Orientações Pedagógicas: Deficiências

  • 2,437 views
Uploaded on

 

More in: Education
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
    Be the first to like this
No Downloads

Views

Total Views
2,437
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
80
Comments
0
Likes
0

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. O CURRÍCULO ESCOLAR, OS OBJETIVOS DO ENSINO, A APRENDIZAGEM E A AVALIAÇÃO NA ESCOLA INCLUSIVA Prof. Selene Penaforte
  • 2. Currículo Escolar Compreende desde aspectos básicos, fundamentos filosóficos e sócio políticos da educação até marcos teóricos e referenciais técnicos que concretizam a sala de aula. Princípios e operacionalização, teoria e prática, planejamento e ação. - é construído a partir do projeto pedagógico da escola
  • 3. Projeto Pedagógico da Escola Deve orientar a operacionalização do currículo considerando aspectos como: - diversificar e flexibilizar o processo ensino aprendizagem para atender as diferenças individuais dos alunos; - identificação das necessidades dos alunos; - currículos abertos e propostas diversificadas; - flexibilidade na organização e funcionamento da escola; - flexibilizar a prática educacional para atender a todos.
  • 4. Objetivos e finalidades de ensino de acordo com o potencial e as necessidades do aluno Constituem possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades e necessidades diferenciadas dos alunos: • O que o aluno deve aprender; • Como e quando aprender; • Que formas de organização são mais eficientes para o processo de aprendizagem; • Como e quando avaliar o aluno;
  • 5. Objetivos e finalidades de ensino de acordo com o potencial e as necessidades do aluno Algumas características curriculares facilitam o atendimento às dificuldades e necessidades educacionais dos alunos: • a preparação e dedicação da equipe escolar, principalmente dos professores; • flexibilidade, a não obrigatoriedade de que todos os alunos atinjam o mesmo grau de abstração ou de conhecimento, num tempo determinado;
  • 6. Objetivos e finalidades de ensino de acordo com o potencial e as necessidades do aluno • acomodação, ao planejar atividades para uma turma deve-se levar em conta a presença de alunos com necessidades especiais e contemplá-los na programação; • trabalho simultâneo, cooperativo e participativo entendido como a participação de todos os alunos da turma; • interação entre as necessidades do educando e as propostas educacionais a serem propiciadas.
  • 7. Ensino de atenção às diferenças e aprendizagem cooperativa n A forma de ensino tradicional há de ser substituída por uma pedagogia de atenção à diversidade que propõe a criação de diferentes formas de organização da classe, dos tempos, dos espaços didáticos e das estratégias pedagógicas buscando recuperar um novo sentido para as atividades escolares.
  • 8. n DIVERSIFICAR é organizar as interações e as atividades, de modo que cada aluno seja confrontado constantemente, ou ao menos com bastante frequência, com as situações didáticas mais fecundas para ele n Acesso a uma cultura de base comum através de estratégias diversificadas no interior de situações didáticas abertas e variadas levando cada aluno a se confrontar com aquilo que é do seu interesse ou que é obstáculo na construção do conhecimento.
  • 9. n O ensino diversificado implica a utilização de diversas estratégias didáticas, de forma que sejam respeitadas e atendidas as características individuais dos alunos. n Diferentes atividades se desenvolvem ao mesmo tempo na sala de aula, o que implica numa organização apropriada da classe bem como na possibilidade de cooperação estreita entre os professores no planejamento.
  • 10. Ensino diversificado e aprendizagem cooperativa n Redefinição da escola como espaço de socialização e vivências, entendendo que o significado da prática considere o âmbito plural em que os alunos estão inseridos, além do contexto social e das experiências que cada aluno tem e traz para a vida escolar respeitando suas mais diversas formas de expressões.
