Aap rplp 1_em_professor 6ª edição fev 2014
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Aap rplp 1_em_professor 6ª edição fev 2014

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  • 1. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO Subsídios para o Professor de Língua Portuguesa 1a série do Ensino Médio Prova de Língua Portuguesa Comentários e Recomendações Pedagógicas São Paulo 1° Semestre de 2014 6ª Edição 33 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 1 18/12/13 16:11
  • 2. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio2 Avaliação da Aprendizagem em Processo APRESENTAÇÃO A Avaliação da Aprendizagem em Processo se caracteriza como ação desen- volvida de modo colaborativo entre a Coordenadoria de Informação, Monito- ramento e Avaliação Educacional e a Coordenadoria de Gestão da Educação Básica, que também contou com a contribuição de Professores do Núcleo Pe- dagógico de diferentes Diretorias de Ensino. Aplicada desde 2011, abrangeu inicialmente o 6º ano do Ensino Fundamental e a 1ª série do Ensino Médio. Gradativamente foi expandida para os demais anos/séries (do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e 1ª a 3ª série do Ensino Médio) com aplicação no início de cada semestre do ano letivo. Essa ação, fundamentada no Currículo do Estado de São Paulo, tem como ob- jetivo fornecer indicadores qualitativos do processo de aprendizagem do edu- cando, a partir de habilidades prescritas no Currículo. Dialoga com as habilida- des contidas no SARESP, SAEB, ENEM e tem se mostrado bem avaliada pelos educadores da rede estadual. Propõe o acompanhamento da aprendizagem das turmas e do aluno de forma individualizada, por meio de um instrumento de caráter diagnóstico. Objetiva apoiar e subsidiar os professores de Língua Portuguesa e de Matemática que atuam nos Anos Finais do Ensino Fundamen- tal e no Ensino Médio da Rede Estadual de São Paulo, na elaboração de estra- tégias para reverter desempenhos insatisfatórios, inclusive em processos de recuperação. Além da formulação dos instrumentos de avaliação, na forma de cadernos de provas para os alunos, também foram elaborados documentos específicos de orientação para os professores – Comentários e Recomendações Pedagó- gicas – contendo o quadro de habilidades, gabaritos, itens, interpretação pe- dagógica das alternativas, sugestões de atividades subsequentes às análises dos resultados e orientação para aplicação e correção das produções textuais. Espera-se que, agregados aos registros que o professor já possui, sejam ins- trumentos para a definição de pautas individuais e coletivas que, organizadas em um plano de ação, mobilizem procedimentos, atitudes e conceitos neces- sários para as atividades de sala de aula, sobretudo aquelas relacionadas aos processos de recuperação da aprendizagem. Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional Coordenadoria de Gestão da Educação Básica 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 2 18/12/13 16:11
  • 3. 3Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio Avaliação da Aprendizagem em Processo – Língua Portuguesa A Avaliação da Aprendizagem em Processo de Língua Portuguesa, em sua 6ª edição, apresenta dez questões objetivas compostas por quatro alternativas e uma produção textual para todas as séries/anos do ensino fundamental anos finais e ensino médio. Para a elaboração das provas objetivas, foi elaborada a Matriz de Referência para a AAP, pautada em conteúdos e habilidades do Currículo Oficial do Esta- do de São Paulo, Caderno do Professor: Língua Portuguesa, Matriz de Referên- cia para a Avaliação – SARESP, Prova Brasil, ENEM. Quanto às produções escritas, os gêneros textuais abaixo elencados, conforme série/ano, obedecem ao que está previsto no Currículo do Estado de São Paulo e, consequentemente, às Situações de Aprendizagem presentes nos Cadernos do Professor e do Aluno e a temas propostos pelo SARESP e ENEM. - 6º ano do Ensino Fundamental: conto; - 7º ano do Ensino Fundamental: relato de experiência vivida; - 8º ano do Ensino Fundamental: notícia; - 9º ano do Ensino Fundamental: texto de opinião1 ; - 1ª série do Ensino Médio: artigo de opinião; - 2ª série do Ensino Médio: artigo de opinião; - 3ª série do Ensino Médio: artigo de opinião. Com o intuito de apoiar o trabalho do professor em sala de aula e também de subsidiar a elaboração do plano de ação para os processos de recuperação, são colocados à disposição da escola materiais com orientações para leitura e reflexão sobre as provas de Língua Portuguesa. Esses materiais contêm as matrizes de referência elaboradas para essa ação, as questões comentadas, a habilidade/descritor em cada uma das questões, recomendações pedagógi- cas, indicações de outros materiais impressos ou disponíveis na internet e re- ferências bibliográficas. O objetivo principal da AAP é levar os professores a realizar inferências com relação aos acertos e também buscar sanar as dificuldades que levaram a pos- síveis erros. Lembramos que, em se tratando de avaliação, a cada aplicação, os itens são testados e avaliados, inclusive, pelos professores da rede. Alguns desses itens, provavelmente, precisarão ser modificados e, por vezes, substituídos, de forma a garantir a eficácia da proposta, buscando, assim, reforçar seu caráter proces- sual, contínuo. EQUIPE DE Língua Portuguesa 1 DOLZ, J. & SCHNEUWLY, B. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2004, p. 51-52. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 3 18/12/13 16:11
  • 4. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio4 MATRIZ DE REFERÊNCIA – AAP 1o SEMESTRE 2014 Eixo I - Procedimentos básicos de leitura Descritores Ensino Fundamental (anos finais) Ensino Médio 6º 7º 8º 9º 1ª 2ª 3ª 1 Localizar informações explícitas em um texto. x x x x x x x 2 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. x x x x x x x 3 Inferir informações implícitas (conceitos/opiniões, tema/assunto principal, entre outros) em um texto. x x x x x x x 4 Identificar tema ou assunto principal de um texto. x x x x x x x 5 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. - - x x x x x 6 Identificar formas de apropriação textual (paráfra- ses, paródias, citações, discurso direto, indireto, in- direto livre). x x x x x x x 7 Identificar os fatos de um texto em sequência lógica. x x x x x x x Eixo II- Implicações do suporte, do gênero, do enunciado e do receptor na compreensão textual Descritores Ensino Fundamental (anos finais) Ensino Médio 6º 7º 8º 9º 1ª 2ª 3ª 8 Identificar o público alvo de um texto. x x x x x x x 9 Localizar os elementos constitutivos da organiza- ção interna de um texto. x x x x x x x 10 Interpretar texto com o auxílio de recursos gráfico- -visuais. - - x x x x x 11 Identificarafinalidadedetextosdediferentesgêneros. x x x x x x x Eixo III- Relação entre textos do mesmo gênero ou de gêneros diferentes Descritores Ensino Fundamental (anos finais) Ensino Médio 6º 7º 8º 9º 1ª 2ª 3ª 12 Identificar posições distintas entre duas ou mais opi- niões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. - - x x x x x 13 Estabelecer relações entre textos não verbais; ver- bais; verbais e não verbais. x x x x x x x 14 Reconhecer diferentes formas de tratar uma in- formação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, considerando as condições de produ- ção e de recepção. x x x x x x x 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 4 18/12/13 16:11
