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Dicionário de termos da gramática

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  • 1. Dicionário de Termos da Gramática Os termos estão dispostos em ordem alfabética. Use o índice, a barra de rolagem ou as teclas "Page Down" ou Page up" para se movimentar na tela. Índice |A| |B| |C| |D| |E| |F| |G| |H| |I| |J| |K| |L| |M| |N| |O| |P| |Q| |R| |S| |T| |U| |V| |W| |X| |Y| |Z| A Acento Agudo O acento agudo é utilizado para indicar graficamente as vogais tônicas a, i e u e para indicar também as vogais tônicas abertas e e o. Exemplos: má, saí, baú, amável, incrível, solúvel, átomo, tísico, fúnebre, ré, cipó, Sibéria, vitória, écloga, ótimo. *** Acento Diferencial O acento diferencial é usado para distinguir certas palavras que viriam a possuir a mesma forma. Exemplos: Pode (presente do indicativo) e Pôde (pretérito perfeito). *** Acento Circunflexo O acento circunflexo é utilizado para indicar as vogais tônicas fechadas e e o, assim como a acentuação tônica de a seguida de m e n. Exemplos: ipês, atônito, Tâmisa, lâmpada, pânico. Emprega-se o uso do acento circunflexo em verbos como ter (e seus derivados conter, deter, reter, obter, abster, etc.), vir (e seus derivados, como provir) na terceira pessoa do plural no presente do modo indicativo, como método de distinção dos mesmos verbos conjugados na terceira pessoa do singular do presente do modo indicativo. Assim: Ele tem, Eles têm; Ele obtém, Eles obtêm, Ele vem, Eles vêm, Eleprovém, Eles provêm. O acento circunflexo ainda é utilizado para distinções como, por exemplo, entre o verbo pôr e a preposição por, e ainda entre o verbo poder na terceira pessoa do presente do modo indicativo (pode) e o mesmo verbo na terceira pessoa do pretérito perfeito do modo indicativo (pôde). *** Acento Gráfico Acento Gráfico é o sinal utilizado, em algumas palavras, para indicar a sílaba tônica. Exemplos: Sílaba, provém, características, Café. *** Acento Grave O acento grave é utilizado para indicar graficamente a crase (fusão) entre a preposiçãoa e a modalidade feminina do artigo (a, as) ou ainda a crase entre a preposição a e os pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s) e aquilo. Muitas vezes, o acento grave é confundido com o conceito de crase mas, na verdade, o acento grave constitui apenas um indicador desse processo de fusão entre duas vogais. *** Acento Tônico Acento Tônico é o acento da fala; manifesta-se pela maior intensidade da voz na pronúncia de uma sílaba. Exemplos: fala (acento tônico na sílaba fa), palavra (acento tônico na sílaba la) *** Adjetivo Os adjetivos são as palavras que atribuem características mais peculiares (no contexto da enunciação) a seres, objetos ou conceitos representados pelos substantivos. Tais características podem ser uma qualificação, um estado, uma aparência. São termos determinantes dos substantivos, concordando com estes em gênero e número (salvo exceções de adjetivos uniformes, que não se flexionam de
  • 2. acordo com o gênero do substantivo, como por exemplo: o gosto ruim, a coisa ruim, o gesto simples, a questãosimples, o copo frágil, a caixa frágil). Exemplos: Boas moças agem desta forma; O arfrio ia entrando pelas frestas do barracão; As nuvens encobriam tudo, e o Sol emanava uma luz desbotada. *** Adjetivos Pátrios Adjetivos pátrios são os adjetivos que designam a origem pátria, a origem nacional de seres, objetos ou conceitos. Exemplos: Civilização grega, filósofos alemães, produtosjaponeses, política inglesa. *** Adjunto Adnominal Adjunto adnominal é o termo acessório da oração que qualifica especificamente a significação de um substantivo. Os adjuntos adnominais podem se apresentar na forma de artigos, numerais, adjetivos, locuções adjetivas, pronomes adjetivos ou até orações adjetivas. Exemplos: Um carro passava pela rua deserta; Os três amigos se encaminhavam para a festa; Olhos de fera perscrutavam as ações audaciosas daquele rapaz; Um velho homem hesitava ao atravessar a rua; Nosso lema é este; Contempla-se o tempo que passa. *** Adjunto Adverbial Adjunto adverbial é o termo acessório da oração que expressa o sentido circunstancial do verbo. Os adjuntos adverbiais podem ser: de causa, de intensidade, de lugar, de modo, de tempo, de finalidade etc... Exemplos: Trabalhou exaustivamente na execução de seus projetos; Hoje, acordei mais cedo e tive bons pressentimentos; A garota tem trejeitos muito esnobes; Gastou todas suas energias para nada; Foram ao baileanimados. *** Advérbio Os advérbios são as palavras utilizadas para a expressão das circunstâncias em que ocorre uma ação, especificando o sentido do verbo, ou ainda são palavras utilizadas para a amplificação do sentido de um adjetivo. A Nomenclatura Gramatical Brasileira define alguns tipos de advérbios: advérbios de afirmação, advérbios de negação, advérbios de dúvida, advérbios de tempo, advérbios de lugar, advérbios de modo, advérbios de intensidade, advérbios interrogativos (interrogativos de tempo, de lugar, de modo, de causa) *** Afixo Os afixos são unidades mórficas antepostas ou pospostas aos radicais, que lhe infundem, desta forma, nova amplitude ou novo sentido de significação. Os afixos podem ser prefixos (afixos que antecedem o radical) ou sufixos (afixos que são colocados depois do radical). As derivações resultadas da união de prefixos ou sufixos ao radical envolvem a derivação por sufixação, a derivação por prefixação, ou ainda a derivação parassintética. Exemplos de palavras derivadas por prefixação são: da palavradestinar deriva-se predestinar ; a palavra desandar, cujo prefixo (des-) insere a palavra andar em sentido de oposição ao seu próprio significado original. Na derivação por sufixação, constituem exemplos as palavras pobreza (derivação através da palavra primitiva pobre, em que, acrescentado o sufixo, ganha significação de maior amplitude), e imaginário (forma nominal derivada originalmente do verbo imaginar). *** Agente da Passiva Agente da passiva é o complemento que designa o ser que, na construção da voz passiva, pratica a ação exercida sobre o sujeito. Exemplos: As casas foram construídas por aqueles operários; O plano foi delineado pelo comandante. *** Alfabeto
  • 3. Chama-se alfabeto o conjunto de sinais gráficos, dispostos em ordenação, que são utilizados para a representação escrita dos vocábulos. No alfabeto da língua portuguesa constam 23 sinais gráficos, ou letras: a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u v x z. As letras k, w e y têm utilização específica, como em símbolos e abreviações convencionadas internacionalmente, ou ainda em nomes de origem estrangeira (e seus derivados na língua portuguesa), nos quais se empregam tais letras originariamente. *** Aposto Aposto é o termo que se destina à explicitação de outro termo como um substantivo, um pronome ou um similar destes. Exemplos: Macunaíma, livro de Mário de Andrade, é um belo representante da criação literária brasileira; Vocês, tementes a Deus, devem fazer sempre suas orações; O bairro do Bexiga é um dos mais freqüentados da noite paulistana. *** Artigo Os artigos são as palavras que se antepõem aos substantivos para lhes conferir gênero e número. Os artigos ainda indicam se os seres ou objetos aos quais se referem são seres ou objetos específicos (quando já houve menção anterior a esses seres e objetos no contexto da enunciação), ou ainda indicam se os seres ou objetos são representantes de uma espécie de ser ou objeto (quando não houve menção anterior a tais seres e objetos no contexto da enunciação). No primeiro caso, os artigos são definidos, e, no segundo caso, os artigos são indefinidos. Os artigos concordam em gênero e número com os substantivos a que se referem. Exemplos: O carro, As casas,Um homem, Umas frutas *** Artigos Definidos Os artigos definidos são aqueles que se referem a seres e objetos específicos, isto é, quando há menção anterior na enunciação a determinados seres ou objetos, a partir daí, estes são precedidos de artigo definido, indicando seres ou objetos já conhecidos na enunciação. Os artigos definidos masculinos são: singular: o; plural: os. Os artigos definidos femininos são: singular: a; plural: as. Exemplos: Tudo estava preparado parao festejo naquela cidade; Então, o rapaz parou e passou a observar o movimento; Amulher era alta, e tinha olhos extraordinários. Os artigos definidos se combinam também com as preposições a, de, em e por. Exemplos: Não fomos ao teatro. (Ao = preposição a + artigo definido masculino singular o); Vamos à luta. (À = crase entre preposição a + artigo feminino singular a); O preço da glória é a cobiça alheia. (Da = preposição de + artigo definido feminino singular a); Ao passar pela porta, diga adeus. (Pela = preposição por + artigo definido feminino singular a); O colete está no armário. (No = preposição em + artigo definido masculino singular). Os artigos definidos masculinos ainda podem se referir a formas nominais de verbos. Exemplos: O querer é o poder. No início, não existia o ser, nem o não-ser. *** Artigos Indefinidos Os artigos indefinidos são aqueles que se referem a seres e objetos ainda não definidos em enunciação anterior. Indicam ainda classes de seres e objetos. Os artigos indefinidos masculinos são: singular: um; plural uns. Os artigos indefinidos femininos são: singular:uma; plural; umas. Exemplos: Um garoto passava pela rua vazia; Trazia consigo uns garrafões de vinho; Desejou apenas um vinho, umas roupas limpas, um conforto qualquer. Os artigos indefinidos masculinos ainda podem se referir a formas nominais de verbos. Exemplos: O amor é um querer; Muitos boêmios se entregam apenas a umbeber sem fim. *** B Voltar ao topo
