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Discurso Argumentativo e Retórica (de acordo com manual "Pensar Azul")
 

Discurso Argumentativo e Retórica (de acordo com manual "Pensar Azul")

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Texto de Apoio para alunos do ensino secundário.

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    Discurso Argumentativo e Retórica (de acordo com manual "Pensar Azul") Discurso Argumentativo e Retórica (de acordo com manual "Pensar Azul") Presentation Transcript

    • Tema%III%Racionalidade%Argumentativa%e%Filosofia% %%2.%ARGUMENTAÇÃO%E%RETÓRICA% % %2.1%%O%Domínio%do%Discurso%Argumentativo%% % % %–%%A%Procura%de%Adesão%do%Auditório %! Filosofia 11º Ano, 2012 JB
    • III  Racionalidade      Argumentativa 2.  Argumentação                           e  Retórica
    • 2.1  O  Domínio  do  Discurso  Argumentativo     –    A  Procura  de  Adesão  do  Auditório   Sumário Lógica  formal  e  argumentação Elementos  da  comunicação argumentativa:  ethos,  pathos  e  logos Domínios  de  intervenção  da  retórica Estrutura  e  organização  do  discurso argumentativo
    • ProblemaO  que  é  um  discurso  argumentativo?
    • Discurso  argumentativo  e  a  adesão  do  auditórioTodos  os  dias  utilizamos  o  discurso  para  levar  os  nossos  interlocutores  a  aderir  às  nossas  opiniões  –  chamamos  a  isto  comunicação  argumentativa.  Estamos  no  domínio  da  lógica  informal,  mais  centrada  nos  efeitos  da  comunicação  do  que  na  validade  formal  dos  argumentos.  
    • Lógica  formal  e  lógica  informal  Distingue-­‐se  demonstração  de  argumentação demonstração   argumentação   é  tarefa  da  lógica   é  tarefa  da  lógica  informal,   formal,  cujo   cujo  domínio  são  os  efeitos   domínio   da  comunicação é  a  validade   a c b dos  argumentos a2  =  b2  +  c2
    • Demonstração   Domínio Características   validade  dos  argumentos  um  cálculo  impessoal     o  constringente  avalia  a  validade     de  um  raciocínio    usa  linguagem  artificial,   não  equívoca  visa  uma  verdade   universal  e  necessária
    • Argumentação  (retórica) argumentação retórica Domínio   comunicação   Características (visa  obter    é  pessoal:  supõe  um  auditório   a  adesão    é  comunicação,  diálogo     de  um  auditório)   e  discussão  o  verosímil    está  situada  num  contexto  preciso  é  um  poder  exercido  através  do  discurso    utiliza  a  linguagem  natural,  equívoca
    • O  que  é  a  retóricaRetórica  é  o  domínio  da  lógica  informal  que  estuda  a  arte  de  falar  com  eloquência.  Nasceu  na  democracia  da  Grécia  Clássica  e  foi  estudada  por  Aristóteles.Aristóteles  distinguiu  entre:  raciocínios  analíticos,  ou  demonstrativos  e  raciocínios  dialécticos,  ou  argumentativosAristóteles  considerou  a  retórica  como   ARISTÓTELESum  instrumento  necessário  para  discutir   384-­‐322  a.C.e  persuadir  acerca  do  que  é  apenas  provável.