  • 5. 5Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio Eixo IV- Coesão e Coerência no processamento do texto Descritores Ensino Fundamental (anos finais) Ensino Médio 6º 7º 8º 9º 1ª 2ª 3ª 15 Identificar relações entre segmentos de texto, a par- tir de substituições por formas pronominais. x x x x x x x 16 Estabelecer relações de causa e consequência, en- tre partes e/ou elementos de um texto. x x x x x x x 17 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conectivos. x x x x x x x 18 Diferenciarasideiascentraisesecundáriasdeumtexto. - x x x x x x 19 Identificar a tese de um texto. - - x x x x x 20 Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. - - - x x x x 21 Identificar os elementos que constroem a narrativa. x x x x x x x 22 Identificar o conflito gerador do enredo. x x x x x x x Eixo V- Recursos expressivos e efeitos de sentido Descritores Ensino Fundamental (anos finais) Ensino Médio 6º 7º 8º 9º 1ª 2ª 3ª 23 Reconhecer efeitos de ironia e/ou humor em textos variados. - x x x x x x 24 Reconhecer o efeito de sentido produzido pela explo- ração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. - x x x x x x 25 Reconheceroefeitodesentidoproduzidopelaexplora- ção de recursos gráficos (pontuação e outras notações). x x x x x x x 26 Identificar recursos semânticos expressivos (figu- ras de linguagem). - x x x x x x 27 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. x x x x x x x 28 Identificar vocábulos que, por sinonímia, substituem outrosvocábulospresentesnotextoemqueseinserem. x x x x x x x 29 Identificar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução. - - x x x x x Eixo VI- Variação Linguística Descritores Ensino Fundamental (anos finais) Ensino Médio 6º 7º 8º 9º 1ª 2ª 3ª 30 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. x x x x x x x 31 Identificar as marcas linguísticas em textos do pon- to de vista do léxico, da morfologia ou da sintaxe. x x x x x x x 32 Reconhecer os usos da norma padrão da língua nas diferentes situações de comunicação. x x x x x x x 33 Relacionar as variedades linguísticas a situações espe- cíficas de uso social. - - x x x x x Bases de referência:Currículo do Estado de São Paulo; Matrizes do SARESP, SAEB e ENEM. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 5 18/12/13 16:11
  • 6. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio6 MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA 1a série do Ensino Médio Item Habilidades Habilidades - Matriz de Referência para a AAP. 1 Identificar vocábulos que, por sinoní- mia, substituem outros vocábulos pre- sentes no texto em que se inserem. H28– Eixo V 2 Identificar o conflito gerador do enre- do. H22 – Eixo IV 3 Identificar formas de apropriação tex- tual (paráfrases, paródias, citações, dis- curso direto, indireto, indireto livre). H6- Eixo I 4 Interpretar texto com o auxílio de re- cursos gráfico-visuais. H10- Eixo II 5 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. H5 – Eixo I 6 Estabelecer relações entre textos não- -verbais; verbais; verbais e não verbais. H13 – Eixo III 7 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por co- nectivos. H17 – Eixo IV 8 Reconhecer o efeito de sentido produ- zido pela exploração de recursos orto- gráficos e/ou morfossintáticos. H24 – Eixo V 9 Identificar recursos semânticos expres- sivos (figuras de linguagem). H26 – Eixo V 10 Identificar as marcas linguísticas em textos do ponto de vista do léxico, da morfologia ou da sintaxe. H31 – Eixo VI 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 6 18/12/13 16:11
  • 7. 7Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio GABARITO DE PROVA QUESTÕES A B C D 1 X 2 X 3 X 4 X 5 X 6 X 7 X 8 X 9 X 10 X 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 7 18/12/13 16:11
  • 8. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio8 Leia o texto e responda às questões 1 e 2. A Morte da Tartaruga O menininho foi ao quintal e vol- tou chorando: a tartaruga tinha morrido. A mãe foi ao quintal com ele, mexeu na tartaruga com um pau (tinha nojo daquele bicho) e constatou que a tartaruga tinha morrido mesmo. Diante da con- firmação da mãe, o garoto pôs-se a chorar ainda com mais força. A mãe a princípio ficou penalizada, mas logo começou a ficar abor- recida com o choro do menino. “Cuidado, senão você acorda o seu pai”. Mas o menino não se conformava. Pegou a tartaruga no colo e pôs-se a acariciar-lhe o casco duro. A mãe disse que comprava outra, mas ele respondeu que não queria, queria aquela, viva! A mãe lhe prometeu um carrinho, um velocípede, lhe prometera uma surra, mas o pobre menino parecia estar mesmo profundamente abalado com a morte do seu animalzinho de estimação. Afinal, com tanto choro, o pai acordou lá dentro, e veio, estremunhado, ver de que se tratava. O menino mostrou-lhe a tartaruga morta. A mãe disse: - “Está aí assim há meia hora, chorando que nem maluco. Não sei mais o que faço. Já lhe prometi tudo, mas ele continua berrando desse jeito”. O pai examinou a situação e propôs: -“Olha, Henriquinho. Se a tartaruga está morta não adianta mesmo você chorar. Deixa ela aí e vem cá com o pai”. O garoto depôs cuidado- samente a tartaruga junto do tanque e seguiu o pai, pela mão. O pai sentou-se na poltrona, botou o garoto no colo e disse: - “Eu sei que você sente muito a morte da tartaruguinha. Eu também gostava muito dela. Mas nós vamos fazer pra ela um grande funeral (Empregou de propósito a palavra difícil.). O me- nininho parou imediatamente de chorar. “Que é funeral?” O pai lhe explicou que era um enterro. “Olha, nós vamos à rua, compramos uma caixa bem bo- nita, bastante balas, bombons, doces e voltamos para casa. Depois botamos a tartaruga na caixa em cima da mesa da cozinha e rodeamos de velinhas de aniversário. Aí convidamos os meninos da vizinhança, acendemos as velinhas, cantamos o Happy-Birth-Day-To-You pra tartaruguinha morta e você assopra as velas. Depois pegamos a caixa, abrimos um buraco no fundo do quintal, enter- ramos a tartaruguinha e botamos uma pedra em cima com o nome dela e o dia em que ela morreu. Isso é que é funeral! Vamos fazer isso?”O garotinho estava com outra cara.“Vamos papai, vamos! A tartaruguinha vai ficar contente lá no céu, não vai? Olha, eu vou apanhar ela.”Saiu correndo. Enquanto o pai se ves- tia, ouviu um grito no quintal.“Papai, papai, vem cá ela está viva!”O pai correu pro quintal e constatou que era verdade. A tartaruga estava andando de novo normalmente.“Que bom, heim!”- disse -“Ela está viva! Não vamos ter que fazer 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 8 18/12/13 16:11
