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Tese de Doutorado de José Augusto de Lollo

LOLLO, J.A. O Uso da Técnica de Avaliação do Terreno no Processo de Elaboração do Mapeamento Geotécnico: sistematização e aplicação na Quadrícula de Campinas. São Carlos : EESC/USP. 1996. 2v. Tese (Doutorado em Engenharia Civil - Geotecnia) - Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, 1996.

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  • O USO DA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DO TERRENO NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE MAPEAMENTO GEOTÉCNICO : SISTEMATIZAÇÃO E APLICAÇÃO PARA A QUADRÍCULA DE CAMPINAS (SP). Volume I JOSÉ AUGUSTO DE LOLLO Tese apresentada à Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Doutor em Engenharia : Geotecnia. ORIENTADOR : Prof. Dr. Lázaro Valentin Zuquette São Carlos 1995
  • O USO DA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DO TERRENO NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE MAPEAMENTO GEOTÉCNICO : SISTEMATIZAÇÃO E APLICAÇÃO PARA A QUADRÍCULA DE CAMPINAS (SP). Volume II JOSÉ AUGUSTO DE LOLLO Tese apresentada à Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Doutor em Engenharia : Geotecnia. ORIENTADOR : Prof. Dr. Lázaro Valentin Zuquette São Carlos 1995
  • Lollo, José Augusto de L837a O uso da técnica de avaliação do terreno no processo de elaboração de mapeamento geotécnico : sistematização e aplicação na Quadrícula de Campinas (SP) / José Augusto de Lollo.-- São Carlos, 1995. 2v. Tese (Doutorado) -- Escola de Engenharia de São Carlos - Universidade de São Paulo, 1995 Orientador : Prof. Dr. Lázaro Valentin Zuquette 1. Geologia de Engenharia. 2. Mapeamento Geotécnico. I. Título. View slide
  • FOLHA DE APROVAÇÃO Tese defendida e aprovada em ___/___/___, pela comissão julgadora : ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ _____________________________________ Presidente da CPG View slide
  • AGRADECIMENTOS Ao Professor Lázaro Valentin Zuquette pela orientação segura e extremamente capaz, e por todos os conselhos durante o decorrer do presente trabalho. Coordenadoria de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior - CAPES, pela bolsa de estudos concedida. Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira - UNESP, pelo afastamento concedido. Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, pelos recursos. A todos os colegas, professores e funcionários do Departamento de Geotecnia da EESC - USP, pela amizade e apoio. A Rossana e Marcela, pela capacidade de me proporcionar momentos de grande alegria durante um período de tantas dificuldades e incertezas.
  • “Seja modesto e prudente antes de abrir a boca, mas, depois de abrí-la, seja arrogante e orgulhoso. Não seja choramingas e complexado, isso aborrece.” Umberto Eco (1977), sobre a postura a ser assumida ao se escrever uma tese.
  • LISTA DE FIGURAS Figura 01 - Aplicação da técnica de avaliação do terreno......... 12 Figura 02 - Uso da avaliação do terreno para zoneamento regional. 13 Figura 03 - Zoneamento visando o aproveitamento agrícola......... 14 Figura 04 - Uso da técnica para levantamento de agregado......... 15 Figura 05 - Zoneamento para condições de estabilidade............ 16 Figura 06 - Levantamento de faixa para obra linear............... 18 Figura 07 - Zoneamento para fins agrícolas....................... 19 Figura 08 - Zoneamento regional multifinalidade.................. 20 Figura 09 - Levantamento regional para finalidades rodoviárias... 21 Figura 10 - Zoneamento de risco para estabilidade de terrenos.... 22 Figura 11 - Aplicação em zoneamento multifinalidade.............. 24 Figura 12 - Levatntamento de feições para análise de estabilidade 25 Figura 13 - Carta de risco para a região de Ribeirão Preto....... 28 Figura 14 - Localização da área estudada......................... 30 Figura 15 - Núcleos urbanos e ligações rodoviárias da área....... 31 Figura 16 - Mapeamentos geotécnicos efetuados na área na EESC.... 32 Figura 17 - Distribuição dos tipos climáticos na área estudada... 33 Figura 18 - Distribuição dos tipos vegetais na área estudada..... 34 Figura 19 - Bacias hidrográficas presentes na área............... 36 Figura 20 - Sistemas aquíferos presentes na área estudada........ 37 Figura 21 - Associações geomorfológicas presentes na área........ 38 Figura 22 - Mapa geológico simplificado da área.................. 40 Figura 23 - Distribuição dos principais grupos de solos na área.. 48 Figura 24 - Capacidade de uso da terra na área estudada.......... 50 Figura 25 - Carta de uso da terra para a área estudada........... 51 Figura 26 - Estereopar representativo de sistema de terreno...... 56 Figura 27 - Procedimento usado para montagem dos fotomosaicos.... 58 Figura 28 - Estereopar representativo de unidade de terreno...... 59 Figura 29 - Estereopar representativo de elemento de terreno..... 63 Figura 30 - Elaboração de seções cruzadas........................ 65 Figura 31 - Representação do sistema 1........................... 82 Figura 32 - Representação do sistema 2........................... 83 Figura 33 - Representação do sistema 3........................... 84
  • Figura 34 - Representação do sistema 4........................... 85 Figura 35 - Representação do sistema 5........................... 86 Figura 36 - Representação do sistema 6........................... 87 Figura 37 - Representação do sistema 7........................... 88 Figura 38 - Representação da unidade 1.1......................... 90 Figura 39 - Representação da Unidade 1.2......................... 91 Figura 40 - Representação da Unidade 1.3......................... 92 Figura 41 - Representação da Unidade 2.1......................... 93 Figura 42 - Representação da Unidade 2.2......................... 94 Figura 43 - Representação da Unidade 2.3......................... 95 Figura 44 - Representação da Unidade 2.4......................... 96 Figura 45 - Representação da Unidade 3.1......................... 97 Figura 46 - Representação da Unidade 3.2......................... 98 Figura 47 - Representação da Unidade 3.3......................... 99 Figura 48 - Representação da Unidade 3.4........................ 100 Figura 49 - Representação da Unidade 4.1........................ 101 Figura 50 - Representação da Unidade 4.2........................ 102 Figura 51 - Representação da Unidade 4.3........................ 103 Figura 52 - Representação da Unidade 4.4........................ 104 Figura 53 - Representação da Unidade 5.1........................ 105 Figura 54 - Representação da Unidade 5.2........................ 106 Figura 55 - Representação da Unidade 5.3........................ 107 Figura 56 - Representação da Unidade 6.1........................ 108 Figura 57 - Representação da Unidade 6.2........................ 109 Figura 58 - Representação da Unidade 6.3........................ 110 Figura 59 - Representação da Unidade 7.1........................ 111 Figura 60 - Representação da Unidade 7.2........................ 112 Figura 61 - Representação da Unidade 7.3........................ 113 Figura 62 - Representação da Unidade 7.4........................ 114 Figura 63 - Representação da Unidade 7.5........................ 115 Figura 64 - Características Geotécnicas da Unidade 1.1.......... 117 Figura 65 - Características Geotécnicas da Unidade 1.2.......... 118 Figura 66 - Características Geotécnicas da Unidade 1.3.......... 119 Figura 67 - Características Geotécnicas da Unidade 2.1.......... 121 Figura 68 - Características Geotécnicas da Unidade 2.2.......... 122 Figura 69 - Características Geotécnicas da Unidade 2.3.......... 123 Figura 70 - Características Geotécnicas da Unidade 2.4.......... 124
  • Figura 71 - Características Geotécnicas da Unidade 3.1.......... 126 Figura 72 - Características Geotécnicas da Unidade 3.2.......... 127 Figura 73 - Características Geotécnicas da Unidade 3.3.......... 128 Figura 74 - Características Geotécnicas da Unidade 3.4.......... 129 Figura 75 - Características Geotécnicas da Unidade 4.1.......... 131 Figura 76 - Características Geotécnicas da Unidade 4.2.......... 132 Figura 77 - Características Geotécnicas da Unidade 4.3.......... 133 Figura 78 - Características Geotécnicas da Unidade 4.4.......... 134 Figura 79 - Características Geotécnicas da Unidade 5.1.......... 136 Figura 80 - Características Geotécnicas da Unidade 5.2.......... 137 Figura 81 - Características Geotécnicas da Unidade 5.3.......... 138 Figura 82 - Características Geotécnicas da Unidade 6.1.......... 140 Figura 83 - Características Geotécnicas da Unidade 6.2.......... 141 Figura 84 - Características Geotécnicas da Unidade 6.3.......... 142 Figura 85 - Características Geotécnicas da Unidade 7.1.......... 144 Figura 86 - Características Geotécnicas da Unidade 7.2.......... 145 Figura 87 - Características Geotécnicas da Unidade 7.3.......... 146 Figura 88 - Características Geotécnicas da Unidade 7.4.......... 147 Figura 89 - Características Geotécnicas da Unidade 7.5.......... 148 Figura 90 - Áreas de ocorrência do sistema 1 na área............ 151 Figura 91 - Áreas de ocorrência do sistema 2 na área............ 153 Figura 92 - Áreas de ocorrência do sistema 3 na área............ 156 Figura 93 - Áreas de ocorrência do sistema 4 na área............ 159 Figura 94 - Áreas de ocorrência do sistema 5 na área............ 162 Figura 95 - Áreas de ocorrência do sistema 6 na área............ 165 Figura 96 - Áreas de ocorrência do sistema 7 na área............ 168
  • LISTA DE TABELAS Tabela 01 - Critérios de Reconhecimento de Unidades de Terreno... 60 Tabela 02 - Critérios de Descrição de Unidades de Terreno........ 61 Tabela 03 - Classificação de horizontes para perfis homogêneos... 67 Tabela 04 - Classificação de horizontes para massas heterogêneas. 68 Tabela 05 - Quadro-resumo das unidades do sistema 1............. 179 Tabela 06 - Quadro-resumo das unidades do sistema 2............. 180 Tabela 07 - Quadro-resumo das unidades do sistema 3............. 181 Tabela 08 - Quadro-resumo das unidades do sistema 4............. 182 Tabela 09 - Quadro-resumo das unidades do sistema 5............. 183 Tabela 10 - Quadro-resumo das unidades do sistema 6............. 184 Tabela 11 - Quadro-resumo das unidades do sistema 7............. 185
  • RESUMO LOLLO, J.A. O uso da técnica de avaliação do terreno no processo de mapeamento geotécnico : sistematização e aplicação para a Quadrícula de Campinas (SP). São Carlos, 1995. 2v. Tese (doutorado) - Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. O presente trabalho representa uma aplicação para analisar a eficácia da técnica de avaliação do terreno numa região inter- trópicos. Com esta finalidade a técnica foi analisada chegando-se à uma proposta metodológica julgada adequada à área estudada. A área 17.000km2 em estudo abrange cerca de e se localiza entre os paralelos 22°00’ e 23°00’S e os meridianos 46°30’ e 48°00’W, tendo sido escolhida em função da diversidade geológica e geomorfológica que apresentava, com a finalidade de se avaliar a técnica de forma mais completa possível. O trabalho foi conduzido à dois níveis hierárquicos de “landform” : sistema de terreno e unidade de terreno, segundo metodologia proposta. Os resultados mostraram que a aplicação da técnica é altamente compatível com as condições locais, já que os sistemas de terreno identificados mostraram intima relação com as unidades do substrato rochoso enquanto as unidades de terreno foram coincidentes com condições específicas de materiais inconsolidados, especialmente no que diz respeito ao perfil de alteração destes materiais. Palavras-chave : avaliação do terreno, mapeamento geotécnico.
  • ABSTRACT LOLLO, J.A. The use of terrain evaluation in engineering geological mapping : sistematization and application in the Campinas Quadrícula, State of São Paulo, Brazil. São Carlos, 1995. 2v. Tese (Doutorado) - Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. This study presents a test of efficacy of terrain evaluation technique in tropical climate. With this finality the technique was analised for the proposition of a methodology considered suitable for the studied area. The work region mesures around 17.000km2, and is localized in the central part of São Paulo State between the meridians 46°30’ and 48°00’WG and the parallels 22°00’ and 23°00’S. This area was chosen due your diversity in terms of geology and geomorphology, with teh finallity of evaluate the technique in the most complete mean. The work was conduced at two levels of landform (land system and lsnd unit) according the presented methodological proposition. The results shows that the technique is compatible with the considered conditions, because the identified land systems shows strong relationships with the rock units presents in the area, while land units shows good relationships with the soil units, not in terms of their texture, but in terms of evolutive stage of the weathering profile. Keywords : terrain evaluation, engineering gological mapping.
  • SUMÁRIO VOLUME I LISTA DE FIGURAS.................................................. i LISTA DE TABELAS................................................. iv RESUMO............................................................ v ABSTRACT......................................................... vi 1 INTRODUÇÃO...................................................... 1 2 OBJETIVOS....................................................... 4 3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA........................................... 5 3.1 Conceitos e Aplicações da Avaliação do Terreno................ 5 3.1.1 Conceituação................................................ 6 3.1.2 Descrição................................................... 9 3.1.2.1 Estudos Genéticos........................................ 10 3.1.2.2 Avaliação Visual......................................... 10 3.1.2.3 Avaliação do Terreno..................................... 11 3.1.3 Aplicações da Avaliação do Terreno......................... 11 3.1.3.1 Reino Unido.............................................. 17 3.1.3.2 Estados Unidos da América................................ 18 3.1.3.3 Austrália................................................ 19 3.1.3.4 África do Sul............................................ 21 3.1.3.5 Hong Kong................................................ 22 3.1.3.6 Holanda.................................................. 23 3.1.3.7 (Ex) União Soviétiva..................................... 24 3.1.3.8 Aplicações no Brasil..................................... 26 3.2 Área Estudada................................................ 29 3.2.1 Localização................................................ 30 3.2.2 Clima...................................................... 32 3.2.3 Vegetação.................................................. 34 3.2.4 Hidrologia e Hidrogeologia................................. 35 3.2.5 Geomorfologia.............................................. 38 3.2.6 Geologia................................................... 40 3.2.6.1 Pré-cambriano e Cambriano................................ 41 3.2.6.2 Paleozóico............................................... 42 3.2.6.3 Mesozóico................................................ 44 3.2.6.4 Mesozóico / Cenozóico.................................... 45
  • 3.2.6.5 Cenozóico................................................ 46 3.2.6.6 Geologia Estrutural...................................... 46 3.2.6.7 Recursos Minerais........................................ 47 3.2.7 Solos...................................................... 48 3.2.8 Ocupação e Uso da Terra.................................... 49 4 MATERIAL E MÉTODOS............................................. 52 4.1 Bases Metodológicas.......................................... 52 4.2 Uso de Fotografias Aéreas.................................... 55 4.2.1 Sistema de Terreno......................................... 55 4.2.2 Unidade de Terreno......................................... 59 4.2.3 Elemento de Terreno........................................ 62 4.3 Trabalhos de Campo........................................... 64 4.4 Uso de Mapas Anteriores...................................... 69 4.5 Amostragem e Ensaios......................................... 69 4.6 Elaboração dos Mapas......................................... 70 4.7 Sistematização da Técnica.................................... 71 4.8 Aplicação da Sistemática Proposta............................ 73 4.9 Material Utilizado........................................... 73 4.9.1 Informações Anteriores..................................... 74 4.9.2 Mapas Topográficos......................................... 75 4.9.3 Mapas Geológicos........................................... 76 4.9.4 Outros Mapas............................................... 77 4.9.5 Fotografias Aéreas......................................... 78 4.9.6 Mapas Geotécnicos Anteriores............................... 79 4.9.7 Equipamentos............................................... 80 4.9.8 Aplicativos Computacionais................................. 80 5 RESULTADOS..................................................... 81 5.1 Avaliação do Terreno......................................... 81 5.1.1 Sistemas de Terreno........................................ 81 5.1.1.1 Sistema 1................................................ 82 5.1.1.2 Sistema 2................................................ 83 5.1.1.3 Sistema 3................................................ 84 5.1.1.4 Sistema 4................................................ 85 5.1.1.5 Sistema 5................................................ 86 5.1.1.6 Sistema 6................................................ 87 5.1.1.7 Sistema 7................................................ 88 5.1.2 Unidades de Terreno........................................ 89
  • 5.1.2.1 Sistema 1................................................ 90 5.1.2.2 Sistema 2................................................ 93 5.1.2.3 Sistema 3................................................ 97 5.1.2.4 Sistema 4............................................... 101 5.1.2.5 Sistema 5............................................... 105 5.1.2.6 Sistema 6............................................... 108 5.1.2.7 Sistema 7............................................... 111 5.2 Significado Geológico / Geotécnico Suposto.................. 116 5.2.1 Sistema 1................................................. 116 5.2.1.1 Unidade 1.1............................................. 117 5.2.1.2 Unidade 1.2............................................. 118 5.2.1.3 Unidade 1.3............................................. 119 5.2.2 Sistema 2................................................. 120 5.2.2.1 Unidade 2.1............................................. 121 5.2.2.2 Unidade 2.2............................................. 122 5.2.2.3 Unidade 2.3............................................. 123 5.2.2.4 Unidade 2.4............................................. 124 5.2.3 Sistema 3................................................. 125 5.2.3.1 Unidade 3.1............................................. 126 5.2.3.2 Unidade 3.2............................................. 127 5.2.3.3 Unidade 3.3............................................. 128 5.2.3.4 Unidade 3.4............................................. 129 5.2.4 Sistema 4................................................. 130 5.2.4.1 Unidade 4.1............................................. 131 5.2.4.2 Unidade 4.2............................................. 132 5.2.4.3 Unidade 4.3............................................. 133 5.2.4.4 Unidade 4.4............................................. 134 5.2.5 Sistema 5................................................. 135 5.2.5.1 Unidade 5.1............................................. 136 5.2.5.2 Unidade 5.2............................................. 137 5.2.5.3 Unidade 5.3............................................. 138 5.2.6 Sistema 6................................................. 139 5.2.6.1 Unidade 6.1............................................. 140 5.2.6.2 Unidade 6.2............................................. 141 5.2.6.3 Unidade 6.3............................................. 142 5.2.7 Sistema 7................................................. 143 5.2.7.1 Unidade 7.1............................................. 144
  • 5.2.7.2 Unidade 7.2............................................. 145 5.2.7.3 Unidade 7.3............................................. 146 5.2.7.4 Unidade 7.4............................................. 147 5.2.7.5 Unidade 7.5............................................. 148 6 ANÁLISES...................................................... 149 6.1 Análise dos Resultados Obtidos.............................. 149 6.1.1 Sistema 1................................................. 150 6.1.1.1 Unidade 1.1............................................. 151 6.1.1.2 Unidade 1.2............................................. 151 6.1.1.3 Unidade 1.3............................................. 152 6.1.2 Sistema 2................................................. 152 6.1.2.1 Unidade 2.1............................................. 154 6.1.2.2 Unidade 2.2............................................. 154 6.1.2.3 Unidade 2.3............................................. 155 6.1.2.4 Unidade 2.4............................................. 155 6.1.3 Sistema 3................................................. 155 6.1.3.1 Unidade 3.1............................................. 157 6.1.3.2 Unidade 3.2............................................. 157 6.1.3.3 Unidade 3.3............................................. 158 6.1.3.4 Unidade 3.4............................................. 158 6.1.4 Sistema 4................................................. 158 6.1.4.1 Unidade 4.1............................................. 160 6.1.4.2 Unidade 4.2............................................. 160 6.1.4.3 Unidade 4.3............................................. 161 6.1.4.4 Unidade 4.4............................................. 161 6.1.5 Sistema 5................................................. 161 6.1.5.1 Unidade 5.1............................................. 163 6.1.5.2 Unidade 5.2............................................. 163 6.1.5.3 Unidade 5.3............................................. 164 6.1.6 Sistema 6................................................. 164 6.1.6.1 Unidade 6.1............................................. 166 6.1.6.2 Unidade 6.2............................................. 167 6.1.6.3 Unidade 6.3............................................. 167 6.1.7 Sistema 7................................................. 168 6.1.7.1 Unidade 7.1............................................. 170 6.1.7.2 Unidade 7.2............................................. 170 6.1.7.3 Unidade 7.3............................................. 171
  • 6.1.7.4 Unidade 7.4............................................. 171 6.1.7.5 Unidade 7.5............................................. 172 6.1.8 Comparação entre os Sistemas Identificados................ 173 6.1.9 Comparação entre as Unidades Identificadas................ 175 6.1.10 Quadros-Resumo........................................... 178 6.2 Análise da Aplicabilidade da Técnica........................ 186 6.2.1 Aplicabilidade em Mapeamento Geotécnico................... 186 6.2.2 Com relação aos Trabalhos Anteriores...................... 190 6.2.2.1 Mapas Básicos........................................... 190 6.2.2.2 Mapas Geotécnicos....................................... 192 7 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES.................................... 195 7.1 Conclusões.................................................. 195 7.2 Recomendações para Trabalhos Futuros........................ 197 7.2.1 Uso da Técnica para Trabalhos de Detalhe.................. 198 7.2.2 Uso de Fotografias Aéreas de Baixa Altitude............... 198 7.2.3 Uso de Redes Neuronais Artificiais........................ 198 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................... 201 VOLUME II ANEXOS Anexo 01 - Mapa de Sistemas de Terreno Anexo 02 - Mapa de Unidades de Terreno, Folha São Carlos Anexo 03 - Mapa de Unidades de Terreno, Folha Piracicaba Anexo 04 - Mapa de Unidades de Terreno, Folha Araras Anexo 05 - Mapa de Unidades de Terreno, Folha Campinas Anexo 06 - Mapa de Unidades de Terreno, Folha Mogi-Guaçu Anexo 07 - Mapa de Unidades de Terreno, Folha Bragança Paulista Anexo 08 - Tabela Resumo das Unidades de Terreno
  • 1 INTRODUÇÃO : Desde de que pressões técnicas, sociais, econômicas ou legais conduziram a engenharia civil no sentido de uma melhor integração com o meio, teve origem uma preocupação de se criar métodos de levantamento e apresentação das condições naturais como forma de facilitar a harmonização das obras com o meio físico. Neste contexto o mapeamento geotécnico surgiu como uma tentativa de coletar, analisar e representar as condições do meio físico numa forma tecnicamente adequada à estudos posteriores visando a implantação de projetos de engenharia civil. Na busca de processos de caracterização dos elementos naturais que conjugassem menor custo e maior agilidade possível o mapeamento geotécnico encontrou na geomorfologia uma ferramenta bastante útil. A possibilidade de zoneamento do terreno em termos da homogeneidade de suas formas (quot;landformsquot;) e sua associação com os materiais presentes, proporcionou um novo impulso aos trabalhos de caracterização do meio físico. Este método de zoneamento do terreno, denominado quot;terrain evaluationquot; (avaliação do terreno), se baseia na possibilidade de reconhecimento (por meio de trabalhos de campo e do uso de sensores remotos) das formas de terreno e de suas associações espaciais, e seu posterior zoneamento considerando a premissa de que estas unidades básicas do terreno (desde que evoluindo sob as mesmas condições ambientais) devam se constituir em unidades básicas de materiais.
  • Isso facilitaria a disseminação da aplicação do mapeamento geotécnico ao planejamento territorial, já que a etapa de reconhecimento e individualização de unidades do meio físico constitui-se num trabalho árduo e dispendioso. Com base nos princípios teóricos considerados e na experiência prática adquirida com o tempo, a técnica passou a ser bastante usada no exterior como critério preliminar de zoneamento do meio físico. Este desenvolvimento se deu principalmente em países de clima temperado onde o conhecimento acumulado acerca dos processos de morfogênese e pedogênese e de sua implicação em termos de propriedades de materiais naturais tem permitido o uso em larga escala da avaliação do terreno para descrição de condições naturais. Porém sempre existiram suspeitas acerca da eficácia da técnica em regiões de clima tropical. Supunha-se que as características particulares dos processos de pedogênese e morfogênese nestas condições criariam obstáculos à aplicação do método, fazendo-se necessário um aprofundamento dos conhecimentos nestas condições para validar a eficácia de um zoneamento do meio físico que levasse em conta estas características. A recente aplicação da técnica de avaliação do terreno para mapeamento geotécnico no Brasil, sem estudos prévios de sua validade nas condições brasileiras, e as suspeitas sobre a possível inadequação do método à estas condições, foram o impulso inicial do presente trabalho. Com o objetivo de testar a aplicação da técnica de avaliação do terreno como ferramenta básica no processo de zoneamento geotécnico preliminar propôs-se então um estudo que analisasse a questão do ponto de vista teórico e prático.
  • No campo teórico o estudo contempla a revisão e aprofundamento das bases conceituais da técnica de avaliação do terreno bem como a sistematização da aplicação da técnica para sua posterior utilização no mapeamento geotécnico. Do ponto de vista prático tem-se a aplicação da técnica de avaliação do terreno em uma determinada área, e a posterior checagem deste resultado com trabalhos de mapeamento geotécnico já efetuados na mesma área por outros métodos, para desta forma avaliar a aplicabilidade da técnica e validar a sistemática proposta. Deveria-se escolher portanto uma área de trabalho com um volume razoável de informações anteriores acerca do meio físico, na qual já tivessem sido executados trabalhos de mapeamento geotécnico, e que apresentasse uma variabilidade significativa em termos de tipos litológicos, geologia estrutural, tipos de relevo e condições hidrológicas. Estas condições foram encontradas na Quadrícula de Campinas (escala 1:250.000) a qual tem sido alvo do Projeto quot;Mapeamento Geotécnico do Centro-leste do Estado de São Pauloquot; desenvolvido no Departamento de Geotecnia da EESC/USP, sendo portanto a área de teste escolhida. Estabelecidos os princípios e propósitos gerais do trabalho e escolhida a área de estudo passou-se então às etapas de execução do projeto que se constituiram de : revisão bibliográfica, levantamento de informações anteriores, aplicação do método, análise dos resultados e seu confronto com os trabalhos anteriormente desenvolvidos na área, discussão dos resultados e elaboração do texto final.
  • 2 OBJETIVOS : As atividades desenvolvidas no decorrer dos trabalhos visaram atingir os seguintes objetivos : . revisar e ampliar os conceitos de quot;landformquot; e suas associações; . revisar as sistemáticas de aplicação da técnica de avaliação de terreno existentes e exemplos de aplicações das mesmas; . apresentar uma sistemática de avaliação do terreno para aplicação no presente trabalho; . selecionar uma área de trabalho para a aplicação da sistemática proposta, e levantar informações acerca desta área; . promover o zoneamento, em termos de homogeneidade de “landform”, da área estudada; . testar a validade do zoneamento obtido em termos de unidades do meio físico, a partir de seu confronto com trabalhos de mapeamento geotécnico já produzidos para a mesma área; . analisar os resultados obtidos, em termos não só do zoneamento do meio físico, mas também em termos da aplicabilidade da técnica em mapeamento geotécnico e em investigações geotécnicas com vistas à projetos e obras.