  • 4. Não constam termos com B *** C Voltar ao topo Complemento Nominal Complemento nominal é o termo integrante da oração que representa um sentido adicional ao nome apresentado na oração. Exemplo: A frase "Estou satisfeito" possui sentido completo em si mesma. No entanto, pode-se adicionar uma significação mais precisa com o complemento nominal: Estou satisfeito com sua dedicação. *** Composição Composição é o processo de formação de novas palavras a partir da junção de dois ou mais radicais. A composição pode ser: por aglutinação, por justaposição, e por hibridismo. *** Composição por Aglutinação A composição por aglutinação é o processo de formação de palavras em que ocorre a união de dois ou mais radicais diferentes na mesma palavra, sendo que um deles sofre perda de alguma característica fonética. Neste processo há, portanto, aglutinação entre duas ou mais palavras. Exemplos: aguardente (água+ardente), planalto(plano+alto), fidalgo (filho+de+alg o), etc. *** Composição por Justaposição O processo de composição por justaposição se dá com a união de dois ou mais radicais que conservam suas características particulares. No processo de justaposição pode ou não ocorrer o uso do hífen para a conexão das duas palavras oriundas de radicais diferentes. A ocorrência do hífen nestes casos é regida por convenções ortográficas estabelecidas. Exemplos: guarda-chuva, beija-flor, picapau, passatempo, madrepérola, bem-aventurado, cana-da-índia, cana-de-açúcar, quinta-feira, pára-quedas, luso-brasileiro, etc. *** Concordância Nominal Concordância Nominal é a relação entre o adjetivo, o artigo, o numeral adjetivo e o pronome adjetivo com o nome a que se referem. Eles devem concordar em gênero e número. Exemplo: Aqueles dois meninos estudiosos levaram os livros antigos. *** Concordância Verbal Concordância verbal é a relação entre o verbo e o sujeito em que a forma de variação dos verbos está em plena conformação com a pessoa e o número do sujeito que sofre ou exerce a ação. A partir do momento em que o sujeito surge no enunciado, todas as ações sofridas ou exercidas por ele devem ser representadas por verbos que concordem com a pessoa e o número desse sujeito. Exemplo: Ele, naquele momento, tinha dúvidas: não sabia se ia à praça e enfrentava o povo, ou se fugia para longe. *** Conjunção As conjunções são vocábulos de função estritamente gramatical utilizados para o estabelecimento da relação entre duas orações, ou ainda a relação dois termos que se assemelham gramaticalmente dentro da mesma oração. As conjunções podem ser de dois tipos principais: conjunções coordenativas ou conjunções subordinativas. *** Conjunções Coordenativas
  • 5. Conjunções coordenativas são os vocábulos gramaticais que estabelecem relações entre dois termos ou duas orações independentes entre si, que possuem as mesmas funções gramaticais. As conjunções coordenativas podem ser dos seguintes tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas. *** Conjunções Coordenativas Aditivas As conjunções coordenativas aditivas possuem a função de adicionar um termo a outro de mesma função gramatical, ou ainda adicionar uma oração à outra de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas gramaticais são: e, nem. Exemplos: Todos aqui estão contentes e despreocupados; João apeou e deu bonsdias a todos; O acontecimento não foi bom nem ruim. *** Conjunções Coordenativas Adversativas As conjunções coordenativas adversativas possuem a função de estabelecer uma relação de contraste entre os sentidos de dois termos ou duas orações de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas adversativas são: mas, contudo, no entanto, entretanto, porém, todavia. Exemplos: Não negou nada, mas também não afirmou coisa nenhuma; A moça deu a ele o dinheiro: porém, o fez receosa. *** Conjunções Coordenativas Alternativas Conjunções coordenativas alternativas são as conjunções coordenativas que unem orações independentes, indicando sucessão de fatos que se negam entre si ou ainda indicando que, com a ocorrência de um dos fatos de uma oração, a exclusão do fato da outra oração. As conjunções coordenativas alternativas são: ou (repetido ou não), ora, nem, quer, seja, etc. Exemplos: Tudo para ele era vencer ou perder; Ou namoro a garota ou me vou para longe; Ora filosofava, ora contava piadas. *** Conjunções Coordenativas Conclusivas As conjunções coordenativas conclusivas são utilizadas para unir, a uma oração anterior, outra oração que exprime conclusão o conseqüência. As conjunções coordenativas são: assim, logo, portanto, por isso, etc... Exemplos: Estudou muito,portanto irá bem no exame; O rapaz é bastante inteligente e, logo, será um privilegiado na entrevista. *** Conjunções Coordenativas Explicativas Conjunções coordenativas explicativas são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o conteúdo da primeira. As conjunções coordenativas explicativas são:porque, que, pois, porquanto. Exemplos: Não entrou no teatro porque esqueceu os bilhetes; Entre, que está muito frio. *** Conjunções Subordinativas As conjunções subordinativas possuem a função de estabelecer uma relação entre duas orações, relação esta que se caracteriza pela dependência do sentido de uma oração com relação a outra. Uma das orações completa ou determina o sentido da outra. As conjunções subordinativas são classificadas em: causais, concessivas, condicionais, comparativas, conformativas, consecutivas, proporcionais, finais e integrantes. *** Conjunções Subordinativas Causais Conjunções subordinativas causais são as conjunções que subordinam uma oração a outra, iniciando uma oração que exprime causa de outra oração, a qual se subordina. As conjunções subordinativas causais são: porque, pois, que, uma vez que, já que, como, desde que, visto que, por isso que, etc. Exemplo: Os balões sobem porquesão mais leves que o ar.
  • 6. *** Conjunções Subordinativas Comparativas Conjunções subordinativas comparativas são as conjunções que, iniciando uma oração, subordinam-na a outra por meio da comparação ou confronto de ideias de uma oração com relação a outra. As conjunções subordinativas comparativas são: que, do que(quando iniciadas ou antecedidas por noções comparativas como menos, mais, maior, menor, melhor, pior), qual (quando iniciada ou antecedida por tal), como (também apresentada nas formas assim como, bem como). Exemplos: Aquilo é pior que isso; Tudo passou como as nuvens do céu; Existem deveres mais urgentes que outros. *** Conjunções Subordinativas Concessivas Conjunções subordinativas concessivas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, se referem a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de uma das ocorrências (expressão das oposições coexistentes). As conjunções subordinativas concessivas são: embora, mesmo que, ainda que, posto que, por mais que, apesar de, mesmo quando, etc. Exemplos: Acompanhou a multidão, embora o tenha feito contra sua vontade; A harmonia do ambiente daquela sala, de súbito, rompeuse, ainda que havia silêncio. *** Conjunções Subordinativas Condicionais Conjunções subordinativas condicionais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, exprimem uma condição sem a qual o fato da oração principal se realiza (ou exprimem hipótese com a qual o fato principal não se realiza). As conjunções subordinativas condicionais são: se, caso, contanto que, a não ser que, desde que, salvo se, etc. Exemplos: Se você não vier, a reunião não se realizará; Caso ocorra um imprevisto, a viagem será cancelada; Chegaremos a tempo, contanto que nos apressemos. *** Conjunções Subordinativas Conformativas Conjunções subordinativas conformativas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam sua conformidade em relação ao fato da oração principal. As conjunções subordinativas conformativas são: conforme, segundo, consoante, como (utilizada no mesmo sentido da conjunção conforme). Exemplos: O debate se desenrolou conforme foi planejado; Segundo o que disseram, não haverá aulas. *** Conjunções Subordinativas Finais Conjunções subordinativas finais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam a finalidade dos atos contidos na oração principal. As conjunções subordinativas finais são: a fim de, para que, porque (com mesmo sentido da conjunção para que), que. Exemplos: Tudo foi planejado para que não houvesse falhas; Cheguei cedo a fim de adiantar o serviço; Fez sinal que todos se aproximassem em silêncio. *** Conjunções Subordinativas Integrantes Conjunções subordinativas integrantes são as conjunções que, iniciando orações subordinadas, introduzem essas orações como termos da oração principal (sujeitos, objetos diretos ou indiretos, complementos nominais, predicativos ou apostos). As conjunções integrantes são que e se (empregado esta última em caso de dúvida). Exemplos: João disse que não havia o que temer (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal); A criança perguntou ao pai se Deus existia de verdade (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal). ***
  • 7. Conjunções Subordinativas Proporcionais Conjunções subordinativas proporcionais são as conjunções que expressam a simultaneidade e a proporcionalidade da evolução dos fatos contidos na oração subordinada com relação aos fatos da oração principal. As conjunções subordinativas proporcionais são: à proporção que, à medida que, quanto mais... (tanto) mais, quanto mais... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) mais, etc. Exemplos: Seu espírito se elevava à medida que compunha o poema; Quanto mais correres, mais cansado ficarás; Quanto menos as pessoas nos incomodam, tanto mais realizamos nossas tarefas. *** Conjunções Subordinativas Temporais Conjunções subordinativas temporais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, tornam essa oração um índice da circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre. As conjunções subordinativas temporais são: quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas (com mesmo sentido da conjunção tão logo), toda vez que, mal (equivalente a tão logo), sempre que, etc. Exemplos: Quando chegar de viagem, me avise; Enquanto todos estavam fora, nada fez de útil. *** Consoante Os fonemas consoantes são aqueles resultados, no ato da fala, do estreitamento ou do fechamento de uma das regiões acima da glote. São: b c d f g h j l m n p q r s t v x z. *** Consoante de Ligação As consoantes de ligação são partículas sem significação que unem certos radicais às desinências, assim evitando encontros sonoros indesejáveis. Exemplo: A palavra malvada é formada do radical mal mais o sufixo (-ada). A interposição da consoante v, neste caso, evitou a construção indesejável malada. *** Crase A crase é o processo de fusão entre duas vogais idênticas. Tal processo ocorre com a fusão entre a preposição a e o artigo definido a. A ocorrência desse processo é indicada pelo acento grave (à). Exemplo: Fomos à feira *** D Voltar ao topo Derivação O termo derivação se refere a um conjunto de diversos processos de formação de novas palavras a partir de um único radical. A derivação pode ser por prefixação, por sufixação ou ainda pode ser derivação parassintética, derivação regressiva e derivação imprópria. *** Derivação Imprópria Chama-se derivação imprópria o processo de alteração da classe da palavra (sem quaisquer alterações estruturais da palavra) em que esta passa a se referir a uma nova significação. Exemplos: A palavra burro, que originariamente se remete a um animal quadrúpede (substantivo) passou também a ser empregada na designação de qualquer pessoa a que se quer referir por sua inépcia (adjetivo). Outro exemplo se dá na palavraoliveira (substantivo comum), que pode se transformar num sobrenome de família (Oliveira: substantivo próprio). Este processo não se dá no campo morfológico (não há ocorrência de processos de ordem morfológica), mas sim no campo da semântica. *** Derivação Parassintética
