• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 2008
 

Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 2008

on

  • 2,707 views

 

Statistics

Views

Total Views
2,707
Views on SlideShare
2,685
Embed Views
22

Actions

Likes
1
Downloads
128
Comments
0

3 Embeds 22

http://blogmundojohn.blogspot.com 13
http://blogmundojohn.blogspot.com.br 6
http://www.blogger.com 3

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 2008 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 2008 Presentation Transcript

    • Agroecologia urbana e práticas sustentáveis
    • ÍndiceÍndice Expediente Expediente Projeto Bacias Irmãs - Brasil Direção 3 Expediente Miriam Duailibi 4 Como usar o zine Prof. Dr. Oswaldo Massambani Coordenação 6 Nasce um fanzine Elizabeth Lima Coordenação Acadêmica 10 Beneficiamento e armazenamento de sementes Organização da Publicação Prof. Dr. Dalcio Caron 14 Espiral de ervas Prof. Dr. Pedro R. Jacobi Textos Gerência Executiva Bárbara Carvalho Gonçalves 16 Produção de húmus de minhoca Debora Teixeira Bruno Cavalcante Liviam Cordeiro Beduschi Cristiano GomesPastor 20 Resgatando a vida e a fertilidade da terra Mariana Ferraz Duarte 24 Desidratador Solar Gerência Administrativa Textos Coletivo EPARREH Amanndha Pina Screpanti André Luis Gomes 26 Sabão ecológico Estagiários Angélica M. Pino Bustamante Bárbara Carvalho Gonçalves Caio Yamazaki Saravalle 30 Composteira Fernanda Gonçalves Silva Bruno Cavalcante 34 Aproveitando a água da chuva Cristiano Gomes Pastor John Herbert Badi Zappala Joyce Brandão Lucas Blaud Ciola 36 Assento ou sofá feito com material descartáveis Luis Gustavo Maia Silvana Maria Ribeiro Pamela Morimoto Ilustrações 38 Horta vertical e Canteiro Suspenso Projeto Bacias Irmãs - Canadá Angélica M. Pino Bustamante Direção Caio Yamazaki Saravalle 42 Uma experiência de agricultura urbana Prof. Ellie patricia Perkins Lucas Blaud Ciola Prof. Paul Zandbergen Caetano Gonçalves 44 Nossos quintais são Farmácias Vivas Coordenação 45 Glossário Andrea Moraes Capa Paula Coelho 47 Bibliografia Projeto gráfico Gabrielle Navarro2 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 3
    • Como usar o fanzine! Ao longo desta publicação você encontrará alguns símbolos. Eles representam: GASTOS Custo Trabalho Tempo Até R$30,00 Implantação Primeiramente você encontrará Até R$60,00 Manutenção o título de cada prática. Acima de R$60,00 TEMPO Aproveitando a água da chuva HABILIDADES Rápido Fácil Uma manhã MédioBenefícios Materiais testados Um dia Avançado Mais que um dia Economia na conta de água; Para o tubo de captação: gar- rafa pet, bambu, pvc, manguei- Captação direta da água da chu- ra; va para utilizar no jardim, lavar Aqui você encontra o PASSO A quintal, roupa, carro; Passo a passo PASSO, explicando como mon- tar ou construir a prática. Em seguida você encontra os BENEFÍCIOS Você pode aproveitar a água da chuva captada pelas ca- que ela proporciona e os MATERIAIS TES- lhas e reservar em baldes, pequenas piscinas, ou TADOS previamente. outro recipiente que sirva como reservatório; Cubra a saída do cano com uma rede de trama. Fique sempre atento às DICAS Você sabia? e LEMBRETES espalhados ao Aqui, você encontra as CONEXÕES que esta Em média o ser longo desta publicação. Eles po- prática tem com o restante do fanzine e com humano gasta dem ser muito úteis! outros temas interesantes. 140 litros de agua por dia. Conexões Você pode regar a sua horta vertical, canteiro instantâ- neo, composteira, espiral de ervas.4 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 5
    • vel de serem utilizadas por diferen- cava os outros seres vivos da natu-Nasce um FANZINE •Caracterização Socioambiental e tes instituições em diferentes pro- reza. Pesquisa-ação; cessos educacionais, além de ex- Para nossa alegria, descobrimosOs parceiros •Intercâmbio de Estudantes; perimentar e desenvolver ferra- também que o ser humano já plan- O Projeto Bacias Irmãs surgiu •Trabalho de intervenção junto aos mentas e recursos pedagógicos. tava muito antes de inventar o vene-de uma parceria firmada entre a Uni- grupos comunitários. O desenvolvimento deste manu- no e que havia muitas técnicas sau-versidade de São Paulo; a Universi- Com o intuito de construir uma al de práticas sustentáveis é uma dáveis de plantio que começavam adade de York no Canadá e do Institu- base de dados mais sólida sobre forma de contemplar este objetivo, ser lembradas, resgatadas e aprimo-to Ecoar para Cidadania. Teve inicio as bacias, foi desenvolvida uma já que é um material didático ela- radas dentro de um movimento queem meados de 2003 e conta com re- caracterização socioambiental nas borado pelo projeto em parceira chamamos de agroecologia.cursos da Canadian International bacias brasileiras, contendo dados com o coletivo EPARREH. Este De repente foi dando uma grandeDevelopment Agency (CIDA). Este quantitativos e qualitativos (sócio- material visa à apropriação para a vontade de plantar e assim resolve-nome foi escolhido por marcar o de- econômicos, geográficos, etc.), disseminação destas técnicas nas mos criar o Projeto Sementes, “Hor-safio de desenvolver ações de inter- bem como, uma pesquisa de per- comunidades envolvidas ou não ta Escolar e Alfabetização Ecológicavenção e pesquisa-ação que não se cepção socioambiental voltada com o projeto. na Escola Estadual Rodolfo José darestringisse somente ao Brasil, mas para diagnosticar a consciência O grupo EPARREH (Estudos Costa e Silva” em Embu. Desde en-também o Canadá. Para a escolha ambiental e demandas socio- e Práticas Agrícolas e o tão, nunca mais paramos de trocardas bacias hidrográficas piloto o cri- ambientais das comunidades lo- Reencantamento Humano) foi cri- conhecimentos com todos aquelestério utilizado foi à proximidade com cais das bacias hidrográficas pilo- ado em 2004 por jovens que come- que se alegram de plantar seus ali-os campus universitários: o rio to no Brasil. çaram a se perguntar, “será que a mentos, colher e partilhar os frutosPirajuçara correspondendo ao O trabalho de intervenção nas destruição da natureza tem algu- desta atividade.campus da USP em São Paulo; o bacias visou estabelecer parcerias ma coisa a ver com a falta de amor A partir disto, começamos a verPiracicamirim correspondendo ao com instituições comunitárias, as- entre as pessoas?”