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PSICOLOGIA


Jean Piaget
Nascemos programados
para aprender na
interacção com o meio.




              Jorge Barbosa, 2010
Constru(vismo	
  

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Desenvolvimento	
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Esquemas	
  

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Esquemas	
  

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Esquemas	
  

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Esquemas	
  

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PSICOLOGIA


Jean Piaget
Estádios de
Desenvolvimento
Cognitivo




              Jorge Barbosa, 2010
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A partir dos 4 anos, verifica-se uma redução do egocentrismo:
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Estádio	
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  de	
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A	
  con(nuar....	
  

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1.  Estádio	
  das	
  Operações	
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Piaget - Desenvolvimento Cognitivo 1

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  1. 1. PSICOLOGIA Jean Piaget Nascemos programados para aprender na interacção com o meio. Jorge Barbosa, 2010
  2. 2. Constru(vismo   O Comportamento e o desenvolvimento da inteligência resultam de uma construção progressiva do sujeito em interacção com o meio físico e social.
  3. 3. Constru(vismo   O Conhecimento é um processo de adaptação ao meio. Não  somos  simples   produtos  do  meio.   Temos  um  papel  ac(vo:   • Na  construção  dos   esquemas  ou  estruturas   que  nos  permitem   conhecer  e  interpretar  a   realidade   O  indivíduo,  através  das  suas  acções  sobre   o  meio,  tem  um  papel  na  construção  do   conhecimento  e  da  sua  personalidade.  
  4. 4. Constru(vismo   O Comportamento (R) é uma resposta que varia em função da interacção entre a personalidade do sujeito (P) e a situação (S). Para  compreendermos  o   comportamento  de  um  individuo,  em   determinado  caso,  temos  de   considerar  dois  factores:   1.  A  influência  da  personalidade  na   situação;   R  =  f  (S                    P)   2.  A  influência  das  situações   anteriormente  vividas  por  alguém   na  formação  da  sua  personalidade  
  5. 5. Desenvolvimento  Cogni(vo   Construção Activa do Sujeito Processo Mudanças Descontínuo Qualitativas
  6. 6. Três  Princípios  em  que  se  baseia  a   Teoria  do  Desenvolvimento  Cogni(vo   A  criança  não  é  um  adulto  em  miniatura,  dotado  do   Mudanças   mesmo  equipamento  básico.  Para  Piaget,  há  uma   Qualita(vas   diferença  qualita(va  entre  o  adulto  e  a  criança,   quanto  ao  modo  de  funcionamento  intelectual   Para  além    de  alguns  esquemas  reflexos  simples,  só   Construção  Ac(va   a  necessidade  de  conhecer  (adaptação  ao  meio)  é   do  Sujeito   inata  no  ser  humano.  Desenvolvimento  cogni(vo  é   a  construção  ac(va  de  estruturas  que  possibilitem   essa  adaptação   O  Desenvolvimento  processa-­‐se  ao  longo  de   Descon(nuidade   momentos  dis(ntos  (estádios),  qualita(vamente   diferenciados.  
  7. 7. Estádios  de  Desenvolvimento   Fase do desenvolvimento que se distingue qualitativamente de fases anteriores e posteriores. A sucessão de estádios obedece a uma sequência uniforme (não se aprende a ler antes de aprender a falar). Corresponde  ao   surgimento  de  novos   padrões  comportamentais.   Cada  estádio  integra  as  aquisições  do   estádio  anterior.  
  8. 8. Factores  do  Desenvolvimento   Hereditariedade  e   Maturação  Física   Piaget  refere-­‐se  a  mudanças  biologicamente   determinadas  no  desenvolvimento  Zsico  e   neurológico  que  ocorrem  de  forma  rela(vamente   independente  em  relação  às  experiências  