    • O  que  é  a  retóricaNo  século  XX,  os  debates  sobre  problemas  axiológicos,  éticos  e  jurídicos  levaram  à  renovação  da  retórica.O  filósofo  Chaim  Perelman,  de  origem  polaca,  foi  um  dos  contribuiu  para  essa  renovação.  Retomando  a  concepção  aristotélica,  Perelman  construiu  uma  «teoria  da  argumentação»,  ou  «nova  retórica». PERELMAN 1912-­‐1984
    • Argumentação  –  condições  sine  qua  nonA  comunicação  argumentativa  é  uma  relação  intersubjectiva  e  pressupõe:   1 2 a  existência  de  uma  língua   o  reconhecimento  implícito,  tanto   comum,  em  geral,  uma  língua   pelo  orador  como  pelo  auditório,   natural,  uma  vez  que   de  que  a  outra  parte  é  constituída  por   a  comunicação  decorre   seres,  dotados  de  razão,   no  contexto  da  vida  quotidiana capazes  de  compreender   os  argumentos  e  de  ser  convencidos   através  dos  discursos
    • Argumentação  –  condições  sine  qua  nonA  comunicação  argumentativa  pressupõe:   3 5 o  carácter  persuasivo   o  recurso  a  técnicas  psicológicas   do  discurso e  a  elementos  capazes  de  desencadear   estados  emocionais 4 6 o  recurso  a  estratégias   a  utilização  de  imagens  e  /  ou  sons  para   de  persuasão criar  um  ambiente  adequado  à  mensagem  a   transmitir  e  à  reacção  a  obter
    • Características  gerais  da  retóricaA  comunicação  argumentativa:   1 3 usa  recursos  estilísticos   pretende  modificar  as  crenças,   e  artifícios  discursivos   as  atitudes  e  o  comportamento   como  meio  de  persuasão do  auditório 4 2 tem  maior  preocupação  com   serve-­‐se  da  linguagem   a  sedução  do  auditório  do  que comum com  a  verdade
    • A  maior  parte  da  comunicação  tem  um  carácter  persuasivo,  visa  influenciar  o  pensamento,  os  sentimentos  e  a  acção  dos  interlocutores.  O  meio  usado  é  o  discurso  argumentativo.O  s  argumentos  podem  ser  válidos    e  não  convencerem.  Para  ser  convincente,o  discurso  deve  usar  argumentos  válidos  e  com  força  persuasiva.
    • domínio  do  constringente   (argumentação)  domínio  do  verosímil   centra-­‐se    na  análise                                                centra-­‐se  nos    efeitos   da  validade  dos  argumentos   da  comunicação   demonstração  da  relação    processo  de  negociação  racional   necessária  entre  a  verdade  das   de  consensos premissas  e  a  da  conclusão  analisa  os  aspectos  expressos                       processo  de  inferência   em  linguagem  natural  e  situados   impessoal   no  contexto  em  que  ocorrem
    • RetóricaArte  de  falar  com  eloquência,  com  o  objectivo  de  persuadir.Surgiu  na  Grécia  clássica.Objectivo:  preparar  as  elites  políticas                    para  falar  nas  assembleias,  fazendo-­‐as  aprovar  as  propostas  apresentadas. Exercícios 1 e 2Aristóteles  teorizou  e  sistematizou  a  retórica  antiga.  Chaim  Perelman  renovou  a  importância  da  retórica,                    
    • Elementos  da  comunicação  argumentativaA  comunicação  argumentativa  supõeum  orador,  um  auditório  e  um  discurso.  Aristóteles  chamou… ethos   pathos   logos   à  dimensão   à  disposição   à  organização   do  orador do  auditório   do  discurso  
    • Elementos  da  comunicação  argumentativa orador ethos   Alguém  que  se  propõe  exercer  uma  certa   influência:  o  que  é  determinante   é  a  vontade  de  agradar,  de  persuadir,   de  seduzir,  de  convencer,  através  de  belos   discursos  ou  de  argumentos  racionais.
    • Elementos  da  comunicação  argumentativa auditório   pathos Pessoa  ou  pessoas  que  o  orador  pretende   influenciar.  O  que  conta  é  a  decifração   das  intenções  e  do  carácter  do  orador,   a  inferência  que  temos  o  direito  de  fazer   a  partir  daquilo  que  é  enunciado  literalmente.