  • 9. 9Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio o funeral!”“Vamos sim, papai” - disse o menino ansioso, pegando uma pedra bem grande -“Eu mato ela”. MORAL: O IMPORTANTE NÃO É A MORTE, É O QUE ELA NOS TIRA. FERNANDES, Millôr. A Morte da Tartaruguinha. In: Fábulas Fabulosas. 9. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1985, p. 100-101. Habilidade Habilidade Identificar vocábulos que, por sinonímia, substituem outros vocábulos presentes no texto em que se inserem. (H28– Eixo V) Questão 01 No trecho do texto, “Depois pegamos a caixa, abrimos um buraco, no fundo do quintal, enterramos a tartaruguinha e botamos uma pedra em cima com o nome dela e o dia em que ela morreu.”A palavra em destaque pode ser subs- tituída por (A) colocamos. (B) empurramos. (C) vestimos. (D) chutamos. Comentários e Recomendações Pedagógicas Identificar vocábulos que, por sinonímia, substituem outros vocábulos pre- sentes no texto em que se inserem é a habilidade requerida. A questão soli- cita a substituição do vocábulo“botamos”pelo sinônimo“colocamos”, termo presente na alternativa A. Se a palavra se refere ao núcleo temático do texto, provavelmente aparecerá mais de uma vez e, para evitar repetições, por exemplo, um dos recursos uti- lizados é o da sinonímia. A consulta ao dicionário, para verificar o significado de palavras e/ou expressões sinônimas do vocábulo em estudo e escolher aquelas que melhor mantém o sentido pedido pelo texto, é uma atividade que pode ser feita pelos alunos. Outras sugestões de como trabalhar com dicionários encontra-se no livro Com direito à palavra: dicionários em sala de aula2 . 2 BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Com direito à palavra: dicionários em sala de aula /[elaboração Egon Rangel]. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2012. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 9 18/12/13 16:11
  • 10. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio10 Habilidade Identificar o conflito gerador do enredo. (H22– Eixo IV) Questão 02 No texto, o fato que gera o conflito na narrativa é (A) o choro alto do menininho que acordou o pai. (B) a ida do menininho ao quintal, para brincar. (C) a promessa de presentes da mãe para o menininho. (D) o menino ter encontrado sua tartaruga morta. Comentários e Recomendações Pedagógicas O objetivo do item é identificar o conflito gerador do enredo do texto e, para isso, é necessário que o aluno consiga perceber entre os acontecimentos, aquele em torno do qual os fatos acontecem. Na narrativa, o fato de o meni- no ter encontrado sua tartaruga morta é o causador das ações que seguem: o choro que irrita a mãe e acorda o pai, a promessa do funeral. Desse modo, na prova, cabe ao aluno assinalar a alternativa correta D. Como estratégia de leitura, sugere-se ao professor recuperar o enredo da narrativa, a fim de estudar a apresentação do problema, o enfrentamento dele pela personagem e a superação ou não desse problema. Em uma narrativa tradicional, por exemplo, pode-se partir de uma situação inicial, que é a apresentação da personagem em seu contexto sociocultural, familiar ou de suas características físicas e morais. Essa situação de início ge- ralmente corresponde a um equilíbrio, que, quando rompido, leva ao dese- quilíbrio, dando origem ao conflito narrativo. É ele que dá vida e movimento às histórias, que faz iniciar o processo de transformações até o momento do desfecho, consequência final do desequilíbrio. Para o professor revisitar o assunto, sugerimos os livros Como analisar nar- rativas, de Cândida Vilares Gancho3 (2004), que também pode ser encontra- do no site <http://www.slideshare.net/letrasuast/candida-vilares-gancho- -como-analisar-narrativas-pdf-rev> (Acesso em: 08 de setembro de 2013) e O Enredo, de Samira Nahid de Mesquita4 (1994), ambos da Série Princípios, da editora Ática. Outra sugestão sobre a narrativa, seus elementos e o conflito pode ser en- contrada no site do Portal do Professor: <http://portaldoprofessor.mec.gov. br/fichaTecnicaAula.html?aula=25199.> Acesso em: 08 de setembro de 2013. 3 GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Ática, 2004. 4 MESQUITA, Samira Nahid. O Enredo. São Paulo: Ática, 1994, p. 22-23. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 10 18/12/13 16:11
  • 11. 11Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio Habilidade Identificar formas de apropriação textual (paráfrases, paródias, citações, discurso direto, indireto, indireto livre). (H6 – Eixo I) Leia o texto e responda à questão 3. O sonho do feijão Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse que havia sonhado que iria faltar feijão. Não era a primeira vez que esta cena ocor- ria. Dona Abigail consciente de seus afazeres de dona-de-casa vivia constante- mente atormentada por pesadelos desse gênero. E de outros gêneros, quase todos alimentícios. Ainda bêbado de sono o marido esticou o braço e apanhou a carteira sobre a mesinha de cabeceira:“Quanto é que você quer?”[...] NOVAES, Carlos Eduardo. Para Gostar de Ler. Crônicas 6. 18. ed. São Paulo: Ática, 2002, v. 7, p. 11. Questão 03 No texto, o discurso direto, reprodução da fala da personagem, acontece em: (A)“Dona Abigail sentou-se na cama [...]” (B)“Não era a primeira vez que esta cena ocorria [...]” (C)“Quanto é que você quer? [...] ” (D)“[...] havia sonhado que iria faltar feijão.” Comentários e Recomendações Pedagógicas Para responder corretamente à questão, assinalando a alternativa C, o aluno precisa identificar o emprego do discurso direto, no trecho da crônica“O so- nho do feijão” apresentado no enunciado. Trata-se de identificar “o registro integral da fala da personagem”, conforme Gancho (2004)5 . Para que possam desenvolver a habilidade em questão, é importante, ao trabalhar a leitura e análise de contos, romances ou crônicas, compartilhar reflexões com os alunos, para que percebam de que forma o autor registra o discurso das personagens. Há alguns recursos que podem ser utilizados pelo autor para que o narrador apresente diretamente, a fala das personagens. A mais convencional é o uso 5 GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Ática, 2004. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 11 18/12/13 16:11
