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  • 1. PROGRAMA GESTÃO DAAPRENDIZAGEM ESCOLARGESTAR ILÍNGUA PORTUGUESAATIVIDADES DE APOIO À APRENDIZAGEM 2PROCESSOS DE LEITURAE PRODUÇÃO DE TEXTOS
  • 2. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOSECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICAFUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃODIRETORIA DE ASSISTÊNCIA A PROGRAMAS ESPECIAISPROGRAMA GESTÃO DAAPRENDIZAGEM ESCOLARGESTAR ILÍNGUA PORTUGUESAATIVIDADES DE APOIO À APRENDIZAGEM 2PROCESSOS DE LEITURAE PRODUÇÃO DE TEXTOSBRASÍLIA2007
  • 3. © 2007 FNDE/MECTodos os direitos reservados ao Ministério da Educação - MEC.Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida desde que citada a fonte.DIPRO/FNDE/MECVia N1 Leste - Pavilhão das Metas70.150-900 - Brasília - DFTelefone (61) 3966-5902 / 5907Página na Internet: www.mec.gov.brIMPRESSO NO BRASIL
  • 4. SumárioProcessos de Leitura e de Produção de TextosApresentação ....................................................................................................................................................................... 7Introdução ao Caderno 2 de Atividades de Apoio à Aprendizagem em Língua Portuguesa ................................................... 9UNIDADE 1: LEITURA DE TEXTOS NARRATIVOS FICCIONAIS: IDENTIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTITUTIVOS E DOS ELEMENTOS ENVOL-VIDOS NA PRODUÇÃO DESSES TEXTOSAula 1................................................................................................................................................................................ 15Aula 2................................................................................................................................................................................ 17Aula 3................................................................................................................................................................................ 22Aula 4................................................................................................................................................................................ 24Aula 5................................................................................................................................................................................ 26Aula 6................................................................................................................................................................................ 30Aula 7................................................................................................................................................................................ 33Aula 8................................................................................................................................................................................ 36UNIDADE 2:LEITURA DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E POEMAS: IDENTIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTITUTIVOS E ELEMENTOSENVOLVIDOS NA PRODUÇÃO DESSES TEXTOSAula 1................................................................................................................................................................................ 41Aula 2................................................................................................................................................................................ 44Aula 3................................................................................................................................................................................ 48Aula 4................................................................................................................................................................................ 51Aula 5................................................................................................................................................................................ 54Aula 6................................................................................................................................................................................ 57Aula 7................................................................................................................................................................................ 59Aula 8................................................................................................................................................................................ 61UNIDADE 3:LEITURA DE TEXTOS JORNALÍSTICOS E PUBLICITÁRIOS: IDENTIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTITUTIVOS E DOS ELEMENTOSENVOLVIDOS NA PRODUÇÃO DESSES TEXTOSAula 1................................................................................................................................................................................ 67Aula 2................................................................................................................................................................................ 69Aula 3................................................................................................................................................................................ 72Aula 4................................................................................................................................................................................ 75Aula 5................................................................................................................................................................................ 77Aula 6................................................................................................................................................................................ 79Aula 7................................................................................................................................................................................ 81Aula 8................................................................................................................................................................................ 83
  • 5. ApresentaçãoProfessorVocê está recebendo o segundo caderno de Atividades de Apoio à Aprendizagem dosalunos em Língua Portuguesa.Como o anterior, este caderno foi elaborado para ajudá-lo a desenvolver um trabalho,em sala de aula, para rever, aprofundar e/ou ampliar o processo de aprendizagemapresentado pelos alunos.O caderno 2 se relaciona ao de Teoria e Prática 3, que trata de Processos de Leitura eProdução de Textos.Nãoseesqueçadequeéprecisoconhecerbemassugestõesdeatividadesquecompõemcada unidade, a que habilidades se referem e as necessidades de seus alunos, antes dedecidir utilizá-las em sala de aula.A observação da freqüência com que os alunos, durante os quatro primeiros anos doEnsinoFundamental,apresentamdificuldadesnodomíniodealgumashabilidades,norteoua seleção dos objetivos das atividades.Cada conjunto de oito aulas, como vimos, desenvolve atividades para apoiar aaprendizagem de determinados conteúdos e possibilitar o domínio das habilidadesassociadas a esses conteúdos. Fica, no entanto, a possibilidade de rearranjar as aulas,em outras seqüências didáticas a partir das necessidades de apoio que você observaem seus alunos. Para tanto, cada aula é identificada em nota de rodapé — a unidade emfoco e número da aula — o que facilita seu trabalho de rearranjo.A seguir, estão detalhados os conteúdos/habilidades a serem desenvolvidos nessevolume.Bom trabalho!
  • 6. Introdução ao Caderno 2 de Atividades deApoio à Aprendizagem de Língua PortuguesaA parte referente à Língua Portuguesa propõe uma série de atividades para apoiar aaprendizagem dos temas: Processos de leitura e produção de textos.Em geral, as dificuldades dos alunos relativas à leitura dizem respeito:• à ausência de objetivo na leitura;• à não mobilização dos conhecimentos prévios sobre o assunto tratado no texto;• à não consideração das características do tipo de texto e do portador do texto para aatribuição de significado ao texto.Em produção e reescrita de texto, referem-se:• à ausência de planejamento do texto considerando seu objetivo e o do leitor a que sedestina;• à falta de domínio das características próprias de cada tipo de texto;• à falta de hábito na revisão de textos observando o atendimento à modalidade, àmanutenção da coerência e à utilização dos elementos de coesão.Nessa perspectiva, as atividades, sugeridas nas três unidades, referem-se:• à utilização da leitura para alcançar diferentes objetivos;• ao ajuste da leitura a diferentes objetivos utilizando os procedimentos adequados acada situação;• à relação entre o conhecimento que o leitor tem com o que é apresentado pelo texto;• ao estabelecimento de inferências, antecipando determinados acontecimentos pormeio de identificação de algumas pistas lingüísticas (pontuação, repetição de ex-pressões etc.);• ao reconhecimento dos referentes retomados no texto por meio de elementoscoesivos;• ao planejamento do texto no ato de produção em função do objetivo e do leitor a quese destina;• à produção de textos respeitando as características próprias de cada tipo de texto;• à reescrita de textos.Na unidade 1, essas habilidades serão trabalhadas em atividades de leitura, produção ereescrita de textos narrativos os quais apóiam aprendizagens essenciais ao processode construção de significado do texto.Estimule os alunos de sua classe a realizarem as propostas de leitura e produção dessaunidade, caso você observe que eles têm dificuldades em:(a) utilizar a leitura para alcançar diferentes objetivos;(b) ajustar a leitura a diferentes objetivos utilizando os procedimentos adequados acada situação;
  • 7. (c) relacionar os conhecimentos já adquiridos com os que se pretende que osalunos conquistem;(d) estabelecer inferências, antecipando determinados acontecimentos por meio deidentificação de algumas pistas lingüísticas (pontuação, repetição de expressõesetc.);(e) reconhecer os referentes retomados no texto por meio de elementos coesivos;(f) planejar o texto em função do objetivo e do leitor a que se destina;(g) produzir textos respeitando as características próprias de cada tipo de texto;(h) reescrever textos.Na unidade 2, oferecemos sugestões de atividades para alunos que não dominem habi-lidades referentes à leitura e produção de histórias em quadrinhos e poemas.Essa unidade pode ser desenvolvida com os alunos que apresentem dificuldades nodesenvolvimento de habilidades como:• identificar informações e suportes de textos ( histórias em quadrinhos e poemas);• interpretar com base no texto;• reconhecer os níveis de linguagem e sua adequação à situação de uso;• identificar os elementos constitutivos das histórias em quadrinhos e dos poemas.O desenvolvimento das habilidades se dará a partir dos conteúdos:• leitura de histórias em quadrinhos e de poemas;• identificação de informações;• interpretação do texto;• elementos constituintes das H.Qs e dos poemas.Após a leitura de uma história em quadrinhos, por exemplo, espera-se que as respostasdos alunos sejam resultado das inferências feitas, deduzidas ou concluídas durante aleitura. Isso só será possível se ele for capaz de coletar informações durante o ato deleitura e se usar seus conhecimentos prévios (lingüísticos, textuais e de mundo).Na unidade 3, oferecemos sugestões de atividades para alunos que não dominem habi-lidades referentes à leitura e produção de textos jornalísticos e publicitários.Para que a unidade possa ser desenvolvida, é preciso que as dificuldades apresentadaspelos alunos se concentrem no desenvolvimento de habilidades como:• identificar informações e suportes de textos;• interpretar com base no texto;• identificar os elementos constitutivos dos textos jornalísticos e publicitários.
  • 8. O desenvolvimento das habilidades se dará a partir dos conteúdos:• leitura de textos jornalísticos e publicitários;• identificação de informações;• interpretação do texto;• identificação dos elementos constitutivos do tipo de texto.As atividades propostas pretendem mostrar que a leitura não é apenas um processo dedecodificação. É um processo de criação e de confirmação de hipóteses, de inferências,a partir do conhecimento prévio que se tem da linguagem e do mundo.Nessa unidade, os procedimentos são os mesmos das unidades 1 e 2, mudando, apenas,o tipo de texto: textos publicitários e jornalísticos.
  • 9. Processos de Leitura e deProdução de TextosUnidade1○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○Leitura de TextosNarrativos Ficcionais: identificaçãodos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produçãodesses textos
  • 10. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 115Atividade 1Observe a capa do livro abaixo.Converse com seus colegas.Quem é o autor desse livro? Você já leu algum livro dele? Qual?Qual é o título do livro?O que você acha que contém um livro que tem esse título: Fábulas?Você sabe o que é uma editora? O que ela faz? Qual o nome da editoraque publicou esse livro?Observe com atenção a ilustração que aparece na capa do livro.Que animais aparecem na ilustração?O que você acha que a rã está fazendo com o rato? Onde eles estão?Você já viu burro de óculos? Por que você acha que nessa ilustração oburro aparece de óculos?O burro e a cigarra estão no mesmo lugar em que estão o rato e a rã?O que você acha que a cigarra está carregando nas costas?Você acha que existe alguma relação entre o título do livro e a ilustração?Qual?Antes de dar início às atividades propostasna aula, converse com os alunos sobre oslivros que já leram, ou já ouviram falar.Pergunte-lhes qual foi o último livro que leram,se leram porque alguém pediu, ou se lerampor iniciativa própria. O que os atraiu, chamoua atenção para a leitura do livro: foi o autor, otítulo, a ilustração. De que tipo de históriaeles gostam mais: aventura, suspense,terror, comédia... Por quê?O que se propõe no início da aula écontextualizar o que será lido, a fim de queos alunos possam antecipar idéias e obterinformações que irão auxiliar suacompreensão. Certamente os alunos já têmconhecimento sobre o tema proposto. Essetema permite, por exemplo, uma discussãosobre o que é um livro, como ele é feito, quemo escreve, que tipo de história podemosencontrar em um livro, de que livros selembram etc..Nesse momento, seu papel é organizar asidéias levantadas por eles, além de transmitirnovas informações e sistematizar osconhecimentos que eles foremdemonstrando e adquirindo.Atividade 1Solicite a leitura da capa do livro queaparece na aula. Instigue-os a observarcada detalhe na escrita e na ilustração.As questões propostas devem ser discutidascoletiva e oralmente. Promova a participaçãode todos: um aluno pode complementar ainformação do outro, e você irá fazendo assínteses necessárias.Atividade 2Peça que leiam, depois pergunte se sabem oque significa a palavra índice. Se julgarpertinente, procure com eles a palavra nodicionário. É importante que eles percebamque, no caso desse índice, temos a relaçãodos títulos das histórias desse livro.Pergunte■ se conhecem alguma das histórias queaparecem no índice;■ em que esse índice os ajudaria sequisessem, por exemplo, ler a história Arã e o boi;■ quantas histórias há na página 15, quenomes de animais aparecem no títulodessas histórias;■ qual a relação do índice com o título dolivro;Aula 1Língua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos narrativos ficcionais:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosOrientações para o professor1Aula
  • 11. 16 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1Atividade 2Leia a página 2 do livro Fábulas, de Monteiro Lobato.Í N D I C EA CIGARRA E AS FORMIGAS........................................ 7A CORUJA E A ÁGUIA ................................................... 8A RÃ E O BOI. ................................................................. 9O REFORMADOR DO MUNDO .................................... 10A GRALHA EFEITADA COM PENAS DE PAVÃO......... 11O RATO DA CIDADE E O RATO DO CAMPO .............. 12O PASTOR E O LEÃO ................................................... 13BURRICE ....................................................................... 14O JULGAMENTO DA OVELHA .................................... 15O BURRO JUIZ ............................................................. 15OS CARNEIROS JURADOS ......................................... 16O TOURO E AS RÃS..................................................... 17A ASSEMBLÉIA DOS RATOS ...................................... 17O GALO QUE LOGROU A RAPOSA ............................ 19......................................................................................... 7Você sabe o que significa a palavra índice? Sabe para que serve umíndice?Procure no índice o título “O julgamento da ovelha”.Que número apareceao lado do título? Você sabe o que ele significa?■ se conhecem todos os animais queaparecem nos títulos das histórias, o quesabem sobre esses animais(características).Aula 1
  • 12. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 117Atividade 1Leia abaixo uma história do livro Fábulas, de Monteiro Lobato.15 O julgamento da ovelhaUm cachorro acusou uma pobre ovelhinha de haverfurtado um osso.— Para que furtaria eu esse osso — alegou ela — se souherbívora e um osso para mim vale tanto como um pedaço depau?— Não quero saber de nada. Você furtou o osso e voulevá-la aos tribunais.E assim fez.Queixou-se ao gavião e pediu-lhe justiça. O gaviãoreuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando para isso dozeurubus de papo vazio.Comparece a ovelha. Fala. Defende-se muito bem.Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quissaber de nada e deu a sentença:— Ou entrega o osso já e já, ou condenamos você àmorte!A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha enão podia, portanto, restituir; mas tinha vida e ia entregá-la empagamento do que não furtara.Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, cortou-a empedaços, reservou para si um quarto e dividiu o restante com osjuizes famintos...Contra força não há argumentoCom suas palavras, conte para os colegas o que aconteceu na história.Atividade 2Leia novamente os quatro primeiros parágrafos da história.Um cachorro acusou uma pobre ovelhinha de haverfurtado um osso.— Para que furtaria eu esse osso — alegou ela — sesou herbívora e um osso para mim vale tanto como um pedaçode pau?— Não quero saber de nada. Você furtou o osso e voulevá-la aos tribunais.E assim fez.Que personagens aparecem no primeiro parágrafo do texto?Quem fez a acusação, quem foi acusado, qual foi a acusação?Por que você acha que a ovelha é tratada por pobre ovelhinha? O sentidoseria o mesmo se o autor tivesse escrito ovelhinha pobre? Por quê?Você sabe o que significa, no segundo parágrafo, a palavra alegou?Inicie a aula perguntando se eles se lembramda capa do livro que leram na aula anterior.Explique-lhes que hoje vão ler e analisar umdos textos desse livro.Comece a leitura pelo título da história;escreva-o na lousa (quadro). Depois, pergunte■ se sabem o que significa a palavrajulgamento; se já ouviram essa palavraantes: onde e quando; quem falou, emque situação;■ por que uma ”pessoa” vai a julgamento;■ que acontece em um julgamento;■ quem são as pessoas envolvidas;■ pelo título do texto, quem eles acham quevai a julgamento;■ se já ouviram falar em ovelha que vai ajulgamento, por que isso é possível etc.A análise do título do texto permite queos alunos ativem conhecimentos que játêm sobre o assunto que será tratado nahistória.Atividade 1Comece a atividade chamando a atenção dosalunos para os aspectos gráfico-visuais dotexto:■ título;■ número que aparece à esquerda do título;■ a forma como o texto está escrito,aproveitando o espaço que vai da margemesquerda à direita;■ a frase que aparece no final do texto, emdestaque e no centro da página;■ a organização do texto em frases;■ a organização em parágrafos, em relaçãoao restante do texto, mais afastados damargem;■ as referências bibliográficas: nome doautor, do livro, da editora, não aparecemno final do texto porque esses itens jáforam tratados na atividade 1. Faça essecomentário com os alunos.Depois, solicite que leiam o texto, individuale silenciosamente. Em seguida, peça quecontem a história que leram. Fique atento àreprodução oral que os alunos farão, graveas informações que conseguiram apreender,qual foi a primeira leitura que fizeram. Durantea análise do texto, aproveite para exploraraquilo que, na reprodução oral, eles nãotenham conseguido apreender.Língua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos narrativos ficcionais: identificaçãodos elementos constitutivos e dos elementosenvolvidos na produção desses textosOrientações para o professor2AulaAula 2
