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Origem das Codornas
 

Origem das Codornas

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Relatos e estudos afirmam que muitas aves se extinguiram antes mesmo que pudessem ser estudadas pela ciência. Hipoteses e citações das que puderam ser estudadas, por restos completamente ...

Relatos e estudos afirmam que muitas aves se extinguiram antes mesmo que pudessem ser estudadas pela ciência. Hipoteses e citações das que puderam ser estudadas, por restos completamente fossializados (subfóssil), afirmam que muitos poderiam conter materiais orgânicos suficientes para análises moleculares, afim de prover pistas adicionais para resolver suas relações taxonômicas.
Em nossas leituras, notamos que autores de estudos das extinções, são categoricos em afimar as coincidencias com a expansão do homem (Homo sapiens), em muitos casos (mas não em todos) fatores antropogênicos podem ter tido papel crucial em suas extinções, seja pela caça (cinegética), alterações de habitats, ou até mesmo, por introdução de predadores.O grande número dessas espécies são de ilhas oceânicas, especialmente na Polinésia. Nos táxons de aves, por exemplo, evoluíram em ilhas oceânicas e que eram geralmente mais vulneráveis á caça ou predação por mamiferos – animais comumente introduzido por humanos. Muitas dessas aves, evoluíram em um ambiente, pela ausencia desses mamíferos e que muitas perderam a capacidade de vôo.

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    Origem das Codornas Origem das Codornas Document Transcript

    • Animais domésticos - Origem das codornas João Felix Vieira – Técnico em Agropecuária. Introdução Relatos e estudos afirmam que muitas aves se extinguiram antes mesmo que pudessem ser estudadas pela ciência. Hipoteses e citações das que puderam ser estudadas, por restos completamente fossializados (subfóssil), afirmam que muitos poderiam conter materiais orgânicos suficientes para análises moleculares, afim de prover pistas adicionais para resolver suas relações taxonômicas. Em nossas leituras, notamos que autores de estudos das extinções, são categoricos em afimar as coincidencias com a expansão do homem (Homo sapiens), em muitos casos (mas não em todos) fatores antropogênicos podem ter tido papel crucial em suas extinções, seja pela caça (cinegética), alterações de habitats, ou até mesmo, por introdução de predadores.O grande número dessas espécies são de ilhas oceânicas, especialmente na Polinésia. Nos táxons de aves, por exemplo, evoluíram em ilhas oceânicas e que eram geralmente mais vulneráveis á caça ou predação por mamiferos – animais comumente introduzido por humanos. Muitas dessas aves, evoluíram em um ambiente, pela ausencia desses mamíferos e que muitas perderam a capacidade de vôo. Há uma lista dos táxons que se extinguiram no final do Quaternário – Holoceno e final do Pleistoceno - , antes do período global de exploração científica que iniciou-se a partir de 1500 d.C. Mais precisamente, suas extinções coincidem com a expansão e evolução do homem , entre 40.000 a.C. e 1500 d.C. Dessa lista, por exemplo, é citado um fóssil da espécie do Oligoceno no suldoeste da Europa Central que foi descrito como Coturnix gallica. Outro, Coturnix donnezani, foi generalizada no Plioceno antecipada para Early Pleistoceno Europa e a Coturnix gomerae (pré histórico), que não conseguimos localizar citações e/ou estudos de sua origem. O Professor Octavio Domingues (1968), em Introdução á Zootecnia, relata que o homem mantem em domesticidade em numero de onze, as aves domesticas, dentre as quais a galinha (Gallus domesticus Auct.), que sobressaiu dentre as demais aves, pela sua importancia e extrema disseminação. Domingues não cita, porém, as codornas (Brasil), ou codorniz (Portugal). Há complexidade com abundancia de informações e taxonomia confusa sobre essas aves, descrita pela primeira vez por Linnaeus em seu Systema Naturae, em 1758 como Tetrao coturnix. No entanto, muitos foram os estudos, para melhor entender as aves que ali foram surgindo, seguindo a taxonomia cientifica de Linnaeus, sendo organizados, por Classe, Ordem, Família, Subfamília, Gênero, Espécies e Subespécies. Comumente algumas aves chamadas de codorna, são aves da ordem dos Galliformes, no entanto, algumas espécies do grupo dos Tinamiformes também são popularmente chamadas por esse nome, A ordem Tinamiformes é representada por uma única família, a Tinamidae, que são aves de aparência galinácea, representante de um dos mais antigos grupos de aves do continente americano, com registros fósseis procedendo do Mioceno da Argentina, com 47 espécies, divididos em 9