  • 11. Educação interativa n Pressupõe a troca e a comparação das idéias de modo que os alunos possam ver o mundo a partir do ponto de vista do outro e que, assim, eles fiquem motivados para agir e interagir. Nessa perspectiva, o desenvolvimento intelectual, social e afetivo é possível apenas na interação cooperativa e na reflexão comum entre pessoas diferentes quanto à idade, aos interesses, às competências e ao contexto cultural.
  • 12. Objetivos e finalidades de ensino de acordo com o potencial e necessidades do aluno ALTERAÇÕES DE GRANDE PORTE - requerem decisão de toda a equipe escolar bem como decisões de níveis hierárquicos superiores. São situações mais graves e persistentes que requerem uso de recursos diferenciados para sua solução. ALTERAÇÕES DE PEQUENO PORTE - pequenos ajustes, situações leves e transitórias que podem se resolver no curso do trabalho pedagógico.
  • 13. Alterações de pequeno porte Alterações relativas: • Priorização de atividades que contemplem conteúdos essenciais para a aprendizagem; • Retomada de determinados conteúdos;
  • 14. Alterações de pequeno porte • Priorização de objetivos que enfatizam capacidades e habilidades básicas de atenção, participação e adaptabilidade; • Seguir uma seqüência de conteúdos através de processos gradativos, do mais simples para o mais complexo;
  • 15. Alterações de pequeno porte Alterações avaliativas • Seleção de diversas estratégias e instrumentos para avaliar o aluno;  Alterações nos procedimentos didáticos e nas atividades de ensino aprendizagem • Alteração nos métodos de ensino, que sejam mais acessível; • Introdução de atividades complementares que requeiram habilidades diferentes;
  • 16. Alterações de pequeno porte • Introdução de atividades prévias que preparam o aluno para novas aprendizagens; • Introdução de atividades alternativas às previstas; • Alteração do nível de complexidade e abstração de uma atividade, oferecendo outros recursos, ou facilitando , oferecendo apoio à realização da atividades; • Alteração na seleção e adaptação de materiais;
  • 17. Alterações de pequeno porte Alterações na temporalidade • Alteração no tempo previsto para a realização das atividades. Importante observar que as adequações focalizam as capacidades, o potencial, a zona de desenvolvimento proximal (Vigotsky) e não se centralizam nas deficiências e limitações do aluno, como tradicionalmente ocorria.
  • 18. Alterações de grande porte → Alterações relativas aos objetivos • Eliminação de objetivos básicos quando extrapolam as condições do aluno; • Introdução de objetivos específicos alternativos ou complementares – previstos para os alunos com dificuldades acentuadas ou deficiência;
  • 19. Alterações de grande porte Alterações relativas aos conteúdos • Introdução de novos conteúdos específicos, complementares ou alternativos
  • 20. Níveis de estratégias de acesso ao currículo • A escola assume responsabilidade na avaliação diagnóstica dos alunos com deficiência; • A escola elabora documentos mais informativos e completos; • A escola define objetivos gerais levando em conta a diversidade dos alunos; • A relação entre colegas é marcada por atitudes positivas; • Os alunos são agrupados de modo que favoreça as relações sociais e a aprendizagem;
  • 21. Estratégias de acesso ao currículo • O trabalho dos professores e outros profissionais é realizado de forma cooperativa; • Os recursos são utilizados de modo que favoreça a aprendizagem; • A organização do tempo respeita o ritmo próprio do aluno; • As decisões curriculares envolvem a equipe da escola; • A avaliação é flexível e leva em conta as condições individuais dos alunos;
  • 22. Estratégias de acesso ao currículo • A comunicação utilizada favorece e estimula a expressão; • O planejamento contempla atividades com diferentes níveis de dificuldades e realização; • Os objetivos são acrescentados, eliminados ou adequados para atender as peculiaridades individuais e grupais da sala; • As adequações da sala visam tornar possível a real participação do aluno e a sua aprendizagem.