  • 13. 18 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1De quem é a fala, a voz nesse parágrafo? Como você identificou o autordessa fala? É a mesma voz de quem fala: “Um cachorro acusou uma pobreovelhinha de haver furtado um osso.”?Como chama o sinal que vem antes e depois de “alegou ela”? Por quevocê acha que são usados esses sinais?Observe as palavras que aparecem em destaque no segundo parágrafo.Nesse parágrafo quem é eu, ela e mim? Como é possível identificar?Releia, agora, o terceiro parágrafo. De quem é a fala nesse parágrafo?Como você sabe disso?Observe as palavras em destaque nesse parágrafo. A quem se refere aspalavras você e la, em levá-la? O eu que fala nesse parágrafo é o mesmodo segundo parágrafo?O sinal que aparece no início do terceiro parágrafo é o mesmo queaparece no meio do segundo parágrafo? Qual a diferença entre eles?O que quer dizer, no quarto parágrafo, a palavra assim? Se substituirmosa palavra assim por ... “E fez desse modo”. Que modo é esse?Leia outro trecho do texto.Queixou-se ao gavião e pediu-lhe justiça. O gaviãoreuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando para isso dozeurubus de papo vazio.Comparece a ovelha. Fala. Defende-se muito bem.Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quissaber de nada e deu a sentença:— Ou entrega o osso já e já, ou condenamos você àmorte!“Queixou-seepediu-lhejustiça”. Quemsequeixou?Aquempediujustiça?No quinto parágrafo, a palavra isso se refere a quê?Observe no início do sexto parágrafo a frase “Comparece a ovelha”. Semudássemos para “A ovelha comparece”, o sentido seria diferente? Porquê?Leia as palavras em destaque no sexto parágrafo. Quem fala? Quem sedefende? Defende-se do quê?Releia o sétimo parágrafo. Qual é a relação dessa frase com o que vemantes, nos parágrafos anteriores?De quem é a fala que aparece no oitavo parágrafo? Nesse mesmoparágrafo, a palavra condenamos se refere a quem? E a palavra você?Vamos continuar a leitura dos outros parágrafos. Sempre que acharnecessário, volte a ler o texto desde o início.A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha enão podia, portanto, restituir; mas tinha vida e ia entregá-la empagamento do que não furtara.Atividade 2É importante que a atividade seja realizadaoral e coletivamente. Não se esqueça de queesse é um processo no qual se pretende queos alunos adquiram competência leitora paraobservar, compreender, interpretar textos.Os alunos só poderão adquirir essacompetência, quando conseguirem localizarinformações e “pistas” do autor; construirsignificados colaborativamente; interpretar;reconhecer a unidade temática e a tipologiado texto.No início, é possível que eles sedesconcentrem com facilidade, nãoacompanhem passo a passo o que está sendoproposto para a leitura do texto. Isso éesperado, mas cabe a você criar estratégiasde encaminhamento que prendam os alunosà leitura do texto. Uma das coisas que, emgeral, causam fastio e desinteresse é o fatode se ficar preso à leitura das questõespropostas na atividade. Não se esqueça deque essas questões servem apenas paraorientar a leitura; você pode explorá-las semprecisar lê-las.Esse processo precisa ser dinâmico eparticipativo; aluno passivo é aluno que nãoestá acompanhando o processo e, portanto,precisa ser requisitado, evidentemente semcausar constrangimento.Do primeiro ao quarto parágrafo■ Você sabe o que significa, no segundoparágrafo, a palavra alegou? Não seesqueça de retomar o que foi discutidosobre o título do texto; no texto,aparecem muitos palavras relacionadas ajulgamento.■ De quem é a fala, a voz nesse parágrafo?Como você identificou o autor dessa fala?É a mesma voz de quem fala: “Umcachorro acusou uma pobre ovelhinha dehaver furtado um osso.”? Como chamao sinal que vem antes e depois de alegouela? Por que você acha que são usadosesses sinais? Observe as palavras queaparecem em destaque no segundoparágrafo. Nesse parágrafo quem é eu,ela e mim? Como é possível identificar?Os alunos podem identificar a fala pelouso do travessão, mas devem perceberque essa não é a fala do narrador (primeiroparágrafo). Na fala da ovelha, chamar aatenção para os pronomes eu e ela; oprimeiro, aparece na fala da ovelha; osegundo, no discurso do narrador.Observar que os travessões, antes edepois da expressão alegou ela, isolama fala do narrador e que, portanto, nãotêm a mesma função do travessão queaparece no início do parágrafo: introduzira fala da personagem.■ Releia, agora, o terceiro parágrafo. Dequem é a fala nesse parágrafo? ComoAula 2
  • 14. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 119Observe o sinal que aparece depois da palavra “tremeu”. Você sabe porque ele foi usado? Você acha que a frase que aparece depois desse sinal( : ) explica por que a ré tremeu?Quem é a ré?Você sabe o que quer dizer “não havia escapatória”? Por que não haviaescapatória para a ré?Observe os sinais que aparecem depois da palavra escapatória. Vocêsabe por que eles foram usados?Leia, agora, o último parágrafo do texto.Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, cortou-a empedaços, reservou para si um quarto e dividiu o restante com osjuizes famintos...Observe a palavra que inicia o parágrafo (Assim). Você se lembra de tê-la visto em outro parágrafo? Qual? Você acha que ela tem, nesseparágrafo, o mesmo sentido que tem no outro parágrafo?“Assim aconteceu”. Aconteceu o quê? Aconteceu com quem?As palavras em destaque (a, a, si) se referem a quem?Quem eram os juízes? Os juízes aparecem em outros parágrafos do texto.Que palavras foram usadas para se referir a eles? Em que parágrafoselas aparecem?Releia a frase que aparece em destaque no final do texto, página 1.Você sabe o que significa a palavra argumento?Você acha que a ovelha tentou argumentar com o cachorro? Com queintenção a ovelha tentou argumentar com o cachorro? Que argumentoela usou para se defender?Quemnotextorepresentaaforça?Porquê?Quetrechosdotextomostramisso? Você acha que essa frase ilustra bem o que aconteceu na história?O texto “O julgamento da ovelha”é uma fábula. Como você pôde ver, a fábulaé uma história em que os personagens quase sempre são animais que agemcomo se fossem pessoas.Existe nas fábulas a intenção de ensinar aos leitores uma virtude, apontardefeitos, vícios. Esse ensinamento vem expresso em uma frase de uma formaobjetiva e resumida. Qual é essa frase no texto? Você sabia que é comumfalarmos desse ensinamento, expresso nessa frase, como moral da fábula?você sabe disso? Observar que noprimeiro parágrafo só aparecem doispersonagens. No segundo parágrafo,quem fala é a ovelha. Se observarmos osturnos de fala, a fala seguinte deve serdo cachorro. Além disso, chamar aatenção também para o fato de que, nosegundo parágrafo, o narrador disse ela,fazendo referência à ovelha citada noprimeiro parágrafo (concordância emgênero).■ Observe as palavras em destaque nesseparágrafo. A quem se refere as palavrasvocê e la, em levá-la? O eu que fala nesseparágrafo é o mesmo do segundoparágrafo? Peça para que comparem como parágrafo anterior; nele, quem fala é aovelha, portanto, você e la, na fala docachorro, se referem à ovelha. É assimque se estabelece a coesão e acoerência no texto.■ O sinal que aparece no início do terceiroparágrafo é o mesmo que aparece nomeio do segundo parágrafo? Qual adiferença entre eles? Reforçar que o usodo travessão nos dois parágrafos édiferente. Naquele, isola o discurso donarrador; nesse, introduz a fala docachorro.■ O que quer dizer, no quarto parágrafo, apalavra assim? Se substituirmos a palavraassim por ... E fez desse modo. Quemodo é esse? É importante que os alunospercebam que tanto assim como dessemodo retomam o que foi ditoanteriormente, ou seja, o cachorro levoua ovelha aos tribunais.Do quinto ao oitavo parágrafo■ “Queixou-se e pediu-lhe justiça.”Quem se queixou? A quem pediu justiça?Chamar a atenção para os pronomes see lhe; o primeiro se refere ao cachorro; osegundo, ao gavião: .. queixou-se aogavião e pediu justiça ao gavião; observeque o uso do pronome lhe possibilita quea palavra gavião não seja repetida namesma frase.■ Observe no início do sexto parágrafo afrase “Comparece a ovelha.” Semudássemos para A ovelha comparece,o sentido seria diferente? Por quê? Afrase na ordem inversa enfatiza a ação daovelha.■ Leia as palavras em destaque no sextoparágrafo. Quem fala? Quem sedefende? Defende-se do quê? Seretomássemos o parágrafo, desde oinício, teríamos: A ovelha comparece.Fala. Defende-se; torna-se desnecessário,portanto, a repetição do sujeito (a ovelha),Aula 2
  • 15. 20 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1pois todas as ações se referem à mesmapessoa. Além disso, pode-se chamar aatenção, também, para a pontuaçãoutilizada nesse trecho. Sendo o sujeito omesmo, poderíamos ter a seguinteredação: A ovelha comparece, fala,defende-se; no entanto, o autor preferiuo uso do ponto final, o que dá mais ênfaseàs ações da ovelha.■ Releia o sétimo parágrafo. Qual é arelação dessa frase com o que vem antes,nos parágrafos anteriores? Observar quea conjunção mas introduz uma idéiacontrária à do parágrafo anterior, já que aovelha tinha se defendido muito bem, ológico era que o júri a tivesse ouvido,entretanto não foi o que aconteceu.■ De quem é a fala que aparece no oitavoparágrafo? A quem se refere a palavracondenamos? E a palavra você? Voltarao parágrafo anterior, chamar a atençãopara a palavra júri e para expressão queaparece entre vírgulas, depois da palavrajúri: júri tem mais de uma pessoa, o quejá justifica o plural. Além disso, observartambém que é um dos componentes dojúri quem fala, em seu nome e em nomedos outros jurados: eu e eles = nós(condenamos).Nono parágrafo■ Observe o sinal que aparece depois dapalavra tremeu. Você sabe por que elefoi usado? Você acha que a frase queaparece depois desse sinal ( : ) explicapor que a ré tremeu? Observar que osdois pontos foram usados porque depoisdeles vem uma explicação.■ Você sabe o que quer dizer não haviaescapatória? Por que não haviaescapatória para a ré? Significa que a ré(a ovelha) não tinha saída. Nenhumargumento usado por ela dissolveria aidéia do júri de condená-la à morte.■ Observe que, novamente, outra frase naordem inversa: osso não tinha (Não tinhaosso); a opção do autor pela construçãoda frase na ordem inversa enfatiza apalavra osso, motivo da desgraça daovelha.■ Observe os sinais que aparecem depoisda palavra escapatória. Você sabe por queeles foram usados?Décimo parágrafo■ Observe a palavra que inicia o parágrafo.Você se lembra de tê-la visto em outroparágrafo? Qual? Você acha que ela tem,nesse parágrafo, o mesmo sentido quetem no outro parágrafo? Aqui também apalavra assim retoma o que foi ditoAula 2
  • 16. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 121anteriormente. Desse modo aconteceu...a ovelha foi condenada à morte.■ As palavras em destaque se referem aquem? O pronome a (nos doismomentos) se refere à ovelha. Quemhavia sido condenada à morte? ... Assimaconteceu. O cachorro sangrou a ovelha,cortou a ovelha... Já o pronome si serefere ao cachorro.■ Quem eram os juízes? Os juízesaparecem em outros parágrafos do texto,que palavras foram usadas para se referira eles? Em que parágrafos elasaparecem? Vale a pena rever o texto, afim de que os alunos identifiquem quepalavras foram usadas para se referir aojúri: quinto parágrafo: doze urubus depapo vazio; sétimo parágrafo: júri,carnívoros gulosos (observar que adescrição que é feita do júri justifica o fatode eles não estarem interessados emjulgar a causa com justiça).Aula 2
  • 17. 22 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1Você já ouviu algumas dessas frases antes? Quando? Onde? Quem disse?Em que situação cada uma foi usada?Converse com seu colega e, juntos, tentem completar as frases abaixo.“ Cada _____________________________ no seu galho ”“ Desse mato não sai _____________________________ ”“ Saco vazio____________________________________ ”“ O castigo vem a________________________________ ”“ Amor com ______________________________ se paga ”“ Quem ____________________________ o rabo espicha ”Agora, leia para seus colegas as frases que você completou. Depois, ouça oque eles vão ler.ATENÇÃOAs frases que você leu são chamadas de ditadospopulares ou provérbios. Esses ditados popularessão usados nas mais diversas situações a queestamos expostos no dia-a-dia. Para cada situação umditado, e muitos já foram até modificados para seadequarem às novas situações que foram surgindo.Veja um exemplo: “Fazei o bem e não olhai a quem”...“Fazei o bem, mas olhai a quem”. São esses ditadostambém que aparecem no final das fábulas, comovocê pôde ver na aula 1.Atividade 1Inicie a aula conversando com os alunos sobreas frases que aparecem nos balões. Promovaa participação de todos: um pode ajudar ooutro. É importante que eles se lembrem dasfrases, mas que, principalmente, saibam emque situação elas foram usadas, se eramdequadas para as situações.No exercício em que devem completar asfrases, é importante que você esteja atentoàs respostas das duplas, pois os ditadossofrem alterações no tempo, de região pararegião etc.Durante a atividade, os alunos podem selembrar de ditados que não aparecem naatividade. Aproveite para discuti-los também.Mais alguns exemplos:■ Quem com ferro fere com ferro seráferido.■ Devagar se vai ao longe.■ Quem vê cara não vê coração.■ A união faz a força.■ Quem canta seus males espanta.■ Peixe morre pela boca.■ Casa de ferreiro, espeto de pau.■ Quem casa quer casa.Atividade 2Comece a atividade chamando a atenção dosalunos para os aspectos gráfico-visuais dotexto:■ título;■ a forma como o texto está escrito,aproveitando o espaço que vai da margemesquerda à direita;■ a frase que aparece no final do texto, emdestaque e no centro da página (éimportante esclarecer ao aluno que, nocaso do texto objeto de estudo, a fraseque deverá aparecer no final, isto é, amoral da fábula, não é aqui apresentada,pois a atividade destina essa tarefa aoaluno. Caberá a ele a escolha da moralmais adequada à fábula lida);■ a organização do texto em frases;■ a organização em parágrafos;■ as referências bibliográficas: nome doautor, nome do livro, nome da editora.Comece a leitura pelo título da história;escreva-o na lousa (quadro). Depois, pergunte■ que nomes de animais aparecem notítulo;■ se sabem o que significa a palavra logrou.A leitura e análise do título do texto criaexpectativas em relação ao que lerão. Há notítulo algumas pistas que podem serconfirmadas com a leitura da história.Aula 33Língua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos narrativos ficcionais:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosOrientações para o professorAulaContraesperteza,espertezae meia.Quem tudoquer tudoperde.Quem ripor últimori melhor.Mais valeum pássarona mão doque doisvoando.Atividade 1
  • 18. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 123Durante a leitura e análise do texto,■ converse com os alunos sobre oselementos constitutivos desse textonarrativo: lugar; tempo; personagens,suas características; o que acontece;como acontece; seqüência dos fatos;■ instigue-os a falar sobre o significado dealgumas palavras e expressões queaparecem no texto.■ 1º parágrafo, o que significa matreiro. Oque é ser matreiro? Por que o galo ématreiro?■ 3º parágrafo, confraternização. O que éconfraternização? Quem ia fazer partedela?■ 4º parágrafo, pôr-se a fresco. Por que araposa quis pôr-se a fresco?■ 5º parágrafo, raspou-se. Quem seraspou? Por quê?Das morais listadas no início da aula, a únicapossível é “Contra esperteza, esperteza emeia”.Atividade 3Converse com os alunos sobre a atividade.■ A moral já existe; portanto, a história queserá criada deve se adequar à moral.■ Para a seleção de animais, relembre quenas fábulas os animais são escolhidospara representar sentimentos e valoreshumanos. Relacione os nomes de algunsanimais, e converse com os alunos sobrequais animais são símbolo de:▲ força;▲ rapidez, agilidade;▲ fragilidade;▲ lentidão;▲ esperteza;■ Onde se passará a história, o lugar éadequado para o desencadeamento dosacontecimentos?■ Quando se passará a história, queexpressões podem ser usadas: era umavez, um certo dia, no domingo demanhã...■ Qual será o enredo da história, em quesituação os animais (personagens) esta-rão envolvidos, qual será o conflito vividopor eles, como o conflito será resolvido;■ E o narrador? Um personagem será onarrador? Ou o narrador não será umpersonagem?Conversar sobre esses itens ajudará os alunosa planejarem seu texto.Dentre as produções dos alunos, escolha umapara ser trabalhada na próxima aula. A seleçãodeve levar em consideração as dificuldadesda maior parte da classe com relação acompor esse tipo de texto, a fábula.Depois, prepare uma cópia para cada aluno.Atividade 2Leia o texto abaixo.O galo que logrou a raposaUm velho galo matreiro, percebendo a aproximação daraposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada,murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!...eem voz alta:— Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto,onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agoraaos beijos como namorados. Desça desse poleiro e venha recebero meu abraço de paz e amor.— Muito bem! — exclamou o galo. Não imagina comotal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo deguerras, crueldade e traições! Vou já descer para abraçar a amigaraposa, mas... como lá vêm vindo três cachorros, acho bomesperá-los, para que também eles tomem parte naconfraternização.Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saberde histórias, e tratou de pôr-se a fresco, dizendo:— Infelizmente, amigo có-ri-có-có, tenho pressa e nãoposso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa,sim? Até logo.E raspou-se._________________________________________LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo: Brasiliense, 1982.Agora, indique, entre os ditados populares discutidos na atividade 1,aquele que deve ser a moral da fábula.Conte para a classe por que você escolheu essa moral.Atividade 3Você e seu colega vão criar uma fábula que tenha a seguinte moral: “Quemri por último, ri melhor”.Antes de começar a escrever, você e seu colega devem decidir:Que animais serão personagens;Quais são as características desses animais;Onde se passará a história;Quando se passará a história;Qual será o enredo da história;Quem será o narrador: aquele que conta a história sem participar dela,ou aquele narrador que conta a história e é também seu personagem.Aula 3
  • 19. 24 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1Atividades 1 e 2■ Inicie a aula relembrando a atividade queos alunos desenvolveram na aula anterior:produção de texto narrativo a partir de umditado.■ Releia, junto com os alunos, a propostade produção da aula anterior.■ Em seguida, explique que, na aula dehoje, eles vão ler, analisar e propor areescrita do texto do aluno.■ É importante que eles▲ leiam e releiam o texto;▲ reflitam sobre o que foi escrito;▲ mudem o que não julgaremadequado;▲ acrescentem quando acharem quenão está claro o suficiente;▲ eliminem as repetições, desne-cessárias, de palavras ou expressões;▲ pontuem, quando necessário.■ Divida a classe em grupos, e proponha areescrita.IMPORTANTE: o texto utilizado nessa aula não é,evidentemente, de um aluno de sua classe.Sugerimos que você faça a análise dele, masque, também, selecione um texto de aluno daclasse e proceda à análise e reescrita do texto.As questões propostas na atividade e ostrechos que foram apresentados commodificações servem para orientar os alunosna análise e reescrita do texto. Se sentiremdificuldade, auxilie-os, faça o início daatividade coletivamente.Durante a análise e reescrita do texto, éimportante que os alunos possam usar osconhecimentos que têm sobre■ o esquema do texto narrativo:personagens, espaço, tempo, narrador,enredo.■ o reconhecimento das característicasde uma fábula: animais personificados;base num fato exemplar; presença deuma “moral” da história etc.■ a escrita▲ organização gráfica (título, corpo dotexto...);▲ articulação entre as partes (coesão);▲ unidade de sentido (coerência);▲ convenções da escrita:▲ paragrafação;▲ pontuação;▲ uso de maiúsculas e minúsculas;▲ ortografia.Aula 4Língua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos narrativos ficcionais: identificaçãodos elementos constitutivos e dos elementosenvolvidos na produção desses textosOrientações para o professor4AulaAtividade 1Leia, junto com seus colegas de grupo, o texto abaixoA) Releia o 1º e 2º parágrafos do texto. Eles não formam uma única frase? O1ºparágrafonãoestáincompleto?O2ºparágrafocompletaaidéiaexpostano 1º? Então o que é preciso fazer?B) Na continuação da história, você encontra a frase “E continuou aperseguição”. Esse trecho não lhe parece estranho, sem sentido? Porquê?C) E no 9º parágrafo...“E o cachorro pulou e pulou e não conseguiu alcançá-lo”. Emprega-se três vezes a palavra e. Você escreveria de outra formaessa frase, retirando a palavra repetida? Como ficaria, então, a frase?
  • 20. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 125Leia a seguir a análise do texto. Você podeaproveitar alguns itens na discussão com osalunos.■ Apresentação dos personagens: Ocachorro Rex e o gato Tom. O gato élevado,debochado,sejulgamuitoesperto.Isso pode ser confirmado por meio daseleção de alguns trechos do texto.2º parágrafo, quando o narrador apresenta opersonagem: “... um gato muito levado...roubou o seu osso...”. O narrador não sócaracteriza o gato como “levado” comotambém intensifica essa característica como uso do advérbio “muito”. A ação de roubartambém mostra que o gato é levado.3º parágrafo: pela fala do personagem, épossível confirmar suas características delevado, debochado, pois chama o cachorro debobão, e o desafia.■ Lugar: A história se passa em mais deum lugar. Primeiro, no quintal. Da formacomo foi construído o período, podemosentender que o cachorro estava noquintal, que deve ser o quintal de umacasa, na qual ele mora, pois o narradorrelata que “... Rex estava em seu quintal,o uso do pronome indica a idéia de posse.Depois, temos o parque. A palavra parquenos dá a idéia de um lugar arborizado, pelomenos. Essa idéia se confirma nacontinuação da história, quando temos:“— Se eu conseguir subir nessa árvore..”.sabemos também que nesse parque háuma poça de lama.■ A história apresenta uma seqüêncialógica: o gato, que se julgava muitoesperto, desafiou e riu do cachorro, masno final quem riu por último foi o cachorro,que recuperou o osso e ainda viu o gatoatolado na lama.■ Quanto à pontuação, os sinais foramutilizados corretamente. Apenas emalguns trechos foram esquecidos.Exemplo:▲ Vírgula, para separar vocativo, notrecho: “— Seu bobão eu não disseque você não conseguiria me pegarhá, há, há.” Mas isso não constituium problema, pois foi usadacorretamente no 3º parágrafo.▲ Pontofinalnoúltimoparágrafodotexto.■ Há outros problemas de pontuação, masque não devem ser discutidos com osalunos nesse momento, pois têm um graude complexidade acima daquelas quedevem ser tratadas na 3ª ou 4ª série. Atítulo de exemplo, descrevemo-la abaixo.■ O autor do texto inicia o 2º parágrafo comuma oração subordinada, seguida deaposto.Sefôssemospontuarcorretamenteficaria: “Quando um gato muito esperto,chamado Tom, roubou o seu osso.”.D) No 11º parágrafo (— Seu bobão eu não disse que você não conseguiriame pegar há, há, há.) o que indica a repetição da palavra “há”? Observeo emprego dessa mesma palavra em outra frase: Há muitos livros sobrea mesa. A palavra “há” nesse caso tem o mesmo sentido de “há” notexto que você está analisando?E) O que mais você mudaria nesse texto? Justifique essas mudanças.Atividade 2Participe da reescrita do texto junto com a classe.A professora vai passar na lousa o texto do aluno para que você possareescrevê-lo.Preste atenção às observações, sugestões de seu colega de classe.Faça também suas observações e sugestões, de acordo com asanotações que você e seus colegas de grupo fizeram.Preste atenção às modificações; observe se elas estão deixando o textomaisclaro.Sevocênãoestiversatisfeitocomoresultado,proponhanovasalterações.Aula 4