  9. 9. Factores  do  Desenvolvimento   Experiência   Experiência  para  Piaget  significa  a  ac(vidade  (Zsica  e   mental)    do  sujeito  sobre  os  objectos  que  permite   dis(ngui-­‐los  e  organizá-­‐los.  Através  dessa  ac(vidade,   formam-­‐se  as  estruturas  ou  esquemas  que   possibilitam  a  acção  e  a  compreensão  da  realidade.  
  10. 10. Factores  do  Desenvolvimento   Transmissão  Social   Piaget  refere-­‐se  ao  processo  através  do  qual  somos   influenciados,  não  pela  nossa  ac(vidade  própria,  mas   pelo  contexto  social,  pela  observação  dos  outros  e   pela  educação.  
  11. 11. Factores  do  Desenvolvimento   Equilibração   Cada  novo  estádio  define-­‐se  pelo  surgimento  de   novos  esquemas  e  estruturas  mais  complexos.  A   equilibração  (verdadeirto  motor  do  desenvolvimento)   assegura  formas  de  equilíbrio  instável,  cada  vez  mais   estáveis,  na  adaptação  ao  meio.  
  12. 12. Desenvolvimento  Cogni(vo   Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo implica que a actividade do sujeito na interacção com o meio responda aos desequilíbrios cognitivos, procurando atingir um estado de equilíbrio entre a assimilação e a acomodação. Para  Piaget,  a  necessidade  de  conhecer   é  um  impulso  inato,  uma  manifestação   par(cular  da  necessidade  de   sobrevivência.  
  13. 13. Esquemas   Padrões de acção e categorias ou estruturas mentais que organizam a interacção do sujeito com o meio. A adaptação envolve a construção de esquemas através da interacção com o meio, graças a duas actividades complementares: a assimilação e a acomodação. Durante  os  primeiros  meses  de  vida,  os   esquemas  baseiam-­‐se  em  acções.   Os  objectos  são  agrupados  conforme  as   acções  que  as  crianças  realizam.   Assim,  chupando  e  agarrando,  as   crianças  criam  categorias  de  objectos   que  podem  ser  chupados  e  agarrados.  
  14. 14. Esquemas   A construção de esquemas com categorias de objectos que podem ser chupados e agarrados é a forma de as crianças “marcarem mentalmente os objectos com os quais se relacionaram”. O  Bebé  pode  ter  um  esquema  de   sucção  na  maior  parte  dos  casos   aplicado  a  mamilos.   O  Esquema  “agarrar  e  abanar”  é   aplicado  à  manipulação  de  rocas.   O  Esquema  “sorriso”  é  aplicável  a   rostos  humanos.  Etc.  
  15. 15. Esquemas   A partir de um certo momento, os esquemas constituem-se baseando-se mais em relações funcionais e conceptuais do que em acções. As  crianças  em  idade  pré-­‐escolar   aprendem  que  garfos,  facas  e  colheres   formam  um  esquema  ou  categoria   funcional  denominado  “coisas  que  uso   para  comer”.   Aprendem  também  que  cães  e  gatos   cons(tuem  uma  categoria  mental  ou   esquema  denominado  “animais   domés(cos”.  
  16. 16. Esquemas   Tal como as crianças em idade pré-escolar, as crianças mais velhas e adolescentes usam esquemas baseados em relações funcionais e conceptuais. Os adolescentes começam a ser capazes também de construir esquemas baseados em propriedades abstractas. Um  adolescente  poderá  construir  um   esquema  ou  categoria  mental   “ideologias  que  desprezo”,  nelas   integrando  o  fascismo,  o  nazismo,  o   racismo  e  o  sexismo,  por  exemplo.  
  17. 17. Mecanismos  de  Adaptação  ao  Meio   Acomodação   Adaptação   Equilibração   Assimilação  