. que não era só a agricultura que de-campus da ESALQ/USP em sociações locais, lideranças, agen- Talvez por morar num lugar via ser ecológica, mas tudo que pre-Piracicaba e o Black Creek tes multiplicadores e poder local. como São Paulo, todos estavam in- cisamos para sobreviver deve sercorrespondendo ao campus da Uni- Formaram-se grupos com perfis comodados com a distribuição in- ecológico: a construção das casas,versidade York em Toronto . diferenciados e com eles foram justa das riquezas, fome, violência a energia elétrica, o banheiro que Seu principal objetivo foi o de for- desenvolvidas várias atividades de e também com a poluição do ar, usamos, a relação que temos comtalecer a capacidade das entidades educação ambiental incluindo cur- dos rios, a falta de árvores e o ex- as outras pessoas.envolvidas, em construir parcerias sos, palestras, oficinas, caminha- cesso de lixo. Resolvemos então Ainda hoje o EPARREH mantémcom a sociedade civil, visando esti- das diagnósticas, visitas técnicas fazer reuniões semanais para es- atividades regulares de hortas esco-mular a participação popular nas ins- e planos de ação a serem coloca- tudar o caso e começamos pelo lares e comunitárias em cinco comu-tâncias de decisão das políticas pú- dos em prática na comunidade. assunto que parecia mais urgente: nidades da grande São Paulo, alémblicas ambientais e contribuindo as- Um dos principais objetivos do pro- a fome. de uma horta terapêutica num cen-sim, para o aperfeiçoamento e de- jeto foi o desenvolvimento de téc- Descobrimos que a agricultura tro de atenção psicossocial e deze-mocratização do gerenciamento dos nicas, métodos e materiais peda- que chamam de moderna (com ve- nas de oficinas em diversos lugaresrecursos hídricos no Brasil. Nesta gógicos inovadores capazes de nenos, químicos, tratores e do Estado de São Paulo, onde tro-perspectiva o projeto atuou basica- estimular a participação comunitá- transgênicos) não conseguia aca- camos nossos saberes.mente em três frentes prioritárias: ria e a educação ambiental, passí- bar com a fome e também prejudi-6 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 7
    • A Agroecologia tas e animais domesticados como cidades, que compreende tanto uma política pública. Muitos municí- as pessoas que trabalham com o áreas com elevado grau de pios já estão seguindo este caminho, Mais do que nunca, vivemos um propósito de produzir alimentos e adensamento urbano, como tam- como pôr exemplo São Paulo atra-momento de nossa história no qual outros produtos agrícolas saudá- bém áreas com características ru- vés da lei que criou o PROAURPo desenvolvimento de práticas agrí- veis para o ser humano e o plane- rais e urbanas. (Programa de Agricultura Urbana ecolas sustentáveis se apresenta ta. Assim, a concepção de que a Dentre as atividades em AU po- Periurbana do município).como um desafio global. O atual produção agrícola só é possível demos citar a produção de Os benefícios oferecidos pela AUmodelo predominante denominado através de processos de degrada- insumos: sementes, mudas, adu- são múltiplos, entre eles, ambientais:agricultura industrial, ou moderna, se ção ambiental é superada. bos orgânicos, húmus etc; produ- gestão de resíduos urbanos, reflores-desenvolveu no último século, prin- Com a agroecologia adota-se ção agrícola e pecuária: hortaliças, tamento das cidades, educaçãocipalmente após a segunda guerra como princípio a conservação e a frutas, plantas aromáticas e medi- ambiental, aumento da permea-mundial. Tal modelo agrícola é base- ampliação da diversidade dos cul- cinais, ornamentais, pequenos ani- bilidade do solo e das áreas verdes,ado no princípio de alta produção vi- tivos nas propriedades agrícolas mais etc; beneficiamento: doces, limpeza dos terrenos baldios etc;sando maior lucratividade. Nessa como base de um sistema de con- geléias, temperos, cremes, poma- combate à pobreza: autoprodução deconcepção não há nenhuma preocu- vivência chamado de sustentável - das, extratos medicinais etc; alimentos, geração de renda; segu-pação com os prejuízos causados ou seja, em que as necessidades comercialização: direta, feiras, rança alimentar e combate à fome;ao meio ambiente, à saúde e ao humanas atuais não impliquem a merendas escolares, restaurantes gestão territorial: controle das áreasequilíbrio da vida dos seres humanos, destruição de recursos naturais populares, entrega em domicílio, de risco, cidade produtiva e ecológi-animais e plantas. O uso excessivo que são vitais para garantir uma supermercados, outras formas de ca etc; construção da cidadania; re-de adubos e fertilizantes químicos vida de qualidade para as gerações economia solidária etc; artesana- laxamento físico e psicológico etc.sintéticos e agrotóxicos contamina futuras. Na concepção agroecoló- to; turismo ecológico. Frente aos desafios e oportunida-as águas, os solos, os alimentos e gica estão presentes várias práti- A AU pode ser praticada em pe- des apresentadas, o Projeto Baciasconseqüentemente todos os seres cas sustentáveis que surgiram a quenos e grandes espaços como Irmãs e o Coletivo EPARREH firma-vivos causando diversas doenças e partir de movimentos contrários à quintais, varandas, terrenos deso- ram uma parceria para a elaboraçãoum enorme desequilíbrio ecológico agricultura industrial, entre elas: cupados no bairro, pátios de colé- deste material visando à dissemina-em todo o planeta. Agricultura Orgânica; Permacul- gios, de hospitais, chácaras, sítios ção de diversas práticas que podem Para corrigir este modelo preda- tura; Agricultura Biodinâmica; Agri- etc. A produção pode ser tanto fa- ser facilmente aplicadas nas áreastório surge a agroecologia, ou agri- cultura Natural, Bioconstrução etc. miliar como coletiva. Um exemplo urbanas por serem de simples exe-cultura ecológica, um novo conceito de produção coletiva são as hor- cução e baixo custo. Assim, este A Agricultura Urbana tas comunitárias, nas quais váriosde agricultura, que contempla os co- material é destinado a qualquer pes-nhecimentos das comunidades cam- As práticas agroecológicas não integrantes da comunidade partici- soa que, individualmente ou em gru-ponesas tradicionais desprezadas se limitam ao ambiente rural. O pam gerando alimentos para suas po, tenha vontade de colocar em prá-pela agricultura convencional e o que ambiente urbano apresenta uma casas e comercializando o exce- tica algumas das alternativas para ahá de mais avançado em termos de série de possibilidades para a prá- dente. construção de um planeta sustentá-ciência e tecnologia para criar tica da Agricultura Urbana (AU). Para que os potenciais da AU vel.agroecossistemas sustentáveis. Consideramos a AU, o conjunto de sejam plenamente alcançados é Um agroecossistema é um am- práticas agrícolas e pecuárias nas necessária sua inserção no plane-biente em que convivem tanto plan- áreas urbanas e peri urbanas das jamento das cidades, tornando-a8 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 9