  • 23. Níveis de alterações de acesso ao currículo • O trabalho dos professores e outros profissionais é realizado de forma cooperativa; • Os recursos são utilizados de modo que favoreça a aprendizagem; • A organização do tempo respeita o ritmo próprio do aluno; • A avaliação é flexível e leva em conta as condições individuais dos alunos;
  • 24. Níveis de alterações de acesso ao currículo • O trabalho dos professores e outros profissionais é realizado de forma cooperativa; • Os recursos são utilizados de modo que favoreça a aprendizagem; • A organização do tempo respeita o ritmo próprio do aluno; • A avaliação é flexível e leva em conta as condições individuais dos alunos;
  • 25. Avaliação Necessidade – Reflexão – Ação ⇒ Reorientar o processo ensino aprendizagem; ⇒ Garantir a formação continuada; ⇒ Encaminhamentos necessários; ⇒Prover recursos; ⇒Criar as condições necessárias a inclusão; ⇒Mudança de atitudes frente à diferença; ⇒ Avaliar a avaliação; ⇒ Perceber quais os aspectos que se quer conhecer;
  • 26. Proposta de avaliação 1- Contexto Educacional: 1.1 A instituição escolar: -Filosófico – valores e crenças; - Estrutura organizacional; - Funcionamento organizacional;
  • 27. Proposta de Avaliação 1.2 - Ação Pedagógica: -Professor; - Sala de aula; - Recursos de ensino e aprendizagem; - Estratégias metodológicas; - Estratégias avaliativas.
  • 28. Proposta de Avaliação 2. – Aluno: 2.1 – Nível de desenvolvimento: -Características funcionais; -Competências curriculares; 2.2 – Condições pessoais: - Natureza da dificuldade ou da deficiência;
  • 29. Proposta de Avaliação 3. Família 3.1 – Características do ambiente familiar: - Condições físicas da moradia; - Cultura valores e atitudes; - Expectativas de futuro;
  • 30. Proposta de Avaliação 3.2 – Convívio Familiar: - Pessoas que convivem com o aluno; - Relações afetivas; - Qualidade nas comunicações; - Oportunidades de desenvolvimento e de conquista da autonomia.
  • 31. Avaliação e Promoção Relacionada as necessidades do aluno deve focalizar: - os aspectos do desenvolvimento (biológico, intelectual, motor, emocional, social, comunicação e linguagem); - o nível de competência curricular (capacidade do aluno em relação aos conteúdos curriculares anteriores e os a serem desenvolvidos); - o estilo de aprendizagem ( motivação, capacidade de atenção, interesses, ritmo próprio de aprendizagem, condições físico ambientais mais favoráveis, tipos preferenciais de agrupamentos).
  • 32. Avaliação e Promoção Quando direcionado ao contexto educacional: - o contexto da aula (metodologias, organização, procedimentos didáticos, atuação do professor, relações interpessoais, individualização do ensino, flexibilidade curricular, condições físico-ambientais...); - o contexto escolar ( projeto pedagógico, funcionamento da equipe docente e técnica, currículo, clima organizacional, gestão...).
  • 33. Avaliação e Promoção Quando direcionado ao contexto familiar: - as atitudes e expectativas com relação ao aluno; - A participação na escola; - O apoio propiciado ao aluno e à sua família; - as condições sócio-econômicas; - A dinâmica familiar.
  • 34. Avaliação e Promoção Quanto a promoção dos alunos que apresentam deficiências ou dificuldades acentuadas, o processo avaliativo deve procurar seguir os critérios adotados para todos os demais ou adotar adequações quando necessário. -Alguns aspectos precisam ser considerados para orientar a promoção ou retenção do aluno na série: - a possibilidade do aluno ter acesso às situações escolares regulares e com menor necessidade de apoio especial;
  • 35. Avaliação e Promoção - a valorização de sua permanência com os colegas e grupos que favoreçam o seu desenvolvimento, comunicação, autonomia e aprendizagem; - a competência curricular, no que se refere à possibilidade de atingir os objetivos e atender aos critérios de avaliação previstos no currículo adaptado; - O efeito emocional da promoção ou retenção para o aluno e sua família; - a decisão sobre a promoção deve envolver o mesmo grupo responsável pela elaboração das adequações curriculares.
