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    Aaa5 port prof[1] Aaa5 port prof[1] Presentation Transcript

    • LÍNGUAPORTUGUESAVersão do ProfessorGESTAR IIPROGRAMA GESTÃODA APRENDIZAGEM ESCOLARLÍNGUAPORTUGUESAESTILO,COERÊNCIAECOESÃO–AAA5GESTARIIMinistérioda EducaçãoAcesse www.mec.gov.br ou ligue 0800 616161GESTAR IIPROGRAMA GESTÃODA APRENDIZAGEM ESCOLAR
    • Presidência da RepúblicaMinistério da EducaçãoSecretaria ExecutivaSecretaria de Educação Básica
    • PROGRAMA GESTÃO DAAPRENDIZAGEM ESCOLARGESTAR IIFORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DOSANOS/SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTALLÍNGUA PORTUGUESAATIVIDADES DE APOIO À APRENDIZAGEM 5ESTILO, COERÊNCIA E COESÃOVERSÃO DO PROFESSOR
    • Diretoria de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e deTecnologias para a Educação BásicaCoordenação Geral de Formação de ProfessoresPrograma Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar IILíngua PortuguesaOrganizadoraSilviane Bonaccorsi BarbatoAutoresCátia Regina Braga Martins - AAA4, AAA5 e AAA6Mestre em EducaçãoUniversidade de Brasília/UnBLeila Teresinha Simões Rensi - TP5, AAA1 e AAA2Mestre em Teoria LiteráriaUniversidade Estadual de Campinas/UNICAMPMaria Antonieta Antunes Cunha - TP1, TP2, TP4, TP6 eAAA3Doutora em Letras - Língua PortuguesaProfessora Adjunta Aposentada -Língua Portuguesa - Faculdade de LetrasUniversidade Federal de Minas Gerais/UFMGMaria Luiza Monteiro Sales Coroa - TP3, TP5 e TP6Doutora em LingüísticaUniversidade Estadual de Campinas/UNICAMPProfessora Adjunta - Lingüística - Instituto de LetrasUniversidade de Brasília/UnBSilviane Bonaccorsi Barbato - TP4 e TP6Doutora em PsicologiaProfessora Adjunta - Instituto de PsicologiaUniversidade de Brasília/UnBGuias e ManuaisAutoresElciene de Oliveira Diniz BarbosaEspecialização em Língua PortuguesaUniversidade Salgado de Oliveira/UNIVERSOLúcia Helena Cavasin Zabotto PulinoDoutora em FilosofiaUniversidade Estadual de Campinas/UNICAMPProfessora Adjunta - Instituto de PsicologiaUniversidade de Brasília/UnBPaola Maluceli LinsMestre em LingüísticaUniversidade Federal de Pernambuco/UFPEIlustraçõesFrancisco Régis e Tatiana RivoireDISTRIBUIÇÃOSEB - Secretaria de Educação BásicaEsplanada dos Ministérios, Bloco L, 5o Andar, Sala 500CEP: 70047-900 - Brasília-DF - BrasilESTA PUBLICAÇÃO NÃO PODE SER VENDIDA. DISTRIBUIÇÃO GRATUITA.QUALQUER PARTE DESTA OBRA PODE SER REPRODUZIDA DESDE QUE CITADA A FONTE.Todos os direitos reservados ao Ministério da Educação - MEC.A exatidão das informações e os conceitos e opiniões emitidos são de exclusiva responsabilidade do autor.Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)Centro de Informação e Biblioteca em Educação (CIBEC)Programa Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar II. Língua Portuguesa: Atividades de Apoio àAprendizagem 5 - AAA5: estilo, coerência e coesão (Versão do Professor). Brasília: Ministério daEducação, Secretaria de Educação Básica, 2008.126 p.: il.1. Programa Gestão da Aprendizagem Escolar. 2. Língua Portuguesa. 3. Formação de Professores. I. Brasil.Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.CDU 371.13
    • MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOSECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICAPROGRAMA GESTÃO DAAPRENDIZAGEM ESCOLARGESTAR IIFORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DOSANOS/SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTALLÍNGUA PORTUGUESAATIVIDADES DE APOIO À APRENDIZAGEM 5ESTILO, COERÊNCIA E COESÃOVERSÃO DO PROFESSORBRASÍLIA2008
    • Apresentação ....................................................................................9Introdução .............................................................................................11Unidade 17: Estilística .................................................................................13Aula 1: Lendo imagens ...............................................................................15Aula 2: A poesia na música .........................................................................19Aula 3: Brincando com os sons ....................................................................22Aula 4: Travalíngua ....................................................................................24Aula 5: Construindo histórias .......................................................................27Aula 6: Provérbios de A a Z ........................................................................29Aula 7: Feijoada? .......................................................................................34Aula 8: Brincadeira dos pontos ....................................................................38Correção das atividades .................................................................................41Unidade 18: Coerência Textual ......................................................................47Aula 1: Coerência no texto ..........................................................................49Aula 2: Coerência em textos não verbais ........................................................50Aula 3: Lendo tirinhas ................................................................................53Aula 4: O sentido do texto .........................................................................57Aula 5: A unidade das imagens ....................................................................59Aula 6: Organizando idéias .........................................................................61Aula 7: As pistas da coerência .....................................................................64Aula 8: Contexto e coerência .......................................................................66Correção das atividades .................................................................................69Unidade 19: Coesão Textual .........................................................................77Aula 1: As marcas do texto ........................................................................79Aula 2: Pistas da coesão do texto ................................................................81Aula 3: Com a ajuda de uma lupa ...............................................................83Aula 4: Relacionando imagens ....................................................................86Aula 5: Palavras que colam idéias ...............................................................88Aula 6: Revele um enigma .........................................................................90Aula 7: Imagem e texto .............................................................................93Aula 8: O enlace de idéias ........................................................................95Correção das atividades ................................................................................99Unidade 20: Relações Lógicas no Texto .........................................................103Aula 1: Para organizar as informações ........................................................105Aula 2: Para construir sentido ...................................................................107Aula 3: O tempo no texto ........................................................................109Aula 4: O tempo e o sentido do texto ........................................................111Aula 5: Elementos da narrativa ..................................................................113Aula 6: Semelhanças e diferenças entre os textos ..........................................115Aula 7: Negar para afirmar ........................................................................117Aula 8: Idéias absurdas .............................................................................119Correção das atividades ..............................................................................121Sumário
    • ApresentaçãoCaro Professor, cara Professora,O caderno de Atividades de Apoio à Aprendizagem em Língua Portuguesa visaatender à prática de sala de aula e auxiliar as atividades em sala para o desenvolvimentodos conteúdos de Estilística, Coerência e Coesão, relacionados ao Caderno de Teoria ePrática 5. Para tanto, objetivamos que as aulas propostas possam contribuir com o ensinoda Língua Portuguesa em seu trabalho com os alunos.Este Caderno é composto por quatro unidades. Cada uma apresenta oito aulas, cujoponto de partida é sempre o texto, analisado em sua variedade de gêneros. A diversidadede texto oferece aos alunos o acesso e a experiência de leitura e produção de textos oraise escritos em variadas situações comunicativas, relacionando os conteúdos abordados nocaderno de Teoria e Prática 5 e o desenvolvimento de habilidades a eles relacionadas.Nestas unidades foram escolhidos textos de gêneros variados com estilo, forma efunção específicos que permitem aos alunos identificar as diferentes estruturas textuais, asformas de organização das informações, a relação entre as partes constituintes do texto, aconstrução de sentido e a progressão da informatividade que exemplifiquem a variedadede recursos e de estratégias de leitura e escrita aos alunos do Ensino Fundamental II.Antes de desenvolver o planejamento de aula, o professor é importante conhecer asatividades propostas na unidade e avaliar o tempo de execução, assim como a adequaçãodos textos e atividades. As aulas poderão ser dadas na seqüência em que aparecem nocaderno, o que favorece o desenvolvimento de algumas atividades, ou alternadas, segundoo que o professor julgar mais eficaz, tendo em vista a necessidade dos alunos.Bom trabalho a todos!
    • Caro Professor, cara Professora,No AAA 5 (Caderno de Atividades de Apoio à Aprendizagem), propomos quatro assuntosreferentes às Unidades do Caderno de Teoria e Prática 5 de Língua Portuguesa, respecti-vamente:• Unidade 17 - Estilística• Unidade 18 - Coerência Textual• Unidade 19 - Coesão Textual• Unidade 20 - Relações Lógicas no TextoAs atividades propostas nos AAA têm o objetivo de subsidiar o trabalho em salade aula e contribuir para o desenvolvimento da capacidade comunicativa dos alunos: aoralidade em sala, a competência leitora e o reconhecimento da escrita como práticassociais, para além dos mitos relacionados ao ato de escrever.As atividades de falar, ler e escrever representam dificuldades comuns apresentadaspela maioria dos alunos em diferentes situações de uso da linguagem.Nas aulas propostas, o texto é sempre o elemento proponente das atividades de lei-tura, compreensão e produção de textos, análise e descrição da Língua. Tais atividadesincluem questões relacionadas ao contexto sócio-cultural da Língua, o que estimula osalunos a refletirem sobre a realidade que os cerca.Na Unidade 17, as atividades sugeridas têm como objetivo desenvolver no alunoas seguintes habilidades:• Compreender a noção de estilo a partir da leitura de imagens.• Compreender a noção de estilo a partir da leitura de poemas.• Reconhecer os recursos expressivos ligados aos sons das palavras (nível fonético).• Reconhecer os recursos expressivos relacionados à enunciação (componentes semân-ticos).• Reconhecer os recursos expressivos relacionados à enunciação (situação e contextosócio-histórico).• Reconhecer os recursos expressivos relacionados à enunciação (locutor, receptor ereferente).• Reconhecer os recursos expressivos relacionados à fala e à enunciação.Os pressupostos essenciais para o trabalho com as habilidades focadas nesta Unidadesão: o reconhecimento dos recursos estilísticos e de enunciação de textos variados queconsideram os diferentes contextos sócio-culturais orais e escritos.Na Unidade 18, propomos atividades para que o aluno possa desenvolver habilidadesespecíficas relacionadas à coesão e à coerência do texto:• Caracterizar a coerência em textos verbais e não verbais.• Identificar como se constrói a unidade de sentido nos textos.• Analisar a construção da coerência em textos.Introdução
    • As atividades sugeridas na Unidade 18 objetivam desenvolver: a coerência do textocomo um processo essencial à construção de significado na leitura; e o reconhecimentoda unidade de sentido do texto para favorecer a compreensão leitora.Na Unidade 19, as atividades têm como foco o desenvolvimento no aluno das ha-bilidades de:• Identificar elementos lingüísticos em função coesiva.• Analisar e empregar mecanismos de coesão referencial.• Analisar e empregar mecanismos de coesão seqüencial.Nesta Unidade, as atividades de apoio estão centradas nos elementos lingüísticosda função coesiva para a identificação e compreensão da coesão textual.Na Unidade 20, as aulas propostas buscam desenvolver no aluno as habilidadesespecíficas de:• Identificar e empregar relações lógicas na construção de sentidos do texto.• Identificar e empregar relações lógicas de exclusão da informação.• Identificar e empregar relações lógicas que evitem a contradição.Os conteúdos que sustentam as atividades de apoio são: a compreensão das relaçõeslógico-textuais e a sua relevância na interlocução para a construção de significados.Para contribuir com o trabalho do professor, disponibilizamos, ao final de cadaUnidade, as respostas esperadas ou sugeridas às atividades dos AAA.
    • GESTAR AAA5ATIVIDADES DE APOIO À APRENDIZAGEM 5ESTILÍSTICA, COERÊNCIA E COESÃOUNIDADE 17ESTILÍSTICA
    • 15Aula 1Lendo imagensObjetivoCompreender a noção de estilo a partir da leitura de imagens.15Aula 1Lendo imagensAtividade 1Ao andar pelas ruas da sua cidade, você já deve ter observado muitos tipos diferentes depessoas. Diferentes no modo de se vestir, na forma como ajeitam o cabelo, no compor-tamento e nas preferências. Muitas vezes, essas diferenças não são respeitadas e aceitaspela sociedade, o que pode gerar desconforto e exclusão para quem apresenta um jeitode ser diferente, um estilo próprio.Observe as imagens a seguir e comente com os colegas sobre a apresentação e oestilo de cada mulher:Professor, nesta aula você irá provocar os alunos a pensarem sobre o conceito de estilo.Para isso, foi proposta a leitura oral das cinco imagens de mulheres que introduzem a ativi-dade. Você deverá solicitar a cada aluno que faça o maior número de comentários possíveisa respeito de cada imagem. Os alunos deverão relacionar as imagens ao estilo das pessoas,rotulado culturalmente, capaz de indicar a sua personalidade a partir da aparência.
    • 16AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula1Lendo imagens16AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula1Lendo imagensApós a leitura das imagens, pense em algumas questões e discuta com seus colegassobre:1. Como é a roupa de cada mulher?Professor, se preferir, você poderá separar a turma em pequenos grupos que, apósa análise das cinco imagens, se encarregarão de organizar o comentário mais detalhadoapenas da imagem designada ao grupo. Durante a discussão, todos poderão opinar, masa explanação de cada imagem, em especial, ficará sob a responsabilidade de um deter-minado grupo.Antes de iniciar o debate sobre a leitura das imagens, converse com os alunos sobreos elementos que estão visíveis nas imagens e estimule o grupo a buscar novas informa-ções (o que está nas entrelinhas) para ampliar a leitura. Leia com a turma as questões pararefletir e estimule um debate entre os grupos de leitura.Após a discussão final, estruture com o grupo um conceito, construído com ele,sobre o que é possível entender por ESTILO. Amplie a discussão com novas perspectivasa respeito do conceito de estilo. Caso julgue pertinente, reproduza a relação de estilos aseguir e ofereça aos alunos como fonte para a discussão.
    • 17EstilísticaUnidade1717EstilísticaUnidade172. Como são os adereços utilizados? O que pode repesentar a ausência de adereços?3. É possível construir uma imagem sobre as pessoas, suas personalidades e comporta-mentos, a partir do seu estilo, aparência ou apresentação?4. Quais conceitos de estética (beleza) estão incorporados na apresentação de cada umadas mulheres?• Estilo de linguagem: as pessoas costumam fazer certas opções de estilo de linguagemcom o objetivo de conseguir aceitação em grupos sociais específicos, caracterizadospor um estilo de fala: o grupo da academia científica, o grupo de surfistas, o grupo dosskatistas, o grupo das patricinhas, o grupo de corretores da bolsa de valores, o grupode jogadores de futebol, etc.• Estilo do vestuário: as pessoas procuram se apresentar segundo um padrão estabelecidopor diferentes grupos sociais: skatistas: bermudões, cuecas a mostra; surfistas: bermudasespeciais; pagodeiros: geralmente roupas brancas, colares a mostra; roqueiros: corren-tes, roupas pretas com insígnias agressivas; peruas: roupas coloridas e extravagantesno decote, no comprimento e no modelito.• Estilo de vida: certas pessoas têm hábitos caseiros, preferem a tranqüilidade de casa àagitação da rua; outras são dinâmicas e estão sempre com a agenda programada; unsgostam de campo, outros do urbano agitado; uns viajam para o mato, outros para as
    • 18AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula1Lendo imagensmetrópoles; uns dormem muito e são sedentários, outros madrugam e são esportistas;uns comem em excesso e sofrem as conseqüências, outros são naturalistas, macrobi-óticos, vegetarianos, etc.• Estilo musical: sertanejo, pagode, música orquestrada, samba, música pop, MPB, rock,rap, jazz, blues, valsa, tango, bolero, salsa, música caipira, country, etc.• Estilo de leitura: uns preferem jornal, outros livros de auto-ajuda, livros de romance,ficção, policial, suspense, crônicas, poesias, contos, curiosidades, culinária, livrostécnicos, religiosos, etc.Pergunte aos alunos outras referências de estilo e amplie a relação acima, demons-trando em sala que ideologicamente o homem imprime em ações e nas suas preferênciasestilos específicos que o identificam e o diferenciam socialmente.
    • 19Aula 2A poesia na músicaObjetivoObjetivo: Compreender a noção de estilo a partir da leitura de poemas.18AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 2A poesia na músicaAtividade 1Você discutiu com a sua turma sobre o conceito de ESTILO. Com certeza, durante a dis-cussão muitos exemplos o ajudaram a compreender a variedade de estilos com os quaisconvive diariamente.Nesta aula, falaremos sobre estilos textuais: as diferenças e semelhanças que definemas opções feitas pelo autor na produção do texto.A seguir, você lerá um poema composto por Lulu Santos e um poema composto porVinícius de Moraes, dois grandes compositores da MPB. O tema das músicas é o TEMPO.Procure ler os textos e encontrar a percepção que cada compositor teve da palavra TEMPOao idealizar o poema. Boa leitura!Texto 1Tempos ModernosEu vejo a vida melhor no futuroEu vejo isso por cima do murode hipocrisia que insiste em nos rodearEu vejo a vida mais clara e fartaRepleta de toda a satisfaçãoQue se tem direitoDo firmamento ao chãoEu quero crer no amor numa boaE que isso valha pra qualquer pessoaQue realizar a força que tem uma paixãoEu vejo um novo começo de eraDe gente fina, elegante e sinceraCom habilidade pra dizer mais sim do que nãoHoje o tempo voa amorEscorre pelas mãosMesmo sem se sentirE não há tempo que volte amorVamos viver tudo o que há prá viverVamos no permitirLulu SantosProfessor, nesta aula os alunos lerão dois textos poéticos, que falam sobre o tempo,dois poetas, que escrevem com estilos próprios um mesmo tipo textual. Estimule seusalunos a observarem as semelhanças e as diferenças presentes nos dois poemas. Parainiciar, peça ao grupo que prepare a leitura “declamada” dos textos. Combine um sorteiopara escolher quem lerá e repita a leitura ao menos três vezes para ouvir as entonaçõese ritmos diferenciados.