    • Beneficiamento e Passo a passoarmazenamento de sementes Recolhendo as sementes: Abra o fruto com uma faca tomando cuidado para não danificar as sementes;Benefícios Materiais testados Separe a semente da polpa sem contato com a saliva da boca; Aproveitamento das sementes dos Sementes diversas (frutas, legu- alimentos consumidos no dia-a-dia Tire toda a polpa da semente. Não é necessário lavar. mes, vagens etc.); para plantio em hortas caseiras ou comunitárias; Papel toalha ou alternativos; Se liga! Multiplicação de árvores frutíferas Garrafa PET; Caso a polpa da semente seja difícil no seu quintal, na sua rua, seu bair- de sair, use uma peneira para ro, sua escola e sua cidade; Tinta Preta; facilitar sua retirada. O aprendizado ocorre desde o pro- Caixas de leite, pequenos vasos Secando: cesso de recolhimento da semen- ou alternativos; te, passando pelo plantio até a ger- Coloque as sementes em um pedaço de minação e desenvolvimento da papel toalha, guarde na sombra por 15 dias; Terra e areia; planta, por isso é considerado um Elas estarão secas para armazenar processo totalmente educativo; Carvão e cinzas. ou plantar. Garantia de sustentabilidade ali- mentar hoje e para as futuras ge- Se liga! rações. Facilite plantios futuros: organize as sementes, colocando nome e data. Armazenando: Custo Trabalho Tempo Coloque as sementes em garrafa PET pintadas de Implantação preto com um pedaço de carvão dentro ou cinzas; Manutenção Guarde em local seco, arejado e protegido do sol ou na geladeira (locais frios); Separe as sementes por tipo (fruta, legume, vagem etc.).10 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 11
    • Passo a passo (continuação) ConexõesPlantando: Faça furos no fundo da caixa de leite cor- Através desta prática é possível realizar atividades educativas tada pela metade; nas escolas, creches, ONGs etc. Coloque 1 cm de areia;/ Preencha com Sensibilização ambiental através dos benefícios que as plantas terra boa, húmus de minhoca ou compos- trazem à nossa vida. to orgânico, até 2 cm da borda; A produção de alimentos em casa ou na escola garante uma segurança alimentar e ajuda a recuperar áreas degradadas de Abra um berço para a semente e coloque-a; nossa cidade com o plantio de árvores frutíferas. É possível também mostrar a reutilização de materiais Cubra com terra até 2x seu diâmetro maior, descartáveis para armazenar sementes. facilitando sua sustentação e seu crescimen- to em direção ao sol; Para plantar pode-se utilizar composto orgânico* e húmus de minhoca* tanto nas embalagens individuais como nos canteiros ou berços das mudas de árvores. Cubra a terra com mato seco, pois ajuda a man- ter a umidade necessária para a semente; *vide prática desta publicação. Regue e mantenha a umidade da terra; Quando a planta estiver com 15 cm de altura você já poderá colocar em seu quintal, na pra- ça de seu bairro ou doar para uma escola ou para seus vizinhos. Se liga! Em locais muito quentes, plante as sementes em outros recipientes. A caixa de leite aquece demais a terra por ser metalizada internamente. * Agradecimentos: Da. Eliete Portugal de Mello, moradora do bairro do Embu e partici- pante do Projeto Bacias irmãs. Plantou abacate, mexerica, limão, mamão entre outras frutas nas praças do bairro e na escola.12 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 13
    • Espiral de ervas Passo a passo Se liga! Utilize um graveto e um pedaço de barbanteBenefícios para construir um compasso; Farmácia viva: cultivo de remé- Construa perto da casa dios, temperos e ervas aromáti- para facilitar o acesso à cas; espiral. Utilize o compasso para limitar o espaço da base da espiral; Espanta insetos em casa ou em Existem plantas que espaços pequenos; gostam mais de sol e outras mais de sombra. Coloque terra escura no círculo no for- Aproveita o microclima do seu Procure observar em qual mato de um cone; jardim ou outro pedaço de terra onde se plantará para cultivar nível do espiral é mais Utilize pedras para desenhar a espiral uma maior diversidade de plan- iluminado e em qual é no cone e segurar a terra para que as tas; mais sombreado. laterais não caiam; Permite a utilização mais efici- Você pode pedir ente dos pequenos espaços e mudas para seus o aproveitamento do entulho da vizinhos e/ou amigos região. para montar a sua espiral. Plante as mudas conforme as suas necessidades de água e luminosidade; Se liga! Custo Trabalho Tempo Conexões Cubra com mato seco para evitar que Implantação Pode ser desenvolvida como a chuva lave todos os atividade educativa relacio- nutrientes do solo. Manutenção nada ao relevo, clima, biodiversidade, interações Realize podas regulares biológicas. para evitar que um tipo de planta predomine.14 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 15
    • Produção de húmus de minhoca Produção de húmus de minhoca Passo a passo Escolha um local plano, com pouco sol, umida-Benefícios Nomes populares de média e perto de uma fonte de água para cons- truir seu minhocário; Aumenta a fertilidade do solo, tra- Minhocário, minhocultura, verme- zendo mais produtividade e quali- cultura. Construa uma caixa de madeira que possa ser dade aos alimentos cultivados; dividida em dois compartimentos: 50cm de altu- Materiais testados ra, 1m de largura e 3m de comprimento ( pode Possibilita a geração de renda com ser adaptado ao espaço disponível), ou use cai- a comercialização de seu exce- Minhocas; xotes de feira; dente, como venda em floricultu- ras e lojas de jardinagem de seu Composto orgânico; bairro; Lembrete! Caixa de madeira; É importante que o composto orgânico Reduz a produção de lixo orgâni- esteja pronto, ou seja, quando a terra tiver co enviado para os lixões ou ater- Caixotes; cor marrom café e cheiro agradável. ros; Peneira de pedreiro; O húmus aumenta a resistência da planta às doenças e insetos, Após sua construção, adicione o compos- Folhas para cobertura. antecipa e prolonga os períodos de to orgânico em metade do minhocário, dei- florada e frutificação, podendo ser xando a outra metade livre; colocado diretamente em raízes e brotos delicados. Adicione as minhocas na superfície, elas se enterrarão rapidamente e iniciarão o pro- cesso de humificação; Custo Trabalho Tempo Você sabia? Implantação As minhocas ingerem diariamente Manutenção o composto em quantidade equivalente ao seu próprio peso e 60% disso vira húmus.16 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 17