  • 12. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio12 de um verbo de elocução; dois pontos; na outra linha, travessão e em segui- da as palavras proferidas pela personagem. Por exemplo: “[...] Ao cruzar o portão, falou ainda: - Posso te perguntar uma coisa?[...]”6 No trecho presente no enunciado da questão 3, o autor faz uso de um re- curso diferente: o narrador introduz o discurso da personagem, de maneira direta, colocando-a entre aspas, na mesma linha, após dois pontos. Observe: [...] Ainda bêbado de sono o marido esticou o braço e apanhou a carteira sobre a mesinha de cabeceira:“Quanto é que você quer?”[...] O discurso direto é uma das formas utilizadas por aquele que produz um texto, para introduzir em uma sequência narrativa, o relato de uma fala de determinada personagem. Nesse caso, é muito comum, mas não é regra, se- rem utilizados os verbos de elocução ou verbos“de dizer”, cujo complemento direto é o conteúdo do discurso. Estão nesse grupo, os verbos“falar”e“dizer”, mas somam-se a eles outros que podem caracterizar a forma como o discur- so foi proferido:“gritar”,“berrar”,“exclamar”,“cochichar”e outros tantos. É importante que os alunos reparem que não há emprego de verbo“de dizer” introduzindo o discurso direto no trecho destacado na questão. Uma forma de exercitar o uso dos diferentes recursos para registrar a fala das personagens é experimentar o uso de verbos de elocução e formas diferen- tes de registro dos discursos. Há várias sugestões de atividades para trabalhar os tipos de discurso em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=27345 http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22336 Habilidade Interpretar texto com o auxílio de recursos gráfico-visuais. (H10 – Eixo II) 6 ONDJAKI. Os da minha rua. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2007. (Coleção Ponta de Lança) p. 20. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 12 18/12/13 16:11
  • 13. 13Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio Leia a charge e responda à questão 4. Disponível em: <http://www.ivancabral.com/search/label/media>. Acesso em: 02 de agosto de 2013. Questão 04 A charge transmite a ideia de que há (A) articulação de informações entre telespectador e meios de comunicação. (B) ampliação da interação entre telespectador e meios de comunicação. (C) democratização do acesso à informação nos meios de comunicação. (D) manipulação do telespectador, em geral, pelos meios de comunicação. Comentários e Recomendações Pedagógicas Interpretar texto com o auxílio de recursos gráfico-visuais requer um movi- mento de leitura que envolve percepção global do texto em que conheci- mentos prévios e efeitos de sentido são acionados. A charge presente no item avaliado, por exemplo, possui elementos que evi- denciam um manipulador (a televisão) e um manipulado (o telespectador), Os demais detalhes da cena (o controle remoto caído no chão, o cabresto e a posição do homem de quatro, como um animal) levam à interpretação da charge como uma crítica ao ser humano que, com os olhos esbugalhados parece estar em transe, como se tivesse perdido a capacidade de raciocinar 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 13 18/12/13 16:11
  • 14. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio14 e se deixa dominar, tendo o seu âmbito de visão reduzido e direcionado por anteolhos7 . Para reforçar essa dominação, o aparelho de televisão monta esse homem como um cavaleiro monta seu cavalo. Deixar-se levar pela TV sugere deixar-se levar pelos programas que ela trans- mite, o que elimina a possibilidade de articulação, interação ou democrati- zação do acesso às informações a partir dos meios de comunicação. Diante disso, a alternativa D responde ao enunciado da questão. Por meio de pistas ou evidências, o leitor pode interpretar o contexto em que ocorre a possível inversão de papéis, confirmando a afirmação de Koch (2010, p. 39) de que: Na atividade de leitura e produção de sentido, colocamos em ação várias estratégias sociocognitivas. Essas estratégias por meio das quais se realiza o processamento textual mobilizam vários tipos de conhecimento que temos armazenados na memória [...]8 . Na leitura do texto, ao considerarmos o que foi dito, o que o desenho re- presenta, o modelo socialmente construído sobre a ideia de manipulação, o conhecimento sobre o gênero textual charge, nos deparamos com a crítica social do fato representado. Com base nas estratégias de leitura proposta, sugere-se, também, a compa- ração entre a charge referenciada na questão e a letra da música Televisão, do grupo Titãs, disponível em: http://musica.com.br/artistas/titas/m/televi- sao/letra.html (Acesso em: 28 de setembro de 2013). Habilidade Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. (H5 – Eixo I) Leia o texto e responda à questão 5. Vale a pena o Brasil sediar a Copa de 2014? Nosso país receberá os melhores jogadores do mundo para o que promete ser uma Copa do Mundo tão eletrizante, quanto polêmica. O evento vai gerar empregos e obras de infraestrutura, mas também custará bilhões aos cofres públicos. Vai ser um golaço... ou bola fora? Sheyla Miranda Mundo Estranho - 03/2011 7 S. m. pl. [...] 2. Peças de couro ou de outra matéria opaca que se colocam ao lado dos olhos das cavalgaduras, limitando-lhes o âmbito de visão, para que não se espantem. (DICIONÁRIO AURÉLIO: Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 1. ed. 15. reimp. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, p. 107, s/d.). 8 KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Leitura, sistemas de conhecimento e processamento textual. In: ______. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2010, p. 39. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 14 18/12/13 16:11