    • gêneros, a maioria conhecidos, como codornas ou Inhambus, ou ainda, como exemplo a Codorna-comum (Nothura maculosa) encontradas no Brasil. Entretanto, é necessário não confundir este grupo com a verdadeira codorna, explorada comercialmente (Coturnix coturnix) que é um membro da ordem dos Galliformes. Então da ordem dos Galliformes, Subespécies e distribuição, temos: • Coturnix (Linnaeus, 1758) – Ilhas britânicas, África, Índia e Rússia e, possivelmente, em Bangladesh; • Confisa (Hartert, 1917) - Das Canárias, Madeira e Açores; • Inopinata (Hartert, 1917) – De Cabo Verde; • Coturnix novaezelandiae (Quoy & Gaimard, 1830) - Era uma espécie de codorniz da Nova Zelândia. Eram caçadas por suas penas vibrantes. Uma das principais causas da sua extinção foi a introdução de espécies invasoras de predadores, para as quais não se encontravam minimamente adaptadas, • Africana (Temminck & Schlegel, 1849) – Da África subsariana, da Etiópia e Uganda , Angola e África do Sul (Província do Cabo), e também Madagáscar e Ilhas Comores, sul do Zaire, norte da Namíbia e oeste de Zâmbia; • Coturnix coturnix conturbans (Hartert, 1917) – Dos Açores. Da lista das espécies, temos: Coturnix japônica, Coturnix coturnix, Coturnix delegorguei, Coturnix coromandelica, Coturnix pectoralis, Coturnix novaezelandiae - extinto (1875), Coturnix ypsilophora, Coturnix chinensis, Coturnix adansonii e Coturnix gomerae - pré-histórica, que não encontramos fontes seguras para melhor descrever. Devemos citar a Perdiz Perdix hodgsoniae (Hodgson, 1857), também chamadas erroneamanente de codorna, algumas espécies de aves galiformes pertencentes à família Phasianidae ( Com seus Generos: Perdix, Alectoris, Lerwa, Bambusicola, Ptilopachus, Rollulus, Haematortyx, Caloperdix, Arborophila, Xenoperdix, Melanoperdix), que também inclui o faisão. Algumas espécies de perdizes, como a Perdiz-cinzenta (Perdix perdix) de origem Europeia e Ásiatica; Perdiz-vermelha (Alectoris rufa) de origem Europa Ocidental. Dessas, as Rhynchotus rufescens da América do Sul, conhecida por perdiz é, tecnicamente, de Ordem Tinamídeo. A codorna pertence à ordem das Galináceas, família das Faisánidas, subfamília dos Perdicinae e do gênero Coturnix, existindo grandes quantidades de espécies, a mais conhecida e difundida é a Coturnix Coturnix, conhecida como codorna européia ou selvagem. Atualmente, três espécies de codornas estão disponíveis para a exploração da coturnicultura industrial: a codorna americana ou a Bob White quail (Colinus virginianus) – estudada no Brasil, pelo Médico Veterinário Professor Marcio Infante Vieira, publicando livro em 1991 - a japonesa (Coturnix coturrnix japonica) e a européia (Coturnix coturnix coturnix). Essas aves possuem características peculiares que direcionam suas aptidões para carne (européia e
    • americana) ou ovos (japonesa). Entre a espécie e as subespécies mencionadas, a japonesa é a mais difundida mundialmente. Contudo, a criação e manejo de codornas européias também tem sido muito difundida no Brasil, principalmente por pequenos e médios produtores, para produção de carne e ovos. Essas aves são maiores que as da subespécie japonesa e chegam (as fêmeas) a pesar de 280 a 300 g quando adultas, sendo 80 a 100% mais pesadas, o que resulta em maior consumo de ração (Albino & Barreto, 2003). Com a introdução desta ave no Japão e através de cruzamentos (experimentos científicos), surgiu então a subespécie Coturnix coturnix japonica, conhecida como codorna japonesa ou doméstica. O que diferencia a codorna européia da codorna japonesa é o peso quando na fase adulta, sendo a primeira a mais indicada para corte devido ao seu maior peso (170g aproximadamente), enquanto que a codorna japonesa atinge pesos menores na fase adulta (150g), fato compensado por sua alta postura de ovos. No Brasil as codornas foram introduzidas pelos imigrantes, principalmente os europeus e os japoneses, estes últimos que ainda são os principais responsáveis pela produção nacional, sendo ainda, na melhor hipótese, a “salva- guarda” no complemento da alimentação e da renda familiar de brasileiros, pelo fácil manejo e comercialização das pequenas granjas. Codorna domestica: Características e Manejo: Características: 1. A cabeça possui grande mobilidade porque o pescoço, curto, permite uma rotação quase que completa. Os ossos são frágeis. O tronco é redondo e resistente, mal desenvolvido nas fêmeas, Quando adulta, a ave mede de 11 a 13 centímetros de altura. As penas têm tonalidade