  • 21. 26 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1Vamos conversar sobre o início de uma história que você e um colegadeverão depois, continuar.Converse com seus colegas.Você já ouviu a expressão“Foi pro Beleléu”? Onde? Quando? Quem dissee por quê?O que você acha que significa “foi pro Beleléu”?Leia agora um trecho de uma história.É muito aborrecido quando alguma coisa some e vaipara o Beleléu, principalmente se essa coisa é de estimação. Masquando é criança que desaparece e vai para lá, é muito mais doque aborrecido, é uma coisa horrível.Imaginem a aflição na casa do Zé Léo quando, de manhã,viram a cama dele vazia e não viram nem sombra do menino emlugar nenhum.— Foi raptado! Exclamou a mãe, branca de susto.E a irmã do menino, a Valdomira, disse:— Ele foi pro Beleléu e quem vai pra lá ...PENTEADO, Maria Heloisa. No reino perdido do Beleléu. São Paulo: Ática.Converse com seus colegas.Por que é aborrecido quando alguma coisa vai pro Beleléu?Quando uma criança vai pro Beleléu também é aborrecido?No segundo parágrafo, as palavras dele e menino se referem a quem?Como estava a cama de Zé Léo?Quando a mãe do menino percebeu que a cama dele estava vazia?Como ficou a mãe do menino ao descobrir que a cama estava vazia e queele não estava em lugar nenhum? O que ela disse?Qual é o nome da irmã de Zé Léo?O que ela acha que aconteceu com o irmão?E você e seu colega, o que acham que aconteceu com ele? Continuem ahistória.Lembre-seAntes de começarem a escrever, façam um planejamento do texto. Não seesqueçam de que vocês já têm o início da história, na qual encontramosalguns personagens (o menino, sua mãe e sua irmã),o(s) espaço(s) que são o Beleléu e a casa do menino;um narrador;uma situação: o sumiço do menino.Inicie a aula, explicando aos alunos o que irãofazer nesta aula.No item Converse com seus colegas, éimportante que você instigue os alunos a falar,pois a compreensão do início da históriafavorecerá a produção da sua continuação.Para que os alunos consigam continuar,satisfatoriamente, a história, é preciso queeles reconheçam que■ o trecho está distribuído em parágrafos;■ há parágrafos que são fala dospersonagens e outros que são donarrador;■ esses parágrafos estabelecem a situaçãoinicial da história: introdução daspersonagens, espaço, tempo...Para que os alunos possam dar continuidadeà história, incentive-os a planejar, antes, otexto que irão escrever.Se você sentir que eles têm dificuldade emplanejar, por ser uma prática pouco freqüente,inicie a tarefa com eles.Escreva as duas ou três questões iniciais nalousa e faça junto com eles o que se pede.Por exemplo:Se todos concordam que o menino foi proBeleléu:■ Como ele foi para lá? De carro, debicicleta; ele foi sozinho, por livre eespontânea vontade; foi levado à força;■ Quem o levou? Quem o levou tinha umcarro, por exemplo, ou era um serfantástico como um duende, uma fada,uma bruxa que num passe de mágicatransportou o menino de sua casa para oBeleléu.Enquanto os alunos estiverem planejando otexto, caminhe pela classe a fim de verificarcomo cada dupla, na fase de planejamento,tenta decidir como continuar a história. Dêapoio, pistas, novas informações, quandosentir que eles têm dificuldade, ou estão sedesviando da proposta. Por exemplo:Se uma dupla decidir que a irmã do menino équem vai trazê-lo de volta, pergunte se elesjá pensaram como ela vai fazer isso, se ela jásabe onde fica o lugar, se sabe como vaichegar lá, como vai sair de lá, se esse lugarfica longe da casa dela, se é possível chegarlá de maneira conhecida: de carro, de ônibus,de bicicleta etc. Se não é possível chegardessa forma, de que forma, então, ela poderáAula 55Língua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos narrativos ficcionais: identificaçãodos elementos constitutivos e dos elementosenvolvidos na produção desses textosOrientações para o professorAula
  • 22. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 127Para dar continuidade à história, vocês precisam decidir o que vão contar:Se o menino foi pro Beleléu,Como isso aconteceu?Quem o levou, como ele chegou lá?Como é o Beleléu, onde fica esse lugar?Quem poderia trazer o menino de volta? Sua mãe, sua irmã, ou algumoutro personagem que você deseja introduzir na história?Como o personagem vai chegar lá? O que ela precisa fazer para alcançarseu objetivo: trazer o menino de volta?O lugar apresenta alguma dificuldade para que se resolva o problema?Como esse problema será resolvido?O menino volta para casa ou não? Se volta, como isso acontece, quem oajuda? Se não volta, por quê?Agora que você e seu colega já decidiram como pretendem dar con-tinuidade ao texto, comecem a escrever.Façamprimeiroumrascunho,deixemasidéiasapareceremnaturalmente.Depois de pronto, leiam o texto. Vejam se a parte que vocês escreveramé coerente com o início da história.Leiam mais uma vez observando se as frases que você escreveram estãoclaras, se apresentam uma seqüência, se não deixaram de dar nenhumainformação que seja importante para a compreensão da história.chegar lá; ela tem poderes mágicos quepossam transportá-la para lá, ou ela conhecealguém que tem esses poderes, ou, ainda,se vai surgir algum outro personagem quetem esses poderes e vai ajudar a menina etc.É importante que você chame a atenção dosalunos para o fato de que nesse primeiromomento, a fase de planejamento, elesdevem se preocupar apenas com olevantamento das idéias; a escrita do texto,organizado em frases, parágrafos, com aseqüência dos fatos na ordem em queaconteceram só aparecerá na etapa seguinte.Quando os alunos começarem a escrever otexto, lembre-lhes que devem usar asanotações que fizeram na fase deplanejamento. Você vai precisar auxiliá-los atodo momento. Imaginemos que uma duplafaça o seguinte planejamento:Obs: obviamente, o modo como os alunosanotarão suas idéias podem diferir muito dasanotações aqui exemplificadas. O importanteé que os dados referentes a cada questãoestejam presentes no planejamento da dupla.É por essa razão que insistimos noacompanhemento e intervenção adequadosdo professor nessa etapa do trabalho.■ O menino foi levado para o Beleléu pelabruxa. Ela usou uma poção mágica paratransportá-lo, enquanto ele dormia.■ Só a bruxa sabe como se chega noBeleléu. O lugar é escuro, cheio de bichosesquisitos, há várias crianças lá, além deoutras bruxas, tão feias e esquisitasquanto a bruxa que levou o menino.■ Só uma criança conseguiria entrar noBeleléu, por isso, Valdomira é quemsalvará o irmão e as outras crianças.■ Valdomira vai usar a fórmula da poçãomágica da bruxa para chegar ao Beleléu.■ Além das bruxas, há no Beleléu muitosbichos treinados para vigiar as crianças enão deixá-las fugir, apesar de ninguémnunca ter conseguido fugir de lá.■ Valdomira descobre que uma das bruxas,Mafalda, não concorda com o que asoutras bruxas fazem: roubar as criançase obrigá-las a fazer tarefas domésticascomo: lavar, passar, cozinhar etc.■ Mafalda decide ajudar Valdomira a levarZéo Léo e as outras crianças para casa.O planejamento está aí, como usá-lo na escritado texto?■ Peça à dupla para reler o início da história;■ Em seguida, solicite que escrevam aprimeira frase. Pergunte comocomeçariam, que informação devemcolocar primeiro; se vão iniciar um novoparágrafo, ou se darão continuidade à falada menina; será que a fala da menina estácompleta;Aula 5
  • 23. 28 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1Há várias opções para a escrita da primeirafrase, usando as informações doplanejamento que fizeram:— Ele foi pro Beleléu e quemvai pra lá buscá-lo sou eu.Os parágrafos seguintes precisam darcontinuidade a essa idéia.Pergunte à dupla se eles colocaram noplanejamento alguma informação que lhespermite continuar a história. Há várias. Maspodem fazer a opção pela continuação aseguir:No mesmo instante, começoua procurar pelo quarto alguma pistaque a ajudasse. Ela sabia que asbruxas que habitavam o Beleléuusavam uma poção mágica, umlíquido escuro, de cheiro forte quefazia com que elas aparecessem edesaparecessem de qualquer lugar.Isso estava escrito num livro queela leu.— Se elas tiverem deixado umpouquinho dessa poção cair emalgum lugar do quarto, eu voupoder descobrir a fórmula e buscarmeu irmão no Beleléu.Observe que a informação poção mágica foiusada na continuidade do texto, mas quetambém foi ampliada; há a descrição dessapoção, como a menina sabe que as bruxasusam essa poção, e o que ela pretende fazerpara ir buscar o irmão. Da forma como osparágrafos foram escritos, a organização dasfrases, a seqüência das informações tornamo trecho coerente, pois temos respostas paratodas as perguntas.Se, por acaso, a dupla tivesse continuado ahistória assim:Ela sabia que as bruxas usavamuma poção mágica. Ela queria apoção mágica para ir buscar oirmão.Você precisaria intervir para questionar:■ Que bruxas? Pode ser qualquer tipo debruxa? A bruxa da história da Branca deNeve também usava essa poção mágica?■ Como a menina sabia que as bruxasusavam essa poção? Onde ela conseguiuessa informação?■ Como ela conseguiria a poção mágica?Ela poderia comprá-la em qualquer lugar?Ou ela precisaria descobrir a fórmula dapoção? Como seria possível descobrir afórmula da poção?Esse tipo de questionamento fará com que adupla repense o que escreveu; reescreva deoutra forma a fim de que possam responderàs perguntas feitas. É produzindo, lendo oque escreveram, refletindo sobre o queAula 5
  • 24. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 129escreveram e reescrevendo que eles vãopoder desenvolver as habilidades necessáriasà produção de um texto.Além desses questionamentos, você pode,também, chamar a atenção dos alunos paraa repetição de algumas palavras. Pergunte deque forma poderiam reescrever o trecho paraque as palavras ela e poção mágica nãofossem repetidas.Ela sabia que as bruxas usavamuma poção mágica. Ela queria apoção mágica para ir buscar oirmão.Valdomira sabia que as bruxasusavam uma poção mágica, porisso (ela) queria consegui-la parair buscar o irmão.No trecho acima, poderia ou não ser usado opronome ela; sua ausência não tornaria otrecho incoerente.Você precisa estar consciente de que nenhumtexto produzido pelas duplas será igual. Cadaum tem seu jeito de escrever, de organizaras idéias. É preciso, no entanto, que estejaatento a todas as produções e hipóteses queos alunos têm sobre o que é produzir um textonarrativo para intervir no momento certo,propondo perguntas que façam com que elesconfirmem ou neguem as hipóteses que têm,a fim de elaborar novas hipóteses que estarãosempre sendo problematizadas por você.Nesse processo, é importante que vocêesteja a todo momento estimulando os alunosa escreverem. Não existe erro, mas, sim,alunos participando de um processo, no qualse pretende que eles desenvolvamhabilidades necessárias para produção de umtexto; no caso, narrativo.Não se esqueça de que para produzir umtexto, o aluno precisa ativar simultaneamentecompetências diversas que dizem respeitotanto à busca de idéias (o que escrever) epalavras (com quais palavras escrever), comotambém ao modo como colocá-las numasuperfície (tipo de letra, espaçamento, divisãoem parágrafos etc.), isto é, à sua organizaçãográfica; dizem respeito ainda à opção por umadada estrutura, um tipo de texto. Por isso épreciso ficar atento para que, aos poucos, oaluno vá controlando, assimilando, aplicandoessas competências quando for solicitado aproduzir um texto.Aula 5
  • 25. 30 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1Atividade 1Leia, junto com seus colegas de grupo, o texto abaixo.Atividade 2Releia o trecho em que o autor do texto inicia a continuidade da história.— Ele foi pro Beleléu e quem vai pra lá buscar ele noBeleléu sou eu, disse a irmã do menino.Atividade 1 e 2■ Inicie a aula relembrando a atividade que osalunos desenvolveram na aula anterior:produção de texto narrativo a partir de uminício/introdução oferecido como estímulo/tema.■ Releia junto com os alunos a proposta deprodução da aula anterior.■ Em seguida, explique que, na aula de hoje,elesvãoleraproduçãodeumaluno;analisaro texto e propor a reescrita do texto.■ É importante que eles▲ leiam e releiam o texto;▲ reflitam sobre o que foi escrito;▲ mudemo que não julgarem adequado;▲ acrescentemquandoacharemquenãoestá claro o suficiente;▲ eliminem as repetições, desne-cessárias, de palavras ou expressões;▲ pontuem, quando necessário.■ Divida a classe em grupos, e proponha areescrita.IMPORTANTE: o texto utilizado nessa aula não é,evidentemente, de um aluno de sua classe.Sugerimos que você faça a análise dele, masque, também, selecione um texto de aluno daclasse e proceda à análise e reescrita do texto.Asquestõespropostasnaatividadeeostrechosque foram apresentados com modificaçõesservem para orientar os alunos na análise ereescrita do texto. Se sentirem dificuldade,auxilie-os,façaoiníciodaatividadecoletivamente.Durante a análise e reescrita do texto, éimportante os alunos possam usar osconhecimentos que têm sobre■ o esquema do texto narrativo:personagens, espaço, tempo, narrador,enredo.■ a escrita▲ organização gráfica (título, corpo dotexto...);▲ articulação entre as partes (coesão);▲ unidade de sentido (coerência);▲ convenções da escrita:▲ paragrafação;▲ pontuação;▲ maiúscula e minúscula;▲ ortografia.Para o encaminhar trabalho de reescrita comos alunos, oriente-se pela análise abaixo.ATENDE À MODALIDADE DETEXTO PROPOSTALíngua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos narrativos ficcionais: identificaçãodos elementos constitutivos e dos elementosenvolvidos na produção desses textosOrientações para o professor6AulaAula 6
  • 26. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 131Aula 6O trecho que aparece em destaque foi escrito pelo aluno. De quem éessa fala? Como você sabe disso?A frase termina com disse a irmã do menino. Você acha que poderíamosretirar esse trecho? Por quê?Você acha que a repetição da palavra Beleléu é necessária? Como vocêpoderia reescrever para eliminar a repetição?De que outra forma você escreveria o trecho buscar ele?Leia o trecho abaixo.— Ele foi pro Beleléu e quem vai pra lá buscar ele noBeleléu sou eu, disse a irmã do menino. E ela perguntou para amãe dela? “— mãe aonde é o beleléu, e a mãe respondeu: Beleléuminha filha é um lugar aonde as crianças vão para la e não voltanunca mais, disse a mãe.De quem é a fala “E ela perguntou para a mãe dela?” Esse trecho écontinuação da fala da menina, ou é do narrador?O trecho deve continuar nesse parágrafo, ou ser o parágrafo seguinte?Por quê?O sinal de pontuação utilizado ( ? ) é adequado, ou você acha que deveriase usar outro? Qual? Por quê?De quem é a fala “— mãe aonde é o beleléu,...”? essa fala deve continuarnesse parágrafo, ou abrir o parágrafo seguinte? Por quê?Agora, leia o mesmo trecho com algumas modificações.— Ele foi pro Beleléu e quem vai pra lá buscar elesou eu.E ela perguntou para a mãe:— mãe onde é o beleléu?E a mãe, chorando, respondeu:— Beleléu, minha filha, é um lugar aonde as criançasvão para la e não volta nunca mais.Compare as duas escritas.Que modificações foram feitas? Você concorda com elas? Por quê?Há outras modificações que você acha necessárias? Quais? Como vocêas faria?Vamos continuar a leitura? Volte ao texto e comece a ler a partir do trechoem que paramos a análise.A quem a palavra todos se refere?Por que você acha que o aluno repetiu a palavra pensando?Há modificações a serem feitas nesse trecho? Quais? Por quê?O aluno deu seqüência ao texto; mantendoos personagens, o ambiente, o tipo denarrador; marcou em seu texto a sucessãode acontecimentos no tempo; retoma asituação inicial etc.MANTÉM A COERÊNCIA TEXTUALNA ATRIBUIÇÃO DE TÍTULO, NA CONTINUIDADETEMÁTICA E DE SENTIDO GERAL DO TEXTO;É bom lembrar que a coerência se relaciona àcontinuidade de sentido do texto, isto é, ao lerum texto, o leitor pode atribuir-lhe sentido,entendendo as informações veiculadas.Vejamosseotextodoalunoécoerenteounão.O aluno dá continuidade à frase determinandoquem vai buscar o irmão.“...buscar ele no Beleléu soueu, disse a irmã do menino.”Quanto■ à fala do personagem, lembrar ao alunoquem foi anunciado pelo narrador noparágrafo anterior: “E a irmã do menino,a Valdomira, disse:..”■ à repetição do trecho “disse a irmã domenino”, repetir o que foi feito no itemacima.■ à repetição das palavras, pedir para quetentem reescrever: — Ele foi pro Beleléue quem vai pra lá buscá-lo sou eu.A pergunta da menina é coerente com o texto,pois, embora o Beleléu tenha sido citado noinício do texto, não há a informação de sualocalização.— Ele foi pro Beleléu e quemvai pra lá buscar ele no Beleléu soueu, disse a irmã do menino. E elaperguntou para a mãe dela? “—mãe aonde é o beleléu, e a mãerespondeu: Beleléu minha filha éum lugar aonde as crianças vãopara la e não volta nunca mais,disse a mãe.No trecho acima, faça intervenções que levemos alunos a refletir sobre■ narrador e fala do personagem: sinal queintroduz a fala dos personagens; aberturade novo parágrafo na introdução da falado personagem; uso dos dois pontosapós o verbo que introduz a fala dopersonagem. Chame a atenção para overbo que o narrador usa para anunciar afala da mãe: “e a mãe respondeu:”, notarque o aluno, ao final, usa outro verbo quemarca a fala da mãe: “... disse a mãe.”■ o uso de letra maiúscula. Onde se deveriausá-la. Por quê?Nas alterações feitas no trecho, chamar aatenção para a paragrafação; solicite que osalunos indiquem onde é fala do narrador, ondeé fala dos personagens. Observe que, naalteração, o trecho final não foi totalmenteeliminado — “disse a mãe chorando.”, poisa informação: chorando, que descreve o
  • 27. 32 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1Volte ao texto, na página 1, e releia o penúltimo parágrafo. Depois, leia abaixoesse mesmo parágrafo com algumas modificações.E começou a sonhar. “Sonhou que era envestigadora eque iria la no beleléu buscar seu irmão. Chegando lá, viu muitascrianças presas. E ele estava no bem bom comendo tudo quequeria. Amanheceu. Ela acordou e viu que o irmão estavadormindo na cama dele, susegado. No mesmo instante,comessou a bater nele, e perguntou por que ele tinha ido para obeleléu.”Compare as duas escritas.Que modificações foram feitas? Você concorda com elas? Por quê?Há outras modificações que você acha necessárias? Quais? Como vocêas faria?Releia o último parágrafo do texto. Que modificações você acha que devemser feitas? Como você as faria?Agora que você e seu colega analisaram todo o texto, é hora de reescrevê-lo inteiro. Para isso, use todas as anotações que você e seus colegas fizeram.Reescreva o texto em seu caderno.estado da mãe, não aparecia e, por isso, foiacrescentada: “... e a mãe, chorando,respondeu:”No parágrafo: “E escureceu e todos foramdormir, menos a irmã do menino! E ela ficoupensando, pensando que até dormiu.” Peçaaos alunos para justificarem a repetição dapalavra pensando; aqui a repetição tem aintenção de enfatizar o quanto a meninaestava pensando, e, portanto, não deve sereliminada. A reescrita do trecho poderiaconsiderar, em lugar de menos a irmã domenino, colocar menos Valdomira.E começou a sonhar. “Sonhouque era envestigadora e que iria lano beleléu buscar seu irmão.Chegando lá, viu muitas criançaspresas. Mas para sua surpresa, seuirmão não estava preso, e, sim, nobem bom comendo tudo o quequeria. Amanheceu. Ela acordou eviu que o irmão estava dormindona cama dele, susegado. Nomesmo instante, comessou a baternele, e perguntou por que ele tinhaido para o beleléu.”Nesse, como em outros parágrafos, vocêpode explorar o uso do e. Na maioria dasvezes, o e foi usado apenas para darencadeamento às ações, pelo fato de o autornão conhecer outros elementos de coesãoque garantam a articulação entre as frases.No trecho acima, após a reescrita, oselementos de coesão foram usados egarantiram a articulação, o sentido, deramcoerência ao texto.No texto original, observar:■ No sonho, que o aluno marca utilizandoas aspas, a personagem realiza aquilo quehavia apontado no 5º parágrafo. Há, noentanto, um trecho incoerente nesseparágrafo: se as crianças estão presas (atonão voluntário), como Zé Léo poderiaestar no “bem bom”? O que o diferenciadas outras crianças?■ No sonho, a personagem acorda eencontra o irmão, sossegado, em casa(veja que ela retoma a expressão na camadele, que aparece no 2º parágrafo... foi aíque tudo começou).■ Na proposta de reescrita, pedir que osalunos façam alterações relativas àortografia das palavras. Pergunte seencontraram alguma palavra quecostumam escrever de modo diferente,por exemplo, comessou.Quanto ao último parágrafo, observar que oinício do parágrafo é coerente... Aí elaacordou de verdade..., retomando oparágrafo em que a menina adormeceu,depois de tanto pensar. Há, no entanto, umtrecho incoerente nesse parágrafo: o meninoestava na casa do tio... Como ela sabia queele estava lá? Alguém contou para ela? ....eforam brincar... Quem foi brincar? Ela e oirmão? Mas se ela estava em sua casa e oirmão estava na casa do tio, como poderiamir brincar? As casas ficam próximas?Aula 6
  • 28. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 133Atividade 1Você já ouviu, leu muitas histórias. As histórias que lemos nos livros falamde muitas coisas: divertidas, emocionantes, assustadoras, tristes, alegres.Hoje você vai ler o livro Maria vai-com-as-outras, de Sylvia Orthof.O que você acha que há em um livro com esse nome?Você acha que Maria é uma personagem da história? Por quê?Você sabe o que significa a expressão vai-com-as-outras? Onde você jáouviu essa expressão? Em que situação?Sevocêtivessequefazeracapadesselivro,queinformaçõesimportantespara constarem nela você já teria?Em que lugar da capa você colocaria essas informações? Por quê?Você usaria letras de tipos e tamanhos diferentes para escrever essasinformações na capa do livro? Por quê?Que informações você ainda não tem, mas que são necessárias?Atividade 2Leia, agora, a história de Maria-vai-com-as-outras.Era uma vez uma ovelha chamada Maria.Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também. Asovelhas iam pra baixo. Maria ia pra baixo. As ovelhas iam pracima. Maria ia pra cima.Maria ia sempre com as outras.Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada dejiló. Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiamjiló, Maria comia também. Que horror!Foi quando, de repente, Maria pensou: “Se eu não gostode jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o queas outras faziam.Até que as ovelhas resolveram pular do alto doCorcovado pra dentro da lagoa.Todas as ovelhas pularam.Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra,quebrava o pé e chorava: mé!Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra,quebrava o pé e chorava: mé!E assim quarenta e duas ovelhas pularam, quebraramo pé, chorando: mé! mé! mé!Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada,entrou num restaurante e comeu uma feijoada.Agora, mé, Maria vai para onde caminha o seu pé!ORTHOF, Sylvia. Maria-vai-com-as-outras. São Paulo: Ática.Atividade 1Volte a conversar com os alunos sobre oslivros que já leram, ou de que já ouviram falar.Se possível, selecione alguns livros e leve paraa aula; é possível que, vendo os livros, selembrem de já tê-los visto antes. Faça,mesmo que rapidamente, uma leitura dascapas dos livros, chamando a atenção para onome do autor, do título, da editora; ailustração. Nesse momento, você estaráreforçando o que foi desenvolvido na aula 1.O que se propõe, no início da aula, écontextualizar o que será lido, a fim de queos alunos possam antecipar idéias e obterinformações que irão auxiliar suacompreensão.Chame a atenção dos alunos para o nome dolivro: será que eles imaginam que Maria éuma pessoa? Por quê? Provavelmente elesjá escutaram a expressão vai-com-as-outrasantes, pergunte onde, quando, em quesituação etc.Nessa atividade eles já têm dois itens quedevem aparecer na capa de um livro: o nomedo autor e do livro. Ouça a justificativa delespara o lugar, os tipos e tamanhos das letrasque usariam na capa. A que eles dariam maisdestaque, ao título, ou ao autor? Por quê?Pergunte que informações faltam paracompor a capa do livro. Essas informaçõessão importantes? Por quê?Nesse momento, seu papel é organizar asidéias levantadas por eles, além de transmitirnovas informações e sistematizar osconhecimentos que eles forem demons-trando e adquirindo.Atividade 2Comece a atividade chamando a atenção dosalunos para os aspectos gráfico-visuais dotexto:■ título;■ a forma como o texto está escrito,aproveitando o espaço que vai da margemesquerda à direita;■ a organização do texto em frases;■ a organização em parágrafos, em relaçãoao restante do texto, mais afastados damargem;■ as referências bibliográficas: nome doautor, do livro, da editora.Depois, solicite que leiam o texto, individuale silenciosamente.Aula 7Língua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos narrativos ficcionais: identificaçãodos elementos constitutivos e dos elementosenvolvidos na produção desses textosOrientações para o professorAula7