    • Passo a passo (continuação) Conexões O composto orgânico para a produção do húmus pode vir da Cubra o minhocário com as fo- composteira. lhas para evitar o sol direto e manter a umidade; A ação das minhocas enriquece ainda mais o composto orgâni- co, pois elas se alimentam dele em sua digestão. Regue periodicamente de manei- ra que o local não fique muito Na escola, o minhocário pode ser usado como um exemplo prá- encharcado nem muito seco, tico para estudar o ciclo de vida das minhocas e dos nutrientes pois as minhocas podem fugir se do solo. o ambiente não estiver uniforme- mente úmido; Após 2 ou 3 meses o material já estará com aspecto de terra; Então inicie a retirada das minhocas através do peneiramento; Coloque as minhocas que estavam no primeiro compartimento da cai- xa e foram retiradas por peneiramento, no segundo compartimento que havia ficado vazio, e que agora já deve estar preenchido com composto orgânico descansado (ver prática de compostagem); Utilize o húmus de minhoca em seu terreno (uma parte de húmus para três de solo), guarde, doe ou venda. Você sabia? Minhocas tipo californianas são mais eficientes para decompor a Se liga! matéria orgânica. Caso apareçam sangue-sugas de minhoca retire-as manualmente, é fácil distingui-las.18 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 19
    • Passo a passoResgatando a vida e a fertilidade da terraResgatando a vida e a fertilidade da terra Junte todas as sementes num recipiente (bacia ouNomes populares Materiais testados balde) e misture-as;Vivificação do solo, adubação verde, Sementes de fácil aquisição: fei-multimistura, muvuca. jão (de corda, carioquinha, bran- Revolva a terra do local escolhido para o plan- co, preto), girassol, gergelim, tio sem formar canteiros. Se possível, acres- cente ao solo composto orgânico e/ou ester-Benefícios soja, milho, ervilha, amendoim, trigo, aveia, centeio, cevada, co curtido e/ou húmus de minhoca; Traz de volta a diversidade de plan- mamona, melancia, mamão, tas, animais e microorganismos, maracujá, abóbora, chuchu, pe- essenciais à fertilidade do solo; pino, abobrinha etc; Semeie à lanço (figura) estas sementes ca- minhando por toda área na proporção de 1 Evita a erosão e o assoreamento Outras sementes recomenda- punhado de sementes por metro quadrado dos cursos d’água; das: feijão (de porco, guandu, (ou a cada passo); bravo do Ceará, lab lab), sorgo, Deixa o solo mais fofo, permite a Se possível, regue o terreno diariamente nos mucunas, crotalárias, milheto, entrada de ar e mantém a umida- primeiros 30 dias; azevém, tefrósia, calopogônio, de do solo; nabo forrageiro, ervilhaca, amendoim-forrageiro entre ou- Aumenta a quantidade de matéria Após aproximadamente 3 meses da data do tras. orgânica no solo; plantio, toda a vegetação deve ser roçada/pi- sada e mantida sobre o terreno ou revolvida Possibilita o controle natural de er- com a terra; vas espontâneas. Deixe a terra descansar, irrigando-a de vez em quando até que as plantas cortadas se- Custo Trabalho Tempo quem por completo; Implantação Em seguida cultive no local o que julgar inte- ressante, como por exemplo hortaliças, plan- Manutenção tas de jardim, frutiferas, ervas medicinais etc., prezando sempre pela DIVERSIDADE!20 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 21
    • Conexões Para auxiliar a resgatar a fertili- dade do solo utilize composto orgânico*, húmus de minhoca* Se liga! e esterco curtido. Evite pisar na área do plantio até o momento de roçar. Para irrigar o local é possível uti- Se liga! lizar a água coletada da chuva*, A palhada formada sobre o solo, o manterá Dê preferência às como por exemplo com regado- mais úmido e fresco, disponibilizando áreas onde bata res feitos de garrafa PET com o nutrientes, estes fatores ajudarão na mais sol e de fácil bico “furadinho”. revitalização do solo. acesso a água. Semeie em diferentes épocas do ano e observe as diferenças no ritmo de crescimento das plantas, na paisagem e no apa- recimento de diversos seres vi- vos. Lembrete! Informe-se sobres Aproveite para colher as semen- proporçõe usadas tes antes de roçar o terreno e para cada tipo utilize as sementes que existem de esterco. nas frutas e legumes consumi- dos em casa*. Guarde amostras de solo coletadas antes de semear para o início da vivificação e compare com outras retiradas após a roçada e outra no momento do cultivo. Observe as mudanças na textura, coloração e umidade do solo agora que o local está se recuperando. *vide prática desta publicação.22 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 23
    • Se liga! Passo a passoDesidratador solar Com o secador você poderá armazenar frutas e ervas fora daNomes populares Materiais testados geladeira, ganhando muito sabor.Desidratador solar e secador de fru- 1 caixa de frutas;tas. Pegue uma caixa de frutas de madeira e forre com plástico preto; Tela (metal ou plástico);Benefícios Redução da necessidade do uso Plástico transparente; Preste atenção na ventilação que deve ser feita com da geladeira para armazenar fru- a furadeira, ou utilizando os próprios vãos da caixa tas e ervas; Plástico preto; (como na figura); Aumento do sabor e valor comer- Barbante; cial de frutas e tempeiros; Prenda a tela no meio da caixa utili- Tela mosquiteiro. zando pregos ou com o uso de um Diminuição do desperdício de ali- grampeador de pressão. (como na fi- mentos. gura); Cubra a tampa com um plástico transparente (utilize duas camadas quando estiver ventando muito); Custo Trabalho Tempo Nos furos da ventilação coloque tela mosquiteiro. Implantação Para Bom funcionamento: Manutenção Corte as frutas antes de colocar para secar sobre a tela. Incline o seca- dor para este receber o sol de frente. Não deixe o secador na chuva, evite a entrada de insetos, experimente as frutas e tire quando estiver com um sabor que você gosta. Lembrete! Conexões Se liga! Bananas, abacaxis, mangas, Trabalhe com o que você tem.Você pode substituir A partir do secador de frutas tomates secos são muito a caixa de fruta por uma gaveta, ou outra caixa, pode-se estudar vários outros gostosos e levam só três dias no lugar do plástico transparente pode ser temas: efeito estufa, energia para secarem ao sol. O utilizado um vidro, no lugar do plástico preto solar, segurança alimentar, que seca não é o calor pode ser utilizada câmara de pneu ou caixa de ação de microorganismos, con- e sim o fluxo de ar! leite pintada de preto. servação de alimentos, valori- (como as roupas zação de produtos alimentícios. no varal)24 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 25
