Co 163 contruindo planejamentos significativos
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Co 163 contruindo planejamentos significativos

on

  • 307 views

 

Statistics

Views

Total Views
307
Views on SlideShare
307
Embed Views
0

Actions

Likes
0
Downloads
1
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft Word

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Co 163 contruindo planejamentos significativos Co 163 contruindo planejamentos significativos Document Transcript

  • CONSTRUINDO PLANEJAMENTOS SIGNIFICATIVOS: TRABALHANDO AORTOGRAFIZAÇÃO COM ALUNOS DO 5º ANO DO ENSINOFUNDAMENTALJéssica Maís Antunes1Patrícia Moura Pinho2Eixo Temático: Experiências PedagógicasResumoEste trabalho pretende discutir acerca do processo de ortografização de alunos do 5º anode uma escola de ensino fundamental, vinculada a rede municipal da cidade deJaguarão/RS, através de atividades desenvolvidas por uma bolsista do ProgramaInstitucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), em seu subprojetoAlfabetização e Educação Inclusiva. As normas ortográficas se fixaram no Brasildurante o século XX, e já sofreram inúmeras mudanças, sendo assim é fundamental queos professores tenham claro dentro de seu planejamento, que a ortografia é umaconvenção social cuja finalidade é auxiliar na comunicação escrita. Além disso, otrabalho durante o processo de ortografização deve incluir atividades que possibilitem oletramento, a pesquisa, a reflexão e a conquista de novos aprendizados, fazendo comque o aluno realize esta construção de conhecimentos de forma significativa eprazerosa.Palavras-Chaves: Ortografização. Alfabetização. Letramento.IntroduçãoCom a chegada do ensino fundamental de nove anos as práticas docentes devemser repensadas de forma que o professor consiga ensinar de maneira mais significativa,que consiga contemplar em sua práxis o aluno como autor de seus aprendizados. Sendoassim, que possamos ao mesmo tempo ensinar e aprender com os educandos, deixandode lado uma perspectiva que faz do docente o foco do processo de aprendizagem,acreditando que o educador é o sujeito que detêm o conhecimento, enquanto o educandoé o objeto que recebe o conhecimento, pratica essa denominada como educaçãobancária (FREIRE, 1983, p. 66).A escola à qual este trabalho foi realizado trata-se de uma escola vinculada àrede municipal da cidade de Jaguarão. O primeiro passo para iniciar as atividades naescola foram observações para conhecer a realidade e a rotina dos alunos na sala deaula, identificamos que alguns alunos já haviam sido reprovados em anos anteriores, eque apesar do esforço muitas eram as dificuldades em aprender as disciplinas. Dentreconversas com a docente, o principal ponto negativo por ela apontado é a falta do habitode leitura dos alunos.O segundo passo foi realizar a testagem das quatro palavras e uma frase, deacordo com a desenvolvida por Ferreiro e Teberosky (1989), para diagnosticar o que osalunos já sabiam sobre a escrita, como também apontar as dificuldades relacionadas aleitura. Neste momento identificamos que os alunos não diferenciavam a fala da escrita,que tinham dificuldade de acentuar as palavras, como também realizar a pontuaçãocorretamente, não utilizavam letra maiúscula no início de frase e por vezes não sabiamutilizar a letra “h” nas palavras.1Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Pedagogia, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoalde Nível Superior (CAPES), jessica_cbc31@hotmail.com2Orientadora. Doutora em Educação. Universidade Federal do Pampa (Unipampa).patriciamourapinho@hotmail.com
  • Após as observações e testagens as atividades foram escolhidas de modo quepudesse suprir as necessidades dos alunos. A primeira atividade desenvolvida com osalunos foi a “Como se Fala e Como se Escreve”, nesta atividade os alunos eramencaminhados para a biblioteca, um por vez, onde estava disposta em uma mesa umquadro dividido em duas partes, ao lado haviam palavras de uso do cotidiano dosalunos. Primeiramente era explicado para os alunos o porque desta atividade estar sendorealizada e a sua importância durante o seu processo de alfabetização.A atividade que desenvolvi tinha cerca de 20 palavras, como por exemplo,“nóis”, “fumos”, “burru”, entre outras. Os alunos recebiam todas as palavras e deveriamarrumá-las no quadro Como se Fala, Como se Escreve, de acordo com os seusconhecimentos, após a colocação das palavras em cada lado quadro, procurávamos aspalavras em um dicionário para ver se estavam corretas.Em outro momento da atividade era solicitado aos alunos que lessem um textodenominado “A galinha ruiva”, onde deveriam extrair três palavras que geralmenteescrevemos de um jeito e falamos de outro. A seguir para finalizar a atividade, os alunoseram levados para a sala de informática para jogarem no site Educar para Crescer, ojogo “Como se escreve”.Para o desenvolvimento da leitura e da escrita dos alunos foram feitas leituras delivros e discussões sobre os mesmos. Um dos livros escolhidos foi “Que lixo é esse”,que trata de questões relacionadas à necessidade de saneamento básico, a reciclagem dolixo e também de formação do pensamento ecológico.Antes de iniciar a leitura perguntei a todos o que sabiam sobre o lixo e maneiras decuidar do meio ambiente. E solicitei que alguns escrevem no quadro uma frase sobre olixo.Após dispor as classes em semi-círcuilo iniciou-se a leitura do livro acima citadoe então pedi que cada aluno lesse uma parte do texto, por vezes, no final de cada leituraeu perguntava para a turma se haviam entendido o que o colega leu, e o que estavamachando do texto.Então começamos a falar sobre a leitura e o vídeo e tudo o que gostaram ehaviam aprendido, solicitei à eles escrevessem sobre o que podemos fazer em casa, naescola e no bairro em relação ao lixo e ao meio