  • 29. 34 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1Atividade 3Peça que contem a história que leram. Fiqueatento à reprodução oral que os alunos farão,grave as informações que conseguiramapreender, qual foi a primeira leitura quefizeram. Durante a análise do texto, aproveitepara explorar aquilo que na reprodução oraleles não tenham conseguido apreender.Atividade 4É importante que a atividade seja realizadaoral e coletivamente. Não se esqueça de queesse é um processo no qual se pretende queos alunos adquiram competência leitora paraobservar, compreender, interpretar textos.Os alunos são poderão adquirir essacompetência, quando conseguirem localizarinformações e “pistas” do autor; construirsignificados colaborativamente; interpretar;reconhecer a unidade temática e a tipologiado texto.No início, é possível que eles sedesconcentrem com facilidade, nãoacompanhem passo a passo o que está sendoproposto para a leitura do texto. Isso éesperado, e cabe a você criar estratégias deencaminhamento que prendam os alunos àleitura do texto. Uma das coisas que, emgeral, causam fastio e desinteresse é o fatode se ficar preso à leitura das questõespropostas na atividade. Não se esqueça deque essas questões servem apenas paraorientar a leitura; você pode explorá-las semprecisar lê-las.Se possível, prepare uma cópia(mimeografada) do texto para cada aluno.Assim eles vão poder fazer anotações notexto, circular, grifar o que julgaremimportante etc. O processo de leitura devepartir do texto e não das questões.Esse processo precisa ser dinâmico eparticipativo; aluno passivo é aluno que nãoestá acompanhando o processo e, portanto,precisa ser requisitado, evidentemente semcausar constrangimento.■ No segundo parágrafo aparece váriasvezes a palavra ir, ora se referindo àsovelhas, iam; ora se referindo a Maria, ia.Você acha que o autor repetiudesnecessariamente a palavra ir. Por quê?A repetição, aqui, tem valor estilístico, ouseja, reforça a idéia dos movimentos dasovelhas e de Maria, indo de um lugar parao outro sem motivo e sem saber por quê.■ Na frase “Onde as outras ovelhas iam,Maria ia também.” Se o autor não tivesseusado a palavra também, o sentido seriao mesmo? O uso da palavra marca a idéiade que Maria repetia as ações praticadaspelas outras ovelhas.■ No parágrafo “Um dia, todas as ovelhasAtividade 3Conte para seus colegas o que aconteceu na história Maria-vai-com-as-outras.Atividade 4Juntocomseucolega,vocêvailereresponder,noseucaderno,àsperguntas:Releia a expressão que inicia a história. Você já leu essa expressão emoutras histórias? Quais?No segundo parágrafo aparece várias vezes a palavra ir, ora se referindoàsovelhas,iam;orasereferindoaMaria,ia.Vocêachaqueoautorrepetiudesnecessariamente a palavra ir. Por quê?Na frase “Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também.” Se o autor nãotivesse usado a palavra também, o sentido seria o mesmo?Releia outros parágrafos do texto.Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada dejiló. Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiamjiló, Maria comia também. Que horror!Foi quando, de repente, Maria pensou: “Se eu não gostode jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o queas outras faziam.Observeafrasequeapareceemdestaquenotrechoacima.Qualarelaçãodela com o que vem antes?Que pergunta Maria fez a si mesma? O que a fez parar e pensar?Qual a relação da frase em destaque no último parágrafo com o que vemantes? É a mesma relação que você observou no primeiro parágrafo?Que sinal de pontuação destaca o pensamento de Maria?Releia mais alguns parágrafos do texto.Até que as ovelhas resolveram pular do alto doCorcovado pra dentro da lagoa.Todas as ovelhas pularam.Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra,quebrava o pé e chorava: mé!Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra,quebrava o pé e chorava: mé!E assim quarenta e duas ovelhas pularam, quebraramo pé, chorando: mé! mé! mé!Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada,entrou num restaurante e comeu uma feijoada.Observe os trechos em destaque. Se mudássemos para Outra ovelhapulava, o sentido seria diferente? Por quê? E se em lugar de pulava oautor tivesse escrito pulou, o sentido seria o mesmo? Por quê?Aula 7
  • 30. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 135O que quer dizer no penúltimo parágrafo, a palavra assim? Sesubstituíssemos a palavra assim por ...Desse modo. Que modo é esse?O autor usou algumas vezes o sinal de pontuação ( : ). Você sabe por queele foi usado?Por que você acha que Maria não pulou do Corcovado como as outrasovelhas fizeram?Explique o último parágrafo do texto: “Agora, mé, Maria vai para ondecaminha o seu pé!”.Agora, você e seus colegas vão conferir oralmente as respostas que deram.Fale suas respostas e ouça as respostas de seus colegas. Peça permissãopara falar, quando não entender o que o colega disse, ou quando desejarfazer uma observação, ou uma sugestão para melhor o que o colega disse.Atividade 5Você já tem as informações de que precisa para fazer a capa do livro.Combine com seu colega como poderia ser essa capa, depois, faça-a, emuma folha de sulfite.Observação: não é necessário usar a folha inteira divida-a com outro colega.Quando vocês terminarem, a professora vai expor as capas que fizeram, evocês vão escolher aquela que acharem mais adequada para a história queleram.resolveram comer salada de jiló. Mariadetestava jiló. Mas, como todas asovelhas comiam jiló, Maria comiatambém. Que horror!” a frase emdestaque é contrária à idéia expressaanteriormente, pois se Maria detestavajiló, em tese, não havia motivo para comê-lo.■ Que pergunta Maria fez a si mesma? Oque a fez parar e pensar? O que fez Mariaparar e pensar foi o fato de ter comidojiló apenas porque as outras ovelhascomiam.■ Qual a relação da frase em destaque noúltimo parágrafo com o que vem antes?É a mesma relação que você observouno primeiro parágrafo? Aqui, também, aidéia expressa é contrária à idéia anterior.Observe que Maria, embora continue afazer o que as outras fazem, já começa arefletir sobre as ações que pratica.■ Observe os trechos em destaque. Semudássemos para Outra ovelha pulava,o sentido seria diferente? Por quê? E seem lugar de pulava o autor tivesse escritopulou, o sentido seria o mesmo? Por quê?A frase na ordem inversa enfatiza a açãoda ovelha. Observar que, com a opção porpulava, o autor marca uma ação contínua.■ O autor usou algumas vezes o sinal depontuação ( : ). Você sabe por que ele foiusado? Observar que após os dois pontoso autor reproduz o som do choro dasovelhas.■ Por que você acha que Maria não puloudo Corcovado como as outras ovelhasfizeram? Maria descobriu, finalmente, quenão precisa fazer o que as outras ovelhasfaziam.Atividade 5Após a leitura e análise do texto, os alunostêm elementos suficientes para produzirema capa do livro. É importante que você enfatizequais informações devem constar dessa capa.Chame a atenção para a ilustração; elatambém vai determinar se os alunoscompreenderam o texto.Exponha as capas produzidas por eles e deixeque a classe comente. Observe se elesindicam e avaliam o trabalho dos colegas.Aula 7
  • 31. 36 Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 1Inicie a aula conversando com os alunos sobre osesportes praticados com bolas que conhecem e deque mais gostam.O que se propõe, no início da aula, é contextualizaro que será realizado na produção do texto, a fim deque os alunos possam antecipar idéias e obterinformações que irão auxiliar na tarefa. Nessemomento, seu papel é organizar as idéiaslevantadas por eles, além de transmitir novasinformações e sistematizar os conhecimentos queeles forem demonstrando e adquirindo.Em seguida, explique-lhes o que farão na aula:produzir um texto cujo título é o dono da bola.Explore o título do texto.Oriente e auxilie-os no planejamento do texto.Explique por que é importante que eles planejemantesdeproduzirotexto,emqueesseplanejamentopoderá ajudá-los na produção do texto.Para que você possa de fato ajudar os alunos, éimportante que não se esqueça de que umaproposta de produção exige que os alunos ativemos conhecimentos que têm quanto■ ao esquema do texto narrativo▲ personagens;▲ espaço/tempo;▲ narrador;▲ situação inicial, complicação, resolução;▲ desfecho;■ à manutenção dos elementos da história■ à escrita▲ organização gráfica (título, corpo dotexto…);▲ articulação entre as partes (coesão);▲ unidade de sentido (coerência);▲ convenções da escrita:▲ paragrafação;▲ pontuação;▲ maiúscula e minúscula;▲ ortografia.Atividade 2Para que os alunos possam contar a história,incentive-os a planejar, antes, o texto que irãoescrever.Se você sentir que eles têm dificuldade emplanejar, por ser uma prática pouco freqüente,inicie a tarefa com eles.Escreva as duas ou três questões iniciais na lousae faça junto com eles o que se pede. Por exemplo:■ O título do texto deve ser o dono da bola. Quebola? Uma bola de futebol.■ Quem é o dono da bola? O Eudes (maisconhecido como Bolota porque é muito gordo).■ Por que ele é o dono da bola? Porque é o únicoAtividade 1Faça uma lista dos esportes praticados com bola que você conheçe.Você pratica algum desses esportes? Qual? Onde? Com quem?De quem é a bola utilizada nesse esporte que você pratica?Você já vivenciou alguma situação em que o dono da bola (você ou outro)resoveu não “emprestá-la” para o jogo? Por que isso aconteceu? Comovocê se sentiu nessa situação? E seus colegas, como se sentiram?A situação ficou resolvida? Como?Atividade 2Agora, você e seu colega vão escrever uma história cujo título éO dono da bolaAntes de começarem a escrever, façam um planejamento do seu texto, nãoesquecendo de que vocês já têm o título.Para escreverem a história, vocês precisam decidir o que vão contar:O título do texto deve ser “O dono da bola”.Que bola? De futebol, de vôlei, de basquete, de meia, ou outro tipo.Quem é o dono da bola? Um menino? Um homem? Por que ele é odono da bola? O que significa ser o dono da bola? Quem é essepersonagem? Qual o seu nome? Como ele é?Onde se passa a história? Em um estádio, num ginásio, na escola, na rua,no campinho do bairro, no quintal da casa de alguém?Quem serão os outros personagens? Qual o nome deles? Como eles são?Há meninos e meninas?Qual será o enredo da história? Em que situação os personagens estarãoenvolvidos? É um jogo? Uma brincadeira? Qual será o conflito vivido poreles? Como a situação será resolvida?8Língua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos narrativos ficcionais: identificaçãodos elementos constitutivos e dos elementosenvolvidos na produção desses textosOrientações para o professorAulaAula 8
  • 32. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 1 ■ Aula 137Agora que vocês já decidiram o que pretendem contar, comecem a escrever.Façamprimeiroumrascunho,deixemasidéiasapareceremnaturalmente.Depois de pronto, leiam o texto observando se as frases que vocêsescreveramestãoclaras,seapresentamumaseqüência,senãodeixaramde dar nenhuma informação que seja importante para a compreensão dahistória.Leiam o texto para outra dupla; preste atenção à leitura que ela fará paravocês. Depois, verifique se vocês e seus colegas da outra duplanão se esqueceram de alguma informação que seja importante para acompreensão do texto;não se esqueceram de algum personagem;escreveram a história na seqüência;desejam mudar a escrita de alguma palavra;querem acrescentar outras palavras;desejam reescrever algum trecho da história;usaram letra maiúscula no título, nos nomes de pessoas, no início defrases;usaram os sinais de pontuação ( ., !, ?, :, ... ).usaram travessão ( — ) para introduzir a fala dos personagens.Escrevam o texto em seus cadernos.que tem dinheiro para comprar bola.■ Quem é esse personagem? O Eudes (Bolota) émuito gordo, sempre faz o que quer porque é odonodabola;sempreinterrompeojogodaturmapara fazer um lanche.■ Onde se passa a história? No campinho perto dacasa do Agnaldo. Esse é o único lugar do bairroonde a turma pode jogar uma “pelada”, pois,apesar de ser um campinho de terra, ele temtrave dos dois lados.■ Quem serão os outros personagens? O Alcides,que é míope, chorão e ruim de bola; o Mundico,queéomenordaturma,magrinhoecorremuito;oFirmino,queéomaisvelho,vivebrigandocomoEudes(Bolota)porqueosdoisqueremmandar,decidir as coisas pela turma; o Altamiro, que égago, tem as pernas tortas e gosta de jogar nogol, apesar de não enxergar direito.Enquanto os alunos estiverem planejando o texto,caminhe pela classe a fim de verificar como cadadupla, na fase de planejamento, tenta decidir quehistória vão contar. Dê apoio, pistas, novasinformações,quandosentirqueelestêmdificuldade.O planejamento está aí, como usá-lo na escrita dotexto?Peça à dupla para escrever a primeira frase ouparágrafo. Pergunte como começariam, queinformação devem colocar primeiro.Há várias opções para a escrita da primeira frase,usando as informações do planejamento da páginaanterior:O dia amanheceu nublado,com cara de que iria chovernovamente. O primeiro a chegar foio Mundico. Ele não faltava anenhum jogo da turma. Aos poucostodos foram chegando e sepreparando para a pelada. Nãodemorou muito e o Alcides gritou:— Ei pessoal! Vamos começar,antes que chova.E lá, do outro lado do campo, oAltamiro, que já estava preparadopara proteger o gol, berrou:— Começar como? O Bolotaainda não chegou!...Observar que nesses parágrafos já temosquando, onde, apresentação dospersonagens e uma situação inicial que jáapresenta uma complicação: todos estãopreparados para a pelada, mas falta a bola.Como, então, podemos continuar a história? OBolota vai aparecer? Como o aparecimento doBolota tudo estará resolvido, ou não? Se ele nãoaparecer, como eles vão poder jogar? etc.LEMBRETE: selecione um texto para fazer areescrita coletiva.Aula 8
  • 33. Processos de Leitura e deProdução de TextosUnidade2○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○Leitura de histórias em quadrinhose poemas: identificação dos elemen-tos constitutivos e elementos envol-vidos na produção desses textos.
  • 34. 41Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 11Língua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosAulaAtividade 1Vocês gostam de história em quadrinhos? Por quê?Já leram alguma? Qual? Como era a história?Que personagens de história em quadrinhos vocês conhecem? Como sãoesses personagens?De qual personagem vocês gostam mais? Por quê?Escreva, em seu caderno, os nomes dos personagens que você conhece.Ao lado de cada nome, escreva as características desses personagens.Há um personagem muito conhecido das histórias em quadrinhos quetem um animal de estimação: um cachorro. Qual é o personagem e comose chama seu animal de estimação?Atividade 2Leia o texto.Almanaque da Mônica. São Paulo: Globo, março de 1996, nº 53, p.82Converse com seus colegasQuem aparece no 1º quadrinho?Onde você acha que o menino está?É dia ou noite? Como você sabe disso?O menino parece triste, cansado?O que você vê no 2º quadrinho?O menino saiu do lugar? Como você sabe disso?Ainda é dia no 2º quadrinho? O que, no quadrinho, mostra que o tempopassou?Que personagem aparece no 3º quadrinho? Ela parece apressado ou não?Como você sabe disso?O que a menina disse para o menino?Atividade 1Essa atividade deve ser trabalhada coletivae oralmente. Promova a participação detodos.O objetivo é contextualizar o que será lido,a fim de que os alunos possam anteciparidéias e obter informações que irão auxiliarsua compreensão. Certamente os alunos játêm conhecimento sobre o tema proposto.Esse tema permite, por exemplo, umadiscussão sobre o que é uma H.Q., por quechamamos de história em quadrinhos, dequais se lembram, que personagensconhecem, quais são suas características etc.Nesse momento, seu papel é organizar asidéias levantadas por eles, além de transmitirnovas informações e sistematizar oscomentários que eles forem demonstrandoe adquirindo.ImportanteSepare algumas revistas para levar para a aula,pois elas poderão ser necessárias,dependendo do conhecimento dos alunossobre o assunto.Você pôde perceber que selecionamosapenas histórias da Turma da Mônica.Evidentemente, os alunos poderão falar, selembrarem de outras revistas que não fazemparte dessa coleção como: Seninha,Pelezinho, Tio Patinhas, Luluzinha e Bolinha,Pato Donald, Recruta Zero, Zé Carioca etc.Quanto à última questão da atividade, opersonagem é o Cebolinha. Seu animal deestimação se chama Floquinho.Atividade 21. Converse com o aluno sobre:■ o lugar onde está acontecendo a história;▲ os personagens:▲ quem são eles;▲ como eles são;▲ que estão vestindo;▲ como é a sua fisionomia, isto é, seestão alegres ou tristes, cansados,zangados ou com raiva, assustadosou com medo, dormindo ou comsono, gritando, chorando, rindo,pensando etc;▲ ver o que estão fazendo: andando,correndo, de braços cruzados, comas mãos na cabeça, apontando odedo, atirando alguma coisa emalguém etc.Aula 1Orientações para o professorLeitura de histórias em quadrinhos e poemas:identificação dos elementos constitutivos e elementosenvolvidos na produção desses textos.
  • 35. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 142Você sabe o que significa a expressão PUF, PUF, PUF?O que aconteceu com o menino? Ele ainda parece cansado?■ se nos quadrinhos há alguma coisa queindica a mudança ou a passagem detempo, como: era de manhã e anoiteceu;estava um dia ensolarado e começou achover.2. Enfatize que, para entender uma históriaem quadrinhos, não basta ler o que estáescrito nos balões. É preciso fazer a“leitura” da imagem. A história emquadrinhos é, portanto, uma composiçãoverbal e visual, na qual a linguagem escritae a visual se completam, isto é,dependem uma da outra para que ahistória tenha sentido.3. Ajude o aluno a perceber que paraentender uma história em quadrinhos épreciso fazer a leitura dos quadrinhos emuma ordem, isto é, um após o outro. Essaordem determina a noção de tempo ouseqüência temporal dos fatos.Depois que terminarem a leitura dosquadrinhos, promova uma atividade coletivade reprodução oral da história. Estimule areprodução da história que não correspondaa uma leitura apenas enumerativa. Cadaimagem é uma fase da narrativaespecialmente escolhida e condensada noinstante, porém, separada da seguinte por um“vazio”. Alguma coisa se passa entre as duasimagens: de uma imagem a outra, a situaçãose modifica. É preciso que você estimule umaleitura de construção. Como poderá ser umareprodução dessa história?■ Se olharmos apenas o 1º quadrinho, nãopoderemos dizer por que o Cebolinha estáali, naquela posição, com aparênciacansada, àquela hora etc.■ Se olharmos o 2º quadrinho, também nãopoderemos dizer por que ele continua ali,na mesma posição, agora, à noite, comum aspecto mais cansado ainda.■ Só a leitura do último quadrinho é que nospermite imaginar por que ele está ali;provavelmente marcou um encontro coma Mônica, que se atrasou tanto, mastanto, que os cabelos do Cebolinhacresceram até arrastar no chão.Aula 1
  • 36. 43Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 1Leia abaixo um exemplo de texto.A espera do CebolinhaMônica e Cebolinha marcaram de seencontrar no parque perto da casa dela.O encontro foi marcado para o meio-dia.O Cebolinha foi pontual e ficouesperando por ela debaixo daquele solforte. Ele ficou ali, quietinho, parado,embora já se sentisse meio cansado deesperar.O dia virou noite. A lua despontou no céu.E o Cebolinha? Continuava do mesmojeito. Parado. E parecia cada vez maiscansado.De repente, a Mônica chegou correndo,feito um furacão, ofegante de cansaço edisse para o Cebolinha:— Demorei muito?O Cebolinha não disse nada. Mas é claroque ela tinha demorado muito, pois opobre coitado tinha esperado tantotempo por ela que seus cabeloscresceram ao ponto de arrastar no chão.Aula 1
  • 37. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 144Língua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de Textos 2AulaAtividade 1Leia a história em quadrinhos.Você e seus colegas de grupo vão reler a história e responder, no caderno,às perguntas abaixo. Faça todas as anotações que julgar necessárias.O que podemos ver no 1º quadrinho?O que eles estão fazendo?Por que a menina está com o rosto virado para trás?O menino está se aproximando ou se distanciando da menina? Como vocêsabe disso?Magali. São Paulo: Globo , nº 96, 1993.Atividade 1Antes de dar início às atividades propostasna aula, converse com os alunos sobre aleitura que farão de uma H.Q.. Explique queessa história foi tirada de uma das revistasda Turma da Mônica, especificamente, arevista Magali. Fale que essa história foipublicada em 1993, na revista de número 96.Solicite que lembrem de alguns personagensdos quais falaram na aula anterior; falem,também, quais são as características dessespersonagens.Ao fazer isso, você estará ativandoconhecimentos que os alunos já têm arespeito do tema: H.Q. e dos personagensdessas histórias, o que os auxiliará nacompreensão do texto.1. Peça que os alunos observem na históriaem quadrinhos■ quem são os personagens;■ a fisionomia deles;■ como estão vestidos;■ onde estão;■ o que estão fazendo;■ os sinais que indicam o tempopassando.2. Peça que os alunos leiam a história emquadrinhos silenciosamente e observem:■ o que os personagens estão falando;■ o contorno dos balõezinhos e otamanho das letras, com a finalidade deperceberem se os personagens estãofalando, gritando, pensando oucochichando.3. Insista com o aluno que para entenderuma história em quadrinhos não bastaapenas ler o que está escrito nos balões.É preciso fazer a “leitura”da imagem. Nahistória em quadrinhos, a linguagemescrita e a visual se completam, isto é,dependem uma da outra para que ahistória tenha sentido.4. Ajude o aluno a perceber que paraentender a história é preciso fazer a leiturados quadrinhos em uma ordem, isto é,um após o outro. Essa ordem é o quedetermina a noção de tempo ouseqüência temporal dos fatos.Aula 2Orientações para o professorLeitura de histórias em quadrinhos e poemas:identificação dos elementos constitutivos e elementosenvolvidos na produção desses textos.