    • 20AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula2A poesia na música19EstilísticaUnidade17Texto 2Tempo de amorAh, bem melhor seriaPoder viver em pazSem ter que sofrerSem ter que chorarSem ter que quererSem ter que se darMas tem que sofrerMas tem que chorarMas tem que quererPra poder amarAh, mundo enganadorPaz não quer mais dizer amorAh, não existeCoisa mais triste que ter pazE se arrependerE se conformarE se protegerDe um amor a maisO tempo de amorÉ tempo de dorO tempo de pazNão faz nem desfazAh, que não seja meuO mundo onde o amor morreuDepois da primeira leitura, volte e sublinhe a palavra TEMPO todas as vezes queaparecer nos textos 1 e 2.Vinícius de MoraesIdentifique, com os colegas, quais os sentidos atribuídos à palavra TEMPO nos textos 1 e 2:Observe como os autores escreveram sobre o mesmo tema de forma diferente, cadaum a sua maneira.Discuta com o grupo sobre as semelhanças e as diferenças que você pôde perceberna estrutura dos textos 1 e 2 quanto à forma, ao vocabulário, à clareza, à rima das pala-vras e à beleza do texto.Texto 1:Texto 2:Oriente o aluno a observar a idéia geral dos textos, a partir dos títulos, para depoisbuscar no desenvolvimento do texto o significado de tempo e os diferentes sentidos atri-buídos para ele.Professor, a partir de agora, o ritmo e a rima do poema deverão fazer parte da leitu-ra. Procure levar para a sala essas músicas, para que os alunos ouçam os compositores eintérpretes, ou peça a alguém que cante/toque em sala, pois é muito importante o acessoao ritmo da música.Durante a discussão, registre no quadro as observações feitas pelos alunos e, aofinal, peça ao grupo para registrá-las no caderno.Estimule os alunos a escreverem bastante e a registrarem as impressões e opiniõesque reservam sobre as músicas. Ao final, peça a alguns alunos que leiam o texto produ-zido e compartilhem com a turma a organização de suas idéias. Faça um varal na sala eexponha as produções, depois de revisadas.
    • 21EstilísticaUnidade1720AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula2A poesia na músicaDepois da leitura e das discussões com os colegas, você já pode reconhecer modosdiferentes de dizer idéias semelhantes. Essa originalidade é conhecida por ESTILO, quedetermina características próprias para quem faz e para o que é feito.Em linhas gerais, desenvolva um parágrafo para comentar a leitura dos poemas eapresentar um pouco sobre o que você conheceu a respeito do estilo dos compositoresLulu Santos e Vinícius de Moraes.
    • 22AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 3Brincando com os sonsObjetivoReconhecer os recursos expressivos ligados aos sons das palavras (nível fonético).21Aula 3Brincando com os sonsAtividade 1Você já ouviu falar em alguém chamado Sarita? Esse nome lhe é familiar?Então escute bem, porque, a partir de agora, ela será apresentada:SaritaSarita Sarará das Sardas SenfimNasceu assimE assim será:Sabe o que gosta,Sabe o que quer,Quer ser estrelaDo sacolejar.E não quer casar.Sarita cresceSaçaricandosua serpentina,saboreandoseu sambar.E não quer casarSerá?Sarita Sarará das Sardas Senfim da SilvaÉ porta-bandeira.E não é mais solteira.Casou-seCom o mestre-salaDa sua gafieira.ZATZ, Lia. Alfabetando. São Paulo: Paulinas, 1997.Professor, anuncie o texto antes da aula. Estimule os alunos a pensarem na SARITA:quem a conhece? Como ela é? Onde vive? O que faz? Qual é a sua idade? Faça com quefiquem muito curiosos quanto à figura dessa mulher. Ao iniciar a aula, anuncie a chegadada Sarita e peça a todos que escutem com atenção. Prepare a leitura do texto com ante-cedência e capriche na pronúncia da letra S.
    • 23EstilísticaUnidade1722AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula3Brincando com os sonsObserve como o poema foi construído a partir de um nome (uma personagem) quepraticou determinadas ações (verbos) e possui algumas características (adjetivos). Expe-rimente fazer a mesma brincadeira com palavras realizada pela autora Lia Zatz; siga ospassos abaixo e divirta-se:1. sorteie o nome de um colega e separe a sua letra inicial (Ex: Rodrigo – R);2. preencha um quadro similar ao feito em sala com o poema da Sarita (nomes, verbos eadjetivos), onde todas a palavras deverão ter a mesma letra inicial;3. crie um título para o poema com duas palavras iniciadas com a letra já escolhida;4. construa uma breve “história poética” sobre o nome do seu colega: pense em suascaracterísticas (1aestrofe), no que gosta de fazer (2aestrofe) e no que lhe aconteceráou em uma mudança/novidade (3aestrofe).Mãos à obra! Brinque e invente à vontade com essas palavras e com os seus sons.Leia o seu poema para a turma, ilustre-o e exponha-o no mural da sala, junto comos poemas dos colegas, para leitura posterior.Nomes Verbos AdjetivosAgora que você já foi apresentado à Sarita Sarará das Sardas Senfim, volte ao texto e assi-nale todas as palavras que comecem com a letra S. Depois, organize-as no quadro a seguir:Antes de solicitar a leitura silenciosa, leia o texto bem rápido e desafie os alunos alerem como você ou mais rápido ainda, sem tropeçar nas palavras.Possibilitar a produção de textos estilísticos, a partir de modelos previamente lidos eanalisados, permite ao aluno uma experiência de linguagem e estilo que, provavelmente,não ocorresse de forma espontânea.Oriente os alunos passo a passo para a produção de um poema narrativo semelhanteao jogo de palavras da autora Lia Zatz. Tenha atenção para impedir o emprego de palavraspejorativas e/ou depreciativas. É importante que os alunos compreendam que, apesar deser uma brincadeira divertida e livre, há objetivos muito claros na atividade.Professor, por fim, desafie os alunos a lerem em voz alta e rapidamente a produção doscolegas, enfatizando a pronúncia, o ritmo e a brincadeira com os sons durante a leitura.
    • 24AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 4TravalínguaObjetivoReconhecer os recursos expressivos ligados aos sons das palavras (nível fonético).23Aula 4TravalínguaAtividade 1Você já ouviu falar em travalíngua? Saberia definir um travalíngua aos colegas?Exercite a sua imaginação e defina em poucas palavras o que você entendepor travalíngua.Leia alguns travalíngua e teste a sua habilidade sem tropeçar:1. Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos,bom desmafagafizador será.2. Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas. Capa parda, parda capa. Chega de cheiro decera suja. Capa parda, parda capa. Bagre branco, branco bagre. Blusa de ceda preta.Bote a bota no bote e tire o pote do bote. Caixa de graxa grossa de graça. Cozinheirocochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.3. Dê o trigo para os três tigres no prato de prata.4. Eu congelo a água gelada com gelo que tem selo à prova d’água.5. Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.6. Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga, mais o pinto pia!7. Embaixo da pia tem um pinto, enquanto o pinto pia, a pia pinga.8. Essa trava é uma trova pra te entravar. Entravar com uma trova é uma trava delascar!9. Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paçoca de amendoim.10. Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.11. Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.12. Gato escondido com o rabo de fora tá mais escondido do que rabo escondido com ogato de fora.13. Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado, Luzia.14. O doce perguntou pro doce, qual é o doce mais doce que o doce de batata docee o doce respondeu pro doce que o doce mais doce que batata doce é o doce debatata doce.15. O peito do pé de Pedro é preto. É preto o peito do pé de Pedro. Pedro tem o peito dopé preto. Quem tem o pé do peito preto é Pedro!16. A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.17. A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.Professor, ao iniciar a aula, converse um pouco com os alunos sobre a cultura populare o folclore brasileiro. Nesta conversa, desafie os alunos a ativarem, em seu conhecimentoprévio, uma definição para a palavra travalíngua.
    • 25EstilísticaUnidade1724AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula4Travalíngua18. A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, semsuceder o sucesso...19. Atrás da porta torta tem uma porca morta.20. O tempo perguntou ao tempo: quanto tempo o tempo tem? O tempo respondeu protempo que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.21. O tempo perguntou pro tempo: qual é o tempo que o tempo tem? O tempo respondeupro tempo que não tem tempo pra dizer pro tempo que o tempo do tempo é o tempoque o tempo tem.22. O rato roeu a correia da carroça do rei de Roma.23. O rato roeu a roupa do rei de Roma; a rainha com raiva resolveu remendar.24. O rato roeu a roupa do rei da Rússia. A rainha, de raiva, roeu o resto.25. Paga o pato, dorme o gato, foge o rato, paga o gato, dorme o rato, foge o pato, pagao rato, dorme o pato, foge o gato.26. O sapo Sabino sabia da sua saborosa sopa. O sapo Sapudo só sabia que o sapo Sabinosabia. O sapo Sabino não sabia que o sapo Sapudo sabia que ele sabia. A saborosasopa suculenta tinha até polenta!27. Olha o sapo dentro do saco, o saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o paposoltando vento.Depois da leitura, prepare-se! O professor realizará um jogo desafiador com vocêe sua turma. Limpe os ouvidos, afine a garganta e capriche na leitura sem tropeçarnas palavras.Após a tentativa de conceituar a palavra, converse com a turma sobre o travalíngua eoutras referências populares como as cantigas de roda, as parlendas (ladainhas), as charadase os provérbios. Todas manifestações populares que imprimem, na linguagem e no modode falar, brincadeiras e jogos sonoros deixados como herança de geração para geração.Em seguida, solicite a leitura silenciosa dos travalíngua relacionados na atividade.Professor, para montar a atividade, separe o material necessário: uma cópia de cadaum dos travalíngua, recortados e dobrados em papéis individuais. Uma caixa pequenapara armazenar os papéis dobrados. Um tabuleiro com o desenho de uma trilha (caminho)com cerca de 50 casas. Um dado numerado.A atividade consiste em um jogo de leitura e de destreza com a rima das palavras.Procedimento: Cada aluno deverá jogar o dado e andar o número de casas indicadasnele. Ao parar em uma determinada casa, o aluno deverá retirar um travalíngua e lê-lo
    • 26AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula4Travalínguaem voz alta, sem tropeçar nas palavras. Se o aluno não conseguir cumprir a tarefa, deverávoltar o número de casas que tiver avançado na jogada.Professor, se preferir, você poderá fazer cópias do tabuleiro e realizar as rodadasem pequenos grupos de seis alunos. Desta forma, você irá apenas coordenar a atividadee observar a desenvoltura dos alunos ao lerem os textos.Depois do jogo, proponha um bate papo com os alunos sobre a experiência de-safiadora de não enrolar a língua durante a leitura e, principalmente, sobre a estruturaespecífica desse tipo de texto, que brinca com os sons das palavras e com o sentido quefazem, quando organizadas em um texto.
    • 27Aula 5Construindo históriasObjetivoObjetivo: Reconhecer os recursos expressivos relacionados à enunciação (componentessemânticos).25Aula 5Construindo históriasAtividade 1Você já pensou em ser escritor?Então essa é a sua vez!A história do Pedro Paulo Pereira Pinto tem alguns problemas que só você poderáresolver. O editor, quando foi passar o texto a limpo, dormiu no ponto e deixou váriosespaços em branco, sem os quais não dá para compreender a história. Então, essa tarefaé sua! Leia com atenção a história do Pedro Paulo Pereira Pinto e acrescente as palavrasque faltaram para a leitura completa.Pedro Paulo Pereira Pinto“Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, ______________ portas,paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo paraPiracicaba, ______________ prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiupara Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar ______________ para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, pois padre Pafúncio pediu parapintar panelas. ______________ posteriormente pintou pratos para poder pagar pro-messas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissãopara ______________ praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para______________, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos______________, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los par-cialmente, ______________ perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente peloPico. Pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmentepequenas perfurações, pois, pelo passo, percorriam, permanentemente, possantes potran-cas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontospitorescos, pois, para _____________ a pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos,pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precatar-se. Profundas privações passouPedro Paulo. Pensava poder prosseguir ______________, porém, pretas previsões pas-savam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretenderpartir prontamente para Portugal. Povo previdente! ______________ Pedro Paulo...Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principaisportos portugueses. Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal,pediu para ______________ pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante polí-ticos, populares, pobres, pedintes – Paris! Paris! – proferiu Pedro Paulo – parto, porémpenso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Pauloprocurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões,Professor, nesta atividade, você irá construir com os alunos um texto coletivo,desafiando-os a pensar não apenas no campo semântico que fará sentido no texto,como e, principalmente, na escolha de palavras que possibilitem a rima e a sonori-dade do texto.
    • 28AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula5Construindo histórias26AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula5Construindo históriaspartiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguirpraticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso ______________ pelo pai.Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-opelo pescoço proferiu:– Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas ______________. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?– Papai – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitiste, porém preferindo, podereiprocurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecerpor Portugal. Pegando Pedro Paulo ______________ pulso, penetrou pelo patamar,procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo parapraticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderemprosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando poucoprazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiampernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas,papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucaspalavras proferiram, ______________ prometeu pagar pequena parcela para Périclesprofissionalizar Pedro Paulo. ______________ Pedro Paulo pegava pedras, depois,Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particular-mente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, poisprecipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...”Permitam-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo ______________para pensar...(Autor desconhecido).Agora, você deverá retornar ao texto e procurar completar os espaços em branco.Apenas uma dica: mantenha a letra inicial que Pedro Paulo Pereira Pinto escolheu paraas palavras.Depois de completadas as lacunas, peça aos alunos que leiam trechos do seutexto e compare com as respostas dos outros alunos da turma. É possível haver mais deuma palavra que caiba no espaço em branco, mas atenção, a resposta necessariamenteprecisa começar com a letra P.Professor, para realizar a atividade, alguns alunos poderão apresentar dificulda-de. Para eles, ofereça oralmente um campo semântico possível, segundo o texto, e dêas pistas para que percebam a questão da sonoridade aliada à coerência e sinalize aspalavras e idéias que antecedem as lacunas para construir a resposta.Você poderá sugerir a produção de um texto com a mesma estrutura de repeti-ção da letra inicial. Escolha outra letra com os alunos e produza um texto coletivocom a turma.
    • 29Aula 6Provérbios de A a ZObjetivoReconhecer os recursos expressivos relacionados à enunciação (situação e contexto só-cio-histórico).27Aula 6Provérbios de A a ZAs pessoas costumam dizer que a sabedoria popular... sabe muito.Você já ouviu alguém dizer provérbios, os conhecidos ditados populares?Provérbios“Máximas são pensamentos expressos em poucas palavras que se tornaram populares ese apresentam geralmente em rima”, e as máximas são conhecidas como provérbios. Sevocê conhecer outros refrões ou provérbios, acrescente à lista.Atividade 1Pesquise entre os seus colegas e procure lembrar algum ditado que seja conhecido pelogrupo.Registre aqui o seu provérbio:Agora, leia os provérbios a seguir e discuta com a turma sobre o significado de cadaditado popular.Coleção de provérbios- A -1. A caridade começa por nós próprios2. A cavalo dado não se olha o dente3. A esperança é a última a morrer4. A felicidade é algo que se multiplica quando se divide5. A fome é o melhor tempero6. A função faz o órgão7. A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha8. A galinha que canta como o galo corta-se-lhe o gargalo9. A minha liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros10. A noite é boa conselheira11. A ocasião faz o ladrão12. A rico não devas e a pobre não prometas13. Agora é tarde e Inês é morta14. Água do rio corre para o marProfessor, estimule os alunos a pesquisarem junto à comunidade os provérbios maisconhecidos e discuta o emprego destes provérbios na fala cotidiana. Os jovens da sala deaula utilizam alguns desses ditados populares em suas conversas? Por quê?
    • 30AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula6Provérbios de A a Z28AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula6Provérbios de A a Z15. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura16. Águas passadas não movem moinhos17. Ainda que sejas prudente e velho, não desprezes o conselho (Graciosa)18. Amigos, amigos, negócios à parte19. Amigos dos meus amigos, meus amigos são20. Amor com amor se paga21. Antes que o mal cresça, corta-se-lhe a cabeça22. Antes só que mal acompanhado23. Aos olhos da inveja todo o sucesso é crime24. Atirei no que vi e acertei no que não vi25. Atrás de mim virá quem bom de mim fará (dirá)- B -26. Baleias no canal, terás temporal (São Jorge)27. Bem mal ceia quem come de mão alheia28. Bem tocada, não há mulher feia (São Miguel)29. Boa árvore, bons frutos30. Boi em terra alheia é vaca31. Boi velho gosta de erva tenra (Faial)32. Brigas de namorados, amores dobrados- C -33. Cada cabeça cada sentença34. Cada macaco no seu galho (Br)35. Cada qual com o seu igual36. Cada um é como cada qual, e cada qual é como é37. Cada um por si e Deus por todos38. Candeia que vai à frente alumia duas vezes39. Cão que ladra não morde40. Cão que levou mordida de cobra tem medo de salsicha (Br)41. Casa de pais, escola de filhos42. Casa onde não há pão, todos berram e ninguém tem razão43. Cesteiro que faz um cesto, faz um cento44. Com os males dos outros posso eu muito bem45. Com um olho no burro e o outro no cigano46. Comer e coçar, é só começar- D -47. Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus48. De boas intenções está o inferno cheio49. De médico e de louco todos temos um pouco50. De noite todos os gatos são pardos51. De pequenino se torce o pepino52. Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer53. Desconfiar de homem que não fale e de cão que não ladre54. Depois da tempestade vem a bonança55. Depois de fartos, não faltam pratos (Flores)56. Deus escreve certo por linhas tortas57. Deus me dê paciência e um pano para a embrulhar58. Deus quer, o homem pensa e a obra nasce59. Devagar se vai ao longe60. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és61. Do mal, o menosLeia em voz alta com os alunos os provérbios ou peça a leitura compartilhada dealguns alunos, encarregando os demais de explicar o significado do provérbio lido.