  • 8. Dá-se o nome de derivação parassintética ao processo de união simultânea necessária de um prefixo e um sufixo a determinado radical para a formação de uma nova palavra. Nas palavras derivadas deste processo, a simultaneidade da agregação dos afixos ao radical é condição fundamental. Em exemplos de algumas palavras resultadas deste processo, observamos: Entardecer (Prefixo en- e sufixo cer para o tema tarde: não existem formas do tema em que apenas um destes afixos a ele se agregam)Empobrecer, adoecer, adocicar, etc. *** Derivação por Prefixação Derivação por prefixação é o processo de formação de novas palavras a partir do acréscimo de prefixos a radicais. Exemplo: A partir da palavra destinar, pode-se formar uma outra palavra por derivação prefixal: predestinar (prefixo pre- ; sentido de anterioridade). *** Derivação por Sufixação Derivação por sufixação é o processo de formação de novas palavras a partir do acréscimo de sufixos a radicais. Exemplo: A partir da palavra real, pode-se formar outra palavra por derivação sufixal: realismo (sufixo -ismo : no caso da palavra realismo, utilizado para designar um dado sistema de ideias artísticas). A partir da mesma palavra, deriva-se por sufixação a palavra realista (sufixo -ista : no caso da palavra realista, utilizado para designar aquilo que é relativo a realismo, como "romance realista" ou, de forma geral, aquele que é partidário do realismo, ou ainda aquele que age com realismo). O processo de derivação por sufixação é responsável: -pelas flexões de grau dos vocábulos (sufixos aumentativos e diminutivos, tendo como exemplo a palavra casa, da qual derivam-se as palavras casinha e casão ou casarão); -pelas mudanças de classe dos vocábulos (por exemplo, a mudança de classe do adjetivo belo para o substantivo beleza); -pelas flexões dos modos e tempos verbais nos verbos. *** Derivação Regressiva Dá-se o nome de derivação regressiva ao processo de formação de palavras em que a palavra primitiva sofre regressão, isto é, perde elementos de sua forma original. Este tipo de processo é observável, sobretudo, na formação de substantivos originados de verbos. Tais substantivos são denominados, portanto, substantivos deverbais. A derivação regressiva também é observada em algumas formas nominais que sofreram regressão por conterem em sua terminação elementos que se assemelham à flexão de grau (tendo como exemplos, as palavras sarampão e rosmaninho, das quais derivaram-se sarampo e rosmano, que são radicais falsos). Outros exemplos: amparo (do verbo amparar), consumo (do verbo consumir), embarque (do verbo embarcar). As formas nominais que lembram ações são formados por este tipo de derivação. *** Desinência Desinência é o morfema que indica a flexão gramatical a que se submete uma palavra que a possui. A desinência possui significação interna específica, não representando por si só as coisas do mundo exterior. Indicam gênero e número nos substantivos e adjetivos (desinências nominais) e também indicam modo tempo, número e pessoa nos verbos (desinências verbais). *** Dissílabo Dissílabo é a palavra que possui duas sílabas. Exemplos: ca-sa, li-vro, cha-ve, órgão. *** Dígrafo
  • 9. Dígrafo é o agrupamento de duas letras que representa graficamente apenas um único fonema. Por exemplo, no vocábulo irrisório, o dígrafo é a reunião das letras rr, que se agrupam para formar um único som. Outro exemplo é encontrado no vocábulo alheio, em que a reunião lh fornece a produção de um mesmo som, resultado da combinação entre estas letras. Há a ocorrência de dígrafo também no vocábulo guerra (encontro das letras g e u). Este último exemplo esclarece a diferença entre dígrafo e encontro consonantal. Todos os dígrafos situam-se na mesma sílaba, com exceção dos dígrafosrr, ss, sc, sç e xc. *** Ditongo Os ditongos são encontros vocálicos em que há ocorrência do encontro de uma vogal e uma semivogal numa mesma sílaba de uma palavra. Os ditongos podem ser classificados em crescentes e decrescentes, e ainda em orais (abertos e fechados) e nasais (fechados). *** E Voltar ao topo Encontro Consonantal Encontros consonantais são os encontros de fonemas consoantes em uma mesma sílaba de uma palavra. *** Encontro Vocálico Encontro vocálico é o agrupamento de fonemas vogais em uma mesma sílaba de uma palavra. São encontros vocálicos os ditongos (encontros entre uma semivogal e uma vogal, não importando a seqüência das duas), os tritongos (interposição de uma vogal entre duas semivogais) e os hiatos (encontro de duas vogais não estabelecidas na mesma sílaba). *** F Voltar ao topo Família Etinológica ou Palávras Cognatas Família etinológica ou palavras cognatas são palavras que sofrem processo de derivação ou composição partir de um mesmo radical, de um mesmo morfema lexical. Exemplo:Casa, carasão, casinha; agrário, agrícola agricultor; acéfalo, bicéfalo, encéfalo. *** Família Ideológica Família ideológica é o conjunto de palavras que possuem parentesco de significação não diretamente sinonímica, não apresentando semelhança quanto aos seus radicais. As palavras de uma família ideológica, portanto, possuem vínculo através de uma noção comum que às circunda. Exemplo: Fazem parte da mesma família ideológica as seguintes palavras: casa, lar, domicílio, residência, moradia, habitação, vivenda, apartamento, morada, teto, mansão. *** Fonética Fonética é o estudo da produção (movimentos articulados), da transmissão e da percepção dos fonemas, não importando neste estudo a pertinência dos fonemas com relação a uma língua específica. *** Fonemas Os fonemas são os sons diferenciadores na emissão oral das palavras. São as unidades sem significado próprio que, no entanto, atuam na distinção significativa das palavras de uma língua. O fonético de uma língua não corresponde diretamente ao alfabeto das letras. A representação fonológica de uma letra pode variar de acordo com a palavra em que tal letra está situada. Os fonemas, basicamente,
  • 10. podem ser classificados em fonemas vogais, fonemas semivogais e fonemas consoantes. *** Fonologia Fonologia é o estudo do comportamento dos sons distintivos na significação das palavras pertinentes a uma determinada língua. *** Frase Frase é todo enunciado linguistico que possui sentido completo, terminando com pausa bem definida (ponto final, ponto de interrogação ou ponto de exclamação). Para que haja frase não é obrigatória a presença de verbo. Exemplos: Silêncio. Fogo!. Choveu muito em salvador. A comitiva desembarcou no novo aeroporto. *** Futuro do Modo Subjuntivo Os verbos no tempo do futuro do modo subjuntivo é utilizado nas situações enunciativas em que se deseja exprimir um fato que futuro eventual. Os verbos no tempo do futuro do modo subjuntivo são empregados em orações subordinadas adverbiais (condicionais, temporais e conformativas, quando oração principal tem verbo no presente ou no futuro) e adjetivas (com oração principal no presente e no futuro). Já no futuro composto do subjuntivo, há a utilização de um verbo auxiliar no futuro do subjuntivo mais um verbo principal no particípio. *** Futuro do Presente do Modo Indicativo Os verbos no tempo futuro do modo indicativo são empregados nas seguintes situações enunciativas: - declaração de uma ação ou fato que ainda se realizará; - em enunciações de caráter imperativo, nos sentidos de imposição da ordem, recomendação ou regras morais a serem seguidas; - em enunciações interrogativas, substituindo o presente do modo indicativo, ou ainda em ideias aproximadas de um sentido concreto. *** Futuro do Pretérito do Modo Indicativo Os verbos no tempo futuro do pretérito do modo indicativo são empregados nos seguintes contextos: - afirmação da ocorrência de um fato dependente de uma condição para sua realização; - em frases interrogativas revestidas do caráter de indignação ou surpresa; - como forma estilística de expressão de um fato presente; - em frases interrogativas sobre fatos incertos do passado. *** G Voltar ao topo Gênero A categoria de flexão de gênero é a que divide os nomes de seres através do critério de sexo (ou, para elementos inanimados, através de associações psicológicas). Na língua portuguesa, são dois os gêneros: - masculino (menino, homem, carro, tambor, trovão, etc.); - feminino (menina, mulher, árvore, pátria, mão, etc.). Os artigos e adjetivos vinculados aos nomes-substantivos concordam com seu respectivo gênero. *** Gerúndio O gerúndio é a forma nominal do verbo que expressa ações em andamento. Exemplos: agindo, continuando, observando. O gerúndio é invariável. No entanto, pode apresentar uma forma composta ao ser utilizado em verbo auxiliar com o verbo principal no particípio, adquirindo então aspecto de ação concluída.