  • 3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA : A necessidade de conhecimento e aprofundamento dos aspectos teóricos das técnicas de análise da paisagem e do levantamento das informações pré-existentes da área estudada fez com que a revisão bibliográfica fosse dividida em duas etapas. A primeira delas diz respeito à revisão acerca dos conceitos, princípios e métodos de zoneamento do terreno em termos de suas formas. A segunda compõe-se do levantamento das condições da área estudada. 3.1 CONCEITOS E APLICAÇÕES DA AVALIAÇÃO DO TERRENO : A primeira observação importante acerca do método de avaliação do terreno é que o mesmo se baseia no reconhecimento, interpretação e análise de feições do relevo (denominadas quot;landformsquot;) as quais, sendo reflexo dos processos naturais atuantes sobre os materiais da superfície terrestre, devem refletir as condições dos mesmos. Portanto para que os aspectos teóricos do processo sejam bem entendidos é preciso, antes de mais nada, que se faça uma revisão de conceitos e descrições de quot;landformquot; para em seguida tratar de sua aplicação como ferramenta de análise. Para que esta parte do texto não se tornasse extensa e maçante optou-se por um texto mais sintético, porém informações mais detalhadas podem ser encontradas em AITCHISON & GRANT (1968), GRANT
  • (1970a), EDWARDS (1982), COOKE & DOORNKAMP (1990), ZUQUETTE (1991) e LOLLO (1994). 3.1.1 Conceituação : Uma das primeiras tarefas para se entender as possibilidades de uso das quot;landformsquot; como ferramenta de análise das condições do terreno é um bom entendimento do significado e amplitude do conceito, porém a grande disseminação do uso de quot;landformsquot; para análise da paisagem e as múltiplas aplicações que o termo tem tido fazem com que existam conceitos com significados diversos para o mesmo termo. Alguns conceitos apresentam caráter eminentemente fisiográfico descrevendo quot;landformquot; como uma parcela do terreno passível de individualização das demais : • para HOWARD & SPOCK (1940) quot;landformquot; pode ser definido como quot;qualquer elemento da paisagem caracterizado por uma expressão distinta da superfície ou da estrutura interna, ou ambas, e suficientemente evidente para ser incluído numa descrição fisiográficaquot;. • BELCHER (1946) descreve quot;landformquot; como quot;elementos do meio físico que possuem composição definida, assim como as variações das características visuais e físicas, tais como : forma topográfica, modelo de drenagem e morfologia:quot;. • de forma resumida GARNER (1974) define quot;landformquot; como quot;uma forma discreta desenvolvida sobre uma área da litosferaquot;. • considerando o aspecto da variabilidade interna COOKE & DOORNKAMP (1978b) afirmam que quot;estas unidades homogêneas podem apresentar uma variação interna relativamente pequena em suas propriedades geomorfológicas, sendo porém cada uma delas diferente das unidades vizinhasquot;.
  • • MONKHOUSE & SMALL (1978) descrevem o termo como quot;o contorno, forma e natureza de uma feição específica da superfície da terraquot;. • KRIEG & REGER (1986) definem como quot;elemento da paisagem que possui composição, e variação de propriedades visuais e físicas definidas como forma topográfica, padrão de drenagem e morfologia de canais, que ocorrem em todos os locais onde o landform ocorraquot;. Outros autores porém preferem caracterizar quot;landformquot; em função de seus aspectos genéticos : • MITCHELL (1948) apresenta uma visão interpretativa para o termo, descrevendo-o como quot;forma fisiográfica considerada em relação à sua origem, causa ou históriaquot;. • para RUHE (1969, apud DANIELS, GAMBLE & CADY, 1971) o termo pode ser entendido como quot; uma feição do terreno produzida por um conjunto particular de processosquot;. • WAY (1973) define o termo como quot;feições do terreno formadas por processos naturais que apresentam uma composição e tamanho definível de características físicas e visuais que ocorram em qualquer local que a feição estejaquot;. • segundo BATES & JACKSON (1980) o termo descreve quot;qualquer contorno ou feição física reconhecível da superfície da terra que possua uma forma característica e que seja produzida por causas naturaisquot;. Em alguns casos os materiais (solos e rochas) presentes são utilizados como critério de definição e descrição : • GREGORY (1978) define quot;landformquot; como quot;F = ∫ (PM) dtquot; onde F é o landform, P são os processos responsáveis por sua formação e M são os materiais que o compõem.
  • • segundo WOLF (1983) o termo descreve uma quot;porção do terreno com forma topográfica, origem geológica, rochas e solos específicosquot;. • para FOOKES & VAUGHAN (1986) quot;landformquot; pode ser entendido como quot;o produto de interações extremamente complexas entre a resistência dos materiais presentes na terra de um lado e as forças tectonicamente e climaticamente derivadas de outroquot;. A importância das estruturas geológicas no desenvolvimento da forma é considerada por alguns autores : • HUNT (1974) destaca a importância da estrutura geológica ao definir quot;landformquot; como quot;uma forma física do terreno que reflete a estrutura geológica e os processos geomorfológicos que a tenham esculpidoquot;. • já GEODFREY & CLEAVES (1991) descrevem quot;landformquot; como quot;parte da paisagem que geralmente pode ser visualizada em termos de sua integridade e reflete a litologia, a geologia estrutural e os processos geomórficos que a tenham produzidoquot;. Outro aspecto importante diz respeito à distinção entre formas devidas a processos erosivos ou deposicionais, tendo sido considerado por RICE (1956) e AMERICAN GEOLOGICAL INSTITUTE (1974), descrevendo o termo como quot;aplicado por geógrafos para cada uma das diversas feições presentes na superfície da terra, incluindo tanto feições grandes como planícies, platôs e montanhas, como feições menores como escarpas, vales e encostas, muitas delas sendo produtos de erosão, mas havendo também formas devidas à processos deposicionaisquot;. Em virtude desta diversidade de enfoques considerados na conceituação de quot;landformquot; optou-se no presente trabalho pela adoção de um conceito operacional considerado adequado à aplicação em questão. A discussão relativa à elaboração deste conceito bem como sua apresentação encontram-se no capítulo 4 deste trabalho.
  • 3.1.2 Descrição : Antes que se apresente as técnicas mais comuns de descrição e análise de quot;landformsquot; e se discuta a possibilidade de sua aplicação para mapear o meio físico para fins geotécnicos é importante que se comente algumas contribuições que lançaram as bases para a análise da paisagem. Os primeiros trabalhos de aplicação das formas do terreno como critério de descrição regional se devem a HERBERSON (1905, apud GRANT, 1970a) e FENNEMAN (1916, apud GRANT, 1970a), porém a primeira discussão do uso destes elementos para o zoneamento regional se deve a BOURNE (1931) com o quot;princípio da similaridade dos elementos da paisagemquot;. A interligação entre os elementos da paisagem e as condições de solos e rochas e como consequência as condições geotécnicas se deve a BELCHER (1942a, 1942b, e 1943). Após estes trabalhos, foram desenvolvidos estudos visando a utilização de fotografias aéreas para a identificação de formas do terreno e sua aplicação à projetos de engenharia civil, como em BELCHER et al. (1943), BELCHER (1946), JENKINS et al. (1946), e HITTLE (1949). A partir do início da década de 50 houve uma grande proliferação de trabalhos com enfoques variados. Enquanto parte dos pesquisadores partiu para uma linha mais voltada aos aspectos puramente geomorfológicos, outro grupo atuou no sentido da aplicação dos conceitos para a avaliação das condições naturais. Neste segundo grupo podem ser identificadas duas correntes
  • de trabalho : a avaliação visual da paisagem (quot;aesthetic landscape evaluationquot;) e a avaliação do terreno (quot;terrain evaluationquot;). 3.1.2.1 Estudos Genéticos : Os estudos de gênese e evolução das formas incluem as atividades de geógrafos e geomorfólogos visando o aprofundamento das análises genéticas das formas e sua relação com sistemas climáticos, erosivos e deposicionais. Contribuições fundamentais neste campo foram dadas por HORTON (1945), PELTIER (1950), STRAHLER (1950 e 1952), LEOPOLD & MADDOCK (1953), PENCK (1953), SCHUMM (1956), CHORLEY (1957), HACK (1957), LEOPOLD & WOLMAN (1957), WOLMAN & LEOPOLD (1957), HACK (1960), LEOPOLD & WOLMAN (1960), SCHUMM (1960a, 1960b e 1961), CHORLEY (1962), LEOPOLD & LANGBEIN (1962), RUHE & WALKER (1968), WALKER & RUHE (1968), THOMAS (1974), HUGGET (1975), TWIDALE (1976), KNOTT et al. (1980), BRINK et al. (1982), BIRKELAND (1984), BURT & TRUDGILL (1984), CURRAN et alii (1984), GOUDIE (1984), RUELLAN (1985), SHARMA (1986), AHNERT (1987), COATES (1987), SUMMERFIELD (1988), TWIDALE (1990), GERRARD (1992), e EASTERBROOK (1993). 3.1.2.2 Avaliação Visual : A avaliação visual da paisagem corresponde a um conjunto de técnicas normalmente utilizadas na área de paisagismo, sendo divididos em dois tipos segundo COOKE & DOORNKAMP (1978a). No primeiro caso tem-se o uso de componentes mensuráveis do terreno (físicos, biológicos e de uso da terra) avaliados em termos quantitativos pela atribuição de índices numéricos para cada fator e obtenção de um índice médio para zoneamento do terreno, como o quot;Método de Leopold para a Avaliação do Terrenoquot; (LEOPOLD, 1969a e 1969b) e o quot;Método de Linton da Diferenciação Arealquot; (LINTON, 1968).
  • O segundo grupo corresponde à ênfase na percepção da qualidade cênica por consumidores potenciais, tendo um caráter qualitativo. Exemplo clássico neste caso é o quot;Método de Análise de Respostas Pessoais ao Cenárioquot; de FINES (1968). 3.1.2.3 Avaliação do Terreno : O método de avaliação do terreno (quot;terrain evaluationquot;) é sem sombra de dúvida o mais útil para o levantamento das condições do meio físico para fins de ocupação já que foi desenvolvido exatamente com este objetivo. Os primeiros trabalhos visavam a elaboração, a partir de fotos aéreas, de mapas utilizados para o zoneamento geral multifinalidade de determinada área, como nos trabalhos de MILES (1951), MINTZER & FROST (1952), CHRISTIAN & STEWART (1953), BECKETT & WEBSTER (1962), e MILES (1962). 3.1.3 Aplicações da Avaliação do Terreno : Na base das aplicações da técnica de avaliação do terreno encontra-se a possibilidade de se dividir a área em estudo em unidades cada vez menores (função da escala e da finalidade pretendidas) a partir do uso de sensores remotos (preferencialmente) ou de trabalhos de campo, tendo-se como base sua uniformidade em termos de formas do terreno, para posteriormente proceder a avaliação das propriedades dos materiais presentes nestas unidades. Os níveis hierárquicos utilizados para este tipo de zoneamento são sistema de terreno (quot;land systemquot;), unidade de terreno (quot;land unitquot;) e elemento de terreno (quot;land elementquot;). Os procedimentos mais comumente usados para esta análise podem ser verificados em COOKE & DOORNKAMP (1978b e 1978c), GARTNER (1980), BOYER (1981), DOUGLAS & SPENCER (1982), EDWARDS (1982),
  • GARCIA (1982), VAN ZUIDAM (1982), MITCHELL (1987), HAWKINS (1990), e GEODFREY & CLEAVES (1991). A figura 1 representa a aplicação da técnica de avaliação do terreno, considerando os níveis hierárquicos citados. FIGURA 1 - Aplicação da técnica de avaliação do terreno, modificado de COOKE & DOORNKAMP (1990) Com relação à aplicação para fins geotécnicos, tem-se grande variação em termos de escalas e finalidades, determinando características diferentes para os trabalhos, os quais são aqui
  • classificados em três categorias : (1) regional multifinalidade; (2) regional finalidade específica; e (3) local. No primeiro grupo (trabalhos regionais multifinalidade) incluem-se aqueles que tratam do zoneamento do terreno orientado à identificação de solos com vistas à caracterização e planejamento regional. Neste caso podem ser incluídos trabalhos como os de GRANT (s.d.), AMERICAN SOCIETY OF PHOTOGRAMMETRY (1960), RANZANI (1969), SOARES & FIORI (1976), MARQUETTI & GARCIA (1977), SWAIN (1978), LEGGET (1980), VIBERG & ADESTAM (1980), OKAGBUE (1986), SINGHROY (1986), SMALL (1986), BEAUMONT (1987), DUMBLETON (1987), KATE & PATHAK (1987), MITCHELL (1987), PAREDES (1987), HARDEN (1990), GUPTA (1991) e FORSTER & CULSHAW (1994). Na figura 2 pode-se observar o resultado de um zoneamento de tipos de solos objetivando o planejamento regional, apresentado por DUMBLETON (1987) para uma região da Nigéria, sendo as unidades apresentadas em termos de unidades de relevo e solos associados. A B B A C B A A B B C A COLINAS, SOLOS ARENOSOS B VALES, SOLOS ARGILOSOS C PLANÍCIES REBAIXADAS, ARGILAS EXPANSIVAS C
  • FIGURA 2 - Uso da avaliação do terreno para zoneamento regional, modificado de DUMBLETON (1987) Nos trabalhos regionais de finalidade específica os interesses mais comuns são a atividade agrícola, a análise regional de riscos e a avaliação para a implantação de obras lineares. Exemplos interessante deste tipo de aplicação são os trabalhos de BREYER (1982), JHA (1982), LANYON & HALL (1983), TRAUTMANN (1986), BELL (1987), NAGARAJAN & SHAH (1987), BLISS & REYBOLD (1989), EVANS & ROTH (1992), IRIGARAY et alii (1994), IVINS & BELL (1994), e ROCKAWAY & SMITH (1994). Uma destas aplicações pode ser observada na figura 3, onde se apresenta o resultado de um zoneamento efetuado por BREYER (1982) no nordeste de Botswana com o objetivo de avaliar condições limitantes para atividade agrícola, em termos das características dos materiais inconsolidados. 3 2 1 5 4 PLATÔS ELEVADOS, SOLOS ARENOSOS LATERIZADOS 1 ESCARPAS, SOLOS ARENOSOS 2 ENCOSTAS SUAVES, SOLOS SILTOSOS 3 PLATÔS REBAIXADOS, SOLOS ARGILOSOS LATERIZADOS 4 ENCOSTAS ÍNGREMES, CALCRETE 5 FIGURA 3 - Zoneamento visando aproveitamento agrícola de uma região, modificado de BREYER (1982)
  • Os trabalhos locais incluem estudos de avaliação do terreno para fins de prospecção de materiais de construção e para análise de risco de estabilidade dos terrenos, como os trabalhos de NANDA & AKINYEDE (s.d.), SCHOFIELD (1957b), ACKROYD (1959), ZARUBA & MENCL (1969), CONNORS (1980), PALMIQUIST & BIBLE (1980), CUNHA et alii (1986), CHANDLER & MOORE (1989), FOOKES et al. (1991), CHACÓN et alii (1994), IRIGARAY et alii (1994b), KOARAI et alii (1994), LI (1994), PAVLOVIC & MARKOVIC (1994), POTHÉRAT (1994), RUIZ & GIJÓN (1994), WESTERN et alii (1994), e YU & JACOBSSON (1994). Com o objetivo de delimitar áreas de ocorrência de calcrete para sua utilização como agregado para obras rodoviárias na Nigéria NANDA & AKINYEDE (s.d.) usaram a técnica de avaliação do terreno. O resultado deste trabalho é apresentado na figura 4, que representa o zoneamento da região em termos dos tipos de materiais e da possibilidade de uso dos mesmos.
  • 1 2 3 1 2 1 2 1 1 DUNAS, AREAIS SILTOSAS 2 INTER-DUNAS, AREIAS SILTOSAS COM CALCRETE 3 INTER-DUNAS, AREIAS ARGILOSAS COM CALCRETE FIGURA 4 - Uso de avaliação do terreno para levantamento de agregado para construção, modificado de NANDA & AKINYEDE (s.d.) Um exemplo de aplicação da técnica para a avaliação de estabilidade de terrenos é apresentado na figura 5. Neste caso o terreno é zoneado em termos das condições de estabilidade e da constatação de evidências de processos de instabilização.
  • A C B COSTAS SUAVES, ARGILITOS, SEM REGISTRO DE PROBL A NCOSTAS ÍNGREMES, CALCÁRIOS, MOVIMENTOS RECENTES B ESCARPAS, CALCÁRIOS, MOVIMENTOS ANTIGOS C FIGURA 5 - Zoneamento de condições de estabilidade dos terrenos, modificado de FOOKES, DALE & LAND (1991) Em função desta diferenciação em termos de princípios, técnicas e finalidades de avaliação do terreno, a proliferação destes trabalhos pelo mundo se deu no sentido da adaptação do método para as necessidades locais. Neste sentido alguns grupos de pesquisadores de certos países se destacaram, seja em função da importância de seus trabalhos como referência para outros profissionais, seja em função da especificidade dos trabalhos desenvolvidos.
  • Sem dúvida os grandes pioneiros na avaliação do terreno para fins de engenharia foram os profissionais do Reino Unido, seguidos pelos dos Estados Unidos da América e os da Austrália. Contribuições importantes foram dadas também na África do Sul e Hong Kong (que tiveram grande influência dos trabalhos desenvolvidos no Reino Unido), e nos trabalhos desenvolvidos na Holanda e na União Soviética (que buscaram caminhos próprios de desenvolvimento da técnica). 3.1.3.1 Reino Unido : Os trabalhos desenvolvidos no Reino Unido tiveram sua origem nas atividades do quot;Military Engineering Experimental Establishmentquot; e apresentam como principais características o seu pioneirismo, a concentração de atividades nas colônias africanas, e a utilização da técnica para trabalhos regionais finalidade específica tais como obras lineares e prospecção de materiais de construção para rodovias. Exemplos típicos destas atividades podem ser verificados em SCHOFIELD (1957a e 1957b), CLARE & BEAVAN (1962), BECKETT & WEBSTER (1962), DOWLING (1963 e 1964), BECKETT & WEBSTER (1965), KNOTT et al. (1980), e JONES et al. (1986). Na figura 6 tem-se um exemplo de aplicação da técnica para estabelecer um zoneamento de unidades de terreno e materiais associados num levantamento de faixa para implantação de uma adutora.
  • 3 2 1 1 SUPERFÍCIE PRÉ-GLACIAL, SOLOS ARENOSOS PROFUNDOS 2 ENCOSTAS DE INCISÃO FLUVIAL, SOLOS ARGILOSOS EVOLUÍDOS 3 SUPERFÍCIE PÓS-GLACIAL, COLÚVIOS FINOS A GROSSEIROS FIGURA 6 - Levantamento de faixa para obra linear, modificado de KNOTT, DOORNKAMP & JONES (1980) 3.1.3.2 Estados Unidos da América : Nos Estados Unidos da América os trabalhos tiveram grande desenvolvimento, com intensa utilização de fotointerpretação, sendo orientados principalmente para finalidades rodoviárias (fruto do interesse do quot;Highway Research Boardquot;) e finalidades agrícolas, constituindo-se em trabalhos regionais finalidade específica. Contribuições importantes foram dadas por KRIEG & REGER (s.d.), BELCHER (1942a, 1942b, 1943, 1946, e 1948), LUEDER (1951), MILES (1951), HOFMAN & FLECKENSTEIN (1960 e 1961), BYERS (1961), JACKSON (1961), LUND (1961), MATTHEWS & COOK (1961), MILES & SPENCER (1961), MOULTROP (1961), STOECKELER (1961), ROCKAWAY (1975) e SHAMBURGUER (1980). No exemplo da figura 7 a técnica foi usada visando o zoneamento dos terrenos para fins agrícolas, identificando-se as formas de relevo e o tipo de solo associado.
  • 3 4 1 2 1 PLANÍCIE ALUVIAL, SOLOS ARENOSOS FINOS 2 PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO, SOLOS ORGÂNICOS 3 CAMPO DE DUNAS, SOLOS ARENOSOS 4 COLINAS AMPLAS, SOLOS ARGILOSOS FIGURA 7 - Zoneamento para fins agrícolas, modificado de MILES (1961) 3.1.3.3 Austrália : Na Austrália os trabalhos de avaliação do terreno se desenvolveram a partir da fundação do quot;Council for Scientific and Industrial Researchquot; em 1946, tendo como finalidade o levantamento sistemático do território (com ênfase em áreas desocupadas) visando a elaboração de um inventário de condições naturais para fins de planejamento regional, sendo portanto trabalhos regionais multifinalidade. Posteriormente, com a criação do CSIRO (quot;Commonwealth Scientific and Industrial Research Organizationquot;) foi desenvolvido o programa PUCE, o qual foi bastante difundido em todo o mundo.
  • A evolução destes conhecimentos e os tipos de aplicação da técnica em território australiano podem ser verificados em CHRISTIAN & STEWART (1953), MABBUT & STEWART (1963), GRANT (1965), AITCHISON (1968), AITCHISON & GRANT (1968), GRANT & LODWICK (1968), GRANT (1970b e 1972), ARNOT & GRANT (1974), GRANT (1975a e 1975b), FINLAYSON & GRANT (1978), GRANT & FINLAYSON (1978), PAHL et al. (1978), FINLAYSON (1981, 1982a, 1982b, e 1984), GOZZARD (1985), e FINLAYSON & BUCKLAND (1987). No exemplo apresentado na figura 8, observa-se um zoneamento regional multifinalidade que associa características do relevo com condições de materiais inconsolidados. 2 3 4 1 1 ESCARPAS ÍNGREMES, LATERITAS 2 COLINAS SUAVES, SOLOS RESIDUAIS ARENOSOS 3 PLANÍCIES, RESIDUAIS COM CROSTA LATERÍTICA 4 VALES, DEPÓSITOS ALUVIONARES ARENOSOS FIGURA 8 - Zoneamento regional multifinalidade, modificado de MABBUT & STEWART (1963)
  • 3.1.3.4 África do Sul : Os trabalhos desenvolvidos na África do Sul tiveram sua origem a partir dos trabalhos do Reino Unido, com orientação para finalidades rodoviárias, e apresentando como novidade a melhoria dos serviços de armazenamento e recuperação de informações. Tratam-se de trabalhos regionais finalidade específica que podem ser exemplificados pelos trabalhos de JENNINGS & BRINK (1961), BRINK (1962), BRINK & WILLIAMS (1964), BRINK et al. (1966), BRINK & PARTRIDGE (1967), e BRUNSDEN et al. (1975). Na figura 9 tem-se um exemplo deste tipo de aplicação, orientada para finalidades rodoviárias, descrevendo a área em termos de condições de relevo e de materiais inconsolidados presentes. 4 3 1 2 1 1 1 1 COLINAS ONDULADAS, SOLOS RESIDUAIS ARGILOSOS 2 PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO, ALÚVIOS ARENOSOS 3 ESCARPAS, COLÚVIOS GROSSEIROS 4 COLINAS APLAINADAS, SOLOS RESIDUAIS ARENOSOS FIGURA 9 - Reconhecimento regional para finalidades rodoviárias, modificado de BRUNSDEN, DOORNKAMP, HINCH & JONES (1975)
  • 3.1.3.5 Hong Kong : Em Hong Kong os trabalhos tiveram início nas atividades do quot;Geotechnical Control Office of Hong Kongquot; com vistas à análise de risco de estabilidade de taludes. Os trabalhos executados em Hong Kong também derivaram dos trabalhos desenvolvidos no Reino Unido, porém adquiriram personalidade própria em função da necessidade local (problemas de estabilidade) compreendendo o levantamento sistemático do território por trabalhos regionais finalidade específica e trabalhos locais, como se pode verificar em BRAND et al. (1982), BRYANT (1982), BURNETT & STYLES (1982), e STYLES et al. (1986). Um exemplo deste tipo de aplicação pode ser observado na figura 10, onde é apresentado um mapa que relaciona as condições de relevo e solos com o risco de instabilização dos terrenos. 4 2 1 4 3 3 2 4 2 4 1 1 BAIXA LIMITAÇÃO, RESIDUAIS EM TALUDES SUAVES 2 LIMITAÇÃO MODERADA, COLÚVIOS EM TALUDES SUAVES 3 ALTA LIMITAÇÃO, COLÚVIOS EM TALUDES SUAVES, EROSÃO ASSOCIADA 4 LIMITAÇÃO EXTREMA, COLÚVIOS EM TALUDES ÍNGREMES E INTÁVEIS FIGURA 10 - Zoneamento de risco para estabilidade de terrenos, modificado de BRAND, BURNETT & STYLES (1982)
  • 3.1.3.6 Holanda : O uso da avaliação do terreno na Holanda se desenvolveu a partir dos trabalhos do quot;International Institute of Aerial Survey and Earth Sciencesquot; com vistas ao planejamento urbano e regional, incluindo trabalhos regionais multifinalidade (para o levantamento sistemático do território) e trabalhos regionais finalidade específica (para o detalhamento de áreas de interesse). O desenvolvimento e aplicação do método holandês (denominado quot;ITC Systemquot;) pode ser verificado em VERSTAPEEN & VAN ZUIDAM (1968 e 1975), RENGERS (1981), SOETERS & RENGERS (1981), VAN ZUIDAM (1982), VINK (1982), FLEMING (1984), VERBAKEL (1984), DE MULDER (1986), DE MULDER (1989), DE MULDER (1990), e WESTEN et alii (1994). SOETERS & RENGERS (1981) com o objetivo de caracterizar genericamente uma determinada área usam a avaliação do terreno para apresentar um zoneamento em termos de forma de terreno associadas ao tipo de material inconsolidado presente (figura 11).
  • 1 3 1 2 1 COLINAS SUAVES, COLÚVIOS PROFUNDOS 2 MORROTES ALONGADOS, CAMBISSOLOS 3 MORROS ARREDONDADOS, RESIDUAIS DE GRANITO FIGURA 11 - Aplicação em zoneamento multifinalidade, modificado de SOETERS & RENGERS (1981) 3.1.3.7 (Ex) União Soviética : Também na Ex-União Soviética partiu-se para a busca de métodos próprios de análise, resultando no método denominado quot;Análise Indicacionalquot; orientado para levantamentos expeditos com vistas a implantação de obras lineares, se constituindo em trabalhos regionais finalidade específica, aqui exemplificados pelos trabalhos de SOLENTSEV (1962), AKINFIEV et al. (1978), ASEYEV et al. (1979), SPIRIDONOV et al. (1979), SIMONOV (1979), REVZON (1984 e 1987), e IVANOV & CHALOVA (1987).
  • Usando esta técnica para avaliação das condições do terreno para a implantação de um túnel, REVZON (1987) apresenta um mapa onde são apresentadas áreas de ocorrência de processos de instabilização e elementos estruturais julgados importantes para a obra em análise (figura 12). FALHAS NÃO ATIVAS FALHAS ATIVAS DESLIZAMENTOS RECENTES FIGURA 12 - Levantamento de feições de interesse para avaliação de estabilidade, modificado de REVZON (1987) Pelo que já foi descrito é fácil se verificar como a técnica de avaliação do terreno tem sido útil para o levantamento de condições geotécnicas.
  • Tal fato é demonstrado por sua intensa aplicação como critério básico de zoneamento do terreno para fins de engenharia, tanto para multifinalidade como para finalidades específicas, como se pôde perceber nos estudos do MEXE no Reino Unido, do HRB nos Estados Unidos da América, do CSIRO na Austrália, do ITC na Holanda, do GCOHK em Hong Kong, e das aplicação efetuadas na África do Sul e na União Soviética. Além deste intenso desenvolvimento nos países citados, o método obviamente também tem sido aplicado em outros países para diversas finalidades, das quais pode-se destacar : (1) para zoneamento geral os trabalhos de TRICART (1982), MALOMO et al. (1983), BURT (1986), SALAMON & GOSNELL (1986), e DE DAPPER et al. (1988); (2) estudos para implantação de obras lineares e projetos locais, como KRIEG & REGER (1986), CONNORS (1980), e JHA (1982); e (3) análise de riscos, como em JONES et al. (1986), ANDERSEN & GOSK (1989), e FOOKES et al. (1991). 3.1.3.8 Aplicações no Brasil : Com relação às aplicações em território nacional é preciso que antes de analisá-las, se apresente algumas discussões existentes na bibliografia acerca de aspectos relacionados à evolução das formas em clima tropical e de suas diferenças em relação à aquelas evoluídas sob clima temperado. Componentes da evolução do terreno tais como taxas erosivas, intensidade de lixiviação, mobilidade de soluções fluídas, variabilidade vertical e lateral do fluxo da água e transporte de materiais, sofrem grande influência das condições climáticas, condicionando a evolução do relevo e dos perfis de materiais inconsolidados associados.