  18. 18. Mecanismos  de  Adaptação  ao  Meio   Processo adaptativo que consiste em incorporar novas informações nos esquemas já existentes. Por  exemplo,  os  bebés  usam  o   esquema  de  sucção  não  só   A  assimilação  verifica-­‐se  quando   para  se  alimentarem,  mas   usamos  esquemas  existentes  para  dar   também  para  chuchar  no  dedo   sen(do  aos  novos  acontecimentos  ou   experiências.   Através  da  assimilação,    respondemos  a   uma  nova  situação  de  modo   semelhante  ao  que  adoptámos  numa   situação  familiar,  sem  necessidade  de   modificar  os  esquemas  existentes.  
  19. 19. Mecanismos  de  Adaptação  ao  Meio   Processo adaptativo que consiste em ajustar os esquemas existentes a novas informações e experiências, ajustando-os. Os  pais  sabem  que  as  primeiras   Se  os  dados  não  podem  ser   vezes  que  se  dá  de  comer  a  uma   incorporados  nos  esquemas  existentes,   criança  com  uma  colher  são  uma   é  necessário  o  desenvolvimento  de   experiência  desconcertante  para   esquemas  ou  estruturas  mais   ela:   apropriados.   1.  Primeiro  começa  por  usar  o   esquema  de  sucção  (que  não   Por  exemplo,  a  criança  que  aprendeu  a   funciona  bem)   agarrar  objectos  pequenos  com  uma   2.  Mais  tarde  a  criança  aprende  a   mão,  apercebe-­‐se  que  outros  objectos   adaptar  a  boca  e  a  língua  ao   só  podem  ser  levantados  com  duas   novo  meio  de  alimentação   mãos.  
  20. 20. Mecanismos  de  Adaptação  ao  Meio   Processo adaptativo que consiste em procurar estabelecer um equilíbrio entre assimilação e acomodação. A  equilibração  é  o  verdadeiro  motor  do   desenvolvimento.   Promove  a  alternância  entre   assimilação  e  acomodação  e  o   equilíbrio  entre  as  duas.   É  a  equilibração  que  nos  conduz  a   patamares  superiores  de  equilíbrio.   Nunca  existe  um  total  equilíbrio  entre   assimilação  e  acomodação.  
  21. 21. PSICOLOGIA Jean Piaget Estádios de Desenvolvimento Cognitivo Jorge Barbosa, 2010
  22. 22. Estádio  da  Inteligência  Sensório-­‐ 0  a  2  anos   Motora   Estádio  da  Inteligência  Pré-­‐ 2  a  7  anos   Operatória   7  a  11   Estádio  das  Operações  Concretas     anos   Estádio  das  Operações  Formais  ou   Dos  11   Abstractas       anos  em   diante  
  23. 23. Estádio  Sensório-­‐Motor   Estádio em que a inteligência se adapta ao meio essencialmente através de esquemas sensório-motores (actividade perceptiva e actos motores). Inicia-­‐se  com  esquemas  de  acção  reflexa,  tais   como  agarrar  e  chuchar.   Progressivamente,  numa  coordenação  motora   cada  vez  maior  e  alimentada  pela  curiosidade   (desequilíbrio  cogni(vo)  a  criança  vai   desenvolvendo  formas  de  comportamento  mais   complexas.  
  24. 24. Estádio  Sensório-­‐Motor   8  aos  12   Através  de  uma  assimilação   meses   generalizada,  um  comportamento   aprendido  numa  determinada   circunstância  é  u(lizado  numa  nova   situação  diferente,  mas   suficientemente  parecida  para  que  o   comportamento  aprendido  seja   apropriado  aos  interesses  da  criança  
  25. 25. Estádio  Sensório-­‐Motor   8  aos  12   1.  Abrir  a  boca  é  um  meio  para  obter   meses   comida.   2.  Chorar  é  um  meio  para  obter  atenção.   3.  Se  puxar  uma  toalha  foi  um  bom  meio   para  alcançar  um  brinquedo,  a  criança   vai  puxar  a  toalha  para  alcançar  um   pedaço  de  pão  ( juntamente  com   pratos,  copos  e  talheres).  
  26. 26. Estádio  Sensório-­‐Motor   A  criança  poderá  querer  verificar,  por   exemplo,  que  (po  de  sons  resultam  do   12  aos   facto  de:   18  meses   1.  Agitar  um  objecto;   2.  Deixar  cair  um  objecto;   3.  Bater  num  outro  objecto.   Embora  a  criança  ainda  não  seja  capaz  de   antecipar  os  resultado  de  uma  acção   (daí,  a  necessidade  de  experimentar)   começa  a  desenvolver  uma  crescente   ap(dão  para  representar  objectos  e   situações.    
