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Seminário sobre TGA- A Representação do Negro em Obras Infantis de Monteiro Lobato

Seminário sobre TGA- A Representação do Negro em Obras Infantis de Monteiro Lobato

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  • 1. FACULDADE REGIONAL DA BAHIA – UNIRB BACHARELADO EM PEDAGOGIA A REPRESENTAÇÃO DO NEGRO EM OBRAS INFANTIS DE MONTEIRO LOBATO JAQUELINE SILVA MIRANDA ORIENTADORA – MIRALVA DOS SANTOS
  • 2.
    • “ Posso saber pedagogia, biologia como astronomia, posso cuidar da terra como posso navegar. Sou gente. Sei que ignoro e sei que sei. Por isso, tanto posso saber o que ainda não sei como posso saber melhor o que já sei. E saberei tão melhor e mais autenticamente quanto mais eficazmente construa minha autonomia em respeito à dos outros” (FREIRE, 1996, p. 37).
  • 3. JUSTIFICATIVA É pensando como profissionais incumbidos de importantes funções, tais quais a formação cidadã, que percebemos a necessidade de se repensar as questões étnico-raciais presentes na literatura infantil, sobretudo, brasileira. Ao tratar tais aspectos, pensamos abranger o debate sobre as questões raciais, tendo em mente a amplitude desse conteúdo para a vida social. Promover um espaço de discussões é, neste momento, a nossa maior proposta.
  • 4. OBJETIVOS
    • GERAL :
    • Identificar como o negro está representado em algumas obras infantis de Monteiro Lobato.
    • ESPECÍFICOS :
    • Partir de abordagens históricas, compreendendo os processos que justificam a representação do negro nas obras Aritmética da Emília, Histórias de Tia Nastácia e Reforma da Natureza , de Monteiro Lobato.
    • METODOLOGIA
    • Os estudos acerca da temática abordada serão realizados através da revisão de literatura.
  • 5. Problema de Pesquisa
    • Pode-se dizer que a existência de produções literárias em que se evidenciem personagens negros é freqüente ou comum dentro da abordagem literária infantil aqui apresentada?
    • E quando presentes, qual o lugar ocupado pelos personagens negros dentro dessa literatura?
    • Quais as possíveis justificativas para a criação de personagens literários estereotipados, com base na análise literária, aqui apresentada?
  • 6.
    • A pesquisa realiza-se, a partir da
    • revisão literária dos clássicos Aritmética da Emília, Histórias de Tia Nastácia e Reforma da Natureza, de autoria de Monteiro Lobato. Para tanto, faz-se uso de outras obras, enquadradas neste contexto, como :
    • Superando o Racismo na escola - (MEC, BRASIL, 2005)
    • PCN (MEC, BRASIL, 1997)
    • Catinari (2006)
    • Teles (2005)
    Diálogos da Pesquisa
  • 7. Estrutura dos Capítulos
    • CAPÍTULO I
    • LITERATURA INFANTIL: DA ORIGEM À CONTEMPORANEIDADE
    • CAPÍTULO II
    • MONTEIRO LOBATO: O PAI DA LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA
    • CAPÍTULO III
    • A REPRESENTAÇÃO DO NEGRO EM ALGUMAS OBRAS INFANTIS DE MONTEIRO LOBATO
  • 8. CAPÍTULO I LITERATURA INFANTIL: DA ORIGEM À CONTEMPORANEIDADE
    • ORIGEM:
    • Surgimento da Literatura Infantil -> momento de ascensão burguesa -> por volta do século XVII -> Histórias de Mamãe Gansa (Charles Perroult) -> concepção atual de infância.
    • Desenvolvimento industrial -> panorama econômico capitalismo -> necessidade de se formar cidadãos aptos a exercerem seus papéis na sociedade -> educação como veículo de apropriação de saberes imprescindíveis à vivência comum -> padrão educacional destinado ao público infantil.
  • 9.