    • Sabão ecológico Passo a passo IngredientesBenefícios Materiais testados 2 litros de óleo de cozinha usado; Baixo custo; Óleo de cozinha usado; 350 g de soda cáustica em escama; 350 ml de água. Promove a utilização de produtos Soda cáustica; reutilizáveis (óleo usado, cinza) e Preparo baratos (soda cáustica), além de Cinzas; serem ecologicamente corretos; Dissolva a soda cáustica na água em um balde reforçado ou em uma Água; lata de tinta de 18 litros. Reserve; Permite o uso de materiais de lim- Coloque o óleo, já coado, em um recipiente e leve ao fogo até aquecer peza menos poluentes quando dis- Pode-se acrescentar essências em temperatura aproximada de 60º; pensados pelos canos de esgoto. naturais a receita para obter um cheiro agradável. Para isso, use Apague o fogo e, em seguida, acrescente a soda, já dissolvida, e mexa a água em forma de suco ou com um pedaço de madeira ou cabo de vassoura até engrossar (cerca chá das seguintes plantas: folha de 40 minutos); de eucalipto, hortelã, camomila, Após esse período despeje o conteúdo em recipientes e aguarde a se- etc; cagem, até que ele esteja endurecido; Pode-se também usar a mesma O sabão estará pronto para usar no outro dia. receita para ser usado como sabonete, é só acrescentar ál- cool a receita, na proporção de 1 1/2litros de álcool para 350gr de soda caustica e 2 litros de Você sabia? óleo. Que um litro de óleo despejado no esgoto contamina cerca de 1 milhão de litros d’água, o que Custo Trabalho Tempo equivale ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos. Implantação Manutenção26 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 27
    • Passo a passo (continuação) ConexõesSabão de cinza: Outra opção é a receita de sabão de Esta prática pode ser utilizada para se trabalhar as rea-cinzas, que utiliza menos soda, já que a cinza reage qui- ções químicas da soda com o óleo, nas aulas de quími-micamente com o óleo, além da cinza ter um alto poder ca.branqueador: Pode-se promover a discussão sobre a poluição dasIngredientes águas dos rios, do solo e das águas subterrâneas; 5 litros de óleo usado; Use as ervas aromáticas de seu jardim para dar um 2,5 Kg de cinzas; cheiro gostoso ao sabão. 5 litros de água; 0,5 Kg de soda cáustica.Preparo Ferver as cinzas juntamente com a água por 4 horas; Deixe à cinza assentar e use somente a água para juntar com o óleo aquecido a 60º; Mexer bem; Juntar devagar a soda, já fora do fogo, e mexer bem até dissolver; Se liga! Colocar em recipientes e esperar endurecer igual à receita anterior. Usando este sabão você pode regar sua horta e jardim com a água que sobrar da limpeza! Se liga! O sabão que não faz espuma limpa tão bem quanto os que Procure usar recipientes fazem. resistentes à ação da soda, como os materiais de aço inoxidável.28 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 29
    • Se liga!Composteira O composto é repleto de seres vivos Passo a passo e assim precisa de água, ar e sol.Benefícios Materiais testados Pilha no chão: Transforma os resíduos orgânicos Aqui apresentamos dois tipos: a em terra fértil, ecológica e de qua- pilha no chão e a composteira Comece a separar os resíduos orgânicos de sua cozinha dos demais. lidade; feita em galão; As embalagens ou objetos de plástico, vidro, metais, etc., deverão ser descartados em outro recipiente e encaminhadas para a reciclagem; Devolve nutrientes para a terra; Pilha no chão: ideal para todas as áreas que dispõem de espa- Escolha um local com chão de terra com cerca de 2m² onde será feita Adicionado ao solo previne a ero- ço com terra; a composteira; são; Divida esta área em duas de 1m² cada e escolha uma para iniciar sua Composteira de galão: ideal composteira; Reduz a produção de lixo orgâni- para pequenos espaços que não co enviado aos lixões ou aterros. possuem chão de terra como A composteira é como uma torta, é feita em camadas. Procure sempre apartamentos, quintais concre- intercalar uma camada de matéria seca com cerca de 15cm com outra tados, varandas etc. de matéria fresca de 5 cm; Você precisará de: galão de plás- Regue a pilha quando uma nova camada for adicionada; Você sabia? tico, cano de PVC e uma faca Repita estes passos até que a pilha alcance 1m de altura; O lixo orgânico para cortar o galão; representa cerca A última camada sempre deve ser de matéria seca. de 60% de todo o Matéria (resíduo) orgânica seca: material enviado folhas, podas, palha, capim, ser- Se liga! para os lixões ragem e cinza; A proporção dos materiais na e aterros. composteira é de 3 partes de matéria Matéria (resíduo) orgânica fres- seca para 1 de matéria fresca. ca: resíduos vegetais da cozinha (cascas de frutas, legumes, bor- ra de café etc.); casca de ovos, esterco de vaca, galinha ou ca- valo e plantas aquáticas. Custo Trabalho Tempo Implantação Manutenção30 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 31
    • Passo a passo (continuação) Lembretes: Deixe a pilha descansar por quatro dias; Procure picar os resíduos antes de levá-los para a composteira. Revolva (misture) a pilha (com ferramenta ou pedaço de madeira) ao menos duas vezes por semana para o local reservado ao lado para Em dias de chuva muito forte cubra a composteira para permitir a entrada de ar; evitar que os microorganismos morram afogados. O composto orgânico estará pronto quando a pilha tiver cor marrom café e cheiro agradável de terra. Se a composteira estiver cheirando mal e com moscas, é sinal de que ela precisa de mais matéria seca e ar (revolva mais). Se liga! Não jogue na composteira restos de Se não estiver esquentando, é sinal que comida da panela e do prato e nem ela precisa de mais matéria fresca. carne. Fungos, tatuzinhos, besouros, piolhos- de-cobra, minhocas e trilhões deComposteira feita em galão: bactérias estarão trabalhando e decompondo o material. Com um galão de plástico, de pelo menos 40 litros, faça pequenos furos em baixo para escape do chorume e ventilação; Esses “bichinhos” são inofensivos e não se Nas laterais abra furos circulares para encaixar o cano de PVC para espalham para além do monte! que o ar possa entrar; Para iniciar a produção do composto, faça o mesmo sistema de cama- Se a pilha estiver muito seca adicione mais água. das da pilha no chão: forre em baixo com matéria seca e depois inter- cale pequenas camadas de matéria fresca com camadas maiores de matéria seca; O material deve ser revolvido uma vez por semana dentro do próprio galão até que o composto fique pronto; Conexões Este processo dura cerca de 3 meses. Este processo imita a decomposição natural que ocorre no chão das florestas.32 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 33