cinzento-acastanhada e castanho esbranquiçada. Pela coloração das penas peitorais é possível definir o sexo da ave, Quando adulta, a ave mede de 11 a 13 centímetros de altura. As penas têm tonalidade cinzento-acastanhada e castanho esbranquiçada. Pela coloração das penas peitorais é possível definir o sexo da ave: o macho apresenta coloração relativamente uniforme, e a fêmea é ligeiramente branca, com pintas pretas no peito, esta diferenciação pode ser observada após 14 dias de vida, quando as aves já apresentarem as penas do peito; 2. Outra característica de diferenciação é peso maior das fêmeas em relação aos machos, isso ocorre devido ao elevado peso do aparelho reprodutivo das fêmeas, muito desenvolvido, podendo representar 10% do seu peso vivo. As codornas ainda apresentam as seguintes características: Crescimento rápido - em poucas semanas atinge peso adulto atinge peso adulto 3. Precocidade sexual - decorrente de seu rápido crescimento, a codorna atinge a maturidade sexual com aproximadamente 40 dias de vida, ou seja, inicia a fase de postura com idade precoce, o que é vantajoso economicamente; 4. Alta postura - para fins comerciais recomenda - se uma vida útil para as codornas de 1 ano. Dentre deste período, a produção de ovos pode chegar a valores superiores a 300 ovos/ave, quando bem manejadas e alojadas.
    • 5. Alta rusticidade - é considerada aves de boa resistência a uma grande diversidade de doenças, porém em caso de criações comerciais, devido ao grande número de animais alojados num mesmo local, a possibilidade de propagação de doenças é muito grande, por isso deve - se realizar adequadamente as medidas profiláticas, que devem conter: vacinações, higienização, fornecimento de alimentos e água de boa procedência. 6. Baixo consumo alimentar - visto que um animal adulto consome em média de 23 a 25 gramas de ração por dia. Manejo e criação: 1. Postura - Nas gaiolas das fêmeas, o piso deve ter uma inclinação de 2cm e medir mais 8cm do que o comprimento da gaiola, para servir de coletor de ovos. Essas gaiolas são construídas formando conjuntos. Uma bateria comum, ocupando um espaço de 1m x 65m aloja 84 codornas. O local em que são mantidas deve ser iluminado durante toda à noite, para que elas se alimentem durante esse período, se desenvolvam melhor e aumentem a produção; 2. Acasalamento - Quando atingem (machos e fêmeas) 45 dias de idade e já são adultas, são escolhidos os melhores machos e fêmeas para a postura. Os acasalamentos devem ser realizados diariamente. Para isso, levamos o macho à gaiola da fêmea e os deixamos lá, no máximo durante 10 minutos, para evitar que se quot;esgotemquot;, pois fariam diversos acasalamentos. As baterias devem ficar em quartos ou galpões frescos e bem ventilados, pois um calor excessivo faz baixar a fertilidade dos machos. Alguns criadores, mantem gaiolas próprias para esse fim, com compartimentos onde são colocados definitivo, 5 fêmeas para cada macho; 3. Criação domestica: Um cômodo de 4m x 4m e com boa ventilação é o suficiente para este objetivo, que pode ser iniciada com 6 casais e que, depois de 4 meses, já produz de 100 a 150 codornas, consumo. As instalações constam, portanto, de baterias para reprodutor e para postura, incubadoras e criadeira para a engorda; 4. Podem ser empregados o método natural (sendo muito usadas galinhas garnizé) ou o artificial, com incubadoras. Os ovos devem ser frescos (4 a 8 dias), perfeitos, pesar 11g e nem muito redondos nem muito pontudos, bem pigmentados. Os ovos, após a coleta devem ser guardados com a ponta para baixo, em caixas especificas e em lugares frescos. Logo que nascem e ficam quot;secosquot; devem ser colocados em criadeiras (ou circulo de aquecimento) com 38 a 39ºC. Essa temperatura deve ser diminuída aos poucos, até as aves atingirem de 10 a 15 dias de idade, quando não mais precisam de calor artificial. Uma criadeira de 2,50m de comprimento por 1,20m de largura e 0,40cm de altura, comporta 600 codorninhas, mas deve ser dividida em 4 partes iguais, com 150 aves em cada uma. Dessas criadeiras elas devem ser transferidas para galpões ou baterias para reprodutores, ficando prontas para o consumo em mais 30 dias (40 dias de idade). Nessa época são selecionadas as que vão para a reprodução. Podemos empregar, também, gaiolas para engorda, medindo 1m de comprimento por 20cm de largura e 14cm de altura, com capacidade para 15 a 20 codornas, o que, não só facilita o trato como permite alguma economia. Não devemos misturar machos e fêmeas. As gaiolas para reprodutores, devem ter 15cm x 20cm e 13cm de altura.