  • Espera-se que estas condições favoreçam a suavização das formas e o espessamento do manto de alteração, dificultando a identificação de quot;landformsquot;, além de proporcionarem o desenvolvimento da denominada quot;superfície tripla de aplainamentoquot; (uma superior entre as porções laterítica e saprolítica do perfil, uma intermediária entre a porção saprolítica e a rocha pouco alterada, e uma superfície inferior situada entre a rocha alterada e a rocha sã) Análises mais completas das condições evolutivas das formas e dos solos em ambiente tropical podem ser encontradas em MORIN & TODOR (s.d.), GRIM & BRADLEY (1963), MOSS (1968), MOSS (1969), YOUNG (1969), TRICART (1972), KANTOR & SCHWERTMANN (1974), LEWIS (1974), LEWIS (1975), MADU (1975), YAALON (1975), GIDIGASU (1976), YOUNG (1976), MADU (1977), GOGO & GIDIGASU (1980), MILLOT (1982), ALEVA (1983), OLA (1983), MORAES LEME (1985), ROSELLO et al. (1985), SMITH (1985), LHENAFF (1986), OLLIER (1986), e NOVAIS PINTO (1988). Como consequência destas características particulares de evolução, os perfis de alteração gerados nestas condições apresentam características bastante particulares. Este fato foi primeiramente descrito por MILNE (1935) ao estudar a variabilidade lateral dos perfis de solo evoluídos nestas condições, e posteriormente detalhados por NYE (1954), PANABOKE (1959), RADWANSKI & OLLIER (1959), WATSON (1964a E 1964b), SCHELLMANN (1979), GIDIGASU (1980), MILLOT (1981), GOGO (1984), NOVAIS FERREIRA (1985), GIDIGASU & KUMA (1987), KOMOO & MOGAMA (1988), e EMMERICH (1990). Considerados estes aspectos, pode-se passar à análise dos (poucos) trabalhos já desenvolvidos no Brasil que aplicam a técnica de avaliação do terreno para a cartografia geotécnica.
  • De forma geral pode-se afirmar que estes trabalhos são basicamente orientados à escalas regionais e análises multifinalidade tais como ÁVILA et al. (1985), ZUQUETTE (1991), SOUZA (1992), COLLARES (1994), COLLARES & LORANDI (1994), SARAIVA (1994), BARISSON (1995), e COLLARES (1995a e 1995b), apesar de ZUQUETTE et al. (1991) e ZUQUETTE et alii (1992) usarem a técnica para análise de risco, e da sugestão de ZUQUETTE (1993) de aplicação da técnica como princípio básico para avaliação de impactos ambientais. Na figura 13 observa-se uma carta de risco elaborada para a região de Ribeirão Preto (SP) tendo como base a técnica de avaliação do terreno. Nesta carta são apresentadas as condições dos terrenos e o tipo de risco associado.
  • FIGURA 13 - Carta de risco para a região de Ribeirão Preto (SP), modificado de ZUQUETTE, PEJON, SINELLI & GANDOLFI (1991) 3.2 ÁREA ESTUDADA : Em virtude dos requisitos básicos a serem atendidos pela área de estudo, quais sejam, variabilidade litológica e de sistemas de relevo, quantidade e facilidade de acesso à material fotográfico e cartográfico, e existência de trabalhos anteriores de cartografia geotécnica, optou-se pela Quadrícula de Campinas (SF-23-Y-A, escala 1:250.000) do IBGE (1980) como área de estudo. Do ponto de vista da variabilidade litológica a área apresenta boas condições, incluindo tipos sedimentares da Bacia do Paraná e depósitos do Cenóico Paulista, rochas ígneas do evento Serra Geral e correlatas, além das intrusivas alcalinas do Complexo Poços de Caldas, e associações metamórficas de graus variados representadas pelos complexos Socorro, Varginha, Amparo e Itabira e pela sequência metassedimentar da Formação Eleutério. Estas unidades foram aqui descritas a partir da análise de vários trabalhos elaborados em escala regional tais como WERNICK (1967), MEZZALIRA (1965), ANDRADE & SOARES (1971), SOARES & LANDIM (1973), SOARES et al. (1973), EBERT (1974), SCHNEIDER (1974), WERNICK & PENALVA (1974a e 1974b), WERNICK (1978), DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979), BARCHA (1980), LANDIM et al. (1980), INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS (1981a), DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA / UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (1982), AZEVEDO & MASSOLI (1983), PETRI & FÚLFARO (1983), RADAMBRASIL (1983) e DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA (1984). Considerando-se o aspecto geomorfológico a área escolhida apresenta boa diversidade de associações de formas de relevo, incluindo colinas de diversos tipos, morros e morrotes, espigões, e planícies. Revisões da geomorfologia da área podem ser encontradas em ALMEIDA (1964), PENTEADO (1968), DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979), INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS
  • (1981b), INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS (1983) e RADAMBRASIL (1983). Além das diversidades litológica e geomorfológica exigidas, a área apresenta uma razoável cobertura de trabalhos de levantamentos de informações e de caracterização geotécnica confiáveis. Dentre estes pode-se destacar CAMPOS (1979), ZUQUETTE (1982), BORTOLUCCI (1983), COTTAS (1983), CAMPOS & VICELLI NETO (1987), COTTAS et al. (1987a, 1987b e 1987c), ZUQUETTE (1987), AGUIAR (1988 e 1989), ALBRETCH (1989), BROLLO (1989), CARDOSO (1989), CUNHA (1989), GONÇALVES (1989), GRUBER (1989), LOLLO (1989), NISHIYAMA (1989), DE MIO (1990), SOUZA, N.C.D.C. (1990), BROLLO (1991), LOLLO (1991), NISHIYAMA (1991), PARAGUAÇU et al. (1991), ALBRETCH (1992), DE MIO (1992), PEJON (1992), SOUZA N.C.D.C. (1992), ZUQUETTE & GANDOLFI (1992), CARDOSO (1993), GRUBER (1993), SOUZA N.M. (1994), COLLARES (1994), SARAIVA (1994), BARISSON (1995), COLLARES (1995a e 1995b), e AGUIAR (1995). 3.2.1 Localização : A Quadrícula de Campinas abrange a porção centro-leste do Estado de São Paulo e uma parcela do sudoeste do Estado de Minas Gerais, situando-se entre os meridianos 46°30' e 48°00'W e os paralelos 22°00' e 23°00'S. Sua localização pode ser observada na figura 14.
  • FIGURA 14 - Localização da área estudada. A região apresenta uma área de cerca de 17.000 km2 com uma população da ordem de 3,5 milhões de habitantes, segundo IBGE (1991), o que representa 11% da população do Estado de São Paulo ou 23% da população do interior do Estado. Deste total apenas 1,8% encontra-se no Estado de Minas Gerais. É uma região bastante importante economicamente, seja do ponto de vista agropecuário, industrial, e de prestação de serviços. Os principais núcleos urbanos presentes na área são as cidades de São Carlos, Piraçununga, Rio Claro, Piracicaba, Leme, Araras, Limeira, Americana, Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim, Bragança Paulista, Aguaí, Águas de Lindóia, Socorro, Amparo, Campinas, Itapira e Andradas. A localização dos centros urbanos mais expressivos presentes na área em estudo, bem como as principais rodovias pode ser observada na figura 15.
  • FIGURA 15 - Principais núcleos urbanos e ligações rodoviárias da área estudada. A distribuição dos trabalhos de mapeamento geotécnico elaborados no âmbito do projeto quot;Mapeamento Geoténico do Centro- Leste do Estado de São Pauloquot; na área em questão pode ser observada na figura 16.
  • 2 1 6 12 11 20 7 5 4/22 9 8 12 13 14 19 17 10 16 3 15/18 21 ZUQUETTE (1981) PARAGUAÇU et al. (1991) 1 12 AGUIAR R.L. (1989) CARDOSO (1993) 2 13 GONÇALVES (1989) GRUBER (1993) 3 14 CUNHA (1989) SOUZA N.M. (1994) 4 15 BROLLO (1991) COLLARES (1994) 5 16 LOLLO (1991) SARAIVA (1994) 6 17 NISHIYAMA (1991) ZUQUETTE (1987) 7 18 ALBRETCH (1992) BARISON (1995) 8 19 DE MIO (1992) COLLARES (1995a) 9 20 PEJON (1992) COLLARES (1995b) 10 21 SOUZA N.D.C. (1992) AGUIAR A.D.C. (1995) 11 22 FIGURA 16 - Trabalhos de mapeamento geotécnico efetuados na área estudada pelo Departamento de Geotecnia da EESC/USP. 3.2.2 Clima : De maneira geral o clima da área pode ser descrito como mesotérmico (C, na classificação de Köppen) apresentando três sub- tipos (Cwa, Cwb, e Cfa) conforme distribuição mostrada na figura 17.
  • FIGURA 17 - Distribuição dos tipos climáticos na área estudada, modificado de DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979). O tipo Cwa (mesotérmico de inverno seco) apresenta temperatura média inferior à 18°C no mês mais frio, e média do mês mais quente superior à 22°C, com índice pluviométrico entre 1.100 e 1.700mm. O tipo Cwb (mesotérmico de inverno seco e verão brando) se caracteriza por apresentar temperatura média do mês mais quente inferior à 22°C e em torno de 16,5°C no mês mais frio, e índice pluviométrico variando entre 1.300 e 1.700mm. O tipo Cfa (mesotérmico úmido) apresenta médias superiores à 22°C no mês mais quente e inferiores à 18°C no mês mais frio, com índice pluviométrico entre 1.100 e 2.000mm. Caracterizações mais pormenorizadas do clima da região podem ser encontradas em SETZER (1945), SETZER (1966), MELFI (1967), ABREU (1972), PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARAS (1972), DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINMERAL (1979), MELLO (1979), OLIVEIRA et al. (1979 e 1982) e OLIVEIRA & PRADO (1984).
  • 3.2.3 Vegetação : Apesar de quase totalmente retirada na região (devido à ocupação humana) a cobertura vegetal original apresenta ainda algumas manchas que permitem seu zoneamento segundo se apresenta na figura 18. s s FIGURA 18 - Distribuição dos tipos vegetais na área estudada, modificado de DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979). Predominava o grupo vegetal denominado floresta mesófila, típica de condições tropicais pluviais e com tipos florestais de pequeno porte. As outras associações aparecem dispersas no interior da floresta mesófila. Estes tipos são o cerrado (caracterizado por uma combinação de vegetação rasteira associada à árvores de pequeno porte), a floresta sub-tropical (composta por tipos florestais de médio porte) e o campo limpo (formação herbácea).
  • A caracterização da área em termos de unidades vegetais é melhor descrita nos trabalhos de SETZER (1945 e 1966), MELFI (1967), DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979), INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (1980), ÁVILA et al. (1981), OLIVEIRA et al. (1979 e 1982) e OLIVEIRA & PRADO (1984). 3.2.4 Hidrologia e Hidrogeologia : Do ponto de vista hidrológico a área estudada abrange parcelas das Zonas Hidrográficas 1, 2, e 7 (DAEE, 1984) ocupando parte das Regiões Administrativas 4, 5, e 6 do Estado de São Paulo (regiões de Sorocaba, Campinas e Ribeirão Preto respectivamente). Este conjunto de características do meio físico foi descrito tendo-se como base os estudos de DAEE (1972, 1973, 1974, 1981 e 1982). Além dos trabalhos do DAEE, foram utilizados também para as descrições e considerações apresentadas a seguir, as contribuições de DURANTE et. al. (1965), ABREU (1972), PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARAS (1972), TOGNA (1973), MEZZALIRA (1977), TORRES & MEZZALIRA (1977), MELLO (1979), DIOGO et. al. (1981), MAYER (1982), CETESB (1984), TOGNON (1985), e CETESB (1986). A zona hidrográfica número 1 engloba a Bacia do Piracicaba e parte da Bacia do Tietê (alto e médio superior), na zona número 2 tem-se parte da Bacia do Tietê (médio), e na zona 7 a Bacia do Pardo-Grande.
  • Uma melhor compartimentação desta área em termos de bacias hidrográficas, correspondendo às Bacias dos rios Tietê, Piracicaba e Moji-Guaçu, pode ser observada na figura 19. 13 14 16 17 10 15 4 12 5 11 6 3 9 8 7 1 2 2 1 - Rio Tietê 7 - Rio Atibaia 13 - Rib. do Meio 2 - Rio Capivari 8 - Rio Jaguari 14 - Rio da Itupeva 3 - Rio Piracicaba 9 - Rio Camanducaia 15 - Rib. da Cachoeira 4 - Rio da Cabeça 10 - Rio Moji-Guaçu 16 - Rio Jaguari-Mirim 5 - Rib. da Água Vermelha 11 - Rio do Peixe 17 - Rio Jacaré-Guaçu 6 - Rib. do Pinhal 12 - Rib. das Araras FIGURA 19 - Bacias hidrográficas presentes na área, modificado de DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA (1984). Hidrogeologicamente a área apresenta parte dos aquíferos Cristalino, Tubarão, Passa Dois, Botucatu, Diabásio, e Bauru conforme distribuição apresentada na figura 20.
  • FIGURA 20 - Sistemas aquíferos presentes na área estudada, modificado de DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA (1981). O Aquífero Cristalino ocupa a parcela leste da área e engloba os complexos pré-cambrianos e o maciço alcalino de Poços de Caldas, sendo um aquífero tipicamente controlado pelas descontinuidades presentes nas rochas. O Sistema Aquífero Tubarão ocupa a parte central da região estudada, tendo o sistema de armazenamento e circulação controlado pelos interstícios dos grãos dos clásticos grosseiros. Ocorrendo numa faixa estreita na porção leste da área, o Aquífero Passa Dois tem suas zonas aquíferas condicionadas por porosidade de interstícios (associados aos pacotes de litologias mais grosseiras) e por fissuras (nas unidades litológicas ricas em finos). O Aquífero Botucatu tem um sistema de armazenamento e circulação tipicamente controlado por porosidade, e situa-se no extremo noroeste da área estudada.
  • O Aquífero Diabásio ocorre na área de forma dispersa sendo caracterizado por um controle tipicamente estrutural (através de fraturas) das condições de circulação e armazenamento. O Aquífero Bauru tem suas características controladas pela distribuição dos sedimentos detríticos mais grosseiros e ocorre na porção oeste da área. 3.2.5 Geomorfologia : Do ponto de vista geomorfológico a área apresenta associações de formas de relevo que vão desde as Cuestas Arenito-basálticas até o Planalto Sul de Minas (planaltos de Poços de Caldas e de São Pedro de Caldas), passando pela Depressão Periférica e pela Zona Cristalina do Norte (DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL, 1979), cuja distribuição pode ser vista na figura 21. 5 1 5 3 2 4 1 CUESTAS ARENITO-BASÁLTICAS 2 DEPRESSÃO PERIFÉRICA 3 ZONA CRISTALINA DO NORTE 4 PLANALTO DE SÃO PEDRO DE CALDAS 5 PLANALTO DE POÇOS DE CALDAS FIGURA 21 - Associações geomorfológicas presentes na área, modificado de DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979).
  • As Cuestas Arenito-basálticas constituem escarpas esculpidas em estruturas monoclinais, devido à erosão diferencial nos arenitos da Formação Botucatu e derrames basálticos. A Depressão Periférica apresenta uniformidade paisagística, com relevo de colinas suaves e interflúvios abatidos, compreendendo rochas do Grupo Passa-Dois e do Supergrupo Tubarão da Bacia do Paraná. A Zona Cristalina do Norte representa um relevo de transição entre a Depressão Periférica e as área mais altas do Planalto Sul de Minas, sendo um relevo movimentado e dissecado, constituído de metamorfitos pré-cambrianos. A porção do Planalto Sul de Minas que ocorre nesta área pode ser dividida em duas unidades, o Planalto de São Pedro de Caldas (mais a sul) com relevo bastante movimentado em litotipos graníticos e migmatíticos, e o Planalto de Poços de Caldas, que corresponde à uma chaminé alcalina composta de morros de vertentes suaves e constituída primordialmente por foiaítos e tinguaítos. A Serra da Mantiqueira é representada na área pelo Planalto de Campos do Jordão caracterizado por um relevo bastante elevado e semi-aplainado com encostas convexas e suaves, formado por granitóides e migmatitos. Caracterizações mais completas destas unidades podem ser encontradas em ALMEIDA (1964), PENTEADO (1968) AB'SABER (1969), PENTEADO (1969), PENTEADO (1970), ABREU (1972), SOARES (1973), MODENESI (1974), DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979), PONÇANO et al. (1979a e 1979b), INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS (1981b), MAYER (1982), MENDES (1982), RODRIGUES (1982), VIEIRA (1982b), e RADAMBRASIL (1983).
  • 3.2.6 Geologia : Em termos de unidades litoestratigráficas a área engloba litologias metamórficas e magmáticas do Pré-cambriano, sedimentares e intrusivas básicas da Bacia do Paraná, intrusivas alcalinas do Planalto de Poços de Caldas, e coberturas cenozóicas. Devido às dificuldades de posicionamento estratigráfico e de ambientes de formação de certas unidades optou-se por apresentar as mesmas em termos de sua idade, a exemplo de DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979). Uma representação esquemática da distribuição destas unidades na área encontra-se na figura 22. 9 3 2 2 3 8 14 1 5 6 2 3 2 4 2 4 13 12 7 13 8 5 14 4 6 2 11 10 2 1 - Depósitos Aluviais 8 - Sub-Grupo Itararé 2 - Sedimentos Cenozóicos Arenosos 9 - Complexo Alcalino Poços de Caldas 3 - Grupo Bauru 10 - Complexo Socorro 4 - Intrusivas Básicas 11 - Formação Eleutério 5 - Grupo São Bento (Fm. Serra Geral, Botucatu e Pirambóia) 12 - Complexo Itapira 6 - Grupo Passa Dois (Fm. Corumbataí e Irati) 13 - Complexo Amparo 7 - Supergupo Tubarão (Fm. Tatui) 14 - Complexo Varginha FIGURA 22 - Mapa geológico simplificado da área, modificado de DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979).
  • 3.2.6.1 Pré-cambriano e Cambriano : As dificuldades de ordenação estratigráfica das unidades metamórficas e magmáticas Pré-cambrianas e Cambrianas induziu à apresentação das mesmas em associações (segundo proposta de BRAUN, 1974) seguindo um procedimento já aplicado por DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL (1979). As unidades apresentadas correspondem aos complexos Socorro, Varginha, Amparo e Itapira, à Formação Eleutério, e às unidades litológicas não agrupadas estratigraficamente tais como rochas cataclásticas, arenitos indiferenciados e plauenitos gnássicos. Sua apresentação corresponde a uma síntese dos trabalhos de EBERT (1967), WERNICK (1967), EBERT (1971), OLIVEIRA (1972), WERNICK (1972), WERNICK & PENALVA (1973), EBERT (1974), OLIVEIRA & ALVES (1974), WERNICK & PENALVA (1974a e 1974b), RODRIGUES (1976), FIORI et al. (1978), WERNICK (1978), ARTUR (1980), FIORI et al. (1980). O Complexo Socorro é composto por uma associação de granitos, granitóides, migmatitos e granulitos, que ocorrem na porção sudeste da área. No extremo sudeste predominam os granitos e granitóides profiroblásticos, os termos granulíticos com migmatitos associados são encontrados numa faixa vizinha à Falha de Socorro e a porção rica em charnoquitos e migmatitos distribui-se numa faixa discontínua de sentido sudeste - nordeste. O Complexo Varginha apresenta características similares às do Complexo Socorro, diferenciando-se deste apenas pela maior predominância de termos dos fácies granulítico e anfibolítico. É composto de migmatitos, granitos e granitóides porfiroblásticos na porção sudeste da área, e por migmatitos granitóides, granulitos, charnoquitos e anfibolitos na porção nordeste.
  • Sendo composto principalmente por gnaisses, o Complexo Amparo aparece nas porções sudeste e centro-leste da área, limitando-se à sudeste com o Complexo Socorro através da Falha de Socorro e à nordeste com os complexos Varginha e Itapira e com as rochas sedimentares da Bacia do Paraná através das falhas de Campinas e Jacutinga. Ocorrendo numa faixa de orientação sul - norte e sendo delimitado pelas falhas de Campinas e Valinhos o Complexo Itapira é composto de gnaisses, migmatitos, quartzo-dioritos, meta-calcários e quartzitos. A Formação Eleutério pode ser dividida em dois domínios litológicos distintos. O primeiro deles é composto por granitos porfiroblásticos e granitos cinzentos e aflora entre as falhas de Valinhos e Socorro (na porção sudeste da área). O segundo é composto por arenitos, siltitos e conglomerados com ocorrência limitada à porção nordeste da área. As principais ocorrências de rochas cataclásticas estão limitadas às vizinhanças das falhas de Valinhos (sudeste da área) e de Jacutinga (nordeste), constituindo-se de associações de milonitos, blastomilonitos, cataclasitos e ultramilonitos. Além das associações e complexos citados, ocorrem, nas proximidades do Maciço Alcalino de Poços de Caldas, corpos de arenitos indiferenciados e de plauenitos gnássicos. 3.2.6.2 Paleozóico : Representado por rochas sedimentares da Bacia do Paraná, de idades Permianas e Carboníferas, o Paleozóico da Quadrícula de Campinas abrange os tipos litológicos do Supergrupo Tubarão e do Grupo Passa Dois.
  • O Supergrupo Tubarão é composto pelos Grupos Itararé (com unidades depositadas em ambiente continental e marinho com contribuições de ambiente glacial) e Guatá (ambiente marinho transgressivo), já para o Grupo Passa Dois tem-se ambiente marinho raso para a Formação Irati e marinho raso à litorâneao para a Formação Corumbataí. Pormenores das informações apresentadas podem ser encontradas em FIGUEIREDO FILHO & FRAKES (1968), NORTHFLEET et al. (1969), LANDIM (1970), AMARAL (1971), ANDRADE & SOARES (1971), LANDIM & BARROS (1972), LANDIM & FÚLFARO (1972), SOARES (1972), SOARES & LANDIM (1973), SOARES et al. (1973), MUHLMANN et al. (1974), ROCHA- CAMPOS (1967), ROCHA-CAMPOS et al. (1977), SOARES et al. (1977), GAMA JÚNIOR (1979), COTTAS et al. (1981), FÚLFARO et al. (1984), e SOUZA FILHO (1986). O Grupo Itararé ocorre na parte central da área estudada numa extensa faixa norte-sul, sendo constituido por arenitos e diamectitos em sua porção inferior, e por arenitos, conglomerados e diamectitos com siltitos folhelhos e ritmitos subordinados, em sua porção superior. O Grupo Guatá é representado na região pela Formação Tatuí, que ocorre numa faixa estreita que se estende do sudoeste até o centro-norte da área. Em sua porção inferior predominam siltitos arenosos e arenitos médios, e na superior siltitos arenosos e argilosos com arenitos finos à médios.
  • O Grupo Passa Dois é dividido nas formações Irati e Corumbataí. A Formação Irati ocorre desde o sudoeste até o centro- norte da área e apresenta uma seção inferior rica em siltitos e folhelhos (apresentando as vezes um conglomerado basal), e uma seção superior composta pela intercalação de folhelhos pirobetuminosos e calcários dolomíticos. Já a Formação Corumbataí é composta de argilitos, siltitos e folhelhos em sua seção inferior, e argilitos e arenitos na porção superior, apresentando uma maior distribuição areal, estendendo-se desde o extremo sudoeste da Quadrícula até o centro-norte em faixa vizinha à área de ocorrência da formação Irati. 3.2.6.3 Mesozóico : As unidades de idade mesozóica que ocorrem na área pertencem aos Grupos São Bento (de idade triássica / cretácica) e Bauru (cretácico). O Grupo São Bento é dividido nas formações Pirambóia (ambiente fluvial), Botucatu (ambiente eólico), e Serra Geral (intrusões e derrames de vulcanismo de fissura). O Grupo Bauru representa um período de deposição em ambiente fluvio-lacustre. As informações apresentadas acerca destas unidades se baseiam nos trabalhos de BJORNBERG et. al. (1970), ANDRADE & SOARES (1971), BOSIO (1972), SOARES (1973), SOARES et. al. (1973), SUGUIO (1973), MEZZALIRA (1974), MUHLMANN et. al. (1974), SOARES (1975), BARCHA (1980), BRANDT NETO et. al. (1980), SOARES et. al. (1980), COTTAS & BARCELOS (1981), e BARCELOS (1984). A Formação Pirambóia ocorre na área numa faixa vizinha à ocorrência da Formação Corumbataí, além de ocorrências esparsas na porção noroeste. É composta principalmente por arenitos variados com intercalações de siltitos e argilitos.
  • A Formação Botucatu ocorre no extremo noroeste da Quadrícula de Campinas e é constituída por arenitos médios à muito finos e corpos de arenitos conglomeráticos e conglomerados em sua porção basal. A Formação Serra Geral ocorre na área estudada principalmente numa faixa norte-sul acompanhando as unidades de idade paleozóica e nas regiões noroeste e centro-oeste da área nas porções mais elevadas do terreno (serras de Itaqueri e do Cuscuzeiro) e nos vales de algumas drenagens (Ribeirão do Feijão, Rio do Monjolinho e Ribeirão Descaroçador). Seus litotipos principais são basaltos toleíticos com soleiras e diques de diabásio associados, apresentando intercalações de arenitos em sua base. O Grupo Bauru aflora na porção noroeste da área, nas porções mais elevadas (serras de São Pedro, Cuscuzeiro e Itaqueri), sendo composto predominantemente por arenitos, com ocorrências de siltitos, argilitos e conglomerados. 3.2.6.4 Mesozóico / Cenozóico : Deste período a principal unidade presente na Quadrícula de Campinas é o Complexo Alcalino de Poços de Caldas (de idade cretácica / terciária) que ocorre no extremo nordeste da área, na Serra do Caracol. É composto por fonolitos, tinguaítos e foiaítos, cuja descrição mais completa pode ser verificada em GORSKY & GORSKY (1968), OLIVEIRA (1968), OLIVEIRA (1971), GORSKY & GORSKY (1972), GORSKY & GORSKY (1974), OLIVEIRA (1974), OLIVEIRA et. al. (1975).
  • 3.2.6.5 Cenozóico : As unidades de idade cenozóica que ocorrem na região compreendem sedimentos inconsolidados e semi-consolidados, de origem aluvionar e coluvionar, além de depósitos indiferenciados, segundo BJORNBERG & LANDIM (1966a e 1966b), SOARES & LANDIM (1973), MODENESI (1974), SOARES & LANDIM (1976), FREITAS et. al. (1979), FÚLFARO (1979), LANDIM et. al. (1980), e VIEIRA (1982a). Os sedimentos de origem tida como coluvionar englobam os depósitos da Formação Rio Claro e depósitos correlatos, que ocorrem dispersos por toda a região central e centro-leste da área, compreendendo arenitos finos a grosseiros, as vezes argilosos. Os depósitos de origem aluvionar ocorrem ao longo dos vales das principais drenagens da área, nas bacias dos rios Tietê, Piracicaba e Moji-Guaçu, sendo compostos por termos arenosos, siltosos e argilosos. As coberturas quaternárias indiferenciadas aparecem dispersas nas porções centro-leste e sudeste da quadrícula. São sedimentos coluviais com contribuição aluvial, de caráter argilo-arenoso. Descritas as unidades litoestratigráficas presentes na área é conveniente que se apresente um resumo da geologia estrutural para a região. 3.2.6.6 Geologia Estrutural : No domínio pré-cambriano a estruturação é controlada por um conjunto de falhamentos (transcorrentes e inversos) que dividem a área em diversos blocos tectônicos, sendo responsáveis também pelos conjuntos de diáclases de orientações mais comuns NE, E-W e NW, consequência da evolução em regime rúptil.
  • As estruturas mais representativas deste domínio são as falhas de Jacutinga, Socorro e Monte Sião. A evolução estrutural em regime plástico é representada por um anticlinal envolvendo os Complexos de Amparo e Itapira. Para as unidades paleozóicas, mesozóicas e cenozóicas tem-se um controle típico de falhas normais formando estruturas quot;horstquot; e quot;grabenquot; e alguns domos isolados (como os de Pitanga, Assistência e Artemis). Contribuições relevantes acerca do assunto encontram-se em EBERT (1967), WERNICK (1967), EBERT (1968), HASUI et al. (1969), EBERT (1971), WERNICK (1972), HASUI (1973), PENALVA & WERNICK (1973), EBERT (1974), HASUI & SADOWSKI (1974), SOARES (1974), WERNICK & PENALVA (1974a e 1974b), HASUI et. al. (1977), ARTUR et. al. (1979), ARTUR et. al. (1981). 3.2.6.7 Recursos Minerais : Como consequência dos tipos litológicos presentes na área tem- se o predomínio de recursos minerais não-metálicos, exceção feita apenas à intrusão alcalina de Poços de Caldas (DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL, 1979). Nos terrenos pré-cambrianos os principais recursos minerais são as águas minerais, o manganês, os pegmatitos, e rochas usadas na construção civil na forma de lajes, placas e blocos tais como quartzitos e granitos. Nas unidades da Bacia do Paraná destacam-se as rochas utilizadas na construção civil (agregados de basalto e diabásio, e pedras ornamentais como o calcário irati e o arenito botucatu) e recursos minerais não metálicos tais como argilas, dolomito, calcário, e areia industrial.