  • 15. 15Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio SIM Estima-se que o governo irá investir mais de 20 bilhões de reais em infraestru- tura para receber a Copa de 2014. Somando os recursos diretos ou indiretos da iniciativa privada, o total deve chegar a 183 bilhões de reais. O dinheiro será distribuído em áreas como transportes, segurança e cultura, para que habitan- tes e turistas convivam em cidades mais confortáveis e funcionais. O Brasil passará a ter 12 estádios modernos, equiparáveis aos melhores do mundo, com mais comodidade e segurança para os torcedores. Na Alemanha, após a Copa de 2006, a frequência média nos estádios subiu para 90% da lota- ção. E as arenas poderão atrair eventos como shows internacionais a estados como Mato Grosso, geralmente fora desse circuito. [...] A previsão é que mais de 700 mil postos de trabalho sejam gerados, cerca de 330 mil empregos permanentes. Já há programas de capacitação de pro- fissionais para atuar em várias áreas, da construção civil à hotelaria. O aque- cimento da economia deverá impactar nosso Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. No ano da Copa, o evento deve gerar cerca de 2% das receitas nacionais. NÃO Temos um histórico de obras superfaturadas. A Vila do Pan-Americano do Rio, por exemplo, foi superfaturada em 1,8 milhão de reais, segundo relatório de 2009. Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), já foi acusado pelo Ministério Público de lavagem de dinheiro e evasão de di- visas. E ele também preside o Comitê Organizador da Copa de 2014. Ocupando a 73ª posição mundial no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com quase 10% da população analfabeta, o Brasil poderia usar os 20 bilhões de reais a ser investidos na Copa para solucionar demandas mais ur- gentes, em áreas como educação e saúde pública. Com esse montante, seria possível, por exemplo, construir mais de 400 hospitais-escolas. Ainda há dúvidas sobre a capacidade do país de oferecer segurança aos turis- tas, aos atletas e à própria população. Os embates entre policiais e traficantes no Rio em novembro tiveram ampla repercussão negativa. Caso o país não seja capaz de garantir tempos de paz nas cidades-sedes, poderá queimar sua imagem no exterior e até perder o direito de realizar a Olimpíada de 2016. [...] FONTES: Celso Unzelte, jornalista, pesquisador e apresentador do programa Loucos por Futebol (ESPN); Ro- berto Assaf, escritor e colunista do LANCE!; Ministério do Turismo; Ministério do Esporte; Comitê Organizador da Copa de 2014; Infraero; PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2010. Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/vale-pena-brasil- -sediar-copa-2014-623510.shtml>. Acesso em: 27 de agosto de 2013. (Adaptado) 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 15 18/12/13 16:11
  • 16. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio16 Questão 05 Assinale a alternativa que indica uma opinião do autor sobre o fato de o Brasil sediar a Copa de 2014. (A)“Já há programas de capacitação de profissionais para atuar em várias áre- as, da construção civil à hotelaria”. (B) “[...] o Brasil poderia usar os 20 bilhões de reais a ser investidos na Copa para solucionar demandas mais urgentes, em áreas como educação e saúde pública”. (C) “A Vila do Pan-Americano do Rio, por exemplo, foi superfaturada em 1,8 milhão de reais, segundo relatório de 2009”. (D) “O dinheiro será distribuído em áreas como transportes, segurança e cul- tura, para que habitantes e turistas convivam em cidades mais confortáveis e funcionais”. Comentários e Recomendações Pedagógicas A questão solicita que o aluno indique uma opinião do autor sobre o fato de o Brasil sediar a Copa de 2014. Quem escreve um texto o faz sob determina- das condições de produção: escreve para alguém em um determinado local, com determinados propósitos e finalidades. Não existe neutralidade em tex- tos, o leitor precisa, então, permanecer atento a determinadas escolhas que acabam revelando a posição do autor. Percebe-se em“[...] o Brasil poderia usar os 20 bilhões de reais a ser investidos na Copa para solucionar demandas mais urgentes, em áreas como educação e saúde pública” (alternativa correta B) que uma das escolhas do autor para marcar sua opinião é o uso do verbo no futuro do pretérito do modo indica- tivo (poderia) que é empregado “nas afirmações condicionadas quando se referem a fatos que não se realizaram e que, provavelmente, não se realiza- rão”(CUNHA; CINTRA, 1985, p. 451). Para desenvolver a habilidade, o professor, a partir de textos variados, pode levar o aluno a reconhecer e a diferenciar fato de opinião, considerando as marcas do autor. Outras leituras sobre o tema são encontradas nos capítulos Linguagem e Argumentação e O ensino da leitura: a relação entre modelo e aprendi- zagem”, de Ingedore Villaça Koch9 e Angela Kleiman10 , respectivamente. Su- gere-se, também, o Referencial de Expectativas para o Desenvolvimento 9 KOCH, Ingedore Villaça. “Linguagem e Argumentação”. In: A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 2001, p. 29-65. 10 KLEIMAN, Angela. “O ensino da leitura: a relação entre modelo e aprendizagem”. In: Oficina de leitura: teoria e prática. Campinas: Pontes, 2007, p. 49-81. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 16 18/12/13 16:11
  • 17. 17Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio da Competência Leitora e Escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental, encontrado no site: <http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Documentos/ BibliPed/EnsFundMedio/CicloII/LerEscrever/Referencial_ExpectativasDesen- volvimentoCompetenciaLeitoraEcritora_CicloII.pdf>. (Acesso em: 08 de mar- ço de 2013). Habilidade Estabelecer relações entre textos não verbais; verbais; verbais e não verbais. (H13 – Eixo III) Leia os textos e responda à questão 6. Texto I Favela Jorginho Pessanha / Padeirinho Numa vasta extensão Onde não há plantação Nem ninguém morando lá Cada um pobre que passa por ali Só pensa em construir seu lar E quando o primeiro começa Os outros depressa Procuram marcar Seu pedacinho de terra pra morar E assim a região sofre modificação Fica sendo chamada de a nova aquarela É aí que o lugar então passa a se chamar favela... Disponível em: <http://www.vermutecomamendoim.com/2009/01/favela.html>. Acesso em: 07 de agosto de 2013. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 17 18/12/13 16:11
  • 18. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio18 Texto II Morro da Favela, Tarsila do Amaral, 1924. Disponível em: <http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/1/tarsila34_6.png>. Acesso em: 12 de setembro de 2013. Questão 06 Os textos I e II apresentam, em comum, uma visão (A) romântica e idealista das favelas. (B) feia e preconceituosa das favelas. (C) violenta e destrutiva das favelas. (D) futurista e desumana das favelas. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 18 18/12/13 16:11