  • 36. Recursos de acesso ao currículo Alunos com deficiência visual Possíveis sinais de DV: - irritação/olhos - cabeça inclinada - Aproximação do papel - estrabismo - Dificuldade em copiar - casquinhas - Olhos franzidos - Nistagmo
  • 37. Deficiência visual Materiais e equipamentos adaptados: - Desportivos - Objetos em relevo - Máquina braile - Texturas diversas - Reglete - Filmes - Punção - Tamanho de letras - Mapa tátil - Atrill + lupa+ luz + presilhas - Lentes de aumento - Softwares educativos específicos - Soroban - Bengalas
  • 38. Deficiência Visual Estratégias e sugestões: - posicionamento do aluno na sala; - propiciar ambientes adequados (luminosidade, sonoridade e movimentação; - Ensino em equipe;
  • 39. Deficiência Visual - trabalhar dinâmicas para eliminar sentimentos de inferioridade; - explicações verbais de todo o material apresentado em aula; - possibilitar respostas em gravação; - comportamentos natural.
  • 40. Recursos de acesso ao currículo Alunos com deficiência auditiva Possíveis sinais de DA: - demora para falar e troca fonemas também na escrita; - Não responde a voz normal; - Não atende de costas; - Fala muito alta ou muito baixa; - Vira a cabeça para ouvir - Olha para os lábios e não para os olhos;
  • 41. Deficiência Auditiva Materiais e equipamentos adaptados: - sistema alternativo de comunicação - • leitura orofacial; • linguagem gestual (libras); • material de apoio visual; • softwares educativos específicos.
  • 42. Deficiência Auditiva Estratégias e sugestões: - sentar na frente dos demais alunos; - se necessário, recurso auditivo; - falar de frente, pausadamente; - fornecer cópias dos textos com antecedência; - pequeno toque no braço; - Utilização de gestos indicativos;
  • 43. Deficiência Auditiva - contato visual expressivo; - se for oralizada, você não entendeu peça para repetir; - se necessário, comunique através de bilhete; - Escreva no quadro datas ou informações importantes;
  • 44. Recursos de acesso ao currículo Alunos com Deficiência Física Possíveis sinais de deficiência física motora: -movimentação sem coordenação -deformidade corporal (pés tortos, pernas em tesoura) -desequilíbrio/ quedas constantes - dores ósseas, articulares, musculares - dificuldade no movimento de pinça
  • 45. Deficiência Física Materiais e Equipamentos Adaptados: - adaptação de elementos físicos (cadeiras adaptadas com tampão; - presilhas de braço, lápis, tesouras adaptadas; - fixação do papel A4; - atrill; - Linhas grandes (vai diminuindo);
  • 46. Deficiência Física - Pulseiras de chumbo (atetóides, atáxicos); - Tabuleiros de comunicação; -letras leves/pesadas; -AVD e AVP (materiais com velcro); -softwares educativos específicos (teclados, ponteiras);
  • 47. Deficiência Física Estratégias e sugestões: -apresente com textos prontos; -fale com calma, sem gritos; -trabalhe aprendizagem cooperativa; -materiais na sala mais baixos; -posicionamento do aluno;
  • 48. Deficiência Física - se apresentar expressões no rosto, dificuldade para falar, baba, não se intimide; - se você não compreender, peça que repita ou mostre; - Sempre virar o carrinho, a cadeira de rodas; - Muletas – acompanhar o passo;
  • 49. Recursos de acesso ao currículo Alunos com deficiência Mental Possíveis sinais de DM; - Dificuldades acentuadas na aprendizagem; - Dificuldade na compreensão de novas ordens; - Comportamento atípico;
  • 50. Deficiência Intelectual É preciso vários sinais para que se suspeite de DM. Estes sinais também podem ser indicadores de problemas de outra ordem. MUITO CUIDADO. Diagnóstico fecha com uma equipe multiprofissional.