  • As condições geológicas peculiares do Complexo Alcalino de Poços de Caldas proporcionam uma grande riqueza em recursos minerais metálicos tais como bauxita, urânio, zircônio, molibdênio, terras raras, e potássio. 3.2.7 Solos : Os solos presentes na área apresentam características químicas típicas de ambiente tropical e sub-tropical, havendo um predomínio de latossolos e podzólicos, como se pode verificar em CENTRO NACIONAL DE ENSINO E PESQUISAS AGRONÔMICAS (1960), OLIVEIRA & BOTTA (1973), ESPÍNDOLA & MILLER (1979), OLIVEIRA et al. (1979), OLIVEIRA et al. (1982), RADAMBRASIL (1983) e OLIVEIRA & PRADO (1984). Uma representação simplificada desta distribuição pode ser observada na figura 23. TB C O P P AQ C L L L L P P P L L L P L L AQ AREIAS QUARTZOSAS O SOLOS ORGÂNICOS C CAMBISSOLOS P PODZÓLICOS L LATOSSOLOS TB TERRA BRUNA ESTRUTURADA FIGURA 23 - Distribuição dos principais grupos pedológicos presentes na área estudada, modificado de RADAMBRASIL (1983).
  • Os latossolos predominam na maior parte da área, ocorrendo principalmente nas porções central e noroeste, sendo os tipos mais comuns os Latossolos vermelho escuros, os Latossolos roxos e os Latossolos vermelho amarelos. Nas porções oeste e leste da quadrícula tem-se um predomínio marcante dos solos podzólicos, com maior expressão de Podzólicos vermelho amarelos álicos e de Podzólicos vermelho amarelos eutróficos. Além dos latossolos e podzólicos tem-se ocorrências menores de outros grupos tais como Areias Quartzosas (no extremo noroeste da quadrícula), Solos Orgânicos (no centro-norte da área, na planície de inundação do Rio Moji-Guaçu principalmente), e Cambissolos (no extremo nordeste da área). 3.2.8 Ocupação e Uso da Terra : Como já citado anteriormente, a área estudada teve sua vegetação natural quase totalmente devastada com a finalidade de aproveitamento agropecuário da terra. Isto se deve em parte às características próprias da ocupação do interior paulista ao longo dos anos, e também em função das condições dos solos e do relevo que favorecem esta modalidade de ocupação (RADAMBRASIL, 1983). Tal fato pode ser verificado na figura 24 que mostra um zoneamento da capacidade de uso das terras na região, evidenciando uma potencialidade maior para pastagens e silvicultura nas porções oeste e leste da área, e uma maior potencialidade ao cultivo na parte central da quadrícula.
  • TI PS TI TC TI PS PS TC PS TI TC TI PS TI PS TI PS PS TERRAS PRÓPRIAS PARA PASTAGEM E SILVICULTURA TC TERRAS CULTIVÁVEIS TI TERRAS IMPRÓPRIAS FIGURA 24 - Capacidade de uso da terra na área estudada, modificado de INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO 1980. Como consequência destas características de capacidade de uso da terra, tem-se uma ocupação que acompanha estas condições. Assim, tem-se uma utilização típica de pastagens combinadas com culturas anuais e silvicultura nas porções nordeste e sudeste da área, de pastagem combinada com cobertura natural e silvicultura nas porções noroeste e sudoeste, e uma faixa central da quadrícula com forte predomínio agrícola (culturas anuais e semi-permanentes), como se observa na figura 25.
  • CA CP CP CP PA PA CA CP CA CULTURAS ANUAIS CA CULTURAS PERMANENTES CP CULTURAS SEMI-PERMANENTES CS PASTAGENS PA FIGURA 25 - Carta de uso da terra para a área estudada, modificado de INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (1980).
  • 4 MATERIAL E MÉTODOS : Com a finalidade de analisar a eficácia da técnica de avaliação do terreno para fins de zoneamento do meio físico para a área estudada foi desenvolvido um trabalho de zoneamento das formas do terreno para sua posterior avaliação em termos dos trabalhos já realizados na área que enfocassem : substrato rochoso, materiais inconsolidados e características geotécnicas. O objetivo principal foi, após a realização do referido zoneamento, verificar sua representatividade em termos das propriedades dos materiais presentes em cada uma das áreas delimitadas, avaliando-se assim a relação formas do terreno x características / propriedades dos materiais. 4.1 BASES METODOLÓGICAS : Antes que se descreva a sequência de procedimentos utilizados para o trabalho de avaliação do terreno é preciso que se apresente o conceito operacional de quot;landformquot; utilizado no zoneamento efetuado, uma vez que este conceito operacional é a base de todas as análises. Como já foi comentado no tópico 3.1.1 a diversidade de enfoques usados nas diversas definições de quot;landformquot; encontradas na bibliografia torna difícil o seu uso sem a adoção de um conceito rígido e claro, que facilite o entendimento das bases do zoneamento efetuado. Com o objetivo de solucionar esta dificuldade foi proposta uma definição operacional que satisfizesse às seguintes exigências :
  • ### apresentar uma descrição tipicamente fisiográfica de quot;landformquot; (possibilitando seu uso através do simples reconhecimento da forma, sem análises ou interpretações); ### não fazer distinções entre formas erosivas e deposicionais (diferença considerada relevante apenas na etapa de análise dos resultados); ### não usar os materiais como critério de distinção da forma de terreno (já que a diferença entre propriedades dos materiais deve ser uma consequência da eficiência da técnica e não um critério de análise) e; ### não explicitar a influência da estrutura geológica (deixando-se esta consideração para análises posteriores). Desta forma espera-se ter chegado à um conceito operacional pouco extenso e de fácil aplicação, definindo-se quot;landformquot; da seguinte maneira : quot;porção do terreno originada de processos naturais e distinguível das porções vizinhas (demais quot;landformsquot;) em pelo menos um dos seguintes elementos de identificação : forma e posição topográfica, frequência e organização dos canais, inclinação das vertentes, e amplitude de relevoquot;. Adotado o conceito operacional citado, foi possível então a elaboração de uma sequência de procedimentos julgada adequada à análise pretendida. De acordo com as dimensões que este quot;landformquot; apresenta e de acordo com o enfoque que se pretende dar à análise, são costumeiramente utilizados três níveis hierárquicos : (1) sistema de terreno (ou quot;land systemquot; que corresponde à uma associação de formas, por exemplo um relevo composto por colinas e vales); (2) unidade de terreno (ou quot;land unitquot;, que são formas individuais como uma colina por exemplo); e (3) elemento de terreno (quot;land elementquot;, porção que compõe uma forma, como o topo de uma colina por exemplo).
  • Com o objetivo de facilitar o entendimento serão primeiramente apresentadas as bases teóricas usadas na elaboração da proposta metodológica e, posteriormente, sua sistematização. Uma das primeiras observações a ser feita é que o trabalho foi conduzido à dois níveis hierárquicos de quot;landformquot;, o primeiro deles foi o nível mais geral de sistema de terreno (quot;land systemquot;) e o nível seguinte foi o de unidade de terreno (quot;land unitquot;). O uso de dois níveis hierárquicos foi adotado em virtude de se buscar o significado de cada um dos zoneamentos de formas do terreno (de sistemas e de unidades) em termos das características dos materiais. O terceiro nível hierárquico (mais detalhado), denominado elemento de terreno (quot;land elementquot;), não foi considerado em virtude da escala adotada no presente trabalho e das dimensões da área em estudo. Como este nível requer um grande detalhe, sua aplicação só seria possível em escalas maiores de trabalho (1:25.000 no mínimo) o que seria inviável pelo fato da área estudada ser muito extensa e pela não disponibilidade de sensores remotos em escalas adequadas (1:10.000 preferencialmente). Além disso, este nível de detalhe só se aplica à trabalhos de escala local o que não representa o objetivo do presente trabalho que é testar a eficácia da técnica de avaliação do terreno para zoneamento geral do meio físico, e não resolver um problema específico. Os níveis hierárquicos de quot;landformquot; adotados apresentam, como se terá oportunidade de verificar, algumas diferenças nas técnicas de análise, motivo pelo qual serão aqui decritos separadamente.
  • 4.2 USO DE FOTOGRAFIAS AÉREAS : A aplicação da técnica de avaliação do terreno para o zoneamento do meio físico pressupõe antes de mais nada a disponibilidade de sensores adequados às necessidades do trabalho. No caso em questão fez-se uso de fotografias aéreas pancromáticas por se tratar de um material já disponível no âmbito do Projeto quot;Mapeamento Geotécnico do Centro-leste do Estado de São Pauloquot; e por estas se encontrarem numa escala (1:60.000) adequada ao uso pretendido. Descreve-se a seguir os procedimentos usados nesta etapa do trabalho para o zoneamento da área. 4.2.1 Sistema de Terreno : Maior dentre os níveis hierárquicos de quot;landformquot;, o sistema de terreno (quot;land systemquot;) pode ser descrito como : quot;associação de formas de relevo com expressão especial determinada e que representa condições similares de processos evolutivos e de materiais associados, representando um conjunto de processos ou um intervalo de tempo durante o qual este conjunto de processos se encontrou ativo, esperando-se que apresente uniformidade à nível de substrato rochosoquot; (figura 26).
  • A B Sistema A - colinas pequenas onduladas e vales estreitos e profundos com alta frequência de canais. Sistema B - colinas amplas suave onduladas, vales abertos com baixa frequência de canais FIGURA 26 - Representação da delimitação de sistemas de terreno. Sua delimitação se dá através de trabalhos de aerofotointerpretação (sistemática de reconhecimento e identificação de características dos terrenos) em sensores remotos, visando um reconhecimento genérico da área baseado nas grandes expressões geomorfológicas observadas. Tal processo se inicia com a observação de fotomosaicos da área em estudo, permitindo um primeiro zoneamento, o qual é posteriormente aperfeiçoado através da análise de estereopares, seguida da observação de mapas topográficos da região (em escala compatível com a das fotografias aéreas) verificando-se a expressão espacial das formas delimitadas, possibilitando assim os processos de generalização (conceitual e gráfica) efetuados a partir de uma etapa de interpretação de estereopares, para que se obtenha então o mapa de sistemas de terreno.
  • O processo de generalização pode ser dividido em dois tipos de ação : (1) generalização conceitual (seleção das feições a serem apresentadas, omissão de feições irrelevantes, classificação das informações de acordo com sua importância, e combinação e/ou ênfase de feições dependendo de sua classificação); e (2) generalização gráfica (representação gráfica dos elementos a partir de tarefas tais como exagero ou ênfase, simplificação de feições, combinação de feições, deslocamento ou omissão de elementos de menor importância). A montagem do fotomosaico corresponde à uma fase distinta do trabalho a qual deve ser completada antes do início da avaliação do terreno. No trabalho em questão foram montados três fotomosaicos em virtude das grandes dimenssões da área que proporcionaria um fotomosaico de 6m2 de área (3 x 2m) caso fosse montado um único fotomosaico. A montagem destes fotomosaicos foi feita a partir do uso de cópias reprográficas laser (em verdadeira grandeza) das fotos aéreas da área, com determinação da áreas útil de cada uma delas e a montagem do centro para as extremidades do mosaico como forma de minimizar as possíveis distorções. Tal processo é ilustrado na sequência de figuras de 27a a 27d.
  • 27a - cópia em VG 27b - área útil 27c - esquema de montagem 27d - fotomosaico montado FIGURA 27 - Procedimento usado para montagem dos fotomosaicos.
  • 4.2.2 Unidade de Terreno : Primeira subdivisão do sistema de terreno, a unidade de terreno (quot;land unitquot;) pode ser descrita como quot;forma individual do terreno que se distinge das outras às quais está associada por indicar um determinado sub-conjunto de processos do sistema de terreno no qual se situa, estas características devem se refletir à nível de diferenças em termos do material inconsolidado associado à unidadequot; (figura 28). B-2 B-1 Unidade B-1 - colina. Unidade B-2 - vale. FIGURA 28 - Estereopar representativo do zoneamento de unidades de terreno (dentro do sistema B da figura 26). A delimitação das unidades de terreno se dá com base em características geomorfológicas tais como forma topográfica, amplitude de relevo, inclinação de vertentes, e características de organização da drenagem em termos de frequência e estruturação da rede de canais. Neste ponto é importante que se destaque um aspecto importante da aplicação da avaliação do terreno para este nível hierárquico. O processo de análise dos estereopares consiste de identificação de padrões de formas e de sua delimitação.
  • Esta análise no entanto não considera limites numéricos para a identificação ou descrição das formas. Mesmo assim, para facilitar o entendimento dos critérios utilizados no presente trabalho, são apresentadas duas tabelas onde cada um dos critérios de análise é apresentado. Na tabela 1 são apresentadas as unidades de terreno identificadas, acompanhadas de uma descrição suscinta. Unidade Critérios de Reconhecimento Escarpa vertentes retilíneas com altas declividades (>20%), amplitude de relevo maior que 100m. Colina vertentes convexas ou côncavas, topos ondulados a aplainados, declividades moderadas a baixas (<10% na maioria dos casos), amplitude de relevo menor que 100m. Vale vertentes convexas ou côncavas, declividades variadas (desde muito baixas até altas), amplitude de relevo variada. Morrote vertentes predominantemente convexas, topos arredondados a angulosos, declividades moderadas a altas (>10%), amplitude de relevo menor que 100m. Morro vertentes convexas a retilíneas, topos ondulados a pontiagudos, declividades altas (>20%), amplitude de relevo maior que 100m. TABELA 1 - Unidades de terreno reconhecidas na área estudada e critérios de reconhecimento das mesmas. Na tabela 2 são apresentados os termos utilizados para descrever as unidades de terreno identificadas e os critérios de descrição destes termos.
  • Significado Termo Dimensões ou Critério de medida ou Descrição de descrição Expressão pequeno < 1km extensão maiorErro! Geográfica médio 1 a 2km Indicador não definido. (colina, amplo > 2km Erro! Indicador não definido. morrote e - maior componente de morro) extensão da forma extensãoErro! Indicador não Expressão pequeno < 1km Geográfica médio 1 a 2km definido. (vale) amplo > 2km Erro! Indicador não definido. - seção transversal do vale Forma da ondulada 5 a 10% declividade das Seção suave ondulada 2 a 5% vertentes Transversal aplainada < 2% (colina) Forma do arredondado < 20% declividade do topo Topo anguloso > 20% (morrote e morro) Forma do fechado > 10% declividade das Vale aberto < 10% vertentes Forma da convexa convencional Encosta retilínea convencional côncava convencional > 15/km2 Frequência muito alta número total de canais 2 de Canais alta 7 a 15/km (inclusive ravinas) 2 por km2 média 3 a 7/km < 3/km2 baixa TABELA 2 - Critérios de descrição das unidades de terreno identificadas na área estudada.
  • O processo de zoneamento de unidades de terreno consiste primeiramente na subdivisão dos sistemas através de aerofotoanálise (reconhecimento e delimitação de feições em padrões ou unidades) de estereopares, seguida de trabalho de campo que consiste na confecção de seções cruzadas (escolhidas na fase de fotoanálise) que visam uma checagem das características das unidades delimitadas e de seus limites, seguida de uma etapa final de fotoanálise de estereopares com generalização conceitual e gráfica, e finalizada com a elaboração do mapa de unidades de terreno. 4.2.3 Elemento de Terreno : Apesar do presente trabalho não considerar, pelos motivos expostos anteriormente, este nível hierárquico de forma de terreno, optou-se pela inclusão deste tópico para que a metodologia proposta ficasse completa. O elemento de terreno (quot;land elementquot;) corresponde à uma subdivisão da unidade de terreno e pode ser entendido como quot;parte de uma forma individual do relevo distinguível das demais partes em termos de inclinação ou forma da vertente, posição topográfica, ou forma topográfica, e que deve refletir condições diferenciadas de espessura de materiais inconsolidados ou variações laterais no perfil destes materiaisquot; (figura 29).
  • Elemento B-2.1 - encostas convexas. Elemento B-2.2 - fundo do vale. FIGURA 29 - Estereopar ilustrativo do zoneamento de elementos de terreno (dentro da unidade B-2). Caso este nível hierárquico seja considerado, o processo de zoneamento usado para sua delimitação é o mesmo usado para a unidade de terreno, apenas considerando-se o maior detalhe requerido e o uso de sensores remotos em maiores escalas, usando-se a técnica de aerofotodedução (associação das informações coletadas com o conhecimento do intérprete sobre o terreno e os materiais nele presentes permitindo a obtenção de informações derivadas - não obtidas diretamente do sensor). Outra diferença marcante a ser destacada no levantamento de quot;land elementsquot; com relação aos outros níveis hierárquicos é o fato de que este por ser um trabalho de detalhe, normalmente visando a solução de problema específico, requer uma amostragem mais densa, além de incluir às vezes a abordagem paramétrica (uso de medidas das formas do terreno) e de ensaios de campo e laboratório (dependendo do problema em estudo) visando uma caracterização o mais precisa possível da área estudada.
  • 4.3 TRABALHOS DE CAMPO : A etapa de trabalhos de campo tem por objetivo a checagem dos resultados obtidos através do uso de fotografias aéreas, de forma a proporcionar maior precisão ao zoneamento estabelecido e possibilitar as atividades de generalização. No tocante à checagem citada, vale ressaltar que o zoneamento obtido nas etapas de fotointerpretação/análise/dedução não é definitivo, havendo locais onde este zoneamento é considerado confiável pelo intérprete (as formas identificadas são denominadas quot;landform seguroquot;) e locais onde existem dúvidas quanto ao limite exato entre as formas identificadas (nestes locais as formas são então denominadas quot;landform provávelquot;). O trabalho de campo permite não só confirmar limites considerados seguros mas também sanar dúvidas nos locais onde o não se tem grande confiança no zoneamento obtido. Para tanto, são selecionadas para a etapa de campo áreas-chave nas quais o zoneamento seja considerado confiável e áreas que representem dúvidas a serem resolvidas. Este trabalho de campo consiste do levantamento de seções-tipo dos quot;landformsquot; identificados, nas quais se busca uma caracterização minuciosa dos materais (rochosos e inconsolidados) existentes bem como de sua variabilidade tanto no sentido vertical como lateral, permitindo uma identificação de condições de materiais que sejam típicas dos quot;landformsquot; identificados. Com esta relação entre quot;landformquot; e material bem estabelecida pode-se então executar as tarefas de generalização, sejam elas de interpolação em áreas-chave ou de extrapolação de áreas-chave para outras áreas onde o mesmo quot;landformquot; ocorra. As seções-tipo são escolhidas de forma a abranger todas as unidades de terreno presentes na área-chave e devem ser orientadas perpendicularmente às drenagens (figuras 30a e 30b).
  • É interessante também que estas seções coincidam ou estejam o mais próximas possível de eixos de uma obras lineares (rodovias, ferrovias ou linhas de transmissão) da qual se possua um conjunto de informações prévias de caracterização geotécnica dos materiais (tais como sondagens, poços ou ensaios) que possam ser utilizadas minimizando os custos com amostragem e ensaios. 30a - orientação preferencial da seção 30b - apresentação da seção FIGURA 30 - Elaboração de seções cruzadas. Nesta etapa deve-se percorrer a seção em questão observando cortes e afloramentos com o máximo cuidado possível visando reunir uma quantidade de informações que proporcione a confirmação dos resultados obtidos através do uso de sensores remotos ou subsídios para sua reavaliação.
  • É importante que se destaque que estas quot;seçõesquot; não tem que ser necessariamente contínuas ou perfeitamente retilíneas conforme se verifica na figura. Na verdade o importente é que os locais onde sejam feitos os levantamentos para compor a seção-tipo considerada seja o mais representativo possível do quot;landformquot; analisado, contemplando todas as variações esperadas em termos de formas e de materiais. A apresentação das seções-tipo compreende o agrupamento das informações obtidas nos trabalhos de campo para aquele quot;landformquot; e sua representação na forma de uma seção transversal do terreno com a representação dos intervalos de materais identificados para o quot;landformquot; em questão. Para a apresentação dos intervalos de materiais presentes nas seções-tipo optou-se, no presente trabalho, pela adoção da proposta da GEOLOGICAL SOCIETY (1995) que além de apresentar critérios claros para a descrição dos intervalos de materiais presentes no perfil de alteração, representa uma proposta de uniformização (à nível mundial) da apresentação deste tipo de resultados. Esta “Working Party” apresenta modos diferenciados de descrição de perfis homogêneos (tabela 3) e de perfis heterogêneos (tabela 4) associando estado de alteração com as características típicas do horizonte considerado.
  • GRAU DE CARACTERÍSTICAS TÍPICAS INTER- ALTERAÇÃO VALO I-São Inalterada em relação ao estado original. ROCHA II-Pouco Fragmentação e descoloração fracas. ROCHA Alterada III-Alterada Consideravelmente fragmentada, descoloração ROCHA Moderadamente penetrativa, blocos maiores não quebrados com a mão. ALTERADA IV-Altamente Blocos podem ser quebrados com a mão, não há ROCHA Alterada empastilhamento imediato quando imerso em água. ALETRADA V-Alterada Consideravelmente fragmentado, empastilhado, conserva SOLO Completamente relictos da textura original. VI-Solo Solo derivado de alteração “in situ” e que não SOLO contenha nenhuma evidência de textura ou fábrica. TABELA 3 - Classificação de estado de alteração para perfis homogêneos de materiais, modificado de GEOLOGICAL SOCIETY (1995).
  • ZONA % DOS CARACTERÍSTICAS TÍPICAS INTER MATERIAIS VALO Z1 100% I a III Comporta-se como rocha. ROCHA Z2 >90% I-III Fragmentação em discontinuidades, propriedades ROCHA <10% IV-VI mecânicas e permeabilidade afetadas Z3 50-90% I-III Fragmentos maiores controlam prop. mecânicas, SAPRO- 10-50% IV-VI matriz controla permeabilidade LITO Z4 30-50% I-III Fragmentos contribuem com prop. mecânicas, SAPRO- 50-70% IV-VI matriz controla permeabilidade LÍTICO Z5 <30% I-III Fragmentação pode controlar comportamento, SAPRO- 70-100% IV-VI núcleos inalterados podem ter influência LÍTICO Z6 100% IV-VI Deve se comportar como solo, relíctos da LATERÍ fábrica podem ter alguma influência TICO TABELA 4 - Classificação do estado de alteração para perfis de materiais heterogêneas, modificado de GEOLOGICAL SOCIETY (1995). Concluídas as etapas de zoneamento através do uso fotografias aéreas, de coleta de dados anteriores e de trabalho de campo, os próximos passos são a checagem dos resultados com os dados anteriores e a caracterização geotécnica das áreas delimitadas (através do uso das informações anteriores e dos ensaios de campo e laboratório).
  • 4.4 USO DE MAPAS ANTERIORES : Terminadas as etapas de uso de sensores remotos e de trabalhos de campo deve-se proceder à checagem dos resultados obtidos com os mapas (geológicos e geotécnicos) já elaborados para a área em estudo, visando avaliar o zoneamento obtido. Neste ponto duas considerações importantes podem ser feitas : (1) a não coincidência do zoneamento obtido pela fotointerpretação e os mapas anteriores não significa necessariamente erros mas sim regiões que precisam ser melhor avaliadas por trabalhos de campo (considerar que o quot;erroquot; tanto pode estar no zoneamento que se está elaborando como no mapa anterior que está sendo consultado); e (2) esta confrontação de resultados do zoneamento com mapas anteriores pode ser feita antes da fase de campo podendo eliminar, desta forma, uma segunda etapa de campo. Nas situações nas quais estas informações anteriores inexistam ou sejam inacessíveis esta etapa não é considerada, ou seja, deve-se partir diretamente para a etapa posterior (caracterização geotécnica das unidades). 4.5 AMOSTRAGEM E ENSAIOS : Analisada a validade do zoneamento estabelecido pode-se proceder então à amostragem e aos ensaios visando a caracterização geotécnica da área estudada, não se esquecendo de aproveitar todas as informações anteriores que se tenha obtido, e que sejam consideradas confiáveis. Cumpre destacar que o uso da técnica de avaliação do terreno deve propiciar uma amostragem orientada e tão reduzida quanto possível (a menos que se trate de estudos locais) senão a técnica de avaliação do terreno perde grande parte de sua utilidade para a caracterização geotécnica preliminar de áreas.
  • Esta amostragem deve portanto ser orientada à áreas-chave selecionadas em função de sua representatividade, não havendo critérios rígidos (numéricos) para a amostragem (isto pode variar para cada área estudada, idependentemente das dimensões da área ou da escala considerada). Esta amostragem deve portanto estar preferencialmente orientada à áreas-chave previamente estabelecidas ou à locais onde tenham sido levantadas as seções-tipo das unidades. Com relação aos ensaios de laboratório deve-se adotar o conjunto julgado mais adequado para caracterizar geotécnicamente a área em função de suas peculiaridades e da finalidade do trabalho. Nas situações em que o trabalho visar uma investigação local ou a solução de um problema pré-determinado (escalas normalmente superiores à 1:10.000) podem ser realizados ensaios de campo selecionados de acordo com o problema em estudo. 4.6 ELABORAÇÃO DE MAPAS : Cumpridas as etapas anteriormente citadas pode-se então partir para a apresentação dos resultados, o que deve ser feito na forma de mapas acompanhados de um relatório síntese das unidades do meio físico representadas, descrevendo as informações consideradas de interesse. Estes produtos tanto podem ser mapas de quot;landformsquot; (em qualquer dos três níveis hierárquicos citados) acompanhados da caracterização geotécnica das unidades (tornando-se um mapa de zoneamento geotécnico geral), como podem ser mapas de zoneamento geotécnico específico considerando um uso ou ocupação pretendido ou a solução de um problema específico.