  • 19. 19Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio Comentários e Recomendações Pedagógicas A questão solicita que se estabeleça relações entre textos verbais e não ver- bais, cuja atividade de leitura requer a compreensão da articulação entre a letra da música de Jorge Pessanha e Padeirinho com o quadro de Tarsila do Amaral. Nesse caso, não se trata apenas de decodificar as diferentes lingua- gens, mas de perceber a integração entre imagens e palavras. Há, na tela de Tarsila, a reprodução de uma paisagem de um morro calmo, sereno, em que as pessoas de uma família aparecem tranquilamente entre casas de boa apa- rência, galinha e cachorros passeando, muita vegetação ao redor.Trata-se de uma visão idealizada, não realista da favela. Da mesma forma, os versos“a re- gião sofre modificação/Fica sendo chamada de a nova aquarela”reproduzem uma concepção romântica da favela que também é vista como um local ideal para se morar. Ao assinalarem a alternativa A, os alunos notaram que ambos os textos, apresentam essa mesma ideia. Associar temáticas com abordagens de características semelhantes e/ou opostas a diferentes gêneros possibilita o estabelecimento de relações e aquisição de novas interpretações. Quanto maiores são as relações estabelecidas pelo leitor com o texto que lê, com o que já leu, ouviu, conversou, assistiu, mais efetivo será o diálogo que ele estabelece com as obras. Por meio de comentários, perguntas, retomadas, solicitação de pesquisas para que isso aconteça, o professor pode ajudar os alunos a recuperar conte- údos da letra da música e do quadro de Tarsila na construção desse diálogo. Ele pode, ainda, selecionar outras combinações de gêneros textuais. Para conhecer mais a respeito da relação entre textos, sugerimos a leitura de: • Letramento e capacidades de leitura para a cidadania, em que Roxa- ne Rojo aborda o estudo referente à capacidades de decodificação e de compreensão/ estratégias aplicadas à leitura (disponível em: http://www. alemdasletras.org.br/biblioteca/material_formadoras/Salto_para_o_fu- turo_Praticas_de_leitura_e_escrita.pdf> 1.3, p. 24. Acesso em 24 de agosto de 2013). • Texto e Intertextualidade, capítulo 4 do livro Ler e Compreender os sentidos do texto (2010), em que as autoras IngedoreVillaça Koch eVan- da Maria Elias enfatizam a concepção da intertextualidade explícita ou implícita. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 19 18/12/13 16:11
  • 20. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio20 Habilidade Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conectivos. (H17 – Eixo IV) Leia o texto e responda à questão 7. O astrônomo Um astrônomo gostava de fazer passeios noturnos para olhar as estrelas. Certa vez ia tão distraído que caiu num poço. Enquanto tentava sair, seus gritos de socorro atraíram a atenção de um homem que passava. Ao ser informado do que havia acontecido, o homem riu e disse: - Meu bom amigo, tanto o senhor se esforçou para olhar o céu que não lem- brou de olhar o que tem debaixo dos pés! Moral: É fácil deixar de ver o óbvio. ESOPO. Fábulas de Esopo. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1994, p. 84. Questão 07 Em “Certa vez ia tão distraído que caiu num poço”, a palavra em destaque, no contexto, expressa (A) adição de ideias ao fato. (B) comparação entre dois fatos. (C) consequência de um fato. (D) finalidade de um fato. Comentários e Recomendações Pedagógicas Reconhecer as relações lógico-discursivas estabelecidas no interior de um texto implica na percepção da coesão sequencial e de sua lógica constitutiva. Os textos apresentam unidade temática, uma série de palavras que permite ao leitor estabelecer as conexões à medida que lê: são os termos que se repe- tem, expressões ou pronomes, advérbios que retomam elementos já citados anteriormente ou se inter-relacionam. Dessa forma, o leitor começa a cons- truir a coesão referencial entre os elementos textuais, ou seja, à medida que a leitura avança, ele conecta um termo ao outro, considerando as relações se- mânticas, que, em contiguidade, colaboram para que o interlocutor produza o sentido necessário. A escolha por este ou aquele conectivo é prerrogativa de quem produz o texto. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 20 18/12/13 16:11
  • 21. 21Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio No caso em questão, cuja alternativa correta é a C, percebe-se que o uso da conjunção “que” na oração “que caiu num poço” auxilia a expressar a ideia de consequência de um fato presente na oração principal (“Certa vez ia tão distraído”).Questões, como as abaixo exemplificadas no quadro, podem ser propostas para estimular a percepção das relações que se estabelecem no processamento textual: Qual é o fato? Qual é a consequência decorrente desse fato? Ia tão distraído. Caiu num poço. A palavra “que” é responsável por unir as duas orações num só período. No caso do exemplo, a opção foi a utilização da conjunção no lugar de um pos- sível ponto, sugerindo, assim, a condução da narrativa de forma fluida. O professor pode mostrar ao aluno que na fábula O astrônomo há outra ideia de consequência em:“- Meu bom amigo, tanto o senhor se esforçou para olhar o céu que não lembrou de olhar o [...]”estabelecida pela palavra que. Habilidade Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. (H24 – Eixo V) Leia o texto e responda à questão 8. A CHUVA Arnaldo Antunes A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva destro- çou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva ligou o para-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chu- va amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A chuva e seu baque seco. A 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 21 18/12/13 16:11
  • 22. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio22 chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros.[...] A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol. Questão 08 Todas as frases do texto começam com“A chuva”. Esse recurso é utilizado para (A) provocar o medo devido à intensidade da chuva. (B) provocar sensação de relaxamento dos sentidos. (C) sugerir apenas os estragos provocados pela chuva. (D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/prova%20brasil_matriz2.pdf>. Acesso em: 5 de dezembro de 2013. (Adaptado da Prova Brasil) Comentários e Recomendações Pedagógicas A questão avalia se o aluno identifica o efeito de sentido produzido pela ex- ploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos como, por exemplo, a repetição intencional de uma expressão (a chuva), conforme observado no texto. Nesse contexto, o efeito de sentido esperado como resposta encontra- -se na alternativa D: a sugestão de intensidade e de continuidade da chuva. As opções feitas na elaboração de um texto respondem a intenções discur- sivas específicas, quer sejam na seleção de palavras, quer na escolha de es- truturas morfológicas e/ou sintáticas. Assim, não é por acaso que, em certos textos, o autor prefira períodos mais curtos, como Antunes o faz em A chuva, (para dar um efeito de intensidade, de continuidade e sugerindo, ainda, o ritmo cadenciado das gotas que caem) ou opte por períodos mais longos, como é o caso da fábula O astrônomo, de Esopo, discutido na questão 7. Aproximar textos como O astrônomo e A chuva pode gerar uma análise comparativa, cujo objetivo é, nesse caso, por meio da organização estrutural, chegar a possíveis efeitos de sentido pelo estudo da língua. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 22 18/12/13 16:11