  • 51. Deficiência intelectual Materiais diversificados: - se for possível, trabalhe com materiais concretos, observando e avaliando caso a caso.
  • 52. Deficiência Intelectual Estratégias e sugestões: - avaliar de forma multidisciplinar; - encorajar o estabelecimento de relações com o ambiente físico e social; - exercitar o desenvolvimento de suas competências e habilidades; - utilizar instruções e sinais claros para as atividades realizadas; - Estabelecer comunicações alternativas;
  • 53. Deficiência Intelectual situar o aluno em grupos adequados; -propiciar apoio físico, visual e verbal ao aluno impedido; -eliminar atividades que restrinja a participação ativa; -substituir objetivos inacessíveis e priorizar objetivos significativos e básicos;
  • 54. Deficiência Intelectual -trabalhar com reforço positivo, partir das capacidades, não dos déficits; -buscar a participação da família e de e de pessoas chave; - tomar cuidado para não criar situações permanentes de fracasso e frustração.
  • 55. Avaliação e Promoção O processo avaliativo é de suma importância em todos os âmbitos do processo educacional para nortear as decisões pedagógicas e retroalimentá-las, exercendo papel essencial no acesso ao curriculares.
  • 56. Avaliação e Promoção A avaliação é um processo compartilhado, contínuo e permanente. Finalidade: - conhecer para intervir de modo preventivo e/ou remediativo; - identificar potencialidades e necessidades educacionais dos alunos e das condições da escola e da família; - ênfase no desenvolvimento e aprendizagem do aluno.
  • 57. Avaliação Avaliação – Dicionário - “determinar o valor de”. Avaliação Escolar – diz respeito a aprendizagem do aluno e a técnicas usadas . valor  medir o rendimento escolar
  • 58. Revendo Conceitos Luckesi (1996) – Substitui juízo de valor por Juízo de qualidade, direciona o objeto numa trilha dinâmica de ação. Escola = verificação  avaliação da aprendizagem Hoffmannn(2001) – avaliação mediadora, a serviço da melhoria da situação avaliada. Gadotti (1987) - avaliação é também uma questão política - pode se constituir num exercício autoritário do poder de julgar.
  • 59. Revendo Conceitos Perrenoud (1999) – duas lógicas – uma a serviço da seleção e a outra a serviço das aprendizagens. “Avaliação não deve ser vista como uma caça aos incompetentes, mas como busca de excelência pela organização escolar como um todo.” (Castro, 1992) A função da avaliação e que a torna uma das mais importantes práticas para a elaboração do PPP de qualquer escola é a de transformação.
  • 60. Revendo Conceitos Por que e para que avaliar? Quem avalia? A quem avalia? O que avalia? Como? Com que? Quando?
  • 61. Avaliação A avaliação, enquanto processo, tem como finalidade uma tomada de posição que direcione as providências para a remoção de barreiras identificadas, seja as que dizem respeito a aprendizagem e/ou à participação dos educandos, sejam as que dizem respeito a outras variáveis extrínsecas a eles e que possam estar interferindo no seu desenvolvimento global.
  • 62. Para não concluir “As pessoas são diferentes, como são diferentes as suas culturas. As pessoas vivem de modos diferentes e as civilizações também diferem. As pessoas falam em várias línguas. As pessoas são guiadas por diferentes religiões. As pessoas nascem com cores diferentes e muitas tradições influenciam suas vidas, com cores e sombras variadas. As pessoas vestem-se de modo diferente e adaptam-se ao seu ambiente de forma diferente. As pessoas exprimem-se de formas diferentes. A música, a literatura e a arte refletem estilos diferentes. Mas, apesar dessas diferenças, todas as pessoas têm em comum um atributo simples: são seres humanos, nada mais nada menos. Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz em 2003.