  • Espera-se que estes mapas (desde que elaborados com critério e rigor) sejam considerados confiáveis e venham a se transformar em mapas geotécnicos com o acréscimo da etapa de análise do mapeamento geotécnico, sendo uma base confiável para a elaboração de mapas básicos tais como mapas de substrato rochoso ou mapas de materiais inconsolidados. Em algumas situações estes mapas de quot;landformsquot; podem até se transformar automaticamente num mapa geotécnico básico que conjuge informações de geomorfologia, substrato rochoso, materiais inconsolidados e fenômenos geodinâmicos. Nos casos em que se considere um tipo de uso ou ocupação espesífico é fundamental que além do mapa de adequabilidade para a finalidade considerada se inclua também o mapa de formas de terreno que possibilitou a análise, obviamente sendo ambos acompanhados pelo menos de uma descrição sintética das unidades. No trabalho em questão esta etapa compreendeu apenas a elaboração dos mapas de quot;landformquot; (à nível de sistemas de terreno e de unidades de terreno) abrangendo as seguintes etapas : (1) transferência (para os mapas topográficos em escala 1:50.000) dos limites de unidades de formas de terreno obtidos dos sensores remotos através do uso de aerosketchmaster; (2) digitalização dos mapas 1:50.000 de forma a compor o mapa final abrangendo toda a área; (3) tratamento e edição dos mapas finais; e (4) apresentação e impressão dos mapas finais. 4.7 SÍSTEMATIZAÇÃO DA TÉCNICA : Descritas e analisadas as etapas julgadas fundamentais para um trabalho de caracterização geotécnica que aplique a técnica de avaliação do terreno, é importante que se apresente agora a sistematização da técnica em todas suas etapas :
  • A. Levantamento de Informações e Materiais : obtenção de sensores remotos, mapas existentes, e informações de investigações geotécnicas anteriores executadas na área estudada e obtenção ou elaboração da base cartográgica. B. Uso de Fotos Aéreas / Avaliação do Terreno : b.1 Montagem do Fotomosaico b.2 Delimitação de Sistemas de Terreno : interpretação do fotomosaico fotointerpretação preliminar uso de mapas topográficos generalizações fotointerpretação final mapa de sistemas de terreno b.3 Delimitação de Unidades de Terreno : fotoanálise preliminar trabalho de campo (seções-tipo) generalizações fotoanálise final mapa de unidades de terreno b.4 Delimitação de Elementos de Terreno : fotodedução preliminar trabalho de campo (seções-tipo) generalizações fotodedução final mapa de elementos de terreno C. Uso de Mapas Anteriores : checagem e análise D. Caracterização Geotécnica das Unidades : amostragem e ensaios E. Elaboração de Mapas e Documentos Relacionados
  • 4.8 APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA PROPOSTA : Como já citado anteriormente o objetivo central do presente trabalho não foi a elaboração de mapas geotécnicos para a área estudada mas sim a análise de viabilidade de uso da técnica de avaliação do terreno para caracterização do meio físico nas condições estudadas. Desta forma a sistemática proposta foi aplicada em uma área já previamente mapeada geotecnicamente podendo-se lançar mão de informações anteriores de investigações geotécnicas e de programas de ensaios já levados à cabo em trabalhos elaborados no âmbito do projeto citado, excluindo assim, a etapa D (caracterização geotécnica - amostragem e ensaios) e parte das etapas B (delimitação de elementos de terreno - b.4) e E (elaboração de mapas geotécnicos). Assim o objetivo era confrontar os resultados obtidos da aplicação da técnica de avaliação do terreno com os obtidos por outros autores em trabalhos de mapeamento geotécnico para parcelas da área estudada (sendo que em alguns deles havia sido usada a técnica de avaliação do terreno e em outros não). Desta maneira o resultado final desta aplicação não é propriamente um conjunto de mapas geotécnicos, mas sim a análise do desempenho da técnica para o zoneamento de unidades do meio físico. 4.9 MATERIAL UTILIZADO : O conjunto de materiais usados para o desenvolvimento do presente trabalho pode ser assim agrupado e descrito segundo a etapa do trabalho no qual seu uso se deu :
  • 4.9.1 Informações Anteriores : • 5486 pontos descritos, Proj. Map. Geotec. Centro-leste do Estado de São Paulo. • 1745 pontos amostrados e ensaiados (amostras em anel - determinação de índices físicos e amostras deformadas - ensaios de caracterização), Proj. Map. Geotec. Centro-leste do Estado de São Paulo. • 674 pontos com informações de sondagens de simples reconhecimento, informações levantadas pelo Proj. Map. Geotec. Centro-leste do Estado de São Paulo. • 454 pontos com informações de sondagens com Penetrômetro tipo Borro, informações levantadas pelo Proj. Map. Geotec. Centro-leste do Estado de São Paulo. • 927 pontos com informações de sondagens para prospecção de águas subterrâneas, informações levantadas pelo Proj. Map. Geotec. Centro-leste do Estado de São Paulo.
  • 4.9.2 Mapas Topográficos : • Folha São Carlos, escala 1:50.000, IBGE (1971) • Folha Corumbataí, escala 1:50.000, IBGE (1971) • Folha Itirapina, escala 1:50.000, IBGE (1969) • Folha Rio Claro, escala 1:50.000, IBGE (1969) • Folha São Pedro, escala 1:50.000, IBGE (1969) • Folha Piracicaba, escala 1:50.000, IBGE (1969) • Folha Ibituruna, escala 1:50.000, IBGE (1970) • Folha Capivari, escala 1:50.000, IBGE (1970) • Folha Leme, escala 1:50.000, IBGE (1971) • Folha Rio Capetinga, escala 1:50.000, IBGE (1971) • Folha Araras, escala 1:50.000, IBGE (1969) • Folha Conchal, escala 1:50.000, IBGE (1974) • Folha Limeira, escala 1:50.000, IBGE (1969) • Folha Cosmópolis, escala 1:50.000, IBGE (1974) • Folha Americana, escala 1:50.000, IBGE (1970) • Folha Campinas, escala 1:50.000, IBGE (1974) • Folha Aguaí, escala 1:50.000, IBGE (1972) • Folha Pinhal, escala 1:50.000, IBGE (1972) • Folha Moji-Guaçu, escala 1:50.000, IBGE (1972) • Folha Águas de Lindóia, escala 1:50.000, IBGE (1972) • Folha Amparo, escala 1:50.000, IBGE (1972) • Folha Socorro, escala 1:50.000, IBGE (1972) • Folha Valinhos, escala 1:50.000, IBGE (1972) • Folha Bragança Paulista, escala 1:50.000, IBGE (1972) • Quadrícula Campinas, escala 1:250.000, IBGE (1980)
  • 4.9.3 Mapas Geológicos : • Carta Geológica do Projeto Sapucaí, Quadrícula SF-23- Y-A - Campinas, escala 1:250.000, DNPM (1979). • Mapa Geológico de Semi-detalhe do Centro-leste do Estado de São Paulo, escala 1:250.000, ANDRADE & SOARES (1971). • Mapa Geológico da Região Administrativa de Campinas, escala 1:500.000, DAEE (1981). • Mapa Geológico da Região Administrativa de Sorocaba, escala 1:500.000, DAEE (1982). • Mapa Geológico da Região Administrativa de Ribeirão Preto, escala 1:500.000, DAEE (1974). • Mapa Geológico do Estado de São Paulo, escala 1:500.000, IPT (1981). • Divisão Faciológica do Subgrupo Itararé e da Formação Aquidauana no Nordeste do Estado de São Paulo, escala 1:250.000, COTTAS et alii (1981). • Mapa Faciológico do Subgrupo Itararé na Quadrícula de Campinas (SP), escala 1:100.000, SOUZA FILHO (1986). • Mapa Geológico do Estado de São Paulo, escala 1:250.000, DAEE/UNESP (1982). • Folha SF. 23/24 Rio de Janeiro / Vitória - Geologia, escala 1:1.000.000, RADAMBRASIL (1983). • Formações Geológicas de Superfície - Folha Geológica de Leme, escala 1:50.000, IG (1980). • Formações Geológicas de Superfície - Folha Geológica de Rio Capetinga, escala 1:50.000, IG (1981). • Formações Geológicas de Superfície - Folha Geológica de Aguaí, escala 1:50.000, IG (1983). • Formações Geológicas de Superfície - Folha Geológica de Corumbataí, escala 1:50.000, IG (1984). • Formações Geológicas de Superfície - Folha Geológica de Rio Claro, escala 1:50.000, IG (1986). • Formações Geológicas de Superfície - Folha Geológica de Araras, escala 1:50.000, IG (1987).
  • 4.9.4 Outros Mapas : • Mapa Geomorfológico do Estado de São Paulo, escala 1:1.000.000, IPT (1981). • Levantamento Pedológico Semi-detalhado do Estado de São Paulo : Quadrícula de Campinas, escala 1:100.000, OLIVEIRA et alii (1979). • Levantamento Pedológico Semi-detalhado do Estado de São Paulo : Quadrícula de Araras, escala 1:100.000, OLIVEIRA et alii (1982). • Levantamento Pedológico Semi-detalhado do Estado de São Paulo : Quadrícula de São Carlos, escala 1:100.000, OLIVEIRA & PRADO (1984). • Levantamento Pedológico Semi-detalhado do Estado de São Paulo : Quadrícula de Piracicaba, escala 1:100.000, OLIVEIRA & PRADO (1989). • Distribuição Espacial dos Sistemas Aquíferos no Estado de São Paulo, escala 1:1.000.000, DAEE (1981). • Capacidade de Uso das Terras - Campinas, escala 1:250.000, IGC (1980). • Carta de Utilização das Terras - Campinas, escala 1:250.000, IGC (1980). • Folha SF. 23/24 Rio de Janeiro / Vitória - Geomorfologia, escala 1:1.000.000, RADAMBRASIL (1983). • Folha SF. 23/24 Rio de Janeiro / Vitória - Pedologia, escala 1:1.000.000, RADAMBRASIL (1983). • Carta de Solos do Estado de São Paulo, escala 1:500.000, CNEPA/SNPA (1960).
  • 4.9.5 Fotografias Aéreas : USAF (1964-1967), escala 1:60.000, Project AF-63-32 : • linha 111B, fotos n° 36101 a 36082 • linha 110D, fotos n° 38698 a 38679 • linha 109C, fotos n° 39250 a 39269 • linha 108C, fotos n° 38616 a 38635 • linha 107C, fotos n° 39339 a 39320 • linha 106E, fotos n° 45441 a 45460 • linha 105C, fotos n° 28217 a 28198 • linha 104B, fotos n° 28163 a 28182 • linha 103C, fotos n° 37528 a 37547 • linha 102C, fotos n° 37606 a 37588 • linha 101B, fotos n° 37722 a 37741 • linha 100C, fotos n° 37375 a 37356 • linha 99E, fotos n° 44994 a 45014 • linha 98B, fotos n° 50733 a 50714 • linha 97D, fotos n° 50881 a 50900 • linha 96E, fotos n° 52635 a 52645 • linha 96C, fotos n° 51989 a 51980 • linha 95D, fotos n° 52560 a 52543 • linha 94B, fotos n° 50766 a 50785 • linha 93A, fotos n° 12215 a 12225 • linha 93E, fotos n° 53981 a 53971
  • 4.9.6 Mapas Geotécnicos Anteriores : • Folha São Carlos, escala 1:50.000, ZUQUETTE (1982). • Área de expansão Urbana de São Carlos, escala 1:25.000, AGUIAR (1989). • Folha Americana, escala 1:50.000, GONÇALVES (1989). • Folha Conchal, escala 1:50.000, CUNHA (1989). • Folha Araras, escala 1:50.000, BROLLO (1991). • Folha Leme, escala 1:50.000, LOLLO (1991). • Folha São Carlos, escala 1:100.000, NISHIYAMA (1991). • Folha Águas de Lindóia, escala 1:50.000, ALBRETCH (1991). • Folha Mogi-guaçu, escala 1:50.000, DE MIO (1992). • Folha Piracicaba, escala 1:100.000, PEJON (1992). • Folha Aguaí, escala 1:50.000, SOUZA (1992). • Quadrícula de Campinas, escala 1:200.000, PARAGUAÇU et al. (1991). • Folha Limeira, escala 1:50.000, CARDOSO (1993). • Folha Cosmópolis, escala 1:50.000, GRUBER (1993). • Folha Campinas, escala 1:50.000, SOUZA (1994). • Folha Bragança Paulista, escala 1:50.000, COLLARES (1994). • Folha Socorro, escala 1:50.000, SARAIVA (1994). • Folha Conchal, escala 1:50.000, AGUIAR (1995). • Folha Amparo, escala 1:50.000, BARISSON (1995). • Folha Pinhal, escala 1:50.000, COLLARES (1995a). • Folha Valinhos, escala 1:50.000, COLLARES (1995b).
  • 4.9.7 Equipamentos : • Estereoscópio de Espelho, marca WILD, modelo Aviopret APT1, aumento 31x, oculares 20x. • Estereoscópio de Bolso, marca DFV. • Estereoscópio de Espelho, marca Carl Zeiss / Jena, sem aumento. • Aerosketchmaster, marca Carl Zeiss / Jena, lentes +2,5 (lado da foto) e +0,5 (lado do mapa). • quot;Scannerquot; formato A4, marca Genius, modelo ColorpageI, 600 Dpi. • Mesa Digitalizadora, marca Digigraph, modelo Versapad III, formato A3. • Mesa Digitalizadora, marca Digicom, modelo 1724, formato A2. • Impressora Laser, marca Hewlett Packard, modelo Laserjet 4, 600 Dpi. • Impressora Jato de Tinta Colorida, marca Epson, modelo ESC/P2, 720 Dpi. • quot;Plotterquot; Jato de Tinta Colorido, marca Hewlett Packard, modelo Designjet 650C, formato A0, 300 Dpi. • Microcomputador Pentium de 90 MHz com monitor de 17quot; SVGA com quot;dot pitchquot; 0,25mm. 4.9.8 Aplicativos Computacionais : • AUTOCAD R.10, Autodesk (1990). • WORD FOR WINDOWS 2.0, Microsoft (1992). • WORD FOR WINDOWS 6.0, Microsoft (1993). • IPHOTO DE LUXE, U-Lead (1993). • PHOTOSTYLER 2.0, Aldus (1993). • WINDOWS FOR WORKGROUPS 3.11, Microsoft (1992). • WINDOWS 3.1, Microsoft (1992). • PAINTBRUSH, Microsoft (1992).
  • 5 RESULTADOS : A aplicação da avaliação do terreno com base no conceito operacional citado no tópico 4.1, e aplicada a sistemática proposta nos tópicos 4.2.1 e 4.2.2 permitiu o reconhecimento de sete sistemas de terreno e de vinte e seis unidades de terreno, a partir dos trabalhos com fotos aéreas e dos trabalhos de campo. Além da apresentação destes quot;landformsquot; tem-se, na sequência, a apresentação de seu significado geológico/geotécnico suposto. 5.1 AVALIAÇÃO DO TERRENO : Com a finalidade de facilitar a apresentação dos resultados e sua posterior análise esta apresentação é feita em termos dos níveis hierárquicos considerados (Sistema de Terreno e Unidade de Terreno). 5.1.1 Sistemas de Terreno : O reconhecimento dos sistemas de terreno apresentados foi efetuado a partir da sistemática descrita no tópico 4.2.1 envolvendo as seguintes etapas : (1) interpretação do fotomosaico; (2) fotointerpretação preliminar; (3) consulta a mapas topográficos; (4) generalizações; (5) fotointerpretação final; e (6) elaboração do Mapa de Sistemas de Terreno. Estes procedimentos permitiram a identificação de 7 sistemas de terreno cuja distribuição na área estudada pode ser observada no Mapa de Sistemas de Terreno (Anexo 01) na escala 1:250.000, os quais são descritos a seguir. 5.1.1.1 Sistema 1 :
  • O sistema de terreno assim denominado tem uma distribuição areal de cerca de 535 km2 na área estudada, tendo sido identificado na região NW da área, nas proximidades de São Carlos, Itirapina e São Pedro. É uma associação de escarpas abruptas e colinas onduladas pequenas a médias. Nas escarpas o relevo é dissecado com vales estreitos e alta frequência de canais com padrão retangular. No domínio das colinas o relevo ondulado com vales pequenos e abertos com média frequência de canais e padrão retangular. Este sistema é ilustrado na figura 31. 1 31a - estereopar 200m 1.1 1.2 1.3 3.500m 31b - foto oblíqua 31c - seção cruzada FIGURA 31 - Representação do Sistema 1 5.1.1.2 Sistema 2 :
  • Compreendendo uma área de aproximadamente 653km2 este sistema é encontrado na porção NW da área estudada, na proximidade das localidades de São Carlos Itirapina e Analândia. É composto por colinas suave onduladas, amplas a médias e vales pequenos e pouco profundos e abertos, com baixa frequência de canais com padrão retangular evoluindo para padrão paralelo. Suas características podem ser observadas na figura 32. 4 32a - estereopar 80m 2.4 2.3 2.1 2.2 5.500m 32b - foto oblíqua 32c - seção cruzada FIGURA 32 - Representação do Sistema 2 5.1.1.2 Sistema 2 :
  • Compreendendo uma área de aproximadamente 653km2 este sistema é encontrado na porção NW da área estudada, na proximidade das localidades de São Carlos Itirapina e Analândia. É composto por colinas suave onduladas, amplas a médias e vales pequenos e pouco profundos e abertos, com baixa frequência de canais com padrão retangular evoluindo para padrão paralelo. Suas características podem ser observadas na figura 32. 4 32a - estereopar 80m 2.4 2.3 2.1 2.2 5.500m 32b - foto oblíqua 32c - seção cruzada FIGURA 32 - Representação do Sistema 2 5.1.1.4 Sistema 4 :
  • Constituindo-se no sistema de maior expressão geográfica na área estudada o sistema 4 se distribui por toda a região central da km2, Quadrícula de Campinas, ocupando uma área de 3095 nas proximidades de Pirassununga, Araras, Limeira, Americana, Campinas, Piracicaba e Mogi-Guaçu. É um sistema que apresenta relevo dissecado composto por colinas onduladas pequenas a médias, com vales pequenos e fechados, alta frequência de canais com padrão dendrítico evoluindo para retangular (figura 34). 4 34a - estereopar 100m 4.2 4.34.1 4.4 6.000m 34b - foto oblíqua 34c - seção-tipo FIGURA 34 - Representação do Sistema 4 5.1.1.5 Sistema 5 :
  • Ocupando uma área de aproximadamente 3801km2 na porção central da área estudada este sistema tem sua distribuição próxima às localidades de Rio Claro, Pirassununga, Araras, Piracicaba, Campinas, Aguaí e Mogi-Guaçu. Trata-se de uma associação de formas rebaixadas e aplainadas, composto por colinas médias a amplas com topo aplainado, vales pequenos e abertos com baixa frequência de canais com padrão angular a paralelo (figura 35). 5 35a - estereopar 60m 5.2 5.1 5.3 4.500m 35b - foto oblíqua 35c - seção cruzada FIGURA 35 - Representação do Sistema 5 5.1.1.6 Sistema 6 :
  • Localiza-se nas porções SE e NE da área nas proximidades de Campinas, Bragança Paulista, Amparo, Socorro, Pinhal e Aguaí com uma 3187km2, área aproximada de constituindo-se numa associação de transição entre as formas de relevo da Bacia do Paraná e as formas mais altas evoluídas sobre litologias do embasamento. Trata-se de um relevo movimentado de colinas e morrotes pequenos e alongados com topos angulosos associados a vales pequenos profundos e fechados com frequência alta a muito alta de canais, com padrão dendrítico (figura 36). 6 36a - estereopar
  • 80m 6.2 6.3 6.1 2.500m 36b - foto oblíqua 36c - seção cruzada FIGURA 36 - Representação do Sistema 6 5.1.1.7 Sistema 7 : Distribui-se na região E da Quadrícula de Campinas, com 3584km2, expressão geográfica de cerca de nas proximidades de Pinhal, Socorro, Amparo e Bragança Paulista. É a associação de formas de relevo que apresenta as maiores elevações da área sendo composta de morros e morrotes alongados e alinhados de topo anguloso, bastante elevados e sulcados, associados à vales profundos e fechados com frequência de canais muito alta com padrão dendrítico (figura 37).
  • 7 37a - estereopar 260m 7.5 7.3 7.4 7.1 7.2 5.000m 37b - foto oblíqua 37c - seção cruzada figura 37 - Representação do Sistema 7 5.1.2 Unidades de Terreno : Interpretadas com base na sistemática descrita no tópico 4.2.2 foram identificadas 26 unidades de terreno como subdivisões dos 7 sistemas anteriormente descritos. A distribuição destas unidades na Quadrícula de Campinas é apresentada nos Mapas de Unidades de Terreno (Anexos 02 a 07), e seu reconhecimento se deu a partir das seguintes etapas de análise : (1) fotoanálise preliminar; (2) elaboração de seções transversais; (3)
  • generalizações; (4) fotoanálise final; e (5) elaboração do Mapa de Unidades de Terreno. A existência de seis mapas de unidades de terreno em lugar de apenas um se justifica pelo fato da área ser bastante extensa exigindo portanto representações em maiores escalas (1:100.000), como forma de melhorar a visualização das distribuição das unidades. Com a finalidade de facilitar o entendimento das características fisiográficas destas unidades e o contexto geomorfológico no qual as mesmas se inserem, optou-se por apresentá- las na mesma sequência dos sistemas de terreno já descritos. 5.1.2.1 Sistema 1 : Unidade 1.1 : escarpas abruptas altamente dissecadas, com alta frequência de canais (figura 38). 38a - estereopar
  • 38b - foto oblíqua FIGURA 38 - Representação da Unidade 1.1 Unidade 1.2 : vales pequenos e fechados com encostas côncavas com média frequência de canais, presença de depósitos aluviais. 39a - estereopar
  • 39b - foto oblíqua FIGURA 39 - Representação da Unidade 1.2 Unidade 1.3 : colinas pequenas onduladas com encostas convexas com baixa frequência de canais. 40a - estereopar
  • 40b - foto oblíqua FIGURA 40 - Representação da Unidade 1.3 5.1.2.2 Sistema 2 : Unidade 2.1 : colinas médias, suave onduladas a medianamente onduladas com encostas côncavas e baixa frequência de canais. 41a - estereopar
  • 41b - foto oblíqua FIGURA 41 - Representação da Unidade 2.1 Unidade 2.2 : colinas amplas suave onduladas a aplainadas com média frequência de canais, apresentando encostas convexas. 42a - estereopar
  • 42b - foto oblíqua FIGURA 42 - Representação da Unidade 2.2 Unidade 2.3 : vales pequenos e abertos com baixa frequência de canais e encostas côncavas, predominância de processos deposicionais (aluviais). 43a - estereopar
  • 43b - foto oblíqua FIGURA 43 - Representação da Unidade 2.3 Unidade 2.4 : colinas médias, suave onduladas e alongadas, com encostas côncavas e frequência de canais baixa. 44a - estereopar
  • 44b - foto oblíqua FIGURA 44 - Representação da Unidade 2.4 5.1.2.3 Sistema 3 : Unidade 3.1 : vales pequenos e pouco profundos, fechados, encostas convexas, evidências de substrato rochoso aflorante, frequência de canais muito alta e presença de ravinamentos. 45a - estereopar
  • 45b - foto oblíqua FIGURA 45 - Representação da Unidade 3.1 Unidade 3.2 : colinas médias onduladas com alta frequência de canais, e encostas de forma predominantemente convexa. 46a - estereopar
  • 46b - foto oblíqua FIGURA 46 - Representação da Unidade 3.2 Unidade 3.3 : colinas pequenas onduladas de topo anguloso, com encostas convexas e alta frequência de canais. 47a - estereopar
  • 47b - foto oblíqua FIGURA 47 - Representação da Unidade 3.3 Unidade 3.4 : colinas médias suave onduladas a aplainadas com baixa frequência de canais e encostas côncavas. 48a - estereopar
  • 48b - foto oblíqua FIGURA 48 - Representação da Unidade 3.4 5.1.2.4 Sistema 4 : Unidade 4.1 : colinas pequenas onduladas de topo aplainado com baixa frequência de canais, e encostas convexas. 49a - estereopar
  • 49b - foto oblíqua FIGURA 49 - Representação da Unidade 4.1 Unidade 4.2 : vales pequenos e fechados, encostas de forma convexa e frequência de canais muito alta. 50a - estereopar
  • 50b - foto oblíqua FIGURA 50 - Representação da Unidade 4.2 Unidade 4.3 : vales médios e abertos com baixa frequência de canais e encostas côncavas, predomínio de processos deposicionais aluviais. 51a - estereopar
  • 51b - foto oblíqua FIGURA 51 - Representação da Unidade 4.3 Unidade 4.4 : colinas médias suave onduladas a aplainadas com encostas côncavas e frequência de canais muito baixa. 52a - estereopar
  • 52b - foto oblíqua FIGURA 52 - Representação da Unidade 4.4 5.1.2.5 Sistema 5 : Unidade 5.1 : colinas médias aplainadas com baixa frequência de canais, e encostas convexas. 53a - estereopar
  • 53b - foto oblíqua FIGURA 53 - Representação da Unidade 5.1 Unidade 5.2 : vales médios abertos com encostas convexas e frequência média de canais. 54a - estereopar
  • 54b - foto oblíqua FIGURA 54 - Representação da Unidade 5.2 Unidade 5.3 : vales amplos e abertos com baixa frequência de canais e encostas côncavas, processos marcantes de deposição aluvial. 55a - estereopar
  • 55b - foto oblíqua FIGURA 55 - Representação da Unidade 5.3 5.1.2.6 Sistema 6 : Unidade 6.1 : morrotes médios de topos angulosos a arredondados, com baixa frequência de canais e encostas convexas à retilíneas. 56a - estereopar
  • 56b - foto oblíqua FIGURA 56 - Representação da Unidade 6.1 Unidade 6.2 : vales médios fechados, com encostas convexas e frequência de canais muito alta. 57a - estereopar
  • 57b - foto oblíqua FIGURA 57 - Representação da Unidade 6.2 Unidade 6.3 : vales pequenos e abertos com fundo aplainado e baixa frequência de canais, com encostas côncavas e predomínio de processos deposicionais aluviais. 58a - estereopar
  • 58b - foto oblíqua FIGURA 58 - Representação da Unidade 6.3 5.1.2.7 Sistema 7 : Unidade 7.1 : morrotes alongados de topo arredondado à anguloso com baixa frequência de canais e encostas convexas a retilíneas. 59a - estereopar
  • 59b - foto oblíqua FIGURA 59 - Representação da Unidade 7.1 Unidade 7.3 : morros alongados de topo arredondado à anguloso com encostas muito íngremes de forma retilínea com alta frequência de canais. 61a - estereopar
  • 61b - foto oblíqua FIGURA 61 - Representação da Unidade 7.3 Unidade 7.4 : vales profundos e abertos com fundo relativamente aplainado, encostas côncavas e baixa frequência de canais com predomínio de processos de deposição aluvial. 62a - estereopar
  • 62b - foto oblíqua FIGURA 62 - Representação da Unidade 7.4 Unidade 7.5 : morrotes pequenos com topo arredondado a anguloso, frequência de canais muito alta, e encostas de formas predominantemente retilíneas. 63a - estereopar
  • 63b - foto oblíqua FIGURA 63 - Representação da Unidade 7.5 5.2 SIGNIFICADO GEOLÓGICO/GEOTÉCNICO SUPOSTO : Com base nas observações da etapa de fotointerpretação e nos trabalhos de campo pode-se tecer algums comentários acerca do significado geológico dos sistemas e unidades definidos, bem como de características geotécnicas esperadas para estas unidades de mapeamento. 5.2.1 Sistema 1 : As feições geomorfológicas observadas neste sistema e que coincidem com as características do domínio das cuestas arenito- basálticas permitem inferir que este sistema deve apresentar como principal característica o fato de estar associado à litotipos do Grupo São Bento e à materiais inconsolidados derivados, de alguma forma, destas litologias. As altas inclinações nas porções mais elevadas indicam uma evolução marcadamente mecânica enquanto nas porções de altitudes intermediárias ter-se-ia uma maior influência dos processos
  • pedogenéticos e nos vales uma predominância de processos deposicionais. 5.2.1.1 Unidade 1.1 : No domínio das escarpas espera-se a ocorrência de perfis pouco evoluídos e pouco profundos de materiais inconsolidados, como consequência do predomínio de processos de morfogênese mecânica sobre os processos de pedogênese (figura 64). A pequena espessura de materiais inconsolidados residuais condiciona a baixa ocorrência de processos geodinâmicos de possíveis consequências danosas (processos erosivos ou instabilizações importantes dos terrenos) mesmo considerando-se as altas declividades presentes (superiores a 20%). Outra característica que parece ser interessante do ponto de vista geotécnico é a possibilidade de exploração de materiais pétreos para construção civil, dada a peuquena espessura de materiais inconsolidados recobrindo o substrato.
  • IV II I 2m 1.500m 64a - seção-tipo 64b - perfil da unidade FIGURA 64 - Características geotécnicas da Unidade 1.1 5.2.1.2 Unidade 1.2 : Nas regiões de planícies aluviais do sistema 1 tem-se o predomínio de processos deposicionais condicionados não só pela conformação do relevo mas também pelo suprimento de sedimentos advindos das porções mais elevadas. Tal fato deve proporcionar depósitos pouco espessos (função do fornecimento de sedimentos ser relativamente pequeno) e imaturos em função de receberem contribuições de solos residuais relativamente
  • jovens das porções mais elevadas. Suas características são apresentadas na figura 65. Do ponto de vista do aproveitamento destes materiais como agregado miúdo espera-se que a unidade apresente poucas possibilidades já que devem se tratar de depósitos pouco espessos e relativamente imaturos além de sua pequena distribuição geográfica. VI 5m III 1.000m 65a - seção-tipo 65b - perfil da unidade FIGURA 65 - Características geotécnicas da Unidade 1.2
  • 5.2.1.3 Unidade 1.3 : No domínio das colinas presentes no sistema 1 tem-se evidências de uma maior importância dos processos de pedogênese, já que as condições do relevo suave ondulado favorecem a infiltração devendo proporcionar perfis mais profundos e mais evoluídos (figura 66). Do ponto de vista de processos geodinâmicos podem ser observadas evidências de processos erosivos nas porções menos elevadas das colinas (1/3 inferior). Quanto às possibilidades de utilização dos materiais para construção, espera-se que a presença de perfis mais evoluídos dos materiais inconsolidados possa favorecer a sua utilização como agregado miúdo (areia) ou como terra para aterros.