    • Elementos  da  comunicação  argumentativa discurso logos Conjunto  dos  argumentos  organizados  de  modo   a  persuadir.  Hoje  designa  o  medium  (meio  –  palavra  ou   imagem)  que  transmite  a  mensagem.  Refere   a  racionalidade  dos  argumentos  e  o  tipo   e  a  estrutura  dos  discursos.
    • Estratégias  discursivasPara  exercer  influência  sobre  o  auditório  através  do  discurso  e  não  pela  força,  o  orador  tem  de  usar  estratégias  adequadas  ao  auditório,  às  suas  características  psicológicas,  conhecimentos,  crenças  e  valores,  para  o  levar  a  interessar-­‐se,  a  ouvir  e  a  dialogar.
    • Estratégias  discursivasProcedimentos  mais  usados: Exemplos   Metáforas  e   Repetição   e  analogias   alegorias   de  uma   Situações  reais   Apelar  à  imaginação   ideia   ou  fictícias,  para   para  motivar   Insistir  numa   facilitar   e  facilitar   ideia-­‐chave a  compreensão   a  compreensão   da  mensagem da  mensagem
    • Estratégias  discursivas Alteração  do  tom  de  vozProcedimentos   Modular  a  voz  e  usar  o  tom  mais  usados: adequado  para  induzir  estados   emocionais  no  auditório Uso  de  emoções   Ironia   Usar  a  dramatização     Linguagem  gestual   Dizer  o  contrário   (teatralização),   daquilo  que   Comunicar  através   a  sedução  amorosa   as  palavras   do  movimento  (como   e  o  jogo  para  produzir   num  bailado,  por   significam,   emoções  favoráveis   exemplo) alterando  o  tom   de  voz  ou  sorrindo
    • Estratégias  discursivasSugestão  de  Schopenhauer: SCHOPENHAUER «[Não  devemos  produzir  argumentos   1788-­‐1860 excessivos.  Por  isso],  os  Chineses  enunciam  a  seguinte   máxima:  aquele  que  é  eloquente  e  que  tem  a  língua  afiada   só  deverá  enunciar  metade  de  uma  proposição;  e  aquele  que   tem  a  razão  do  seu  lado  pode  voluntariamente  sacrificar  três   décimas  do  seu  discurso.» Schopenhauer,  A.  Le  monde  comme  volonté  et  comme  représentation.
    • Elementos  da  comunicação  argumentativa:  ethos,  pathos  e  logosA  comunicação  argumentativa  supõe  um  orador,  um  auditório  e  um  discurso.  Aristóteles  chamou: ethos  à  dimensão  do  orador;  o  seu  objectivo  é  persuadir  o  auditório pathos  à  disposição  emocional  do  auditório;  o  seu  objectivo  é  ponderar  a   aceitação  da  mensagem logos  à  organização  lógico-­‐racional  do  discurso;  hoje  designa  o  meio                                       de  transmissão  da  mensagem
    • O  orador  pode  usar  diferentes  estratégias,  em  função  das  características  do  auditório: partir  de  exemplos  e  invocar  situações  reais  ou  fictícias usar  comparações  para  facilitar  a  compreensão  da  mensagem apelar  à  imaginação  do  auditório  e  usar  imagens  apelativas  (caso   da  publicidade) repetir  uma  frase  (um  slogan)  para  vincar  uma  ideia usar  diferentes  gestos  e  modelações  de  voz usar  figuras  de  estilo:  ironia,  metáforas,  analogia  e  metonímias Exercício 3
    • Usos  da  retóricaSão  muitos  os  domínios  onde  se  usa  a  retórica:   comunicação   quotidiana discurso   político   discurso   e  jurídico dos  meios   de  comunicação   social;  discurso   publicitário
    • Retórica  e  opinião  públicaNa  política,  quer  nos  regimes  democráticos  quer  nos  regimes  totalitários,  a  retórica  é  usada  para  formar,  controlar  e  manipular  a  opinião  pública.  Do  mesmo  modo,  quer  os  meios  de  comunicação  social  quer                                  a  publicidade  adoptam  procedimentos  retóricos  para  captar  a  atenção  dos  seus  auditórios.  