ambiente.Ao iniciarem seus textos a maioria dos alunos escrevia sem fazer parágrafos,sem destacar o título, sem pontuação e também sem iniciar as frases com letrasmaiúsculas, então eu e a professora titular iniciamos um trabalho de intervenção,separando os alunos em pequenos grupos e começamos a construir os textos emconjunto. Aos poucos fomos desenvolvendo com os alunos as noções de como escreverum bom texto.Para o trabalho com as questões gramaticais, realizamos a atividade “CaixaGramatical”, os alunos eram dispostos em um círculo grande, então uma caixa iriapassar enquanto uma música estivesse tocando e quando a música parasse, aquele queestivesse com a caixa em suas mãos deveria retirar um pedaço de papel que poderiaconter de uma a três frases. Fizemos esta atividade mais de uma vez com alguns alunos,aqueles que eu considerava com maior dificuldade.Durante a atividade por vezes fiquei me perguntando como faria a articulaçãoentre a língua e a escola, como faria os alunos compreenderem o real objetivo de minhaatividade. A Questão do “Bidialetalismo Funcional” conceito criado por Magda Soaresem seu livro Linguagem e escola, me foi muito útil, pois pude explicar, acredito que deforma clara, que existe uma linguagem apropriada para cada situação que vivenciamos.De acordo com Magda Soares (2008, p. 49), a postura mais amplamenteadotada, na perspectiva das diferenças dialetais, é a do bidialetalismo: falantes de
  • dialetos não-padrão devem aprender o dialeto-padrão, para usá-lo nas situações em queele é requerido: isto é, a solução educacional seria um bidialetalismo funcional.Penso que a tarefa do educador nos casos em que como se fala e como seescreve, quando são trabalhados dentro da sala de aula, seria auxiliar aos alunos napermuta da gramática “errada” pela “certa”. Sempre deixando bem claro que o uso damesma pode variar de acordo com a situação em que nos inserimos, como por exemplo,em uma entrevista de emprego.Acredito que consegui atingir meus objetivos com os alunos que a atividade foiaplicada, pois notei que os mesmos desenvolveram o que lhes foi proposto de formasatisfatória.Creio que a escrita se aprende na prática e como os alunos não praticam muitoa mesma, seja por isso que tenham tanta dificuldade em se expressar no papel. Deacordo com o texto “Produção de texto”: a escola possui relevante importância naconstrução do aluno leitor- produtor de textos e o professor facilitador desse processo.A escola é um ambiente social e o estudo da linguagem está como um modificadordessa sociedade, visto que para que se faça um sujeito social à frente desta, esse deveestar apto a transformá-la seja pela linguagem como escada de acesso a esse meiomodificador.A reflexão que faço é que se o aluno não compreende o que lê e se nãoconsegue escrever, é porque a escola não está proporcionando isso a ele. Então sedevido a pressa em atingir conteúdos, talvez seja o grupo PIBID que possa contribuirneste aspecto, para suprir esta necessidade do alunos quanto a produção textual.Às vezes me pergunto onde estão os momentos de reflexão, de autoria e deexpressão das coisas que os alunos vivem e sentem, como podem se sentir inseridos emuma sociedade e escola, que a dita autonomia, mas que não a promove realmente?Percebo que o ensino e a aprendizagem da gramática e as normas da línguaportuguesa para esta turma deixa a desejar, pois a cada entrada minha dentro desta salade aula tenho visto que a maior parte dos alunos não sabe identificar o que é um verbona frase, que existe diferença na forma como falamos e escrevemos, que toda a vez quecomeçamos uma frase esta deve começar com letra maiúscula, que temos que pontuar,assim como devemos ter cuidado com a acentuação.De acordo com Marcos Bagno (2000): “A gramática deve conter uma boaquantidade de atividades de pesquisa, que possibilitem ao aluno a produção de seupróprio conhecimento lingüístico, como uma arma eficaz contra a reprodução irrefletidae acrítica da doutrina gramatical normativa”.A atividade “Caixa Gramatical” foi de encontro com as necessidades dos alunos,mas mesmo assim, não foi uma arma eficaz, pois houve alguns casos que não foramsequer atingidos por ela. E por mais que a turma pesquise, que faça algumas relações,uma grande porção ainda não está preparada para uma nova fase.Não estão crus, não é isso que está se afirmando aqui, contudo muitos alunosirão prosseguir sem alguns aprendizados necessários para a próxima etapa, e o que podeser percebido é que a cada ano isto piora, piora e piora. Ora, é o professor que pareceestar desinteressado e desanimado, ora é o aluno que se dá por conta de tudo isto e seconforma e internaliza que é burro e que não tem capacidade de aprender. Mas comomudar isso, como melhorar, como seguir em frente, não entendo.Este sistema é como um vírus antes mesmo de sairmos da universidade jáestamos doentes e moribundos, sem esperança e sem vontade de seguir em frente. E areflexão que fica após as aulas é será que é o professor que não sabe ensinar ou é oaluno que não quer aprender.
  • Referências Bibliográficas:BAGNO, Marcos. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Loyola, 2000.Conhecimento prático. Disponível em:<http://conhecimentopratico.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/32/producao-de-texto--235983-1.asp>. Acesso em: 07/11/2012.FERREIRO, E. & TEBEROSKY, A. – Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre,Artes Médicas Editora, 1989.FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 12ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.Educar para Crescer. Jogo como se escreve. Disponível em:<http://educarparacrescer.abril.com.br/como-se-escreve/index.shtml>.SANTOS, Karem M. Que lixo é esse. Porto Alegre: Signi, 2007SOARES, Magda. Linguagem e escola - uma perspectiva social. 17º edição. São Paulo:Ed. Ática, 2001.