  • 38. 45Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 1Eles parecem alegres ou tristes?O que podemos ver no 2º quadrinho?Com quem a menina está falando?O que podemos ver no 3º quadrinho?O menino parece zangado? Por quê?E a menina, também está zangada?O que aconteceu no 3º quadrinho que deixou o menino tão zangado?Agora, conte para seus colegas de classe o que aconteceu na história.Depois, ouça com atenção os comentários que eles farão sobre a históriaque você contou.Responda às perguntas no seu caderno. Lembre-se de iniciar a respostacom letra maiúscula.1- Onde você imagina que aconteceu essa história?2- Quem são os personagens?3- Como é a roupa que o Cebolinha está usando?4- Como é a roupa que a Magali está usando?5- O que a Magali está fazendo?6- O que o Cebolinha queria?7- Olhe o segundo quadrinho. Houve uma mudança do primeiro para osegundo quadrinho, que indica alteração no tempo. O que aconteceu?Você deve ter chegado à conclusão de que na história em quadrinhosnós podemos ver os personagens se movimentarem pelos cenários (olugar onde acontece a história); vemos o que eles fazem, onde estão, seestão sentados ou em pé, andando ou parados, se estão tristes oualegres.Quando escrevemos a história em um papel ou contamos para alguém,temosqueexplicartudoparaquemirálerououvir,poisnãotemosfigurasou desenhos para ajudar a entender a história. Precisamos apresentar:quem são os personagens;o lugar onde os personagens estavam;o que aconteceu antes dos personagens começarem a conversar;a conversa dos personagens usando o travessão (–);a história, na ordem em que os fatos aconteceram.5. Converse com o aluno sobre asdiferenças de uma história em quadrinhose a reescrita dessa história na forma denarrativa só verbal.6. Enfatize a importância de se contar umahistória na ordem em que aconteceramos fatos.Aula 2
  • 39. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 146Atividade 2Leia o texto abaixo.Cebolinha encontrou-se com a Magali em um parque. Ela estavachupando um sorvete.O Cebolinha falou:— Oi, Magali! Quelia pedir uma coisa pla você!A Magali respondeu:— Espera um pouco, Cebolinha!Enquanto o Cebolinha esperava um pouco, a Magali chupou todo osorvete e jogou o palito fora. Então ela disse:— Prontinho! O que você quer?— Agola, nada! - respondeu o Cebolinha e foi embora chateado porqueele queria um pedaço do sorvete da Magali.Ao ler o texto, você deve ter percebido que ele contaa história que você leu nos quadrinhos.Marque, com lápis colorido, as frases que nãoestavam na história em quadrinhos.Você sabe por que essas frases foram escritas? Nósentenderíamos o texto se elas não tivessem sidoescritas? Por quê?Quando contamosou narramos uma história, o mais comum é apresentarmosos fatos na ordem em que aconteceram. Isso ajuda o leitor a entender ahistória. Só em casos muito especiais é que podemos mudar a sequênciados fatos.Veja a ordem dos fatos ou acontecimentos na história que você leu:1º fato Cebolinha encontrou-se com a Magali em um parque.2º fato Ela estava chupando um sorvete.3º fato O Cebolinha falou:— Oi, Magali! Quelia pedir uma coisa pla você!4º fato A Magali respondeu:— Espera um pouco, Cebolinha!5º fato Enquanto o Cebolinha esperava um pouco, a Magali chupoutodo o sorvete e jogou o palito fora.Atividade 2Prepare uma cópia (mimeografada) para cadaaluno do texto.Faça a leitura da história; chame a atençãopara as frases que não aparecem nosquadrinhos que eles leram.Aula 2
  • 40. 47Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 1Coloque nos dois primeiros quadrinhos os balões e as falas dos personagensde modo que a história tenha sentido.6º fato Então ela disse:— Prontinho! O que você quer?7º fato — Agola, nada! - respondeu o Cebolinha e foi emborachateado porque ele queria um pedaço do sorvete daMagali.Atividade 3Um desenhista atrapalhado trocou os balões com as falas dos personagensda história em quadrinhos. Veja:Cascão. São Paulo: Globo, nº 139, maio de 1992.Aula 2
  • 41. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 1483AulaLíngua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosAtividade 1Nas aulas 1 e 2, você leu histórias com alguns dos personagens da Turmada Mônica. Mas há outros personagens nessa turma. Vamos falar um poucosobre um outro personagem: Chico Bento.Todas as histórias dele se passam em um lugar bem diferente, porexemplo, das histórias da Mônica, do Cebolinha, da Magali. Você sabeem que lugar, em geral, se passam as histórias do Chico Bento?Chico Bento é apaixonado por uma linda menina que sempre aparecenas histórias dele. Você sabe o nome dela?Como o Cebolinha, Chico Bento também tem um animal de estimação:uma galinha. Você sabe qual é o nome dela?Chico Bento tem um grande amigo que também sempre aparece em suashistórias, o nome dele é Zé Lelé. Você sabe por que ele tem esse nome?Atividade 2Leia o texto.Agora, junto com seu colega, tente responder às questões abaixo. Faça todasas anotações no seu caderno.O que podemos ver no 1º quadrinho?Por que podemos dizer que essa pessoa está em apuros?O menino está se dirigindo, falando com alguém?Quem é esse menino?Como sabemos o nome do menino?A fala que aparece dentro do balão é dita com calma, tranqüilidade?Por que podemos afirmar isso?Quem mais aparece na cena? Como está o menino?Onde se passa a história?SOUSA, Maurício de. Chico Bento, nº 232. R.J.: Globo. Dezembro/95Atividade 1Essa atividade deve ser trabalhada coletiva eoralmente. Promova a participação de todos.O objetivo é contextualizar o que será lido, afim de que os alunos possam antecipar idéiase obter informações que irão auxiliar suacompreensão.Leve para a aula algumas revistas do ChicoBento.Atividade 2■ Divida a classe em duplas.■ As questões propostas nessa atividadeservem para orientar a leitura, permitirque o aluno vá, progressivamente,construindo o significado do texto.■ Quando o aluno sentir dificuldade pararesponder alguma questão, tentereformulá-la, forneça pistas que possamauxiliá-lo.Leitura da históriaO que sabemos sobre estes quadrinhos? Quesão da revista da Mônica, cujo autor é oMaurício de Sousa. Sabemos que o ChicoBento é morador da roça, daí o ambiente dotexto: no caso, um rio. Sabemos que o ZéLelé, amigo do Chico, é famoso por nãoentender bem as coisas.■ O que podemos ver no 1º quadrinho?Alguém em apuros.■ Por que podemos dizer que essa pessoaestá em apuros? Pela expressão do seurosto: boca aberta, olhos arregalados; pelaposição dos braços abertos, voltados paracima; pelo lugar onde a pessoa seencontra: na água – a pessoa está seafogando; pelo desenho do balão e pelotexto que podemos ler no balão: a palavraSOCORRO indica apuro; o restante da falaconfirma que o menino (Chico Bento) estáse afogando... “Jogue a bóia, a bóia!”.■ O menino está se dirigindo, falando comalguém? Sim. Com um outro menino.■ Quem é esse menino? O Zé Lelé.■ Como sabemos o nome do menino? Pormeio do vocativo que aparece na fala(dentro do balão).■ A fala que aparece dentro do balão é ditacom calma, tranqüilidade? Não. O meninoestá gritando.■ Por que podemos afirmar isso? Pelasituação: o menino está se afogando, pelopedido de socorro e pelo desenho doAula 3Orientações para o professorLeitura de histórias em quadrinhos e poemas:identificação dos elementos constitutivos e elementosenvolvidos na produção desses textos.
  • 42. 49Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 1O que podemos ver no 2º quadrinho?O que podemos ver no 3º quadrinho?O que o menino lança para o Chico Bento?O que podemos ver nesse prato de comida?Qual a reação de Chico ao ouvir o que Zé Lelé disse e o que ele fez (lançaro prato de comida)?Por que essa história é engraçada?Atividade 3Você e seus colegas de classe vão conversar sobre as respostas que deram.Mas, para que todos possam falar e serem ouvidos, é necessário que vocêouça com atenção as respostas de seus colegas;compare as respostas de seus colegas com as suas;peça permissão para expor a sua opinião, se não concordar com a opiniãode seu colega;ao dar a resposta, indique para seus colegas em que lugar do texto seencontram as informações que te permitiram dar aquela resposta.Quando todas as perguntas forem respondidas, confira suas respostas comaquelas que a professora escreveu na lousa (quadro).balão, que indica que alguém estágritando.■ Quem mais aparece na cena? Um outromenino.■ Como está o menino? Pela expressão dorosto e pela sua posição, podemos dizerque ele não está entendendo o que estáacontecendo (ele está com uma cara dedúvida).■ Onde se passa a história? Na beira de umrio.■ O que podemos ver no 2º quadrinho? Arapidez (indicada pela poeirinha perto dopé do Zé Lelé) com que o menino sai decena; a fala dele, que também indicaurgência... “É pra já, Chico!”. O outromenino está realmente se afogando; oque podemos ler na imagem nos indicaque o menino submergiu (bebeu água), eagora está colocando a água que bebeupara fora: observar a água saindo de suaboca; as bochechas cheias; água até opescoço etc.■ O que podemos ver no 3º quadrinho? Omenino (Zé Lelé) volta, correndo: observarposição dos pés. Pela expressão de seurosto, podemos dizer que ele está felizporque acha que resolveu o problema doamigo. Isso se confirma com a sua fala.■ O que o menino lança para o Chico Bento?Um prato de comida.■ O que podemos ver nesse prato decomida? Podemos ver que nele há arroz,feijão e um ovo frito: a típica bóia, tambémconhecida, na atualidade, por rango.■ Qual a reação de Chico ao ouvir o que ZéLelé disse e o que ele fez (lançar o pratode comida)? A expressão do Chico é deespanto, pois não foi isso que ele pediuao Zé Lelé.■ Por que essa história é engraçada?Porque o Chico usou a palavra bóia emum sentido e o Zé Lelé entendeu a palavraem outro sentido.Ao fazer a leitura do texto, é importanteconsiderar a questão dos sentidos do textoatribuídos pelo leitor; no caso, o aluno. Se oleitor desta HQ conhece outros quadrinhosdo Maurício de Sousa, conhece ospersonagens e, por isso, entende a atitudedo Zé Lelé que é conhecido por não entendernada que as pessoas falam; o nome deletambém diz isso. Há, porém, outras leituras“não previsíveis” de um leitor que não tenhaeste repertório textual; isto é, que nãoconheça as histórias de Maurício de Sousa.Bóia. S.f. 1. Qualquer objeto flutuantesobre a água e que auxilie a natação. 2.Bras. Comida, refeição, rancho.Dicionário AurélioAula 3
  • 43. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 150Outro dado é o uso da palavra emdeterminada situação, em determinadocontexto. Zé Lelé não levou em consideraçãoo contexto em que a palavra estava sendousada, por desconhecer o outro significado,ou por ter dificuldade em entender o que osoutros falam, independente da situação,contexto.Atividade 3Promova a participação de todos. Éimportante que o aluno fale; seja ouvido; saibaouvir.Nesse momento, cabe a você organizar osturnos de fala; solicitar a participação, quandoperceber que alguns alunos estão passivos(isso pode significar que eles não entenderamo texto e, por isso, não se sentem à vontadepara falar); sistematizar as respostas dadaspelos alunos. Aproveite para trabalhar asrespostas na lousa. Escreva da forma comoos alunos escreveram. Solicite que leiam,pergunte se acham que a resposta está clara,ou se gostariam de mudar alguma coisa. Oquê? Por quê?Aula 3
  • 44. 51Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 14AulaLíngua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosConte para seus colegas a história que você leu nos quadrinhos.Atividade 2Agora, junto com seu colega, conte por escrito, a história que vocês leramnos quadrinhos.Atividade 31. Depois de pronto, verifique se você e seu coleganão se esqueceram de alguma informação que seja importante paraa compreensão do texto;não se esqueceram de algum personagem;escreveram a história na seqüência;desejam mudar a escrita de alguma palavra;querem acrescentar outras palavras;desejam retirar alguma palavra;usaram letra maiúscula no título, nos nomes de pessoas, no início defrases;usaram o ponto final ( . ).Atividade 1Leia a história em quadrinhos abaixo.Atividade 1Faça, junto com os alunos, a leitura do texto.Você pode se orientar pelas perguntas abaixo.■ O que podemos ver no 1º quadrinho?■ O que ela está fazendo? Ela estápasseando.■ Como você sabe que ela está passeando/andando?■ Ela está triste... feliz?■ O que mais você vê no quadrinho?■ Como você sabe que é um barulhinho?■ O que significa esse bzzzzzzz?■ O barulho chama a atenção da Mônica?■ Onde acontece essa cena?■ O que podemos ver no 2º quadrinho?■ Como você sabe que ela está imaginando/pensando?■ O que podemos ver no 3º quadrinho?■ O que ela viu?■ Por que as moscas estão rodeando omenino?■ O menino parece apavorado...preocupado? Por quê?Ao final, peça para os alunos reproduziremoralmente a história que leram nosquadrinhos.Atividades 2 e 3Uma proposta de produção de texto, emqualquer nível, precisa estar sempre bemsituada e oferecer condições para que o alunoa desenvolva. A narrativa (ou qualquer outrotipo de texto) comporta a criação de idéias (ainvenção); também comporta a forma comoas coisas são ditas ou a colocação em palavras(a disposição). Na proposta que está sendofeita, solicita-se ao aluno que reescreva umahistória contada através da seqüência deimagens e a reconte em palavras: duasformas totalmente diferentes de contaruma história. Estamos dando, com essaproposta, condições para a criação de idéiasporque estamos fornecendo ao aluno umahistória. No entanto, o que ele vai fazer não ésimplesmente uma paráfrase. Ele precisa pôrem operação todo um processo deelaboração de texto escrito.A seqüência narrativa é dada pelo movimentodos quadrinhos, pela alteração da situação doprimeiro para o segundo quadrinho e assimpor diante; pelos elementos do cenário quesão indicadores também dessasmodificações. Compõe também a história aOrientações para o professorLeitura de histórias em quadrinhos e poemas:identificação dos elementos constitutivos e elementosenvolvidos na produção desses textos.Aula 4
  • 45. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 152caracterização das personagens: a suaapresentação — quem são, como se vestem—, a sua expressão fisionômica em cadaquadro e como vão se dando as alteraçõesdessa expressão nos quadrinhos. No últimoquadrinho, a palavra “fim” interrompe aseqüência.■ Selecione, dentre os textos produzidospelos alunos, um para ser trabalhadocoletivamente.■ Escreva o texto na lousa, sem aidentificação de quem o produziu.■ Explique aos alunos o que vocês vãofazer.■ A análise a seguir dará a você elementospara selecionar e propor a reescrita de umtexto pela classe.A leitura e a interpretação da história emquadrinhos se dá pela observação dosaspectos visuais e atribuição de sentido aeles, e pela compreensão de relação entre otexto verbal e as imagens. É preciso, noentanto, estimular o aluno a observardetalhes, alterações de cenário, de fisionomiaetc., assim como buscar colaborativamenteo sentido.Para criar um texto narrativoficcional, é preciso:1. Escolher o ponto de vista: quem narra?Ele participa da história ou apenas observaos acontecimentos?2. Apresentar uma situação e introduzir aspersonagens. É possível fazer isso dediversas formas. Leia exemploselaborados por alunos.■ Logo de manhã Mônica saiu à procurade algo para fazer...■ Um belo domingo, Mônica saiu parapassear...■ Um dia a Mônica resolveu sair paracaminhar...3. O desenvolvimento da história sóacontece porque ocorre um fato (amenina ouve um barulho que pareciacochichos) que altera a situação inicial (opasseio, ou a caminhada).■ Logo de manhã Mônica saiu à procurade algo para fazer. Ao passar ao ladodo muro do campinho, ouviu umbarulho que lhe chamou a atenção,pois pareciam cochichos.■ Um belo domingo, Mônica saiu parapassear. Quando passava perto deum muro, ouviu um barulhinho...bzzzzzzzzz, bzzzzzzzz. Pareciamcochichos...Aula 42. Leia com atenção o texto que a professora escreveu na lousa. Com aajuda dela, você e seus colegas vão reescrevê-lo.
  • 46. 53Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 1O 2º quadrinho, na seqüência, sugere pelaexpressão da menina que ela pensou, curiosa/intrigada. É possível dar continuidade àhistória expressando um outro fato: o que aMônica pensou.Logo de manhã Mônica saiu à procurade algo para fazer. Ao passar ao lado domuro do campinho, ouviu um barulhoque lhe chamou a atenção, pois pareciamcochichos.Muito curiosa, começou a imaginarcoisas. Pensou que suas amigaspoderiam estar fofocando, falandomal dela. Não resistindo à suacuriosidade, subiu no muro paraespiar o que estava acontecendo...No 3º quadrinho, temos o fim da história (odesfecho)Logo de manhã Mônica saiu à procurade algo para fazer. Ao passar ao lado domuro do campinho, ouviu um barulhoque lhe chamou a atenção, pois pareciamcochichos.Muito curiosa, começou a imaginarcoisas. Pensou que suas amigaspoderiam estar fofocando, falandomal dela. Não resistindo à suacuriosidade, subiu no muro paraespiar o que estava acontecendo epôde ver que não eram suas amigasMagali e Aninha.Lá, de cima do muro, Mônica viu,surpresa, o Cascão, feliz da vida, comsuas amigas moscas.O que é preciso observar■ Situação no tempo.■ Tempo verbal: a história é contada nopassado; somente em diálogos, usa-se opresente, porque o momento da fala étrazido para o texto.■ O que expressam as fisionomias traduz-se no texto por meio de um vocabulárioadequado e também por meio deinterjeições, exclamações, interrogações.■ As articulações no texto. Já nos primeirosanos, na reescrita de texto ou montagemcoletiva, é bom começar a observar comos alunos como se faz a articulação daspassagens do texto.■ A retomada das personagens ou deoutros elementos do texto por meio depronomes, sinônimos etc.■ A pontuação.■ A paragrafação.Aula 4
  • 47. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 1545AulaLíngua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosAtividade 1O que você espera encontrar em um livro que se chama “O cata-vento e oventilador”? Você sabe o que é um cata-vento? Já fez um? Saberia ensinaraos colegas como se faz um cata-vento?Atividade 2Ouça com atenção a leitura que a professora fará de dois textos do livroO cata-vento e o ventilador, de Luís Camargo.Texto 1CAMARGO, Luís. O cata-vento e o ventilador. São Paulo: FTD. 1986.Atividade 1Grande poderá ser a diversidade de respostasà questão proposta, por isso seriainteressante que você aproveitasse omomento para falar a respeito do inesperado,da impossibilidade de, às vezes, prever algosem que tenha feito antes qualquerexploração. O título do livro não tem sugestãoalguma de que se trata de um livro depoemas. Talvez os alunos precisem de auxílioquanto ao significado de cata-vento.Cata-vento, s.m. Bandeirinha de metal que,enfiada numa haste e posta no alto dosedifícios, serve para indicar a direção dosventos; nome por que são conhecidos osmoinhos de vento que puxam água. (Pl.: cata-ventos)(DicionárioEscolardaLínguaPortuguesa–FAE)Se houver interesse e tempo, você podemostrar aos alunos como se faz um cata-vento (com cartolina, ou pedaços de caixa depapelão).Cata-vento■ Com régua, traçar duas linhas no papel,em sentido diagonal.■ Com ajuda de uma moeda, traçar umcírculo bem no centro.■ Pintar os dois lados da folha com lápis decor.■ Recortar as linhas traçadas até o limitedo círculo.■ Dobrar cada uma das pontas, em direçãoao centro do círculo.■ Colocar um percevejo no encontro dasdobras, para prendê-las, e fixar em umpauzinho.(BRANDÃO, Heliana & FROESELER, Maria dasGraças V. G.. O livro dos jogos e das brincadeiraspara todas as idades. Belo Horizonte: Leitura, 1997.)Aula 5Orientações para o professorLeitura de histórias em quadrinhos e poemas:identificação dos elementos constitutivos e elementosenvolvidos na produção desses textos.