    • 31EstilísticaUnidade1729EstilísticaUnidade17- E -62. É bem vindo quem vier por bem63. É difícil agradar a Gregos e Troianos64. Em casa de ferreiro, espeto é de pau65. Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas (Br)66. Em tempo de guerra, não se limpam armas67. Em terra de cegos, quem tem um olho é rei68. Entre marido e mulher não metas a colher- F -69. Faça o que te digo, não faças o que eu faço70. Ferro que não se usa, gasta-o a ferrugem71. Filho de peixe sabe nadar72. Filho criado, trabalho dobrado- G -73. Gaivotas em terra, tempestade no mar74. Galinha de campo não quer capoeira75. Gato escaldado de água fria tem medo76. Grão a grão a galinha enche o papo- H -77. Há males que vêm por bem78. Há que se dar tempo ao tempo79. Homem prevenido vale por dois- I -80. Idade e experiência, não na adolescência81. Impossível é rato fazer ninho em orelha de gato82. Indo por caminho reto, o longe se faz perto83. Infeliz no jogo, feliz no amor.84. Inverno sem Minuano é como churrasco sem farinha85. Ir ao vento, perder o assento- J -86. Juntam-se as comadres, descobrem-se as verdades- L -87. Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão88. Longe da vista, longe do coração89. Lobo não come lobo90. Lua nova trovejada, trinta dias é molhada- M -91. Mais vale burro vivo que sábio morto92. Mais vale ficar vermelho cinco minutos, do que amarelo toda a vida (Br)93. Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto94. Mais vale prevenir do que remediar95. Mais vale rico e com saúde do que pobre e doente96. Mais vale só do que mal acompanhado97. Mais vale tarde do que nunca98. Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar99. Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital100. Manda quem pode, obedece quem deve101. Mãos frias, coração quente102. Muito custa a um pobre viver e a um rico morrer
    • 32AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula6Provérbios de A a Z30AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula6Provérbios de A a Z- N -103. Na adversidade é que se prova a amizade104. Na primeira quem quer cai, na segunda cai quem quer105. Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje106. Não há fumo sem fogo107. Não há fome sem fartura108. Não há regra sem exceção109. Não se fala de corda em casa de enforcado110. Não vendas a pele do urso antes de o matar111. Nem oito nem oitenta112. Nem só de pão vive o homem113. Nem tanto ao mar nem tanto à terra114. Nem tudo o que reluz é ouro115. No poupar está o ganho116. Nunca digas: desta água não beberei- O -117. O barato sai caro118. O futuro a Deus pertence119. O hábito não faz o monge120. O pior cego é o que não quer ver121. O prometido é devido122. O que é vivo sempre aparece123. O que se não faz no dia da romaria, faz-se no outro dia124. O saber não ocupa lugar125. O seguro morreu de velho, e o desconfiado ainda está vivo126. O silêncio é de ouro127. Olho por olho, dente por dente128 Onde canta galo não canta galinha129. Os últimos são sempre os primeiros- P -130. Para ladrão, ladrão e meio131. Palavras, leva-as o vento131. Palavras loucas, orelhas moucas133. Pelo fruto se conhece a árvore134. Por morrer uma andorinha não acaba a primavera- Q -135. Quando a esmola é grande, o pobre desconfia136. Quando falta, sobra e quando sobra, falta137. Quanto mais alto, maior é a queda138. Quando um burro fala, os outros baixam as orelhas139. Quando um não quer, dois não discutem140. Quem ama o feio, bonito lhe parece141. Quem cala consente142. Quem canta seus males espanta143. Quem casa quer casa144. Quem com ferro fere, com ferro será ferido145. Quem com porcos se mistura, farelos come146. Quem conta um conto aumenta um ponto147. Quem dá aos pobres empresta a Deus148. Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
    • 33EstilísticaUnidade1731EstilísticaUnidade17149. Quem desconfia de tudo adivinha metade150. Quem desdenha quer comprar151. Quem espera sempre alcança152. Quem muito fala pouco acerta153. Quem não aparece, esquece154. Quem não arrisca não petisca155. Quem não chora não mama156. Quem não deve não teme157. Quem não tem cão, caça com gato158. Quem sabe, sabe; quem não sabe, aprende159. Quem semeia vento colhe tempestade160. Quem tem boca vai a Roma161. Quem tem pressa come cru162. Quem tem telhado de vidro não atira pedras ao vizinho163. Quem tudo quer tudo perde164. Quem vê cara não vê coração165. Querer é poder- R -166. Ri melhor quem ri por último (O último a rir é o que ri melhor)167. Remenda o teu pano e dura mais um ano- S -168. Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota169. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé170. Sem se partirem ovos não se fazem omeletes171. Só perde quem tem172. Sol e chuva, casamento de viúva- T -173. Tal pai, tal filho- U -174. Um burro carregado de livros é um doutor175. Uma (só) andorinha não faz o verão176. Uma mão lava a outra e ambas lavam a cara- V -177. Vencer sem luta é triunfar sem glória178. Viver é como desenhar sem borracha- Z -179. Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdadesApós a leitura dos provérbios, você deverá escolher cinco deles e modificar o finaldo texto. Observe os exemplos a seguir e crie os novos provérbios, agora mais realistas:• Água mole em pedra dura tanto bate até que falta água• A cavalo dado não se olham os dentes para não levar mordida• Quem ama o feio, é porque o bonito não lhe aparece• Quem dá aos pobres, empresta. Adeus• Quem ri por último ri devagar• Há males que vêm para piorarProfessor, observe com os alunos que os provérbios, ao serem modificados,perderam a mensagem original e ganharam novos significados (pessimistas e desani-madores). Discuta sobre essa mudança com os alunos e observe se a coerência foimantida ao se modificar o texto original. Faça um mural em sala com as novas versõesdos provérbios conhecidos.
    • 34AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 7Feijoada?ObjetivoReconhecer os recursos expressivos relacionados à enunciação (locutor, receptor ereferente).32AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 7Feijoada?Você já ouviu falar em feijoada?A feijoada é um prato típico da culinária brasileira. Servido desde o império, surgiucomo alimento dos escravos na senzala. Quando nas fazendas de escravos um porco eramorto para servir a sua carne aos homens da casa grande, os escravos aproveitavam asobra de partes do corpo do animal e faziam um grande cozido com feijão preto. Essamistura, com o passar do tempo, ganhou um pouco de sofisticação e veio parar na mesade homens e mulheres da alta sociedade. Hoje a feijoada identifica a tradição da nossaculinária que oferece a delícia deste prato a quem quiser experimentar a nossa história eas nossas raízes.Atividade 1Agora, você deverá pesquisar como se prepara uma feijoada. Pergunte à comunidade daescola, aos vizinhos e em sua casa. Escreva os ingredientes necessários para o preparo dareceita e, em seguida, explique como é preparada a Feijoada.Feijoada [de feijão + ada, com desnasalisação] S.F. 1. Cul. Qualquer prato prepa-rado com feijões. 2. Grande porção de feijões. 3. Brás, Cul. Prato típico nacional,preparado com feijão, em geral preto, toucinho, carne seca, carnes de porco salgadas,lingüiças, etc. no Brasil leva, além de tudo isso, vários legumes como quiabo, maxixe,couve, abóbora, etc. 4. Brs. Pop. Confusão, balbúrdia, tumulto, angu. 5. Feijoada deOgum. Rel. Repasto Comunal de Ogum no encerramento das festas anuais de algunscandomblés.FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio: Dicionário da Língua Portuguesa,3aed. Revista e ampliada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.IngredientesModo de PreparoProfessor, converse com os alunos sobre a feijoada enquanto prato típico da culi-nária brasileira e estimule o depoimento da turma. Em seguida, leia com eles a definiçãoretirada do Aurélio e apresente o Dicionário Aurélio como uma boa referência para aconsulta de palavras e significados.
    • 35EstilísticaUnidade17Professor, incentive a troca de informações entre os alunos e aproveite essemomento para estimular aqueles que não tiverem desenvolvido a receita. Feitas asconferências, observe com os alunos que o tipo de texto não varia, mesmo com amudança de alguns procedimentos. Essa forma constante caracteriza as receitas deculinária, pois estas apresentam o mesmo estilo e estrutura de texto.Com os alunos, leia o texto de Vinícius de Moraes e discuta sobre as diferençasencontradas quando comparamos o texto produzido com o texto de Vinícius.Professor, converse com os alunos sobre as diferenças nos dois tipos de texto(receita e poema) e sobre o resultado da brincadeira como estilo do texto, feitapelo autor Vinícius de Moraes. Peça aos alunos que experimentem transcrever umareceita qualquer (a comida de sua preferência) em forma poética, endereçada aalguém da sala.33EstilísticaUnidade17Leia a sua receita para a turma e compare as explicações. Observe se há muita di-ferença entre uma receita e outra e faça os ajustes que julgar necessários para que a suareceita fique pronta.Leia agora esta carta-receita enviada por Vinícius de Moraes à Helena Sangirardi,em forma de poema:Feijoada à minha modaAmiga Helena SangirardiConforme um dia eu prometiOnde, confesso que esqueciE embora – perdoe – tão tarde.(Melhor do que nunca!) este poetaSegundo manda a boa éticaEnvia-lhe a receita (poética)De sua feijoada completa.Em atenção ao adiantadoDa hora em que abrimos o olhoO feijão deve, já catadoNos esperar, feliz, de molho.E a cozinheira por respeitoÀ nossa mestria na arteJá deve ter tacado peitoE preparado e posto à parte.Os elementos componentesDe um saboroso refogadoTais: cebolas, tomates, dentesDe alho – e o que mais for azadoTudo picado desde cedoDe feição a sempre evitarQualquer contato mais... vulgarÀs nossas nobres mãos de aedo.Enquanto nós, a dar uns toquesNo que nos seja a contentoVigiaremos o cozinheiroTomando o nosso uísque “on the rocks”.
    • 36AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula7Feijoada?Aproveite esse momento para falar um pouco sobre o autor e o legado de músicase poemas que escreveu em sua produção artística e sobre a sua importância enquantopersonalidade da nossa cultura.34AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula7Feijoada?Uma vez cozido o feijão(Umas quatro horas, a fogo médio)Nós, bocejando o nosso tédioNos chegaremos ao fogão.E, em elegante curvatura,Um pé adiante e o braço às costasProvaremos a rica negruraPor onde devem boiar postas.De carne-seca suculentaGordos paios, médio toucinho(Nunca orelhas de bacorinhoQue a tornam em excesso opulenta)!E – atenção! – segredo modestoMas meu no tocante à feijoada:Uma língua fresca pelada,Posta a cozer com todo o resto.Feito o quê, retire-se o caroçoBastante que bem amassadoJunta-se ao belo refogadoDe modo a ter-se um molho grosso.Que vai de volta ao caldeirãoNo qual o poeta, em bom agouro,Deve esparzir folhas de louroCom um gesto clássico e pagão.Inútil dizer que, entrementes,Em chama à parte dessa liçaDevem fritar todas contentes,Lindas rodelas de lingüiça.Enquanto, ao lado, em fogo brandoDesmilingüindo-se em gozo,Deve também se estar fritandoO torresminho delicioso.Em cuja gordura, de resto(Melhor gordura nunca houve!)Deve depois frigir a couvePicada em fogo alegre e presto.Uma farofa? – tem seus dias...Porém que seja na manteiga!A laranja, gelada, em fatias(Seleta ou da Bahia) – e chega.
    • 37EstilísticaUnidade1735EstilísticaUnidade17Só na última cozeduraPara levar à mesa, deixa-seCair um pouco de gorduraDa lingüiça na iguaria – e mexa-se.Que prazer mais um corpo pedeApós comido um tal feijão?- Evidentemente uma redeE um gato para passar a mão...Dever cumprido. Nunca é vãA palavra de um poeta... – jamais!Abraça-a, em Brillat-Savarin,O seu Vinícius de Moraes.Saiba mais...Biografia de Vinícius de MoraesMarcus Vinícius de Melo Moraes nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 1913. Bacharelem Letras, formou-se também em Direito no mesmo ano em que estreou como escritor:1933. Cinco anos mais tarde, foi estudar em Oxford, na Inglaterra, mas a explosão daguerra, em 1939, forçou a volta ao Brasil. Ingressou na carreira diplomática em 1943 e em1946 foi para Los Angeles, como vice-cônsul. Em 1953 compôs o seu primeiro samba: erao início da atividade que iria absorvê-lo. Alguns anos depois, convidou Tom Jobim parafazer a música do espetáculo Orfeu da Conceição, peça de sua autoria, que viraria depoiso filme “Orfeu negro”, premiado com a Palma de Ouro no festival de Cannes. “Garota deIpanema”, de 1962, é a música brasileira mais gravada no mundo até hoje. Desligado doItamaraty, dedicou o resto de sua vida à música, ao cinema e a shows, tornando-se umdos mais populares compositores do Brasil. Morreu no Rio de Janeiro, em 1980.Antes de finalizar a aula, converse com os alunos sobre o poeta Vinícius de Moraes,leve para sala uma imagem do artista, uma capa de CD ou vinil e possibilite que os alunosescutem alguma de suas canções.
    • 38AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 8Brincadeira dos pontosObjetivoReconhecer os recursos expressivos relacionados à fala e à enunciação.36AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 8Brincadeira dos pontosLeia o texto a seguir e descubra os diferentes sentidos da palavra Ponto:Atividade 1Texto 1PontosNo início era um ponto. Ponto de partida. O ponto onde a gente toca a cir-cunferência, e faz-se a vida. Ponto pacífico.O círculo é a timidez do ponto. A linha é o ponto desvairado. O travessão é oponto-ante-ponto, a primeira exploração embevecida, a infância. Ligando as palavras.Nasceu “Um ponto qualquer do mapa”. Sua mãe levou pontos depois do parto. Alinha reta é o caminho mais chato entre o parto e o ponto final, preferiu o Ziguezague.Teve uma vida pontilhada, os pontos que caíam nos exames, os pontos que subiamna Bolsa, os pontos de macumba, os pontapés. Mas sempre foi pontual.O ponto é uma vírgula sem rabo.A vírgula não é como o ponto e vírgula. A vírgula qualquer um usa, mas oponto e vírgula requer prática e discernimento, vírgula modéstia à parte, ponto.Nova linha. Fez ponto em frente à casa da namorada, uma circunferência comvários pontos positivos, apontada acima. Não dormiu no ponto, acabou convidadopara entrar quando estava a ponto de desistir, pontificou sobre vários pontos, nãodemora já era apontado como íntimo da casa, jogava cartas (pontinho) com a fa-mília, parecia um pontífice, não desapontou. Casaram. Tinham muitos pontos emcomum.O sexo! Ponto de exclamação. Querida, estou a ponto de... não! Cuidado. Pontofraco. A tangente toca a circunferência. Outro ponto no mapa. Parto. Pontos.Tiveram muitos pontos em comum. Os outros caçoavam: que pontaria. Dis-cordavam num ponto: a pílula.Zig-zag-zig-zag. Os ponteiros andando. Um dia no futebol – jogava na ponta– sentiu umas pontadas. Coração. O ponto-chave.O médico insistiu num ponto: pára.Mas como? Chegara a um ponto que não podia parar, era um ponto projetadono espaço, a vida é um ponto com raiva, parar como? A que ponto? Saiu encurvado.Como um ponto de interrogação.Só uma solução, dois pontos: os treze pontos da loteria. Senão era um pontomorto. A linha era no eletro, outro ponto pacífico, o ponto no infinito, onde as pa-ralelas, a distância mais curta entre, cheguei a um ponto em que, meu Deus... trêspontinhos.Jogou o que tinha num ponto de bicho e o que não tinha num ponto lotérico.Não deu ponto.123456789101112131415161718192021222324252627282930313233Professor, o texto PONTOS é uma brincadeira polissêmica com a palavra ponto.Em uma narrativa ficcional, o autor cita diversos tipos de pontos (pontuação, ponto deônibus, lugar fixo, itens, características, etc.). A primeira leitura do texto poderá ser emvoz alta, para que o grupo perceba a ironia da história. Em seguida, cada aluno deverá
    • 39EstilísticaUnidade17ser convidado a ler silenciosamente e a investigar os prováveis sentidos da palavra ponto,empregada no texto em contextos diferentes.Neste momento chame a atenção dos alunos quanto à idéia cultural de que as mu-lheres “matronas” ao se casar e ter filhos desenvolvem a obesidade e tornam-se comonossas avós, tias, vizinhas... mais gordinhas.Professor, oriente o aluno a ler o texto novamente e a observar as diferentes situa-ções em que o autor emprega a palavra PONTO para que, em dupla, os alunos produzamum texto semelhante. Acrescente outras palavras ou deixe-os escolher, caso pensem emalguma palavra que proporcione maior facilidade à tarefa.37EstilísticaUnidade17Em casa a circunferência e os sete pontinhos. Resolveu pingar os pontos nos“is”. Melhor deixar uma viúva no ponto.De um ponto de ônibus mergulhou, de ponta-cabeça, na ponta de um táxi,ou de um ponto de táxi na ponta de um ônibus, é um ponto discutível. Entregouos pontos.VERÍSSIMO, Luis Fernando. O popular. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973, p.97-98.3435363738Texto 2PontoO ponto assinala a pausa de máxima duração.Quando separa períodos escritos na mesma linha, chama-se ponto simples.Quando separa períodos em linhas diferentes, chama-se ponto parágrafo.Quando termina um enunciado, chama-se ponto final.MARTINS, Dileta Silveira & ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português Instrumental.24aedição. Porto Alegre: Editora Sagra Luzzatto, 2003.Observe a definição dada ao PONTO em um manual teórico da Língua Portuguesa:b) Escolha os pontos que se refiram ao emprego e às regras da pontuação e destaque-os:Depois da leitura dos textos 1 e 2, você provavelmente ampliou a sua referênciasobre o conceito de ponto.a) Releia o texto 1 e sublinhe todas as palavras ponto utilizadas no texto.Em seguida, identifique o significado da cada palavra ponto, de acordo com o con-texto em que foi empregada e registre-o em seu caderno.Linha12(...)37Palavra PONTOpontoPonto pacíficoSignificadoInício, marca de começo, saídaPonto comum, aceito por todos(...)
    • 40AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula8Brincadeira dos pontos38AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula8Brincadeira dos pontosc) Explique: por que o autor relaciona a figura da circunferência à imagem de sua esposa?d) Comente a expressão que encerra o texto: “Entregou os pontos”.e) Quais são os tipos de ponto, segundo a norma de pontuação da Língua Portuguesa,mencionados no texto de Luis Fernando Veríssimo?f) O autor Luis Fernando Veríssimo faz uma brincadeira com a palavra ponto e seus di-ferentes significados, determinados pelo contexto. É possível experimentar o mesmojogo com outras palavras, arrisque. Escolha uma das palavras a seguir, relacione todosos significados que você associar a ela e faça um parágrafo empregando o máximo designificados diferentes para a mesma palavra.Cara Folha ÁguaAuxilie os alunos na produção de textos, sugerindo a produção de uma lista de pa-lavras correlatas, depois propicie a conversa sobre as diferentes definições e sentidos damesma palavra, para que todas as informações contribuam para a escrita do parágrafo.
    • Correção das atividadesUnidade 17 – Estilística
    • 43Aula 1Correção das atividades1) Espera-se que o aluno descreva detalhadamente os elementos presentes nas imagens ea associação dos figurinos aos estilos específicos de cada mulher.2) Como fazem parte da composição do figurino e de cada mulher retratada nas imagens,os adereços servem para reafirmar o estilo próprio: sobriedade, modismo, transgressão,desapego, exagero (respectivamente).3) Sim, é possível. As pessoas utilizam a aparência como vitrines para expor um poucode si e mostrar aos outros como querem ser vistas e aceitas. Com certeza há muitas infor-mações da personalidade da pessoa em sua opção por um etilo de vida, de figurino, delinguagem, de profissão, etc.4) A Executiva, a Patricinha , a Punk “doidona/esquisita”, a Nerd “normal” e a Perua(espalhafatosa).Atividade 1Aula 2Texto 1No título “Tempos Modernos”, tempo é a sociedade moderna: relacionamentos, hipocrisia,amor e desamor, fartura e miséria, valores e contradições desta sociedade. Sociedade fu-gidia que não observa o próprio tempo de fazer as coisas (tempo cronológico), de lembrardo passado, de alterar o presente, de planejar e desejar um futuro melhor, de reconstruiras lembranças. No trecho “o tempo voa amor”, tempo é a vida que passa, escorre pelasmãos e, por isso, é preciso vivê-la, se permitir.Texto 2No trecho “O tempo de amor”, tempo é o momento da emoção, do envolvimento, daesperança, da vida desejada.Atividade 1
    • 44CorreçõesAAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 3NomesSarita , Sarará, Sardas,Senfim, Serpentina, Silva.Atividade 1Aula 4A conceituação é livre, podendo o aluno definir corretamente ou escrever qualquer con-ceito que ele aproxime da palavra por sonoridade, estranhamento ou brincadeira.Atividade 1Aula 5Respostas: Pintava, pintou, pinturas, porém, permaneceu, Paris, porém, pois, pintar, pin-tando, pensava, pintar, procurando, pior, pelo, Procópio, primeiro, parar.Atividade 1VerbosSabe, será, ser, sacolejar,saçaricando, saboreando, sambar.AdjetivosSolteira.