  • VI 20m III 21m II 1.000m 66a - seção-tipo 66b - perfil da unidade FIGURA 66 - Características geotécnicas da Unidade 1.3 5.2.2 Sistema 2 : As características gerais de relevo do Sistema 2 (composto principalmente por colinas suave onduladas associadas à vales abertos e pouco profundos) indicam a existência de litologias do substrato rochoso relativamente erodidas (provavelmente em função de sua menor resistência) recobertas por materiais inconsolidados relativamente espessos (com textura arenosa) e perfis homogêneos.
  • Este conjunto de informações é reflexo de um domínio morfo/ pedogenético que deve se caracterizar pelo forte predomínio de processos de pedogênese sobre os processos de morfogênese. 5.2.2.1 Unidade 2.1 : Nesta unidade o predomínio de colinas suave onduladas com encostas convexas parece indicar o predomínio de processos de pedogênese, gerando perfis de materiais inconsolidados bem evoluídos e relativamente profundos, provavelmente com textura média a arenosa e bastante estruturados, segundo representação da figura 67. As características esperadas para estes materiais indicam uma baixa potencialidade de exploração de agregados miúdos, em função principalmente da boa estruturação suposta para estes materiais. Espera-se ainda para esta unidade a existência de processos erosivos de pequena importância. VI 10m V 11m IV 1km
  • 67a - seção-tipo 67b - perfil da unidade FIGURA 67 - Características geotécnicas da Unidade 2.1 5.2.2.2 Unidade 2.2 : A maior amplitude e o aplainamento mais intenso das formas presentes nesta unidade (colinas amplas suave onduladas a aplainadas) associada à predominância de encostas convexas parece indicar que nesta unidade os processos erosivos devam ser mais significativos que na unidade 2.1. Mesmo assim as características da presente unidade fornecem indícios de processos pedogenéticos bastante intensos devendo apresentar perfis de materiais inconsolidados bem evoluídos e profundos, homogêneos com textura média a arenosa (figura 68).
  • VI 20m III 2km 68a - seção-tipo 68b - perfil da unidade FIGURA 68 - Características geotécnicas da Unidade 2.2 5.2.2.3 Unidade 2.3 : Nesta unidade (vales abertos e pouco profundos) tem-se o predomínio claro de processos de morfogênese, com deposição aluvial significativa, porém o material inconsolidado presente deve apresentar perfis pouco evoluídos e pouco profundos o que torna desinteressante sua possível utilização com fonte de areia para construção. Observar as caracterìsticas apresentadas na figura 69.
  • VI 2m IV 1km
  • 69a - seção-tipo 69b - perfil da unidade FIGURA 69 - Características geotécnicas da Unidade 2.3 5.2.2.4 Unidade 2.4 : Composta de colinas médias suave onduladas, esta unidade parece indicar também a presença mais marcante de processos pedogenéticos porém com perfis menos evoluídos e menos espessos que nas unidades 2.1 e 2.2 (figura 70). As formas presentes indicam materiais inconsolidados com perfis homogêneos e textura média a fina. Não foram verificadas indicações importantes de processos geodinâmicos nesta unidade nem de possíveis usos dos materiais inconsolidados para construção civil.
  • VI 10m IV 1,5km 70a - seção-tipo 70b - perfil da unidade FIGURA 70 - Características geotécnicas da Unidade 2.4 5.2.3 Sistema 3 : Constitui-se de áreas de ocorrência de colinas onduladas de pequeno e médio porte com topos tendendo a angulosos, situadas em porções elevadas do terreno e com alta frequência de canais. Outra característica marcante deste sistema é a ausência de depósitos aluviais. Este conjunto de características indica a presença de materiais inconsolidados não muito evoluídos e pouco profundos além de indicar uma certa importância dos processos morfogenéticos (predominantemente erosivos) relativamente recentes entalhando formas relativamente jovens e impedindo a presença de solos espessos e bem evoluídos.
  • 5.2.3.1 Unidade 3.1 : Nesta unidade tem-se a presença de formas de características essencialmente erosivas (o que não significa necessariamente a presença de processos erosivos atuais). São vales estreitos e relativamente profundos com encostas convexas com alta frequência de canais (figura 71). As observações permitem inferir a existência de substrato rochoso à pequena profundidade ou até aflorante composto provavelmente por litologias sedimentares de textura arenosa à grosseira. Não se observa indicações de materiais com possível uso para a construção civil.
  • VI 5m III 1.000m
  • 71a - seção-tipo 71b - perfil da unidade FIGURA 71 - Características geotécnicas da Unidade 3.1 5.2.3.2 Unidade 3.2 : É composta por colinas médias onduladas com encostas convexas o que leva a crer num possível predomínio de processos pedogenéticos ocasionando, por isso mesmo, perfis espessos de materiais inconsolidados com textura arenosa, conforme se observa na figura 72. Não são observados processos de movimentos de massa significativos nesta unidade.
  • VI 20m IV 22m III 1.500m 72a - seção-tipo 72b - perfil da unidade FIGURA 72 - Características geotécnicas da Unidade 3.2 5.2.3.3 Unidade 3.3 : A existência de colinas pequenas onduladas com topo tendendo à anguloso e a alta frequência de canais com presença de ravinas indicam, para esta unidade, a presença de perfis de materiais inconsolidados pouco evoluídos e pouco profundos provavelmente em decorrência de processos erosivos importantes (figura 73). As encostas são bastante íngremes reforçando a hipótese de se esperar perfis pouco espessos com textura arenosa. Não se tem registro de possíveis usos destes materiais como agregado.
  • VI V 500m 73a - seção-tipo 73b - perfil da unidade FIGURA 73 - Características geotécnicas da Unidade 3.3 5.2.3.4 Unidade 3.4 : A maior amplitude das formas (colinas médias) associada ao seu maior aplainamento (formas suave onduladas a aplainadas) e à baixa frequência de canais, indicam pequena importância dos processos morfogenéticos nesta unidade.
  • Espera-se portanto a existência de perfis de materiais inconsolidados mais evoluídos e mais profundos que nas demais unidades do sistema 3, com textura provavelmente média (figura 74). Não se tem evidências de processos erosivos significativos para esta unidade. VI 1 III 2.000m 74a - seção-tipo 74b - perfil da unidade FIGURA 74 - Características geotécnicas da Unidade 3.4 5.2.4 Sistema 4 : Trata-se do sistema de terreno que apresenta as formas mais dissecadas e mais rebaixadas dentre os sistemas situados na Bacia do Paraná na área estudada, sendo composto basicamente por colinas pequenas a médias, onduladas a suave onduladas com vales menores estreitos e fechados e vales maiores largos e abertos.
  • As características descritas evidenciam a existência de litologias do substrato não muito resistentes a erosão e a presença de materiais inconsolidados pouco profundos, como resultado de uma ação provavelmente mais intensa dos processos de morfogênese sobre os de pedogênese. 5.2.4.1 Unidade 4.1 : Composta por colinas pequenas onduladas de topo aplainado com baixa frequência de canais esta unidade apresenta formas provavelmente estáveis indicando um possível equilíbrio entre pedogênese e morfogênese. Estas características podem ser observadas na figura 75. Espera-se a presença de substrato rochoso a profundidades relativamente pequenas composto provavelmente por litologias arenosas e materiais inconsolidados pouco profundos de textura arenosa a média. Não se tem registro de processos geodinâmicos significativos. V 2m IV 1.000m 75a - seção-tipo 75b - perfil da unidade
  • FIGURA 75 - Características geotécnicas da Unidade 4.1 5.2.4.2 Unidade 4.2 : Representada na área por vales pequenos e fechados com encostas íngremes com frequência de canais muito alta e presença de algumas ravinas, apresenta formas que evidenciam o predomínio de processos erosivos com forte retirada de materiais das encostas (figura 76). Em função disso pode-se esperar a presença de perfis de materiais inconsolidados pouco profundos e pouco evoluídos. VI 5m IV 1.500m
  • 76a - seção-tipo 76b - perfil da unidade FIGURA 76 - Características geotécnicas da Unidade 4.2 5.2.4.3 Unidade 4.3 : Apresentando vales maiores e mais abertos com média frequência de canais esta unidade também reflete a predominância de processos morfogenéticos sobre processos de pedogênese, apresentando expressivos depósitos aluviais (figura 77). Em função disso a unidade deve apresentar perfis de materiais inconsolidados homogêneos e medianamente profundos a profundos pouco evoluídos, com textura arenosa.
  • VI 10m III 1.000m 77a - seção-tipo 77b - perfil da unidade FIGURA 77 - Características geotécnicas da Unidade 4.3 5.2.4.4 Unidade 4.4 : Esta unidade apresenta colinas médias suave onduladas a aplainadas com baixa frequência de canais evidenciando uma maior importância dos processos de pedogênese. Desta forma espera-se para esta unidade a presença de materiais inconsolidados evoluídos e relativamente profundos com
  • perfis homogêneos (figura 78). A falta de registro de processos geodinâmicos significativos indica tratar-se de materiais inconsolidados bem estruturados. VI 10m IV 2.500m 78a - seção-tipo 78b - perfil da unidade FIGURA 78 - Características geotécnicas da Unidade 4.4 5.2.5 Sistema 5 : Apresenta o relevo mais aplainado dentre todos os sistemas que foram definidos na área da Bacia do Paraná. Sendo composto por colinas médias a amplas, suave onduladas a aplainadas sulcadas por vales abertos, este sistema situa-se em altitudes pouco maiores que o sistema 4 o que leva a crer que os mesmos devam ter sido submetidos ao mesmo conjunto de processos de dissecação porém espera-se para o sistema 5 mais jovens ou mais resistentes.
  • Além disso, este conjunto de formas descritas sugere a existência de processos pedogenéticos importantes com perfis de materiais inconsolidados evoluídos e profundos. 5.2.5.1 Unidade 5.1 : Composta por colinas médias e amplas, suave onduladas a aplainadas com baixa frequência de canais, esta unidade apresenta indicativos de processos importantes de pedogênese. Espera-se para ela a presença de materiais inconsolidados bem evoluídos e profundos, como se observa na figura 79. VI 20m IV 3.000m 79a - seção-tipo 79b - perfil da unidade FIGURA 79 - Características geotécnicas da Unidade 5.1 5.2.5.2 Unidade 5.2 :
  • Vales médios abertos, com média frequência de canais e presença de ravinas, associados às colinas da unidade anterior com evidencias de importantes processos de retirada. Deve apresentar perfis de materiais inconsolidados pouco evoluídos e pouco profundos em função dos processos de retirada (figura 80). V 2m III 1.000m 80a - seção-tipo 80b - perfil da unidade FIGURA 80 - Características geotécnicas da Unidade 5.2 5.2.5.3 Unidade 5.3 : Apresenta vales amplos e abertos com baixa frequência de canais e intensos processos de deposição aluvial devendo apresentar materiais inconsolidados medianamente profundos a profundos, porém
  • provavelmente pouco maduros. Estas características são apresentadas na figura 81. VI 5m IV 6m III 500m 81a - seção-tipo 81b - perfil da unidade FIGURA 81 - Características geotécnicas da Unidade 5.3 5.2.6 Sistema 6 : Apresentando formas de relevo que aparentam transição entre as formas rebaixadas da Bacia do Paraná e as formas mais elevadas do Planalto Cristalino este sistema apresenta um relevo movimentado composto por morrotes pequenos e médios alongados de topo predominantemente ondulado (as vezes pontiagudo) e frequência de canais baixa a média, circundados por vales profundos e estreitos com frequência muito alta de canais. Esta associação de formas sugere um substrato rochoso onde devam predominar intrusivas plutônicas ácidas ou tipos metamórficos
  • delas derivadas, e materiais inconsolidados que apresentem perfis bem evoluídos e profundos nas porções mais elevadas do terreno (morrotes) e perfis menos evoluídos e pouco profundos nas porções mais rebaixadas (vales). 5.2.6.1 Unidade 6.1 : Esta unidade representa os morrotes pequenos e médios alongados com topo ondulado a anguloso com encostas convexas com baixa frequência de canais e aparente equilíbrio entre os processos de pedogênese e morfogênese (figura 82). Em função disso espera-se para esta unidade a ocorrência de materiais inconsolidados relativamente evoluídos e profundos. Z6 5m Z4 10m Z3 15m Z1 1.000m
  • 82a - seção-tipo 82b - perfil da unidade FIGURA 82 - Características geotécnicas da Unidade 6.1 5.2.6.2 Unidade 6.2 : Composta por vales fortemente dissecados pequenos e íngremes contornando os morrotes da unidade 6.1, com frequência de canais muito alta e presença de ravinas, esta unidade apresenta evidências de importantes processos erosivos. Esta dinâmica intensa sugere que a mesma deva apresentar perfis de materiais inconsolidados pouco evoluídos e pouco profundos (figura 83).
  • Z6 2m Z4 5m Z3/Z1 1.000m 83a - seção-tipo 83b - perfil da unidade FIGURA 83 - Características geotécnicas da Unidade 6.2 5.2.6.3 Unidade 6.3 :
  • Com características marcadamente deposicionais, apresenta vales médios profundos de base alargada e baixa frequência de canais evidenciando uma grande importância dos processos morfogenéticos. Observar as caracterìsticas desta unidade na figura 84. Os materiais inconsolidados esperados são sedimentos aluvionares relativamente espessos porém pouco evoluídos em função da possível imaturidade dos materiais fonte.
  • Z6 5m Z4/Z3 500m 84a - seção-tipo 84b - perfil da unidade FIGURA 84 - Características geotécnicas da Unidade 6.3
  • 5.2.7 Sistema 7 : Apresenta as formas de relevo mais elevadas de toda a área estudada, sendo composto por morros e morrotes alongados de dimensões variadas, com topo predominantemente pontiagudo e sulcados por vales muito profundos, de encostas íngremes, com frequência de canais muito alta. As caracterísiticas das formas de relevo presentes neste sistema sugerem tratar-se de áreas de ocorrência de litologias dos complexos magmatico/metamórficos mais resistentes à erosão, seja por caracter´siticas mineralógicas ou por condições estruturais (seu posicionamento parece fortemente associado à zonas de cisalhamento existentes na área). 5.2.7.1 Unidade 7.1 : Compõe-se de morrotes alongados de topo ondulado com frequência média de canais evidenciando predomínio de processos de pedogênese. São esperados materiais inconsolidados relativamente evoluídos e profundos (figura 85).
  • Z6 5m Z4 10m Z3 15m Z1 2.000m 85a - seção-tipo 85b - perfil da unidade FIGURA 85 - Características geotécnicas da Unidade 7.1 5.2.7.2 Unidade 7.2 :
  • Apresenta vales íngremes e profundos de médio porte, com certo grau de dissecação, com frequência de canais muito alta e processos de retirada evidentes porém sem a presença de feições erosivas significativas (figura 86). Os perfis esperados de materiais inconsolidados são materiais pouco evoluídos (em função da importância dos processos de retirada) e pouco profundos.
  • Z6 2m Z4 5m Z3/Z1 500m 86a - seção-tipo 86b - perfil da unidade FIGURA 86 - Características geotécnicas da Unidade 7.2
  • 5.2.7.3 Unidade 7.3 : Morros amplos alongados de topo ondulado a pontiagudo, com alta frequência de canais e aparente equilíbrio entre pedogênese e morfogênese, como se observa na figura 87. As características descritas sugerem a existência de perfis de materiais inconsolidados relativamente evoluídos e medianamente profundos.
  • Z4 2m Z3 10m Z1 1.000m 87a - seção-tipo 87b - perfil da unidade FIGURA 87 - Características geotécnicas da Unidade 7.3
  • 5.2.7.4 Unidade 7.4 : É composta por vales amplos, profundos e íngremes, com fundo alargado, com baixa frequência de canais indicando o predomínio de processos deposicionais. Em função disso são esperados materiais inconsolidados relativamente evoluídos (em função da imaturidade esperada para os materiais fonte) e pouco profundos (em decorrência do fato das porções elevadas vizinhas, das quais deve advir os materiais fonte, apresentarem perfis pouco profundos de materiais), como se observa na figura 88. Z6 2m Z4/Z3 5m Z1 1.000m 88a - seção-tipo 88b - perfil da unidade
  • FIGURA 88 - Características geotécnicas da Unidade 7.4 5.2.7.5 Unidade 7.5 : Apresenta morrotes pequenos alongados e dissecados de topo pontiagudo, frequência de canais muito alta com presença de ravinas, e predominância de processos de retirada (figura 89). Espera-se a presença de perfis de materiais inconsolidados pouco evoluídos e pouco profundos (ou até mesmo bastante rasos). Z3 2m Z1 500m 89a - seção-tipo 89b - perfil da unidade FIGURA 89 - Características geotécnicas da Unidade 7.5
  • 6 ANÁLISES : Considerando que este capítulo contempla não só a análise dos resultados obtidos e consequentemente da eficácia da técnica de avaliação do terreno, mas também análises relativas à aplicabilidade desta técnica em mapeamento geotécnico, o presente capítulo foi dividido em dois tópicos principais : análise dos resultados e análise da aplicabilidade da técnica. 6.1 ANÁLISE DOS RESULTADOS OBTIDOS : A avaliação dos resultados obtidos com a aplicação da técnica de avaliação do terreno se deu através do confronto destes resultados com aqueles obtidos em outros trabalhos de mapeamento geotécnico efetuados na área estudada no âmbito do Projeto “Mapeamento Geotécnico do Centro-leste do Estado de São Paulo” levado a cabo no Departamento de Geotecnia da EESC/USP. Desta forma todas os sistemas e unidades de terreno obtidos no presente trabalho foram confrontados com as unidades geotécnicas correspondentes apresentadas nestes trabalhos anteriores. É importante ressaltar que alguns destes trabalhos representam tentativas de utilização da técnica de avaliação do terreno enquanto outros não partiram do uso da técnica para a delimitação das unidades apresentadas.
  • Dentre os trabalhos que aplicaram a técnica de avaliação do terreno tem-se SOUZA (1992), COLLARES (1994, 1995a e 1995b), SARAIVA (1994), BARISON (1995) e AGUIAR (1995). Os demais trabalhos desenvolvidos no âmbito do projeto citado e que não utilizaram a técnica de avaliação do terreno são ZUQUETTE (1981), ZUQUETTE (1987), AGUIAR (1989), CUNHA (1989), GONÇALVES (1989), BROLLO (1991), LOLLO (1991), NISHIYAMA (1991), ALBRETH (1992), DE MIO (1992), PEJON (1992), PARAGUAÇU et alii (1991), CARDOSO (1993), GRUBER (1993), e SOUZA (1994). Com o objetivo de facilitar esta análise, estes resultados serão apresentados de acordo com os sistemas de terreno obtidos e de suas respectivas unidades. 6.1.1 Sistema 1 : A área de ocorrência do sistema de terreno 1, corresponde à parte das áreas mapeadas nos trabalhos de ZUQUETTE (1981), AGUIAR (1989), PARAGUAÇU et alii (1991), NISHIYAMA (1992) e PEJON (1992), tendo sua ocorrência restrita às folhas topográficas em escala 1:100.000 de São Carlos (maiores ocorrências) e Piracicaba (pequenas ocorrências). A consideração do zoneamento dos trabalhos acima citados permitiu que se verificasse que o a área de ocorrência do sistema 1 realmente corresponde ao domínio das cuestas arenito-basálticas presentes na Bacia do Paraná, com litologias das Formações Pirambóia, Botucatu e Serra Geral pertencentes ao Grupo São Bento e materiais inconsolidados derivados destas litologias. Assim é que as unidades de materiais inconsolidados presentes no sistema 1 compreendem materiais residuais das litologias do substrato e materiais retrabalhados que apresentam alguma associação com estas litologias. Na figura 90 pode-se observar a distribuição deste sistema na área estudada.
  • FIGURA 90 : Áreas de ocorrência do sistema 1 na área. 6.1.1.1 Unidade 1.1 : Esta unidade (escarpas) ocorre sempre em declividades superiores a 20% e se relaciona claramente com os materiais residuais rasos (espessura < 2m) dos arenitos da Formação Botucatu e dos Magmatitos Básicos da Formação Serra Geral, apresentando como principal interesse geotécnico a possibilidade de exloração dos magmatitos com agregado graúdo para construção e dos arenitos como pedra para revestimento (principalmente na forma de petit pavé). 6.1.1.2 Unidade 1.2 : Os vales descritos nesta unidades correspondem à áreas de baixas declividades (< 5%) e com ocorrência de depósitos aluvionares de pequena expressão (tanto em espessura como em distribuição geográfica) com significativa contribuição de matéria orgânica, cujas características mineralógicas e granulométricas levam a crer que os materiais fonte para os mesmos tenham sido os arenitos da Formação Botucatu. As pequenas espessuras associadas à presença de matéria orgânica fazem com que estes sedimentos não apresentem boas condições de uso como agregado miúdo.
  • 6.1.1.3 Unidade 1.3 : Esta unidade representa a área de ocorrência de colinas no interior do sistema 1, e nela são encontrados materiais residuais relativamente evoluídos das Formações Pirambóia (até 5m de espessura), Botucatu (até 20m) e Serra Geral (até 10m de espessura) e materiais inconsolidados retrabalhados também bem evoluídos que incluem colúvios arenosos e argilosos (de até 20m de espessura), e retrabalhados arenosos com até 10m de espessura. Apesar de a primeira vista esta unidade parecer apresentar grande variabilidade de tipos geotécnicos, verifica-se facilmente ques estes seis tipos geotécnicos correspondem todos à materias inconsolidados bem evoluídos e relativamente espessos (5 a 20m de espessura) que ocorrem sempre em condições de declividades baixas a moderadas (5 a 10%). Os tipos com textura arenosa apresentam tendência a serem erodíveis quando em estado fofo ou pouco compacto e boas possibilidades para seu uso como agregado miúdo (areia) para construção. Já os materiais residuais dos magmatitos básicos apresentam boas condições para uso como terra para aterros, fornecendo boas condições de suporte quando compactados. 6.1.2 Sistema 2 : Este sistema ocorre em áreas mapeadas nos trabalhos de ZUQUETTE (1981), AGUIAR (1989), LOLLO (1991), PARAGUAÇU et alii (1991) e NISHIYAMA (1992), com áreas expressivas presentes na Folha de São Carlos (1:100.000) e pequenas ocorrências na Folha de Araras (1:100.000), conforme se observa na figura 91.
  • Também para este sistemas tem-se o domínio das “cuestas” arenito-basálticas porém o relevo é menos acidentado (composto basicamente por colinas) o que leva a crer que o substrato rochoso neste sistema deva apresentar litologias menos resistentes à erosão e alteração que no sistema 1. Tal fato foi confirmado ao se verificar que o substrato rochoso neste caso é composto por litologias das Formações Serra Geral e Botucatu não tendo sido encontrados na área corpos de arenito silicificado ou de magmatitos sãos em pequenas profundidades. Outro aspecto interessante deste sistema é a presença de materiais inconsolidados retrabalhados espessos compostos por depósitos cenozóicos que recobrem (em grande parte da área) os materiais do substrato. FIGURA 91 : Distribuição do sistema 2 na área estudada.
  • 6.1.2.1 Unidade 2.1 : Composta por colinas médias suave onduladas em condições variadas de declividade (2 a 10%) esta unidade apresenta materiais inconsolidados residuais dos arenitos botucatu e dos magmatitos básicos relativamente espessos (até 10m de espessura) além de materiais retrabalhados arenosos profundos (espessura superior à 10m) recobrindo principalmente o substrato composto pelas intrusivas básicas. A relativa imaturidade destes sedimentos associada à sua forte estruturação fazem com que os mesmos apresentem baixo potencial de uso como agregado miúdo e que não apresentem problemas decorrentes de movimentos de massa. 6.1.2.2 Unidade 2.2 : Apresentando colinas amplas suave onduladas a aplainadas (declividades inferiores à 5%) esta unidade compreende as faixas de ocorrência dos materiais retrabalhados arenosos que recobrem o substrato composto pelos arenitos da Formação Botucatu. São perfis bem evoluídos e espessos (chegando a ultrapassar 20m de espessura) de textura arenosa, com alguma presença de finos (até 20% em alguns casos), sendo pouco estruturados. Não se tem registro de sua utilização como agregado miúdo porém sua baixa estruturação pode possibilitar este uso. A presença desta menor estruturação do material é responsável por um estado mais fofo fazendo com que os mesmos apresentem processos geodinâmicos significativos como ravinamentos e pequenos escorregamentos em taludes de corte.
  • 6.1.2.3 : Unidade 2.3 : Compõe-se de depósitos aluvionares bastante expressivos em área porém pouco espessos (raramente ultrapassando 2m), com forte contribuição de matéria orgânica, em vales amplos e muito abertos. Sua imaturidade e uma certa variação granulométrica indicam que o material fonte deva ser variado. A pequena espessura associada à presença de matéria orgânica inviabilizam seu uso como agregado miúdo. 6.1.2.4 Unidade 2.4 : Composta por colinas alongadas médias a amplas suave onduladas esta unidade apresenta materiais retrabalhados de textura média a fina sobrepostos aos arenitos da Formação Botucatu, ocorrendo sempre em condições de declividades moderadas (5 a 10%). Estes materiais parecem apresentar contribuição dos residuais dos magmatitos junto à depósitos de textura arenosa e apresentam espessuras entre 5 e 10m. Não apresentam boas condições de utilização como materiais de construção nem problemas evidentes decorrentes de processos geodinâmicos. 6.1.3 Sistema 3 : As regiões de ocorrência do sistema 3 na Quadrícula de Campinas situam-se em área mapeadas nos trabalhos de ZUQUETTE (1981), AGUIAR (1989), PARAGUAÇU et alii (1991), NISHIYAMA (1992), e PEJON (1992), com representações importantes presentes na Folha de São Carlos (1:100.000) e pequenas ocorrências na Folha de Piracicaba (1:100.000). Sua distribuição na área estudada pode ser observada na figura 92.
  • FIGURA 92 : Ocorrências do sistema 3 na área. Este sistema representa as porções mais elevadas do terreno dentre as áreas de ocorrência de litologias da Bacia do Paraná além de ser composto por formas de relevo (colinas pequenas a médias onduladas) que evidenciam formas erosivas mais jovens, e também por não apresentar depósitos aluviais em seu interior. Tudo isso levava a crer que este sistema fosse composto pelas unidades litológicas mais recentes da Bacia do Paraná o que de fato se verificou quando da análise dos trabalhos de mapeamento já efetuados na área que mostraram que o substrato rochoso deste sistema é composto por litótipos pertencentes ao Grupo Bauru (arenitos argilosos imaturos às vezes conglomeráticos) e às Intrusivas Básicas da Bacia do Paraná (diabásios e basaltos). Em termos de materiais inconsolidados este sistema apresenta materiais residuais das litologias citadas além de materiais retrabalahdos cenozóicos de textura arenosa e mista, recobrindo estas litologias.
  • 6.1.3.1 Unidade 3.1 : Composta por vales estreitos e profundos, com alta frequência de canais (formas essencialmente erosivas), esta unidade apresenta materiais inconsolidados pouco espessos (espessura inferior a 5m) residuais dos magmatitos básicos e retrabalhados cenozóicos mistos também pouco espessos (< 5m) que são depósitos cenozóicos com contribuição dos magmatitos. Ocorre em condições de declividades moderadas (5 a 10%) tendo como substrato os magmatitos básicos. São perfis homogêneos relativamente evoluídos e pouco profundos de materiais que não apresentam processos de dinâmica externa importante nem possibilidades de uso como materiais de construção. 6.1.3.2 Unidade 3.2 : Apresentando colinas médias onduladas alongadas com encostas relativamente íngremes em áreas com declividades variadas (5 a 20%) esta unidade indica relativo equilíbrio entre morfogênese e pedogênese e apresenta materiais retrabalhados cenozóicos arenosos medianamente espessos a espessos (com espessuras sempre superiores a 5m, chegando a ultrapassar 20m) recobrindo os arenitos do Grupo Bauru e os Magmatitos Básicos. Apesar das espessuras de materiais inconsolidados presentes e de sua homogeneidade textural não se tem registro de seu uso como agregado miúdo, assim como não se tem nenhuma informação acerca de possíveis processos de movimentos de massa.