  • 11. Exemplos: Na forma simples:ouvindo; Na forma composta: tendo ouvido. *** Grau A categoria de flexão de grau é a que indica grau aumentativo (através dos sufixos aumentativos e superlativos ou ainda através de adjetivos como grande, enorme,gigantesco, etc.) ou grau diminutivo (através dos sufixos diminutivos ou ainda através de adjetivos como pequeno, minúsculo, pequenino, etc.). Tal categoria de flexão pode indicar: - proporção dos objetos (copo, copinho; casa, casinha, casão); - valores afetivos ou pejorativos que se vinculam, na enunciação, ao seres e objetos ou mesmo noções, geralmente através de sufixação aumentativa ou diminutiva(elefantinho, amorzinho, narigão, porcalhão). O grau pode se expressar através de duas formas: - forma analítica (através de adjetivos vinculados aos substantivos, como grande,pequeno e seus respectivos sinônimos) - forma sintética (através de sufixos relativos à noção de grau: casinha, carrão, vermelhinho, belíssimo, lindíssimo, ricaço, pequeniníssimo, amoreco, etc.). A forma analítica caracteriza-se exclusivamente pela expressão de proporção dos seres, objetos e noções gerais. A forma sintética pode expressar tanto proporção como afetividade ou depreciação. Há casos de palavras que, sofrendo flexão de grau, passaram a ter significado relativo a um objeto específico: Exemplos: portão, cartão, folhinha, flautim, pastilha, etc. *** H Voltar ao topo Hífen O hífen, sinal gráfico de conexão, possui três empregos: conecta os elementos das palavras compostas (bem-te-vi, guarda-chuva); conecta pronomes átonos a verbos (emprestei-lhe, viram-me, encontrei-o); conecta uma palavra que foi quebrada ao fim da linha de um escrito. *** Hibridismo Hibridismo é o termo relativo à formação de palavras por composição, a partir de radicais de procedência diversa. Muitas são as palavras da língua portuguesa formadas a partir da união de um radical de origem grega com outro de origem latina. Exemplos:neolatino, bicicleta, bígamo, decímetro, etc. *** I Voltar ao topo Infinitivo O infinitivo é a forma nominal do verbo que expressa o própria conceito de ação: é o ato em potencial. Exemplos: Agir, poder, dever, querer, fazer. Muitas vezes, o infinitivo é explorado em sua forma nominal para sua aproximação com a ideia de substantivo. Exemplo: O poder e o fazer são mediados pelo querer. O infinitivo possui uma forma simples e uma forma composta. A forma simples exprime uma ação em potencial, enquanto a forma composta exprime uma ação concluída. Exemplos: Na forma simples:ouvir; Na forma composta: ter ouvido. O infinitivo ainda possui uma forma não-flexionada (infinitivo impessoal) e uma forma flexionada (infinitivo pessoal). Exemplos: Infinitivo impessoal: Recordar é viver; Infinitivo pessoal: Dei liberdade para falarem sobre minha vida pessoal? *** Interjeição As interjeições são os vocábulos de representação das emoções ou sensações dos falantes. As interjeições podem exprimir satisfação, espanto, dor, surpresa, desejo, terror etc. O sentido deste tipo de vocábulo depende muito do contexto enunciativo
  • 12. em que se encontram e da forma como são pronunciados. Exemplos: Oh! (pode exprimir tanto desejo como surpresa, dependendo do contexto enunciativo); Eia! (interjeição de imposição de ânimo e encorajamento, do locutor aos ouvintes, também usado para ordenar animais a alguma atividade); Ai! (interjeição usada tanto para exprimir dor quanto para exprimir desesperança); Psiu! (exprime ordem de silêncio, podendo também ser usado para chamar alguém); Ui! (de acordo com um contexto, pode exprimir tanto sensação de dor como sensação agradável). Ao lado das interjeições, existem ainda as locuções interjetivas, que são formadas por mais de um vocábulo. Os vocábulos utilizados nessas locuções são de origem bastante diversa, e muitas vezes não possuem um vínculo significativo estrito com relação aos sentidos interjectivos sugeridos. Exemplos: Minha Nossa Senhora! Cruz Credo! *** J Voltar ao topo Não constam termos com J *** K Voltar ao topo Não constam termos com K *** L Voltar ao topo Letra A letra é o menor elemento gráfico utilizado para a representação dos vocábulos em forma escrita. O alfabeto da língua portuguesa compreende 23 letras, que se dispõem em ordenação específica: a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u v x z As letras k, w e ytêm utilização específica, como em símbolos e abreviações convencionadas internacionalmente, ou ainda em nomes próprios de origem estrangeira (e seus derivados na língua portuguesa) nos quais se empregam tais letras originariamente. Não há correspondência direta dos fonemas de uma língua com relação às letras de seu alfabeto. A representação fonológica de uma letra pode variar de acordo com a palavra em que tal letra está situada. *** Locução É a expressão formada por duas ou mais palabras. *** Locução Adjetiva É a expreção formada de preposição + substantivo (ou adverbio) com valor adjetivo. Exemplo: de chuva=chuvoso, de anjo=anjelical, de trás=traseiro. *** Locução Adverbial A locução adverbial é a associação de duas ou mais palavras, que equivale a um advérbio, podendo substituí-lo. Essas associações formando locuções adverbiais, por regra, são constituídas da união de uma preposição com um substantivo, ou um adjetivo, ou ainda um advérbio. Exemplo: o advérbio de afirmação "certamente" pode ser substituído pelas locuções adverbiais de afirmação "sem dúvida", "com certeza", "por certo", "de fato". *** Locução Conjuntiva Locução conjuntiva é o conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjulção. Exemplos: cotanto que, apesar de, à medida que, a fim de que, à proporção que, quanto mais, uma vez que, de maneira que, etc. ***
  • 13. Locução Interjetiva Locuções interjetivas são expressões interjetivas formadas por grupos de palavras. O sentido das locuções interjetivas nem sempre obedecem estreitamente o sentido intrínseco dos vocábulos utilizados. Exemplos: Por Deus! (expressão de espanto); Ora bolas! (expressão de enfado, de desagrado); Ai de mim! (expressão de desesperança, de medo) Locução Prepositiva Locução prepositiva é o conjunto de duas ou mais palavras com valor de preposição. Exemplos: abaixo de, acerca de, a fim de, junto de, para com, perto de, embaixo de, em frente a, por entre, etc. *** Locução Pronominal Locução pronome é o conjunto de duas ou mais palavras com valor de pronome. Exemplos: cada qual, quem quer que, qualquer um, etc. *** Locução Verbal Locução verbal é o processo representado por um conjunto de dois verbos. É composta por um verbo principal em uma de suas formas nominais mais um verbo devidamente flexionado, que será o auxiliar. Exemplos: Estamos trabalhando. (estamos=verbo auxiliar flexionado, trabalhando=verbo principal) *** M Voltar ao topo Modo O modo é a forma que o verbo toma para a expressão de seu comportamento na enunciação. Os verbos podem estar relacionados, por exemplo, à afirmação de um fato, a uma hipótese, a uma atitude de mando ou pedido etc... Os modos são: Modo Indicativo, Modo Subjuntivo e Modo Imperativo. Há também as chamadas formas nominais dos verbos: particípio, infinitivo e gerúndio. *** Modo Indicativo No modo indicativo o verbo apresenta o fato como certo, preciso, seja ele pretérito, presente ou futuro. Exemplos: Respeitamos a natureza. Respeitávamos a natureza. Respeitaremos a natureza. *** Modo Imperativo Modo Imperativo No modo imperativo o verbo exprime uma ordem, um pedido ou um conselho. Exemplos: Respeite a natureza. Passe-me o açúcar, por favor. Evite o sol depois da 10 horas da manhã. *** Modo Subjuntivo No modo subjuntivo o verbo apresenta o fato como incerto, duvidoso. Exemplos: Serespeitássemos a natureza, o mundo ficaria melhor. Se respeitarmos a natureza, o mundo ficará melhor. *** Monossílabo Quando a palavra possui uma única sílaba. Exemplos: dor, cor, pá, sol. *** Morfema Morfemas são as unidades mínimas de significação, sendo elementos constituintes dos vocábulos. São os elementos que compõem a estrutura lexical e gramatical dos vocábulos. Os morfemas podem ser classificados em morfemas lexicais e morfemas gramaticais. *** Morfema Gramatical
  • 14. Morfema gramatical é o instrumento gramatical que representa um contexto semântico específico interno à enunciação. Possuem significação interna à estrutura gramatical. Os morfemas gramaticais são os artigos, os afixos, as preposições, as conjunções, além de indicar o gênero, o número, os tempos verbais (morfemas flexionais). Exemplo: Observando o vocábulo casa e suas variações, pode-se identificar os morfemas gramaticais do seguinte modo: o morfema lexical do vocábulo "casa", independente de suas variações , é cas-: cas-a, cas-arão, casebre, cas-inha, simultaneamente. Enquanto o morfema lexical permanece o mesmo, os morfemas gramaticais variam de acordo com a significação específica que atribuem ao vocábulo. *** Morfema Lexical Morfema lexical é o morfema que representa a própria significação externa dos vocábulos. É a unidade que representa uma significação referente às noções gerais do mundo (designação de seres, ações, conceitos abstratos, etc.). O morfema lexical no vocábulo é encontrado no seu núcleo de significação, denominado radical. Exemplos: O verbo comer apresenta o morfema lexical (com-): com-er, com-ida, com-ilança, com-ilão. Todas as derivações do vocábulo, portanto, recorrem a um mesmo morfema lexical, e diz-se então que o radical da palavra comer é sua parte invariável (com-). Há que só possuem o como elemento. Exemplos desse aspecto são os vocábulos mar, lápis, giz, Lua, Sol, luz, pé. *** N Voltar ao topo Numerais Os numerais são palavras que indicam uma quantidade ou um número exato referente à quantidade de seres ou objetos aos quais se referem numa enunciação. Os numerais podem ser cardinais, ordinais, multiplicativos, fracionários e coletivos. Os numerais possuem normalmente a função adjetiva, mas podem ser substantivados. *** Numerais Cardinais Os numerais cardinais são aqueles que utilizam os números naturais para a contagem de seres ou objetos, ou até designam a abstração das quantidades: os números em si mesmos (Exemplo: Dois mais dois são quatro.), neste último caso valendo então, na realidade, por substantivos. Os numerais cardinais um, dois (e todos os números terminados por estas unidades), assim como as centenas contadas a partir de duzentos, são variáveis em gênero. Os numerais que indicam milhões, bilhões etc. são invariáveis em gênero. *** Numerais Coletivos Os numerais coletivos são aqueles que indicam uma quantidade específica de um conjunto de seres ou objetos. São termos variáveis em número e invariáveis em gênero. Exemplos de numerais coletivos são: dúzia(s), milheiro(s), milhar(es), dezena(s), centena(s), par(es), década(s), grosa(s). *** Numerais Fracionários Os numerais fracionários são aqueles que indicam partes, frações, sendo concordantes com os numerais cardinais. Exemplo: Três quartos da superfície terrestre são cobertos de água. *** Numerais Multiplicativos Os numerais multiplicativos são aqueles que indicam uma quantidade equivalente a uma multiplicação (uma duplicação, uma triplicação etc.). Exemplos: Às vezes, as palavras possuem duplo sentido; Arrecadou-se o triplo dos impostos relativos ao ano passado.
