diagnóstico • Levantamento de hipóteses • Plano de observação
  54. 54. Exemplo de roteiro • Observações detalhadas e sistemáticas • Avaliação das exigências do trabalho • Análise da atividade (ou análise da tarefa) • Diagnóstico (global e local) • Recomendações
  55. 55. Aula n.º 04 Parte única. Arranjo Físico e Cálculo das Superfícies
  56. 56. Critérios para o Arranjo Físico • Importância • Frequência de uso • Agrupamento funcional • Sequência de uso • Intensidade de fluxo • Ligações preferenciais
  57. 57. Cálculo das Superfícies • SUPERFÍCIE ESTÁTICA (Se) = Superfície que o equipamento projeta no chão  equivale à área da “superfície”
  58. 58. Cálculo das Superfícies • SUPERFÍCIE DE UTILIZAÇÃO (Su) = É a área necessária em torno do posto de trabalho para utilização pelo usuário e para depósito de material necessário à execução das operações  equivale à Se multiplicada pelo número de lados utilizados pelo operador ou para o depósito do material (N), ou seja: Su = Se  N
  59. 59. Cálculo das Superfícies • SUPERFÍCIE DE CIRCULAÇÃO (Sc) = é a área necessária para a circulação de materiais entre postos de trabalho  equivale à soma das superfícies estática e de utilização multiplicado ao chamado coeficiente de circulação k, que varia de 0,5 a 3 (o valor mais adotado é 1,5), ou seja: Su = k(Se + Su)
  60. 60. Para fazer... Em grupos, simular o melhor arranjo físico para a sua sala de aula, capaz de comportar 50 alunos (com os atuais modelos de prancheta), levando em consideração as suas superfícies estáticas, de utilização e de circulação (com coeficiente k = 1,5) O espaço disponível é adequado a essa quantidade de alunos? Se não, qual a quantidade máxima?
  61. 61. Aula n.º 05 Parte I. Biomecânica e Análise da Postura
  62. 62. O que são? • A biomecânica e a análise da postura estudam, entre outros pontos, a interação entre o trabalho e o homem sob o ponto de vista dos movimentos envolvidos e suas consequências • Existem dois tipos básicos de manifestação do trabalho: o trabalho estático e o trabalho dinâmico
  63. 63. Trabalho estático • Exige uma contração contínua de algum grupo muscular para manter o corpo ou parte dele em uma determinada posição • É um trabalho altamente fatigante e, sempre que possível, deve ser evitado
  64. 64. Trabalho dinâmico • Permite contrações e relaxamentos alternados dos músculos • É o mais recomendado, pois, nele, os músculos recebem mais oxigênio, aumentando, assim, a resistência à fadiga
  65. 65. Posturas do corpo • Posição deitada – Aqui gera demasiada concentração de tensão; o sangue flui livremente, contribuindo para eliminar os resíduos do metabolismo e as toxinas dos músculos, provocadores de fadiga. É a postura mais recomendada para repouso, contudo, nos casos em que essa posição é requisitada para algum tipo de trabalho (manutenção de alguma peça mecânica, num automóvel, por exemplo), ela passa a ser altamente fatigante
  66. 66. Posturas do corpo • Posição sentada – É a que exige atividade muscular do dorso e do ventre. Aqui, praticamente todo o peso do corpo é suportado pela pele que cobre o osso ísquio, nas nádegas, com consumo energético de 3 a 10% maior que em relação à posição deitada. Uma postura ligeiramente inclinada para frente é mais natural e menos fatigante que a postura ereta
  67. 67. Posturas do corpo • Posição de pé – É altamente fatigante devido ao trabalho estático da musculatura para manter a postura, com maior resistência do coração para bombear o sangue aos extremos do corpo. O trabalho dinâmico ajuda a diminuir a fadiga, assim como a disponibilidade de apoios para mãos e braços
  68. 68. Aula n.º 05 Parte II. Antropometria
  69. 69. O que é? • “Ciência que trata especificadamente das medidas do corpo humano para determinar diferenças em indivíduos e grupos” (Julius Panero & Martin Zelnik) • Base fundamental para as aplicações ergonômicas
  70. 70. Um fato interessante! • O mais completo tratado de arquitetura remanescente da antiguidade, relacionado a questões hoje ditas “antropométricas”, foi desenvolvido por Vitrúvio, que viveu na Roma do século I a.C. • Esse estudo foi revivificado no renascimento, especialmente com o célebre desenho “L’Uomo di Vitruvio” ( 1490), de Leonardo Da Vinci, baseado em sua teoria
  71. 71. Diferenças individuais • Existem três tipos básicos de indivíduos, os endomorfos, os mesomorfos e os ectomorfos – características dominantes, contudo não absolutas, estando também presentes de forma concomitante nas pessoas (por exemplo, com indivíduos endomorfo- ectomorfo, ectomorfo-mesomorfo, mesomorfo-endomorfo e assim por diante)
  72. 72. Endomorfo • Indivíduo de formas arredondadas e macias, com grandes depósitos de gorduras, com abdome grande e cheio, aparentando o tórax relativamente pequeno, com braços e pernas curtos e flácidos e cabeças e ombros arredondados
  73. 73. Mesomorfo • Mais musculoso e com formas angulosas, com cabeça cúbica, ombros e peitos largos e abdome pequeno, apresentando pouca gordura subcutânea
  74. 74. Ectomorfo • Tem de corpo e membros longos e finos, com o mínimo de gordura e músculos e ombros largos e caídos, pescoço fino e comprido, rosto magro, queixo recuado, testa alta e com tórax e abdome estreitos e finos
  75. 75. Por fim... • Não se deve confundir, por exemplo, obesos com endomorfos ou magros com ectomorfos, devendo-se ater às características específicas de cada biotipo • Também convém ressaltar que vários fatores influenciam nas diferenças individuais, tais como o sexo, a idade, a etnia etc.