    • 45EstilísticaUnidade17Aula 8b) Os alunos deverão recorrer ao texto para identificar e destacar as citações da pontuaçãoda Língua Portuguesa (linha 14).c) Os alunos deverão associar a esposa a uma mulher gorda, que lembre a imagem deuma circunferência.d) Espera-se que os alunos percebam a fuga do homem de sua casa, família e realidade.Entregar os pontos e desistir é, neste caso, fugir e deixar tudo pra trás.e) Ponto, ponto e vírgula, vírgula e ponto de interrogação.f) Resposta pessoal.Atividade 1a) Os alunos deverão identificar as ocorrências da palavra PONTO no texto e relacioná-las no caderno de Língua Portuguesa. Oriente os alunos a organizarem no caderno umquadro, linha a linha e acrescentarem o significado da palavra em cada contexto.Linha12(...)37Palavra PONTOpontoPonto pacíficoSignificadoInício, marca de começo, saídaPonto comum, aceito por todos(...)
    • GESTAR AAA5ATIVIDADES DE APOIO À APRENDIZAGEM 5ESTILÍSTICA, COERÊNCIA E COESÃOUNIDADE 18COERÊNCIA TEXTUAL
    • 49Aula 1Coerência no textoObjetivoCaracterizar a coerência em textos verbais.41Aula 1Coerência no textoAtividade 1Leia as frases 1, 2 e 3 e responda a seguir:1. O cão ladra e não morde.2. O livro recomendado já está esgotado, posto que foi publicado a menos de umasemana.3. As crianças devem ser castigadas se não forem obedientes.Você notou algo estranho na compreensão das frases acima? O quê?Todas as frases fazem sentido ao leitor? Por quê?Que palavra na frase 1 altera o sentido esperado do enunciado? Explique a sua resposta.Na frase 2 há uma informação improvável que confere ao texto um sentido estranho.Identifique esta informação e comente sobre a sua resposta.Qual é a razão para o estranhamento da frase 2? Explique.As frases 1, 2 e 3 revelam alguns problemas ao leitor, mas estes não são de naturezagramatical ou ortográfica. Qual é a dificuldade encontrada pelo leitor para construir sig-nificado à leitura das frases?Professor, nesta aula você irá provocar os alunos a pensarem sobre a coerência dotexto – relação de sentido – que permite a unidade dos textos.
    • 50AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 2Coerência em textos não verbaisObjetivoCaracterizar a coerência em textos não verbais.42AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 2Coerência em textos não verbaisAtividade 1Observe o texto de imagens a seguir e procure estabelecer uma seqüência para as imagensembaralhadas. Ao definir a ordem das imagens, enumere-as de 1a 7:Conheça um pouco mais sobre a autora Eva Furnari...A Bruxinha Atrapalhada é representativa da criação gráfico-visual da autora: suashistórias são mudas e breves, mas nunca deixam de significar; mostram seqüênciasricas, intercaladas de espaços vazios para que o leitor complete o seu sentido. Mes-mo sem o apoio da escrita, é constante a sugestão de movimento e sucessão entre osretângulos que compõem a estrutura narrativa. Os desenhos têm uma característicaestilizada e tanto podem denotar como conotar. Isso enriquece as historinhas aindamais. Três cores são exploradas nas histórias: o preto, o branco e o azul. Este últimopode sugerir profundidade, quando colocado como pano de fundo da história; apli-cado a um objeto, o azul suaviza as formas, abrindo-as e alterando-as. É o que acon-tece, por exemplo, com o chapéu, a torneira, o guarda-chuva, a tesoura, etc., ondeo real é desmaterializado e se transforma em imaginário. Estes objetos, em princípioinanimados, recebem toda uma carga dinâmica e todo um movimento proporcionadopela magia da bruxinha. Isso enche de significação a narrativa e valoriza os efeitosestéticos das imagens.( )( )( )Professor, oriente os alunos a procurarem as pistas (detalhes gráficos) dos quadrosdas imagens que auxiliem a construção da seqüência da história (um gesto, uma expres-são, um movimento, um objeto, etc.). Procure desenvolver a leitura compartilhada coma turma, em um exercício oral, conjuntamente com os alunos.
    • 51Coerência TextualUnidade1843Coerência TextualUnidade181) Quais foram as pistas que você encontrou nas imagens para ordenar os quadrinhos dahistória da Bruxinha Atrapalhada?2) Imagine que, na ordenação dos quadros, um aluno da turma tenha trocado os doisúltimos quadros da seqüência. Seria possível a seqüência? Por quê?3) Reconte a história que você colocou em ordem. A cada seqüência de quadros, marquea união das partes da história com as palavras-chave a seguir, destacando-as. A seguiralgumas sugestões:Então, logo depois, assim que, mais tarde, depois disso, nesse momento, por isso,porque, pois, mas, entretanto, portanto.( )( )( )( )Comente sobre a relevância da ilustradora para a produção nacional de livros infan-to-juvenis. Se possível, ilustre a fala com alguns exemplares de sua autoria que fizeremparte do acervo da biblioteca da escola.Professor, auxilie os alunos a atribuírem uma seqüência com sentido à história echame a atenção às palavras que estabelecem a relação entre as idéias e a coerência dasações ordenadas previamente.
    • 52AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula2Coerência em textos não verbais44AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula2Coerência em textos não verbaisAo finalizar a produção de texto, peça aos alunos que circulem as palavras-chaveutilizadas para ajudar na coesão (ligação das idéias) e melhorar a coerência (sentido entreas idéias) do texto narrado.
    • 53Aula 3Lendo tirinhasObjetivoCaracterizar a coerência em textos não verbais.45Aula 3Lendo tirinhasAtividade 1Leia a tira a seguir e observe a seqüência dos fatos:a) Qual é a relação existente entre o pensamento da Mônica e o poço onde ela joga amoeda?b) Cebolinha repete a atitude da Mônica, mas pensa em algo diferente. O que indica opensamento do Cebolinha?A leitura das revistas em quadrinhos é uma deliciosa opção de lazer. Enquanto sediverte com as traquinagens dos personagens, o leitor desenvolve algumas habilidades deleitura: seqüência de imagens e fatos, reconhecimento da linguagem coloquial e onomato-péica, ordenação dos fatos pela coerência das informações (texto e imagens), compreensãode textos e ganho na velocidade da leitura.
    • 54AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula3Lendo tirinhas46AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula3Lendo tirinhasc) Magali apresenta um movimento no quadrinho diferente do movimento da Mônica edo Cebolinha, registrado pelos traços gráficos que saem dos seus pés. Observe comatenção a atitude da Magali e relacione o seu pensamento à sua ação.d) É possível relacionar a atitude e o desejo de Magali à sua personalidade nas históriasda Turma da Mônica? Por quê?e) Observe que, na seqüência dos três quadros, o poço desloca-se para a esquerda,em relação ao leitor. O que esse movimento da imagem significa dentro da históriada tirinha?f) A partir das atitudes da Magali, é possível prever o que ela faria se aparecesse em umquarto quadrinho?Biografia ilustrada de Mauricio de SousaMauricio de Sousa nasceu no Brasil, em uma pequena cidade doestado de São Paulo, chamada Santa Isabel. Foi em outubro de 1935.Seu pai era o poeta e barbeiro Antônio Mauricio de Sousa. A mãe,Petronilha Araújo de Sousa, poetisa.Com poucos meses, Mauricio foi levado pela família para a vizinhacidade de Mogi das Cruzes, onde passou parte da infância. Outra parte foivivida em São Paulo, onde seu pai trabalhou em estações de rádio algumas vezes.Suas primeiras aulas foram no externato São Francisco, ao lado da Faculdade, nocentro de São Paulo. Mas depois continuou os estudos no primário e no ginásio, dividin-do-se entre as duas cidades.Enquanto estudava, trabalhou em rádio, no interior, onde também ensaiou númerosde canto e dança.E, para ajudar no orçamento doméstico, desenhava cartazes e pôsteres.Mas o seu sonho era se dedicar ao desenho profissionalmente.Chegou a fazer ilustrações para os jornais de Mogi. Mas queria desenvolver técnicae arte. Para isso, precisava procurar os grandes centros, onde editoras e jornais pudessemse interessar pelo seu trabalho.Professor, comente um pouco com os alunos sobre a Turma da Mônica e seus per-sonagens. Fale sobre o seu criador, Mauricio de Sousa, e sobre como ele se tornou umareferência das histórias em quadrinhos nacional e internacionalmente. Convide a turmapara ler outras tirinhas da Mônica e revistas de sua turma de amigos. Incentive a arreca-dação de gibis (revistas em quadrinhos) na comunidade e forme uma pequena “gibiteca”em sua sala. Promova o gosto pela leitura a partir das histórias em quadrinhos, pois essaspublicações não apenas são acessíveis aos leitores iniciantes como encantam aqueles quese aventuram na leitura.
    • 55Coerência TextualUnidade1847Coerência TextualUnidade18Pegou amostras do que já tinha feito e publicado e dirigiu-separa São Paulo em busca de emprego. Não conseguiu. Mas haviauma vaga de repórter policial no jornal Folha da Manhã. E Mauriciofez um teste para ocupar a vaga. E passou.Ficou cinco anos escrevendo reportagens policiais. Mas chegouum tempo em que tinha que decidir entre a polícia e a arte. Ficoucom a velha paixão.Criou uma série de tiras em quadrinhos com um cãozinho e seudono – Bidu e Franjinha – e ofereceu o material para os redatores daFolha. As historietas foram aceitas, o jornalismo perdeu um repórter policial e ganhouum desenhista.Esta passagem deu-se em 1959.Nos anos seguintes, Mauricio criaria outras tiras de jornal – Ce-bolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho – e páginas tipo tablóidepara publicação semanal – Horácio, Raposão, Astronauta – queinvadiram dezenas de publicações durante dez anos.Para distribuir esse material, Mauricio criou um serviço de redis-tribuição que atingiu mais de 200 jornais ao fim de uma década.Daí chegou o tempo das revistas de banca. Foi em 1970,quando Mônica foi lançada já com tiragem de 200 mil exemplares. Foi seguida, doisanos depois, pela revista Cebolinha e, nos anos seguintes, pelas publicações do ChicoBento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras.Durante esses anos todos, Mauricio desenvolveu um sistema de trabalho em equipeque possibilitou, também, a sua entrada no licenciamento de produtos.Seus trabalhos começaram a ser conhecidos no exterior e, em diversos países,surgiram revistas com a Turma da Mônica.Mas chegou a década de 80 e a invasão dos desenhos anima-dos japoneses.Mauricio ainda não tinha desenhos para a televisão. E perdeumercado.Resolveu enfrentar o desafio e abriu um estúdio de animação– a Black & White – com mais de 70 artistas realizando 8 longas-metragens. Estava se preparando para a volta aos mercados perdidos,mas não contava com as dificuldades políticas e econômicas do país.A inflação impedia projetos a longo prazo (como têm que ser as produções de filmessofisticados como as animações), a bilheteria sem controle dos cinemas que fazia eva-porar quase 100% da receita, e o pior: a lei de reserva de mercado da informática, quenos impedia o acesso à tecnologia de ponta necessária para a animação moderna.Mauricio, então, parou com o desenho animado e concentrou-se somente nashistórias em quadrinhos e seu merchandising, até que a situação se normalizasse. Oque está ocorrendo agora.Conseqüentemente, voltam os planos de animação e outros projetos.Observe com os alunos a relação existente entre o Poço dos Desejos e o balãode pensamento dos personagens. Questione os leitores sobre a possibilidade de haveros mesmos pensamentos se não houvesse o poço e vice-versa. Chame a atenção dosleitores para a placa que está na frente do poço e para o movimento das moedas nostrês quadros.Professor, procure chamar a atenção para o perfil dos personagens. Neste episódio,é fundamental aos leitores identificarem a característica de comilona e de esfomeada dapersonagem Magali.Comente com os alunos sobre a biografia de Mauricio de Sousa e proponha novasleituras. Você poderá repetir essa atividade com outras tirinhas sem texto que estão naúltima folha das revistas em quadrinhos da Turma da Mônica. É possível realizar muitosexercícios de leitura com a história em quadrinhos: desmontar a seqüência para os alu-nos reordenarem, retirar o texto dos balões para os alunos recriarem, propor um texto
    • 56AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula3Lendo tirinhas48AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula3Lendo tirinhasE, dentre esses projetos, após a criação do primeiro parque temático (o Parque daMônica, no Shopping Eldorado, em São Paulo, seguido do Parque da Mônica do Rio deJaneiro), Mauricio prevê a construção de outros, até mesmo no exterior.As revistas vendem-se aos milhões, o licenciamento é o mais poderoso do país,e os estúdios se preparam para trabalhar com a televisão.Existe também um projeto educacional ambicioso, onde se pretende levar a alfabe-tização para mais de 10 milhões de crianças.A Turma da Mônica e todos os demais personagens criados por Mauricio de Sousaestão aí, mais fortes do que nunca, com um tipo de mensagem carinhosa, alegre, des-contraída, dirigida às crianças e aos adultos de todo o mundo que tenham alguns minutospara sorrir, felizes.www.monica.com.br/mauricio/historico.htmAgora é a sua vez! Ao conhecer a biografia do criador da Turma da Mônica, vocêpoderá ler as revistas em quadrinhos com novas impressões sobre os personagens.Leia algumas histórias e comente-as com seus colegas em sala.diferente para um dos balões, imaginar a seqüência da história a partir da omissão deum ou mais quadros, etc.Outras atividades interessantes para a leitura das tirinhas são: a pesquisa sobrea vida e a obra de Mauricio de Sousa, a leitura de novas revistinhas, a montagem dagibiteca na sala de aula ou na escola e campanhas de doação e organização de acervode quadrinhos.
    • 57Aula 4O sentido do textoObjetivoIdentificar como se constrói a unidade de sentido nos textos.49Aula 4O sentido do textoAtividade 1Algumas vezes esquecemos de empregar a palavra mais adequada ao texto e não conse-guimos comunicar com precisão o que desejamos. Observe a seguir como ficou repletode “vazios” o texto de um jovem esquecido. Você deverá discutir com um colega de suaturma sobre qual seria a melhor palavra para completar o pensamento do jovem e auxiliá-lo a concluir a sua produção. Capriche!Os três caras do caminhão de mudança chegaram cedo, antes das oito. Começaram aembalar as coisas miúdas: louças, ________________ , discos, ________________.Disseram que já haviam feito mudanças ________________ sem quebrar nada. Minhamãe quis saber se a nossa ________________ era grande ou pequena.– A da senhora é ________________ – responderam. E foram lembrando: es-tavam na empresa há muito tempo, já viram de tudo. Uma vez precisaram de quatrocaminhões.– Como é que pode? Minha mãe ficou ________________.– A mudança da senhora cabe num caminhão só.Quando encontravam um copo trincado, mostravam:– É bom a senhora olhar, ver que já está assim.Meus irmãos ________________ a montar as caixas de papelão. Elas vinhamdobradas, presas umas nas outras. Na medida da necessidade, iam sendo abertas e mon-tadas. Depois de cheias e ________________ com fitas adesivas, eles escreviam: sala,banheiro, quarto de casal, etc.O caçula entrou dentro de uma ________________, um dos homens brincou:– Vou te fechar aí dentro e levar para o ________________.– Pode fechar – ele ficou todo animado.Meu outro irmão entrou em ________________.– Não precisa ter medo – minha mãe riu. – Eles não levam nada vivo.– E se ele adoecer? Insistiu.– Ninguém aqui vai morrer, garoto – garantiu um dos ________________, omais velho.VIANA, Vivina de Assis. O mundo é pra ser voado. São Paulo, Scipione, 2006, Adaptado.Nesta aula faremos uma atividade de reestruturação de um texto repleto de lacunas.A ausência de algumas palavras compromete a construção de sentido do texto. Portanto,as escolhas das palavras que completam o sentido, assim como o preenchimento daslacunas, ajudam os leitores a pensar e a compreender melhor o sentido do texto.
    • 58AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula4O sentido do textoOriente os alunos a preencherem as lacunas segundo o sentido da história. Paraisso, é preciso que o leitor faça uma leitura prévia do texto todo para, depois, durante areleitura, completar as lacunas da história. As palavras deverão ser deduzidas do contextoda história, seguindo as pistas que o próprio texto oferece.Professor, a atividade de completar lacunas possibilita ao leitor raciocinar sobre aseqüência lógica das informações do texto, sobre a construção de sentido entre as infor-mações e sobre a clareza das idéias. Faça outras atividades em sala para a reconstruçãode textos diversos: retire palavras ou frases completas, omita respostas ou perguntas, omitao título ou a introdução do texto e peça aos alunos para completarem as informações queestão faltando.
    • 59Aula 5A unidade das imagensObjetivoIdentificar como se constrói a unidade de sentido nos textos de imagens.50AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 5A unidade das imagensAtividade 1Alguns textos são compostos a partir da seqüência de palavras previamente escolhidas e or-ganizadas pelo autor. Outros textos, no lugar de palavras, apresentam ao leitor a seqüênciade imagens que, juntas e organizadas, constroem uma narrativa, uma história.Observe as imagens a seguir e organize-as para compor um texto narrativo cominício, meio e fim.( ) ( ) ( )( ) ( ) ( )Após a leitura atenta dos elementos das imagens, atribua uma numeração para aseqüência determinada por você ao reconstruir a narrativa.Com a narrativa organizada, reconte a sua história aos colegas, façam os ajustesque julgarem necessários.MACHADO, Juarez. Ida e Volta. São Paulo: Atual, 2002.Professor, as imagens desta aula foram selecionadas e retiradas do livro de imagensde Juarez Machado – Ida e Volta. Discuta com o grupo sobre qual seria a seqüência maisadequada para as imagens e construa uma unidade para o trecho da história representadopelas imagens desta atividade.