  27. 27. Estádio  Sensório-­‐Motor   A  par(r   dos  8   meses   Até  ao  8  meses,  a  criança   O  Desenvolvimento  completo   não  tem  noção  de  que  um   da  noção  de  permanência  do   objecto  con(nue  a  exis(r   objecto  marca  o  fim  do   independentemente  da  sua   estádio  sensório-­‐motor   acção  ou  percepção.  
  28. 28. Estádio  Sensório-­‐Motor   Antes  dos  8  meses,  quando  um  brinquedo   desaparece  do  campo  de  visão  da  criança,  é   como  se  (vesse  deixado  de  exis(r   Antes  dos  8  meses,  quando  o  brinquedo   reaparece,  é  como  se  (vesse  sido  recriado.    
  29. 29. Estádio  Sensório-­‐Motor   A  crença  na  existência  independente  e   A  par(r   estável  de  um  mundo  de  objectos  e  pessoas   dos  8   é  lentamente  construída  a  par(r  dos  8   meses   meses   Por  volta  dos  18  meses,  estará  plenamente   adquirida  a  convicção  de  que  fora  do   alcance  da  percepção  não  significa  fora  da   existência  nem  fora  do  pensamento.  
  30. 30. Estádio  Sensório-­‐Motor   Por  volta   As  crianças  lembram-­‐se,  por  exemplo,  de   dos  18   que  deixaram  um  brinquedo  no  carro  do   meses   pai.   São  capazes  de  antecipar  mentalmente  os   resultados  de  uma  acção  sem  recorrer  à   experimentação  ou  manipulação  material   dos  objectos.  
  31. 31. Estádio  Sensório-­‐Motor   Por  volta   Capacidade  de   dos  18   Representação  Simbólica   meses   Pensar  em  objectos  que  estão   fora  do  campo  percep(vo   Falar  de  objectos  que  estão   fora  do  campo  percep(vo  
  32. 32. Estádio  Sensório-­‐Motor   A grande aquisição do estádio sensório-motor é o conceito de objecto permanente ou de permanência do objecto. Esta aquisição significa a emergência da capacidade de representação simbólica. A  par(r  do  desenvolvimento  da  noção  de   permanência  do  objecto,  a  criança  vai  passar  para   um  novo  patamar:   A  inteligência  prá(ca  do  estádio  sensório-­‐motor   vai  enriquecer-­‐se  com  a  interiorização  simbólica   das  acções,  isto  é,  a  capacidade  de  resolver   mentalmente  problemas  e  de  usar  a  linguagem   (inteligência  representa(va).  
  33. 33. Estádio  Pré-­‐Operatório  
  34. 34. Caracterís(cas  Gerais  do   Pensamento  Pré-­‐Operatório   A  criança  é  incapaz  de  compreender   Pensamento   que  há  várias  perspec(vas  acerca  da   egocêntrico   realidade  e  dos  objectos,  considerando   somente  o  seu  ponto  de  vista.   O  Sujeito  concentra-­‐se  num  aspecto  de   um  problema  ou  de  uma  situação,   ignorando  outros  aspectos  igualmente   relevantes.  
  35. 35. Estádio  Pré-­‐ Operatório   Fase  do  Pensamento  pré-­‐conceptual,   centrada  na  imaginação  e  por  ela   dominada  (2  –  4  anos)   Fase  do  Pensamento  Intui(vo,  centrado   na  percepção  dos  dados  sensoriais  e  a   ela  subme(da  (4  –  7  anos)  
  36. 36. Estádio  Pré-­‐Operatório   O Pensamento é dominado pela imaginação, isto é, a relação da criança com a realidade centra-se na sua imaginação. O pensamento pré-conceptual vive de imagens e não de conceitos. É um pensamento mágico, que transforma o imaginário em realidade. Através  do  jogo  simbólico,  a  realidade  perde  a   sua  densidade  objec(va.   O  Pensamento  mágico  transforma  os  objectos  em   realidades  imaginadas  de  acordo  com  o  desejo  da   criança.  
  37. 37. Estádio  Pré-­‐Operatório   O pensamento é dominado pela imaginação, isto é, a relação da criança com a realidade centra-se na sua imaginação. O  pensamento  egocêntrico  é  uma  forma   de  funcionamento  mental,  e  não  uma   caracterís(ca  de  personalidade  (não  é   Pensamento  egocêntrico:   sinónimo  de  egoísmo).   A  criança,  por  exemplo,  faz  sinal  de  sim  com  a   É  um  Comportamento  CogniBvo   cabeça  para  confirmar  que  foi  passear,  apesar  de   estar  ao  telefone  com  a  avó.     Não  fala,  porque,  do  seu  ponto  de  vista,  a   resposta  que  dá,  movendo  a  cabeça,  é   suficientemente  clara.  