  76. 76. Aula n.º 05 Parte III. Aferições Antropométricas
  77. 77. Tabelas Antropométricas • Dados básicos importantíssimos para a concepção de produtos e ambientes ergonomicamente adaptados a seus usuários, com medidas essenciais para a boa realização de qualquer projeto que tenha o homem como agente e alvo • Quais projetos arquitetônicos têm o homem como agente e alvo? TODOS!
  78. 78. Categorias de medidas antropométricas • Antropometria estática  É aquela em que as medidas se referem ao corpo humano parado ou com poucos movimentos. É aplicada em projetos de ambientes e de postos de trabalho sem partes móveis ou com pouca mobilidade. Nesse caso, pode-se usar a grande maioria das tabelas antropométricas já disponíveis
  79. 79. Categorias de medidas antropométricas • Antropometria dinâmica  É aquela que mede os alcances dos movimentos do corpo. Os movimentos de cada parte do corpo são medidos, mantendo-se o restante do corpo estático, tomando-se medidas de alcance angular e linear e os limites do próprio corpo
  80. 80. Categorias de medidas antropométricas • Antropometria funcional  É aquela relacionada com a execução de tarefas específicas, com a tomada de medidas de um conjunto de movimentos simultâneos necessários para execução de uma tarefa. O alcance das mãos, por exemplo, não se limita ao movimento dos braços, mas também o dos ombros, do tronco e das costas
  81. 81. Conceito de percentil • Percentil é uma das formas mais usuais de se trabalhar com projetos que utilizam dados antropométricos para atender características dimensionais de usuários • Pode ser é entendido como um valor que divide a frequência total em 100 partes iguais, expressando a percentagem de pessoas pertencentes a uma população que tem uma dimensão corporal de certa medida
  82. 82. Conceito de percentil • Quando se fala em percentil 5, por exemplo, significa dizer que 5% dos indivíduos da amostra têm dimensões inferiores ao padrão estipulado, assim como o percentil 95 significa que apenas 5% dos indivíduos têm dimensões superiores a este padrão • Assim, não é uma relação de porcentagem, mas um valor que nos remete a uma noção de posição de um dado em relação ao todo
  83. 83. Conceito de percentil • As variações de percentil podem ser representadas por uma curva normal
  84. 84. Aula n.º 06 Parte única. Análise/Registro das Tarefas e dos Movimentos
  85. 85. Análise da Tarefa • Objetivo  para que serve a tarefa? • Operador  que tipo de pessoa trabalhará no posto? • Características técnicas  quais os utensílios /máquinas/equipamentos envolvidos? • Aplicações  Localização do posto dentro do supra-sistema e sua duração (em caso de não intermitente)
  86. 86. Análise da Tarefa • Condições operacionais  como se dá o “trabalho”? quais as posturas, esforços, condições etc.? • Condições ambientais  como é o ambiente físico em torno do porto de trabalho (temperatura, ruído, umidade etc.)? • Condições organizacionais  horários, turnos, trabalho em grupo etc.?