  • 15. *** Numerais Ordinais Os numerais ordinais são aqueles que indicam a ordenação ou a sucessão numérica de seres e objetos. Exemplos: Recebeu o seu primeiro presente agora mesmo. *** Número A categoria de flexão de número é a que indica se um nome é referido a um único ser ou objeto ou se é referido a mais de um ser ou objeto (referido a um grupo ou conjunto de seres ou objetos). Quanto à flexão de número, os nomes-substantivos podem estar: - no singular (um, homem, país, lápis, carro, batalhão, etc.); - no plural (uns, homens, países, lápis, carros, batalhões, etc.). Os artigos, adjetivos e verbos vinculados aos nomes-substantivos concordam com seu respectivo número. *** O Voltar ao topo Objeto Direto Objeto direto é o complemento verbal exigido por um verbo transitivo direto para a complementação de seu sentido. Exemplos: Disse a verdade; O mestre destacou as ideias principais; Aquela moça levou-lhe a alma e o coração. *** Objeto Indireto Objeto indireto é o complemento verbal exigido por um verbo transitivo indireto para a complementação de seu sentido. Tal complemento verbal se liga ao verbo através de uma preposição. Exemplos: Os cidadãos daquela cidade obedecem às suas leis; O menino aproximou-se do velho. *** Onomatopeia As onomatopeias são palavras que buscam imitar ruídos e sons característicos produzidos por animais, objetos, fenômenos naturais etc.; ou ainda procuram descrever sonoramente alguma ação. Exemplos: são onomatopeias: zás-trás, tique-taque, reco-reco, ziriguidum, zunzum, zape, tititi, zão-zão. *** Oração Oração é o enunciado que se organiza ao redor de um verbo ou de uma locução verbal. Exemplos: Choveu muito em Santa Catarina. (uma oração); Enchentes costumam causar transtornos. (uma oração); Quando chove muito, as enchentes causamtranstornos. (duas orações) *** Oração Coordenada Oração coordenada é a oração que se une a outra, em período composto por coordenação, não desempenhando o papel de função sintática de outra. Nos períodos compostos por coordenação, as orações são autônomas entre si, possuindo significação independente. Portanto, as orações de um período composto por coordenação não exercem função sintática entre si. As orações coordenadas podem ser: orações coordenadas assindéticas ou orações coordenadas sindéticas. *** Oração Coordenada Assindética As orações coordenadas assindéticas são as orações coordenadas que não se relacionam através de conjunções coordenativas, mas sim através da justaposição de duas ou mais orações sintaticamente independentes num mesmo período. Exemplos: A terra tremeu, o céu pegou fogo, as estrelas caíram. (Observe que, no exemplo citado, os sentidos das orações se dirigem a mesmo acontecimento global, mas não apresentam dependência sintática entre si); As moças teciam seus
  • 16. bordados, os rapazes discutiam seus assuntos, a tarde passava calmamente. *** Oração Coordenada Sindética As orações coordenadas sindéticas são as orações coordenadas que estão relacionadas entre si através de conectivos ou conjunções coordenativas. São orações sintaticamente autônomas entre si. As orações coordenadas sindéticas podem ser: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas (de acordo com o tipo de conjunção coordenativa empregado). Exemplos: Comeram e beberam e dormiram; Estudou muito para a prova, mas não obteve média. *** Oração Coordenada Sindética Aditiva As orações coordenadas sindéticas aditivas são as orações coordenadas que expressam uma adição, uma seqüência, uma justaposição dos sentidos que encerram. Estas orações são conectadas pelas conjunções coordenativas aditivas e, nem. Exemplo: O Sol se punha e a escuridão voltava a reinar no bosque. *** Oração Coordenada Sindética Adversativa As orações coordenadas sindéticas adversativas são as orações coordenadas que expressam contraste dos sentidos que encerram. Estas orações são conectadas pelas conjunções coordenativas adversativas mas, contudo, no entanto, entretanto, porém, todavia. Exemplo: Quisemos sair de casa, mas chovia muito. *** Oração Coordenada Sindética Alternativa As orações coordenadas sindéticas alternativas são as orações coordenadas que expressam alternâncias, exclusões ou alternativas. Tais orações são conectadas pelas conjunções coordenativas alternativas ou (repetido ou não), ora, nem, quer, seja, etc. Exemplos: Cumpra suas obrigações ou sofra as conseqüências; Ou crie coragem ou desista. *** Oração Coordenada Sindética Conclusiva As orações coordenadas sindéticas conclusivas são as orações coordenadas que expressam conclusão, conseqüência. Tais orações são conectadas pelas conjunções coordenativas assim, logo, portanto, por isso, etc. Exemplo: O animal respira: logo, está vivo. *** Oração Coordenada Sindética Explicativa As orações coordenadas sindéticas explicativas são as orações coordenadas que expressam explicação, motivação. Tais orações são conectadas através das conjunções coordenativas explicativas porque, que, pois, porquanto. Exemplo: Não vou ao cinema porque não quero. *** Oração Principal Oração principal é a oração que, num período composto por subordinação, não desempenha o papel de função sintática de outra oração. *** Oração Reduzida Orações reduzidas são as orações subordinadas que apresentam seus verbos nas formas nominais, ocorrência esta que acarreta a supressão de conjunções subordinativas. As orações podem ser reduzidas de gerúndio, de particípio ou de infinitivo. Exemplos: Era necessário esperar pelos acontecimentos. (Reduzida de Infinitivo); Todos ouviram as máquinas começando a funcionar. (Reduzida de Gerúndio); Passados alguns instantes, o sol voltou a brilhar nos céus. (Reduzida de Particípio) *** Oração Reduzida de Gerúndio
  • 17. Orações reduzidas de gerúndio são as orações subordinadas que apresentam seus verbos no gerúndio, não sendo então introduzidas por conjunções subordinativas. As orações reduzidas de gerúndio podem ser orações subordinadas adjetivas ou adverbiais. Exemplo: Todos ouviram um carro de boi passando nas proximidades. *** Oração Reduzida de Infinitivo Orações reduzidas de infinitivo são as orações subordinadas que apresentam seus verbos no infinitivo, não sendo então introduzidas por conjunções subordinativas. As orações reduzidas de infinitivo podem ser orações subordinadas substantivas, adjetivas ou adverbiais. Exemplo: Ambos sentiam o tempo passar rapidamente. *** Orações Reduzidas de Particípio Orações reduzidas de particípio são as orações subordinadas que apresentam seus verbos no particípio, não sendo então introduzidas por conjunções subordinativas. As orações reduzidas de particípio podem orações subordinadas adjetivas ou adverbiais. Exemplo: O candidato cancelou a entrevista, irritado com os jornalistas. *** Oração Subordinada Oração subordinada é a oração que se une a outra, em período composto por subordinação, através da conjunção subordinativa, desempenhando o papel de função sintática da outra oração. As orações subordinadas podem funcionar como um termo essencial, integrante ou acessório da outra oração à qual ela se associa. As orações subordinadas completam o sentido das orações a que se unem. As orações subordinadas podem ser basicamente: orações subordinadas sindéticas substantivas, orações subordinadas sindéticas adjetivas ou orações subordinadas sindéticas adverbiais, de acordo com a função sintática que desempenham com a relação à outra oração. *** Oração Subordinada Sindética Adjetiva As orações subordinadas adjetivas são aquelas que exercem a função de adjetivo da oração principal a que se conectam. Tais orações podem ser classificadas como explicativas e restritivas. Exemplos: Apenas terão sucesso na prova os estudantes que se dedicaram à matéria. (Adjetiva restritiva, pois limita um substantivo por qualificação. O sentido destas orações é indispensável para o sentido geral das frases em que ocorrem); Aquele rapaz, que sabe tudo sobre carros, vive sobre quatro rodas. (Adjetiva explicativa, pois explica, à maneira do aposto, o termo a que se vincula. Tal tipo de oração funciona como uma qualificação dispensável ao sentido geral da frase) *** Oração Subordinada Sindética Adverbial Orações subordinadas sindéticas adverbiais são aquelas que exercem função de adjunto adverbial da oração principal a que se conectam. Tais orações podem ser classificadas como causais, concessivas, comparativas, conformativas, consecutivas, condicionais, finais e proporcionais. Essa classificação é feita de acordo com as conjunções subordinativas que introduzem esse tipo de oração. *** Oração Subordinada Sindética Substantiva As orações subordinadas sindéticas substantivas são aquelas que desempenham a função de substantivos da oração principal a que se conectam. As orações subordinadas substantivas apresentam normalmente as conjunções integrantes que e se, podendo ser classificadas em subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, predicativas, apositivas e agentes da passiva. Exemplos: É necessário que todos aprovem tal projeto. (Subjetiva = Isto é necessário); Disseramque o tempo será bom nesta semana. (Objetiva Direta = Disseram isto); Ele a convenceu de que não havia outro remédio. (Objetiva Indireta = Ele a convenceu de algo); Desejou apenas uma coisa: que ela voltasse. (Apositiva =