    • Aproveitando a água da chuva Passo a passoBenefícios Materiais testados Você pode aproveitar a água da chuva capta- da pelas calhas e reservar em baldes, pequenas pisci- Economia na conta de água; Para o tubo de captação: gar- nas, ou outro recipiente que sirva como reservatório; rafa pet, bambu, pvc, manguei- Captação direta da água da chu- ra; va para utilizar no jardim, lavar Cubra a saída do cano com quintal, roupa, carro; Para a calha: pvc, garrafa PET; uma rede de trama justa, ou um pano para filtrar bem a Encher piscinas; Para o reservatório: barril de água a ser coletada; madeira, caixa dágua, tonel, Possibilita o acesso a água em balde, piscina, máquina de la- locais que não tem este recurso var, cisterna. disponível. Você também pode construir uma calha com garrafas pet: Utilizando uma serra, corte as extremidades e uma abertura ao longo do sentido mais comprido da garrafa; Custo Trabalho Tempo Encaixe e cole as extremidades das garrafas pres- Implantação tando bastante atenção para que o fluxo de água sempre passe a favor dos encaixes, evitando va- Manutenção zamentos. Conexões Para a manutenção: Você sabia? Você pode regar a sua horta vertical, can- Em média o ser teiro instantâneo, composteira, espiral de Manter a calha limpa; limpar o filtro; na cidade, humano gasta descartar os primeiros litros de água que caem por ervas. 140 litros conta da poluição. Prestar atenção à de agua durabilidade dos materiais utilizados. Lembre-se Reciclar materiais para a construção de por dia. calhas, tubo de captação ou reservatório. de manter o reservatório tampado para evitar a reprodução do mosquito da dengue. Pode ser desenvolvida como atividade es- colar para a temática da reciclagem.34 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 35
    • Assento ou sofá feito Passo a passo Montagem:com material descartáveis Separe uma garrafa limpa, vazia e sem rótulo; Pegue uma garrafa e corte-a ao meio. VamosNomes populares Materiais testados chamar a parte de baixo de peça "b" e a deBanco ou pufe de garrafa PET. cima de peça "c": Garrafas plásticas de dois litros para o pufe serão de 40 a 50;Benefícios Encaixe a peça "c" dentro da peça "b“; Tesoura com ponta; Destinação original e reutilização de material descartável; Fita adesiva larga. Encaixe uma garrafa inteira dentro da peça "b+c. Opção barata para móveis em Como acabamento, encaixe esse conjunto de peças a+b+c com casa, escritório e escola. outra peça b, formando um cilindro com extremidades planas. Se liga! As garrafas tem que ser do mesmo formato e todas devem ter tampas. Custo Trabalho Tempo Montando o assento: Implantação Manutenção Faça 16 peças de resistência e prenda-as, duas a duas, com fita adesiva, formando oito duplas; Junte novamente os conjuntos de dois Lembrete em dois, formando quatro grupos de qua- Para tornar seu banco mais tro peças de resistência; ecológico ainda pode-se substituir a fita adesiva, por tiras de borrachas de pneu reutilizáveis. Mais uma vez amarre de dois em dois, formando dois grupos de oito peças de resistência; Amarre os dois grupos de oito peças de resis- tência para formar o ASSENTO DA CADEIRA.36 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 37
    • Horta vertical e canteiro suspensoHorta vertical e canteiro suspenso Passo a passo Horta vertical:Benefícios Materiais testados Para construir a horta vertical, é preciso fazer furos no cano de PVC por onde serão plantadas mudas ou Possibilitam o aproveitamento de Base do vaso: balde, lata, ga- sementes; pequenos espaços para o cultivo lão, garrafa PET, vaso sanitário de alimentos; ou tambor; Para cada furo é preciso dois cortes com a serra inclinada de forma que as linhas do corte Promovem a soberania alimentar; Estrutura do cano: cano de pvc formem um triangulo com a linha do cano; Incentivam a reutilização dos ma- ou bambu; É importante que este corte seja de tamanho suficiente para passar o teriais descartáveis; talo das plantas, porém não deve ser muito grande, caso contrário, quan- Recomendação de plantio: do o cano estiver de pé a terra irá cair; Bom para apartamentos, sobra- rúcula, couve, espinafre, alface, dos e áreas cimentadas. hortelã, couve, catalônia, Se você quer fazer uma horta verti- almeirão, agrião e outras plan- cal no formato de um gol, deve aque- tas leves e de raízes pequenas. cer os extremos do cano para encaixá-los nos cotovelos; Depois disto, enterre a base dos canos em vasos grandes (ou Custo Trabalho Tempo latões, galões etc.) e comece a Implantação encher de terra tapando com a mão os buracos para a terra Manutenção não cair para fora; Quando encher de terra até a altura do primeiro buraco aper- te a terra no cano para deixá-la Para a manutenção: firme no seu andar; Para a manutenção da horta vertical e do canteiro suspenso, é importante lembrar que por serem Repita isto até chegar no último buraco; pequenos recipientes de terra, a água retida por eles Agora você pode plantar suas sementes ou mudas nos buracos e seca muito rápido. Por isso é fundamental que se regue na parte superior da horta vertical! essas estruturas todos os dias de manhã ou à noite. Quando isso não for possível, faça um furo na Se liga! tampa de uma garrafa PET, encha-a de água e encaixe de ponta cabeça na estrutura, para haver Misture um pouco de areia na terra que uma constante rega por gotejamento. será usada para que escorra melhor a água pelo cano vertical.38 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 39