  • 48. 55Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 1Converse com seus colegas sobre o poemaNo poema que você leu, as palavras estão distribuídas na página de umjeito diferente. Como elas aparecem na página?Observe a disposição gráfica da palavra abaixo.Texto 2(CAMARGO, Luís. O cata-vento e o ventilador. São Paulo: FTD, 1986.)Por que o poeta distribuiu a palavra dessa forma? Essa disposição dapalavra na página ajuda na compreensão do poema?Se o poeta tivesse usado “escorregou” em lugar de escorregando, osentido seria o mesmo? Por quê?Como o autor descreve o mergulho da escova de dente no vidro de tinta?A palavra que ele usou indica movimento?Leia a palavra abaixo e depois tente explicar por que a palavra foi escritadesta forma.escorregandoco dovanesAtividade 2A análise desse poema deve ser feita orale coletivamente.É importante que o primeiro contato dosalunos com o texto poético seja ouvindo-o,pois o ritmo, a sonoridade, a musicalidade, aexpressividade são fundamentais nesse tipode texto.O professor deve levá-lo a considerar o poema(os poemas, em geral) como experiênciaestética, despreocupando-se da busca deuma lógica que a poesia não pretende.Texto 1 – Gotas de chuvaApós a leitura feita por você e, depois, pelosalunos, chamar a atenção para■ a disposição gráfica das palavras na folha:o espaço completo da folha não é usadoda margem esquerda em direção àmargem direita — como encontramosnos textos escritos em prosa. O texto édistribuído em linhas, e cada linha échamada de verso.A forma gráfica (desenho) apresentadapelo poema não acontece aleatoriamente;ou seja, a forma do poema é tambémimportante para o significado e acompreensão do texto.Nesse poema, o aspecto gráfico ganhadestaque, pois a distribuição do texto noespaço da folha funciona comoimportante elemento de significação,produzindo sentido.■ A 5ª estrofe do poema (composta deapenas um verso) diz “É um desenhomuito animado” Qual é o desenho?Observar que as duas primeiras estrofesestão centralizadas na folha, dandograficamente a idéia de uma gota.■ A estrofe seguinte (3ª) separa em versosa palavra escorregando dando a idéia domovimento das gotas no vidro da janela.Perceba que a estrofe não estácentralizada na página, ela começa maisà margem esquerda da folha e vai, a cadaverso, em direção à margem direita,mostrando o traçado das gotas de chuvana janela.■ A estrofe seguinte traz novamente osversos centralizados. O primeiro versomostra bem como a gota, depois deescorrer pelo vidro (no sentido vertical),cai em algum lugar (sentido horizontal) evai se desenrolando, o que pode serentendido como aumentar, já que asletras que compõem a palavra vãogradativamente aumentando de tamanho.■ Na 2ª estrofe, já temos a indicação de quehá um “eu” observando a chuva —minha, e é esse “eu” que observa osmovimentos da chuva.Aula 5
  • 49. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 156O poema só apresenta sinais de pontuação nos dois últimos versos. Comovocê acha, então, que ele deve ser lido?Atividade 3Agora, você irá produzir um poema. Escolha um objeto (escolar, brinquedoetc.),escrevaemseucadernotudooquevocêsoubersobreele.Porexemplo:se você escolher um relógio, pense... elelembra o horário de acordar, de dormir, de brincar;tem som, o som pode ser tic-tac;tem formas e tamanhos diferentes: redondo, quadrado; de pulso, deparede etc.Para criar seu poema, inspire-se em textos que já leu, ou nos exemplosabaixo. Tente dar uma forma gráfica que, visualmente, crie movimento eamplie o sentido do assunto escolhido.Veja abaixo a produção de um aluno. O objeto escolhido por ele foi uma rodagigante. Em seu poema, o aluno tentou descrever o movimento do brinquedoe a sensação que as pessoas sentem ao saírem dele.Texto 2 – Escova de denteNo primeiro momento, deixe que os alunos,em pequenos grupos, tentem descobrir/compreender o texto. Depois, coletivamente,confira as respostas que eles deram.Observe a disposição gráfica da palavraabaixo.■ Por que o poeta distribuiu a palavra dessaforma? O poeta escreve dessa forma parasugerir o movimento da escova dedentes.■ Essa disposição da palavra na páginaajuda na compreensão do poema? Sim,pois o aspecto visual contribui para osignificado do texto.■ Se o poeta tivesse usado “escorregou”em lugar de escorregando, o sentidoseria o mesmo? Por quê? O sentido nãoseria o mesmo, pois o verbo no gerúndio– escorregando – dá a idéia de ummovimento contínuo.Leia a palavra abaixo e depois tente explicarpor que a palavra foi escrita desta forma.A distribuição da palavra dessa forma sugereo próprio movimento de escovação dosdentes: de baixo para cima e de cima parabaixo (Embora, do ponto de vista dosdentistas, não devesse ser assim.).O poema só apresenta sinais de pontuaçãonos dois últimos versos. Como você acha,então, que ele deve ser lido?É interessante que os alunos percebam quea ausência de pontuação é uma característicados textos poéticos, e que a construção desentido se dá a partir da leitura do texto, porisso a importância de se ler o poema em vozalta.co dovanesAula 5A RODAQUERODAVAIGIRANDOGIRANDOGIRANDOGIRANDO GIRANDO GIRANDOGIRANDOGIRANDOGIRANDOGIRANDOGIRANDO
  • 50. 57Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 16AulaLíngua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosAtividade 1Leia o texto abaixo.Um livroé uma beleza,é caixa mágicasó de surpresa.Um livroparece mudo,mas nele a gentedescobre tudo.Um livrotem asaslongas e levesque, de repente,levam a gentelonge, longe.Um livroé parque de diversõescheio de sonhos coloridos,cheio de doces sortidos,cheio de luzes e balões.Um livroé uma florestacom folhas e florese bichos e cores.É mesmo uma festa,um baú de feiticeiro,um navio pirata no mar,um foguete perdido no ar,é amigo e companheiro.Caixa mágica de surpresaElias JoséAgora, junto com seus colegas de grupo, tente responder às questões.1. O título do poema é Caixa mágica de surpresa. Sem se preocupar com oque diz o poema, responda: o que você imagina que contém uma caixamágica de surpresa?2. O poeta diz que o livro parece mudo. Por que ele usa a palavra parece?Você concorda com o autor que o livro parece mudo? Por quê?3. Como “a gente descobre tudo em um livro”? Essa afirmação é contráriaà de que o livro parece mudo. Explique essa aparente contradição.4. Explique a imagem que o poeta constrói para o livro: um livro tem asas/longas e leves/que, de repente,/levam a gente/longe, longe.Antes de iniciar as atividades propostas naaula, converse com os alunos sobre o assuntoque será tratado.Se possível, leve o livro para a sala de aula. éimportante que eles vejam o livro do qual foitirado o texto que será lido na atividade 1.Faça o trabalho de leitura da capa do livro orale coletivamente. Chame a atenção para otítulo do livro, o nome do autor, o nome daeditora, o nome do ilustrador e a ilustração.Atividade 1Passe o título do poema na lousa; depoispergunte-lhes o que é uma caixa de surpresaspara eles. Se os alunos não conhecerem opoema, provavelmente, não farão de imediatorelação entre caixa mágica de surpresa e livro.Por isso, depois de lerem e conversaremsobre o poema, seria interessante perguntar-lhes se acham que o título dado ao poema éadequado.Peça aos alunos para lerem o poema (podeser silenciosa e individualmente). Depois, leiavocê o poema para a classe.Após a sua leitura, proponha uma conversasobre o poema. Você pode “dar a partida”,colocando uma pergunta, por exemplo: o queeles acharam do texto. A partir das respostasque eles derem, vá acrescentandoinformações, a fim de verificar a compreensãoque tiveram do texto.Instigue os alunos a fim de que se possamfalar sobre:■ a distribuição do poema: número deestrofes, versos;■ as rimas (em cada estrofe, que palavrasrimam... você pode, inclusive propor asubstituição de algumas palavras poroutras, a fim de enfatizar esse aspecto);Um livroé parque de diversõescheio de sonhos coloridos,cheio de doces .................,cheio de luzes e ................■ o primeiro verso de cada estrofe: um livro(por que todas as estrofes começam comesse verso?).1. Instigue os alunos a soltarem aimaginação. Eles devem perceber queesta não é uma caixa comum: é mágica echeia de surpresa. Faça esse exercíciooral e coletivamente, vá anotando naOrientações para o professorLeitura de histórias em quadrinhos e poemas:identificação dos elementos constitutivos e elementosenvolvidos na produção desses textos.Aula 6
  • 51. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 158A que asas se refere o poeta?Como é possível que o livro nos leve bem longe?O que a repetição da palavra longeprovoca em você, leitor do poema?5. O que um livro e um parque de diversões têm em comum? Você acha queum livro e um parque de diversões são a mesma coisa?6. Explique as imagens que o poeta construiu para o livro:livro — florestalivro — festalivro — baú de feiticeirolivro — navio pirata no marlivro — foguete perdido no arPara você explicar as imagens, é preciso inicialmente refletir sobre aexpressão que o poeta usou para comparar o livro: o que ela significa.Por exemplo, para explicar livro — baú de feiticeiro, é preciso imaginaro que é um baú de feiticeiro, o que ele contém. Depois, relacionar o queé um livro com o que contém um baú de feiticeiro e para que ele serve.7. Retome suas respostas e diga agora com suas palavras o que é um livro.Para você, que tipo de livro pode ser tudo isso? Você já leu um livro quelhe deu toda essa impressão? Diga qual foi e e o que você encontrounele.lousa as coisas que eles imaginam contera caixa; pergunte-lhes por que acham queessas coisas são mágicas.2. Leve-os a pensar na palavra; o autor nãoa usou aleatoriamente, na verdade, essamudez é apenas aparente.3. Quando o poeta diz que a gente descobretudo em um livro é porque, lendo,podemos viajar por lugares que nãoconhecemos, saber sobre as pessoas eseu modo de vida; saber o que pensam,como se sentem etc.4. É nossa imaginação que dá asas aoslivros; é ela que nos leva a lugareslongínquos, permitindo que vivamosemoções novas, ...5. Evidentemente, a resposta é pessoal,mas devem girar em torno do prazer,alegria, aventura que os doisproporcionam.Aula 6
  • 52. 59Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 17AulaLíngua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosConverse com seus colegasO que você espera encontrar em um livro que tem esse título?Quais animais aparecem na ilustração? Você os conhece? De onde?Atividade 2Agora, ouça com atenção a leitura que a professora fará de dois poemas dolivro Cobras e lagartos, de Wânia Amarante.Texto 1Atividade 1Observe com atenção a capa do livro abaixo.Atividade 1Haverá respostas diversas à perguntaproposta. Após essa conversa inicial, informeque o título “Cobras e Lagartos” é de um livrode poemas. A seguir, solicite aos alunos queimaginem como poderiam ser os poemasdesse livro. É possível que concluam que setrata de um livro com poemas engraçados.É sempre bom lembrar que, existindo apossibilidade de levar o livro para a salade aula, é importante fazê-lo.Atividade 2Inicie a atividade lendo os dois poemas emvoz alta, preparando os alunos para apercepção da sonoridade das palavras.Leve-os a perceber que o ritmo do texto nãoé resultado apenas das rimas mais explícitas,que aparecem no final dos versos (como, porexemplo, no poema Violino desafinado:desafinado/afiado, entrar/picar), mas tambémde sons repetidos no interior das palavras(veja repetição da vogal i, em Violinodesafinado).Após a conversa sobre o poema Violinodesafinado, proponha uma atividade deprodução:■ Substituição na 2ª estrofe, 16º verso depernilongo por gato, cachorro, pato, pica-pau, por exemplo.■ Que mudanças eles proporiam no texto,a partir dessa substituição?▲ O som produzido seria o mesmo?▲ O horário seria o mesmo (à noite)?▲ A batida na janela do mesmo jeito (toctoc)?▲ As características seriam asmesmas?Orientações para o professorLeitura de histórias em quadrinhos e poemas:identificação dos elementos constitutivos e elementosenvolvidos na produção desses textos.Aula 7
  • 53. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 160Agora converse com seus colegas sobre os poemas que leram.Atividade 3Texto 2De quem fala o poema?Quais são as características do pernilongo? Em que versos podemosencontrar essas informações?Como o poeta representa, na escrita, o som produzido pelo pernilongo?Observe como o poema ocupa o espaço da página. Como as palavrasestão agrupadas? Quantos versos têm o poema? Quantas estrofes?Quantos versos em cada estrofe?Você já sabe que, quando se lê um poema, ouve-se uma espécie demúsica. O poeta sempre dedica especial atenção ao lado sonoro, ouseja, ao som no poema. Observe o ritmo do poema Violino desafinadorelendo-o em voz alta. Depois tente responder às questões.Aula 7
  • 54. 61Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 18AulaLíngua PortuguesaProcessos de Leitura e de Produção de TextosAtividade 1Nas aulas anteriores, você leu poemas de três autores: Wânia Amarante,Elias José e Luís Camargo.Você descobriu, por exemplo, que o poema é constituído de versos e estrofes;que possui rimas, que podem aparecer no final dos versos, ou no seu interior.Descobriu,ainda,queaformacomolemosopoemanosajudaacompreendê-lo.Hoje vamos ler mais dois poemas, agora de uma outra autora: CecíliaMeireles. Você já ouviu falar dela? Conhece algum poema que ela tenhaescrito? Qual?Atividade 2Agora, tente responder às questõesReleia o poema. Você vai observar a repetição de um som. Qual? Circuletodas as palavras em que esse som é repetido.______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________EnchenteChama o Alexandre!Chama!Olha a chuva que chega!É a enchente.Olha o chá que foge com a chuva...Olha a chuva que encharca a gente.Põe a chave na fechadura.Fecha a porta por causa da chuva.Olha a rua como se enche!Enquanto chove, bota a chaleirano fogo: olha a chama! Olha a chispa!Olha a chuva nos feixes de lenha!Vamos tomar chá, pois a chuvaé tanta que nem de galochase pode andar na rua cheia!Chama o Alexandre!Chama!MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo.Atividade 1Retome, sinteticamente, as discussões queforam feitas nas aulas anteriores; depois,converse com os alunos sobre CecíliaMeireles: em geral, os textos dela são muitotrabalhados nas séries iniciais. Poemas comoO jogo de bola, As meninas sãoconhecidíssimos.Atividade 2Não se esqueça de levar para a sala de aulao livro do qual o poema foi extraído.Antes de dar início à atividade proposta, vocêpode explorar a capa do livro; citar o nome dealguns poemas que podem ser encontradosno livro. Provavelmente os alunos já devemconhecer algum poema.Em seguida, faça você a leitura do poema emvoz alta.A fim de que os alunos percebam os efeitosrítmicos e as rimas presentes no texto,proponha que também eles leiam o poemaem voz alta.Espera-se que os alunos percebam arepetição do X, representados pelos fonemas:X e CH.Orientações para o professorLeitura de histórias em quadrinhos e poemas:identificação dos elementos constitutivos e elementosenvolvidos na produção desses textos.Aula 8
  • 55. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 162Observe, na sua leitura, a pontuação. Procure explicar como você leuquando no texto apareceu o ponto de exclamação ( ! ).__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________A quem o poeta se dirige em seu poema? Com quem ele conversa? Comosabemos que o poeta conversa com alguém?__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________A repetição de um mesmo som — representados pelas letras X, CH —está relacionada ao sentido do texto? Por quê?____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________De que fala o poema? Explique seu título.____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________O poeta se dirige ao leitor, com quem eleconversa. É possível saber que o poetaconversa com alguém por meio da fraseChama o Alexandre! Chama!A repetição do fonema dá musicalidade aopoema, além de sugerir o barulho que a chuvafaz.Aula 8
  • 56. 63Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 2 ■ Aula 1Atividade 3Vamos ler outro poema de Cecília Meireles?PescariaOs peixes no chão.Cheio de peixes o mar.Cheiro de peixe no ar.E os peixes no chão.Chora a espuma pela areia.Na maré cheia,As mãos do mar vêm e vão.As mãos do mar pela areia.E os peixes no chão.As mãos do mar vêm e vão.jamais chegarãoaos peixes no chão.Chora a espuma pela areia.Cheiro dos peixes no marna maré cheia.Converse com seus colegasNos seis primeiros versos do poema, há um som que se repete,representado às vezes pelas letras CH, às vezes pela letra X. O que essessons sugerem para você?Leia novamente o poema, agora, em voz alta. Os sons escolhidos pelaautora e a repetição de alguns versos e palavras têm algum objetivoespecial?Atividade 3Faça a leitura do poema em voz alta. Emseguida, verifique se os alunosobservaram que um som determinadose repete no poema todo.A repetição do fonema dá musicalidadeao poema, além de sugerir o barulho domar.Observe também se eles perceberamque se trata do mesmo som do poemalido anteriormente: Enchente.Aula 8
  • 57. Processos de Leitura e deProdução de TextosUnidade3○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○Leitura de textos jornalísticos epublicitários: identificação dos ele-mentos constitutivos e dos elemen-tos envolvidos na produção dessestextos
  • 58. 67Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 11Língua PortuguesaProcesso de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos jornalísticos e publicitários:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosAulaAtividade 1Leia o texto abaixo.Quarta-feira, 6 de agosto de 1997 GERAL JORNAL DA TARDE – 19ATUBARÃO MORRE NA PRAIAAnimal encontrado no Rio é de espécie perigosaDa Reportagem LocalUm tubarão anequim de 1,75 metro e cerca de 80 quilos foi encontradopor pescadores, ontem na Barra da Tijuca, Rio. Ele morreu pouco antes dachegada dos bombeiros por causa da gravidade dos ferimentos provocados,possivelmente, por uma hélice de barco, ataque de outros tubarões ou umarede.De acordo com o biológo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro,Rogério Machado Dill, a espécie é uma das mais agressivas, mas raramenteaparece no litoral brasileiro.A cabeça do tubarão foi levada para análise em laboratórios. A carne dodorso foi dividida entre os bombeiros.Junto com seus colegas de grupo, responda às perguntas abaixo.Quem escreveu o texto que você leu?Qual é o título do texto?O texto foi escrito no mesmo dia em que aconteceram os fatos? Expliquea sua resposta.Sobre que acontecimento o texto informa?Copie do texto o parágrafo que explica o que aconteceu, onde aconteceu,quando aconteceu, por que e como aconteceram os fatos.Quem foram os envolvidos no acontecimento?Bombeiros com o tubarão: carne repartida■ Inicie falando sobre o que será feito nessaaula.■ Pergunte aos alunos o que sabem sobreo tubarão, quais são suas características,se já leram algum texto que fale sobreesse animal, onde, quando. Se jáassistiram a algum filme em que esseanimal era personagem...Essa conversa inicial permite que os alunosativem conhecimentos que já têm a respeitodo assunto que será tratado.Atividade 1■ Divida a classe em duplas. Depois, soliciteque cada uma leia o texto e responda àsquestões. Enquanto estiverem realizandoa tarefa, circule pela classe a fim deobservar como os alunos lêem o texto,como buscam nele as informações, comoelaboram as respostas, se apenas copiamtrechos do texto, ou se, a partir do quelêem, elaboram respostas com suaspróprias palavras.■ Quando for conferir as respostas dadaspelos alunos, preocupe-se em dar espaçopara que todos falem, mas queobedeçam aos turnos de fala. É precisofalar e saber ouvir. Após a resolução decada questão, escreva a resposta nalousa, peça que leiam e pergunte se aresposta atende ao que foi pedido napergunta. Se desejarem fazer algumamodificação, peça para irem à lousa eprocederem às modificações quejulgarem necessárias. Nesse momento,o processo de negociação é importantepara que você possa avaliar se os alunos,de fato, compreenderam o texto. Se vocêperceber algum aluno em atitude passiva,pouco participativa, instigue-o a participar.O silêncio muitas vezes é sinal de queele não entendeu o texto, ou o que foiproposto para fazer; por isso fica alheio àatividade. Se isso acontecer, retome aproposta de trabalho. Encaminhe de umaoutra forma, a fim de que todos possamparticipar.■ Leve para a sala de aula pelo menos umjornal completo. Com ele em mãos, vocêpoderá conversar com os alunos sobreas questões que finalizam a aula.Atividade 4Solicite que o aluno leia o texto. Conversesobre o assunto tratado nele. Em seguida,escreva os três títulos na lousa. Peça queOrientações para o professorAula 1
  • 59. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 168Atividade 2Agora, você e seus colegas vão conversar sobre as respostas que deram.Ouça com atenção as respostas de seus colegas, compare-as com asrespostas que você deu.Peça permissão para falar quando desejar comentar a resposta de seucolega.Se não concordar com a opinião de seu colega, peça para ler a suaresposta, mostre no texto a informação ou informações que permitiramchegar à resposta.Peça para o colega repetir, quando você não conseguir entender o queele falou, ou leu.Atividade 3Você já leu e analisou o texto, agora responda:Você já tinha lido um texto como esse?Onde, geralmente, encontramos textos como esse?Você acha que esse fato aconteceu de verdade, ou é apenas uma históriade fantasia como os contos de fadas? Por quê?Atividade 4Leia o texto abaixo.Zizi é uma boneca que vira mochila. O vestido dela é o bolso e o fechoda mochila é a cabeça.Zizi é feita de algodão e pode ser lavada na máquina. A cor do vestidopode ser preta, roxa, azul-marinho e verde.Da Colucci Bambini. Preço: R$32,00.Agora, leia três títulos criados para esse texto.A boneca Zizi.Colucci Bambini lança boneca que vira mochila.Zizi é feita de algodão.Dos três, qual você escolheria para ser o título do texto? Por quê?Folha de S.Paulo, Folhinha, 2/8/97.leiam; depois, que escolham qual é o títulomais adequado para o texto. A escolha dotítulo vai indicar se os alunos entenderam otexto, conseguiram apreender o tema, o quepermite sintetizar e, portanto, escolher o únicotítulo possível: Colucci Bombini lançaboneca que vira mochila.Aula 1