  • 23. 23Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio Habilidade Identificar recursos semânticos expressivos (figuras de linguagem). (H26 – Eixo V) Leia o texto e responda à questão 9. Televisão Titãs Compositores: Arnaldo Antunes,Marcelo Fromer e Tony Belloto A televisão me deixou burro, muito burro demais Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida E agora toda noite quando deito é boa noite, querida. Ô cride, fala pra mãe Que eu nunca li num livro que um espirro fosse um virus sem cura Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura! Ô cride, fala pra mãe! A mãe diz pra eu fazer alguma coisa mas eu nao faço nada A luz do sol me incomoda, então deixa a cortina fechada É que a televisão me deixou burro, muito burro demais E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais Ô cride, fala pra mãe Que tudo que a antena captar meu coração captura Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura! Ô cride, fala pra mãe! A mãe diz pra eu fazer alguma coisa mas eu nao faço nada A luz do sol me incomoda, entao deixa a cortina fechada É que a televisão me deixou burro, muito burro demais E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais Ô cride, fala pra mãe Que tudo que a antena captar meu coração captura Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura! Disponível em: <http://www.vagalume.com.br/titas/televisao-2.html#ixzz2gTw3hbzd>. Acesso em: 04 de outubro de 2013. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 23 18/12/13 16:11
  • 24. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio24 Questão 09 Há ideia de exagero (hipérbole) em: (A)“E agora toda noite quando deito é boa noite, querida”. (B)“A mãe diz pra eu fazer alguma coisa [...]”. (C)“O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida”. (D)“Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura!”. Comentários e Recomendações Pedagógicas Conforme Guimarães e Lessa (1988, p. 1-2), a língua organiza-se de tal forma que, para praticamente todas as situações de nossa vida, temos à disposição palavras e expressões que “traduzem” as nossas sensações e emoções. Mas nem sempre utilizamos as mesmas palavras e expressões em todas as situa- ções em que vivemos. Segundo os autores: Para as situações comuns, corriqueiras, temos um determinado número de palavras e expres- sões que traduzem muito bem aquilo que queremos comunicar. Elas vêm automaticamente à nossa cabeça e são facilmente entendidas por todos. [...] As figuras de linguagem servem exatamente para expressar aquilo que a linguagem comum, falada, escrita e aceita por todos, não consegue expressar satisfatoriamente. São uma forma de o homem assimilar e expressar experiências diferentes, desconhecidas, novas. Por isso elas revelam muito da sensibilidade de quem as produz, da forma como cada indivíduo encara suas experiências no mundo. (GUIMARÃES; LESSA,1988, p. 1-2) A questão explora uma figura de linguagem, o recurso da hipérbole, que consiste em expressar ideias de modo exagerado. Na alternativa C (O sor- vete me deixou gripado pelo resto da vida), percebe-se que o eu lírico pretende comunicar algo não no sentido literal, mas com o propósito de en- fatizar o que sente, com certa carga de intensidade. Para mostrar que essa figura de linguagem está presente no dia a dia, suge- re-se fazer um levantamento de expressões utilizadas para marcar o exagero como: estou morto de fome, faz um século que não te vejo, comi um boi, estou te esperando há um século, entre outras. Textos literários, publicitários, histórias em quadrinhos, charges, letras de música, por exemplo, trazem esse e outros recursos expressivos que podem ser exploradas em práticas pedagógicas. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 24 18/12/13 16:11
  • 25. 25Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio Habilidade Identificar as marcas linguísticas em textos do ponto de vista do léxico, da morfologia ou da sintaxe. (H31 – Eixo VI) Leia o texto e responda à questão 10. Disponível em: <http://usoconscientenet.blogspot.com.br/>. Acesso em: 03 de outubro de 2013. (adaptado) Questão 10 Os chats11 e sua forma de comunicação são muito utilizados, principalmente pelos jovens, pois permite (A) aprimorar o uso de normas gramaticais da Língua Portuguesa. (B) que a escrita acompanhe o ritmo da fala. (C) que a mensagem não seja identificada. (D) ampliar a capacidade de interação social entre jovens. 11 (Ing. /chét/) Inf. sm. 1. Forma de comunicação através de uma rede de computadores (esp. a Internet), na qual se trocam, em tempo real, mensagens escritas, que vão aparecendo na tela de todos os participantes; BATE-PAPO. 2. P.ext. O espaço virtual destinado por um provedor ou uma rede para esse tipo de comunicação [Ing., ‘conversa informal’.]. Disponível em: <http://aulete.uol.com.br/nossoaulete/chat>. Acesso em: 04 de outubro de 2013. 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 25 18/12/13 16:11
  • 26. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio26 Comentários e Recomendações Pedagógicas O item explora a habilidade de identificar marcas linguísticas em uma situa- ção de uso específica. A alternativa B, que a escrita acompanhe o ritmo da fala, requer essa identificação a fim de que seja compreendida como correta. O emprego da variedade linguística utilizada, informaliza o texto e o direcio- na a um público específico. Selecionar textos que privilegiem aspectos sociais, culturais, regionais e his- tóricos, para explorar os diferentes modos de uso da língua, é uma maneira de refletir a respeito da cultura das pessoas e do grupo em que essas pessoas se constituem, se transformam, modificam tendências e comportamentos. Para auxiliar nessa seleção, o professor poderá retomar alguns conceitos de variações linguísticas presentes em “A sociolinguística e o fenômeno da di- versidade na língua de um grupo social: dialetos sociais e níveis de fala ou registros”, capítulo do livro Sociolinguística: os níveis de fala, de Dino Preti12 . De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998)13 , p. 26: “A questão não é falar certo ou errado, mas saber qual forma de fala utilizar, considerando as características do contexto de comunicação, ou seja, saber adequar o registro às diferentes situações comunicativas. É saber coordenar