    • ORIGEM:
    • Fim da “inexistência” da infância
    • Literatura configurada pelo padrão burguês -> privilégio das classes burguesas
    • Conteúdos -> configurar uma imagem sustentada pela fragmentação econômica, política, também, cultural.
    • CONTEMPORANEIDADE:
    • Superando o Racismo na Escola (MEC, BRASIL, 2005) -> reformulação de conceitos sobre etnia e racismo.
    CAPÍTULO I LITERATURA INFANTIL: DA ORIGEM À CONTEMPORANEIDADE “ Quem olha para os currículos escolares, do Ensino Fundamental à universidade - salvo raras exceções - não vê a presença negra, senão restrita a algumas lamúrias nas poucas páginas dedicadas à escravatura”. (ZAMPARONI, 2006)
  • 10. CAPÍTULO I LITERATURA INFANTIL: DA ORIGEM À CONTEMPORANEIDADE
    • PCN (1997) -> Temas transversais -> Pluralidade Cultural
    • Lei nº 10. 639 (Brasil, LDB, 2003) -> diretrizes pra inclusão obrigatória da temática "História e Cultura Afro-Brasileira“ no currículo oficial da Rede de Ensino.
    • Miranda (2004) -> Ações afirmativas da UFBA -> Projeto e Música Quadro Negro
    • Teles (2005) -> Experiência -> Consciência racial das crianças negras de uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei)
  • 11. CAPÍTULO II MONTEIRO LOBATO: O PAI DA LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA
    • José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, na cidade de Taubaté, interior de São Paulo. Sua mãe, Olímpia Augusta Monteiro Lobato, foi quem o alfabetizou e, posteriormente, um professor particular deu-lhe aulas antes que entrasse para a escola, aos 7 anos de idade. Lobato foi, aos poucos, se apropriando dos livros pertencentes ao acervo de seu avô, mantido no interior da própria casa.
  • 12. CAPÍTULO II MONTEIRO LOBATO: O PAI DA LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA
    • Primor pela arte devidamente brasileira -> retrato fiel do contexto social em que vivia.
    • Obras para o público adulto -> traços regionalismo (Urupês, Idéias de Jeca Tatu, Cidades Mortas e Negrinha)
    • Foi, senão o maior, um dos escritores brasileiros mais influentes do século XX.
    • Criação de enredos e personagens sobre a perspectiva do cenário político e social brasileiro.
    • Perfil literário lobatiano -> construído sobre a base de suas experiências (negócios e artes)
  • 13. CAPÍTULO III A REPRESENTAÇÃO DO NEGRO EM ALGUMAS OBRAS INFANTIS DE MONTEIRO LOBATO
    • “— [...] Só aturo essas histórias como estudos da ignorância e burrice do povo. Prazer não sinto nenhum. Não são engraçadas, não têm humorismo. Parecem-me muito grosseiras e bárbaras – coisa mesmo de negra beiçuda, como Tia Nastácia. Não gosto, não gosto e não gosto... “(LOBATO, 2002, p. 20)
    • “— Bem se vê que é preta e beiçuda! Não tem a menor filosofia, esta diaba. Sina é o seu nariz, sabe? Todos os viventes têm o mesmo direito à vida, e para mim matar um carneirinho é crime ainda maior do que matar um homem. Facínora!...”(LOBATO, 2002, p.88)
    • “— Com um moço assim é que você devia ter-se casado, e não com um negro tão preto”. (LOBATO, 2002, p. 26)
  • 14. CAPÍTULO III A REPRESENTAÇÃO DO NEGRO EM ALGUMAS OBRAS INFANTIS DE MONTEIRO LOBATO
    • “ [...] E já viu pássaro que não seja de pena, sua tola? [...] O que vale é que você mesma confessa não ter culpa das idiotices da história, senão eu cortava um pedaço desse beiço...” (LOBATO, 2002, p. 28)
    • “ Beiço é de boi - protestou Emília – gente tem lábios.” (LOBATO, 2002, p. 76)
    • “— Não entende você, que é uma analfabeta — respondeu Dona Benta. — Todos os outros, até a Emília, estão entendendo perfeitamente o que ele diz [...]” (LOBATO, 2002, p.13)
    • “— Pois eu sou asneirenta, porque aquela burra da Tia Nastácia me fez assim. Ela foi a minha natureza. Natureza preta como carvão e beiçuda...” ( LOBATO, 2002, p.54)
  • 15. Considerações finais
    • Os estudos acerca da Representação do Negro nas obras Aritmética da Emília, Histórias de Tia Nastácia e Reforma da Natureza, de Monteiro Lobato, nos permitiu concluir que o negro, através dos inúmeros personagens pertencentes à literatura infantil, ainda aparece, em pleno século XXI, de forma sutil e, em grande parte, de maneira depreciativa.