    • A alimentação é de grande importância, devendo ser racional e dada de acordo com a idade e produção da ave. Existem rações especiais para codornas e deve ser oferecida de forma organizada, para se ter uma boa produção de ovos e boas matrizes, obedecendo a ordem de inicial, crescimento e postura, mas podemos fornecer-lhes, também, rações para pintos e frangos para os machos, gerando economia no manejo, desde que os suplementemos sejam corretamente formulados A mudança brusca de rações afeta ou mesmo faz com que as codornas suspendam a postura e até entrem em muda. Essas codornas podem ser abatidas para consumo ou empregadas para o repovoamento dos campos, pois em 30 dias começam a voar para fora do cercado e passam a comer o que encontram. Retornam ao estado selvagem, vivendo e se reproduzindo, livres em liberdade e que tecnicamente pode ser chamado de controle biológico de pragas. João Felix Vieira Técnico em Agropecuária – Brasil Vieira, J.F - Technician in Agropecuária - Brazil Bibliografia e leituras: INTRODUÇÃO Á ZOOTECNIA – Octavio Domingues, 1968, p. 139 – Série Didática n. 5, Serviço de Informação Agrícola – Ministério da Agricultura; CODORNA AMERICANA (BOBWHITE), Um bom negócio – Marcio Infante Vieira, 1991; Codorna-do-Campo – Disponivel em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codorna-do-campo; Helmt Sick, 1988. quot;Ornitologia Brasileiraquot;; Marco Antonio de Andrade, 1997. quot;Aves Silvestres - Minas Geraisquot;; The Journal of the Asiatic Society of Bengal 25 p.165,pl. Disponível em: http://species.wikimedia.org/wiki/Perdix_hodgsoniae www.revistadaterra.com.br/codorna.asp www.faunacps.cnpm.embrapa.br/ave/codorna.html Brown, D. 1995 A Guide to Pombos, Doves & Quail, a sua gestão, Care & Breeding. Australian Birdkeeper, South Tweeds Heads, Australia. Australian Birdkeeper, Tweeds chefes do Sul, Austrália. Grimmett, R., Inskipp, C., Inskipp, T. 2000. Birds of Nepal . Grimmett, R., Inskipp, C., Inskipp, T. 2000. Pássaros do Nepal. Christopher Helm, London; Princeton University Press, Princeton, NJ. Christopher Helm, London, Princeton University Press, Princeton, NJ. Hayes, LB. Hayes, LB. 1995. The Chinese Painted Quail, Their Breeding and Care . 1995. Os chineses pintados Quail, sua reprodução e cuidados. Leland Hayes, Valley Center, CA. Leland Hayes, Valley Center, CA.
    • Hayes, LB. Hayes, LB. 1995. Upland Game Birds: Their Breeding and Care . 1995. Upland Game Aves: A sua reprodução e cuidados. Leland Hayes, Valley Center, CA. Leland Hayes, Valley Center, CA. Johnsgard, PA 1988. The Quails, Partridges, and Francolins of the World . Johnsgard, PA 1988. O Codornizes, Partridges e Francolins do Mundo. Oxford University Press, Oxford, UK. Oxford University Press, Oxford, Reino Unido. Madge, S., McGowan, P. 2002. Pheasants, Partridges, and Grouse . Madge, S., McGowan, P. 2002. Faisões, perdizes e Grouse. Princeton University Press, Princeton, NJ. Princeton University Press, Princeton, NJ.