  38. 38. Estádio  Pré-­‐Operatório   •  Animismo   •  Realismo   Pensamento   Pensamento   Pré-­‐ Pré-­‐ Coceptual   Conceptual   Pensamento   Pensamento   Pré-­‐ Pré-­‐ Conceptual   Conceptual   •  Finalismo   •  Ar(ficialismo  
  39. 39. Estádio  Pré-­‐Operatório   “O  Sol  está  a  deitar-­‐se   porque  está  com  sono”   Tendência  para  atribuir  aos   Animismo   “A  minha  boneca  está   objectos  Zsicos  e  aos  fenómenos   doente”   naturais  qualidades  psicológicas   Lobo  Mau,  Pai  Natal,   Tendência  para  atribuir  uma   Realismo   Fada  Madrinha  não  são   existência  Zsica  a  realidades   ficções.   psicológicas   Tendência  para  acreditar  que  os   “Quem  pintou  o  Céu?”   objectos  Zsicos  e  acontecimentos   Ar(ficialismo   naturais  são  produzidos  por   “As  nuvens   pessoas   movimentam-­‐se  para   tapar  o  Sol”   Tendência  para  acreditar  que  nada   Finalismo   “As  estrelas  acendem-­‐se   acontece  por  acidente;  tudo  tem   à  noite  para  o  Sol  dormir   uma  jus(ficação  finalista   sem  medo  do  escuro  
  40. 40. Estádio  Pré-­‐Operatório   No plano das relações interpessoais, o egocentrismo tem efeitos curiosos. Pensamento  egocêntrico:   A  criança  é  incapaz  de  ver  e  compreender  as   coisas  admi(ndo  que  são  possíveis  diferentes   pontos  de  vista.   Não  compreende  que  os  outros  tenham   diferentes  ideias  e  sen(mentos  –  julga  que  o  seu   ponto  de  vista  é  o  único  possível.  
  41. 41. Estádio  Pré-­‐Operatório   A partir dos 4 anos, verifica-se uma redução do egocentrismo: O pensamento é menos dominado pela imaginação e passa a ser dominado pela percepção. A centração continua a condicionar o funcionamento intelectual.
  42. 42. Estádio  Pré-­‐Operatório   Pensamento  Intui(vo   Raciocínio  Pré-­‐Causal   Dificuldade  em  dis(nguir  uma  classe  de   objectos  de  um  só  objecto.   Irreversebilidade:  incapacidade  para  inverter   mentalmente  uma  sequêrncvia  de  factos  e  de   operações,  regressando  ao  ponto  de  par(da.  
  43. 43. Estádio  Pré-­‐Operatório   “O  túmulo  é  a  causa  da   Raciocínio  Pré-­‐ morte  porque  as   Dificuldade  de  entendimento  das   Causal   pessoas  mortas  estão   relações  causa-­‐efeito   lá  enterradas”   Dis(nguir  classe   “O  elefante  que  estava   Confunde  o  todo  com  uma  das   de  objectos  de   no  Jardim  Zoológico  é   suas  partes.  Prevalece  o  raciocínio   um  único  objecto   o  mesmo  que  está  no   transdu(vo   circo”.   Dificuldade  em  compreender   Experiências   conceitos  de  conservação  da   Irreversibilidade   quan(dade,  do  volume  ou  do   número.  
  44. 44. Conservação   da  Quan(dade   Inteligência  Pré-­‐Operatória  
  45. 45. Conservação   do  Número   Inteligência  Pré-­‐Operatória  
  46. 46. Conservação   do  Volume   Inteligência  Pré-­‐Operatória  
  47. 47. Inteligência  Pré-­‐  Operatória   Caracterís(ca  própria  de  um   pensamento  que,  baseado  na  intuição   Ausência  de   e  não  na  lógica,  não  compreende  que   Conservação   há  permanência  na  mudança,   confundindo  aparência  e  realidade   Caracterís(ca  do  pensamento  pré-­‐ operatório  que,  decorrendo  do  seu   egocentrismo,  não  consegue  retornar   Irreversibilidade   ao  ponto  de  par(da  e  coordenar   mentalmente  o  estado  final  e  o  estado   inicial  de  um  processo.  
  48. 48. A  con(nuar....   Próximos  Capítulos:   1.  Estádio  das  Operações  Concretas   2.  Estádio  das  Operações  Formais  
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