  • 6.1.3.3 Unidade 3.3 : Representa as porções mais elevadas do sistema 3 e é composta por colinas pequenas onduladas com topo tendendo a pontiagudo com encostas íngremes em declividades sempre superiores a 10% e perfis de materiais inconsolidados pouco espessos (espessuras raramente superiores a 5m). Apresenta materiais inconsolidados de textura arenosa com finos, residuais das litologias do Grupo Bauru com processos erosivos importantes e baixo potencial de uso como agregado miúdo, devido à sua imaturidade. 6.1.3.4 Unidade 3.4 : Representando as formas mais rebaixadas e aplainadas do sistema 3 esta unidade é composta por colinas amplas aplainadas e ocorre em áreas de baixa declividade (inferior sempre a 5%) e encostas suaves. Os materiais inconsolidados presentes possuem textura arenosa e perfis homogêneos e espessos (com espessuras sempre superiores a 10m) sendo compostos por materiais residuais das litologias do Grupo Bauru evidenciando a importância marcante da pedogênese em seu processo evolutivo. 6.1.4 Sistema 4 : Constituindo-se no sistema de maior expressão areal na região estudada, apresenta áreas de ocorrência em todas as folhas 1:100.000 da região, porém estas ocorrências são bastante pequenas nas folhas de Moji-Guaçu e Bragança Paulista, relativamente importantes na Folha de São Carlos e muito significativas nas folhas de Piracicaba, Araras e Campinas.
  • Estas ocorrências situam-se em áreas que apresentam trabalhos anteriores de ZUQUETTE (1981), CUNHA (1989), GONÇALVES (1989), BROLLO (1991), LOLLO (1991), NISHIYAMA (1991), PARAGUAÇU et alii (1991), DE MIO (1992), PEJON (1992), SOUZA (1992), GRUBER (1993), CARDOSO (1994), AGUIAR (1995), e BARISSON (1995). Esta extensa distribuição é mostrada na figura 93. FIGURA 93 : Distribuição do sistema 4 na área. As formas bastante dissecadas e rebaixadas sugeriam que este sistema devesse apresentar as litologias mais antigas da Bacia do Paraná, sendo que as porções mais elevadas apresentariam unidades do substrato rochoso mais jovens em relação às porções mais baixas. Isto de fato se confirmou quando da análise dos trabalhos anteriores efetuados na área, uma vez que as unidades de substrato encontradas nas porções mais elevadas pertencem principalmente às formações Botucatu (arenitos), Pirambóia (arenitos argilosos) e Corumbataí (siltitos e argilitos), e subordinadamente às formações Irati (folhelhos), Tatui (arenitos com intercalações de finos) enquanto nas porções mais rebaixadas tem-se litologias das formações Irati e Tatui e do Sub-Grupo Itararé (arenitos, siltios/argilitos, lamitos/argilitos, arenitos/diamectitos) compondo o substrato rochoso.
  • Em termos de materiais inconsolidados tem-se materiais residuais das unidades do substrato e materiais retrabalhados arenosos e argilosos de espessuras variadas. 6.1.4.1 Unidade 4.1 : Representando as porções de terreno mais elevadas do sistema 4 é composta por colinas pequenas onduladas em áreas de declividade moderada (5 a 10%) com encostas convexas. Os materiais inconsolidados presentes são materiais residuais rasos de litologias das formações Botucatu, Pirambóia, Corumbataí, Irati e Tatui que apresentam como principal caraterística o fato de serem sempre perfis imaturos e muito rasos (espessura sempre inferior à 2m). 6.1.4.2 Unidade 4.2 : Composta por vales pequenos e fechados de encostas convexas apresenta como principal caraterística a presença de processos erosivos importantes com intensa retirada de materiais em condições variadas de declividade (5 a 20%). Apresenta materiais inconsolidados pouco profundos (espessura nunca ultrapassa 5m) residuais das formações Pirambóia, Corumbataí, Irati e Tatui e do Sub Grupo Itararé, e materiais retrabalhados argilosos e arenosos rasos (cuja espessura raramente ultrapassa 2m). Assim como a unidade anterior (4.1) apresenta materiais inconsolidados com forte diversidade textural (arenosos, médios e argilosos) mas tem em comum o fato de serem sempre perfis homogêneos pouco profundos e relativamente evoluídos.
  • 6.1.4.3 Unidade 4.3 : Representada por vales amplos e abertos com média frequência de canais e declividade baixas (< 5%) esta unidade apresenta processos importantes de deposição aluvial. Os materiais inconsolidados presentes possuem textura arenosa e são bastante espessos (ultrapassando os 10m em muitos locais) com perfis homogêneos e boas condições de utilização como agregado miúdo. 6.1.4.4 Unidade 4.4 : Apresenta as formas mais abatidas presentes no sistema 4 sendo composto por colinas médias suave onduladas com encostas suaves e declividades baixas (sempre inferiores à 5%) sem evidências de processos geodinâmicos importantes. Os materiais inconsolidados presentes são bem evoluídos e homogêneos, espessos (quase sempre as espessuras são superiores a 10m) e são materiais retrabalhados arenosos que recobrem litologias do Sub-Grupo Itararé. 6.1.5 Sistema 5 : Assim como o sistema 4, este sistema também apresenta uma ocorrência distribuida por todas as folhas 1:100.000 que compõem a área estudada, sendo porém pouco expressivo nas Folhas de São Carlos, Moji-guaçu e Bragança Paulista e apresentando ocorrências significativas nas Folhas de Piracicaba, Araras e Campinas, segundo distribuição apresentada na figura 94.
  • Em termos de trabalhos anteriores de mapeamento geoténico as ocorrências deste sistema foram encontradas nas áreas mapeadas por ZUQUETTE (1981), CUNHA (1989), GONÇALVES (1989), BROLLO (1991), LOLLO (1991), NISHIYAMA (1991), PARAGUAÇU et alii (1991), DE MIO (1992), PEJON (1992), SOUZA (1992), GRUBER (1993), CARDOSO (1994), AGUIAR (1995), e BARISSON (1995). FIGURA 94 : Ocorrência do sistema 5 na área estudada. Este sistema apresenta as formas mais suavizadas dentre os sitemas situados na área de ocorrência da Bacia do Paraná na região estudada, sendo composto por colinas médias a amplas suave onduladas a aplainadas e vales abertos, situando-se sempre em porções mais elevadas que o sistema 4 o que levou à suspeita de que o mesmo devesse apresentar litologias mais jovens que o sistema 4 ou pelo menos mais resistentes à alteração e erosão. Isto ficou claro após os trabalhos de campo e a análise dos trabalhos anteriores efetuados na área mostrando que o substrato rochoso é composto (neste sistema) por finos da Formação Corumbataí (siltitos) e do Grupo Itararé (siltitos/argilitos ou lamitos) e pelas intrusivas básicas (diabásios).
  • Os materiais inconsolidados presentes são materiais residuais das litologias citadas (rasos e profundos) e materiais retrabalhados profundos de textura arenosa e retrabalhados aluvionares pouco profundos. 6.1.5.1 Unidade 5.1 : Representada pelas colinas médias e amplas suave onduladas a aplainadas esta unidade ocorre sempre em condições de declividades baixas (inferiores a 5%) e sem evidência de processos geodinâmicos significativos. Apresenta materiais inconsolidados evoluídos e relativamente profundos a profundos (espessuras sempre superiores a 5m chegando a ultrapassar os 20m), de textura média e fina quando se tratam dos residuais das intrusivas básicas e das sedimentares ricas em finos (Formação Corumbataí e Grupo Itararé) e de textura arenosa quando se tratam dos retrabalhados. 6.1.5.2 Unidade 5.2 : Composta por vales pequenos e médios relativamente abertos, apresenta características que indicam importantes processos dinâmicos de retirada em condições de declividades moderadas (superiores a 5% sempre, mas raramente superiores a 10%). Em consequência das características citadas, esta unidade apresenta materiais inconsolidados rasos (raramente ultrapassam 2m de espessura) residuais dos finos da Formação Corumbataí de do Sub- Grupo Itararé, e dos diabásios.
  • 6.1.5.3 : Unidade 5.3 : Apresentando vales amplos e abertos é a unidade do sistema 5 com características francamente deposicionais, apresentando depósitos aluvionares em condições de baixas declividades (raramente superiores a 2%). São depósitos de espessura relativamente pequena (raramente ultrapassam 5m) de materiais arenosos relativamente evoluídos. A existência de poucas ocorrências desta unidade no sistema 5 (se comparado à outras unidades de deposição aluvionar em outros sistemas) associada à sua distribuição areal restrita (são ocorrências geralmente pequenas) e pequenas espessuras, indicam um baixo potencial de uso como agregado miúdo. 6.1.6 Sistema 6 : Tem sua ocorrência restrita às folhas de Campinas, Moji-Guaçu e Bragança Paulista (1:100.000), sendo mais expressivo na primeira e apresentando ocorrências muito reduzidas na última, possuindo ocorrências em áreas anteriormente mapeadas por ZUQUETTE (1981), ALBRETCH (1992), DE MIO (1992), SOUZA (1992), GRUBER (1993), COLLARES (1994), SARAIVA (1994), BARISSON (1995), e COLLARES (1995a e 1995b), conforme se verifica na figura 95.
  • FIGURA 95 : Áreas de ocorrência do sistema 6. As características de suas formas de relevo (morrotes pequenos e médios de topo ondulado associados a vales pequenos e médios fechados) induziram à suspeita de que este sistema devesse apresentar substrato rochoso composto por litologias intrusivas plutônicas ácidas e que suas condições litológicas, estruturais e seu posicionamento estratigráfico o situariam como um relevo de transição entre o relevo das rochas sedimentares e magmáticas básicas da Bacia do Paraná e o relevo típico das condições dos Planalto Cristalino. Este fato se confirmou quando dos trabalhos de campo e da análise dos trabalhos anteriores já citados que mostraram que o substrato rochoso neste sistema é composto por litologias dos complexos Socorro (composto basicamente por granitos, migmatitos e gnaisses), Varginha (migmatitos e granitos), e Itapira (gnaisses variados). Com relação aos materiais inconsolidados presentes presentes neste sistema observou-se que apresentam perfis complexos, de espessuras variadas e ricos em micas, mas que de modo geral apresentam os seguintes intervalos : um intervalo superior composto por materiais residuais laterizados, um intervalo intermediário de solo saprolítico e um intervalo basal de saprolito.
  • O intervalo superior (laterítico) apresenta-se as vezes retrabalhado, sendo comum também nesta área a existência de depósitos aluvionares no fundo dos vales maiores. Com relação à interpretação deste sistema como “relevo de transição” já citado verifica-se que o mesmo situa-se fora das zonas de cisalhamento dos importantes falhamentos presentes na área, compondo blocos rebaixados do planalto que se interpõem entre os blocos altos próximos às zonas de falha (e que compõem o sistema 7, como se terá oportunidade de verificar) e as formas da Bacia do Paraná. 6.1.6.1 Unidade 6.1 : Composta por morrotes pequenos e médios alongados de topo ondulado esta unidade ocorre em áreas de declividades médias (entre 5 e 20%, superior a 10% na maioria das vezes) e não apresenta evidências de processos geodinâmicos importantes. Sugere a predominância dos processos de pedogênese. Os materiais inconsolidados presentes são os mais espessos presentes no sistema 6, apresentando perfis relativamente evoluídos e profundos (espessuras geralmente ultrapassam 10m) com textura média a fina. Apresentam um primeiro intervalo laterizado (que pode alcançar até 4m) um intervalo intermediário de solo saprolítico espesso (chegando a até 7m de espessura em alguns casos) e um intervalo basal de saprolito geralmente pouco espesso (raramente ultrapassa os 3m de espessura). É frequente nesta unidade a ocorrência de expressivos campos de matacões de rochas graníticas os quais são explorados para utilização como agregado graúdo e como pedra para revestimento.
  • 6.1.6.2 Unidade 6.2 : Representada por vales estreitos e íngremes esta unidade apresenta importantes processos de morfogênese mecânica com evidência de forte retirada de materiais ocorrendo sempre em condições de declividades elevadas (superiores a 20%). Os perfis de materiais inconsolidados são pouco evoluídos e pouco profundos (espessuras totais raramente ultrapassam 5m) e apresentam o intervalo laterítico (superior) bastante raso (sempre inferior a 2m e poucas vezes superior a 1m) ou mesmo ausente, e intervalos inferiores são também pouco espessos (o solo saprolítico raramente ultrapassa 2m e o saprolito via de regra apresenta espessuras inferiores à 1m). Os campos de matacões também ocorrem nesta unidade porém são menos expressivos e raramente são explorados. 6.1.6.3 Unidade 6.3 : De comportamento tipicamente deposicional, esta unidade é composta por vales médios de fundo alargado com expressivos depósitos aluviais em condições de declividades baixas (inferiores à 5%). Os materiais inconsolidados apresentam textura arenosa fina a média e apresentam perfis relativamente evoluídos e medianamente profundos (chegando a ultrapassar 5m) assentes normalmente sobre um perfil composto por um pequeno intervalo de solos saprolítico (espessura muitas vezes inferior à 1m) ou sobre saprolito também pouco espesso (normalmente inferior a 2m). Apesar de sua relativa imaturidade (em função de serem advindos de materiais fonte com perfis pouco evoluídos) estes depósitos são utilizados como fonte de agregado miúdo em função da inexistência de outra opção nas proximidades.
  • 6.1.7 Sistema 7: Apresentando as formas mais elevadas dentre todas da área estudada este sistema ocorre nas folhas de Moji-guaçu e Bragança Paulista (1:100.000) abrangendo áreas já mapeadas por ALBRETCH (1992), DE MIO (1992), SOUZA (1992), COLLARES (1994), SARAIVA (1994), BARISSON (1995), e COLLARES (1995a e 1995b), como se observa na figura 96. FIGURA 96 : Distribuição do sistema 7 na área estudada. As formas que ocorrem neste sistema são morros e morrotes bastante elevados de topo ondulado a anguloso, sulcados por vales profundos e fechados, indicando tratar-se de um sistema com substrato rochoso composto por litologias mais recentes ou mais resistentes ao intemperismo que as do sistema 6, seja devido a fatores mineralógicos ou a fatores estruturais. Além disso as formas presentes indicavam ainda a possibilidade de predomínio de tipos metamórficos neste sistema em relação aos tipos ígneos, ao contrário do que ocorre no sistema 6, além de uma forte presença de tipos milonitizados por ação dos grandes falhamentos presentes na área.
  • Estas suspeitas se confirmaram ao se verificar que o sistema 7 ocorre em áreas de afloramento de litologias do Complexo Amparo (composto por migmatitos e gnaisses localmente milonitizados, associados à intrusivas básicas e metaultrabásicas); rochas metassedimentares da Formação Eleutério; maciços graníticos tardi a pós-orogênicos; rochas cataclásticas diversas; e litologias do Maciço Alcalino de Poços de Caldas. Em termos estruturais o sistema 7 representa os blocos elevados associados aos falhamentos maiores presentes na área (falhas de Socorro, Monte Sião, Valinhos, Campinas, Ouro Fino e Jacutinga) e falhamentos menores à elas associadas, apresentando litologias via de regra milonitizadas chegando até estágios superiores de milonitização (cataclasitos). Os materiais inconsolidados evoluídos sob estas condições apresentam perfis variados passíveis no entanto de divisão em duas categorias : (1) perfis mais evoluídos e profundos, apresentando um intervalo superior laterizado (mais ou menos espesso dependendo da situação), um segundo intervalo composto de solo saprolítico e um intervalo basal de saprolito; e (2) perfis menos evoluídos e menos profundos onde o intervalo laterítico superior encontra-se ausente, e que apresentam um intervalo superior de pouco espesso de solo saprolítico e um inferior de saprolito. Em alguns casos os perfis do segundo grupo podem incluir depósitos aluvionares sobrepostos ou ainda não apresentar o intervalo de solos saprolítico, sendo compostos exclusivamente de saprolitos.
  • 6.1.7.1 Unidade 7.1 : Composta de morrotes alongados de topo ondulado esta unidade apresenta os perfis de materiais inconsolidados mais evoluídos e profundos de todo o sistema 7, ocorrendo normalmente em condições de declividades moderadas (entre 5 e 10% predominantemente, podendo ultrapassar os 10%) e sem evidências de processos geodinâmicos significativos, sugerindo predominância dos processos de pedogênese sobre os de morfogênese. Os materiais inconsolidados apresentam perfis relativamente evoluídos e bastante profundos (com espessuras raramente inferiores a 15m) com textura média a fina apresentando um primeiro intervalo laterizado (que pode ultrapassar 5m de espessura), um intervalo intermediário de solo saprolítico espesso (sempre superior à 5m), e um intervalo basal de saprolito também espesso (geralmente superior à 5m). Nesta unidade são comuns os campos de matacões representados principalmente por gnaisses e que são explorados para a obtenção de agregado graúdo e pequenas placas para revestimento. 6.1.7.2 Unidade 7.2 : Representada por vales íngremes e profundos de médio porte com evidências da atuação de processos de retirada, esta unidade ocorre em áreas com declividades altas (sempre superiores à 20%) e apresenta evidências de predomínio de processos de morfogênese, porém não tão importantes a ponto de representar um problema geotécnico (em boa parte pelo fato de ocorrerem em regiões sem ocupação humana).
  • Os perfis de materiais inconsolidados presentes são relativamente evoluídos porém pouco profundos (as espessuras médias situam-se na faixa de 5m, e raramente aingem 10m) com textura fina apresentando um intervalo laterítico superior bastante raso (dificilmente ultrapassa 1m de espessura), um intervalo intermediário de solo saprolítico pouco espesso (da ordem de 3m em média) e um intervalo inferior de saprolito também pouco espesso (raramente ultrapassa 2m). 6.1.7.3 Unidade 7.3 : Compõe-se de morros extensos e alongados de topo predominantemente pontiagudo, sendo a unidade que apresenta as maiores elevações dentre as que compõem o sistema 7, e ocorre em áreas de altas declividades (sempre superior à 20%), indicando o predomínio de processos pedogenéticos, e sem evidências de processos geodinâmicos importantes. Apresenta materiais inconsolidados de textura fina a média, pouco evoluídos e medianamente profundos com perfis que apresentam um intervalo superior de solo saprolítico pouco espesso (raramente mais que 2m de espessura) e um intervalo inferior de saprolito geralmente espesso (chegando a ultrapassar com frequência os 10m). Da mesma forma que na unidade 7.1 também nesta unidade ocorrem expressivos campos de matacões (principalmente de gnaisses) explorados para as mesmas finalidades que na unidade 7.1. 6.1.7.4 Unidade 7.4 : Pouco expressiva na área estudada, esta unidade compreende vales maiores de fundo alargado que apresentam significativos processos deposicionais, com predomínio portanto de processos de morfogênese, ocorrendo em condições de declividade baixas (<5% geralmente).
  • Apresenta materais inconsolidados de textura média, pouco evoluídos e pouco profundos, com perfis que mostram um primeiro intervalo de depósitos aluviais rasos (raramente ultrapassam 1m) sobre horizontes inferiores também rasos (raramente ultrapassam 2m de espessura cada um deles) de solos saprolítico e saprolito. Os depósitos aluviais são muito rasos e imaturos em função do que o seu uso como agregado miúdo não acontece, além do fato de que as ocorrências desta unidade são bastante raras. 6.1.7.5 Unidade 7.5 : Trata-se da unidade com maior grau de dissecação dentre as que compõem o sistema 7, apresentando vales pequenos fehcados e profundos, com presença de ravinas, evidenciando a importância dos processos retirada na evolução das formas nesta unidade. Esta atuação marcante dos processos de retirada é função das declividade muito elevadas (sempre superiores à 20%, e muitas vezes superiores à 35%). Em função destas características citadas esta unidade apresenta materiais inconsolidados com perfis muito imaturos e bastante rasos (raramente ultrapassam 3m de espessura), de textura fina, apresentando apenas o intervalo de saprolito. Apesar de intensos os processos erosivos não representam problemas geotécnicos potenciais, seja em face da pequena espessura dos perfis de materiais inconsolidados, seja em função de ocorrerem em áreas desocupadas.
  • 6.1.8 Comparações entre os Sistemas Identificados : Uma das primeiras observações interessantes que se pode fazer acerca dos resultados obtidos diz respeito à relação existente entre os resultados da avaliação do terreno a nível de sistemas de terreno e as unidades de substrato rochoso presentes na área estudada. Verifica-se que os sistemas de terreno delimitados na região em estudo apresentaram uma boa correspondência com as unidades de substrato existentes na área. Quando se tratava do substrato rochoso da Bacia do Paraná esta correspondência não se deu à nível litológico, mas a nível litoestratigráfico. Com relação ao substrato rochoso do Planalto Cristalino esta correspondência se deu à nível de evolução tectono-estrutural. Na área de ocorrência da Bacia do Paraná verifica-se facilmente que os sistemas identificados correspondem à pacotes depositados contemporâneamente, como se pode verificar : (1) as áreas de ocorrência do sistema 1 coincidem com litologias do Grupo São Bento (Triássico / Cretáceo, ambientes fluvial e eólico, com intrusivas básicas) no domínio das cuestas arenito-basálticas; (2) o sistema 2 coincide com ocorrências do Grupo São Bento (Triássico / Cretáceo, ambientes fluvial e eólico, com intrusivas básicas) em porções situadas acima das cuestas arenito- basálticas; (3) o sistema 3 compreende as porções mais elevadas da área da bacia e corresponde a litologias do Grupo Bauru (Cretáceo, ambiente fluvio-lacustre);
  • (4) as ocorrências do sistema 4 correspondem à litologias do Grupo Passa Dois (Permiano, ambiente marinho raso e litorâneo), do Grupo Guatá (Permiano, ambiente marinho transgressivo) e do Sub-Grupo Itararé (Carbonífero / Permiano, ambiente continental e marinho com contribuições glaciais) em condições claramente erosivas nas porções mais dissecadas nas bacias dos rios Piracicaba, Tietê e Moji-Guaçu; (5) o sistema 5 corresponde à litologias do Grupo Passa Dois (Permiano, ambiente marinho raso e litorâneo), do Grupo Guatá (Permiano, ambiente marinho transgressivo) e do Sub-Grupo Itararé (Carbonífero / Permiano, ambiente continental e marinho com contribuições glaciais) em áreas aplainadas, mais elevadas que as do sistema 4, e sem presença de processos erosivos importantes; (6) os depósitos de idade cenozóica que correspondem às Formações Rio Claro, Pirassununga e seus correlatos recobrem indistintamente unidades pertencentes à estes cinco sistemas; (7) enquanto as formas mais elevadas (pertencentes aos sistemas 1, 2 e 3) se relacionam com litologias mais jovens e ambiente deposicional tipicamente continental, as formas mais rebaixadas (sistemas 4 e 5) estão relacionadas à litologias mais antigas depositadas em ambientes marinho ou de transição. Na área de ocorrência do Planalto Cristalino verifica-se uma forte associação entre os sistemas de terreno identificados e as condições de evolução tectono-estrutural, ou seja :
  • (1) ao relevo menos elevado e movimentado do sistema 6 correspondem rochas intrusivas plutônicas ácidas e metamórficas delas derivadas, pertencentes aos Complexos Socorro, Varginha e Itapira, de idade Pré-cambriana, raramente milonitizadas, e que situam- se fora das faixas de cisalhamento mais importantes presentes na área; (2) o sistema 7, que apresenta um relevo mais movimentado e elevado que o sistema 6, corresponde às áreas de ocorrência do Complexo Amparo (de idade Pré- cambriana e predomínio de tipos metamórficos mais ou menos milonitizados), da Formação Eleutério (metassedimentares de idades Cambrianas), e das Intrusivas Alcalinas do Complexo de Poços de Caldas (Cretáceo / Terciário), com diversos graus de milonitização. Este conjunto de tipos litológicos que compõe o sistema 7 encontra-se fortemente associado às faixas de cisalhamento existentes na área (faixas estas associadas aos grandes falhamentos que ocorrem nas porções E e SE da área estudada). 6.1.9 Comparações entre as Unidades Identificadas : Com relação às unidades de terreno também se obteve uma boa correspondência entre as formas identificadas e os materiais a elas associados. Neste caso esperava-se uma relação íntima entre forma e material inconsolidado, porém o que se verificou é que esta associação se dá a nível de características gerais do perfil e não da natureza do material inconsolidado. Para facilitar o entendimento destas conclusões no contexto em que as formas evoluiram, a apresentação será dividida de acordo com os sistemas delimitados.
  • No sistema 1 observa-se que nas unidades onde predominam os processos morfogenéticos (1.1 e 1.2) os perfis de materiais inconsolidados são pouco evoluídos e pouco profundos enquanto a unidade 1.3 que apresenta predomínio de processos pedogenéticos apresenta perfis de materiais inconsolidados evoluídos e profundos. Com relação ao sistema 2 pode-se observar que variações entre formas de colinas (suave onduladas e aplainadas por exemplo) podem evidenciar diferentes associações entre materiais retrabalhados e substrato rochoso, assim é que a unidade 2.1 (colinas onduladas) apresenta depósitos cenozóicos arenosos recobrindo os magmatitos básicos, enquanto a unidade 2.2 (colinas aplainadas) apresenta estes mesmos depósitos porém recobrindo arenitos da Formação Botucatu. Ainda no sistema 2 verifica-se que entre formas colinosas presentes num mesmo sistema, as formas mais aplainadas apresentam materiais inconsolidados mais espessos e menos estruturados e, por isso mesmo, mais erodíveis. Isso pode ser facilmente verificado observando-se as unidades 2.2 (colina aplainadas, materiais inconsolidados mais espessos) e 2.4 (colinas suave onduladas, materiais inconsolidados menos espessos). Com relação às unidades do sistema 3 (de características francamente erosivas) verifica-se facilmente que as formas mais onduladas (unidades 3.2 e 3.3) representam processos erosivos mais significativos, e dentre estas, apresentam processos erosivos mais intensos as colinas menores. Percebe-se também nas unidades dos sistema 3 que formas colinosas mais suaves apresentam perfis de materiais inconsolidados mais espessos (com se pode perceber nas unidades 3.2 e 3.4).
  • No sistema 4 observa-se que as formas mais elevadas (unidades 4.1 e 4.2) apresentam materiais inconsolidados residuais mais rasos, provenientes de litologias mais recentes, enquanto as formas mais rebaixadas e mais suaves (unidades 4.3 e 4.4) apresentam materiais mais espessos, sejam eles residuais de litologias mais antigas ou retrabalhados. O que foi observado no sistema 5 reforça a idéia de que formas mais amplas e mais suaves devem apresentar perfis melhor evoluídos de materiais inconsolidados (unidade 5.1) e que formas tipicamente erosivas devem apresentar perfis menos profundos (unidade 5.2). Outro aspecto de grande interesse diz respeito aos materiais inconsolidados residuais de litologias do Sub-grupo Itararé. Enquanto nos sistema 4 as ocorrências de materiais residuais deste substrato apresentam formas mais dissecadas e são derivadas de litologias mais grosseiras (arenitos e diamectitos predominantemente), no sistema 5 estes materiais residuais apresentam formas mais elevadas e aplainadas e são produto da alteração de litologias ricas em finos (argilitos e siltitos principalmente). Nas formas presentes no sistema 6 observa-se que formas mais suaves estão associadas à pedogênese mais intensa produzindo perfis de materiais inconsolidados mais profundos e melhor evoluídos (chegando até a apresentar um horizonte laterítico significativo), como se observa na unidade 6.1, enquanto formas mais íngremes condicionam processos importantes de morfogênese mecânica (unidades 6.2 e 6.3).