    • Factores  que  influenciam  a  opinião  pública Factores   sociais Factores   Emoções   individuais colectivas Meios                                 Líderes            de   comunicação   de  opinião social
    • Factores  que  influenciam  a  opinião  públicaFactores  individuaisComo  os  seres  humanos  têm  tendência  gregária  (pertencer  a  um  grupo)  e  gostam  de  partilhar  crenças,  opiniões  e  valores,  estão  predispostos  a  aceitar  o  que  lhes  facilite  a  sua  integração  social.
    • Factores  que  influenciam  a  opinião  públicaFactores  sociaisCada  grupo  ou  classe  social  tem  um  conjunto  de  estereótipos  e  preconceitos  que  se  traduzem  em  atitudes  e  comportamentos  considerados  normais,  entre  os  membros  desse  grupo,  e  que  são  como  que  cartões  de  identificação,  ou  passwords,  necessários  para  que  se  estabeleça  a  comunicação.
    • Factores  que  influenciam  a  opinião  públicaEmoções  colectivasQuando  as  pessoas  estão  em  multidão,  o  nível  de  capacidade  crítica  e  de  discernimento  racional  diminui,  porque  as  mensagens  emotivas  se  comunicam  mais  rapidamente  e  são  mais  fortes.  Isto  cria  uma  empatia  que  permite  a  difusão  de  ideias  simples  (não  analisadas  pelo  auditório)  e  que  facilita  o  controlo  e  a  manipulação  da  multidão.
    • Factores  que  influenciam  a  opinião  públicaLíderes  de  opiniãoOs  líderes  de  opinião  são  pessoas  que,  pela  sua  autoridade,  prestígio  ou  carisma,  influenciam  a  constituição  de  representações  colectivas  e  orientam  os  comportamentos  das  pessoas.
    • Factores  que  influenciam  a  opinião  públicaMeios  de  comunicação  socialÉ  conhecida  a  força  dos  meios  de  comunicação  social  para  condicionar  e  manipular  as  emoções  do  auditório  através  de  artigos  de  opinião,  filmes,  documentários  e  outros  programas.O  poder  político  procura  controlar  os  meios  de  comunicação  social,  reconhecendo  a  capacidade  persuasiva  das  suas  mensagens.
    • Domínios  de  intervenção  da  retórica  A  retórica  é  usada no  discurso  político  e  jurídico nos  meios  de  comunicação  social no  discurso  publicitárioTodos  estes  discursos  contribuem  para  a  formação  e  o  controlo  da  opinião  pública.
    • Factores  que  influenciam  a  opinião  pública   Factores  individuais Factores  sociais Emoções  colectivas Líderes  de  opinião Meios  de  comunicação  social Exercício 4
    • Discurso  publicitárioNa  nossa  sociedade,  a  retórica  é  aplicada  na  actividade  publicitária  (quer  no  marketing  comercial,  quer  no  político),  que  usa  sobretudo  mensagens  visuais  e  auditivas. «Vale mais uma imagem il que m palavras» Ditado  chinês
    • Planificação  de  um  anúncio  publicitárioA  figura  de  retórica  a  utilizar  numa  campanha  é  discutida  e  analisada,  de  modo  a  compatibilizar  a  ideia  com  o  produto  anunciado  (acordo  entre  a  mensagem  e  o  signo).  Também  deve  adequar-­‐se  ao  canal,  pois  deverá  ser  diferente  conforme  se  destine  a  ser  usada  num  anúncio  televisivo,  na  comunicação  escrita  ou  num  outdoor.