    • 60AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula5A unidade das imagens51Coerência TextualUnidade18O livro de Juarez Machado prevê uma seqüência de fatos, organizados em uma nar-rativa que o leitor reconhece a partir das imagens. Na atividade anterior, você encontroualgumas imagens e as ordenou, segundo os elementos gráficos que indicavam a idéia decausa e conseqüência dos fatos. Baseado na seqüência de acontecimentos escolhida porvocê, apresente as idéias de causa e conseqüência atribuídas às seis imagens:Causa ConseqüênciaImagemDiscuta com a turma sobre as questões a seguir e julgue-as como verdadeiras (V)ou falsas (F):a) ( ) O personagem pode ser um jogador de futebol em dia de decisão de cam-peonato.b) ( ) O personagem é um homem adulto, usa chapéu e tem um início de diatranqüilo.c) ( ) A história começa com a cena do chuveiro.d) ( ) A mesa posta indica que o personagem tomou o seu café da manhã com tran-qüilidade.e) ( ) A maçã na lata de lixo não tem qualquer relação com as ações do personagem.f) ( ) Além das imagens de cada cena, há outros indícios que contribuam para a orga-nização das imagens.g) ( ) A seqüência das imagens pode ser arbitrária, pois não há elementos gráficos eindicativos textuais que exijam uma ordenação específica.Agora, conte a sua versão da história de imagens para a turma e, depois, registreuma versão escrita da história que você criou.123456Peça aos alunos que busquem, durante a leitura, as pistas das ilustrações que per-mitem construir a seqüência da narrativa. Observe com eles a direção das pegadas, aausência de peças no guarda-roupa e no chapeleiro, a desordem das louças na mesa docafé, as folhas caindo da macieira e a semente da maçã na lata de lixo.Professor, discuta com o grupo sobre a leitura atenta das imagens. Oriente o gru-po a observar os seus detalhes e o que essas informações podem significar na história.Estimule a produção oral de reconto para as imagens. Na atividade de reconto, observea relação de sentido estabelecida entre as imagens e confira a organização dos fatos e ovocabulário empregado.
    • 61Aula 6Organizando idéiasObjetivoIdentificar como se constrói a unidade de sentido nos textos.52AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 6Organizando idéiasAtividade 1Leia o texto a seguir e observe a seqüência de fatos contada pelo narrador. Cada ação dopersonagem é seguida por outras ações ou comentários.Texto 1Para testar, coloco a mão direita espalmada sobre o espelho. Como era de se esperar,ele, ao mesmo tempo, vem com sua mão esquerda, encostando-a na minha. Sorrio paraele e ele para mim.Quando volto a olhá-lo no rosto, vejo assombrado que ele continua a sorrir. Como,se agora estou absolutamente sério? Um calafrio me corre pela espinha, arrepiando apele: há alguém vivo dentro do espelho! Puxo a mão com cuidado, descolando-a doespelho. Em vez da outra mão se afastar, ela vem para fora, presa à minha. Recuo umpasso, sempre a puxar a figura do espelho, até que ela se destaque de todo, já dentrodo meu quarto, e fique à minha frente, palpável, de carne e osso, como outro meninoexatamente igual a mim...SABINO, Fernando. O menino no espelho. São Paulo: Record, 52aedição, 1998.Agora, sem retornar ao texto, reorganize a seqüência dos acontecimentos do texto1 que estão embaralhados abaixo:( ) recuo um passo,( ) puxo a mão com cuidado, descolando-a do espelho.( ) e fique à minha frente, palpável, de carne e osso,( ) sorrio para ele e ele para mim.( ) um calafrio me corre pela espinha, arrepiando a pele: há alguém vivo dentro doespelho!( ) quando volto a olhá-lo no rosto, vejo assombrado que ele continua a sorrir.( ) em vez da outra mão se afastar, ela vem para fora, presa à minha.( ) como outro menino exatamente igual a mim...( ) sempre a puxar a figura do espelho,( ) para testar, coloco a mão direita espalmada sobre o espelho.( ) já dentro do meu quarto,( ) até que ela se destaque de todo,( ) como era de se esperar, ele, ao mesmo tempo, vem com sua mão esquerda,encostando-a na minha.( ) como, se agora estou absolutamente sério?Professor, nesta aula os alunos farão a reorganização de dois textos: um trecho do livroO menino no espelho e um texto biográfico sobre o autor Fernando Sabino. Procure auxiliá-los na busca de pistas do texto que possibilite a reordenação dos fatos e das informações.Peça aos alunos para cobrirem o texto 1, enquanto realizam a atividade, para evitarqualquer tentativa de copiar o texto original.
    • 62AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula6Organizando idéias53Coerência TextualUnidade18Para dificultar um pouco mais, a seguir está um texto embaralhado que você deverácolocar em ordem com a ajuda de algum colega.Atenção! Como não há o texto original para a primeira leitura, busque, nas infor-mações embaralhadas, algumas pistas para a seqüência de idéias.Lembre-se: para que um texto tenha sentido, é preciso organizar as suas informaçõese torná-las compreensíveis e claras.O cão e a máscara( ) o cão farejou-a e,( ) disse; mas não tem miolos.( ) encontrou um cão uma máscara:( ) reconhecendo o que era, desviou-se com desdém.( ) era formosíssima, e de cores tão belas quão animadas;( ) A cabeça é de certo bonita,( ) Procurando um osso que roer,MoralidadeSobram neste mundo cabeças bonitas, porém desmioladas que só merecem desprezo.http://virtualbooks.terra.com.brDepois de organizar o texto, crie um título para apresentar o texto ao leitor. Emseguida, reescreva-o, já organizado, e confira a sua montagem com o texto dos outroscolegas.Texto 2Depois do aquecimento dos alunos com o primeiro exercício, você deverá introduziro texto 2 e desafiá-los para a montagem do texto sem a leitura prévia. Se for possível, otexto poderá ser reproduzido e recortado, para ser entregue em tiras separadas aos alunosque deverão montar concretamente as peças do “quebra-cabeça textual”.Professor, a seguir você tem a organização adequada do texto da fábula. Estimuleos alunos a investigarem as pistas presentes no texto que permitem construir as relaçõesde causa e conseqüência.O cão e a máscaraProcurando um osso que roer, encontrou um cão uma máscara: era formosíssima e decores tão belas quão animadas; o cão farejou-a e, reconhecendo o que era, desviou-secom desdém.A cabeça é de certo bonita, disse; mas não tem miolos.
    • 63Coerência TextualUnidade18MORALIDADE: Sobram neste mundo cabeças bonitas, porém desmioladas que sómerecem desprezo.Enquanto os alunos estiverem organizando o Texto 1, você deverá auxiliá-los a pro-curar, dentro dos enunciados, pistas que apontem para a coerência das idéias. Orientarquanto à seqüência cronológica, das informações de nascimento, escolaridade e profis-sionalização do autor.Já para organizar o Texto 2, será preciso observar a própria frase, o sentido das afir-mações e a relação dessas com a moralidade do texto.Depois de organizar o texto, a dupla deverá reescrevê-lo para verificar se as opçõesforam as melhores e, então, ler o texto para a turma. Juntos, os alunos deverão observara seqüência que tiver maior clareza e, por fim, você deverá ler para a turma o texto bio-gráfico na íntegra.
    • 64AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 7As pistas da coerênciaObjetivoAnalisar a construção da coerência em textos.54AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 7As pistas da coerênciaAtividade 1Observe as imagens a seguir:Texto 1a) O que é possível compreender no texto 1?Texto 2A leitura das duas imagens permite construir algumas idéias a respeito das “pistas”(informações) sobre cada cena.b) Quais são as possíveis relações existentes entre o texto 1 e o texto 2?Para iniciar a aula, peça aos alunos que observem as imagens e procurem indíciosque possibilitem compreender a imagem e o seu contexto de origem (sócio-histórico).
    • 65Coerência TextualUnidade1855Coerência TextualUnidade18c) O que acrescentaria à leitura do texto 1 a informação da legenda que acompanha afoto:Suécia, 15/03/2004 - Pessoas que esperavam por trens na capital da Suécia, Estocolmo,também prestaram homenagem às vítimas do atentado terrorista em Madri, Espanha.d) Algumas informações da legenda modificam a idéia do leitor quanto ao contexto dasimagens. Que “pistas” o leitor encontra no texto 1 que confirmam a legenda?e) A partir da legenda do texto 1 é possível construir novas associações entre as duasimagens? Por quê?f) Durante a leitura de imagens, muitas informações são construídas pelo conhecimentoque o leitor tem do assunto e do mundo que o cerca. Relacione a imagem do texto 2às informações que você tem do seu bairro, da sua cidade ou do país.Professor, as imagens dos textos 1 e 2 são relacionadas ao atentado terrorista que abaloua Espanha em 11 de março de 2004. O atentado teve repercussão tanto na imprensatelevisiva como nos jornais impressos do mundo todo, quando publicaram fotos e depoi-mentos das vítimas. Sem a contextualização, as imagens podem ser associadas a outrosmomentos da história como também a conflitos e cenas da realidade de muitas comuni-dades. Sendo assim, os alunos deverão fazer associações livres das imagens e construirinferências sobre o que vêem.
    • 66AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 8Contexto e coerênciaObjetivoAnalisar a construção da coerência em textos.56AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 8Contexto e coerênciaTexto 1Atividade 1Ao ler um texto, o leitor constrói, realiza muitas previsões sobre o conteúdo da leitura,assim como supõe informações que não aparecem expressas no texto.Leia o Texto 1 e responda as questões a seguir:Texto 2A primeira noite ele conheceu que Santina não era moça. Casado por amor, Bento sedesesperou. Matar a noiva, suicidar-se, e deixar o outro sem castigo? Ela revelou que,havia dois anos, o primo Euzébio lhe fizera mal, por mais que se defendesse. De ver-gonha, prometeu a Nossa Senhora ficar solteira. O próprio Bento não a deixava mentirtestemunha de sua aflição antes do casamento. Santina pediu perdão, ele respondeu queera tarde – noiva de grinalda sem ter direito.TREVISAN, Dalton. Cemitério dos elefantes. Rio de Janeiro: Record, 1994.Professor, durante a leitura do Texto 1, estimule os alunos a perceberem os elementosda imagem que contribuem para uma leitura diferenciada: as expressões de felicidade, aroupa sofisticada, o aspecto jovial e moderno dos personagens e a impressão transmitidapelos noivos de absoluta satisfação com o casamento.
    • 67Coerência TextualUnidade1857Coerência TextualUnidade181) Observe os textos 1 e 2 e indique aspectos que sejam comuns aos dois.2) Em sua primeira leitura, foi possível perceber que o texto 2 fala a respeito de uma uniãocasual ou de um casamento? Por quê?6) O que representa a fala de Bento “noiva de grinalda sem ter direito”? Como foi possívelchegar a essa conclusão?3) O que significa a expressão “Primeira noite” no texto 2? Justifique a sua resposta a partirdas informações do próprio texto.4) Segundo o narrador, por que o personagem Bento se desespera? O que essa atitudepode demonstrar com relação à personalidade do personagem?5) Por que, dentro da narrativa, matar a noiva é uma consideração natural?A palavra mal pode ter diferentes significados, dependendo do contexto em que éempregada:O homem passou mal no trem.O mal estar foi geral no departamento de compras.A recepcionista foi mal educada com os clientes.7) No texto 2, ela foi empregada com um sentido próprio ao texto. Explique qual é o sig-nificado dessa palavra no trecho “o primo Euzébio lhe fizera mal”. Indique quais foramas “pistas” que o texto ofereceu ao leitor para que construísse essa interpretação.8) Na sociedade ocidental, os casamentos religiosos prevêem alguns compromissos e regraspor parte dos noivos. Compare os dois textos e analise a imagem de casamento queambos retratam ao leitor. Como você definiria cada um dos casamentos, considerandoo ambiente cultural das cidades e da atualidade.Professor, durante a leitura do Texto 2, sinalize aos alunos, por meio de perguntasexploratórias do texto, qual é a cena narrada no trecho da obra e quais referências sãodadas ao leitor para a reconstituição da história: padrões de comportamento, culpa dospersonagens, as reações, as sensações, os julgamentos, os valores que, implícitos no texto,exercem papel importantíssimo para a compreensão da leitura.Durante as atividades de compreensão da leitura e de investigação da coerênciadas informações veiculadas pelo narrador, estimule os alunos a pensarem além do texto,possibilite novas inferências a todo instante da realização do exercício, provoque a argu-mentação e a exemplificação dos leitores para fundamentar as impressões proporcionadaspela leitura dos Textos 1 e 2.Professor, após a leitura dos Textos 1 e 2, proponha aos alunos a produção de umtexto argumentativo sobre o casamento, a partir das discussões realizadas em sala a respei-to das concepções diferentes de casamento, as religiões e as expectativas dos ambientesculturais diferentes quanto à união matrimonial.
    • Para facilitar a produção, peça a cada aluno que escreva uma idéia sobre o casa-mento:Do ponto de vista de um homem machista;Do ponto de vista de um homem mais velho da cidade;Do ponto de vista de um homem jovem da cidade;Do ponto de vista de um homem mais velho do meio rural;Do ponto de vista de um homem jovem do meio rural;Do ponto de vista de um homem divorciado;Do ponto de vista de um homem solteirão;Do ponto de vista de um homem traído;Do ponto de vista de um homem religioso;Do ponto de vista de uma mulher feminista;Do ponto de vista de uma mulher frágil e dependente;Do ponto de vista de uma mulher solteirona;Do ponto de vista de uma mulher jovem da cidade;Do ponto de vista de uma mulher mais velha da cidade;Do ponto de vista de uma mulher jovem do meio rural;Do ponto de vista de uma mulher mais velha do meio rural;Do ponto de vista de uma mulher divorciada;Do ponto de vista de uma mulher religiosa; etc.Os pontos de vista diferenciados são interessantes para construir no aluno um olharmais amplo sobre o assunto e um distanciamento de sua percepção individual. Para aconstrução do texto, junte as idéias e faça no quadro uma produção coletiva, resgatandoo conceito de coerência e continuidade das informações do texto final.
    • Correção das atividadesUnidade 18 – Coerência Textual
    • 71Aula 1Correção das atividades- É esperado que os alunos percebam a incoerência, ou seja, a falta de sentido nasfrases.- Não. Porque o leitor não reconhece sentido. Quando se lê O cão ladra, espera-se ler, emseguida, morde; quando se lê O livro recomendado já está esgotado, espera-se ler, emseguida, posto que foi publicado há mais de uma semana; ao se ler As crianças devemser castigadas, espera-se ler se forem obedientes.- A palavra não. Justamente porque nega a informação esperada pelo autor.- Um livro, muito provavelmente, não poderia ficar esgotado em menos de uma semanadepois de publicado.- O prazo muito curto para que o livro estivesse esgotado.- A falta de sentido entre a informação da primeira frase, a expectativa do leitor e a infor-mação apresentada na segunda frase.Atividade 1Aula 21) A seqüência cronológica dos acontecimentos: a bruxa carregando o vaso, o vaso cain-do, os cacos do vaso, a mágica, o aparecimento da vassoura, a varrida para debaixo eatrás da folha e o disfarce.2) É importante que os alunos percebam a ironia presente no quadro. Ao varrer os ca-cos, a Bruxinha os joga para debaixo e atrás da folha, satirizando um comportamentohumano semelhante a este que é o de varrer a sujeira para debaixo do tapete. Se osquadros forem invertidos, não haverá relação entre a atitude da bruxa e a sua expressãode disfarce e ironia.Atividade 1
    • 72AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorCorreçõesAula 3a) Espera-se que os alunos percebam a relação de desejo. Ao jogar a moeda, Mônicapresume que o seu desejo de ter um urso irá se concretizar.b) Indica que cada um projeta no Poço dos Desejos a sua intenção, a realização do pró-prio desejo.c) Enquanto Mônica e Cebolinha jogam as suas moedas dentro do Poço dos Desejos, ostraços indicam o movimento das moedas caindo. Magali retira do Poço dos Desejos as mo-edas dos amigos para realizar os seus diferentes desejos, todos relacionados à comida.d) Espera-se que os alunos associem a atitude da Magali ao desejo incontrolável de co-mer, sem imprimir julgamento moral sobre o fato de a personagem retirar as moedas dopoço, furtá-las, uma vez que não há associação entre essa ação e o seu comportamentono grupo.e) Significa que os personagens se originam de locais diferentes, por isso, passam diantedo poço por lados contrários.f) Espera-se que os alunos suponham que ela, provavelmente, aparecesse comendo osdoces desejados.Atividade 1Aula 4garrafas, livros, enormes, mudança, média, pasma/assustada, ajudavam, armadas/arru-madas, fechadas, caixa, caminhão, desespero, homens.Atividade 1
    • 73Coerência TextualUnidade18Aula 5Seqüência: 4, 5, 6, 3, 2 e 1.Atividade 1CausaTomar banhoVestir-seTomar café da manhãPegar o chapéuPegar uma maçãComer a frutaImagem( 1 )( 2 )( 3 )( 4 )( 5 )( 6 )ConseqüênciaDirigir-se ao guarda-roupaSair do quartoSair da mesaSair de casaBalançar a macieiraJogar a semente na lixeiraSeqüência: F, V, V, V, F, F, F.a) Falsa – usa sapato, chapéu e não apresenta nenhuma referência ao futebol.b) Verdadeira – são informações apresentadas como o sapato, a chapeleira e a mesa.c) Verdadeira – o chuveiro pode iniciar a história, pois os pés estão descalços.d) Verdadeira – sim, pois ele comeu e bebeu sentado à mesa, sem aparente correria.e) Falsa – a semente jogada no lixo é da maçã apanhada da árvore na cena anterior.f) Falsa – as imagens são as marcas textuais para a leitura.g) Falsa – Não. Os passos indicam uma única direção, e os elementos que comprovama seqüência são: o guarda-roupa seguido da chapeleira, da mesa, da árvore, do caroçoe do chuveiro.