  • No sistema 7 foi possível se confirmar observações já feitas em outros sistemas : (1) associação entre formas mais suaves e perfis melhor evoluídos (unidade 7.1); (2) associação entre formas mais dissecadas e perfis pouco evoluídos e rasos (unidades 7.2 e 7.5); (3) a presença de depósitos aluviais rasos e imaturos está associadas à áreas-fonte com materiais de perfis pouco evoluídos e pouco profundos (unidade 7.4); e (4) formas mais elevadas porém sem processos erosivos muito significativos podem apresentar perfis espessos porém pouco evoluídos (unidade 7.3). 6.8 QUADROS-RESUMO : Com o objetivo de facilitar a visualização das características de cada um dos sistemas e das unidades citadas são apresentados a seguir quadros-resumos que sintetizam as principais informações acerca de cada unidade. Estes quadros são apresentados na sequência em que os sistemas foram identificados, nas tabelas 5 a 11. Sistema 1 : escarpas abruptas e colinas onduladas, e vales estreitos e fechados “cuestas” arenito-basálticas, Formações Pirambóia, Botucatu e Serra Geral Unida Substrato Declivi “Landform” Materiais Inconsolidados de Rochoso dades 1.1 arenitos e > 20% escarpas residuais rasos dos arenitos e do magmatitos magmatitos, perfis homogêneos
  • 1.2 arenitos e < 5% vales pequenos depósitos aluvionares pouco espesso magmatitos e fechados perfis homogêneos 1.3 arenitos e 5 a 10% colinas residuais do substrato e retrabalha magmatitos onduladas arenosos, bem evoluídos, homogêneo Quadro-resumo do Sistema 1. Sistema 2 : colinas suave onduladas, amplas a médias com vales pequenos, pouco p frequência de canais, colinas acima das “cuestas”, Formações Botucatu e Serra Unida Substrato Declivid “Landform” Materiais Inconsolidados de Rochoso ades 2.1 arenitos e 2 a 10% colinas residuais dos arenitos e dos magmatitos onduladas magmatitos, retrabalhados arenoso 2.2 arenitos < 5% colinas retrabalhados arenosos pouco aplainadas estruturados, homogêneos 2.3 arenitos e rarament vales pequenos depósitos aluvionares pouco espesso magmatitos e > 2% abertos homogêneos com matéria orgânica 2.4 arenitos 5 a 10% colinas suave retrabalhados de textura média, onduladas estruturados com perfis homogênea Quadro-resumo do Sistema 2.
  • Sistema 3 : colinas pequenas a médias onduladas, vales profundos e fechados e porções mais elevadas da Bacia do Paraná, arenitos do Grupo Bauru, magmatito Unida Substrato Declivid “Landform” Materiais Inconsolidados de Rochoso ades 3.1 magmatitos 5 a 10% vales pequenos residuais magmatitos e retrabalhad e fechados mistos, perfis homogêneos 3.2 arenitos e 5 a 20% colinas suave retrabalhados cenozóicos arenosos magmatitos onduladas espessos, perfis homogêneos 3.3 arenitos > 10% colinas residuais pouco profundos dos onduladas arenitos, com silte, perfis homogên 3.4 arenitos < 5% colinas residuais espessos dos arenitos, aplainadas perfis homogêneos Quadro-resumo do Sistema 3. Sistema 4 : colinas dissecadas pequenas a médias, vales pequenos, alta frequê dissecadas da bacia, Formações Botucatu, Pirambóia, Corumbataí, Irati, Tat Unida Substrato Declivid “Landform” Materiais Inconsolidados de Rochoso ades 4.1 arenitos e 5 a 10% colinas residuais rasos, imaturos, homogêne siltitos onduladas 4.2 arenitos e 5 a 20% vales pequenos residuais e retrabalhados pouco siltitos profundos, perfis homogêneos 4.3 arenitos < 5% vales amplos retrabalhados aluvionares arenoso espessos, homogêneos 4.4 arenitos < 5% colinas suave retrabalhados arenosos bem evoluído onduladas espessos, homogêneos
  • Quadro-resumo do Sistema 4. Sistema 5 : colinas rebaixadas e aplainadas, médias a amplas, vales pequenos e canais, formas mais suavizadas da bacia, Formação Corumbataí, Sub-Grupo Itar Unida Substrato Declivid “Landform” Materiais Inconsolidados de Rochoso ades 5.1 finos e > 5% colinas residuais de textura média a fina diabásio aplainadas retrabalhados arenosos, homogêneo 5.2 finos e 5 a 10% vales médios residuais rasos de textura fina co diabásio perfis homogêneos 5.3 finos e rarament vales pequenos depósitos aluviais arenosos pouco diabásio e > 2% espessos, homogêneos Quadro-resumo do Sistema 5. Sistema 6 : morrotes pequenos e alongados com topos pontiagudos com vales pequen canais alta a muito alta, “relevo de transição” entre a bacia e o planalto, meta Unida Substrato Declivid “Landform” Materiais Inconsolidados de Rochoso ades
  • 6.1 metamórf. 5 a 20% morrotes médios laterítico (4m) / saprolítico (7m) plutônicas saprolito (raramente > 3m) / roch 6.2 metamórf. > 20% vales médios laterítico (< 2m) / saprolítico (a plutônicas 2m) / saprolito (< 2m) / rocha 6.3 metamórf. < 5% vales pequenos aluviões (< 5m) / saprolítico (< 1m plutônicas saprolito (< 2m) / rocha Quadro-resumo do Sistema 6. Sistema 7 : morros e morrotes alongados e alinhados associados à vales profundos canais muito alta, formas mais elevadas da área estudada, metamórficas e vulcân Unida Substrato Declivid “Landform” Materiais Inconsolidados de Rochoso ades 7.1 metamórf. entre morrotes médios laterítico (até > 5m) / saprolític vulcânicas 5 e 10% (> 5m) / saprolito (> 5m) / rocha 7.2 metamór > 20% vales pequenos laterítico (< 2m) / saprolítico (< ficas / saprolito (< 2m) / rocha 7.3 miloniti > 20% morros saprolítico (raramente > 2m) / zadas saprolito (até > 10m) / rocha 7.4 metamór entre vales amplos aluviões (< 2m) / saprolítico (< 2m ficas 5 e 10% saprolito (< 2m) / rocha 7.5 metamórf. até > morrotes saprolito (raramente > 3m) / roch milonitiz. 35% pequenos Quadro-resumo do Sistema 7.
  • 6.2 ANÁLISE DA APLICABILIDADE DA TÉCNICA : Concluídas as análises acerca dos resultados, é necessário que se analise a técnica do ponto de vista de sua aplicabilidade na geotecnia. Como esta análise engloba diversos aspectos a serem considerados, ela foi dividida em dois : (1) aplicabilidade no mapeamento geotécnico (segundo metodologias, escalas, finalidades, disponibilidade de informações anteriores, aplicabilidade em outras regiões brasileiras, e requisitos profissionais para uso da técnica); e (2) considerações com relação aos mapeamentos anteriormente efetuados para a área estudada. 6.2.1 Aplicabilidade em Mapeamento Geotécnico : Concluídas atividades de avaliação do terreno, as etapas seguintes no mapeamento geotécnico incluem a caracterização geotécnica das unidades (através dos ensaios selecionados segundo os objetivos do mapeamento), a análise de adequabilidade (caso se trate de um mapeamento geotécnico finalidade específica), e a confecção dos mapas geotécnicos. A amostragem deve ser orientada às áreas-chave definidas na avaliação do terreno, e a caracterização geotécnica por meio de ensaios deve ser suficiente para que os “landforms” identificados se transformem em unidades geotécnicas possibilitando então as análises de adequabilidade, riscos e planejamento. A grande vantagem da aplicação da técnica de avaliação do terreno seria então a agilidade que a mesma possibilita na etapa de definição das unidades de mapeamento. Do ponto de vista da metodologia de mapeamento geotécnico a ser utilizada pode-se dizer em princípio que a técnica é aplicável à qualquer metodologia, uma vez que sua aplicação está associada à etapa de definição das unidades.
  • Com relação à escalas de mapeamento o aspecto mais importante a ser considerado diz respeito aos níveis hierárquicos de “landform” utilizados. Para pequenas e médias escalas (≤ 1:50.000) a técnica deve ser aplicada à nível de sistemas e unidades de terreno, para escalas maiores deve-se considerar os níveis unidades e elementos de terreno, visando um maior detalhamento da área avaliada. Do ponto de vista da finalidade para a qual o mapeamento seja efetuado pode-se dizer que quando se pretende uma caracterização geral do meio físico deve-se trabalhar até o nível de unidade de terreno, enquanto que para estudos locais (com finalidades específicas tais como solução de um problema ou análise de risco) deve-se considerar o nível elemento de terreno. Com relação à aplicabilidade em levantamentos para obras de engenharia pode-se dizer que a técnica é válida para qualquer proposta de implantação, consideradas as etapas de inventário e reconhecimento, uma vez que sua aplicação possibilita um levantamento preliminar de substrato rochoso e materiais inconsolidados bastante ágil e de baixo custo. Porém seu uso mais intenso está associado à avalição de faixas de exploração, o que é bastante razoável uma vez que a técnica foi desenvolvida justamente com este objetivo. Outro aspecto a ser considerado siz respeito à disponibilidade de dados anteriores na área que se esteja trabalhando. Quando se tratar de área densamente ocupada com um grande volume de informações disponível, deve-se utilizar as fotos mais antigas que se possa conseguir e utilizar também o enfoque paramétrico, obtendo- se medidas (em mapas topográficos ou fotos aéreas) dos “landforms” encontrados na área, nesta situação a amostragem pode pode ser menor desde que os dados anteriores possam ser considerados confiáveis.
  • Ao contrário, quando se tratar de uma área sem ocupação e praticamente sem dados anteriores dos quais se possa lançar mão, deve-se proceder um trabalho de campo mais cuidadoso e mais extenso selecionando um maior número de áreas-chave para que se tenha uma caracterização mais segura da área. Além disso deve-se coletar um número maior de amostras para ensaios, também com o objetivo de se obter uma caracterização geotécnica mais confiável. Com relação à disponibilidade de fotografias aéreas em escalas consideradas adequadas ao trabalho que se pretende realizar é importante que se considere o seguinte. Apesar de se ter afirmado neste trabalho que o ideal é que se possa trabalhar com fotos aéreas em escalas maiores que o mapa que se pretende produzir (de preferência o dobro) isso não é uma regra rígida. O território brasileiro apresenta boa disponibilidade de fotografias aéreas na escala 1:60.000 as quais devem ser utilizadas sempre que não se disponha de sensores em outras escalas. Assim, caso se pretenda produzir um mapa de unidades de terreno na escala 1:50.000 pode-se utilizar estes sensores (fotos 1:60.000) tendo-se em mente porém que a precisão cartográfica pode ser afetada. O mesmo pode se dizer com relação ao nível de elementos de terreno, ou seja, pode-se produzir um mapa de elementos de terreno na escala 1:50.000 a partir de fotos 1:60.000 considerando-se também a questão da precisão cartográfica, além de um possível alto grau de generalização que deve ocorrer nestas condições. A possibilidade de aplicação da técnica em outras porções do território brasileiro é outro aspecto que merece comentários. As regiões SE e CO do Brasil apresentam as mesmas condições encontradas na área estudada, com perfis de materiais inconsolidados via de regra bastante evoluídos onde a técnica pode ser extremamente útil para a identificação de unidades do meio físico como se teve oportunidade de verificar no presente trabalho.
  • As regiões de clima mais frio do sul do país devem apresentar condições evolutivas de “landforms” e de materiais inconsolidados típicas de climas temperados, proporcionando perfis de materiais inconsolidados menos profundos e evoluídos, enquanto em outras porções desta mesma região (norte do Paraná por exemplo) podem ser encontrados perfis mais evoluídos e profundos em função do clima menos severo. Para a região nordeste as diferenças devem se dar em função do clima mais seco ou mais úmido presente. Enquanto no litoral espera- se perfis mais evoluídos e profundos, no interior os perfis devem pouco evoluídos e rasos. Na região norte um obstáculo a ser considerado em muitos locais é a extensa cobertura vegetal presente, além se tratar de uma região muito grande e pouco ocupada. Estas características sugerem o uso (pelo menos no início dos trabalhos) de sensores remotos em escalas pequenas. Com relação às difertenças entre a avaliação do terreno e a fotogeologia “tradicional” é preciso antes de mais nada que que se destaque uma diferença fundamental entre as duas. Enquanto na técnica “tradicional” deve-se identificar feições para depois formar com elas um padrão, na avaliação do terreno o que se busca é justamente a identificação de um padrão natural existente. Isso não significa que basta que se reconheça “algo diferente”, é preciso que se avalie se este “algo” visualmente diferente realmente deve significar condições típicas de relevo e de materiais que justifiquem sua delimitação. Esta consideração conduz à outra preocupação, que está relacionada ao perfil do profissional desejável para utilizar bem a técnica de avaliação do terreno.
  • Além de precisar de alguma experiência em fotointerpretação este profissional deve ter (ou adquirir no decorrer dos trabalhos) conhecimentos sólidos de geomorfologia, considerando-se não o aspecto descritivo dos “landforms” mas o aspecto evolutivo (tanto do “landform” como das condições de materiais inconsolidados que devem estar a ele associados, bem como do significado deste “landform” no contexto maior da evolução de toda a área estudada). Isso não quer dizer que esta técnica esteja acessível apenas para geólogos e geógrafos, porém para profissionais com outras formações o uso da avaliação do terreno requer, com certeza, um razoável espaço de tempo dedicado à estudos teóricos (bastante maior que o tempo necessário para que um dos profissionais citados acima cumpram o mesmo objetivo). 6.2.2 Com relação aos Mapeamentos Anteriores : Outro conjunto importante de considerações diz respeito aos trabalhos anteriores efetuados na área estudada. Neste caso é importante que se considere separadamente os mapas básicos (geológicos e geomorfológicos), e os mapeamentos geotécnicos anteriores. 6.2.1 Mapas Básicos : As relações citatas no presente texto entre “landforms” e materiais (rochosos e inconsolidados) bem como as descrições dos “landforms” reconhecidos pode dar a falsa impressão que bastaria então que se utilizasse mapas geológicos e geomorfológicos anteriores como critério preliminar de unidades do meio físico. Isto não é válido em virtude dos fatores citados a seguir. Com relação aos mapas geológicos anteriores o problema é que os mapas disponíveis são sempre cronoestratigráficos e não
  • litológicos e que não representam adequadamente os materiais inconsolidados (o que seria mais adequado para o mapeamento geotécnico) o que faz com que na grande maioria das vezes se tenha que produzir dois mapas básicos (de substrato rochoso e de materiais inconsolidados) antes de se iniciar o processo de caracterização e avaliação geotécnica de uma área. Exemplos desta dificuldade de uso direto de mapas geológicos anteriores foram verfificados quando da execução do Projeto Mapeamento Geotécnico do Centro-leste do Estado de São Paulo, quando se teve oportunidade de verificar que a divisão cronoestratigráfica que estes mapas apresentam não satisfazia as necessidades do mapeamento geotécnico por agrupar, em uma mesma unidade de mapeamento, litologias distintas presentes numa mesma formação por exemplo. Com relação aos mapas geomorfológicos o problema é que são sempre mapas morfométricos, baseados simplesmente nas dimensões dos “landforms”, raramente considerando as condições morfogenéticas além de muitas vezes serem produzidos em escalas pequenas (1:500.000 ou 1:1.000.000 por exemplo) apresentando forte generalização conceitual e gráfica. Para serem úteis para o processo de mapeamento geotécnico estes mapas geomorfológicos deveriam ainda considerar as possíveis condições evolutivas dos perfis de materiais inconsolidados. Um exemplo deste caso é o Mapa Geomorfológico do Estado de São Paulo, disponível para a área estudada. O fato dos princípios de zoneamento deste mapa geomorfológico terem considerado apenas critérios morfométricos para a delimitação das formas, e a pequena escala na qual o mesmo foi produzido já são características suficientes para inviabilizar o seu uso em mapeamentos geotécnicos. A maior evidência de que a utilização direta deste mapa não proporciona bons resultados são exemplos de trabalhos que usaram este mapa em mapeamento geotécnico e que não conseguiram uma boa associação entre as formas do relevo nele representadas e as unidades geotécnicas presentes na mesma área.
  • Neste caso em particular pode-se citar os trabalhos de DE MIO (1992) e SOUZA (1992) nos quais a caracterização geotécnica das unidades mostrou que que estas formas do relevo tiveram que ser subdivididas para apresentar alguma conotação geotécnica. 6.2.2 Mapas Geotécnicos : Com relação aos mapas geotécnicos anteriores utilizados para o confronto entre os resultados obtidos através do uso da avaliação do terreno e os zoneamentos previamente efetuados na área é importante que sejam feitas algumas observações. Foram utilizados para esta finalidade apenas os mapeamentos geotécnicos realizados no âmbito do Projeto Mapeamento Geotécnico do Centro-leste do Estado de São Paulo. Isto se deve a dois fatores. Em primeiros lugar porque além dos mapas e dos textos explicativos destes trabalhos, tinha-se à mão todos os dados anteriores levantados bem como todos os resultados de ensaios realizados nestes trabalhos. Em segundo lugar porque estes trabalhos apresentavam um grau de confiabilidade conhecido uma vez que foram efetuados por um grupo de profissionais atuando sob a supervisão da mesma coordenação, e também porque este grupo de trabalhos utilizou as mesmas bases metodológicas, apesar de alguns deles utilizarem avaliação do terreno e outros não. Com relação aos trabalhos prévios que não usaram a avaliação do terreno pode-se verificar que houve uma forte correspondência entre o zoneamento obtido no presente trabalho e estes trabalhos anteriores (considerando-se a relação forma x perfil de material inconsolidado) o que mostra que a técnica aqui utilizada (avaliação do terreno) apresenta a mesma eficácia que o método tradicional de zoneamento preliminar de unidades geotécnicas, apresentando porém as vantagens de menor custo e maior agilidade.
  • Com relação aos trabalhos prévios que utilizaram a avaliação do terreno também se encontrou uma boa correspondência entre as unidades obtidas, porém era de se esperar que os limites obtidos para estas áreas pelos trabalhos (prévios e o presente) fossem exatamente os mesmos o que de fato não ocorreu. Isto se deve a dois fatores : (1) estes trabalhos anteriores foram conduzidos sem a consideração de cada nível hierárquico de “landform” separadamente, o que fez com que os mapas de “landform” obtidos nestes trabalhos muitas vezes misturem num mesmo mapa sistemas, unidades e elementos; (2) as deficiências de formação no campo da geomorfologia aplicada existentes nos geólogos brasileiros fazem com que haja uma certa dificuldade de aplicação desta técnica sem um bom aprofundamento conceitual dos processos geomorfológicos, sua dinâmica, interdependência e significado em termos de formas hoje observadas. Com relação à falta de correspondência entre as unidades de formas de terreno delimitadas e os materiais inconsolidados encontrados em trabalhos anteriores (à nível de natureza e espessura dos mesmos) sugere-se que o zoneamento à nível de elementos de terreno deva cobrir esta lacuna. Isto serve para mostrar que a avaliação do terreno (desde que aplicada corretamente) pode ser muito útil não só para o zoneamento preliminar de uma área, mas também para o levantamento de atributos utilizados na etapa de análise do mapeamento geotécnico. Neste caso pode-se ter acesso tanto à atributos fundamentais tais como natureza do substrato rochoso e de materiais inconsolidados, espessura de materiais inconsolidados, e condições
  • do perfil de alteração de materiais inconsolidados, mas também atributos derivados tais como erodibilidade, escavabilidade, condições de infiltração, profundidade do N.A., áreas inundáveis, movimentos de massa, e materiais de construção. 7 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A seguir são apresentadas as conclusões advindas da análise dos dados obtidos e de seu confronto com resultados anteriores, bem como recomendações para trabalhos futuros de aplicação da técnica de avaliação do terreno em mapeamento geotécnico. 7.1 CONCLUSÕES : • encontrou-se uma boa correspondência entre os sistemas de terreno delimitados na região e as unidades de substrato presentes. • na área da Bacia do Paraná verifica-se que as formas mais elevadas (sistemas 1, 2 e 3) correspondem a litologias mais jovens depositadas en ambiente continental (Grupos Bauru e São Bento), enquanto as formas mais rebaixadas (sistemas 4 e 5) estão relacionadas à litologias mais antigas depositadas em ambientes marinho ou de transição (Grupo Passa Dois, Supergrupo Tubarão e Sub- grupo Itararé). • na área de ocorrência do Planalto Cristalino verifica-se que o sistema 6, com relevo menos elevado e movimentado corresponde à intrusivas plutônicas e metamórficas raramente milonitizadas, situadas fora das faixas de cisalhamento, enquanto o sistema 7, que apresenta um relevo mais movimentado e elevado, corresponde às ocorrências de metamórficas, metassedimentares e intrusivas
  • alcalinas, com diversos graus de milonitização, e encontra-se fortemente associado às faixas de cisalhamento. • formas de terreno mais suaves representam processos de pedogênese mais intensos apresentando perfis de materiais inconsolidados mais evoluídos e mais profundos. • materiais inconsolidados de textura mais fina tendem a apresentar formas alongadas, devido à menor intensidade de processos erosivos. • quando num determinado sistema ocorre mais de uma unidade com formas suaves, apresentará perfis mais evoluídos e mais profundos aquela unidade que apresentar formas mais aplainadas. • formas mais dissecadas refletem sempre condições de predominância de processos erosivos devendo portanto apresentar perfis menos profundos. • formas que apresentam encostas íngremes ou abruptas devem apresentar perfis pouco profundos de materiais inconsolidados, devido à intensidade dos processos erosivos. • condições que favoreçam o aparecimento de depósitos aluviais, ou depósitos já existentes devem sempre ser representados devido não só ao seu interesse como material passível de uso pela engenharia mas também pelo significado destes processos dentro da evolução do conjunto de formas considerado. • enquanto em climas temperados as formas se relacionam diretamente com o substrato dada a relativas imaturidade e pequena espessura dos perfis de materiais inconsolidados e à importância dos processos de intemperismo físico, em clima tropical a influência marcante do intemperismo químico faz com que os perfis sejam mais espessos e maduros, proporcionando assim as formas mais suaves. Esta relação entre forma do terreno e litologia do substrato só ocorre em clima tropical quando se tem processos intensos de retirada e o
  • perfil desenvolvido é de material inconsolidado residual raso (litólico). • o zoneamento obtido no presente trabalho apresentou uma boa correspondência com mapeamentos geotécnicos anteriormente efetuados na área, tenham eles aplicado a técnica de avaliação de terreno ou não. • a consideração de cada nível hierárquico de “landform” separadamente é fundamental para um zoneamento eficaz do terreno. • o confronto entre os trabalhos prévios de mapemaneto geotécnico e o presente trabalho de zoneamento preliminar de unidades do meio físico a partir do uso da avaliação do terreno mostrou que a técnica funciona e pode ser muito útil ao mapeamento geotécnico. • em face de tudo o que foi comentado pode-se afirmar que a proposta metodológica apresentada se mostrou eficaz na condução dos trabalhos de avaliação do terreno para área citada, esperando-se que tal aconteça também para outras áreas de nosso território. 7.2 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS : O sucesso obtido a partir da aplicação da técnica de avaliação de terreno segundo a proposta metodológica apresentada sugere não só boas possibilidades de aplicações futuras desta técnica para mapeamento geotécnico, como também indica novos caminhos a serem trilhados de forma a enriquecer não só o campo de uso da avaliação do terreno mas também o mapeamento geoténico em território nacional. Assim é que sugere-se continuidade dos estudos enfocando três aspectos julgados de interesse e apresentados a seguir.
  • 7.2.1 Uso da Técnica para Trabalhos de Detalhe : Uma aplicação bastante interessante da avaliação do terreno é a utilização em grandes escalas (superiores à 1:25.000) com o uso do nível hierárquico elemento de terreno para análises locais. Este tipo de trabalho pode ser extremamente útil não só para a análise da relação elemento de terreno x espessura e natureza de materiais inconsolidados, mas também para a avaliação de áreas urbanas e de expansão urbana, e para a análise de riscos (principalmente de instabilizações de terrenos). Deve-se destacar porém que neste caso talvez seja interassante a combinação do enfoque da paisagem (utilizado no presente trabalho) com o enfoque paramétrico (através da medidas de parâmetros característicos das formas de terreno que tenham importância na aplicação em questão. 7.2.2 Uso de Fotografias Aéreas de Baixa Altitude : Outra aplicação interessante da avaliação do terreno para análise de áreas urbanas ou de expansão urbana, ou do reconhecimentos de faixas de exploração pode ser feita a partir da conjugação da avaliação do terreno com fotos aéreas de baixa altitude (obtidas a partir de ultra-leves). Esta associação possibilitaria não só uma análise mais rápida da área a ser avaliada mas também uma redução significativa de custos na produção do sensor. 7.2.3 Uso de Redes Neuroniais Artificiais :
  • As redes neuroniais artificiais foram biologicamente inspiradas com o objetivo de imitar as tarefas executadas pelo cérebro humano funcionando de maneira análoga ao neurônio biológico. Desta forma elas são capazes de exibir uma série de características típicas do cérebro humano tais como aprender por experiência, extrapolar informações de um exemplo para situações análogas, e selecionar informações relevantes dentro de um conjunto de dados (WASSERMAN, 1989). Estes dispositivos (redes nauronais) tem sido bastante usados recentemente com a finalidade de reconhecimento e seleção de padrões, mostrando excelentes resultados em diversas áreas de engenharia e tecnologia, como se pode verficar em BEALE & JACKSON (1990), PUN (1990), HERMAN, ALBUS & HONG (1992), JORGENSEN & SCHLEY (1992), NARENDRA (1992), SANDERSON (1992), e UNGAR (1992). Nas geociências mais especificamente podem ser citados alguns conjuntos de aplicações recentes de redes neuronais artificiais ou outros dispositivos de inteligência artificial com bons resultados : (1) na caracterização e gerenciamento de recursos hídricos tem-se os exemplos de QIAN, EHRICH & CAMPBELL (1990), RIZZO & DOUGHERTY (1994), e ROGERS & DOWLA (1994); (2) para análise de estabilidade de terrenos tem-se os trabalhos de PEDDLE & FRANKLIN (1993), SHIMEI, SHUFANG & ZHIYUAN (1994), XU & HUANG (1994), YIN (1994), e YINGQING (1994); (3) em reconhecimentos e análises para planejamento territorial os trabalhos de WHITE & JANTRAIA (1989), WONG, POULOS & THRONE (1989), e FRANKOT & CHELLAPPA (1990); (4) na prospecção de petróleo surge o primeiro trabalho a nível nacional enontrado até o momento, com RODRIGUES & QUEIROZ NETO (1992);
  • (5) em projetos de túneis e descrição e classificação de maciços rochosos tem-se os trabalhos de JUANG & LEE (1989), ICHIKAWA et alii (1990). Ora, a técnica de avaliação do terreno é, como se pôde perceber, uma aplicação típica de reconhecimento de padrões e portanto nada impede (em termos teóricos) que a mesma venha a ser utilizada em conjunto com redes neuronais artificiais para um zoneamento preliminar automatizado do terreno, podendo promover uma redução ainda maior de custos na etapa preliminar do mapeamento geotécnico. 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : AB'SABER, A.N. A Depressão Periférica Paulista : um setor das áreas de circundenudação pós-cretácica na Bacia do Paraná. Geomorfologia, São Paulo, n. 15, p. 1-15, 1969. ABREU, A.A. Estruturação e Paisagens Geográficas do Médio Vale do Jaguari Mirim. São Paulo : FFLCH/USP. 1972. 176p. Tese - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 1972. ACKROYD, L.W. The Engineering Classification of Some Western Nigerian Soils and their Qualities in Road Building. Overseas Bulletin (Road Research Laboratory), Harmondsworth, n. 10, [s.p.], 1959. AGUIAR, A.D.C. Estudos Preliminares para o Mapeamento Geotécnico da Folha de Conchal - SP : escala 1:50.000. São Carlos : EESC/USP.
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