    • O  que  faz  a  publicidade  para  seduzir  o  seu  auditório   Utiliza  a  sedução,  provocando  carências   e  despertando  o  desejo  de  as  satisfazer Explora  o  poder  da  palavra  e  da  imagem Propõe  um  jogo  de  associações  semânticas Impõe  uma  escala  de  valores   concretizada  nos  objectos  publicitados
    • O  que  faz  a  publicidade  para  seduzir  o  seu  auditório   Apela  à  sensibilidade Mobiliza  o  desejo Manipula  símbolos  para  alterar   a  avaliação  que  os  receptores   fazem  da  realidade Induz  o  consumidor  à  opção   por  um  determinado  produto
    • Estratégias  da  publicidade Estratégia Objectivos  usar  a  mensagem    afagar  o  ego  do  auditório emotiva  envolvê-­‐lo  emocionalmente  usar  artifícios   início psicológicos    buscar  a  sua  simpatia   de  persuasão  fazê-­‐lo  identificar-­‐se  com     o  apelo  faz  crer  que  aderir  ao  apelo  dá   um  estatuto  superior
    • Tácticas  da  publicidade Texto Marca  coloquial  curta  simples  directa  pessoal  memorizável;  informal    evocativa  das  qualidades  busca     a  associar  ao  produto   da  intimidade Slogan  original  sintético  impessoal  com  sonoridade
    • Tácticas  da  publicidade
    • A  publicidade  utiliza  a  retórica  para  induzir  o  consumo.  Recorre  a  símbolos,  imagens,  valores  e  associações  semânticas.Estratégias  e  objectivos:  persuasão;  envolvimento  emocional  e  psicológico  do  auditório.Tipos  de  mensagem:  texto,  marca                                        e  slogan.
    • Estrutura  do  discurso  argumentativoUm  discurso  argumentativo  deve  ter  uma  estrutura  e  uma  organização  adequadas  ao  auditório.  Um  dos  modelos  de  organização  mais  utilizados  é  o  seguinte: 1.º  momento Introdução 2.º  momento 3.º  momento Tema  (subtemas) Campo  argumentativo –  tese  do  autor   Argumento  1,  2,  n Conclusão sobre  esse  tema Síntese  final Refutação  de  possíveis   contra-­‐argumentos
    • Estrutura  do  discurso  argumentativo 2 manual,  p.  10Neste  sermão,  este  mestre  português  da  retórica  sugeriu,  para  o  discurso  argumentativo,    uma  organização  em  três  momentos:
    • Estrutura  do  discurso   2 manual,  p.  10
    • Como  elaborar  um  discurso  argumentativo Perguntas Tarefas Qual  o  objectivo  deste  discurso? Estabelecer  um  objectivo   Qual  o  assunto  ou  tema  a  tratar? Definir  o  tema Onde  obter  informação  sobre  o  tema? Estabelecer  as  fontes  de  informação Qual  é  a  tese  a  defender?   Sublinhar  o  sentido  e  a  utilidade  da  tese
    • Como  elaborar  um  discurso  argumentativo Perguntas Tarefas Definir  conceitos,  estruturar  ideias   Como  organizar  o  discurso? e  construir  bons  argumentos Quais  são  as  conclusões  da  investigação? Apresentar  uma  conclusão Como  responder  às  refutações? Antecipar  possíveis  respostas   Como  se  caracteriza  o  auditório? Fazer  um  diagnóstico  das  motivações   do  auditório   Pedir  opiniões  críticas  antes   O  discurso  está  inteligível?   da  apresentação
    • Regras  para  construir  Para  construir  bons  argumentos  (segundo  Anthony  Weston): Distinguir   Apresentar   Usar  premissas   Usar  termos   claramente  entre   as  ideias   fidedignas,   consistentes   premissas  e   a  defender   evitando   e  um  só  sentido   conclusão segundo  uma   a  linguagem   para  cada  termo ordem  natural tendenciosa