    • 74AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorCorreçõesAula 6recuo um passo,puxo a mão com cuidado, descolando-a do espelho.e fique à minha frente, palpável, de carne e osso,sorrio para ele e ele para mim.um calafrio me corre pela espinha, arrepiando a pele: há alguém vivo dentro do espelho!quando volto a olhá-lo no rosto, vejo assombrado que ele continua a sorrir.em vez da outra mão se afastar, ela vem para fora, presa à minha.como outro menino exatamente igual a mim...sempre a puxar a figura do espelho,para testar, coloco a mão direita espalmada sobre o espelho.já dentro do meu quarto,até que ela se destaque de todo,como era de se esperar, ele, ao mesmo tempo, vem com sua mão esquerda,encostando-a na minha.como, se agora estou absolutamente sério?Atividade 19713364814101121125
    • 75Coerência TextualUnidade18Aula 7a) As mãos dispostas como estão sugerem ao leitor a imagem de uma manifestação. Coma presença da palavra PAZ, subentende-se que seja uma manifestação pacífica.b) É possível que os alunos associem a PAZ solicitada na imagem 1 à solidão e à tranqüi-lidade mostradas na imagem 2.c) Acrescentaria um contexto histórico-social para que o leitor possa entender melhorem que situação a imagem foi produzida e quais eram as intenções presentes em seuconteúdo.d) A faixa evocando PAZ.e) Antes de mais nada, é preciso associar à manifestação em prol da PAZ as informaçõessobre o atentado terrorista sofrido pela Espanha e parte da Europa em 2004. Como osprimeiros e maiores ataques foram realizados nas estações de trens e metrôs do país, aimagem 2 muda o seu sentido quando atrelada ao contexto. A quietude na estação é re-sultado da desconfiança e do medo em conseqüência dos ataques à bomba.f) Espera-se que os alunos pensem a respeito da situação de medo e de desconfiançada população em relação à segurança. Neste momento, é importante que os alunos sereportem para o contexto onde vivem para que a leitura os ajude a refletir sobre a suaprópria realidade.Atividade 1
    • Aula 81) Espera-se que o aluno perceba o contexto de casamento e núpcias presente nos doistextos.2) Espera-se que os leitores percebam no texto as informações de época que caracterizama união de Santina e Bento como um casamento, para o qual a moça deveria ter garantidoa virgindade.3) Significa a noite de núpcias do casal. No texto fica claro que será a primeira noite docasal, para a qual era esperada a perda da virgindade da mulher amada.4) Para o personagem Bento, como era comum aos homens de sua época, início do séculoXX, as moças deveriam chegar à noite de núpcias ainda virgens, pois isto seria uma provaevidente de lealdade, dignidade e de amor ao marido.5) Para o contexto da história, no início do século XX, matar a mulher é uma considera-ção absolutamente natural, uma vez que esta ofensa chega a ser uma “desonra” e, paraquem deseja recobrá-la, este era um procedimento de caráter firme, honra e de coragemdo marido traído.6) A grinalda em nossa cultura representa virgindade e pureza da moça noiva. Uma vezque se case de grinalda e branco, espera-se pureza e virgindade, o que, nos dias de hoje,não tem mais a mesma credibilidade e/ou finalidade.7) Esta expressão é comum ainda hoje no interior do país ou mesmo entre as pessoas maishumildes e designa tirar a virgindade.8) Resposta pessoal.Atividade 1
    • GESTAR AAA5ATIVIDADES DE APOIO À APRENDIZAGEM 5ESTILÍSTICA, COERÊNCIA E COESÃOUNIDADE 19COESÃO TEXTUAL
    • 79Aula 1As marcas do textoObjetivoEmpregar elementos lingüísticos em função coesiva.61Aula 1As marcas do textoVocê já parou para pensar sobre quais são as palavras e expressões utilizadas que demons-tram ao leitor a ligação existente entre as idéias apresentadas no texto?Quando falamos ou escrevemos utilizamos várias palavras e expressões para juntaras nossas idéias e garantir a compreensão de quem nos escuta ou lê.Para ter certeza e comprovar essa afirmação, você participará de uma brincadeiramuito divertida: a construção de uma história maluca.Atividade 1Você já participou da invenção de uma história maluca? Se não participou, agora chegoua sua vez!Junto com os seus colegas, você criará uma história muito divertida e curiosa a partirdas fichas de imagens entregues pelo professor.Assim que você receber a sua ficha, observe-a com atenção e não possibilite que ocolega do lado veja a sua imagem.Em seguida, tenha atenção às orientações do professor e divirta-se.É dada a largada!1. o professor irá selecionar um aluno para iniciar a história e, enquanto cada alunoestiver inventando a sua parte na história, os demais não poderão interferir;2. se for necessário, peça ao professor uma pista para o início da história;3. acompanhe a seqüência da história e observe se os seus colegas estão construindoum texto com sentido;4. peça ao professor para retomar a seqüência da história sempre que for preciso;5. para garantir a história maluca, é preciso que a escolha dos alunos seja aleatória atéa última ficha;6. a história será construída oralmente, porém alguém do grupo deverá ser escolhidopara fazer o registro no quadro negro;7. o professor poderá estimular a turma a repensar sobre as palavras que garantem aligação entre as idéias de cada aluno, por isso, fique de olho no texto para que a suahistória não perca o sentido;8. ajude os seus colegas a substituírem as palavras ou expressões que julgarem desne-cessárias;9. para terminar a história maluca, confira se o texto apresenta início, desenvolvimentoe fim, e se as idéias inventadas fazem sentido;10. terminada a história, crie um título e registre-a em seu caderno.Professor, nesta aula você irá provocar os alunos a pensarem sobre a ligação (coesão)existente entre as idéias do texto. Para isso, eles construirão um texto oralmente, com oregistro simultâneo no quadro negro feito por um dos alunos. Durante a elaboração dotexto, a sua interferência será essencial para a construção de sentidos coerentes e paraa escolha adequada dos conectivos que garantirão a coesão do texto. Como material de
    • 80AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula1As marcas do textoapoio, você precisará de uma imagem ou foto de revista ou jornal para cada aluno. Recorteas imagens e, de preferência, cole-as em um pedaço de papel cartão ou cartolina, paraque seja criada uma ficha mais resistente que possa ser utilizada em outras atividades.Distribua uma ficha para cada aluno e recomende a análise detalhada da imagem.Explique que o jogo consiste em elaborar uma história a partir das imagens que cadaaluno tem em mão. Você poderá oferecer uma pista aos alunos para dar início à história:“Era uma vez...” Contudo, a estratégia do jogo é garantir a seqüência das idéias e a boarelação entre as partes do texto: a coesão. Para isso, acompanhe a produção oral do textodiscutindo com os alunos a melhor opção de conectivos para ser empregada na narrativae a seqüência das idéias (a coerência). Então, comece o jogo.Professor, oriente os alunos a copiarem a história com letra legível e de forma espa-çada, para a realização da atividade prevista na segunda aula.
    • 81Aula 2Pistas da coesão do textoObjetivoIdentificar elementos lingüísticos em função coesiva.62AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 2Pistas da coesão do textoAtividade 1Retome o texto produzido na brincadeira da história maluca e releia a história inventadapor você e seus colegas a partir das imagens entregues pela professora.Faça uma leitura da história maluca em voz alta, junto com a turma, e identifiqueo trecho da história inventado por você.Sublinhe a parte da história que foi de sua autoria e aguarde que os colegas tambémidentifiquem as suas respectivas partes.Em voz alta, cada aluno deverá ler, na seqüência da história, apenas a parte queinventou, enquanto o professor realizará a leitura das palavras e expressões responsáveispela junção das idéias dos alunos.Após a leitura do professor, circule, com um lápis ou caneta vermelha, as palavrase expressões responsáveis pela ligação das idéias de cada aluno.Agora, faça uma lista das palavras circuladas no texto e confira com os colegas ecom o professor se não ficou alguma palavra ou expressão sem ser destacada.Relacione em seu caderno as palavras circuladas e escolha um(a) aluno(a) para fazeruma dupla de trabalho com você.Em dupla, vocês receberão três imagens (fichas de imagens) do professor e deverãoproduzir um texto a partir delas.Atenção! Nessa história você deverá empregar as palavras circuladas na históriamaluca e relacionadas na lista.Quando a história da dupla estiver pronta, leia-a para a turma e faça um mural emsala com as novas histórias malucas.Observe com os seus colegas que, apesar das palavras de ligação entre as idéiascoincidirem, as histórias foram completamente diferentes e inéditas.Realize uma leitura em voz alta do texto com a turma. Em seguida, solicite que cadaaluno identifique, durante a leitura, a sua parte na história.
    • 82AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula2Pistas da coesão do textoProfessor, enquanto realizar a leitura dos conectivos do texto, chame a atenção daturma para os alunos responsáveis pelas duas partes ligadas no texto. Além disso, comentecom os alunos sobre a relação de sentido que as palavras e expressões conectivas atri-buem às idéias do texto (causa, conseqüência, conclusão, explicação, finalidade, adição,temporalidade, localização, freqüência, etc.).Auxilie os alunos a construírem a nova história, alimentando o repertório vocabular,sugerindo possíveis conectivos e oferecendo pistas para a seqüência da história. Enquantoos alunos estiverem produzindo os seus textos, circule entre as mesas e acompanhe deperto o processo de criação e de escrita de cada dupla.
    • 83Aula 3Com a ajuda de uma lupaObjetivoIdentificar a coesão em textos.63Aula 3Com a ajuda de uma lupaVocê já brincou com uma LUPA antes?LUPA S.f. (fr. loupe) 1. Opt. Lente simples ou composta empregada como instrumentoóptico de ampliação; microscópio simples.FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa.3aed. Revista e ampliada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.Experimente uma brincadeira imaginária...Utilize uma LUPA imaginária para ler o próximo texto: notícia de jornal ou de revista.Se esta é a sua primeira experiência com a leitura ampliada pela LUPA imagináriado leitor, aproveite!Ao ler a notícia a seguir, você deverá observar com muita atenção as informaçõespresentes no texto e, principalmente as palavras escolhidas pelo jornalista para ligar asinformações de sua notícia.Mãos à obra!Estudo liga desemprego a roubosUm estudo inédito mostra que o aumento do desemprego na cidade de São Pau-lo fez crescer os chamados “roubos de trânsito” – cometidos contra vítimas que sãopedestres, motoristas e passageiros.Dos crimes estudados (entre eles roubo, furto e assassinatos) esse tipo é o que maissofre influência quando cresce o número de desempregados.O estudo diz que o desemprego explica 85% da variação dos ataques emcarros. Caso o desemprego e o roubo crescessem sempre na mesma proporção, oíndice seria de 100%.A leitura de revistas e jornais é um excelente recurso para o trabalho com as mar-cas coesivas em sala de aula, pois as referências textuais de tempo, local, datas e outrasexpressões do contexto desempenham a função de costurar o texto, funcionando comorecursos coesivos que compõem a coesão textual.
    • 84AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula3Com a ajuda de uma lupa64AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula3Com a ajuda de uma lupaAtividade 1Depois da leitura, circule no próprio texto algumas palavras utilizadas pelo autor da notíciapara relacionar uma informação à outra.A pesquisa feita pelo Fórum Permanente Universidade-Empresa, fundação ligada àUnicamp, em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, constatou tam-bém que a queda da renda faz aumentar o total de furtos.A explicação seria que o desemprego provoca um deslocamento social mais intenso,que produz comportamento mais violento, como o roubo, que se diferencia do furto poruso da violência.Não foi encontrada relação entre desemprego e assassinatos e seqüestros.Folha de São Paulo, 04 de abril de 2004.Em seguida, compare, com os colegas da turma, as palavras que foram destacadase, com o seu professor, você poderá conferir todas as palavras empregadas no texto paraunir as informações.Agora, imagine que você apresentará as informações do texto “Estudo liga desempregoa roubos” a colegas de outra turma. Para tanto, faça uma relação das palavras destaca-das por você e por seus colegas em sala e procure utilizá-las para recontar as principaisinformações do texto lido.ImportanteGuarde a sua LUPA imaginária para a leitura atenta de outros textos e procuresempre percorrer os caminhos que o autor utilizou para relacionar as suas idéiase, ainda, observe as palavras empregadas nestas situações, pois você poderá acres-centá-las à sua lista.Professor, vamos apresentar aos alunos uma prática de leitura mais atenta e investi-gativa quanto às informações contidas nos textos. A analogia com a LUPA foi simbólica,pois ao ver ampliadas as marcas textuais pode-se compreender melhor o que se lê e oque se conhece a respeito do assunto tratado no texto.Portanto, procure estimular o olhar atento de seus alunos nesta aula e em diferentesoutras práticas de leitura que realizarem em sala.Como diferentes respostas poderão aparecer, peça aos alunos para identificaremcomo a palavra encontrada estabelece ligação no texto e quais são as partes relacionadaspela palavra em destaque. Caso os alunos tenham dificuldade no início da tarefa, releiao texto vagarosamente com eles e ajude-os a perceber durante a leitura que há palavras eexpressões responsáveis por retomar a informação e relacionar as partes do texto.
    • 85Coesão TextualUnidade19Professor, aproveite a sugestão do último exercício e peça aos alunos para divulgaremem outras salas de aula as notícias lidas em sala por eles. Para essa atividade, eles poderãofazer resumos das notícias lidas e reorganizá-las com a ajuda das palavras-chave.
    • 86AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 4Relacionando imagensObjetivoIdentificar como se constrói a unidade de sentido nos textos de imagens.65Aula 4Relacionando imagensAtividade 1Você já conhece a personagem Mônica, das revistinhas da Turma da Mônica?Sabe qual é a principal característica da Mônica? Isso mesmo... Ser a BRIGONA da rua!Se mexerem com o seu coelhinho, a menina fica muito furiosa, principalmente comos meninos.Observe as imagens da tira em quadrinhos da Turma da Mônica a seguir e procureordenar a seqüência da história.(1) (2) (3)( ) ( ) ( )a) Depois que você determinou a ordem dos quadrinhos, identifique quais informaçõesna imagem da tirinha possibilitaram a sua ordenação dos fatos.b) Você percebeu alguns recursos gráficos utilizados pelo desenhista que ofereçam aoleitor a idéia de continuidade da tirinha? Quais?c) A imagem do Cebolinha com a mão no queixo antecipa ao leitor alguma informaçãoda tirinha?d) O movimento e a expressão no rosto da Mônica provocam alguma reação no Ceboli-nha. Justifique essa reação e relacione esse quadrinho com os demais.e) Quais são as informações dos quadrinhos que permitem ao leitor reconhecer as trêscenas como partes de uma mesma história?Professor, oriente os alunos a relacionarem as informações presentes nas imagensda tirinha, assim como a seqüência narrativa desta. Para a conexão das idéias, provoqueuma discussão oral em sala e estimule a percepção dos possíveis conectivos que podemser empregados na construção do texto narrativo sobre as imagens.
    • 87Coesão TextualUnidade19Professor, no item a, chame a atenção dos alunos para a questão temporal e a se-qüência de ações da história. Esses elementos são muito importantes para a construçãoda narrativa.
    • 88AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 5Palavras que colam idéiasObjetivoIdentificar como se constrói a unidade de sentido nos textos utilizando elementosde coesão.66AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 5Palavras que colam idéiasAtividade 1Na Aula 4, você leu e buscou pistas nas imagens da tirinha que possibilitassem a melhorcompreensão da história.Agora, você deverá, em dupla com um colega de classe, construir um texto escritoque conte a história da tirinha do Cebolinha, personagem da Turma da Mônica, analisadana aula anterior.Preste muita atenção: em seu texto é essencial que apareçam as palavras que você temestudado e que funcionam como “colas” entre as partes de um texto. Procure colar cadaidéia na outra com a palavra mais adequada às idéias que você e sua dupla tiverem.Dicas: então, por isso, mas, e, porém, porque, depois, assim, logo, portanto, umdia, em seguida, etc.Em caso de dúvida ou ainda para a escolha de palavra diferente das utilizadas atéentão, recorra ao seu professor e peça uma orientação.Agora que o texto da sua dupla já ficou pronto, leia-o em voz alta para o seu colegaou deixe-o ler para você. Observe se as palavras escolhidas estão bem ajustadas ao textoe compartilhe a sua história com o restante da turma.Nesta aula daremos continuidade ao exercício de identificação dos elementos decoesão de uma narrativa. Ajude o seu aluno a resgatar as informações veiculadas emoutras aulas sobre a mesma temática e relacione as atividades aqui propostas à práticado dia-a-dia: leitura de livro didático, leitura de manuais e informativos escolares, pro-
    • 89Coesão TextualUnidade19dução de pequenos textos em exercícios didáticos e em outras diferentes atividades delinguagem.Professor, retome com os alunos a leitura da tirinha da aula anterior e peça à turmaque reconte oralmente a seqüência das ações do Cebolinha. Em seguida, oriente-os afazê-lo por escrito, utilizando as palavras-chave sugeridas no quadro como apoio para aseqüência das idéias do texto. Auxilie os alunos no momento da produção textual, percorraa sala acompanhando a escrita e a busca de coerência e coesão ao texto.Faça comentários breves e gerais a todos os textos, tendo como foco a coesão e acoerência. Não espere que grandes intervenções com falas prolongadas possam fazer adiferença no momento da aula, procure realizar uma boa síntese em breves comentáriosque instiguem o aluno a pensar seu texto e ensinem a se comunicar utilizando a escritaem diversas situações.ImportanteForam criadas diferentes versões da história sobre a mesma “Tirinha” e, em cada história,os autores utilizaram uma seleção própria de conectivos para juntar as suas idéias.Aproveite para ampliar a sua lista de palavras que relacionam as idéias do texto,os conectivos. Escreva-as no quadro e crie cartazes de fixação destas palavras-cha-ve para que os alunos possam conviver com as novas referências textuais sempreexpostas em sala.
    • 90AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula 6Revele um enigmaObjetivoAnalisar a construção da coerência em textos verbais e visuais.67Aula 6Revele um enigmaAtividade 1Atenção! A partir de agora, você está convidado a desvendar um mistério bas-tante curioso.Observe a foto a seguir e procure identificar, na figura desse garoto comum,alguma semelhança com uma pessoa muita conhecida por todos os brasileiros.Sabe quem sou eu?Jornal Folhinha de São Paulo,1ode maio de 2004. p.7A leitura das duas imagens permite construir algumas idéias a respeito das “pistas”(informações) sobre cada cena.Aproveite as dicas...Esta foto foi tirada em 1967, na Zona Norte da cidade de São Paulo.Você já percebeu alguma pista importante para desvendar quem é esse menino?Preste atenção nas dicas a seguir:O garoto da foto nasceu em 1960, teve uma vida repleta de grandes emoções.Logo rapaz, foi campeão numa modalidade de esporte muito especial e de altorisco. Ele representou muito bem o Brasil em suas competições e por muitas vezesbalançou como ninguém a bandeira brasileira, em comemoração às vitórias queconquistou.E, então? Já conseguiu desvendar o mistério? Ainda não? Olhe só essa nova“pista”...Nesta aula, o seu aluno será convidado a um desafio de identificação de umpersonagem. A dedução será possível graças ao conhecimento prévio que ele tiver arespeito da personalidade em questão. Como se trata de uma figura pública – AyrtonSenna –, a partir das pistas oferecidas e dos conhecimentos do leitor, será possíveldesvendar o mistério.
    • 91Coesão TextualUnidade1968AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula6Revele um enigma2) Em qual momento dessa atividade você percebeu qual era a verdadeira identidade dogaroto da foto anterior? Por quê?Jornal Folhinha de São Paulo, 1ode maio de 2004. p.7E, agora? Essa imagem faz você pensar em alguém com as mesmas característicasditas anteriormente?1) Então responda: quem é o menino nascido em 1960, em São Paulo, que brilhou comoesportista e é reconhecido internacionalmente?Pense um pouco...Auxilie os seus alunos o quanto puder: ofereça novas pistas, recupere as informaçõesjá mencionadas em sala, registre no quadro negro as informações que forem surgindo nogrupo e estimule-os a participar oralmente da recuperação e construção das informaçõessobre esta personalidade da memória brasileira.Professor, nesta aula os alunos deverão aguçar o olhar para a imagem e, por al-guns instantes, pensar sobre o que vêem e supor informações para além da imagemestampada no papel.Ajude-os a relacionar os detalhes da imagem com o todo da foto, para que,desta forma, tentem se aproximar de algumas pistas que os levem a identificar aidentidade da pessoa fotografada e a relevância desta para estar estampada nas pá-ginas de um jornal.