  • 18. Desejou apenas uma coisa: isto); As casas não foram construídas por aqueles que as vendem. (Agente da Passiva = As casas não foram construídas por eles); O maior medo de alguns é que a velhice traga a solidão. (Predicativa = O maior medo de alguns é este) *** Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos. A ortoépia está relacionada com: a perfeita emissão das vogais, a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos. *** Ortografia Ortografia é a parte da gramática que trata da maneira de escrever corretamente as palavras. (do grego orthós=direito + gráphein=escrever) *** Oxítonas Oxítonas são palavras cuja sílaba tônica é a ultima da palavra. Exemplos: Maracujá, Café, compor. *** P Voltar ao topo Paroxítonas Paroxítonas são palavras cuja sílaba tônica é a penúltima da palavra. Exemplos:cadeira, caráter, mesa. *** Particípio O particípio é a forma nominal do verbo que expressa ações plenamente concluídas. Exemplos: escrito, falado, pensado, acontecido, ido. O particípio dos verbos abundantes possui mais de uma forma. O particípio dos verbos abundantes pode ter forma regular ou irregular. Exemplos: Forma regular: aceitado, entregado; Forma irregular: aceito (ou aceite), entregue. As formas regulares do particípio são empregados na voz ativa. Exemplos: Ele já havia entregado a prova; Todos já haviam aceitado o acordo. As formas irregulares por sua vez, empregam-se na voz passiva. Exemplos: A prova foi entregue por ele; O acordo foi aceito por todos. *** Período Período é a fraze organizada em uma ou mais orações. *** Período Composto Período composto é o período que se constitui de mais de uma oração. Os períodos compostos podem ser formados das seguintes maneiras: podem ser compostos por coordenação, compostos por subordinação, ou ainda compostos por coordenação e subordinação, simultaneamente. *** Período Composto por Coordenação Períodos compostos por coordenação são os períodos que, possuindo duas ou mais orações, apresentam orações coordenadas entre si. Cada oração coordenada possui autonomia de sentido em relação às outras, e nenhuma delas funciona como termo da outra. As orações coordenadas, apesar de sua autonomia em relação às outras, complementam mutuamente seus sentidos. A conexão entre as orações coordenadas podem ou não ser realizadas através de conjunções coordenativas. Sendo vinculadas por conectivos ou conjunções coordenativas, as orações são coordenadas sindéticas. Não apresentando conjunções coordenativas, as orações são chamadas orações coordenadas assindéticas. *** Período Composto por Subordinação
  • 19. Períodos compostos por subordinação são períodos que, sendo constituídos de duas ou mais orações, possuem uma oração principal e pelo menos uma oração subordinada a ela. A oração subordinada está sintaticamente vinculada à oração principal, podendo funcionar como termo essencial, integrante ou acessório da oração principal. As orações subordinadas que se conectam à oração principal através de conjunções subordinativas são chamadas orações subordinadas sindéticas. As orações que não apresentam conjunções subordinativas geralmente apresentam seus verbos nas formas nominais, sendo chamadas orações reduzidas. *** Período Simples Período simples é o período que se constitui de apenas uma oração. Está em oposição com relação ao período composto, constituído por duas ou mais orações. *** Polissílabo Polissílabo é a palavra que contém mais de três sílabas. Exemplos: Ma-ra-cu-já, me-lan-ci-a, in-fe-liz-men-te. *** Predicado Predicado é o termo essencial da oração que constitui a parte da enunciação referente ao sujeito. É a parte da oração que contém os verbos referentes ao sujeito. Os predicados podem se apresentar como: predicados nominais (têm um nome como núcleo de significação), predicados verbais (têm um verbo como núcleo central de significação) e predicados verbo-nominais (composto por verbos e nomes como núcleos significativos). *** Predicado Nominal Predicado nominal é o predicado que apresenta um nome como núcleo significativo. Os predicados nominais são formados com a presença de um verbo de ligação mais um predicativo. Exemplos: Ele está só, Os dias permanecem os mesmos, Ficamos muito bem por aqui, Isto parece uma grande mentira. *** Predicado Verbal Predicado verbal é o predicado que apresenta um verbo como núcleo significativo. Os predicados verbais são formados com a presença de verbos transitivos e intransitivos. Exemplos: O escritor criou seu universo fictício; João deu asas à imaginação; Assim que o trem parou, os passageiros desceram. *** Predicado Verbo-Nominal Predicado verbo-nominal é o predicado que apresenta um verbo e um predicativo como núcleos de significação. Exemplos: Magda abriu o pacote, surpresa; E então, o rapaz perguntou ao mestre, aflito. *** Predicativo do Objeto Predicativo do objeto é um agente modificador do objeto. Esse predicativo ocorre apenas nos predicados verbo-nominais. Exemplos: O juiz julgou o réu culpado.; Encontraram a criança fatigada e triste. *** Predicativo do Sujeito É o elemento do predicado que se refere ao sujeito, mediante um verbo (de ligação ou não), com a função de informar algo a respeito do sujeito. Exemplo: A terra é redonda. *** Preposição As preposições são vocábulos invariáveis de função estritamente gramatical que estabelecem relações de sentido entre dois termos das orações. As preposições são simples (quando apresentam apenas um único vocábulo) ou compostas (chamadas
  • 20. locuções prepositivas, formadas por mais de um vocábulo). O conjunto de todas as preposições simples é formado pelos seguintes vocábulos: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. *** Presente do Modo Indicativo O tempo verbal do presente no modo indicativo normalmente é empregado para situações como: - em declaração de um fato que ocorre no momento da enunciação ou que se estende a esse momento; Exemplo: Declaro que isto é a mais pura verdade. - em declaração de fatos cientificamente comprovados ou leis universais, e em formação de juízos universalizantes; Exemplos: A Terra gira em torno do Sol; O tolo nãovê a mesma árvore que o sábio vê. - em declaração de fatos que ocorrem habitualmente, e declaração de uma faculdade do sujeito; Exemplos: Todos os dias acordo, me levanto, lavo o rosto, me visto e vouao trabalho; A tarde é o momento mais agradável do dia. - em relato de fatos passados que, com a utilização estilística do verbo no presente do indicativo, toma feições de atualidade e de vivacidade; Exemplo: Então, para espanto de todos, o pássaro põe-se a falar. Declara que a vida dos pássaros é superior à dos outros mortais. Todos param, atônitos, atentos às estranhas ideias do animalzinho. - em declaração de um fato que ocorrerá, tendo a ênfase e a certeza da ocorrência como resultado do uso; Exemplo: Amanhã, com sol ou chuva, vou à praia. - em afirmação de ação conseqüente de um fato que pode ocorrer no futuro; Exemplo: Se fizer calor no feriado, viajo ao litoral. *** Presente do Modo Subjuntivo Os verbos no tempo do presente do modo subjuntivo são empregados em muitos dos casos de orações subordinadas sindéticas substantivas, adjetivas e adverbiais. O modo subjuntivo, por excelência, é o tempo das orações subordinadas sindéticas (em que há o largo uso de conjunções que se vinculam à forma dos verbos no subjuntivo: que e se). O emprego do presente do subjuntivo pode exprimir: - um fato que ocorre no presente: Exemplo: É melhor que me diga o que ocorre. - um fato que se deseje que ocorra no futuro próximo: Exemplos: Espero que o candidato não fuja do tema em discussão; Deus o leve conforto espiritual. - a possibilidade de ocorrência de uma fato no futuro, quando o verbo é introduzido pela conjunção talvez: Exemplos: Talvez eu possa lhe ajudar a resolver a situação; Talvezchova, talvez não. *** Pretérito Imperfeito do Modo Indicativo O tempo verbal do pretérito imperfeito do modo indicativo é utilizado para os seguintes fins: - quando o locutor enuncia fatos ocorridos, transportado mentalmente para o momento da ocorrência, descrevendo os fatos da forma como iam prosseguindo; Exemplo: Eucantava em voz baixa, e fazia gestos, regendo uma sinfonia invisível. - na enunciação de fatos dos quais não se tem certeza quanto às suas realizações futuras; Exemplo: Queria que fosses feliz. - na substituição do futuro do pretérito, ao exprimir a conseqüência inevitável de um fato condicionante; Exemplo: Se o bonde não chegasse logo, logo me irritava. - na enunciação em que se dá a ideia de prolongação de fatos ocorridos em direção ao momento presente da própria enunciação. Neste caso, exprime-se com maior evidência a característica principal do tempo no pretérito imperfeito do indicativo: a descrição de fatos passados não concluídos ("imperfeitos"). *** Pretérito Imperfeito do Modo Subjuntivo Os verbos no tempo do pretérito imperfeito do modo subjuntivo são empregados das seguintes maneiras:
  • 21. -tendo valor de passado: Exemplo: Mesmo que a saudade batesse a sua porta, permaneceria impassível. -tendo valor de presente, constituindo condição para uma ação que poderia estar ocorrendo: Exemplo: Se tivesses coragem, estaria lutando por seus ideais. - tendo valor de futuro em relação a algum momento já passado: Exemplo: Naquele instante, era provável que o mundo ruísse. *** Pretérito Mais-que-Perfeito do Modo Indicativo Os verbos no tempo do pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo são utilizados nas seguintes situações enunciativas: - denotação de uma ação anterior a outra já passada; Exemplo: Antes de falar de seus caminhos pela vida, disse-me que já fora marinheiro. - substituição, de caráter estilístico, dos verbos no futuro do pretérito do modo indicativo e no pretérito imperfeito do modo subjuntivo (estilo denotativo de solenidade); Exemplos: Ele menos a conhecera, mais a amara (com os verbosconhecera e amara substituindo, respectivamente, as formas conhecesse e amaria); Fez gestos magníficos, como se fora um rei (verbo no mais-que-perfeito do indicativo substituindo a forma no pretérito imperfeito do subjuntivo). *** Pretérito Mais-que-Perfeito do Modo Subjuntivo O tempo do pretérito mais-que-perfeito do modo subjuntivo constitui-se de forma composta, isto é, há a ocorrência de um verbo auxiliar no presente do subjuntivo e um verbo principal no particípio. Não há forma de conjugação simples de verbos no pretérito mais-que-perfeito do modo subjuntivo. Esta modalidade composta é empregada das seguintes maneiras: -exprimem uma ação anterior que condiciona outra ação passada: Exemplo: Se tivesse ouvido o que diz a experiência, não correria os riscos pelos quais passou. -exprimem uma ação passada da qual se duvida, ou ainda uma ação passada hipotética ou irreal: Exemplos: Achou que realmente tivesse acontecido aquilo. (...que realmente acontecera aquilo, no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo); Acreditaste que ele tivesse andado por aquelas paragens? (...que ele andara por aquelas paragens, no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo) *** Pretérito Perfeito do Modo Indicativo Os verbos no tempo do pretérito perfeito do modo indicativo são utilizados na seguinte situação enunciativa: - declaração de fatos inteiramente concluídos, localizados no passado de maneira enfática; Exemplo: Chegou em sua casa, foi ao seu quarto nos fundos da casa, deitou-se e dormiu. *** Pretérito Perfeito do Modo Subjuntivo O tempo do pretérito perfeito do modo subjuntivo constitui-se de forma composta, isto é, há a ocorrência de um verbo auxiliar no presente do subjuntivo e um verbo principal no particípio. Não há forma de conjugação simples de verbos no pretérito perfeito do modo subjuntivo. Esta modalidade composta é empregada nas seguintes formas: -quando exprimem um fato supostamente concluído: Exemplo: Talvez eu tenha me comportado muito mal. -quando exprimem um fato a ser concluído no futuro em relação a outro fato futuro: Exemplo: Talvez eu tenha terminado o trabalho quando o professor chegar. *** Pronome Pronomes são aquelas palavras utilizadas na frase para a representação ou substituição de substantivos (nesse caso, pronomes substantivos) ou ainda para a