    • Passo a passo (continuação) ConexõesCanteiro suspenso: Pode-se usar esta prática como incentivo a discussão sobre soberania alimentar, produção de alimentos e a importância O canteiro suspenso de garrafas de se produzir em pequenos espaços. PET deve ser feito com um corte de estilete com a boca de saída da plan- Para enriquecer a terra do canteiro suspenso e da horta verti- ta não muito grande, pois de outra cal, podemos usar o composto orgânico produzido na forma a garrafa entortará quando for composteira. enchida de terra; Se observarmos de perto, veremos que algumas plantas pre- Para fazer a alça dos canteiros ferem ficar em cima e outras em baixo, do mesmo jeito que o suspensos use qualquer cordão re- espiral de ervas: sistente ou arame. Amarre-os de um lado na boca da garrafa e do outro No alto: Alecrim, Salvia, Salsa, Arruda, Coentro. faça furos na parte mais dura do fun- No meio: Cebolinha, Coentro, Malva, Orégano, Mil Folhas. do da garrafa PET para evitar que ela Em baixo: Gengibre, Hortelã, Agrião, Menta. rasgue com o peso da terra; Também é fundamental fazer pe- quenos furos na base da garrafa Se liga! para evitar que os canteiros Observe e encharquem e uma fina camada de descubra qual o areia entre a terra e o fundo do can- lugar preferido teiro suspenso para drenar a água; das outras Experimente também canteiros plantas! suspensos fazendo um corte lon- gitudinal e dependurando bambus, canos de PVC e toda sucata que puder se transformar em vazo. Se liga! No período de calor, são duas regas, uma de manhã bem cedo e outra no final da tarde.40 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 41
    • Uma experiência de Agricultura UrbanaUma experiência de Agricultura Urbana Quanto ao manejo do solo, a cidreira, a salsinha, a cebolinha, o cobertura dos canteiros com ca- coentro e a hortelã, por sua vez,em Araçariguama - SPem Araçariguama - SP pim seco ou os próprios restos inibem a presença de insetos. das podas do quintal é bastante É notável também a diversidade Por André Luís Gomes – estudante de geografia eficiente para evitar a perda de do espaço onde se encontra o can- na USP e integrante do grupo EPARREH água por evaporação, a variação teiro de hortaliças, o qual divide es- Neste texto, relato a experiência giu a maturidade. Com esta ex- excessiva da temperatura do solo paço, em uma área que não chegaacumulada por eu e meus pais em periência percebemos a ligação e a perda dos seus nutrientes. a 30m2, com bananeiras, mamo-14 anos de plantio e manejo de existente entre todas as formas Há seis meses, semeei algu- eiros, uma goiabeira, umauma horta orgânica, de 1994 até de vida: bactérias, fungos, ani- mas das culturas da chamada pitangueira, mandiocas, cana-de-hoje (2008). mais, plantas, solo, rochas, água, adubação verde*, como forma de açúcar, feijão-de-porco e guandu e Em 2005, sob a influência da luz e calor. experimentar seus resultados as ervas medicinais mencionadas,participação no grupo Eparreh (Es- Para fazer o composto, mistu- naquele espaço. Porém, de todas assemelhando-se a um sistematudos e Práticas Agrícolas e o ramos todo tipo de restos orgâni- as sementes da multimistura*, agroflorestal.Reencantamento Humano), come- cos de cozinha (menos carne, somente o feijão-de-porco e o fei- Nos dias chuvosos, realizamoscei a fazer algumas experiências frituras, e alimentos preparados jão guandu germinaram; além dis- a captação de água da chuva, deque ainda não conhecíamos, como com óleo), revolvendo a pilha to- so, preferi não seguir a indicação maneira bem rudimentar: pegamosa compostagem e o plantio mais dos os dias com uma enxada. de alguns praticantes dessa téc- todos os baldes que possuímos ediversificado, envolvendo plantas Com essa prática, dentro de 3 nica, de cortar as plantas após 3 os colocamos sob a borda do te-de diferentes tipos e tamanhos. A meses obtemos composto pron- meses e mistura-las ao solo. Pre- lhado, de modo que a água que caicompostagem proporciona um du- to e de boa qualidade. Porém, é feri observar o seu crescimento dele encha os baldes. A água é uti-plo benefício, ao mesmo tempo em necessário, após 2 meses, dei- até que elas dessem sementes, lizada na privada (evitando o uso daque deixamos de mandar para o xar a pilha de composto “descan- arrancando-as e incorporando-as descarga com água potável), paralixão do município dezenas de qui- sando”, cobrindo-a com palha e ao solo somente após a retirada lavar o quintal (quando necessário)los de resíduos orgânicos por mês, começando uma nova, repetindo das sementes. Uma vantagem e para regar as plantas de vasos,produzimos parte do composto or- o processo sucessivamente, pois dessa prática foi que alguns in- porém não a utilizamos na irriga-gânico utilizado na horta. É impres- se continuarmos adicionando res- setos, como grilos, passaram a ção da horta, pois como captamossionante como em questão de al- tos orgânicos sem começar uma se alimentar de suas folhas, di- a água em baldes e não possuímosgumas semanas, uma grande va- nova pilha de composto, este di- minuindo o ataque às plantas muitos, eles são rapidamenteriedade de restos orgânicos torna- ficilmente atingirá a condição ne- mais interessantes do ponto de enchidos em uma chuva forte e ase quase indiferenciada, transfor- cessária para aplicação nos can- vista alimentar, como o alface, o água que armazenam é suficientemando-se em composto orgânico, teiros. O composto bom deve pimentão, a couve e o tomate. somente para as utilizações men-além da imensa diversidade de mi- parecer com a terra úmida exis- Além disso, sua presença au- cionadas.nhocas, formigas, tatuzinhos, pio- tente no chão das florestas, pre- menta a diversidade do local, be- * verificar no capítulo ‘Resgatando alhos de cobra e outras formas de ta ou bem escura, com cheiro de neficiando-o como um todo. As vida e a fertilidade da terra’vida que aparecem na pilha do com- matéria orgânica e com minho- plantas aromáticas, como o man-posto, quando este ainda não atin- cas. jericão, a erva-doce, a erva42 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 43