    • 92AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula6Revele um enigmaTalvez seja preciso chamar a atenção do grupo para a referência da legenda destafoto, que indica a procedêencia da imagem e o seu portadorSuplemento do Jornal Folha de São Paulo - Jornal Folhinha de São Paulo.Ao observarem a imagem, os alunos deverão estabelecer alguma relação entre acriança da primeira imagem e o carro ou o piloto de Fórmula 1 da segunda foto. Nestemomento, ajude-os a observar a época na qual a primeira foto tenha sido tirada e seambas pertencem ao mesmo tempo. Depois, retome a informação da legenda e compareque elas estão datadas no mesmo dia, mês e ano de publicação do jornal. Questione osalunos sobre a coincidência e a relação entre as duas imagens.Por último, auxilie os alunos a produzirem um parágrafo-síntese a respeito das des-cobertas realizadas sobre o esportista Ayrton Senna.
    • 93Aula 7Imagem e textoObjetivoAnalisar a coerência em textos verbais e visuais.69Aula 7Imagem e textoAtividade 1Leia o texto a seguir e responda:Senna era rei nas pistas molhadas pela chuvaHá dez anos, morria o piloto brasileiro Ayrton Senna da Silva (1960-1994). Mas aadmiração de seus fãs não acabou quando o carro do tricampeão bateu no muro dacurva Tamburello, em Ímola, na Itália. Até hoje, ele é o ídolo de muita gente. Al-guns admiravam seu patriotismo: Senna sempre fez questão de carregar as cores doBrasil, do capacete à bandeira que empunhava nas vitórias. Outros admiravam suapreocupação social. As idéias dele inspiraram a criação de um instituto com o seunome que atende milhões de crianças pelo Brasil. A verdade é que Senna era umapessoa normal, com virtudes e defeitos. O que o diferenciava dos outros era o talentoatrás do volante. Depois de treinar muito em um carrinho construído pelo pai, ele fezsua primeira corrida de kart aos nove anos. Nos anos seguintes, ganhou sucessivostítulos no kart, na Fórmula Ford e na Fórmula 3, até chegar à Fórmula 1. Senna eraum piloto obstinado e veloz. Pelas inúmeras vitórias com a pista molhada, ganhou oapelido de rei da chuva. Suas conquistas impressionam: três títulos, 41 vitórias e 65pole positions (primeira posição na largada). As atuações dele não saem da cabeçados fãs, que o consideram um dos melhores pilotos de todos os tempos.As imagens do piloto Ayrton Senna, utilizadas na aula anterior e repetidas nestaaula, foram retiradas de uma notícia do jornal Folha de São Paulo, em homenagem aodécimo ano da morte de Ayrton Senna (1994-2004). Em seguida à apresentação das fotos,o jornal trazia o texto a seguir.Marcos Abrucio – Free-lance para a Folhinha. 1ode maio de 2004, F7Observe com os alunos as imagens da aula anterior, repetidas nesta aula e compare-as com as informações veiculadas no texto impresso. Lembre-se de propor a observaçãodetalhada das imagens para a leitura significativa do texto.Professor, estimule o aluno a prestar atenção quanto à relação anunciada entre asimagens da notícia publicada no jornal ao texto jornalístico com a coerência entre a época
    • 94AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula7Imagem e texto70AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula7Imagem e textoAo ler um texto, o leitor pode realizar muitas previsões sobre o conteúdo da leitura,assim como pode supor informações que não aparecem expressas no texto.1) Em que medida as imagens contribuem com o leitor para a leitura do texto?Observe as legendas que acompanham as imagens na página do jornal:Foto do garoto: Senna aos sete anos, na casa em que morava, na Zona Norte de SãoPaulo.Foto do carro: O piloto durante corrida em 1988. Memória: um talento atrás do volante.2) Quais são as informações que as imagens e as legendas antecipam ao leitor. Porquê?3) Há no texto acima duas referências ao ano da morte do piloto. Quais são as duas formasde falar sobre a mesma informação que o autor encontrou?da infância do piloto (roupa, tipo de foto e sapatos), ao ilustrar sua notícia. O editor dojornal pretendia ampliar o olhar do leitor para a época do início da vida e da referênciaprofissional do piloto.Ler e estabelecer relações de coerência entre as diferentes linguagens do texto é umexercício muito relevante para a compreensão do texto.Para auxiliar o debate sobre as informações do texto, sugira aos alunos que sublinhemno próprio texto as informações encontradas e compare-as com as hipóteses dos colegasda turma, durante o debate sobre as questões propostas pela aula.
    • 95Aula 8O enlace de idéiasObjetivoAnalisar a construção da coerência em textos.71Aula 8O enlace de idéiasAtividade 1Você já construiu uma história que de tão maluca ficou muito engraçada?Agora, com a ajuda de algumas perguntas, você irá construir uma história muitoengraçada e surpreendente.Parte APara cada item a seguir, você deverá elaborar uma resposta simples e objetiva:1) Diga um nome próprio (de preferência que não seja da sala de aula):2) Diga o nome de um lugar (bairro, cidade ou país):3) Qual é o número de sua preferência?4) Qual é a sua cor preferida?5) O que para você é um defeito?6) Indique um intervalo de tempo (horas, dias, meses, anos, décadas, séculos, etc.):7) Indique uma quantia em dinheiro:8) Qual é a música ou banda de sua preferência?9) Diga o nome de um local comum (em casa, na escola, no caminho, etc.):10) Qual é a sua comida preferida?Nesta aula os alunos irão participar de uma brincadeira de produção de texto, apartir de respostas aparentemente coerentes aos seus comandos. Contudo, ao seremreveladas as verdadeiras referências das respostas dadas pelos alunos, a surpresa e adiversão serão gerais. Nesse momento, você deverá solicitar a produção de um texto
    • 96AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula8O enlace de idéias72AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula8O enlace de idéiasParte BAgora, você deverá relacionar cada resposta dada na atividade anterior aos itens abaixo.Atenção! Relacione os itens segundo a sua numeração.1) o nome da sua noiva/seu noivo;2) o lugar onde se conheceram;3) o número do seu sapato;4) a cor dos olhos dele/dela;5) é o seu único defeito;6) tempo de duração do namoro e noivado;7) dinheiro disponível para o casamento e a lua de mel;8) música ou banda que tocou durante a cerimônia do casamento;9) local da lua de mel;10) único cardápio da lua de mel.Pronto! Com as novas informações sobre o seu personagem, é possível construir,detalhadamente, a história desse “Enlace Matrimonial”.Capriche! Reúna todas as informações e produza o seu texto.Retome a sua lista de palavras construída em outras aulas e procure empregá-lasadequadamente.Converse com os seus colegas e com o professor para ampliar essa sua lista de co-nectivos, para variar o emprego das diferentes palavras.com as respostas e suas respectivas idéias malucas, o que levará os alunos a recorrerema estratégias de raciocínio lógico e à criatividade para solucionar os problemas com acoerência textual.Leia com os alunos a parte A e peça-os para responder a cada item lido. Nãopossibilite tempo para discussões ou troca de opiniões, este momento requer atividadeindividual e objetiva.Professor, leia com os alunos a parte B e relacione as respostas simultaneamente.Observe que agora a atividade será lúdica, todos acharão muita graça nas respostas des-conexas e nos absurdos que surgirão. Oriente-os a preservar as respostas originais e a criaruma seqüência lógica e coerente com as informações inventadas. Retome os conectivosempregados e relacionados até então e auxilie-os na produção.
    • 97Coesão TextualUnidade19Neste momento, pare as atividades em sala e discuta com os alunos sobre o que, paraeles, tornou a atividade engraçada e curiosa. Estimule-os a pensar sobre a incoerência damaior parte das respostas quando associadas às afirmações da parte B e sobre a necessi-dade de sermos cautelosos com a relação estabelecida entre as informações de um texto,se quisermos garantir a construção de sentido e de coerência ao texto produzido.Proponha, em seguida, a escrita destas informações organizadas em um texto com omínimo de coerência entre as informações. Sem alterar muito as afirmações da brincadeira(parte A e B), proponha a construção de um texto minimamente coerente e compreensí-vel. Os alunos perceberão que essa será uma tarefa difícil, já que partirão de informaçõesdesconexas e embaralhadas. Acompanhe-os nessa atividade e oriente-os de perto para aprodução deste texto.Atenção, professor! Lembre-se de orientar os alunos a empregarem, entre as idéiasdo texto, sempre que necessário, as palavras específicas responsáveis em unir as infor-mações.
    • Correção das atividadesUnidade 19 – Coesão Textual
    • 101Correção das atividadesAula 31) A resposta esperada pode relacionar sinônimos ou pronomes e conjunções que desem-penham a função de retomar a informação e relacionar as partes do texto. Algumas delaspoderiam ser: dos crimes, que, esse, a pesquisa...Atividade 1Aula 4a) A seqüência esperada para os quadrinhos é 3, 1 e 2, pois revelam as ações do Cebolinha:brincar, pensar em uma solução para algum problema e disfarçar a brincadeira perantea chegada da temida Mônica.b) Os movimentos dos personagens, as expressões faciais e a mudança de cor de fundodos quadros individualizam cada cena.c) Sim. É o momento de tomada de decisão do personagem. Ele está preocupado com oque está por acontecer. Antecipa ao leitor que está planejando algo.d) Cebolinha tenta disfarçar o que fazia: simula uma áurea para si.e) A continuidade das ações da narrativa, a presença do personagem central em todos osquadros e a relação de causa e conseqüência das ações de Cebolinha.Atividade 1Aula 5Produção de texto em dupla – resposta pessoal para a qual espera-se o emprego adequadodos conectivos.Atividade 1
    • 102AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorCorreçõesAula 61) Após a conversa em sala e a leitura do enunciado da questão, é esperado que os alu-nos respondam que o garoto é o próprio Airton Senna, grande corredor de Fórmula 1,representado em seu carro de corrida na segunda imagem.2) É provável que a maioria dos alunos tenha percebido durante a sua intervenção ou,ainda, no momento em que leram o enunciado da questão anterior.3) Resposta pessoal. É preciso conferir a coerência entre as diferentes respostas dadaspelos alunos.Atividade 1Aula 71) As imagens ilustram uma época e um esporte do automobilismo que permitem estabe-lecer uma relação entre as imagens e compreendê-las melhor ao ler o texto informativo.2) A referência de que o texto tratará a respeito do piloto de Fórmula 1 Airton Senna.3) O autor do texto se referiu à morte na expressão “há dez anos, morria ...” e quandoindica o período de sua vida (1960-1994).Atividade 1Aula 8Parte A – As respostas serão variadas e individuais.Parte B – As respostas anteriores serão associadas aos números das afirmações desta ati-vidade e o aluno fará esse repertório um texto narrativo “Enlace Matrimonial”. Espera-seque os alunos saibam empregar os conectivos estudados.Atividade 1
    • GESTAR AAA5ATIVIDADES DE APOIO À APRENDIZAGEM 5ESTILÍSTICA, COERÊNCIA E COESÃOUNIDADE 20RELAÇÕES LÓGICAS NO TEXTO
    • 105Aula 1Para organizar as informaçõesObjetivoIdentificar e empregar relações lógicas na construção de sentidos do texto.75Aula 1Para organizar as informaçõesAtividade 1Você já deve ter conhecido alguém que para contar uma história faz uma grande confu-são com as informações. Mistura os acontecimentos e narra os fatos como se andasse emzigue-zague.Os textos a seguir foram embaralhados e encontram-se em uma absoluta desordem. Ca-berá a você e aos seus amigos a tarefa de organizar as informações, resgatando o sentidodos textos e tornando-os compreensíveis. Determine uma ordem para os fatos e enumerea seqüência escolhida por você.Texto 1Uma história sem pé nem cabeça!( ) Marília era bem pequena,( ) que a cômoda no quarto da( ) colo e deixava que os tocasse( ) os vidros de perfume, a caixa( ) onde acendiam velas se( ) quando descobriu o Mar. Não( ) Dona Beatriz ria ao vê-la na( ) anos tinha, mas lembrava-se( ) faltava luz à noite.( ) com os dedinhos grossos. A( ) ponta dos pés, querendo alcançar( ) conseguia se lembrar quantos( ) Tudo o que havia sobre a( ) mãe mostrava os porta-retratos,( ) de jóias (com margaridas pintadas( ) mãe era mais alta que ela.( ) cômoda parecia precioso, intocável.( ) na tampa) o castiçal prateado( ) os objetos. Pegava Marília no( ) – Mamãe, deixa eu ver lá em cima!RIOS, Rosana. Marília, Mar e Ilha. Editora Estação Liberdade.Professor, nesta aula você deverá solicitar aos alunos que organizem as informaçõesembaralhadas em dois tipos de textos diferentes: narrativo e de imagem e informativo.Converse com os alunos sobre as diferentes pistas que colaboraram na ordenação dosfatos. Ilustre no texto e faça-os perceber que é o próprio texto o sinalizador da seqüênciae da coerência dos fatos. Essas pistas foram de pontuação (vírgula, ponto final, travessão
    • 106AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula1Para organizar as informações76AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula1Para organizar as informaçõesEscolha uma das diferentes pistas encontradas nos trechos do texto embaralhado e expliquecomo essa informação auxiliou a sua tarefa de ordenar as idéias:Texto 2Uma história em quadrinhos.Observe que os quadrinhos a seguir, na ordem em que foram dispostos, não fazem sentidoalgum. Você precisa organizá-los na seqüência dos fatos, para que o texto possa fazersentido. Utilize como pistas para essa tarefa as imagens e o conteúdo dos balões.Jornal Correio Braziliense, Caderno C, p.3 (04/04/2004).e a própria ausência da pontuação); de concordância (palavras no plural e no singularque precisavam combinar entre si) e de sentido (palavras e idéias que possibilitavam aconstrução de uma unidade significativa).
    • 107Aula 2Para construir sentidoObjetivoIdentificar as relações lógicas na construção de sentidos do texto.77Aula 2Para construir sentidoAtividade 1Leia o texto a seguir e ordene as informações, segundo os seus conhecimentos préviossobre o assunto. Em caso de dúvida, consulte um colega ou o professor.Misture bem e ponha para assar. 1 e 1/2 colher de fermento e uma pitada de sal. Piquea cenoura e bata no liquidificador com óleo e ovos. 1 xícara de óleo. Leve ao fogo,espere ferver e engrossar. Untar a fôrma com manteiga e farinha de trigo. Coloquea farinha de trigo e o fermento em pó, 3 xícaras de farinha de trigo. Depois, ponhasobre o bolo ainda quente. Acrescente o açúcar e bata bem. Bolo de cenoura. 3 ovos,250 gramas de cenoura, 2 xícaras de açúcar. A cobertura poderá ser de chocolate:1 xícara de leite, 2 colheres de Nescau.Agora, reescreva em seu caderno o texto reordenado. Dê ao texto a sua estrutura ea organização específicas.Comente com os colegas sobre quais foram as pistas no texto que possibilitaram asua reorganização.A partir de qual momento você, enquanto leitor, percebeu que se tratava de umtexto específico e, por isso, precisava de determinados procedimentos para a sua orga-nização?Em seguida, experimente!!!Combine com a sua turma a produção na prática do que o texto recomenda. Vocêe seus amigos, com certeza, irão apreciar.Professor, realize a leitura em voz alta da receita de Bolo de Cenoura.Em seguida, observe que, apesar de confuso, o texto apresenta indícios que possibi-litam identificá-lo como uma receita culinária, bastando organizá-lo adequadamente.
    • 108AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula2Para construir sentidoPara tanto, peça aos alunos que relembrem o modelo de texto (estrutura e organi-zação) de uma receita culinária: título, ingredientes e preparo.Por fim, ajude-os a reestruturar o texto apresentado nesta aula.É importante que os alunos percebam a forma do texto em questão (gênero), umareceita culinária, e ainda que consigam relacionar a estrutura do texto à organização dasinformações e orientações ao leitor sobre como ler o texto: o que ler, como localizar umainformação específica e o por quê e para quê?Explore o conhecimento prévio do leitor acerca dos textos instrucionais, em especiala receita culinária. Aproveite para conversar sobre a existência deste gênero textual nacasa dos alunos, quem os manuseia, em quais situações, etc.
    • 109Aula 3O tempo no textoObjetivoIdentificar as relações lógicas de temporalidade no texto.78AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 3O tempo no textoAtividade 1Escolha um colega de classe e faça uma dupla de trabalho.O seu professor irá distribuir em sala algumas palavras. Retire uma para a dupla eaguarde o início da atividade.A palavra escolhida para a sua dupla será o assunto sobre o qual vocês conversarãopor cinco minutos. Procurem, nesse intervalo de tempo, lembrar acontecimentos e his-tórias a partir da palavra.Você deverá retirar uma palavra e contar ao colega da dupla uma história ou aconte-cimento que você se lembre a partir desta palavra. O seu colega da dupla também deverácontar-lhe algo.Agora que você contou a sua história e ouviu a história do colega, observe quais foramas palavras que vocês utilizaram para dar a idéia de quando a história aconteceu: ontem,semana passada, ano passado, sempre, de vez em quando, logo, agora, outro dia, etc.Relacione as palavras utilizadas e prepare-se para a próxima atividade da dupla.O texto a seguir é uma reportagem retirada de um jornal brasileiro de grande circu-lação – Correio Braziliense – publicado na cidade de Brasília.Faça uma leitura atenta do texto com a sua dupla e procure localizar as pistas utili-zadas pelo autor para construir uma seqüência de tempo ao contar os acontecimentos.Jornal Correio Braziliense, Caderno Cidade, p.7 (15/04/2004).A leitura de artigos de jornal facilita a compreensão da seqüência temporal dos tex-tos, uma vez que a exposição dos fatos obedece à cronologia dos acontecimentos. Assimcomo as notícias de jornal podem favorecer este trabalho, as histórias (contos e crônicas)lidas em sala alimentam as referências textuais dos alunos.