  • 22. extensão do significado dos substantivos (nesse caso, pronomes adjetivos). Os pronomes ainda podem ser classificados em seis categorias: pronomes pessoais, pronomes possessivos, pronomes relativos, pronomes demonstrativos, pronomes indefinidos e pronomes interrogativos. *** Pronomes Demonstrativos Os pronomes demonstrativos são aqueles que situam seres e objetos em determinado espaço ou em determinado tempo. Também são, em alguns casos, empregados para a reiteração diferenciada de termos antecedentes distintos (Exemplo: João era diferente de José: enquanto este era extremamente sério, aquele era risonho em demasia. Note-se que o pronome este se refere ao termo antecedente mais próximo, enquanto o pronome aquele se refere ao termo antecedente mais distante). Os pronomes demonstrativos variáveis são este, esse, aquele (dos quais derivam as variações em gênero e número). Os pronomes demonstrativos invariáveis são isto, isso e aquilo. *** Pronomes Indefinidos Os pronomes indefinidos são aqueles que se referem sempre vagamente à terceira pessoa gramatical. Entre os pronomes indefinidos existem os pronomes variáveis (passíveis de flexão em gênero e número) e invariáveis (inflexíveis quanto ao gênero e ao grau). São variáveis ou passíveis de flexão os pronomes algum, nenhum, qualquer, tanto, quanto, muito, pouco, todo, outro, vário, certo. São invariáveis os pronomesalguém, ninguém, algo, tudo, nada, cada, outrem. *** Pronomes Interrogativos Os pronomes interrogativos são aqueles utilizados para a formulação de uma pergunta. Os pronomes interrogativos invariáveis (não passíveis de flexão em gênero e número) são: que e quem. Os pronomes interrogativos variáveis são: qual (podendo ser flexionado em número: quais); e quanto (podendo ser flexionado em gênero e número:quantos, quanta, quantas).Os pronomes interrogativos podem ser utilizados também em expressões exclamativas. Exemplos: Que felicidade a minha! Que sorte! Quantas foram as coisas pelas quais passamos! Quem me dera! *** Pronomes Pessoais Os pronomes pessoais são aqueles que representam as três pessoas gramaticais. Dessa forma, eles podem agir também como substitutos de formas nominais ocorridas anteriormente à sua colocação na enunciação. Exemplos: Eu costumo dizer a verdade;Tu estás atrasado para reunião; Ele não nega as origens; A atriz representava seu papel com ardor, ela mesma deixando de existir, dando lugar à sua personagem. Os pronomes pessoais, de acordo com sua função, possuem as formas retas: eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas, e oblíquas: me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, consigo, o, a, lhe, nos, nós, conosco, vos, vós, convosco, os, as, lhes. *** Pronomes Pessoais Oblíquos Os pronomes pessoais oblíquos são: me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, consigo, o, a, lhe, nos, nós, conosco, vos, vós, convosco, os, as, lhes. *** Pronomes Pessoais Retos Os pronomes pessoais retos são as três pessoas gramaticais, tanto em suas formas singulares: eu, tu, ele ou ela, quanto em suas formas plurais: nós, vós, eles ou elas. Os pronomes pessoais retos podem ser empregados como sujeito, como predicativo do sujeito, ou ainda como vocativo (para os pronomes relativos à segunda pessoa: tu e vós). ***
  • 23. Pronomes Possessivos Os pronomes possessivos denotam posse. Eles variam de acordo com a pessoa gramatical que detém a posse de algo: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu (e todas as suas variações de gênero e número). *** Pronomes Relativos Os pronomes relativos são aqueles que se referem a um termo anteriormente utilizado na enunciação. Os pronomes relativos variáveis são o qual, cujo, quanto (variáveis em gênero e número). Os pronomes relativos invariáveis são que, quem, onde. Os termos antecedentes aos quais os pronomes relativos se referem podem ser substantivos, adjetivos, pronomes e advérbios. Os pronomes relativos também podem se reportar a orações (Exemplo: João teve grande satisfação ao encontrá-la, o que era de se esperar. A partícula demonstrativa o resume a oração que a antecede, sendo sempre necessária nesses casos) Os pronomes relativos, portanto, empregam-se como referência a algo que os antecedem nas enunciações. *** Proparoxítonas Proparoxítonas são palavras cuja sílaba tônica é a antepenúltima da palavra. Exemplos:sílaba, metafísica, lâmpada. *** Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. *** Q Voltar ao topo Não constam termos com Q *** R Voltar ao topo Radical Radical é o termo comumente utilizado para designar o morfema lexical dos vocábulos. Radical é o núcleo invariável do vocábulo, que encerra a significação externa da palavra. Todas as derivações de uma palavra são engendradas a partir de um mesmo radical. *** Regência Regência é a parte da gramática que trata das relações entre os termos da oração. Verificando como se estabelece a dependência entre eles. Exemplos: Ele visou o alvo. (Visar no sentido de avistar exige complemento sem preposição); Ele visou a um emprego melhor. (Visar no sentido de desejar exige complemento com a preposição a) *** Regência Nominal Dá-se o nome de regência nominal quando o termo regente é um nome. Exemplo: Eles eram fieis ao amigo. *** Regência Verbal Dá-se o nome de regência verbal quando o termo regente é um verbo. Exemplo: Todosprecisam de amor. *** S Voltar ao topo
  • 24. Semivogal Os fonemas vogais i e u, quando acompanhadas de outras vogais em uma mesma sílaba de uma palavra, são semivogais. *** Sílaba Sílaba é o agrupamento sonoro produzido em apenas uma expiração. Na pronúncia lenta das palavras, podem ser identificadas as sílabas, que são os agrupamentos sonoros mínimos no momento do ato da fala. Por exemplo, a pronúncia pausada da palavra casa não será pausadamente pronunciada da forma c-a-s-a, mas sim casa. As sílabas podem ser abertas, quando terminadas por uma vogal, ou fechadas, quando terminadas por uma consoante. As sílabas são formadas em modalidades diversas: por uma única vogal, por um ditongo, ou ainda pela combinação de vogais, ditongos e tritongos com consoantes. Quanto ao número de sílabas, as palavras podem ser classificadas em monossílabas (uma sílaba), dissílabas (duas sílabas), trissílabas (três sílabas) e polissílabas (quatro ou mais sílabas). *** Sílaba tônica Sílaba tônica é a sílaba com entonação mais forte em uma palavra. Exemplos: mala (sílaba tônica ma-); porta (sílaba tônica por-); bater (sílaba tônica -ter); pátria (sílaba tônica pá-); hilário (sílaba tônica -lá-). *** Sintaxe Sintaxe é a parte da gramática que estuda a relação entre os vários termos que formam uma oração, ou entre as várias orações que podem formar um período. *** Substantivo Substantivos são palavras utilizadas para a nomeação ou designação de seres, objetos e conceitos abstratos em geral. Os substantivos servem como núcleo do sujeito, dos objetos diretos e indiretos e dos agentes da voz passiva. Os substantivos podem ser classificados em: concretos e abstratos, próprios e coletivos, e ainda substantivos comuns. *** Substantivos Abstratos Substantivos abstratos são aquelas palavras que nomeiam conceitos abstratos em geral, que não têm representação concreta diretamente vinculada ao mundo dos corpos observáveis. Os substantivos abstratos representam a nomeação das ações, dos estados e das qualidades. Exemplos: amor, juventude, alegria, paz, liberdade, prazer, coragem, fidelidade, ódio, fraqueza, estudo, dignidade, pobreza, verdade. *** Substantivos Coletivos Substantivos coletivos são aquelas palavras que, na forma singular, expressam a ideia de uma determinada coletividade, de um grupo, de uma espécie. Os substantivos coletivos fazem parte da classe dos substantivos comuns. Exemplos: povo, manada, turma, população, elenco, frota, esquadra, constelação, multidão. *** Substantivos Comuns Substantivos comuns são aquelas palavras que nomeiam seres e objetos em relação à classe a que pertencem. Exemplos: homem, mulher, continente, país, oceano, rio, constelação. *** Substantivos Concretos Substantivos concretos são aquelas palavras que nomeiam os seres, objetos, animais. Em suma, especificamente são a representação de todas as coisas que se apresentam concretamente ao mundo dos corpos observáveis. Exemplos: casa, homem, corpo, nuvem, algodão, árvore, cavalo, pedra, caixa, Alexandra, José,