  • 60. 69Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 12AulaLíngua PortuguesaProcesso de Leitura e de Produção de Textos1- Copie no seu caderno, da página 1, o texto que está escrito abaixo da foto.2- Você sabe que nome damos ao pequeno texto que você copiou?3- Explique, com suas palavras, o que é legenda.4- A seguir, há vários textos. Leia-os, observe com atenção as fotos eescreva uma legenda para cada uma.Leia a notícia abaixo.12 de junho de 1997 5 - 10 folhinha sábado FOLHA DE S. PAULOAlegria ajuda a curar doençasROSANGELA DE MOURAAlegria é a receita infalível e uma ordem para os pacientes dos médicosZequim, Carmela Carmela, Florinda Jardim, Bolinha, Manela, Sirena, Ferrara,Zórinho, Krebs Croc, Valentina, Lambada, Emily, Scryc, Dog, RaimundaGabriel, e o besteirologista Doutorzinho.Eles são os “Doutores da Alegria”, que fazem “plantão” semanalmentenos hospitais Nossa Senhora de Lourdes, Albert Einstein, Emílio Ribas, A.C.Camargo, Instituto da Criança e Mandaqui, em São Paulo.A “equipe médica” é formadapor 16 especialistas em criarmomentos alegres para criançasinternadas.O grupo começou a atuar em1991 e foi montado pelo atorWellingtonNogueira.Essebrasileirofez estágio com o autor norte-americano Michael Christensen,fundador de um programa, nosEstados Unidos, que deu origem aoprojeto “Doutores da Alegria”.Doutorzinho conta que só entra noquarto se tiver permissão da criançapaciente e só conversa sobreassuntos divertidos.LenisePinheiroDoutor Lambada e Carmela, em ação no hospitalAo lado ou abaixo de um texto ou uma notícia podem aparecer fotos ouilustrações sobre o assunto do texto.Embaixo das fotos ou ilustrações, encontramos um pequeno texto, queinforma, isto é, explica quem ou o que está na foto, o que está fazendoou onde foi tirada.1. Antes de pedir que os alunos leiam,converse com eles sobre os aspectosgráfico-visuais do texto. Faça perguntasque lhes permitam localizar:■ o jornal em que foi publicada a notícia;■ o caderno ou suplemento;■ a página onde se encontra anotícia;■ a data de publicação;■ a origem da notícia;■ o título da notícia, que resume ousintetiza o fato noticiado, o seuaspecto principal. O título de umanotícia, geralmente, é escrito com au-sência de artigos (o, os, a, as, um,uns, uma, umas);■ o modo como os textos são escritos:em colunas;■ a existência de uma ilustração ou fotosobre o que está sendo noticiado;■ o nome de quem fez a foto ouilustração;■ a legenda que descreve a foto ouilustração, de modo a atrair a atençãodo leitor. Ela informa quem ou o queestá na foto ou ilustração. Tambémpode informar o que está fazendo eonde foi tirada. É escrita abaixo ou aolado da foto ou ilustração■ o uso das aspas nesta notícia, isto é,como recurso para destacar palavrasou expressões acentuando o seuvalor significativo. Veja: “Doutores daAlegria” “equipe médica” “plantão”.Permita que o aluno dê sua opiniãosobre como essas palavras foramusadas no texto em comparação como mesmo uso se as pessoas fossemmédicos de verdade.2. Solicite que leiam e façam o que éproposto nas atividades de 1 a 4.3. Verifique se entenderam o que é precisofazer. Se necessário, retome oralmenteas orientações.Orientações para o professorLeitura de textos jornalísticos e publicitários:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosAula 2
  • 61. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 170Primeiros SocorrosTransplantes de nariz vermelho, posicionamento de miolos moles, concertopara luvas e seringas e transfusões de milk-shake são as operações feitasdiariamente pelos Doutores da Alegria.Eles são fáceis de seremreconhecidos. Apesar deusarem aventais brancos,carregam na mala deprimeiros socorrosestetoscópio colorido,termômetro que sempre acusaa mesma febre e remédio quesolta bolhas de sabão.Especialistas em mágicas,escondem objetos, contampiadas e fazem os pacientesesquecerem, por algunsminutos,queestãonohospital.Fotos Lenise PinheiroHospital tem sala de brinquedos4. Peça a eles que:■ façam a atividade no caderno comletra legível e cursiva, procurandoorganizar as respostas de modo quefiquem completas, com asinformações necessárias para quepossam ser entendidas por qualquerleitor que não leu os enunciados dasquestões;■ usem letras maiúsculas no início defrases, nomes de pessoas, lugares etítulos;■ usem pontuação no final de frases.5. Faça uma comparação das respostas quecada aluno criou para o exercício 3.6. Verifique se as legendas criadas sãocoerentes com a notícia e com ailustração. Se houver problemas, retomeas orientações relativas à legenda.Claudia VarellaFicar internado em um hospital é chato. Mas o Hospital Infantil deDiadema (Grande São Paulo) trocou a chatice por um lugar cheio debrinquedos – a brinquedoteca.Com 2.000 brinquedos, entre carrinhos, bonecas, jogos, fantasias e atémalinha de médico, a brinquedoteca já divertiu e ajudou a recuperaçãode 3.600 crianças em um ano.Essas crianças ficaram, por algum motivo, internadas no hospital etiveram o privilégio de, mesmo doentes, poder brincar com seusbrinquedos favoritos.A maioria das crianças é pobre; muitas não têm brinquedo em casa.A assistente socialSônia Benini, 27, quecriou a brinque-doteca, disse quealgumas horas debrincadeira “ajudama diminuir a angústiadas crianças que têmde ficar internadas”.Quando a criançanão pode sair dacama, os brinquedossão levados a ela.Em 15 de maio, ab r i n q u e d o t e c aganhou um novo nome: amigoteca.Aula 2
  • 62. 71Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 1Mais de mil crianças da cidade de São José do Rio Preto, em São Paulo,se transformaram em artistas de rua. Elas pintaram cerca de cem painéisnas avenidas Alberto Andaló e José Munia.As “telas” são tapumes, placas usadas para cercar construções deedifícios e de obra contra enchentes. Antes elas eram meios cinzas, semcor. Agora ficaram cheias de desenhos, alegres.Os artistas estudam em 29 escolas municipais, estaduais, particulares eda APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e têm de 3 a 17anos.A pintura foi uma festa. Durou três dias. Os quadros vão ficar expostosenquanto durar a obra. “A cidade ficou cheia de vida”, disse o assessorEgberto da Silva, 34.Estudantes viram artistas de rua(Folhinha, Folha de S.Paulo, 17/05/97)EDMILSON ZANETTIda Agência Folha,em São José do Rio PretoAula 2
  • 63. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 1723AulaLíngua PortuguesaProcesso de Leitura e de Produção de TextosLeitura de textos jornalísticos e publicitários:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosAgora, vamos saber por que esse texto é uma notícia. Para isso, releia,primeiro, o 1º parágrafo do texto; depois tente responder às questões.Qual é o fato que está sendo noticiado nesse parágrafo?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Sobre quem o texto fala?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Atividade 1Antes de ler o texto abaixo, converse com os alunos sobre o que você esperaencontrar em um texto que fala sobre o nascimento de uma espécie rara demacaco.Leia o texto.Fernanda PontesEspecial para o EstadoRIO – O Zoológico do Rio apresentou ontem um filhote de macacocaiarara branco (Cebus albifrons), animal em extinção que havia quinzeanos não era reproduzido em cativeiro. O macaquinho, que nasceu nodia 28, foi batizado de Severino. Ele pesa 170 gramas e foi levado para acreche do zôo, já que sua mãe, Xuxa, teve um parto difícil, ficouestressada e abandonou o filhote.Severino está sendo alimentado com mamadeiras de leite, vitaminas esais minerais. Segundo avaliação dos veterinários, em 60 dias Severinodeve voltar a conviver com a família. De acordo com os biólogos, areprodução do caiarara branco em cativeiro é difícil porque não seconhecebemessaespécierara.Ocaiararabrancoénaturaldasflorestastropicais da Colômbia, Bolívia, Peru e região amazônica do Brasil.Macaco de espécie rara nasce no RioA12 — GERAL QUINTA-FEIRA, 24 DE DEZEMBRO DE 1998 O ESTADO DE S. PAULOAntes de trabalhar com a notícia em si,mostrar ao aluno por que os itens a seguirsão importantes: cabeçalho – número dapágina e número do caderno; nome docaderno; dia da semana, dia do mês e ano dapublicação; suporte de texto; tamanho dasletras; divisão do texto em colunas. Alémdisso, é interessante observar que nem todosos jornais apresentam o cabeçalho nessaordem ou com o mesmo tipo de numeração.Leve para a classe outros jornais paraexemplificação. Você pode, também, levarpara a classe alguns jornais velhos, queestejam completos, e deixar os alunosmanusearem para que possam identificarpágina, caderno etc.É importante trabalhar o aspecto gráfico-visualdo texto, já que se propõe com essa atividadeo trabalho com o texto jornalístico. Todos osaspectos devem ser considerados: tipo deletra, tamanho da letra (no título é bem maiordo que no corpo da notícia), a distribuição dotexto em coluna (nessa notícia temos apenasuma coluna, mas eles lerão outras eencontrarão um outro modelo); a foto comocomplementação do texto, ou a foto comocomplementação e acompanhada de legenda;às vezes apenas foto e legenda; suporte ecabeçalho (fundamental para precisar a datado fato). Por exemplo: na primeira frase dotexto, o advérbio ontem, remete aocabeçalho – data de publicação do jornal;sabemos, assim, que ontem se refere ao dia23 de dezembro de 1998.A leitura não é apenas um processo dedecodificação. É um processo de criação ede confirmação de hipóteses, de inferências,a partir do conhecimento prévio que se temda linguagem e do mundo. Por exemplo,quando se lê o primeiro parágrafo do texto,as palavras não foram reconhecidas uma auma apenas, mas se reconheceu e seinterpretou o seu significado num contextolingüístico mais amplo que inclui frases eparágrafos em que estão inseridas, aseqüência de idéias e informações, asrelações entre elas.Você pode fazer, inicialmente, a leitura dotítulo (passar na lousa). A partir da leitura dele,pode-se criar uma expectativa em relação aorestante do texto. Por exemplo: Qual macaco,De que espécie? Por que a espécie é rara?Quando ele nasceu? Qual é o seu tamanho/peso? Etc. Dessa forma, o leitor, ao realizar aleitura do restante do texto, buscaráinformações sobre o assunto indicado notítulo.Orientações para o professorAula 3
  • 64. 73Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 1Onde o fato aconteceu?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Quando o macaco caiarara branco nasceu? Como você pôde identificar essainformação?____________________________________________________________________________________________________________________Qual é o nome e o peso do animal?____________________________________________________________________________________________________________________Por que a mãe do filhote o abandonou?____________________________________________________________________________________________________________________Para responder às outras questões, releia o texto inteiro.Do que o macaquinho se alimenta? Como ele é alimentado?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Por que a reprodução, em cativeiro, do caiarara branco é difícil?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________O parágrafo da notícia “Macaco de espécie rara nasce no Rio”, quevocê e seus colegas leram e analisaram, é chamado de lead (lemos“lide”).A função do lead é apresentar o resumo dos acontecimentos principais:identifica as pessoas, os lugares envolvidos, quando, o quê, porque ecomo tudo aconteceu.O lead chama a atenção do leitor, desperta a sua curiosidade para ler oresto da reportagem.A palavra lead é de origem inglesa e significa “primeiro lugar”.Macaco de espécie rara nasce no Rio— vejacomo no primeiro parágrafo já encontramosuma ampliação da informação dada no título:O Zoológico do Rio apresentou ontem umfilhote de macaco caiarara branco (Cebusalbifrons), animal em extinção que haviaquinze anos não era reproduzido emcativeiro. Temos a espécie do animal e osmotivos de ela ser rara. Na continuaçãotemos... O macaquinho, que nasceu no dia 28,foi batizado de Severino. O uso do substantivono diminutivo – macaquinho –, que é umareferência ao peso dele – 170 gramas.Ressaltar como a coesão é estabelecida entretítulo e texto; frases dentro do parágrafo: paranão repetir a palavra macaco (usada no título),o autor opta por outras palavras, que semantêm dentro do mesmo campo semântico— filhote, animal.Aos retomarmos o primeiro parágrafo,levantamos as seguintes informações: Dequem se fala no primeiro parágrafo? Domacaco caiara branco. Por que se fala dele?Porque é um filhote de espécie rara, que estáem extinção. A que espécie o filhotepertence? A espécie caiarara branco. Quantopesa o filhote? Ele pesa 170 gramas. Qual onome do macaquinho? O nome dele éSeverino. Para que local do zoológico omacaco foi levado? Ele foi levado para acreche do zoológico. Por que ele foi levadopara a creche? Porque sua mãe teve um partodifícil, ficou estressada e abandonou o filhote.Qual o nome da mãe de Severino? A mãedele se chama Xuxa. Há quanto tempo aespécie caiarara branco não era reproduzidaem cativeiro? Há quinze anos.Outras informações se somam às anteriores:o nome do filhote e a data de seu nascimento.Todas essas informações sobre o filhote sejustificam pelo fato de a notícia estar tratandodo nascimento de uma espécie rara.Observar, ainda, que a apresentação do filhoteaconteceu quase um mês depois do seunascimento. A leitura do primeiro parágrafojá permite ao aluno identificar informaçõessuficientes para justificar o título do texto,reconhecendo, assim a unidade temática.Além de estar, durante esse processo deleitura, identificando características própriasà organização desse tipo de texto, no caso, anotícia. Durante a leitura do primeiroparágrafo, que na notícia chamamos de“lead” (resumo das principais informações),respondemos às perguntas: o quê? quem?quando? onde?Aula 3
  • 65. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 174Em que região do Brasil essa espécie de macaco pode ser encontrada?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Agora, você e seus colegas vão conversar sobre as respostas que deram.Não se esqueça de retomar o texto sempre que achar necessário.Aula 3
  • 66. 75Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 14AulaLíngua PortuguesaProcesso de Leitura e de Produção de TextosDa Agência Folha, em RecifeFiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e RecursosNaturais Renováveis) e PMs apreenderam ontem 500 canários que erammantidos em cativeiro em uma casa, em Recife (PE).Segundo o coordenador de fiscalização do Ibama no Estado, EmanuelDantas, as aves estavam sendo treinadas para participar de “rinhas” —combates entre pássaros comuns no Nordeste.Os canários — 400 da espécie “da terra” e cem do Peru — viviam emcondições precárias, divididos por idade e aglomerados em grupos de50, em gaiolas feitas para abrigar “no máximo” dois deles, disse Dantas.A apreensão ocorreu com autorização da Justiça Federal. O acusadopelo tráfico dos canários, Walter Vieira, teria fugido ao notar amovimentação na rua.Na casa, uma mulher que se identificou como Maria, irmã de Vieira,confirmou aos fiscais que os pássaros eram criados no quintal pelosuspeito.Atividade 1Antes de ler o texto abaixo, converse com seus colegas sobre o que vocêespera encontrar em um texto que fala de animais que são mantidos emcativeiro. Você sabe o que significa a palavra cativeiro?Agora, leia o texto.Fiscais acham 500 canários mantidos em cativeiroFOLHA DE S. PAULO/quarta-feira, 31 de julho de 1996.Agora, vamos saber por que esse texto é uma notícia. Para isso, releia,primeiro, o 1º parágrafo e do texto tente responder às questões.Qual é o fato que está sendo noticiado nesse parágrafo?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e RecursosNaturais Renováveis) e PMs apreenderam ontem 500 canários que erammantidos em cativeiro em uma casa, em Recife (PE).Antes de trabalhar com a notícia em si,mostrar ao aluno por que os itens a seguirsão importantes: cabeçalho – número dapágina e número do caderno; nome docaderno; dia da semana, dia do mês e ano dapublicação; suporte de texto; tamanho dasletras; divisão do texto em colunas. Alémdisso, é interessante observar que nem todosos jornais apresentam o cabeçalho nessaordem ou com o mesmo tipo de numeração.Leve para a classe outros jornais paraexemplificação. Você pode, também, levarpara a classe alguns jornais velhos, queestejam completos, e deixar os alunosmanusearem para que possam identificarpágina, caderno etc.Você pode fazer, inicialmente, a leitura dotítulo (passar na lousa). Procure saber queexpectativas os alunos têm em relação a umtexto com esse título. Dessa forma, o leitor,ao realizar a leitura do restante do texto,buscará informações sobre o assunto indicadono título.Veja como no primeiro parágrafo jáencontramos uma ampliação da informaçãodada no título: fiscais do Ibama e PMsapreenderam ontem 500 canários que erammantidos em cativeiro em uma casa, emRecife (PE).No primeiro parágrafo, levantamos asseguintes informações: De que se fala noprimeiro parágrafo? Da apreensão feita pelosfiscais. Por que se fez a apreensão? Porqueas aves eram mantidas em cativeiro. Onde aapreensão foi feita? Em Recife (PE) – chamara atenção para o uso dos parênteses queaparecem duas vezes nesse parágrafo: umapara explicar a sigla Ibama; a outra paramostrar o estado. Quando a apreensãoaconteceu? No parágrafo temos o uso doadvérbio ontem, que permite, na consulta aocabeçalho, saber que foi no dia 30 de julhode 1996.A leitura do primeiro parágrafo já permite aoaluno identificar informações suficientes parajustificar o título do texto, reconhecendounidade temática. Além de estar, duranteesse processo de leitura, identificandocaracterísticas próprias à organização dessetipo de texto, no caso, a notícia.Durante a leitura do primeiro parágrafo, quena notícia chamamos de “lead” (resumo dasprincipais informações), respondemos àsperguntas: o quê? quem? quando? onde?A leitura dos outros parágrafos oferece maisOrientações para o professorLeitura de textos jornalísticos e publicitários:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosAula 4
  • 67. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 176Quem fez a apreensão das aves?____________________________________________________________________________________________________________________Onde a apreensão aconteceu?____________________________________________________________________________________________________________________Quando aconteceu a apreensão? Como você pôde identificar essainformação?____________________________________________________________________________________________________________________Para responder as outras questões, você precisa reler o texto na íntegra.Não se esqueça de indicar em que parágrafo você encontrou a informação.Com que finalidade as aves eram mantidas em cativeiro?____________________________________________________________________________________________________________________Em que condições as aves viviam no cativeiro?____________________________________________________________________________________________________________________Quem autorizou a apreensão das aves?____________________________________________________________________________________________________________________Quem estava mantendo as aves em cativeiro?____________________________________________________________________________________________________________________No texto, quem são:Emanuel Dantas: _____________________________________________Walter Vieira: _______________________________________________Maria: _____________________________________________________informações sobre o acontecimento como:2º parágrafo: o porquê de as aves seremmantidas em cativeiro3º parágrafo: as condições em que as avesviviam no cativeiro4º parágrafo: quem autorizou a apreensãoAula 4
  • 68. 77Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 15AulaLíngua PortuguesaProcesso de Leitura e de Produção de TextosEntre todas as pessoas existentes no mundo em que vivemos, talvez existamuma ou duas que tenham a mesma idade da Coca-Cola, ou sejam apenasalguns anos mais velhas do que ela. É anterior ao automóvel, ao rádio, aocinema, à televisão, às histórias em quadrinhos e a mil outras utilidades davida moderna.Foi criada em 1886, por um veterano da guerra civil americana, John S.Pemberton, que era um farmacêutico.Na cidade de Atlanta, na Geórgia, nos Estados Unidos, Pemberton instalousua fábrica em uma casa de dois pavimentos, de tijolos vermelhos, quaseem ruínas. No laboratório havia apenas um caldeirão de ferro, de três pernas,instalado no fundo do quintal. Nesse caldeirão, aquecido a fogo de lenha,ele misturava e provava, sem cessar, vários ingredientes, em busca de umafórmula para uma nova bebida. Levou, certa vez, um jarro de seu xarope auma casa de refrescos. Fez adicionar-lhe soda, o que o tornou de paladarmais agradável, provocando dos fregueses comentários e sugestões. Sófaltava, então, encontrar-lhe um bom nome.Um guarda-livros, F.M.Robinson, sabendo que o sabor da bebida provinha,em parte de folhas de cacau e de nozes de cola, escreveu em boa caligrafia- “Coca-Cola”.Pemberton vendeu, no primeiro ano, 25 galões de xarope, e mais de mil noano seguinte. Doente, e com necessidade de dinheiro, vendeu uma parte dafórmula por 1200 dólares. Pouco antes de morrer vendeu o restante por 550dólares.O homem que comprou a bebida foi Asa Candler. Ele transformou a bebidade curiosidade local em um grande negócio. Entre 1889 e 1919, todo o país,isto é, os Estados Unidos, ficou conhecendo a bebida.A publicidade tem sido a responsável pelo sucesso da Coca-Cola em todasas fases de sua existência. No primeiro ano, foram feitos anúncios que eramcolocados em todos os toldos de bares e cafés. No segundo ano, a Coca-Cola era anunciada nos bondes de tração animal, através de frases curtas:“Deliciosa e refrescante”, em 1889;“A pausa que refresca “, em 1907.Houve época, em 1887, em que a Coca-Cola foi anunciada como “Tônico docérebro e bebida intelectual”. Em 1897, era anunciada como a bebida que“curava dores de cabeça, combatia o cansaço físico e mental, restauravaas energias, o sono de quem não conseguia dormir etc.” Os anúncios exibiamVocê gosta de refrigerante? Que refrigerante você já experimentou?Atividade 1Leia o texto abaixo.A história singular daPara que o aluno possa mobilizarconhecimentos que tem a respeito doassunto que será tratado na aula, é importanteque você o estimule.No momento em que eles estiverem falandosobre os refrigerantes que já experimentarame conhecem, solicite que escrevam na lousaos nomes desses refrigerantes; aproveite,também, para perguntar se eles se lembramdo tipo de letra, as cores com as quais o nomedo produto é conhecida; que tipo deembalagem é usada para engarrafar oproduto. Qual dos produtos eles acham queé mais consumido no Brasil, por quê?Atividade 1Peça aos alunos para fazerem uma leituraindividual e silenciosa do texto. Depois, façavocê uma leitura em voz alta.Após a leitura do texto, solicite que os alunos,em grupo, tentem responder às questões;diga-lhes que podem marcar no texto asinformações que acharam mais importantesou mais interessantes. Esse trabalho emgrupo possibilita que os alunos troqueminformações, recuperem informações quenão tinham apreendido na leitura individual.É importante que você esteja muito atento,durante o tempo em que os alunos estiveremtrabalhando em grupo, pois, por não estarem,muitas vezes, habituados a ler textosconsiderados mais extensos, tendem aabandonar a tarefa com o argumento de queo texto é difícil. O que não deixa de serverdade: todo texto é difícil, independente dotamanho, se não tivermos desenvolvidohabilidades que nos permitam fazer leituracompreensiva.Observe que estratégias os grupos utilizampara responder às questões.Todas as estratégias são válidas, desde quesejam discutidas no grupo, que todosparticipem e coloquem seu ponto de vista.Nesse primeiro momento sua intervençãodeve acontecer apenas quando perceber queos grupos estão com dificuldades pararesolver as questões.É possível, por exemplo, que um grupo façaa compreensão do texto através doestabelecimento de uma cronologia, marcada,literalmente, por datas que vão determinandoa progressão do texto. Converse com osalunos sobre isso.Orientações para o professorLeitura de textos jornalísticos e publicitários:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosAula 5