satisfatoriamente o que falar e como fazê-lo, considerando a quem e por que se diz determinada coisa. É saber, portanto, quais variedades e registros da língua oral são pertinentes em função da intenção comunicativa, do contex- to e dos interlocutores a quem o texto se dirige. A questão não é de correção da forma, mas de sua adequação às circunstâncias de uso, ou seja, de utili- zação eficaz da linguagem: falar bem é falar adequadamente, é produzir o efeito pretendido.” Para que os alunos percebam a utilização da linguagem em suas várias situ- ações de uso, o professor pode oferecer diferentes contextos e solicitar-lhes que escolham a linguagem mais pertinente a cada um deles. Entre outras situações, pode-se sugerir que produzam: – uma mensagem no facebook, contando como foi a festa no final de semana; – um e-mail para a Prefeitura, relatando a quantidade de mato que está co- brindo a calçada, solicitando providências; – um texto para o jornal mural de escola, informando à comunidade a respei- to das atividades culturais do mês. 12 PRETI, Dino. Sociolinguística: os níveis de fala. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 1994. 13 Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro02.pdf 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 26 18/12/13 16:11
  • 27. 27Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Com direito à palavra: dicionários em sala de aula / [elaboração Egon Rangel]. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2012. CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Theresa Cochar. Português: Linguagens. 7ª série. 1. ed. São Paulo: Atual, 1998. ______. Português: Linguagens. 8ª série. 1. ed. São Paulo: Atual, 1998. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1885. ESOPO. Fábulas de Esopo. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1994. FERNANDES, Millôr. A Morte da Tartaruguinha. In: Fábulas Fabulosas. 9. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1985. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. DICIONÁRIO AURÉLIO: Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 1. ed. 15. Reimp. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s/d. GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. 2. ed. São Paulo. Ática, 1993. (Série Princípios). GUIMARÃES, Hélio de Seixas; LESSA, Ana Cecília. Figuras de Linguagem: teoria e prática. 6 ed. São Paulo: Atual, 1988. (Série Tópicos de Linguagem). KLEIMAN, Angela. O ensino da leitura: a relação entre modelo e aprendizagem. In: Oficina de leitura: teoria e prática. Campinas: Pontes, 2007. KOCH, Ingedore Villaça. Linguagem e Argumentação. In: A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 2001. KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Leitura, sistemas de conhecimento e processamento textual. In: ______. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2010. NOVAES, Carlos Eduardo. Para Gostar de Ler - Volume 7 - Crônicas 6. 18. ed. São Paulo: Ed. Ática, 2002. ONDJAKI. Os da minha rua. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2007. (Coleção Ponta de Lança) p. 20. SOARES, Magda. Português através de textos, 7. 3. ed. São Paulo: Moderna, 1990. Sites pesquisados http://www.ivancabral.com/search/label/media. (Acesso em: 2 de agosto de 2013). http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/vale-pena-brasil-sediar-copa-2014-623510.shtml. (Acesso em: 27 de agosto de 2013). http://www.vermutecomamendoim.com/2009/01/favela.html. (Acesso em: 7 de agosto de 2013). http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/1/tarsila34_6.png. (Acesso em: 12 de setembro de 2013). http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/chuva-634288.shtml. (Acesso em: 10 de setembro de 2013). http://acervo.folha.com.br/fsp/2005/03/21/21. (Acesso em: 10 de setembro de 2013). http://www.guilhermedealmeida.com.br/arquivos/imagens/9txt.pdf http://50anosdetextos.com.br/1982/adoniran-vai-continuar-por-aqui/. Acesso em: 29 de setembro de 2013. http://musica.com.br/artistas/titas/m/televisao/letra.html. Acesso em: 29 de setembro de 2013. http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=27345 http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22336 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 27 18/12/13 16:11
  • 28. Comentários e Recomendações Pedagógicas / Avaliação de Língua Portuguesa – 1a série do Ensino Médio28 Avaliação da Aprendizagem em Processo Comentários e Recomendações Pedagógicas – Língua Portuguesa Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional Coordenadora: Ione Cristina Ribeiro de Assunção Departamento de Avaliação Educacional Diretor: William Massei Assistente Técnica: Maria Julia Filgueira Ferreira Centro de Aplicação de Avaliações Diretora: Diana Yatiyo Mizoguchi Equipe Técnica DAVED participante da AAP Ademilde Ferreira de Souza, Cyntia Lemes da Silva Gonçalves da Fonseca, Juvenal de Gouveia, Patricia e Barros Monteiro, Silvio Santos de Almeida Coordenadoria de Gestão da Educação Básica Coordenadora: Maria Elizabete da Costa Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica Diretor: João Freitas da Silva Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional Diretora: Valéria Tarantello de Georgel Equipe Curricular CGEB de Língua Portuguesa e Literatura Angela Maria Baltieri Souza, Clarícia Akemi Eguti, Idê Moraes dos Santos, João Mário Santana, Kátia Regina Pessoa, Mara Lúcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli Cordeiro Cardoso, Rozeli Frasca Bueno Alves Elaboração do material de Língua Portuguesa 1ª série – João Mário Santana, Claricia Akemi Eguti, Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David Leitura Crítica Professores Coordenadores dos Núcleos Pedagógicos das Diretorias de Ensino Ana Cristina Fermino, Ana Maria Sant’Ana Mazivieiro, Andrea Righeto, Aparecida Valentina Ivizi Mantovani, Cleber Luis Dengue, Denise Aparecida Xavier, Edina Narta Dascanio Ferreira, Elaine Gonçalves Ramos, Giane de Cássia Santana, Gisele Maria Russel, Graciana B.Inácio Cunha, Irene Rio Stéfani, Lúcia Helena Calderaro, Magda Regina Pereira Bizio, Marcia Cristina Gonçalves, Maria Márcia Zampronio Pedroso, Marisa Aparecida Palhares Raposo, Mônica Silva de Lima, Patrícia Fernanda Morande Roveri, Raquel Tegedor Azevedo, Reginaldo Inocenti, Ronaldo Cesar Alexandre Formici, Rosmeiri Aparecida Rodrigues, Valéria Leão Leitura Crítica e Revisão Equipe Curricular de Língua Portuguesa – CGEB Clarícia Akemi Eguti, Katia Regina Pessoa, Mara Lúcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Rozeli Frasca Bueno Alves Revisão 1ª série - Clarícia Akemi Eguti, Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David 33_AAP_RPLP_1EM_professor.indd 28 18/12/13 16:11