    • Regras  para  construir  bons  argumentosPara  construir  bons  argumentos  (segundo  Sérgio  Navega): Aceitabilidade Relevância Suporte  /   Refutabilidade As  premissas   Premissas   justificação Um  bom  argumento   têm  de  ser   relevantes   As  premissas   deve  possibilitar   aceitáveis   fornecem   propostas  devem   e  proporcionar   (aceitável   as  razões  para   ser  suficientes   uma  refutação   é  diferente   que  possamos   para  podermos   efectiva  de  todos   de  verdadeiro) crer  na   aceitar   os  argumentos  que   veracidade   a  alegação  nelas   conduzam   da  conclusão implícita ao  oposto  do  que   estamos  a  afirmar
    • Exercícios 5 e 6
    • Usos  da  retóricaDiscursos: político contribuem  para   jurídico a  formação   publicitário da  opinião  pública dos  mediaEstrutura  do  texto  argumentativo introdução campo  argumentativo conclusão
    • Os exercícios continuam no “Moodle” Jorge Barbosa, 2012
    • Diga  quais  são  as  afirmações  verdadeiras  e  quais  são  as  falsas. Afirmações V  /  F Discurso  –  processo  de  troca  de  mensagens  cuja  finalidade  é  a  procura   da  adesão  dos  outros  às  nossas  teses,  perspectivas  ou  opiniões. ? F Comunicação  argumentativa  –  exposição  metódica  que  visa  influenciar  o   pensamento,  os  sentimentos  e  a  acção  do  receptor. ? F Lógica  informal  –  estudo  da  argumentação  que  não  depende  exclusivamente   da  sua  forma  lógica.  A  lógica  formal  estuda  as  formas  de  argumento  válido. ? V Exercício 2 Filosofia 11º Ano, 2012 JB
    • Diga  quais  são  as  afirmações  verdadeiras  e  quais  são  as  falsas. Afirmações V  /  F A  demonstração  respeita  ao  domínio  do  constringente. ? V A  argumentação  respeita  ao  domínio  do  verosímil. ? V Verosímil  diz-­‐se  de  uma  conclusão  que  necessariamente  decorre  das  premissas. ? F Constringente  diz-­‐se  do  que  é  eventualmente  verdadeiro,  ou  seja,  o   provável. ? F Filosofia 11º Ano, 2012 JB
    • Diga  quais  são  as  afirmações  verdadeiras  e  quais  são  as  falsas. Afirmações V  /  F Aristóteles  chamou  logos  à  dimensão  do  orador. ? F Aristóteles  chamou  ethos  à  organização  do  discurso.   ? F Aristóteles  chamou  pathos  à  disposição  do  auditório. ? V Filosofia 11º Ano, 2012 JB
    • Indique  a  opção  verdadeira. 1  Opinião  pública  é  o  conjunto  de  representações  da  realidade  partilhadas  por   uma  dada  colectividade. 2 Opinião  pública  é  o  conjunto  de  representações  da  colectividade  que  um   indivíduo  tem. Opinião  pública  é  o  conjunto  de  representações  que  os  cientistas  sociais   3 fazem  da  sua  colectividade. Filosofia 11º Ano, 2012 JB
    • Diga  quais  são  as  afirmações  verdadeiras  e  quais  são  as  falsas. Afirmações V  /  F O  discurso  argumentativo  está  organizado  em  quatro  momentos:  introdução,  tema,   campo  argumentativo  e  conclusão. ? F O  discurso  argumentativo  está  organizado  em  três  momentos:  tema,  campo   argumentativo  e  conclusão. ? F O  discurso  argumentativo  está  organizado  em  três  momentos:  introdução,  campo   argumentativo  e  conclusão. ? V Exercício 6 Filosofia 11º Ano, 2012 JB
    • Diga  quais  são  as  afirmações  verdadeiras  e  quais  são  as  falsas. Afirmações V  /  F Num  discurso  argumentativo,  o  tema  deve  ser  apresentado  na  conclusão. ? F Num  discurso  argumentativo,  a  introdução  deve  apresentar  a  tese  do  autor  sobre   o  tema.   ? V Num  discurso  argumentativo,  a  tese  do  autor  deve  ser  defendida  na  conclusão. ? F Num  discurso  argumentativo,  o  campo  argumentativo  destina-­‐se  a   defender  a  tese  do  autor. ? V Filosofia 11º Ano, 2012 JB
    • Discurso  (argumentativo)  Exposição  metódica  que  visa  influenciar  o  pensamento,  os  sentimentos  e  a  acção  do  receptor.