  • 69. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 178homens estudando, cansados. Atualmente os anúncios da Coca-Cola secaracterizam pela sua discrição.Em 1894, Asa Candler mandou pintar anúncios em paredes. Nos parques dediversões eram pintados grandes copos de Coca-Cola. As pessoas quetrabalhavam para ele distribuíam leques, bandejas, caixas de fósforos,guardanapos de papel, tudo com o nome da Coca-Cola. A sua idéia genialfoi distribuir vales para “uma Coca-Cola em qualquer casa de refresco”.Eram distribuídos gratuitamente em barbearias, nos hotéis e até nas ruas.A Coca-Cola era colocada em barris de madeira, como outras bebidas.Quando não se conseguia barris novos, usava-se o de outras bebidas, queeram pintados de um vermelho especial, que ficou conhecido como a cor daCoca-Cola. Ela foi engarrafada pela primeira vez em 1894. As primeirasgarrafas, com o formato da garrafa pequena que conhecemos, foramdesenhadas em 1916, imitando o corpo de uma mulher com um vestido daépoca.A Coca-Cola já teve muitas rivais, entre as quais a Citro-Cola, Lime-Cola,Tex-Cola, Cal-Cola, Caro-Cola, Taka-Cola, Cola-Nola, Carbo-Cola, Coke-Ola.A fórmula mágica até 1947, conhecida por pouquíssimas pessoas, eracompostadeágua,amesmaquantidadedeaçúcar,caramelo,ácidofosfórico,baunilha, um pouco de cafeína, extrato de folhas de cacau e de nozes decola e um ingrediente secreto chamado X7. Hoje, há algumas alterações nosingredientes básicos, que eram usados antigamente.Na China, a marca é escrita por caracteres que poderiam ser traduzidos:“Faz feliz a boca do homem”.A Coca-Cola deixou de ser uma bebida nacional e passou a ser uma bebidauniversal.Agora, junto com seus colegas de grupo, tente responder às questões abaixo.Em que ano a Coca-Cola foi criada?O que foi e o que tem sido responsável pelo sucesso desse refrigerante?Quais foram as primeiras frases que anunciavam o produto nos bondesde tração animal?Explique por que:◆ vermelho ficou conhecido como a cor da Coca-Cola;◆ a garrafa pequena foi desenhada com o formato que conhecemos;◆ no texto, o autor diz que a Coca-Cola passou de bebida nacional auniversal.Segundo o texto, a Coca-Cola era anunciada em bondes de tração animalpor meio de frases como: “Deliciosa e refrescante”, “A pausa querefresca”. Você acha que essas frases são um convite para se beberesse refrigerante? Por quê?WHARTON, Don. “A história singular da Coca-Cola”,em Seleções. Cuba: 1947, p.117-120.○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○■ 1886: criação do refrigerante.■ 1887: a Coca-Cola foi anunciada como“tônico do cérebro e bebida intelectual”.■ 1889: divulgação da bebida nos EstadosUnidos.■ 1894: o refrigerante foi engarrafado pelaprimeira vez■ 1897: é anunciada como bebida que curvadores de cabeça, combatia o cansaçofísico e mental...”.■ 1916: aparece a garrafa com formatopequeno. Essa garrafa imita o corpo deuma mulher com um vestido da época.■ 1947: até essa data a fórmula da Coca-Cola, conhecida por poucas pessoas, eracomposta de água, a mesma quantidadede açúcar, caramelo, ácido fosfórico,baunilha, um pouco de cafeína, extratode folhas de cacau e de nozes de cola eum ingrediente secreto chamado X7.Aula 5
  • 70. 79Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 16AulaLíngua PortuguesaProcesso de Leitura e de Produção de TextosSó .......................................... lava mais branco.Tem que ser mais gostosa, tem que ser .......................................... .Tomou ....................................... , a dor sumiu.Beba .....................................................Sempre cabe mais um, quando se usa ..................................................... .Legítimas, só ....................................................... ................................................... : 1001 utilidadesViaje bem. Viaje .....................................Na última aula, você leu e conversou com seus colegas sobre o textoque fala do surgimento de uma das marcas de refrigerante maisconhecidas do mundo: a Coca-Cola. Leu alguns slogans que foramutilizados para divulgar essa marca como: Sempre Coca-Cola, Deliciosae refrescante. Ficou sabendo, também, que essas frases são criadaspara mostrar as qualidades do produto que está sendo oferecido aopúblico. Hoje, vamos conversar um pouco mais sobre slogans.Não se esqueça de que...slogan é uma frase curta, fácil de entender e de guardar namemória e que apresenta as qualidades de um produto ou deserviços prestados por uma empresa.1. Solicite aos alunos que leia,silenciosamente, as frases da atividade 1.2. Conversem sobre o que leram. Leve-osa refletir sobre■ o poder, a força que os sloganspossuem para nos convencer sobreas qualidades de um produto oumesmo impor uma idéia;■ o uso de palavras (verbos noimperativo), que nos dãopraticamente uma ordem, tentam nosimpor o produto como necessário àsnossas vidas;■ o uso de palavras ou expressões quequalificam o produto de modoexagerado ou intensificador: maisbranco, legítimas, 1001 utilidades;■ a repetição de palavras, vogais,consoantes, fonemas. E: Viaje... Viaje/Tem... Tem etc.;3. Acompanhe o que cada aluno estáfazendo, como está desenvolvendo suasatividades. Observe os critérios utilizadospelos alunos para completar as frases. Oprimeiro critério, pela lógica, deve ser ode completar as frases que já conhecem.Depois, provavelmente, eles consultarãoos colegas para conseguir as informaçõesde que precisam; caso isso aconteça, nãotolha a iniciativa dos alunos; isso tambémfaz parte do processo: é a formaencontrada para resolver as questões quelhes são propostas.Ajude-os com as frases que não conseguiremcompletar.Só OMO lava mais brancoTem que ser mais gostosa, tem que serDelíciaTomou Doril, a dor sumiu.Beba Coca-ColaSempre cabe mais um, quando se usaREXONALegítimas, só havaianasBom-bril: 1001 utilidadesViaje bem. Viaje VaspOrientações para o professorLeitura de textos jornalísticos e publicitários:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosO que você achou da atividade? Foi difícil completar as frases? Por quê?Você já tinha lido/ouvido alguma dessas frases antes? Onde?__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Atividade 1Leia as frases abaixo.Agora tente completá-las usando os nomes que aparecem no quadro abaixo.REXONA COCA-COLAOMOHavaianasBom-BrilVASPDORILDelíciaDelíciaDelíciaDelíciaDelíciaAula 6
  • 71. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 180Atividade 2Vamos reler alguns desses slogans?Só OMO lava mais brancoApós a leitura da frase, você acha que podemos dizer o que, segundo osseus fabricantes, o sabão em pó OMO tem, que os outros não têm?Observe com atenção duas palavras que aparecem no slogan: só e mais.Leia o slogan sem essas palavras.OMO lava brancoVocê conhece alguma marca de sabão em pó que não se proponha a fazerisso: lavar branco? Se o slogan do OMO fosse esse, ele se diferenciaria dosoutros sabões? Por quê?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Então, vamos ver a importância das palavras só e mais nesse slogan? Paravocê, o que significa só? E mais?____________________________________________________________________________________________________________________Leia mais um slogan.Legítimas, só havaianasO que as havaianas têm, que as outras não têm?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Na aula de hoje, você viu a marca de produtos como:sabonete, sabão em pó, margarina etc.. Para a próximaaula, você deve trazer algum texto sobre uma dessasmarcas. Procure em jornais e revistas velhos.PesquisaAtividade 2No slogan do sabão em pó OMO, chame aatenção para o uso do advérbio mais queintensifica o significado de branco, ou seja,ele não lava apenas branco; ele lava maisbranco, e isso o diferencia dos outros; alémdisso, aparece no slogan também a palavrasó, o que significa dizer que OMO é o únicoque lava mais branco.No slogan das sandálias havaianas, a ênfaseestá nas palavras legítimas e só. Repare queaqui, também, há a escolha de uma palavraque quer mostrar que não existe outrasandália igual à havaianas: ela é única. O usoda palavra legítima dá credibilidade econfiança ao produto; em outras palavras, oanunciante quer dizer que as outras sandáliassão falsificadas.Se houver tempo, você pode explorar osoutros slogans.Aula 6
  • 72. 81Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 17AulaLíngua PortuguesaProcesso de Leitura e de Produção de TextosApós a leitura do texto, tente responder às questões.Você acha que o canguru que aparece no texto é macho ou fêmea? Porquê?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Na aula anterior, você leu um texto que conta como surgiu o refrigeranteCoca-Cola.Hoje, vamos ler outro texto, que também traz o nome da Coca-Cola.Atividade 1Leia o texto abaixo.Revista Claudia Nº 425 – fevereiro/1997. Editora Abril1. Organize a sala de aula de modo que osalunos possam trabalhar em grupo.2. Solicite que observem e leiam apropaganda.3. Converse com os alunos sobre■ o modo como o texto foi escrito emrelação ao espaço do papel;■ os significados das ilustrações usadasque, jumtamente com algumaspalavras, pretendem atingir a umpúblico definido;■ a relação das ilustrações com aspalavras ou expressões quequalificam o produto, que têm oobjetivo de causar uma atmosfera deinteresse, tentando nos convencer acomprá-lo e a usá-lo;■ o poder, a força que os sloganspossuem para nos convencer sobreas qualidades de um produto oumesmo de impor uma idéia;■ o uso de palavras ou expressões quequalificam o produto de modoexagerado ou intensificador;■ a repetição de palavras;■ o uso de uma mesma palavra em umasituação com significados diferentes;■ o uso de aspas para destacar a palavraou expressão escrita;■ o logotipo da empresa ou produto.4. Instigue-os a que façam comentáriossobre o que leram, pontos que acharaminteressantes ou curiosos.5. Solicite que leiam e resolvam as questõespropostas na atividade.6. Acompanhe o que cada aluno estáfazendo, como está desenvolvendo atarefa.7. Resolva coletivamente as questões queforam propostas na atividade; faça comque todos os alunos participem.As questões propostas pretendem levar oaluno à uma compreensão global do texto.Entretanto, para que isso ocorra, é necessáriocriar um ambiente de colaboração, no qualos alunos possam falar entre si e com oprofessor.A resolução das questões dependerá muitodos conhecimentos prévios (textuais,lingüísticos e de mundo) de que o alunodispõe. A seguir, há uma síntese do que éimportante explorar em cada questão.Orientações para o professorLeitura de textos jornalísticos e publicitários:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosAula 7
  • 73. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 182Onde a mamãe canguru está? Como você chegou a essa informação?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Por que ela está usando óculos de sol? Eles combinam com o tempo e olugar onde ela está?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Na frase Mamãe Sabe Tudo, a quem a palavra mamãe se refere? Comovocê sabe disso?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Ainda na frase Mamãe Sabe Tudo, o que a mamãe sabe? O que é tudo?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Onde as garrafas de refrigerantes foram colocadas? O que os canguruscostumam guardam nesse lugar? Por que, então, as garrafas derefrigerante foram colocadas aí?____________________________________________________________________________________________________________________Você deve ter observado a posição das “patinhas” do canguru sobre asgarrafas de refrigerante. Por que você acha que o canguru está com aspatinhas nessa posição?____________________________________________________________________________________________________________________Você acha que o canguru que aparece notexto é macho ou fêmea? Por quê?Para responder à questão, o aluno poderáfazer uso de indicador importante do própriotexto Mamãe sabe tudo. Entretanto, poderáutilizar uma informação que não se encontrano texto, mas que pode utilizar por conhecersobre o animal: só as fêmeas têm a bolsa. Senão tiver esse conhecimento, pode se utilizarde outros, próprios da nossa cultura: o lençoque a mamãe canguru traz no pescoço. Emgeral, esse tipo de acessório é usado pelasmulheres.Onde a mamãe canguru está? Como vocêchegou a essa informação?Ela está na praia.Por que ela está usando óculos de sol? Elescombinam com o tempo e o lugar onde ela está?É pouco provável que algum aluno discordeda idéia comum de que as pessoas costumamusar óculos de sol quando a temperatura estáalta e, principalmente, se estiverem na praia.Na frase Mamãe Sabe Tudo, a quem apalavra mamãe se refere? Como você sabedisso?É muito importante que você explore, leveos alunos a lerem e a relacionarem texto esuporte de texto.Provavelmente, muitos alunos não conhecema revista Claudia, por não ser, esta, destinadaao público infantil. Se necessário, fale umpouco sobre os textos que, normalmente, sãopublicados na revista Claudia. O melhor serialevar alguns exemplares para a sala de aula.Se os alunos tiverem a oportunidade defolhear a revista, verificarão com maisfacilidade o público a que se destina e,consequentemente, relacionarão à fraseMamãe sabe tudo; ou seja, a palavra mamãese refere tanto à mamãe canguru quanto àsmamães, que leram o texto na revista Claudia.Ainda na frase Mamãe Sabe Tudo, o que amamãe sabe? O que é tudo?Mamãe sabe como proteger seus filhos,escolhendo o que é melhor para eles.Onde as garrafas de refrigerante foramcolocadas? O que os cangurus costumamguardam nesse lugar? Por que, então, asgarrafas de refrigerante foram colocadasaí?As mães-canguru usam a bolsa para colocarseus filhotes. O fato de o texto trazer umafoto de uma mamãe canguru com a bolsacheia de coca-cola reforça a idéia de que aCoca-Cola é o melhor refrigerante para se daraos filhos, pois mãe sabe como cuidar dosfilhos e sempre escolhe o melhor para eles.Aula 7
  • 74. 83Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 18AulaLíngua PortuguesaProcesso de Leitura e de Produção de TextosAtividade 1É hora de ...Não é preciso perguntar se você gosta de brincar, não é verdade? Mas épossível perguntar do que você gosta de brincar, que brincadeiras conhece,como são essas brincadeiras, que nomes elas têm?Leia abaixo uma lista de nomes de brincadeiras. Depois marque com um Xas que você conhece.BARRA-MANTEIGAAMARELINHAACADEMIAROUBA-BANDEIRABOCA DE FORNOCABRA-CEGAESCONDE-ESCONDEPASSA-ANEL31 ALERTASEU-MESTRE-MANDOUBARRA-BANDEIRATACOQUEIMADABENTE-ALTASMACACABALEADOCINCO MARIASPIQUE-ESCONDESALVA-BANDEIRABOLE-BOLEVITÓRIABUGALHAAntes de dar início às atividades propostas naaula, converse com os alunos sobre o que farãonessa aula. A conversa inicial tem comoobjetivo contextualizar o que será lido, a fim deque os alunos possam antecipar idéias e obterinformações que irão auxiliar sua compreensão.Atividade 1O objetivo da atividade é mobilizar osconhecimentos que os alunos têm a respeitodas brincadeiras que divertem as crianças deNorte a Sul do país.É interessante que os alunos percebam queos nomes mudam, mas, em geral, asbrincadeiras são as mesmas em todas asregiões do Brasil.Depois de conversarem sobre os nomes dasbrincadeiras, confira, junto com eles, os váriosnomes de uma mesma brincadeira.■ amarelinha, academia, macaca■ rouba-bandeira, barra-bandeira, salva-bandeira, vitória■ boca-de-forno, seu-mestre-mandou,mestre■ cabra-cega, galinha-cega, cobra-cega■ esconde-esconde, 31 alerta, pique-esconde■ passa-anel, jogo-do-anel, anelzinho■ taco, bente-altas, bets■ bole-bole, pedrinhas, cinco-marias■ chicotinho-queimado, quente-frio,cipozinho-queimado■ queimada, baleado, bola-queimada■ pega-pega, pique-pega, pegadorAtividade 2A atividade propõe a leitura e compreensão deum texto instrucional.Os alunos já devem conhecer a brincadeira,mesmo que seja com um nome diferente. E oconhecimento sobre a brincadeira será,evidentemente, usado no processo de leiturado texto.O mais importante nesse momento é que elesestejam em contato com a brincadeira por meioda leitura de suas regras.Além das questões propostas, você podeformular outras, dependendo das informaçõese expectativas dos alunos em relação aoassunto.Durante o processo de leitura, que culminarácom a resolução das questões, é importanteOrientações para o professorLeitura de textos jornalísticos e publicitários:identificação dos elementos constitutivos e doselementos envolvidos na produção desses textosAula 8
  • 75. Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 184Agora, converse com seus colegas de classe sobre os nomes dasbrincadeiras que você marcou.A professora vai anotar na lousa os nomes das brincadeiras. Depois vocêsvão verificar quantas delas conhecem.Escolha uma das brincadeiras que você marcou para contar aos colegas oque é necessário para poder brincar. Não se esqueça de explicar...como se brinca;como começa a brincadeira;quantas pessoas podem brincar;onde se pode brincar;o que é necessário para poder brincar.Atividade 2Leia o texto abaixo junto com seus colegas de grupo.Fazer o diagrama conforme ilustração,no chão, com giz ou outro meio: ojogador se coloca no “inferno” e jogauma pedrinha chata no primeiro espaço.Caindo dentro dele, o jogador pula emum pé só nos quadrados 2 e 3. Usarambos os pés, nas asas 4 e 5, 7 e 8, e umpé só também no quadro 6. Chegar ao“céu” com ambos os pés. Voltar, então,fazendo o trajeto contrário, masobedecendo às regras. Quando chegarao quadro 2, abaixar-se, pegar apedrinha e ir ao “inferno”. E assim,sucessivamente, em todos os quadros— saltando aquele onde a pedrinha caire pegando-a na volta. Cada vez que erra,o jogador cede o lugar ao colega, mas,ao chegar de novo a sua vez, continuade onde parou.céuinferno7 864 5321Observação: Quando jogar a pedrinha no “céu”, pular até as asas 7 e 8 epegar a pedrinha.Outra regra: Se a pedra cair nas linhas ou em outro quadrado, não vale, eo jogador deve ceder a vez. O jogador também não pode pisar nas linhas;somente dentro dos quadros.BRANDÃO, Helena & FROESELER, Mª das Graças V. G..O livro dos jogos edas brincadeiras: para todas as idades. Belo Horizonte: Leitura, 1997que não se perca de vista o objetivo dessetipo de texto: informar sobre as regras de umjogo, a fim de que as pessoas tenham aoportunidade de jogá-lo.■ “o jogador se coloca no “inferno” e jogauma pedrinha chata no primeiro espaço,caindo dentro dele, o jogador pula em umpé só nos quadrados 2 e 3.■ Lendo as informações e observando ailustração, qual é o primeiro espaço aoqual o texto se refere? A leitura maisatenciosa do texto perceberá que de 1 a8 o único numeral que não aparece é onúmero 1. ....■ Nesse mesmo trecho, a que a palavradele se refere? O pronome dele se refereà palavra espaço. Na leitura desse trecho,o leitor pode inferir, também, que ojogador pula nos quadrados 2 e 3 seacertar o quadrado 2: a expressão caindodentro dele é que permite a inferência.■ “Voltar, então, fazendo o trajeto contrário,mas obedecendo às regras. Quandochegar ao quadro 2, abaixar-se, pegar apedrinha e ir ao ‘inferno’”.■ A pedrinha que o jogador deve pegar navolta, se encontra no quadro 2? Foi nessequadrado que ele a deixou quando saiudo “inferno” em direção ao “céu”? Apedrinha encontra-se no quadro 1, maso jogador deverá pegá-la ao colocar o péno quadro 2.■ “E assim, sucessivamente, em todos osquadros — saltando aquele onde apedrinha cair e pegando-a na volta.”■ Você sabe o que significa a palavrasucessivamente? Foi possível saber osignificado da palavra na leitura do texto?É possível entender que sucessivamentesignifica que a mesma ação se repetirávárias vezes.■ Nesse trecho, a palavra aquele se referea que? E a palavra a, em pegando-a?dentre todos os quadros, deve-se saltaraquele — quadro — onde a pedrinha cair.Após a análise das questões, você podepropor que os alunos coloquem em prática ateoria depreendida da leitura do texto.Leve os alunos para um local em que possamdesenhar/traçar uma amarelinha e realizar abrincadeira.Aula 8
  • 76. 85Atividades de Apoio à Aprendizagem 2Unidade 3 ■ Aula 1Você conhece essa brincadeira? Você a marcou na lista de nomes debrincadeiras da atividade anterior? Qual o nome dela?Agora, releia o texto e tente responder às perguntas.“o jogador se coloca no “inferno” e joga uma pedrinha chata no primeiroespaço,caindodentrodele,ojogadorpulaemumpésónosquadrados2e3.◆ Lendo as informações e observando a ilustração, qual é o primeiroespaço ao qual o texto se refere?◆ Nesse mesmo trecho, a que a palavra dele se refere?“Voltar, então, fazendo o trajeto contrário, mas obedecendo às regras.Quandochegaraoquadro2,abaixar-se,pegarapedrinhaeirao‘inferno’”.◆ A pedrinha que o jogador deve pegar na volta, se encontra no quadro2? Foi nesse quadrado que ele a deixou quando saiu do “inferno” emdireção ao “céu”?“E assim, sucessivamente, em todos os quadros — saltando aquele ondea pedrinha cair e pegando-a na volta.”◆ Você sabe o que significa a palavra sucessivamente? Foi possívelsaber o significado da palavra na leitura do texto?◆ Nesse trecho, a palavra aquele se refere a quê? E a palavra a, empegando-a?Brincando também se aprende!Você acha que já está pronto para explicar aoutros colegas como se brinca?Aula 8
  • 77. PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLARGESTAR IDIPRO / FNDE / MECCONSULTORES DAS ÁREAS TEMÁTICASLíngua PortuguesaMaria Antonieta Antunes CunhaDoutora em Letras - Língua PortuguesaUniversidade Federal de Minas Gerais/UFMGProfessora Adjunta Aposentada - Língua Portuguesa - Faculdade de LetrasUniversidade Federal de Minas Gerais/UFMGMatemáticaCristiano Alberto MunizDoutor em Ciência da EducaçãoUniversidade Paris XIIIProfessor Adjunto - Educação Matemática - Faculdade de EducaçãoUniversidade de Brasília/UnBNilza Eigenheer BertoniMestre em MatemáticaUniversidade de Brasília/UnBProfessora Assistente Aposentada - Departamento de MatemáticaUniversidade de Brasília/UnB
  • 78. PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLARGESTAR IDIPRO / FNDE / MECDiretora de Assistência a Programas Especiais - DIPROIvone Maria Elias MoreyraChefe da Divisão de Formulação e Implementação - DIFIMDébora Moraes CorreiaEQUIPE EDITORIALAssessoria PedagógicaMaria Umbelina Caiafa SalgadoConsultora - DIPRO/FNDE/MECCoordenação GeralSuzete Scramim Rigo - IQECoordenação PedagógicaRegina Maria F. Elero Ivamoto - IQEElaboraçãoMarília Barros Almeida Toledo - Matemática - IQESuzana Laino Cândido - Matemática - IQEMaria Valíria Aderson de Mello Vargas - Língua Portuguesa - IQEKahori Miyasato - Língua Portuguesa - IQEEquipe de Apoio TécnicoMarcelina da Graça S. Peixoto - IQEMaria Christina Salerno dos Santos - IQEProdução EditorialInstituto Qualidade no Ensino - IQE