  87. 87. Registro das Tarefas • Podem ser feitos de madeira cursiva ou através de diagramas de fluxo – O registro cursivo pode ser mais detalhado e mais preciso, contudo é de mais difícil leitura – O registro de fluxo é mais difícil de ser detalhado, mas é de mais fácil leitura, sendo muito útil em manuais e pôsteres informativos, por exemplo
  88. 88. Exemplo de diagrama de fluxo (cozinhar) • Simbologia da ASME
  89. 89. Exemplo de diagrama de fluxo (cozinhar)
  90. 90. Registro dos Movimentos • Existem diversas técnicas de registro, desde os audiovisuais a registros mais simples, como esboços feitos diretamente no papel, inclusive com o auxílio dos gabaritos antropométricos
  91. 91. Registro dos Movimentos • O registro dos movimentos é feito em um sistema de planos triortogonais (sagital, coronal e transversal)
  92. 92. Aula n.º 07 Parte I. Acessibilidade e Arquitetura Inclusiva
  93. 93. Imaginem se todos tivessem... • ...possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização segura e autônoma de edificações, espaços, mobiliários e equipamentos urbanos • ...como ir e vir com segurança e autonomia • ...o direito de usar os espaços e serviços que a cidade oferece, independente da capacidade de cada um
  94. 94. Por isso... • Acessibilidade são as condições e possibilidades de alcance para utilização com segurança e autonomia, de edificações (públicas e privadas), seus espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, proporcionando a maior independência possível ao cidadão deficiente ou àqueles com necessidades especiais (permanentes ou temporárias)
  95. 95. Desenho Universal • “Desenho de produtos e ambientes para serem utilizados por todas as pessoas, no limite do possível, sem a necessidade de adaptação ou desenho especializado” (Charles Wright) • Modo de concepção de projeto de espaços e produtos aptos a utilização pelo maior número de usuários possíveis
  96. 96. Arquitetura Inclusiva • Adaptação estrutural do ambiente às mais diferentes características antropométricas, biomecânicas, psicológicas etc. do usuário, quer portador de deficiência, quer portador de necessidade especial (inclusive temporária) • A seguir, exemplos de adaptações arquiteturais que visem a acessibilidade:
  97. 97. Exemplos de adaptações • Ruas com rebaixamento de meio-fio • Calçadas com condições de acesso, sem desníveis ou danos, com piso antiderrapante e sem interferência da vegetação • Pontos de ônibus adequados, com rampas e faixas de pedestres • Vagas reservadas a pessoas com deficiência, com símbolo internacional de acesso horizontal e vertical, próximas à entrada principal da edificação • Rampas de acesso da vaga para a calçada devidamente desobstruída
  98. 98. Exemplos de adaptações • Rampas de acesso entre a calçada e a porta de entrada da edificação, com inclinação adequada e corrimão • Larguras das portas principais e de serviços suficientes para passar uma cadeira de rodas • Alturas compatíveis de balcões e mesas • Sanitários adequados • Cadeira de rodas disponível • Telefones rebaixados e outros destinados a pessoas com deficiência auditiva • Sinalizações tácteis ou referências para pessoas com deficiência visual • Sinais luminosos
  99. 99. Exemplos de adaptações • Faixas tácteis de sinalização em elevadores e nas bordas de escadas e desníveis • Elevadores com botoeiras em braile e indicações sonoras • Etc.
  100. 100. Aula n.º 07 Parte II. Deficiência, Incapacidade e Desvantagem
  101. 101. Entendendo as “diferenças” Deficiência Incapacidade Desvantagem Da linguagem, Da audição (sensorial), Da visão De falar, De ouvir (comunicação), De ver Na orientação Músculo-esquelética (física) De órgãos (orgânica) De andar (de locomoção), De assegurar subsistência no lar (posição do corpo e destreza), De realizar a higiene pessoal, De se vestir (cuidado pessoal), De se alimentar Na independência física, Na mobilidade, Nas atividades da vida diária Intelectual (Mental), Psicológica De aprender, De perceber (aptidões particulares), De memorizar, De relacionar- se (comportamento), De ter consciência Na capacidade ocupacional, Na Integração social
  102. 102. Além disso... • Há um outro público-alvo – incontável – composto de portadores de necessidades especiais, que não, necessariamente, sejam deficientes, também chamadas “Pessoa com Mobilidade Reduzida” – Exemplos: • Gestantes e/ou com crianças de colo • Idosos • Obesos • Engessados ...
  103. 103. Aula n.º 08 Parte única. Aspectos legais relacionados à Acessibilidade
  104. 104. Princípio legal • Em 1975, a ONU aprova a chamada “Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes”, determinando que estas têm os mesmos direitos civis e políticos que outros seres humanos (pressuposto jurídico da isonomia legal), o que não significa a não ocorrência de tratamento diferenciado em situações específicas “Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que eles se desigualam” Rui Barbosa
  105. 105. Base Constitucional Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se [...] a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...] Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: [...] XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência; [...]
  106. 106. Base Constitucional Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: [...] VIII – a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; [...]
  107. 107. Base Constitucional Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: [...] IV – a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; [...]
  108. 108. Base Constitucional Art. 227. [...] § 2º – A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. [...]
  109. 109. Base Constitucional Art. 244. A lei disporá sobre a adaptação dos logradouros, dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo atualmente existentes a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 227, § 2º.
  110. 110. Legislação específica • Lei nº 10.048/00 • Dá prioridade de atendimento às pessoas portadoras de deficiência, aos idosos, às gestantes, às lactantes e às pessoas acompanhadas por crianças de colo • Lei nº 10.098/00 • Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida • Decreto nº 5.296/04 • Regulamenta as leis acima
  111. 111. Principal Norma • ABNT NBR 9050 – Promulgada em 31 de maio de 2004 – Válida desde 30 de junho de 2004 – Estabelece normas gerais para a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência a edificações, espaço, mobiliário e equipamento urbanos

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