    • Comunicação  argumentativa  O  processo  de  troca  de  mensagens  cuja  finalidade  (telos)  é  a  procura  da  adesão  dos  outros  às  nossas  teses,  perspectivas  ou  opiniões.
    • Lógica  informal  Estudo  dos  aspectos  da  argumentação  que  não  dependem  exclusivamente  da  forma  lógica,  analisando  os  argumentos  em  linguagem  natural  e  no  contexto  em  que  ocorrem.
    • ConstringenteDiz-­‐se  de  uma  conclusão  que  decorre  necessariamente  das  premissas.  
    • VerosímilDiz-­‐se  do  que  se  pode  admitir  como  eventualmente  verdadeiro,  ou  seja,  o  provável.
    • Argumentação  Designa  a  actividade  social,  intelectual  e  discursiva  que,  utilizando  um  conjunto  de  razões  bem  fundamentadas  (argumentos),  visa  justificar  ou  refutar  uma  opinião  e  obter  a  aprovação  e  a  adesão  de  um  auditório,  com  o  intuito  de  alterar  o  seu  comportamento.
    • RetóricaNome  que  a  antiguidade  clássica  grega  e  romana  atribuía  à  arte  (a  um  conjunto  de  teoria  e  prática)  de  persuadir  através  da  palavra  (discurso).  Designa  a  arte  de  falar  com  eloquência  com  o  objectivo  de  conseguir  o  assentimento  (acordo)  e  o  convencimento  (adesão)  do  auditório.  Há  retórica  sempre  que  se  procura  convencer  outrem,  sempre  que  há  intenção  persuasiva.  No  século  XX,  a  retórica  clássica  deu  lugar  ao  que  alguns  autores  chamam  a  «nova  retórica»  
    • AristótelesNo  século  IV  a.C.,  este  filósofo  grego  definiu  retórica  como  «capacidade  de  descobrir  o  que  é  adequado  a  cada  caso  com  o  fim  de  persuadir».  
    • Nova  retórica  Designação  atribuída  aos  estudos  levados  a  cabo  por  Chaim  Perelman  (século  XX),  que  contribuíram  para  recuperar  a  importância  da  retórica,  definida  como  uma  teoria  da  argumentação  e  coincidindo  com  o  domínio  da  lógica  informal.
    • EthosDesigna  a  autoridade  moral  do  orador,  que  argumenta  (elemento  racional)  e  seduz  (elemento  emotivo)  para  persuadir  o  auditório.
    • Logos  Designa  o  elemento  racional  de  comunicação  orador  /  auditório  que  é  próprio  do  discurso.
    • Pathos  Designa  a  disposição  emocional  dos  ouvintes  para  ponderar  a  aceitação  da  mensagemdo  orador.
    • Schopenhauer  Filósofo  alemão  (1788-­‐1860),  autor  de  O  mundo  como  vontade  e  como  representação.Influenciado  pela  filosofia  kantiana,  especialmente  pela  concepção  de  fenómeno,  Schopenhauer  defendeu  que  o  mundo  é  apenas  representação.
    • Opinião  pública  Designa  a  convicção  ou  juízo  colectivo  a  respeito  de  um  determinado  assunto;  portanto,  é  o  conjunto  de  representações  da  realidade  partilhadas  por  uma  dada  comunidade.
    • Validade  Propriedade  formal  dos  argumentos  dedutivos.  É  diferente  de  verdade:  enquanto  esta  é  uma  propriedade  das  proposições,  a  validade  é  uma  propriedade  dos  argumentos.