    • Podemos, sim, dizer que a existência de produções literárias em que se evidenciem personagens negros não é freqüente ou comum dentro da abordagem literária infantil aqui apresentada. E quando presentes, o lugar ocupado pelos personagens negros dentro dessa literatura se dá de forma inferiorizada, através de estereótipos e, muitas vezes, de maneira preconceituosa.
  • 16. Considerações finais
    • Dessa forma, aos professores de hoje cabe reformulação de conceitos étnico-raciais, para que possam formar cidadãos cientes de seus valores. O reconhecimento de suas identidades é um passo para essa reformulação de conceitos.
    • É nosso desejo que discussões étnico-raciais estejam presentes nos versos musicais, nas laudas dos livros didáticos e literários, para adultos e crianças, de maneira que incitem novas posturas frente ao desvalor que acomete a cultura negra. Que as obras de Monteiro Lobato continuem a ocupar lugar de honra nas instantes e bibliotecas infantis, mas com linguagens e adaptações que considerem os aspectos observados
  • 17. REFERÊNCIAS ● BRASIL. Lei de Direterizes e Bases. Decreto-Lei nº 10. 639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Disponível em : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm acesso em 25 jul. 2008. ● BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : pluralidade cultural, orientação sexual / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997. 164p. ● BRASIL. Superando o Racismo Na Escola . 2ª edição revisada / Kabengele Munanga, organizador. – [Brasília]: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. 204p.: il. ● FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia . Saberes necessários à prática educativa.  São Paulo: Paz e Terra, 1996. ● CATINARI. A. F. Monteiro Lobato e o projeto de educação intedisciplinar. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Ciência da Literatura, Área de Concentração em Literatura Comparada, Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2006. ● LOBATO, M. Histórias de Tia Nastácia . 9º reimpressão da 32". ed. - São Paulo : Brasiliense, 2002. - (Sítio do Pica-pau Amarelo).
  • 18. REFERÊNCIAS ● LOBATO, M. Lobato. A Reforma da Natureza. Obra digitalizada, disponível em: http://www.scribd.com/doc/7073536/Monteiro-Lobato-A-Reforma-Da-Natureza . Acesso em 23 de ago. 2008. ● LOBATO, M. Aritmética da Emília. Círculo do livro S.A. São Paulo, Brasil. Edição integral Copyright © by herdeiros de Monteiro Lobato. Obra digitalizada disponível em: http://www.4shared.com/dir/182307/b326ea52/sharing.html Acesso em 23 ago. 2008. ● MIRANDA. J. H. A. SIMPLES RAP’ORTAGEM. Quadro Negro, 2004, 22 min. ● TELES, C.P. REVISTA ANAGRAMA. Linguagem Escolar e a Construção da Identidade e Consciência Racial da Criança Negra na Educação Infantil. Pesquisa desenvolvida em 2005, com apoio da FAPESP na modalidade iniciação científica, sob orientação da professora doutora Tânia Suely Antonelli Brabo. 16 p. ● ZAMPARONI, V. Os Estudos Africanos no Brasil: veredas. São Paulo (SP), 2006. Disponível em : < http://www.overmundo.com.br/blogs/os-estudos-africanos-no-brasil-parte-1 > acesso em 06 jun. 2008.