  • 25. rosa, Rosa. *** Substantivos Próprios Substantivos próprios são aquelas palavras que nomeiam seres, lugares e coisas individuais. São chamados também de nomes próprios. Exemplos: Fernando, Paula, América, Brasil, África, Atlântico, Amazonas, Andrômeda. *** Sujeito Sujeito é o termo essencial da oração ao qual se remete o enunciado da oração. O sujeito pode se apresentar de diversas formas em um oração: pode ser simples (apresentando apenas um núcleo, ou seja, quando o verbo da oração se remete apenas a um termo); pode ser composto (apresentando dois ou mais núcleos, ou seja, quando o verbo se remete a mais de um termo); pode ser oculto (quando não há um termo de representação do sujeito, embora esse sujeito possa ser identificado na oração); pode ser indeterminado (quando não há referência a um sujeito determinado, isto é, quando se desconhece quem executa uma ação); pode ser inexistente (quando não há termo que desempenha uma ação, ocorrendo tal forma nas orações que possuem verbos impessoais). *** Sujeito Composto Sujeito composto é o sujeito que apresenta mais de um núcleo na oração. Exemplos:Pedro e Paulo foram grandes amigos de infância; Eu e o mar somos velhos amigos. *** Sujeito Indeterminado Sujeito indeterminado é o sujeito que não se apresenta na oração através de um termo explícito e concreto, também não podendo ser identificado precisamente. Exemplos:Fizeram muitos estragos; Roubaram meu carro. *** Sujeito Inexistente Na oração, pode ocorrer a inexistência do sujeito, isto é, quando o verbo não é praticado por um ser, sendo impessoal. Na ocorrência dos verbos impessoais, o que interessa é a ocorrência verbal em si mesma. Exemplos: Choveu muito. Há muitas pessoas desabrigadas. Faz muito tempo que isto ocorreu. É tarde demais. *** Sujeito Oculto Sujeito oculto é o sujeito não expresso na oração através de um termo explícito e concreto, ainda que possa ser identificado precisamente. Exemplo: Fui ao cinema. Volto logo. (equivalente a "Eu fui ao cinema. Eu volto logo.) *** Sujeito Simples Sujeito simples é o sujeito que apresenta apenas um núcleo na oração. Exemplos: Abola rolou no gramado do estádio; Aquele rapaz é a flor de sua geração. *** T Voltar ao topo Termo Regente Termo regente é aquele que pede o complemento. Exemplo: Os amigos necessitavam de apoio. (quem necessita, necessita de alguma coisa. Portanto necessitavam é o termo regente) *** Termo Regido Termo regido é o complemento exigido pelo termo regente. Exemplo: Os amigos necessitavam de apoio. (quem necessita, necessita de alguma coisa. Portanto apoio é termo regido de necessitam)
  • 26. *** Til O til é utilizado para indicar a nasalidade das vogais a e o. Exemplos: porão, porões, limão, limões, pistões, pão, pães, mãe, mães, põe. *** Trema O trema é utilizado para indicar a pronúncia do u semivogal nas sílabas que, qui, gue e gui. Exemplos: cinqüenta, eqüino, aguento, sagui. Hoje em dia, o uso do trema é facultativo. *** Trissílabo Trissílabo é a palavra que contém três sílabas. Exemplos: ca-der-no, pa-lha-ço, cinzei-ro. *** Tritongo Os tritongos são encontros vocálicos em que há a ocorrência da interposição de uma vogal entre duas semivogais numa mesma sílaba de uma palavra. São classificados em tritongos orais e tritongos nasais. *** U Voltar ao topo Não constam termos com U *** V Voltar ao topo Verbo Os verbos são as palavras variáveis que exprimem ações praticadas, estados, qualidades e existências de seres, objetos e conceitos, e ainda acontecimentos. As variações dos verbos podem indicar tempo de ocorrência da ação ou acontecimento, modo (indicativo, subjuntivo, imperativo), pessoa, número, formas nominais (infinitivo, particípio, gerúndio), voz (ativa, passiva, reflexiva). Os verbos, de acordo com sua flexão, podem ser classificados em regulares, irregulares, defectivos e abundantes. São três as conjugações dos verbos (chamadas primeira conjugação, segunda conjugação e terceira conjugação). *** Verbo de Ligação Verbos de ligação são verbos que exprimem estado ou mudança de estado (não indicam, portanto, ações.) Nas orações com verbos de ligação o sujeito não pratica nem sofre a ação. O sujeito é apenas o ser a quem se atribui uma característica. Os principais verbos de ligação são: ser, estar, parecer, permanecer, ficar, andar, e continuar. Exemplos: A casa é nova. Ronaldo está triste. O aluno tornousecomportado. O animal permaneceu quieto. *** Verbo Intransitivo Verbo intransitivo é aquele que não necessita de termos para que seu sentido se complete. Neste caso, o próprio verbo já carrega um sentido pleno, e a ação não extrapola o sentido completo já encerrado no verbo. Exemplos: Todos os carros pararam. O Sol nasceu. *** Verbo Transitivo Verbo transitivo é aquele que pede a presença de um objeto para que seu sentido se torne completo. Exemplos: Tenho algo a declarar. (O sentido do verbo ter se orienta para um objeto, completando assim seu significado). Os verbos transitivos podem ser diretos, indiretos,ou, simultaneamente, diretos e indiretos. ***
  • 27. Verbo Transitivo Direto Verbo transitivo direto é aquele que não necessita de preposição para estabelecer vínculo com o objeto ao qual se refere. Exemplos: O inventor criou um novo dispositivo;Deus fez o céu, a terra, as águas. Não há interposição da preposição entre verbo e objeto. O objeto ao qual o verbo se orienta é chamado objeto direto. *** Verbo Transitivo Direto e Indireto Verbo transitivo direto e indireto é aquele que requer objeto direto e objeto indireto para que seu sentido se complete. Exemplos: Demos um belo presente a nossa cliente.Diga tudo ao seu irmão. No primeiro exemplo, há dois objetos: presente (objeto direto) e cliente (objeto indireto). No segundo exemplo, tudo é o objeto direto, e irmão é objeto indireto. *** Verbo Transitivo Indireto Verbo transitivo indireto é aquele que necessita de preposição para o estabelecimento de seu vínculo com o objeto ao qual se refere. Exemplos: Necessitamos de abrigo.Aquelas pessoas precisam de abrigo. Aquele sujeito nunca se lembra de nada. Há interposição da preposição entre verbo e objeto. O objeto ao qual o verbo se orienta é chamado objeto indireto. *** Verbos Abundantes Os verbos abundantes são aqueles que possuem duas ou mais formas de conjugação no particípio, que equivalem entre si. Por exemplo, o verbo acender possui duas formas de particípio: acendido e aceso. Outro caso é o verbo entregar, que possui duas formas de particípio: entregue e entregado. O verbo aceitar possui três formas de particípio:aceito, aceitado e aceite. *** Verbos Anômalos São chamados verbos anômalos aqueles que apresentam profundas irregularidades em sua conjugação, não podendo ser desta forma classificados apenas como irregulares. Exemplos de verbos anômalos são: ir, ser, vir, pôr, ter, haver, estar. Tomando como exemplo a conjugação do verbo ir, note-se a grande irregularidade das formas: Presente do Modo Indicativo Eu vou, tu vais, ele vai, nós vamos, vós ides, eles vão. Pretérito Perfeito do Modo Subjuntivo Eu fui, tu fostes, el foi, nós fomos, vós fostes, eles foram. Presente do Modo Subjuntivo Eu vá, tu vás, ele vá, nós vamos, vós ides, eles vão. *** Verbos Defectivos Verbos defectivos são aqueles que não possuem alguma(s) forma(s) de conjugação. Por exemplo, não existe uma forma de conjugação para o verbo abolir na primeira pessoa do singular no Presente do Modo Indicativo. Da mesma maneira, não há forma de conjugação para o verbo falir em nenhuma pessoa do Presente do Modo Subjuntivo. *** Verbos Irregulares Verbos irregulares são aqueles que não seguem regularmente o modelo das conjugações nas quais se enquadram. São verbos que apresentam formações de tempo diversas com relação ao modelo de conjugação a que pertencem. Um exemplo de verbo irregular é o verbo pedir. Pode-se observar suas variações de formação, por exemplo, em sua conjugação no Presente do Modo Indicativo: Eu peço, tu pedes, ele pede, nós pedimos, vós pedis, eles pedem. A conjugação do mesmo verbo, no Presente do Modo Subjuntivo, é bastante diversa: Eu peça, tu peças, ele peça, nós peçamos, vós peçais, eles peçam. *** Verbos Regulares Verbos regulares são aqueles que seguem regularmente o modelo das conjugações
  • 28. nas quais se enquadram. Por exemplo, os verbos cantar, vender e partir são representantes, respectivamente, da primeira, da segunda e da terceira conjugações. Os verbos que seguem à risca os modelos dos verbos citados acima quanto à sua formação nos diversos tempos são verbos regulares. *** Vocábulo A definição do termo "vocábulo" é matéria controversa entre os estudiosos. Numa tentativa de conceituação mais genérica, vocábulo é a menor unidade significativa autônoma na enunciação, sendo tal unidade formada por um morfema ou mais, apresentando-se, simultaneamente, como unidade semântica, unidade formal, unidade funcional e unidade sonora. O vocábulo é uma unidade autônoma da frase, isto é, há possibilidade desta unidade figurar em posições variadas da frase. Ainda é a unidade que se encontra nos dicionários. Inicialmente, os vocábulos podem ser divididos em dois grupos: aqueles que possuem morfema lexical e aqueles que são constituídos apenas de morfemas gramaticais, sendo estes últimos instrumentos gramaticais (como os artigos, as conjunções, as preposições e os pronomes). A partir daí, pode-se fazer uma distinção entre "vocábulo" e "palavra": palavra é o vocábulo dotado de morfema lexical, possuindo significação que se remete às coisas do mundo externo, isto é, o nome dado às coisas do mundo externo. Vocábulo, portanto, é um conceito que abrange o próprio termo "palavra", e também os instrumentos gramaticais. *** Vocativo Vocativo é o termo que, não subordinando-se a nenhum outro termo da oração, possui a função de invocação de uma pessoa, ou ainda de um conceito ou um objeto personificado. Exemplos: Ó amor, serás tu o motivo de tantas mágoas? Meu Deus, não me deixe cair em tentação. *** Vogal Vogais são os fonemas produzidos, na fala, através da livre passagem de ar pela boca. São: a, e, i ,o e u. *** Vogal de Ligação As vogais de ligação são unidades sem valor significativo que unem dois radicais para a formação de uma nova palavra. Exemplo: Na formação da palavra gasômetro, entram em jogo os radicais gás e metro. Na palavra formada, estes radicais são interpostos pela vogal o, que une os dois elementos significativos para a formação de um terceiro significado. *** Vogal Temática Certos radicais necessitam de vogal posposta para conectar-se a um sufixo ou a uma desinência. A vogal temática está vinculada ao conceito tema, tratando-se este do radical preparado para a sua conexão com uma unidade a ser posposta (seja ela desinência ou sufixo). As palavras terminadas em consoante ou em vogal tônica não possuem em sua composição a vogal temática, sendo então chamadas atemáticas. Exemplo: Na palavra andar, entre o radical e o sufixo interpõe-se a vogal temática a. Tal vogal fornece o tema. Nas palavras lápis e pé, não há vogal temática. *** W Voltar ao topo Não constam termos com W *** X Voltar ao topo
  • 29. Não constam termos com X *** Y Voltar ao topo Não constam termos com Y *** Z Não constam termos com Z *** Voltar ao topo

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