    • Nossos quintais são verdadeiras Chorume do lixo: É um líquido Glossário Glossário poluente, de cor escura e odorFarmácias Vivas derna é muito beneficiada pelos mi- muito forte que é originado dos pro-Por Filipe Alvarez lhares de estudos realizados com cessos biológicos, químicos e físi- plantas, princípios ativos são isola- Assoreamento: Acúmulo de areias cos da decomposição do lixo. Esse Para muitos a primeira imagem e/ou de terras que obstruem o per- dos e a partir de substancias extra- líquido polui as águas subterrâne-que vem a cabeça quando se pensa curso de um rio. ídas de vegetais milhares de pes- as devido a grande quantidade deem uma farmácia, é o de um local soas são favorecidas. Graças ao matéria orgânica que possui.com prateleiras abarrotadas de fras- Aterro sanitário: Forma de deposi-cos e caixas contendo remédios, po- vasto mundo vegetal e suas inúme- ras propriedades terapêuticas. ção final do lixo mais eficiente e me- Câmara de compostagem: Localmadas e pós, que servem para alivi- nos poluidora. O terreno recebe uma Porem, o caminho que o conhe- onde serão armazenadas as fezesar dores e curar doenças. Para nós, camada impermeabilizante que pro- cimento a respeito das proprieda- das pessoas no banheiro seco.homens e mulheres viventes da mo- tege o solo e as águas da contami-derna sociedade do consumo, essa des terapêuticas das plantas tem que percorrer, às vezes é tão longo nação com chorume, coletado e tra- Corte longitudinal: Corte realiza-com certeza é a imagem mais co- que os resultados das pesquisas tado, além de fazer a coleta de gás do de um ponto a outro em um de-mum de uma farmácia. Mas será que não são revertidos como benefício produzido pela decomposição dos terminado objeto.sempre foi tão simples e fácil obter para a população. A conseqüência resíduos presentes no aterro.remédios? Os locais aonde se podi-am encontrar os medicamentos nem é que muitos ficam a mercê dos pre- Decomposição: Processo realiza- ços abusivos dos remédios vendi- Aterro controlado: Forma de depo- do por microorganismos que divi-sempre eram farmácias, pelo menos dos nas drogarias, sem saber, que sição final do lixo onde os resíduos dem sucessivamente a matérianão como as que conhecemos. ali no quintal ou num simples são depositados recebendo uma orgânica em pequenas partes até Os antigos, já utilizavam as plan- vasinho, pode estar escondida a camada de terra por cima e as transformarem em nutrientestas como remédios, sabiam através cura para muitos problemas. compactada por máquinas. É menos para os outros seres vivos.do conhecimento transmitido de ge- Portanto vamos tornar nossos eficiente que o aterro sanitário, já queração a geração o valor que os vege-tais tinham na cura de doenças, no quintais e varandas, os nossos va- não possui proteção para o solo ou Erosão: Desgaste ou arras-alívio de dores e no tratamento de fe- sos floridos em espaços para a be- para as águas subterrâneas. tamento da superfície da terra pelaridas. Quais eram então as farmáci- leza da cura que as plantas podem água, vento, gelo e outros agentes.as dos índios brasileiros, dos povos proporcionar. Sem dúvida, em ca- Bacia hidrográfica: É o conjunto deafricanos, dos romanos, germânicos sos emergenciais, devemos recor- terras onde todas as águas da chu- Ervas espontâneas: Conjunto dee outros grupos ancestrais que mes- rer às farmácias convencionais e va, das nascentes, dos rios e seus plantas que nascem sem seremmo sem o conhecimento moderno, hospitais. Porém, enquanto puder- afluentes correm para um ponto co- cultivadas, de forma espontânea.conseguiam tratar de seus doentes? mos evitar os extremos, com cer- mum. Elas tomam a direção do rio Ex: picão, serralha, dente-de-leãoA Natureza, com sua vasta diversida- teza vamos garantir uma melhor principal, que determina seu nome. (vegetação de terrenos baldios).de, era e ainda é a farmácia de mui- saúde para o nosso corpo e nossotos povos e indivíduos isoladamente. bolso! Afinal, plantar e regar pezi- Berço: Buracos feitos na terra para Evaporação: Processo físico-quí- Vamos chamar então, as matas e nhos de camomila, manjericão, hor- realizar o plantio ou cova. mico em que um líquido, ao serflorestas que forneciam e ainda for- telã e outras poderosas ervas me- aquecido, passa para o estado ga-necem remédios para muitos de Far- dicinais custa bem menos que uma Biodiversidade: Variedade de seres soso. Ex: água transformada emmácias vivas! A nossa medicina mo- cartelinha de aspirina! vivos que compõe um ambiente. vapor.44 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 45
    • terminada. Ex: jardim, bairro etc.Glossário - cont. Mudas: Plantas jovens que ainda Bibliografia Bibliografia serão plantadas em local definitivo.Excedente: O que sobra. ACIESP, Academia de Ciências do Estado de São Paulo; WATANABE, Nutriente: Substância ou elemento Shigueo (Org.). Glossário de Ecologia. São Paulo: ACIESP, 1997.Florada: Período que as plantas de- químico que fornece energia parasenvolvem flores para a reprodução. um organismo; recurso alimentar. BONILLA, José A. Fundamentos da Agricultura Ecológica: sobrevi- vência e qualidade de vida. São Paulo: Nobel, 1992.Frutificação: Processo em que as Patógenos: Organismo que cau-plantas desenvolvem frutos. sa doenças. Ex: bactérias, fungos. GLIESSMAN, Stephen R. Agroecologia: processos ecológicos em agricultura sustentável. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2005.Interações biológicas: Interações PET: Politereftalato de Etila. Tipo deentre seres vivos que vivem no mes- plástico usado para a confecção de LEGAN, Lucia. A Escola Sustentável - Eco-alfabetizando pelo ambi-mo ambiente. Ex: minhocas. recipientes. Ex: garrafas. ente. 1ª Ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2007.Humificação: Transformação dos Polpa: Parte comestível do fruto. LEHEN, Johan van. Manual do Arquiteto Descalço. Porto Alegre: Edi-resíduos orgânicos realizada por mi- tora da UFRGS,2004.nhocas; formação de húmus. Princípio ativo: substâncias da planta que agem como remédio Núcleo de Hidrometeorologia/SECTAM. Educação Ambiental para Con-Lixão: É uma forma de disposição servação de Recursos Hidricos: Captação de Água da Chuva. Belémfinal do lixo onde ele é simplesmente Resíduo: Todo material descarta- do Pará: Secretaria de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente, 2005.descartado em um terreno, sem do, que não possui qualquer utili-medidas de proteção ao meio ambi- dade. Links:ente ou à saúde pública. Sistema Agroflorestal: Forma de www.ecocentro.org.brMatéria orgânica: Fração orgânica cultivo que se combinam árvoresque inclui resíduos animais e vege- (ex: frutíferas) e plantas (ex: horta- www.minhocasa.comtais que sofreram decomposição a liças) interagindo num mesmo am-tal ponto que o material original não biente. www.ufla.bré mais reconhecível. Soberania alimentar: Direito das www.inovação.usp.br/uspreciclaMicroorganismo: Organismo de pe- pessoas ao alimento e a sua pro-quena dimensão, que têm funções dução. Todos merecem alimento www.ciagri.usp.br/~solarisbem definidas no ambiente, como seguro e nutritivo.decompositores no solo e na água.Ex: bactérias, fungos etc. Transgênicos: Organismos que ti- veram suas características inter-Microclima: Conjunto de condições nas originais modificadas pelo ho-naturais de uma pequena área de- mem em laboratório.46 Agroecologia urbana e práticas sustentáveis Agroecologia urbana e práticas sustentáveis 47