    • 110AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula3O tempo no texto79Relações Lógicas no TextoUnidade20Vocês já identificaram algumas palavras utilizadas pelo autor para situar o leitor notempo da história. Agora, procurem observar os verbos da notícia do jornal. Sublinhe osverbos utilizados pelo jornalista e, a respeito desses verbos, pensem um pouco:a) Qual é o tempo verbal que predomina no texto?b) As expressões e o tempo verbal empregados no texto indicam ao leitor a ordem dosacontecimentos?c) A partir de uma lista dos verbos presentes no texto, indique os fatos revelados na notíciade jornal que indicam ações no passado:Adoeceu,d) Agora, produza uma notícia diferente do texto “Gente em busca de um sonho” utili-zando os mesmos verbos relacionados no item acima. Procure ser breve e objetivo;você terá apenas dez linhas no jornal da cidade para a publicação do texto. Antes deiniciar a escrita, pense no seu interlocutor (o leitor do seu texto), na linguagem maisadequada e nas informações mais relevantes para comunicar os fatos ocorridos.Professor, o objetivo da atividade é proporcionar uma produção de texto oral,na qual os alunos utilizem indicadores de tempo para dar seqüência aos fatos. Escrevaas palavras da Atividade 1 em pedaços de papel e coloque-as em um saco ou caixa.Percorra a sala e distribua uma palavra a cada dupla, permitindo que o próprio alunosaque a sua palavra do recipiente. As palavras são: escola, família, pai, mãe, irmãos,festa de aniversário, Natal, Ano Novo, Páscoa, carnaval, feriado, dia das mães, dia dascrianças, dia dos pais, um passeio, uma viagem, no ônibus, na rua, no parque, etc.Você poderá acrescentar à lista novas palavras que estejam mais próximas do contextodos seus alunos.Auxilie os alunos a produzirem, preferencialmente, em dupla um texto jornalísticocom uma informação de caráter local e com as informações centrais logo no início dotexto: quem, o quê, onde, quando, porque e como.
    • 111Aula 4O tempo e o sentido do textoObjetivoEmpregar relações lógicas de temporalidade na construção do texto.80AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 4O tempo e o sentido do textoLeia o texto abaixo e faça as atividades.Gente em busca de um sonhoUm dia, ele adoeceu. O coração fraquejou. O borracheiro Enemias dos Santos, 34anos, viu-se sem rumo. Como sustentaria a mulher Doralice Santos, 33, e as três filhas? Nolugar onde mora há 17 anos, veio a solução. Arrumou o barraco de madeirite humilde.Pintou. Colocou desenhos e fotos da Branca de Neve, do Mickey, do Pato Donald. Umaplaca na porta indicava o serviço: Cuida-se de criança. Mães domésticas, que não tinhamonde deixar os filhos, procuraram o barraco. No começo, chegaram três. Nas férias,mais de 15. O pagamento é de acordo com a condição financeira da mãe. Doralice sedesdobra para cuidar das crianças.”Aqui no Varjão, a gente aprende a dividir, a socorrerquem precisa”, reflete Doralice. Depois da ponte, há mais que creche, dança, quadrilhae fuxico. Há gente, que gosta de ser tratada como gente.Atividade 1Algumas expressões, destacadas no próprio texto, colaboram para que o leitor compreendaa seqüência dos fatos. A partir de agora, você deverá reescrever essa história do Enemias,obedecendo ao comando do exercício a seguir:a) Reescreva o trecho “Um dia... veio a solução”, substituindo a expressão Um dia porNo mês seguinte...b) Que alterações você realizou neste trecho da história, ao substituir a primeira referênciade tempo da notícia?Professor, oriente os alunos a relerem os verbos relacionados na Aula 3 desta Unidadee a comentarem oralmente sobre o texto do jornal. Esta Aula é de produção de texto, naqual os alunos construirão uma experiência de narrar o mesmo fato empregando outrasreferências temporais.
    • 112AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula4O tempo e o sentido do texto81Relações Lógicas no TextoUnidade20Escola(...) O primeiro jardim-de-infância foi criado em 1837 pelo alemão FrederickFroebel, na cidade de Blankenburg. Antes disso, em Paris, no ano 1000, apareceu aprimeira Universidade. Os alunos que haviam concluído seus cursos ensinavam aoscolegas menos adiantados.DUARTE, Marcelo. Guia das Invenções. São Paulo: Companhia das Letras, p. 98.a) Identifique e circule no texto palavras e expressões que indiquem idéia de tempo:b) Reescreva o texto ESCOLA, substituindo o ano da criação do jardim-de-infânciapor 837:c) O que mudaria no texto se o ano da criação do jardim-de-infância fosse 837? Porquê?Atividade 2Leia o texto a seguir e responda:Se você leu o artigo de jornal da Aula 3 desta Unidade, que contava um pouco arespeito da vida do borracheiro Enemias, releia o texto com seus alunos, senão leia-onesta Aula.Antes de iniciar a Atividade 2, converse com os alunos sobre as informações do textoe a relação de causa e conseqüência apresentada pela relação de temporalidade.
    • 113Aula 5Elementos da narrativaObjetivoIdentificar como se constrói a unidade de sentido nos textos.82AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula 5Elementos da narrativaBem vindo ao PLAT! Nesta aula você irá se divertir com uma deliciosa brincadeira deinvenções!Atividade 1Siga passo a passo as indicações do seu professor e construa a sua invencionice.1) Retire uma carta do jogo PLAT para preenchimento.2) Invente respostas imaginárias para preencher os itens da carta.Observe o modelo:P – HOMEM ALTOL – PRAIAA – ANDART – ONTEM3) Deposite a sua carta novamente no recipiente trazido pelo professor.4) Depois de embaralhadas, retire uma nova carta para a sua jogada.5) Quando cada colega tiver uma nova carta, será dada a largada.6) Com a sua nova carta, você deverá imaginar uma seqüência de fatos e, para aquecero jogo, poderá contá-los aos amigos.7) Já na 2arodada, retire uma nova carta e construa um parágrafo contando o que vocêimaginou.8) Quando as histórias estiverem prontas, é hora de contar à turma e verificar as caracte-rísticas das invenções: sem sentido, estranha, confusa, pouco engraçada, muito engra-çada, etc.9) Registre as histórias que se destacarem na turma e ajude os colegas a fazerem um muralna sala.Professor, nesta aula o aluno deverá construir um texto a partir de um parágrafoinicial. Para que os alunos desenvolvam as suas idéias, faça a brincadeira do PLAT comoaquecimento.PLAT – em um recipiente, deposite um papel (tamanho 10cmx10cm) para cadaaluno. Neste papel deverá estar escrito o nome PLAT, que, respectivamente, significa: P
    • 114AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula5Elementos da narrativa– personagem; L – lugar; A – ação e T – tempo. Cada aluno deverá preencher a fichacom qualquer palavra que atenda às letras da sigla. Exemplo: P – homem alto; L – praia;A – andar; T– ontem.Observe que o objetivo da aula é que os alunos percebam, ainda que a partir dojogo, a presença de partes constituintes do texto narrativo que lhe garantem a unidadesignificativa e a progressão das idéias.Professor, para intensificar o jogo, divida o grupo da sala em equipes, dê maiornúmero de cartas para cada equipe e proponha a criação de histórias com diferenteselementos e cenas variadas.
    • 115Aula 6Semelhanças e diferenças entre os textosObjetivoAnalisar a relação de identidade dos elementos lingüísticos dos textos.83Aula 6Semelhanças e diferenças entre os textosNa comunicação oral, em especial na fala, é comum utilizarmos o recurso da repetiçãopara possibilitar ao interlocutor a compreensão da mensagem.Além de repetir certas palavras, o falante também cria novas associações de idéias aoempregar palavras ou expressões semelhantes. Com isso, é possível ampliar o vocabulárioutilizado e tornar o texto mais interessante.Atividade 1Em cada um dos textos a seguir, foram empregadas palavras e expressões semelhantes aum termo mencionado nos títulos.Jornal Correio Braziliense, Caderno C, p.9 (15/04/2004).Nesta aula, o seu aluno deverá desenvolver a habilidade de perceber a relação deidentidade dos elementos lingüísticos presentes nos textos escritos, a partir da comparaçãode informações semelhantes: sinônimos, pronomes e definições.Professor, a seguir são propostas algumas atividades de compreensão de texto paraauxiliar os alunos a observarem as informações essenciais de cada trecho. Primeiro faça
    • 116AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula6Semelhanças e diferenças entre os textos84AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula6Semelhanças e diferenças entre os textosNo primeiro texto “O que é a dengue?”, a palavra doença substitui o termo utilizadono título, enquanto as palavras “típica” e “comum” mantêm a referência de sentido.Agora é a sua vez de observar se acontece o mesmo em outros textos do quadro Fiquede Olho. Identifique e transcreva as palavras que, nos textos, apresentarem sinônimos:Releia o texto do jornal e procure localizar as informações a seguir:Texto 2: Como é o mosquito?Texto 3: Quais os sintomas da dengue?Texto 4: Como é o tratamento?Texto 5: Como evitar?Texto 6: Quais os tipos de vírus?Texto 7: Como se manifesta a dengue hemorrágica?um debate oral, tratando o assunto do texto, o gênero, o suporte ou portador textual, paraauxiliar os seus alunos a repensarem o texto e a encontrarem as respostas.
    • 117Aula 7Negar para afirmarObjetivoIdentificar as relações lógicas de negação.85Aula 7Negar para afirmarAlguns textos de publicidade são construídos a partir da negação daquilo que se desejaenfatizar. Geralmente os cartazes promocionais das lojas atraem os seus consumidorescom anúncios dessa natureza: não perca, não compre em outro lugar, não se preocupecom o pagamento, não deixe de comprar, etc.Atividade 1O anúncio das Casas Bahia, uma rede nacional de lojas revendedoras de eletrodomésti-cos, móveis populares e utensílios em geral, chama a atenção do consumidor justamentepela negação. Observe:Jornal Folha de São Paulo,Capa (02/05/2004).Qual é a intenção do anúncio?Qual é a função da palavra não neste texto?Nesta aula, os alunos deverão perceber as relações presentes no texto quanto àinformatividade e à forma. Como recurso, a mídia impressa costuma utilizar a negaçãopara dar ênfase ao que se deseja convencer, para persuadir o leitor.
    • 118AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula7Negar para afirmar86AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula7Negar para afirmarPara o consumidor, qual é o efeito provocado pela leitura desse cartaz?A partir da relação de palavras do quadro a seguir, elabore um anúncio publicitárioe divulgue o seu produto para os colegas na sala de aula:não perca jamais nunca de jeito algum nem pense em impossívelimperdível você nunca viu não há nada igual nunca existiu não compre aindaPara criar o seu anúncio, divulgue o produto que desejar ou utilize uma das suges-tões a seguir:sabonete para espinhassala de aula ao ar livretênis sem chulé meias que refrescam restaurante naturalescola com dois recreios biblioteca públicafesta do doce na praça bolsas femininas sapatos masculinosAssim que o seu anúncio estiver pronto, divulgue aos seus colegas e faça um muralde propagandas.Faça a leitura oral do texto publicitário das Casas Bahia e ajude os alunos a perce-berem, por meio da observação do texto escrito e, principalmente, a partir da informaçãoimplícita, como o texto se utiliza da negação para o convencimento do leitor.Professor, auxilie os alunos a construírem textos curtos, objetivos e com caráter per-suasivo. Assim, estarão experimentando a produção desse gênero textual e aprimorandoa sua capacidade crítica na leitura de textos semelhantes.
    • 119Aula 8Idéias absurdasObjetivoAnalisar a construção da coerência em textos.87Aula 8Idéias absurdasO falante da Língua Portuguesa utiliza freqüentemente o recurso da contradição para co-municar seu pensamento, principalmente quando se deseja atribuir um caráter de humorà mensagem.Em algumas regiões, é comum ouvir a anedota “Assistimos ao filme: As tranças davovó careca”.Outra situação comum à contradição é o emprego de palavras que, contrárias,sugerem uma imagem ao leitor, com significados diferentes, construídos a partir das ex-periências prévias de quem lê.Atividade 1Como um exemplo desse tipo de contradição, observe a letra de música a seguir e procurerelacionar as palavras à sua memória:Te verTe ver e não te quererÉ improvável, é impossível.Te ter e ter que esquecerÉ insuportável, é dor incrível.É como mergulhar num rio e não se molharÉ como não morrer de frio no gelo polarÉ ter o estômago vazio e não almoçarÉ ver o céu se abrir no estio e não se animarÉ como esperar o prato e não salivarSentir apertar o sapato e não descalçarÉ ver alguém feliz de fato sem alguém pra amarÉ como procurar no mato estrela-do-marÉ como não sentir calor em CuiabáOu como no Arpoador não ver o marÉ como não morrer de raiva com a políticaIgnorar que a tarde vai vadia e míticaÉ como ver televisão e não dormirVer um bichano pelo chão e não sorrirÉ como não provar o néctar de um lindo amorDepois que o coração detecta a mais fina florSamuel Rosa, Lelo Zanelie Chico AmaralPara analisar a coerência dos textos, será solicitada aos alunos, nesta seqüênciadidática, a observação da coerência na letra de música “Te ver” ao mesmo tempo emque serão trabalhadas as diversidades na comunicação que possibilitam brincar com aincoerência do texto por ironia ou por contradição. Se possível, leve a música sugeridapara a aula para que os alunos possam ouvi-la antes de analisar o texto escrito.
    • 120AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorAula8Idéias absurdas88AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do alunoAula8Idéias absurdasAo expressar o sentimento que tem pela pessoa amada, o eu-lírico (voz do poema) anunciavárias contradições impossíveis e inimagináveis. Qual é a intenção do autor ao empregaresse recurso?Como o texto mantém uma ligação entre as idéias com tantas contradições?Os versos Te ver e não te querer e Te ter e ter que esquecer trazem informaçõessobre os sentimentos do eu-lírico (a voz do poema) que dialogam com os sentimentos doleitor, fazem com que este se lembre de experiências pessoais ou imagine relacionamentosque ainda não vivenciou.A imagem da angústia e da impossibilidade está impressa na contradição da idéiacentral expressa nos versos ter e não querer.Releia, atentamente, os versos numerados a seguir e justifique a contradição deidéias construídas em cada verso:a) versos 5, 7, 9, 13 e 18Promova uma pesquisa com os seus amigos sobre frases e anedotas que tenham amarca da contradição. Registre os exemplos reunidos pela turma e produza um muralinformativo para divulgar estes textos.Professor, faça uma atividade mais dinâmica e estimule a participação oral dos alu-nos neste momento. Incentive-os a conversar entre si e a pesquisar com outras pessoasda comunidade escolar as informações solicitadas. Ao final, solicite a construção de ummural na sala ou na escola para expor e revelar as contradições de frases mal feitas ou delugares comuns da fala cotidiana.
    • Correção das atividadesUnidade 20 – Relações Lógicas no Texto
    • 123Aula 3Correção das atividadesa) É esperado que os alunos identifiquem a predominância do pretérito, uma vez que otexto se refere a fatos já ocorridos.b) Espera-se que o aluno reconheça a função de pensar a respeito da organização grama-tical do texto em favor da sua melhor compreensão. Reconhecer o tempo verbal e a suafuncionalidade perante a informação é, acima de tudo, reconhecer a estrutura do texto eas escolhas feitas pelo autor para informar o leitor.c) Adoeceu, fraquejou, viu-se, arrumou, colocou, tinham, procuraram e chegaram.d) O objetivo é que o aluno organize uma notícia breve utilizando o tempo verbal dopretérito, com ele as expressões de tempo (advérbios e locuções) que indiquem ao leitora temporalidade do texto.Atividade 1Aula 1Texto 1 – Seqüência narrativa ( 1, 5, 18, 7, 10, 2, 15, 4, 11, 19, 16, 3, 12, 6, 8, 20, 13,9, 17 e 14). O aluno pode apontar as letras maiúsculas, o encontro de dois parênteses,idéias incompletas que se encaixam em outra palavra e o próprio sentido do texto.Texto 2 – Espera-se que os alunos percebam nas imagens idéias de causa e conseqüência.Ordem esperada (esquerda para direita e de cima para baixo):(L.1) 4, 6, 3 (L.2) 5, 7, 1 (L.3) 8, 2Atividade 1Aula 2Produção de texto da reescrita da receita. Espera-se que os alunos ordenem as informaçõesem ingredientes (lista de produtos e quantidade) e modo de preparo (texto explicativo).
    • 124AAA 5 - Estilo, Coerência e Coesão – versão do professorCorreçõesa) em 1837; no ano de 1000, já haviam concluído.b) O primeiro jardim-de-infância foi criado em 837 pelo alemão Frederick Froebel, nacidade de Blankenburg. Depois disso, no ano de 1000, apareceu a primeira Universida-de. Os alunos que haviam concluído seus cursos passavam a ensinar aos colegas menosadiantados.c) Os alunos deverão perceber a necessidade de mudar a locução adverbial para manteralgum sentido, porque um fato é anterior ao primeiro se as datas forem as originais. Aomodificá-las, é preciso alterar a referência de tempo.Atividade 2Aula 4a) É esperado que o aluno produza um pequeno texto, exercitando a transposição dasações para um futuro próximo e, com isso, perceba como algumas informações precisamser alteradas para manter a coerência textual.b) Alteração no verbo que passa para o futuro e na idéia que passa a ser de projeção dosdemais fatos da narrativa.Atividade 1Aula 5Cartas criadas individualmente com respostas pessoais.Atividade 1Aula 6a) É escuro e rajado de branco.b) Dor de cabeça, dor nos olhos, febre alta, (muitas vezes passando dos 40 graus), dor nosmúsculos e nas juntas, manchas avermelhadas por todo corpo, falta de apetite, diarréia efraqueza. Quando hemorrágica, ocorre sangramento de gengiva e nariz que evolui parahemorragia interna, caso não haja tratamento.c) A pessoa com dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar medica-mento para aliviar as dores e a febre.d) Não deixar o mosquito nascer. Para isso é preciso acabar com o criadouros (lugaresde nascimento e desenvolvimento deles): garrafas, pneus, pratos, vasos de planta, xaxim,copinhos e bacias com água parada.e) São encontrados 4: Den-1, Den-2, Den-3 e Den-4.Atividade 1
    • Aula 7- Persuadir o leitor a comparecer às Casas Bahia para conferir o show de ofertas.- Negar para afirmar. Ao dizer que não pode perder a promoção, a propaganda tentaconvencer que é necessário participa. Conotação imperativa para afirmar negando.- O consumidor se sente, indiretamente, convocado/intimado a participar da promoção.- Para criar o anúncio os alunos deverão trabalhar com a objetividade da informação, acapacidade de convencer e as expectativas do público alvo (leitores/consumiidores).Atividade 1Aula 8Espera-se respostas próximas à:- Chamar a atenção para as contradições do seu sentimento e para as impossibilidades davida, frente aos desejos do eu-lírico e a realidade.- O eu-lírico contradiz o texto esperado afirmando com uma negação “não”. Ex: É comomergulhar no rio e não se molhar. Quem mergulha, necessariamente molha, assim o im-possível afirma o quanto é difícil e improvável/impossível ver e não querer.- Quem mergulha molha; quem tem dor no estômago, tem fome e por isso quer comer;quem aguarda a comida com fome, saliva; quem está em Cuiabá sente calor acima dos35ºC; quem se aproxima de um gato e cachorro costuma ceder aos encantos.- Espera-se que os alunos pesquisem e registrem expressões que afirmem negando e quese firmem na contradição.Atividade 1f) Pode se manifestar na primeira vez que o paciente se contamina, sendo mais freqüenteem quem já foi contaminado uma vez. O organismo já possui anticorpos e reage de formamais agressiva ao vírus.